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Sistema de Abastecimento de ÁguaÁgua Tratamento Abastecimento IMPUREZAS DAS ÁGUAS NATURAIS Não há água pura na natureza devido a seu alto poder de dissolução de gases, corantes, coloides, sais, etc. • em suspensão: algas, protozoários, fungos e vírus; vermes e larvas; areia, argila e silte; resíduos industriais e domésticos; • estado coloidal: corantes vegetais, sílica e vírus;• estado coloidal: corantes vegetais, sílica e vírus; • em dissolução: sais de cálcio e magnésio (bicarbonatos, carbonatos, sulfatos ou cloretos), sais de sódio (bicarbonatos, carbonatos, sulfatos fluoretos e cloretos), óxidos de ferro e manganês, chumbo, cobre, zinco, arsênico, selênio e boro, iodo, flúor e compostos fenólicos; • substâncias albuminoides: nitratos e nitritos, gases (O2 , CO2, H2S, N). CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DA ÁGUA NATURAIS • As características mais importantes para se qualificar quimicamente uma água são: • pH, • acidez, • alcalinidade,• alcalinidade, • cloretos, • dureza, • sólidos, • condutividade elétrica, • elementos e compostos químicos especiais e • gases dissolvidos. • pH No campo do abastecimento de água o pH intervém na coagulação química, controle da corrosão, abrandamento e desinfecção. Águas com baixos valores de pH tendem a ser agressivas para instalações metálicas. O padrão de potabilidade em vigor no Brasil, preconiza uma faixa de pH entre 6,5 e 8,5. Normalmente a água apresentase boa para ingestão para pH na faixa de 5,5 a 8,0, sob a análise desta característica. – ACIDEZ Em geral a acidez está associada a presença de CO2 livre. A presença de ácidos orgânicos é mais comum em águas superficiais, enquanto que nas águas subterrâneas é menos frequente a ocorrênciaenquanto que nas águas subterrâneas é menos frequente a ocorrência de ácidos em geral. Em algumas ocasiões as águas subterrâneas poderão conter ácido sulfúrico derivado da presença de sulfetos metálicos. Acidez, pH e alcalinidade estão intimamente interrelacionados. De um modo geral o teor acentuado de acidez pode ter origem na decomposição da matéria orgânica. – ALCALINIDADE De um modo geral as alterações de alcalinidade têm origem na decomposição de rochas em contato com a água, reações envolvendo o CO2 de origem atmosférica e da oxidação de matéria orgânica, além da introdução de despejos industriais. • DUREZA Dureza é um parâmetro característico da qualidade de águas de abastecimento industrial e doméstico sendo que do ponto de vista da potabilização são admitidos valores máximos relativamente altos, típicos de águas duras ou muito duras. Quase toda a dureza da água é provocada pela presença de sais de cálcio e de magnésio (bicarbonatos, sulfatos, cloretos e nitratos) encontrados em solução. Assim, os principais íons causadores de dureza são cálcio e magnésio tendo um papel secundário o zinco e o estrôncio. Algumas vezes, alumínio e ferro férrico são considerados como contribuintes da dureza. • SÓLIDOS São caracterizados como sólidos, todas as partículas presentes em suspensão ou em solução, sedimentáveis ou não, orgânicas ou minerais. De um modo geral todas as impurezas presentes na água, com em suspensão ou em solução, sedimentáveis ou não, orgânicas ou minerais. De um modo geral todas as impurezas presentes na água, com exceção dos gases dissolvidos, têm sua origem nos sólidos incorporados ao seu meio. Devido a essa condição devese dar prioridade a análise deles, pois eu resultado pode direcionar todo o estudo de caracterização. A separação dos tipos de sólidos presentes na mistura é feita em laboratório e classificada da seguinte maneira: – Totais massa sólida obtida com a evaporação da parte líquida da amostra a 103oa 105o C, em mg/l; – Minerais ou Fixos resíduos sólidos retidos após calcinação dos sólidos totais a 500o C, em mg/l; – Orgânicos ou Voláteis parcela dos sólidos totais volatilizada no processo de calcinação, em mg/l; • CLORETOS A presença de cloretos na água é resultante da dissolução de sais com íons de cloreto de sódio. É característica da água do mar, cujo teor se aproxima dos 20000ppm, entre eles o mais presente é o cloreto de sódio (ClNa) com cerca de 70% deste teor. Em termos de consumo suas limitações estão no sabor e para outros usos domésticos e para processos industriais. Águas com teores menores que 250ppm de cloretos é satisfatória para serviços de abastecimento doméstico (o ideal seria menor que 150ppm). Concentrações superiores a 500ppm