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Livro Eletrônico
Aula 04
Contabilidade Geral e Avançada p/ ICMS-SC (Todos os Cargos) Com videoaulas - 2018
Professores: Gabriel Rabelo, Luciano Rosa
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CONTABILIDADE GERAL PARA ICMS SC± AULA 04
PROF. GABRIEL RABELO/LUCIANO ROSA/JULIO CARDOZO
AULA 04: PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
SUMÁRIO
1 APRESENTAÇÃO ............................................................................................................................. 2
2 PASSIVO ....................................................................................................................................... 2
2.1 PASSIVO CIRCULANTE E PASSIVO NÃO CIRCULANTE.................................................................. 2
2.2 EMPRÉSTIMOS DE CURTO PRAZO NO PASSIVO NÃO CIRCULANTE? .............................................. 4
2.3 RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS E RECEITAS DIFERIDAS .................................................. 5
3 CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O CICLO OPERACIONAL ................................................................. 8
4 PATRIMÔNIO LÍQUIDO.................................................................................................................. 10
4.1 CONCEITO E ESTRUTURA ...................................................................................................... 10
5 CAPITAL SOCIAL .......................................................................................................................... 11
5.1 INDO ALÉM ± REQUISITOS PARA CONSTITUIÇÃO DA COMPANHIA ............................................. 14
5.2 GASTOS NA EMISSÃO DE AÇÕES ........................................................................................... 14
6 RESERVAS DE CAPITAL ................................................................................................................. 16
6.1 UTILIZAÇÃO DAS RESERVAS DE CAPITAL ................................................................................ 17
6.2 RESERVA DE ÁGIO NA EMISSÃO DE AÇÕES ............................................................................. 18
6.3 ALIENAÇÃO DE PARTES BENEFICIÁRIAS E BÔNUS DE SUBSCRIÇÃO ........................................... 19
6.4 DOAÇÕES E SUBVENÇÕES PARA INVESTIMENTOS GOVERNAMENTAIS ........................................ 22
6.5 PRÊMIO NA EMISSÃO DE DEBÊNTURES ................................................................................... 26
7 AJUSTE DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL ............................................................................................ 28
8 AÇÕES EM TESOURARIA ............................................................................................................... 29
8.1 AÇÕES EM TESOURARIA! PREVISÃO NA LEI 6.404/76: ............................................................. 32
9 RESERVAS DE LUCROS ................................................................................................................. 35
9.1 RESERVA LEGAL ................................................................................................................... 38
9.2 CAPITAL SUBSCRITO OU REALIZADO PARA O LIMITE? .............................................................. 39
9.3 RESERVA LEGAL X PREJUÍZO ACUMULADO .............................................................................. 39
9.4 RESERVAS ESTATUTÁRIAS .................................................................................................... 42
9.5 RESERVA DE CONTINGÊNCIAS ............................................................................................... 43
9.6 RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS ........................................................................................ 46
9.7 RESERVA DE LUCROS A REALIZAR ......................................................................................... 49
9.8 RESERVA ESPECIAL PARA DIVIDENDOS OBRIGATÓRIOS NÃO DISTRIBUÍDOS ............................. 52
9.9 RESERVA DE PRÊMIO NA EMISSÃO DE DEBÊNTURES ................................................................ 53
9.10 RESERVA DE RETENÇÃO DE LUCRO OU RESERVA ORÇAMENTÁRIA OU RESERVA DE
INVESTIMENTOS ................................................................................................................................. 55
10 DIVIDENDOS OBRIGATÓRIOS .................................................................................................... 55
11 DIVIDENDOS ADICIONAIS ........................................................................................................ 59
12 ADIANTAMENTO PARA AUMENTO DE CAPITAL.............................................................................. 60
13 LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS ....................................................................................... 61
14 CUSTO DAS TRANSAÇÕES ......................................................................................................... 63
14.1 COMO RESOLVER QUESTÕES DE CUSTOS DE TRANSAÇÃO NA SUA PROVA .............................. 65
15 NOTAS EXPLICATIVAS .............................................................................................................. 68
15.1 NOTAS EXPLICATIVAS SEGUNDO A LEI 6.404/76 ................................................................. 69
15.2 NOTAS EXPLICATIVAS SEGUNDO O CPC 00 ± ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA
CONTABILIDADE ................................................................................................................................. 70
15.3 NOTAS EXPLICATIVAS SEGUNDO O CPC 26 ± APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
71
16 PRINCIPAIS MUDANÇAS DAS LEIS 11.638/2007 E 11.941/2009: ................................................... 73
17 RESUMO ± PASSIVO E PL .......................................................................................................... 76
17.1 PASSIVO E RECEITA DIFERIDA........................................................................................... 76
17.2 PATRIMÔNIO LÍQUIDO ...................................................................................................... 76
18 MAPAS MENTAIS DESTA AULA ................................................................................................... 81
19 QUESTÕES COMENTADAS ......................................................................................................... 83
19.1 FEPESE ........................................................................................................................... 83
19.2 ESAF ............................................................................................................................... 98
19.3 FGV .............................................................................................................................. 113
19.4 FCC .............................................................................................................................. 124
20 LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA .................................................................... 137
20.1 FEPESE ......................................................................................................................... 137
20.2 ESAF ............................................................................................................................. 142
20.3 FGV .............................................................................................................................. 146
20.4 FCC .............................................................................................................................. 150
21 GABARITO ............................................................................................................................. 155
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PROF. GABRIEL RABELO/LUCIANO ROSA/JULIO CARDOZO1 APRESENTAÇÃO
Olá, pessoal! Tudo bem? Sejam bem-vindos a mais uma aula do nosso
curso de Contabilidade Geral para ICMS SC!
É com uma grande alegria que estamos aqui para ministrar mais um
pouquinho desta disciplina que, no começo pode parecer difícil, mas
depois passa a ser muito boa de se estudar!
Contabilidade é muito bom!
Hoje, falaremos sobre dois grupos do balanço patrimonial que são
extremamente importantes: o passivo e o patrimônio líquido.
Vamos à aula?
Um abraço.
Gabriel Rabelo/Luciano Rosa.
Instagram: @contabilidadefacilitada
Fórum de dúvidas e mapas mentais: Professor Julio Cardozo.
2 PASSIVO
Dissemos que o passivo representa nada mais do que as obrigações que
a sociedade tem perante terceiros. Estudaremos agora os seus
aspectos amiúde.
2.1 PASSIVO CIRCULANTE E PASSIVO NÃO CIRCULANTE
O passivo exigível basicamente pode ser dividido em passivo
circulante e não circulante. Segundo a Lei das Sociedades por Ações:
Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para
aquisição de direitos do ativo não circulante, serão classificadas no
passivo circulante, quando se vencerem no exercício seguinte, e no
passivo não circulante, se tiverem vencimento em prazo maior, observado
o disposto no parágrafo único do art. 179 desta Lei.
Exercício de X2
Passivo circulante Passivo não circulante
X3 em diante
31.12.X231.12.X1
Acima um exemplo da classificação em circulante e não circulante. A Lei
6.404/76 adota como marco temporal a data do encerramento do
exercício social. Contudo, se não estivermos falando dessa data, devemos
considerar o período de 12 meses.
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Como exemplo de obrigações temos: Impostos a pagar, provisão para
contingências, salários a pagar, ICMS a recolher, provisão para IR,
FGTS a recolher, duplicatas a pagar, fornecedores, entre outros.
Além disso, já vimos diversas vezes a definição prevista no CPC 00 para
passivo: Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de
eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de
recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos.
(CESPE/Perito Criminal±Ciências Contábeis/PC/PE/2016) Segundo
a teoria contábil, uma condição indispensável para que um item
patrimonial seja definido como um passivo é que
a) o vencimento da obrigação se dê em uma data futura previamente
acordada entre as partes.
b) o devedor saiba que possui uma dívida e o credor tenha reconhecido o
direito de receber.
c) o valor da obrigação seja líquido e certo.
d) a obrigação exista no momento presente, fruto de eventos passados.
e) o sacrifício futuro de um ativo para satisfazer a obrigação seja uma
decisão do devedor.
Comentários:
A letra a está incorreta. Não necessariamente a obrigação é de
vencimento futuro. O passivo pode também já estar vencido ou vencer no
presente. Esse não é um requisito existente no CPC 00.
A letra b também está incorreta. O consentimento não é um requisito
para que seja reconhecido um passivo. Muitas vezes, por exemplo, as
provisões são feitas com base em estimativas e não há sequer ciência do
possível credor deste reconhecimento. Por exemplo, se a empresa
constitui uma provisão para garantias de produtos que possam vir a
estragar, por possuir uma ampla e conhecida política neste sentido, os
compradores/clientes não sabem que ela fez uma provisão para isso.
A letra c está incorreta. O passivo muitas vezes pode ser reconhecido por
valores estimados. Há uma preferência na contabilidade para que sejam
reconhecidos os valores pelos seus exatos montantes. Todavia, quando
não se mostrar possível, muitas vezes precisamos nos utilizar de
estimativas.
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A letra d está correta e é o nosso gabarito. Está em consonância com
o CPC 00.
A letra e está incorreta. A saída de recursos (ativos) para liquidar as
obrigações não é, muitas vezes, uma escolha ou decisão do devedor. Pode
vir, por exemplo, de uma decisão judicial.
Gabarito Æ D
2.2 EMPRÉSTIMOS DE CURTO PRAZO NO PASSIVO NÃO
CIRCULANTE?
Faço aqui uma pergunta a vocês. A classificação do passivo circulante
toma como base o curto prazo (12 meses), enquanto que o passivo não
circulante toma como base o chamado longo prazo (posterior aos 12
meses).
Mas existe a possibilidade de um empréstimo de curto prazo ser
classificado no passivo não circulante? A resposta é sim! Quando,
professores?
Nós fizemos um vídeo sobre este assunto em nosso canal do YouTube.
Você pode ver a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=PY0zqC-KOjA
Vamos entender este tema por meio de uma questão cobrada no concurso
para Analista Judiciário do TRT 23ª/2016, feito pela Fundação Carlos
Chagas:
(FCC/Analista Judiciário/TRT 23ª/2016) A empresa Ilha Bela S.A.
contraiu empréstimo de R$ 1.000.000,00, pactuado pelo prazo de 12
meses, contratado em primeiro de janeiro de 2015, com o banco Solution
S.A. A sociedade, por meio de cláusula contratual convencionou de forma
unilateral (decisão da empresa Ilha Bela) que poderá repactuar por mais
36 meses o financiamento, caso não consiga gerar recursos suficientes
para cumprimento dos pagamentos. O contrato prevê a entrega de ações
como meio de pagamento (decisão unilateral da empresa Ilha Bela). Neste
caso a empresa deve contabilizar o empréstimo como
A) passivo não circulante.
B) ativo não circulante.
C) passivo circulante.
D) ativo circulante
E) patrimônio líquido.
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Vejam! A situação é a seguinte:
1) A empresa Ilha Bela contraiu um empréstimo no valor de R$
1.000.000, para pagar em 12 meses, portanto, de curto prazo.
2) Foi pactuado no contrato que de modo unilateral, por decisão do
devedor, poderia ser repactuada a dívida por mais 36 meses.
Pois bem. A resposta para esta questão está prescrita no CPC 26 ±
Apresentação das demonstrações contábeis.
73. Se a entidade tiver a expectativa, e tiver poder discricionário, para
refinanciar ou substituir (roll over) uma obrigação por pelo menos doze
meses após a data do balanço segundo dispositivo contratual do
empréstimo existente, deve classificar a obrigação como não circulante,
mesmo que de outra forma fosse devida dentro de período mais curto.
Contudo, quando o refinanciamento ou a substituição (roll over) da
obrigação não depender somente da entidade (por exemplo, se não
houver um acordo de refinanciamento), o simples potencial de
refinanciamento não é considerado suficiente para a classificação como
não circulante e, portanto, a obrigação é classificada como circulante.
Assim, se a entidade tem um empréstimo de curto prazo, mas há grande
possibilidade de que (de modo unilateral) ela possa prorrogar a obrigação
por um período maior e seja muito provável que ela faça, então a dívida
deve ser classificada no passivo não circulante.
Todavia, se tiver de existir um aval do banco ou se depender do aceite do
credor, então a classificação fica no passivo circulante.
O gabarito da nossa questão, portanto, é a letra a.
Gabarito Æ A.
2.3 RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS E RECEITAS
DIFERIDAS
O grupo resultado de exercícios futuros ± REF foi extinto com a
edição da MP 449 e Lei 11.941/2009.
Em seu lugar, deve ser usada a conta receitas diferidas, que fica no
passivo não circulante. O saldo que porventura existente no REF deve
ser reclassificado para receita diferida.
O exemplo clássico explorado pelas bancas de resultadode exercícios
futuros (agora receita diferida, no passivo não circulante) são os aluguéis
recebidos antecipadamente. São diversas questões da banca que
versam sobre este tema.
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Exemplo!
Vamos supor que uma empresa tenha um imóvel para alugar. Ela aluga o
imóvel por 2 anos, recebendo R$ 24.000 adiantados.
A questão agora é a seguinte: se o inquilino desocupar o imóvel, a
empresa deverá devolver o aluguel recebido antecipadamente?
Se sim, então a contabilização fica assim:
D - Caixa (Ativo) 24.000
C - Aluguel recebidos antecipadamente (Passivo) 24.000
24.000,00 24.000,00
Caixa (Ativo) Alugueis receb. ante. (Passivo)
Depois de um mês, a empresa contabiliza a receita de um mês de aluguel
(esse, não precisa mais devolver):
D - Aluguel recebido antecipadamente (Passivo) 1.000
C - Receita de aluguel (Resultado) 1.000
1.000,00 1.000,00 24.000,00
Receita de Aluguel (Res) Alugueis receb. ante. (Passivo)
E assim por diante, até zerar a conta no passivo. Vejam que é uma
conta do passivo, não é receita diferida! Fica no passivo, pois a
empresa pode ter que devolver o dinheiro (se o inquilino romper o
contrato e desocupar o imóvel antes do término).
Muito bem. Mesma situação, aluguel de imóvel por 2 anos, com R$ 24.000
recebidos adiantados, mas com a condição de que a empresa não
precisa devolver o dinheiro, caso o inquilino desocupe o imóvel.
Nesse caso, o dinheiro já é da empresa, mas a receita tem que ser
contabilizada por competência, conforme a passagem do tempo.
A contabilização é igual, mas, ao invés de ficar creditada em conta do
passivo (aluguel recebido antecipadamente), fica contabilizada em conta
de receita diferida, no Passivo não circulante, e vai para o resultado mês a
mês.
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Explicando novamente! Muitos alunos perguntam se ³todas as
receitas diferidas são classificadas no passivo não circulante,
independente do prazo´. Entendam! A receita diferida é uma receita
que a empresa já "ganhou" (não precisa devolver), mas ainda não pode ir
para o resultado por causa do regime de competência. Assim, não há
sentido colocá-la no passivo circulante, pois a receita diferida não será
paga a ninguém. E passivo implica em um pagamento a terceiro. Tudo
bem?
(CESPE/Contador/DPU/2016) O valor das vendas de ingressos para os
Jogos Olímpicos de 2016, ocorridas em abril de 2015, deve ser
reconhecido no balanço patrimonial do exercício de 2015 da empresa
vendedora como um passivo exigível.
Comentários:
O CESPE deu o gabarito como correto, entendendo que o cliente comprou
o ingresso e tem direito a retira-lo nas condições acordadas, em dia e
hora específicos. Portanto, nesta hipótese, configurou-se uma obrigação
para a empresa e não uma receita diferida.
Gabarito Æ Correto.
(UFMT/Analista Judiciário/TJ MT/2016) No Balanço Patrimonial, é
Conta do Passivo Exigível:
a) Adiantamento de Clientes.
b) Adiantamento a Fornecedores.
c) Impostos a Recuperar.
d) Adiantamento a Empregados.
Comentários:
Vamos lá! As contas do passivo são aquelas que representam obrigações
para a empresa.
Neste rol, a única que representa obrigação são os adiantamentos de
clientes. Quando o cliente adianta o valor a empresa, ele tem o direito a
receber, por exemplo, a mercadoria ou os serviços contratados. Para a
empresa, de outro lado, surge uma obrigação, portanto, um passivo.
As outras contas são contas de ativo.
Gabarito Æ A.
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3 CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O CICLO OPERACIONAL
Segundo o parágrafo único do artigo 179 da Lei das SAs: Na companhia
em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o
exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá
por base o prazo desse ciclo.
Um primeiro aspecto digno de nota é que esta disposição vale tanto para
o ativo como para o passivo.
O ciclo operacional de uma empresa industrial é o prazo que a empresa
leva para comprar matéria-prima, produzir, vender e receber.
Ciclo operacional empresa industrial
Para uma empresa comercial, é o prazo médio entre a aquisição de
mercadorias, venda e recebimento dos clientes.
Ciclo operacional empresa comercial
Vamos explicar esta situação por meio de uma questão abordada em
2009, pela FCC, para o concurso de Analista Judiciário do TRT 3ª região:
(FCC/Analista Judiciário/TRT 3ª região/2009) A empresa A é uma
indústria e produz máquinas especiais, cujo processo demora 400 dias.
Estas máquinas são adquiridas para comercialização pela empresa B que
leva aproximadamente 20 dias para comercializá-las, 40 dias para receber
o valor das vendas realizadas a prazo, e 30 dias para pagar as máquinas
adquiridas. A empresa C é cliente da empresa B e utiliza as máquinas
especiais em suas operações. Com base nestas informações, as máquinas
especiais serão classificadas nas empresas A, B e C, respectivamente, no
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(A) ativo circulante, no ativo circulante e no ativo imobilizado.
(B) ativo circulante, no ativo não-circulante e no ativo realizável a longo
prazo.
(C) ativo realizável a longo prazo, no ativo circulante e no ativo
imobilizado.
(D) ativo realizável a longo prazo, no ativo realizável a longo prazo e no
ativo imobilizado.
(E) ativo realizável a longo prazo, no ativo imobilizado e no ativo
realizável a longo prazo
Comentários
Empresa A: Demora 400 dias para produzir + 30 dias para receber (ciclo
de 430). Portanto, seu ciclo operacional será maior que o exercício social,
e as máquinas produzidas ficarão no Ativo Circulante.
Empresa B: Demora 20 dias para comercializar, 40 para receber o valor
das vendas e 30 dias para pagar as máquinas adquiridas. Portanto, tudo
ocorre a custo prazo, nesta empresa. Ativo Circulante.
Empresa C: Utiliza as máquinas em suas operações. Ativo Imobilizado.
O gabarito, portanto, é a letra a.
Em qualquer dessas situações, o exercício social continua a ser de um
ano.
Se estamos em 31 de dezembro de 2011 (data de término do exercício
social) e temos uma fábrica de navios, por exemplo, cujo ciclo operacional
seja de 2 anos, teremos que todas as obrigações e direitos que vencerem
até 31 de dezembro de 2013 serão consideradas como de curto prazo. A
partir deste momento é que haverá que se falar em longo prazo.
Repetimos, porém, que o exercício social continua a ter a duração de um
ano.
(CEPERJ/Analista de Controle Interno/SEFAZ/RJ/2013) Na
companhia em que o ciclo operacional tiver duração maior que o exercício
social, a classificação de contas no circulante ou longo prazo terá por base
o prazo:
a) legal estatutário c) do exercício social e) estipulado pela CVM
b) do ciclo operacional d) do ano comercial
Gabarito Æ B.
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4 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
4.1 CONCEITO E ESTRUTURA
O patrimônio líquido, como há muito estamos dizendo, é considerado
como sendo o capital dos sócios (capital próprio) empregado nas
atividades empresariais.
De acordo com a Lei 6.404/76:
Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos
do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o
conhecimentoe a análise da situação financeira da companhia.
III ± patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital,
ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria
e prejuízos acumulados. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
Antes de prosseguirmos, façamos a comparação entre como era e como
está agora o patrimônio líquido:
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
ANTES LEI 11.638/07 APÓS LEI 11.638/07 E LEI 11.941/09
Capital Social Capital Social
(-) Capital a Realizar (-) Capital a Realizar
Reserva de Lucro Reserva de Lucro
Reserva de Capital Reserva de Capital
Reserva de Reavaliação Ajuste de Avaliação Patrimonial
+ - Lucro ou Prejuízo Acumulado (-) Prejuízo Acumulado
(-) Ações em Tesouraria (-) Ações em Tesouraria
(FGV/Contador/Caruaru/2015) De acordo com a Lei nº 11.638/07,
que alterou a Lei nº 6.404/76, assinale a opção que indica a correta
composição do patrimônio líquido.
a) Capital social, reservas de capital, reservas de lucros e prejuízos
acumulados.
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b) Capital social, reservas de capital, reservas de reavaliação, reservas de
lucros e prejuízos acumulados.
c) Capital social, reservas de capital, reservas de lucros, ações em
tesouraria e prejuízos acumulados.
d) Capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial,
reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados.
e) Capital social, reservas de capital, reservas de reavaliação, ajustes de
avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos
acumulados.
Gabarito Æ D.
5 CAPITAL SOCIAL
Quando os sócios resolvem iniciar uma atividade, um dos requisitos para o
início é a existência do chamado capital social. Os sócios precisam aportar
bens para que essa companhia possa aplicar e dar início às atividades.
Esse aporte é chamado de subscrição.
O capital social é a conta do PL composta pelas ações subscritas na
constituição da sociedade ou com o aumento de capital. É dividido em
capital social e capital social a realizar. A lei das SA dispõe que:
Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e,
por dedução, a parcela ainda não realizada.
No balanço fica assim:
Capital social 10.000,00
(-) Capital social a realizar -4.000,00
Capital social realizado 6.000,00
Patrimônio Líquido
Exemplo 1:
Constituição da sociedade X, com R$ 100.000,00 em dinheiro.
Lançamento:
D ± Caixa 100.000,00
C ± Capital Social 100.000,00
100.000,00 100.000,00
Caixa (Ativo) Capital social (PL)
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Exemplo 2:
A sociedade X é constituída com ações no montante de R$ 100.000,00,
sendo apenas R$ 50.000,00 depositados imediatamente para o início do
negócio, lançaremos:
D ± Caixa 50.000,00 (Ativo)
D ± Capital Social a Realizar (- PL) 50.000,00
C ± Capital Social (PL) 100.000,00
50.000,00 100.000,00 50.000,00
Caixa (Ativo) Capital social (PL) Cap. Soc. Integr. (Ret. PL)
Segundo a Lei 6.404, o capital social poderá ser formado com
contribuições em dinheiro ou em qualquer espécie de bens suscetíveis de
avaliação em dinheiro.
(CESPE/Analista Contábil/MPU/2015) O capital social integralizado
pelos sócios deve ser discriminado, em uma única conta, pelo seu
montante, sem qualquer dedução.
Gabarito Æ Errado.
Preste atenção! As questões, de modo geral, podem pedir o lançamento
de subscrição e de realização do capital.
A subscrição é quando o acionista/sócio assume o compromisso de
ingressar na sociedade, formalizando através dos instrumentos
jurídicos pertinentes. Ainda não houve entrega dos recursos.
A realização ou integralização do capital social é a entrega efetiva
dos recursos pelo sócio.
Vejam:
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(UFG/Auditor Fiscal/ISS Goiânia/2016) A subscrição de capital é o
compromisso que o sócio assume perante a nova sociedade que está
surgindo. O registro correspondente à subscrição pelos sócios de 10.000
ações com valor nominal de R$ 5,00 é:
a) D ± Capital Social $ 50.000,00; C ± Capital a integralizar $ 50.000,00.
b) D ± Caixa $ 50.000,00; C ± Capital a integralizar $ 50.000,00.
c) D ± Caixa $ 50.000,00; C ± Capital Social $ 50.000,00.
d) D ± Capital a integralizar $ 50.000,00; C ± Capital social $ 50.000,00.
Comentários:
Como só houve um compromisso em entregar o recurso, e não o
dispêndio efetivo por parte do sócio, não há por que movimentar a conta
caixa.
Vamos lançar:
D ± Capital a integralizar (Retificadora do PL) 50.000,00
C ± Capital social (PL) 50.000,00
Gabarito Æ D
(FUNRIO/Técnico/Nova Iguaçu/2016) A Companhia Três Irmãos fez
o seguinte lançamento:
Débito: Capital Social a Integralizar
Crédito: Capital Social
Esse lançamento representa
a) redução do capital social.
b) integralização do capital social.
c) aumento do capital social.
d) subscrição do capital social.
Comentários:
O lançamento corresponde à subscrição do capital social.
Gabarito Æ D.
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5.1 INDO ALÉM ± REQUISITOS PARA CONSTITUIÇÃO DA
COMPANHIA
Segundo a Lei 6.404/76, a constituição da companhia depende do
cumprimento dos seguintes requisitos preliminares:
I - Subscrição, pelo menos por 2 (duas) pessoas, de todas as ações em
que se divide o capital social fixado no estatuto;
II - Realização, como entrada, de 10% (dez por cento), no mínimo, do
preço de emissão das ações subscritas em dinheiro;
III - Depósito, no Banco do Brasil S/A., ou em outro estabelecimento
bancário autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários, da parte do
capital realizado em dinheiro.
Portanto, o estatuto deve conter todas as ações em que o capital social
será dividido. Esse valor pode ser alterado posteriormente, para aumentar
ou reduzir o capital nas hipóteses previstas na Lei 6.404.
Como o capital pode ser formado por dinheiro e bens suscetíveis de
avaliação em dinheiro, 10% do total deve ser subscrito em dinheiro.
Além disso, a parte realizada em dinheiro deve ser depositada no Banco
do Brasil ou em banco autorizado pela CVM.
(CESPE/Técnico/BACEN/2013) Do total do capital subscrito na
constituição de uma sociedade, pelo menos 5% devem ser integralizados
em dinheiro; e o restante, em bens que possam ser avaliados em
dinheiro.
Comentários:
O item está incorreto. O percentual é de 10%! Gabarito Æ Errado.
5.2 GASTOS NA EMISSÃO DE AÇÕES
Os gastos com emissão de ações, a partir de 2008, não mais
podem ser tratados como despesas do período. Passam a figurar
como redução do valor obtido do capital social.
Gastos com emissão de ações:
Despesas do período
Redução do valor obtido do capital social
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Para o Imposto de Renda, conforme Lei 12.973/14:
Despesa com Emissão de Ações
Art. 38-A. Os custos associados às transações destinadas à obtenção de
recursos próprios, mediante a distribuição primária de ações ou bônus de
subscrição contabilizados no patrimônio líquido, poderão ser excluídos, na
determinação do lucro real, quando incorridos.
Art. 38-B. A remuneração, os encargos, as despesas e demais custos,
ainda que contabilizados no patrimônio líquido, referentesa instrumentos
de capital ou de dívida subordinada, emitidos pela pessoa jurídica, exceto
na forma de ações, poderão ser excluídos na determinação do lucro real e
da base de cálculo de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido quando
incorridos.
(FGV/Técnico Tributário/SEFIN RO/2018) No ano de 2016, a Cia.
ABC abriu seu capital por meio da emissão de títulos patrimoniais. Os
custos de transação, diretamente atribuíveis à emissão, foram de R$
10.000.
Assinale a opção que indica onde foram reconhecidos os custos de
transação nas Demonstrações Contábeis, de 31/12/2016, da Cia. ABC.
(A) Na Demonstração do Resultado do Exercício como Outras
Despesas Operacionais.
(B) Na Demonstração do Resultado do Exercício como Despesa Financeira.
(C) No Balanço Patrimonial como Despesa Antecipada.
(D) No Balanço Patrimonial como Reserva de Capital.
(E) no Balanço Patrimonial, como redutor do Patrimônio Líquido, na conta
Custo com a emissão de Ações.
Comentários:
Os gastos com emissão de ações, a partir de 2008, não mais
podem ser tratados como despesas do período. Passam a figurar
como redução do valor obtido do capital social.
Gastos com emissão de ações:
Despesas do período
Redução do valor obtido do capital social
Gabarito Æ E.
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6 RESERVAS DE CAPITAL
Reservas são valores que representam elementos patrimoniais sem
qualquer característica de exigibilidade atual ou futura. São, como o
próprio nome indicam, reservas. Basicamente, temos duas espécies de
reservas, ambas classificadas no patrimônio líquido: as de lucros e as de
capital.
As reservas de capital são valores recebidos pela empresa (dos
sócios ou de terceiros) que não se configuram como receita, isto é,
não transitam pelo resultado do exercício, sendo contabilizadas
diretamente à conta de Patrimônio Líquido.
Com base no artigo 182 da Lei das SA:
Art. 182. § 1º Serão classificadas como reservas de capital as contas que
registrarem:
a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e
a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar
a importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos
de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias;
b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição;
Reservas de capital
Ágio na emissão de ações
Produto da alienação de partes beneficiárias
Produto da alienação de bônus de subscrição
O item a corresponde à chamada reserva para ágio na emissão de
ações.
Já no item b, partes beneficiárias são títulos negociáveis, sem valor
nominal e estranhos ao capital social, criados a qualquer tempo pela
sociedade por ação. As partes beneficiárias conferirão aos seus titulares
direito de crédito eventual contra a companhia, consistente na
participação nos lucros anuais ± no máximo 10% (LSA, art. 46, caput, e
§1º).
Por seu turno, os bônus de subscrição são títulos de credito emitidos no
limite do capital social autorizado no estatuto e dão aos titulares o direito
de subscrever ações da companhia.
Com as modificações recentes ocorridas na contabilidade (Leis 11.638 e
11.941) as doações e subvenções para investimento e os prêmios
na emissão de debêntures não serão mais classificados como
reservas de capital, devendo ser registrados como receitas do exercício,
de acordo com o Princípio da Competência.
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(CESPE/Agente de Polícia Federal/2014) Se uma companhia alienar
partes beneficiárias ou bônus de subscrição, o produto da alienação
deverá ser registrado como reserva de capital.
Gabarito Æ Correto.
6.1 UTILIZAÇÃO DAS RESERVAS DE CAPITAL
Sobre a utilização das reservas de capital...
Art. 200. As reservas de capital somente poderão ser utilizadas para:
I - absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as
reservas de lucros (artigo 189, parágrafo único);
II - resgate, reembolso ou compra de ações;
III - resgate de partes beneficiárias;
IV - incorporação ao capital social;
V - pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando essa vantagem
lhes for assegurada (artigo 17, § 5º).
