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3Empreendedorismo
UNIDADE DE ESTUDO 1
DISSEMINAÇÃO DO EMPREENDEDORISMO
INTRODUÇÃO 
O empreendedorismo tem despertado muito interesse e tem sido tema de palestras discussões 
e publicações, isso porque, além de ocasionar mudanças socioeconômicas, pode trazer inovação, 
facilitando assim a vida de muitas pessoas.
O assunto também tem recebido atenção por parte do governo, pois o estímulo ao empreendedorismo 
pode gerar renda, emprego e melhoria de vida, principalmente quando o nível de desemprego é alto. 
1 CONCEITUANDO EMPREENDEDORISMO
Seja qual for a sua área de atuação, você deve ter ouvido falar, lido ou conversado sobre 
empreendedorismo. Mas afinal, o que é empreendedorismo?
Buscando na etimologia ou estudo da origem da palavra, empre-
endedorismo é a tradução da expressão inglesa entrepreneurship, que 
é composta pela palavra francesa entrepreneur e o sufixo inglês ship.
Existem muitas definições de empreendedorismo, de vários 
autores e com abordagens diferentes. Alguns economistas abordam 
o empreendedorismo sob o ponto de vista econômico, na redução da pobreza, aumento da riqueza, 
geração de emprego e renda e também vinculam-no com a inovação, que transforma os contextos. 
Outros autores definem empreendedorismo com um viés comportamental e abordam as motivações 
e competências necessárias para empreender. 
Veja, a seguir, algumas definições:
Entrepreneur = contratante, 
que contrata.
ship = perícia ou habilidade.
Segundo Filion (1999, apud DOLABELA, 1999, p. 16), “O empreendedorismo tem conotação 
prática, mas também aplica atitudes e ideias. Significa fazer coisas novas, ou desenvolver 
maneiras novas e diferentes de fazer as coisas”. 
Para os autores Hisrich e Peters (2004, p. 27 ), “empreendedorismo é o processo de criar algo 
diferente e com valor, dedicando o tempo e o esforço necessários, assumindo riscos financeiros, 
psicológicos e sociais correspondentes e obtendo as consequentes recompensas da satisfação”. 
Empreendedorismo é um campo específico de 
estudo que envolve as práticas que são capazes de 
gerar riqueza, melhorar o desempenho das socieda-
des e nações. Abrange também o empreendedor, 
as competências e motivações que fazem com que 
empreenda e desenvolva maneiras novas de fazer 
as coisas, a visão de futuro, a percepção e utilização 
de oportunidades.
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Apesar de existirem várias definições 
sobre empreendedorismo, há 
alguns aspectos comuns entre elas, 
tais como visão de futuro, identificar 
e aproveitar oportunidades, aceitar 
desafios, correr riscos, criar algo 
novo etc. 
4 Joslaine Chemim Duarte
2 ORIGEM E EVOLUÇÃO DO EMPREENDEDORISMO
Embora todo ser humano seja um empreendedor, pois desde o início da sua existência sempre 
procurou maneiras de solucionar problemas e modificar ou criar algo que melhorasse o seu viver, o 
empreendedorismo passou a ser uma preocupação científica por parte de nações, evidenciado e 
estudado, a partir da década de 1980. E, no Brasil, desde 1990. 
Antes desse período, surgiram alguns conceitos que foram evoluindo ao longo do tempo. 
Veja alguns períodos de tempos mais marcantes na evolução do empreendedorismo desde a sua 
origem.
FIGURA 1 _ Evolução do empreendedorismo 
FONTE: Dornelas (2008), GEM (2012), Hisrich e Peter (2004) 
Masiero (2007), Maximiano ( 2007) e Pinchot III e 
Pellman (2004) (Adaptado) 
Século XII
Século XV
Século XVI
Surge na França a palavra entreprendre para 
designar aquela pessoa que incentivava 
brigas.
Entreprendre muda de significado para: 
contratante, alguém que assumia alguma 
tarefa.
O significado muda para o contexto bélico, 
como aqueles que assumem responsabilidade 
e dirigem ações militares. É inserido o conceito 
de perigo que evolui para o conceito de risco.
