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Defeitos de Fabricação e Originados de Serviço Aula 12 UNICAP – Universidade Católica de Pernambuco Prof. Glauber Carvalho Costa / Prof. Eduardo Oliveira Barros Disciplina de Ferrovias Recife, 2016 Defeitos nas Vias � Projeto Ferroviário Defeitos de fabricação • Vazios (bolsa de contração) • Segregações • Inclusões • Fissuras transversais • Defeitos de laminação Defeitos originados de serviço • Deformação das pontas � • Deformação das pontas • Deformação das pontas • Autotêmpera superficial • Escoamento do metal na superfície do boleto • Ataque da alma e do patim por corrosão atmosférica • Desgaste por atrito, principalmente nos trechos em curva • Desgaste ondulatório • Fissuras transversais e trincas de fadiga que têm início no boleto e progridem até o trilho sofrer ruptura Defeitos nos Trilhos PATOLOGIAS COMUNS Falhas recorrentes encontradas no perfil do trilho, mais especificamente no boleto: 1. Perda da área do boleto: a porcentagem de área perdida ou desgastada da seção transversal do boleto comparada com a área da seção transversal de um trilho novo; 2. Desgaste lateral: diferença na largura do boleto de um trilho novo e de um trilho desgastado; 3. Desgaste vertical: diferença de altura do boleto de um trilho novo e de um trilho desgastado; � 3. Desgaste vertical: diferença de altura do boleto de um trilho novo e de um trilho desgastado; 4. Desgaste de inclinação: diferença entre a inclinação medida do trilho e a projetada; 5. Falhas na bitola, que é a distância entre as faces internas dos trilhos medida, normalmente, a 16 mm dos topos dos boletos,;Bitola aberta: valor medido da bitola acima do valor de referência, que é de 1.600 mm; 6. Bitola fechada: valor medido da bitola abaixo do valor de referência. Defeitos nos Trilhos Desgaste lateral de trilho �� Defeitos nos Trilhos Limite de desgaste do boleto para trilhos de segunda-mão. � AREMA, 1976. � Defeitos nos Trilhos Limites de desgaste em trilho segundo a RFFSA. � RFFSA, 1990. � Defeitos nos Trilhos Defeitos de Fadiga no Contato � Defeitos nos Trilhos Escoamento do metal do boleto FONTE: Adaptado pelo autor de TM-5-628 (1991) �� Defeitos nos Trilhos Trinca Vertical FONTE: Adaptado pelo autor de TM-5-628 (1991) Defeitos nos Trilhos Trinca Vertical FONTE: Adaptado pelo autor de TM-5-628 (1991) Defeitos nos Trilhos Trinca Vertical � Defeitos nos Trilhos Trinca Horiozontal FONTE: Adaptado pelo autor de TM-5-628 (1991) � Defeitos nos Trilhos Trinca na Concordância Boleto/Alma FONTE: Adaptado pelo autor de TM-5-628 (1991) � Defeitos nos Trilhos Trinca na Concordância Alma/Patim FONTE: Adaptado pelo autor de TM-5-628 (1991) � Defeitos nos Trilhos Trinca Estelar na Furação FONTE: Adaptado pelo autor de TM-5-628 (1991) � Defeitos nos Trilhos Fissuração no Canto da Bitola FONTE: SEMPREBONE (2006, p.43); Adaptado pelo autor de TM-5-628 (1991) � Defeitos nos Trilhos Escamação no boleto FONTE: Adaptado pelo autor de TM-5-628 (1991) � Defeitos nos Trilhos Despedaçamento do Canto da Bitola � Defeitos nos Trilhos Despedaçamento do Canto da Bitola FONTE: Adaptado pelo autor de TM-5-628 (1991) � Defeitos nos Trilhos Despedaçamento do Boleto Defeitos de Fadiga no Contato � Defeitos nos Trilhos Fissuração Transversal FONTE: Adaptado pelo autor de TM-5-628 (1991) �� Defeitos nos Trilhos Defeito de inclusão �� Defeitos nos Trilhos Esmagamento do Boleto FONTE: Adaptado pelo autor de TM-5-628 (1991) �� Defeitos nos Trilhos Despedaçamento do Canto da Bitola FONTE: Adaptado pelo autor de TM-5-628 (1991) �� Achatamento do trilho interno na curva devido a elevado valor de superelevação Defeitos nos Trilhos �� Defeitos nos Trilhos Desgaste Ondulatório Corrugação de onda curta �� Durante muito tempo discutiu-se a questão de deixar a junta apoiada ou em balanço. Os partidários da junta apoiada alegavam que, sendo a junta um ponto fraco da linha, esta ficaria mais garantida, com o apoio sobre o dormente. Entretanto, a prática mostrou que, nas juntas apoiadas, os trilhos sofriam um rápido amassamento das pontas, devido aos choques das rodas nas extremidades dos trilhos. A explicação para esses choques está em que, quando a roda atinge a extremidade do trilho antes da junta, no caso da mesma ser apoiada, a deformação deste trilho é diferente da que se dá na extremidade do outro trilho, pois há uma tendência do dormente sob a junta, sofrer uma rotação, aumentando o recalque de um lado. Assim sendo, forma-se um ressalto na passagem de um trilho para o seguinte e por isso há o Defeitos nos Trilhos – Martelamento �� lado. Assim sendo, forma-se um ressalto na passagem de um trilho para o seguinte e por isso há o martelamento neste último.” Fonte: BRINA, HELVÉCIO LAPERTOSA. Estradas de ferro.Belo Horizonte, Editora UFMG. Vol.1 e2, 1983. Junta do trilho apoiada Junta do trilho em balanço. Martelamento Junta do