Parágrafo único. A reserva constituída com o produto da venda de partes
beneficiárias poderá ser destinada ao resgate desses títulos.
Utilização das reservas de capital
Absorção de prejuízos (não suportados por reservas de lucros e lucros
acumulados)
Resgate, reembolso, compra de ações
Resgate de partes beneficiárias
Incorporação ao capital social
Pagamento de dividendos a ações preferenciais, se for assegurado
Vê-se, assim, que as reservas de capital somente podem ser
utilizadas para pagamento de dividendos de ações preferenciais.
Não podem ser utilizadas para pagamento de dividendos de ações
ordinárias.
(FGV/Técnico de Nível Superior/AL BA/2014) Assinale a opção que
indica um fim para o qual as reservas de capital não podem ser utilizadas.
Reservas de capital Não são mais reservas de capital
Ágio na emissão de ações Doações e Sub. Para Invest.
Alienação de PBs Prêmio Emissão de Debêntures
Alienação de BS
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a) Absorver prejuízos, quando estes ultrapassarem as reservas de lucros.
b) Resgate, reembolso ou compra de ações.
c) Resgate de partes beneficiárias.
d) Incorporação ao capital.
e) Pagamento de dividendos a ações ordinárias e preferenciais.
Gabarito Æ E.
(FCC/Contador/Eletrosul/2016) Entre as possibilidades conferidas
pela legislação societária para a utilização das Reservas de Capital se
insere:
a) a absorção de prejuízos que não ultrapassarem os lucros acumulados e
as reservas de lucros.
b) a redução do capital social, para absorção dos prejuízos acumulados.
c) o pagamento de dividendos a ações preferenciais, quando essa
vantagem lhes for assegurada.
d) o aumento do capital autorizado, mediante alteração estatutária.
e) a recomposição do caixa da companhia em face da materialização de
provisões.
Gabarito Æ C.
Observação: as ações ordinárias são aquelas que dão direito a
voto. As preferenciais são aquelas que não dão, em regra, direito a
voto, mas possuem outras vantagens, geralmente relacionadas ao
pagamento de maiores dividendos.
Estudemos as reservas de capital pormenorizadamente:
6.2 RESERVA DE ÁGIO NA EMISSÃO DE AÇÕES
Ágio, em linguajar comum, é o valor cobrado a maior por algo. Nas
sociedades por ações o estatuto social deve definir o valor do capital
social, o número de ações em que o capital se divide e se elas terão ou
não valor nominal.
A ação tem um valor pré-definido, o valor do capital social subscrito
dividido pelo número de ações emitidas.
O ágio na emissão de ações é o valor da contribuição do subscritor que
ultrapassar o valor nominal das ações por ele adquiridas.
No caso de emissão de ações sem valor nominal, o ágio na emissão de
ações será o valor da contribuição do subscritor que ultrapassar a
importância destinada ao capital social.
Explicamos. Quando formamos uma entidade, dizemos que cada ação terá
o valor nominal de x (mas as ações podem não ter valor nominal, sem
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problemas). Se a pessoa entrar na sociedade e entregar x + 1, então esse
1 será o ágio na emissão da ação. O excesso é levado a uma conta de
reserva de capital, que recebe essa denominação.Suponha-se que a empresa X possua um capital social de R$ 100.000,00,
configurando 100.000,00 ações a R$ 1,00 cada. Mostrando-se uma
empresa extremamente lucrativa, decide expandir o seu negócio
oferecendo ao mercado mais 100.000,00 ações. Todavia, cobra dos novos
sócios não mais o aporte de R$ 1,00, mas, sim, de R$ 1,50. Mesmo assim,
as ações foram rapidamente vendidas e mais R$ 150.000,00 ingressaram
aos cofres da empresa. O lançamento é o seguinte:
D ± Caixa 150.000,00 (Ativo)
C ± Capital Social 100.000,00 (PL)
C ± Reserva de capital ± Ágio na emissão de ações 50.000,00 (PL)
150.000,00 100.000,00 50.000,00
Caixa (Ativo) Capital social (PL) Ágio Emissão Ações
(CESPE/Contador/FUB/2015) O ágio recebido em decorrência de
emissão de ações aumenta as reservas de lucros e, consequentemente, o
patrimônio líquido da companhia.
Comentários:
O item está incorreto. O ágio na emissão de ações é reserva de capital.
Gabarito Æ Errado.
6.3 ALIENAÇÃO DE PARTES BENEFICIÁRIAS E BÔNUS DE
SUBSCRIÇÃO
Parte beneficiárias
Segundo a Lei das SA:
Art. 46. A companhia pode criar, a qualquer tempo, títulos negociáveis,
sem valor nominal e estranhos ao capital social, denominados "partes
beneficiárias".
§ 1º As partes beneficiárias conferirão aos seus titulares direito de crédito
eventual contra a companhia, consistente na participação nos lucros
anuais (artigo 190).
Vê-se que as partes beneficiárias são estranhas ao capital social.
Diferem das ações, pois não dão direito a uma parte do patrimônio da
companhia, nem o de participação da administração. Não se confundem
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também com as debêntures, uma vez que não dá direito creditório contra
a companhia para os que as possuem.
O direito a lucro é eventual. Esta é a palavra chave.
A emissão das partes beneficiárias é exclusiva de cias fechadas
(LSA, art. 47). Como já dito, a participação nos lucros deve ser menor do
que 10%.
As partes beneficiárias poderão ser alienadas pela companhia, nas
condições determinadas pelo estatuto ou pela assembleia-geral, ou
atribuídas a fundadores, acionistas ou terceiros, como remuneração de
serviços prestados à companhia (LSA, art. 47). Somente a alienação
onerosa das partes beneficiárias gera lançamento contábil.
Assim, se os administradores de uma companhia, que tanto contribuíram
para o seu crescimento, resolvem aposentar, e os novos administradores,
como forma de reconhecimento deste trabalho, alienam partes
beneficiárias a esses antigos administradores, por R$ 100.000,00. O
lançamento é o que se segue:
D ± Caixa 100.000,00 (Ativo)
C ± Reserva de Capital ± Produto de alienação de partes beneficiárias
100.000,00(PL).
100.000,00 100.000,00
Caixa (Ativo) Res. Cap - Prod. Alien. PB
Como eles serão beneficiados? Galera, a companhia emitirá títulos (as
chamadas partes beneficiárias), os quais darão direito à participação do
lucro da companhia. Só isso!
A LSA dispõe que:
Art. 200. Parágrafo único. A reserva constituída com o produto da venda
de partes beneficiárias poderá ser destinada ao resgate desses títulos.
A contabilização na alienação de partes beneficiárias é a seguinte:
Digamos que a empresa resgate R$ 40.000. A contabilização fica assim:
D ± Reserva de Capital ± Produto de alienação de partes beneficiárias
40.000,00 (PL).
C - Caixa (Ativo) 40.000
100.000,00 40.000,00 40.000,00 100.000,00
Caixa (Ativo) Res. Cap - Prod. Alien. PB
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Reserva de capital - Partes beneficiárias
Exclusiva para companhias fechadas
Estranhas ao capital social
Lucro eventual contra a companhia (menor que 10%)
Gera lançamento somente a alienação onerosa
Falamos sobre as partes beneficiárias.
Bônus de subscrição
Veremos agora os bônus de subscrição. Segundo a LSA, art. 75, a
companhia poderá emitir, dentro do limite de aumento de capital
autorizado no estatuto (artigo 168), títulos negociáveis denominados
"bônus de subscrição".
Os bônus de subscrição conferirão aos seus titulares, nas condições
constantes do certificado, direito de subscrever ações do capital social,
que será exercido mediante apresentação do título à companhia e
pagamento do preço de emissão das ações. Os antigos acionistas detêm a
preferência para aquisição de novas ações emitidas por uma companhia.
Todavia, o bônus de subscrição retira este direito relativamente a algumas
ações. Vejamos:
Art. 172. O estatuto da companhia aberta que contiver autorização para
o aumento do capital pode prever a emissão, sem direito de preferência
para os antigos acionistas, ou com redução do prazo de que trata o § 4o
do art. 171, de ações e debêntures conversíveis em ações, ou bônus de
subscrição, cuja colocação seja feita mediante:
I - venda em bolsa de valores ou subscrição pública; ou
II - permuta por ações, em oferta pública de aquisição de controle, nos
termos dos arts. 257 e 263.
Se a empresa X emite R$ 100.000,00 em bônus de subscrição, o
lançamento é o que se segue:
D ± Caixa 100.000,00
C ± Reserva de Capital ± Produto da alienação de bônus de subscrição
100.000,00
100.000,00 100.000,00
Caixa (Ativo) Res. Cap - Prod. Alien. BS
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6.4 DOAÇÕES E SUBVENÇÕES PARA INVESTIMENTOS
GOVERNAMENTAIS
As doações e subvenções para investimentos governamentais
(tão-somente, excluem-se as privadas) eram contabilizadas como
reserva de capital.
Contudo, com as alterações da Lei das S/A, são agora consideradas
receitas, que transitam pelo resultado, podendo ser registradas (depois da
apuração do resultado) em uma reserva de lucros (de incentivos fiscais).
Assim, esses casos valem, por exemplo, para terrenos que sejam doados
pelo governo, dinheiro, veículos, entre outros. Estudemos.
Doações em dinheiro ± sem contrapartida
No caso de doações em dinheiro, o lançamento é o que se segue:
D ± Caixa 10.000,00 (Ativo)
C ± Receitas ± Doações 10.000,00 (Resultado)
Subvenção sujeita à condição:
O CPC 07 que rege o tema dispõe que:
12. Uma subvenção governamental deve ser reconhecida como receita ao
longo do período confrontada com as despesas que pretende compensar,
em base sistemática, desde que atendidas às condições desta Norma. A
subvenção governamental não pode ser creditada diretamente no
patrimônio líquido.
Exemplificando: uma subvenção que transfira a propriedade definitiva de
um terreno pode ter como condição a construção de uma planta industrial
e é apropriada como receita na mesma proporção da depreciação dessa
planta. Poderão existir situações em que essa correlação exija que
parcelas da subvenção sejam reconhecidas segundo critérios diferentes.
Vejamos como contabilizar com uma questão cobrada no concurso para
Agente Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo: A Cia. Poente recebe da
prefeitura do município X um terreno avaliado em R$ 1.000.000,00,
assumindo o compromisso de instalar nessa propriedade um parque fabril
modular no valor de R$ 15.000.000,00, com vida útil estimada em 10
anos.
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Passo 1 ± Contabiliza a subvenção no passivo:
Primeiro passo, quando saberemos se uma subvenção será registrada?
São dois os requisitos estatuídos pelo CPC 07, a saber:
7. Subvenção governamental, inclusive subvençãonão monetária a valor
justo, não deve ser reconhecida até que exista segurança de que:
(a) a entidade cumprirá todas as condições estabelecidas; e
(b) a subvenção será recebida.
Na questão, o governo efetuou a doação à empresa, mas com
condições. A empresa deve instalar um parque fabril.
Como o terreno ainda não pertence à empresa, pois ela deve
instalar um parque fabril, não podemos reconhecer esta
subvenção (doação) no resultado. Se a empresa não instalar o
parque fabril, ela deverá devolver o terreno. Portanto, vamos
registrar um passivo (circulante ou não circulante, conforme o
prazo)!
O lançamento do registro inicial é o que se segue:
D - Imobilizado - Terreno R$ 1.000.000,00
C - Passivo - Doações e subvenções R$ 1.000.000,00
1.000.000,00 1.000.000,00
Terrenos (Ativo) Doações e subvenções (Passivo)
Passo 2 ± Cumpriu as condições? Transfere do passivo para receita
GLIHULGD��SRLV�HOD�³JDQKRX´�R�WHUUHQR��0DV�D�UHFHLWD�Vy�YDL�SDUD�R�
resultado com o decurso do tempo, por competência.
16. É fundamental, pelo regime de competência, que a receita de
subvenção governamental seja reconhecida em bases sistemáticas e
racionais, ao longo do período necessário e confrontada com as despesas
correspondentes. Assim, o reconhecimento da receita de subvenção
governamental no momento de seu recebimento somente é admitido nos
casos em que não há base de alocação da subvenção ao longo dos
períodos beneficiados.
A receita de subvenção deve ser apropriada conforme vai ser realizando, e
não numa única etapa. Na maioria dos casos essa correlação pode ser
feita, e a subvenção é reconhecida em confronto com as despesas
correspondentes.
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Semelhantemente, subvenção relacionada a ativo depreciável deve ser
reconhecida como receita ao longo do período da vida útil do bem e na
mesma proporção de sua depreciação.
Esse item 17 é importantíssimo para a prova: A subvenção não deve ser
reconhecida de imediato em seu recebimento. A receita deve ser
correlacionada com as despesas correspondentes.
Vamos supor que a empresa tenha instalado o parque fabril (ao custo
de 15.000.000, e com vida útil estimada em 10 anos). Após a
instalação, a empresa "ganhou" o terreno (cumpriu a condição
necessária).
Assim, deve ser feita a seguinte contabilização:
D - Passivo - Doações e subvenções 1.000.000
C - Receita diferida (PNC) 1.000.000
1.000.000,00 1.000.000,00 1.000.000,00
Doações e subvenções (Passivo) Receitas diferidas
Após cumprir as condições, o valor da doação passa para receita
diferida (já pertence à empresa). Mas o reconhecimento da receita
deve ser realizado por competência.
Passo 3 ± Lança o valor como receita, na mesma proporção das
despesas correlatas.
Após um ano, a empresa terá reconhecido como despesa de depreciação
da unidade fabril o valor de $ 1.500.000. E deverá reconhecer também a
receita da subvenção (doação do terreno), na mesma proporção.
Portanto:
Pela depreciação da fábrica:
D - Depreciação (resultado) 1.500.000
C - Depreciação acumulada (ANC) 1.500.000
Pelo reconhecimento da receita de subvenção (1/10 do total)
D - Receita diferida (PNC) 100.000
C - Outras receitas (resultado) 100.000
E assim por diante, até reconhecer toda a receita em 10 anos.
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Passo 4 ± Constituição facultativa da Reserva de Incentivos Fiscais
Muito bem. A Doação e Subvenção para investimento era contabilizada
como Reserva de Capital, como mencionamos no início deste tópico.
Agora, transita pelo Resultado do Exercício. Isso leva a um aumento do
lucro, que deveria resultar num aumento do Imposto de Renda e da
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Mas isso iria aumentar a carga
tributária, prejudicando as empresas.
Para evitar a tributação, as empresas podem constituir uma reserva de
Lucro, chamada reserva de incentivos fiscais, conforme a Lei 12.972/14:
Subvenções Para Investimento
Art. 30. As subvenções para investimento, inclusive mediante isenção ou
redução de impostos, concedidas como estímulo à implantação ou
expansão de empreendimentos econômicos e as doações feitas pelo poder
público não serão computadas na determinação do lucro real, desde que
seja registrada em reserva de lucros a que se refere o art. 195-A da Lei
no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, que somente poderá ser utilizada
para: (Vigência)
I - absorção de prejuízos, desde que anteriormente já tenham sido
totalmente absorvidas as demais Reservas de Lucros, com exceção da
Reserva Legal; ou
II - aumento do capital social.
Então, resumindo o tratamento da subvenção que esteja sujeita à
condição. Como resolvemos questões.
Recebe o terreno Vai para o passivo
Cumpre a
condição
Vai para receita
diferida
Regime de
competência
Vai para receita
(proporção das
despesas)
Pode constituir
reserva de
incentivos fiscais
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6.5 PRÊMIO NA EMISSÃO DE DEBÊNTURES
Pessoal, quando a empresa quer captar empréstimos junto ao público, ela
pode optar pela emissão de debêntures. Debênture é uma maneira de
captar empréstimos sem recorrer às instituições financeiras.
O Prêmio na emissão de debêntures era classificado como reserva
de capital. Com o advento da Lei n° 11.638 e 11.941, ele passou a ser
apropriado ao resultado como receita, conforme o regime de
competência.
Prêmio na emissão de debêntures
Reservas de capital
Receita no resultado: regime de competência
As debêntures são títulos exclusivos das sociedades anônimas. É uma
forma alternativa ao lançamento de ações no mercado e aos empréstimos
bancários, para captação de recursos.
Não podem ser confundidas com as ações, pois não são títulos de
propriedade. Não se confundem também com os empréstimos, uma vez
que oferecidas ao público, não sendo captados junto a instituições
financeiras.
Quando o preço da debênture supera o seu valor nominal, teríamos, à
visão da legislação antiga, uma reserva de capital a ser registrada,
chamada Reserva de Prêmio na Emissão de Debêntures. Isso ocorre
quando as condições como juros, garantias e outras vantagens forem
atraentes para os investidores.
Se uma empresa lançasse debêntures a R$ 1,00, num vulto de 10.000
debêntures, com resgate em 10 anos encontrando investidores que
pagassem R$ 1,50 pelo referido título, lançaríamos:
D ± Caixa 15.000 (Ativo)
C ± Debêntures a pagar 10.000,00 (PNC)
C ± Reserva de capital ± prêmio na emissão de debêntures 5.000,00 (PL)
15.000,00 10.000,00 5.000,00
Caixa (Ativo) Debêntures a pagar (PNC) RC - Prêmio Emi. Debent.
Contudo, essa reserva de capital deixou de existir e a mesma situação é
agora registrada da seguinte forma:
D ± Caixa 15.000 (Ativo)
C ± Debêntures a resgatar 10.000,00 (PNC)
C ± Receitas recebidas antecipadamente 5.000,00 (PNC ± Receitas diferidas)
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15.000,00 10.000,00 5.000,00
Caixa (Ativo) Debêntures a resgatar (PNC) Receitas diferidas
Assim, exemplificando, se o resgate dessas debêntures se dará em 10
anos, deveremos apropriar ao resultado (utilizando-se do método linear)
R$ 500,00 por ano, através do seguinte lançamento:
D - Receitas recebidas antecipadamente - 500,00 (PNC ± Receitas diferidas)
C± Receitas financeiras 500,00 (Resultado)
500,00 5.000,00 500,00
Receitas diferidas Receitas financeiras
O prêmio na emissão de debêntures é justamente esse valor pago a mais
pelo investidor, tendo em vista uma expectativa maior de remuneração,
juros, etc.
O valor apropriado ao resultado pode ser destinado à formação de
reserva específica de prêmios de debêntures, para evitar a tributação
pelo Imposto de Renda (Lei 12973/14).
Ressaltamos que é uma faculdade da empresa. Ela pode ou não constituir
tal reserva. Se não constituir, será tributada pelo IR.
A reserva específica de prêmio de debêntures é reserva de lucro, eis que
esse valor transitou pelo resultado do exercício.
(FCC/Analista/Contabilidade/TRE/SP/2017) Um dos mais
importantes títulos do mercado financeiro são as debêntures. Com elas, as
empresas podem se financiar de acordo com o fluxo de caixa que melhor
se adeque à sua estratégia de financiamento. As empresas podem emitir
debêntures com prêmio, ou seja, valores recebidos na emissão de
debêntures acima do valor nominal determinado para a liquidação desses
valores mobiliários. De acordo com a legislação vigente, esse prêmio é
tratado como
a) Reserva de capital, no patrimônio líquido.
b) Prêmio a amortizar, no passivo.
c) Custos a amortizar, como redutora de passivo.
d) Prêmio a amortizar, no patrimônio líquido.
e) Receita financeira, no resultado do período.
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Comentários:
O prêmio na emissão de debêntures, quando da emissão, é um prêmio a
amortizar e fica registrado em conta de receita diferida, até que vá para o
resultado, de acordo com o regime de competência.
Essa questão foi comentada no nosso Canal do YouTube. Você pode
conferir aqui: https://www.youtube.com/watch?v=FxFOejlWsTU
Atenção! Nós recorremos desta questão. Ela deveria informar o
momento em que queria saber a contabilização, pois poderia ser
no passivo (receita diferida) no momento inicial ou como receita,
posteriormente, com o regime de competência, na DRE. Mas a
banca não acatou.
Gabarito Æ B.
(CESPE/Analista/STJ/2015) A captação de recursos por meio de
debêntures gera um passivo para a sociedade emissora do título. Em caso
de debêntures emitidas com prêmio, o valor desse prêmio também será
reconhecido em conta de passivo e deve ser apropriado ao resultado ao
longo do prazo de vigência das debêntures.
Gabarito Æ Correto.
7 AJUSTE DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL
Antes das alterações da Lei das S.A, havia no patrimônio líquido a conta
reserva de reavaliação. Esta conta foi suprimida, surgindo então o
ajuste de avaliação patrimonial. Contudo, não se trata de mera alteração
de nome.
A reavaliação que se aplicava aos bens tangíveis do ativo permanente e
que poderia ser ou não realizada, a bel-prazer dos acionistas, deixou de
existir.
Ademais, o ajuste de avaliação patrimonial serve tanto para
aumentar como para reduzir valores de ativos e de passivos,
enquanto que a reavaliação servia apenas para o aumento de bens
do permanente. A nova redação prescreve o seguinte:
Art. 183, § 3o Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial,
enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao
regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de
valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua
avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei ou, em normas
expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, com base na competência
conferida pelo § 3o do art. 177.
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Ajuste de avaliação patrimonial
Enquanto não computado no resultado do exercício
Contrapartida de aumento ou redução do ativo ou passivo
Em decorrência da avaliação a valor justo
Veremos, na próxima aula, os casos em que os aumentos e diminuições
de valor de elementos do ativo são contabilizados na conta Ajuste de
Avaliação Patrimonial.
(CESPE/Auditor Fiscal/SEFAZ/ES/2009) Com as modificações
havidas no texto da Lei das Sociedades por Ações, substituiu-se, na
representação do patrimônio líquido, a reserva de reavaliação pelos
ajustes de avaliação patrimonial. Tais ajustes constituem contrapartidas
tanto de aumentos como de diminuições no valor atribuído a
componentes, seja do ativo, seja do passivo.
Gabarito Æ Correto.
(CESPE/Analista/ANTAQ/2014) O ajuste a valor justo de itens do
ativo e do passivo, enquanto não transitar pelo resultado do exercício,
deve ser registrado, em respeito ao regime de competência, na conta
ajustes de avaliação patrimonial.
Gabarito Æ Correto.
8 AÇÕES EM TESOURARIA
As ações em tesouraria são ações da empresa adquiridas pela
própria empresa e mantidas na tesouraria. A aquisição de ações de
emissão própria e sua alienação são também transações de capital da
entidade com seus sócios e igualmente não devem afetar o resultado
da entidade.
$� FRQWD� ³Do}HV� HP� WHVRXUDULD´� p� UHGXWRUD� GR� 3DWULP{QLR� /tTXLGR�
(PL).
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Este assunto aparece na Lei 6404/76:
Negociação com as Próprias Ações
Art. 30. A companhia não poderá negociar com as próprias ações.
§ 1º Nessa proibição não se compreendem:
a) as operações de resgate, reembolso ou amortização previstas em lei;
b) a aquisição, para permanência em tesouraria ou cancelamento, desde
que até o valor do saldo de lucros ou reservas, exceto a legal, e sem
diminuição do capital social, ou por doação;
c) a alienação das ações adquiridas nos termos da alínea b e mantidas em
tesouraria;
d) a compra quando, resolvida a redução do capital mediante restituição,
em dinheiro, de parte do valor das ações, o preço destas em bolsa for
inferior ou igual à importância que deve ser restituída.
§ 2º A aquisição das próprias ações pela companhia aberta obedecerá,
sob pena de nulidade, às normas expedidas pela Comissão de Valores
Mobiliários, que poderá subordiná-la à prévia autorização em cada caso.
§ 3º A companhia não poderá receber em garantia as próprias ações,
salvo para assegurar a gestão dos seus administradores.
§ 4º As ações adquiridas nos termos da alínea b do § 1º, enquanto
mantidas em tesouraria, não terão direito a dividendo nem a voto.
§ 5º No caso da alínea d do § 1º, as ações adquiridas serão retiradas
definitivamente de circulação.
A regra geral é que a empresa não pode negociar as próprias ações, para
evitar negociação com informações privilegiada. Ou seja, a empresa não
pode negociar suas próprias ações de forma habitual. Não pode ficar
comprando e vendendo em bolsa. É permitida, entretanto, a aquisição,
para permanência em tesouraria, sem a diminuição do Capital Social.
Para isso, a compra é suportada pelo saldo das reservas, exceto a
reserva legal. Como assim? Quando a empresa adquire suas próprias
ações, ela está diminuindo o saldo do capital social. Quando a empresa
lança no mercado as ações é para aumentar seu capital. Quando ela
mesma resgata, esse aumento não ocorre na verdade.
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O que acontece é que a empresa pode usar suas Reservas de Lucros ou
Capital para "suportar" essa compra. Isso na verdade é uma "ficção"
jurídica, pois, o que efetivamente suporta a compra de ações é o caixa da
empresa!
Vale ressaltar que é permitida a compra quando, resolvida a redução do
capital mediante restituição,em dinheiro, de parte do valor das ações,
o preço destas em bolsa for inferior ou igual à importância que deve ser
restituída. Nesse caso, ocorre a diminuição do Capital Social.
As ações em tesouraria não têm direito a dividendos e nem a voto.
Os custos de transação incorridos na aquisição de ações de emissão da
própria entidade devem ser tratados como acréscimo do custo de
aquisição de tais ações.
Os custos de transação incorridos na alienação de ações em tesouraria
devem ser tratados como redução do lucro ou acréscimo do prejuízo dessa
transação, resultados esses contabilizados diretamente no
patrimônio líquido, na conta que houver sido utilizada como suporte à
aquisição de tais ações, não afetando o resultado da entidade.
Operações com ações em tesouraria
Custos de transação na aquisição Acréscimo do custo de aquisição
Custos de transação na alienação Redução do lucro ou acréscimo do prejuízo
A ESAF já cobrou:
(ESAF/STN/2013) Os gastos com corretagem decorrentes da compra de
ações da própria empresa, para manutenção em tesouraria, devem ser
registrados como:
a) outras despesas operacionais, no resultado.
b) acréscimo do custo de aquisição das ações no Patrimônio Líquido.
c) despesa diferida no ativo, sendo apropriada no resultado quando da
venda das ações.
d) diminuição do valor do investimento no ativo não circulante.
e) redução do lucro ou prejuízo diretamente no Patrimônio Líquido.
Gabarito Æ B
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8.1 AÇÕES EM TESOURARIA! PREVISÃO NA LEI 6.404/76:
Lei 6404/76
Art. 182. § 5º As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço
como dedução da conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos
recursos aplicados na sua aquisição.
O CESPE explorou este assunto em prova, da seguinte forma:
(Cespe) A contabilização da aquisição de ações da própria empresa reduz
o valor do disponível e também do patrimônio líquido. O oposto ocorre
quando os sócios resolvem aumentar o capital da empresa em dinheiro.
O item está correto. O lançamento, pela aquisição, é o seguinte:
D ± Ações em tesouraria (Redutora do PL)
C ± Caixa (- Ativo)
Pela alienação, lançamos o seguinte:
D ± Caixa (Ativo)
C ± Ações em tesouraria (PL)
Se a alienação se der com lucro, este lucro deve ser registrado à conta de
reserva de capital, pelo seguinte lançamento: (supondo que a empresa
vendeu ações em tesouraria que custaram $1000 por $2500).
D ± Caixa (Ativo) 2.500
C ± Ações em tesouraria (PL) 1.000
C ± Reserva de capital-lucro na alienação de ações em tesouraria (PL) 1.500
A previsão para constituir reservas de capital com estes valores encontra
respaldo na seguinte legislação:
Instrução CVM nº 10 de 14 de fevereiro de 1980.
Dispõe sobre a aquisição por companhias abertas de ações de sua própria
emissão, para cancelamento ou permanência em tesouraria, e respectiva
alienação.
Art. 18. O resultado líquido proveniente da alienação de ações em
tesouraria será apurado com base no custo médio ponderado na data da
operação e será contabilizado:
a) se positivo, como reserva de capital, a crédito de conta específica;
b) se negativo, a débito das contas de reservas ou lucros que registrarem
a origem dos recursos aplicados em sua aquisição.
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A compra e a alienação de ações em tesouraria é transação com
sócios. E o lucro ou prejuízo (melhor dizer "ganho ou perda") em
transações com sócios fica no PL, não no Resultado.
- Se tiver ganho na venda das ações em tesouraria: fica no PL, numa
reserva de capital, semelhante à reserva de prêmio na emissão de ações.
- Se tiver perda, também fica no PL, e vai diminuir a reserva que serviu
de lastro para a aquisição das ações em tesouraria.
Ganho com ações em tesouraria PL: Reserva de capital
Perda com ações em tesouraria PL: diminuindo a reserva
Operações com ações em tesouraria
Exemplo de contabilização:
A empresa ABC comprou $10.000 de ações em tesouraria, suportadas por
uma reserva estatutária no valor de $50.000:
D ± Ações em Tesouraria (Retificadora do PL) 10.000
C ± Caixa (Ativo) 10.000
10000 10000
Ações em tesouraria Caixa
No balanço, fica assim:
Patrimônio Líquido
Capital Social xxxxx,xx
Reserva Legal xxx,xx
Reserva Estatutária 50.000
Ações em Tesouraria (10.000) 40.000
Digamos que a empresa venda tais ações por 7.000. A contabilização fica
assim:
D ± Caixa (Ativo) 7.000
D ± Reserva Estatutária (PL) 3.000
C ± Ações em tesouraria (PL) 10.000
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No Balanço, após a alienação:
Patrimônio Líquido
Capital Social xxxxx,xx
Reserva Legal xxx,xx
Reserva Estatutária 47.000
(FGV/Analista/DPE/MT/2015) Uma empresa possuía, em
31/12/2013, R$ 200.000,00 em ações em tesouraria. No ano de 2014, a
empresa alienou metade dessas ações por R$ 130.000,00.
Em suas demonstrações contábeis, a empresa deverá evidenciar o saldo
positivo de R$ 30.000,00 do seguinte modo:
a) como Resultado Operacional, na Demonstração do Resultado do
Exercício.
b) como Outros Resultados Operacionais, na Demonstração do Resultado
do Exercício.
c) como Ajustes de Exercícios Anteriores, na Demonstração de Mutações
do Patrimônio Líquido.
d) como Reserva de Capital, no Balanço Patrimonial.
e) como Reserva de Lucros, no Balanço Patrimonial.