O economista Richard Cantillon (1725) 
identifica o empreendedor como alguém que 
assume riscos ao comprar matéria-prima por 
preço certo com o objetivo de processá-la e 
revender mais tarde por um preço incerto e 
não definido previamente. 
Para o economista francês Jean Baptiste 
Say (1888), o empreendedor é aquele capaz 
de alterar os recursos econômicos de uma 
área de baixa produtividade para uma de 
produtividade e lucratividade elevada e cria 
valor, explorando as variações ou mudanças 
de tecnologia, materiais e preços. 
No final do século XIX e início do século 
XX, o empreendedor era confundido com 
administrador, que se preocupava em planejar, 
organizar, dirigir, controlar e obter resultados. 
O economista Joseph Schumpeter (1928) associa 
o conceito de empreendedorismo ao de inovação 
e afirma que, sem a inovação, não há empreende-
dores, sem investimentos empreendedores, não 
há retorno do capital e o capitalismo não se pro-
pulsiona. Além disso, afirma que o empreendedor 
faz a destruição criativa, ou seja, torna os recursos 
existentes obsoletos e, então,não é necessária a 
sua renovação.
Gifford Pinchot, no início da década de 1980, 
propõe uma série de conceitos fundamentando a 
ideia de que não é necessário sair de uma empresa 
para ser empreendedor. Cria o termo intraem-
preendedor, ou empreendedor corporativo, para 
designar aqueles que assumem a responsabilidade 
de inovação e empreendedorismo dentro de uma 
organização. 
Na década de 1990, o empreendedorismo passa a 
ser vinculado a muitas empresas de tecnologia que 
se instalam no Vale do Silício (embora criado em 
1956), na Califórnia, produzindo muita inovação, 
mudanças e práticas de sucesso. A região passa a 
ser referência em empreendedorismo. 
No Brasil, na década de 1990, o movimento do 
empreen dedorismo começa a se desenvolver a 
partir da criação do Serviço Brasileiro de Apoio 
à Micro e Pequena Empresa – Sebrae, e do 
programa Brasil Empreendedor (1999-2002), que 
destinou recursos financeiros e capacitou 6 milhões 
de empreendedores. É criada a metodologia 
Empretec e Jovem Empreendedor pelo Sebrae.
Em 1999, foi iniciado o Global Entrepreneurship 
Monitor (GEM), pesquisa em nível mundial com 
relatórios anuais sobre a atividade empreendedora 
em vários países, com uma parceria inicialmente 
entre a London Business School e o Babson 
College. O Brasil começou a participar a partir 
do ano 2000.
Século XVIII
Século XIX
Século XX
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5Empreendedorismo
3 O EMPREENDEDORISMO DO SÉCULO XXI 
No século XXI, a velocidade com que novas tecnologias têm surgido, unindo os mundos físico, 
digital e biológico, trouxe novas oportunidades e possibilitou também um repensar sobre a maneira 
de viver e novas maneiras de resolver problemas, com colaboração e compartilhamento de ideias para 
benefício de todos (SCHWAB, 2016).
O mundo em transformação trouxe novas necessidades, desafios e oportunidades para empreender 
no século XXI, destacam-se: 
Aumento do e-commerce: a redução das compras em lojas 
físicas é uma tendência mundial. Com um clique no mouse, os 
consumidores podem fazer compras de suas preferências, sem 
sair de casa e, normalmente, com preço menor. 
As grandes empresas do comércio eletrônico, tais como 
Aliexpress e Amazon, têm visto seus faturamentos aumentarem 
constantemente. Além disso, há opor tunidade para outras 
empresas ofertarem produtos em seus sites por meio do 
chamado marketplace.
Uso das redes sociais: por meio de sites e aplicativos que 
dinamizam o relacionamento, o compartilhamento e a 
disseminação de informações são realizados on-line por 
Facebook, Instagram, Snapchat, Twitter, Linkedin etc. Esse 
uso possibilitou novos relacionamentos com clientes e novas 
oportunidades.
