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1
Bárbara Tavares
Terapêutica Medicamentosa em Crianças 
OBJETIVOS DA AULA
REDIGIR RECEITA PARA O PACIENTE
CONHECER AS FORMAS FARMACÊUTICAS
DIAGNOSTICAR E TRATAR AS DOENÇAS BUCAIS MAISCOMUNS EM CRIANÇAS
CONHECER O PROCESSO INFLAMATÓRIO
INDICAR ANTIBIÓTICOS, ANALGÉSICOS EANTIINFLAMATÓRIOS EM CRIANÇAS
CONHECER POSOLOGIAS INFANTIS DE DIVERSASDROGAS
PREVENIR ENDOCARDITE BACTERIANA
NORMAS DE 
RECEITURÁRIO E DE 
NOTIFICAÇÃO DE
RECEITA
Importância da receita
“Toda e qualquer indicação do uso de 
medicamentos a um paciente deve ser 
realizada em talonário próprio de 
receituário”
Importância da Receita
 Orienta a dosagem e posologia adequadado(s) medicamento(s)
 Limita automedicação
 Precauções, orientações e cuidados
 Instrumento legal nos casos de uso indevido
Tipos de Receita
 Receita comum - prescrição de maior parte dosfármacos
 Receita magistral - selecionar substâncias oumedicamentos para que o farmacêutico asprepare
 Receita de controle especial - utilizada parafármacos ou substâncias sujeitas a controleespecial
2
Normas legais para elaboração de uma receita
Decreto nº 793 de 5 de abril de 1993
Lei dos genéricos
I- Denominação genérica do medicamento
II- Escrita completa à tinta
III- Nome e endereço do paciente
IV- Data e assinatura do profissional/ endereço, do
consultório e ou residência e o CRO
Formato de uma receita
 Receita comum
 talonário próprio
 qualquer cor
1. Identificação do profissional
 consultório particular ou clínicas privadas(nome/especialidade/CRO/endereço)
 Serviços públicos de saúde(nome/ endereço da instituição)
 Carimbo do profissional
Formato de uma receita
2. Cabeçalho
 Nome /endereço do paciente / peso da criança
 Forma de uso do medicamento
Uso externo“Não passa pelo tubo gastrintestinal”Não é deglutido
Uso interno“Passa pelo tubo gastrintestinal”É deglutido
Formato de uma receita
3. Inscrição
 Nome genérico (Nome comercial®???????)
 Concentração da droga e quantidade
Ex: Amoxicilina suspensão 250mg/5ml (Amoxil®) – 1 frasco
4. Orientações
 Como fazer uso da medicação
 Doses
 Horários
 Duração da medicação
 Observações
Formato de uma receita
5. Data e assinatura do profissional
Tinta e de próprio punho
Andrade, 2002
Somente o que for deglutido
3
Andrade, 2002
 Receitas magistrais - 2 folhas separadas
(solicitação da preparação / orientação ao
paciente)
 Somente receitar medicamentos de uso
odontológico
 Não deixar espaços em branco sem orientação e
assinatura
 2 vias de receita (paciente/prontuário clínico)
Documento que acompanha receita comum para autorizar dispensação de medicamentos a base de substâncias constantes nas listas
A1 e A2 (entorpecentes)  Receita amarela
B1 e B2 (Psicotrópicas)  Receita Azul
C2 (Retinóides para uso sistêmico) Receita branca
C3 (Imunossupressoras)
PROCESSOINFLAMATÓRIOE DOR
ANTIBIÓTICOSANALGÉSICOSANTIINFLAMATÓRIOS PROTOCOLOSCLÍNICOS
Sucesso na prescrição Medicamento de Referência: Aquele que foi feitoprimeiro, antes dos concorrentes
Medicamento Similar: Aquele que copiou omedicamento de referência. Utiliza o mesmo princípioativo, mas não há estudos de bioequivalência
Medicamento Genérico: Após testes debioequivalência e biodisponibilidade foi feito egenérico, fiel e seguro
4
Referência  Keflex® (Cefalexina)
Similar  Cefalexina®, Ceporexin®
Genérico  Cefalexina
5
Ex: Paciente precisa de 250mg de Amoxicilina a cada 8 horas, mas a capsula tem 500mg. Posso administrar ½ capsula a cada 8 horas? E se for comprimido de Metronidazol? E a drágea?
