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SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO À ELETRICIDADE .......................................................................... 4 
1.1 HISTÓRIA DA ELETRICIDADE ............................................................................ 4 
1.2 SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA .................................................................. 8 
1.2.1 Geração de energia elétrica ............................................................................. 8 
1.2.2 Transmissão de energia elétrica ..................................................................... 9 
1.2.3 Distribuição de energia elétrica .................................................................... 10 
2 ELETRICIDADE ESTÁTICA .................................................................................. 11 
2.1 O ÁTOMO ........................................................................................................... 11 
2.2 LEI DAS CARGAS ELÉTRICAS .......................................................................... 12 
2.3 CONDUTORES E ISOLANTES .......................................................................... 12 
2.4 ELETRIZAÇÃO DOS CORPOS ........................................................................ 13 
2.5 CARGA ELEMENTAR ......................................................................................... 14 
2.6 O COULOMB ...................................................................................................... 15 
2.7 CAMPO ELETROSTÁTICO ................................................................................ 15 
3 ELETRODINÂMICA ............................................................................................... 16 
3.1 DIFERENÇA DE POTENCIAL ............................................................................ 16 
3.2 CORRENTE ELÉTRICA ...................................................................................... 17 
3.2.1 Fluxo da corrente elétrica .............................................................................. 17 
3.2.2 Intensidade da corrente ................................................................................. 18 
3.2.3 Correntes contínua e alternada ..................................................................... 19 
3.3 CIRCUITO ELÉTRICO ........................................................................................ 20 
3.4 RESISTÊNCIA ELÉTRICA .................................................................................. 22 
3.4.1 Resistor ........................................................................................................... 23 
3.4.2 Lei de OHM ...................................................................................................... 24 
3.4.3 Código de cores ............................................................................................. 25 
3.4.4 Associação de resistores .............................................................................. 25 
3.4.4.1 Associação em série ..................................................................................... 26 
3.4.4.2 Associação em paralelo ................................................................................ 27 
3.5 CAPACITOR ....................................................................................................... 28 
3.5.1 Capacitância ................................................................................................... 28 
3.5.2 Associação de capacitores ........................................................................... 29 
3.5.2.1 Associação de capacitores em série ............................................................. 29 
 
3.5.2.2 Associação de capacitores em paralelo ........................................................ 30 
4 LUMINOTÉCNICA ................................................................................................. 31 
4.1 LÂMPADAS INCANDESCENTES ....................................................................... 32 
4.2 LÂMPADAS DE DESCARGAS ........................................................................... 34 
4.2.1 Funcionamento da lâmpada fluorescente .................................................... 36 
4.2.2 Sistemas de lâmpadas fluorescentes ........................................................... 37 
4.2.3 Tipos e aplicações das lâmpadas fluorescentes ......................................... 38 
4.3 ACESSÓRIOS PARA LÂMPADAS ..................................................................... 41 
5 NORMA 5410 - INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO ..................... 42 
5.1 PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS E DETERMINAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS 
GERAIS ..................................................................................................................... 44 
5.1.1 Instalação dos componentes ........................................................................ 44 
5.2 DETERMINAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS GERAIS ...................................... 45 
5.3 UTILIZAÇÃO E DEMANDA – POTÊNCIA DE ALIMENTAÇÃO .......................... 45 
5.4 PREVISÃO DE CARGA ...................................................................................... 46 
5.5 NÚMERO DE PONTOS DE TOMADA ................................................................ 47 
5.6 POTENCIAIS ATRIBUÍVEIS AOS PONTOS DE TOMADA ................................. 48 
5.7 DIVISÃO DA INSTALAÇÃO ................................................................................ 49 
5.8 CONDUTORES ................................................................................................... 50 
5.8.1 Isolação ........................................................................................................... 53 
5.8.2 Blindagem ....................................................................................................... 53 
5.8.3 Seção nominal ................................................................................................ 54 
5.8.4 Dimensionamento de condutores ................................................................. 55 
5.8.5 Seção dos condutores de fase ...................................................................... 56 
5.8.6 Condutor neutro ............................................................................................. 57 
5.8.6 Queda de tensão ............................................................................................ 58 
5.8.7 Capacidades de condução de corrente ........................................................ 65 
5.8.8 Temperatura ambiente ................................................................................... 72 
5.8.9 Resistividade térmica do solo ....................................................................... 73 
5.8.10 Agrupamento de circuitos ........................................................................... 74 
5.8.11 Condutor de proteção .................................................................................. 77 
5.8.12 Proteção contra sobrecorrentes ................................................................. 78 
5.8.13 Proteção contra correntes de curto-circuito .............................................. 79 
5.9 CONEXÕES ........................................................................................................ 79 
5.10 ELETRODUTOS ............................................................................................... 81 
 
5.11 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO À CORRENTE DIFERENCIAL-RESIDUAL 
(DISPOSITIVOS DR) ................................................................................................ 84 
5.12 PREVISÃO DE CARGA .................................................................................... 86 
5.12.1 Iluminação .....................................................................................................86 
5.12.2 Pontos de tomada ........................................................................................ 87 
5.12.3 Potências atribuíveis aos pontos de tomada ............................................. 88 
5.12.4 Divisão da instalação ................................................................................... 88 
5.12.5 Proteção contra sobrecorrentes ................................................................. 94 
6 DISJUNTORES ...................................................................................................... 94 
7 ATERRAMENTO ................................................................................................... 96 
7.1 ESQUEMA TN ..................................................................................................... 97 
7.2 ESQUEMA TT ..................................................................................................... 98 
7.3 ESQUEMA IT ...................................................................................................... 99 
8 NORMA DINT 01- FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM TENSÃO 
SECUNDÁRIA ......................................................................................................... 100 
8.1 TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES ..................................................................... 100 
8.2 CONDIÇÕES GERAIS PARA O FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA 101 
8.2.1 Regulamentação ........................................................................................... 101 
8.3 LIMITAÇÕES DE ATENDIMENTO .................................................................... 103 
8.3.1 Ligação bifásica ........................................................................................... 103 
8.3.2 Ligações trifásicas ....................................................................................... 104 
8.4 RAMAL DE LIGAÇÃO ....................................................................................... 104 
8.5 RAMAL DE ENTRADA ...................................................................................... 105 
8.6 PROTEÇÃO DA ENTRADA DO SERVIÇO ....................................................... 106 
8.7 MEDIÇÃO .......................................................................................................... 106 
8.7.1 Medição agrupada ........................................................................................ 107 
8.7.2 Pontalete ....................................................................................................... 108 
8.8 CÁLCULO DE DEMANDA ................................................................................. 109 
ANEXOS E DESENHOS DA NORMA DINT-01 ...................................................... 121 
9 SIMBOLOGIA PARA PROJETOS ELÉTRICOS ................................................. 136 
REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 144 
 
 
 4 
1 INTRODUÇÃO À ELETRICIDADE 
 
1.1 HISTÓRIA DA ELETRICIDADE 
 
A eletricidade é de suma importância para o mundo moderno, apresenta 
inúmeros benefícios e tornou-se parte integral e fundamental das nossas vidas, tão 
importante que seria praticamente impossível imaginar a vida moderna sem a sua 
existência, e muitas vezes não damos a importância devida, apenas quando 
estamos sem energia em casa, no trabalho ou na escola que sentimos sua falta. 
Historicamente a eletricidade sempre chamou atenção do ser humano, no 
Antigo Egito, por volta do ano de 2750 a.C., havia textos que se referiam a esse 
peixe elétrico como o "Trovão do Nilo", descrevendo-o como o protetor de todos os 
outros peixes. Outro contanto que o ser humano tem com a eletricidade vem dos 
raios, com a sua grande luminosidade (o relâmpago) e o seu som (o trovão), que ao 
longo dos anos assustam e fascinam o homem. 
A eletricidade tornou-se objeto de estudo e observação quando o filósofo 
grego Tales de Mileto, por volta do século VI a.C., notou que uma resina vegetal 
fóssil petrificada chamada âmbar, quando esfregada com pele e lã de animais 
adquire a propriedade de atrair objetos leves como palhas, fragmentos de madeira e 
penas. Essa observação basicamente simples marca o início da ciência da 
eletricidade, primordial para o progresso do mundo. 
 
Figura 1: Âmbar atraindo uma pena 
Fonte: Aventura na Ciência, Eletricidade. Editora Globo. Ano 1994. 
 
Muitos séculos depois o cientista inglês William Gilbert (1544-1603) retoma a 
experiência original com o âmbar e escreveu o estudo chamado De Magnete na qual 
relata essas propriedades. Surgem pela primeira vez as palavras eletricidade e 
eletrização. 
 5 
O alemão Otto Von Guericke (1602-1686) procurou um modo de obter 
corpos mais intensamente eletrizados. Foi quando ele construiu uma máquina 
eletrostática, que era constituída de uma esfera de enxofre atravessada por uma 
barra na qual adaptou uma manivela, que o operador usava para girar a esfera 
rapidamente e encostar nela com uma luva espessa, quando ocorria o atrito entre a 
esfera e a luva a esfera era eletrizada intensamente. 
 
 
Figura 2: Primeira máquina eletrostática 
Fonte: www.saladefisica.cbj.net 
 
Por volta de 1729 o cientista inglês Stephen Gray através de experimentos 
identificou que, além da eletrização por atrito, também era possível eletrizar corpos 
por contato (encostando um corpo eletrizado num corpo neutro). Através de tais 
experimentos, ele chegou ao conceito de existência de materiais que conduzem a 
eletricidade com maior e menor eficácia e os denominou como condutores e 
isolantes elétricos. Com isso, Gray viu a possibilidade de canalizar a eletricidade e 
levá-la de um corpo a outro. 
O cientista Charles Du Fay considerou a existência de duas eletricidades: a 
vítrea e a resinosa, através de um experimento em que se aproximando 2 barras de 
vidro atritadas com seda elas se repeliam e quando se aproximava uma barra de 
vidro e uma de resina, depois de serem atritadas com seda, era constatada atração. 
Benjamin Franklin cientista americano formulou uma teoria na qual a 
eletricidade era um fluido elétrico e que todos os corpos no estado neutro possuíam 
certas quantidades de fluidos elétricos e que quando atritados com seda poderiam 
ser eletrizados positivamente e negativamente. 
 6 
O cientista francês Charles August Coulomb realizou os primeiros estudos 
quantitativos sobre os corpos eletrizados e utilizando uma balança de torção 
conseguiu estabelecer a Lei de Coulomb. 
 
Figura 3: Balança de Torção de Coulomb 
Fonte: www.eletronicapro.com.br 
 
No final do século XVIII, o físico italiano Alessandro Volta construiu sua pilha 
elétrica, utilizando discos de cobre e zinco, separados por um material que continha 
uma solução ácida, a partir daí teve inicio uma fase importante da eletricidade: a 
obtenção da corrente elétrica, as cargas em movimento ordenado. 
 
 
Figura 4: Pilha elétrica criada por Alessandro Volta 
Fonte: www.portaldofrancisco.com.br 
 
Na França, em 1820, o cientista André Maria Ampere demonstrou que 
condutores percorridos por correntes elétricas desenvolvem forças de atração ou de 
repulsão. Em 1827 Ampere elaborou a formulação matemática do eletromagnetismo 
a conhecida “lei de Ampere”. 
 7 
Em 1827 na Alemanha o cientista George Simon Ohm descobre a relação 
entre corrente, tensão e resistência em um condutor elétrico surgindo uma das mais 
utilizadas expressões na eletricidade “Lei de Ohm”. 
Na Inglaterra em 1831 Michael Faraday descobriu que se um condutor se 
movimentasse dentro do campo magnético de um ímã, uma força eletro motriz era 
induzida nos terminais do condutor. Já em 1833 Faraday estabeleceu asleis da 
eletrólise, da capacitância elétrica e inventou o motor elétrico, o dínamo e o 
transformador. 
1830 – Estados Unidos Joseph Henry descobriu a “indução eletromagnética” 
e a conversão do magnetismo em eletricidade. 
Em 1880, nos Estados Unidos, Thomas Edison desenvolveu a lâmpada 
elétrica incandescente. Em 1882, Edison projetou e construiu as primeiras usinas 
geradoras, uma em Londres e duas nos Estados Unidos. Ambas eram de pequeno 
porte e forneciam eletricidade em corrente contínua. 
 
Figura 5: Lâmpada inventada por Thomas Edson 
Fonte: www.infoescola.com 
 
Nos Estados Unidos, em 1886, George Westhinghouse inaugurou o primeiro 
sistema de energia elétrica em CA utilizando um transformador eficiente 
desenvolvido por W. Stanley. Em 1887 já havia algumas usinas em CA que 
alimentavam cerca de 135 000 lâmpadas. A transmissão era feita em 1000 volts. 
Em 1890, na Sérvia, Nikola Tesla criou o sistema de geração de energia 
elétrica trifásico, que passou a ser utilizado em 1896. 
Esses foram os grandes cientistas e pensadores que contribuíram para que 
hoje em dia nos pudéssemos utilizar a eletricidade, sendo primordial para nossa 
sociedade. 
 
 
 8 
1.2 SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA 
 
Sistema Elétrico de Potência (SEP), em sentido amplo, é o conjunto de 
todas as instalações e equipamentos destinados à geração, transmissão e 
distribuição de energia elétrica. 
 
 
Figura 6: Sistema Elétrico de Potência (SEP) 
Fonte: www.infoescola.com 
 
O SEP desenvolve-se por algumas fases fundamentais como a parte de 
geração de energia (produção) em uma usina (Elétrica), que é a instalação elétrica 
destinada a gerar energia elétrica em escala industrial, por conversão de outra forma 
de energia. 
 As linhas de transmissão são um sistema usado para transmitir energia 
eletromagnética, guiada de uma fonte geradora (usina) para uma carga consumidora 
(casas). 
Distribuição de energia elétrica é um segmento do sistema elétrico, 
composto pelas redes elétricas primárias (redes de distribuição de média tensão) e 
redes secundárias (redes de distribuição de baixa tensão), cuja construção, 
manutenção e operação é de responsabilidade das companhias distribuidoras de 
eletricidade. 
 
1.2.1 Geração de energia elétrica 
 
A geração de energia se dá nas usinas (Elétrica) que é uma instalação 
elétrica destinada a gerar energia elétrica, por conversão de outra forma de energia. 
 9 
Existem vários tipos de usinas para geração de energia, vamos ver alguns tipos 
mais utilizados: 
 Usina Hidrelétrica – É a usina elétrica na qual a energia elétrica é obtida 
por conversão da energia gravitacional da água. Podendo ser de dois 
tipos: Usina (hidrelétrica) a fio d´água – Usina hidrelétrica que utiliza 
diretamente a vazão do rio, tal como se apresenta no local e usina 
(hidrelétrica) com acumulação - Usina hidrelétrica que dispõe do seu 
próprio reservatório de regularização. 
 Usina Termelétrica – Usina elétrica na qual a energia elétrica é obtida por 
conversão da energia térmica, podendo ser termelétrica a combustão 
interna. Unidade termelétrica cujo motor primário é um motor de 
combustão interna; unidade termelétrica a gás; unidade termelétrica cujo 
motor primário é uma turbina a gás; termelétrica a vapor - unidade 
termelétrica cujo motor primário é uma turbina a vapor. 
 Usina Nuclear – Usina termelétrica que utiliza a reação nuclear como 
fonte térmica. 
As usinas termelétricas movidas a carvão mineral, óleo combustível, gás 
natural, bagaço de cana ou nucleares são também classificadas como fontes de 
energia elétrica convencionais, assim como a hidrelétrica. 
 
1.2.2 Transmissão de energia elétrica 
 
A Transmissão de energia elétrica é o processo de transportar energia entre 
dois pontos. O transporte é realizado por linhas (cabos) de alta potência, geralmente 
usando corrente alternada. As linhas de transmissão são compostas por: 
 Torres: para linhas aéreas é necessário erguer os cabos a uma distância 
segura do solo, de forma a evitar contato elétrico com pessoas, vegetação 
e veículos que eventualmente atravessem a região. As torres devem 
suportar os cabos em condições extremas, determinadas basicamente 
pelo tipo de cabo, regime de ventos da região, terremotos, entre outros 
eventos. 
 Isoladores: os cabos devem ser suportados pelas torres através de 
isoladores, evitando a dissipação da energia através da estrutura. Esses 
suportes devem garantir a rigidez dielétrica e suportar o peso dos cabos. 
Em geral são constituídos de cerâmica, vidro ou polímeros. 
 10 
 Subestações: as linhas de transmissão são conectadas às subestações 
que são instalação elétrica de alta potência, contendo equipamentos para 
transmissão e distribuição de energia elétrica, além de equipamentos de 
proteção e controle. Funciona como ponto de controle e transferência em 
um sistema de transmissão de energia elétrica, direcionando e 
controlando o fluxo energético, transformando os níveis de tensão e 
funcionando como pontos de entrega para consumidores industriais. 
 
1.2.3 Distribuição de energia elétrica 
 
Redes de distribuição são as redes que interligam a transmissão aos pontos 
de consumo sendo subdividida em distribuição primária (nível de média tensão MT) 
ou distribuição secundária (nível de uso residencial). 
A distribuição de energia é feita utilizando três fios (3 fases), as linhas de 
distribuição percorrem as ruas das cidades na tensão de 13,8 Kv. Essa tensão pode 
ser utilizada diretamente para os consumidores industriais, mas para os 
consumidores residenciais a tensão é abaixada para o nível que pode ser utilizada, 
em circuitos trifásicos (3 Fases +N). 
No Brasil os níveis de tensões utilizados na distribuição elétrica em baixa 
tensão é 220 v entre fases e 127 v entre fase e neutro, em algumas regiões no Brasil 
utiliza 380 v entre fases e 220 v entre fase e neutro. 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. Qual o nome do cientista que iniciou o estudo da eletricidade? Em que ano? 
Como se deu esse início? 
2. O cientista Charles Du Fay considerou a existência de duas eletricidades: a vítrea 
e a resinosa. Explique. 
3. Quem criou o primeiro motor elétrico e a primeira usina geradora? 
4. Em 1890, um grande cientista criou uma nova maneira de gerar energia, quem foi 
e o que ele fez? 
5. O que é um sistema elétrico de potência? 
6. Quais são as fases de um S.E.P.? 
7. Defina usina (elétrica). 
8. O que é usina hidrelétrica e quais os tipos que existem? 
 11 
9. O que é usina termoelétrica e quais os tipos que existem? 
10. O que é uma usina nuclear? 
11. Defina transmissão de energia elétrica. 
12. Quais os equipamentos que compõem uma linha da transmissão? 
13. O que é a distribuição? 
14. Como é feita a distribuição? 
15. Em nosso país como a distribuição é dividida? 
 
2 ELETRICIDADE ESTÁTICA 
 
No estudo da eletricidade podemos estudar os fenômenos causados pelas 
cargas elétricas de duas formas, estejam elas em movimento (eletrodinâmica) ou em 
repouso (eletrostática). 
Estudaremos a forma estática, pois fica mais fácil de se entender a 
eletricidade se analisarmos partindo dos conceitos básicos da estrutura da matéria. 
Tudo o que existe no universo, desde estrelas e planetas situados nos 
pontos mais afastados, até a menor partícula de poeira é constituída de matéria, que 
pode se apresentar das mais variadas formas. 
 
2.1 O ÁTOMO 
 
Toda a matéria é constituída por moléculas que, por sua vez, é formada por 
átomos. Os átomos são formados por um núcleo, onde se encontram os prótons 
(carga elétrica positiva) e os nêutrons (carga elétrica neutra), e por umaeletrosfera, 
constituída de órbitas onde giram os elétrons (carga elétrica negativa). 
 
Figura 7: Átomo 
Fonte: www.infoescola.com 
 
 12 
No átomo, os prótons, presentes no núcleo, tendem a atrair os elétrons em 
direção ao núcleo, por possuírem cargas elétricas opostas. Porém, como os elétrons 
giram em órbitas circulares em torno do núcleo, existe também uma força centrífuga, 
que tende a afastá-lo do núcleo. O que ocorre é um equilíbrio entre a força de 
atração e a força centrífuga, o que mantém o elétron em sua órbita. 
 
2.2 LEI DAS CARGAS ELÉTRICAS 
 
Cargas elétricas iguais se repelem, cargas opostas de atraem. 
 
Figura 8: Leis das cargas Elétricas 
Fonte: www.infoescola.com 
 
2.3 CONDUTORES E ISOLANTES 
 
Materiais que apresentam elétrons livres em sua constituição são bons 
condutores elétricos, destacando-se nessa categoria os materiais metálicos, 
enquanto que materiais que não possuem elétrons livres são maus condutores de 
eletricidade, também chamados isolantes, entre os quais podemos citar o plástico, a 
borracha, o vidro, o ar, entre outros. 
Os elétrons situados na camada mais externa são chamados de elétrons de 
valência. É nessa camada que os fenômenos elétricos ocorrem. 
A condução elétrica nesses materiais se dá pela movimentação desses 
elétrons livres entre átomos próximos. 
Existe ainda uma terceira categoria de materiais, chamados materiais 
semicondutores, cujas características os tornam intermediários entre os condutores 
e os isolantes, que são utilizados na construção de dispositivos eletrônicos, dentre 
os quais se destacam o silício e o germânio. 
 