implicam em sabor característico e desagradável. Para consumo de animais esta Concentrações superiores a 500ppm implicam em sabor característico e desagradável. Para consumo de animais esta concentração pode chegar até 4000ppm. • CONDUTIVIDADE ELÉTRICA A água pura é um meio isolante, porém sua capacidade de solvência das substâncias, principalmente de sais, faz com que as águas naturais tenham, em geral, alto poder de condutividade elétrica. Esta condutividade depende do tipo de mineral dissolvido bem como da sua concentração. O aumento da temperatura também eleva a condutividade. ÁGUA PARA ABASTECIMENTO PÚBLICO • Classe Especial: ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção. • Classe 1: ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado. • Classe 2: ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional. • Classe 3: ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado. • Classe 4: não é destinada para o consumo humano. FONTE: Res. CONAMA 357 TIPOS DE TRATAMENTO • Tratamento com simples desinfecção: adição de cloro na água antes da distribuição à população, processo conhecido como cloração. • Tratamento simplificado: adição de cloro e flúor na água antes da distribuição à população, processo conhecido como fluoretação. • Tratamento convencional: A água bruta passa por tratamento completo em ETA, dotado dos processos de floculação, decantação, filtração, correção de pH, desinfecção (cloração) e fluoretação, antes de ser distribuída à população. • Tratamento avançado: clarificador de contato, préoxidação, flotação, centrifugação, membranas filtrantes. UNIDADES DE UM SAA. 1. Manancial: fonte de onde se retira a água. 2. Captação: conjunto de equipamentos e instalações utilizado para a tomada de água do manancial; 3. Adução: transporte da água do manancial, Adutora de Água Bruta (AAB) ou da água tratada, Adutora de Água Tratada (AAT); 4. Tratamento: melhoria das características qualitativas da água, dos pontos de vista físico, químico, bacteriológico e organoléptico (cor, gosto e cheiro) a fim de que se torne própria para o consumo. É feito na chamada ETA (Estação de Tratamento de Água);feito na chamada ETA (Estação de Tratamento de Água); 5. Reservação: armazenamento da água para atender a diversos propósitos, como a variação de consumo e a manutenção da pressão mínima na rede de distribuição; 6. Rede de Distribuição: Condução da água para os edifícios e pontos e consumo, por meio de tubulações instaladas nas vias públicas. Em alguns casos é preciso acrescentar ao sistema uma sétima unidade: 7. Estações Elevatórias ou de Recalque (BOOSTER): instalações de bombeamento destinadas a transportar a água a pontos mais distantes ou mais elevados ou para aumentar a vazão de linhas adutoras. TRATAMENTO DE ÁGUA CONVENCIONAL - ETACONVENCIONAL - ETA • Nem toda água requer tratamento para abastecimento público. Depende da sua qualidade em comparação com os padrões de consumo e também da aceitação dos usuários. • O tratamento da água destinada ao consumo humano tem a finalidade básica de torná-la segura do ponto de vista de potabilidade, ou seja, tratamento da água tem a finalidade de eliminar as impurezas prejudiciais e nocivas à saúde. • Quanto mais poluído o manancial,mais complexo será o processo de tratamento e, portanto, mais cara será a água. • Não é raro, porém, sistemas públicos de abastecimento que não requerem o tratamento das suas águas. São casos normalmente em que se aproveitam águas de bacias protegidas ou se abastecem com águas de poços profundos. Finalidades Básicas: • Higiênicas - eliminação ou redução de bactérias, substâncias venenosas, mineralização excessiva, teor excessivo de matéria orgânica, algas protozoários e outros microrganismos;microrganismos; • Estético - remoção ou redução de cor, turbidez, dureza, odor e sabor; • Econômico - remoção ou redução de dureza, corrosividade, cor, turbidez, odor, sabor, ferro manganês, etc. ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA Objetivo: O tratamento da água tem por objetivo condicionar as características da água bruta, isto é, da água comoas características da água bruta, isto é, da água como encontrada na natureza, a fim de atender à qualidade necessária a um determinado uso. ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA A água a ser utilizada para o abastecimento público deve ter sua qualidade ajustada de forma a: • atender aos padrões de qualidade exigidos pelo• atender aos padrões de qualidade exigidos pelo Ministério da Saúde Portaria 2914/2011; • Prevenir o aparecimento de doenças de veiculação hídrica, protegendo a saúde da população; • tornar a água adequada a serviços domésticos; ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA A água a ser utilizada para o abastecimento público deve ter sua qualidade ajustada de forma a: • prevenir o aparecimento da cárie dentária nas crianças, através da fluoretação;crianças, através da fluoretação; • proteger o sistema de abastecimento de água, principalmente tubulações e órgãos acessórios da rede de distribuição, dos efeitos danosos da corrosão e da deposição de partículas no interior das tubulações ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA O tratamento da água pode ser parcial ou completo, de acordo com a análise prévia de suas características físicas, químicas e biológicas; O tratamento coletivo é efetuado na Estação de Tratamento de Água (ETA), onde passa por diversos processos de depuração; • Etapas para a concepção das ETAs no Brasil, para captações em mananciais superficiais: • CLARIFICAÇÃO: objetivo de remover os sólidos ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA • CLARIFICAÇÃO: objetivo de remover os sólidos presentes na água: • DESINFECÇÃO: elimina os microorganismos que provocam doenças; • FLUORETAÇÃO: prevenção das cáries dentárias; • controle de corrosão; ETA • Processos de tratamento da água: • Clarificação: Remoção de turbidez, de microrganismos e de alguns metais pesados; • Desinfecção: Remoção de microrganismos ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA • Desinfecção: Remoção de microrganismos patogênicos; • Fluoretação: Proteção da cárie dentária infantil; • Controle de corrosão e ou incrustação: Aumentar a vida útil das instalações hidráulicas; • Abrandamento: Redução da dureza, remoção de alguns contaminantes inorgânicos; • Exemplos de Incrustações: ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA • Processos de tratamento da água: • Adsorção: remoção de contaminantes orgânicos e inorgânicos, controle de sabor e odor; • Aeração: Remoção de contaminantes orgânicos e oxidação de substâncias inorgânicas, como o Fe e o Mn; ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA Mn; • Oxidação: Remoção de contaminantes orgânicos e de substâncias inorgânicas, como o Fe e o Mn; • Tratamento com membranas: Remoção de contaminantes orgânicos e inorgânicos; • Troca iônica: Remoção de contaminantes inorgânicos. • Conforme pode ser percebido, a presença de componentes orgânicos ou inorgânicos na água bruta, em concentrações excessivas, conduz à necessidade de se implantar processos especiais, ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA necessidade de se implantar processos especiais, com elevado custo e operação complexa. • Uma adequada seleção do manancial ou um apropriado gerenciamento da sua bacia contribuinte são as formas de se prevenir a presença de componentes indesejáveis nos corpos d’água. Oxidação O primeiro passo é oxidar os metais presentes na água, principalmente o ferro e o manganês, que normalmente se apresentam dissolvidos na água bruta. Para isso, injetase cloro ou ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA apresentam dissolvidos na água bruta. Para isso, injetase cloro ou produto similar, pois tornam os metais insolúveis na água, permitindo, assim, a sua remoção nas outras etapas de tratamento. •COAGULAÇÃO: Operação na qual é realizada a desestabilização dos colóides presentes na água, permitindo que eles se aglutinem, formando flocos passíveis de serem separados na sedimentação ou na filtração. ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA Coagulação A remoção das partículas de sujeira se inicia no tanque de mistura rápida com a dosagem de sulfato de alumínio ou cloreto férrico. Estes coagulantes, têm o poder de aglomerar a sujeira, formando flocos. Para otimizar o processo adicionase ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA sujeira, formando flocos. Para otimizar o processo adicionase cal, o que mantém o ph da água no nível adequado. •Floculação Na floculação, a água já coagulada movimentase de tal forma dentro dos tanques que os flocos misturamse, ganhando peso, volume e consistência. ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA misturamse, ganhando peso, volume e consistência. •Decantação Na decantação, os flocos formados anteriormente separamse da água, sedimentandose, no fundo dos tanques. ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA tanques. • Filtração A água ainda contém impurezas que não foram sedimentadas no processo de decantação. Por isso, ela precisa passar por filtros constituídos por camadas de areia ou areia e antracito suportadas por cascalho ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA camadas de areia ou areia e antracito suportadas por cascalho de diversos tamanhos que retêm a sujeira ainda restante. •Desinfecção A água já está limpa quando chega a esta etapa. Mas ela recebe ainda mais uma substância: o cloro. Este elimina os germes nocivos à saúde, garantindo ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA Este elimina os germes nocivos à saúde, garantindo também a qualidade da água nas redes de distribuição e nos reservatórios. • Correção de pH Para proteger as canalizações das redes e das casas contra corrosão ou incrustação, a água recebe uma dosagem de cal, que corrige seu pH. ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA dosagem de cal, que corrige seu pH. PH<7: ÁCIDO PH>7: BÁSICO • Fluoretação Finalmente a água é fluoretada, em atendimento à Portaria do Ministério da Saúde. ETA - ESTAÇÃO TRATAMENTO DE ÁGUA Portaria do Ministério da Saúde. Consiste na aplicação de uma dosagem de composto de flúor (ácido fluossilícico). Reduz a incidência da cárie dentária, especialmente no período de formação dos dentes, que vai da gestação até a idade de 15 anos. QUANTIDADE DE ÁGUA • O volume de água necessário para abastecer uma população é avaliado levando em conta os seguintes elementos: 1. Uso doméstico: • asseio corporal; • descarga de bacias sanitárias; • cozinha;• cozinha; • bebida; • lavagem de roupa; • limpeza em geral; • rega de jardins; • lavagem de automóveis; • ar condicionado; 2. Uso comercial: • bares, restaurantes; • lojas; • posto de serviços de veículos; • casas de espetáculos, cinemas e teatros; 3. Uso industrial: 4. Uso público: •limpeza de logradouros públicos; •irrigação de jardins públicos; •fontes e bebedouros; •limpeza de redes de esgoto; •limpeza de redes pluviais; • água como matériaprima; • água consumida no processo; • água para resfriamento; • água parasanitários e refeitórios; pluviais; •edifícios públicos; 5. Uso especial: •combate a incêndio; •instalações desportivas; •portos e aeroportos; •metrôs e ferrovias; •rodoviárias; Perdas: • perdas na adução; • perdas no tratamento; • perdas na rede de distribuição;• perdas na rede de distribuição; • perdas domiciliares; O percentual de perdas aceitável é de 20%. Demandas médias de água para cidades brasileiras: • menores até 5.000 hab: 100 a 150 l/hab.dia; • pequenas 5.000 a 25.000: 150 a 200 l/hab.dia; • médias 25.000 a 100.000: 200 a 250 l/hab.dia;• médias 25.000 a 100.000: 200 a 250 l/hab.dia; • maiores acima de 100.000 hab: 250 a 300 l/hab.dia; Devido à crise hídrica usamos habitualmente para projetos de SAA a cota per capta de 150l/hab/dia Fatores que aumentam o consumo “per capita” de uma cidade: • clima; • hábitos e o nível de vida da população; • atividades econômicas;• atividades econômicas; • falta de hidrometração; • mais pressão na rede, maior vazamento, maior perda; Variações de consumo: A variação do consumo pode ser mensal, diária, horária e instantâneas; Ao longo do ano o consumo é maior nos meses mais quentes;Ao longo do ano o consumo é maior nos meses mais quentes; No projeto do SAA, algumas dessas variações de consumo são importantes e entram no cálculo do volume a ser consumido; Curva de variação horária de consumo em um bairro da cidade de São Paulo. Diagrama de Abastecimento • Q = vazão média, em L.s1; • P = população da área abastecida; em hab; • q = consumo médio diário per capta, em L.hab-1.d-1; • QPROD = vazão de captação e da ETA, em L.s 1; • QAAT = vazão da adutora de água tratada, em L.s 1; • QDIST = vazão total de distribuição, em L.s 1;• QDIST = vazão total de distribuição, em L.s ; • t = período de funcionamento da produção, em h; • qETA = consumo de água na ETA, em %; • k1 = coeficiente do dia de maior consumo; • k2 = coeficiente da hora de maior consumo; e • Qs = vazão singular de grande consumidor, em L.s1. Calcular a vazão das unidades de um sistema de abastecimento de água, considerando os seguintes parâmetros: • P para dimensionamento das unidades de produção, exceto adutoras (alcance = 10 anos) = 20000 hab; • P para dimensionamento das unidades de produção, exceto adutoras (alcance = 20 anos) = 25000 hab; • q = 200 L.hab1.d1;• q = 200 L.hab1.d1; • t = 16 horas; • qETA = 3% • k1 = 1,2; • k2 = 1,5; e • Qs = 1,6 L.s1.