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LIVRO DE ECONOMIA RURAL Utilizado na UFRAACS - Livro gtz[1]

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forte demanda no sistema de informação. A tendência que 
vem de muitos anos é investir crescentes somas em processamento de dados, sistemas de 
informação e recursos de telecomunicação para gerenciar o fluxo físico. 
Além disso, os clientes esperam e exigem que os fornecedores sejam capazes de fornecer 
informações logísticas atualizadas, tais como preços, situações de produtos e de pedidos. Demais 
disso, o sistema de informação deve permitir o monitoramento das operações físicas, comerciais e 
financeiras do fluxo monetário e do fluxo de produto de modo que responda em tempo real a objetivos 
estratégicos e às restrições operacionais da cadeia de suprimento. 
Sendo assim, o sistema de informação logística (logistics information system – LIS) tem o 
objetivo de contínua e sistematicamente coletar, analisar e distribuir informações relevantes sobre o 
mercado e sobre os indicadores de desempenho das empresas de cada elo da cadeia de suprimento 
para detectar problemas, identificar oportunidades e ajudar o processo de decisão dos membros da 
cadeia. Para monitorar o fluxo al longo de toda a cadeia de suprimento, o sistema de informação deve 
apresentar as seguintes características: 
• Coleta os dados básicos de forma contínua (dados de fluxo como performance financeira da 
empresa, comportamento do concorrente) e periódica (estoque, preço, novos produtos, 
gostos dos consumidores), por meio de processo sistemático para assegurar confiabilidade e 
precisão às informações; 
• Transfere os dados para os centros de tratamento e processamento; 
• Armazena os dados e os processa em informações úteis; 
• Armazena a informação e as transfere aos usuários na forma de relatório e indicadores de 
fácil entendimento. 
As informações coletadas no sistema de informação satisfazem aos objetivos de 
monitoramento do fluxo de produto e podem ser utilizadas para: 
• Prever, antecipar e planejar aspectos relevantes dos fluxos da cadeia de suprimento; 
• Garantir que as operações podem ser rastreadas no tempo e que os produtos podem ser 
localizados; 
• Controlar e relatar as operações completadas. 
Além disso, o LIS deve possibilitar análises do tipo SWOT, sigla das iniciais das palavras em 
inglês: Strenght (força, ponto forte), Weakness (fraquezas, ponto fraco), Oportunity (oportunidade) e 
 