6
3
21
1 UAR
Menstruação
Deficiência de vitaminas (B, ferro e ácido fólico)
Alergias
Auto-imunidade
Bases genéticas
Úlcera Traumática
Após anestesia
Wanderley, 2003
Remover fator traumático presente
Higiene bucal
Acetonido de Triancinolona (Oncilon-A em Orabase®)
2-3x ao dia, principalmente antes de dormir
 Cloridrato de benzidamina colutório (Benzitrat® ou Flogoral®)
3 bochechos ao dia, ou aplicação local
7
Gingilone (pomada)  sulfato de neomicina, hidrocortisona e benzocaína
Colutóide (frasco 20ml)  sulfato de neomicina, prednisolona e procaína
Hexomedine  Hexomidina com tetracaína
2
Prematuros  100.000UI, de 6 em 6 horas
Lactentes  100.000 à 200.000UI de 6 em 6 horas
Crianças: 100.000 à 600.000 de 6 em 6 horas
Nistatina Suspensão Oral
100.000UI/ml
Bochechar 4x ao dia, por 7-14 dias, retendo na boca por 1 a 2 minutos antes de iniciar o bochecho. Após bochecho, deglutir a solução. Manter tratamento após 48h do desaparecimento dos sintomas
Aplicar 4x ao dia, durante 7 dias seguidos
Daktarin® gel oral
http://www.odontologia.com.br/diagnostico.asp?regid=13
3 Mal-estar
 Febre
Perda do apetite
Gengivite generalizada e úlceras na mucosa
Duração – 10-14 dias
Contagiosa antes mesmo dos sinais
8
 Dieta líquida ou pastosa, hiperproteica
Repouso
Paracetamol gotas, 1gota/Kg a cada 4 horas
Bochecho com clorexidina 0,12% a cada 12 horas, por 5 dias (cuidado abaixo de 6 anos)
Aplicação local, antes a após refeições, de (Prednisolona 0,1%, lidocaína 2,0%, veículo aromatizado 60ml)
Herpes simplex tipo 1 e tipo 2
Contagioso
Organismo produz Ac em 80% dos casos
Vírus latente no gânglio do nervo trigêmio
Estresse físico ou emocional
Solução Oral  5mg/5ml
Gotas pediátricas  21 gotas (1ml) contém 4mg de metoclopramida
Gotas pediátricas
5-14 anos  13 a 26 gotas, 3x ao dia
3-5 anos  10 gotas, 3x ao dia
1-3 anos  5 gotas, 2-3x ao dia
Paciente P.L.P. procurou atendimento odontológicopois a “raíz do seu dente estava aparecendo”. Quaismedicamento devemos utilizar após a exodontia?
Paciente P.L.P. procurou atendimento odontológico, pois foraencaminhado pela fonoaudióloga para realização defrenectomia lingual. Quais medicamentos devemos utilizar?
9
Paciente F.S compareceu à clínica para remoção dedente supranumerário incluso. Quais medicamentosdevemos utilizar?
Paciente F.H.C. compareceu à clínica para exodontia depré-molar por motivos ortodônticos. O pacienteapresenta cardiomiopatia hipertrófica. Quaismedicamentos devemos utilizar?
“Experiência sensorial desagradável associada à injúria tecidual, ou outro tipo de injúria”
Andrade, 2002
CDs não dão a devida importância para a prevenção da dor
Utilizam medicamentos somente quando o processo doloroso já se estabeleceu, no pós-operatório
Andrade, 2002
Andrade, 2002
10
Andrade, 2002
Serotonina
Noradrenalina
Dopamina
Prostaglandina
Leucotrienos
PRODUTOS DO METABOLISMO DO ÁCIDO ARAQUIDÔNICO
Dor, inflamação, febre Agragação plaquetária, vasodilatação Quimiotáticos
Drogas que previnem sensibilização dos nociceptores pelos metabólitos do ácido araquidônico
Inibidoras da COX Aspirina, ácido mefenâmico, diclofenacos, ibuprofeno, nimesulida, piroxicam, meloxicam
Inibidoras da Fosfolipase A2 Betametasona, dexametasona, triancinolona
Utilizados como prevenção à dor e edema excessivos
Utilizados no tratamento dos quadros inflamatórios agudos
11
Portadores de doenças fúngicas sistêmicas
Portadores de herpes simples ocular
Pacientes com histórico de doenças psicóticas
Portadores de tuberculose ativa ou histórico da doença
Histórico de hipersensibilidade à droga
Gestantes e no período de lactação
Diabéticos, hipertensos, cardiopatas
Pacientes imunodeprimidos
Portadores de infecções bacterianas agudas disseminadas