 13 
2.4 ELETRIZAÇÃO DOS CORPOS 
 
Pode-se eletrizar um corpo através da retirada ou da inserção de elétrons 
em suas órbitas. Os processos básicos de eletrização, ou seja, de se retirar ou 
adicionar elétrons ao corpo podem ser por atrito, por contato ou por indução. 
Eletrização por atrito: quando um corpo não está eletrizado, o número de 
prótons é igual ao número de elétrons. Ao atritar dois materiais, um deles ficará 
eletrizado positivamente, pois perdeu elétrons e ficará com falta, já o outro ficará 
eletrizado negativamente, pois estará com excesso de elétrons. 
 
 
Figura 9: Eletrização por atrito 
Fonte: http://www.oocities.org 
 
Eletrização por contato: na eletrização por contato os corpos adquirem 
cargas de mesmo sinal, porém o módulo vai depender das dimensões do corpo. Se 
os corpos possuírem dimensões iguais as cargas se dividirão igualmente. Após certo 
tempo de contato, os corpos irão adquirir cargas iguais e irão se repelir. 
 
 
Figura 10: Eletrização por contato 
Fonte: http://www.oocities.org 
 14 
Eletrização por Indução: na eletrização por indução usamos três corpos, 
sendo um neutro (condutor), um terra e um corpo carregado chamado indutor. 
Aproximamos o corpo indutor ao condutor, que está ligado ao terra por um 
fio terra. Pelo fio terra descerá (ou subirá dependendo da situação) elétrons para 
tentar neutralizar o corpo indutor. Quando se corta o fio terra e afasta o indutor, o 
condutor ficará carregado. Não encostamos o indutor no condutor porque eles têm 
cargas de sinais contrários. 
 
 
Figura 11: Eletrização por Indução 
Fonte: http://www.oocities.org 
 
2.5 CARGA ELEMENTAR 
 
Se pudéssemos separar os prótons, nêutrons e elétrons de um átomo e 
lançá-los em direção a um imã, os prótons seriam desviados para uma direção, os 
elétrons a uma direção oposta a do desvio dos prótons e os nêutrons não seriam 
afetados. 
Um próton e um elétron têm valores absolutos iguais embora tenham sinais 
opostos. O valor da carga de um próton ou um elétron é chamado carga elétrica 
elementar e simbolizado por e. 
A unidade de medida adotada internacionalmente para a medida de cargas 
elétricas é o coulomb (C). 
A menor carga elétrica encontrada na natureza é a carga de um elétron ou 
próton. Essas cargas são iguais em valor absoluto e valem e=1,602146487x . 
Para calcular a quantidade de carga elétrica de um corpo, basta multiplicar o 
número de elétrons pela carga elementar. 
 Q = n x e 
 Q=carga elétrica 
 N= número de elétrons 
 E=carga do elétron ou próton, e=1,602146487 x 
 
 15 
2.6 O COULOMB 
 
A quantidade de carga elétrica que um corpo possui é dada pela diferença 
entre número de prótons e o número de elétrons que o corpo tem. A quantidade de 
carga elétrica é representada pela letra Q e é expressa na unidade COULOMB (C). 
A carga de 1 C = 6,25x1018 elétrons. Dizer que um corpo possui de um 
Coulomb negativo (-Q ) significa que um corpo possui 6,25x1018 mais elétrons que 
prótons. 
 
2.7 CAMPO ELETROSTÁTICO 
 
Toda carga elétrica tem capacidade de exercer força. Isso se faz presente 
no campo eletrostático que envolve cada corpo carregado. Quando corpos com 
polaridades opostas são colocados próximos um do outro, o campo eletrostático se 
concentra na região compreendida entre eles. Se um elétron for abandonado no 
ponto no interior desse campo, ele será repelido pela carga negativa e atraído pela 
carga positiva. 
Quando não há transferência imediata de elétrons do/para um corpo 
carregado, diz-se que a carga está em repouso. A eletricidade em repouso é 
chamada de eletricidade estática. 
 
EXERCÍCIOS 
 
1) Defina eletricidade. 
2) Defina o átomo. 
3) O que podemos encontrar num átomo? 
4) Qual a composição dos nêutrons, elétrons, prótons? 
5) Qual o nome da última camada do átomo? 
6) Explique como ocorre a condução elétrica. 
7) Defina materiais condutores, isolantes e semicondutores. 
8) Dê exemplos de materiais condutores, semicondutores e isolantes. 
9) Cite qual é a lei das cargas elétricas. 
10) Explique o que é eletrização de um corpo. 
11) De que formas podem ocorrer a eletrização de um corpo? 
12) Defina o que é um Coulomb, quanto vale 1C? 
 16 
13) Um material dielétrico possui uma carga negativa de 12,5×10 elevado a 18 
elétrons. Qual a sua carga em um Coulomb? 
14) Qual é a menor carga elétrica encontrada na natureza? Quanto vale? 
15) Um corpo apresenta-se eletrizado com carga Q = 32 µC. Qual o número de 
elétrons retirados do corpo? 
 
3 ELETRODINÂMICA 
 
3.1 DIFERENÇA DE POTENCIAL 
 
Em virtude da força do seu campo eletrostático, uma carga é capaz de 
realizar trabalho ao deslocar outra carga por atração ou repulsão. Essa capacidade 
é chamada de potencial. 
Para que haja o movimento de uma carga, seja ela positiva ou negativa, é 
preciso que haja um potencial maior e um potencial menor, ou seja, uma diferença 
de potencial ou D.D.P. 
 A soma das diferenças de potencial de todas as cargas do campo 
eletrostático é conhecida como Força Eletromotriz (F.E.M.). A sua unidade 
fundamental é o Volt. A diferença de potencial é chamada também de Tensão 
Elétrica. A tensão elétrica é representada pela letra E ou U. 
 
 
Figura 12: Tensão elétrica 
Fonte: www.infoescola.com 
 
Para entendermos a d.d.p, relembremos o seguinte: todo corpo que está 
eletrizado, recebeu ou cedeu elétrons. Como a carga de um elétron é representada 
por (-) o corpo que recebeu elétrons fica carregado negativamente (denominado de 
íon negativo ou ânion), já o corpo que cedeu elétrons ou perdeu fica carregado 
positivamente, pois o mesmo tem falta de elétrons, denominado de íon positivo ou 
cátion. 
 17 
Portanto, esse desequilíbrio de cargas entre dois corpos revela que ambos 
têm um potencial elétrico diferente, ou seja, existe uma diferença de potencial 
elétrico. 
A diferença de potencial (d.d.p) também denominada de tensão elétrica (V) é 
uma grandeza física que está intimamente ligadaao conceito de corrente elétrica, 
então vamos à definição de corrente elétrica. 
 
3.2 CORRENTE ELÉTRICA 
 
Determinados materiais, quando são submetidos a uma fonte de força 
eletromotriz, permitem uma movimentação sistemática de elétrons de um átomo a 
outro, e é esse fenômeno que é denominado de corrente elétrica. 
 Pode-se dizer, então, que cargas elétricas em movimento ordenado formam 
a corrente elétrica, ou seja, corrente elétrica é o fluxo de elétrons em um meio 
condutor. A corrente elétrica é representada pela letra Ι e sua unidade fundamental é 
o Ampère. 
 
Figura 13: Elétrons atravessando fio 
Fonte: www.infoescola.com 
 
3.2.1 Fluxo da corrente elétrica 
 
Se ligarmos às duas extremidades de um fio de cobre, uma diferença de 
potencial, a tensão aplicada faz com que os elétrons se desloquem. Esse 
deslocamento consiste num movimento de elétrons a partir do ponto de carga 
negativa Q− numa extremidade do fio, seguindo através deste e chegando à carga 
positiva Q+ na outra extremidade. 
 18 
O sentido do movimento de elétrons é de – para +. Esse é o fluxo de 
elétrons. No entanto para estudos convencionou-se dizer que o deslocamento dos 
elétrons é de + para –. 
 
 
Figura 14: Sentido da corrente real e convencional 
Fonte: www.infoescola.com 
 
 
 Sentido convencional de circulação da corrente, ou seja, convenciona-se dizer 
que a corrente desloca-se do potencial maior para o potencial menor. 
 
3.2.2 Intensidade da corrente 
 
A intensidade desta corrente elétrica, representada por I e medida em 
Ampère (A) é a medida da quantidade de cargas que se deslocam pelo condutor a 
cada segundo, ou seja: 
 
 
Figura 15: Fórmula intensidade corrente elétrica 
Fonte: phpotiguar.blogspot.com.br 
 
Onde: I= intensidade da corrente em Ampère: 
 Q= Carga em Coulomb. 
 T= Tempo em segundos. 
 Ampère quer dizer 1 C por segundo. 
 
 19 
3.2.3 Correntes contínua e alternada 
 
Recebem o nome de corrente contínua (C.C. ou D.C. no equivalente em 
inglês) e corrente alternada (C.A. ou A.C. no equivalente em inglês) dois sistemas 
diferentes de coordenar o fluxo de elétrons dentro de um circuito elétrico. 
Uma corrente é considerada contínua quando o fluxo dos elétrons passa 
pelo fio do circuito sempre em um mesmo sentido; ou seja, é sempre positiva ou 
sempre negativa, circulando no sentido do polo positivo para o polo negativo, se 
considerarmos o sentido convencional da corrente, ou circulando do polo negativo 
para o polo positivo, se considerarmos o sentido da corrente dos elétrons. 
A maior parte dos circuitos eletrônicos trabalha com corrente contínua, 
sendo as pilhas e as baterias os melhores exemplos de onde encontrar esse tipo de 
corrente. 
O problema com o sistema de corrente contínua é que nele não há 
alternância, não sendo aceito pelos transformadores e assim não consegue ganhar 
maior voltagem. Desse modo, a energia elétrica não pode seguir muito longe. Por 
essa razão, a corrente contínua é usada em pilhas e baterias ou para percorrer 
circuitos internos de aparelhos elétricos, como o de um computador. 
O final do século XIX presenciou um episódio curioso em meio à descoberta 
da energia elétrica e suas propriedades, que foi a chamada "Guerra das Correntes". 
Gradualmente, os EUA começavam a utilizar a eletricidade para substituir a energia 
a vapor nas fábricas e o gás na iluminação das casas. 
A corrente alternada surgiu quando Nikola Tesla foi contratado por J. 
Westinghouse para construir uma linha de transmissão entre Niágara e Buffalo. Em 
Nova York, Thomas Edison fez o possível para desacreditar Tesla, mas o sistema 
polifásico de Tesla foi adotado. 
A Corrente Alternada é a forma mais eficaz de se transmitir uma corrente 
elétrica por longas distâncias. Nela os elétrons invertem o seu sentido várias vezes 
por segundo. 
A Corrente Alternada foi adotada para transmissão de energia elétrica a 
longas distâncias devido à facilidade relativa que ela se apresenta para ter o valor de 
sua tensão alterada por intermédio de transformadores. Além disso, as perdas em 
CA são bem menores que em CC. No entanto, as primeiras experiências e 
transmissões foram feitas com Corrente Contínua (CC). 
 20 
Corrente Alternada é uma corrente elétrica cujo sentido varia no tempo, ao 
contrário da corrente contínua cujo sentido permanece constante ao longo do tempo. 
A forma de onda usual em um circuito de potência CA é senoidal por ser a forma de 
transmissão de energia mais eficiente. Enquanto a fonte de corrente contínua é 
constituída pelos polos positivo e negativo, a de corrente alternada é composta por 
fases (e, muitas vezes, pelo fio neutro). 
 
Figura 16: Corrente alternada e contínua 
Fonte: www.manutencaoesuprimentos.com.br 
 
3.3 CIRCUITO ELÉTRICO 
 
Chamam-se circuito elétrico os dispositivos capazes de transformar energia 
elétrica em outra forma qualquer de energia. Para que isso possa ocorrer, precisa-se 
que, pelo circuito elétrico, circule uma corrente elétrica (que a corrente elétrica é 
formada pelo movimento de elétrons). No entanto, para que esse movimento possa 
ocorrer, são necessários dois potenciais elétricos diferentes, ou seja, uma diferença 
de potencial ou, como é mais comumente conhecida, uma tensão elétrica. 
Logo, conclui-se que só haverá corrente elétrica se houver tensão elétrica. 
Sendo a tensão elétrica a força que provoca o movimento dos elétrons (corrente 
elétrica), esta é também chamada de força eletromotriz (f.e.m.), ou seja, a “força que 
move os elétrons”. 
Além disso, para que exista circulação de corrente elétrica, é necessária 
também a existência de um meio material que permita a circulação dos elétrons, ou 
seja, um material condutor elétrico. 
Esse material condutor, geralmente sob a forma de fios condutores, deve 
permitir aos elétrons um caminho de ligação entre os dois potenciais da fonte de 
 21 
alimentação, ou seja, um circuito elétrico deve ser um caminho fechado por onde os 
elétrons circulam. 
Também deverá haver, no circuito, um elemento conversor de energia, 
responsável por transformar energia elétrica em outra forma de energia. Esse 
elemento pode ser, por exemplo, uma lâmpada, um motor elétrico ou uma 
campainha. 
 Finalmente, é preciso prever uma maneira de controlar o fluxo de corrente 
pelo circuito, permitindo ligar ou desligar o circuito quando for preciso. Esse controle 
pode ser feito por meio de um interruptor, por exemplo, ou simplesmente 
atarraxando e desatarraxando a lâmpada em seu receptáculo. 
O importante é a percepção de que, interrompendo o caminho de circulação 
da corrente, esta deixará de fluir pelo circuito. 
Em resumo, pode-se definir circuito elétrico como um caminho fechado por 
onde circula uma corrente elétrica. Esse circuito é formado por quatro elementos 
básicos, conforme já foi visto anteriormente: 
 uma fonte de alimentação; 
 fios condutores; 
 um receptor de energia, também chamado de carga; 
 um elemento de controle. 
Para que haja um circuito completo, são necessários esses elementos 
acima. Caso haja a ruptura de um dos fios condutores, a abertura do interruptor ou a 
queima da lâmpada, por exemplo, haverá um circuito aberto, o que irá interromper a 
passagem da corrente e, por consequência, o funcionamento do circuito. Se, por 
outro lado, houver um desvio da corrente de modo que esta não passe pela carga, 
haverá um defeito conhecido como curto-circuito, e o circuito também deixará de 
funcionar. 
Quando ocorre um curto-circuito, a corrente passa a circular de forma 
descontrolada, o que pode causar sérios danos às instalações do circuito, como a 
queimados fios condutores e incêndios. Por isso, para serem limitadas as 
consequências de um curto-circuito, deve-se utilizar dispositivos de proteção. 
O tipo mais comum e simples de proteção é o fusível. Fusível é um 
dispositivo construído para romper (fundir) assim que a corrente ultrapasse um 
determinado limite considerado seguro para o funcionamento do circuito, 
interrompendo a circulação de corrente antes que danos mais sérios ocorram. 
 22 
É importante notar que um fusível só irá “queimar” se o seu limite de 
corrente for ultrapassado, ou seja, se houver um problema no circuito. 
Não se deve substituir um fusível por outro de maior capacidade sem que 
antes se faça uma análise de capacidade dos condutores do circuito. Também não 
se deve jamais “improvisar” um fusível com moedas, parafusos ou outros objetos. Na 
ocorrência de um curto-circuito, tais objetos não estarão dimensionados para 
proteger o circuito, podendo trazer consequências sérias para a instalação e para 
seus usuários. 
 
3.4 RESISTÊNCIA ELÉTRICA 
 
A resistência elétrica é a característica que os materiais, mesmo os 
condutores têm de se opor, ou seja, oferecer dificuldade à passagem da corrente 
elétrica. Essa oposição é provocada pela dificuldade de que os elétrons encontram 
em se deslocar pela estrutura atômica do material. A resistência elétrica é 
representada pela letra R e medida em ohms (Ω). 
 
 
Figura 17: Símbolo Resistor 
Fonte: Própria 
 
 A resistência elétrica de um material depende da composição desse 
material e de suas dimensões físicas. Em qualquer material, a dificuldade oferecida 
à passagem dos elétrons faz com que estes se choquem contra sua estrutura 
atômica, provocando aquecimento do material. Esse fenômeno é conhecido como 
efeito Joule e pode ser aproveitado, por exemplo, na construção de aquecedores 
elétricos. 
É devido a este efeito joule que a lâmpada de filamento emite luz. Inúmeras 
são as aplicações práticas desses fenômenos. Exemplos: chuveiro, ferro de 
engomar, ferro elétrico, fusível etc... O efeito joule é o fenômeno responsável pelo 
consumo de energia elétrica do circuito, quando essa energia se transforma em 
calor. 
 23 
Quanto à sua composição, os materiais se diferenciam por suas resistências 
específicas, característica esta também chamada de resistividade do material. 
Assim, duas barras de cobre, com exatamente a mesma composição, terão 
resistividades iguais, podendo, no entanto, terem resistências elétricas diferentes. 
 
3.4.1 Resistor 
 
 Existem elementos de circuito, cuja função é de transformar energia elétrica 
em energia térmica (dissipar energia elétrica), ou limitar a intensidade da corrente 
elétrica em circuitos eletrônicos, esses elementos têm o nome de resistores. 
 Os filamentos de tungstênio das lâmpadas elétricas incandescentes são 
exemplos de resistores. Outros exemplos: Fios de certas ligas metálicas (como o 
micromo, liga de níquel com cromo) enrolados em hélice cilíndrica, utilizadas em 
chuveiros, torneiras elétricas, secadores de cabelos etc. 
Os resistores utilizados para limitar a intensidade da corrente que passa por 
determinados componentes eletrônicos não têm a capacidade de dissipar energia 
elétrica, embora isso aconteça inevitavelmente. Comumente, são constituídos de um 
filme de grafite depositado de modo contínuo sobre um suporte cerâmico ou 
enrolado em forma de faixas helicoidais. 
Os resistores têm como principal propriedade elétrica uma grandeza física 
denominada resistência elétrica. 
Em circuitos elétricos, o resistor de fio e o resistor de carvão são 
amplamente utilizados. O primeiro nada mais é que um pedaço de fio, composto por 
ligas metálicas. Não sendo possível obter áreas de seção transversais 
demasiadamente pequenas, para se obterem valores razoáveis de resistência são 
necessários fios de comprimento muito grande, costuma-se, assim enrolar o fio 
sobre um suporte isolante. 
Os resistores de carvão contêm um grande suporte isolante coberto de fina 
camada de carvão com dois terminais metálicos. É muito usado em circuitos de rádio 
e televisão. Devido à sua alta resistividade da grafite, podem-se obter resistores de 
alta resistência e de pequenas dimensões. 
 24 
 
Figura 18: Resistores 
Fonte: www.electronicabasica.net 
 
3.4.2 Lei de OHM 
 
George Simon Ohm foi um físico alemão que viveu entre os anos de 1789 e 
1854 e ele verificou através de experimentos que existem resistores nos quais a 
variação da corrente elétrica é proporcional à variação da diferença de potencial 
(ddp). 
 Ohm realizou experimentos com diversos tipos de condutores: eram 
aplicados sobre os condutores valores de intensidades de voltagens diferentes. 
Contudo, ele percebeu que, principalmente, nos metais a relação entre a corrente 
elétrica e a diferença de potencial (tensão) se mantinha sempre constante. 
Dessa forma, elaborou uma relação matemática que diz que a voltagem 
aplicada nos terminais de um condutor é proporcional à corrente elétrica que o 
percorre, matematicamente fica escrita do seguinte modo: 
V = R.i 
Onde: 
 V é a diferença de potencial, cuja unidade é o Volts (V); 
 i é a corrente elétrica, cuja unidade é o Ampère (A); 
 R é a resistência elétrica, cuja unidade é o Ohm (Ω). 
 
Essa lei não se aplica a todos os resistores, pois depende do material que 
constitui o resistor. Quando ela é obedecida, o resistor é dito resistor ôhmico ou 
linear. 
Porém a expressão matemática descrita por Simon vale para todos os tipos 
de condutores, tanto para aqueles que obedecem quanto para os que não 
obedecem à lei de Ohm. 
 25 
 
3.4.3 Código de cores 
 
O filamento de uma lâmpada incandescente, o fio enrolado em hélice de um 
chuveiro ou de uma torneira elétrica são resistores. Entretanto, existem também 
resistores feitos de carvão e outros materiais, que compõem vários circuitos 
elétricos, de rádios, televisores, computadores etc. O valor da resistência elétrica 
pode vir impresso no corpo do resistor ou indicado por meio de faixas coloridas. 
Essas faixas obedecendo a um código que permite determinar o valor da 
resistência do resistor. Esse código de cores obedece à seguinte correspondência 
numérica. 
 