trilho apoiada Superestrutura Ferroviária – Talas de Junção �� Junta do trilho apoiada Junta do trilho em balanço. Martelamento Superestrutura Ferroviária – Talas de Junção � Junta do trilho apoiada Junta do trilho em balanço. Defeitos nos Trilhos Defeito de inclusão � Sondagem com Equipamento de Ultra-som Equipamento Ultra-som Sondagem com Equipamento de Ultra-som Carro-controle (TrackSTAR) �� Sondagem com Equipamento de Ultra-som Equipamento Ultra-som Sondagem com Equipamento de Ultra-som Carro-controle (TrackSTAR) �� Sondagem com Equipamento de Ultra-som Equipamento Ultra-som Sistema de ultrassom do carro de controle Track Star, da MRS Logística, detecta falhas dos trilhos, como trincas e defeitos de solda Sondagem com Equipamento de Ultra-som Equipamento Laserail �� Sondagem com Equipamento de Ultra-som Equipamento Laserail Veículo de inspeção Plasser&Theurer EM120 �� Sondagem com Equipamento de Ultra-som Equipamento Laserail Neste exemplo, a faixa da esquerda apresentados no ponto B. medição do perfil no tipo N mostrado rebarbas no lado de dentro. �� Sondagem com Equipamento de Ultra-som Tela de análise do perfil do trilho, vistoriado pelo EM100U da CPTM �� Sondagem com Equipamento de Ultra-som Carro de controle da EM100U da CPTM �� Sondagem com Equipamento de Ultra-som Veículo de inspeção Plasser&Theurer EM120 � Vídeo - Metrô de São Paulo - Inspeção nos Trilhos � https://www.youtube.com/watch?v=XbqI7Hugxs0 Defeito nas Ferrovias De fabricação: • Vazios; • Segregações; • Inclusões; • Fissuras provocadas por tensões internas de tração no esfriamento; • Defeitos de laminação; Avarias em serviço: �� Avarias em serviço: • Deformação das pontas; • Autotêmpera superficial; • Escoamento do metal na superfície do boleto; • Ataque da alma e do patim por corrosão atmosférica; • Desgaste por atrito, principalmente nas curvas; • Desgaste ondulatório; • Fratura, provocada principalmente por fissuras decorrentes da fadiga Nivelamento transversal - Consiste em comparar o nivelamento da superfície de rolamento de um trilho em relação ao outro trilho medindo a deformação vertical (y) conforme desenho esquemático mostrado abaixo. Defeitos nos Parâmetros Geométricos �� Desnivelamento Transversal Defeitos nos Parâmetros Geométricos �� Defeitos nos Parâmetros Geométricos Desnivelamento Longitudinal �� Nivelamento Longitudinal - Consiste em comparar o nivelamento da linha férrea em relação ao seu plano horizontal original medindo uma deformação vertical (y) de um ponto qualquer(C) na superfície de rolamento de um trilho em relação ao segmento de reta (AB), conforme desenho esquemático mostrado abaixo. Defeitos nos Parâmetros Geométricos �� Desnivelamento Longitudinal Defeitos nos Parâmetros Geométricos Desnivelamento Longitudinal �� Vídeo - Desnivelamento Longitudinal ��https://www.youtube.com/watch?v=a_Ldkb36Qgc Vídeo - Desnivelamento Longitudinal - Cíclico ��https://www.youtube.com/watch?v=a_Ldkb36Qgc Vídeo - Desnivelamento Longitudinal � https://www.youtube.com/watch?v=3cf8uKcwHjc Alinhamento - Consiste em comparar o alinhamento da linha férrea com o seu eixo central original medindo a distância horizontal (x) que um ponto qualquer (C), situado na lateral do boleto de um trilho, tem em relação ao segmento de reta (AB), conforme desenho esquemático mostrado abaixo. Defeitos nos Parâmetros Geométricos � Desalinhamento Defeitos nos Parâmetros Geométricos ��Desalinhamento Defeitos nos Parâmetros Geométricos ��Desalinhamento Empenho - Considerando quatro pontos sobre a superfície de rolamento dos trilhos, dois em cada trilho, formando um retângulo ABCD, define-se como empeno (ou torção) a distância vertical (y) dos pontos (B’) ou (D’) ao plano formado pelo retângulo ABCD, conforme desenho esquemático mostrado abaixo. Defeitos nos Parâmetros Geométricos �� Empeno �� ������������������������������������������� !"�# Defeito nas Ferrovias Avarias em serviço �� ��������������� $�������������% �������� ����&������� �� Bolsão de lama Defeito nas Ferrovias Avarias em serviço �� Vídeo Colapso de Plataforma Ferroviária ��https://www.youtube.com/watch?v=FtpFaOTmUpI Limpeza de Lastro �� Dormente com eixo não perpendicular aos trilhos Defeito nas Ferrovias Avarias em serviço �� Defeito nas Ferrovias Avarias em serviço Defeitos Dormentes de madeira � Defeito nas Ferrovias Avarias em serviço Defeitos Dormentes de madeira � Defeito nas Ferrovias Avarias em serviço �� Defeito nas Ferrovias Avarias em serviço �� Defeito nas Ferrovias Avarias em serviço �� Esmerilhamento de Trilhos �� Esmerilhamento de Trilhos �� Unidade de esmerilhadora com pedra oscilantes Vídeo Esmerilhamento de Trilhos ��https://www.youtube.com/watch?v=wFbsuvUo3ok Vídeo - Desnivelamento Longitudinal - Cíclico �� Vídeo Flambagem de Linha 1 ��https://www.youtube.com/watch?v=2o_2S_nfay4 Vídeo Flambagem de Linha 2 � https://www.youtube.com/watch?v=Y49YcZd1Vjw