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Cláudia Herrera Tambeli Cláudia Herrera Tambeli CONTROLE DA VENTILAÇÃO E TRANSPORTE DE GASESCONTROLE DA VENTILAÇÃO E TRANSPORTE DE GASES Objetivo: Estudar os mecanismos fisiológicos responsáveis pelo controle da ventilação pulmonar 1. Controle da ventilação 1.1. Função e importância Roteiro: 1.1. Função e importância 1.1. Observações clínicas e experimentais Modelo de controle proposto 1.2. Controle Involuntário Centro respiratório Modulação da atividade do centro respiratório pela concentração sanguínea de O2, CO2 e pelo pH sanguíneo Controle da ventilação por agentes irritantes e pelo grau de enchimento dos pulmões 1.2. Controle Voluntário Controle da Ventilação Função e importância Controle da Ventilação Função e importância Função: Ajustar a ventilação às necessidades do corpo, de modo que as pressões parciais de O2 e CO2 no sangue arterial pouco se alterem; mesmo durante exercícios extenuantes.durante exercícios extenuantes. Importância: Falta de oxigênio pode ser fatal Controle da VentilaçãoControle da Ventilação A atividade dos neurônios motores medulares que inervam os músculos respiratórios é controlada pelo SNC Diafragma Mecanismo pelo qual o SNC controla a atividade dos motoneurônios que Controle da VentilaçãoControle da Ventilação atividade dos motoneurônios que inervam os músculos respiratórios Observações clínicas e experimentaisObservações clínicas e experimentais Controle da VentilaçãoControle da Ventilação Secção acima da ponte – a ventilação não se altera Secção acima da ponte – a ventilação não se altera Secção abaixo do bulbo – a ventilação cessa Secção abaixo do bulbo – a ventilação cessa Os centros de controle da respiração localizam-se no bulbo e na ponte Os centros de controle da respiração localizam-se no bulbo e na ponte Observações clínicas e experimentaisObservações clínicas e experimentais Controle da VentilaçãoControle da Ventilação 1. Centro de controle do rítmo da 1. Centro de controle do rítmo da Neurônios da Ponte influenciam a freqüência e a profundidade da ventilação Neurônios da Ponte influenciam a freqüência e a profundidade da ventilação rítmo da respiração fica no bulbo 2. O padrão normal da ventilação depende da comunicação entre a ponte e o bulbo rítmo da respiração fica no bulbo 2. O padrão normal da ventilação depende da comunicação entre a ponte e o bulbo Modelo propostoModelo proposto Controle da VentilaçãoControle da Ventilação 1.1. Neurônios respiratórios no bulbo controlam a inspiração e a Neurônios respiratórios no bulbo controlam a inspiração e a O sistema nervoso ajusta a ventilação às necessidades do corpo, de O sistema nervoso ajusta a ventilação às necessidades do corpo, de modo que as pressões parciais de O2 e CO2 no sangue arterial pouco modo que as pressões parciais de O2 e CO2 no sangue arterial pouco se alteram; mesmo durante exercícios extenuantes.se alteram; mesmo durante exercícios extenuantes. 1.1. Neurônios respiratórios no bulbo controlam a inspiração e a Neurônios respiratórios no bulbo controlam a inspiração e a expiraçãoexpiração 2.2. O padrão rítmico da respiração se origina de uma rede de O padrão rítmico da respiração se origina de uma rede de neurônios que disparam espontaneamenteneurônios que disparam espontaneamente 3.3. Os neurônios da ponte influenciam a frequência e a Os neurônios da ponte influenciam a frequência e a profundidade da ventilaçãoprofundidade da ventilação 4.4. A ventilação está sujeita a modulação por vários fatores A ventilação está sujeita a modulação por vários fatores químicos e mecânicos e por centros encefálicos superioresquímicos e mecânicos e por centros encefálicos superiores Grupo Respiratório DorsalGrupo Respiratório Dorsal Involuntário: Centro RespiratórioInvoluntário: Centro Respiratório envia impulsos aos músculos inspiratórios – Diafragma – Intercostais externos – Escalenos e esternocleidomastoideos Controla o rítmo básico da respiração Controle da VentilaçãoControle da Ventilação Controla o ritmo Controla o ritmo ventilatórioventilatório básico, envia básico, envia o sinal respiratório para o sinal respiratório para os músculos inspiratórios.os músculos inspiratórios. Bulbo GRD m. intercostal externo diafragma Inerva m. inspiratórios Inerva m. expiratórios GRV Ponte Bulbo os músculos inspiratórios.os músculos inspiratórios. Controle da VentilaçãoControle da Ventilação Involuntário: Rítmo respiratórioInvoluntário: Rítmo respiratório Ritimicidade origina-se na rede de neurônios com potenciais instáveis de membrana Controle da VentilaçãoControle da Ventilação Grupo Respiratório VentralGrupo Respiratório Ventral envia impulsos aos músculos inspiratórios acessórios e expiratórios – Escalenos e Esternocleidomastoideo – Intercostais internos – Músculos Abdominais Neurônios ativados especialmente na inspiração e expiração forçada Involuntário: Centro RespiratórioInvoluntário: Centro Respiratório Através desse conjunto Através desse conjunto de neurônios há a de neurônios há a modulação da atividade modulação da atividade respiratóriarespiratória Bulbo GRD m. intercostal externo diafragma Inerva m. inspiratórios Inerva m. expiratórios GRV Ponte Bulbo inspiração e expiração forçada Os neurônios são Os neurônios são ativados quando ativados quando queremos forçar a queremos forçar a inspiração (inspirar inspiração (inspirar mais), mandam mais), mandam “informação” também “informação” também para o Grupo para o Grupo Respiratório DorsalRespiratório Dorsal ↓↓↓↓ PO2 →→→→ ↑↑↑↑ VENTILAÇÃO →→→→ ↓↓↓↓ PCO2 , ↑↑↑↑ pH Controle da VentilaçãoControle da Ventilação AclimataçãoAclimatação AlcaloseAlcalose> Ligação da Hb ao O> Ligação da Hb ao O22 Resposta a curto prazo: em 2 ou 3 dias. A seguir a Resposta a curto prazo: em 2 ou 3 dias. A seguir a produção de 2,3produção de 2,3--DPG pelas hemácias aumenta, DPG pelas hemácias aumenta, proporcionando maior liberação de Oproporcionando maior liberação de O22 a partir da a partir da HbHb, terminando com os efeitos da alcalose , terminando com os efeitos da alcalose respiratória.respiratória. Controle da Ventilação AclimataçãoAclimatação • A resposta a longo prazo corresponde a um aumento no número de hemácias na tentativa de aumentar o no número de hemácias na tentativa de aumentar o transporte de O2. No entanto, isso gera uma maior viscosidade no sangue, provocando maior resistência ao fluxo. Controle da VentilaçãoControle da Ventilação Involuntário: Modulação da atividade Involuntário: Modulação da atividade do centro respiratório pela do centro respiratório pela concentração sanguínea concentração sanguínea de Ode O22, CO, CO22 e He H ↑↑↑↑ Ventilação Quando ↓↓↓↓ PO2 (abaixo de 60 mmHg) ↓pH, ↑↑↑↑ PCO QuimiorreceptoresQuimiorreceptores periféricosperiféricos Corpúsculos carotídeos Corpúsculos aórticos X IX ↓pH, ↑↑↑↑ PCO2 Controle da VentilaçãoControle da Ventilação QuimiorreceptoresQuimiorreceptores periféricosperiféricos Involuntário: Modulação da atividade Involuntário: Modulação da atividade do centro respiratório pela do centro respiratório pela concentração sanguínea concentração sanguínea de Ode O22, CO, CO22 e He H ↑ Altitude de 3000 m São mais São mais responsivos as responsivos as variações da PCOvariações da PCO22 e do pH do que da e do pH do que da POPO22 POPO22 não contribui não contribui com a regulação com a regulação diária da ventilaçãodiária da ventilação Controle da VentilaçãoControle da Ventilação Involuntário: Modulação da atividade Involuntário: Modulação da atividade do centrorespiratório pela do centro respiratório pela concentração sanguínea concentração sanguínea de Ode O22, CO, CO22 e He H QuimiorreceptoresQuimiorreceptores periféricosperiféricos