Comentários:
A compra e a alienação de ações em tesouraria é transação com
sócios. E o lucro ou prejuízo (melhor dizer "ganho ou perda") em
transações com sócios fica no PL, não no Resultado.
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- Se tiver ganho na venda das ações em tesouraria: fica no PL, numa
reserva de capital, semelhante à reserva de prêmio na emissão de ações.
- Se tiver perda, também fica no PL, e vai diminuir a reserva que serviu
de lastro para a aquisição das ações em tesouraria.
Gabarito Æ D.
9 RESERVAS DE LUCROS
As reservas de lucros são retenções de parcelas provenientes de ganhos
do período, com o objetivo de preservar o Patrimônio Líquido de uma
sociedade, e posterior destinação. São, em suma, lucros que a empresa
não entrega aos acionistas, mas guarda para si, seja para investir em
projetos, seja para resguardar o capital social.
Segundo a Lei das SA:
Artigo 182, §4º Serão classificados como reservas de lucros as contas
constituídas pela apropriação de lucros da companhia.
Ao final do exercício social as contas de resultado (receitas e despesas)
são zeradas. O saldo, lucro ou prejuízo, é transferido para o PL. No PL,
podemos ter três destinações:
1) Dividendos (para os sócios);
2) Reservas de lucros;
3) Aumento do capital social.
Lucro do período
DRE
Capital social
Dividendos
Reservas de lucros
Assim, se a empresa tem receitas de 2.000, despesas de 1.000, terá um
lucro de 1.000 (2.000 ± 1.000). Esse lucro pode ser distribuído para os
sócios, para aumento do CS ou pode ir para reserva de lucros (se
atendidos os requisitos legais).
Com a alteração da lei das S.A a conta antigamente denominada
lucros ou prejuízos acumulados passa a ser denominada prejuízos
acumulados, ou seja, haverá de existir uma destinação para este lucro,
não podendo ficar em conta específica do PL.
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PROF. GABRIEL RABELO/LUCIANO ROSA/JULIO CARDOZOAs reservas de lucros hoje existentes são as seguintes:
Reservas de lucros
Reserva legal
Reservas estatutárias
Reservas para contingências
Reservas de incentivos fiscais
Reservas de retenção de lucros
Reserva de lucros a realizar
Reserva especial para dividendos obrigatórios não distribuídos
Reserva de prêmio na emissão de debêntures
(ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2014) No tratamento
contábil das contas de Reservas, são classificadas como Reservas de
Lucros as:
a) Reserva de Reavaliação de Ativos Próprios e a Reserva Legal.
b) Reserva para Contingências e a Reserva de incentivos Fiscais.
c) Reserva de Lucros para Expansão e a Reserva de Ágio na emissão de
Ações.
d) Reserva de Contingência e a Reserva de Reavaliação de Ativos de
Coligadas.
e) Reserva Especial de Ágio na Incorporação e a Reserva Legal.
Gabarito Æ B.
Existe um limite máximo para essas reservas, a saber:
Art. 199. O saldo das reservas de lucros, exceto as para contingências,
de incentivos fiscais e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o
capital social. Atingindo esse limite, a assembleia deliberará sobre
aplicação do excesso na integralização ou no aumento do capital social
ou na distribuição de dividendos. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de
2007)
A Lei 11.941/2009, art. 19, incluiu, entre as reservas acima, a reserva
específica de prêmio de debêntures.
Assim, gravemos:
Reserva de lucros < Capital social
Exceções: reserva de incentivos fiscais, reserva de contingência, lucros a realizar, prêmio
na emissão de debêntures.
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Isso equivale a dizer:
Reserva legal + Reserva estatutária + Reserva de retenção de
lucros + Reserva especial para pagamento de dividendos < Capital
Social
Na verdade, podemos dizer que é menor ou igual, pois se for igual não há
ultrapassagem.
Para a sua prova, grave que os LEÕES têm que ser MENOR DO QUE
O CAPITAL SOCIAL!
L egal
E statutária
O rçamentária
Es pecial para dividendos não distribuídos
(CESGRANRIO/Auditor Júnior/Petrobras/2018) De acordo com a Lei
das sociedades por ações, os saldos das reservas de lucros, constituídas
com a destinação de parte dos lucros dos exercícios, têm um limite
máximo. Atingido esse limite, a assembleia da companhia deliberará sobre
a aplicação do excesso que for apurado na integralização de capital, no
aumento de capital ou na sua distribuição na forma de dividendos.
Nesse contexto, feitos os registros contábeis da distribuição do lucro, em
reais, o contador apurou a seguinte composição do patrimônio líquido:
Capital social 2.000.000,00
Reserva legal 390.000,00
Reserva para contingências 330.000,00
Reserva de Retenção de Lucros 1.750.000,00
Reserva Estatutária 300.000,00
Reserva de Lucros a Realizar 600.000,00
Considerando-se apenas informações recebidas e as determinações da Lei
das sociedades por ações sobre o limite máximo permitido, para o
montante de lucros retidos nas contas das reservas de lucros, o valor que
excede esse limite, em reais, é de
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(A) 0 (zero)
(B) 380.000,00
(C) 440.000,00
(D) 650.000,00
(E) 770.000,00
Comentários:
Entram para o limite:
Reserva legal R$ 390.000,00
Retenção de lucros R$ 1.750.000,00
Estatutária R$ 300.000,00
R$ 2.440.000,00
Excesso: 2.440.000 ± 2.000.000 = 440.000,00.
Gabarito Æ C.
Falemos agora sobre cada uma dessas reservas:
9.1 RESERVA LEGAL
Segundo a lei das S/A´s:
Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão
aplicados, antes de qualquer outra destinação, na constituição da reserva
legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social.
§ 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício
em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de
capital de que trata o § 1º do artigo 182, exceder de 30% (trinta por
cento) do capital social.
§ 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social
e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o
capital.
Esquematizemos:
Reserva legal Æ 5% do LLE Æ Limitado a 20% do capital social.
Trata-se a reserva legal da única reserva de constituição obrigatória para
a empresa.
Vejam a sua finalidade: manter a integridade do capital social.
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Limite! Mas, professores, por que há limitação, se a finalidade da reserva
legal é manter a integridade do capital social? Não é correto dizer que
TXDQWR� ³PDLV� UHVHUYD� OHJDO�PHOKRU´"� $� H[SOLFDomo é que não podemos
constituir reservas indefinidamente, a ponto de prejudicar os
acionistas minoritários, eis o motivo de a Lei 6.404/76 impor um limite.
Saber também da sua utilização é também extremamente importante
para concursos: somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos
ou aumentar o capital social.
Existe também um limite facultativo para a constituição da reserva legal,
qual seja, quando ela, somada às reservas de capital, atingir o montante
de 30% do capital social. Grave-se!
Mas no limite obrigatório, o montante da reserva legal está limitado a
20% do capital social subscrito ou 20% do capital realizado?
9.2 CAPITAL SUBSCRITO OU REALIZADO PARA O LIMITE?
Atenção! Para o cálculo da reserva legal, as bancas consideram o
capital realizado, isto é capital social ± capital social a integralizar.
Reserva legal Æ Base de cálculo:
Capital social
(-) Capital a integralizar
Capital integralizado Å Usar este valor!
Utilizar este valor para ambos os limites (obrigatório e
facultativo).
9.3 RESERVA LEGAL X PREJUÍZO ACUMULADO
Por fim, falemos sobre um outro ponto importante, qual seja, a relação
entre a reserva legal e o prejuízo acumulado existente.
O IR, as participações e as reservas devem ser calculados sobre o lucro.
Mas, não há lucro se a empresa tem prejuízos acumulados.
Vamos imaginar uma empresa formada há 5 anos com capital, já
devidamente integralizado, de 100.000.000. Nos primeiros 4 anos,
acumulou prejuízos de 10.000.000. No último ano, apurou lucro de
3.000.000.
Se a empresa distribuir dividendos ou pagar participação com base no
resultado do último ano, sem descontar os prejuízos acumulados, ela não
estará distribuindo lucro; estará distribuindo capital. Isto leva a crer em
dissolução disfarçada da empresa.
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Primeiro, ela deve gerar lucro suficiente para cobrir o prejuízo e recompor
o capital social. Só depois ela estará apresentando lucro, e aí poderá
atender seus compromissos com dividendos, participações, e reservas.
Vamos olhar o PL da empresa acima logo após apurar o lucro do exercício
de 3.000.000 (antes de IR e participações):
Capital social 100.000.000
Prejuízo acumulado (10.000.000)
Lucro do exercício 3.000.000
Total do Patrimônio Líquido 93.000.000
Os sócios investiram 100 milhões, e estão com 93 milhões. Como se pode
falar em lucro nesta situação? Os 3.000.000 do último exercício reduziram
o prejuízo dos acionistas. Mas não há lucro para ter participações, pelo
contrário, a empresa ainda apresenta um prejuízo acumulado de 7
milhões.
E quanto à reserva legal? Não poderíamos calcular 5% do lucro e
constituir reserva legal?
Ainda não. A reserva legal destina-se a garantir a integridadedo capital
social (tanto que só pode ser usada para cobrir prejuízos ou para ser
incorporada ao capital).
Assim, se há prejuízo, não há sentido em constituir a reserva legal.
O capital já está afetado, e a reserva legal, se houvesse, deveria ser
usada para compensar prejuízos.
Portanto, se há prejuízos acumulados, o lucro do exercício deve ser
destinado a cobrir o prejuízo, sem qualquer participação ou destinação.
Reserva legal
5% do lucro líquido
Antes de qualquer
destinação
Limites
Obrig.: 20% do capital
social realizado
Facult.: Res. Leg. + Res.
Cap. = 30% Cap. Soc.
Integridade do capital
social
Utilização
Aumentar capital
Compensar prejuízos
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(CESPE/Contador/CADE/2014)
Capital social R$ 500.000
Reserva legal R$ 50.000
Reserva de alienação de bônus de subscrição R$ 110.000
Reserva para contingência R$ 55.000
Lucro líquido no encerramento do exercício R$ 400.000.
Considere que os dados acima se referem à composição do patrimônio
líquido de uma companhia, em 31/12/2013. Com base nesses dados,
julgue o próximo item, de acordo com a Lei n.º 6.404/1976.
A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal a partir do
exercício em vigor.
Comentários:
O lucro líquido apurado foi de R$ 400.000,00, portanto, deve ser
destinado 5% para reserva legal, ou seja, R$ 20.000,00. Essa é a regra.
Agora vamos ver os limites.
Limite obrigatório: 20% do capital social: 500.000 x 20% = 100.000,00
Este valor ainda não foi atingido, pois temos R$ 50.000,00 e
constituiríamos mais R$ 20.000,00.
Limite facultativo: 30 % x capital social = 150.000,00.
Reserva legal + Reserva de capital = 110.000,00 + 50.000,00 = 160.000,00.
Portanto, já alcançamos o limite facultativo e não mais é obrigatória a
constituição de reserva legal.
Gabarito Æ Correto.
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9.4 RESERVAS ESTATUTÁRIAS
As reservas estatutárias são reservas constituídas com base no lucro
líquido da companhia. E devem estar previstas no estatuto. Segundo a
LSA:
Art. 194. O estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma:
I - indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade;
II - fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos
que serão destinados à sua constituição;
III - estabeleça o limite máximo da reserva.
Reservas estatutárias. Podem ser previstas no estatuto, se:
Indicar a sua finalidade
Fixar os critérios
Fixar a parcela a ser destinada
Estabelecer o limite máximo
(CONSULPLAN/Analista/TRF 2/2017) A empresa Nossa Ltda.
encerrou o exercício de 2016 com um lucro significante e destinará parte
do lucro para a reserva estatutária. Sobre esta reserva, a Lei nº 6.404/76
diz que o estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma:
I. Indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade.
II. Fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos
que serão destinados à sua constituição.
III. Estabeleça o limite máximo da reserva, que deve respeitar 1% do
lucro líquido apurado.
Considerando a Lei nº 6.404/76, estão corretas as afirmativas
a) I, II e III.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
Comentários:
Não há esse limite de 1%, dito no item III. Portanto, apenas I e II estão
corretas.
Gabarito Æ B.
(CESPE/Analista/MPU/2015) Um dos requisitos para a criação de
reservas estatutárias é o estabelecimento de um limite máximo de valor.
Gabarito Æ Correto.
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9.5 RESERVA DE CONTINGÊNCIAS
A assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da administração,
destinar parte do lucro líquido à formação de reserva com a finalidade de
compensar, em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de
perda julgada provável, cujo valor possa ser estimado (LSA, art. 195).
A proposta dos órgãos da administração deverá indicar a causa da perda
prevista e justificar, com as razões de prudência que a recomendem, a
constituição da reserva (LSA, art. 195, §1º).
A reserva será revertida no exercício em que deixarem de existir as razões
que justificaram a sua constituição ou em que ocorrer a perda (LSA, art.
195, §2º).
O termo contingência, em contabilidade, quando usada sem nenhuma
qualificação (como ativa ou passiva), é usado para se referir a problema
previsto, sobre o qual existe dúvida acerca de sua ocorrência.
As reservas de contingências, especificamente, objetivam salvaguardar o
capital social, de modo que se posteriormente algo acontecer, decorrente
de perda julgada provável cujo valor possa ser estimado, a companhia
esteja preparada.
Exemplo extraído do Manual de Contabilidade Societária ± FIPECAFI (pág.
350):
Podem ser constituídas reservas de contingências para:
- Geadas ou secas, que podem atingir empresas
com plantações, criações ou estoques nessas
áreas, ou ainda as que dependem desses
produtos para suas operações, como no caso de
empresas comerciais ou industriais que utilizem
tais produtos como matérias-primas em seu
processo produtivo.
- Cheias, inundações e outros fenômenos
naturais que podem ocorrer ciclicamente nas
áreas onde se localizam estoques ou instalações
da empresa, gerando prejuízos efetivos por
perdas de bens, por paralisação temporária das
operações.
Suponhamos que tal perda provável possa ser estimada em um montante
de R$ 100.000,00. A empresa, então, lançará:
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D ± Lucros acumulados 100.000,00
C ± Reserva para contingências 100.000,00
100.000,00 100.000,00
Lucros acumulados (PL) Reservas para contingências (PL)
Se essa perda vier realmente ocorrer, havendo um prejuízo no exercício
subsequente no montante de R$ 100.000,00, o patrimônio líquido ficará
da seguinte forma:
Patrimônio Líquido
Capital Social 1.000.000,00
Reserva para contingências 100.000,00
Prejuízos acumulados (100.000,00)
Total 1.000.000,00
Veja que a reserva para contingências realmente salvou o nosso capital
social. Se não tivéssemos constituído a reserva a empresa ficaria com um
PL de 900.000,00 (1 milhão ± 100.000). Entretanto, como houve a
prudente constituição, o capital social permanecerá intacto.
O lançamento de compensação da reserva com o Prejuízo é:
D ±Reserva para contingências 100.000,00
C ± Lucros/Prejuízos acumulados 100.000,00
100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00
Prejuízos acumulados (PL) Reservas para contingências (PL)
Importante distinção é a que devemos fazer entre a reserva para
contingências da provisão para contingências.
Uma excelente explicação sobre a diferença está nesta nota explicativa da
CVM:
³&RP�R�REMHWLYR�GH�GLVVLSDU�HYHQWXDLV�G~YLGDV�TXDQWR�j�DSOLFDELOLGDGe da
constituição de reservas ou de provisão para contingências,
estabelecemos a seguir as características de cada uma. Os principais
fundamentos para constituição da reserva para contingência são:
a) Dar cobertura a perdas ou prejuízos potenciais (extraordinários, não
repetitivos) ainda não incorridos, mediante segregação de parcela de
lucros que seria distribuída como dividendo;
b) Ocorrendo ou não o evento esperado, a parcela constituída será, em
exercício futuro, revertida para lucros acumulados, integrando a base de
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cálculo para efeito de pagamento do dividendo e a perda, de fato
ocorrendo, é registrada no resultado do exercício;
c) É uma conta integrante do patrimônio líquido, no grupamento de
reserva de lucros.
d) Representa uma destinação do lucro líquido do exercício, contrapartida
da conta de lucros acumulados, por isso sua constituição não afeta o
resultado do exercício;
2. Quanto à provisão para contingências suas particularidades são:
a) tem por finalidade dar cobertura a perdas ou despesas, cujo fato
gerador já ocorreu, mas não tendo havido, ainda, o correspondente
desembolso ou perda. Em atenção ao regime de competência, entretanto,
há necessidade de se efetuar o registro contábil;
b) representa uma apropriação ao resultado do exercício, contrapartida de
perdas extraordinárias, despesas ou custos e sua constituição
normalmente influencia o resultado do exercício ou os custos de
produção;
c) deve ser constituída independentemente de a companhia apresentar,
afinal, lucro ou prejuízo no exercício;
d) visto que o evento que serviu de base à sua constituição já ocorreu,
não há, em princípio, reversão dos valores registrados nessa provisão. A
pequena sobra ou insuficiência é decorrente do cálculo estimativo feito à
época da constituição;
e) não está sujeita à atualização monetária patrimonial (art. 185, LEI Nº
6.404/76) e sim à decorrente da natureza do evento que a originou;
f) finalmente, se a probabilidade for difícil de calcular ou se o valor não for
mensurável, há necessidade de uma nota explicativa esclarecendo o fato e
PHQFLRQDQGR�WDLV�LPSRVVLELOLGDGHV�´
Reserva para contingência Provisões para contingências
Compensação de perda em exercício futuro
Cobertura de perda em que já houve fato
gerador
Segrega no PL parcela de lucros que poderia
ir para dividendos
Constituída independente do lucro ou
prejuízo do exercício
É revertida para lucros acumulados
(ocorrendo ou não o evento), integrando BC
dos dividendos
Não há reversão de valores, em regra.
Conta do PL, reserva de lucros. Não afeta
resultado
Conta do passivo e contrapartida em
despesa no resultado.
Exemplos: geadas, inundações, secas,
empresas que operam com períodos
altamente lucrativos e depois com baixa
lucratividade
Exemplos: indenizações contratuais,
contingências fiscais, trabalhistas
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(CESPE/Contador/FUB/2015) O tempo é um fator que diferencia
provisões para contingências de reservas para contingências: as primeiras
referem-se a eventos passados, e as últimas, a futuros.
Gabarito Æ Correto.
9.6 RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS
Falemos um pouco sobre esta nova reserva...
Dissemos anteriormente que as doações e subvenções
governamentais, antes do advento das mudanças contábeis, eram
registradas à conta de reserva de capital. Pois bem, agora essas
doações são registradas como receita (lembrem-se de que as
receitas são contas de resultado).
Inobstante o valor do lucro líquido recebido com doações e subvenções
governamentais tenha deixado de figurar como reserva de capital, a
companhia poderá deliberar por formar com esse montante uma reserva
de lucro, chamada reserva de incentivos fiscais.
Art. 195-A. A assembleia geral poderá, por proposta dos órgãos de
administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela do
lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para
investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo
obrigatório (inciso I do caput do art. 202 desta Lei).
Assim, se o poder público faz uma doação de um terreno, no montante de
R$ 100.000,00, para a empresa Alfa, o lançamento para registro é o
seguinte:
D ± Terrenos 100.000,00
C - Outras Receitas ± Doações do poder público 100.000,00
(*Lançamento somente para demonstração, pois vimos que é mais
complexo).
O resultado (confronto das receitas com as despesas) deve ser encerrado
ao fim do exercício. Como esse controle (das receitas e despesas) é feito
em uma demonstração separada do Balanço Patrimonial, demonstração
esta chamada Demonstração do Resultado do Exercício, devemos
transferir o valor do lucro ou prejuízo para o Balanço Patrimonial, no
grupo Patrimônio Líquido.
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Supondo que tivemos um lucro de R$ 2.000.000,00. A transferência para
o Balanço Patrimonial se dá do seguinte modo...
D ± Lucro Líquido do Exercício 2.000.000,00
C - Lucros/Prejuízos Acumulados 2.000.000,00
2.000.000,00 2.000.000,00 2.000.000,00
DRE Lucros acumulados
Ok? A transferência desta parcela para a reserva de incentivos fiscais se
dará do seguinte modo:
D ± Lucros/Prejuízos Acumulados 100.000,00
C ± Reserva de Incentivos Fiscais 100.000,00.
2.000.000,00 2.000.000,00 100.000,00 2.000.000,00
100.000,00
DRE Lucros acumulados
RIF (PL)
Vejam que o saldo do lucro no balanço será de 1,9 milhões, valor este que
terá outras destinações.
Mais um detalhe! A receita da subvenção deve ser apropriada ao
resultado de acordo com as despesas geradas.
Por exemplo, a empresa recebeu uma máquina do governo para utilizar
em sua produção. A receita deveria ser apropriada de acordo com a
despesa de depreciação da máquina.
Se não houver condição e nem despesa relacionada, aí pode ir direto para
o Resultado.
Vamos falar agora de um ponto avançado.
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Pode a reserva de incentivos fiscais ser utilizada para compensar
prejuízos? Vejamos!
A RIF pode ser utilizada para compensar prejuízos, mas com ressalvas.
Não há sentido em constar reservas de lucros no balanço patrimonial
quando temos prejuízos acumulados.
Então, a RIF pode ser utilizada para compensar prejuízos, desde que as
outras reservas já tenham sido utilizadas. Além disso, quando
houver lucro, a empresa deve recompor a reserva imediatamente.
Segundo a Lei 12.973/2014
Art. 30. As subvenções para investimento, inclusive mediante isenção ou
redução de impostos, concedidas como estímulo à implantação ou
expansão de empreendimentos econômicos e as doações feitas pelo poder
público não serão computadas na determinação do lucro real, desde que
seja registrada em reserva de lucros a que se refere o art. 195-A da Lei
no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, que somente poderá ser utilizada
para: (Vigência)
I - Absorção de prejuízos, desde que anteriormente já tenham sido
totalmente absorvidas as demais Reservas de Lucros, com exceção da
Reserva Legal; ou
II - Aumento do capital social.
§ 1o Na hipótese do inciso I do caput, a pessoa jurídica deverá recompor
a reserva à medida que forem apurados lucros nos períodos
subsequentes.
§ 2o As doações e subvenções de que trata o caput serão tributadas caso
não seja observado o disposto no § 1o ou seja dada destinação diversa da
que está prevista no caput, inclusive nas hipóteses de: (...)
Imagine que determinada empresa recebeu 100.000.000 de subvenção.
Contabilizou 100.000.000 para Reserva de Incentivos Fiscais - RIF. Ela
pode excluir da base de cálculo do IR! Posteriormente, teve 80.000.000
de prejuízos acumulados. Supondo que não haja mais reservas. Vai poder
compensar esses 80 milhões com a RIF.
Todavia, tem que reconstituir imediatamente, quando houver lucro. Por
quê? Senão, a reserva poderia ser utilizada a reserva como simples
subterfúgio para não pagar Impostode Renda.
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9.7 RESERVA DE LUCROS A REALIZAR
No exercício em que o montante do dividendo obrigatório, calculado nos
termos do estatuto ou do art. 202 da Lei das S/A, ultrapassar a parcela
realizada do lucro líquido do exercício, a assembleia-geral poderá, por
proposta dos órgãos da administração, destinar o excesso à constituição
de reserva de lucros a realizar.
Funciona basicamente do seguinte modo! Sabemos que a empresa efetua
vendas à vista e vendas a prazo, não é mesmo? Várias receitas e várias
despesas não afetam o caixa. Todavia, o cálculo dos dividendos, via de
regra, é feita com base no lucro líquido, que leva por pressuposto o
regime de competência. Então, quando calculamos os dividendos, estamos
incluindo ali receitas à vista e receitas a prazo. Mas e se não entrar
dinheiro suficiente para pagar os dividendos? O que acontece?
A situação é a seguinte:
Então, se ela tem dividendos a pagar superiores às receitas que
ingressaram, significa que os valores em verde estarão, em tese,
descobertos. Não haverá recursos para pagamento deste montante.
Dizemos em tese, pois a empresa pode ter recurso suficiente em caixa.
Desta forma, à opção da companhia, poderá ser constituída a reserva de
lucros a realizar, mediante destinação dos lucros do exercício, cujo
objetivo é evidenciar a parcela de lucros ainda não realizada
financeiramente, apesar de reconhecida contabilmente, pela empresa.
Imagine-se, então, uma empresa que, em 2015, só tenha efetuado
vendas para recebimento em 2017. Seria justo, assim, que procedesse
esta empresa ao pagamento de dividendos (remuneração dos sócios) em
2016? Talvez, não seria viável financeiramente, pois nada entrará no
caixa desta sociedade.
É este o intuito da reserva de lucros a realizar: evitar que a companhia
pague dividendos sobre receitas/lucros que ainda foram
realizados, que não entraram no caixa.
Um aspecto deveras importante é anotar que a constituição desta reserva
é facultativa.
Assim, vamos exemplificar.
Valor descoberto (sem recursos
para pagar dividendos)
Receitas que ingressaram em
caixa
Dividendos obrigatórios
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Uma empresa X tem a seguinte situação no exercício de 2015:
- Lucro total apurado: R$ 300.000,00. Dos quais:
- Lucro derivado das vendas de curto prazo (recebimento em 2016): R$
100.000,00
- Lucro derivado das vendas de longo prazo (recebimento em 2017 ou
posteriormente): R$ 200.000,00.
- Dividendos obrigatórios a pagar: R$ 150.000,00.
Neste caso, podemos considerar que os dividendos que teremos de pagar
aos sócios ao termo de 2016 são maiores do que o entrou no meu caixa
durante o exercício. Teríamos R$ 50.000,00 (150.000 ± 100.000,00)
descobertos de recursos para pagamento deste dividendo.
Nesta hipótese, uma alternativa viável é constituir a reserva de lucros
chamada de reserva de lucros a realizar nesse valor (R$ 50.000,00) para
pagamento em 2017 ou quando houve o recebimento de lucros
posteriores.
Explicando novamente! O lucro contábil apurado é de R$ 300.000,00,
mas, o Lucro Realizado é somente o de curto prazo: 100.000! R$ 200.000
não foram realizados (lembrando que a realização está ligada ao ingresso
em caixa).
Como a obrigação de pagar dividendos é de R$ 150.000 e somente R$
100.000 foi realizado, a empresa pode constituir a Reserva de Lucros a
Realizar pela diferença.
E o que é considerado como lucro não realizado? Segundo a Lei
6.404/76:
Art. 197. No exercício em que o montante do dividendo obrigatório,
calculado nos termos do estatuto ou do art. 202, ultrapassar a parcela
realizada do lucro líquido do exercício, a assembleia-geral poderá, por
proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição
de reserva de lucros a realizar. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de
2001)
§ 1o Para os efeitos deste artigo, considera-se realizada a parcela do lucro
líquido do exercício que exceder da soma dos seguintes valores: (Redação
dada pela Lei nº 10.303, de 2001)
I - o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial (art. 248); e
(Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001)
II ± o lucro, rendimento ou ganho líquidos em operações ou contabilização
de ativo e passivo pelo valor de mercado, cujo prazo de realização
financeira ocorra após o término do exercício social seguinte. (Redação
dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
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§ 2o A reserva de lucros a realizar somente poderá ser utilizada para
pagamento do dividendo obrigatório e, para efeito do inciso III do art.
202, serão considerados como integrantes da reserva os lucros a realizar
de cada exercício que forem os primeiros a serem realizados em dinheiro.
(Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001)
São considerados lucros não realizados:
- Resultado positivo com equivalência patrimonial: a receita de
equivalência patrimonial não ingressa no caixa. Portanto, a sua
receita é considerada ganha, mas não realizada. Realização está
ligado à entrada de dinheiro em caixa.
- Lucro, rendimento, ganhos cuja realização financeira se dê no
longo prazo. Aqui é o caso das vendas de longo prazo.
Por fim, à medida que esses lucros estiverem sendo realizados, entrando
em caixa, deveremos acrescer o lucro agora realizado ao dividendo a
pagar. A reversão deve-se dar no primeiro dividendo declarado após a
realização.
As reservas de lucros a realizar só podem ser utilizadas para dois fins:
pagamento de dividendos ou absorção de prejuízos! Gravem.
(CESPE/Analista/MPU/2015) Considerando as disposições aplicáveis
ao patrimônio líquido de companhias abertas, julgue o item subsequente.
A reserva de lucros a realizar pode ser utilizada para o pagamento do
dividendo obrigatório ou para aumentar o capital social, desde que seja
autorizado pelas assembleias das companhias.
Gabarito Æ Errado.
O lançamento para constituição da reserva é o seguinte:
D ± Lucros acumulados XXXX
C ± Reserva de Lucros a realizar XXXX
A doutrina majoritária (incluindo-se o FIPECAFI) entende que quando da
realização de lucros o lançamento é o seguinte:
D ± Reserva de Lucros a realizar XXXX
C ± Lucros acumulados XXXX
Sendo o dividendo destinado posteriormente pelo seguinte lançamento:
C ± Dividendos a pagar (Passivo) XXXX
D ± Lucros acumulados XXXX
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Ainda não entendeu? Confira este vídeo, no nosso canal do YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=65xNkScBZZ8
9.8 RESERVA ESPECIAL PARA DIVIDENDOS OBRIGATÓRIOS NÃO
DISTRIBUÍDOS
Segundo a Lei das Sociedades por Ações:
Art. 202. Os acionistas têm direito de receber como dividendo
obrigatório, em cada exercício, a parcela dos lucros estabelecida no
estatuto (...)
Portanto, a regra é a distribuição de dividendos ao final de cada exercício
social. Contudo, como todo negócio está sujeito a risco, pode acontecer de
a empresa possuir lucro, mas não possuir situação financeira ou
patrimonial que permita o pagamento de dividendos, como, por exemplo,
quando a empresa tem um volume extraordinário de empréstimos a
serem quitados, ou quando está em recuperação judicial ou extrajudicial.
Tal situação está prevista na Lei da SAs da seguinte forma:
§ 4º O dividendo previsto neste artigo não será obrigatório no exercício
social em que os órgãosda administração informarem à assembleia-geral
ordinária ser ele incompatível com a situação financeira da companhia. O
conselho fiscal, se em funcionamento, deverá dar parecer sobre essa
informação e, na companhia aberta, seus administradores encaminharão à
Comissão de Valores Mobiliários, dentro de 5 (cinco) dias da realização da
assembleia-geral, exposição justificativa da informação transmitida à
assembleia.
