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Atlas de hematologia
Hematopoiese
Hematopoiese
A hematopoiese é um fenômeno que ocorre já durante a vida intrauterina. No feto, ela tem início no primeiro trimestre nas ilhotas hematopoiéticas que ficam no saco vitelínico. Essas ilhotas se desenvolvem a partir dos hemangioblastos, os progenitores das células hematopoiéticas e das células endoteliais. No próximo trimestre, a hematopoiese passa a ser no fígado e depois no baço. Já no sétimo mês de vida intra-uterina, a hematopoiese passa a ser na medula óssea e permanece assim durante a vida adulta.
A formação das células do sangue (hematopoiese) corresponde a um sistema hierárquico. Isso porque todas as células têm origem a partir de um precursor comum, que são as células hematopoiéticas as quais dão origem a progenitores multipotentes, que, por sua vez, dão origem aos precursores das células maduras. Todos os processos são controlados por citocinas (CFU) bastante importantes na diferenciação das células.
Todos os processos de hematopoiese ocorrem na medula óssea. Nela há dois compartimentos: estroma da medula óssea (estroma reticular) e o compartimento hematopoiético, em que ocorre a produção do sangue. O estroma tem todos os componentes de tecido conjuntivo como fibroblasto, além de algumas células acumuladoras de gordura que, durante o envelhecimento da medula óssea vermelha, ela passa a ser vermelha para branca/amarela, porque ocorre acumulação de gorduras e diminuição da quantidade de produção de sangue. Essa produção se limita, durante o desenvolvimento do indivíduo, a alguns ossos como costelas, vértebras e no quadril e cabeça do fêmur. O estroma da medula ainda tem células adiposas, Histiócitos, osteoblastos, osteoclastos, células endoteliais, adipócitos, alguns mastócitos e fibroblastos que produzem as estruturas da MEC.
No estroma da medula óssea, cada componente tem um papel importante: as células endoteliais constituem – se uma barreira que impede as células hematopoiéticas maduras de entrarem no sangue. As adiposas são fontes de energia e sintetizam fatores de crescimento. Os macrófagos removem células e os núcleos residuais dos eritrócitos. Os osteoblastos são os responsáveis por remodelar e manter o tecido ósseo adjacente ao tecido medular.
Ainda na medula óssea, deve – se lembrar que há três tipos de populações celulares: células – tronco hematopoiéticas (capazes de auto – renovação), células precursoras comprometidas (geração de linhagens celulares distintas) e células em maturação (resultantes da diferenciação da população de células precursoras comprometidas).
Células – tronco hematopoiético (auto – renovação): produzem duas células precursoras comprometidas que são as célula – tronco mielóide e a célula – tronco linfóide.
Das células tronco mielóide originam – se UFC eritróide, UFC megacariocítica, UFC basofílica, UFC eosinofílica e a UFC para granulócitos – macrófagos (produzem eritrócitos, plaquetas, basófilos, eosinófilos, monócitos e neutrófilos respectivamente).
Há três fatores que influenciam na hematopoiese, são conhecidos como citocinas hematopoiéticas. Eles são produzidas na medula óssea e também fora dela. Eles são: fatores estimuladores de colônicas (UFC – capazes de estimular células precursoras comprometidas a crescer in vitro), eritropoietina, trombopoietina e citocinas.
Os processos de hematopoiese são controlados a partir de um precursor comum. As células migram da medula para o vaso sanguíneo, onde encontram a circulação. (migração transendotelial).
Dependendo do elemento celular que está sendo produzido, ele só ficará pronto quando encontrar outros órgãos como o timo (linfócitos T) e linfonodos (ativação dos linfócitos).
Em resumo:
Células hematopoieticas -> progenitores multipotentes -> precursores das células maduras -> células maduras
Eritropoiese
Pró – eritroblasto -> eritroblasto basófilo -> eritroblasto policromátílico -> eritroblasto ortocromático -> reticulócito -> eritrócito;
Regulada pela eritropoietina (glicoproteína produzida no rim em resposta à hipóxia!);
Os eritrócitos têm origem a partir de um eritroblasto da linhagem mieloides. Eles diferenciam até chegar aos glóbulos vermelhos. Nesse processo de diferenciação, a célula vai perdendo o núcleo: o núcleo vai diminuindo até que é exocitado. Por fim, a célula começa a expressar hemoglobina (deixa a hemácia vermelhinha).
