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LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 2
QUESTÃO 1
WOMEN AT ARMS
By Damien Cave; Diana Oliva Cave contributed reporting.
Article in series Women at Arms reports many women 
returning from war with post-traumatic stress disorders often 
choose isolation rather than suffer embarrassment in society 
unfamiliar with their wartime roles; Veterans Affairs Dept has 
diagnosed 19,084 female veterans with mental disorders as 
of June 2008, including 8,454 women with post-traumatic 
stress; trend is one result of military policy that has quietly 
sidestepped regulations barring women from jobs in ground 
combat; studies femal... 
The New York Times - Wednesday, June 22, 2011.
Ao ler parte da reportagem “Women at Arms” pode-se inferir 
que a ideia principal do artigo é:
 a armação do governo para impedir que as mulheres 
 estressadas.
 a força dos braços das mulheres.
 as mulheres gostam de participar dos combates.
 alguns efeitos negativos da participação das mulheres 
nas Forças Armadas ao retornarem da guerra.
 o estresse natural das mulheres em qualquer situação.
QUESTÃO 2
Flooding in Rio de Janeiro state kills scores
Advertisement
Landslides and wreaked havoc in the area
In January, at least 39 people were killed by mudslides in 
the resort area of Angra dos Reis, half way between Rio de 
Janeiro and Santos.
At least 95 people have died in the Brazilian state of Rio 
de Janeiro after the most torrential rain for decades caused 
landslides and 
A state of emergency has been declared and 
have warned the death toll may rise as many more are 
missing.
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 1 a 45
Questões de 1 a 5 (opção Inglês)
At least 33 people died in Rio de Janeiro city after 28cm 
(11in) of rain fell in 24 hours, while 33 were killed in the 
neighbouring city of Niteroi.
De acordo com o texto, o que ocasionou a morte de 95 
pessoas no Estado do Rio de Janeiro?
 Chuva fraca.
 Calor intenso.
 Chuva torrencial.
 Crise na área da saúde.
 Falta de educação.
QUESTÃO 3
U.S. releases graphic images to deter 
smokers
The different images, to be shown on packs of cigarettes beginning 
in 2012, have been opposed by the tobacco industry
By Duff Wilson Published: June 21, 2011. The New York Times – Wednesday, June 21, 
2011.
Observando as informações acima, é correto concluir que a 
intenção das é:
 alertar sobre os danos que o cigarro pode causar à 
saúde.
 mostrar que o cigarro não prejudica os pulmões.
 revelar que o cigarro, em hipótese alguma, pode levar à 
morte.
 informar que as crianças jamais serão afetadas pelo 
cigarro.
 convencer que determinadas doenças não têm relação 
com o cigarro.
do Enem
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 3
QUESTÃO 4
What is literature?
The subjects we study at school can be divided roughly 
into two groups – the sciences and thearts. The sciences 
include mathematics, geography, chemistry, physics and so on. 
Among the arts are drawing, painting, modelling, needlework, 
drama, music, literature. The purpose of education is to us 
for life in a civilized community, and it seems to follow from 
the subjects we study that the two most important things in 
civilized life are art and science. 
Is this really true? If we take an average day in the life 
of the average man we seem to see very little evidence of 
concern with the sciences and the arts. The average man 
gets up, goes to work, eats his meals, reads the newspapers, 
watches television, goes to the cinema, goes to bed, sleeps, 
wakes up, starts all over again.
Unless we happen to be professional scientists, laboratory 
experiments and formulae have ceased to have any meaning 
for most of us; unless we happen to be poets or painters or 
musicians – or teachers of literature, painting, and music – the 
arts seem to us to be only the concern of schoolchildren. And 
yet people have said, and still say, that the great glories of our 
civilization are the scientists and artists. 
BURGESS, Anthony. English Literature. Hong Kong: Longman, 1993.
This text aims at which of the following readers?
 College students. Schoolchildren.
 Newspaper readers. Scientists and artists.
 Poets and painters.
QUESTÃO 5
Anglesey
The druids and the romans
The history of the island is strangely similar to the recent 
Hollywood Avatar. In the century the Roman Empire 
conquered Britain. Anglesey was the last Celcitc region. The 
Roman historian Tacitus recorded the Battle of the Menai Strait.
A line of Celtic warriors, men and women, stood across the 
water. The leaders, the Druids, shouted terrifying spells.
Many Roman soldiers were paralysed with fear. The 
Romans lost many men. After a terrible battle, the Roman army 
were victorious. They killed the Druids and destroyed their 
sacred oak trees.
Speak Up. Ano XXIV, no 285.
Anglesey é uma ilha localizada na costa Noroeste do País de 
Gales. É uma das ilhas mais belas do Reino Unido e é riquíssima 
em história. Um dos fatos marcantes da história da ilha:
 aconteceu durante batalha de Menai Strait, última 
batalha celta vitoriosa.
 aconteceu quando a árvore sagrada dos druidas foi 
destruída pelos romanos.
 ocorreu quando os druidas paralisaram os soldados 
romanos, fazendo-os perder a batalha.
 foi ter servido de locação para o Avatar.
 guarda uma curiosa semelhança com o Avatar.
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 1 a 45
Questões de 1 a 5 (opção Espanhol)
QUESTÃO 1
Apple devuelve la plata a los compradores 
 del Final Cut Pro X
29/06/11 – 15:43
Es a raíz de la gran cantidad de críticas que recibió la 
última versión del editor de videos de Mac.
Fue un estreno con el pie izquierdo y cargado de críticas. 
En menos de una semana, Apple casi tuvo que dar marcha 
atrás con su programa de edición de videos Final Cut Pro X.
Aunque fue anunciado con bombos y platillos y 
presentado por Apple “como revolucionario, sorprendente y 
dinámico”, los usuarios no le dieron una gran bienvenida.
Las críticas que se repiten entre expertos y usuarios 
es que es de menor calidad si se compara con su versión 
anterior. Incluso, lanzaron un pedido online llamado “Final 
Cut Pro X no es una herramienta profesional”. http://www.
“Una gran empresa como Apple Inc. no debe hacer 
cambios “revolucionarios” en un software que se puede 
denominar como “estándar en la industria”. Esto es injusto 
para los trabajadores que dependen de Final Cut Pro 
como una herramienta de trabajo y será devastador para la 
comunidad de Final Cut Pro”, publicaron en la carta online a 
la empresa de la manzanita.
En ella, los “indignados digitales” explican que el proceso 
de migración a la nueva herramienta es muy costoso, y 
aseguran que de haber sabido cómo iba a ser antes de 
adquirirla habrían elegido otros software de edición. El Final 
Cut Pro X (que en rigor es la séptima versión del programa) 
cuesta 299,99 dólares en el App Store.
A raíz de las quejas, Apple reaccionó y decidió devolver 
el dinero a todos aquellos que presenten un reclamo a través 
del servicio de atención al cliente de la App Store.
Disponível em: http://www.clarin.com/
O uso de termos estrangeiros pode a compreensão 
da matéria. Porém, neste texto esses termos:
 chamam a atenção dos compradores do programas.
 fazem com que o texto se torne autêntico.
 não podem ser traduzidos à língua espanhola.
 por serem universais não prejudicam o entendimento do 
exposto.
 são palavras-chave para chamar atenção de futuros 
compradores.
do Enem
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 4
QUESTÃO 2
Sigue en alza el precio de los departamentos 
en Capital Federal
Posteado el 9 May, 2012
Archivo
Según un estudio de la UADE, el valor promedio del 
metro cuadrado a estrenar creció 8,1%, 5,2% y 6% en 
Recoleta, Palermoy Núñez, respectivamente, comparando 
con los niveles relevados en noviembre del año pasado.
Los inmuebles a estrenar en el corredor norte de 
la ciudad de Buenos Aires, en los barrios de Recoleta, 
Palermo y Núñez, registraron aumentos de 8,1%, 5,2% y 
6%, respectivamente, durante el primer trimestre de este 
año, en comparación con noviembre pasado, según un 
relevamiento de la Universidad Argentina de la Empresa 
(UADE). Asimismo son los barrios que registran los valores 
de departamentos más elevados, tanto en el segmento de 
nuevos como en el de usado.
El informe, elaborado en base a los precios de oferta de 
departamentos en dólares en un conjunto de catorce barrios 
porteños publicados en medios e internet, indicó 
que el valor del metro cuadrado en el caso de los inmuebles 
a estrenar osciló entre 2.637 dólares (Belgrano) y los 3.257 
dólares (Recoleta).
Los barrios relevados fueron: Recoleta, Palermo, Núñez, 
Belgrano, Caballito, Colegiales, Barracas, Almagro, Villa 
Urquiza, Saavedra, Balvanera, San Telmo, Boedo y Flores.
En materia de departamentos usados y para una 
medición similar, todos los barrios presentaron incrementos 
en el valor promedio del metro cuadrado, si bien en algunos 
casos fueron leves (Belgrano creció 0,2% y Almagro 1,3%, 
por ejemplo).
La Nacion
Através de um estudo realizado pela UADE, pode-se perceber 
que ocorreu um aumento nos valores do metro quadrado dos 
imóveis em Buenos Aires. De acordo com o bairro, esse valor 
pode variar; por exemplo: no bairro de Palermo o aumento foi 
de 5,2%, porém em Bergrano foi 0,2%. 
Diante dessa informação, é correto concluir que:
 o aumento ocorreu apenas em apartamentos usados.
 houve uma diminuição nos valores dos apartamentos 
novos.
 o aumento tanto nos apartamentos usados como nos 
não usados.
 o aumento foi inferior ao ano anterior nos dois tipos de 
apartamentos. 
 o aumento ocorreu só nos apartamentos novos.
QUESTÃO 3
La donación de órganos sube un 10% en 
2011
La donación de órganos en España aumentó en el 
primer semestre del año un 10% respecto al mismo periodo 
del año anterior. Así lo explicó ayer Rafael Matesanz, director 
de la Organización Nacional de Trasplantes (ONT) en los 
cursos de verano de la Universidad Menéndez Pelayo de 
Santander. Las donaciones, resaltó Matesanz, recuperan su 
ritmo tras el descenso del 6% registrado en el mes de enero. 
Ese mes los datos de la ONT revelaron que las donaciones 
de órganos habían caído a niveles de hace una década.
Una de las razones fundamentales del repunte es, 
según Matesanz, el aumento de las donaciones en parada 
cardiaca. Esas donaciones representan el 9% de las totales 
en España, es decir, uno de cada 11 donantes. El objetivo 
de la ONT es que esas donaciones representen el 20% o el 
25%. “A pesar de que este sistema es un gran avance, no 
podemos olvidar la donación clásica (de vivo y por muerte 
encefálica); y debemos seguir haciendo un gran esfuerzo 
para que España siga en el primer puesto mundial en esta 
materia”, dijo Matesanz.
El procedimiento de donación de órganos por parada 
cardiovascular de personas que fallecen en la calle funciona 
en Madrid (en dos hospitales), Barcelona, Alicante, Granada, 
Vitoria y A Coruña. Ahora, a esta red se van a sumar también 
hospitales de otros lugares de España. Para poder donar, las 
personas que fallecen en la calle por parada cardiovascular 
deben tener menos de 55 años.
Matesanz recordó que en España se ha puesto en 
marcha un protocolo para mejorar la relación con los 
familiares del futuro donante, tanto si es español como 
extranjero que vive en España. Solo el 9% de los familiares 
de ingleses fallecidos en España se niega a donar sus 
órganos; mientras que en su propio país el porcentaje de 
negativas llega al 40%. 
CAROLINA GARCÍA - Santander - 05/07/2011
O aumento de doações de órgãos na Espanha é devido:
 
às doações de pessoas vivas que gostam de ajudar. 
às inúmeras mortes por parada cardíaca.
 às mortes de causas adversas.
 às mortes de pessoas que não são por 
seus familiares.
 às mortes de pessoas estrangeiras que vivem na 
Espanha.
do Enem
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 5
QUESTÃO 4
Sarampión: alerta de brote en Buenos Aires 
por un caso importado
Detectaron un caso en una mujer que volvió de Europa; 
hace más de 10 años que no hay circulación autóctona en la 
Argentina; recomiendan tener al día la vacunación
Por Sebastián A. Ríos | La Nacion
El Ministerio de Salud emitió un alerta epidemiológico 
ante la detección de un caso de sarampión en la ciudad de 
Buenos Aires, ya que se trata de una enfermedad que no 
tiene circulación autóctona desde 2000. El caso se descubrió 
ayer: se trata de una mujer de 35 años, residente en esta 
ciudad, que volvió al país tras estar en Europa durante 
cuatro semanas.
“Si bien en la Argentina no circula el sarampión desde 
el año 2000, el riesgo de inserción de esta enfermedad a 
nuestro país es alto y permanente ya que el virus circula 
actualmente con intensidad en Europa, el sudeste asiático, 
el oriental y África”, comentó Carla Vizzotti, a cargo 
del Programa Nacional de Enfermedades Inmunoprevenibles 
del Ministerio de Salud. Como en la Argentina no se registra 
circulación viral de sarampión autóctona desde hace doce 
años, la aparición de un solo caso se considera brote.
Si bien ya se implementaron las tareas de “bloqueo de 
foco”, que tienen por objetivo evitar el potencial contagio del 
virus, “es importante advertir a los equipos médicos en todo 
el país que resulta fundamental reconocer precozmente cada 
caso y que se debe informar rápidamente a las autoridades 
nacionales ante cualquier sospecha de esta enfermedad”, 
agregó la funcionaria.
Após a leitura do texto, percebe-se a preocupação com uma 
epidemia de sarampo por parte das autoridades argentinas, 
pois há 12 anos não se registra uma circulação viral 
relacionada a esta doença.
O caso detectado foi de uma mulher de 35 anos que esteve 
na Europa durante quatro semanas e que reside em Buenos 
Aires.
Diante da informação vinculada à reportagem, pode-se 
situar a descoberta do caso na seguinte referência temporal:
 
No dia da reportagem.
 Na semana passada.
 