Sensores Sensores Sensores Sensores carotídeos do Ocarotídeos do O22 Controle da VentilaçãoControle da Ventilação Involuntário: Modulação da atividade Involuntário: Modulação da atividade do centro respiratório pela do centro respiratório pela concentração sanguínea concentração sanguínea de COde CO22 e He H BarreiraBarreira HematoHemato-- encefálicaencefálica CapilarCapilar cerebralcerebral FluídoFluído CérebroCérebro-- Espinhal Espinhal (FCE)(FCE) QuimiorreceptoresQuimiorreceptores Centrais Centrais –– monitoram a monitoram a composição do FCEcomposição do FCE ÁREA QUIMIOSSENSÍVELÁREA QUIMIOSSENSÍVEL CentroCentro RespiratórioRespiratório Como os íons H+ não cruzam facilmente a barreira hematoencefálica os neurônios quimiossensíveis são mais estimulados por variações nas concentrações sanguíneas de CO2 do que de H+ BulboBulbo Quimiorreceptor centralQuimiorreceptor central ↑↑↑↑ Ventilação CentroCentro RespiratórioRespiratório composição do FCEcomposição do FCE O aumento de COO aumento de CO22 com com diminuição do pH leva a um diminuição do pH leva a um aumento na aumento na frequênciafrequência respiratória, na tentativa de respiratória, na tentativa de obter mais Oobter mais O22 e aumentar o e aumentar o pH, que quando alterado, pH, que quando alterado, pode comprometer pode comprometer mecanismos fisiológicos.mecanismos fisiológicos. VC excede 1 L Controle da VentilaçãoControle da Ventilação Involuntário: Grau de enchimento dos Involuntário: Grau de enchimento dos pulmõespulmões Reflexo de HeringReflexo de Hering--BreuerBreuer GRV Bulbo Ponte Grupo Respiratório Ventral Centro ApnêusticoGrupo Respiratório Dorsal VC excede 1 L (exercício intenso) Receptores estiramento Grupo Respiratório Dorsal Interrompe a inspiraçãoVagoVago((--)) ⇒⇒⇒⇒ Mecanismo de proteção contra insuflações pulmonares excessivas. inibeminibem Controle da VentilaçãoControle da Ventilação Involuntário: Agentes irritantesInvoluntário: Agentes irritantes � respiração rápida e superficial � bronquioconstrição � tosse � espirro Ponte Bulbo Centro Pneumotáxico Centro Apnêustico Involuntário: Sistema límbicoInvoluntário: Sistema límbico Controle da VentilaçãoControle da Ventilação GRD m. intercostal externo diafragma Inerva m. inspiratórios Inerva m. expiratórios Centro Apnêustico GRV Bulbo Ponte Bulbo Centro Pneumotáxico Centro Apnêustico VoluntárioVoluntário Controle da VentilaçãoControle da Ventilação Prender a Prender a respiração: O respiração: O aumento de COaumento de CO22 aumenta a aumenta a GRD m. intercostal externo diafragma Inerva m. inspiratórios Inerva m. expiratórios Centro Apnêustico GRV Bulbo aumenta a aumenta a ventilação.ventilação. Controle da ventilação Exercícios Controle da ventilação Exercícios O consumo de O2 e a formação de CO2 aumenta até 20X. O que causa o aumento imediato da ventilação ? 1- Impulsos provenientes dos centros cerebrais superiores. 2- Estimulação dos proprioceptores das articulações e músculos Centro Respiratório Estudamos os mecanismos fisiológicos responsáveis pelo controle da responsáveis pelo controle da ventilação pulmonar Controle da VentilaçãoControle da Ventilação bulbaresbulbares “ A minha existência, o que quer que ela realmente seja, “ A minha existência, o que quer que ela realmente seja, “ A minha existência, o que quer que ela realmente seja, “ A minha existência, o que quer que ela realmente seja, consiste de um pouco de carne, um pouco de respiraçãoconsiste de um pouco de carne, um pouco de respiraçãoconsiste de um pouco de carne, um pouco de respiraçãoconsiste de um pouco de carne, um pouco de respiração e as partes que a governam”e as partes que a governam”e as partes que a governam”e as partes que a governam”e as partes que a governam”e as partes que a governam”e as partes que a governam”e as partes que a governam” Marcus Aurelius Antoninus ( 121- 180 d.C.)