§ 5º Os lucros que deixarem de ser distribuídos nos termos do § 4º serão
registrados como reserva especial e, se não absorvidos por prejuízos em
exercícios subsequentes, deverão ser pagos como dividendo assim que o
permitir a situação financeira da companhia.
É só isso! Esse montante não distribuído fica incorporado ao patrimônio
líquido em reserva especial, sendo pago quando a situação permitir. No
nosso exemplo, com a quitação do empréstimo ou com a extinção da
recuperação judicial ou extrajudicial.
Lançamento:
D ± Lucros acumulados (PL) XXX,XX
C ± Reserva de lucros ± dividendos não distribuídos XXX,XX
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9.9 RESERVA DE PRÊMIO NA EMISSÃO DE DEBÊNTURES
O Prêmio na emissão de debêntures era classificado como reserva de
capital. Com o advento da Lei n° 11.638 e 11.941, ele passou a ser
apropriado ao resultado como receita, conforme o regime de competência.
Quando o preço da debênture supera o seu valor nominal, teríamos, à
visão da legislação antiga, uma reserva de capital a ser registrada,
chamada Reserva de Prêmio na Emissão de Debêntures. Isso ocorre
quando as condições como juros, garantias e outras vantagens forem
atraentes para os investidores.
Se uma empresa lançasse debêntures a R$ 1,00, num vulto de 10.000
debêntures, com resgate em 10 anos encontrando investidores que
pagassem R$ 1,50 pelo referido título, lançaríamos:
D - Caixa 15.000,00 (Ativo)
C - Debêntures a pagar 10.000,00 (PNC)
C - Reserva de capital (prêmio emissão de debêntures) 5.000,00 (PL)
Contudo, essa reserva de capital deixou de existir e a mesma situação é
agora registrada da seguinte forma:
D - Caixa 15.000 (Ativo)
C - Debêntures a resgatar 10.000,00 (PNC)
C - Receitas recebidas antecipadamente - 5.000,00 (PNC - Receitas diferidas)
Assim, exemplificando, se o resgate dessas debêntures se dará em 10
anos, deveremos apropriar ao resultado R$ 500,00 por ano, através do
seguinte lançamento:
D - Receitas recebidas antecipadamente - 500,00 (PNC - Receitas diferidas)
C - Receitas financeiras 500,00 (Resultado)
Observação: usamos o método linear (juros simples) para fins didáticos. O
correto é usar o método exponencial (juros compostos).
O valor apropriado ao resultado pode ser destinado à formação de
reserva específica de prêmios de debêntures, para evitar a tributação pelo
Imposto de Renda (Lei 11.941/09).
Ressaltamos que é uma faculdade da empresa. Ela pode ou não constituir
tal reserva. Se não constituir, será tributada pelo IR.
A reserva específica de prêmio de debêntures é reserva de lucro, eis que
esse valor transitou pelo resultado do exercício.
Para finalizar, vejamos o art. 31 da lei 12.973/14:
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Prêmio na Emissão de Debêntures
Art. 31. O prêmio na emissão de debêntures não será computado na
determinação do lucro real, desde que
I - a titularidade da debênture não seja de sócio ou titular da pessoa
jurídica emitente; e
II - seja registrado em reserva de lucros específica, que somente poderá
ser utilizada para:
a) absorção de prejuízos, desde que anteriormente já tenham sido
totalmente absorvidas as demais Reservas de Lucros, com exceção da
Reserva Legal; ou
b) aumento do capital social.
§ 1o 1D� KLSyWHVH� GD� DOtQHD� ³D´� GR� LQFLVR� ,,� GR caput, a pessoa jurídica
deverá recompor a reserva à medida que forem apurados lucros nos
períodos subsequentes.
§ 2o O prêmio na emissão de debêntures de que trata o caput será
tributado caso não seja observado o disposto no § 1o ou seja dada
destinação diversa da que está prevista no caput, inclusive nas hipóteses
de:
I - capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao
titular, mediante redução do capital social, hipótese em que a base para a
incidência será o valor restituído, limitado ao valor total das exclusões
decorrentes do prêmio na emissão de debêntures;
II - restituição de capital aos sócios ou ao titular, mediante redução do
capital social, nos 5 (cinco) anos anteriores à data da emissão das
debêntures, com posterior capitalização do valor do prêmio na emissão de
debêntures, hipótese em que a base para a incidência será o valor
restituído, limitada ao valor total das exclusões decorrentes de prêmio na
emissão de debêntures; ou
III - integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios.
§ 3o Se, no período de apuração, a pessoa jurídica apurar prejuízo
contábil ou lucro líquido contábil inferior à parcela decorrente de prêmio
na emissão de debêntures e, nesse caso, não puder ser constituída como
parcela de lucros nos termos do caput, esta deverá ocorrer à medida que
forem apurados lucros nos períodos subsequentes.
§ 4o A reserva de lucros específica a que se refere o inciso II do caput,
para fins do limite de que trata o art. 199 da Lei no 6.404, de 15 de
dezembro de 1976, terá o mesmo tratamento dado à reserva de lucros
prevista no art. 195-A da referida Lei.
§ 5o Para fins do disposto no inciso I do caput, serão considerados os
sócios com participação igual ou superior a 10% (dez por cento) do capital
social da pessoa jurídica emitente.
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9.10 RESERVA DE RETENÇÃO DE LUCRO OU RESERVA
ORÇAMENTÁRIA OU RESERVA DE INVESTIMENTOS
Conforme a Lei 6.404/76:
Retenção de Lucros
Art. 196. A assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da
administração, deliberar reter parcela do lucro líquido do exercício prevista
em orçamento de capital por ela previamente aprovado.
§ 1º O orçamento, submetido pelos órgãos da administração com a
justificação da retenção de lucros proposta, deverá compreender todas as
fontes de recursos e aplicações de capital, fixo ou circulante, e poderá ter
a duração de até 5 (cinco) exercícios, salvo no caso de execução, por
prazo maior, de projeto de investimento.
§ 2o O orçamento poderá ser aprovado pela assembleia-geral ordinária
que deliberar sobre o balanço do exercício e revisado anualmente, quando
tiver duração superior a um exercício social.
A finalidade dessa reserva é financiar projetos de investimentos, e não
pode afetar (diminuir) os dividendos obrigatórios. Mas, ao invés de
distribuir todo o lucro na forma de dividendos adicionais, a empresa pode
constituir a reserva de retenção de lucros.
Para isso, a empresa deve preparar um orçamento de capital, aprovado
pela Assembleia de acionistas, com todas as fontes e aplicações de
capital, fixo ou circulante.
O orçamento poderá ter prazo de até 5 exercício, salvo no caso de
execução, por prazo maior, de projeto de investimento.
Acabamos de falar, portanto, sobre as reservas de lucros.
10 DIVIDENDOS OBRIGATÓRIOS
Como já dissemos, os dividendos representam a remuneração do capital
dos sócios. Quando você emprega dinheiro em uma sociedade, espera
receber um retorno. E o principal recebimento dos sócios são os
dividendos. Eles são pagos caso haja lucro. Mas qual o valor? Como
funciona?
Segundo a Lei das Sociedades por Ações:
Art. 202. Os acionistas têm direito de receber como dividendo
obrigatório,em cada exercício, a parcela dos lucros estabelecida no
estatuto (...)
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Portanto, a regra é a distribuição de dividendos obrigatórios ao
final de cada exercício social, pelo lançamento seguinte:
D ± Lucros acumulados (PL)
C ± Dividendos a pagar (passivo)
O primeiro ponto a salientar é que o estatuto é livre para fixar o
percentual que pagará a título de dividendos obrigatórios. Vejam!
Se o estatuto falar que temos que aplicar 40% do lucro líquido, então
temos de tirar 40% do lucro líquido. Não fazemos qualquer ajuste. Se o
estatuto falar que é 80% do lucro ajustado, conforme a determinação lá
constante, então procederemos deste modo. O estatuto, desde que esteja
nos ditames legais, é soberano para fixar o quanto quiser.
Apenas nas hipóteses explicadas a seguir é que utilizamos o lucro
ajustado.
Em uma sociedade por ações, geralmente temos dois tipos de acionistas:
ordinários (que têm direito a voto) e preferenciais (que, geralmente,
abrem mão do seu direito a voto em troca de pagamento de dividendos
melhores).
E se o estatuto não fixar o percentual, não fixar base de cálculo, não falar
nada?
Pois bem, se o estatuto for omisso sobre o valor a ser pago a título de
dividendos, aplicamos a regra prevista no inciso I do artigo 202, que
propõe:
Art. 202. Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório,
em cada exercício, a parcela dos lucros estabelecida no estatuto ou, se
este for omisso, a importância determinada de acordo com as seguintes
normas:
I - metade do lucro líquido do exercício diminuído ou acrescido dos
seguintes valores:
a) importância destinada à constituição da reserva legal (art. 193); e
b) importância destinada à formação da reserva para contingências (art.
195) e reversão da mesma reserva formada em exercícios anteriores;
Caso o estatuto seja OMISSO, temos de ajustar a base de acordo com o
exposto acima.
Base de cálculo ajustada: 50% x [Lucro líquido ± Reserva legal ±
Reserva para contingências + Reversão de reserva para contingências ±
Reserva de incentivos fiscais (facultativo) ± Reserva de prêmio na
emissão de debêntures (facultativo)].
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Contudo, caso venha a fixar depois, não poderá fazê-lo em menos
de 25% do percentual do lucro líquido ajustado, mostrado acima.
Fica assim:
Dividendos
Estatuto expresso Fixa o quanto quiser
Estatuto omisso (base de
cálculo): 50% do lucro líquido
ajustado, que é encontrado da
seguinte maneira
Lucro líquido do exercício
- Reserva legal
- Reserva para contingências
+ Reversão de reserva para contingências
- Reserva de incentivos fiscais (facultativo)
- Reserva emissão de debent. (facultativo)
Se fixar depois Mínimo 25% do valor do lucro ajustado
acima
(FCC/Esp. Regulação/ARTESP/2017) A empresa Praia do Forte S.A.
obteve, em 2016, Lucro Líquido no montante de R$ 100.000,00. No início
de 2016, a empresa possuía Capital Social de R$ 800.000,00, Reserva
Legal de R$ 70.000,00, Reserva de Capital de R$ 75.000,00 e Reserva
para Contingências de R$ 100.000,00. Sabendo que o Estatuto Social da
empresa não define o percentual para pagamento de dividendos mínimos
obrigatórios e que a Assembleia Geral já tinha informado que reverteria o
saldo da Reserva de Contingência, o valor distribuído na forma de
dividendos mínimos obrigatórios, em 2016, foi, em reais,
(A) 23.750,00.
(B) 97.500,00.
(C) 50.000,00.
(D) 48.750,00.
(E) 47.500,00.
Comentários:
Gabarito Æ B
Dividendo Mínimo Obrigatório
Lucro líquido do exercício 100000
- Reserva legal (5% LL) -5000
+ Reversão de reserva para contingências 100000
TOTAL 195000
50% Lucro Ajustado 97500
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(FCC/Contabilidade/TRE SP/2017) A diretoria da empresa BMS Beer
S. A. está preocupada com a distribuição de dividendos. O Lucro Líquido
da empresa em 2016 foi R$ 200.000,00. No início de 2016, o Capital
Social da empresa era R$ 1.000.000,00, o saldo da Reserva Legal era R$
150.000,00 e o saldo da Reserva Estatutária era R$ 100.000,00.
O Estatuto Social da empresa determina a seguinte destinação do lucro:
í 5HVHUYD�/HJDO�± de acordo com a Lei nº 6.404/76.
í 5HVHUYD�(VWDWXWiULD�í�����GR�OXFUR�OtTXLGR�
í 'LYLGHQGR�0tQLPR�2EULJDWyULR�í�����GR�OXFUR�OtTXLGR�
Sabendo-se que, de acordo com o orçamento de capital aprovado em
assembleia, a empresa precisaria reter R$150.000,00 do lucro para
realizar os investimentos esperados, o valor retido como Reserva para
Expansão e o valor distribuído como Dividendo Mínimo Obrigatório foram,
respectivamente, em reais,
a) 110.000,00 e 60.000,00.
b) 113.000,00 e 57.000,00.
c) 150.000,00 e 20.000,00.
d) 113.000,00 e 60.000,00.
e) 110.000,00 e 57.000,00.
Comentários:
Questão com muitas informações, mas relativamente simples para
resolver. Vamos lá:
Limite da reserva legal Capital social x 20%
1.000.000 x 20% 200.000
Limite
Limite calculado 200.000
(-) Reserva já constituída -150.000
Máximo que pode constituir 50.000
Reserva legal Lucro x 5%
200.000 x 5%
10.000
Dividendos Lucro x 30%
200.000 x 30%
60.000
Reserva estatutária Lucro x 10%
200.000 x 10%
20.000
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Até agora temos:
Lucro líquido 200.000
- Reserva legal -10.000
- Reserva estatutária -20.000
- Dividendos obrigatórios -60.000
Saldo 110.000
A empresa gostaria de destinar $150.000 para Reserva para Expansão,
mas só sobrou $110.000.
Assim, irá destinar esse valor ($110.000) para Reserva para Expansão e
$60.000 para dividendos mínimos obrigatórios.
Gabarito Æ A.
11 DIVIDENDOS ADICIONAIS
Os dividendos mínimos obrigatórios devem figurar no passivo, na data do
balanço.
Quanto aos dividendos adicionais, serão contabilizados ou não,
dependendo da data em que forem declarados. Ou seja, se a empresa
fechar as demonstrações contábeis em 31.12.X1, e declarar dividendos
adicionais em janeiro ou fevereiro de X2, tais dividendos não serão
contabilizados no balanço de 31.12.X1. Serão apenas divulgados em Nota
Explicativa.
Por outro lado, os dividendos adicionais que forem declarados pela
assembleia geral ou outro órgão competente antes da data base das
demonstrações contábeis, atendem aos requisitos de obrigação presente
e, portanto, devem figurar nas Demonstrações Contábeis da entidade.
A parcela do dividendo mínimo obrigatório, que se caracterize
efetivamente como uma obrigação legal, deve figurar no passivo da
entidade. Mas a parcela da proposta dos órgãos da administração à
assembleia de sócios que exceder a esse mínimo obrigatório deve ser
mantida no patrimônio líquido, em conta específica, do WLSR� ³GLYLGHQGR�
DGLFLRQDO� SURSRVWR´�� DWp� D� GHOLEHUDomR� GHILQLWLYD� TXH� YLHU� D� VHU� WRPDGD�
pelos sócios. Afinal, esse dividendo adicional ao mínimo obrigatório não se
caracteriza como obrigação presente na data do balanço, já que a
assembleia dos sócios ou outro órgão competente poderá, não havendo
qualquer restrição estatutária ou contratual, deliberar ou não pelo seu
pagamento ou por pagamento por valor diferente do proposto.
Portanto, a contabilização dos dividendos fica assim:
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TRATAMENTO DOS DIVIDENDOS
1) Dividendos obrigatórios: ficam contabilizados no Passivo, na data do
fechamento das demonstrações contábeis.
2) Dividendos adicionais:
2.1) Declarados após o período contábil: Não são contabilizados, sendo
apenas divulgados em Nota Explicativa.
2.2) Declarados antes do período contábil: ficam no Patrimônio Líquido,
até a aprovação pela Assembleia, quando são transferidos para o Passivo.
12 ADIANTAMENTO PARA AUMENTO DE CAPITAL
Falaremos do adiantamento para aumento do capital social, que é o
recurso recebido pela empresa de seus sócios/acionistas para ser utilizado
no aumento do capital social.
Suponha que determinada empresa tenha recebido R$ 100.000,00 de
determinado sócio como adiantamento para um futuro ingresso na
sociedade.
Nesta hipótese, como fazer a classificação?! O lançamento é o seguinte:
D - Bancos 100.000 (Ativo)
C - Adiantamento para aumento de capital 100.000 (Passivo)
Mas por que passivo? Não é um sócio que está integralizando capital
próprio?
Vejam, meus caros, que, na verdade, não está havendo integralização,
mas somente um adiantamento para uma FUTURA entrada do sócio, o
que, de fato, ainda não se concretizou.
Repito, classifica-se no passivo por se tratar de uma OBRIGAÇÃO da
empresa perante terceiros, haja vista que ainda não é integrante do
quadro societário.
Quando houver a formalização da entrada do sócio, lançaremos:
D - Adiantamento para aumento de capital 100.000 (reduzindo o passivo)
C - Capital social 100.000 (patrimônio líquido)
É este o lançamento EM REGRA.
Digo em regra, porque esses adiantamentos também poderão ser
classificados no patrimônio líquido, numa única hipótese: quando os
recursos forem recebidos com cláusula de absoluta condição de
permanência na sociedade, não havendo, assim, por que considerá-los
como exigíveis. Nesta hipótese, o valor adiantado deve ser considerado
como destacado do capital social total da empresa.
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Portanto, ficamos assim:
ADIANTAMENTO PARA AUMENTO DE CAPITAL
Regra Æ passivo exigível
Exceção Æ quando não houver hipótese de restituição = PL
13 LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
A conta lucros ou prejuízos acumulados é uma conta do PL.
A conta lucros acumulados não pode mais constar no Balanço
Patrimonial, quando do fechamento da demonstração. Não é mais
possível, com as mudanças recentes advindas na contabilidade, que a
empresa retenha lucros injustificadamente. Alguns autores afirmam,
erroneamente, que esta conta deixou de existir. Tal afirmação está
inconsistente, posto que a conta lucros acumulados pode ser utilizada
temporariamente (antes do fechamento do balanço), sendo que a partir
dela distribuímos os lucros do exercício as mais diversas finalidades.
Sendo uma conta de PL, o seu saldo é credor.
Ressalve-se, contudo, que a conta prejuízos acumulados diminui o PL,
tendo, assim, saldo devedor.
Portanto, gravem:
- A conta lucros acumulados é uma conta temporária do patrimônio
líquido. Ela recebe o resultado do exercício que não mais pode ficar ali
retiro injustificadamente.
- A conta prejuízos acumulados pode continuar a existir normalmente.
Anote-se, ainda, que, nos termos da Resolução 1.157/2009 do CFC:
115. A obrigação de essa conta não conter saldo positivo aplica-se
unicamente às sociedades por ações, e não às demais, e para os
balanços do exercício social terminado a partir de 31 de dezembro
de 2008. Assim, saldos nessa conta precisam ser totalmente destinados
por proposta da administração da companhia no pressuposto de sua
aprovação pela assembleia geral ordinária.
116. Essa conta continuará nos planos de contas, e seu uso continuará a
ser feito para receber o resultado do exercício, as reversões de
determinadas reservas, os ajustes de exercícios anteriores, para distribuir
os resultados nas suas várias formas e destinar valores para reservas de
lucros.
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(FGV/Analista Contábil/DPE MT/2015) De acordo com a Lei nº
11.638/07, assinale a opção que indica a conta que não deve constar do
patrimônio líquido de uma empresa brasileira, constituída na forma de
sociedade por ações, na data do encerramento do exercício social.
a) Lucros Acumulados.
b) Prejuízos Acumulados.
c) Reservas de Capital.
d) Ações em tesouraria.
e) Provisão para Contingências.
Comentários:
O gabarito da banca foi a letra a. A letra e também estaria correta.
Todavia, a questão solicita o tratamento de acordo com a Lei
11.638/2007, que acabou com a possibilidade de manutenção de lucros
injustificadamente no PL, por isso o gabarito assinalado pela FGV.
A provisão é uma conta do passivo, independentemente das mudanças
legislativas.
Gabarito Æ A.
É muito importante salientar também que há uma ordem na absorção de
prejuízos, caso existente. Segundo a Lei 6.404/76:
Art. 189. Parágrafo único. O prejuízo do exercício será obrigatoriamente
absorvido pelos lucros acumulados, pelas reservas de lucros e pela
reserva legal, nessa ordem.
Podem ser utilizadas também as reservas de capital (facultativamente).
Absorção do prejuízo
1o Lucros
acumulados
2o Reservas de lucros
3o Reserva legal
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14 CUSTO DAS TRANSAÇÕES
Aqui é crucial entender que o custo de transação deve ser
contabilizado ao longo do tempo. Antigamente, o custo de
transação ia diretamente para o resultado.
Assim, se uma empresa captasse 10.000 com custo de transação de 800
para pagar em 2 meses, com juros de 10% ao mês, a contabilização
inicial ficava assim:
(Observação: vamos usar juros simples, nesse exemplo, mas o correto é
usar juros compostos ± método exponencial).
D ± Caixa (ativo) 9200
D ± Custos de transação (resultado) 800
C ± Empréstimo a pagar 10.000
Essa é a contabilização anterior, que foi mudada.
Atualmente, os custos de transação devem ser apropriados pelo
tempo do empréstimo.
Dessa forma, ao invés de contabilizar 800 no resultado, vamos
contabilizar 400 no primeiro mês e 400 no segundo mês.
Assim:
D ± Caixa (ativo) 9200
D ± Custos a amortizar (redutora do passivo) 800
C ± Empréstimo a pagar 10.000
Depois de um mês, a empresa contabiliza metade dos custos para o
resultado:
D ± Despesa financeira (resultado) 400
C - Custos a amortizar (redutora do passivo) 400
No segundo mês, a empresa contabiliza o restante:
D ± Despesa financeira (resultado) 400
C - Custos a amortizar (redutora do passivo) 400
Portanto, os custos de transação vão para o resultado de forma
proporcional ao tempo do empréstimo, e não de imediato, como era
antigamente.
Além dos custos, a empresa também deve contabilizar os juros mensais
(no nosso exemplo, de 1.000 por mês, ou seja, 10% do principal).
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E o que são custos de transação? Segundo o CPC 08:
Custos de transação são somente aqueles incorridos e diretamente
atribuíveis às atividades necessárias exclusivamente à consecução das
transações citadas no item 2.
São, por natureza, gastos incrementais, já que não existiriam ou teriam
sido evitados se essas transações não ocorressem.
Exemplos de custos de transação são:
i) gastos com elaboração de prospectos e relatórios;
ii) remuneração de serviços profissionais de terceiros (advogados,
contadores,auditores, consultores, profissionais de bancos de
investimentos, corretores etc.);
iii) gastos com publicidade (inclusive os incorridos nos processos de road-
shows);
iv) taxas e comissões;
v) custos de transferência;
vi) custos de registro etc.
(CESPE/Auditor/TCE PB/2018) O CPC definiu custo de transação como
o gasto incorrido e diretamente atribuível, entre outras, às atividades
necessárias à distribuição primária de ações ou bônus de subscrição.
Ainda segundo o CPC, o referido custo, quanto à sua natureza, é um
gasto:
A) fixo.
B) incremental.
C) operacional.
D) diferencial.
E) financeiro.
Comentários:
Vejam que os custos de transação são gastos incrementais, já que não
existiriam caso nenhuma transação fosse feita.
Gabarito Æ B.
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14.1 COMO RESOLVER QUESTÕES DE CUSTOS DE TRANSAÇÃO NA
SUA PROVA
Vamos explicar a maneira como esse assunto provavelmente cairá na sua
prova, para que você não erre.
(FCC/DRE-RS/Analista Judiciário ± Contabilidade/2017) Em
31/12/2015 uma empresa obteve um empréstimo no valor de R$
1.000.000,00 com as seguintes características:
í Prazo total: 6 anos
í Taxa de juros compostos: 10% ao ano
í Pagamentos: parcelas iguais e anuais de R$ 229.607,00
Para a obtenção do empréstimo a empresa incorreu em custos de
transação no valor total de R$ 30.000,00, pagos no ato da assinatura,
fazendo com que a taxa de custo efetivo do empréstimo fosse 11% ao
ano. Sabendo que a empresa efetuou o pagamento da primeira parcela na
data do vencimento, o
a) saldo total apresentado para as contas de passivo (circulante e não
circulante) no Balanço Patrimonial de 31/12/2016 foi R$ 847.093,00.
b) valor dos encargos financeiros de 2016 foi R$ 100.000,00.
c) valor dos encargos financeiros de 2016 foi R$ 229.607,00.
d) impacto total no passivo, no momento da captação, foi R$
1.000.000,00.
e) saldo total apresentado para as contas de passivo (circulante e não
circulante) no Balanço Patrimonial de 31/12/2016 foi R$ 870.393,00.
Comentários:
Passo 1: Quanto entrou no caixa relativo ao empréstimo?
O que importa aqui é o valor efetivamente recebido. Se a empresa
esperava receber X, mas só recebeu Y, o cálculo será em cima de Y.
O empréstimo foi de R$ 1.000.000,00, com custos de transação, pagos
no ato do empréstimo, no valor de R$ 30.000,00.
Portanto, a captação líquida foi de R$ 970.000,00.
Passo 2: Qual o valor dos juros?
Serão 6 parcelas no valor de R$ 229.607,00 cada. Os juros devem ser
registrados no resultado de acordo com o período de competência.
Portanto, 6 x R$ 229.607 = R$ 1.377.642,00.
Os juros, portanto, serão de R$ 1.377.642,00 ± 1.000.000,00 = R$
377.642,00.
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Esse valor também fica como encargo a transcorrer.
Passo 3: Fazer a contabilização inicial
Agora podemos fazer a contabilização inicial. Lembrando que os encargos
a transcorrer ficam os juros e os custos de transação
377.642 + 30.000 = 407.642.
No momento da contratação do empréstimo a empresa efetuou a seguinte
contabilização:
D ± Caixa (pela captação líquida) 970.000,00
D ± Encargos Financeiros a amortizar (redutora do passivo) 407.642,00
C ± Empréstimos e financiamentos (Passivo) 1.377.642,00
Passivo
Empréstimos e Financiamentos: 970.000,00
Ou, analiticamente:
Passivo
Empréstimos e financiamentos $ 1.377,642,00
(-) Custos a amortizar (redutora do passivo) $ 407.642,00
Ok! Tranquilo até aqui, não?
Passo 4: Olhar o que ocorreu no transcurso do tempo.
Em 31.12.2016, isto é, após um ano após a contratação do
empréstimo, temos que fazer:
1 - A apropriação dos encargos financeiros na DRE;
2 - Efetuar a contabilização do pagamento da primeira parcela dos
empréstimos.
Correto? Basta pensar um pouco e você chegará a essa conclusão.
Para encontrarmos o valor que será apropriado ao resultado (encargos a
transcorrer ± juros + custo de transação) temos que multiplicar a taxa
efetiva de juros pela captação líquida do empréstimo, ou seja, valor do
empréstimo menos custo de transação.
Ano
Valor
inicial
Encargos
11% Subtotal Pagamento
Saldo
final
2016 970.000 106.700 1.076.700 - 229.607 847.093
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Explicando!
Você pegou o valor líquido e multiplicou pela taxa efetiva, que é a taxa
considerando os juros e o custo de transação! Tudo bem?
Ou seja, valor inicial x juros efetivos. Somando, encontraremos o valor
devido atualizado da dívida, que, no caso, deu R$ 1.076.700.
O valor que irá para o resultado será de R$ 106.700,00.
O pagamento foi informado na questão, que é de R$ 229.607,00.
Subtraindo, encontraremos o saldo final devido em 2016.
Empréstimo 1.000.000,00
Custos de transação (300.000,00)
Empréstimo líquido 970.000,00
x Taxa efetiva 11%
Encargos Financeiros de 2016 106.700,00
Passo 5: Pronto! Você já resolveu a sua questão!
Vamos ver as nossas alternativas?
a) saldo total apresentado para as contas de passivo (circulante e
não circulante) no Balanço Patrimonial de 31/12/2016 foi R$
847.093,00.
Correto! Esse é o nosso gabarito. É o saldo final que encontramos
naquela tabela acima.
b) valor dos encargos financeiros de 2016 foi R$ 100.000,00.
Errado! Foi de R$ 106.700,00.
c) valor dos encargos financeiros de 2016 foi R$ 229.607,00.
Errado. Foi de R$ 106.700,00.
d) impacto total no passivo, no momento da captação, foi R$
1.000.000,00.
Errado. O passivo aumentou em R$ 1.377.642,00 pelo empréstimo a
pagar e diminuiu R$ 407.642,00 pelos encargos a transcorrer.
e) saldo total apresentado para as contas de passivo (circulante e
não circulante) no Balanço Patrimonial de 31/12/2016 foi R$
870.393,00.
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Errado também.
Passo 6: Agora, se quiser, pode fazer esse cálculo para os demais
períodos.
Ano Valor inic ial Encargos 11% Subtotal Pagamento Saldo f inal
2016 970.000,00 106.700,00 1.076.700,00 229.607,00- 847.093,00
2017 847.093,00 93.180,23 940.273,23 229.607,00- 710.666,23
2018 710.666,23 78.173,29 788.839,52 229.607,00- 559.232,52
2019 559.232,52 61.515,58 620.748,09 229.607,00- 391.141,09
2020 391.141,09 43.025,52 434.166,61 229.607,00- 204.559,61
2021 204.559,61 22.501,56 227.061,17 229.607,00- 2.545,83-
Esse valor remanescente de R$ 2.545,83 (pago a maior), foi por uma
impropriedade da questão.
Deveria estar zerado.
Gabarito Æ A
15 NOTAS EXPLICATIVAS
A seguir, um exemplo de notas explicativas das Lojas Americanas:
Fonte: http://ri.lasa.com.br/upload/2otrimestre/00002237.pdf
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15.1 NOTAS EXPLICATIVAS SEGUNDO A LEI 6.404/76
Como já dissemos, o patrimônio societário sofre constante movimento,
haja vista que sofrem atos de gestão contínua. Esses acontecimentos
podem ser divididos basicamente em dois grandes grupos:
A) Atos contábeis.
B) Fatos contábeis.
Os atos contábeis são acontecimentos que ocorrem na entidade e não
provocam alterações do patrimônio, tais como admissão de empregados,
assinatura de um contrato de compra,venda, o aval de um título de
crédito, uma fiança prestada em favor de terceiros.
Os atos relevantes que façam parte das atividades da empresa devem ser
apresentados em notas explicativas, como ordena a Lei 6.404/76:
Art. 176. (...) § 4º As demonstrações serão complementadas por notas
explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis
necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados
do exercício.