Tabela 1: Código de cores resistores 
Cor Preto Marrom Vermelho Laranja Amarelo Verde Azul Violeta Cinza Branco 
Algarismo 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 
 
Fonte: Autoria própria, 2014. 
 
As faixas sempre devem ser lidas da extremidade para o centro, segundo o 
seguinte critério: 
 A 1ª faixa (mais próxima da extremidade): indica o primeiro algarismo do 
valor da resistência elétrica. 
 A 2ª faixa: indica o segundo algarismo do valor da resistência elétrica. 
 A 3ª faixa: indica o número de zeros que devem ser acrescentados a 
direita dos dois algarismos anteriores. 
 
Pode haver ainda uma 4ª faixa para indicar a impressão ou tolerância do 
valor da resistência. Se essa 4ª faixa for prateada, a imprecisão é de 10%; se for 
dourada a imprecisão é de 5%. A inexistência da 4ª faixa pressupõe uma tolerância 
de 20% no valor da resistência elétrica, para mais ou para menos. 
 
3.4.4 Associação de resistores 
 
Quando montamos um circuito, é comum o operador necessitar de um valor 
de resistência diferente dos valores fornecidos pelos resistores de que dispõe. 
 26 
Outras vezes a corrente elétrica que vai atravessar o resistor é superior à que ele 
pode suportar sem ser danificado. Nessas situações a solução seria utilizar uma 
associação de resistores. 
Os resistores podem ser associados basicamente de dois modos distintos: 
em série, ou em paralelo, é possível também associá-los das duas maneiras (sériee 
paralelo) então teremos uma associação mista. 
Qualquer que seja a associação, devemos denominar como resistor 
equivalente aquele que funciona no circuito do mesmo modo que associação, 
podendo substituir a associação por esse resistor. Então a resistência da associação 
é igual à resistência do resistor equivalente. 
 
3.4.4.1 Associação em série 
 
Na associação em série, os resistores são ligados um em seguida do outro; 
ou seja, uma série de resistores, de modo a ser percorrido em uma mesma corrente 
elétrica. 
 
Figura 19: resistores em série 
Fonte: www.osfundamentosdefisica.blogspot.com 
 
 
Levando em consideração o conceito de resistor equivalente, tudo se passa 
como se houvesse um único resistor de resistência R. Em uma associação de 
resistores em série, a resistência equivalente é igual à soma das resistências dos 
resistores associados. 
 
Req=R1+R2+R3 
 
Outro fator importante que devemos observar é que em uma associação de 
resistores em série, a d.d.p ou tensão é igual à soma das ddps nos resistores 
 27 
associados. O valor da tensão vai mudar de acordo com o valor da resistência, já o 
valor da intensidade da corrente não muda quando passa pelos resistores, o valor 
da corrente de entrada vai ser o mesmo da de saída. 
 
3.4.4.2 Associação em paralelo 
 
Vários resistores estão associados em paralelo quando são ligados pelos 
terminais, de modo a ficarem submetidos à mesma ddp. O valor da intensidade da 
corrente elétrica do circuito principal divide-se nos resistores associados em 
paralelo, ou seja, a intensidade de corrente em uma associação em paralelo é igual 
à soma das intensidades das correntes dos resistores associados. 
 
itot=i1+i2+i3 
 
Figura 20: Associação paralelo 
Fonte: www.mundoeducacao.com 
 
Em uma associação de resistores em paralelo, o inverso da resistência 
equivalente da associação é igual á soma dos inversos das resistências associadas. 
 
 1 = 1 + 1 + 1 
Req R1 R2 R3 
 
Para dois resistores em paralelo, temos: 
 
 1 = 1 + 1 = 1 = R1+R2 = Req = R1.R2 
Req R1 R2 Req R1.R2 R1+R2 
 
 28 
3.5 CAPACITOR 
 
É um dispositivo de circuito elétrico que tem como função armazenar cargas 
elétricas e consequente energia eletrostática ou elétrica. Ele é constituído de duas 
peças condutoras que são chamadas de armaduras. 
Entre essas armaduras existe um material que é chamado de dielétrico. 
Dielétrico é uma substância isolante que possui alta capacidade de resistência ao 
fluxo de corrente elétrica. A utilização dos dielétricos tem várias vantagens. Uma 
delas é que com o dielétrico podemos colocar as placas do condutor próximas sem o 
risco de que eles entrem em contato. 
Qualquer substância que for submetida a uma intensidade muito alta de 
campo elétrico pode ser tornar condutor, por esse motivo é que o dielétrico é mais 
utilizado do que o ar como substância isolante, pois se o ar for submetido a um 
campo elétrico muito alto ele acaba por se tornar condutor. 
Os capacitores são utilizados nos mais variados tipos de circuitos elétricos, 
nas máquinas fotográficas armazenando cargas para o flash, por exemplo. 
Eles podem ter o formato cilíndrico ou plano, dependendo do circuito ao qual 
ele está sendo empregado. 
 
Figura 21: Capacitores 
Fonte: www.hardwarebr.com 
 
3.5.1 Capacitância 
 
É denominada capacitância C a propriedade que os capacitores têm de 
armazenar cargas elétricas na forma de campo eletrostático e ela é medida através 
do quociente entre a quantidade de carga (Q) e a diferença de potencial (V) 
existente entre as placas do capacitor, matematicamente fica da seguinte forma: 
 
 
 29 
 
 
 
 
3.5.2 Associação de capacitores 
 
Os capacitores, da mesma forma que os resistores, podem ser associados 
em série e em paralelo. Denomina-se capacitor equivalente da associação aquele 
que, eletrizado com a mesma carga da associação, suporta entre seus terminais a 
mesma ddp. 
 
3.5.2.1 Associação de capacitores em série 
 
Na associação em série, a armadura negativa de um capacitor está ligada a 
armadura positiva do seguinte. A carga +Q, que é comunicada à associação, é 
recebida pela armadura positiva do primeiro capacitor. Esta induz –Q na armadura 
negativa do primeiro capacitor, e a carga +Q escoa para a armadura positiva do 
segundo capacitor. Esta por sua vez, induz –Q na armadura negativa do segundo 
capacitor e +Q na armadura do terceiro capacitor e assim sucessivamente. 
 
 
Figura 22: Associação de capacitores em série 
Fonte: www.efisica.if.usp.br 
 
Podemos observar na associação de capacitores em série que todos os 
capacitores apresentam a mesma carga Q e a ddp aplicada na associação é a soma 
das ddps dos capacitores associados. 
 Q 
C = 
 U 
 30 
U=U1+U2+U3 
 
Usando a definição da capacitância, para encontrarmos a capacitância 
equivalente podemos usar a fórmula: 
 
 1 = 1 + 1 + 1 
 Cequ C1 C2 C3 
 
 Numa associação em série de n capacitores iguais, sendo C a capacitância 
de cada um deles, a capacitância equivalente é: 
 
 
 Para o caso particular de dois capacitores associados em série, a 
capacitância equivalente (Cs) é dada por: 
 
 1 = 1 + 1 = 1 = C1+C2 = Ceq = C1.C2 
 Ceq C1 C2 Ceq C1.C2 C1+C2 
 
3.5.2.2 Associação de capacitores em paralelo 
 
Na associação em paralelo, as armaduras positivas estão ligadas entre si, 
apresentando mesmo potencial VA, e as armaduras negativas também estão ligadas 
entre si, possuindo o potencial comum Vb. 
 
 
Figura 23: Associação de capacitores em paralelo 
Fonte: www.obarjcentrodamente.blogspot.com 
 
Na associação em paralelo os capacitores apresentam a mesma ddp. A 
carga Q fornecida na associação divide-se em Q1, Q2, Q3, localizando-se nas 
 C 
Cs = 
 n 
 31 
armaduras positivas dos capacitores de capacitância C1, C2, C3, respectivamente. 
Portanto: 
Q=Q1+Q2+Q3 
 
 Nesta fórmula temos a capacitância do capacitor equivalente. 
 
Ceq=C1+C2+C3 
 
A associação em paralelo permite aumentar a capacitância eletrostática do 
sistema. Numa associação em paralelo de n capacitores iguais, sendo C a 
capacitância de cada um, a capacitância do equivalente é: 
 
Cp= nC 
 
4 LUMINOTÉCNICA 
 
Ao longo dos anos o ser humano vem utilizando a tecnologia em seu favor 
para o desenvolvimento e segurança, uma das criações tecnológicas que 
revolucionou o mundo foi a lâmpada desenvolvida pelo cientista Thomas Alva Edson 
em 1879 que realizou uma série de experimentos de filamentos na parte de 
incandescência, optando pelo filamento de carvão, obtendo o registro do seu 
invento, que foi o primeiro modelo apto para produção industrial. 
Luminotécnica é o estudo minucioso das técnicas das fontes de iluminação 
artificial, através da energia elétrica. Luz é uma forma de energia radiante que 
impressiona nossos olhos e nos permite ver. 
Por isso quando usamos a iluminação de forma racional, ela nos apresentar 
uma série de benefícios, entre os quais podemos citar: proteção à vista, influências 
benéficas sobre o sistema nervoso vegetativo que comanda o metabolismo e as 
funções do corpo, fazendo com que haja uma elevação do rendimento no trabalho, 
diminuição de erros e acidentes, contribuindo assim para maior conforto, bem-estar 
e segurança. 
 32 
No trabalho uma iluminação adequada que não ofusque, mas que seja 
suave e agradável diminui a fadiga e exerce uma favorávelinfluência sobre os 
ânimos melhorando o ambiente de trabalho. 
Foi desenvolvido na última década, um número considerável de novos 
produtos de iluminação para economia de energia, dentre os quais, as lâmpadas 
fluorescentes compactas e eletrônicas. Foi assim possível reduzir o consumo de 
energia, sem diminuir os enormes benefícios de uma boa iluminação. 
As lâmpadas elétricas são as que apresentam maior eficiência e 
possibilidade ilimitadas de se obter ambientes acolhedores e confortáveis. As 
lâmpadas elétricas atuais são agrupadas em 2 grupos principais: 
 Incandescentes. 
 De descarga. 
 
4.1 LÂMPADAS INCANDESCENTES 
 
A luz desse tipo de lâmpada é proveniente de um filamento de tungstênio 
alojado no interior de um bulbo de vidro sob vácuo ou com gases quimicamente 
inertes em seu interior. 
Os componentes básicos de uma lâmpada incandescente: 
 Bulbo. 
 Gás. 
 Base. 
 Filamento. 
 
 
Figura 24: lâmpada incandescente e filamento ampliado 
Fonte: Própria 
 
 33 
 
 Bulbo Construído em vidro opaco ou transparente e apresenta vários 
formatos. 
 Gás Contido no interior do bulbo serve para evitar que o filamento entre 
em combustão e evapore. Ex: Nitrogênio, argônio. 
 Base é o elemento de ligação mecânica e elétrica ao receptáculo, feita de 
latão ou ferro latonado e possui rosca tipo Edison de diversos diâmetros 
ou tipo de baioneta. 
 Filamento é o elemento feito de tungstênio, enrolado em forma helicoidal 
e suportado com uma arte de vidro, onde se encontram os condutores 
internos. Emite luz quando aquecido a certa temperatura pela passagem 
de corrente elétrica. 
 
A lâmpada de incandescentes tem como princípio de funcionamento produzir 
luz quando o seu filamento é aquecido pela passagem de corrente elétrica, devido 
ao efeito joule. 
Existem alguns tipos de Lâmpadas Incandescentes: 
 Lâmpada para uso geral. 
 Lâmpadas específicas. 
 Lâmpadas decorativas. 
 Lâmpadas refletoras, defletoras ou espelhadas. 
 Lâmpadas halógenas. 
 Lâmpadas infravermelhas. 
 
Lâmpada para uso geral: produzidas em acabamento de bulbo claro, branco 
difuso ou leitoso ou colorido, proporcionam uma boa distribuição de fluxo luminoso 
eliminando as sobras e ofuscamentos. 
Lâmpadas específicas: destinadas a locais sujeitos à vibração, como por 
exemplo tornos e outras máquinas rotativas, bombas de gasolina, navios e locais 
onde há grande variação de temperatura como refrigeradores e fogões. 
Lâmpadas decorativas: usadas em ambientes que queira uma iluminação de 
destaque para proporcionar aspecto para o ambiente de luxo e beleza. Ex: lustres de 
cristal, abajures. 
 34 
Lâmpadas refletoras defletoras ou espelhadas: fontes de luz de alto 
rendimento, pequenas dimensões e facho concentrado e corrigido, permitem fluxo 
luminoso constante e de alta intensidade e distribuição precisa, devido ao formato do 
bulbo e ao espelho na sua superfície interna. Ex: usado em vitrines, lojas, 
exposições, museus, palcos de teatro. 
Lâmpadas halógenas: podem ser encontradas em dois formatos: tipo 
lapiseira ou palito e com refletor dicroico. Halógena significa formador de gás, 
exemplo de gases: o cloro, bromo, flúor, iodo. Funciona através do cliclo halógeno 
com a finalidade de regenerar o filamento. 
Lâmpada infravermelha: tem como característica fundamental emitir uma 
radiação que se encontra na faixa de ondas curtas de radiação infravermelha. 
Caracteriza-se por: alto coeficiente de reflexão, alto rendimento, pequena dimensão 
de diâmetro e comprimento. Aplicação: indústrias gráficas para secar, indústrias 
automobilísticas, criação de animais como pinto, porco, bezerro aquecendo o 
ambiente. 
 
4.2 LÂMPADAS DE DESCARGAS 
 
A luz é produzida pela passagem de corrente elétrica em um gás ou vapor 
ionizado, que ao se chocar com a pintura fluorescente, no interior de seu tubo emite 
luz invisível. 
Apresentam eficiência maior que as incandescentes e oferecem muito mais 
luz sem potência extra. Os tipos de lâmpadas de descarga dependem de suas 
aplicações e podem ser: 
 Fluorescentes. 
 Luz mista. 
 Vapor de Mercúrio. 
 Lâmpada de Neon. 
 Vapor metálico. 
 Multivapor metálico. 
 Vapor de sódio. 
 Lâmpada de indução. 
 
São classificas de acordo com a pressão interna e podem ser de baixa e alta 
pressão. Lâmpadas fluorescentes são fabricadas em diversos formatos: 
 35 
 Lineares. 
 Circulares. 
 Compactas. 
 Coloridas. 
 Luz Negra. 
 
 Basicamente a lâmpada fluorescente é constituída: 
 Bulbo. 
 Base. 
 Cátodo. 
 Estemes. 
 Vapor de Mercúrio. 
 Gás de Enchimento. 
 Camada de pó Fluorescente. 
 
Bulbo: compartimento à prova de ar e sob baixa pressão, onde são inseridos 
o mercúrio, o gás de enchimento, os cátodos e as camadas fluorescentes. 
Base: fixada em cada extremidade do cubo, unindo a lâmpada ao circuito de 
iluminação através de dois contatos. Podem ser do tipo bipino médio e duplo contato 
embutido (DCE). 
Cátodo: são os filamentos ou eletrodos, servem de terminais para o 
estabelecimento do arco elétrico, sendo uma fonte de elétrons para a corrente da 
lâmpada. São geralmente feitos de espirais de tungstênio. 
Estemes: corresponde às extremidades de tubo, fechando-o e suportam 
cada um dos cátodos, fazem parte dos estemes o tubo de flange e o tubo de 
esgotação. 
Vapor de Mercúrio: no interior do tubo fluorescente são colocadas gotas de 
mercúrio líquido, durante a montagem da lâmpada. Estando a lâmpada em 
operação, o mercúrio vaporiza-se numa pressão muito baixa. 
Gás de Enchimento: além das gotas de mercúrio, é injetada no interior do 
tubo uma pequena quantidade de gás raro e alta pureza. Ex: Argônio. 
O gás de enchimento ioniza rapidamente quando uma tensão é aplicada 
através da lâmpada. 
 36 
Camada de pó Fluorescente: transforma a radiação ultravioleta em luz 
visível, as partículas são muito pequenas e é designado tecnicamente por 
luminóforo. 
 
Figura 25: Partes da lâmpada fluorescentes 
Fonte: alessandroazuos.blogspot.com.br 
 
4.2.1 Funcionamento da lâmpada fluorescente 
 
Fluorescência é definida como sendo “a propriedade que tem um material de 
se autoiluminar quando sob a ação de uma energia radiante, como o ultravioleta, ou 
o raio-X. 
Esta definição contém em si dois elementos essenciais para uma lâmpada 
fluorescente, uma fonte de energia radiante (arco elétrico); um material a ser 
fluorescido (pó fluorescente e aditivos chamados ativadores). 
Basicamente, podemos resumir o funcionamento da lâmpada fluorescente 
da seguinte forma: o circuito é energizado, os elétrons abandonam os cátodos 
(vagarosamente nos circuitos convencionais, rapidamente nos circuitos de partida 
rápida a tensão entre os cátodos atrai os elétrons), em seguida os elétrons em 
excesso ionizam o gás de enchimento, reduzindo a resistência do tubo, o arco salta, 
o fluxo dos elétrons no arco excita nos átomos de mercúrio, eles mudam de órbita, 
 37 
dando lugar à radiação, a radiação da colisão de elétrons é absorvida pelo pó 
fluorescente, causando a luminescência. 
 
 
Figura 26: Detalhe do funcionamento da lâmpada fluorescente 
Fonte: www.geocities.ws 
 
4.2.2 Sistemas de lâmpadas fluorescentes 
 
Nos circuitos convencionais os componentes são: reatores, “starter” 
receptáculo para “starter”, lâmpada e receptáculo ou soquete de lâmpada. 
 
 
Figura 27: detalhe da lâmpada fluorescente 
Fonte: www.geocities.ws 
 
Circuitos Partida Rápida: Chamado assim porque o reator possui 
enrolamentos separados para aquecerem continuamente os filamentos de lâmpada. 
Ao ligar o circuitoocorre um rápido aquecimento dos filamentos por meio desses 
enrolamentos, provocando ionização dos gases de enchimento na lâmpada. 
O circuito de partida rápido elimina o piscar que está associado ao sistema 
de partida com o starter (pré-aquecimento). 
 38 
 
 Figura 28: Detalhe do esquema de ligação lâmpada fluorescente 
 Fonte: www.geocities.ws 
 
4.2.3 Tipos e aplicações das lâmpadas fluorescentes 
 
As lâmpadas fluorescentes são fabricadas conforme as tonalidade ou cores 
e formatos, com o objetivo de atender as mais diversas aplicações. 
Lâmpadas fluorescentes lineares a maior parte de suas aplicações: 
bibliotecas, indústrias, hospitais, lojas, escolas, oficina, supermercados etc. 
Lâmpadas fluorescentes compactas têm como aplicação: sala de estar, 
segurança externa, hotéis, escritórios, lojas, shopping etc. 
Lâmpadas fluorescentes coloridas se aplicam nas feiras, exposição, 
Showroom, vitrines, áreas de laser etc. 
Lâmpadas fluorescentes para aquários: uso exclusivo para aquários. 
Lâmpadas fluorescentes de neon: aplicação em Letreiros, desenhos para 
anúncio e decoração. 
 
 
Figura 29: Detalhe do esquema de ligação lâmpada fluorescente 
Fonte: www.geocities.ws 
 
As lâmpadas fluorescentes servem para várias aplicações, algumas são de 
difícil acesso em locais muitas vezes impróprios para o ser humano estar. Devem 
 39 
ser manuseadas com o máximo de cuidado por seu revestimento interno conter 
substâncias químicas, fragilidade do qual o bulbo é feito. Os ferimentos com 
estilhaços são de difícil cicatrização. 
Lâmpada vapor de sódio de baixa pressão são lâmpadas que possuem um 
tubo de descarga, contendo sódio sob baixa pressão, que evapora a 98 Graus 
Celsius e uma mistura de gases inertes (neônio e argônio). É caracterizada por sua 
radiação monocromática, alta eficiência luminosa, e longa vida. Utilizada em locais 
onde a reprodução de cor não é importante, por exemplo: autoestradas, portos, 
pátios de manobras. 
 
 
Figura 30: Detalhe lâmpada vapor de sódio 
Fonte: www.geocities.ws 
 
Lâmpada Mista: combinam a eficiência das lâmpadas de vapor de mercúrio 
com as propriedades de cor das fontes de luz com tungstênio, com a vantagem de 
ser ligada diretamente na rede, dispensam o uso de reatores e Starter. 
 Constituição: 
 Base: fixação da Lâmpada com receptáculo (Soquete) e Conexão com a rede 
elétrica. Base E-27, E-40. 
 Resistor de partida: finalidade de Limitar, na partida a corrente de arco inicial, 
criar um caminho de alta impedância para o arco principal. 
 Suporte: suspender e manter fixo o tubo de arco e o filamento de tungstênio 
com relação ao eixo da lâmpada. 
Filamento: está ligado em série com o tubo de descarga e atua como fonte 
de luz de cor quente e como limitador de corrente, substituindo o reator. 
Tubo de Descarga de Arco: onde se produzirá a radiação visível e a 
radiação ultravioleta. 
Camada de pó fluorescente: revestimento interno no bulbo com uma camada 
de fosfato de ítrio Vanadato. 
 40 
Bulbo externo: vidro duplo formato de vóide, é injetada uma mistura 
gasosa de argônio e nitrogênio que mantém a temperatura constante. 
Sua aplicação se dá em vias públicas, praças, jardins, estacionamentos, 
comércio em geral. 
 