Proeritroblasto: é uma célula grande, redonda, com núcleo grande e redondo. Cromatina “frouxa”, onde é visualizado de 1 a 2 nucléolos, geralmente circulares e mais claros que o núcleo. O citoplasma é escasso e basófilo. O núcleo do proeritroblasto é grande, devido ao alto metabolismo (utilização de muita energia para seu desenvolvimento) e grande atividade celular. 
Eritroblasto basófilo: é uma célula menor que a anterior, redonda, encontrado na medula óssea. O núcleo é grande, redondo, com cromatina frouxa, e com apenas 1 nucléolo (nem sempre visível). Citoplasma escasso e extremamente basófilo
Eritroblasto policromático: encontrado na medula óssea, menor que o anterior, redondo, com núcleo redondo e central (bem no meio da célula), cromatina densa, sem nucléolo. O citoplasma é, geralmente, abundante, acinzentado (por possuir afinidade pela eosina e azul de metileno). É nessa fase que começa a produção de hb. 
Eritroblasto ortocromático: encontrado na medula óssea, menor que o anterior, é redondo, com núcleo picnótico (pequeno) redondo e periférico (longe do centro, pois é necessário tal localização para que seja expulso da célula), não possui nucléolo, cromatina muito densa (a mais densa de todos os eritroblastos). O citoplasma é abundante e acidófilo, da mesma cor que o das hemácias.
Reticulócitos corados: são eritroblastos que perderam os núcleos. Após perder o núcleo sobra somente o citoplasma contendo resto de organelas. Podemos encontrar reticulócito, geralmente, no sangue periférico. Depois perde as organelas e se transforma em eritrócito.
Hemácias, também chamadas de glóbulos vermelhos ou eritrócitos, são células sanguíneas que têm formato de disco bicôncavo e são anucleadas quando maduras. Seu diâmetro é de aproximadamente sete micrômetros, sendo maiores no sangue rico em gás carbônico (sangue venoso) quando comparadas às do sangue rico em oxigênio (sangue arterial).
Morfologia dos eritrócitos
Alterações morfológicas dos eritrócitos 
Quanto a:
–Tamanho: anisocitose
– Cor: anisocromia
– Forma: poiquilocitose
Tamanho
Anisocitose: Variação no tamanho dos eritrócitos microcitose e macrocitose.
Microcitose: – Eritrócitos com diâmetro inferior a 7 µm (núcleo dos linfócitos com aproximadamente 8 µm).
 – Observada em talassemias, anemias ferroprivas, mielodisplasias e envenenamento por metais pesados.
Macrocitose – Eritrócitos com diâmetro maior que 8 µm, redondos ou ovais com ausência de halo central.
– Podem estar relacionadas a reticulocitose, anemias megaloblásticas e ao uso de drogas que interferem na síntese de DNA (quimioterapia).
Cor
Anisocromia: Variação na coloração hipocromia e hipercromia
Hipocromia 
-Eritrócitos pouco corados 
-Halo central maior e mais claro 
-Presente na anemia ferropriva e talassemia 
-Pode ser avaliada pelo HCM e CHCM 
Hipercromia
-O número de glóbulos vermelhos diminuir 
-Conteúdo de hemoglobina de cada um eritrócito aumenta 
-Cada glóbulo vermelho contém mais hemoglobina do que o normal
Policromasia / policromatofilia 
• G.V com coloração azul acinzentada 
• Afinidade por corantes ácidos e básicos 
• Eritrócitos policromático são maiores e não apresentam o halo central • Correspondem aos reticulócitos 
Forma
Poiquilocitose: Termo utilizado para indicar aumento do número de eritrócitos com a forma anormal.
Leptócitos ou células em alvo 
Caracterizados por um ponto corado no centro do eritrócito envolvido por halo mais claro;
Caracterizadas por:
 – excesso de colesterol na sua membrana
 –perda do conteúdo citoplasmático
 Esferócitos 
Apresentam diâmetro reduzido devido a perda ou lesão da membrana • Esféricos com ausência de halo central. 