Art. 176. (...) § 5o As notas explicativas devem: (Redação dada pela Lei
nº 11.941, de 2009)
I ± apresentar informações sobre a base de preparação das
demonstrações financeiras e das práticas contábeis específicas
selecionadas e aplicadas para negócios e eventos significativos; (Incluído
pela Lei nº 11.941, de 2009)
II ± divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas no
Brasil que não estejam apresentadas em nenhuma outra parte das
demonstrações financeiras; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
III ± fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias
demonstrações financeiras e consideradas necessárias para uma
apresentação adequada; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
IV ± indicar: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais,
especialmente estoques, dos cálculos de depreciação, amortização e
exaustão, de constituição de provisões para encargos ou riscos, e dos
ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elementos do
ativo; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
b) os investimentos em outras sociedades, quando relevantes (art. 247,
parágrafo único); (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
c) o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas
avaliações (art. 182, § 3o ); (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
d) os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias
prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou
contingentes; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
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e) a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações
a longo prazo; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
f) o número, espécies e classes das ações do capital social; (Incluído pela
Lei nº 11.941, de 2009)
g) as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no
exercício; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
h) os ajustes de exercícios anteriores (art. 186, § 1o); e (Incluído pela Lei
nº 11.941, de 2009)
i) os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que
tenham, ou possam vir a ter, efeito relevante sobre a situação financeira e
os resultados futuros da companhia. (Incluído pela Lei nº 11.941, de
2009)
Além das demonstrações financeiras (Balanço Patrimonial, DRE, DMPL,
DFC, DVA), são necessárias outras informações complementares para
enriquecer os relatórios e evitar que os mesmos se tornem enganosos.
Essas informações são veiculadas para auxiliar o usuário das
Demonstrações Financeiras a entendê-las melhor. Visam apresentar
esclarecimentos aos usuários externos.
As explicações devem ser relevantes quantitativa e qualitativamente, e
podem estar na forma descritiva, na forma de quadros analíticos
suplementares ou em outras formas.
Normalmente, tais explicações são feitas através das Notas Explicativas,
que acompanham as Demonstrações Financeiras.
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis ± CPC ± no
pronunciamento ³3URQXQFLDPHQWR� &RQFHLWXDO� %iVLFR´�� DVVLP� VH�
manifestou sobre as Notas Explicativas:
15.2 NOTAS EXPLICATIVAS SEGUNDO O CPC 00 ± ESTRUTURA
CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE
Notas Explicativas e Demonstrações Suplementares
4.43. Um item que possui as características essenciais de elemento, mas
não atende aos critérios para reconhecimento pode, contudo, requerer sua
divulgação em notas explicativas, em material explicativo ou em quadros
suplementares. Isso é apropriado quando a divulgação do item for
considerada relevante para a avaliação da posição patrimonial e
financeira, do desempenho e das mutações na posição financeira da
entidade por parte dos usuários das demonstrações contábeis.
Portanto, as Notas Explicativas, quando bem elaboradas, constituem
informação essencial para o correto entendimento e utilização das
Demonstrações Financeiras.
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15.3 NOTAS EXPLICATIVAS SEGUNDO O CPC 26 ± APRESENTAÇÃO
DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
112. As notas explicativas devem:
(a) apresentar informação acerca da base para a elaboração das
demonstrações contábeis e das políticas contábeis específicas utilizadas de
acordo com os itens 117 a 124;
(b) divulgar a informação requerida pelos Pronunciamentos, Orientações e
Interpretações que não tenha sido apresentada nas demonstrações
contábeis; e
(c) prover informação adicional que não tenha sido apresentada nas
demonstrações contábeis, mas que seja relevante para sua compreensão.
As notas devem ser apresentadas, tanto quanto seja praticável, de forma
sistemática. Cada item das demonstrações contábeis deve ter referência
cruzada com a respectiva informação apresentada nas notas explicativas.
117. A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis
significativas:
(a) a base (ou bases) de mensuração utilizada(s) na elaboração das
demonstrações contábeis; e
(b) outras políticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a
compreensão das demonstrações contábeis.
É importante que os usuários estejam informados sobre a base ou bases
de mensuração utilizada(s) nas demonstrações contábeis (por exemplo,
custo histórico, custo corrente, valor realizável líquido, valor justo ou valor
recuperável) porque a base sobre a qual as demonstrações contábeis são
elaboradas afeta significativamente a análise dos usuários. Quando mais
de uma base de mensuração for utilizada nas demonstrações contábeis,
por exemplo, quando determinadas classes de ativos são reavaliadas (se
permitido legalmente), é suficiente divulgar uma indicação das categorias
de ativos e de passivos à qual cada base de mensuração foi aplicada.
Ao decidir se determinada política contábil deve ou não ser divulgada, a
administração deve considerar se sua divulgação proporcionará aos
usuários melhor compreensão da forma em que as transações, outros
eventos e condições estão refletidos no desempenho e na posição
financeira relatadas.
As entidades devem divulgar informações que permitam aos usuários das
demonstrações contábeis avaliar seus objetivos, políticas e processos de
gestão de capital.
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A entidade deve divulgar nas notas explicativas informação acerca dos
principais pressupostos relativos ao futuro, e outras fontes principais da
incerteza das estimativas à data do balanço, que tenham risco
significativo de provocar modificação material nos valores contábeis de
ativos e passivos durante o próximo.
Com respeito a esses ativos e passivos, as notas explicativas devem
incluir detalhes informativos acerca:
(a) da sua natureza; e
(b) do seu valor contábil à data do balanço.
137. A entidade deve divulgar nas notas explicativas:
(a) o montante de dividendos propostos ou declarados antes da data em
que as demonstrações contábeis foram autorizadas para serem emitidas e
não reconhecido como uma distribuição aos proprietários durante o
período abrangido pelas demonstrações contábeis, bem como o respectivo
valor por ação ou equivalente;
(b) a quantia de qualquer dividendo preferencial cumulativo não
reconhecido.138. A entidade deve divulgar, caso não for divulgado em outro local
entre as informações publicadas com as demonstrações contábeis, as
seguintes informações:
(a) o domicílio e a forma jurídica da entidade, o seu país de registro e o
endereço da sede registrada (ou o local principal dos negócios, se
diferente da sede registrada);
(b) a descrição da natureza das operações da entidade e das suas
principais atividades; e
(c) o nome da entidade controladora e a entidade controladora do grupo
em última instância.
(d) se uma entidade constituída por tempo determinado, informação a
respeito do tempo de duração.
(CESPE/Auditor/CAGE RS/2018) A companhia se insere no
seguimento de comércio, importação e exportação de conservas
alimentícias, doces, geleias, sucos, frutas, cereais e outros produtos
alimentícios em geral e seus derivados.
Considerando-se que o texto apresentado é parte de uma nota explicativa,
é correto afirmar que se trata de informação de contexto
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A) fiscal. B) legal. C) formal. D) jurídico. E) operacional.
Comentários:
A informação em tela tem caráter operacional, para informar aos usuários
das demonstrações contábeis o ramo em que atua.
Gabarito Æ E.
16 PRINCIPAIS MUDANÇAS DAS LEIS 11.638/2007 E
11.941/2009:
Pessoal, um ponto que vez ou outro vem sendo explorado em provas de
concursos são as alterações promovidas pelas Leis 11.638/2007 e
11.941/2009. Infelizmente, é necessário decorar.
Lei 11.638/2007:
- Fim da obrigatoriedade da demonstração de origens e aplicações de
recursos (DOAR).
- Inclusão da demonstração de fluxos de caixa (companhias abertas e
fechadas com PL maior ou superior a dois milhões).
- Inclusão da demonstração do valor adicionado para companhia abertas.
- O ativo, que antes era dividido em circulante, realizável a longo prazo e
permanente (investimento, imobilizado e diferido), passou a ser dividido
em circulante, realizável a longo prazo e permanente (investimento,
imobilizado, diferido e intangível).
- Permanecem no imobilizado somente os bens corpóreos. Os incorpóreos
vão para o intangível.
- Atenção: o diferido permaneceu vigente após a Lei 11.638/2007.
- Inclusão do teste de recuperabilidade para bens do ativo imobilizado,
intangível e diferido.
- Proibição da retenção injustificada de lucros acumulados. Somente pode
ILJXUDU��D�SDUWLU�GH�/HL��������D�H[LVWrQFLD�QR�³EDODQoR�ILQDO´�GH�SUHMXt]RV
acumulados. Não pode existir lucros acumulados (essa conta continua a
existir transitoriamente).
- Extinção das reservas de capital de doações e subvenções e prêmio na
emissão de debêntures.
- Extinção da reserva de reavaliação.
- Criação do ajuste de avaliação patrimonial.
- Criação do ajuste a valor presente para ativos e passivos de longo prazo
(sempre) e de curto prazo (quando relevante).
- Aplicação de alguns conceitos da Lei 6.404/76 pra as sociedades de
grande porte (ativo total superior a R$ 240 milhões ou receita bruta anual
superior a 300 milhões).
Lei 11.941/2009:
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- O ativo, que antes era dividido em circulante, realizável a longo prazo e
permanente (investimento, imobilizado, diferido e intangível), passou a
ser dividido em circulante e não circulante (realizável a longo prazo,
investimentos, imobilizado e intangível). O realizável a longo prazo foi
para dentro do não circulante.
- Extinção do diferido.
- O passivo que antes era classificado em circulante, exigível a longo
prazo e resultado de exercícios futuros, passou a ser classificado em
circulante e não circulante.
- O resultado de exercícios futuros foi extinto. As receitas diferidas (que
surgiram no lugar) foram para dentro do não circulante
(CESPE/Auditor/TCE PB/2018) A Lei n.º 11.638/2007, que introduziu
alterações na forma de elaboração e de apresentação das demonstrações
contábeis das companhias, determinou a:
A) extinção da demonstração de origens e aplicações de recursos.
B) adoção do procedimento de redução ao valor recuperável dos ativos.
C) segregação do ativo fixo no grupo físico e no grupo imaterial.
D) vedação de lançamentos em contas de ativo diferido.
E) proibição do uso da conta de lucros ou prejuízos acumulados
Comentários:
A) extinção da demonstração de origens e aplicações de recursos.
Questão incorreta! A DOAR deixou de ser obrigatória, apenas.
B) adoção do procedimento de redução ao valor recuperável dos
ativos.
Este é o nosso gabarito!
C) segregação do ativo fixo no grupo físico e no grupo imaterial.
Houve criação do intangível com a Lei 11.638. Todavia, a nomenclatura
utilizada na questão está incorreta.
D) vedação de lançamentos em contas de ativo diferido.
O diferido permaneceu vigente com a edição da Lei 11.638.
E) proibição do uso da conta de lucros ou prejuízos acumulados.
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Incorreto. Prejuízos acumulados ainda existem. O que se vedou foi a
retenção injustificada de lucros.
Gabarito Æ B.
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17 RESUMO ± PASSIVO E PL
17.1 PASSIVO E RECEITA DIFERIDA
1) O passivo exigível basicamente pode ser dividido em passivo circulante
e não circulante. Exemplos: Impostos a pagar, provisão para
contingências, salários a pagar, ICMS a recolher, provisão para IR, FGTS a
recolher, duplicatas a pagar, fornecedores, entre outros.
2) O grupo resultado de exercícios futuros ± REF foi extinto com a edição
da MP 449 e Lei 11.941/2009. Em seu lugar, deve ser usada a conta
receitas diferidas, que fica no passivo não circulante. O saldo que
porventura existente no REF deve ser reclassificado para receita diferida.
O exemplo clássico explorado pelas bancas de resultado de exercícios
futuros (agora receita diferida, no passivo não circulante) são os aluguéis
recebidos antecipadamente. São diversas questões da banca que versam
sobre este tema.
3) Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração
maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo
terá por base o prazo desse ciclo. O exercício social continua a ser de um
ano.
17.2 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
4) Estrutura do PL:
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
ANTES LEI 11.638/07 APÓS LEI 11.638/07 E LEI 11.941/09
Capital Social Capital Social
(-) Capital a Realizar (-) Capital a Realizar
Reserva de Lucro Reserva de Lucro
Reserva de Capital Reserva de Capital
Reserva de Reavaliação Ajuste de Avaliação Patrimonial
+ - Lucro ou Prejuízo Acumulado (-) Prejuízo Acumulado
(-) Ações em Tesouraria (-) Ações em Tesouraria
5) O capital social é a conta do PL composta pelas ações subscritas na
constituição da sociedade ou com o aumento de capital. É dividido em
capital social e capital social a realizar.
6) Os gastos com emissão de ações, a partir de 2008, não mais podem
ser tratados como despesas do período. Passam a figurar como redução
do valor obtido do capital social.
7) As reservas de capital são valores recebidos pela empresa (dos sócios
ou de terceiros) que não se configuram como receita, isto é, não
transitam pelo resultado do exercício, sendo contabilizadas diretamente à
conta de Patrimônio Líquido.
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8) São reservas de capital:
Reservas de capital
Ágio na emissão de ações
Produto da alienaçãode partes beneficiárias
Produto da alienação de bônus de subscrição
9) Com as modificações recentes ocorridas na contabilidade (Leis 11.638 e
11.941) as doações e subvenções para investimento e os prêmios na
emissão de debêntures não serão mais classificados como reservas de
capital, devendo ser registrados como receitas do exercício, de acordo
com o Princípio da Competência.
10) Utilização das reservas de capital:
Utilização das reservas de capital
Absorção de prejuízos (não suportados por reservas de lucros e lucros
acumulados)
Resgate, reembolso, compra de ações
Resgate de partes beneficiárias
Incorporação ao capital social
Pagamento de dividendos a ações preferenciais, se for assegurado
11) Reserva de capital para alienação de partes beneficiárias:
Reserva de capital - Partes beneficiárias
Exclusiva para companhias fechadas
Estranhas ao capital social
Lucro eventual contra a companhia (menor que 10%)
Gera lançamento somente a alienação onerosa
12) Contabilização da subvenção de doação governamental
Recebe o
terreno
Vai para o
passivo
Cumpre a
condição
Vai para receita
diferida
Regime de
competência
Vai para receita
(proporção das
despesas)
Pode constituir
reserva de
incentivos fiscais
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13) Ajuste de avaliação patrimonial. Antes das alterações da Lei das S.A,
havia no patrimônio líquido a conta reserva de reavaliação. Esta conta foi
suprimida, surgindo então o ajuste de avaliação patrimonial. Contudo, não
se trata de mera alteração de nome. A reavaliação que se aplicava aos
bens tangíveis do ativo permanente e que poderia ser ou não realizada, a
bel-prazer dos acionistas, deixou de existir. Ademais, o ajuste de
avaliação patrimonial serve tanto para aumentar como para reduzir
valores de ativos e de passivos, enquanto que a reavaliação servia apenas
para o aumento de bens do permanente.
14) As ações em tesouraria são ações da empresa adquiridas pela própria
empresa e mantidas na tesouraria. A aquisição de ações de emissão
própria e sua alienação são também transações de capital da entidade
com seus sócios e igualmente não devem afetar o resultado da entidade.
$�FRQWD�³Do}HV�HP�WHVRXUDULD´�p�UHGXWRUD�GR�3DWULP{QLR�/tTXLGR��3/��
- Se tiver ganho na venda das ações em tesouraria: fica no PL, numa
reserva de capital, semelhante à reserva de prêmio na emissão de ações.
- Se tiver perda, também fica no PL, e vai diminuir a reserva que serviu
de lastro para a aquisição das ações em tesouraria.
15) São reservas de lucros:
Reservas de lucros
Reserva legal
Reservas estatutárias
Reservas para contingências
Reservas de incentivos fiscais
Reservas de retenção de lucros
Reserva de lucros a realizar
Reserva especial para dividendos obrigatórios não distribuídos
Reserva de prêmio na emissão de debêntures
16) Reserva legal:
Reserva legal
5% do lucro líquido
Antes de qualquer
destinação
Limites
Obrig.: 20% do capital
social realizado
Facult.: Res. Leg. + Res.
Cap. = 30% Cap. Soc.
Integridade do capital
social
Utilização
Aumentar capital
Compensar prejuízos
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17) Reservas estatutárias:
Reservas estatutárias. Podem ser previstas no estatuto, se:
Indicar a sua finalidade
Fixar os critérios
Fixar a parcela a ser destinada
Estabelecer o limite máximo
18) Reserva de contingências: A assembleia-geral poderá, por proposta
dos órgãos da administração, destinar parte do lucro líquido à formação
de reserva com a finalidade de compensar, em exercício futuro, a
diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável, cujo valor
possa ser estimado (LSA, art. 195).
19) Diferença: Reserva de contingências x Provisão para contingências
Reserva para contingência Provisões para contingências
Compensação de perda em exercício
futuro
Cobertura de perda em que já houve
fato gerador
Segrega no PL parcela de lucros que
poderia ir para dividendos
Constituída independente do lucro ou
prejuízo do exercício
É revertida para lucros acumulados
(ocorrendo ou não o evento),
integrando BC dos dividendos
Não há reversão de valores, em
regra.
Conta do PL, reserva de lucros. Não
afeta resultado
Conta do passivo e contrapartida em
despesa no resultado.
Exemplos: geadas, inundações, secas,
empresas que operam com períodos
altamente lucrativos e depois com
baixa lucratividade
Exemplos: indenizações contratuais,
contingências fiscais, trabalhistas
20) Reserva de lucros a realizar: No exercício em que o montante do
dividendo obrigatório, calculado nos termos do estatuto ou do art. 202 da
Lei das S/A, ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a
assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da administração,
destinar o excesso à constituição de reserva de lucros a realizar.
São considerados lucros não realizados:
- Resultado positivo com equivalência patrimonial.
- Lucro, rendimento, ganhos cuja realização financeira se dê no longo
prazo
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21) Regra para dividendos obrigatórios:
Dividendos
Estatuto expresso Fixa o quanto quiser
Estatuto omisso (base de
cálculo): 50% do lucro líquido
ajustado, que é encontrado da
seguinte maneira
Lucro líquido do exercício
- Reserva legal
- Reserva para contingências
+ Reversão de reserva para contingências
- Reserva de incentivos fiscais (facultativo)
- Reserva emissão de debent. (facultativo)
Se fixar depois
Mínimo 25% do valor do lucro ajustado
acima
22) Dividendos adicionais:
Declarados após o período contábil: Não são contabilizados, sendo apenas
divulgados em Nota Explicativa.
Declarados antes do período contábil: ficam no Patrimônio Líquido, até a
aprovação pela Assembleia, quando são transferidos para o Passivo.
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18 MAPAS MENTAIS DESTA AULA
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Observações essenciais antes de iniciar as questões!
Muito importante 1! Antes de começar as questões desta aula, saiba
que a ESAF, antigamente, calculava a reserva legal com base no capital
subscrito. Não mais! Agora é o capital realizado.
Muito importante 2! De igual modo, antes, a ESAF, para o cálculo dos
dividendos, ajustava o lucro líquido, mesmo que a questão nada dissesse.
Agora não mais! Agora, pega o lucro líquido e lança direto o percentual
que a questão der. Não tira mais a reserva legal, de contingência, etc.
Salvo se o estatuto for omisso.
Muito importante 3! Antes também, a ESAF classificava a conta
encargos financeiros a transcorrer ou juros passivos a vencer como ativo,
agora, classifica como retificadora do passivo.
19 QUESTÕES COMENTADAS
19.1 FEPESE
1) (FEPESE / MPE-SC / Técnico do Ministério Público / 2014) A
conta que representa todas as obrigações financeiras que uma empresa
tem para com terceiros denomina-se:
a) Ativo.
b) Passivo.
c) Patrimônio Líquido.
d) Reserva Legal.
e) Capital Social.
Comentários:
As obrigações são valores que a minha empresa deve a terceiros,
tais comoimpostos a pagar, salários a pagar, financiamentos a pagar,
empréstimos a pagar. As obrigações, por seu turno, compõem o grupo
que chamamos de passivo.
GabaritoÆB
2) (FEPESE / MPE-SC / Analista - Auditoria / 2014) São formas
de liquidação de uma obrigação:
1. Pagamento em caixa.
2. Transferência de outros ativos.
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3. Prestação de serviços.
4. Substituição da obrigação por outra.
5. Conversão da obrigação em item do patrimônio líquido.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas
a) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4
b) São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5
c) São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
d) São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 4 e 5
e) São corretas as afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5.
Comentários:
Questão que exige conhecimento do CPC 00, vejam:
4.17. A liquidação de uma obrigação presente geralmente implica a
utilização, pela entidade, de recursos incorporados de benefícios
econômicos a fim de satisfazer a demanda da outra parte.
A liquidação de uma obrigação presente pode ocorrer de diversas
maneiras, como, por exemplo, por meio de:
(a) pagamento em caixa;
(b) transferência de outros ativos;
(c) prestação de serviços;
(d) substituição da obrigação por outra; ou
(e) conversão da obrigação em item do patrimônio líquido.
A obrigação pode também ser extinta por outros meios, tais como pela
renúncia do credor ou pela perda dos seus direitos.
Todas as alternativas estão corretas.
GabaritoÆE
3) (FEPESE / MPE-SC / Analista - Auditoria / 2014) O Passivo
deve ser classificado como circulante quando:
1. espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da
entidade.
2. está mantido essencialmente com o propósito de ser pago no longo
prazo.
3. deve ser liquidado no período de até doze meses após a data do
balanço
4. a entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do
passivo durante pelo menos doze meses após a data do balanço.
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Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas
a) São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
b) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3
c) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4
d) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
e) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
Comentários:
O passivo exigível basicamente pode ser dividido em passivo
circulante e não circulante. Segundo a Lei das Sociedades por Ações:
Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para
aquisição de direitos do ativo não circulante, serão classificadas no
passivo circulante, quando se vencerem no exercício seguinte, e no
passivo não circulante, se tiverem vencimento em prazo maior, observado
o disposto no parágrafo único do art. 179 desta Lei.
Exercício de X2
Passivo circulante Passivo não circulante
X3 em diante
31.12.X231.12.X1
Acima um exemplo da classificação em circulante e não circulante. A Lei
6.404/76 adota como marco temporal a data do encerramento do
exercício social. Contudo, se não estivermos falando dessa data, devemos
considerar o período de 12 meses. Como exemplo de obrigações temos:
Impostos a pagar, provisão para contingências, salários a pagar,
ICMS a recolher, provisão para IR, FGTS a recolher, duplicatas a
pagar, fornecedores, entre outros.
Para resolvermos a nossa questão temos que recorrer ao CPC 26 ±
Apresentação das Demonstrações Contábeis:
Passivo circulante
69. O passivo deve ser classificado como circulante quando satisfizer
qualquer dos seguintes critérios:
(a) espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal
da entidade;
(b) está mantido essencialmente para a finalidade de ser negociado;
(c) deve ser liquidado no período de até doze meses após a data do
balanço; ou
(d) a entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do
passivo durante pelo menos doze meses após a data do balanço (ver item
73).
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Os termos de um passivo que podem, à opção da contraparte, resultar na
sua liquidação por meio da emissão de instrumentos patrimoniais não
devem afetar a sua classificação.
Vamos analisar as alternativas:
1. espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal
da entidade. Correto, FRQIRUPH�SUHYLVWR�QR�LWHP�³D´�
2. está mantido essencialmente com o propósito de ser pago no longo
prazo. Errado, se a intenção é que seja pago no longo prazo, a
classificação deve ser como Passivo Não Circulante.
3. deve ser liquidado no período de até doze meses após a data do
balanço. Correto, SUHYLVmR�QR�LWHP�³F´�
4. a entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do
passivo durante pelo menos doze meses após a data do balanço. Correto,
pessoal. Diferir seria postergar o pagamento, ou seja, se a empresa não
SRVVXL�HVVH�GLUHLWR�GH� ³MRJDU�SDUD� IUHQWH´�R�SUD]R�GH�SDJDPHQWR�GD�VXD
dívida, durante pelo menos doze meses após a data do balanço, a
classificação correta da obrigação é no circulante.
GabaritoÆD
4) (FEPESE / SEFAZ SC / AFRE-Tributação e Fiscalização/ 2010)
Uma empresa adquire uma máquina para produzir um novo produto, por
R$ 150.000,00. A empresa paga 80% desse valor à vista e promete pagar
o restante em 90 dias.
O que acontece com esses eventos na contabilidade?
a) Aumento de R$ 30.000,00 no total do ativo.
b) Aumento de R$ 120.000,00 no total do ativo.
c) Aumento de R$ 150.000,00 no total do ativo.
d) Aumento de R$ 150.000,00 no total do ativo e R$ 30.000,00 no total
do passivo.
e) Uma diminuição de R$ 120.000,00 no total do ativo e um aumento de
R$ 30.000,00 no passivo.
Comentários:
Lançamentos:
D ± Máquinas (Ativo) 150.000
C ± Bancos (ativo) 120.000
C ± Fornecedores (Passivo Circulante) 30.0000
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120.000 150.000 (1)
30.000
Fornecedores
Bancos (Ativo) Máquinas
Vamos analisar as alternativas:
a) Aumento de R$ 30.000,00 no total do ativo. Correto, percebam que
tivemos aumento na conta máquinas de 150.000 e diminuição de
120.000, portanto, o Ativo da empresa aumentou 30.000.
b) Aumento de R$ 120.000,00 no total do ativo. Errado, o Ativo da
empresa aumentou 30.000.
c) Aumento de R$ 150.000,00 no total do ativo. Errado, esse valor
representa apenas o aumento da conta Máquinas, mas considera a
redução de 120.000 do banco.
d) Aumento de R$ 150.000,00 no total do ativo e R$ 30.000,00 no total
do passivo. Errado, o Ativo e o Passivo da empresa aumentaram 30.000.
e) Uma diminuição de R$ 120.000,00 no total do ativo e um aumento de
R$ 30.000,00 no passivo. Errado, não houve diminuição, mas aumento do
Ativo.
GabaritoÆ A.
5) (FEPESE / CELESC / Contador/ 2013) As obrigações do Passivo
Circulante compreendem, exceto:
a. ( ) Resultado Diferido ± Compreende o saldo existente na antiga conta
resultado de exercícios futuros em 31 de dezembro de 2008, composto de
variação patrimonial aumentativa (VPA) diferida e o respectivo custo
diferido.
b. ( ) Obrigações Trabalhistas, Previdenciárias e Assistenciais a Pagar a
Curto Prazo: Compreende as obrigações referentes a salários ou
remunerações, bem como benefícios aos quais o empregado ou servidor
tenha direito, aposentadorias, reformas, pensões e encargos a pagar, bem
como benefícios assistenciais, com vencimento até o término do exercício
seguinte,inclusive os precatórios decorrentes dessas obrigações.
c. ( ) Empréstimos e Financiamentos a Curto Prazo: Compreende as
obrigações financeiras da entidade a título de empréstimos, bem como as
aquisições efetuadas diretamente com o fornecedor, com vencimentos até
o término do exercício seguinte.
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d. ( ) Fornecedores e Contas a Pagar a Curto Prazo: Compreende as
obrigações junto a fornecedores de matérias-primas, mercadorias e outros
materiais utilizados nas atividades operacionais da entidade, bem como as
obrigações decorrentes do fornecimento de utilidades e da prestação de
serviços, tais como de energia elétrica, água, telefone, propaganda,
aluguéis e todas as outras contas a pagar com vencimento até o término
do exercício seguinte, inclusive os precatórios decorrentes dessas
obrigações.
e. ( ) Obrigações Fiscais a Curto Prazo: Compreende as obrigações das
entidades com o governo relativas a impostos, taxas e contribuições com
vencimento até o término do exercício seguinte.
Comentários:
Pessoal, essa questão em provas poderia ser resolvida por eliminação,
YLVWR�TXH�DV�DOWHUQDWLYDV� ³E´�� ³F´�� ³G´� H� ³H´��DSUHVHQWDP�FRUUHWDPHQWH�R�
funcionamento das principais contas do Passivo de uma empresa:
obrigações trabalhistas, empréstimos e financiamentos, fornecedores e
obrigações fiscais. O funcionamento dessas contas está corretamente
descrito.
$� QRVVD� G~YLGD� SDLUD� VREUH� D� DOWHUQDWLYD� ³$´�� 5HVXOWDGR� 'H� ([HUFtFLRV�
Futuros E Receitas Diferidas
O grupo resultado de exercícios futuros ± REF foi extinto com a
edição da MP 449 e Lei 11.941/2009.
Em seu lugar, deve ser usada a conta receitas diferidas, que fica no
passivo não circulante. O saldo que porventura existente no REF deve
ser reclassificado para receita diferida.
Segundo a redação antiga da lei 6404/76:
Art. 181. Serão classificadas como resultados de exercício futuro as
receitas de exercícios futuros, diminuídas dos custos e despesas a
elas correspondentes.
O erro da alternativa A é dizer que o grupo Resultado de Exercícios
Futuros era composto de variação patrimonial aumentativa (VPA) diferida
e o respectivo custo diferido.
GabaritoÆ A.
6) (FEPESE/COMCAP- Florianópolis/ Contador/ 2012) De acordo
a Lei no 11.941/09, o Patrimônio Líquido é dividido em:
a) ( ) Capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial,
reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados.
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b) ( ) Capital social, reservas de reavaliação, ajustes de avaliação
patrimonial, reservas de contingência, ações em tesouraria e prejuízos
acumulados.
c) ( ) Capital social, reservas de capital, avaliação patrimonial, reservas de
lucros, ações em tesouraria e lucros e prejuízos acumulados.
d) ( ) Capital social, reservas especiais, amortização de ações, reservas de
lucros, ações preferenciais e prejuízos acumulados.
e) ( ) Capital social, reservas legal, ajustes de avaliação patrimonial,
reservas de lucros a realizar, reservas de incentivos fiscais e prejuízos
acumulados.
Comentários:
De acordo com a Lei 6.404/76:
Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos
do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o
conhecimento e a análise da situação financeira da companhia.
III ± patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital,
ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria
e prejuízos acumulados. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
Antes de prosseguirmos, façamos a comparação entre como era e como
está agora o patrimônio líquido:
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
ANTES LEI 11.638/07 APÓS LEI 11.638/07 E LEI 11.941/09
Capital Social Capital Social
(-) Capital a Realizar (-) Capital a Realizar
Reserva de Lucro Reserva de Lucro
Reserva de Capital Reserva de Capital
Reserva de Reavaliação Ajuste de Avaliação Patrimonial
+ - Lucro ou Prejuízo Acumulado (-) Prejuízo Acumulado
(-) Ações em Tesouraria (-) Ações em Tesouraria
GabaritoÆ A.