Foi detectado ontem o caso.
 O caso ainda é uma suspeita.
 Hoje foi a doença.
QUESTÃO 5
Una retina electrónica devuelve parte de la 
visión a dos pacientes ciegos
Les implantaron un microchip que les permite ver 
 de luz” y así distinguir objetos de color blanco sobre 
un fondo negro.
07/05/12 – 13:29
Dos pacientes que habían perdido la vista debido a una 
enfermedad degenerativa pudieron recuperarla en parte 
gracias al implante de una retina electrónica, realizado por 
primera vez en Gran Bretaña.
Cirujanos del King’s College Hospital de Londres 
implantaron detrás de la retina de esos pacientes un 
microchip de apenas tres milímetros, que transforma la luz 
que penetra en el globo ocular en impulsos eléctricos que el 
cerebro es capaz de reconocer.
La retina electrónica – fabricada por la alemana Retina 
Implant AG – cuenta con 1.500 diodos fotosensibles que 
actúan como los píxeles de una imagen digital y transmiten 
esa información a través del nervio óptico, al que están 
conectados.
El dispositivo, según los propios pacientes, les permite 
percibir de luz”, algo que, por el momento, les facilita 
ver objetos blancos sobre un fondo negro.
Chris James y Robin Millar, que recibieron los implantes 
a mediados del mes pasado, señalaron además a los 
investigadores una serie de efectos inesperados que Robert 
MacLaren, profesor de Oftalmología en la Universidad de 
Oxford, describió como “extraordinarios”.
Uno de ellos aseguró a los médicos que ahora tiene 
“sueños en color”, algo que no le sucedía desde que perdió la 
vista como consecuencia de una enfermedaddegenerativa 
llamada retinosis pigmentaria.
“Desde que encendieron el dispositivo puedo detectar la 
luz y distinguir la de ciertos objetos, es esperanzador. 
Parece que se ha despertado una parte de mi cerebro que 
estaba dormida”, celebró Millard, un productor musical de 
60 años.
Por su parte, Tim Jackson, cirujano en el King’s 
College Hospital, indicó que el tratamiento está destinado a 
“mejorar en gran medida la vida de las personas con retinitis 
pigmentaria”, pero subrayó que se encuentra todavía “en las 
primeras etapas”. Los responsables del estudio, en el que se 
implantarán chips similares a otros diez pacientes británicos, 
indicaron que esta tecnología podría adaptarse en el futuro 
para tratar formas más comunes de ceguera progresiva.
Disponível em: http://www.clarin.com
A ciência obteve um progresso ao conseguir fazer com que 
essa nova tecnologia permita que visuais tenham 
parte de sua visão recuperada. Segundo o texto, um dos 
pacientes:
 
está
 
sonhando
 
com
 
cores,
 
o
 
que
 
antes
 
já
 
não
 
mais 
acontecia.
 teve implantado um chip similar à sua retina eletrônica e 
melhorou sua vida.
 está sonhando em branco e preto e não mais em cinza.
 se reabilitou totalmente com a nova tecnologia.
 