Mobilidade digital: o uso de smartphones para comunicação 
integrada em rede modificou a maneira de pensar e viver, 
trazendo novas necessidades, oportunidades e desafios. 
Desenvolvimento de aplicativos específicos: usados para 
todos ostipos de necessidades, tornou a vida mais fácil, por 
meio da mobilidade e agilidade, aumentando a produtividade, 
reduzindo desperdícios de tempo e financeiros. 
Uber; Food; delivery etc.
6 Joslaine Chemim Duarte
Espaços compartilhados: o aumento de coworking é 
uma tendência porque otimiza a logística, os custos e, 
normalmente, a possibilidade de boa infraestrutura à 
disposição. Além desses benefícios, pode-se contar com 
uma rede de relacionamentos, facilidade de comunicação, 
compartilhamento de ideias e parcerias. 
Novas fontes de energia: para atender às novas e crescentes 
demandas, há necessidade de novas fontes, principalmente 
limpas e renováveis, em substituição aos combustíveis fósseis 
como derivados de petróleo, carvão, recursos hídricos, entre 
outros. Necessidade de inovações no desenvolvimento de 
novas matrizes energéticas.
Negócios sociais: tendências para negócios que busquem 
criar benefícios e bem-estar social, principalmente atendendo 
a uma parcela da população de baixa renda que não tem sido 
atendida, reduzindo as desigualdades e aumentando todas as 
suas oportunidades, de modo a fornecer infraestrutura básica 
para viver.
Busca por alimentação saudável: o aumento da demanda por 
alimentação mais saudável, vegana, vegetariana, funcional, 
sem glúten, sem lactose, sem açúcar, é uma tendência e 
tem demonstrado oportunidade para empreender de forma 
crescente, com alimentos mais adequados às características 
e às rotinas de cada pessoa. 
Inovações em biotecnologia: atuam na matriz energética, 
na produção de bens de consumo, com o objetivo de 
preservação da vida do ser humano, reduzindo assim a causa 
geradora das doenças.
7Empreendedorismo
Além dessas tendências, o antropólogo e sociólogo holandês Carl Rohde, diretor da Science of Time, 
agência de inovação que faz consultoria para empresas como Nike, Toyota e Unilever, em entrevista para 
a revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios (Gil, 2017), traz outras contribuições. Rohde (apud 
Gil, 2017) afirma que “os empreendedores do século XXI precisam optar entre dois caminhos: trabalhar 
para atender às necessidades de um mundo digital, ou voltar-se para as coisas que os computadores 
não conseguem fazer, que são a experiência, empatia, hospitalidade etc.”. O estudioso contribui com 
sete tendências para o empreendedorismo do século XXI: 
FIGURA 2 _ Tendências para o empreendedorismo do século XXI
Sustentabilidade ambiental e social, além da econômica: preocu-
pação com a sociedade, com a necessidade de gerar empregos 
e renda, reduzindo a dependência do Estado com programas 
assistenciais. Há necessidade também de desenvolver atividades 
que impactem minimamente o meio ambiente ou não consumam 
os recursos não renováveis, desenvolvendo mecanismos que não 
afetem a vida no planeta.
Fabricação de produtos em impressoras 3D: uma ideia desenhada 
em um computador pode ser facilmente materializada, em um 
tempo e custo menores do que os esperados atualmente. Na 
indústria, vêm sendo utilizadas para a fabricação de protótipos, 
dando vazão à criatividade. Além disso, esse tipo de impressão 
oferece inúmeras possibilidades e personalização, como por 
exemplo, na área de saúde, para a fabricação de próteses.
Globalização: qualquer empreendedor, em qualquer parte do mundo, com uma boa ideia e utilizando a internet, 
pode entrar em mercado de muitas oportunidades, mas também desafios por causa do aumento da competição. 
Império do software: foram e estão sendo criados softwares e aplicativos para todo tipo de coisa que 
facilita a vida. Então, a opção é se alinhar e contribuir com a cultura digital ou ir no sentido contrário, 
trabalhando com experiência.