7) (FEPESE / MPE-SC / Técnico do Ministério Público / 2014)
Capital social é uma conta que no Balanço Patrimonial faz parte do:
a) Ativo Circulante.
b) Ativo Não Circulante.
c) Patrimônio Líquido.
d) Passivo Não Circulante.
e) Passivo Circulante
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==f48ce==
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Comentários:
O Capital Social integra o Patrimônio Líquido de uma empresa e
representa a quantia que os sócios entregam para a constituição da
sociedade.
GabaritoÆC
8) (FEPESE / SEFAZ-SC / Auditor Fiscal da Receita Estadual /
2010) A Subvenção Governamental deve ser contabilizada:
a) como ativo subvencionado.
b) como custo, no resultado da entidade.
c) como despesa, no resultado da entidade.
d) como Reserva de Capital, no Patrimônio Líquido da entidade.
e) como receita ao longo do período, confrontada com as despesas que
pretende compensar.
Comentários:
As doações e subvenções para investimentos governamentais
(tão-somente, excluem-se as privadas) eram contabilizadas como
reserva de capital.
Contudo, com as alterações da Lei das S/A, são agora consideradas
receitas, que transitam pelo resultado, podendo ser registradas (depois da
apuração do resultado) em uma reserva de lucros (de incentivos fiscais).
Assim, esses casos valem, por exemplo, para terrenos que sejam doados
pelo governo, dinheiro, veículos, entre outros.
Doações em dinheiro ± sem contrapartida
No caso de doações em dinheiro, o lançamento é o que se segue:
D ± Caixa 10.000,00 (Ativo)
C ± Receitas ± Doações 10.000,00 (Resultado)
Subvenção sujeita à condição:
O CPC 07 que rege o tema dispõe que:
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12. Uma subvenção governamental deve ser reconhecida como receita ao
longo do período confrontada com as despesas que pretende compensar,
em base sistemática, desde que atendidas às condições desta Norma. A
subvenção governamental não pode ser creditada diretamente no
patrimônio líquido.
GabaritoÆE
9) (FEPESE / SEFAZ-SC / Auditor Fiscal da Receita Estadual /
2010) De acordo com o CPC-07 (Subvenção e Assistência
Governamentais), quando da contabilização, pode-se afirmar:
a) Uma subvenção governamental pode ser reconhecida como receita, ao
longo do período, confrontada com as despesas que pretende compensar,
em base sistemática, desde que atendidas as condições do CPC-07. A
subvenção governamental pode ser creditada diretamente no patrimônio
líquido.
b) Uma subvenção governamental pode ser reconhecida como receita, ao
longo do período, confrontada com as despesas que pretende compensar,
em base sistemática. A subvenção governamental deve ser creditada
diretamente no patrimônio líquido.
c) Uma subvenção governamental não pode ser reconhecida como receita,
ao longo do período, confrontada com as despesas que pretende
compensar. A subvenção governamental deve ser creditada diretamente
no patrimônio líquido.
d) Uma subvenção governamental deve ser reconhecida como receita, ao
longo do período, confrontada com as despesas que pretende compensar,
em base sistemática, desde que atendidas as condições do CPC-07. A
subvenção governamental não pode ser creditada diretamente no
patrimônio líquido.
e) Uma subvenção governamental pode ser reconhecida como uma receita
ou despesa ao longo do período confrontada com as despesas ou receitasque pretende compensar, em base sistemática. A subvenção
governamental pode eventualmente ser creditada diretamente no
patrimônio líquido, desde de que atendidas as exigências do CPC-07.
Comentários:
Para resolvermos essa questão, temos que recorrer ao CPC 07:
12. Uma subvenção governamental deve ser reconhecida como receita
ao longo do período confrontada com as despesas que pretende
compensar, em base sistemática, desde que atendidas às condições desta
Norma. A subvenção governamental não pode ser creditada
diretamente no patrimônio líquido.
Portanto, a única alternativa que atende ao previsto na CPC 07 é a D.
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Uma subvenção governamental deve ser reconhecida como receita, ao
longo do período, confrontada com as despesas que pretende compensar,
em base sistemática, desde que atendidas as condições do CPC-07. A
subvenção governamental não pode ser creditada diretamente no
patrimônio líquido.
GabaritoÆD
10) (FEPESE/COMCAP- Florianópolis/ Contador/ 2012) A Lei no
11.638/07 estabelece que o somatório das reservas de lucros,
excetuando-se as reservas para contingências, de incentivos fiscais e de
lucros a realizar, não poderá ser superior ao montante do capital social da
sociedade. Caso o referido somatório ultrapassar o Capital Social, caberá à
assembleia deliberar sobre a aplicação do excedente, que poderá ser
utilizado para:
a) ( ) Integralização ou aumento de caixa, desde que com a devida
fundamentação, ou poderá ser distribuído como bônus.
b) ( ) Integralização ou aumento de capital, desde que com a devida
fundamentação, ou poderá ser distribuído como dividendos.
c) ( ) Integralização ou aumento de reservas de capital, desde que com a
devida fundamentação, ou poderá ser distribuído aos empregados.
d) ( ) Integralização ou aumento das reservas, desde que com a devida
fundamentação, ou poderá ser distribuído aos diretores da empresa.
e) ( ) Comprar títulos da dívida pública, desde que com a devida
fundamentação, ou poderá ser distribuído como dividendos.
Comentários:
Existe um limite máximo para essas reservas, a saber:
Art. 199. O saldo das reservas de lucros, exceto as para contingências,
de incentivos fiscais e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o
capital social. Atingindo esse limite, a assembleia deliberará sobre
aplicação do excesso na integralização ou no aumento do capital social
ou na distribuição de dividendos. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de
2007)
A Lei 11.941/2009, art. 19, incluiu, entre as reservas acima, a reserva
específica de prêmio de debêntures.
Assim, gravemos:
Reserva de lucros < Capital social
Exceções: reserva de incentivos fiscais, reserva de contingência, lucros a realizar, prêmio
na emissão de debêntures.
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Isso equivale a dizer:
Reserva legal + Reserva estatutária + Reserva de retenção de
lucros + Reserva especial para pagamento de dividendos < Capital
Social
Na verdade, podemos dizer que é menor ou igual, pois se for igual não há
ultrapassagem.
Portanto, o nosso gabarito é a DOWHUQDWLYD�³%´��SRLV�p�D�~QLFD�TXH�DWHQGH�
ao previsto na lei das SAs. Não há previsão na lei para o pagamento de
bônus, distribuição para empregados ou diretores do excesso de reservas
de lucros.
GabaritoÆB.
11) (FEPESE/CASAN/ Tec. Contabilidade/ 2011) Considere as
seguintes afirmativas referentes ao balanço patrimonial:
1. No ativo, as contas serão dispostas em ordem crescente de liquidez.
2. O patrimônio líquido pode ser composto por capital social, reservas de
capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em
tesouraria, lucros ou prejuízos acumulados.
3. Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de
compensar serão classificados separadamente.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) É correta apenas a afirmativa 1.
b) É correta apenas a afirmativa 2.
c) É correta apenas a afirmativa 3.
d) São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
e) São corretas as afirmativas 1, 2 e 3.
Comentários:
Iremos comentar cada uma das alternativas:
1. No ativo, as contas serão dispostas em ordem crescente de liquidez.
Errado, No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de
grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:
I ± ativo circulante; e
II ± ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo,
investimentos, imobilizado e intangível.
Assim, vejam que o ativo é disposto em ordem decrescente do grau de
liquidez. A liquidez se refere à expectativa de conversão em dinheiro de
um bem ou direito.
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Desta forma, começaremos a expor as
contas no ativo pela maior conversibilidade
em dinheiro, ou seja, pela conta caixa, que
já representa o próprio numerário. Em
seguida, classificaremos a conta bancos,
aplicações financeiras de liquidez imediata e
assim por diante, até a conta terrenos ou
outra que tenha baixíssima liquidez.
2. O patrimônio líquido pode ser composto por capital social, reservas de
capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em
tesouraria, lucros ou prejuízos acumulados.
De acordo com a Lei 6.404/76:
Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos
do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o
conhecimento e a análise da situação financeira da companhia.
III ± patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital,
ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria
e prejuízos acumulados. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
Pessoal, a conta lucros acumulados não pode mais constar no
Balanço Patrimonial, quando do fechamento da demonstração. Não
é mais possível, com as mudanças recentes advindas na contabilidade,
que a empresa retenha lucros injustificadamente. Alguns autores afirmam,
erroneamente, que esta conta deixou de existir. Tal afirmação está
inconsistente, posto que a conta lucros acumulados pode ser utilizada
temporariamente (antes do fechamento do balanço), sendo que a partir
dela distribuímos os lucros do exercício as mais diversas finalidades.
Sendo uma conta de PL, o seu saldo é credor.
A questão é que já vimos questões de outras bancas com a redação
parecida com essa e a alternativa fora considerada errada, justamente por
causa da conta Lucros Acumulados. Se adotarmos a literalidade da lei
6404/76, a questão deveria ter sido considerada errada, mas a banca a
considerou correta.
3. Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de
compensar serão classificados separadamente. Item correto, conforme
previsão da LSA, art. 178. Isso significa, pessoal, que a empresa não pode
por exemplo, pegar o saldo devedor da conta bancos e compensar com o
saldo credor da conta Fornecedores e apresentar no balanço patrimonial
apenas o saldo.
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Apenas em casos específicos, como por exemplo, o IMPOSTO SOBRE
CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS e SERVIÇOS (ICMS) a empresa pode
compensar o saldo a recuperar com o saldo a recolher.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) É correta apenas a afirmativa 1.
b) É correta apenas a afirmativa 2.
c) É correta apenas a afirmativa 3.
d) São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
e)São corretas as afirmativas 1, 2 e 3.
GabaritoÆ D.
12) (FEPESE/MPE-SC/ Analista de Contas Públicas -
Contabilidade / 2014) O Estatuto Social poderá criar reservas desde
que, para cada uma:
1. indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade.
2. fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos que
serão destinados à sua constituição.
3. se limite a 20% do Capital Social.
4. estabeleça o limite máximo da reserva.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.
b) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3
c) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4
d) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4
e) São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Comentários:
Reservas são valores que representam elementos patrimoniais sem
qualquer característica de exigibilidade atual ou futura. São, como o
próprio nome indicam, reservas. Basicamente, temos duas espécies de
reservas, ambas classificadas no patrimônio líquido: as de lucros e as de
capital.
As reservas de capital são valores recebidos pela empresa (dos
sócios ou de terceiros) que não se configuram como receita, isto é,
não transitam pelo resultado do exercício, sendo contabilizadas
diretamente à conta de Patrimônio Líquido.
As reservas de lucros são retenções de parcelas provenientes de ganhos
do período, com o objetivo de preservar o Patrimônio Líquido de uma
sociedade, e posterior destinação. São, em suma, lucros que a empresa
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não entrega aos acionistas, mas guarda para si, seja para investir em
projetos, seja para resguardar o capital social.
O art.194 da Lei 6404/76 afirma que:
Art. 194. O estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma:
I - indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade (assertiva I);
II - fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos
que serão destinados à sua constituição (assertiva II);
III - estabeleça o limite máximo da reserva (assertiva IV);.
Reservas estatutárias. Podem ser previstas no estatuto, se:
Indicar a sua finalidade
Fixar os critérios
Fixar a parcela a ser destinada
Estabelecer o limite máximo
$�~QLFD�DOWHUQDWLYD�HUUDGD�p�D�³�´��SRLV�R�OLPLWH�GH�����GR�&DSLWDO�6RFLDO�
aplica-se a Reserva Legal e não a todas as reservas.
GabaritoÆC.
13) (FEPESE / MPE-SC / Técnico do Ministério Público / 2014) As
notas explicativas deverão indicar:
1. os investimentos em outras sociedades, quando relevantes.
2. o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas
avaliações.
3. a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações
a longo prazo.
4. o número, as espécies e as classes das ações do capital social.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
b) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
c) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
d) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
e) São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Comentários:
O patrimônio societário sofre constante movimento, haja vista que sofrem
atos de gestão contínua. Esses acontecimentos podem ser divididos
basicamente em dois grandes grupos:
A) Atos contábeis.
B) Fatos contábeis.
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Os atos contábeis são acontecimentos que ocorrem na entidade e não
provocam alterações do patrimônio, tais como admissão de empregados,
assinatura de um contrato de compra, venda, o aval de um título de
crédito, uma fiança prestada em favor de terceiros.
Os atos relevantes que façam parte das atividades da empresa devem ser
apresentados em notas explicativas, como ordena a Lei 6.404/76:
Art. 176. (...) § 4º As demonstrações serão complementadas por notas
explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis
necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados
do exercício.
Art. 176. (...) § 5o As notas explicativas devem: (Redação dada pela Lei
nº 11.941, de 2009)
I ± apresentar informações sobre a base de preparação das
demonstrações financeiras e das práticas contábeis específicas
selecionadas e aplicadas para negócios e eventos significativos; (Incluído
pela Lei nº 11.941, de 2009)
II ± divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas no
Brasil que não estejam apresentadas em nenhuma outra parte das
demonstrações financeiras; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
III ± fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias
demonstrações financeiras e consideradas necessárias para uma
apresentação adequada; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
IV ± indicar: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais,
especialmente estoques, dos cálculos de depreciação, amortização e
exaustão, de constituição de provisões para encargos ou riscos, e dos
ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elementos do
ativo; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
b) os investimentos em outras sociedades, quando relevantes (art.
247, parágrafo único); (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
c) o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas
avaliações (art. 182, § 3o ); (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
d) os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias
prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou
contingentes; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
e) a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das
obrigações a longo prazo; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
f) o número, espécies e classes das ações do capital
social; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
g) as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no
exercício; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
h) os ajustes de exercícios anteriores (art. 186, § 1o); e (Incluído pela Lei
nº 11.941, de 2009)
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i) os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que
tenham, ou possam vir a ter, efeito relevante sobre a situação financeira e
os resultados futuros da companhia. (Incluído pela Lei nº 11.941, de
2009)
Além das demonstrações financeiras (Balanço Patrimonial, DRE, DMPL,
DFC, DVA), são necessárias outras informações complementares para
enriquecer os relatórios e evitar que os mesmos se tornem enganosos.
Essas informações são veiculadas para auxiliar o usuário das
Demonstrações Financeiras a entendê-las melhor. Visam apresentar
esclarecimentos aos usuários externos.
As explicações devem ser relevantes quantitativa e qualitativamente, e
podem estar na forma descritiva, na forma de quadros analíticos
suplementares ou em outras formas.
Normalmente, tais explicações são feitas através das Notas Explicativas,
que acompanham as Demonstrações Financeiras. Todas as alternativas
apresentadas estão corretas.
GabaritoÆE
19.2 ESAF
14. (ESAF/Contador/FUNAI/2016) A Cia. Endividada obteve, em
01/12/2015, um empréstimo bancário para financiar suas atividades. O
valor do empréstimo obtido foi R$ 10.000.000,00, para pagamento
integral (principal e juros) em 01/12/2016 e a taxa de juros compostos
contratada foi 15% ao ano.
Os custos de transação incorridos e pagos, em 01/12/2015, para a
obtenção deste empréstimo, foram R$180.000,00. Ao reconhecer este
empréstimo, em 01/12/2015, a Cia. Endividada aumentou, em reais, o
A) passivo total em 9.820.000,00.
B) passivo total em10.000.000,00.
C) ativo total em 10.000.000,00.
D) passivo total em 10.000.000,00 e reconheceu despesa financeira de
180.000,00.
E) ativo total em 9.820.000,00 e reconheceu despesa financeira de
180.000,00.
Comentário:
Atenção! Mudança de posicionamento ESAF.
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Tratamos essa questão em um vídeo em nosso canal do YouTube. Você pode conferir
aqui: https://www.youtube.com/watch?v=8XdXr-qXbNk
A ESAF costumava classificar os Juros a vencer ou Encargos a
Transcorrer como Ativo, como se fosse Despesa Antecipada.
Mas a classificação correta é Retificadora do Passivo! Parece que a
banca alterou seu entendimento.
A contabilização inicial é:
D- Bancos (Ativo) 9.820.000
D ± Custos de transação a incorrer (Retif. Passivo) 180.000
C ± Empréstimos a pagar (Passivo) 10.000.000
Com isso, encontramos o gabarito letra A!
Atenção: a banca não postou uma alternativa seguindo a sua
contabilização inicial.
³-HLWR�(6$)´ Antigo:
D- Bancos (Ativo) 9.820.000
D ± Custos de transação a incorrer (Ativo) 180.000
C ± Empréstimos a pagar (Passivo) 10.000.000
Nesse caso, as letras B e C estariam corretas.
Portanto, hoje, levem para a prova que a conta encargos a transcorrer ou
juros passivos a vencer é retificadora do passivo.
Gabarito Æ A.
15. (ESAF/AFTM/ISS/NATAL/2008 - adaptada) Os Armazéns da
Esquina S/A mantêm, em seu plano de contas, os títulos a seguir
relacionados, entre outros, os quais apresentam os seguintes saldos:
Contas Saldos
Duplicatas a Pagar R$ 90.000,00
Duplicatas Descontadas R$ 60.000,00
Duplicatas a Receber R$ 50.000,00
Duplicatas a Vencer R$ 30.000,00
Depreciação Acumulada R$ 9.000,00
Encargos de Depreciação R$ 8.000,00
Impostos a Pagar R$ 6.000,00
Impostos a Vencer R$ 5.000,00
Impostos a Recolher R$ 3.000,00
Impostos a Recuperar R$ 2.800,00
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Aluguéis Passivos R$ 4.000,00
Aluguéis a Pagar R$ 2.000,00
Aluguéis Ativos R$ 1.900,00
Aluguéis a Receber R$ 1.500,00
Aluguéis a Vencer R$ 1.000,00
Considerando apenas a relação de contas acima, ao classificá-las para fins
de balanço, vamos encontrar no Passivo Circulante o valor de:
a) R$ 101.000,00.
b) R$ 105.000,00.
c) R$ 131.000,00.
d) R$ 135.000,00.
e) R$ 161.000,00.
Comentários
CONTA VALOR CLASSIFICAÇÃO
Duplicatas a Pagar R$ 90.000,00 Passivo Circulante
Duplicatas Descontadas R$ 60.000,00 Passivo Circulante
Duplicatas a Receber R$ 50.000,00 Ativo Circulante
Duplicatas a Vencer R$ 30.000,00 Ativo Circulante
Depreciação Acumulada R$ 9.000,00 Redutora do ANC - Imob
Encargos de Depreciação R$ 8.000,00 Despesa
Impostos a Pagar R$ 6.000,00 Passivo Circulante
Impostos a Vencer R$ 5.000,00 Ativo Circulante
Impostos a Recolher R$ 3.000,00 Passivo Circulante
Impostos a Recuperar R$ 2.800,00 Ativo Circulante
Aluguéis Passivos R$ 4.000,00 Despesa
Aluguéis a Pagar R$ 2.000,00 Passivo Circulante
Aluguéis Ativos R$ 1.900,00 Receita
Aluguéis a Receber R$ 1.500,00 Ativo Circulante
Aluguéis a Vencer R$ 1.000,00 Ativo Circulante
CONTA VALOR CLASSIFICAÇÃO
Duplicatas a Pagar R$ 90.000,00 Passivo Circulante
Duplicatas Descontadas R$ 60.000,00 Passivo Circulante
Impostos a Pagar R$ 6.000,00 Passivo Circulante
Impostos a Recolher R$ 3.000,00 Passivo Circulante
Aluguéis a Pagar R$ 2.000,00 Passivo Circulante
TOTAL R$ 161.000,00
Algumas considerações.
A conta DUPLICATAS A VENCER, para a ESAF, significa um direito da
empresa.
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A conta IMPOSTOS A VENCER e ALUGUÉIS A VENCER também são
representativas de direito, posto que são impostos e aluguéis já pagos
mas ainda não incorridos.
Atenção: à época desta questão, o entendimento vigente era o de
que a conta duplicatas descontadas era classificada como
retificadora do ativo. Hoje ela deve ficar no passivo. Adaptamos a
questão para refletir o entendimento atual.
Gabarito Æ E.
16. (ESAF/MTUR/Contador/2014) Observe a seguinte relação de
contas e saldos extraída do Razão da firma Escoras e Andaimes S.A. em
31 de dezembro:
Ações de Coligadas R$ 1.100,00
Ações em Tesouraria R$ 200,00
Caixa R$ 1.300,00
Capital a Realizar R$ 3.000,00
Capital Social R$ 15.000,00
Clientes R$ 2.500,00
Custo das Mercadorias Vendidas R$ 2.890,00
Depreciação Acumulada R$ 900,00
Despesas do Exercício Seguinte R$ 600,00
Despesas Operacionais R$ 430,00
Despesas não Operacionais R$ 190,00
Duplicatas a Receber R$ 2.400,00
Fornecedores R$ 5.000,00
Imóveis R$ 11.000,00
Impostos a Recolher R$ 1.300,00
Impostos Faturados R$ 410,00
Mercadorias R$ 2.200,00
Móveis e Utensílios R$ 2.300,00
Receitas de Vendas R$ 4.000,00
Receitas não Operacionais R$ 70,00
Reserva de Capital R$ 300,00
Reserva Legal R$ 350,00
Salários a Pagar R$ 2.000,00
Títulos a Pagar R$ 2.100,00
Títulos a Receber LP R$ 500,00
O Balanço Patrimonial elaborado a partir do rol de contas acima vai
evidenciar um Patrimônio Líquido no valor de
a) R$ 12.450,00
b) R$ 12.600,00
c) R$ 12.650,00
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d) R$ 15.450,00
e) R$ 15.600,00
Comentários
Montemos o balanço patrimonial completo.
Ativo circulante
Caixa R$ 1.300,00
Clientes R$ 2.500,00
Mercadorias R$ 2.200,00
Duplicatas a Receber R$ 2.400,00
Despesas do Exercício Seguinte R$ 600,00
Total do ativo circulante R$ 9.000,00
Ativo não circulante
Ações de Coligadas R$ 1.100,00
Móveis e Utensílios R$ 2.300,00
Títulos a Receber LP R$ 500,00
Imóveis R$ 11.000,00
Depreciação Acumulada -R$ 900,00
Total do ativo não circulante R$14.000,00
Total do ativo R$23.000,00
Passivo circulante
Fornecedores R$ 5.000,00
Impostos a Recolher R$ 1.300,00
Salários a Pagar R$ 2.000,00
Títulos a Pagar R$ 2.100,00
Total do passivo circulante R$10.400,00
Patrimônio líquido
Capital Social R$ 15.000,00
Capital a Realizar -R$ 3.000,00
Reserva de Capital R$ 300,00
Reserva Legal R$ 350,00
Ações em Tesouraria -R$ 200,00
Lucros acumulados R$ 150,00
Total do patrimônio líquido R$12.600,00
Total do passivo + pat. líquido R$23.000,00
Apuração do resultado do exercício
Receitas de Vendas R$ 4.000,00
Receitas não Operacionais R$ 70,00
Custo das Mercadorias Vendidas -R$ 2.890,00
Despesas Operacionais -R$ 430,00
Despesas não Operacionais -R$ 190,00
Impostos Faturados -R$ 410,00
Resultado do exercício R$ 150,00
Gabarito Æ B.
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17. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2014) No tratamento
contábil das contas de Reservas, são classificadas como Reservas de
Lucros as:
a) Reserva de Reavaliação de Ativos Próprios e a Reserva Legal.
b) Reserva para Contingências e a Reserva de incentivos Fiscais.
c) Reserva de Lucros para Expansão e a Reserva de Ágio na emissão de
Ações.
d) Reserva de Contingência e a Reserva de Reavaliação de Ativos de
Coligadas.
e) Reserva Especial de Ágio na Incorporação e a Reserva Legal.
Comentários
São reservas de lucros:
- Reserva Legal;
- Reservas Estatutárias;
- Reservas para Contingências;
- Reserva de Incentivos Fiscais;
- Reserva de Retenção de Lucros;
- Reserva de Lucros a Realizar;- Reserva Especial de Dividendo Obrigatório Não Distribuído;
- Reserva Específica de Prêmio na Emissão de Debêntures.
a) Reserva de Reavaliação de Ativos Próprios e a Reserva Legal.
A reserva de reavaliação foi extinta com as mudanças contábeis. A
reserva legal é reserva de lucros.
b) Reserva para Contingências e a Reserva de incentivos Fiscais.
Este é o nosso gabarito.
c) Reserva de Lucros para Expansão e a Reserva de Ágio na
emissão de Ações.
A reserva de ágio na emissão de ações é reserva de capital. A reserva de
lucros para expansão é sinônimo para a reserva de retenção de lucros.
d) Reserva de Contingência e a Reserva de Reavaliação de Ativos
de Coligadas.
A reserva de contingência é reserva de lucros, e não temos mais no
ordenamento jurídico a figura da reserva de reavaliação.
e) Reserva Especial de Ágio na Incorporação e a Reserva Legal.
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A reserva legal é reserva de lucros, enquanto que a reserva especial de
ágio na incorporação não existe no patrimônio líquido.
Gabarito Æ B.
18. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2012) A empresa
Valorização S.A. tem como estratégia a compra de suas próprias ações
para aumentar a liquidez de seus papéis no mercado e aproveitar a
vantagem da diferença entre o valor patrimonial e o valor de mercado. O
resultado obtido, quando da venda dessas ações em tesouraria, pela
empresa Valorização S.A., deve ser contabilizado como:
a) reserva de capital, quando gerarem um ganho.
b) outras receitas operacionais, quando gerarem um ganho.
c) ágio na venda de ações, quando gerarem uma perda.
d) ações em tesouraria, quando gerarem uma perda.
e) despesas não operacionais, quando gerarem uma perda.
Comentários
As ações em tesouraria são as ações da empresa adquiridas pela própria
empresa e mantidas na tesouraria. O limite do saldo da conta ações em
tesouraria é o saldo de lucros acumulados e reservas, exceto a reserva
legal (estudada a seguir).
A CONTA AÇÕES EM TESOURARIA É REDUTORA DO PL.
Art. 182. § 5º As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço
como dedução da conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos
recursos aplicados na sua aquisição.
O lançamento, pela aquisição, de ações em tesouraria é o seguinte:
D ± Ações em tesouraria (Redutora do PL)
C ± Caixa (- Ativo)
Pela alienação, lançamos o seguinte:
D ± Caixa (Ativo)
C ± Ações em tesouraria (PL)
Se a alienação se der com lucro, este lucro deve ser registrado à conta de
RESERVA DE CAPITAL, pelo seguinte lançamento:
D ± Caixa 2.000
C ± Ações em tesouraria 1.000
C ± Res. de capital ± lucro na alienação de ações em tesouraria 1.000
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Gabarito Æ A.
19. (ESAF/ATRFB/2009) A empresa Gregório, Irmãos & Cia. Ltda.,
possuindo Disponibilidades de R$ 2.730,00, Imobilizações de R$ 3.270,00
e Dívidas de R$ 2.900,00, realizou duas transações:
1. A compra de uma máquina por R$ 2.000,00, pagando 20% de entrada;
e
2. A venda de um equipamento por R$ 3.000,00, perdendo 30%.
Concluídas as operações, e devidamente registradas, pode-se afirmar com
certeza que essa firma tem:
a) prejuízos de R$ 500,00.
b) passivo exigível de R$ 4.500,00.
c) patrimônio líquido de R$ 3.100,00.
d) passivo a descoberto de R$ 900,00.
e) ativo de R$ 4.600,00.
Comentários
As duas operações serão contabilizadas da seguinte forma:
1. A compra de uma máquina por R$ 2.000,00, pagando 20% de entrada;
D ± Imobilizações 2.000
C ± Disponibilidades 400
C ± Dívidas 1.600
2. A venda de um equipamento por R$ 3.000,00, perdendo 30%.
Valor da venda 3.000 100%
(-) Valor contábil X
(=) Resultado da venda (Y) (30%)
Resolvendo, temos: Resultado = 30% x 3000 = 900
Valor contábil: 3.900
Contabilização:
D ± Disponibilidades 3.000
D ± Resultado na alienação de ativos 900
C ± Imobilizações 3.900
O quadro de contabilização fica assim:
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Saldo inicial Débito Crédito Saldo final
Disponibilidades 2.730 3.000 400 5.330
Imobilizações 3.270 2.000 3.900 1.370
Dívidas 2.900 1.600 4.500
Resultado venda ativos 900 -900
Pessoal, MUITA atenção! A perda foi sobre o valor da venda e não
sobre o valor da compra! Essa é uma grande pegadinha na
questão.
Gabarito Æ B.
20. (ESAF/ISS RJ/2010) A Sociedade Limítrofe S/A obteve, no ano de
2009, como Resultado Líquido do Exercício, um lucro no valor de R$
50.000,00 e mandou distribuí-lo da seguinte forma:
5% para constituição de reserva legal;
10% para constituição de reserva estatutária;
10% para participação estatutária de administradores;
25% para provisão para o Imposto de Renda;
50% para dividendos obrigatórios; e
O restante para reservas de lucro.
Na destinação de resultados feita na forma citada, pode-se dizer que, para
constituição da reserva legal, coube a importância de
a) R$ 2.500,00.
b) R$ 1.875,00.
c) R$ 1.687,50.
d) R$ 1.500,00.
e) R$ 1.375,00.
Comentários
Segundo a lei das S/A´s:
Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão
aplicados, antes de qualquer outra destinação, na constituição da
reserva legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital
social.
§ 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício
em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de
capital de que trata o § 1º do artigo 182, exceder de 30% (trinta por
cento) do capital social.
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§ 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social
e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o
capital.
Esquematizemos:
Reserva legal Æ 5% do LLE Æ Limitado a 20% do capital social.
Trata-se a reserva legal da única reserva de constituição obrigatória para
a empresa.
Vejam a sua finalidade: manter a integridade do capital social. Veja que
deve ela ser feita antes de qualquer destinação.
Saber também da sua utilização é também extremamente importante
para concursos: somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos
ou aumentar o capital social.
Existe também um limite facultativo para a constituição da reserva legal,
qual seja, quando ela, juntamente das reservas de capital atingirem o
montante de 30% do capital social. Grave-se!
