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LIVRO DE ECONOMIA RURAL Utilizado na UFRAACS - Livro gtz[1]

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e institucional, relegando os objetivos legítimos dos pequenos produtores a uma 
vala comum de sucessos parciais ao longo da história. Mudar essa trajetória é o desafio número um 
para o desenvolvimento sustentável da economia rural da região amazônica. 
5.6 CONSIDERACÕES FINAIS 
Os números apresentados na introdução deste capítulo consideram a importância 
socioeconômica das cadeias produtivas regionais. O restante do texto apresenta caminhos que 
servem de base para a análise, planejamento e operação das cadeias produtivas por meio de 
políticas públicas. 
A abordagem de cadeia produtiva, ao contrário do que pregou a política pública dos grandes 
projetos de desenvolvimento realizados na Amazônia, prega o apoio ao desenvolvimento das cadeias 
produtivas existentes nos elos que apresentam ações complementares, como forma de viabilizar a 
formação de redes para atuar coletivamente para dadas decisões comuns. 
Em todo estudo de cadeia produtiva, parte-se de um diagnóstico para identificar os pontos 
fortes, pontos fracos, ameaças e oportunidades. A partir do diagnóstico, define-se coletivamente 
(todos os agentes de interesse da cadeia) as estratégias a serem levadas a cabo para aproveitar os 
pontos fortes para corrigir os pontos fracos e neutralizar as ameaças. As oportunidades merecem 
projeto específico para conquistá-las e transformar em vantagens competitivas sustentáveis. 
 
 
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Isto só é possível se formulado em comitê gestor de cada cadeia, caso contrário, pode-se 
produzir grande desequilíbrio entre os elos da cadeia, onde os elos a montante e a jusante da 
produção, como sempre, ganham à custa do elo mais fraco da cadeia que são os produtores. 
 
5.7 REFERÊNCIAS 
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109
SANTANA, Antônio Cordeiro de. Análise da competitividade sistêmica da indústria de madeira no 
Estado do Pará. Revista de Economia e Agronegócio, Viçosa-MG, v. 1, n. 2, p. 205-230, 2003. 
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5.8 EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM 
 
E1. Defina agronegócio, cadeia produtiva e cadeia de suprimento. 
 
E2. Estabeleça a diferença fundamental entre cadeia produtiva, cadeia de suprimento e agronegócio. 
 
E3. Como a legislação influencia os elos das cadeias de suprimento? 
 
E4. Defina canal de distribuição e análise o efeito chicoteamento em dada cadeia produtiva. 
 
E5. O que é logística e qual sua importância para o desempenho competitivo da cadeia produtiva. 
 
E6. Quantos e quais são os fluxos da cadeia de suprimento? Apresente a dinâmica operacional de 
cada um. 
 
E7. Para uma cadeia produtiva de seu conhecimento, apresente os pontos fortes, fracos, ameaças e 
oportunidades. 
 
E8. O que é governança de uma cadeia produtiva e como deve se estruturar para operar a cadeia? 
 
E9. Qual o objetivo da cadeia de suprimento? Quais as principais fazes de decisão? 
 
E10. A modernização da agropecuária tem-se dado com sua maior inserção na economia de 
mercado e intensificação dos seus vínculos, a montante, com segmentos fornecedores de insumos e 
bens de capital e, a jusante, com segmentos encarregados do armazenamento, processamento e 
distribuição da produção. A percepção de que se formara um sistema interdependente com base na 
agropecuária levou à conceituação desse sistema como sendo o agribusiness ou agronegócio. No 
caso da Região Norte, pode-se afirmar que 
(a) O agronegócio produz mais do que 60% do produto interno bruto da Região Norte. 
(b) O segmento de máquinas, equipamentos e implementos, chamado indústria para a agropecuária, 
não faz parte do agronegócio. 
(c) Mais do que 45% do produto interno bruto do agronegócio são gerados dentro das unidades de 
produção agropecuária. 
(d) O agronegócio contribui com 23% das exportações e 45% de ocupação da PEA, contribuindo para 
o desenvolvimento regional. 
 
E11. A indústria de ração e suplementos agropecuários teve crescimento surpreendente nos últimos 
20 anos. Na década de 80, o volume de ração produzido anualmente no Brasil girava em torno de 15 
milhões de toneladas. Na década de 90, este volume ultrapassou 30 milhões toneladas/ano. Hoje, 
estima-se que a produção de ração para o ano de 2003 seja 40 milhões de toneladas. Este fenômeno 
de crescimento de mercado deveu-se primariamente: 
(a) À verticalização do sistema de produção de aves e suínos, organizado em integrações e 
cooperativas, e conseqüente aumento na produção destas carnes para consumo interno e mercado 
exportador. 
 
 
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(b) Ao confinamento crescente da bovinocultura de corte, criação de peixe em cativeiro e 
conseqüente aumento no consumo de ração produzidas por empresas especializadas. 
(c) À expansão da bovinocultura de corte para as regiões norte e centro-oeste do país, com aumento 
na suplementação mineral destas criações extensivas. 
(d) Ao aumento no consumo e nas variedades de rações para cães e gatos, expansão devida ao 
aumento do poder aquisitivo da população depois do Plano Real. 
 
E12. A agropecuária é reconhecidamente uma atividade econômica sujeita a riscos

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