 
Figura 31: Detalhe do funcionamento da lâmpada mista 
Fonte: www.geocities.ws 
 
Lâmpada de Vapor de Mercúrio é semelhante à lâmpada de luz mista, 
porém necessita de reator, que vai atuar como limitador de corrente das lâmpadas. 
 Constitui-se de: 
Eletrodos principais: feito de tungstênio. É aplicada uma tensão, produzindo 
a emissão de elétrons que se chocam com os átomos de mercúrio produzindo 
liberação de energia que é convertida em luz pelo pó do revestimento interno do 
bulbo. 
 
 
Figura 32: Esquema da lâmpada vapor de mercúrio 
Fonte: www.geocities.ws 
 
Eletrodo Auxiliar: feito de tungstênio destinado a dar partida do arco do tubo. 
 Mola Sustentação: impedir vibrações do tubo de arco e tem sua aplicação 
em iluminação de vias públicas, praças, jardins, fábricas, parques, estacionamento. 
 41 
 
 
Figura 33: Esquema da lâmpada de alta pressão 
Fonte: www.geocities.ws 
 
4.3 ACESSÓRIOS PARA LÂMPADAS 
 
Vamos ver agora alguns acessórios que as lâmpadas necessitam para 
funcionar e serem instaladas. 
Receptáculos ou Soquetes são dispositivos que servem para fixação das 
lâmpadas por sua base permitindo a sua alimentação e facilitando sua substituição. 
Plafoiners são dispositivos destinados a suportar os receptáculos ou 
soquetes para lâmpadas incandescentes ou fluorescentes e dar condição de fixação 
do conjunto na parede ou teto. 
Luminárias são aparelhos destinados a distribuir, filtrar e controlar a luz 
gerada por uma ou mais lâmpadas que contenham todos os equipamentos e 
acessórios necessários para fixar, proteger e alimentar as lâmpadas. 
Reatores são equipamentos auxiliares e necessários ao funcionamento das 
lâmpadas de descarga (exceto mista) com a finalidade de proporcionar as condições 
de partida (ignição) e de maneira a controlar ou estabilizar a corrente do circuito. 
Reatores eletromagnéticos podem ser para lâmpadas de baixa pressão, 
fluorescentes (circuitos convencionais e circuitos de partida rápida). Os 
componentes para circuitos convencionais são: starter, o receptáculo para starter, 
lâmpada e receptáculo ou soquete para lâmpada. Os reatores para circuitos de 
partida rápida são reatores para circuitos que possuem enrolamentos separados 
para aquecerem os eletrodos da lâmpada continuamente. 
 42 
Reatores Eletrônicos são mais leves e econômicos, usam controladores de 
iluminação. 
Ignitores são dispositivos destinados especialmente à partida de lâmpadas a 
vapores metálicos se sódio de alta pressão. 
Starter interruptor automático de descarga que consiste em uma ampola de 
vidro contendo gás (neon, ou argônio), um par bimetálico, que se deforma sob a 
ação do calor e um capacitor para impedir a radiointerferência. O conjunto é 
encerrado num invólucro de alumínio ou plástico e apresenta dois terminais na parte 
inferior para as conexões em receptáculo ou soquete próprio. 
É usado apenas para circuitos convencionais, ou seja, um conjunto de 
reatores convencionais. Deve-se usar o modelo adequado para cada tipo de 
potência de lâmpada. 
 
5 NORMA 5410 - INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO 
 
Vamos ver agora alguns aspectos da norma 5410 - instalações elétricas de 
baixa tensão que estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações 
elétricas de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o 
funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens. 
Essa Norma aplica-se principalmente às instalações elétricas de edificações, 
qualquer que seja seu uso (residencial, comercial, público, industrial, de serviços, 
agropecuário, hortigranjeiro etc.), incluindo as pré-fabricadas. 
Essa Norma aplica-se também às instalações elétricas: 
a) em áreas descobertas das propriedades, externas às edificações; 
b) de reboques de acampamento (trailers), locais de acampamento 
(campings), marinas e instalações análogas; 
c) de canteiros de obra, feiras, exposições e outras instalações temporárias. 
Essa Norma não se aplica a: 
a) instalações de tração elétrica; 
b) instalações elétricas de veículos automotores; 
c) instalações elétricas de embarcações e aeronaves; 
d) equipamentos para supressão de perturbações radioelétricas, na medida 
em que não comprometam a segurança das instalações; 
e) instalações de iluminação pública; 
f) redes públicas de distribuição de energia elétrica; 
 43 
g) instalações de proteçãocontra quedas diretas de raios. No entanto, essa 
Norma considera as consequências dos fenômenos atmosféricos sobre as 
instalações (por exemplo, seleção dos dispositivos de proteção contra 
sobretensões); 
h) instalações em minas; 
i) instalações de cercas eletrificadas (ver IEC 60335-2-76). 
Vamos ver algumas definições que a norma nos apresenta: 
Componente (de uma instalação elétrica): termo empregado para designar 
itens da instalação que, dependendo do contexto, podem ser materiais, acessórios, 
dispositivos, instrumentos, equipamentos (de geração, conversão, transformação, 
transmissão, armazenamento, distribuição ou utilização de eletricidade), máquinas, 
conjuntos ou mesmo segmentos ou partes da instalação (por exemplo, linhas 
elétricas). 
Quadro de distribuição principal: primeiro quadro de distribuição após a 
entrada da linha elétrica na edificação. Naturalmente, o termo se aplica a todo 
quadro de distribuição que seja o único de uma edificação. 
Ponto de entrega: ponto de conexão do sistema elétrico da empresa 
distribuidora de eletricidade com a instalação elétrica da(s) unidade(s) 
consumidora(s) e que delimita as responsabilidades da distribuidora, definidas pela 
autoridade reguladora. 
Ponto de entrada (numa edificação): ponto em que uma linha externa 
penetra na edificação. 
Em particular, no caso das linhas elétricas de energia, não se deve confundir 
“ponto de entrada” com “ponto de entrega”. A referência fundamental do “ponto de 
entrada” é a edificação, ou seja, o corpo principal ou cada um dos blocos de uma 
propriedade. No caso de edificações com pavimento em pilotis (geralmente o térreo) 
e nas quais a entrada da linha elétrica externa se dá no nível do pavimento em 
pilotis, o “ponto de entrada” pode ser considerado como o ponto em que a linha 
penetra no compartimento de acesso à edificação (hall de entrada). 
Ponto de utilização: ponto de uma linha elétrica destinado à conexão de 
equipamento de utilização. 
NOTAS: um ponto de utilização pode ser classificado, entre outros critérios, 
de acordo com a tensão da linha elétrica, a natureza da carga prevista (ponto de luz, 
ponto para aquecedor, ponto para aparelho de ar-condicionado etc.) e o tipo de 
conexão previsto (ponto de tomada, ponto de ligação direta). 
 44 
Uma linha elétrica pode ter um ou mais pontos de utilização. 
Um mesmo ponto de utilização pode alimentar um ou mais equipamentos de 
utilização. 
Ponto de tomada: ponto de utilização em que a conexão do equipamento ou 
equipamentos a serem alimentados é feita através de tomada de corrente. 
NOTAS: um ponto de tomada pode conter uma ou mais tomadas de 
corrente. 
Um ponto de tomada pode ser classificado, entre outros critérios, de acordo 
com a tensão do circuito que o alimenta, o número de tomadas de corrente nele 
previsto, o tipo de equipamento a ser alimentado (quando houver algum que tenha 
sido especialmente previsto para utilização do ponto) e a corrente nominal da ou das 
tomadas de corrente nele utilizadas. 
Alimentação ou fonte normal: Alimentação ou fonte responsável pelo 
fornecimento regular de energia elétrica. 
NOTA: uma determinada alimentação pode ser a “normal” durante certo 
período de tempo e não ser em outro. Por exemplo, em uma instalação cujo 
consumo de energia elétrica é suprido pela rede de distribuição pública durante 
certos períodos do dia, mas por geração própria em outros, a “fonte normal” pode 
ser a rede pública ou a geração local, dependendo do período considerado. 
 
5.1 PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS E DETERMINAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS 
GERAIS 
 
5.1.1 Instalação dos componentes 
 
Toda instalação elétrica requer uma cuidadosa execução por pessoas 
qualificadas, de forma a assegurar, entre outros objetivos, que: 
 as características dos componentes da instalação não sejam 
comprometidas durante sua montagem; 
 os componentes da instalação, e os condutores em particular, fiquem 
adequadamente identificados; 
 nas conexões, o contato seja seguro e confiável; os componentes sejam 
instalados preservando-se as condições de resfriamento previstas; 
 45 
 os componentes da instalação suscetíveis de produzir temperaturas 
elevadas ou arcos elétricos fiquem dispostos ou abrigados de modo a 
eliminar o risco de ignição de materiais inflamáveis; 
 e as partes externas de componentes sujeitas a atingir temperaturas 
capazes de lesionar pessoas fiquem dispostas ou abrigadas de 
modo a garantir que as pessoas não corram risco de contatos 
acidentais com essas partes. 
 
5.2 DETERMINAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS GERAIS 
 
Na concepção de uma instalação elétrica devem ser determinadas as 
seguintes características: 
 a) utilização prevista e demanda (ver na norma item 4.2.1); 
 b) esquema de distribuição (ver na norma item 4.2.2); 
 c) alimentações disponíveis (ver na norma item 4.2.3); 
 d) necessidade de serviços de segurança e de fontes apropriadas (ver 
na norma item 4.2.4); 
 e) exigências quanto à divisão da instalação (ver na norma item 4.2.5); 
 f) influências externas a que a instalação seja submetida (ver na norma 
item 4.2.6); 
 g) riscos de incompatibilidade e de interferências (ver na norma item 
4.2.7); 
 h) requisitos de manutenção (ver na norma 5410 item 4.2.8). 
 
5.3 UTILIZAÇÃO E DEMANDA – POTÊNCIA DE ALIMENTAÇÃO 
 
A determinação da potência de alimentação é essencial para a concepção 
econômica e segura de uma instalação, dentro de limites adequados de elevação de 
temperatura e de queda de tensão. 
Na determinação da potência de alimentação de uma instalação ou de parte 
de uma instalação devem ser computados os equipamentos de utilização a serem 
alimentados, com suas respectivas potências nominais e, em seguida, consideradas 
as possibilidades de não simultaneidade de funcionamento desses equipamentos, 
bem como capacidade de reserva para futuras ampliações. 
 
 46 
5.4 PREVISÃO DE CARGA 
 
A previsão de carga de uma instalação deve ser feita obedecendo-se às 
prescrições da norma dos itens de 4.2.1.2.1 a 4.2.1.2.3 da norma NBR5410. 
a) a carga a considerar para um equipamento de utilização é a potência 
nominal por ele absorvida, dada pelo fabricante ou calculada a partir da tensão 
nominal, da corrente nominal e do fator de potência; 
b) nos casos em que for dada a potência nominal fornecida pelo 
equipamento (potência de saída), e não a absorvida, devem ser considerados o 
rendimento e o fator de potência. 
Iluminação: 
a) as cargas de iluminação devem ser determinadas como resultado da 
aplicação da ABNT NBR 5413; 
b) para os aparelhos fixos de iluminação a descarga, a potência nominal a 
ser considerada deve incluir a potência das lâmpadas, as perdas e o fator de 
potência dos equipamentos auxiliares. 
c) No item da norma (NBR5410) 9.5.2.1 são fixados critérios mínimos 
para pontos de iluminação em locais de habitação. 
Com relação aos pontos de tomada temos: 
a) em locais de habitação, os pontos de tomada devem ser determinados e 
dimensionados de acordo com o item da norma (NBR5410) 9.5.2.2; 
b) em halls de serviço, salas de manutenção e salas de equipamentos, tais 
como casas de máquinas, salas de bombas, barriletes e locais análogos, deve ser 
previsto, no mínimo, um ponto de tomada de uso geral. Aos circuitos terminais 
respectivos deve ser atribuída uma potência de no mínimo 1000 VA; 
c) quando um ponto de tomada for previsto para uso específico, deve ser a 
ele atribuída uma potência igual à potência nominal do equipamento a ser 
alimentado ou à soma das potências nominais dos equipamentos a serem 
alimentados.Quando valores precisos não forem conhecidos, a potência atribuída ao 
ponto de tomada deve seguir um dos dois seguintes critérios: 
d) potência ou soma das potências dos equipamentos mais potentes que o 
ponto pode vir a alimentar. 
e) potência calculada com base na corrente de projeto e na tensão do 
circuito respectivo; os pontos de tomada de uso específico devem ser localizados no 
 47 
máximo a 1,5 m do ponto previsto para a localização do equipamento a ser 
alimentado; os pontos de tomada destinados a alimentar mais de um equipamento 
devem ser providos com a quantidade adequada de tomadas. 
 
5.5 NÚMERO DE PONTOS DE TOMADA 
 
O número de pontos de tomada deve ser determinado em função da 
destinação do local e dos equipamentos elétricos que podem ser aí utilizados, 
observando-se, no mínimo, os seguintes critérios: 
a) em banheiros, deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada, 
próximo ao lavatório, atendidas as restrições de do item 9.1 da Norma 5410. 
b) em cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, cozinha-área de 
serviço, lavanderias e locais análogos, deve ser previsto, no mínimo, um ponto de 
tomada para cada 3,5 m, ou fração, de perímetro, sendo que acima da bancada da 
pia devem ser previstas, no mínimo, duas tomadas de corrente, no mesmo ponto ou 
em pontos distintos; 
c) em varandas, deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada. 
Admite-se que o ponto de tomada não seja instalado na própria varanda, 
mas próximo ao seu acesso, quando a varanda, por razões construtivas, não 
comportar o ponto de tomada, quando sua área for inferior a 2 m² ou, ainda, quando 
sua profundidade for inferior a 0,80 m. 
d) em salas e dormitórios deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada 
para cada 5 m, ou fração, de perímetro, devendo esses pontos ser espaçados tão 
uniformemente quanto possível; 
Particularmente no caso de salas de estar, deve-se atentar para a 
possibilidade de que um ponto de tomada venha a ser usado para alimentação de 
mais de um equipamento, sendo recomendável equipá-lo, portanto, com a 
quantidade de tomadas julgada adequada. 
e) em cada um dos demais cômodos e dependências de habitação devem 
ser previstos pelo menos: 
 um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for igual ou 
inferior a 2,25 m2. Admite-se que esse ponto seja posicionado 
externamente ao cômodo ou dependência a até 0,80 m no máximo de sua 
porta de acesso; 
 48 
 um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for superior a 
2,25 m2 e igual ou inferior a 6 m²; 
 um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, se a área do 
cômodo ou dependência for superior a 6 m² devendo esses pontos ser 
espaçados tão uniformemente quanto possível. 
 
5.6 POTENCIAIS ATRIBUÍVEIS AOS PONTOS DE TOMADA 
 
A potência a ser atribuída a cada ponto de tomada é em função dos 
equipamentos que ele poderá vir a alimentar e não deve ser inferior aos seguintes 
valores mínimos: 
a) em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, 
lavanderias e locais análogos, no mínimo 600VA por ponto de tomada, até três 
pontos, e 100VA por ponto para os excedentes, considerando-se cada um desses 
ambientes separadamente. Quando o total de tomadas no conjunto desses 
ambientes for superior a seis pontos, admite-se que o critério de atribuição de 
potências seja de no mínimo 600VA por ponto de tomada, até dois pontos, e 100VA 
por ponto para os excedentes, sempre considerando cada um dos ambientes 
separadamente; 
b) nos demais cômodos ou dependências, no mínimo 100VA por ponto de 
tomada. 
Nenhum interruptor ou tomada de corrente deve ser instalado a menos de 
0,60 m da porta aberta de uma cabine de banho pré-fabricada, figura a seguir. 
 
 
Figura 34: Distância para instalação da tomada em banheiros 
Fonte: NBR 5410 
 
 49 
5.7 DIVISÃO DA INSTALAÇÃO 
 
A instalação deve ser dividida em tantos circuitos quantos necessários, 
devendo cada circuito ser concebido de forma a poder ser seccionado sem risco de 
realimentação inadvertida através de outro circuito. 
A divisão da instalação em circuitos deve ser de modo a atender, entre 
outras, às seguintes exigências: 
a) segurança — por exemplo, evitando que a falha em um circuito prive de 
alimentação toda uma área; 
b) conservação de energia — por exemplo, possibilitando que cargas de 
iluminação e/ou de climatização sejam acionadas na justa medida das 
necessidades; 
c) funcionais — por exemplo, viabilizando a criação de diferentes ambientes, 
como os necessários em auditórios, salas de reuniões, espaços de demonstração, 
recintos de lazer etc.; 
d) de produção — por exemplo, minimizando as paralisações resultantes de 
uma ocorrência; 
e) de manutenção — por exemplo, facilitando ou possibilitando ações de 
inspeção e de reparo. 
Devem ser previstos circuitos distintos para partes da instalação que 
requeiram controle específico, de tal forma que esses circuitos não sejam afetados 
pelas falhas de outros (por exemplo, circuitos de supervisão predial). 
 
 
Figura 35: Exemplos de distribuição de circuitos 
Fonte: Manual Prismiam 
 
 50 
Na divisão da instalação devem ser consideradas também as necessidades 
futuras. As ampliações previsíveis devem se refletir não só na potência de 
alimentação, mas também na taxa de ocupação dos condutos e dos quadros de 
distribuição. 
As cargas devem ser distribuídas entre as fases, de modo a obter-se o maior 
equilíbrio possível. 
 
5.8 CONDUTORES 
 
Atualmente, o uso de eletricidade pelos diversos setores da sociedade é 
extremamente elevado. A quantidade de energia elétrica utilizada nas indústrias, 
lojas, escritórios, nos hospitais, nas residências, enfim em qualquer campo de 
atividade, devido ao número cada vez maior de equipamentos elétricos para os mais 
variados fins, exige uma preocupação constante com os meios que irão ser 
utilizados para transportar essa quantidade de energia. 
Nesse sentido, a preocupação com a qualidade das instalações elétricas, 
fundamental para a segurança das pessoas, que delas dependem, e a integridade 
do patrimônio são fatores constantes no dia a dia de nossa sociedade. 
 
 
Figura 36: Condutores 
Fonte: Manual Prismiam 
 
A norma NBR 5410 fornece medidas necessárias para que a ênfase com 
relação à segurança e proteção tenha sempre como objetivo principal evitar a 
ocorrência de sobrecargas, curto - circuitos, choques elétricos, causas de muitos 
acidentes e de outros problemas sérios que poderão ser ocasionados devido ao mau 
uso da eletricidade. 
Por sua vez, nas instalações elétricas em geral, os condutores são 
insubstituíveis na função de transportar a energia elétrica necessária ao bom 
funcionamento de todos os equipamentos de que necessitamos. Por isso, os 
 51 
condutores devem ser de excelente qualidade e utilizados corretamente de acordo 
com a finalidade a que se destinam. A qualidade do condutor garante a união 
perfeita entre funcionalidade e segurança da instalação. 
Condutor elétrico é chamado todo o material que possui a propriedade de 
conduzir ou transportar energia elétrica, ou ainda, transmitir sinais elétricos. Os 
condutores devem ser analisados sobre os seguintes aspectos: 
 Material a ser utilizado como condutor. 
 Forma geométrica do condutor. 
 Isolação e isolamento. 
 Blindagem. 
 Seção nominal. 
 