ainda não teve seu cérebro despertado da cegueira.
do Enem
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 6
Questões 6 a 45
QUESTÃO 6
Poesia e Prosa
(fragmento)
(...)
A prosa é como trem, vai sempre em frente.
A poesia é como o pêndulo dos relógios de
parede de antigamente, que balançando
de um lado para outro.
Embora balançasse sempre no mesmo lugar, o
pêndulo não marcava sempre a mesma hora.
Avançava de minuto a minuto, registrando a
passagem das horas: 1, 2, 3, até 12.
Também a poesia vai marcando, na passagem da
vida, cada minuto importante dela.
De tanto ir e vir de um verso a outro, de uma
rima a outra, a gente acaba decorando um
poema e guardando-o na memória.
E quando vê acontecer alguma coisa parecida
com um poema que já leu, a gente logo se recorda dele.
Geralmente, a prosa entra por um ouvido e sai pelo 
outro.
A poesia, não: entra pelo ouvido e no coração.
José Paulo Paes
No texto acima, o autor estabelece uma diferença entre as 
construções em prosa e em verso. Pode-se concluir que 
uma tal diferença é apresentada:
 através de uma construção metonímica, que atribui ao 
verso uma característica parcial em relação à prosa.
 através de comparações, que aproximam e opõem tais 
construções, com elementos do mundo concreto.
 através da de um dos dois elementos 
textuais, que contribui para sua valorização.
 através da construção hiperbólica, que nega à prosa a 
condição de estabelecer comunicação.
 através de construção metafórica, que estabelece 
implicitamente a comparação entre os elementos.
QUESTÃO 7
“A sinalização nas vias públicas é fundamental para o 
bem-estar de motoristas e pedestres. Esses sinais podem 
ser feitos por meio de placas, luzes, gestos e sons. No 
site http://www.detran.rj.gov.br, você encontra o 
de cada um dos sinais manuais que podem ser feitos por 
condutores e agentes de trânsito, além das reproduções de 
todas as placas.”
Disponível em: http://www.amigosdoriodejaneiro.com.br
Abaixo, estão sinais da linguagem de trânsito 
que representam a mesma mensagem. Tais sinais seguem 
um código previamente arbitrado, fácil de ser traduzido e 
interpretado. Da análise dos sinais abaixo apresentados 
pode-se concluir que:
PARE
 tanto o primeiro sinal quanto o segundo dão prioridade à 
cor e ao movimento, por serem elementos inibidores do 
movimento do veículo.
 além de a cor vermelha ser um símbolo previamente 
arbitrado de que o veículo deve parar, o primeiro sinal 
recebeu reforço do apelo verbal.
 nem sempre a linguagem de trânsito apresenta signos 
de fácil tradução, sendo, por isso, necessário o uso de 
vários outros tipos de linguagem.
 todos os sinais de trânsito representados na ilustração 
são signos verbais, porque traduzem a mesma 
mensagem, ou seja, a ordem de parar.
 a linguagem dos sinais de trânsito não obedece ao 
mesmo código, pois, além do apelo visual, necessita de 
outros apelos para ser interpretada.
do Enem
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 7
QUESTÃO 8
Não faça do seu carro uma arma
“(...)
A posse irresponsável ou criminosa de veículo automotor 
é um dos mais graves problemas vividos pela sociedade 
brasileira. Tão ou mais letal que o problema das drogas, pois 
não depende de nem de usuários, envolvendo a 
totalidade da população. Condutores imperitos, psicopatas, 
bêbados, mal-educados e criminosos fazem a alarmante 
estatística do trânsito brasileiro. Suas máquinas, concebidas 
para o transporte pessoal ou de mercadorias são lançadas 
contra o ser humano e sacam-lhe a vida, seu bem mais 
precioso. Anualmente 40 mil brasileiros morrem todos os 
anos em acidentes de trânsito.
O problema não é novo, mas seu agravamento ocorre 
nos últimos 40 anos, como decorrência da industrialização 
e da urbanização das populações. O número de 
veículos, especialmente os de motocicletas, aumenta 
vertiginosamente e as vias públicas crescem em proporção 
bem menor. A simples questão espacial é um foco natural 
de tensão; mais veículos para as mesmas vias causa 
congestionamentos e problemas. Mas há que se considerar 
também questões sociais e educacionais. Motoristas 
despreparados, estressados e impunes constituem o grande 
ingrediente para o caos instalado.
Desde o começo, a impunidade levou à crença de que 
o veículo, em vez de meio de transporte, é instrumento 
de poder. Tradicionalmente, os motoristas brasileiros 
que causam acidentes não recebem punição e, por isso, 
continuam na vida errante. Muitos deles, quando ao volante, 
transformam-se em bestas-feras, esquecendo-se de que 
no outro veículo pode haver um psicopata e que, quando 
descem, também são pedestres.
A necessidade do veículo como meio de transporte e 
o direito da população a esse bem são inegáveis. Mas a 
sociedade brasileira precisa, urgentemente, encontrar a 
fórmula da posse responsável. Tem de, a qualquer custo, 
recuperar o respeito, a urbanidade e a cortesia entre as 
pessoas, principalmente quando elas conduzem veículos 
que, mal utilizados, podem causar a morte própria ou de 
terceiros. Viver é o mais importante e a máquina tem de 
ajudar a preservar a vida, jamais promover a morte...”
Disponível em: http://www.atribunanet.com
O trecho acima pretende levar o leitor e as autoridades 
responsáveis a uma sobre o comportamento 
criminoso de certas pessoas quando estão ao volante de 
seu veículo. Apontando as causas de tal comportamento, 
implicitamente o autor do texto, Tenente Dirceu Cardoso 
Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. 
Social dos Policiais Militares de São Paulo) – sugere 
prováveis soluções sociais, que são:
 melhoria da desproporção entre o crescimento do 
espaço de circulação e o do número de veículos a ele 
destinado.
 maior presença nas vias públicas das autoridades que 
deveriam coibir excessos costumeiros praticados pelos 
motoristas.
 menores investimentos na produção da indústria 
automotiva e maiores recursos para as obras de 
urbanização das vias.
 reestruturação das medidas coercitivas previstas para 
os casos de conduta criminosa no trânsito, inibindo a 
impunidade.
 campanhas juntos às fábricas automotivas com vistas à 
implantação de novas tecnologias de segurança.
QUESTÃO 9
Disponível em: http://www.dhnet.org.br
Tendo em vista os elementos que compõem a charge 
apresentada, constata-se que:
 pela natureza da denúncia, o homem pode apresentá-la 
bem mais tarde.
 a aparência dos dois personagens demonstra igualdade 
de classe social.
 as falas dospersonagens apresentam recursos próprios 
de uso literário.
 na mensagem pretendida pelo autor da charge, está 
implícita uma crítica.
 o texto, por ser jornalístico, não apresenta qualquer 
função de linguagem.
do Enem
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 8
QUESTÃO 10
(...)
Dá para notar claramente na grande mídia – 
particularmente na que envolve os canais abertos de tevê – 
a preocupação de pegar carona nessa mudança que o país 
experimenta e “conquistar” a nova classe “C”, até porque 
os canais fechados e a internet já lhes roubaram vastos 
percentuais das classes ditas “elevadas”.
Nada mais lógico, nada mais esperado, por parte 
de quem se sustenta em função de ibopes. Impossível 
questionar essa tentativa de sedução. Mas é preciso cuidar 
do nível. E isso não parece estar acontecendo com a mídia 
e suas novelas de baixo nível dramatúrgico com enredos 
previsíveis e lineares, seus programas de reality show que 
exacerbam a vulgaridade, seu processo manipulador de 
informação, sua programação centrada no apelo sexual 
do chamado “consumo do corpo”, sua promoção de 
“celebridades” efêmeras, porque falsas.
Por que faço essas observações? Penso que a atual 
obrigação do Governo é zelar, sim, pelo pão na mesa 
dos brasileiros. Essa política tem a ver com cidadania, 
dignidade, justiça social. Mas também acho que isso deve 
ser acompanhado de um outro alimento, o do espírito, que 
se dá sob o império de um processo educativo, que não 
passa apenas pelas escolas públicas de qualidade – que 
estamos longe de ter –, por professores bem formados e 
bem remunerados – de que carecemos – mas também 
por uma produção cultural que, se não pode nem deve ser 
diretamente gerida pelo Estado, nem por isso pode 
sem qualquer controle, ao bel-prazer de outros segmentos 
interessados em aspectos comerciais, às vezes com a 
velha ideia de que, para o povo, basta o samba, o sexo e 
o futebol...
“R.M.Lima. Panis et Circences. blog “Direto da Redação”, 21 mai. 2012. (adaptado).
A leitura atenta do texto permite a conclusão de que o autor 
procura defender:
 o direito da televisão aberta de decidir, sem intervenções 
de qualquer natureza, a programação cultural oferecida 
ao público.
 a prevalência dos programas culturais produzidos no 
âmbito governamental, que se devem sobrepor aos das 
instituições particulares.
 a necessidade de existir um relativo controle sobre as 
produções culturais disseminadas pela rede aberta de 
televisão. 
 o samba, o sexo e o futebol como únicos valores que 
não devem faltar na programação cultural das tevês, por 
traduzirem o espírito do nosso povo.
 o direito de o Estado intervir indiscriminadamente 
nas programações da tevê aberta, que, por serem 
concessões públicas, devem produzir o que interessar 
ao governo.
QUESTÃO 11
A escola precisa recuperar a liberdade de movimentos 
que a vida na cidade grande e seu respectivo modelo de 
funcionamento escolar restringiram, impedindo as mais 
simples e fundamentais manifestações como correr, pular, 
saltar, etc.
“(...) Tudo isto traz também uma redução da 
no próprio corpo e uma certa sensação de impotência que 
é difícil de erradicar, apesar de muitas vezes tentar-se 
compensar a criança dando-lhe maior estimulação de sua 
fantasia ou de sua inteligência, através de tantos meios de 
que dispomos atualmente, conseguindo assim que o centro 
intelectual supra uma carência que na verdade não pode 
cumprir porque corresponde a outros níveis de existência” 
(PALCOS, 1998, p. 2).
De acordo com Palcos (1998), a falta de liberdade 
de movimentos vai formando travas que impedem que as 
crianças tenham um crescimento harmônico. Como todo 
movimento se inicia ou deveria iniciar-se com um movimento 
 aqueles se perdem na medida em que estes 
inibidos. As escolas, enquanto espaços de educação integral 
das crianças, devem constituir-se como ambientes que 
contribuam para evitar o surgimento de travas, ou mesmo 
eliminar as que já tiverem se instalado, contribuindo para 
construir ou mesmo recuperar a liberdade e a 
no corpo. Esta é uma das responsabilidades do educador 
que assume a educação integral das crianças, porque a 
 no próprio corpo está relacionada ao sentimento 
de na vida.
(...)
Para assumir esta tarefa – de abrir a escola para a 
expressão do corpo – é importante que o professor de sala 
de aula estimule as crianças a descobrirem os espaços 
que a escola proporciona, não restringindo seu uso aos 
momentos de recreio. O pátio, a própria sala e os demais 
espaços podem e devem ser explorados para brincadeiras, 
jogos e até mesmo para propostas de pesquisa e estudo, 
relacionando conteúdos das diversas disciplinas por meio 
das atividades corporais. Desta forma, o professor estará 
contribuindo para ultrapassar os obstáculos que a escola 
reproduz em seu meio e ensinar também pelos gestos, pelas 
músicas, pelo corpo. Conhecer os gestos e as expressões 
corporais de cada criança é uma forma de conhecê-la 
integralmente, estreitando nossos laços com ela e ampliando 
nossa possibilidade de comunicação e troca.
Ano XVIII boletim 04 – Abril de 2008. Secretaria de Educação a Distância – Ministério da 
Educação. http://www.tvbrasil.org.br
A ideia central defendida no texto acima é a de que cumpre 
à escola:
 fazer com que as crianças possam no próprio 
corpo, possibilitando-lhes espaços mais amplos para 
jogos e estudos que envolvam a expressão corporal.
 transformar as salas de aula em espaços lúdicos nos 
quais predominem atividades ligadas à expressão 
corporal, em detrimento das demais atividades escolares.
 possibilitar às crianças, como mecanismo de 
compensação, a ampliação de seu campo de fantasia, 
único capaz de suprir a sua falta de expressão corporal.
 estimular atividades ligadas à expressão corporal, como 
forma de compensar o baixo aproveitamento intelectual 
de algumas crianças.
 imprimir maior dinamismo às atividades desempenhadas 
no chamado “recreio”, tornando-o a fonte maior do 
conhecimento da expressão corporal das crianças.
do Enem
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 9
QUESTÃO 12
A Educação Física Infantil, de acordo com Basei (2008), 
“tem um papel fundamental na Educação Infantil, pela 
possibilidade de proporcionar às crianças uma diversidade 
de experiências através de situações nas quais elas possam 
criar, inventar, descobrir movimentos novos, reelaborar 
conceitos e ideias sobre o movimento e suas ações. Além 
disso, é um espaço para que, através de situações de 
experiências – com o corpo, com materiais e de interação 
social –, as crianças descubram os próprios limites, 
enfrentem conheçam e valorizem o próprio corpo, 
relacionem-se com outras pessoas, percebam a origem do 
movimento, expressem sentimentos, utilizando a linguagem 
corporal, localizem-se no espaço, entre outras situações 
voltadas ao desenvolvimento de suas capacidades 
intelectuais e afetivas, numa atuação consciente e crítica”.
Fragmento do trabalho acadêmico “Educação Física na Educação Infantil: considerações 
sobre sua importância”, da Faculdade de Educação Física da Universidade de Santo 
Amaro, elaborado por Diana Gava, Eliane Silva de França, e Rosilene Rosa*, sob 
orientação da profª MS. Solange de Oliveira Freitas Borragine. http://www.efdeportes.com
A leitura atenta do fragmento possibilita a conclusão de que, 
para o autor mencionado, a Educação Física Infantil permite:
 a atuação das crianças em atividades de repetição e 
treinamento pré-programadas.
 um espaço experimental para a competição e superação 
sucessiva de limites.
 um saudável mecanismo de comparação entre crianças, 
com seleção das melhores.
 o estímulo à criatividade e às descobertas, pelas 
crianças, das potencialidades do corpo.
 um apartamento das atividades físicas em relação a 
outras capacidadesdas crianças.
QUESTÃO 13
A propósito de exposição feita no Museu do Chiado, em 
Portugal, para assinalar os 150 anos do nascimento do 
pintor Columbano Bordallo Pinheiro (1857-1929), apresenta-