Observados na esferocitose hereditária, anemias hemolíticas auto-imune, doença hemolítica do recém-nascido e deficiência de piruvatoquinase 
Eliptócitos e Ovalócitos 
São eritrócitos de formato oval, e em grande quantidade podem indicar alterações hereditárias do citoesqueleto (eliptocitose hereditária) 
 
Acantócito 
Caracterizam-se pela presença de 2 a 20 espículos ao redor dos eritrócitos 
Indivíduos com fenótipo McLeod 
Anemias de doenças hepáticas 
Mielodisplasias,
Drepanócitos ou células em foice 
Eritrócitos alongados com forma semelhante a foice. 
Característica da anemia falciforme 
Equinócito 
Presença de espículos ao redor do eritrócito Artefatos de técnica e estocagem de sangue, def. ATP, > conteúdo Ca intracelular, insuficiência renal e hepática e queimaduras graves 
 Esquizócito 
Fragmentos celulares 
Anemia hemolítica de causa mecânica e piropoiquilocitose hereditária 
Estomatócito 
Eritrócitos com o halo central semelhante a uma boca de peixe.
Pode estar presente em hepatopatias, 
Sangue de recém-nascidos 
Estomatocitose hereditária, uma anemia hemolítica congênita muito rara.
Dacriócito
Eritrócitos em forma de gota ou lágrima. .
É muito comum na mielofibrose, devido à Hematopoiese extramedular. 
Pode ser encontrado nas talassemias, anemias hemolíticas. 
Em pacientes esplenectomizados.
Rouleaux 
Empilhamento ou grumos das hemácias
Aumento da concentração sanguínea das proteínas, como fibrinogênio e globulina.
Esta alteração pode, portanto, estar relacionada a uma possível alteração hepática, possível processo inflamatório
Variação na estrutura dos Eritrócitos
• Pontilhado basófilo
• Corpúsculos de Howell- Jolly
• Siderócitos ou Corpos de Pappenheimer
• Corpúsculos de Heinz
Pontilhado basófilo 
Agregado de ribossomos (RNA) que formam pequenas inclusões de coloração azul dispersas no citoplasma.
Presente na talassemia, anemia megaloblástica, intoxicação por metais pesados (chumbo e mercúrio) e deficiência enzimática da 5-nucleotidase.
Não analisado na presença de Edta. 
Corpúsculos de Howell-Jolly
São partículas remanescentes de cromatina nuclear (DNA), resultado de um defeito na reprodução celular
Visualizados na forma de um ou mais pontos de coloração azul, normalmente no citoplasma celular
Presentes na anemia megaloblástica e em estado hipoesplênico
Quando circulares: “Anéis de Cabot” 
Corpúsculos de Heinz 
Precipitação da hemoglobina desnaturada que se cora de azul na periferia da hemácia. 
Ocorre em função de alterações no sistema redutor eritrocitário 
Observadas em coloração especial (cristal violeta ou azul de cresil brilhante) 
Presente nas talassemias e nas patologias de deficiência de G6PD 
Corpos de Pappenheimer (Siderócitos) 
São eritrócitos que possuem no seu interior agregados de ferritina, localizados próximos a membrana
Apresentam coloração púrpura (coloração de Perls) e são observados na talassemia e após esplenectomia. 
Leucopoese
→ Linhagem granulocítica
Mieloblasto -> pró – mielócito -> mielócito -> metamielócito -> célula em bastão (bastonete) -> forma madura
A Leucopoese 
é o fenômeno que dá origem aos leucócitos. A produção dos granulócitos (os quais têm origem a partir do mieloblasto) se dá pelo pró mielócito (que é a fase em que ocorre a síntese dos grânulos). É na fase do mielócito ainda que começa a produção específica dos grânulos, quando se diferenciam em neutrófilo, basófilo e eosinófilo (surgimento dos grânulos secundários). Outra característica da fase do mielócito é que a região do Golgi é bem nítida e é o último estágio em que a célula pode se dividir. A partir disso, a célula só se diferencia de acordo com a sua linhagem. A segmentação do núcleo acontece quando a célula está em formato de bastão.
