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ESTÁGIOS BÁSICOS DE AMPLIFICADORES EM BAIXA FREQUÊNCIA Disciplina: Eletrônica Analógica I Profa. Dra. Greicy Costa Marques SUMÁRIO TBJ como Amplificador. Condições cc. Corrente de coletor e transcondutância. Corrente de base e resistência de entrada de base. Corrente de emissor e resistência de entrada do emissor. Ganho de tensão. Modelos Equivalentes para Pequenos Sinais 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 2 Modelos Equivalentes para Pequenos Sinais Modelo -Híbrido Modelo T Configurações Básicas de Amplificadores Emissor comum Emissor comum com resistência no emissor Base comum Seguidor de emissor TRANSISTOR COMO AMPLIFICADOR Para um transistor operar como amplificador o ponto de operação deve está na região ativa. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 3 ponto de operação deve está na região ativa. TRANSISTOR COMO AMPLIFICADOR Polarizar nada mais é que estabelecer uma corrente cc constante no emissor (ou coletor); Essa corrente deve ser previsível às variações 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 4 Essa corrente deve ser previsível às variações dos parâmetros de temperatura e β; Pois a operação do TBJ como amplificador é altamente influenciada pelo valor quiescente da corrente. TRANSISTOR COMO AMPLIFICADOR Podemos afirmar que: A junção base-emissor está diretamente polarizada por uma tensão cc VBE ; A junção coletor-base está 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 5 Figura 1 A junção coletor-base está reversa devido a conexão do coletor com uma fonte de alimentação VCC através do resistor RC. CONDIÇÕES CC Considerando inicialmente as condições de polarização cc faz-se o sinal vbe igual a zero, vide Figura 2. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 6 Figura 2. RELAÇÕES PARA AS CORRENTES E TENSÕES CC /CE II (1) (2) TBE VV SC eII // 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 7 /CB II CCCCCEC RIVVV (3) (4) CORRENTE DE COLETOR E TRANSCONDUTÂNCIA Conforme Figura 1, a tensão base- emissor instantânea total vBE beBEBE vVv (5) 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 8 Correspondentemente, a corrente de coletor TbeBETBE VvV S Vv SC eIeIi // TbeTBE VvVV SC eeIi // (6) CORRENTE DE COLETOR E TRANSCONDUTÂNCIA Substituindo a (1) em (6) produz Tbe Vv CC eIi / (7) Considerando vbe << VT, pode-se expandir a exponencial de (7) em uma série e fica-se apenas 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 9 exponencial de (7) em uma série e fica-se apenas com os dois primeiros termos T be CC V vIi 1 (8) CORRENTE DE COLETOR E TRANSCONDUTÂNCIA C vI Ii (9) Sendo a aproximação válida apenas para vbe em pequenos sinais (cerca de 10mV) 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 10 be T C v V I CC Ii (9) PodePode--sese observarobservar queque aa correntecorrente nono coletorcoletor éé compostacomposta pelapela correntecorrente dede polarizaçãopolarização IICC ee dada componentecomponente dede sinalsinal iicc.. CORRENTE DE COLETOR E TRANSCONDUTÂNCIA Componente de sinal be T C c vV Ii (10) Relacionando a corrente de sinal a um sinal de tensão correspondente 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 11 sinal de tensão correspondente bevmc gi TranscondutânciaTranscondutância (11) T C m V Ig )12( INCLINAÇÃO gm A Figura 3 mostra que gmé a inclinação da curva iC – vBE . 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 12 Figura 3. INCLINAÇÃO gm A aproximação em pequenos sinais implica manter a amplitude do sinal suficientemente pequena, de modo que 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 13 AA operaçãooperação fiquefique restritarestrita aoao segmentosegmento quasequase linearlinear dada curvacurva exponencialexponencial dede iiCC -- vvBEBE nono pontoponto QQ.. PARA PEQUENOS SINAIS O transistor se comporta como uma fonte de corrente controlada por tensão. A entrada do quadripolo dessa fonte 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 