Avaliou-se a eficácia antiinflamatória do diclofenaco potássico e dabetametasona em cirurgia oral, utilizando ambos os medicamentosem um grupo composto por trinta pacientes com indicaçäo deexodontia dos terceiros molares inferiores inclusos e/ouimpactados, dos lados direito e esquerdo, em posições simétricas.Os resultados desta pesquisa revelam que os pacientes, cujascirurgias foram precedidas pela utilização dabetametasona, tiveramreduçäo significativa no edema e no trismo; quanto à dor, foiconsiderado näo significativo, embora haja uma tendência demelhores resultados no grupo teste
Avaliação clínica da eficácia do diclofenaco potássio e da betametasona em cirurgia
Crespo et al., 2002
Comparação da eficácia de antinflamatórios esteroidais e não-esteroidais usados isolados e em associação na profilaxia do edema, dor e trismo após exodontias de terceiros molares inferiores inclusos e impactados
Coura, 2000
Associação das drogas antinflamatórias 
Maior redução de edema
Antinflamatórios isolados 
Esteróides obtiveram maior redução
“Quando os nociceptores já estão sensibilizados, os inibidores de COX e Fosfolipase A2 não são tão efetivos como analgésicos”
“Drogas que deprimem diretamente os nociceptores diminuem a hiperalgesia”
Dipirona sódica e magnésica
12
Exodontias de decíduos ou permanentes
Gengivectomias
Ulotomia
Ulecotmia
Raspagem corono-radicular
Intervenções que provocam menor grau de traumatismo, geralmente acompanhadas de dor de intensidade leve a moderada ao período pós-operatório
Paciente P.L.P. procurou atendimento odontológico pois a “raízdo seu dente estava aparecendo”.
Paciente P.L.P. seria submetido à exodontia do 63 por motivo deretenção prolongada.
Paciente S.A. compareceu à clínica com alteração danormalidade de língua do lado direito, onde seresolveu realizar biópsia incisonal.
Medicação pós-operatória
Dipirona ou paracetamol
Posologia: 1 dose a cada 4 horas por, no máximo, 12 à 16 horas, 
se necessário
13
Paracetamol (Tylenol®)
Solução “gotas” 200 mg/ml (1ml = 20 gotas)
Dose: 1 gota/kg de peso corporal até o limite de 35 gotas por dose, a cada 4 ou 6 horas
Contra Indicações: crianças com história de hepatite ou alergia ao paracetamol
Dipirona sódica (Novalgina®)
Dose e posologia: 
Solução “infantil” de 50mg/ml
Solução “gotas” de 500mg/ml
De acordo com a idade, a cada 4 ou 6 horas
1 gota/2 Kg de peso (máximo de 20 gotas 
por dose)
Como utilizar os analgésicos?
 1ª dose administrada após a intervenção
 Período máximo de 12 a 16 horas pós 
operatórias
 Agendar consulta para avaliação se necessitar 
mais doses
Exodontia de dentes inclusos, como supranumerários
Cirurgias periradiculares
Cirurgias de anquilose
Frenectomia
Intervenção que envolva um maior grau de 
traumatismo tecidual, com expectativa de dor 
intensa, edema (inchaço) e limitação funcional
Paciente P.L.P. procurou atendimento odontológico, pois foraencaminhado pela fonoaudióloga para realização defrenectomia lingual. Quais medicamentos devemos utilizar?
Paciente F.S compareceu à clínica para remoção dedente supranumerário incluso. Quais medicamentosdevemos utilizar?
14
Avaliaçäo clínica da eficácia do Diclofenaco de Sódio na reduçäo do edema, dor e trismo após cirurgia dos terceiros molares inclusos e impactados
Nobre, 1992
15 pacientes operados sem utilização de antiinflamatórios
15 pacientes operados com utilização de diclofenaco
Menos dor e edemapós-operatório
Mais utilizaçãode analgésicopós-operatório
Medicação pré-operatória
Antiinflamatório corticosteróide (Via oral 30 minutos antes)
Ou
 Antiinflamatório Não Esteroidal (Via Oral 30 minutos antes, devendo continuar por até 48hrs)
Medicação pós-operatória
Se utilizado previamente um AINE, continuar sua utilização por 48 horas, no máximo.
Se utilizado corticosteróide prévio, não há necessidade de administrar outro antiinflamatório no pós-operatório
Dipirona ou paracetamol, 1 dose a cada 4 ou 6 horas por 12 à 16 horas, se necessário
Betametasona (Celestone® “gotas”)
Cada ml (26 gotas), contém 0,5mg de betametasona
1 gota/2kg de peso corporal 
em dose única, 30 minutos antes
Diclofenaco Potássico suspensão oral (Cataflam®)
Para maiores de 14 anos
1 gota/Kg de peso corporal, 30 minutos antes, e continuar a cada 8 horas, por, no máximo, 48hrs.
