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* Universidade Católica Dom Bosco MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL I Fonte: Prof.: Dr. Eng. Lisiane Ilha Librelotto Prof.: Esp. Talles T. S. Mello GESSO Fonte: IME – Seção de Ensino de Engenharia de Fortificação e Construção - MAJ MONIZ DE ARAGÃO * O gesso é um dos materiais construtivos mais antigos produzidos pelos seres humanos, tal qual o cal e a terracota. Em ruínas da Síria e na Turquia foi verificado o emprego do gesso por volta do 8º milênio AC. Na África foi descoberto que os bárbaros construíram barragens e canais com um gesso de altíssima resistência, que garantiram, por muitos séculos, a irrigação das palmeiras de Mozabe, e que também o utilizaram junto a blocos de terra para erguerem suas edificações. Uma carta real de 1292, na França, fala da exploração de 18 jazidas de pedra de gesso na região parisiense. Na época o uso era em argamassas, colocação de placas de madeira, fechamento de ambientes e na construção de chaminés monumentais. No século XVIII, a partir da França, a utilização do gesso na construção foi generalizada. Introdução * Definição Aglomerante inorgânico obtido por calcinação do minério natural gipso Principais aplicações nacionais: revestimentos de alvenaria, placas para forros, painéis acartonados para divisórias e forros; A gipsita ao ser calcinada em temperatura adequada de 350ºC perde parte da água de cristalização, obtendo-se o produto conhecido como gesso, ou seja, o gesso é o produto da desidratação parcial da gipsita - (CaSO4. 2H20) * Recursos e Reservas Os estados do Pará, Bahia e Pernambuco acumulam 96,9 % do somatório das reservas. Como pode ser confirmado na TABELA 2, todo este quantitativo está distribuído pelas regiões norte e nordeste do país. * Fluxograma do Processo Produtivo * Processo Produtivo O gesso é obtido por meio da calcinação (decomposição a quente) da gipsita. Nessa reação, o mineral, cuja fórmula é CaSO4 2H2O (sulfato de cálcio bi-hidratado) perde uma molécula e meia de água, transformando-se em gesso, cuja fórmula é CaSO4 ½ H2O (sulfato de cálcio semi-hidratado). No processo de calcinação, também são separadas da gipsita as impurezas normalmente associadas ao minério, como sal gema e calcários, entre outras. De acordo com a velocidade da calcinação, a decomposição da gipsita pode resultar em gesso alfa, com cristais grandes e regulares, ou gesso beta, com cristais pequenos e irregulares. * calcinado até 350ºC GIPSO matéria prima calcinação insuficiente moagem grossa H2O (minério composto de sulfatos de cálcio hidratados residuais e gipsita) ANIDRITA (CaSO4) HEMIDRATO (CaSO4.1/2H2O) GIPSITA (CaSO4.2H2O) (aglomerante mineral obtido a partir da calcinação do gipso e moagem) * Processo Produtivo * Processo Produtivo O gesso é um aglomerante de baixo consumo energético. Enquanto a temperatura para processamento do cimento Portland é da ordem de 1450 0C, a da cal entre 800 e 1000 0C, a do gesso não ultrapassa 3000C. As propriedades aglomerantes do gesso devem-se à hidratação do sulfato de cálcio semi-hidratado e do sulfato de cálcio solúvel que reconstituem o sulfato de cálcio bi-hidratado. * Usos na construção civil: Gesso para revestimento; Placas e ornamentos de gesso fundido; Chapas de gesso acartonado; Massas para tratamento de juntas de sistemas de gesso acartonado; Indústria cimenteira. * Outros usos: Na agricultura, para correção de solos e incremento da produção; Na ortopedia; Na odontologia; Na arqueologia e na paleontologia; Nas artes. * Vantagens Leveza: paredes, divisórias e peças de gesso são mais leves do que peças feitas de outro material; e podem ser usadas em apartamentos, sem alterar a estrutura. Facilidade de manuseio para execução de detalhes. Rapidez de aplicação. Recebe bem todos os tipos de pintura e acabamento. Sua manutenção é simples: basta pano úmido e sabão de coco. * Vantagens Por suas propriedades físico-químicas, o gesso é considerado isolante térmico e acústico natural; É possível fazer uma parede de gesso acartonado com um isolamento acústico muito superior do que paredes de tijolos. * Vantagens Não é inflamável; A grande quantidade de água contida no gesso hidratado confere-lhe excelentes propriedades como material de proteção passiva. Resiste até 120º C de temperatura. É inodoro; Não agride a pele (tem uso biológico); Não forma fibras; Não libera poeira depois de instalado. Sem fissuras; os movimentos normais das estruturas são absorvidos. As variações de temperatura e de umidade relativa do ar não provocam variações dimensionais expressivas. * 19/ 40 Desvantagens Sujeira na instalação: O pó fino se espalha facilmente, o que às vezes é preferível à sujeira provocada por cimento, pedra, cal