Vamos à nossa questão:
Resultado do exercício 50.000,00
(-) IR 25% (12.500,00)
Lucro após o IR e CSLL 37.500
(-) Participação dos administradores (3.750,00)
Lucro líquido 33.750,00
Deste valor retiramos 5%, conforme determina o artigo 193, caput, da Lei
das S.A´s.
33.750 x 5% = R$ 1.687,50.
Gabarito Æ C.
21. (ESAF/Analista de Finanças e Controle/CGU/2008) O
Balancete de Verificação de uma empresa apresenta as seguintes contas e
respectivos saldos ao final do exercício social (31.12.20X8):
Móveis e Utensílios 530
Bancos 4.000
Vendas 50.000
Duplicatas a Pagar 6.000
Despesa de Salários 10.000
Contas a Receber 8.000
Despesas de Juros 2.000
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Receitas de Serviços 17.000
Despesa de Aluguel 3.000
Prejuízos Acumulados 4.000
Edifícios de Uso 12.000
Custo das Vendas 40.000
Empréstimos a Pagar 3.000
Com base nos dadosacima e nas regras de apuração de resultado, pode-
se afirmar que:
a) após a apuração do resultado, os Prejuízos Acumulados foram
transformados em lucros acumulados de 12.000.
b) o Lucro do Período foi de 52.000.
c) o Capital Social é de 7.530.
d) o Patrimônio Líquido é de 8.000.
e) o Ativo e o Passivo somam 33.000.
Comentários
ATIVO
Móveis e Utensílios 530
Bancos 4.000
Contas a Receber 8.000
Edifícios de Uso 12.000
TOTAL DO ATIVO 24.530
PASSIVO
Duplicatas a Pagar 6.000
Empréstimos a Pagar 3.000
TOTAL DO PASSIVO 9.000
APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
Receitas ± Despesas =
Vendas 50.000
Receitas de Serviços 17.000
Despesa de Salários (10.000)
Despesas de Juros (2.000)
Despesa de Aluguel (3.000)
Custo das Vendas (40.000)
LUCRO 12.000 (VAI PARA O PL PARA DESTINAÇÃO)
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PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Lucro ou Prejuízos Acumulados (4.000) + 12.000 = 8.000
Capital social ?
Portanto, de posse da equação básica da contabilidade, faremos:
A = P + PL
24.530 = 9.000 + PL
PL = 15.530
Agora, vejam que o PL é composto por Lucros acumulados, no montante
de R$ 8.000,00, e capital social, cujo valor queremos descobrir.
PL = Lucros acumulados + Capital Social
15.530 = 8.000 + Capital Social
Capital social = 7.530,00.
Gabarito Æ C.
22. (ESAF/Contador/MTUR/2014/Adaptada) Na empresa Tal Qual
Lemos S.A., o lucro do exercício, quando ocorre, é distribuído da seguinte
forma: 30% para dividendos obrigatórios, 10% para Participações
Estatutárias de Administradores, 10% para Reservas Estatutárias, 5%
para Reserva Legal.
No presente exercício o lucro líquido do exercício antes do imposto de
renda foi no montante de R$ 90.000,00, dele devendo-se deduzir um
imposto de renda de R$ 36.000,00.
Sendo contabilizada a distribuição acima proposta, certamente, vamos
encontrar um dividendo obrigatório no valor de
a) R$ 12.150,00
b) R$ 12.465,90
c) R$ 12.393,00
d) R$ 13.851,00
e) R$ 14.580,00
Comentários
Vamos à resolução:
Lucro antes do IR 90.000,00
(-) IR (36.000,00)
Lucro após o IR 54.000,00
(-) Participação dos administradores 10% (5.400,00)
Lucro líquido do exercício 48.600,00
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Agora, vamos calcular os dividendos de 30% sobre o Lucro Líquido:
Dividendos = $48.600 x 30% = $14.580
Pessoal, o estatuto, segundo o artigo 202 da Lei 6.404/76, é livre para
fixar a base de cálculo que bem entender para os dividendos. A
ESAF, contudo, adotava posicionamento diferente. Para a banca, mesmo
que não seja omisso, deveríamos utilizar como base de cálculo o lucro
ajustado:
50% x (Lucro líquido ± Reserva legal ± Reserva para contingências +
Reversão da reserva de contingências ± Reserva de incentivos fiscais
[facultativamente])
Mas não mais! Agora, quando a questão falar que o dividendo é x% do
lucro líquido, aplicamos o valor diretamente sobre o lucro líquido.
Não há necessidade de fazer ajuste.
Atenção! Nós adaptamos essa questão. Nós tentamos sempre
trazer a vocês as questões da maneira como a banca está
cobrando e este é o posicionamento mais recente da banca. A ESAF
mudou seu procedimento no concurso de Auditor de 2014. Agora, a banca
usa o lucro líquido quando o estatuto não for omisso. É só pegar o lucro
líquido e aplicar o percentual informado. Se o estatuto for omisso, aí sim
temos que ajustar de acordo com a Lei 6.404. Adaptamos essa questão
para o procedimento atual da banca.
Gabarito Æ E.
23. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2012) Com relação à
distribuição de dividendos de sociedades abertas, pode-se afirmar que:
a) o dividendo deverá ser pago ou creditado, salvo deliberação em
contrário da assembleia geral, no prazo de sessenta dias da data em que
for declarado e, em qualquer caso, dentro do exercício social.
b) em casos nos quais o estatuto da empresa for omisso quanto à
distribuição do dividendo obrigatório, o acionista minoritário terá direito a
50% do total do lucro líquido apurado no exercício, acrescido pelos saldos
das reservas de lucro.
c) a companhia que, por força de lei ou de disposição estatutária, levantar
balanço semestral, não poderá declarar, por deliberação dos órgãos de
administração, dividendo à conta do lucro apurado nesse balanço.
d) a companhia somente pode pagar dividendos à conta de lucro líquido
do exercício, de lucros acumulados e de reserva de lucros para
proprietários de ações ordinárias.
e) a legislação societária veta a fixação de qualquer outra forma de
cálculo dos dividendos, seja de acionistas controladores ou não
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controladores, que não contemple no mínimo 30% dos lucros líquidos de
cada exercício.
Comentários
A letra A é o gabarito. Segundo o artigo 205 da LSA:
Art. 205. § 3º O dividendo deverá ser pago, salvo deliberação em
contrário da assembleia-geral, no prazo de 60 (sessenta) dias da data em
que for declarado e, em qualquer caso, dentro do exercício social.
A letra b está incorreta.
Vejamos o que prescreve a Lei das Sociedades por Ações:
Art. 202. Os acionistas têm direito de receber como dividendo
obrigatório, em cada exercício, a parcela dos lucros estabelecida
no estatuto ou, se este for omisso, a importância determinada de acordo
com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)
I - metade do lucro líquido do exercício diminuído ou acrescido dos
seguintes valores: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)
a) importância destinada à constituição da reserva legal (art. 193); e
(Incluída pela Lei nº 10.303, de 2001)
b) importância destinada à formação da reserva para contingências (art.
195) e reversão da mesma reserva formada em exercícios anteriores;
(Incluída pela Lei nº 10.303, de 2001)
(...)
§ 1º O estatuto poderá estabelecer o dividendo como porcentagem do
lucro ou do capital social, ou fixar outros critérios para determiná-lo,
desde que sejam regulados com precisão e minúcia e não sujeitem os
acionistas minoritários ao arbítrio dos órgãos de administração ou da
maioria.
§ 2o Quando o estatuto for omisso e a assembleia-geral deliberar
alterá-lo para introduzir norma sobre a matéria, o dividendo
obrigatório não poderá ser inferior a 25% (vinte e cinco por cento)
do lucro líquido ajustado nos termos do inciso I deste artigo.
(Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)
Item, portanto, incorreto.
A letra c também está incorreta.
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A companhia que, por força de lei ou de disposição estatutária, levantar
balanço semestral, poderá declarar, por deliberação dos órgãos de
administração, se autorizados pelo estatuto, dividendo à conta do lucro
apurado nesse balanço (LSA, art. 204).
A companhia poderá, nos termos de disposição estatutária, levantar
balanço e distribuir dividendos em períodos menores, desde que o total
dos dividendos pagos em cada semestre do exercício social não exceda o
montante das reservas de capital de que trata o § 1º do artigo 182 (LSA,
art. 204, §1º).
O estatuto poderá autorizar os órgãos de administração a declarar
dividendos intermediários, à conta de lucros acumulados ou de reservas
de lucros existentes no último balanço anual ou semestral (LSA, art. 204,
§2º).
O lançamento é o que se segue:
D ± Lucros acumulados/dividendos pagos antecipadamente (retificad.PL)
C ± Dividendos a pagar (passivo)
A letra d está incorreta. Segundo o artigo 201 da LSA:
Art. 201. A companhia somente pode pagar dividendos à conta de lucro
líquido do exercício, de lucros acumulados e de reserva de lucros; e à
conta de reserva de capital, no caso das ações preferenciais de que
trata o § 5º do artigo 17.
Errado! A companhia pode pagar dividendos à conta de lucro líquido do
exercício, de lucros acumulados e de reserva de lucros também para os
proprietários das ações preferenciais, e não somente para os proprietários
das ações ordinárias, conforme o artigo supracitado da Lei 6404/76.,
A ESAF considerou o item incorreto por não estar de acordo com a
literalidade da Lei 6.404/76.
A letra e, por fim, está incorreta. Veja o que prescreve o artigo 202 da Lei
das Sociedades por Ações:
Art. 202. Os acionistas têm direito de receber como dividendo
obrigatório, em cada exercício, a parcela dos lucros estabelecida
no estatuto ou, se este for omisso, a importância determinada de acordo
com as seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)
Portanto, a regra para a distribuição do dividendo é a fixação do
percentual que o estatuto fixar.
Gabarito Æ A.
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19.3 FGV
24) (FGV/Auditor Fiscal/ISS Recife/2014) Determinada entidade
apresentava as seguintes contas em 31/12/2013:
Fornecedores: R$20.000,00;
Financiamentos: R$ 30.000,00;
Arrendamentos mercantis financeiros a pagar: R$ 40.000,00;
Dividendos a pagar: R$ 36.000,00;
Adiantamento a fornecedores: R$ 42.000,00;
Salários, férias, encargos e participações: R$ 60.000,00;
Planos de pensão e saúde: R$ 67.000,00;
Outras contas e despesas a pagar: R$ 23.000,00;
Provisões para contingências: R$ 90.000,00;
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: R$ 4.000,00.
Com base nas informações acima, o valor do passivo da entidade, em
31/12/2013, era de
a) R$ 326.000,00.
b) R$ 330.000,00.
c) R$ 366.000,00.
d) R$ 408.000,00.
e) R$ 412.000,00.
Comentários:
Contas do passivo:
Fornecedores: R$ 20.000,00;
Financiamentos: R$ 30.000,00;
Arrendamentos mercantis financeiros a pagar: R$ 40.000,00;
Dividendos a pagar: R$ 36.000,00;
Outras contas e despesas a pagar: R$ 23.000,00;
Provisões para contingências: R$ 90.000,00;
Salários, férias, encargos e participações: R$ 60.000,00;
Planos de pensão e saúde: R$ 67.000,00;
Total R$ 366.000,00
Atenção! Sobre as contas:
Adiantamento a fornecedores: R$ 42.000,00;
É uma conta do ativo. Paguei ao fornecedor, tenho o direito de receber a
mercadoria.
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: R$ 4.000,00.
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É uma conta retificadora do ativo. Vendi aos clientes e parte dessas
vendas não será recebida. Em homenagem ao princípio da prudência,
fazemos uma estimativa do valor que será perdido e constituímos uma
provisão, reduzindo o valor da conta clientes.
Atenção 2! Sobre as contas:
Salários, férias, encargos e participações: R$ 60.000,00;
Planos de pensão e saúde: R$ 67.000,00;
Essas contas, teoricamente, seriam classificadas como contas de resultado
(despesa), já que não consta a designação a pagar ou a recolher.
$VVLP�� WHFQLFDPHQWH�� D� EDQFD� IRL� LPSUHFLVD� DR� GL]HU� VRPHQWH� ³VDOiULRV��
IpULDV�� HQFDUJRV�� SDUWLFLSDo}HV�� SODQRV� GH� SHQVmR�H� VD~GH´��4XDQGR� QmR�
há nada falando que é a pagar, jogamos como passivo. Todavia, a FGV
considerou como passivo. Se tirássemos esses valores, não
encontraríamos gabarito.
Gabarito Æ C.
25) (FGV/Analista Contábil/DPE/RO/2015) Pelas práticas contábeis
aplicadas no Brasil, uma debênture com juros anuais de 10%, e
conversível em ações da data de seu vencimento por sua emitente, deve
ser classificada como:
a) instrumento derivativo;
b) passivo;
c) capital social;
d) patrimônio líquido;
e) título híbrido nas demonstrações consolidadas.
Comentários:
Vamos pegar o conceito de debêntures emprestado do CPC 41, que diz:
Debêntures são instrumentos financeiros representativos de contrato de
mútuo. Os titulares têm direito de crédito, perante a companhia,
nas condições fixadas por instrumento elaborado por esta, que se
FKDPD� ³HVFULWXUD� GH� HPLVVmR´. Tal instrumento estabelece ou pode
estabelecer se o crédito é monetariamente corrigido; se sim, qual o
indexador, a participação no resultado, a conversibilidade em ações, as
garantias desfrutadas pelos debenturistas, as épocas de vencimento da
obrigação e os demais requisitos determinados ou autorizados por lei.
As debêntures são classificadas no passivo, pois representam obrigação
da empresa, conforme o prazo.
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Vamos exemplificar: Em 01.01.X1, a companhia KLS, emitiu e negociou
debêntures conversíveis em ações, com valor nominal de R$ 100.000,00,
vencíveis em 12 meses.
D ± Bancos (Ativo Circulante) R$ 100.000,00
C ± Debêntures Conversíveis (Passivo) R$ 100.000,00
Neste caso, como são obrigações de curto prazo as debêntures ficam no
passivo circulante. Se houver conversibilidade em ações, por exemplo, a
empresa, em vez de pagar, resolve conceder aos debenturistas ações
neste valor, devemos lançar:
D ± Debêntures Conversíveis (Passivo) R$ 100.000,00
C ± Capital social (Patrimônio líquido) R$ 100.000,00
Gabarito Æ B.
26) (FGV/Técnico de Nível Superior/AL/BA/2014) Em 31/12/2012,
uma empresa contraiu um financiamento de R$100.000,00 com
vencimento em 2018. Este financiamento está sujeito a uma série de
condições. Em outubro de 2013, a empresa constatou que não seria capaz
de cumprir uma das condições.
Em 10 de janeiro de 2014, o banco determinou que não haveria sanções
pelo descumprimento dessa cláusula.
No Balanço Patrimonial de 31/01/2013, a conta financiamentos está
localizada em
a) Passivo Circulante.
b) Passivo não Circulante.
c) Ajuste a valor patrimonial.
d) Reserva de lucros.
e) Reserva de contingências.
Comentários
A resposta para esta questão pode ser encontrada no CPC 26 ±
Apresentação das demonstrações contábeis.
Primeiramente, entendamos o que aconteceu, segundo o enunciado.
1 - A empresa contraiu (31.12.2012) um financiamento que vencia em
2018. Portanto, ficaria, conforme o prazo, no passivo não circulante.
2 ± O financiamento tinha algumas condições.
3 ± Em 2013, constatou-se que seria impossível cumpri-las, o que,
teoricamente, leva a crer que o financiamento poderá ser exigido
imediatamente.
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4 ± Em 2014, o banco disse que não haveria sanções, ou seja, isso leva a
crer que o financiamento deverá ser adimplido mesmo em 2018, ainda
que a empresa não promovida a quebra do contrato.
Vamos ver o que diz o CPC 26 sobre o assunto?
74. Quando a entidade quebrar um acordo contratual (covenant) de um
empréstimo de longo prazo (índice de endividamento ou de cobertura de
juros, por exemplo) ao término ou antes do término do período de
reporte, tornando o passivo vencido e pagável à ordem do credor, o
passivo deve ser classificado como circulante mesmo que o credor tenha
concordado, após a data do balanço e antes da data da autorização para
emissão das demonstrações contábeis, em não exigir pagamento
antecipado como consequência da quebra do covenant. O passivo deve
ser classificado como circulante porque, à data do balanço,a entidade não
tem o direito incondicional de diferir a sua liquidação durante pelo menos
doze meses após essa data.
Portanto, nesta hipótese, deverá haver reclassificação para o
circulante, ainda que o credor tenha concordado, após a data do balanço
e antes da data da autorização para emissão das demonstrações
contábeis, em não exigir pagamento antecipado como consequência da
quebra do contrato que foi firmado.
Ademais, o Pronunciamento estatui que:
76. Com respeito a empréstimos classificados como passivo circulante, se
os eventos que se seguem ocorrerem entre a data do balanço e a data em
que as demonstrações contábeis forem autorizadas para serem emitidas,
esses eventos serão qualificados para divulgação como eventos que não
originam ajustes de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 24 ±
Evento Subsequente:
(a) refinanciamento para uma base de longo prazo;
(b) retificação de quebra de covenant de empréstimo de longo prazo; e
(c) concessão por parte do credor de dilação de prazo para retificar a
quebra de covenant contratual (reenquadramento nos índices de
endividamento e cobertura de juros, por exemplo) de empréstimo de
longo prazo, que termine pelo menos doze meses após a data do balanço.
Gabarito Æ A.
27) (FGV/Técnico de Nível Superior/AL/BA/2014) Uma empresa
apresentava as seguintes informações em relação a seu Ativo e Passivo,
em 01/01/2014.
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Dividendos a pagar R$ 40.000,00
Fornecedores R$ 50.000,00
Aplicações financeiras R$ 130.000,00
Empréstimos obtidos R$ 30.000,00
Clientes R$ 64.000,00
Caixa e equivalente a caixa R$ 25.000,00
Estoques R$ 35.000,00
Financiamentos R$ 55.000,00
Máquinas R$ 120.000,00
Depreciação Acumulada R$ 30.000,00
Passivos contingentes R$ 45.000,00
Provisão para recuperabilidade dos ativos R$ 20.000,00
Provisão para 13º salário R$ 48.000,00
Com base nas informações acima, o valor do Patrimônio Líquido da
empresa, em 01/01/2014, era de
a) R$ 56.000,00.
b) R$ 112.000,00.
c) R$ 101.000,00.
d) R$ 121.000,00.
e) R$ 161.000,00.
Comentários
Vamos lá! Nesta hipótese, como não há contas do PL no rol acima,
teremos de achar esse valor pela equação fundamental da contabilidade.
Classifiquemos:
Ativo
Aplicações financeiras R$ 130.000,00
Clientes R$ 64.000,00
Caixa e equivalente a caixa R$ 25.000,00
Estoques R$ 35.000,00
Máquinas R$ 120.000,00
(-) Provisão para recuperabilidade dos ativos (R$ 20.000,00)
(-) Depreciação Acumulada (R$ 30.000,00)
Total do ativo R$ 324.000,00
Passivo
Dividendos a pagar R$ 40.000,00
Fornecedores R$ 50.000,00
Empréstimos obtidos R$ 30.000,00
Financiamentos R$ 55.000,00
Provisão para 13º salário R$ 48.000,00
Total do passivo R$ 223.000,00
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Ficará: Ativo = Passivo + Patrimônio líquido = 324.000,00 ± 223.000,00
= 101.000,00.
Adendo! Mas, professores, e o passivo contingente? Como ficará claro
nas aulas seguintes, os passivos contingentes, segundo o CPC 25, são
obrigações possíveis da entidade. Não é praticamente certo que haverá
um desembolso para liquidar a obrigação. Assim, diferentemente das
provisões, o passivo contingente não é contabilizado como passivo.
Será divulgado em nota explicativa, se a probabilidade de perda for
possível, ou nem isso, se a probabilidade de perda for remota.
Gabarito Æ C.
28) (FGV/DPE RJ/Técnico superior/Ciências Contábeis/2014)
São apresentadas, a seguir, três situações que possuem reflexos em
registros e demonstrações contábeis, a saber:
i) Parcela de juros embutida em uma operação de venda com vencimento
em 180 dias;
ii) aquisição de direito de exploração de serviços aeroportuários; e
iii) terreno recebido em doação para construção da futura sede da
empresa, sem exigência de contrapartida.
Para fins de reporte da informação contábil, a classificação correta das
três situações acima, de forma respectiva, é
(A) i) ajuste a valor presente; ii) intangível; e iii) reserva de incentivos
fiscais.
(B) i) receita financeira comercial; ii) investimentos; e iii) imobilizado.
(C) i) contas a receber; ii) intangível; e iii) reserva de incentivos fiscais.
(D) i) ajuste a valor presente; ii) intangível; e iii) investimentos.
(E) i) receita financeira comercial; ii) investimentos; e iii) reserva de
capital
Comentários:
Vamos examinar as alternativas:
i) Parcela de juros embutida em uma operação de venda com
vencimento em 180 dias;
Segundo a Lei das SAs (lei 6404/76), devem ser ajustados a valor
presente os Ativo Não Circulante OU os ativos Circulante quando houver
efeitos relevantes.
Assim, uma venda com prazo de 180 dias (ativo circulante) não deve ser
ajustada a valor presente (a não ser que os efeitos fossem relevantes).
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Conforme o Pronunciamento CPC 12 ± Ajuste a Valor Presente:
Diretrizes mais específicas
21. Os elementos integrantes do ativo e do passivo decorrentes de
operações de longo prazo, ou de curto prazo quando houver efeito
relevante, devem ser ajustados a valor presente com base em taxas de
desconto que reflitam as melhores avaliações do mercado quanto ao valor
do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo e do passivo em suas
datas originais.
Nessa questão, a FGV indicou um ativo circulante (prazo de 180 dias) e
não mencionou se havia efeito relevante. Mesmo assim, considerou que
nesta situação deve ser aplicado o Ajuste a Valor Presente.
ii) aquisição de direito de exploração de serviços aeroportuários;
Deve ser classificado no Intangível.
iii) terreno recebido em doação para construção da futura sede da
empresa, sem exigência de contrapartida.
A contabilização inicial fica assim:
D ± Terreno (imobilizado ± Ativo)
C ± Receita de Subvenção e doações (Resultado).
Observação: Se houvesse alguma exigência de contrapartida (exemplo:
gerar N empregos diretos durante 4 anos), a contabilização seria:
D ± Imobilizado
C ± Passivo
Após cumprir a condição, aí a empresa transfere o valor do Passivo para
resultado:
D ± Passivo
C - Receita de Subvenção e doações (Resultado)
Continuando:
O Resultado do Exercício é transferido para o Patrimônio Líquido (PL):
D ± Resultado do exercício
C ± Lucros acumulados (PL)
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E a empresa pode constituir uma reserva de lucros, chamada Reserva de
Incentivos Fiscais, para evitar a tributação do Imposto de Renda e da
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL):
D ±Lucros acumulado (PL)
C ± Reserva de incentivos fiscais (PL).
Gabarito Æ A
29) (FGV/Técnico de Nível Superior/AL/BA/2014) Assinale a
opção que indica um fim para o qual as reservas de capital não podem ser
utilizadas.
a) Absorver prejuízos, quando estes ultrapassarem as reservas de lucros.
b) Resgate, reembolso ou compra de ações.
c) Resgate de partes beneficiárias.
d) Incorporação ao capital.
e) Pagamento de dividendos a ações ordinárias e preferenciais.
Comentários
Conforme o artigo 200 da Lei 6.404/76:
Art. 200. As reservas de capital somente poderão ser utilizadas para:
I - absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as
reservas de lucros (artigo 189, parágrafo único);
II - resgate, reembolso ou compra de ações;
III - resgate de partes beneficiárias;
IV - incorporação ao capital social;
V - pagamentode dividendo a ações preferenciais, quando essa
vantagem lhes for assegurada (artigo 17, § 5º).
Parágrafo único. A reserva constituída com o produto da venda de partes
beneficiárias poderá ser destinada ao resgate desses títulos.
Vê-se, assim, que as reservas de capital somente podem ser utilizadas
para pagamento de dividendos de ações preferenciais. Não podem ser
utilizadas para pagamento de dividendos de ações ordinárias.
Observação: as ações ordinárias são aquelas que dão direito a voto. As
preferenciais são aquelas que não dão, em regra, direito a voto, mas
possuem outras vantagens, geralmente relacionadas ao pagamento de
maiores dividendos.
Gabarito Æ E.
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30) (FGV/Analista Contábil/DPE/MT/2015) As reservas de capital
podem ser utilizadas para as finalidades listadas a seguir, à exceção de
uma. Assinale-a.
a) Incorporação de capital.
b) Pagamento de dividendo cumulativo a ações preferenciais, com
prioridade no seu recebimento, quando essa vantagem for assegurada
pelo estatuto social.
c) Resgate, reembolso ou compra de ações.
d) Pagamento de contingências em situação de organização societária.
e) Absorção de prejuízos, quando esses ultrapassarem as reservas de
lucros.
Comentários:
Conforme o artigo 200 da Lei 6.404/76:
Art. 200. As reservas de capital somente poderão ser utilizadas para:
I - absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as
reservas de lucros (artigo 189, parágrafo único); Item e.
II - resgate, reembolso ou compra de ações; Item c.
III - resgate de partes beneficiárias;
IV - incorporação ao capital social; Item a.
V - pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando essa vantagem
lhes for assegurada (artigo 17, § 5º). Item b.
Parágrafo único. A reserva constituída com o produto da venda de partes
beneficiárias poderá ser destinada ao resgate desses títulos.
Vê-se, pois, que a única situação que não está prevista no artigo 200 da
LSA é a letra d: Pagamento de contingências em situação de organização
societária.
Gabarito Æ D.
31) (FGV/Auditor/AL/BA/2014) A Cia. W, em 31/12/2013,
apresentou as informações a seguir:
Financiamentos R$ 12.000,00
Dividendos a pagar R$ 3.000,00
Fornecedores R$ 7.000,00
Máquinas R$ 100.000,00
Depreciação acumulada R$ 30.000,00
Provisão para perda dos estoques R$ 3.000,00
Marcas R$ 30.000,00
Caixa e equivalentes de caixa R$ 10.000,00
Aplicações financeiras R$ 20.000,00
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Salários a pagar R$ 15.000,00
Estoques R$ 35.000,00
Clientes R$ 40.000,00
Provisão para créditos de liquidação duvidosa R$ 2.000,00
Passivos contingentes R$ 17.000,00
Devoluções sobre vendas R$ 23.000,00
Obrigações fiscais R$ 23.000,00
Considerando apenas essas informações, o Patrimônio Líquido da Cia. W,
em 31/12/2013, era de
a) R$ 123.000,00.
b) R$ 140.000,00.
c) R$ 143.000,00.
d) R$ 146.000,00.
e) R$ 152.000,00.
Comentários
Como não foram dadas as contas do PL, teremos de resolver pela equação
fundamental da contabilidade: Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido
Ativo
Caixa e equivalentes de caixa R$ 10.000,00
Aplicações financeiras R$ 20.000,00
Estoques R$ 35.000,00
(-) Provisão para perda dos estoques (R$ 3.000,00)
Clientes R$ 40.000,00
(-) Provisão para créditos de liquidação duvidosa (R$ 2.000,00)
Marcas R$ 30.000,00
Máquinas R$ 100.000,00
(-) Depreciação acumulada (R$ 30.000,00)
Total do ativo R$ 200.000,00
Passivo
Financiamentos R$ 12.000,00
Dividendos a pagar R$ 3.000,00
Fornecedores R$ 7.000,00
Salários a pagar R$ 15.000,00
Obrigações fiscais R$ 23.000,00
Total do passivo R$ 60.000,00
Logo:
A = P + PL Æ 200.000 = 60.000 + PL Æ PL = 140.000,00.
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Contas que ficaram de fora:
Passivos contingentes R$ 17.000,00
Como ficará claro nas aulas seguintes, os passivos contingentes, segundo
o CPC 25, são obrigações possíveis da entidade. Não é praticamente certo
que haverá um desembolso para liquidar a obrigação. Assim,
diferentemente das provisões, o passivo contingente não é
contabilizado como passivo. Será divulgado em nota explicativa, se a
probabilidade de perda for possível, ou nem isso, se a probabilidade de
perda for remota.
Devoluções sobre vendas R$ 23.000,00
Essa é uma conta de resultado, despesa, que reduzirá a receita bruta de
vendas, para chegarmos à receita líquida. Não será utilizada na questão,
já que queremos apenas as contas de ativo e passivo, encontrando o total
do PL (o que envolve as contas de resultado, mas todas, e não apenas
uma) por diferença.
Gabarito Æ B.
32) (FGV/Analista Contábil/DPE/MT/2015) Assinale a opção que
indica o item do Patrimônio Líquido em que os incentivos fiscais
decorrentes de doações ou subvenções governamentais para
investimentos devem ser evidenciados.
a) Capital Social.
b) Outros resultados abrangentes.
c) Ações em Tesouraria.
d) Reserva de capital.
e) Reserva de lucros.
Comentários:
As doações subvenções eram, antes, classificadas como reservas de
capital. Todavia, com as modificações contábeis promovidas pela Lei
11.638/07, passaram a transitar como receita, no resultado.
Entretanto, é facultado à empresa constituir reserva de incentivos
fiscais, com este valor, que é uma reserva de lucros.
Gabarito Æ E.
33) (FGV/Contador/INEA/RJ/2013) A reserva de lucro, que utiliza
como limite o percentual do Capital Social atualizado, é denominada
(A) contingência.
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(B) legal.
(C) lucros a realizar.
(D) de capital.
(E) futuro aumento de capital.
Comentários
Segundo a lei das S/A´s:
Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão
aplicados, antes de qualquer outra destinação, na constituição da
reserva legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do
capital social.
§ 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício
em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de
capital de que trata o § 1º do artigo 182, exceder de 30% (trinta por
cento) do capital social.
§ 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social
e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o
capital.
Esquematizemos:
Reserva legal Æ 5% do LLE Æ Limitado a 20% do capital social.
Trata-se a reserva legal da única reserva de constituição
obrigatória para a empresa.
Vejam a sua finalidade: manter a integridade do capital social.
Saber também da sua utilização é também extremamente importante
para concursos: somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos
ou aumentar o capital social.
Existe também um limite facultativo para a constituição da reserva legal,
qual seja, quando ela, somada às reservas de capital, atingir o montante
de 30% do capital social. Grave-se!
Gabarito Æ B.