15
Benzidamida (Benflogin® “gotas”)
Até 6 anos de idade  1 gota/Kgem dose única, 30 minutos antesAcima de 6 anos  50 mg, 30 minutos antes
Continuar a cada 8 horas, por no máximo 48 horas
Gotas  50 e 100mg/ml (1ml = 1 gota)
Utilizar 1 gota/Kg de peso corporal, até no máximo 40 gotas, de 6/6 ou 8/8 horas
Gotas 50mg/ml
Prescrever 1gota/Kg de peso corporal, de 12 em 12 horas, no pós operatório
Em crianças menores de 3 anos, prescrever 5mg/Kg de peso corporal
Vasodilatação dos vasos sanguíneos locais com excesso de fluxo sanguíneo
Aumento da permeabilidade dos capilares
Migração de grande número de granulócitos e monócitos para tecidos
Membrana Plasmática
Membrana Plasmática
Parede celularRibossomos 80s
Ribossomos 70s
60s
40s
50s
30s
16
Membrana Plasmática
Parede Celular
Mucopeptídeos
Membrana Plasmática
Parede Celular
Mucopeptídeos
Lipopolissacarídeos + Lipoproteínas
“Substâncias químicas produzidas por microorganismos vivos ou através de processos semi-sintéticos, com a propriedade de inibir e, eventualmente, destruir, microorganismos patogênicos”
“Causam a morte dos microorganismos suscetíveis”
Andrade, 2000
“Inibem o crescimento e multiplicação dos microorganismos sensíveis, sem destruí-los”
Andrade, 2000
17
“Um antibiótico ideal seria aquele que exercesse sua ação atingindo apenas o microorganismo invasor, sem causar dano ao hospedeiro, o que é chamado de toxicidade seletiva.”
Fonseca
Paciente JCPI, 7 anos de idade, compareceu à clínica para avaliação do “inchaço” sobre os dentes.
“Em infecções delimitadas, am paciente imunocompetentes, não utilizar antibióticos sistêmicos”
Oral Surg Oral Med Oral Pathol 1996; 81(5);590-595
Tratamento local
+
Placebo
GRUPO 1 GRUPO 2 GRUPO 3
Tratamento local
+
Penicilina V
Tratamento local
Sem medicação
Pacientes com diabetes descompensada
Pacientes imunossuprimidos (lupus, utilização crônica de corticóide, etc…)
http://www.unimes.br/academico/casos/Pericoronarite/pericoronarite.htm
Paciente JCPI, 18 anos de idade, compareceu à clínica pois estava com dor muito forte nos dentes do fundo, inclusive com dificuldade de abrir a boca. 
Sinais de disseminação local, como trismo mandibular e infartamento ganglionar
18
Paciente JCPI, 10 anos de idade, compareceu à clínica para avaliação do “inchaço” no rosto. 
Angina de Ludwig é definida como uma infecçäo potencialmente letal de progressäo rápida, envolvendo os espaços faciais sublinguais, submandibulares e submentoniano, manifestando-se por um aspecto firme e doloroso à palpaçäo, com discreta elevaçäo do assoalho da boca e deslocamento posterior da língua
Rev. Bras. Cir. Period;1(3):190-6, jul.-set. 2003 
Manifestações sistêmicas do processo infeccioso: febre, taquicardia, falta de apetite, mal-estar geral
Pouco tempo de antibiótico deixa a bactéria resistente?
Pouco tempo de antibiótico proporciona o retorno da infecção?