Material: os materiais utilizados na fabricação de condutores de corrente 
elétrica são classificados em dois grandes grupos (materiais de elevada resistividade 
e materiais de elevada condutividade), os materiais de elevada resistividade 
destinam-seà transformação de energia elétrica em térmica (fornos elétricos, 
chuveiros elétricos, aquecedores, ferros elétricos) destinam-se também à 
transformação de energia elétrica em energia luminosa (filamentos para iluminação 
em geral (tungstênio)). Destinam-se para criar nos circuitos certas condições 
destinadas a provocar quedas de tensão (resistores reostatos). 
Com relação aos materiais de elevada condutibilidade destinam-se todas as 
aplicações em que a corrente elétrica deve circular com as menores perdas 
possíveis, como em ligações de aparelhos, equipamentos e dispositivos, 
transformação de energia elétrica em outra forma de energia (bobinas 
eletromagnéticas). Dentre esses materiais podemos citar: cobre, chumbo, bronze, 
alumínio, platina, latão, prata e mercúrio. 
Cobre: conhecido desde os tempos da pré-história, cuja metalúrgica foi 
iniciada por volta do ano 600 a.C.. O cobre é um metal de coloração avermelhada e 
brilhante, muito maleável e dúctil. È um metal não ferroso de relevante importância 
na atualidade. Ao longo dos anos, tem sido o mais utilizado, principalmente devido 
ao seu comportamento quanto à condutividade elétrica e térmica. 
Alumínio: metal de coloração branco–prateada, extremamente maleável e 
dúctil. As primeiras notícias que se têm da sua utilização foi há 4000 anos, usado 
pelos egípcios e babilônicos sob forma de compostos, provavelmente como produto 
de algum tipo de medicamento e algumas soluções químicas. 
 52 
O alumínio é o metal mais abundante na crosta terrestre e na escala de 
utilização encontra-se em 2º lugar, tanto na indústria como na área elétrica. 
Forma Geométrica: os condutores de cobres ou de alumínio são construídos 
de diversas formas e cada uma delas possui um determinado tipo de aplicação. 
Podem ser: redondo sólido (Fio), que é formado por um único fio de metal sólido, 
sendo sua construção limitada a seções menores (até 16mm²). Comercialmente é 
chamado de condutor rígido, sendo aplicado em instalações de iluminação e força, 
formação de cabos. 
Cabo é um condutor constituído por vários fios enrolados, isolados uns dos 
outros ou não. O conjunto pode ser isolado ou nu, o cabo é denominado 
comercialmente, para seções até 10mm², condutor flexível. 
 
 
Figura 37: Exemplos de cabos sólidos e flexíveis 
Fonte: Manual Prismiam 
 
A NBR 6880 estabelece, para condutores de cobre, seis classes de 
encordoamento, numerados de 1 a 6 com graus crescentes de flexibilidade sendo: 
 Classe 1- Condutores sólidos (fios). 
 Classe 2- Condutores enrolados, compactados ou não. 
 Classe 3- Condutores enrolados, não compactados. 
 Classe 4, 5 e 6- condutores Flexíveis. 
 
 
Figura 38: Exemplos de como passar cabos 
Fonte: Manual Prismiam 
 53 
Portanto, condutor encordoado é constituído por um conjunto de fios 
dispostos helicoidalmente. Essa forma de construção permite ótima flexibilidade em 
relação ao condutor sólido (fio). 
 
5.8.1 Isolação 
 
Trata-se de um conjunto de materiais isolantes aplicados sobre o condutor, 
cuja finalidade é isolá-lo eletricamente do ambiente que o circunda, como por 
exemplo, de outros condutores, contra contatos acidentais e ao terra. Serve também 
para proteger o condutor contra ações mecânicas, como no caso da enfiação nos 
eletrodutos. Não se deve confundir isolação com o isolamento. 
Isolação: define o aspecto qualitativo, como por exemplo: isolação de PVC, 
Polietileno. Os materiais utilizados como isolação devem possuir também, além da 
alta resistividade, alta rigidez dielétrica, principalmente para tensões superiores a 
1kv. 
Isolamento: Refere-se ao aspecto quantitativo, ou seja, condutor com tensão 
de isolamento para 750v, kv, resistência de isolamento de 2MΩ, etc... 
 
Tabela 2: Temperaturas características dos condutores 
Tipo de isolação 
Temperatura 
máxima para 
serviço 
contínuo 
(condutor) 
ºC 
Temperatura 
limite de 
sobrecarga 
(condutor) 
ºC 
Temperatura 
limite de curto-
circuito 
(condutor) 
ºC 
Policloreto de vinila (PVC) até 300 mm² 70 100 160 
Policloreto de vinila (PVC) maior que 300 mm² 70 100 140 
Borracha etileno-propileno (EPR) 90 130 250 
Polietileno reticulado (XLPE) 90 130 250 
 
Fonte: Adaptado, NBR 5410. 
 
5.8.2 Blindagem 
 
São chamadas de materiais semicondutores, aplicadas sobre o condutor, ou 
partes metálicas aplicadas sobre a 2ª camada semicondutora que recobre a 
isolação, cuja finalidade é concentrar o campo elétrico ou facilitar o escoamento das 
correntes de curto-circuito e das correntes induzidas. 
 54 
A blindagem é necessária e aplicada em cabos de média e alta tensão. De 
acordo com a finalidade que se destinam e a forma de execução, a blindagem pode 
ser sobre o condutor (blindagem interna) cuja camada de material semicondutor 
deve ser aplicada diretamente sobre o condutor, pelos processos de extrusão e 
vulcanização e tem como finalidade uniformizar a distribuição das linhas de campo 
elétrico e impedir a ionização. 
Pode ser também sobre a isolação (blindagem externa), que é constituída de 
uma parte não metálica e de uma parte metálica (trata-se de uma camada de 
material semicondutor aplicada sobre a isolação pelos processos de extrusão e 
vulcanização. A aplicação dessa camada semicondutora possibilita uma distribuição 
uniforme e radial do campo elétrico na isolação e elimina os espaços vazios 
ionizáveis entre as camadas de isolação de blindagem metálica). Já a parte metálica 
(é formada por uma camada concêntrica de fios ou fita de cobre nu (não estanhado) 
aplicada helicoidalmente sobre camada semicondutora da isolação, e tem como 
finalidade confinar o campo elétrico nos limites da isolação. Tem a vantagem de 
quando é convenientemente aterrado, proporciona maior segurança, eliminando os 
riscos de choques elétricos em caso de contato direto ou com a cobertura do cabo. 
 
5.8.3 Seção nominal 
 
Os condutores (fios e cabos) são caracterizados pela seção nominal, 
referente à grandeza do condutor respectivo. No entanto, a seção nominal não 
corresponde a um valor estritamente geométrico (área da seção transversal do 
condutor) e sim a um valor determinado por uma medida de resistência denominada 
seção elétrica efetiva. 
As seções nominais são dadas em mm² de acordo com uma série definida 
pela IEC (internacional electronichnical comission) e é internacionalmente aceita. 
 55 
 
Figura 39: Dimensionamento de cabos padrão EB-98 ABNT e NBR-NM 247-3 
Fonte: Manual Prismiam 
 
5.8.4 Dimensionamento de condutores 
 
Considera-se dimensionar um condutor quando aplicamos os itens da norma 
5410 para dimensionamento de condutor cujos critérios são: 
 Seção mínima. 
 Capacidade de condução de corrente. 
 Queda de tensão. 
 Sobrecarga. 
 Curto-circuito. 
 Contatos indiretos. 
 
Para afirmarmos que um circuito está com o seu dimensionamento correto 
quando aplicamos os 6 critérios é preciso considerar como seção final aquela que é 
a maior dentre as obtidas. 
 
 56 
5.8.5 Seção dos condutores de fase 
 
A seção dos condutores de fase, em circuitos de corrente alternada, e dos 
condutores vivos, em circuitos de corrente contínua, não deve ser inferior ao valor 
pertinente dado na tabela 47 (NBR 5410) a seguir. 
 
Tabela 3: Seção mínima dos condutores
1)
 
Tipo de Linha Utilização do circuito 
Seção mínima do condutor mm² 
- material 
Instalações 
fixas em geral 
Condutores e 
cabos 
isolados 
Circuitos de iluminação 
1,5 Cu 
16 Al 
Circuitos de força
2)
 
2,5 Cu 
16 Al 
Circuitos de sinalização e 
circuitos de controle 
0,5 Cu
3)
 
Condutoresnus 
Circuitos de força 
10 Cu 
16 AL 
Circuitos de sinalização e 
circuitos de controle 
4 Cu 
Linhas flexíveis com cabos 
isolados 
Para um equipamento 
específico 
Como especificado na norma 
do equipamento 
Para qualquer outra aplicação 0,75 Cu
4)
 
Circuitos a extrabaixa tensão 
para aplicações especiais 
0,75 Cu 
1)
 Seções mínimas ditadas por razões mecânicas. 
2)
 Os circuitos de tomadas de correntes são considerados circuitos de força. 
3)
 Em circuitos de sinalização e controle destinados a equipamentos eletrônicos é admitida uma seção mínima de 0,1 mm². 
4)
 Em cabos multipolares flexíveis contendo sete ou mais veias é admitida uma seção mínima de 0,1 mm². 
 
Fonte: Adaptado, NBR 5410. 
 
A seção dos condutores deve ser determinada de forma a que sejam 
atendidos, no mínimo, todos os seguintes critérios: 
 57 
 a capacidade de condução de corrente dos condutores deve ser igual ou 
superior à corrente de projeto do circuito, incluindo as componentes 
harmônicas afetadas dos fatores de correção aplicáveis. 
 a proteção contra sobrecargas. 
 a proteção contra curtos-circuitos e solicitações térmicas. 
 a proteção contra choques elétricos por seccionamento automático da 
alimentação em esquemas TN e IT, quando pertinente. 
 os limites de queda de tensão. 
 as seções mínimas indicadas. 
 
5.8.6 Condutor neutro 
 
O condutor neutro não pode ser comum a mais de um circuito. O condutor 
neutro de um circuito monofásico deve ter a mesma seção do condutor de fase. 
Qualquer condutor isolado, cabo unipolar ou veia de cabo multipolar utilizado 
como condutor neutro deve ser identificado conforme essa função. Em caso de 
identificação por cor, deve ser usada a cor azul-clara na isolação do condutor 
isolado ou da veia do cabo multipolar, ou na cobertura do cabo unipolar. A veia com 
isolação azul-clara de um cabo multipolar pode ser usada para outras funções, que 
não a de condutor neutro, se o circuito não possuir condutor neutro ou se o cabo 
possuir um condutor periférico utilizado como neutro. 
Num circuito trifásico com neutro e cujos condutores de fase tenham uma 
seção superior a 25 mm², a seção do condutor neutro pode ser inferior à dos 
condutores de fase, sem ser inferior aos valores indicados na tabela a seguir em 
função da seção dos condutores de fase, quando as três condições seguintes forem 
simultaneamente atendidas: 
a) o circuito for presumivelmente equilibrado, em serviço normal; 
b) a corrente das fases não contiver uma taxa de terceira harmônica e 
múltiplos superior a 15%; 
c) o condutor neutro for protegido contra sobrecorrentes. 
Os valores da tabela 48 (NBR 5410) a seguir são aplicáveis quando os 
condutores de fase e o condutor neutro forem do mesmo metal. 
 
 
 
 58 
Tabela 4 - Seção mínima do condutor neutro 
Seção dos condutores de fase 
mm² 
Seção reduzida do condutor neutro 
mm² 
S≤25 S 
35 25 
50 25 
70 35 
95 50 
120 70 
150 70 
185 95 
240 120 
300 150 
400 185 
 
Fonte: Adaptado, NBR 5410. 
 
5.8.7 Queda de tensão 
 
Em qualquer ponto de utilização da instalação, a queda de tensão verificada 
não deve ser superior aos seguintes valores, dados em relação ao valor da tensão 
nominal da instalação. 
 7%, calculados a partir dos terminais secundários do transformador 
MT/BT, no caso de transformador de propriedade da(s) unidade(s) 
consumidora(s); 
 7%, calculados a partir dos terminais secundários do transformador 
MT/BT da empresa distribuidora de eletricidade, quando o ponto de 
entrega for aí localizado; 
 5%, calculados a partir do ponto de entrega, nos demais casos de ponto 
de entrega com fornecimento em tensão secundária de distribuição; 
 7%, calculados a partir dos terminais de saída do gerador, no caso de 
grupo gerador próprio. 
 59 
 
Figura 40: Limites de queda de tensão 
Fonte: NBR 5410 
 
Os limites de queda de tensão são válidos quando a tensão nominal dos 
equipamentos de utilização previstos for coincidente com a tensão nominal da 
instalação. Em nenhum caso a queda de tensão nos circuitos terminais pode ser 
superior a 4%. Para o cálculo da queda de tensão num circuito deve ser utilizada a 
corrente de projeto do circuito. 
 60 
 
 61 
 
 62 
 
 63 
 
 64 
 
Figura 41: Tabela 33 Norma NBR5410 
Fonte: NBR 5410 
 
 
 
 65 
5.8.8 Capacidades de condução de corrente 
 
As prescrições são destinadas a garantir uma vida satisfatória a condutores 
e isolações submetidos aos efeitos térmicos produzidos pela circulação de correntes 
equivalentes às suas capacidades de condução de corrente durante períodos 
prolongados em serviço normal. 
São considerados condutores isolados, cabos unipolares e cabos 
multipolares cuja tensão nominal não seja superior a 0,6/1 kV, excluídos os cabos 
armados. Para cabos armados, a capacidade de condução de corrente deve ser 
determinada como indicado na ABNT NBR 11301. 
Os métodos de referência são os métodos de instalação, indicados na IEC 
60364-5-52, para os quais a capacidade de condução de corrente foi determinada 
por ensaio ou por cálculo. São eles: 
 A1: condutores isolados em eletroduto de seção circular embutido em 
parede termicamente isolante; 
 A2: cabo multipolar em eletroduto de seção circular embutido em parede 
termicamente isolante; 
 B1: condutores isolados em eletroduto de seção circular sobre parede de 
madeira; 
 B2: cabo multipolar em eletroduto de seção circular sobre parede de 
madeira; 
 C: cabos unipolares ou cabo multipolar sobre parede de madeira; 
 D: cabo multipolar em eletroduto enterrado no solo; 
 E: cabo multipolar ao ar livre; 
 F: cabos unipolares justapostos (na horizontal, na vertical ou em trifólio) 
ao ar livre; 
 G: cabos unipolares espaçados ao ar livre. 
Nos métodos A1 e A2, a parede é formada por uma face externa estanque, 
isolação térmica e uma face interna em madeira ou material análogo com 
condutância térmica de no mínimo 10 W/m² K. O eletroduto, metálico ou de plástico, 
é fixado junto a face interna (não necessariamente em contato físico com ela). 
Nos métodos B1 e B2, o eletroduto, metálico ou de plástico é montado sobre 
uma parede de madeira, sendo a distância entre o eletroduto e a superfície da 
parede inferior a 0,3 vez o diâmetro do eletroduto. 
 66 
No método C, a distância entre o cabo multipolar, ou qualquer cabo unipolar, 
e a parede de madeira é inferior a 0,3 vez o diâmetro do cabo. 
No método D, o cabo é instalado em eletroduto (seja metálico, de plástico ou 
de barro) enterrado em solo com resistividade térmica de 2,5 K.m/W, a uma 
profundidade de 0,7 m. 
Nos métodos E, F e G a distância entre o cabo multipolar ou qualquer cabo 
unipolar e qualquer superfície adjacente é de no mínimo 0,3 vez o diâmetro externo 
do cabo, para o cabo multipolar, ou no mínimo uma vez o diâmetro do cabo, para os 
cabos unipolares. 
No método G, o espaçamento entre os cabos unipolares é de no mínimo 
uma vez o diâmetro externo do cabo. 
Para cada método de instalação dado na tabela 33 (da norma 5410) é 
indicado o método de referência no qual ele se enquadra, a ser utilizado para a 
obtenção da capacidade de condução de corrente. 
A corrente transportada por qualquer condutor, durante períodos 
prolongados em funcionamento normal, deve ser tal que a temperatura máxima para 
serviço contínuo dada na tabela 35 (da norma 5410) não seja ultrapassada. 
É considerada atendida se a corrente nos condutores não for superior às 
capacidades de condução de corrente adequadamente obtidas das tabelas 36 a 39da norma 5410 corrigidas, se for o caso, pelos fatores indicados nas tabelas 40 a 45. 
Vamos ver na sequência estas tabelas. 
Importante citar que as tabelas 36 a 39 fornecem as capacidades de 
condução de corrente para os métodos de referência A1, A2, B1, B2, C, D, E, F e G 
já descritos aplicáveis a diversos tipos de linhas, conforme indicado na tabela 33 da 
NBR5410. 
As capacidades de condução de corrente dadas nas tabelas 36 a 39 da 
NBR5410 referem-se a funcionamento contínuo em regime permanente (fator de 
carga 100%), em corrente contínua ou em corrente alternada com frequência de 50 
Hz ou 60 Hz. 
Os valores de capacidade de condução de corrente podem também ser 
calculados como indicado na ABNT NBR 11301. Dependendo do caso, pode ser 
necessário levar em conta as características da carga e, para os cabos enterrados, a 
resistividade térmica real do solo. 
Tabela 36 da NBR5410 - capacidades de condução de corrente, em 
ampères, para os métodos de referência A1, A2, B1, B2, C e D. 
 67 
 Condutores: cobre e alumínio. 
 Isolação: PVC. 
 Temperatura no condutor: 70°C. 
 Temperaturas de referência do ambiente: 30°C (ar), 20°C (solo). 
 
Tabela 37 da NBR5410 - Capacidades de condução de corrente, em ampères, para 
os métodos de referência A1, A2, B1, B2, C e D. Condutores: cobre e alumínio 
 68 
Isolação: EPR ou XLPE Temperatura no condutor: 90°C Temperaturas de referência 
do ambiente: 30°C (ar), 20°C (solo) 
 
Tabela 38 da NBR5410 - Capacidades de condução de corrente, em ampères, para 
os métodos de referência E, F e G Condutores: cobre e alumínio. Isolação: PVC. 
Temperatura no condutor: 70°C. Temperatura ambiente de referência: 30°C 
 69 
 
Tabela 39 — Capacidades de condução de corrente, em ampères, para os métodos 
de referência E, F e G. Condutores: cobre e alumínio. Isolação: EPR ou XLPE. 
Temperatura no condutor: 90°C. Temperatura ambiente de referência: 30°C 
 70 
 
 71 
 
Figura 42: Tabelas de capacidades de condução de corrente baseado nos métodos de 
referência indicados da Figura 41 – Tabela 33 Norma NBR5410 
Fonte: NBR 5410 
 
 72 
5.8.9 Temperatura ambiente 
 
O valor da temperatura ambiente a utilizar é o da temperatura do meio 
circundante quando o condutor considerado não estiver carregado. 
Os valores de capacidade de condução de corrente fornecidos pelas tabelas 
36 a 39 da NBR5410 são referidos a uma temperatura ambiente de 30°C para todas 
as maneiras de instalar, exceto as linhas enterradas, cujas capacidades são 
referidas a uma temperatura (no solo) de 20°C. 
Se os condutores forem instalados em ambiente cuja temperatura difira dos 
valores indicados em sua capacidade de condução de corrente deve ser 
determinada, usando-se as tabelas 36 a 39 da NBR5410, com a aplicação dos 
fatores de correção dados na tabela 40 da NBR5410. 
Os fatores de correção da tabela 40 (NBR5410) não consideram o aumento 
de temperatura devido à radiação solar ou a outras radiações infravermelhas. 
Quando os condutores forem submetidos a tais radiações, as capacidades de 
condução de corrente devem ser calculadas pelos métodos especificados na ABNT 
NBR 11301. 
 
Figura 43: Tabela 40 Fatores de correção para temperaturas ambientes diferente de 30ºC 
para linhas não subterrâneas e de 20ºC (temperatura do solo) para linhas subterrâneas 
Fonte: NBR 5410 
 73 
5.8.10 Resistividade térmica do solo 
 
Nas tabelas 36 e 37 (NBR5410), as capacidades de condução de corrente 
indicadas para linhas subterrâneas são válidas para uma resistividade térmica do 
solo de 2,5 K.m/W. Quando a resistividade térmica do solo for superior a 2,5 K.m/W, 
caso de solos muito secos, os valores indicados nas tabelas devem ser 
adequadamente reduzidos, a menos que o solo na vizinhança imediata dos 
condutores seja substituído pelo terra ou material equivalente com dissipação 
térmica mais favorável. A tabela 41(NBR5410) fornece fatores de correção para 
resistividades térmicas do solo diferentes de 2,5 K.m/W. 
O valor de 2,5 K.m/W é o recomendado pela IEC quando o tipo de solo e a 
localização geográfica não são especificados. 
Os valores de capacidade de condução de corrente indicados nas tabelas 36 
e 37 da NBR5410 para linhas subterrâneas referem-se apenas a percursos no 
interior ou entorno das edificações. Para outras instalações, quando for possível 
conhecer valores mais precisos da resistividade térmica do solo, em função da 
carga, os valores de capacidade de condução de corrente podem ser calculados 
pelos métodos especificados na ABNT NBR 11301. 
Tabela 41 da NBR5410 — Fatores de correção para linhas subterrâneas em 
solo com resistividade térmica diferente de 2,5 K.m/W 
 
Figura 44: Tabela 41 da NBR5410 Fatores de correção para linhas 
subterrâneas em solo com resistividade térmica diferente de 2,5 K.m/W 
Fonte: NBR 5410 
 
 74 
5.8.11 Agrupamento de circuitos 
 
Os valores de capacidade de condução de corrente fornecidos pelas tabelas 
36 a 39 (NBR5410) são válidos para o número de condutores carregados que se 
encontra indicado em cada uma de suas colunas. 
Para linhas elétricas contendo um total de condutores superior às 
quantidades indicadas nas tabelas 36 a 39 (NBR5410), a capacidade de condução 
de corrente dos condutores de cada circuito deve ser determinada, usando-se as 
tabelas 36 a 39 (NBR5410), com a aplicação dos fatores de correção pertinentes 
dados nas tabelas 42 a 45 (NBR5410) (fatores de agrupamento). 
Os fatores de agrupamento foram calculados admitindo-se todos os 
condutores vivos permanentemente carregados com 100% de sua carga. Caso o 
carregamento seja inferior a 100%, os fatores de correção podem ser aumentados. 
Os fatores de correção da tabela 42 (NBR5410) são aplicáveis a condutores 
agrupados em feixe, seja em linhas abertas ou fechadas (os fatores pertinentes são 
os da linha 1 da tabela 42 (NBR5410)), e a condutores agrupados num mesmo plano 
e numa única camada (demais linhas da tabela). Já os fatores de correção da 
tabela 43 (NBR5410) são aplicáveis a agrupamentos consistindo em mais de uma 
camada de condutores. 
Assim, no caso de agrupamento em camadas, os fatores de correção 
aplicáveis são os da tabela 42 (NBR5410), quando a camada for única, ou os da 
tabela 43 (NBR5410), quando houver mais de uma camada. 
Os fatores de agrupamento das tabelas 44 e 45 (NBR5410) são aplicáveis a 
linhas subterrâneas: os da tabela 44 (NBR5410) a cabos diretamente enterrados e 
os da tabela 45 (NBR5410) a linhas em eletrodutos enterrados. 
 