14 A entrada do quadripolo dessa fonte controlada está entre a base e o emissor e a saída entre o coletor e o emissor. CORRENTE DE BASE E RESISTÊNCIA DE ENTRADA DA BASE Para determinar a corrente de base ib (vista por vbe), tem-se que avaliar iB , be T CCC B vV IIii 1 )13(iIi 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 15 )13(bBB iIi aa componentecomponente dede sinalsinal iibb éé dadadada porpor be T C b vV Ii 1 )14( Substituindo gm em (14) obtemos be m b v gi )15( RESISTÊNCIA DE ENTRADA DA BASE A resistência de entrada (entre a base- emissor), olhando para o terminal de base, b be i vr )16( Substituindo (15) em (16), temos 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 16 Substituindo (15) em (16), temos mg r )17( SubstituindoSubstituindo ggmm emem ((1717)) ee IICC/β/β porpor IIBB B T I Vr )18( CORRENTE DE EMISSOR A corrente total no emissor iE pode ser determinada a partir de cCC E iIii 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 17 eEE iIi CI be T E be T Cc v V Iv V Ii )20( )19( iiee éé aa componentecomponente dede sinalsinal RESISTÊNCIA DE EMISSOR, re A resistência de entrada olhando para o terminal do emissor, é e be e i vr )21( 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 18 Substituindo (20) em (21) re fica E T e I Vr )22( RESISTÊNCIA DE EMISSOR, re Comparando (22) com a equação (12) temos mm e gg r 1 )23( Relacionando as re e r pela combinação de T C m V Ig 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 19 Relacionando as re e r pela combinação de suas respectivas definições eebbe ririv Logo e b e r i ir err )1( )24( RESISTÊNCIAS r e re 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 20 GANHO DE TENSÃO Até o momento vimos que o transistor age como uma fonte de corrente controlada por tensão. Pois, estabelecemos que o transistor é Pois, estabelecemos que o transistor é excitado pelo sinal vbe na base-emissor fazendo que uma corrente gmvbe circule pelo terminal de coletor em uma alta impedância. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 21 GANHO DE TENSÃO Para obter um sinal de tensão na saída, deve-se forçar a corrente circular por um resistor, vide Figura 1. Ficando vC CCCCC RiVv 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 22 CcCC CcCCCCC CcCCCC RiVv RiRIVv RiIVv )( )( )25( É a tensão de polarização do coletor. beCmCbemc vRgRvgv )( )26( GANHO DE TENSÃO Portanto, o ganho de tensão desse amplificador é Rg cv tensãode Ganho 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 23 CmRg be c v v tensãode Ganho )27( MODELOS PARA PEQUENOS SINAIS Vimos em slides anteriores que cada corrente e tensão no amplificador da Figura 1 é composta de duas compontes: • Componente cc • Componente cc • Componente de sinal 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 24 MODELOS PARA PEQUENOS SINAIS As componentes cc são determinadas pelo circuito da Figura 2 e pelas relações impostas ao TBJ. As componentes de sinais são obtidas As componentes de sinais são obtidas eliminando-se as fontes cc, conforme Figura 4. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 25 MODELOS PARA PEQUENOS SINAIS A Figura 4 mostra o circuito amplificador da Figura 1 com as fontes cc eliminadas. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 26 Figura 4. POR QUE É ZERO? Como a tensão de uma fonte cc ideal não varia, a tensão de sinal nela será zero. Devido a isso, substituímos V e V por um Devido a isso, substituímos Vcc e VBE por um curto. Se houvesse fonte de corrente ideal esta seria substituída por um circuito aberto. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 27 MODELOS PARA PEQUENOS SINAIS Através da Figura 4 podemos ver também as expressões para as correntes ic, ib e ie para um sinal vbe aplicado. As relações podem ser representadas por As relações podem ser representadas por um circuito, que deve ter três terminais, C, B e E, e deve manter as mesmas correntes indicadas nos terminais. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 28 MODELOS PARA PEQUENOS SINAIS Veremos os modelos: Modelo -Híbrido Modelo T Modelo T 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 29 MODELO -HÍBRIDO Esse modelo representa o TBJ como fonte de corrente controlada por tensão e inclui explicitamente a resistência de entrada de baseexplicitamente a resistência de entrada de base r . 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 30 MODELO -HÍBRIDO A Figura 5 mostra duas versões ligeiramente diferentes para o modelo -Híbrido 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 31 Figura 5. MODELO -HÍBRIDO Pelo modelo temos: bemc vgi 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 32 r vi beb MODELO -HÍBRIDO Contudo para ie a expressão não é tão óbvia. No nó do emissor, temos be cbe vgv iii 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 33 e be be be m be bem be r v rv r v rg r v vg r 1 /)1( )1( MODELO -HÍBRIDO O modelo mostrado na Figura 5(b) pode ser obtido expressando-se a corrente da fonte controlada em termos da corrente da base ib 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 34 bbm bmbem iirg rigvg )( )( MODELO -HÍBRIDO É importante ressaltar que os modelos equivalentes para pequenos sinais da Figura 5 modelam a operação do TBJ em um dadomodelam a operação do TBJ em um dado ponto de polarização. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 35 MODELO T Neste modelo assim como no modelo - híbrido representa o TBJ como uma fonte de corrente controlada.de corrente controlada. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 36 MODELO T A Figura 6 mostra o circuito chamado modelo T, duas versões são apresentadas. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 37 Figura 6. MODELO T No circuito da Figura 6(a) o TBJ é representado por uma fonte de corrente controlada por tensão. No circuito da Figura 6(b) o TBJ é representado por uma fonte de corrente controlada por corrente. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 38 MODELO T Pela Figura 6(a) vemos claramente que as expressões para ib e ic. bemc vgi ceb iii e be e r vi 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 39 ceb iii r v r v r v r v rg r vvg r vi be e be e be e be em e be bem e be b )1( 1 1)1( )1( Sinal de controle. MODELO T Pode-se expressar a corrente da fonte controlada em termos da corrente do emissor, como: rigvg )( 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 40 eeem eembem iirg rigvg )( )( Sinal de controle. ANÁLISE DOS MODELOS PARA PEQUENOS SINAIS A seguir é mostrado os passos a ser seguido para análise de circuitos amplificadores compara análise de circuitos amplificadores com TBJ para pequenos sinais. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 41 APLICAÇÃO DOS MODELOS EQUIVALENTES - PASSOS Determine o ponto de operação cc do TBJ e em particular o valor da Ic . Calcule os valores dos parâmetros: gm = IC/VT r =/gm re = VT/IE 1/gm 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 42 APLICAÇÃO DOS MODELOS EQUIVALENTES - PASSOS Elimine as fontes cc de tensão substituindo-as por um curto-circuito e fonte cc de corrente por um circuito aberto. Substitua o TBJ por um de seus modelos Substitua o TBJ por um de seus modelos equivalentes. Análise o circuito resultante para determinar as grandezas de interesse. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 43 EXEMPLO 1 Para para o circuito da Figura A, determine o ganho de tensão. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 44 Figura A. CAPACITOR EM PEQUENOS SINAIS O capacitor de acoplamento cuja função é acoplar o sinal de entrada ao emissor e bloquear grandezas cc, é visto como uma capacitância infinita, logo podemos subtituí-lo por um curto-circuito. Os capacitores de passagem funcionam como pequenas baterias auxiliares, ajudando a fonte de alimentação no fornecimento de corrente para um compontente. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 45 RESUMO DOS PARÂMETROS DOS MODELOS Parâmetros do modelo em termos das correntes de polarização: T C m V Ig C T E T e I V I Vr 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 46 TV CE II C T B T I V I Vr C A o I Vr RESUMO DOS PARÂMETROS DOS MODELOS Em termos de gm: m e g r mg r Em termos de re: 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 47 e m r g e m rr g 11 Relações entre e : 1 1 1 11 err )1( ESTÁGIOS BÁSICOS COM TBJ Abordaremos três estágios básicos de amplificadores com TBJ: Os circuitos emissor-comum (EC) Os circuitos base-comum (BC) Os circuitos coletor-comum (CC) 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 48 AMPLIFICADOR EM EMISSOR COMUM A Figura 7(a) mostra a configuração do amplificador em EC. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 49 Figura 7(a) AMPLIFICADOR EM EMISSOR COMUM O TBJ é polarizado com: Uma fonte de corrente constante I. Um capacitor C (capacitor de passagem), Um capacitor CE (capacitor de passagem), que conecta o emissor ao terra. Uma fonte de tensão cc, VCC 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 50 AMPLIFICADOR EM EMISSOR COMUM A capacitância é considerada suficientemente elevada, de tal forma que apresenta uma baixa reatância. Devido a isso substituir o capacitor por um curto-circuito. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 51 AMPLIFICADOR EM EMISSOR COMUM Concectada à base temos a fonte de sinal vs que tem resistência Rs. Pode-se observar que vs e Rs representam tanto uma fonte real de sinal como umatanto uma fonte real de sinal como uma circuito equivalente de Thévenin de um outro circuito que alimenta o amplificador em EC. O sinal de saída vo é obtido no coletor. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 52 AMPLIFICADOR EM EMISSOR COMUM Deseja-se analisar o circuito do amplificador EC para determinar: A resistência de entrada Ri, A resistência de entrada Ri, O ganho de tensão Av = vo/vs, O ganho de corrente Ai = io/ib, A resistência de saída Ro 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 53 AMPLIFICADOR EM EMISSOR COMUM O primeiro passo é determinar o ponto de operação cc do TBJ e em particular o valor da Ic. O segundo passo é calcular os valores dos parâmetros.parâmetros. O terceiro passo é eliminar as fontes cc de tensão substituindo-as por um curto-circuito e fonte cc de corrente por um circuito aberto. E substituir também os capacitores por curto- circuitos. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 54 AMPLIFICADOR EM EMISSOR COMUM O quarto passo é substituir o TBJ por um de seus modelos equivalentes. O quinto passo é a análise do circuito O quinto passo é a análise do circuito resultante para determinar as grandezas de interesse. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 55 AMPLIFICADOR EM EMISSOR COMUM Após os passos mencionados anteriormente, o circuito da Figura 7 (a) torna-se o circuito da Figura 7 (b). 01/02/2017 Eletrônica AnalógicaII 56 Figura 7(b) AMPLIFICADOR EM EMISSOR COMUM Determinando Ri: rRi )28( Determinando vo/vs=Av : rv 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 57 Primeiro: calcula-se a parcela de vs que aparece na base que é v. rR r v v Ss )29( Segundo: calcula-se vo/v. )//( )//)(( oCm o oCmo rRg v v rRvgv )30( AMPLIFICADOR EM EMISSOR COMUM Se em (31) R >>r o ganho rR rRA v v v v v vA S oC v o ss o v )//( )31( Finalmente o ganho de tensão Av. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 58 Se em (31) Rs>>r o ganho fica muito dependente de . S oC v R rRA )//( Para baixos valores de Rs diminui-se a dependência, no extremo Rs<<r o ganho fica independente de . )//( oCmv rRgA )32( )33( AMPLIFICADOR EM EMISSOR COMUM Determinando Ai = io/ib : Pela Figura 7(b) pode-se ver que ib é r vib Pela Figura 7(b) e )( vgri o 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 59 Pela Figura 7(b) e aplicando o divisor de corrente na saída io é Logo Ai Co o i Coom b o i Rr rA rv Rrrvg i iA / )/( )34( )( vgRr ri m Co o o AMPLIFICADOR EM EMISSOR COMUM Determinando Ro: Inspecionando o circuito da Figura 7(b) como segue: impondo-se vs = 0, pode-se observar que v = 0 logo, 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 60 oCo rRR // )35( EXEMPLO 2 Para para o circuito da Figura B, determine a resistências de entrada e saída e os ganhos de tensão e corrente. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 61 Figura B. RESUMINDO O amplificador em EC pode ser projetado para proporcionar: Ganhos substanciais de Ai eAv Resistências de entrada de valor moderado. Resistências de saída de valor elevado. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 62 AMPLIFICADOR EM EC COM RE A Figura 8 inclui uma resistência no caminho do sinal entre o emissor e o terra. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 63 Figura 8. AMPLIFICADOR EM EC COM RE Com a inclusão de RE levará a mudanças significativas nas características do amplificador. Veremos também que a inclusão desse resistor Veremos também que a inclusão desse resistor pode ser utilizado pelo projetista como uma ferramenta eficaz de projeto para dar as características que se fizerem necessárias no projeto. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 64 AMPLIFICADOR EM EC COM RE Analisando o circuito da Figura 8: Escolher o modelo para o TBJ. Qual escolher? Pode ser qualquer um dos modelos -híbrido ou T.modelos -híbrido ou T. Mas, podemos observar que a resistência Re no emissor aparecerá em série com a resistência de emissor no modelo T. Veremos ao final que a escolha do modelo T simplifica consideravelmente a análise. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 65 Figura 8. AMPLIFICADOR EM EC COM RE A Figura 9 mostra o TBJ substituído pelo modelo T acrescido da resistência de saída de coletor ro 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 66 Figura 9. AMPLIFICADOR EM EC COM RE Pelo circuito da Figura 9, pode-se ver que a inclusão de ro conecta a saída do amplificador a sua entrada, fazendo assim que a natureza unilateral do amplificador seja perdida e complicando a análise. Como normalmente ro é um valor elevado podemos eliminá-lo do circuito, ficando a Figura 9 conforme a Figura 10. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 67 AMPLIFICADOR EM EC COM RE A Figura 10 mostra o circuito da Figura 9 com ro eliminado. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 68 Figura 10. AMPLIFICADOR EM EC COM RE Determinando Ri: Pela Figura 10 a tensão de base é dada por b b i i vR )( Eeeb Rriv )36( 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 69 Pelo nó na base, a corrente de base pode ser 1 )1( eeb iii )37( ))(1( Ee b b i Rri vR )38( AMPLIFICADOR EM EC COM RE Esse resultado nos diz que a resistência de entrada olhando-se para a base é (β+1) vezes a resistência total no emissor. O fator (β+1) surge porque a corrente de base é 1/(β+1)ie. Logo, a inclusão de RE no emissor aumenta Ri consideravelmente. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 70 AMPLIFICADOR EM EC COM RE Fazendo uma comparação entre Ri com Re e Ri sem Re tem-se o fator e Ee Ei Ei R r Rr RR RR )1( ))(1( ) sem( ) com( )39( 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 71 Em e E Rg r R 11 )39( e m e m r g r g 11 AMPLIFICADOR EM EC COM RE Determinando Av: Primeiramente determinamos o ganho da base para o coletor vo/vb Ceo Riv )40( Utilizando as equações (36) e )41(Rv 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 72 Utilizando as equações (36) e (40) o ganho fica )41( Fazendo 1 a equação (41) torna-se Ee C b o Rr R v v Ee C b o Rr R v v )42( )( Eeeb Rriv AMPLIFICADOR EM EC COM RE Em seguida calcule o ganho vb/vs através do divisor de tensão na entrada Finalmente o ganho fica Si i s b RR R v v )43( 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 73 ))(1( EeS C s b b o v RrR R v v v vA )44( Pode-se ver claramente pela equação (44) que o ganho para esse amplificador é menor devido ao termo (+1)RE no denominador. AMPLIFICADOR EM EC COM RE Uma outra vantagem devido a inclusão de RE no emissor é que este amplificador pode trabalhar com