-se, a seguir, fragmento do artigo 
com a Pintura no século XIX, disponível no endereço 
http://saisdeprata-e-pixels.blogspot.com.
(...)
À época fotógrafos e pintores tinham uma promiscuidade 
salutar. Columbano era amigo de Arnaldo Fonseca, cujos 
retratos utilizou como modelo para obras como 
“O Actor Taborda”; o caricaturista e fotógrafo Nadar era amigo 
dos impressionistas, foi ele que emprestou o seu estúdio, um 
primeiro andar do no 35 do Boulevard des Capucines, para a 
sua primeira exposição; Delacroix (1799-1863) exaltava as 
virtudes da nova técnica e é sobejamente conhecida a sua 
coleção de de Eugène Durieu que lhe serviam 
de modelo. Delacroix só lamentava a invenção tardia da 
 Outras vezes grandes fotógrafos como Le Gray, 
Charles Négre, tinham sido pintores, ou então eram pintores 
que também eram fotógrafos, como o caso de Degas. Alfred 
Keil (1850-1907), para além de pintor, compositor, poeta, foi 
fotógrafo e utilizava as suas como modelo das 
suas pinturas.
Contudo, na época era de conceber a 
como arte, pois era vista como um processo mecânico que 
qualquer um podia fazer. Reinava a ideia de que uma obra 
para ser artística tinha que ser laboriosa, e a 
sugeria facilidade. Utilizar modelos era 
condenável porque facilitava o trabalho, como Sena 
“talvez se tenha destruído ou escondido, por vergonha, 
grande parte dessas imagens referenciais.” A não 
era arte e os pintores, mesmo Degas, não se atreviam a 
confessar o seu uso.
(...)
Edgar Degas, Carriages, 1869.
Edgar Degas, Place de la Concorde, 1876.
A menção a Degas, no do texto acima, permite 
a inferência de que o conhecido pintor, embora não o 
confessasse, era na sua obra, pela 
Sobre os quadros de Degas acima reproduzidos pode-se 
 comprovadamente que:
 contrariam a possibilidade da 
aventada, por seguirem a tradição da pintura clássica.
 na sua elaboração, a partir de uma concepção 
conservadora, trazem aspectos que os distanciam da 
arte 
 utilizam o recurso das vistas elevadas (“vistas 
de pássaro”), como fotos tiradas de um plano superior.
 constroem-se com cortes bruscos de coisas e pessoas, 
à semelhança da visão fragmentada que uma 
enseja.
 só foram possíveis a partir da utilização não confessada 
de previamente tiradas e empregadas como 
modelos.
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LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 10
QUESTÃO 14
O açúcar 
O branco açúcar que adoçará meu café
Nesta manhã de Ipanema
Não foi produzido por mim
Nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
E afável ao paladar
Como beijo de moça, água
Na pele, 
Que se dissolve na boca. Mas este açúcar
Não foi feito por mim.
Este açúcar veio
Da mercearia da esquina e
Tampouco o fez o Oliveira,
Dono da mercearia.
Este açúcar veio
De uma usina de açúcar em Pernambuco
Ou no Estado do Rio
E tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
E veio dos canaviais extensos
Que não nascem por acaso
No regaço do vale.
Em lugares distantes,
Onde não há hospital,
Nem escola, homens que não sabem ler e morrem de 
fome
Aos 27 anos
Plantaram e colheram a cana
Que viraria açúcar.
Em usinas escuras, homens de vida amarga
E dura
Produziram este açúcar
Branco e puro
Com que adoço meu café esta manhã
Em Ipanema.
(GULLAR, Ferreira. Toda poesia (1950-1980). São Paulo: Círculo do Livro. 1983. p. 
227-228.)
Ferreira Gullar é uma das maiores expressões da chamada 
poesia engajada brasileira, na segunda metade do século XX. 
A leitura do poema acima, o qual denuncia um problema social, 
permite-nos considerar que:
 as humanas presentes no texto não se distanciam 
quanto ao espaço físico, mas tão somente quanto aos 
lugares “sociais” em que se situam.
 o caráter cíclico da problemática de desigualdade social 
apresentada encontra-se expressivamente caracterizado 
na repetitiva estrutura do poema.
 apesar do tom crítico que permeia o poema como um 
todo, os versos permitem ao leitor absorver a 
visão otimista que o poeta pretende transmitir.
 o eu lírico, neste poema, insere-se entre aqueles 
que, desfavorecidos socialmente, o tom de 
denúncia presente nos versos.
 compõem um mesmo campo semântico, por retratarem 
a mesma realidade espacial, dentro do poema, as 
palavras “canavial”, “usina”, “hospital” e “escola”.
QUESTÃO 15
Leia o pequeno conto a seguir, de Moacyr Scliar, escritor 
gaúcho recentemente falecido:
O vencedor: uma visão alternativa
Nos sete primeiros assaltos, Raul foi duramente 
castigado. Não era de espantar: estava inteiramente fora 
de forma. Meses de indolência e até de devassidão tinham 
produzido seus efeitos. O combativo boxeador de outrora, o 
homem que, para muitos, fora estrela do pugilismo mundial, 
estava reduzido a um verdadeiro trapo. O público não tinha 
a menor complacência com ele: sucediam-se as vaias e os 
palavrões.
De repente, algo aconteceu. Caído na lona, depois de 
ter recebido um cruzado devastador. Raul, ergueu a cabeça 
e viu, sentada na primeira sua sobrinha Dóris, do 
falecido Alberto. A menina com os olhos cheios 
de lágrimas. Um olhar que trespassou Raul como uma 
punhalada. Algo rompeu-se dentro dele. Sentiu renascer em 
si a energia que dele a fera do ringue. De um salto, 
pôs-se de pé e partiu como um touro furioso para cima do 
adversário. A princípio o público não se deu conta do que 
estava acontecendo. Mas quando os fãs perceberam que 
uma verdadeira ressurreição se tinha operado, passaram a 
incentivá-lo. Depois de uma saraivada de golpes certeiros e 
violentíssimos, o adversário foi ao chão. O juiz procedeu à 
contagem regulamentar e proclamou Raul o vencedor.
Todos aplaudiam. Todos deliravam de alegria. Menos 
este que conta a história. Este que conta a história era o 
adversário. Este que conta a história era o que estava caído. 
Este que conta a história era o derrotado. Ai, Deus.
SCLIAR, Moacyr. Contos reunidos. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 58-59.
O conto de Moacyr Scliar apresenta desfecho surpreendente. 
O elemento responsável pela surpresa (e a respectiva 
 é:
 o enredo, porque culmina com a vitória do personagem 
Raul, construída apenas no último parágrafo.
 o personagem Dóris, pela alteração involuntária que 
provoca na atitude do personagem Raul.
 o aspecto temporal, já que a narrativa subverte a 
tradicional evolução do tempo.
 o foco narrativo, visto que se percebe um narrador em 
terceira pessoa como personagem secundário.
 o espaço em que se passa a narrativa, incompatível 
com a história contada.
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QUESTÃO 16
Cristais
Mais claro e do que as pratas
o som da tua voz deliciava...
na dolência velada das sonatas
como um perfume a tudo perfumava.
Era um som feito de luz, eram volatas
em lânguida espiral que iluminava
brancas sonoridades de cascatas...
Tanta harmonia melancolizava.
Filtros sutis de melodias, de ondas,
de cantos voluptuosos como rondas
de silfos leves, sensuais, lascivos...
Como que anseios invisíveis, mudos, 
da brancura das sedas e veludos,
das virgindades, dos pudores vivos.
CRUZ E SOUSA, João da. Poesia completa. Florianópolis: Fundação Catarinense de 
Cultura, Fundação Banco do Brasil, 1993.
O elemento formal(ais) e temático(s) relacionado(s) ao 
contexto cultural do Simbolismo encontrado(s) no poema 
“Cristais”, de Cruz e Sousa, é (são):
 a opção pela abordagem, em linguagem simples e direta, 
de temas raros, sob uma forma de expressão poética.
 a prevalência do lirismo amoroso e intimista sugerido 
por elementos sensoriais que se concentram na mulher 
amada.
 o estético da forma poética e o tratamento de 
temasuniversais que evidenciam visão materialista.
 a evidente preocupação do eu lírico com a realidade 
social expressa em imagens poéticas ricas e inovadoras.
 a liberdade formal da estrutura poética que dispensa 
a rima e a métrica tradicionais em favor de temas do 
cotidiano.
QUESTÃO 17
O uso do PET na reciclagem é diverso. Pode-se fazer 
muita coisa com essa matéria-prima, mas um dos destinos 
mais comuns é se transformar em de poliéster.
PET é o melhor e mais resistente plástico para 
fabricação de garrafas e embalagens. Devido às suas 
características, o PET mostrou ser o recipiente ideal para a 
indústria de bebidas em todo o mundo (as famosas garrafas 
de refrigerantes).
Porém, com o aumento do consumo, surgiu um grande 
 a ser resolvido: o que fazer com as embalagens já 
utilizadas e descartadas, que poluem de forma indiscriminada 
o nosso planeta? Desde que o conceito de reciclagem surgiu, 
décadas atrás, a preservação do meio ambiente tornou-se o 
seu principal objetivo.
Nesse sentido, a coleta e a reciclagem da embalagem 
PET tem sido incentivada cada vez mais, permitindo o uso 
da matéria original para a fabricação de diversos produtos. 
Um dos mais interessantes é produção de de poliéster. 
Essas estão sendo largamente utilizadas na indústria 
têxtil e nas confecções.
Disponível em: http://www.setorreciclagem.com.br
Na elaboração do texto, o autor procurou estabelecer uma 
certa ordem lógica para as ideias de que se vale para uma 
boa estrutura textual. Assim, podemos na inter-
relação dos parágrafos, a intenção de que:
 os elementos citados no parágrafo inicial, ainda que 
tenham sido omitidos no desenvolvimento do texto, 
sejam retomados no último parágrafo.
 o terceiro parágrafo questione o que é no 
segundo e o quarto parágrafo proponha uma solução 
para o problema relatado no terceiro.
 no desenvolvimento das ideias contidas no parágrafo de 
abertura do texto se possa perceber o método dedutivo, 
partindo do conceito geral para um particular.
 os dois parágrafos intermediários (segundo e terceiro) se 
completem, uma vez que ocorrem ideias convergentes 
entre um e outro.
 o texto não apresente uma estrutura ordenada, porque 
na montagem dos parágrafos não há uma relação entre 
eles.
QUESTÃO 18
Leia com atenção a tirinha a seguir:
A tirinha é um gênero do tipo narrativo e se constrói com 
elementos que vão alicerçando a sua coesão, conferindo- 
-lhe coerência. Nesse sentido, e de acordo com os objetivos 
textuais do autor da tirinha acima, pode-se que:
 a relação que se produz entre as duas frases que 
compõem o cartaz do primeiro quadrinho é de natureza 
concessiva.
 no terceiro quadrinho, o adjetivo que compõe a primeira 
exclamação acha-se pela frase que a 
personagem profere a seguir.
 a palavra “mesmo”, no quarto quadrinho, apresenta 
valor inclusivo, tal qual na frase: “Mesmo os mais 
descrentes tiveram que se curvar à realidade.”
 ainda no quarto quadrinho, a expressão “sem uma arma” 
incorpora, à frase do personagem masculino, uma ideia 
de consequência.
 o sinal existente no último quadrinho não 
guarda relação com a reação e a expressão facial da 
personagem feminina.
do Enem
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QUESTÃO 19
TEXTO I
“Na moderna nacionalidade brasileira, a língua também 
se vai alterando, constituindo um verdadeiro dialeto 
do português: cada um dos elementos da mestiçagem 
contribui com as suas alterações especiais. O elemento 
colonial a acentuação fonética, de um modo mais 
exagerado do que nas ilhas dos Açores; o som s, como o ch 
galego, torna-se sibilante e mavioso, sobretudo nos plurais; 
as construções gramaticais distinguem o se condicional do 
 si, e os pronomes precedem os verbos, como: me 
disse, em vez de disse-me. No vocabulário o português 
conserva os seus provincianismos atuais e os arcaísmos do 
tempo da colonização. Da parte do elemento ante-histórico, 
uma certa indolência na pronúncia exerce a grande lei da 
queda das consoantes mediais e vogais mudas: assim 
senhor é siô; senhora é sinhá; os das palavras vão-
-se contraindo, perdendo os seus característicos, 
como pió em vez de pior, casá em vez de casar. Na parte 
do vocabulário é que se nota mais profundamente a ação do 
elemento ante-histórico, pela profusão imensa de palavras 
de língua tupi introduzidas na linguagem familiar de todo o 
império.”
José Veríssimo
TEXTO II
Disponível em:1 http://www.google.com.br – Colégio Militar de Porto Alegre.
O texto I, de José Veríssimo, linguista e crítico literário, 
comenta a evolução e a diferenciação da língua 
portuguesa no Brasil. Dentre os vários traços distintivos 
do português falado no Brasil, o que mais se evidencia, 
segundo o autor, é:
 a diferenciação fonética.
 uma pronúncia morosa.
 a perda de 
 a colocação pronominal.
 a formação do vocabulário.
QUESTÃO 20
TEXTO I
Futebol: paixão nacional
O futebol faz parte da vida de todos os brasileiros: 
homens, mulheres, crianças. Todos unidos em torno de uma 
grande paixão nacional, é como dizem: o Brasil tem milhões 
de técnicos. Quem não gosta de assistir a um jogo, sentir a 
emoção de um gol, zoar o adversário pela derrota. não 
dá pra negar, somos todos fanáticos por futebol. O futebol no 
Brasil é mais que um esporte, é um estilo de vida, uma forma 
de interagir com a sociedade brasileira. Independentemente 
de classe social, raça ou qualquer outra diferença, durante 
uma partida da Seleção brasileira, todos nós brasileiros 
somos apenas torcedores, com um único objetivo: vencer 
e levar o nome do Brasil a todas as pessoas do mundo. O 
legal do futebol é isso, poder conversar, discutir o melhor 
esquema tático, falar dos jogadores, do técnico, de 
tudo que diz respeito ao futebol. Somos todos uma nação: a 
nação dos fanáticos por futebol.
Disponível em: http://pt.shvoong.com
TEXTO II
Futebol, o pio do povo (1976).
Em contraste com o texto I, no texto II são empregadas, 
predominantemente, estratégias argumentativas que:
 alertam o leitor por meio da fala crítica do personagem 
sobre a alienação que a paixão pelo futebol traz ao 
brasileiro.
 apelam à emoção do leitor, mencionando a inutilidade 
da paixão pelo futebol à personalidade de cada um.
 orientam o leitor a respeito dos modos de torcer 
conscientemente pelo seu clube, sem esquecer os 
problemas sociais.
 intimidam o leitor com as nocivas consequências da 
paixão pelo esporte: falta dos gêneros de primeira 
necessidade.
 recorrem à crítica para convencer o leitor a evitar se 
envolver pela paixão pelo futebol, uma vez que ela nada 
acrescenta.
do Enem
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QUESTÃO 21
Leia a fábula original de La Fontaine A cigarra e a formiga. 
Depois, compare-a com a recriação de José Paulo Paes.
A Cigarra e a Formiga
A cigarra, sem pensar
em guardar,
a cantar passou o verão.