 
 
 
 
 
 75 
 
Figura 45: Tabela 42 da NBR5410 Fatores de correção aplicáveis a condutores agrupados 
em feixe (em linhas abertas ou fechadas) e a condutores agrupados num mesmo plano, 
em camada única. 
Fonte: NBR 5410 
 
 
Figura 46: Tabela 43 da NBR5410 Fatores de correção aplicáveis a agrupamentos 
consistindo em mais de uma camada de condutores – Métodos de referência C (tabelas 36 
e 37), E e F (tabelas 38 e 39) 
Fonte: NBR 5410 
 
 76 
 
Figura 47: Tabela 44 da NBR5410 Fatores de agrupamento para linhas com cabos 
diretamente enterrados 
Fonte: NBR 5410 
 
 
Figura 48: Tabela 45 da NBR5410 Fatores de agrupamento para linhas 
em eletrodutos enterrados 
Fonte: NBR 5410 
 
 77 
5.8.12 Condutor de proteção 
 
Qualquer condutor isolado, cabo unipolar ou veia de cabo multipolar utilizado 
como condutor de proteção (PE) deve ser identificado de acordo com essa função. 
Em caso de identificação por cor, deve ser usada a dupla coloração verde-amarela 
ou a cor verde (cores exclusivas da função de proteção), na isolação do condutor 
isolado ou da veia do cabo multipolar,ou na cobertura do cabo unipolar. 
Qualquer condutor isolado, cabo unipolar ou veia de cabo multipolar utilizado 
como condutor PEN deve ser identificado de acordo com essa função. Em caso de 
identificação por cor, deve ser usada a cor azul-claro, com anilhas verde-amarelo 
nos pontos visíveis ou acessíveis, na isolação do condutor isolado ou da veia do 
cabo multipolar, ou na cobertura do cabo unipolar. 
A seção de qualquer condutor de proteção deve satisfazer as condições 
estabelecidas e ser capaz de suportar a corrente de falta presumida. 
A seção do condutor de proteção pode ser determinada através da tabela 58 
da NBR 5410. Quando a aplicação da tabela conduzir a seções não padronizadas, 
devem ser escolhidos condutores com a seção padronizada mais próxima. A tabela 
58 (da NBR 5410) é valida apenas se o condutor de proteção for constituído do 
mesmo metal que os condutores de fase. Quando este não for o caso, ver IEC 
60364-5-54. 
 
Figura 49: Tabela 58 da NBR5410 Seção mínima do condutor de 
proteção 
Fonte: NBR 5410 
 
A seção de qualquer condutor de proteção que não faça parte do mesmo 
cabo ou não esteja contido no mesmo conduto fechado que os condutores de fase 
não deve ser inferior a: 
 78 
a) 2,5mm² em cobre/16mm² em alumínio, se for provida proteção contra 
danos mecânicos; 
b) 4mm² em cobre/16 mm² em alumínio, se não for provida proteção contra 
danos mecânicos. 
Um condutor de proteção pode ser comum a dois ou mais circuitos, desde 
que esteja instalado no mesmo conduto que os respectivos condutores de fase e 
sua seção seja dimensionada conforme as seguintes opções: 
a) calculada de acordo com 6.4.3.1.2 (NBR5410), para a mais severa 
corrente de falta presumida e o mais longo tempo de atuação do dispositivo de 
seccionamento automático verificados nesses circuitos; ou 
b) selecionada conforme a tabela 58 da norma 5410, com base na maior 
seção de condutor de fase desses circuitos. 
 
5.8.13 Proteção contra subcorrentes 
 
Os condutores vivos protegidos contra sobrecargas conforme as prescrições 
desta seção são considerados igualmente protegidos contra qualquer falta capaz de 
produzir sobrecorrentes na faixa das correntes de sobrecarga. 
Devem ser providos dispositivos que assegurem proteção contra 
sobrecargas em todos os pontos onde uma mudança (por exemplo, de seção, de 
natureza, de maneira de instalar ou de constituição) resulte em redução do valor da 
capacidade de condução de corrente dos condutores. 
O dispositivo destinado a proteger uma linha elétrica contra sobrecargas 
pode não ser posicionado exatamente no ponto especificado, mas deslocado ao 
longo do percurso da linha, se a parte da linha compreendida entre, de um lado, a 
mudança de seção, de natureza, de maneira de instalar ou de constituição e, do 
outro lado, o dispositivo de proteção, não possuir nenhuma derivação, nenhuma 
tomada de corrente e atender a uma das duas condições seguintes: 
a) estar protegida contra curtos-circuitos de acordo com as prescrições 
vistas; 
b) seu comprimento não exceder 3 m, ser instalada de modo a reduzir ao 
mínimo o risco de curto-circuito e não estar situada nas proximidades de materiais 
combustíveis. 
 
 79 
5.8.14 Proteção contra correntes de curto-circuito 
 
As correntes de curto-circuito presumidas devem ser determinadas em todos 
os pontos da instalação julgados necessários. Essa determinação pode ser efetuada 
por cálculo ou por medição. 
Devem ser providos dispositivos que assegurem proteção contra curtos-
circuitos em todos os pontos onde uma mudança (por exemplo, redução de seção) 
resulte em alteração do valor da capacidade de condução de corrente dos 
condutores. 
 
5.9 CONEXÕES 
 
As conexões de condutores entre si e com outros componentes da 
instalação devem garantir continuidade elétrica durável, adequada suportabilidade 
mecânica e adequada proteção mecânica. 
Na seleção dos meios de conexão devem ser considerados: 
a) o material dos condutores, incluindo sua isolação; 
b) a quantidade de fios e formato dos condutores; 
c) a seção dos condutores; 
d) o número de condutores a serem conectados conjuntamente. 
É aconselhável evitar o uso de conexões soldadas em circuitos de energia. 
Se tais conexões forem utilizadas, elas devem ter resistência à fluência e a 
solicitações mecânicas compatíveis com a aplicação. 
As conexões devem ser acessíveis para verificação, ensaios e manutenção, 
exceto nos seguintes casos: 
a) emendas de cabos enterrados; e 
b) emendas imersas em compostos ou seladas. 
Se necessário, devem ser tomadas precauções para que a temperatura 
atingida nas conexões, em serviço normal, não afete a isolação das partes 
condutoras conectadas. 
As conexões devem poder suportar os esforços impostos pelas correntes, 
seja em condições normais, seja em condições de falta. Além disso, as conexões 
não devem sofrer modificações inadmissíveis em decorrência de seu aquecimento, 
do envelhecimento dos isolantes e das vibrações que ocorrem em serviço normal. 
Em particular, devem ser consideradas as influências da dilatação térmica e das 
 80 
tensões eletroquímicas, que variam de metal para metal, bem como as influências 
da temperatura que afetam a resistência mecânica dos materiais. 
Devem ser tomadas precauções para evitar que partes condutoras de 
corrente energizem partes metálicas normalmente isoladas de partes vivas ou a 
capa metálica dos cabos, quando existente. 
Salvo nos casos de linhas aéreas e de linhas de contato alimentando 
equipamentos móveis, as conexões de condutores entre si e com equipamentos não 
devem ser submetidas a nenhum esforço de tração ou de torção. 
Nas linhas elétricas constituídas por condutos fechados só se admitem 
conexões contidas em invólucros apropriados, tais como caixas, quadros etc., que 
garantam a necessária acessibilidade e proteção mecânica. 
As conexões devem ser realizadas de modo que a pressão de contato 
independa do material isolante. 
É vedada a aplicação de solda a estanho na terminação de condutores para 
conectá-los a bornes ou a terminais de dispositivos ou a equipamentos elétricos. 
Os meios de conexão utilizados na ligação direta de condutores de alumínio 
a terminais de dispositivos ou a equipamentos elétricos que admitam tal conexão 
devem atender aos requisitos das normas aplicáveis a conexões para alumínio. 
Na falta de meios de conexão adequados para conexão direta com alumínio, 
o condutor deve ser emendado com um condutor de cobre, através de conector 
especial e então ligado ao equipamento. 
As conexões para alumínio com aperto por meio de parafuso devem ser 
executadas de forma a garantir pressão adequada sobre o condutor de alumínio. 
Essa pressão é assegurada pelo controle de torque durante o aperto do parafuso. O 
torque adequado deve ser fornecido pelo fabricante do conector ou do equipamento 
que inclua os conectores. 
As conexões prensadas devem ser realizadas por meio de ferramentas 
adequadas ao tipo e tamanho de conector utilizado, de acordo com as 
recomendações do fabricante do conector. 
Em condutores de alumínio somente são admitidas emendas por meio de 
conectores por compressão ou solda adequada. 
A conexão entre cobre e alumínio deve ser realizada exclusivamente por 
meio de conectores adequados a este fim. 
 
 81 
5.10 ELETRODUTOS 
 
É vedado o uso, como eletroduto, de produtos que não sejam 
expressamente apresentados e comercializados como tal. Essa proibição inclui, por 
exemplo, produtos caracterizados por seus fabricantes como “mangueiras”. 
Nas instalações elétricas abrangidas pela Norma 5410 só são admitidos 
eletrodutosnão propagantes de chama. Só são admitidos em instalação embutida 
os eletrodutos que suportem os esforços de deformação característicos da técnica 
construtiva utilizada. 
 
Figura 50: Esquema de ligação de eletrodutos 
Fonte: Manual Prismiam 
 
Em qualquer situação, os eletrodutos devem suportar as solicitações 
mecânicas, químicas, elétricas e térmicas a que forem submetidos nas condições da 
instalação. Nos eletrodutos só devem ser instalados condutores isolados, cabos 
unipolares ou cabos multipolares. Isso não exclui o uso de eletrodutos para proteção 
mecânica, por exemplo, de condutores de aterramento. 
As dimensões internas dos eletrodutos e de suas conexões devem permitir 
que, após montagem da linha, os condutores possam ser instalados e retirados com 
facilidade. Para tanto: 
a) a taxa de ocupação do eletroduto, dada pelo quociente entre a soma das 
áreas das seções transversais dos condutores previstos, calculadas com base no 
diâmetro externo e a área útil da seção transversal do eletroduto não devem ser 
superior a: 
 53% no caso de um condutor; 
 31% no caso de dois condutores; 
 82 
 40% no caso de três ou mais condutores. 
 
b) os trechos contínuos de tubulação, sem interposição de caixas ou 
equipamentos, não devem exceder 15m de comprimento para linhas internas às 
edificações e 30m para as linhas em áreas externas às edificações, se os trechos 
forem retilíneos. Se os trechos incluírem curvas, o limite de 15m e o de 30m devem 
ser reduzidos em 3m para cada curva de 90°. 
 
 
Figura 51: Exemplos de caixas de derivação 
Fonte: Manual Prismiam 
 
Devem ser empregadas caixas em todos os pontos da tubulação onde 
houver entrada ou saída de condutores, exceto nos pontos de transição de uma 
linha aberta para a linha em eletrodutos, os quais, nesses casos, devem ser 
rematados com buchas; em todos os pontos de emenda ou de derivação de 
condutores; sempre que for necessário segmentar a tubulação. 
A localização das caixas deve ser de modo a garantir que elas sejam 
facilmente acessíveis. Elas devem ser providas de tampas ou, caso alojem 
interruptores, tomadas de corrente e congêneres fechadas com os espelhos que 
completam a instalação desses dispositivos. As caixas de saída para alimentação de 
equipamentos podem ser fechadas com as placas destinadas à fixação desses 
equipamentos. 
Admite-se a ausência de tampa em caixas de derivação ou de passagem 
instalada em forros ou pisos falsos, desde que essas caixas efetivamente só se 
tornem acessíveis com a remoção das placas do forro ou do piso falso e que se 
destinem, exclusivamente, à emenda e/ou derivação de condutores, sem acomodar 
nenhum dispositivo ou equipamento. 
 83 
Os condutores devem formar trechos contínuos entre as caixas, não se 
admitindo emendas e derivações senão no interior das caixas. Condutores 
emendados ou cuja isolação tenha sido danificada e recomposta com fita isolante ou 
outro material não devem ser enfiados em eletrodutos. 
Na montagem das linhas a serem embutidas em concreto armado, os 
eletrodutos devem ser dispostos de modo a evitar sua deformação durante a 
concretagem. As caixas, bem como as bocas dos eletrodutos, devem ser fechadas 
com vedações apropriadas que impeçam a entrada de argamassas ou nata de 
concreto durante a concretagem. 
 
 
Figura 52: 1º Exemplo de eletrodutos fixados em parede 
Fonte: Manual Prismiam 
 
As junções dos eletrodutos embutidos devem ser efetuadas com auxílio de 
acessórios estanques aos materiais de construção. Os eletrodutos só devem ser 
cortados perpendicularmente ao seu eixo. Deve ser retirada toda rebarba suscetível 
de danificar a isolação dos condutores. 
 
 
Figura 53: Exemplos de eletrodutos e acessórios 
Fonte: Manual Prismiam 
 84 
Nas juntas de dilatação, os eletrodutos rígidos devem ser seccionados, o 
que pode exigir certas medidas compensatórias, como, por exemplo, o uso de luvas 
flexíveis ou cordoalhas destinadas a garantir a continuidade elétrica de um 
eletroduto metálico. Quando necessário, os eletrodutos rígidos isolantes devem ser 
providos de juntas de expansão para compensar as variações térmicas. 
A enfiação dos condutores só deve ser iniciada depois que a montagem dos 
eletrodutos for concluída, não restar nenhum serviço de construção suscetível de 
danificá-los e a linha for submetida a uma limpeza completa. 
Para facilitar a enfiação dos condutores, podem ser utilizados: 
a) guias de puxamento; e/ou 
b) talco, parafina ou outros lubrificantes que não prejudiquem a isolação dos 
condutores. 
Os guias de puxamento só devem ser introduzidos depois de finalizadas as 
tubulações e não durante sua execução. 
 
Figura 54: 2º Exemplo de eletrodutos fixados em parede 
Fonte: Manual Prismiam 
 
5.11 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO À CORRENTE DIFERENCIAL-RESIDUAL 
(DISPOSITIVOS DR) 
 
Em circuitos de corrente contínua só devem ser usados dispositivos DR 
capazes de detectar correntes diferenciais-residuais contínuas. Eles devem ser 
capazes, também, de interromper as correntes do circuito tanto em condições 
normais quanto em situações de falta. 
 85 
O uso de dispositivos DR não dispensa, em nenhuma hipótese, o uso de 
condutor de proteção. Todo circuito deve dispor de condutor de proteção, em toda 
sua extensão. 
 
 
Figura 55: Dispositivo DR 
Fonte: Manual Prismiam 
 
Os dispositivos DR devem garantir o seccionamento de todos os condutores 
vivos do circuito protegido. Nos esquema TN-S, o condutor neutro pode não ser 
seccionado se as condições de alimentação permitirem considerá-lo apresentando, 
seguramente, o mesmo potencial do terra. 
O circuito magnético dos dispositivos DR deve envolver todos os condutores 
vivos do circuito, inclusive o neutro, mas nenhum condutor de proteção; todo 
condutor de proteção deve passar exteriormente ao circuito magnético. 
Os dispositivos DR devem ser selecionados e os circuitos elétricos divididos 
de tal forma que as correntes de fuga ao terra suscetíveis de circular durante o 
funcionamento normal das cargas alimentadas não possam provocar a atuação 
intempestiva do dispositivo. 
Normas de dispositivo DR, como a IEC 61008-2-1 e a IEC 61009-2-1 
estabelecem que um dispositivo DR deve seguramente atuar para qualquer corrente 
igual ou superior a sua corrente de disparo nominal; que ele não deve atuar para 
correntes inferiores a 50% da corrente de disparo nominal; e que ele pode atuar com 
correntes entre 50% e 100% da corrente de disparo nominal. 
Assim, visando continuidade de serviço, a estruturação dos circuitos e a 
definição do número e características dos dispositivos DR devem ser de modo a 
 86 
garantir que nenhum circuito venha a apresentar corrente de fuga total, em 
condições normais, superior a 50% da corrente de disparo do dispositivo DR 
destinado a protegê-lo. 
 
 
Figura 56: funcionamento do DR 
Fonte: www.consultoriaanalise.com 
 
5.12 PREVISÃO DE CARGA 
 
5.12.1 Iluminação 
 
Em cada cômodo ou dependência deve ser previsto pelo menos um ponto 
de luz fixo no teto, comandado por interruptor. 
Nas acomodações de hotéis, motéis e similares pode-se substituir o ponto 
de luz fixo no teto por tomada de corrente, com potência mínima de 100 VA, 
comandada por interruptor de parede. 
Admite-se que o ponto de luz fixo no teto seja substituído por ponto na 
parede em espaços sob escada, depósitos, despensas, lavabos e varandas, desde 
que sejam de pequenas dimensões e onde a colocação do ponto no teto seja de 
difícil execução ou não conveniente. 
Na determinação das cargas de iluminação, como alternativa à aplicação da 
ABNT NBR 5413, podeser adotado o seguinte critério: 
 em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m², deve ser 
prevista uma carga mínima de 100 VA; 
 87 
 em cômodo ou dependências com área superior a 6 m², deve ser prevista 
uma carga mínima de 100 VA para os primeiros 6 m², acrescida de 60 VA 
para cada aumento de 4 m² inteiros. 
Os valores apurados correspondem à potência destinada à iluminação para 
efeito de dimensionamento dos circuitos e, não necessariamente, à potência nominal 
das lâmpadas. 
 
5.12.2 Pontos de tomada 
 
Número de pontos de tomada. O número de pontos de tomada deve ser 
determinado em função da destinação do local e dos equipamentos elétricos que 
podem ser aí utilizados, observando-se no mínimo os seguintes critérios: 
 em banheiros, deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada, 
próximo ao lavatório, atendidas as restrições de 9.1; 
 em cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, cozinha-área de 
serviço, lavanderias e locais análogos, deve ser previsto no mínimo um 
ponto de tomada para cada 3,5 m, ou fração, de perímetro, sendo que 
acima da bancada da pia devem ser previstas no mínimo duas tomadas 
de corrente, no mesmo ponto ou em pontos distintos; 
 em varandas, deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada; admite-
se que o ponto de tomada não seja instalado na própria varanda, mas 
próximo ao seu acesso, quando a varanda, por razões construtivas, não 
comportar o ponto de tomada, quando sua área for inferior a 2 m² ou, 
ainda, quando sua profundidade for inferior a 0,80 m. 
 em salas e dormitórios devem ser previstos pelo menos um ponto de 
tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, devendo esses pontos 
ser espaçados tão uniformemente quanto possível; particularmente no 
caso de salas de estar, deve-se atentar para a possibilidade de que um 
ponto de tomada venha a ser usado para alimentação de mais de um 
equipamento, sendo recomendável equipá-lo, portanto, com a quantidade 
de tomadas julgada adequada. 
 em cada um dos demais cômodos e dependências de habitação devem 
ser previstos pelo menos: um ponto de tomada, se a área do cômodo ou 
dependência for igual ou inferior a 2,25 m². Admite-se que esse ponto 
seja posicionado externamente ao cômodo ou dependência, a até 0,80 m 
 88 
no máximo de sua porta de acesso; um ponto de tomada, se a área do 
cômodo ou dependência for superior a 2,25 m² e igual ou inferior a 6 m²; 
um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, se a área do 
cômodo ou dependência for superior a 6 m², devendo esses pontos ser 
espaçados tão uniformemente quanto possível. 
 