Economia da experiência: focar em todas as coisas que os computadores não podem fazer, tais como 
empatia, criatividade, afetividade. Então, existem possibilidades para quem souber investir em hospitalidade, 
autenticidade, trabalhos feitos à mão, turismo de experiência, comidas típicas etc. 
Formação de identidade: no passado, a sociedade dizia o que você teria que ser, estabelecendo coisas diferentes 
para homens e mulheres. Hoje, existe flexibilidade e liberdade para cada um fazer escolhas dentro de uma 
cesta enorme de possibilidades. Lucram todos os negócios que ajudam esse usuário a encontrar o seu lugar 
e se expressar de maneira criativa.
Corpos tecnológicos: há várias indústrias desenvolvendo tecnologias para aprimorar o ser humano, sua saúde e 
bem-estar. Há muitas pesquisas no campo da genética, com algoritmos que ajudam a programar como será o 
seu bebê e evitar que desenvolva determinadas doenças. O trabalho nessa área será muito promissor no futuro. 
Cidadãos engajados: as pessoas não ficam esperando por soluções das instituições públicas, elas mesmas se 
organizam para resolver os problemas e, muitas vezes, usam as redes sociais para isso. 
Millenials: estão no topo da pirâmide, com boas condições financeiras e podem se preocupar com coisas como 
propósito, experiência, autenticidade etc., mas são uma minoria. A grande maioria das pessoas, ignorada pelas 
pesquisas, é formada por pessoas sem recursos, que casaram cedo e têm que batalhar muito para sobreviver. 
Elas não têm emprego, não têm perspectivas. É preciso que a sociedade se organize para acolher esse grupo, 
e o empreendedorismo faz parte disso.
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il, 2017)
8 Joslaine Chemim Duarte
Para o século XXI, caracterizado pela velocidade de mudanças constantes em todas as áreas, o 
empreendedorismo tem sido essencial para a resolução de problemas para pessoas e sociedade. Ao 
empreendedor, cabe o exercício de visualizar e pensar de maneira diferente a realidade em que vive, 
usar da criatividade para propor soluções e inovações para acompanhar o mundo mutável e também 
para ser sustentável. 
4 PANORAMA MUNDIAL, BRASILEIRO E REGIONAL DO EMPREENDEDORISMO
Uma das pesquisas mais aprofundadas sobre empreendedorismo é a do Global Entrepreneurship 
Monitor (GEM), que emite relatórios anuais sobre a atividade empreendedora e teve início em 1999 
com uma parceria inicialmente entre a London Business School e o Babson College, abrangendo dez 
países no primeiro ano. O GEM Global Report 2016/2017 apresenta os resultados baseados em 64 
economias mundiais e em uma pesquisa com população adulta entre 18 e 64 anos, que representa 
69,2% da população mundial e 84,9% do PIB mundial. Veja alguns outros dados apresentados no GEM 
Relatório Global 2016/2017 (traduzido e adaptado): 
 ▪ Em 61 economias ao redor do mundo, mais de dois terços da população acredita que os 
empreendedores são bem considerados e têm alto status.
 ▪ Em média, 42% dos adultos em idade de trabalhar veem boas oportunidades para iniciar 
negócios em sua área.
 ▪ 22% das pessoas pesquisadas expressaram intenção de iniciar um negócio nos próximos três anos.
 ▪ Em média, existem mais empreendedores por oportunidade do que por necessidade. O índice 
de motivação (proporção oportunidade/necessidade):
 ▪ nas economias orientadas por fatores é 1,2 vezes maior;
 ▪ nas economias orientadas por eficiência é 2,3 vezes maior;
 ▪ nas orientadas por inovação é 4 vezes maior;
 ▪ na Finlândia e na Suécia chega a ser 10 vezes maior. 
 ▪ Quanto ao gênero, a média masculina de empreendedorismo em estágio inicial (TEA), nas 64 
economias, é de 15,33%, enquanto a feminina é de 13,66%, demonstrando que existem mais 
homens que mulheres envolvidos em novos negócios, embora venha ocorrendo uma ascensão 
feminina nos últimos anos. Em alguns países, essa taxa tem se igualado. 