Mieloblasto 
É a célula mais imatura da linhagem l mielóide morfologicamente identificável Estão geralmente confinados à medula óssea e constituem cerca de 3% das células nucleadas neste ambiente. Tem de 15 a 20 µ de diâmetro com alta relação núcleo-citoplasma (7:1 a 5:1). A célula e o núcleo são arredondados. A cromatina nuclear é finamente reticulada apresentando nucléolo evidente. O citoplasma é basofílico.
 
 
Promielócito
Os promielócitos normais apresentam diâmetro de 15 – 25 µm, núcleo redondo ou oval com cromatina delicada ou levemente condensada apresentando nucléolo evidente. O citoplasma é basofílico contendo grânulos de coloração azulvioláceo e vermelhos. Uma área clara perinuclear é visível representando o Sistema de Golgi. Nota-se a presença de grânulos mais grosseiros e uma granulação de fundo, mais fina. O núcleo apresenta cromatina delicada sem a presença de nucléolos evidentes.
.
Mielócito
Os mielócitos são ligeiramente menores que os promielócitos (10 – 18 µm) com núcleo oval ou redondo que pode ser excêntrico. A cromatina nuclear exibe um grau moderado de condensação e os nucléolos, de modo geral, não são visíveis. Existe uma quantidade moderada de citoplasma contendo grânulos vermelho-arroxeados. À medida que o mielócito amadurece, os grânulos secundários se desenvolvem, exibindo a coloração característica da linhagem neutrofílica, eosinofílica ou basofílica.
Metamielócito
São menores que os mielócitos com núcleo em forma de rim. Os nucléolos não são observados nesta etapa. O citoplasma é claro apresentando grânulos finos que são claramente caracterizados como neutrófilos eosinófilos ou basófilos. Nota: Os granulócitos imaturos (promielócitos, mielócitos e metamielócitos) não são encontrados em amostras normais.
Geralmente somos acostumados a observar as células sanguíneas normais na contagem diferencial de um hemograma, e quando nos deparamos com células jovens, normalmente não encontradas na circulação, ficamos na dúvida de qual célula pode ser.
uma célula da linhagem que dá origem aos neutrófilos segmentados.
 O metamielócito é de 2 a 3 vezes maior que um eritrócito.Razão núcleo/citoplasma intermediária (mais citoplasma do que o promielócito).Núcleo em forma de feijão ou rim (riniforme), com indentação com menos de 1/2 do diâmetro do núcleo. Nucléolo ausente,Citoplasma com grânulos secundários (específicos).
 Bastonetes
Apresentam diâmetro de 10 – 14 µm com núcleo não segmentado ou exibindo lóbulos rudimentares conectados por um filamento espesso. O citoplasma é abundante, claro e contém granulação fina e bem distribuída. Alguns laboratórios não reportam a presença de bastões devido à grande variação entre observadores. Atualmente esta é uma prática aceitável. É recomendado que os bastões sejam incluídos entre os segmentados na contagem diferencial. Comentários podem ser feitos no laudo se quantidades aumentadas de bastões forem identificadas.
 
Neutrófilo Segmentado
Um neutrófilo mede de 10 – 14 µm de diâmetro apresentando núcleo lobulado (em geral de 3 a 4 lóbulos e em alguns casos de 2 a 5 lóbulos) conectados por uma fina ponte de cromatina. A cromatina é condensada, corada de roxo e organizada em grumos. Pequenos apêndices nucleares podem ser vistos. O citoplasma é abundante com muitos grânulos pequenos de cor violeta. São os leucócitos mais abundantes no sangue periférico de adultos. Os neutrófilos maduros são células altamente especializadas no exercício da fagocitose e destruição intracelular de bactérias, principalmente por mecanismos que envolvem a ativação de peroxidação e uso de proteínas de seus grânulos e citoplasma como lisozimas, defensinas, proteínas catiônicas, entre outras. A produção e circulação de neutrófilos, sua migração para os tecidos e a fagocitose de bactérias são razoavelmente bem conhecidose servem como modelo da dinâmica dos granulócitos
 
Eosinófilo
Eosinófilos Têm diâmetro de 12 – 17 µm, representam até 3 – 5% dos leucócitos em circulação. São caracterizados pelo seu núcleo 2 lóbulos e com cromatina condensada numerosas granulações alaranjadas no citoplasma que são maiores que os neutrófilo e de tamanho uniforme, esses são ricos em peroxidase, arilsulfatase, fosfatase ácida e fosfolipase, mas não contêm fosfatase alcalina e nem lactoferrina.