Eis que chega o inverno, e 
então,
sem provisão na despensa,
como saída, ela pensa
em recorrer a uma amiga:
sua vizinha, a formiga,
pedindo a ela, emprestado,
algum grão, qualquer bocado, 
até o bom tempo voltar.
“Antes de agosto chegar,
pode estar certa a senhora:
pago com juros, sem mora.”
Obsequiosa, certamente,
a formiga não seria.
“Que até outro dia?”
perguntou à imprevidente.
“Eu cantava, sim, Senhora,
noite e dia, sem tristeza.”
“Tu cantavas? Que beleza!
Muito bem: pois dança agora...”
La Fontaine
Sem Barra
Enquanto a formiga
Carrega comida
Para o formigueiro,
A cigarra canta,
Canta o dia inteiro.
A formiga é só trabalho.
A cigarra é só cantiga.
Mas sem a cantiga 
da cigarra
que distrai da fadiga,
seria uma barra
o trabalho da formiga
José Paulo Paes
Textos podem dialogar entre si, em processo de 
intertextualidade que pode revelar continuidade ou ruptura 
na abordagem temática. O poemade José Paulo Paes é 
criado a partir da fábula original de La Fontaine e pretende:
 os objetivos da fábula no sentido de valorizar 
aqueles que trabalham incansavelmente e criticar a 
ociosidade.
 a mensagem trazida pela fábula, que pretende 
minimizar a importância do trabalho, valorizando 
também o lazer.
 recuperar a da cigarra, atribuindo-lhe a função de, 
pela canção, tornar menos desagradável a faina diária 
da formiga.
 ironizar a atitude da cigarra, que tenta a sua 
pouca responsabilidade com a importância de atividades 
de natureza artística.
 revalorizar as ações da formiga, através de um 
componente lúdico e prazeroso, representado pela 
cantoria da cigarra.
QUESTÃO 22
“A bula, da mesma forma que a poesia, tem as suas 
metáforas, os seus eufemismos, os seus mistérios, e as 
partes melhores são sempre as que vêm sob os títulos 
“precauções” e/ou “advertências” e “reações adversas”. 
Essa parte da bula certamente é produzida por uma equipe 
da qual fazem parte cientistas, gramáticos, advogados 
especializados em ações indenizatórias, poetas, criptógrafos, 
advogados criminalistas, marqueteiros, e 
planejadores Você tem que alertar o usuário dos 
riscos que ele corre (e não se iludam, todo remédio tem 
um potencial de risco), ainda que eufemicamente, pois se 
o doente sofrer uma reação grave ao ingerir o remédio, o 
laboratório, através dos seus advogados, se defenderá 
dizendo que o doente e o seu médico conheciam esses 
riscos, devidamente explicitados na bula.
Vejam esta maravilha de eufemismo, de de retórica 
usada para amenizar, maquiar ou expressões 
desagradáveis empregando outras mais amenas, ou 
incompreensíveis. Trecho da bula de um determinado 
remédio: “Uma proporção maior ou mesmo menor do que 
10% de...” (não cito o nome do remédio, aconselhado pelo 
meu advogado) “pode causar uma toxidade que pode evoluir 
para exitus letalis”. (o itálico é da bula).
Qual o poeta, mesmo entre os modernos, os herméticos 
ou os concretistas, capaz de eufemizar, de 
maneira tão rica, o risco de morte − “evoluir para exitus 
letalis”?
Rubem Fonseca. Disponível em: http://www.literal.com.br
O autor nos fala de um gênero textual que integra o sistema 
informativo: a bula de remédios. Na realidade, seu texto 
objetiva mostrar, com boa dose de humor e ironia, que a 
bula:
 deve ser inserida entre os textos nos quais predomina o 
emprego conotativo da linguagem.
 integra o universo dos textos considerados literários, em 
função da preponderância de seus objetivos estéticos.
 apresenta elementos lexicais que, sem deixar de fornecer 
informações, procuram suavizá-las ou minimizá-las 
através de recursos expressivos de linguagem.
 subverte informações consideradas fundamentais, 
deixando o usuário desprotegido, em razão do 
desconhecimento.
 supera as manifestações poéticas de todos os tempos, 
por força do elevado grau de originalidade no trato das 
palavras.
do Enem
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 14
QUESTÃO 23
Lisboa: aventuras
tomei um expresso 
 cheguei de foguete 
subi num bonde 
 desci de um elétrico 
pedi cafezinho 
 serviram-me uma bica 
quis comprar meias 
 só vendiam peúgas 
fui dar a descarga 
 disparei um autoclisma 
gritei “ó cara!” 
 responderam-me “ó pá!” 
 positivamente 
as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá
José Paulo Paes
Considerado o inteiro teor do poema, o último verso pode 
ser entendido como uma referência:
 à diversidade dialetal existente entre o Português 
lusitano e o do Brasil.
 às variações linguísticas do Português, em função de 
peculiaridades locais.
 às alterações que a língua portuguesa vem sofrendo 
no tempo, em um mesmo espaço físico.
 à diferença entre os diversos registros da língua 
portuguesa, em função da oralidade.
 a diferenças estruturais que provocam a existência de 
línguas distintas com a mesma origem.
QUESTÃO 24
TEXTO I
“Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles 
e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam 
anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os 
janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé de alferes, 
arrastando a asa, mas longos meses debaixo do 
balaio.”
Carlos Drummond de Andrade. Disponível em: http://www.algumapoesia.com.br
TEXTO II
Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.
Oswald de Andrade. Disponível em: http://www.jornaldepoesia.jor.br
TEXTO III
“Que importa que uns falem mole descansado
 Que os cariocas arranhem os erres na garganta
 Que os capixabas e paroaras escancarem as vogais? 
(...)
 juntos formamos este assombro de misérias e 
grandezas
 Brasil, nome de vegetal!....”
Mário de Andrade
Os três textos destacados na diversidade 
linguística do nosso português, respectivamente, variações 
do tipo:
 social, histórica, regional.
 histórica, regional, social.
 histórica, social, regional.
 regional, histórica, social.
 regional, social, histórica.
QUESTÃO 25
“Fräulein” era pras pequenas a daquela moça... 
antipática? Não. Nem antipática nem simpática: elemento. 
Mecanismo novo da casa. Mal imaginam por enquanto que 
será o ponteiro do relógio familiar.
Fräulein... nome esquisito! nunca vi! Que bonitas 
assombrações havia de gerar na imaginação das crianças! 
Era só deixar ele descansar um pouco na ramaria baralhada, 
mesmo inda com poucas folhas, das associações infantis, 
que nem semente que dorme os primeiros tempos e espera. 
Então espigaria em brotos fantásticos, maravilhosas 
como nunca ninguém viu. Era só deixar ele descansar um 
pouco na ramaria baralhada, mesmo inda com poucas folhas 
Elza lhes repetir muitas vezes, vezes por demais a 
palavra! Metodicamente a dissecara. “Fräulein” 
só isto e não outra coisa. E elas perderam todo gosto com 
a repetição. A mosca sucumbira, rota, nojenta, vil. E baça.
ANDRADE, Mário de. Amar verbo intransitivo.
Bem ao gosto da narrativa modernista, em muitos momentos 
a norma culta deixa de ser observada, cedendo lugar ao 
ideário de aproximação com o coloquial, com o linguajar 
do povo. No texto acima, a passagem, que ilustra essa 
 é:
 “Mal imaginam por enquanto que será o ponteiro do 
relógio familiar.”
 “Que bonitas assombrações havia de gerar na 
imaginação das crianças!”
 “Era só deixar ele descansar um pouco na ramaria 
baralhada.”
 “Elza lhes repetir muitas vezes.”
 “A mosca sucumbira, rota, nojenta, vil. E baça.”
do Enem
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QUESTÃO 26
A tecnologia pode ajudar a escola a levar os seus alunos 
a este novo nível de atuação, de concentração no exercício 
do intelecto? Sim, desde que sirva a metas educacionais, e 
não as dirija; a tecnologia é para servir, não ditar as nossas 
necessidades. Como disse David A. Dockterman (Great 
Teaching in the One Computer Classroom, Cambridge, 
Massachusetts: Tom Snyder Productions, 1991), “A Escola 
Ideal é uma escola onde a aprendizagem ocorre com e não a 
partir dos computadores”. O seu excelente livro demonstra o 
que um professor pode fazer se tiver apenas um computador 
na sua sala de aula: gerenciar a papelada administrativa da 
classe; fazer apresentações animadas; conduzir discussões 
entre os alunos; gerenciar as atividades de aprendizagem 
cooperativa dinâmica; inspirar a autodescoberta no aluno 
(...). Mas, para alcançar este sucesso, é necessário que a 
tecnologia apoie o controle do professor na sala de aula (o 
seu uso não pode tornar o trabalho do professor mais difícil), 
ofereça pedagógica (a tecnologia deve apoiar 
as várias formas que um professor usa para ensinar) e 
esteja acessível (o professor tem que ter acesso à tecnologia 
dentro e fora da sala de aula).
“Repensando a educação em função de mudanças sociais etecnológicas e o advento de 
novas formas de comunicação” (fragmento) – Fredric M. Litto. Disponível em: http://www.
darwin.futuro.usp.br (adaptado)
Segundo o texto, o papel da tecnologia na atividade 
pedagógica é:
 erradamente indispensável.
 negativamente insubstituível.
 positivamente complementar.
 criticável.
 primordialmente diretivo.
QUESTÃO 27
Leia o fragmento a seguir:
“As pessoas surpresas com os nossos novos 
comportamentos acreditam que o comportamento é uma 
categoria estável, mas não é. As motivações humanas 
mudam pouco ao longo dos anos, mas a oportunidade 
pode mudar pouco ou muito, dependendo do ambiente 
social. Num mundo em que a oportunidade muda pouco, o 
comportamento mudará pouco, mas, quando a oportunidade 
muda muito, o comportamento fará o mesmo, desde que 
as oportunidades sejam atraentes para as verdadeiras 
motivações humanas.
O direcionamento do nosso excedente cognitivo permite 
que as pessoas se comportem de forma cada vez mais 
generosa, pública e social, em comparação com o seu 
antigo status de consumidoras e bichos-preguiça. A matéria-
prima dessa mudança é o tempo livre disponível para nós, 
tempo que podemos investir em projetos que variam da 
diversão à transformação cultural. Se tempo livre fosse 
a única coisa necessária, entretanto, as atuais mudanças 
teriam acontecido há meio século. Agora temos à nossa 
disposição as ferramentas e as novas oportunidades que 
elas viabilizaram.
Nossas novas ferramentas não causaram esses 
comportamentos, mas os permitiram. Uma mídia 
barata e inclusiva nos oferece agora oportunidades de fazer 
todo tipo de coisas que não fazíamos antes. No mundo 
da “mídia”, éramos como crianças, sentadas quietas nas 
margens de um círculo e consumindo o que quer que os 
adultos, no centro do círculo, produzissem. Isso criou um 
mundo no qual muitos tipos de comunicação, pública e 
privada, estão de alguma forma à disposição de todos. 
Mesmo aceitando que esses novos comportamentos estão 
acontecendo e que novos tipos de mídia estão fornecendo 
os meios para que aconteçam, ainda precisamos explicar 
como. Novas ferramentas só são usadas quando ajudam 
as pessoas a fazer coisas que queiram fazer; o que está 
motivando pessoas antes conhecidas como espectadoras a 
começar a participar?”
SHIRKY, Clay. A Cultura da Participação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2011. p. 60-61.
O autor fala de comportamento, tempo livre e novas 
ferramentas midiáticas. Para ele, então:
 há uma relação direta de causa e efeito entre as 
novas ferramentas e os novos comportamentos, sem a 
interferência de outros elementos.
 as novas mídias são elementos propiciadores de 
novos comportamentos, quando as pessoas se julgam 
motivadas a eles.
 a motivação é o que leva as pessoas a assumirem, 
atualmente, um comportamento menos social e mais 
individualista e consumista.
 o tempo livre acaba não sendo considerado 
como elemento necessário para as mudanças 
comportamentais que hoje se percebem.
 no mundo midiático, o que se observa, historicamente, 
é uma mudança comportamental no sentido da inércia e 
do consumismo.
do Enem
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QUESTÃO 28
A realidade brasileira
No Brasil, como em outros países, estudos sobre os 
idosos também têm sido realizados, analisando jornais e 
revistas, entre outras mídias, e com enfoques mais qualitativos 
do que quantitativos. 
Em estudo recente, Solange Maria de Vasconcelos lança 
algumas luzes sobre a questão, através de uma abordagem 
semiológica. Após trabalhar conceitos e caracterizações da 
velhice, a autora fez sobre os mitos que a sociedade 
tem construído e perpetuado a respeito do “velho”, buscando 
os sinais destes mitos na análise do discurso publicitário das 
revistas Cláudia e Veja, desde a década de 1960 até a virada 
do milênio. 
Esse estudo constatou que as propagandas utilizando 
idosos, ou a eles dirigida, sempre foram muito poucas em 
relação ao total, oscilando entre 0,24% e 4,83%, dependendo 
do período e do veículo analisado. Por outro lado, o estudo 
da simbologia dos anúncios publicitários “a 
hipótese de que no início da década o Brasil tratava o “velho” 
com indiferença e só com a descoberta de um mercado 
de consumo ligado a este gênero é que o mesmo ganhou 
importância social”. 
Nas décadas de 1920 e 1930, os idosos, quando 
apareciam em anúncios, eram sempre ligados a produtos 
farmacêuticos, o que começou a mudar, principalmente a 
partir das décadas de 1950 e 1960, e mesmo 1970. Nestes 
períodos, os idosos já eram mostrados no meio de suas 
famílias, em anúncios de higiene pessoal, cosméticos, 
roupas, alimentos, e mesmo de instituições mas 
sempre como não como personagens principais, 
no máximo exercendo os seus papéis tradicionais de avós. 
Nas décadas de 1980 e 1990, já se pôde perceber 
uma mudança substancial, pois os idosos começaram 
a ser conclamados a adquirir valores mais modernos, 
como participação social, segurança, autoestima, tudo 
isso através da compra dos novos e revolucionários 
eletrodomésticos e eletroeletrônicos, assim como automóveis 
e serviços bancários. Essa tendência a encarar os idosos 
como consumidores potenciais foi mantida na virada do 
milênio, quando eles continuaram a ser conclamados a 
comprar automóveis, aparelhos de telecomunicações e de 
computação, entre outros. 
(...)
Disponível em: http://www.consciencia.br/reportagens/envelhecimento/texto/env09.htm
A leitura do texto acima permite que se chegue à conclusão 
de que:
 a alteração do enfoque dos idosos na propaganda deve-
-se à percepção de que eles poderiam ser mais bem 
acionados como consumidores.
 como razão para maior visibilidade dos idosos, pouco 
importou o tipo de produto que passaram a consumir ao 
longo do tempo.
 hoje preponderam, no universo da propaganda, peças 
