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Universidade Federal do Maranhão Centro de Ciências Agrárias e Ambientais-IV Curso: Ciências Biológicas Disciplina: Biologia Evolutiva Docente: Dr. Jivanildo Miranda Discente: Regimara da Costa Borralho Atividade 5.Há muitas indicações de que espécies largamente distribuídas tendem a ter densidades populacionais maiores do que as espécies geograficamente mais restritas (veja Brown 1984). Quais são as causas possíveis e as implicações dessa correlação? As espécies podem ser amplamente distribuídas pela disponibilidade de recursos alimentares, menores riscos predatórios favorecendo a sobrevivência da prole. Além disso, espécies amplamente distribuídas, mesmo havendo uma mudança brusca ambiental, por ocupar maior extensão geográfica tende a não serem extintas, visto que ocupam áreas distintas e possivelmente nichos ecológicos também distintos, conferindo em outra forma de sobrevivência da espécie. Em contrapartida espécies restritas provavelmente sofrerão o oposto, podendo serem afetadas por vários aspectos, como a insuficiência de recurso e competição por este, tanto intra como interespecífica, pode haver ainda maior concentração de predadores, inibindo por conseguinte a propagação das espécies, portanto a restrição de espécies a determinado habitat infere com certeza na densidade populacional ali presente, todo esse processo consiste na seleção natural, propiciada pelo ambiente. 7.Qual a importância das observações de Darwin de que habitats diferentes na mesma região geográfica abrigam espécies aparentadas, ao passo que habitats semelhantes em diferentes partes do mundo tendem a ter espécies não afins? Os organismos com mesma área geográfica são aparentados por terem um precedente em comum e por processo gradual e sob pressão do ambiente divergiu-se em espécies e subespécies, ou seja, são grupos aparentados taxonomicamente. No entanto, habitats distantes, embora semelhantes, abrigam espécies distintas, pois, o precedente evolutivo e tão importante quanto as características físicas disponíveis no ambiente, e apesar de assemelharem-se, não necessariamente as composições especificas divergiram de um mesmo precedente, além dos fatos já abordados, os padrões de distribuição podem distinguirem-se para ambos os habitats, enfim, são enes fatores que vem contribuir ao não parentesco entre espécies de habitats semelhantes com distribuição geográfica diferente, consequentemente, observações como as de Darwin são imprescindíveis para se determinar o conhecimento da composição específica, impactos, relações, mecanismos com que se deu a distribuição, dentre outros aspectos. 9.Discuta a proposição que uma distribuição geográfica congruente de muitos táxons pode originar-se por vicariância, porém não por dispersão? Por tratar-se de uma proposição, em que relaciona-se a muitos táxons, possivelmente essa ocorreria por vicariância pois, a vicariância consiste em um evento natural que separa massas de terra, corpos d’água dentre outros, mas, que por conseguinte isola espécies através de um único evento em um mesmo espaço de tempo, e partindo desse ponto, as espécies ali isoladas tendem a diversificarem-se, diferenciando-se em novas espécies e subespécies. Além disso, acontecendo a vicariância pode-se originar de uma única área inicial duas ou mais áreas geográficas, estas todas com organismos isolados, que irão se diversificar em novas espécies e subespécies, formando assim, muitos táxons, com a distribuição dada em espaço de tempo equivalente. No entanto, a congruência por dispersão, seria impossibilitada, pois, esta depende de massas de terra contínuas, além disso, esta não acomete espécies, mas, espécie ocorrendo em longo espaço de tempo, é um processo gradual. Sendo gradual e não uniforme, ou seja, acometendo uma ou poucas espécies por vez, esse mecanismo (dispersão) não pode ser considerado para a distribuição geográfica congruente de muitos táxons, diferentemente da vicariância, como já citada.