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Capítulo 6 - O MERCADO DE TRABALHO ● Determinação de salários (W): depende positivamente do nível de preços da economia (P), negativamente da taxa de desemprego(u) e negativamente da variável abrangente (z): ○ W = P * F(u, z) ○ De forma que o salário real do ponto de vista do trabalhador (W/P) será dado por: W/P = F(u, z) - similar à oferta de trabalho. ○ O nível esperado de preços é importante pois o que interessa ai trabalhador e a empresa é o seu salário real, e não o nominal, de forma que maior nível esperado de preços implica maiores salário, e vice-versa. ● Determinação de preços fixados : se assumirmos (simplificando) que os custos envolvidos na produção são proveniente apenas da mão-de-obra, a relação entre o nível de preços (P) e os custos (somente salários: W) seria, considerando uma margem (u): ○ P = (1+ü) * W ○ De forma que o salário real (W/P) do ponto de vista do empregador será dado por: W/P = 1/(1+u) - similar a demanda por trabalho ● Salários reais no equilíbrio: unindo as duas equações de W/P obtidas, pelo lado da fixação de salários (oferta) e da fixação dos preços (demanda), obtemos: ○ F(u, z) = 1/(1+ü) ● Do emprego ao produto: assumindo o emprego (N) como força de trabalho (L) subtraída dos desempregados, temos que: ○ N = L*(1-u) ● E havíamos assumido que a função de produção depende apenas no trabalho (não existem outros custos envolvidos), portanto temos, para o nível natural de produto (Yn) a mesma equação já obtida que relaciona o desemprego (u) e a variável abrangente (z) com a demanda por salário, que por sua vez depende da margem: ○ Yn = F(u, z) = 1/(1+ü) ● Anteriormente obtivemos que o produto dependia de outros fatores, como a política monetária e fiscal, e a taxa de juros; esses são influentes no curto prazo, mas no médio prazo assume-se que as expectativas ajustam-se à realidade e o nível natural de preços e desemprego sejam alcançados, restando a equação acima para determiná-los. Capítulo 7 - AGREGANDO TODOS OS MERCADOS: O MODELO OA-DA ● Oferta Agregada ○ OA: P = Pe * (1+u) * F((1-Y/L), z) ○ Sendo: ■ P = nível de preços ■ Pe = nível esperado de preços ■ u = margem ■ L = tamanho da força de trabalho ■ z = variável abrangente da força de trabalho ■ Y = produto ○ Portanto: Na OA, aumento de Y gera aumento no emprego ○ E também: Aumento de P gera igual aumento de Pe ● Demanda Agregada ○ Síntese do Modelo IS-LM, em uma única curva: Demanda Agregada (DA). ○ Portanto, qualquer variável que desloque a IS ou a LM deslocará a DA, exceto P (nível de preços, eixo vertical do OA-DA), que apenas resultará em movimento sobre a curva DA. ○ Um aumento no nível de preços P, na LM, desloca-a para cima. No modelo OA-DA, a relação P * Y pode ser expressa diretamente, em uma curva decrescente (por isso o nome “demanda”). ○ DA: Y = Y(M/P, G, T) ● Equilíbrio no curto e no médio prazo ○ No Curto Prazo, podemos ter: Y≠Yn, e também P≠Pe. ○ No Longo Prazo, as expectativas de preço farão com que haja ajuste e ambas se tornem igualdades, por meio de mudanças de Pe até P=Pe. ● Efeitos de expansão monetária (>M), partindo de Y=Yn ○ Curto Prazo (IS-LM): LM desce, aumenta Y, diminui ‘i’. DA desloca para a direita, de forma a aumentar Y e P. Assim, Y≠Yn e P≠Pe. ○ Médio Prazo: expectativas de preços (Pe) forçam o equilíbrio. Fixadores de salários observam P>Pe e elevam Pe para ajustar-se ao novo cenário. Como resultado, OA sobe, gerando diminuição de Y até retornar a Yn. ○ Efeito final pós-ajuste: Y inalterado (=Yn) e P’>P. (E ‘i’ inalterado). ○ Conclusão: neutralidade da moeda. No médio prazo, mudanças na oferta de moeda são incapazes de alterar Y ou ‘i’, gerando apenas inflação/deflação. ● Diminuição do déficit orçamentário (<G) ○ Curto Prazo (IS-LM): IS desloca para a esquerda, diminuindo Y e ‘i’. Assim, DA também desloca para a esquerda, diminuindo Y e P. ○ Médio Prazo: Pe fazem OA subir, até Y aumenta ao ponto de equilíbrio Y’=Yn. ○ Efeito final: Y inalterado, P’<P, taxa de juros cai. ○ Diferença da taxa de juros: no caso de >M, a taxa não se alterou. Isso ocorreu porque, naquele caso, apenas a curva LM foi modificada (primeiro por >M e depois por >P, permanecendo constante), de forma que o