sinais de entrada maiores sem que ocorra distorção não-linear. Isso ocorre porque somente uma pequena parcela do sinal de entrada da base aparece entre a base e o 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 74 sinal de entrada da base aparece entre a base e o emissor. EmEe e b RgRr r v v 1 1 )45( AMPLIFICADOR EM EC COM RE Determinando Ai: eeo e b iii ii 1 1 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 75 eeo iii 1 b o i i iA )46( AMPLIFICADOR EM EC COM RE Determinando Ro: Co RR )47( 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 76 RESUMINDO A resistência de entrada Ri aumenta de (1+gmRE). Para a mesma distorção não-linear, podemos aplicar um sinal (1+gmRE) vezes maior. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 77 aplicar um sinal (1+gmRE) vezes maior. O ganho de tensão é reduzido. O ganho de tensão é menos dependente do valor de (quando Rs é pequeno). AMPLIFICADOR EM BASE-COMUM A Figura 11 mostra o circuito amplificador em base comum com TBJ. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 78 Figura 11 AMPLIFICADOR EM BASE-COMUM No circuito da Figura 11 podemos ver: A base é aterrada. A fonte de sinal é acoplado ao emissor 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 79 A fonte de sinal é acoplado ao emissor através de um capacitor Cc de valor elevado. O sinal de saída é obtido no coletor. AMPLIFICADOR EM BASE-COMUM Como a fonte de sinal é aplicada ao terminal de emissor é mais conveniente usar o modelo 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 80 de emissor é mais conveniente usar o modelo T. AMPLIFICADOR EM BASE-COMUM A Figura 12 mostra o TBJ substituído pelo circuito equivalente. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 81 Figura 12 AMPLIFICADOR EM BASE-COMUM Determinando Ri: Analisando o circuito da Figura 12 revela que a resistência de entrada é ei rR )48( 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 82 Como re é relativamente baixa, podemos ver que a resistência de entrada desse amplificador é baixa. AMPLIFICADOR EM BASE-COMUM Determinando Av = vo/vs: A Figura 12 revela cque a tensão de saída vo Ceo Riv Pela entrada da Figura v 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 83 Pela entrada da Figura 12 a corrente é: Substituindo ie em vo o ganho fica es s e rR vi es C s o v rR R v vA )49( AMPLIFICADOR EM BASE-COMUM Determinando Ai = io/ii: Pela Figura 12 a ii Pela Figura 12 a i ei ii ii 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 84 Pela Figura 12 a io Finalmente o ganho de corrente fica eo ii e e i o i i i i iA )50( AMPLIFICADOR EM BASE-COMUM Determinando Ro: Co RR )51( 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 85 RESUMINDO O amplificador em BC exibe uma baixa resistência de entrada. Ganho de corrente próximo de 1. Resistência de saída determinada por RC. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 86 Resistência de saída determinada por RC. Ganho de tensão é dependente de Rs. Por apresentar uma baixa impedância de entrada é muito utilizado como amplificador de corrente de ganho unitário ou como buffer (isolador de corrente). AMPLIFICADOR EM COLETOR COMUM A Figura 13 mostra o circuito amplificador em CC: Neste circuito o coletor é conectado à fonte VCC e, portanto, está aterrado do ponto de vista de sinais. O sinal de entrada é aplicado à base e a saída é tomada no 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 87 base e a saída é tomada no emissor. O objetivo desse circuito com coletor comum é conectar uma fonte de sinal com resistência elevada a uma carga relativamente baixa. Por isso, está mostrado uma resistência de carga. Sendo mais específico, o sinal de saída no emissor é acoplado a carga RL. Figura 13 AMPLIFICADOR EM COLETOR COMUM A Figura 14 mostra o circuito amplificador em CC obtido pela substituição do TBJ pelo modelo T: 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 88 Figura 14 AMPLIFICADOR EM COLETOR COMUM A Figura 15 mostra o circuito amplificador em CC redesenhado para mostrar que ro está em paralelo com RL: 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 89 Figura 15 AMPLIFICADOR EM COLETOR COMUM A escolha pelo modelo T para a análise em pequenos sinais se dá pelo fato de a resistência de carga está conectada no emissor. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 90 Na análise desse amplificador será considerado a resistência de saída do coletor ro, pois esta influencia significativamente no desempenho desse amplificador. AMPLIFICADOR EM COLETOR COMUM Determinando Ri: Pela Figura 15 a resistência de entrada é b b i i vR Pela Figura 15 temos, ))//(( Loeeb Rrriv 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 91 Pela Figura 15 temos, 1 )1( eeb Loeeb iii Finalmente )]//()[1( Loei RrrR )52( AMPLIFICADOR EM COLETOR COMUM Para o caso que re << RL << ro Li RR )1( )53( 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 92 Pela equação podemos ver que esse amplificador exibe uma resistência relativamente elevada. Pois, o efeito da fonte de sinal ao se conectar uma carga RL ao circuito é reduzido porque RL é, na verdade, multiplicada por (+1). AMPLIFICADOR EM COLETOR COMUM Visualizando melhor, determina-se a parcela do sinal de entrada na base. Através do divisor de tensão )]//()[1( Loeb Rrrv )54( 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 93 )]//()[1( LoeS Loe s b RrrRv )54( AMPLIFICADOR EM COLETOR COMUM Determinando Av: )//( )//( Loe Lo b o Rrr Rr v v Para calcular o ganho total, podemos determinar o ganho entre a base e o coletor pelo divisor de tensão )55( 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 94 Finalmente o ganho total é Para re usualmente pequeno, vo/vb se aproxima da unidade, o que significa que o sinal do emissor segue o sinal da base. ))//()(1( )//)(1( Loes Lo b o s b s o v RrrR Rr v v v v v vA )56( AMPLIFICADOR EM COLETOR COMUM Expressando de outra forma )//( Loo v R Rr v vA )57( 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 95 )//( 1 Loe ss v RrrRv )57( As equações (56) e (57) mostram que o ganho de tensão é menor que a unidade. AMPLIFICADOR EM COLETOR COMUM Determinando Ro: Fazendo vs = 0 e aplicando uma tensão de teste vx ao emissor, vide Figura 16. Pelo circuito da Figura 16, podemos ver que vx e ie são 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 96 Figura 16 podemos ver que vx e ie são Se x e eeSex rRx rRx Rr vi riRiv vvv vvv es es )1( )1( 0 AMPLIFICADOR EM COLETOR COMUM fornecendo e o x x o x ex i r vi r vii 0 Pelo nó do emissor, temos Se x o x x Rr v r vi )1( 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 97 Como Ro vx/ix Seox x o Rrrv i R )1( 111 )58( Pode-se ver através de (58) que Ro equivale ao paralelo de 1 // S eoo RrrR )59( AMPLIFICADOR EM COLETOR COMUM A equação (59) revela que Ro é usualmente baixa. Isso fica mais claro considerando-se o caso típico em que ro é muito alta e, portanto, 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 98 1 s eo RrR )60( AMPLIFICADOR EM COLETOR COMUM Determinando Ai: Pelo divisor de corrente na saída eb ii )1( Pelo nó da base, temos e o o iRr ri 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 99 e Lo o Rr )1( b Lo o o e Lo o o i Rr ri i Rr ri Lo o b o i Rr r i iA )1( Finalmente o ganho fica RESUMINDO Este amplificador exibe uma alta impedância de entrada e uma baixa impedância de saída. Ganho de tensão menor e próximo da unidade. 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 100 Ganho de tensão menor e próximo da unidade. Ganho de corrente relativamente elevado. AMPLIFICADOR EM COLETOR COMUM É utilizado em aplicações nas quais uma elevada resistência de fonte deve ser conectada a uma carga de baixo valor. Em outras palavras atua como um isolador 01/02/2017 Eletrônica Analógica II 101 Em outras palavras atua como um isolador (buffer). Pode ser utilizado também como último estágio de um amplificador de múltiplos estágios, cujo objetivo não é aumentar o ganho de tensão, mas fornecer uma baixa resistência de saída.