 Fístula
Abcessos localizados, sem sinais de disseminação
Dor associada à pulpite
Pericoronarite não complicada
Cirurgias convencionais,
dentre outros
Abscessos periapicais agudos com sinais locais dedisseminação do processo infeccioso (linfadenite, celulite,trismo), ou sinais e sintomas de ordem sistêmica (febre,taquicardia, falta de apetite, mal-estar geral)
Profilaticamente, em casos selecionados
Traumatismo com grande possibilidade de contaminaçãoinfecciosa
Administrar dose de ataque, sendo o dobro damanutenção, 30-45 minutos antes da intervenção
19
Infecções bucais leves e moderadas Alergia à Penicilina
Infecções graves
Amoxicilina Crianças com menos de 20Kg  20 a 40mg/Kg/dia de 8 em 8 horasCrianças com mais de 20Kg 60mg/Kg/dia de 8 em 8 horasCrianças com mais de 40Kg = Adulto
Cefalexina  25 a 50mg/Kg/dia de 8 em 8 horas
Estearato de Eritromicina  30 a 50 mg/Kg/dia de 6 em 6 horas (no máximo 4g/dia)
Clindamicina 20 a 40 mg/Kg/dia de 8 em8 horas
Amoxicilina + Clavulanato de potássioCrianças com menos de 20Kg  20 a 40mg/Kg/dia de 8 em 8 horasCrianças com mais de 20Kg 60mg/Kg/dia de 8 em 8 horas
Metronidazol  20mg/Kg/dia, de 6 em 6 horas
Azitromicina  30mg/Kg divididos em 3 dias, portanto 10mg/Kg/dia durante 3 dias
Criança com menos de 20Kg
20 a 40mg/Kg/dia de 8 em 8 horas
Indicação para crianças: 20 a 40mg/Kg/dia
Escolhemos, por exemplo, 30mg/Kg/dia (a escolha depende dagravidade da infecção), para uma criança com 20Kg
30mg ----- 1Kg dia
X 20Kg dia X =600mg é a dose diária
600mg devem ser divididos em 3 doses, portanto, 200mg a cada 8h
20
Em cada 5 ml da suspensão existem 125mg de amoxicilina
Em cada 5 ml da suspensão existem 250mg de amoxicilina
Em cada 5 ml da suspensão existem 500mg de amoxicilina
200mg a cada 8 horas
Frasco de 250mg/5ml
250mg ------ 5ml
200mg -------- X
X= 4ml
O paciente deve tomar 4ml a cada 8 horas
Abrir o frasco e adicionar água até a marca indicada
Colocar água em três momentos e agitar o frasco
21
Processo infeccioso da superfície do endocárdio que envolve geralmente as valvas cardíacas e que era fatal antes do advento dos antibióticos.
Lesões do endocárdio adquiridas ou congênitas
Deposição de plaquetas e fibrina
Colonização bacteriana
Bacteremia
Estreptococos (56,4%)
Estafilococos (24,9%)
Bactérias gram-negativas (5,7%)
Outros (2,7%)
Fungos (1%)
Culturas negativas (9,3%)
Estreptococos Viridans (35%)
A profilaxia é recomendada para:
 Extrações dentais
 Procedimentos periodontais: (cirurgia, raspagem e polimento
radicular, sondagem, ressecção subgengival de fibra e tiras
contendo antimicrobianos e tratamento de manutenção.
 Cirurgia de colocação de implante dental
 Endodontia (além do ápice) ou cirurgia perirradicular
 Colocação de bandas ortodônticas (não brackets)
 Limpeza profilática de dentes ou implantes (sangramento)
A profilaxia não é recomendada para:
 Dentística restauradora
 Injeção de anestésico local
 Tratamento endodôntico (não ultrapasse o ápice)
 Colocação de isolamento absoluto
 Remoção de suturas
 Tomadas radiográficas ou moldagem 
 Aplicação tópica de flúor ou selantes
 Ajuste de aparelhos ortodônticos
 Colocação de próteses / Ap. ort. Removíveis
22
Amoxicilina
Adultos – 2g
Crianças – 50mg/Kg de peso corporal
1 hora antes do procedimento
Clindamicina
Adultos- 600mg
Crianças – 20mg/Kg de peso corporal
Azitromicina
Adultos – 500mg
Crianças – 15mg/Kg de peso corporal
1 hora antes do procedimento
Pacientes incapazes de fazer uso da via oral
Ampicilina
Crianças - 50mg/kg de peso corporal
Adultos – 2g via intramuscular ou intravenosa
Aplicar no período de 30 minutos que antecede o 
procedimento
Pacientes incapazes de fazer uso da via oral e 
alérgico às penicilinas
Clindamicina
Crianças - 20mg/kg de peso corporal, via IV
Adultos – 600mg via IV
Aplicar no período de 30 minutos que antecede o 
procedimento
Cefazolina
Crianças - 25mg/kg de peso corporal, via IM ou 
IV
Adultos – 1g via IM ou IV
Aplicar no período de 30 minutos que antecede o 
procedimento
Normas gerais de conduta
 Trocar informações com o médico do paciente ou umcardiologista de confiança
 Somente iniciar o atendimento após certificar-se que opaciente tomou a medicação antibiótica profilática
 Sempre realizar bochecho com clorexidina 0,2%,durante 1 minuto antes dos procedimentosodontológicos
23
DÚVIDAS??????