equilíbrio não foi modificado no IS-LM. Nesse caso <G, porém, primeiro a IS se deslocou (<G) e depois a LM(<P). Assim, apesar de os dois deslocamentos anularem a mudança em Y, a taxa de juros tornou-se menor no novo equilíbrio. ● Quadro resumo dos efeitos de eventos econômicos (CP e MP) CURTO PRAZO Y i p >M + - + <G - - - LONGO PRAZO Y i P >M 0 0 + <G 0 - - Capítulo 8 - A TAXA NATURAL DE DESEMPREGO E A CURVA DE PHILLIPS ● Versão modificada da OA: π = πe + (ü+z) - a*u, sendo π = inflação ○ Aumento da inflação esperada eleva a inflação efetiva ○ Aumento da margem (ü) ou de ‘z’ eleva a inflação efetiva ○ Aumento do desemprego (u) diminui a inflação efetiva (a taxa ‘a’) ● Curva de Phillips: se πe = 0 (comum após anos de inflação nula) teremos que: ○ π = (ü+z) - a*u, que é a primeira versão da Curva de Phillips ○ Essa versão implica na espiral de preços e salários (baixo desemprego eleva salários, que geram elevação de preços, que aumentam a expectativa de salários e elevam os salários na próxima negociação, perpetuando o ciclo) ● Se π > 0, a Curva de Phillips original falha, pois as expectativas dos trabalhadores e empresas deixam de ignorar a inflação passada (já que ela foi positiva) e passam a esperar uma nova inflação de mesma magnitude, de forma que temos: ○ πe(t) = Ø*π(t-1), ou seja, a inflação esperada em um ano ‘t’ é proporcional (e possivelmente igual, se Ø=1) à inflação verificada empiricamente no ano anterior ‘t-1’. ○ Curva de Phillips acelerada pelas expectativas: Se temos Ø=1, então teremos π(t) - π(t-1) = (ü+z) - a*u(t) como equação da inflação no ano ‘t’. Nota-se que, ceteris paribus, o desemprego afeta a variação na inflação (e não mais a inflação diretamente), ou seja: ■ Desemprego elevado gera decrescimento da taxa de inflação ■ Desemprego baixo gera crescimento da taxa de inflação ● Taxa natural de desemprego (Un) ○ Ocorre não apenas quando P = Pe mas, de forma equivalente, quando π = πe. Portanto: ○ Un = (ü+z) / a, que pode ser reescrita como: ○ π(t) - π(t-1) = -a * (u(t) - Un), que indica que: ■ A variação na taxa de inflação depende do desvio na taxa de desemprego (em relação à taxa natural de desemprego). Com isso: ● Se a taxa efetiva de desemprego é maior que a taxa natural, a variação da inflação será negativa (inflação decrescente) ● Se a taxa efetiva de desemprego é menor que a taxa natural, a variação da inflação será positiva (inflação crescente) ■ A taxa natural de desemprego, portanto, é a taxa necessária para manter a inflação constante (variação nula, mas inflação pode ser positiva). Por isso a Un chama-se também taxa de desemprego não elevadora de inflação (NAIRU).Capítulo 9 - INFLAÇÃO, ATIVIDADE ECONÔMICA E CRESCIMENTO DA MOEDA NOMINAL ● A Lei de Okun estabelece uma relação inversa entre crescimento de produto (Y) e crescimento na taxa de desemprego (u): ○ U(t) - U(t-1) = B(Gyt - Gy), sendo: ■ Gy a taxa de crescimento normal (necessária para manter U constante, dado o crescimento da força de trabalho e da produtividade). ■ Gyt a taxa de crescimento do produto no ano ‘t’. ■ B é um coeficiente dado, de acordo com entesouramento da mão-de-obra (rigidez das contratações/demissões com variação do produto, e trabalhadores da PEI entrando na PEA) ○ Portanto, temos pela Lei de Okun que: ■ Gyt > Gy se U(t) < U(t-1) - se a taxa de crescimento efetiva for maior que a normal, haverá redução na taxa de desemprego em relação ao ano anterior, e vice-versa. ● Assumiremos, para DA, que ‘G’ e ‘t’ são insignificante e que a relação é linear: ○ DA: Y(t) = V * (M(t) / P(t)), sendo V um parametro positivo. Se usarmos a ideia de taxas ao invés de níveis (derivando cada termo), temos: ○ DA: Gyt = Gmt - π(t), sendo Gmt a taxa de crescimento da moeda nominal. ● Resumindo as relações obtidas até aqui, então: ● Médio Prazo: se assumirmos u(t) = u(t-1), ou seja, taxa de desemprego constante (razoável para o médio prazo), pelas três relações obteremos: ○ π = Gm - Gy, ou seja: ○ Inflação = Crescimento Nominal da Moeda - Crescimento do Produto ■ Isso é intuitivo. Qualquer aumento no crescimento monetário que supere o crescimento do produto deve se converter em inflação, e vice-versa para deflação, dado o equilíbrio de médio prazo da economia (Y = Yn).