Os eosinófilos têm uma atividade proinflamatória e citotóxica considerável, participando da reação e patogênese de numerosas doenças alérgicas, parasitárias e neoplásicas.
Eosinófilos e neutrófilos têm origens e funções semelhantes. No entanto, enquanto os neutrófilos acumulam-se rapidamente em focos de infecção bacteriana, os eosinófilos são atraídos para tecidos onde há invasão por parasitas ou sítios de reações alérgicas.
 
Basófilos
Basófilos Apresentam diâmetro de 10 – 16 µm com citoplasma azul claro contendo grânulos azul-escuros. Estes grânulos são solúveis em água podendo ser dissolvidos deixando áreas claras no citoplasma após a coloração. O núcleo é segmentado mas quase sempre oculto pela intensa granulação basofílica que pode variar em tamanho, quantidade e forma.
Basófilos são os grânulos mais escassos do sangue e caracterizam-se pela presença de grandes grânulos metacromáticos que são ricos em histamina, serotonina, sulfato de condroitina e leucotrienos. Os basófilos têm similaridades funcionais com os mastócitos, mas são células distintas: os mastócitos são células do tecido conjuntivo que não entram em circulação e não são relacionados com os basófilos quanto à origem: seus grânulos são menores mais abundantes do que os basófilos.
 
Monopoiese
→ Monoblastos -> pró monócitos -> monócitos
A proteína GM – CSF é importante na produção dos monócitos, os quais são morfologicamente semelhantes aos mieloblastos. Os promonócitos possuem núcleo grande e endentado. É na etapa de promonócito que começa o fendilhamento do núcleo, quando ele começa a mudar de forma. Antes, ele tinha uma forma grande e circular, dai o processo de endentação faz com que ele vá adquirindo o formato de núcleo reniforme, característico dos monócitos.
Monoblasto
 Célula precursora da série monocítica, presente em condições normais da medula óssea e ausente no sangue periférico. O núcleo é geralmente grande ou oval, apresentando uma cromatina muito fina ou delicada;possui normalmente de 1 a 2 nucléolos;o citoplasma é levemente basófilo,podendo apresentar escassas granulações primárias. São maiores que os Mieloblastos (20 – 30 µm), com núcleo redondo ou oval, cromatina delicada e 1 ou 2 nucléolos. O citoplasma é basofílico usualmente sem grânulos.
 
Pró-Monócito: 
Célula encontrada normalmente na medula óssea,estando ausente no sangue periférico. O núcleo apresenta-se ovalado, riniforme ou com outras formas; a cromatina é menos delicada;possui 1 nucléolo,nem sempre evidenciado ao microscópio óptico; o citoplasma é basófilo,apresentando grânulos lisossomais primários que se coram panoticamente em púrpura.tamanho 10-20um.
 
São raramente vistos no SP em condições reativas ou em leucemias. São células grandes com núcleo convoluto, cromatina delicada e nucléolo evidente. O citoplasma é cinza-azulado contendo pequena quantidade de grânulos finos. Leucemia Mielomonocítica Crônica (LMMC
Monócito
Célula madura,possui o núcleo violeta,apresentando cromatina fina e frouxa com invaginação; citoplasma azul acinzentado,sendo geralmente a maior célula encontrada no sangue periférico. Os monócitos e seus precursores são produzidos pela medula óssea. Quando saem da medula para a circulação sangüínea ainda não estão completamente maduros. Os monócitos macrófagos são células fagocitárias secretoras com atuação no sistema imune. Fagocitam partículas antigênicas animadas e inanimadas produzem e secretam enzimas, proteínas do sistema complemento, pirogênio, atuando na imunidade celular e hormonal a partir do processamento antigênico, passando a estimular e regular a função do linfócito T helper (CD4),destruindo células tumorais através da liberação de enzimas lisossômicas e produzindo prostaglandinas e o interferon.tamanho12-20um
Monócito
 
Linfopoiese
Os linfócitos têm origem do linfoblasto. Tem linfoblasto -> prolinfócito -> linfócito médio -> linfócito pequeno e plasmócito (quando se trata de linfócitos B, senão para no linfócito pequeno). O linfoblasto tem cromatina frouxa, nucléolo proeminente e citoplasma com muitos ribossomos, além de poucas cisternas do retículo endoplasmático.