5.12.3 Potências atribuíveis aos pontos de tomada 
 
A potência a ser atribuída a cada ponto de tomada é função dos 
equipamentos que ele poderá vir a alimentar e não deve ser inferior aos seguintes 
valores mínimos: 
Em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, 
lavanderias e locais análogos, no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até três 
pontos, e 100 VA por ponto para os excedentes, considerando-se cada um desses 
ambientes separadamente. Quando o total de tomadas no conjunto desses 
ambientes for superior a seis pontos, admite-se que o critério de atribuição de 
potências seja de no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até dois pontos, e 100 
VA por ponto para os excedentes, sempre considerando cada um dos ambientes 
separadamente; 
Nos demais cômodos ou dependências, no mínimo 100 VA por ponto de 
tomada. 
 
5.12.4 Divisão da instalação 
 
Todo ponto de utilização previsto para alimentar, de modo exclusivo ou 
virtualmente dedicado, equipamento com corrente nominal superior a 10 A deve 
constituir um circuito independente. 
Os pontos de tomada de cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, 
lavanderias e locais análogos devem ser atendidos por circuitos exclusivamente 
destinados à alimentação de tomadas desses locais. 
É de fundamental importância que toda a instalação elétrica seja dividida, de 
acordo com as necessidades, em vários circuitos, devendo cada circuito ser 
concebido de forma a poder ser seccionado sem risco de realimentação inadvertida, 
através de outros circuitos. 
 89 
A divisão da instalação em circuitos facilitará a operação e manutenção da 
instalação. 
A queda de tensão e a corrente nominal serão menores, proporcionando 
dimensionamento de condutores e dispositivos de proteção de menor seção e 
capacidade nominal. 
Facilitando a passagem dos condutores nos eletrodutos e as ligações dos 
mesmos terminais dos aparelhos de utilização ( interruptores, tomadas e aparelhos). 
Para cada circuito terminal deverá ser previsto um dispositivo de proteção. 
Nas instalações elétricas em geral deverão ser utilizados: Disjuntores 
termomagnéticos (DTM) e disjuntores residuais (DR). 
A divisão da instalação em circuitos terminais tem os seguintes objetivos: 
 limitar as consequências de uma falta, o que provocará apenas o 
desligamento do circuito defeituoso; 
 facilitar as verificações, os ensaios e a manutenção; 
 evitar os perigos que possam resultar de falha de um circuito único, como 
o caso de iluminação. 
 
Os circuitos terminais devem ser individualizados pela função dos 
equipamentos de utilização que o alimentam. Em particular, devem ser previstos 
circuitos terminais distintos para iluminação e tomadas. 
Devem ser previstos circuitos individuais para tomadas de uso geral (TUG´s) 
da cozinha, copa-cozinha e área de serviço. Para cada tomada de uso específico 
(TUE) deve ser previsto um circuito exclusivo. 
 Devem ser previstos circuitos independentes para equipamentos de 
corrente nominal superior a 10 A. Limitar 1200va em 127 v e 2200 va em 22 0v a 
potência nominal máxima dos circuitos, exceto os circuitos exclusivos das TUE´s. 
Nas instalações alimentadas com duas ou três fases, as cargas devem ser 
distribuídas entre as fases, de modo a obter-se o maior equilíbrio possível. 
Os circuitos terminais partem do quadro de distribuição e alimentam 
diretamente lâmpadas, tomadas de uso geral (TUG´s) e tomadas de uso específico 
(TUE´s). 
 90 
 
 
Figura 57: Exemplo de ligação FN de uma lâmpada 
Fonte: Manual Prismiam 
 
 
 
Figura 58: Exemplo de circuito FN de tomadas 
Fonte: Manual Prismiam 
 
 91 
 
 
Figura 59: Exemplo de circuito de tomadas de uso geral FN 
Fonte: Manual Prismiam 
 
 
 
Figura 60: Exemplo de ligação de tomadas uso geral e específico 
Fonte: Manual Prismiam 
 92 
 
 
Figura 61: Exemplo de ligação de lâmpadas 
Fonte: Manual Prismiam 
 
 
 
Figura 62: Exemplo de ligação de lâmpadas 
Fonte: Manual Prismiam 
 93 
 
 
Figura 63: Exemplo de ligação de ponto bifásico específico 
Fonte: Manual Prismiam 
 
 
 
Figura 64: Exemplo de ligação do relógio medidor para o quadro de distribuição 
Fonte: Manual Prismiam 
 
 94 
 
 
Figura 65: Exemplo de distribuição de circuitos saindo do quadro de distribuição 
Fonte: Manual Prismiam 
 
5.12.5 Proteção contra sobrecorrentes 
 
Todo circuito terminal deve ser protegido contra sobrecorrentes por 
dispositivo que assegure o seccionamento simultâneo de todos os condutores de 
fase. Isso significa que o dispositivo de proteção deve ser multipolar, quando o 
circuito for constituído de mais de uma fase. Dispositivos unipolares montados lado a 
lado, apenas com suas alavancas de manobra acopladas, não são considerados 
dispositivos multipolares. 
 
6 DISJUNTORES 
 
Os disjuntores são dispositivos que garantem, simultaneamente, a manobra 
e a proteção contra correntes de sobrecarga e contra correntes de curto-circuito. 
Numa instalação elétrica,residencial, comercial ou industrial o importante é 
garantir as condições ideais de funcionamento do sistema sob quaisquer condições 
de operação, protegendo os equipamentos e a rede elétrica de acidentes 
provocados por alteração de corrente, em resumo os disjuntores cumprem três 
funções básicas: abrir e fechar circuitos (manobra), proteger a fiação, ou mesmo os 
 95 
aparelhos, contra sobrecarga, através do seu dispositivo térmico, ou ainda proteger 
a fiação contra curto-circuito, através de seu dispositivo magnético. 
 
 
Figura 66: Exemplo de disjuntores de distribuição modelo DIM e NEMA 
Fonte: Manual Prismiam 
 
Tem como vantagem que ele permite o religamento sem necessidade de 
substituição de componentes. Caso o defeito na rede não permitir no momento do 
religamento, o disjuntor desligará novamente, não devendo ser manobrado até que 
se elimine o problema no circuito. 
 
 
Figura 67: Disjuntores padrão DIM e NEMA 
Fonte: www.consultoriaanalise.com 
 
 96 
O funcionamento dos disjuntores mais utilizado para proteção e manobra de 
circuitos de iluminação e tomada é do tipo “quick-lag” cujo disparador ou dispositivo 
de proteção térmica funciona de acordo com o princípio do bimetálico, este, por sua 
vez, baseia-se na dilatação de duas lâminas de metais diferentes (aço, latão, por 
exemplo). Portanto, com coeficientes de dilatação distintos, desligando o circuito na 
eventualidade de uma sobrecarga. No caso de ocorrer um curto-circuito, a proteção 
se faz através de um disparo magnético bobinado. 
Os disjuntores têm como característica o Número de Polos Monopolar ou 
Monopolares, Bipolares, Tripolares. Quanto à Tensão de Operação Disjuntores de 
Baixa Tensão (tensão nominal até 1000 v) Disjuntores de Caixa Moldada; 
Disjuntores Abertos, Disjuntores de Média e Alta Tensão (acima de 1000 v), Vácuo, 
Ar-comprimido; Óleo; Pequeno Volume de óleo (PVO) SF6 (Hexafluoreto de 
Enxofre). 
Em instalações elétricas prediais os mais utilizados são os disjuntores 
termomagnéticos em Caixa Moldada. Os Materiais utilizados na fabricação são: 
Poliéster, poliamida. Tornando-os compacto e robusto, servindo para abrigar e 
suportar seus componentes. São providos de acionamento manual e são equipados 
com disparadores contra sobrecarga (disparos térmicos); e contra curto-circuito 
(bobina eletromagnética). 
Os mais sofisticados são providos de ajuste para atuação dos disparadores 
eletromagnéticos e térmicos e disparadores de subtensão (bobina mínima). 
 
7 ATERRAMENTO 
 
São considerados os esquemas de aterramento descritos nos itens da 
NBR5410 em 4.2.2.2.1 a 4.2.2.3, cabendo as seguintes observações sobre as 
ilustrações e símbolos utilizados: 
As figuras que ilustram os esquemas de aterramento devem ser 
interpretadas de forma genérica. 
Elas utilizam como exemplo sistemas trifásicos. As massas indicadas não 
simbolizam um único, mas sim qualquer número de equipamentos elétricos. Além 
disso, as figuras não devem ser vistas com conotação espacial restrita. Deve-se 
notar, neste particular, que como uma mesma instalação pode eventualmente 
abranger mais de uma edificação, as massas devem necessariamente compartilhar 
o mesmo eletrodo de aterramento, se pertencentes a uma mesma edificação, mas 
 97 
podem, em princípio, estar ligadas a eletrodos de aterramento distintos, se situadas 
em diferentes edificações, com cada grupo de massas associado ao eletrodo de 
aterramento da edificação respectiva. Nas figuras são utilizados os seguintes 
símbolos: 
 
 
Figura 68: Simbolos do aterramento 
Fonte: NBR 5410 
 
Na classificação dos esquemas de aterramento é utilizada a seguinte 
simbologia primeira letra – Situação da alimentação em relação ao terra: 
T = um ponto diretamente aterrado; 
I = isolação de todas as partes vivas em relação ao terra ou aterramento de 
um ponto através de impedância; 
 Segunda letra – Situação das massas da instalação elétrica em relação 
ao terra: 
T = massas diretamente aterradas, independentemente do aterramento 
eventual de um ponto da alimentação; 
N = massas ligadas ao ponto da alimentação aterrado (em corrente 
alternada, o ponto aterrado é normalmente o ponto neutro); 
Outras letras (eventuais) – Disposição do condutor neutro e do condutor de 
proteção: 
S = funções de neutro e de proteção asseguradas por condutores distintos; 
C = funções de neutro e de proteção combinadas em um único condutor 
(condutor PEN). 
 
7.1 ESQUEMA TN 
 
O esquema TN possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, 
sendo as massas ligadas a esse ponto através de condutores de proteção. São 
 98 
consideradas três variantes de esquema TN, de acordo com a disposição do 
condutor neutro e do condutor de proteção, a saber: 
a) esquema TN-S, no qual o condutor neutro e o condutor de proteção são 
distintos; 
b) esquema TN-C-S, em parte do qual as funções de neutro e de proteção 
são combinadas em um único condutor; 
c) esquema TN-C, no qual as funções de neutro e de proteção são 
combinadas em um único condutor, na totalidade do esquema. 
 
 
Figura 69: Esquema TN-C-S 
Fonte: NBR 5410 
 
7.2 ESQUEMA TT 
 
O esquema TT possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, 
estando as massas da instalação ligadas a eletrodo(s) de aterramento eletricamente 
distinto(s) do eletrodo de aterramento da alimentação. 
 99 
 
Figura 70: Esquema TT 
Fonte: NBR 5410 
 
7.3 ESQUEMA IT 
 
No esquema IT todas as partes vivas são isoladas do terra ou um ponto da 
alimentação é aterrado através de impedância (figura 5). As massas da instalação 
são aterradas, verificando-se as seguintes possibilidades: 
 massas aterradas no mesmo eletrodo de aterramento da alimentação, se 
existente; e 
 massas aterradas em eletrodo(s) de aterramento(s) próprio(s), seja 
porque não há eletrodo de aterramento da alimentação, seja porque o 
eletrodo de aterramento das massas é independente do eletrodo de 
aterramento da alimentação. 
 
Figura 71: Esquema IT 
Fonte: NBR 5410 
 100 
8 NORMA DINT 01- FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM TENSÃO 
SECUNDÁRIA 
 
Essa norma tem como finalidade estabelecer as condições gerais de 
fornecimento de energia elétrica, definindo os requisitos mínimos indispensáveis 
para a aceitação de ligação de unidades consumidoras as redes de tensão 
secundária de distribuição da Eletrobrás Amazonas Energia. Essa norma se aplica 
às instalações consumidoras residenciais, comerciais, industriais e em conjuntos 
residenciais, ou condomínios de apartamento, de características usuais com carga 
instalada de até 50kW, a serem ligadas às redes aéreas de distribuição urbana, 
obedecidas as normas da ABNT e as legislações vigentes aplicáveis. Em caso de 
reforma de uma instalação consumidora, essa Norma deve ser aplicada em seu 
todo. 
 
8.1 TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES 
 
Consumidor: pessoa física ou jurídica ou comunhão de fato ou de direito 
legalmente representada, que ajusta com a Eletrobrás Amazonas Energia o 
fornecimento de energia elétrica, responsável por todas as obrigações 
regulamentadas e / ou contratuais. 
Unidade Consumidora ou de Consumo: instalações em um consumidor, 
caracterizada pela entrega de energia elétrica em um só ponto, com medição 
individualizada. 
Eletroduto: elemento de linha elétrica fechado, de seção circular ou não, 
destinado a conter os condutores elétricos, permitindo tanto a enfiação como 
retirada deles, por puxamento. 
Poste auxiliar: poste instalado na propriedade do consumidor com a 
finalidade de fixar, elevar e / ou desviar o ramal de ligação. 
Pontalete: suporte instalado na edificação do consumidorcom a finalidade 
de fixar e elevar o ramal de ligação. 
Caixa de Medição: caixa destinada à instalação do medidor de energia e 
seus acessórios e, se for o caso, dispositivo de proteção. Essa caixa deverá conter 
dispositivo para lacre. 
Medidor: aparelho utilizado para medir e registrar o consumo de energia 
elétrica. 
 101 
Medição agrupada: é o conjunto de medições individualizadas, destinadas a 
atender duas ou mais unidades consumidoras. Alimentada através de um único 
ramal de ligação, sendo, inclusive, utilizada para edificações de uso coletivo. 
Caixa com barras: caixa contendo barras de cobre. De seção retangular, 
destinada à distribuição das fases ao agrupamento de medições. 
 Caixa de derivação: caixa metálica para passagem e / ou ligações de 
condutores, entre si e / ou dispositivos nela instalados. 
Caixa de passagem: caixa de alvenaria ou concreto utilizada para passagem 
e / ou ligações de condutores entre si e / ou dispositivos nela instalados. 
Disjuntor: dispositivo de manobra e proteção capaz de estabelecer, conduzir 
e interromper correntes sob condições normais do circuito, assim como estabelecer, 
conduzir, por tempo especificado, e interromper correntes sob condições anormais 
especificadas do circuito, tais como curto-circuito. 
Carga instalada: soma das potências nominais em kw dos aparelhos 
equipamentos de uma unidade consumidora. 
Demanda: potência em kva requisitada por determinada carga instalada. 
Aterramento: o esquema de aterramento deve ser o TN-S no qual o condutor 
neutro e o condutor de proteção são distintos. Esse tipo de esquema possui um 
ponto de alimentação aterrado (o neutro) e as massas ligadas a esse ponto através 
de condutores de proteção. 
Terra: massa condutora do terra, cujo potencial elétrico, em qualquer ponto é 
convencionalmente considerado igual a zero. 
Eletrodo de aterramento: haste ou conjunto de hastes enterradas no solo e 
eletricamente ligadas ao terra, para fazer um aterramento. 
 Condutor de aterramento: condutor que liga a caixa de medição e demais 
partes metálicas de padrão de energia elétrica ao eletrodo de aterramento. 
 
8.2 CONDIÇÕES GERAIS PARA O FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA 
 
8.2.1 Regulamentação 
 
Antes de iniciar qualquer obra civil da edificação o futuro consumidor deverá 
entrar em contato com um dos postos de atendimento da Eletrobrás Amazonas 
Energia, a fim de tomar conhecimento dos detalhes da Norma aplicáveis ao seu 
caso, bem como, das condições comerciais para sua ligação e do pedido de ligação. 
 102 
Os consumidores cujas instalações não estejam em conformidade com essa 
Norma, não poderão fazê-lo pela Eletrobrás Amazonas Energia. Os consumidores 
devem atender a Norma NBR-5410 Instalações Elétricas de Baixa Tensão da ABNT, 
em toda a parte elétrica interna de sua propriedade 
Fornecimento de materiais da entrada de serviço: os equipamentos de 
medição (medidor, transformadores de corrente e chave de aferição) são fornecidos 
e instalados pela Eletrobás Amazonas Energia. 
Os demais materiais de entrada de serviço (caixa de medição, eletrodutos, 
condutores, poste particular, dispositivo de proteção e outros) devem ser fornecidos 
e instalados pelo consumidor, conforme padronização contida nessa Norma, 
estando sujeito à aprovação da Eletrobrás Amazonas Energia. 
Sistema e Tensão de Fornecimento: a energia elétrica é fornecida através de 
um sistema trifásico, estrela com neutro aterrado, na frequência nominal de 60Hz e 
nas seguintes tensões nominais secundárias: 
 220v (entre fases) e 127v (entre fase e neutro). 
 
Limite de Fornecimento de energia elétrica será feito em Tensão Secundária 
de Distribuição, para unidades consumidoras com carga instalada igual ou inferior a 
50Kw, sendo que as instalações com carga instalada a este valor são atendidas em 
Tensão Primária de Distribuição, não objeto dessa Norma. 
Tipos e Limites de Ligação: 
a) Ligação Monofásica - circuito que compreende um condutor fase e um 
neutro, com carga instalada de 7,5kw. 
b) Ligação Bifásica - circuito que compreende dois condutores e um 
condutor neutro, com carga instalada acima de 7,5 kw até 15kw. 
c) Ligação Trifásica com medição direta - circuito que compreende três 
condutores fases e um condutor neutro, com carga instalada acima de 15kw até 
38kw. 
d) Ligação Trifásica com medição indireta - circuito que compreende três 
condutores fase e um condutor neutro, com carga instalada acima de 38kw ate 
50kw. 
 
 103 
 
Figura 72: Tabela dimensionamento da entrada de serviço 
Fonte: Norma DINT-01 
 
 
8.3 LIMITAÇÕES DE ATENDIMENTO 
 
Além das limitações do maior motor, seguem abaixo as demais limitações: 
 a) Ligações monofásicas - não é permitido nesse tipo de ligação a 
instalação de: 
 fogão, ou forno elétrico de classe 127v, com potência superior a 2000w; 
 máquinas de Raio X ou máquinas de solda a transformador. 
 
8.3.1 Ligação bifásica 
 
Não é permitido nesse tipo de ligação instalação de: 
 máquinas de solda a transformador classe 127v com mais de 2kva. 
 máquinas de solda a transformador de classe 220v com mais de 10kva; 
 aparelhos de Raio X de classe 220v com potência superior a 1500w. 
 
 104 
8.3.2 Ligações trifásicas 
 
Não é permitido nesse tipo de ligação a instalação de: 
 máquina de solda a transformador classe 127v com mais de 2kva. 
 máquinas de solda a transformador de classe 220v com mais de 10kva. 
 máquinas de solda a transformador trifásico com retificação em ponte 
superior a 20kva; 
 aparelhos de Raio X de classe 220v com potência superior a 1500w ou 
trifásicos com potência superior a 20kva. 
 
8.4 RAMAL DE LIGAÇÃO 
 
O ramal de ligação deverá ser fornecido e instalado pelo consumidor, 
devendo ser observadas as disposições do desenho. 
O ramal de ligação deve entrar pela frente do terreno e ficar livre de qualquer 
obstáculo, ser perfeitamente visível, e não deve cruzar terrenos de terceiros. 
Quando houver acesso por duas ruas, considerar-se-á a frente do terreno, o lado 
onde está situada a entrada principal da edificação. Se o terreno for de esquina, 
permitir-se-á entrar com o ramal por qualquer um dos lados, dando-se preferência 
àquele em que estiver situada a entrada principal da edificação. 
A extensão máxima do ramal de ligação não deve ser superior a 40m, a não 
ser em casos especiais que ficam a critério da Eletrobrás. 
A separação mínima entre os condutores do ramal de ligação deverá ser de 
20 cm. 
Não se deve ser facilmente alcançável de áreas, balcões, terraços, janelas 
ou sacadas adjacentes devendo manter um afastamento desses locais de no 
mínimo 1,20 m. 
Os condutores devem ser instalados de forma a permitir as seguintes 
distâncias mínimas, medidas na vertical, entre o condutor inferior e o solo. 
 5,0 m no cruzamento de ruas, avenidas e entrada de garagem de veículos 
pesados. 
 3,5 m nas ruas e locais exclusivos a pedestres. 
A fim de atender o item 6.1.8 (DINT-01) poderá ser utilizado poste particular 
ou pontalete. 
 105 
8.5 RAMAL DE ENTRADA 
 
Os condutores do ramal de entrada devem ser singelos de cobre, possuir 
isolamento mínimo de 750 v, devendo ser do tipo PVC/70 graus, conforme NBR 
6148. 
Para seção superior a 10 mm2 é obrigatório o uso de cabos. O condutor 
neutro deve ser perfeitamente identificado. Deve haver continuidade no neutro, 
sendo nele vedado o uso de chave, disjuntor ou fusível. Não serão permitidas 
emendas nos condutores de entrada. Devem ser deixados, dentro da caixa de 
medição, condutores com aproximadamente 60cm, de comprimento a fim de que a 
equipe possa fazer a ligação do medidor. 
Eletrodutosdevem ser de PVC rígido pesado rosqueável, podendo ser 
dimensionados. Será permitido o uso de eletroduto flexível somente a partir da caixa 
com barras ou da caixa de derivação até a(s) caixa(s) de medição, desde que não 
haja curvas nos referidos trechos. Deve ser embutido, ou firmemente fixado por meio 
de fitas metálicas, braçadeiras ou arame de ferro galvanizado, conforme os 
respectivos padrões. 
Na extremidade superior do eletroduto deverá ser instalada duas curvas de 
90 graus, de forma a permitir que se faça pingadeira. A extremidade da curva deverá 
ser protegida por uma bucha a fim de se evitar a danificação da isolação dos 
condutores. 
 A junção entre o eletroduto e a caixa de medição deverá ser feita por meio 
de bucha e contrabucha ou arruela a ser vedada com massa calefatora. 
Ramal de Entrada Subterrâneo: em casos especiais poderá ser autorizada a 
construção de ramal subterrâneo desde que se obedeçam às seguintes condições: 
 deverá derivar diretamente do poste; 
 não atravessar a rua ou avenida; 
 não cruzar terrenos de terceiros. 
 