publicitárias destinadas a pessoas mais velhas. 
 manteve-se, ao longo do tempo, no âmbito do sistema 
publicitário de comunicação, o tratamento dispensado 
aos idosos como consumidores.
 perpetuam-se, no presente, as visões preconceituosas 
do passado, que atribuíam pouca importância ao 
segmento dos mais velhos.
QUESTÃO 29
Leia o fragmento a seguir, extraído da internet:
(...)
O funcionamento do corpo é mantido por um equilíbrio 
dinâmico que necessita de atividades para funcionar 
normalmente. O rompimento do frágil equilíbrio dentro do 
corpo, causado, por exemplo, por hábitos alimentares errôneos 
ou por padrões de pensamentos negativos; pela 
vida sedentária, pode resultar (e frequentemente resulta) em 
doenças, discordâncias e desordens emocionais.
Numa sociedade caracterizada por “apertar botões”, 
as tendências modernas, a mecanização, as ocupações 
sedentárias e o uso generalizado de utensílios domésticos 
levaram a uma exigência diminuída da atividade física, 
particularmente no trabalho. Ao mesmo tempo, há um 
aumento espantoso de doenças cardiovasculares.
Os estudos têm mostrado que o risco de doenças 
cardiovasculares é aumentado por falta de atividade física 
satisfatória. A atividade física, principalmente o exercício 
e o esporte, aumenta o rendimento físico das pessoas. 
Este aumento está associado a uma melhora na 
funcional de todas as células do nosso corpo. Essa 
chamada de aptidão física, é geralmente vista como um 
atributo desejável e positivo para a saúde.
A atividade física é uma parte integral e complexa do 
comportamento humano, envolvendo componentes culturais, 
socioeconômicos, psicológicos e é dependente de vários 
fatores como o tipo de trabalho, tipo físico, personalidade, 
quantidade de tempo livre, possibilidade de acesso a locais 
e instalações esportivas, etc. A capacidade de rendimento do 
nosso corpo muda continuamente durante a vida.
Disponível em: http://www.grupoescolar.com/materia/ 
a_necessidade_de_movimento_do_corpo_humano.html.Segundo o texto, a “capacidade do nosso corpo muda 
continuamente durante a vida” porque:
 distintas personalidades e tipos físicos das pessoas 
envolvidas as tornam diferentes.
 existe uma vinculação entre a atividade física e aspectos 
do comportamento humano.
 há permanente rompimento do equilíbrio do corpo, dada 
sua fragilidade.
 nem sempre existe elevação do rendimento das pessoas 
em atividades físicas regulares.
 somos incapazes de superar doenças, discordâncias e 
desordens emocionais.
do Enem
formação
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 17
QUESTÃO 30
Leia o fragmento:
(...)
Podemos perceber que no esporte, assim como na 
educação em geral, o desenvolvimento dos valores (sociais, 
morais e éticos) também se faz importante e necessário 
quando o que está em jogo é a formação humana. Numa 
época de profundas mudanças, em que há um pluralismo 
de ideias e de culturas, as crianças e os jovens carecem de 
encontrar na prática esportiva, um modelo de esporte que 
respeite a sua identidade, suas diferenças e seus limites. 
Portanto, uma das formas de se alcançar este objetivo 
é pensarmos numa prática educativa do esporte orientada 
por um viés inclusivo, que vise a promoção de atividades 
recreativas, formativas e sociais. Uma prática que (re)
construa valores, tais como: responsabilidade, respeito 
ao próximo, respeito às regras, desenvolvimento da 
personalidade, da tolerância, da integração e convivialidade. 
E para que isso ocorra é preciso que o professor acredite 
na mudança, zele por uma coerência total entre suas ideias 
e suas ações na prática educacional; busque conteúdos 
e uma metodologia de ensino dinâmica. Em suma, uma 
aprendizagem formativa que faça do seu aluno um ser 
pensante, autônomo, criativo e crítico. 
fragmento de considerações no artigo “Esporte, educação e inclusão social: 
 sobre a prática pedagógica em Educação Física”, de José Florentino e Ricardo 
Pedrozo Saldanha. Transcrito do site http://www.efdeportes.com/efd112/esporte-
educacao-e inclusao-social.htm.
Segundo o texto, a prática de esportes com fundamento 
educativo deve contemplar:
 a competição como a razão de ser do esporte, mas com 
respeito aos vencidos.
 a eventual superação das diferenças individuais, através 
do esforço do professor.
 a de indivíduos em processo de 
integração social.
 a observância rigorosa de regras, cujo descumprimento 
deve ser penalizado.
 o culto ao individualismo, que busca potencializar as 
habilidades pessoais.
QUESTÃO 31
Imaculada Conceição do Escorial (1678)
Bartolomé Estebán Murillo
Disponível em: www.oglobo.globo.com
Na passagem do século XVI para o século XVII, surge 
um novo padrão artístico, com linhas sinuosas, muitos 
ornamentos, composições assimétricas, muito movimento e 
volume, criando imagens de anjos esvoaçantes, passagens 
bíblicas e cenas do cotidiano com ares místicos e colocando 
a composição artística entre o laico e o religioso. A obra 
acima, “Imaculada Conceição do Escorial” (1678), do 
pintor espanhol Bartolomé Estebán Murillo, é de profundo 
sentimento religioso. Essa representação da Madona no 
reino dos céus foi encomendada para o Hospital de los 
Venerables Sacerdotes de Sevilha. 
A obra pode ser vista no Museu do Prado, em Madri, na 
Espanha. Este período artístico foi chamado de:
 Barroco.
 Cubismo.
 Expressionismo.
 Gótico.
 Surrealismo.
do Enem
gritos
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 18
QUESTÃO 32
Leia os textos a seguir:
TEXTO I
“Transmitindo a beleza da vida dos humildes e a capacidade do negro de amar seus irmãos de raça, a poesia negra 
vence todos os obstáculos, impostos por uma civilização marcada pelo preconceito racial, na sua luta pela liberdade do 
corpo, do pensamento e do espírito. Os versos negros criaram asas, ignoraram limites territoriais, os açoites e o tilintar 
das correntes, e se estenderam pelo mundo, combatendo as injustiças e os preconceitos, com o objetivo de estabelecer 
as verdades essenciais, e sua mensagem de fraternidade entre os homens de todas as raças do mundo, sonho 
dourado da raça brasileira e mensagem do Cristo, expressa no Evangelho.” 
Disponível em: http://www.luzcosmica.com.br/ebook_revelacao
TEXTO II
Linhagem
Eu sou descendente de Zumbi
Zumbi é meu pai e meu guia
Me envia mensagens do orum
Meus dentes brilham na noite escura
 como o agadá de Ogum
Eu sou descendente de Zumbi
Sou bravo valente sou nobre
Os gritos do negro
Os gritos do pobre
Os gritos de todos
Os povos sofridos do mundo
No meu peito desabrocham
Em força em revolta
Me empurram pra luta me comovem
Eu sou descendente de Zumbi
Zumbi é meu pai e meu guia
Eu trago quilombos e vozes bravias dentro de mim
Eu trago os duros punhos cerrados
Cerrados como rochas
Floridos como jardins
ASSUMPÇÃO, Carlos de. Disponível em: http://www.passeiweb.com
Considere o seguinte fragmento, transcrito do texto I:
“Os versos negros criaram asas, ignoraram limites territoriais, os açoites e o tilintar das correntes, e se estenderam pelo 
mundo, combatendo as injustiças e os preconceitos...”
Os versos do poema de Carlos de Assumpção que coincidem com o que se diz no fragmento do texto II são:
 “Eu trago os duros punhos cerrados
 Cerrados como rochas
 Floridos como jardins”
 “Eu sou descendente de Zumbi
 Zumbi é meu pai e meu guia
 Me envia mensagens do orum”
 “Me empurram pra luta me comovem
 Eu sou descendente de Zumbi
 Zumbi é meu pai e meu guia”
 “Meus dentes brilham na noite escura
 como o agadá de Ogum
 Eu sou descendente de Zumbi”
 “Os de todos
 Os povos sofridos do mundo
 No meu peito desabrocham”
do Enem
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 19
QUESTÃO 33
WAVE
5
10
15
 Vou te contar
os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor é impossível ser feliz 
sozinho
O resto é mar, é tudo que eu não sei contar
São coisas lindas que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho a brisa e me diz
É impossível ser feliz sozinho 
Da primeira vez era a cidade
Da segunda o cais e a eternidade,
Agora eu já sei,
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver
Tom Jobim
O texto acima pode ser caracterizado como um poema, 
pois faz uso da temática amorosa, além de utilizar recursos 
expressivos, que simulam situações por meio de imagens, 
criam novos para as palavras e relacionam 
coisas que não combinam. 
A opção em que o autor associa um elemento concreto a 
outro abstrato é:
 “Da onda que se ergueu no mar” (v. 12).
 “Da segunda o cais e a eternidade (v. 10).
 “O resto é mar, é tudo que eu não sei contar” (v. 05).
 “São coisas lindas que eu tenho pra te dar” (v. 06).
 “Vou te contar os olhos já não podem ver” (v. 01-02).
QUESTÃO 34
A aproximação estilística e ideológica e a convergência de 
concepções estéticas que reúne um grupo de artistas em 
determinada época caracteriza o que se pode denominar de 
estilo de época. 
Leia, a propósito, os fragmentos abaixo:
I.
“E aquilo se foi constituindo numa grande lavanderia, 
agitada e barulhenta, com as suas cercas de varas, as suas 
hortaliças verdejantes e os seus jardinzinhos de três e quatro 
palmos, que apareciam como manchas alegres por entre a 
negrura das limosas tinas transbordantes e o revérbero das 
claras barracas de algodão cru, armadas sobre lustrosos 
bancos de lavar. E os gotejantes jiraus, cobertos de roupa 
molhada, cintilavam ao sol, que nem lagos de metal branco. 
E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade 
quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a 
crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que 
parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e 
multiplicar-se como larvas no esterco.”Azevedo, Aluísio de. O Cortiço
II.
“Mais que esse vulto extraordinário,
Que assombra a vista,
Seduz-me um leve relicário
De artista.
Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto-relevo
Faz de uma 
Imito-o. E, pois, nem de Carrara
A pedra 
O alvo cristal, a pedra rara,
O ônix 
BILAC, Olavo. 
Pode-se nos dois textos, diferentes concepções 
sobre o fazer literário, traduzidas, respectivamente, por:
 apreensão e descrição idealizada da realidade / marcantes 
preocupações de natureza social.
 descrição patológica dos personagens / prevalência do 
conteúdo sobre os aspectos formais.
 determinismo do meio ambiente / trabalho artesanal na 
busca da perfeição estética.
 predominância do individual sobre o coletivo / subjetividade 
na apreensão da realidade.
 ogepased / avitarran ad oãçurtsnoc an acigólocisp oãsiv
tradição formal na produção poética.
do Enem
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 20
QUESTÃO 35
TEXTO I
“Nenhum texto veicula informações 
cem por cento inéditas, assim como 
nenhum texto é cem por cento novo 
no formato, ou gênero pelo qual essas 
informações são veiculadas. Qualquer 
texto lembra, retoma ou evoca, implícita 
ou explicitamente, outro texto ou parte 
de algum texto. A essa propriedade, 
que é também uma espécie de 
conhecimento compartilhado – só que 
numa dimensão social e histórica –, 
chamamos intertextualidade (...)
AZEREDO, José Carlos de. Ensino de Português: 
fundamentos, percursos, objetos. Rio de Janeiro: Jorge 
Zahar, 2007.
TEXTO II
Canção do Exílio
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá; 
As aves que aqui gorjeiam, 
Não gorjeiam como lá. 
Nosso céu tem mais estrelas, 
Nossas várzeas têm mais 
Nossos bosques têm mais vida, 
Nossa vida mais amores. 
Em cismar, sozinho, à noite, 
Mais prazer encontro eu lá; 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá. 
Minha terra tem primores, 
Que tais não encontro eu cá; 
Em cismar – sozinho, à noite – 
Mais prazer encontro eu lá; 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá. 
Não permita Deus que eu morra, 
Sem que eu volte para lá; 
Sem que desfrute os primores 
Que não encontro por cá; 
Sem qu’inda aviste as palmeiras, 
Onde canta o Sabiá. 
DIAS, Gonçalves. Primeiros Cantos, 1847.
TEXTO III
Canção de exílio facilitada
lá?
ah!
sabiá...
papá...
maná...
sofá...
sinhá...
cá?
bah!
PAES, José Paulo. Meia palavra, 1973.
A leitura atenta dos três textos acima permite concluir que o poema de José Paulo Paes:
 contraria as palavras de José Carlos de Azeredo, porque se opõe ao sentimento de saudade da terra natal presente no 
texto de Gonçalves Dias.
 não a intertextualidade mencionada por José Carlos de Azeredo, porque é uma paródia que pretende 
desmerecer a “Canção do Exílio”.
 os termos do fragmento de José Carlos de Azeredo, servindo como exemplo de intertextualidade com a “Canção 
do Exílio”, de Gonçalves Dias.
 retoma a temática do poema de Gonçalves Dias, utilizando-se de seleção vocabular que neutraliza o tom ufanista e 
saudosista do texto original.
 tem o título como único elemento intertextual com o texto de Gonçalves Dias, uma vez que a abordagem temática afasta 
as duas criações. 
do Enem
çia repet ão
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QUESTÃO 36
Momento num café
5
10
Quando o enterro passou
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida
 na vida.
Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado
Olhando o esquife longamente
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem 
Que a vida é traição
E saudava a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta
Manuel Bandeira
A respeito dos elementos que concorrem para a progressão 
temática e para a organização do poema “Momento num 
café”, é possível que:
 a locução “no entanto” introduz um novo personagem, 
sem instaurar uma postura existencial diferente daquela 
apresentada nos primeiros versos. 
 da palavra “vida”, no dos versos 5 a 7, 
sendo uma óbvia reiteração sonora, constitui redundância 
desnecessária.
 as palavras “maquinalmente”, “distraídos” e “absortos” 
 reações distintas das pessoas diante da 
gravidade da cena observada.
 os advérbios “maquinalmente” (v. 3) e “longamente” (v. 9) são, 
entre outros, elementos que distinguem comportamentos, 
diante do mesmo fato.
 o vocábulo “este” cumpre missão catafórica, retomando o 
substantivo “esquife”, presente na oração anterior.
QUESTÃO 37
Em cada situação em que existe comunicação, a linguagem 
adquire o aspecto do contexto em que é empregada. 
Quando chamamos alguém, usamos um tom de voz e uma 
linguagem correspondente, assim como quando fazemos 
uma exposição. A linguagem tem que estar adequada ao 
evento. Assim, ela tem para atender a uma ou 
outra situação. A esse poder de adaptação ao contexto que 