A maturação dos linfócitos ocorre no timo e linfonodos.
A linhagem linfóide não se divide em séries,como ocorre com a linhagem mielóide. Existem apenas duas células precursoras :
Linfoblasto 
Célula precursora da linhagem linfóide apresentando-se redonda ou oval. Normalmente ausente no sangue periférico,é encontrada,em condições normais,nos órgãos linfóides e na medula óssea. Linfoblastos apresentam uma gama de aparências, desde pequenos e médios com citoplasma escasso e cromatina condensada, a grandes com citoplasma abundante, moderadamente azul ou azul acinzentado e cromatina frouxa com nucléolos proeminentes.
O núcleo pode ser redondo e regular ou convoluto e irregular. Pode haver vacúolos citoplasmáticos, e raramente, grânulos, linfoblasto apresenta diâmetro de cerca de 15-20u, geralmente com 1 a 2 nucléolos.
 
Pró-Linfócito  
Esta célula, em condições normais, só é encontrada nos órgãos linfóides e na medula óssea,o núcleo é oval, ou levemente chanfrado,apresentando uma cromatina mais condensada que o linfoblasto; visualiza-se geralmente 1 nucléolo;o citoplasma é basófilo,de tonalidade azul menos intenso que o citoplasma do linfoblasto,podendo apresentar escassa granulação primária. Apresenta diâmetro de 10 a 18u. Os prolinfócitos B tem o dobro do tamanho dos linfócitos normais, apresentam núcleo redondo com cromatina nuclear moderadamente condensada, nucléolo evidente e citoplasma escasso e basofílico. Os prolinfócitos T são pequenos e mais pleomórficos que os da linhagem B. O núcleo é irregular ou lobulado. O citoplasma escasso e moderadamente basofílico podendo exibir algumas bolhas. Os nucléolos em geral são menos evidentes que os observados nas células B. 
.
Leucemia prolinfocítica B
Linfócitos
Os linfócitos encontrados no SP periférico são, de modo geral, pequenos (10 – 12 µm), ou um pouco maiores (12 – 16 µm). Os linfócitos pequenos são geralmente redondos com núcleo também redondo apresentando cromatina densa e bem corada. O citoplasma é escasso. Os linfócitos grandes se apresentam com contorno irregular, a cromatina é mais delicada e o citoplasma mais abundante e de coloração azul-clara. Os grandes linfócitos granulares (GLG) são semelhantes aos linfócitos grandes mas o citoplasma exibe alguns grânulos bem visíveis de coloração vermelho-arroxeada. Podem representar de 10 a20% dos linfócitos em indivíduos normais. 
Os linfócitos que fazem parte do sistema imune têm como função principal defender o organismo contra infecções. Ocasionalmente, podem agredir o próprio organismo, causando doenças autoimunes.
Os linfócitos consistem primariamente em duas classes funcionais de células:
• 1ª Os linfócitos T, que estão envolvidos em processos de imunidade celular e na regulação da síntese de anticorpos;
• 2ª Os linfócitos B, que participam apenas nos processos de imunidade humoral e é o precursor da principal célula formadora de anticorpos do organismo – os plasmócitos.
Linfócito B
Os linfócitos B são inicialmente produzidos no saco vitelino, posteriormente, durante a vida fetal, no fígado e finalmente na medula óssea, em íntima proximidade com as células do estroma. Um dos marcadores mais precoce da linhagem B é o CD19 de membrana que continua a expressar em todas as fases intermediárias de maturação, desaparecendo apenas nos plasmócitos,células especializadas na produção de imunoglobulinas.
A célula B é ativada quando exposta a um antígeno que ela conhece. Isso resulta, presumivelmente, da ligação cruzada pelo antígeno dos sítios de reconhecimento antigênicos da superfície (imunoglobulinas).