e água. O gesso comum não resiste à umidade. * 20/ 40 Cuidados Devido a solubilidade dos produtos em gesso (1,8 g/l), a utilização destes fica restrito a ambientes interiores e onde não haja contato direto e constante com água ( áreas molhadas). As placas Resistentes à Umidade (RU), produzidas especialmente para utilização em áreas molhadas. Possuem na composição do gesso, aditivos especiais que as tornam mais resistentes aos vapores e aos fungos resultantes da ação da umidade. Para as áreas constantemente molhadas é indispensável à impermeabilização. Deve ser realizado o tratamento da base da parede com rodapé de impermeabilização. É recomendado o uso de mantas asfálticas com 10 a 20 cm de altura ou a aplicação de uma junta elástica na junção da placa RU (Resistente à Umidade) com o piso, seguida de pintura cristalizante subindo mais ou menos 20 cm na parede. * Cuidados Alto poder oxidante do gesso quando em contato com componentes ferrosos; Alto poder expansivo das moléculas de etringita, formadas pela associação do gesso com o cimento em fase de hidratação; Diminuição da resistência com o grau de umidade absorvida; Solubilidade e lixiviação com a percolação de água constante. * Gesso: Pega Início da pega: instante em que a agulha estaciona a 1mm da base; Fim da pega: Instante em que a agulha não mais penetrar na pasta, deixando apenas uma leve impressão. Determinação da pega pela NBR 12128: aparelho de Vicat * Gesso: Propriedades Mínimas Determinação da pega pela norma alemã: Início da pega: o corte não mais se fecha Fim da pega: não aparece mais impressão digital Tabela 3 - NBR 13207 : Exigências físicas do gesso para construção civil * Retração/Expansão Depois de uma fase inicial de contração observa-se um incremento de volume devido ao arranjo geométrico dos cristais. * Molécula Imagem de pasta de gesso, aglomerados de cristais de dihidrato em forma de agulha intertravada, conferindo resistência mecânica. Entre esses cristais existem defeitos, os poros. * Gesso: Resistência a Compressão O aumento da relação água/gesso provoca sensível incremento da permeabilidade do material ao vapor, acelerando o processo de movimentação higroscópica, que por sua vez provoca ciclos de expansão e contração que podem gerar fissuras, comprometendo a durabilidade. Relação água/gesso usual: 0,6 a 0,9 * DryWall - Consumo de Chapas no Brasil 2004-2011 * DryWall - Consumo mundial de chapas de gesso acartonado O uso de tal tecnologia já estava difundido e consolidado há muito tempo no exterior, pois diversos países estão em um estágio de desenvolvimento do produto bastante adiantado, com uso expressivo em relação a outros sistemas de vedação interna. Nos Estados Unidos, por exemplo, aproximadamente 90% dos fechamentos internos são realizados com gesso acartonado. * DryWall - Estrutura Na parte interna da parede fica um vazio, por onde podem passar tubulações elétricas e hidráulicas. * DryWall – Processo de Execução - Estrutura de base: primeiro,colocam-se guias metálicas no piso e no teto. Elas sustentarão os montantes verticais de aço galvanizado (distantes até 60 cm uns dos outros). As chapas são parafusadas nesses perfis. - Cobertura das divisões: a seguir, faz-se o tratamento das juntas – região mais suscetível a fissuras. Por isso, aplicam-se nesses pontos massa e fitas específicas, duas vezes. O objetivo é deixar a superfície totalmente plana. - Finalização caprichada: como a massa talvez retraia com a secagem, espera-se um dia antes de partir para o acabamento, que pode ser pintura, cerâmica, madeira... Se a junta estiver funda, melhor repetir a dose. Caso contrário, basta lixar. * DryWall – Tipos de Placas Existem três tipos de placas de acartonado, cada um para um uso específico, como para áreas úmidas (banheiros e cozinha) e para proporcionar maior resistência ao fogo. O que diferencia essas placas são os aditivos incorporados ao gesso com o objetivo de melhorar a propriedade específica a que se destina. • Standard (ST): utilizada em áreas secas, sem necessidades específicas; • Resistente à Umidade (RU): utilizadas em áreas sujeitas à umidade de forma intermitente e por tempo limitado; • Resistente ao Fogo (RF): utilizadas em áreas com pouca presença de umidade e com exigências especiais em relação ao fogo. * DryWall - Dimensões das placas de gesso acartonado Standard * Aplicação do Gesso: Revestimento Como aplicar gesso projetado – Ref: PINI http://www.youtube.com/watch?v=JIjNOQLMCXE * * Aplicação do Gesso : revestimento Revestimento de gesso desempenado sobre parede * * Aplicação do Gesso - Drywall Como fazer uma parede em Drywall (Gesso Acartonado) - Ref: Knauf http://www.youtube.com/watch?v=yBTH2fEf-ok * * Aplicação do Gesso: Forro Forro em gesso acartonado *