 
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Threats (ameaças) ou matiz FOFA (ponto Forte, Oportunidade, ponto Fraco e Ameaça), para apoiar a 
empresa no monitoramento contínuo do negócio e no desenvolvimento de estratégias competitivas 
sustentáveis. 
5.5.3 Matriz FOFA (SWOT) de planejamento 
A matriz SWOT contempla a análise da empresa em dois ambientes de sua arena competitiva: 
ambiente interno ou ambiente microeconômico - pontos fortes e pontos fracos (SW); ambiente 
externo, envolvendo variáveis nos níveis macroeconômicos, meso e metaeconômico na ótica da 
competitividade sistêmica – oportunidades e ameaças (OT). 
Pontos fortes: as empresas devem continuamente avaliar suas próprias forças e fraquezas. A 
empresa está comparando-se com seus concorrentes. Assim, os pontos fortes correspondem às 
vantagens competitivas que têm em relação aos concorrentes. Quais os pontos fortes que os clientes 
percebem na empresa? (preço mais competitivo, melhor serviço, variedade maior, número de lojas, 
etc. para as empresas do atacado e varejo). Na produção, os concorrentes enxergam como pontos 
fortes as condições dos fatores produtivos (capacidade empresarial, mão-de-obra qualificada, salários 
baixos, terra apropriada e barata, clima, água, informação, etc.), organização e localização da 
produção, tamanho do mercado, condições de transporte, poder de compra do consumidor. Este 
aspecto constitui, com a exceção de alguns fatores (mão-de-obra qualificada, organização da 
produção, tamanho do mercado local, transporte, poder de compra do consumidor), ampla 
possibilidade para as empresas regionais aproveitarem tais recursos na criação de vantagem 
competitiva em quase todas as cadeias produtivas da Amazônia. 
Pontos fracos: a identificação dos pontos fracos exige pesquisa detalhada da empresa com o 
objetivo de identificar pontos de estrangulamentos a serem melhorados, sem estimular a rivalidade 
interna. Deve-se observar que os pontos fracos da empresa, em tese, correspondem a pontos fortes 
dos concorrentes. No que os concorrentes são melhores (preços, promoções, instalações, serviços, 
comunicação, departamentalização, armazenamento, etc. para as empresas varejistas e atacadistas). 
Na produção são as disponibilidades de fatores produtivos (preço da terra, salários, qualificação da 
mão-de-obra, tecnologia, etc.), impostos, base industrial, custo de transporte, mercado, localização. 
Estes fatores afetam todas as cadeias produtivas da Amazônia, implicando em desvantagem 
competitiva. 
Oportunidades: correspondem as possibilidades de mercado em que a empresa pode obter 
resultados lucrativos. Podem consistir de novos mercados, novos produtos, produtos diferenciados, 
infra-estrutura de apoio, linhas de crédito específicas, mudanças de estratégias para vencer o 
concorrente, etc. Interessa saber sobre quais as tendências de mercado e de política econômica que 
beneficiam a empresa. Estratégias para atrair novos clientes e conquistar novos mercados. Observar 
se existem recursos para aproveitar as oportunidades que se apresentam. Na Amazônia, as 
oportunidades para as cadeias de suprimentos locais estão na implementação de grandes empresas 
de beneficiamento e processamento dos produtos, nos investimento governamentais em infra-
estrutura de transporte, comunicação e eletrificação rural, na possibilidade de aumentar a inserção no 
mercado internacional, implementação de regulamentos para a rastreabilidade dos produtos, linha de 
crédito específica (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte – FNO) para a produção 
agroindustrial da região amazônica. 
Ameaças: refletem as tendências ambientais que devem comprometer o desempenho futuro 
da empresa ou de toda cadeia de suprimento. Será que o governo continuará aumentando os juros 
para conter a inflação, inviabilizando os investimentos? Será que o governo fará a reforma fiscal sem 
onerar a carga tributária? Cuidado com a entrada de empresas concorrentes para roubar parcela do 
mercado. Adoção de barreiras não tarifárias por parte dos países importadores de nossos produtos. 
Será que as mudanças nos hábitos de consumo da população irão prejudicar o desempenho da 
empresa? Então, a empresa deve desenvolver planos estratégicos para enfrentar tais ameaças, dado 
que o alcance da assistência técnica é baixo e as instituições de apoio científico e tecnológico estão 
muito distantes. 
Em síntese, a matriz SWOT oferece quatro situações que a empresa pode se defrontar e gera 
informações para orientar as decisões para melhorar o desempenho. A primeira é a situação que 
combina pontos fortes com oportunidades, que representa o melhor dos mundos para a empresa. 
Neste caso só não domina o mercado se for “bobo”. A segunda situação combina pontos fracos com 
ameaças, reproduzindo o pior dos mundos. Neste caso é preciso uma reestruturação total dos planos 
e objetivos da empresa para sobreviver no curto prazo e crescer a médio e longo prazo. As outras 
 
 
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duas situações representam posições intermediárias comum no dia-a-dia das empresas. Nestes 
casos, devem-se realizar estudos e construir estratégias competitivas para vencer a concorrência. 
Qual o propósito dos fluxos na cadeia de suprimento? 
O dimensionamento e descrição dos fluxos, visam atender a dois propósitos básicos da cadeia 
de suprimento: 
1. Conduzir com eficiência a gestão dos fluxos de produto, monetário e de informação da cadeia 
de suprimento; 
2. Satisfazer as necessidades dos clientes, no processo de obtenção de lucro global da cadeia. 
Como iniciam as atividades inerentes aos fluxos de produto,

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