Os condutores do ramal de entrada subterrâneo devem ser singelos de 
cobre, possuir isolamento mínimo para 750 v, devendo ser do tipo PVC/70graus, 
conforme NBR 6148. 
Não serão permitidas emendas nos condutores do ramal subterrâneo. 
Aspectos Construtivos. Junto ao poste os condutores deverão ser protegidos por 
meio de eletroduto. 
 106 
O eletroduto deve ser de PVC rígido pesado rosqueável. No Trecho 
subterrâneo, poderão ser empregados dutos de fibrocimento, PVC ou manilhas de 
barro vitrificado a uma profundidade mínima de 50 cm. Esse trecho será 
devidamente inspecionado. 
Deverão ser usadas no mínimo de 2 caixas de passagem em alvenaria, 
revestidas com argamassa ou de concreto, impermeável, com dispositivos para 
lacre, com uma tampa de concreto com calefator, de dimensões internas 50 cm x 50 
cm x 50 cm. 
A localização das caixas deverá obedecer, obrigatoriamente, ao seguinte: 
 estar nas proximidades da base do poste de ligação do ramal de entrada 
subterrâneo. 
 estar nas proximidades do local onde estão localizadas as caixas de 
medição e demais acessórios. 
 
A distância entre as caixas de passagem, em trechos retilíneos terá no 
máximo de comprimento de 15 m. Nos trechos dotados de curva, esse espaçamento 
será reduzido para 3 m para cada curva existente. 
 
8.6 PROTEÇÃO DA ENTRADA DO SERVIÇO 
 
Toda a instalação elétrica consumidora deverá ser equipada com dispositivo 
único que permita interromper o fornecimento de energia elétrica e assegurar a 
proteção ao circuito alimentador da unidade consumidora. 
A proteção deve ser localizada depois da medição, além das proteções 
instaladas junto da medição, recomenda-se que o consumidor possua em sua área 
privativa um ou mais quadros de distribuição para a instalação de proteção para os 
circuitos parciais, conforme NBR 5410. 
Devem ser utilizados para proteção geral de entrada de serviço os seguintes 
disjuntores termomagnéticos: 
 Unipolar: nas ligações monofásicas. 
 Bipolar: nas ligações bifásicas. 
 Tripolar: nas ligações trifásicas. 
 
8.7 MEDIÇÃO 
 
 107 
Recomenda-se a instalação da caixa de medição com leitura voltada para 
calçada, quando se tratar de prédio no alinhamento da via pública. Permite-se, 
também, a instalação da caixa interior do prédio quando não houver local disponível 
ou quando tratar-se de edificações comerciais. 
A caixa de medição deverá ser instalada de modo que sua aresta superior 
fique a uma altura compreendida entre 1,70 m +- 0,50 cm(1,65 m a 1,75 m) em 
relação ao piso acabado. 
 
8.7.1 Medição agrupada 
 
A medição agrupada deverá ser utilizada sempre que em um mesmo terreno 
ou edificação houver mais de uma unidade consumidora. 
Quando a medição agrupada possuir mais de 5 medições deverá ser 
instalado, além de dispositivo de proteção individual, um dispositivo de proteção 
geral antes da caixa com barras. 
A caixa com barras deverá ser dimensionada de acordo com a quantidade 
de medições a ser agrupada e confeccionada com chapa de aço. 
O terminal unipolar de pressão de cobre será utilizado para fixação dos 
condutores gerais do ramal de entrada das barras, assim como para fixação dos 
condutores provenientes das caixas de medição. 
Poderão ser utilizados tantos os terminais unipolares de pressão com 
parafusos de fenda como os terminais unipolares de pressão com porca. 
Identificação dos condutores Os condutores das diversas unidades 
consumidoras deverão ser devidamente identificadas através de etiquetas ou 
anilhas, com as numerações correspondentes as respectivas unidades 
consumidoras. 
As caixas de medição das diversas unidades consumidoras deverão ser 
devidamente identificadas através da pintura da numeração correspondente, tanto 
no seu interior quanto na respectiva tampa. 
Caixa de derivação: utilizada para a passagem dos condutores provenientes 
da caixa com barras até as caixas de medição. 
Condições Gerais do aterramento: o neutro da entrada de serviço deverá ser 
aterrado num ponto único junto com a caixa de medição. 
 O condutor de aterramento deverá ser protegido mecanicamente por meio 
de eletroduto, de PVC rígido. 
 108 
O ponto de ligação do condutor de aterramento que é a haste de 
aterramento, deverá estar acessível por ocasião da vistoria do padrão de entrada. 
Somente após ser aprovado o padrão de entrada, a haste poderá ser coberta para 
finalizar o piso. 
A haste de aterramento deverá ter comprimento mínimo de 2,0 m e diâmetro 
de 15 mm. 
Tipos de haste: são aceitos os seguintes tipos: 
 perfil ou haste de aço zincado; e 
 haste de aço revestido de cobre ou haste de cobre. 
 
Materiais dos padrões de entrada da unidade consumidora. Caixas para 
medição direta deverão ser confeccionadas com chapa de aço. 
Suporte do ramal de ligação. Para sustentação do ramal deve ser utilizada 
armação secundária ou suporte isolador roldana, confeccionados com chapa de aço 
ABNT1010 a 1020 laminado ou trefilado a quente. A fixação da armação secundária 
ou suporte poderá ser feita da seguinte forma: 
a) em poste ou pontalete (de madeira ou concreto) através de parafuso 
passante ou braçadeira; 
b) em poste ou pontalete de aço zincado: parafuso passante ou cinta de 
ferro galvanizado; 
c) em parede de alvenaria: através de chumbador de aço. 
A fixação da caixa ao poste deve ser feita com parafuso passante. 
 
8.7.2 Pontalete 
 
Deve ter de comprimento de 3 m com engastamento mínimo de 1 m em laje, 
coluna ou viga da edificação. O engastamento deve ser executado de maneira a 
garantir a carga para o qual foi dimensionado. 
O pontalete deverá ser de aço de seção circular. 
O pontalete de madeira de seção quadrada só será aceito no caso de 
ligação monofásica, com seção transversal mínima de 60 mm x 60 mm. 
Isolador Roldana Deve ser de porcelana vidrada ou de vidro recozido. Com 
acabamento torneado e vidrado, resistência mecânica de 500 kg, tensão de 
descarga a seco 1 kv, tensão de descarga sob chuva 0,6 kv. 
 
 109 
8.8 CÁLCULO DE DEMANDA 
 
Toda unidade consumidora trifásica deverá ter a sua entrada dimensionada 
de acordo com a sua demanda provável da instalação, os outros tipos de unidade 
consumidora (monofásicas e bifásicas) devem ser dimensionadas pela carga 
instalada. 
O cálculo de demanda a seguir se aplica para hospitais, centros comerciais, 
escolas, residência de grande porte, edifício de uso coletivo (no caso de existir mais 
de uma unidade consumidora para o dimensionamento do ramal de ligação de 
entrada e geral). 
Desse modo teremos D=a+b+c+d+e+f+g+h+i 
Cálculo de cada termoda fórmula: 
a) Demanda referente a tomadas e iluminação 
 instalação residencial; 
 carga instalada conforme a tabela 6 (norma DINT-01); 
 fator de potência igual a 1; 
 fator de demanda igual na tabela 7 (norma DINT-01); 
 
Hotéis, motéis, hospitais, clubes, casas, comerciais, bancos e pequena 
indústria. 
 carga instalada de acordo com o interessado devendo separar as cargas 
de tomadas e iluminação. 
 
Fator de potência para iluminação 
 Projeto de iluminação incandescente, fator de potência igual a 1. 
 Projeto de iluminação fluorescente, neon, mista, vapor de sódio, de 
mercúrio, sem compensação do fator de potência igual a 0,5. 
 Projeto de iluminação fluorescente, neon, mista, vapor de sódio, de 
mercúrio, com compensação do fator de potência igual a 0,95. 
 Fator de potência de tomada igual a 1. 
 Fator de potência de tomada e iluminação conforme tabela 8 (norma 
DINT-01). 
 110 
 
Figura 73: Tabela 6 da DINT-01 
Fonte: Norma DINT01 
 
 
Figura 74: Tabela 7 da DINT-01 
Fonte: Norma DINT01 
 111 
 
Figura 75: Tabela 7 da DINT-01 
Fonte: Norma DINT01 
 
 
Figura 76: Tabela 8 da DINT-01 
Fonte: Norma DINT01 
 
b) Demanda referente a chuveiros elétricos, torneira, aquecedores de água 
de passagem e ferros elétricos. 
Instalação residencial, motéis, hotéis, hospitais e casas comerciais. 
 112 
 Carga instalada: de acordo com a placa do fabricante, ou consultar a 
tabela 12 e13 da norma DINT-01. 
 Fator de potência igual a 1. 
 Fator de demanda igual à tabela 9 norma DINT-01. 
 
OBS: No caso de edificações contendo vestuários, deve ser considerado 
fator 100 % para os chuveiros, torneiras, aquecedores instalados no mesmo. Para 
os aparelhos instalados internamente na edificação considerar o fator de demanda 
conforme a tabela 9 da norma DINT01. 
 
 
Figura 77: Tabela 9 da DINT-01 
Fonte: Norma DINT01 
 
c) Demanda referente a aquecedor central de acumulação (BOILER) 
Carga instalada: considerar conforme código constante do catálogo do 
fabricante. 
Fator de potência igual a 1. 
Fator de demanda: 
 1,00 para 1 aparelho. 
 0,72 para 2 aparelhos. 
 113 
 0,62 para 3 aparelhos. 
d) Demanda referente à secadora de roupa, máquina de lavar, forno elétrico, 
máquina de lavar louças, micro-ondas 
Carga instalada: considerar potência fornecida pelo fabricante. 
Fator de potência igual 1. 
Fator de demanda: 
 1,00 para 1(um) aparelho. 
 0,70 para 2(dois) a 4 (quatro) aparelhos. 
 0,60 para 5 (cinco) a 6 (seis) aparelhos. 
 0,50 para 7(sete) ou mais aparelhos. 
e) Demanda referente a fornos elétricos 
Carga instalada: considerar a potência fornecida pelo fabricante. 
Fator de potência igual a 1. 
Fator de demanda igual a tabela 10 da DINT-01. 
 
Figura 78: Tabela 10 da DINT-01 
Fonte: Norma DINT01 
 
f) Demanda referente a condicionador de ar tipo janela. 
 
Carga instalada: considerar potência fornecida pelo fabricante. 
 114 
Fator de demanda conforme tabela 11 da DINT-01. 
 
Figura 79: Tabela 11 da DINT-01 
Fonte: Norma DINT01 
 
g) Demanda referente a motores elétricos e máquinas de solda a motor. 
 Carga instalada: potência de placa fornecida pelo fabricante (HP ou CV) e 
conversão para KW ou KVA, conforme tabela 12 e 13 da norma DINT-01. 
 Fator de demanda conforme tabela 3 da norma DINT-01. 
 
Figura 80: Tabela 3 da DINT-01 
Fonte: Norma DINT01 
 115 
 
Figura 81: Tabela 12 da DINT-01 
Fonte: Norma DINT01 
 
 
Figura 82: Tabela 12 da DINT-01 
Fonte: Norma DINT01 
 
 116 
h) Demanda referente a equipamentos especiais. 
 
Carga instalada: potência de placa fornecida pelo fabricante. 
Fator de potência: considerar igual a 0,50. 
Fator de demanda conforme a tabela 4 da norma DINT-01. A ser aplicado a 
cada tipo de aparelho. 
 
Figura 83: Tabela 4 da DINT-01 
Fonte: Norma DINT01 
 
i) Hidromassagem 
Carga instalada: potência de placa fornecida pelo fabricante. 
Fator de potência igual a 1. 
Fator de demanda: 
 1,00 para 1 (um) aparelho, 0,56 para 2 (dois) aparelhos. 
 0,47 para 3 (três) aparelhos. 
 0,39 para 4 (quatro) ou mais aparelhos. 
 
Através dessas 9 maneiras calculamos a demanda da instalação e 
decidiremos qual será a potência da unidade consumidora e o tipo de fornecimento 
de energia que a unidade terá. 
Em seguida iremos ver alguns exemplos que contêm na norma DINT-01 de 
como calcular essas demandas e a carga instalada de cada unidade. 
 117 
 
 
 118 
 
Figura 83: Exemplo de fixação retirado da DINT-01 
Fonte: Norma DINT01 
 119 
 
 
Figura 84:Tabela 1 da DINT-01 
Fonte: Norma DINT01 
 120 
 
 
Figura 85: Tabela 2 equivalência pratica de conversão de cabos AWG/MCM x série 
métrica da DINT-01 
Fonte: Norma DINT01 
 
 121 
 
8.8.1 Anexos e desenhos da Norma Dint-01 
 
 
Figura 86: Tabela 14 da DINT-01 dispositivos para redução de corrente de partida de 
motores trifásicos 
Fonte: Norma DINT01 
 
 
 122 
 
Figura 87: Tabela 15 da DINT-01 Postes e Pontaletes 
Fonte: Norma DINT01 
 
 
 123 
 
 
Figura 88: Tabela 16 da DINT-01 Limites de condução de correntes para barras de 
cobre seção retangular 
Fonte: Norma DINT01 
 
 124 
 
Figura 89: Desenho Norma DINT-01: elementos componentes do ramal 
Fonte: norma DINT-01 
 125 
 
Figura 90: Desenho Norma DINT-01: Ligação a Terral 
Fonte: norma DINT-01 
 
 
 126 
 
Figura 91: Desenho Norma DINT-01: Caixas para medição 
Fonte: norma DINT-01 
 127 
 
Figura 92: Desenho Norma DINT-01: Materiais para ramal entrada 
Fonte: norma DINT-01 
 
 128 
 
Figura 93: Desenho Norma DINT-01: Fixação da Armação secundária do pontalete 
e armação do ramal de ligação ao isolador roldana 
Fonte: norma DINT-01 
 129 
 
Figura 94: Desenho Norma DINT-01: Isoladores e Conexão e armação dos 
condutores 
Fonte: norma DINT-01 
 
 130 
 
 
Figura 95: Desenho Norma DINT-01: Caixa com barras de cobre para medição 
agrupada 
Fonte: Norma DINT-01 
 131 
 
Figura 96: Desenho Norma DINT-01: Caixa de barras utilizadas na entrada de 
condomínios e terminal unipolar de pressão 
Fonte: Norma DINT-01 
 
 132 
 
 
Figura 97: Desenho Norma DINT-01: Entrada de serviços monofásica, bifásica 
e trifásica 
Fonte: Norma DINT-01 
 
 133 
 
 
Figura 98: Desenho Norma DINT-01:entrada de serviço agrupamento de várias 
medições instalada em parede de alvenaria. 
Fonte: norma DINT-01 
 
 134 
 
Figura 99 Desenho Norma DINT-01: Lista de material para agrupamento de 
várias medições instalada em parede de alvenaria. 
Fonte: norma DINT-01 
 
 
 
 
 
 
 
 
 135 
 
 
Figura 100: Desenho Norma DINT-01:Padrão de entrada Agrupamento de 
medições utilizados em Condomínios . 
Fonte: norma DINT-01 
 
 136 
 
9 SIMBOLOGIA PARA PROJETOS ELÉTRICOS 
 
Para estudarmos os símbolos que usamos nos projetos elétricos temos uma 
norma própria para este assunto chama-se norma NBR5444- Símbolos gráficos para 
instalações elétricas prediais. 
Esta Norma estabelece os símbolos gráficos referentes às instalações 
elétricas prediais. 
A planta de instalações deve ser executada sobre um desenho em vegetal 
transparente, levando em consideração as recomendações da NBR 5984. Esse 
desenho deve conter os detalhes de arquitetura e estrutura para compatibilização 
com o projeto elétrico. Basicamente deve ser usada uma matriz para a instalação de 
cada um dos seguintes sistemas: 
a) luz e força; que dependendo da complexidade,podem ser divididos em 
dois sistemas distintos: teto e piso; 
b) telefone: interno e externo; 
c) sinalização, som, detecção, segurança, supervisão e controle e outros 
sistemas. 
A construção da simbologia desta Norma é baseada em figuras geométricas 
simples, para permitir uma representação adequada e coerente dos dispositivos 
elétricos. Esta Norma se baseia na conceituação simbológica de quatro elementos 
geométricos básicos: o traço, o círculo, o triângulo equilátero e o quadrado. 
Eletrodutos de circuitos com importância, tensão e polaridade diferentes 
podem ser destacados por meio de diferentes espessuras dos traços. Os diâmetros 
dos eletrodutos bem como todas as dimensões devem ser dados em milímetros. 
 
 
 137 
 
 
Figura 101: Tabela da norma 5444: Tabela 2 dutos e distribuição 
Fonte: NBR 5444-Símbolos e gráficos para instalações elétricas industriais 
 
 138 
 
Figura 102: Tabela da norma 5444: Tabela 2 e 3 dutos e distribuição 
Fonte: NBR 5444-Símbolos e gráficos para instalações elétricas industriais 
 139 
 
Figura 103: Tabela da norma 5444: Tabela 4 interruptores 
Fonte: NBR 5444-Símbolos e gráficos para instalações elétricas industriais 
 
 140 
 
Figura 104: Tabela da norma 5444: Tabela 5 luminárias, refletores, lâmpadas 
Fonte: NBR 5444-Símbolos e gráficos para instalações elétricas industriais 
 
 141 
 
 
Figura 105: Tabela da norma 5444: Tabela 6 tomadas 
Fonte: NBR 5444-Símbolos e gráficos para instalações elétricas industriais 
 
 142 
 
Figura 106: Tabela da norma 5444: Tabela 7 e 8 motores e acumuladores 
Fonte: NBR 5444-Símbolos e gráficos para instalações elétricas industriais 
 143 
 
Figura 107: Tabela da norma 5444: Exemplo de uma planta de instalações para 
casa residencial 
Fonte: NBR 5444-Símbolos e gráficos para instalações elétricas industriais 
 
 144 
 
REFERÊNCIAS 
 
BOYLESTAD, Robert L. NASHELSKY, Louis. Dispositivos Eletrônicos e teoria de 
circuitos. Local: São Paulo, 8ª edição. 
 
CAVALIN, Geraldo. CERVELIN, Severiano. Instalações Elétricas Prediais. Local São 
Paulo, 2006. Editora: Erica. 
 
CREDER, Helio. Instalações Elétricas. 12 ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e 
Científicos, 1991. 
 
JUNIOR, Francisco Ramalho. FERRARO, Nicolau Gilberto. SOARES, Paulo Antonio 
de Toledo. Os fundamentos de Física 3, eletricidade, Introdução à Física Moderna, 
Análise Dimensional. Local: São Paulo, 2007, editora: Moderna. 
 
MAMEDE FILHO, João. Instalações Elétricas industriais. Local: São Paulo, 6ª 
edição. Editora: LTC. 
 
NBR5410/2004 - Instalações Elétricas Industriais – Procedimentos. 
 
NBR 5626/1989 - Instalações prediais de água – Procedimento. 
 
NBR 5984/1989 - Norma geral de desenho técnico – Procedimento. 
 
NBR 5444/1989 - Símbolos gráficos para instalação elétrica. 
 
NBR 5413 - Iluminação de interiores. 
 
NBR 5673/ 1986- Instalações Elétricas terminologia. 
 
Norma DINT - 01 - Instalações prediais de água – Procedimento. 
 
NISKIER, J; MACINTYRE, AJ. Instalações Elétricas. 2. Ed. Rio de janeiro: 
Guanabara, 1992. 
 145 
 
<www.saladefisica.cbj.net>, acesso em 13 de fev de 2014. 
 
<www.eletronicapro.com.br> acesso em 11 de fev de 2014. 
 
<www.portaldofrancisco.com.br> acesso em 16 de fev de 2014. 
 
<www.infoescola.com> acesso em 10 de fev de 2014. 
 
<www.oocities.org> acesso dia 9 de fev de 2014.

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