Linfócitos T
Ao contrário dos linfócitos B, os precursores T deixam a medula óssea e entram no timo, onde continuam com seu programa de diferenciação que incluem o rearranjo dos genes responsáveis pelos receptores de célula T (TcR), que ocorre de maneira similar ao das imunoglobulinas. No timo, esses precursores CD7+ sofrem um processo de maturação, que é extremamentecomplexo e resulta na formação de um repertório de célulasfuncionais.
Linfócitos Atípicos
Linfócitos atípicos são um grupo de linfócitos com morfologia diferente, que podem ser encontrados no sangue. Geralmente surgem nos quadros de infecções por vírus, como mononucleose, gripe, dengue, catapora, etc. Além das infecções, algumas drogas e doenças auto-imunes, como lúpus, artrite reumatoide e síndrome de Guillain-Barré, também podem estimular o aparecimento de linfócitos atípicos. Atenção, linfócitos atípicos não têm nada a ver com câncer.
Plasmócito
São arredondados e ovais muito citoplasma em relação ao seu núcleo, que é esférico e excêntrico está situado na porção basal da célula. A cromatina nuclear se dispõe em grumos grosseiros presos ao envoltório nuclear lembrando uma “roda de carroça”; o nucléolo é proeminente e visível. O citoplasma apresenta sua maior porção ocupada pelo retículo endoplasmático granular; possuindo também um desenvolvido complexo de Golgi, no centro do qual estão dois centríolos; escassas mitocôndrias são visíveis espalhadas pela células,derivado dos linfócitos B e são responsáveis pela síntese de anticorpos (imunoglobulinas)
 São raramente vistos no SP em condições reativas ou em leucemias. São células grandes com núcleo convoluto, cromatina delicada e nucléolo evidente. O citoplasma é cinza-azulado contendo pequena quantidade de grânulos finos. Leucemia Mielomonocítica Crônica (LMMC) 
Trombopoese
A produção das plaquetas tem origem a partir do megacarioblasto que, diferente das outras células, ele é menorzinho. A célula se divide de maneira em que o citoplasma não é dividido junto, ou seja, não tem citocinese. Daí, a cada divisão o tamanho da célula vai aumentando. Posteriormente, essa célula gigante é fragmentada, e formam – se as plaquetas. A ordem de formação é: megacarioblasto, promegacariócito, megacariócito basófilo e depois o acidófilo (Os megacariócitos desenvolvem projeções citoplasmáticas que se tornam pró – plaquetas). Tudo isso ocorre só na medula, e no sangue só tem as plaquetas!  Esse processo de divisão nuclear sucessiva, sem a divisão da célula é chamada de endomitose.
Megacarioblasto
Célula precursora da série plaquetária, encontrada em condições normais na medula óssea vermelha. Apresenta 1 a 2 núcleos lobulados de cromatina púrpura escura, reticulada e fina; possui 2 a 5 nucléolos; o citoplasma é panoticamente basófilo,muito escasso,não apresentando grânulos,podendo apresentar vacúolos.
Megacariócitos ou megacarioblastos são raramente vistos no SP periférico. Os megacarioblastos podem ser indistinguíveis dos linfoblastos ou de outros blastos. Megacariócitos anormais, megacarioblastos e núcleos de megacariócitos podem ser encontrados no SP em algumas condições patológicas. Os micromegacariócitos, são vistos em pacientes com neoplasias hematológicas e são definidos como células do mesmo tamanho que um promielócito com núcleo lobulado e citoplasma em quantidade variada levemente basofílico. 
 
Pro-Megacariócito 
Apresenta 1 ou mais núcleos,com cromatina corada em púrpura,sendo mais condensada que megacarioblasto; possui de 1 a 2 nucléolos; o citoplasma é moderadamente basófilo,podendo apresentar próximo ao núcleo raros grânulos azurófilos finos.
Megacariócito
Esta é a maior célula do sistema hematopoético, encontrada na medula óssea vermelha. Apresenta geralmente de 2 a 8 nucléolos, com cromatina condensada distribuída em forma de grosseiros grumos; pode evidenciar de 2 a 4 nucléolos ou não serem evidenciadas em função do arranjo da cromatina; o citoplasma apresenta 3 estágios maturativos :
Um mais imaturo cujo citoplasma é corado em azul de mediana intensidade não evidenciando grânulos (megacariócito basófilo).