 ▪ Quanto à faixa etária, a maioria dos empreendedores mundiais está entre 25 e 34 anos. Em 
seguida, está a faixa entre 35 e 44 anos. 
 ▪ Em relação à taxa de empreendedorismo em estágio inicial (nascentes e novos) _TEA 2016, a 
pesquisa relata:
9Empreendedorismo
TABELA 1 _ Ranking das dez maiores _ Taxa mundial de empreendedorismo 
em estágio inicial (nascentes e novos) 2016
País % TEA Classificação/64
Burkina Faso 33,5 1
Equador 31,8 2
Belize 28,8 3
Camarões 27,6 4
Colômbia 27,4 5
Peru 25,1 6
Chile 24,2 7
Líbano 21,2 8
Guatemala 20,1 9
Brasil 19,6 10
 FONTE: GEM (2016, traduzido e adaptado)
 Empreendedores nascentes = até 3 meses 
 Empreendedores novos = até 3,5 anos
O país com maior TEA é Burkina Faso (África), com 33,5 %; e último país do ranking (64) é a Itália, 
com TEA de 4,4%.
A seguir, a taxa de empreendedorismo em estágio inicial (TEA) dos países da América Latina que 
participaram da pesquisa em 2016.
TABELA 2 _ Ranking da taxa mundial de empreendedorismo em estágio inicial (nascentes e 
novos) 2016 – América Latina
País da América Latina % TEA Classificação/64
Equador 31,8 2
Colômbia 27,4 5
Peru 25,1 6
Chile 24,2 7
Brasil 19,6 10
Argentina 14,5 16
Uruguai 14,1 20
 FONTE: GEM (2016, traduzido e adaptado)
 Empreendedores nascentes = até 3 meses 
 Empreendedores novos = até 3,5 anos
O Brasil é o 5.º país em termos de TEA da America Latina e o 10.º em nível mundial. Quanto aos 
países pertencentes ao Brics, a pesquisa 2016 apontou: 
TABELA 3 _ Ranking da taxa mundial de empreendedorismo em estágio 
inicial (nascentes e novos) 2016 – países do BRICS
Países do BRICS % TEA Classificação/64
Brasil 19,6 10
Índia 10,6 31
China 10,3 32
África do Sul 6,9 51
Rússia 6,3 55
 FONTE: GEM (2016, traduzido e adaptado)
 Empreendedores nascentes = até 3 meses 
 Empreendedores novos = até 3,5 anos
10 Joslaine Chemim Duarte
 O Brasil lidera o ranking dos países do BRICS em termos de TEA. Em 2016, o Brasil participou 
da pesquisa GEM que originou o relatório Empreendedorismo no Brasil – 2016. Veja, a seguir, alguns 
dados apresentados. 
Ter um negócio é o quarto sonho dos brasileiros, depois de viajar pelo Brasil, comprar a casa 
própria ou um automóvel. 
Quanto à taxa e estimativa de empreendedorismo segundo o estágio dos empreendimentos em 
2016, tem-se que 36% da população brasileira de 18 a 64 anos é empreendedora e representa 48.239.058 
pessoas. Veja, a seguir, as taxas de acordo com o estágio do empreendimento.
TABELA 4 _ Taxas¹ e estimativas² de empreendedorismo segundo estágio 
do empreendimento – Brasil 2016
Estágio Taxa Estimativas
Iniciais (nascentes e novos) _ TEA 19,6 26.191.876
Nascentes (até 3 meses) 6,2 8.350.471
Novos (de 3 a 42 meses) 14,0 18.793.132
Estabelecidos (acima 42 meses) _ TEE 16,9 22.674.916
Total de empreendedores _ TTE 36,0 48.239.058
 FONTE: GEM (2017)
 ¹ Percentual de população de 18 a 64 anos.
 ² Estimativas calculadas com base em dados da população brasileira de 18 a 64 anos para o Brasil em 2016: 133,9 milhões.