a linguagem tem, chamamos de funções da linguagem. 
Na página de jornal mostrada anteriormente, predominam 
duas diferentes funções da linguagem: uma é caracterizada 
pela manchete principal e a outra, pelo anúncio da parte inferior 
direita. Essas funções da linguagem são, respectivamente:
 conativa e emotiva.
 conativa e referencial.
 fática e metalinguística.
 referencial e conativa.
 referencial e poética.
QUESTÃO 38
Valemo-nos da linguagem para diferentes ações, para 
objetivos distintos. Por meio dela, transmitimos informações, 
tentamos persuadir, demonstramos nossos sentimentos, 
construímos representações do mundo, etc. A essa variedade 
de situações correspondem as funções da linguagem. Uma 
mesma comunicação pode apresentar mais de uma função, 
mas, de acordo com os propósitos do enunciador, sempre 
poderemos uma predominância.
A propósito, leia o fragmento abaixo, do poema “Divina”, de 
Cruz e Souza, poeta simbolista:
Eu não busco saber o inevitável
das espirais da tua vã matéria.
Não quero cogitar da paz funérea
que envolve todo o ser inconsolável.
Bem sei que no teu círculo maleável
de vida transitória e mágoa séria
há manchas dessa orgânica miséria
do mundo contingente, imponderável.
Pode-se que, nesse texto, dada a sua natureza e 
seus objetivos, predomina a função:
 conativa, em função do “apagamento” do eu em 
detrimento do receptor.
 emotiva, centrada em um posicionamento do emissor, 
suas ideias e sentimentos.
 metalinguística, pela preocupação de explicar, com 
palavras, outras palavras.
 poética, dada a prevalência de palavras do âmbito 
denotativo da linguagem.
 referencial, já que a pretensão é transmitir objetivamente 
uma visão do mundo.
do Enem
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QUESTÃO 39
Leia o texto abaixo, fragmento colhido em um artigo de 
Clara Becker (“Senhor Norma Culta”) a respeito do professor 
Evanildo Bechara, publicado na revista Piauí, de junho de 
2011.
“A língua falada, supostamente espontânea e livre, 
passou cada vez mais a ser objeto de estudo 
enquanto a gramática era tida como dogmática e 
conservadora. Baseada num corpus literário de escolha 
subjetiva – o cânone dos grandes autores, sem fundamento 
 – dizia-se que a gramática impunha uma língua 
 e elitista, fora do uso comum.
Consolidaram-se, assim, estereótipos. Enquanto o 
linguista era vinculado à ideia de liberdade, o gramático 
simbolizava a opressão. (...) 
Esses estereótipos voltaram à tona no mês passado, 
numa polêmica em que o governo federal foi acusado pelas 
classes conservadoras de querer abolir a norma culta. 
O pretexto foi um livro recomendado pelo Ministério da 
Educação que, justamente, discutia os estereótipos.
A posição de Bechara é a de que os grandes escritoresdepuram e aperfeiçoam a língua, não aceitam qualquer 
 popular ou aderem a modas. Eles desbastam os 
excessos e os caprichos, e é neles que se encontra o “deve 
ser” da língua. 
Ele defende que o aluno deve ser poliglota em sua 
própria língua. “Ninguém vai à praia de fraque ou de chinelo 
ao Municipal”, disse. “As pessoas têm de saber adequar 
o registro linguístico à situação, de modo que aprender a 
norma culta seria somar e não substituir uma variedade da 
língua”.
Pode-se concluir dessa leitura que, na opinião do professor 
Bechara:
 a gramática assume postura elitista, razão da oposição 
que lhe movem os meios acadêmicos.
 a polêmica criada em torno do livro do Ministério da 
Educação tem toda razão de ser, pois a gramática é 
opressora.
 ir à praia de chinelo equivaleria a expressar-se 
coloquialmente em contextos formais de comunicação.
 os alunos devem aprender o registro popular da língua, 
reservando ao aprendizado da norma culta um espaço 
menos relevante.
 os escritores consagrados, alheios a modismos ou a 
excessos linguísticos, são exemplos a serem seguidos.
QUESTÃO 40
Disponível em: www.webtrading08.wordpress.com
O comercial acima emprega a técnica da ambiguidade para 
que público consumidor seja mais incentivado a desfrutar 
da bebida anunciada. Para isso, nele são fundidas as 
imagens apresentadas em um mesmo signo linguístico. Tal 
ambiguidade é construída a partir:
 da similaridade das formas entre o produto, o bar e a 
roupa da mulher.
 da palavra “bar”, que se refere à cerveja e à mulher 
proprietária do bar.
 da palavra “boa”, que se refere tanto ao produto 
anunciado quanto à mulher.
 das palavras “bar” e “boa” que, embora combinem com 
o espaço, afastam-se da personagem.
 de vários fatores, como a apresentação da embalagem 
do produto e seu consumo 
QUESTÃO 41
Disponível em: https://lh3.googleusercontent.com
O outdoor acima é peça que compõe campanha para reduzir 
as mortes no trânsito. Sobre a estratégia argumentativa 
empregada para o convencimento do público-alvo, pode-se 
 que:
 apela para a consciência social dos motoristas, 
destacando a preocupação com o próximo.
 é politicamente incorreta, por invadir a privacidade das 
pessoas a quem a mensagem se dirige.
 elege a atitude de beber como a principal razão para as 
frequentes mortes nas estradas.
 estabelece, com certa dose de humor mórbido, relação 
de causa e consequência entre a bebida e a morte.
 nela é utilizada linguagem direta, sem necessidade 
de subentendimentos para a compreensão integral da 
mensagem.
do Enem
v
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QUESTÃO 42
Leia a seguinte piada, retirada da internet:
O pai caipira fala para o também caipira: 
– Fio! Põe a sela no cavalo véio pra eu! 
– Ah, pai... Mas por que ocê vai com o cavalo véio? 
– É que eu acho que nóis tem que gastá as coisa véia 
primeiro! 
– Intão por que o senhor não vai a pé?
Disponível em: http://www.mundodaspiadas.com/caipiras
O dialeto caipira é um dialeto da língua portuguesa falado 
no interior do estado de São Paulo, no Brasil, e em parte 
dos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais 
e Goiás. Difere acentuadamente do idioma padrão brasileiro 
em sua estrutura fonológica. Uma das características 
fonéticas dessa variação encontra-se:
 na ausência de ditongos, substituídos por vogais, como 
em “nóis”.
 Na indicação da forma plural apenas pelo adjetivo, como 
em “as coisa véia”. 
 na substituição de um som consonantal pela semivogal 
“i”, como em “véio”.
 na supressão de fonemas consonantais em palavras 
oxítonas, como em “ocê”.
 no uso do pronome “eu” em situação que normalmente 
exigiria a forma “mim’, como em “pra eu”.
QUESTÃO 43
Moça linda bem tratada
Moça linda bem tratada,
Três séculos de família,
Burra como uma porta:
Um amor.
 do despudor,
Esporte, ignorância e sexo, 
Burra como uma porta:
Um coió.
Mulher gordaça, 
De ouro por todos os poros
Burra como uma porta:
Paciência...
Plutocrata sem consciência, 
Nada porta, terremoto
Que a porta de pobre arromba:
Uma bomba.
Mário de Andrade
É possível concluir, sobre a linguagem empregada no 
poema, que:
 a expressão “Burra como uma porta” (v. 03), na linguagem 
do padrão culto, seria redigida como “de uma burrice 
sinistra”.
 a expressão “Um amor” (v. 04) contraria frontalmente o 
tom crítico apresentado no verso anterior, constituindo 
uma contradição.
 a presença da palavra “plutocrata” (v. 13) é de nível 
incompatível com o da maioria dos vocábulos do poema.
 os dois ersos de cada estrofe, normalmente 
comparações, apresentam construções do domínio do 
discurso formal.
 predomina o tom rebuscado do discurso, com seleção 
vocabular que o registro mais formal da língua. 
QUESTÃO 44
Imagine que você está cursando a faculdade e tem que 
apresentar um trabalho de seu grupo referente a uma das 
matérias ministradas. Esse trabalho, além de ser apresentado 
oralmente aos demais colegas durante uma aula, deve ser 
remetido à reitoria para concorrer a um prêmio, disputando 
com outros trabalhos congêneres. Ele deverá ser redigido:
 em linguagem informal, própria do dia a dia da turma, 
a de facilitar o entendimento pelos colegas dos 
conceitos e argumentos emitidos. 
 em um discurso em que predomine a função poética, 
uma vez que o trabalho também será apresentado 
oralmente.
 em uma linguagem culta e que, pelo seu nível, apresente 
inúmeras de linguagem evidenciadoras de sua 
literalidade.
 exclusivamente em uma linguagem não verbal, para 
que seus colegas possam captar melhor sua 
e os conceitos por ele apresentados.
 segundo a norma padrão da língua, por causa da 
natureza e da do trabalho, cuja linguagem 
deve ser formal.
do Enem
LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 24
QUESTÃO 45
“O ponto de vista dos meios de comunicação, 
centralizado nas pessoas, enfoca o papel delas na 
sociedade como facilitadores e intermediários do debate 
público e do fortalecimento individual e coletivo. Deste 
ponto de vista, os meios de comunicação devem desfrutar 
de liberdade de expressão sujeita a certas obrigações – por 
exemplo, à necessidade de respeitar a dignidade humana. 
Neste sentido, também são questões-chave o acesso e 
a acessibilidade – a capacidade de utilizar os meios de 
comunicação para enviar e receber mensagens. Esta visão 
também reconhece a natureza ambivalente dos meios de 
comunicação em massa contemporâneos como agentes 
do status quo social e agentes potenciais da mudança. 
Acentuar o papel social dos meios de comunicação 
as limitações que a sociedade lhes impõe – por exemplo, 
as restrições na concentração da propriedade dos meios 
de comunicação, as regras para os distribuidores por cabo 
e satélite, a obrigação de transmitir mensagens de serviço 
público, ou direito de responder, etc.
As novas formas de comunicar e a criação de plataformas 
de comunicação interativa e cooperativa implicam também 
o reconhecimento de novos bens comuns da informação, 
uma do que se entende por “serviço público” de 
informação e comunicação e uma revisão dos regimes de 
propriedade intelectual. Por conseguinte, os debates sobre 
os meios de comunicação estão cada vez mais implicados 
no debate internacional mais amplo sobre os direitos à 
comunicação.”
Fragmento extraído do livro : Enfoques Multiculturais sobre as 
Sociedades da Informação. Coordenado por Alain Ambrosi, Valérie Peugeot e Daniel 
Pimienta, publicado em 5 de novembro de 2005 por C & F Éditions
O texto acima permite o entendimento de que, para os seus 
autores:
 a propriedade intelectual – por se tratar de um bem social 
– não deve ser discutida quando se pensa nos meios de 
comunicação.
 deve prevalecer a liberdade de expressão dos meios de 
comunicação,independentemente de outras considerações.
 os meios de comunicação destacam-se pela autoimposição 
de limitações, em respeito às conveniências sociais.
 os meios de comunicação tanto podem contribuir para a 
promoção de mudanças quanto para a inibição destas. 
 os meios de comunicação têm como missão o 
que se conceitua denominar de “serviços públicos”.
MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 46 a 90
QUESTÃO 46
Considere que um decorador deva usar 7 faixas coloridas de 
dimensões iguais, pendurando-as verticalmente na vitrine de 
uma loja para produzir diversas formas. Nessa situação, se 
3 faixas são verdes e indistinguíveis, 3 faixas são amarelas e 
indistinguíveis e 1 faixa é branca. Esse decorador conseguirá 
produzir com essas faixas, no máximo, um número de 
formas diferentes igual a:
 840. 36.
 720. 24.
 140.
QUESTÃO 47
Os bilhetes de uma rifa apresentam a 
numeração: 1, 2, 3, ..., 999, 1000. Quando me ofereceram 
a rifa, percebi que, curiosamente, faltavam ser vendidos 
todos os bilhetes cujos números eram escritos apenas com 
os algarismos 2, 5, 6 e 8. Para colaborar, comprei todos os 
bilhetes cuja numeração era de três algarismos distintos. A 
porcentagem que representa a quantidade dos bilhetes que 
comprei, em relação à quantidade dos bilhetes que faltavam 
ser vendidos, situa-se entre:
 10% e 15%. 25% e 30%.
 15% e 20%. 30% e 35%.
 20% e 25%.
QUESTÃO 48
“O Ministério da Saúde 
adverte…” A frase se tornou 
um jargão popular, dadas 
as inúmeras campanhas 
publicitárias chocantes que 
alertam para os perigos do 
tabagismo, como a mostrada 
ao lado. 
Apesar disso, o jornal Folha 
de S. Paulo publicou que 
o percentual de fumantes 
no Brasil está em 19,3%, 
segundo pesquisa conduzida 
pela Unifesp (Universidade 
Federal de São Paulo) e a Santa Casa de Misericórdia do 
Rio de Janeiro. O estudo, de abrangência nacional, aponta 
que a prevalência é maior nas faixas etárias entre 35 anos e 
44 anos (24,4%) e de 45 anos a 59 anos (24,8%). Supondo 
que, em uma festa com 1.000 pessoas, aproximadamente 
19,3% sejam fumantes, o número mínimo de fumantes que 
devem sair, para que a porcentagem de fumantes na festa 
seja aproximadamente inferior a 10%, corresponde a:
 85. 104.
 94. 193.
 99.
do Enem
MT – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 25
QUESTÃO 49
Suponha que o preço a ser pago por uma corrida de táxi, na 
cidade do Rio de Janeiro, inclui uma parcela denominada 
bandeirada, e uma parcela que depende da distância 
percorrida. Se a bandeirada custa R$ 3,50 e cada quilômetro 
rodado custa R$ 0,85, um passageiro que pagou R$ 24,75 
pela viagem percorreu, no táxi, uma distância de: 
 25 km.
 25,5 km.
 33,23 km.
 35 km.
 35,5 km.
QUESTÃO 50
O pentágono da abaixo é o desenho de uma pista 
construída para corrida de carros. Os segmentos são 
as ruas, e os vértices, A, B, C, D e E, representam locais 
importantes desse autódromo, dos quais 3 são postos de 
abastecimento e 2 são os pontos de partida ou chegada da 
corrida.
E
A
B
C
D
Sabendo que os pontos de partida ou de chegada são os 
únicos locais que permitem ao piloto percorrer toda a pista 
passando por cada rua exatamente uma vez e observando 
que o piloto pode passar duas ou mais vezes pelos vértices, 
os postos de abastecimento são representados pelas letras:
 A, B e C.
 A, B e D.
 A, D e C.
 E, B e A.
 E, C e D.
QUESTÃO 51
Um vidraceiro propõe a um cliente um tipo de vitral octogonal 
obtido a partir de um quadrado com 9 m de lado, retirando-
-se, de cada canto, um triângulo retângulo isósceles de 
cateto com 3 m, conforme indicado na a seguir.
O vitral octogonal será feito com dois tipos de vidro: fumê 
(em cinza-escuro na e transparente (em cinza-claro 
na A razão entre a área da região preenchida com 
vidro transparente e a preenchida com vidro fumê, nesta 
ordem, é:
 5
6
.
 2
3
.
 3
4
.
 4
3
.
 3
2
.
QUESTÃO 52
O poliedro abaixo foi feito com um cubo e uma pirâmide 
colados.
 