Um estágio maturativo intermediário cujo citoplasma revela-se com um azul mais claro e apresenta-se com grânulos (megacariócito granuloso).
Um mais maduro cujo citoplasma apresenta-se com tonalidade acidófila e repleto de plaquetas formadas (megacariócito plaquetário ).
Plaquetas
O tamanho das plaquetas é de significância diagnóstica principalmente quando relacionado à contagem. A plaqueta normal mede de 1,5 – 3 µm de diâmetro enquanto as macroplaquetas de 3 – 7 µm. As plaquetas gigantes podem ser maiores que as hemácias (10 – 20 µm) e podem ser identificadas pelos alarmes dos equipamentos automatizados. Em indivíduos normais, de modo geral, menos de 5% das plaquetas são maiores que o normal. O tamanho das plaquetas aumenta gradualmente de acordo com o tempo de armazenamento em EDTA. A plaqueta é a menor célula do sistema hematopoético,produzida no citoplasma do megacariócito na medula óssea e liberada para o sangue periférico após fragmentação megacariocítica que ocorre sob estímulo da Trombopoetina (TPO). Por ser produzida por outra célula,alguns autores a consideram um fragmento de célula,mas a trataremos como célula,como o faz a maioria dos autores. A plaqueta não tem núcleo, nem nucléolo,mas nem por isso deixa de ser biologicamente complexa. O citoplasma é corado de tonalidade púrpura azulada,constituído de uma parte mais extensa chamada de zona periférica,uma parte intermediária,que contém a tromboastenina,uma proteína contráctil,responsável pela modificação de forma da plaqueta,chamada zona sol-gel,e uma parte central mais intensamente corada que é a zona das organelas. As plaquetas possuem as seguintes funções :
Aglutinação : Quando um vaso sangüíneo é lesado,as plaquetas em circulação são estimuladas a aglutinarem-se na área lesada.
Adesão : Quando aglutinadas ao redor de uma área vascular lesada,as plaquetas em seguida,em função do rompimento do vaso e exposição de fibras de colágeno se aderem umas as outras e aos tecidos subendoteliais formando um tampão hemostático primário ou emergencial.
Agregação : Após se aderirem formando um tampão hemostático primário as plaquetas modificam sua forma de disco liso e esfera com espículas afim de se agregarem formando um tampão hemostático secundário ou irreversível.
Função relacionada com o mecanismo intrínseco da coagulação : Após agregação com a formação de um tampão hemostático irreversível,as plaquetas liberam para a sua superfície o fator plaquetário 3 que ativa o fator XII desencadeado como fator coadjuvante o mecanismo intrínseco da coagulação.
Proteção do endotélio vascular : Atribuem-se as plaquetas as funções de nutrição do endotélio vascular e da manutenção da integridade das paredes dos vasos sangüíneos.
	
REFERÊNCIAS
AQUINO, Cynthia C. Oi medicina, Tecido Hematopoiético.Disponível em: oimedicina.wordpress.com/2012/03/03/tecido-hematopoietico/
ALBUQUERQUE, Priscila, Hematologia. Curso de enfermagem. Disponível em: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA-oUAE/hematologia acessado em 04/08/2018.
FLERY,Marcosk ,Laboratório de hematologia.Faculdade de Farmácia UFRJ.Disponível em: http://files.fisiologica.webnode.com.br/200000086-082f909299/UQM%20Mod%206.pdf Acesso em :04/09/2018
OBREGÓN, Layla V. Interino. Celulas Sanguíneas. Disponível em:
www.slideshare.net/LaylaInteriano/fichero-hematologa-81541983 Acesso em:04/09/2018.
ONO, Lauren, Morfologia das Células Sanguínea. Curso de biomedicina. Disponível em: http://www.ebah.com.br/content/ABAAABn1wAH/morfologia-das-celulas-sanguineas?part=2acesso03/09/2018.
Sociedade brasileira de AnalisesClinica PNCQ, Programa nacional de controle de qualidade. Disponível em : www.pncq.org.br/uploads/2015/qualinews/dez/ICSH%20Parte%202%20e%203.pdfAcesso Acesso em: 04/09/2018
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