 TEA – taxa de empreendedores em estágio inicial (nascentes e novos)
 TEE – taxa de empreendedores estabelecidos
 TTE – taxa total de empreendedores
 
A evolução da taxa de empreendedorismo (2002 a 2016), segundo o estágio de empreendimento, 
taxa de empreendedores em estágio inicial (nascentes e novos) – TEA, taxa de empreendedores 
estabelecidos (acima de 42 meses ou 3,5 anos) – TEE, e taxa total de empreendedores – TTE, desse 
período de tempo estão dispostas a seguir. 
GRÁFICO 1 _ Taxas¹ de empreendedorismo segundo estágio do empreendimento – 
TEA, TEE, TTE – Brasil – 2002 a 2016
FONTE: GEM (2016)
¹ Percentual da população de 18 a 64 anos.
11Empreendedorismo
CONCLUSÃO
O relatório GEM Brasil 2016 destaca que o empreendedorismo em estágio inicial por oportunidade 
voltou a crescer e representa 11,2% da população brasileira de 18 a 64 anos, enquanto por necessidade 
(que está relacionado à falta de opção de trabalho e renda) representa 8,3%. Isso é muito importante, 
pois significa que grande parte dos novos empreendedores brasileiros está abrindo negócios por 
perceberem uma oportunidade, e não pela falta de opção de renda. 
 Outro destaque é a presença feminina nos empreendimentos em estágio inicial (até 42 meses de 
existência), que já corresponde a 51%.
Os mais velhos e os mais novos também estão procurando mais o empreendedorismo como 
maneira de aumentar a renda familiar. Em 2012, 7% dos empreendedores iniciais tinham mais de 55 
anos. Em 2016, esse número pulou para 10%. Os empreendedores entre 18 e 24 anos passaram de 
18%, em 2012, para 20%, em 2016. 
Nesta Unidade de Estudo, foram abordadas as definições de empreendedorismo e sua 
evolução no Brasil. Além disso, foi feita uma comparação com os dados de outros países 
nesse âmbito. Destacou-se que o empreendedorismo é vital para o país, pois tem se mostrado 
uma ferramenta de desenvolvimento econômico, e o empreendedor tem o papel principal 
como agente de mudanças. 
12 Joslaine Chemim Duarte
REFERÊNCIAS
CAMBRIDGE DICTIONARY. Disponível em <https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles/
entrepreneur>. Acesso em: 15/12/2017. 
DEGEN, Ronald Jean. O empreendedor: fundamentos da iniciativa empresarial, 8.ª ed. São Paulo: McGraw-Hill, 1989.
DOLABELA, Fernando. O segredo de Luísa. Rio de Janeiro; Sextante, 2012.
DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2008.
GEM GLOBAL ENTREPRENEURSHIP MONITOR. Empreendedorismo no Brasil 2012. Curitiba: IBQP, 2012. 
Disponível em: <http:// www.gemconsortium.org.br>. Acesso em: 15/06/2013.
GEM GLOBAL ENTREPRENEURSHIP MONITOR. Empreendedorismo no Brasil 2016. Curitiba: IBQP,2017. 
Disponível em: <http:// www.gemconsortium.org.br>. Acesso em: 27/12/2017.
GEM GLOBAL ENTREPRENEURSHIP MONITOR. Global report 2016/2017. Disponível em: <http://www.
gemconsortium.org/report/49812>. Acesso em: 28/12/2017.
GIL, Marisa A. 7 tendências para o empreendedorismo do século XXI. Revista Pequenas empresas e grandes 
negócios. Rio de Janeiro: Globo, 2017.
HISRICH, R. D.; Peter, M. P. Empreendedorismo. Porto Alegre: Bookman, 2004.
MASIERO, Gilmar. Administração de empresas: teoria e funções com exercícios e casos. São Paulo: Saraiva, 2007. 
MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria geral da administração. São Paulo: Atlas, 2007.
PINCHOT, Giffod; PELLMAN, Ron. Intraempreendedorismo na prática: um guia de inovação nos negócios. Rio 
de Janeiro: Elsevier, 2004.
SCHWAB, Klaus. A quarta revolução industrial. São Paulo: Edipro, 2016.

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