Uma diagonal de um poliedro é um segmento que une dois 
vértices que não estão na mesma face. 
Assim, o número de diagonais do poliedro acima é:
 4.
 6.
 8.
 10.
 20.
do Enem
MT – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 26
QUESTÃO 53
Interceptando-se o cubo lifang com um plano que contém a 
diagonal de duas faces opostas, este dividido em dois 
prismas congruentes chamados qiandu.
Lifang iandu Qiandu
Interceptando-se o prisma qiandu com o plano determinado 
pela diagonal de uma face quadrada e a diagonal da face 
retangular, obtêm-se as pirâmides yangma e bienuan.
Qiandu Yangma Bienuan
Finalmente, interceptando-se a pirâmide yangma com um plano 
que contém a diagonal da base e o vértice que não pertence à 
base, obtêm-se dois bienuan.
 Yangma Bienuan Bienuan
GASPAR, M. T.; MAURO, S. Explorando a geometria através da história da 
Matemática e da Etnomatemática. Rio Claro: Sociedade Brasileira de História da 
Matemática, 2003.
As instruções apresentadas estão contidas no livro 
intitulado Jiuzhang Suanshu (Os nove capítulos sobre a 
arte matemática), representativo da matemática chinesa 
produzida no período de 1027 a.C. a 220 d.C. Elas indicam 
como obter outros sólidos elementares, a partir do lifang.
Considerando-se que o lifang apresentado no texto acima 
tem aresta a, o volume do bienuan é:
 a
3
6
. a
3
2
.
 a
3
4
. a3.
 a
3
3
.
QUESTÃO 54
Pedro Henrique e João Vitor gostam tanto da tia Vera que 
resolveram dar-lhe de presente um painel, formado por 
cinco quadrados, com as dimensões, em metros, mostradas 
na abaixo.
David foi o artesão contratado para confeccionar o painel. 
Sabendo que ele cobrou R$ 7,50 pelo metro quadrado do 
painel, o valor pago pelo serviço foi:
 R$ 225,00.
 R$ 255,00.
 R$ 262,50.
 R$ 277,50.
 R$ 300,00.
QUESTÃO 55
O jornal O Globo publicou a seguinte manchete: 
EXPLOSÃO ATIRA 
TAMPA DE BUEIRO CONTRA PRÉDIO
Acidente assusta os moradores do Corte do Cantagalo: 
a peça, que pesa 20 quilos, subiu cerca de 30 metros.
Supondo que a tampa do bueiro tenha um formato cilíndrico 
com 20 cm de raio e espessura de 2,0 cm, a densidade 
aproximada do material utilizado na fabricação da tampa 
corresponde a:
 1,0 g/cm3. 10,0 g/cm3.
 6,0 g/cm3. 25,0 g/cm3.
 8,0 g/cm3.
QUESTÃO 56
A unidade astronômica (UA) é a distância da Terra ao Sol, 
que é de 150 milhões de quilômetros.
A distância do planeta Netuno ao Sol é de 4,5 bilhões de 
quilômetros. Essa distância, em unidades astronômicas, é 
igual a:
 3. 300.
 30. 333.
 33.
do Enem
MT – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 27
QUESTÃO 57
Beatriz costuma viajar de ônibus da Gávea a Niterói. Devido 
às paradas, ela percebeu que nos últimos três dias os tempos 
de duração das viagens estavam em progressão geométrica. 
No primeiro desses dias, a viagem durou menos 20 minutos 
que no dia seguinte, e no último dia, a viagem durou mais 30 
minutos que no dia anterior. Nessas condições, o tempo total 
gasto nas suas viagens desses três dias foi:
 3h. 3h15min.
 3h05min. 3h20min.
 3h10min.
QUESTÃO 58
Uma empresa desenvolveu uma máquina portátil de diálise, 
para que as pessoas com nos rins possam 
realizar os seus tratamentos em casa. Nos tratamentos 
atuais para problemas renais, as pessoas precisam 
se deslocar três vezes por semana até as clínicas de 
hemodiálise. A proposta foi desenvolvida por cientistas da 
Universidade do Oregon, nos Estados Unidos. Enquanto as 
máquinas atuais, que são baseadas em uma tecnologia de 
mais de trinta anos, empregam um sistema de que 
tem apenas 28% de na nova máquina a 
da salta para cerca de 90%. Os engenheiros 
dessa empresa conseguiram reduzir as dimensõesde uma 
máquina de diálise, que era do tamanho de uma geladeira, 
para o tamanho de uma mala de viagem.
Considerando um de formato de um cilindro reto, com 
8 cm de raio e altura 20 cm, e que para a realização de 
uma ele deve estar completamente cheio, o volume 
a mais, em cm3, que será com a nova tecnologia, 
considerando que o não será alimentado com mais 
sangue, é de:
(Obs.: Despreze o volume ocupado pelas paredes dos 
capilares internos e adote pi = 3.)
 3.840.
 4.900.
 7.296.
 1.075,20.
 2.380,80.
QUESTÃO 59
Em certa região do litoral brasileiro, a temperatura cai 
conforme aumenta a profundidade, até 100 m. Sabendo que 
a temperatura a 10 m de profundidade é 25oC e que a 90 m 
de profundidade a temperatura é 13oC, então a temperatura a 
60 m de profundidade é:
 17,5°C.
 19°C.
 24°C.
 35,5°C.
 38°C.
QUESTÃO 60
Matheus tem um automóvel bicombustível, isto é, aceita 
qualquer mistura de gasolina e álcool. Em determinado dia, 
o tanque de combustível estava completamente vazio. Ao 
abastecer, colocou no tanque 20 litros de álcool e 40 litros 
de gasolina, gastando R$ 120,00. Quando o tanque 
vazio novamente, ele colocou 40 litros de álcool e 20 litros 
de gasolina, no mesmo posto, sem alteração dos preços 
e pagou R$ 108,00. Nessas condições, o preço do litro de 
gasolina nesse posto é:
 R$ 2,00.
 R$ 2,10.
 R$ 2,20.
 R$ 2,30.
 R$ 2,50.
QUESTÃO 61
Em uma marmoraria, o preço de uma peça de mármore 
é proporcional à sua massa. Certo bloco retangular de 
mármore custa R$ 120,00, e um outro bloco de mármore 
tem suas dimensões multiplicadas por 1,5. O preço do novo 
bloco deverá ser:
 R$ 180,00.
 R$ 270,00.
 R$ 360,00.
 R$ 405,00.
 R$ 540,00.
QUESTÃO 62
Hoje, o regime de capitalização utilizado nas transações 
comerciais e é aquele em que os juros, no 
de cada período de tempo, são adicionados ao capital, 
produzindo um montante, e o cálculo dos juros no período 
seguinte é feito sobre esse montante. Temos, então, o que é 
denominado juros compostos.
De um capital C aplicado a juros compostos à taxa i, obtém-
se um montante M, após n períodos, igual a:
M = C(1 + i)n
Vinícius recebeu R$ 160.000,00 de herança. Ele aplicou 
esse dinheiro em um fundo de investimento que rende 
juros compostos de 20% ao ano. Seu objetivo é comprar 
um imóvel que custa R$ 360.000,00 e se valoriza à taxa de 
8% ao ano. Então, o tempo mínimo necessário para que 
tal compra se realize é: (Se necessário, use log 2 = 0,30 e 
log 3 = 0,48.)
 8 anos.
 9 anos.
 10 anos.
 12 anos.
 15 anos.
do Enem
MT – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 28
QUESTÃO 63
Um cabo está suspenso entre dois postes de mesma altura 
e que distam 20 m entre si.
O cabo foi feito com um material especial de modo que a 
curva por ele representada é uma parábola. 
Sabendo-se que a do cabo a uma distância de 2 m de 
um dos postes é 14,4 cm e que a altura dos postes é 9 m, 
então é correto que o ponto mais baixo do cabo, com 
relação ao solo, a uma altura de:
 7,6 m.
 8,28 m.
 8,6 m.
 8,85 m.
 9,4 m.
QUESTÃO 64
A chamada telefônica de uma determinada operadora de 
celular custa R$ 0,50 o primeiro minuto e R$ 0,35 o minuto 
adicional. Com esta tarifa, a diferença entre o custo total de 
duas chamadas de 10 minutos e o custo de uma chamada 
de 20 minutos é:
 R$ 0,00. R$ 0,45.
 R$ 0,15. R$ 1,00.
 R$ 0,30.
QUESTÃO 65
A Prefeitura do Rio de Janeiro realizou alguns shows na 
cidade. Os alunos de uma escola se organizaram para 
assisti-los e, dentre várias opções, havia os Titãs e o Barão 
Vermelho.
I. Quem optou pelos Titãs, não optou pelo Barão Vermelho.
II. Os optantes pelos Titãs ou Barão Vermelho foram 600.
III. 200 não optaram pelos Titãs.
IV. 500 não optaram pelo Barão Vermelho.
O número total de alunos que inicialmente se organizaram 
foi de:
 650. 500.
 600. 450.
 550.
QUESTÃO 66
Beatriz recebeu alta do hospital, mas deverá continuar o 
tratamento em casa por mais 30 dias completos. Para isso, 
ela deverá tomar o remédio Bate Forte a cada 4 horas, o 
Bate Bem a cada 5 horas e o Bate Fraco a cada 6 horas. Em 
casa, Beatriz iniciou o tratamento tomando o remédio Bate 
Forte, o Bate Bem e o Bate Fraco no mesmo horário.
Supondo que ela atendera rigorosamente às recomendações 
médicas quanto ao horário da ingestão dos medicamentos, 
então o número de vezes em que os três remédios foram 
ingeridos simultaneamente é:
 12 vezes. 6 vezes.
 10 vezes. 7 vezes.
 8 vezes.
QUESTÃO 67
O litro do combustível X custa R$ 2,00 e do combustível Y, 
R$ 3,00. O tanque do veículo V, que se move indiferentemente 
com os combustíveis X e Y, tem capacidade total de 54 litros. 
Quantos reais, aproximadamente, gastará o proprietário?
 120. 150.
 130. 160.
 140.
QUESTÃO 68
Em uma caixa-d’água de uma casa restavam somente 100 
litros de água, e o abastecimento foi interrompido. A solução 
foi fazer 45 viagens carregando uma lata cheia de água para 
encher de novo os 1.000 litros que cabem na caixa. Sabendo 
que 1 litro de água é igual a 1 quilograma de massa, essa 
lata cheia de água pesa, em quilogramas, exatamente:
 100. 40.
 80. 20.
 60.
QUESTÃO 69
Um grande ato público em favor do meio ambiente foi organizado 
no Rio de Janeiro. A Avenida Rio Branco, que tem 1,25 km de 
extensão e 40 m de largura, segundo os organizadores, foi 
totalmente tomada pelo público. Supondo que quatro pessoas 
ocupam 1 metro quadrado, o número de pessoas que foram ao 
evento, segundo os organizadores, é de:
 100.000 pessoas. 12.500 pessoas.
 52.000 pessoas. 10.000 pessoas.
 25.000 pessoas.
QUESTÃO 70
Para se construir um telhado inclinado reto em um galpão, 
foi necessária a utilização de três suportes verticais de aço 
para sua sustentação, colocados nos pontos A, B e C, como 
mostra a abaixo. Os suportes nas extremidades A e 
C medem, respectivamente, 4 metros e 6 metros de altura. 
A altura do suporte em B é, então, de:
4 m
6 m
12 m 8 m
A B C
 4,2 metros.
 4,5 metros.
 5 metros.
 5,2 metros.
 5,5 metros.
QUESTÃO 71
Uma raia de uma pista de atletismo possui as dimensões 
indicadas na abaixo. Para uma corrida de 2,856 
quilômetros, o número de voltas que o atleta vai percorrer sem 
mudar de raia é:
(Utilize π = 3,14.)
20 m
80 m
 10.
 20.
 30.
 40.
 50.
do Enem
MT – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 29
QUESTÃO 72
A altura de uma onda aumenta quando diminui a profundidade 
do mar. Veja a equação que nos fornece a altura de uma 
onda (h) em decorrência da profundidade (p), em que c é 
uma constante.
h c
p
2 =
Portanto, se uma onda de 2 m de altura em um ponto de 6 m 
de profundidade se propagar para uma região mais rasa, com 
1,5 m de profundidade, terá uma altura, aproximadamente, 
igual a:
(Dado 2 1 4= , .)
 1,6 m.
 2,0 m.
 2,4 m.
 2,8 m.
 3,0 m.
QUESTÃO 73
Um atleta está treinando em uma pista retilínea, e o 
abaixo apresenta dados sobre seu movimento.
v (m/s)
t (s)1050
2
1
4
3
A distância percorrida pelo corredor no intervalo entre 0 e 5 
segundos, que é igual à área do trapézio sombreado, é de:
 10,7 m. 12,5 m.
 11,0 m. 13,0 m.
 11,3 m.
QUESTÃO 74
No Brasil, as temperaturas são medidas em graus Celsius. 
Nos Estados Unidos, são medidas em outra escala: em 
graus Fahrenheit. Um técnico está trabalhando com um 
motor americano e as temperaturas de funcionamento estão 
nessa escala, que ele desconhece. Felizmente, existe uma 
fórmula que permite relacionar a escala americana com a 
usada aqui: y
x
=
−5 160
9
, em que y é a temperatura em 
graus Celsius (Cº) e x é a temperatura em graus Fahrenheit 
(Fº). A temperatura em graus Celsius que corresponde a 
32°F é:
 0. 35.
 15. 45.
 30.
QUESTÃO 75
Um certo combustível é formado pela mistura de gasolina 
e álcool na proporção de 4 para 1, respectivamente.Se o 
preço do litro da gasolina é R$ 2,50 e o do álcool R$ 1,50, o 
valor do litro do combustível, em reais, é: 
 R$ 2,30. R$ 2,80.
 R$ 2,40. R$ 2,90.
 R$ 2,50.
QUESTÃO 76
João está com um amigo em uma de banco e deseja 
ausentar-se da para resolver outro compromisso. Há 12 
pessoas na frente deles e outras 3 que acabaram de iniciar 
seus atendimentos.
Se o tempo médio de atendimento de cada pessoa é de 5 
minutos e há 3 caixas de atendimento funcionando, quanto 
tempo João pode gastar no seu compromisso se quer 
garantir que retornará antes que seu amigo seja atendido?
 15 minutos. 30 minutos.
 20 minutos. 35 minutos.
 25 minutos.
QUESTÃO 77
A planta de uma residência, apresentada no desenho abaixo, 
tem escala 1:70, ou seja, cada medida de 1 cm corresponde 
a uma medida de 70 cm na dimensão real.
cozinha
sala
15 cm 7 cm 8 cm
4 
cm
8 
cm
8 cm12 cm10 cm
8 
cm
4 
cm
copa
banheiro
quarto
Considerando as informações e a ilustração, é correto 
 que a área real da parte ocupada pela copa é igual a:
 75,01 m². 70,4 m².
 74,36 m². 60,76 m².
 73,12 m².
QUESTÃO 78
Observando-se as particularidades dos valores envolvidos 
em uma operação, é possível concluir resultados de forma 
rápida e Assim, S = 975 . 975 – 970 . 980 apresenta 
um resultado entre:
 42 e 38.
 36 e 28.
 26 e 22.
 20 e 16.
 14 e 10.
do Enem
MT – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 30
QUESTÃO 79
Um gerente de loja comprou certo número de camisetas 
(todas iguais) para dar a seus empregados e gastou 
R$ 96,00. Dias depois, passando por outra loja, viu a mesma 
camiseta em promoção, R$ 2,00 mais barata. Desta vez, 
comprou uma camiseta a mais do que na compra anterior e 
gastou R$ 90,00. Quantas camisetas esse gerente comprou 
ao todo?
 9. 17.
 13. 21.
 15.
QUESTÃO 80
Em janeiro de certo ano, um trabalhador estava ganhando 
R$ 2.500,00 por mês. O patrão prometeu aumentar esse 
salário em R$ 400,00 todos os meses. Esse trabalhador 
ganhará, em dezembro do mesmo ano, um valor, em 
reais, de:
 2.900,00. 11.900,00.
 6.900,00. 12.000,00.
 8.900,00.
QUESTÃO 81
Um estudo caracterizou 5 ambientes aquáticos, nomeados de 
A a E, em uma região, medindo parâmetros físico-químicos 
de cada um deles, incluindo o pH nos ambientes. O 
I representa os valores de pH dos 5 ambientes. Utilizando 
o II, que representa a distribuição estatística de 
espécies em diferentes faixas de pH, pode-se esperar um 
maior número de espécies no ambiente:
Ambientes
A
0
2
4
6
8
10
pH
B C D E
II
0
3 4 5 6 7 8 9 10 11
10
20
30
40
N
úm
er
o 
de
 e
sp
éc
ie
s
pH ótimo de sobrevida
 A. D.
 B. E.
 C.
QUESTÃO 82
O abaixo mostra o número de pessoas 
comprovadamente infectadas pelo vírus H1N1 em uma certa 
cidade do Brasil, entre os meses de maio e setembro de 
2011. Na hipótese de um crescimento linear desse surto, 
representado pela reta r, pode-se prever que o número de 
pessoas infectadas em dezembro de 2011 será igual a:
8
M J J A S
12
18
20
22
Pessoas infectadas pelo H1N1 r
 30.
 36.
 40.
 44.
 48.
QUESTÃO 83
O abaixo mostra a evolução da produção de grãos 
em certo município brasileiro, em milhares de toneladas. Com 
base no a produção (aproximada) de grãos desse 
município no ano de 1997, em milhares de toneladas, é:
27
49
1992 2000 anos
 40,75.
 33,75.
 31,75.
 29,75.
 28,75.
QUESTÃO 84
Em um estudo feito pelo Instituto Florestal, foi possível 
acompanhar a evolução de ecossistemas paulistas desde 
1962. Desse estudo publicou-se o Inventário Florestal 
de São Paulo, que mostrou resultados de décadas de 
transformações da Mata Atlântica.
Área de Vegetação Natural (em mil km2)
72,6
43,9
33,3 34,6
1962-1963 1971-1973 1990-1992 2000-2001
Pesquisa. 91, São Paulo: FAPESP, set/2003, p. 48.
Examinando o da área de vegetação natural 
remanescente (em mil km2), pode-se inferir que:
 a Mata Atlântica teve sua área devastada em 50% entre 
1963 e 1973.
 a vegetação natural da Mata Atlântica aumentou 
antes da década de 1960, mas reduziu nas décadas 
posteriores.
 a devastação da Mata Atlântica remanescente vem 
sendo contida desde a década de 1960.
 em 2000-2001, a área de Mata Atlântica preservada em 
relação ao período 1990-1992 foi de 34,6%.
 a área preservada da Mata Atlântica nos anos 2000 e 
2001 é maior do que a registrada no período 1990-1992.
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MT – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 31
QUESTÃO 85
O a seguir mostra a prevalência de obesidade da 
população dos EUA, na faixa etária de 20 a 74 anos, para 
mulheres e homens, e de 12 a 19 anos, para meninas e 
meninos.
Mulheres
1960-62
0
10
20
30
40
po
rc
en
ta
ge
m
1971-74 1976-80 1988-94 1999-2002
Homens Meninas Meninos
. São Paulo, jun. 2005, no. 38, p. 46.
De acordo com os dados apresentados neste 
 de 1960 a 2002, em média, 30% dos homens estavam 
obesos.
 a porcentagem de meninas obesas no período 1999-
2002 era o dobro da porcentagem de meninas obesas 
no período 1988-1994.
 no período 1999-2002, mais de 20% dos meninos 
estavam obesos.
 no período 1999-2002, mais de 50% da população 
pesquisada estava obesa.
 a porcentagem de mulheres obesas no período 1988-
1994 era superior à porcentagem de mulheres obesas 
no período 1976-1980.
QUESTÃO 86
Em uma pesquisa de opinião com 200 estudantes (sendo 
80 rapazes e 120 moças), 50 rapazes e 100 moças foram a 
favor da inclusão da disciplina no exame vestibular 
(“SIM”) e o restante foi contra (“NÃO”).
Retira-se, ao acaso, um dentre os 200 votos. A probabilidade 
de o voto ser de uma pessoa que votou NÃO ou de uma 
MOÇA é:
 75%. 45%.
 65%. 35%.
 55%.
QUESTÃO 87
As 23 ex-alunas de uma turma que completou o Ensino Médio 
há 10 anos se encontraram em uma reunião comemorativa. 
Várias delas haviam se casado e tido A distribuição 
das mulheres, de acordo com a quantidade de é 
mostrada no abaixo.
10
8
6
4
2
0
sem 1 2 3 
Um prêmio foi sorteado entre todos os dessas ex-
-alunas. A probabilidade de que a criança premiada tenha 
sido um(a) único(a) é:
 1/3. 7/23.
 1/4. 7/25.
 7/15.
QUESTÃO 88
Marcinha decidiu que vai ter 4 Assim, o que é mais 
provável?
 Serem dois meninos e duas meninas, nessa ordem.
 Serem 2 casais.
 Serem três meninos e uma menina, nessa ordem.
 Serem todos os do mesmo sexo.
 Serem três de um sexo e um do outro.
QUESTÃO 89
Um pai deixou pérolas como herança para suas 
determinando que a divisão seria feita da seguinte maneira: 
a mais velha tiraria 1 pérola mais 1/7 do restante; viria 
depois a segunda e tomaria para si 2 pérolas mais 1/7 
do restante; e assim, sucessivamente, agiriam as demais. 
Feita a partilha, cada uma das herdeiras recebeu o mesmo 
número de pérolas. Com base nos dados anteriores, a soma 
do número de pérolas e do número de é:
 20.
 30.
 42.
 56.
 64.
QUESTÃO 90
Roberto vai promover um churrasco e deseja dispor duas 
 de cinco mesas quadradas em um salão retangular 
de 10 metros de comprimento por 4,4 metros de largura, 
conforme a abaixo.
Os lados das mesas serão paralelos às laterais das paredes 
e as distâncias entre cada mesa e a parede do salão serão 
todas iguais. Nessas condições, a medida do lado de cada 
mesa quadrada, em metros, será:
 2,4 m.
 2,0 m.
 1,8 m.
 1,4 m.
 1,2 m.
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