19.4 FCC
34) (FCC/Auditor Fiscal/SEFAZ PI/2015) Em 30/09/2013, uma
empresa obteve um empréstimo no valor de R$ 200.000,00 que será
liquidado integralmente (principal e juros) em 30/09/2016. A taxa de
juros compostos contratada foi 1% ao mês e o saldo do empréstimo é
corrigido por um índice de preços que variou 3% entre a data da obtenção
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do empréstimo e a data de 31/12/2013. Considere que os meses são de
30 dias corridos.
O valor contábil evidenciado no Balanço Patrimonial de 31/12/2013 deste
empréstimo foi, em reais:
a) 206.000,00
b) 212.242,01
c) 212.180,00
d) 272.000,00
e) 280.160,00
Comentários:
Questão de matemática financeira:
1,01 x Valor anterior 1,03 x Valor anterior
Principal Outubro Novembro Dezembro Correção
R$ 200.000,00 R$ 202.000,00 R$ 204.020,00 R$ 206.060,20 R$ 212.242,01
Gabarito Æ B.
35) (FCC/Analista/CNMP/2015) No dia 01/12/2014 uma empresa
obteve um empréstimo bancário no valor total de R$ 2.000.000,00 que
será liquidado da seguinte forma:
í Principal: pagamento integral em 01/12/2017
í Juros: pagamentos trimestrais, com a primeira parcela vencendo em
01/03/2015
As demais características do empréstimo são as seguintes:
í Taxa de juros contratada: 1,3% ao mês
í Valor dos juros trimestrais: R$ 79.018,39
í Despesas iniciais cobradas pelo Banco (custos de transação): R$
150.000,00
í A taxa de custo efetivo da operação: 1,57% ao mês
Os valores da despesa com encargos financeiros apropriada no resultado
de 2014 e do saldo apresentado no balanço patrimonial em 31/12/2014
para o empréstimo obtido foram, respectivamente, em reais,
a) 29.045,00 e 1.879.045,00.
b) 31.400,00 e 2.031.400,00.
c) 26.339,46 e 2.026.339,46.
d) 33.755,00 e 2.183.755,00.
e) 24.050,00 e 1.874.050,00.
Comentários:
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Lançamento inicial:
D ± Disponibilidade (ativo) 1.850.000,00
D ± Custos da transação a amortizar 150.000,00
C ± Empréstimos a pagar (passivo) 2.000.000,00
Agora, como o custo efetivo foi de 1,57%, no primeiro mês teremos:
Capital Juros Custo da
transação
Juros Custo da transação
R$ 1.850.000,00 1,30% 0,27% R$ 24.050,00 R$ 4.995,00
Portanto, os lançamentos são:
D ± Encargos financeiros (despesa) 29.045 (24.050 + 4.995)
C ± Empréstimos e financiamentos 24.050
C ± Custos a amortizar 4.995
O balanço ficará assim:
Empréstimos a pagar (passivo) 2.024.050,00
(-) Custos a amortizar (retificadora passivo) (145.005)
Saldo contábil 1.879045,00
Gabarito Æ A.
36) (FCC/Técnico Judiciário/Contabilidade/TRF 3/2014) A Cia.
Italiana recebeu R$ 180.000,00 por mercadorias a serem entregues em 3
meses, e estima que o custo dessas mercadorias será de R$ 70.000,00,
pois ainda precisam ser produzidas. No momento do recebimento do
respectivo valor, a Cia. Italiana
a) reconheceu receita.
b) apurou um lucro estimado.
c) reconheceu um passivo.
d) reduziu estoque.
e) reconheceu um adiantamento a fornecedor.
Comentários
Uma vez que as mercadorias ainda não foram entregues, não devemos
reconhecer a receita, tampouco as despesas relativas a esta venda.
Quando o cliente efetua o pagamento antecipado, ele tem um direito a
receber tais mercadorias. Com efeito, na empresa, lançaremos um
adiantamento de clientes, conta do passivo.
D ± Caixa (ativo) 180.000,00
C ± Adiantamento de clientes (passivo) 180.000,00
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Gabarito Æ C.
37) (FCC/Esp. Regulação/ARTESP/2017) A Cia. Egito realizou as
seguintes transações em 2016:
í Lucro líquido: R$ 1.000.000,00.
í Dividendos obrigatórios distribuídos: R$ 350.000,00.
í Aumento de Capital Social: R$ 300.000,00, sendo 50% com Reservas
de Lucros existentes em 31/12/2016 e o restante com Imobilizado.
í Aumento de Capital Social: emissão de 20.000 novas ações com valor
nominal de R$ 1,00 por ação, tendo conseguido negociá-las por R$ 2,00.
í Aquisição de 10.000 ações de sua própria emissão pelo valor total de
R$ 15.000,00.
í Retificação negativa de erros percebidos pelos auditores no valor de R$
50.000,00 ocorridas em 2015.
Considerando o registro destas transações, a alteração no Patrimônio
Líquido da Cia. Egito em 2016 foi, em reais,
(A) 805.000,00.
(B) 755.000,00.
(C) 840.000,00.
(D) 775.000,00.
(E) 855.000,00.
Comentários:
Vamos analisar o efeito no Patrimônio Líquido de cada uma das operações
apresentadas:
í Lucro líquido: R$ 1.000.000,00: aumento no PL de R$ 1.000.000.
í Dividendos obrigatórios distribuídos: R$ 350.000,00: diminuição no
PL de 350.000.
í Aumento de Capital Social: R$ 300.000,00, sendo 50% com Reservas
de Lucros existentes em 31/12/2016 e o restante com Imobilizado: o
aumento de capital social com Reservas de Lucro altera o Patrimônio
Líquido apenas qualitativamente, mas não em termos quantitativos.
Por seu turno, o aumento de capital social com Imobilizado gerou
aumento no PL de R$ 150.000.
í Aumento de Capital Social: emissão de 20.000 novas ações com valor
nominal de R$ 1,00 por ação, tendo conseguido negociá-las por R$ 2,00.
Aumento no PL de 20000 x 2,00 = 40.000. Vale ressaltar que 20.000
serão destinados para a conta de Capital Social e 20.000 será para
Reserva de Capital ± Ágio na emissão de ações.
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í Aquisição de 10.000 ações de sua própria emissão pelo valor total de
R$ 15.000,00: A aquisição de ações de própria emissão, isto é, Ações em
Tesouraria, conta retificadora do Patrimônio Líquido, gera uma
diminuição nesse grupo de R$ 15.000,00.
í Retificação negativa de erros percebidos pelos auditores no valor de R$
50.000,00 ocorridas em 2015. A retificação de erros é feita diretamente
na conta de Lucros Acumulados, portanto, ocorrerá uma diminuição no
PL de R$ 50.000.
O efeito líquido no Patrimônio Líquido dessas operações será de:
1.000.000-350.000+150.000+40.000-15.000-50.000=R$ 775.000.
Gabarito Æ D
38) (FCC/Esp. Regulação/ARTESP/2017) Sobre Reservas de Lucros,
considere:
I. A Reserva Legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e
somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o
capital.
II. As Reservas de Capital podem ser utilizadas para resgate de partes
beneficiárias.
III. O Estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma, indique
de modo preciso e completo a sua finalidade e estabeleça os limites
mínimo e máximo.
IV. A Assembleia Geral poderá, por proposta dos órgãos de administração,
destinar para Reserva de Incentivos Fiscais a parcela do lucro líquido
decorrente de doações ou subvenções governamentais para
investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo
mínimo obrigatório.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) II e IV.
(B) I, III e IV.
(C) II e III.
(D) I e III.
(E) I, II e IV.
Comentários:
Vamos analisar cada uma das alternativas:
I. A Reserva Legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e
somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o
capital. Correto, o item apresenta a literalidade do art.193, § 2º da LSA.
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II. As Reservas de Capital podem ser utilizadas para resgate de partes
beneficiárias. Correto, segundo a lei 6404/76:
Art. 200. As reservas de capital somente poderão ser utilizadas para:
I - absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as
reservas de lucros (artigo 189, parágrafo único);
II - resgate, reembolso ou compra de ações;
III - resgate de partes beneficiárias;
IV - incorporação ao capital social;
V - pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando essa vantagem
lhes for assegurada (artigo 17, § 5º).
Parágrafo único. A reservaconstituída com o produto da venda de partes
beneficiárias poderá ser destinada ao resgate desses títulos.
III. O Estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma, indique
de modo preciso e completo a sua finalidade e estabeleça os limites
mínimo e máximo. Errado, segundo a Lei das SAs, art. 194, o estatuto
poderá criar reservas desde que, para cada uma:
I - indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade;
II - fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos
que serão destinados à sua constituição;
III - estabeleça o limite máximo da reserva.
A lei não fala nada sobre limite mínimo para reserva, apenas para o
máximo.
IV. A Assembleia Geral poderá, por proposta dos órgãos de administração,
destinar para Reserva de Incentivos Fiscais a parcela do lucro líquido
decorrente de doações ou subvenções governamentais para
investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo
mínimo obrigatório. Correto, vejamos o que afirma o que está previsto na
LSA.
Art. 195-A. A assembleia geral poderá, por proposta dos órgãos de
administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela do
lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para
investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo
obrigatório (inciso I do caput do art. 202 desta Lei).
Gabarito Æ E
39) (FCC/Auditor/TCM GO/2015) Determinada empresa obteve, em
01/12/2014, um empréstimo para financiar seu capital de giro. O valor do
empréstimo obtido foi de R$ 8.000.000,00 para pagamento integral
(principal e juros) em 01/12/2015 e a taxa de juros compostos contratada
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foi 12% ao ano. Os custos de transação incorridos e pagos para a
obtenção deste empréstimo foram R$ 160.000,00. Sabendo-se que este
empréstimo é mensurado pelo custo amortizado, o valor reconhecido no
Balanço Patrimonial, em 01/12/2014, foi, em reais,
a) 8.000.000,00 no ativo.
b) 8.000.000,00 no passivo.
c) 8.160.000,00 no ativo.
d) 8.000.000,00 no passivo e 160.000,00 no resultado do período.
e) 7.840.000,00, no passivo.
Comentários:
Como dissemos na aula, o valor dos recursos capitados por meio de
empréstimo é feito do seguinte modo:
Atualmente, os custos de transação devem ser apropriados pelo
tempo do empréstimo.
Dessa forma, ao invés de contabilizar 800 no resultado, vamos
contabilizar 400 no primeiro mês e 400 no segundo mês.
Assim:
D ± Caixa (ativo) 9200
D ± Custos a amortizar (redutora do passivo) 800
C ± Empréstimo a pagar 10.000
Depois de um mês, a empresa contabiliza metade dos custos para o
resultado:
D ± Despesa financeira (resultado) 400
C - Custos a amortizar (redutora do passivo) 400
No segundo mês, a empresa contabiliza o restante:
D ± Despesa financeira (resultado) 400
C - Custos a amortizar (redutora do passivo) 400
Portanto, os custos de transação vão para o resultado de forma
proporcional ao tempo do empréstimo, e não de imediato, como era
antigamente.
Além dos custos, a empresa também deve contabilizar os juros mensais
(no nosso exemplo, de 1.000 por mês, ou seja, 10% do principal).
Na nossa questão, será o seguinte:
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D ± Disponibilidades (ativo) 7.840.000,00
D ± Custos a amortizar (redutora do passivo) 160.000,00
C ± Empréstimos a pagar (passivo) 8.000.000,00
Gabarito Æ E.
40) (FCC/Auditor de Controle Externo/TCE CE/2015) A Cia.
Patrimonial realizou, durante 2014, as seguintes operações:
I. Vendeu por R$ 100.000,00 ações em tesouraria que haviam sido
adquiridas em 2012 por R$ 30.000,00.
II. Apurou, em 2014, lucro líquido de R$ 230.000,00 e distribuiu
dividendos mínimos obrigatórios de R$ 50.000,00.
III. Recebeu em doação um terreno com restrições a serem cumpridas. O
valor justo do terreno na data do recebimento era R$ 60.000,00.
IV. Aumentou o capital social em R$ 70.000,00, sendo 50% com Reservas
de Lucros existentes em 2013 e 50% com imóveis.
Após o registro dessas operações, o aumento no Patrimônio Líquido da
Cia. Patrimonial ocorrido em 2014 foi, em reais,
a) 350.000,00.
b) 285.000,00.
c) 315.000,00.
d) 345.000,00.
e) 375.000,00.
Comentários:
Comentemos item a item...
I. Vendeu por R$ 100.000,00 ações em tesouraria que haviam sido
adquiridas em 2012 por R$ 30.000,00.
As ações quando estão em tesouraria ficam assim no balanço patrimonial:
Capital social XXXXXX,XX
(-) Ações em tesouraria (XXXXX,XX)
A alienação com lucro gera o seguinte lançamento contábil:
D ± Caixa 100.000,00
C ± Ações em tesouraria 30.000,00
C ± Reserva de capital ± lucro na alienação de ações em tesouraria 70.000,00
Portanto, esta transação gera aumento do PL de 100.000,00.
II. Apurou, em 2014, lucro líquido de R$ 230.000,00 e distribuiu
dividendos mínimos obrigatórios de R$ 50.000,00.
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O lucro é transferido da DRE para o resultado do seguinte modo:
D ± Lucro líquido do exercício 230.000,00
C ± Lucros acumulados 230.000,00
Depois, com a distribuição de dividendos, lançamos:
D ± Lucros acumulados 50.000,00
C ± Dividendos a pagar (passivo) 50.000,00
Portanto, o aumento do PL, nesta ocasião, será de 180.000,00
III. Recebeu em doação um terreno com restrições a serem
cumpridas. O valor justo do terreno na data do recebimento era R$
60.000,00.
Aqui não há lançamento no PL, já que a questão não mencionou sobre a
constituição de reservas de incentivos fiscais. Aliás, nem poderia ser
constituída, já que há condições a serem cumprias.
IV. Aumentou o capital social em R$ 70.000,00, sendo 50% com
Reservas de Lucros existentes em 2013 e 50% com imóveis.
Nesta hipótese: ficará assim:
D ± Imóveis (ativo) 35.000,00
D ± Reservas de lucros (PL) 35.000,00
C ± Capital social 70.000,00
O aumento do PL foi, portanto, de 35.0000,00, já que 35.000,00 (a parte
das reservas de lucros) é fato permutativo do PL.
Portanto, consolidando, será: 100.000 + 180.000 + 35.000 =
315.000,00
Gabarito Æ C.
41) (FCC/Analista Judiciário/TRT/12/2013) O Patrimônio líquido da
empresa "Comercial MJDX S.A.", em 31/12/X0, era composto pelas
seguintes contas:
Capital $8.000.000
Reserva Legal $200.000
Reserva Estatutária $500.000
Reserva para Expansão $300.000
Total do Patrimônio Líquido $9.000.000
A "Comercial MJDX S.A." obteve, no ano X1, um lucro líquido de $
4.000.000 e constituiu as seguintes reservas:
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í Reserva Legal, de acordo com o estabelecido na Lei das Sociedades por
Ações.
í Reserva Estatutária no valor correspondente a 10% do Lucro Líquido.
í Reserva para Contingências no valor de $800.000.
O fundamento econômico à Reserva para Expansão contabilizada em
31/12/X0 não mais existe, pois a empresa já concluiu o projeto de
expansão.
Sabendo-se que o estatuto da empresa não determina o critério para o
cálculo do dividendo mínimo obrigatório, o valor a ser contabilizado no
passivo como Dividendos a Pagar e o valor a ser contabilizado como
Dividendos Adicionais no grupo do Patrimônio Líquido são,
respectivamente,
(A) $2.000.000 e $900.000.
(B) $1.900.000 e $1.000.000.
(C) $1.500.000 e $800.000.
(D) $1.500.000 e $1.400.000.
(E) $1.900.000 e $700.000.
ComentáriosAs reservas de lucro terão os seguintes valores.
Lucro líquido do exercício 4.000.000
(-) Reserva legal (5%) (200.000)
(-) Reserva Estatutária (10%) (400.000)
(-) Reserva para contingência (800.000)
A base de cálculo para os dividendos obrigatórios é:
Lucro líquido do exercício 4.000.000
(-) Reserva legal (5%) (200.000)
(-) Reserva para contingência (800.000)
Base de cálculo 3.000.000
X 50% (dividendo obrigatório estatuto omiss.) 1.500.000
Portanto, temos:
Lucro líquido do exercício: 4.000.000
Dos quais:
Reserva legal 200.000
Reserva estatutária 400.000
Reserva para contingência 800.000
Dividendos obrigatórios 1.500.000
Total: 2.900.000
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Lucro líquido restante 1.100.000
Reversão da reserva para expansão 300.000
Dividendos adicionais 1.400.000
Uma vez que os valores da reserva para expansão não integram a base de
cálculo para os dividendos obrigatórios, temos que ficarão também
computados como dividendos adicionais, até a deliberação da assembleia.
Gabarito Æ D.
42) (FCC/Analista Contábil/DPE/RS/2013) Com relação ao
Patrimônio Líquido, é correto afirmar que:
(A) as Ações em Tesouraria possuem direito a voto, mas não possuem
direito a dividendos e devem ser registradas em conta credora no
Patrimônio Líquido.
(B) o valor dos dividendos mínimos obrigatórios proposto e aprovado em
assembleia geral deve ser registrado em conta credora no Patrimônio
Líquido.
(C) a destinação do lucro para constituição da Reserva Estatutária e da
Retenção de Lucros, não poderá ser aprovada, em cada exercício, em
prejuízo da distribuição dos dividendos obrigatórios.
(D) o montante das Reservas de Lucros (Legal, Estatutária, para
Contingências, Incentivos Fiscais e Retenção de Lucros) que ultrapassar o
valor do capital social deve ser distribuído como dividendos.
(E) os valores reconhecidos em Ajustes de Avaliação Patrimonial deverão
ser reclassificados para Lucros Acumulados e distribuídos como dividendos
quando forem realizados financeiramente.
Comentários
Analisemos item a item...
(A) as Ações em Tesouraria possuem direito a voto, mas não
possuem direito a dividendos e devem ser registradas em conta
credora no Patrimônio Líquido.
A aquisição de ações pela própria companhia é exceção, nos termos da
redação do art. 30 da Lei das S.A.: A companhia não poderá negociar com
as próprias ações.
E mais, propõe a própria Lei 6.404/76 que: § 4º As ações adquiridas nos
termos da alínea b do § 1º, enquanto mantidas em tesouraria, não terão
direito a dividendo nem a voto.
Ademais, são redutoras do Patrimônio Líquido, tendo, pois, saldo devedor.
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(B) o valor dos dividendos mínimos obrigatórios proposto e
aprovado em assembleia geral deve ser registrado em conta
credora no Patrimônio Líquido.
O item está incorreto. O lançamento para se registrar os dividendos
mínimos obrigatórios é:
D ± Lucros acumulados (PL)
C ± Dividendos a pagar (Passivo)
(C) a destinação do lucro para constituição da Reserva Estatutária
e da Retenção de Lucros, não poderá ser aprovada, em cada
exercício, em prejuízo da distribuição dos dividendos obrigatórios.
O item está correto. Conforme propõe a Lei 6.404/76:
Art. 198. A destinação dos lucros para constituição das reservas de que
trata o artigo 194 (reservas estatutárias) e a retenção nos termos do
artigo 196 (reserva de retenção de lucros) não poderão ser aprovadas,
em cada exercício, em prejuízo da distribuição do dividendo obrigatório
(artigo 202).
(D) o montante das Reservas de Lucros (Legal, Estatutária, para
Contingências, Incentivos Fiscais e Retenção de Lucros) que
ultrapassar o valor do capital social deve ser distribuído como
dividendos.
O item está incorreto.
Nos termos do artigo 199, o saldo das reservas de lucros, exceto as para
contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar, não poderá
ultrapassar o capital social.
Atingindo esse limite, a assembleia deliberará sobre aplicação do excesso
na integralização ou no aumento do capital social ou na distribuição de
dividendos.
(E) os valores reconhecidos em Ajustes de Avaliação Patrimonial
deverão ser reclassificados para Lucros Acumulados e distribuídos
como dividendos quando forem realizados financeiramente.
Segundo o artigo 182, §3º, serão classificadas como ajustes de avaliação
patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício
em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de
aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do
passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo. Assim, o
reconhecimento quando da realização se dará em conta de resultado.
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Gabarito Æ C.
43) (FCC/Auditor Fiscal/SEFAZ/RJ/2014) O Patrimônio Líquido da
Cia. Lucrativa, em 31/12/2011, era constituído pelas seguintes contas
com seus respectivos saldos:
í Capital Social R$ 300.000,00
í Reserva Legal R$ 60.000,00
í Reserva Estatutária R$ 30.000,00
Em 2012, a Cia. Lucrativa apurou um Lucro Líquido de R$ 50.000,00, cuja
destinação deveria seguir o estabelecido em seu estatuto:
í Reserva Legal: constituída nos termos da Lei no 6.404/1976;
í Dividendos obrigatórios: 40% do Lucro Líquido ajustado nos termos da
Lei no 6.404/1976;
í Reserva Estatutária: saldo remanescente.
Sabe-se que R$ 20.000,00 do Lucro Líquido foram decorrentes de
subvenções governamentais para investimentos e que a Cia. Lucrativa,
para não tributar este ganho, reteve-o na forma de Reserva de Incentivos
Fiscais, utilizando a possibilidade estabelecida na Lei no 6.404/1976
referente aos dividendos.
Com base nestas informações, os valores que a Cia. Lucrativa distribuiu
como dividendos obrigatórios e que reteve na forma de Reserva
Estatutária foram, respectivamente,
(A) R$ 19.000,00 e R$ 8.500,00.
(B) R$ 12.000,00 e R$ 38.000,00.
(C) R$ 11.000,00 e R$ 16.500,00.
(D) R$ 12.000,00 e R$ 18.000,00.
(E) R$ 20.000,00 e R$ 10.000,00.
Comentários
A reserva legal já atingiu o limite de 20% do capital social, portanto, nada
será constituído.
Já a reserva de incentivos fiscais será excluída da base de cálculo dos
dividendos. Teremos:
Lucro líquido 50.000,00
- Reserva de incentivos fiscais 20.000,00
= Base de cálculo dos dividendos 30.000,00
X 40% 12.000,00 (valor dos dividendos)
Portanto, teremos:
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Dividendos 12.000,00
Reserva de incentivos fiscais 20.000,00
Reserva estatutária 18.000,00
O que totalizará os 50.000,00 obtidos como lucro líquido do exercício.
Gabarito Æ D.
20 LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA
20.1 FEPESE
1) (FEPESE / MPE-SC / Técnico do Ministério Público / 2014) A
conta que representa todas as obrigações financeiras que uma empresa
tem para com terceiros denomina-se:
a) Ativo.
b) Passivo.
c) Patrimônio Líquido.
d) Reserva Legal.
e) Capital Social.
2) (FEPESE / MPE-SC / Analista - Auditoria / 2014) São formas
de liquidação de uma obrigação:
1. Pagamento em caixa.
2. Transferência de outros ativos.
3. Prestação de serviços.
4. Substituição da obrigação por outra.
5. Conversão da obrigação em item do patrimônio líquido.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas
a) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4
b) São corretasapenas as afirmativas 3, 4 e 5
c) São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
d) São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 4 e 5
e) São corretas as afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5.
3) (FEPESE / MPE-SC / Analista - Auditoria / 2014) O Passivo
deve ser classificado como circulante quando:
1. espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da
entidade.
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2. está mantido essencialmente com o propósito de ser pago no longo
prazo.
3. deve ser liquidado no período de até doze meses após a data do
balanço
4. a entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do
passivo durante pelo menos doze meses após a data do balanço.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas
a) São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
b) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3
c) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4
d) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
e) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
4) (FEPESE / SEFAZ SC / AFRE-Tributação e Fiscalização/
2010) Uma empresa adquire uma máquina para produzir um novo
produto, por R$ 150.000,00. A empresa paga 80% desse valor à vista e
promete pagar o restante em 90 dias.
O que acontece com esses eventos na contabilidade?
a) Aumento de R$ 30.000,00 no total do ativo.
b) Aumento de R$ 120.000,00 no total do ativo.
c) Aumento de R$ 150.000,00 no total do ativo.
d) Aumento de R$ 150.000,00 no total do ativo e R$ 30.000,00 no total
do passivo.
e) Uma diminuição de R$ 120.000,00 no total do ativo e um aumento de
R$ 30.000,00 no passivo.
5) (FEPESE / CELESC / Contador/ 2013) As obrigações do Passivo
Circulante compreendem, exceto:
a. ( ) Resultado Diferido ± Compreende o saldo existente na antiga conta
resultado de exercícios futuros em 31 de dezembro de 2008, composto de
variação patrimonial aumentativa (VPA) diferida e o respectivo custo
diferido.
b. ( ) Obrigações Trabalhistas, Previdenciárias e Assistenciais a Pagar a
Curto Prazo: Compreende as obrigações referentes a salários ou
remunerações, bem como benefícios aos quais o empregado ou servidor
tenha direito, aposentadorias, reformas, pensões e encargos a pagar, bem
como benefícios assistenciais, com vencimento até o término do exercício
seguinte, inclusive os precatórios decorrentes dessas obrigações.
c. ( ) Empréstimos e Financiamentos a Curto Prazo: Compreende as
obrigações financeiras da entidade a título de empréstimos, bem como as
aquisições efetuadas diretamente com o fornecedor, com vencimentos até
o término do exercício seguinte.
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d. ( ) Fornecedores e Contas a Pagar a Curto Prazo: Compreende as
obrigações junto a fornecedores de matérias-primas, mercadorias e outros
materiais utilizados nas atividades operacionais da entidade, bem como as
obrigações decorrentes do fornecimento de utilidades e da prestação de
serviços, tais como de energia elétrica, água, telefone, propaganda,
aluguéis e todas as outras contas a pagar com vencimento até o término
do exercício seguinte, inclusive os precatórios decorrentes dessas
obrigações.
e. ( ) Obrigações Fiscais a Curto Prazo: Compreende as obrigações das
entidades com o governo relativas a impostos, taxas e contribuições com
vencimento até o término do exercício seguinte.
6) (FEPESE/COMCAP- Florianópolis/ Contador/ 2012) De acordo
a Lei no 11.941/09, o Patrimônio Líquido é dividido em:
a) ( ) Capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial,
reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados.
b) ( ) Capital social, reservas de reavaliação, ajustes de avaliação
patrimonial, reservas de contingência, ações em tesouraria e prejuízos
acumulados.
c) ( ) Capital social, reservas de capital, avaliação patrimonial, reservas de
lucros, ações em tesouraria e lucros e prejuízos acumulados.
d) ( ) Capital social, reservas especiais, amortização de ações, reservas de
lucros, ações preferenciais e prejuízos acumulados.
e) ( ) Capital social, reservas legal, ajustes de avaliação patrimonial,
reservas de lucros a realizar, reservas de incentivos fiscais e prejuízos
acumulados.
7) (FEPESE / MPE-SC / Técnico do Ministério Público / 2014)
Capital social é uma conta que no Balanço Patrimonial faz parte do:
a) Ativo Circulante.
b) Ativo Não Circulante.
c) Patrimônio Líquido.
d) Passivo Não Circulante.
e) Passivo Circulante
8) (FEPESE / SEFAZ-SC / Auditor Fiscal da Receita Estadual /
2010) A Subvenção Governamental deve ser contabilizada:
a) como ativo subvencionado.
b) como custo, no resultado da entidade.
c) como despesa, no resultado da entidade.
d) como Reserva de Capital, no Patrimônio Líquido da entidade.
e) como receita ao longo do período, confrontada com as despesas que
pretende compensar.
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9) (FEPESE / SEFAZ-SC / Auditor Fiscal da Receita Estadual /
2010) De acordo com o CPC-07 (Subvenção e Assistência
Governamentais), quando da contabilização, pode-se afirmar:
a) Uma subvenção governamental pode ser reconhecida como receita, ao
longo do período, confrontada com as despesas que pretende compensar,
em base sistemática, desde que atendidas as condições do CPC-07. A
subvenção governamental pode ser creditada diretamente no patrimônio
líquido.
b) Uma subvenção governamental pode ser reconhecida como receita, ao
longo do período, confrontada com as despesas que pretende compensar,
em base sistemática. A subvenção governamental deve ser creditada
diretamente no patrimônio líquido.
c) Uma subvenção governamental não pode ser reconhecida como receita,
ao longo do período, confrontada com as despesas que pretende
compensar. A subvenção governamental deve ser creditada diretamente
no patrimônio líquido.
d) Uma subvenção governamental deve ser reconhecida como receita, ao
longo do período, confrontada com as despesas que pretende compensar,
em base sistemática, desde que atendidas as condições do CPC-07. A
subvenção governamental não pode ser creditada diretamente no
patrimônio líquido.
e) Uma subvenção governamental pode ser reconhecida como uma receita
ou despesa ao longo do período confrontada com as despesas ou receitas
que pretende compensar, em base sistemática. A subvenção
governamental pode eventualmente ser creditada diretamente no
patrimônio líquido, desde de que atendidas as exigências do CPC-07.
10) (FEPESE/COMCAP- Florianópolis/ Contador/ 2012) A Lei no
11.638/07 estabelece que o somatório das reservas de lucros,
excetuando-se as reservas para contingências, de incentivos fiscais e de
lucros a realizar, não poderá ser superior ao montante do capital social da
sociedade. Caso o referido somatório ultrapassar o Capital Social, caberá à
assembleia deliberar sobre a aplicação do excedente, que poderá ser
utilizado para:
a) ( ) Integralização ou aumento de caixa, desde que com a devida
fundamentação, ou poderá ser distribuído como bônus.
b) ( ) Integralização ou aumento de capital, desde que com a devida
fundamentação, ou poderá ser distribuído como dividendos.
c) ( ) Integralização ou aumento de reservas de capital, desde que com a
devida fundamentação, ou poderá ser distribuído aos empregados.
d) ( ) Integralização ou aumento das reservas, desde que com a devida
fundamentação, ou poderá ser distribuído aos diretores da empresa.
e) ( ) Comprar títulos da dívida pública, desde que com a devida
fundamentação, ou poderá ser distribuído como dividendos.
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11) (FEPESE/CASAN/ Tec. Contabilidade/ 2011) Considere as
seguintes afirmativas referentes ao balanço patrimonial:
1. No ativo, as contas serão dispostas em ordem crescente de liquidez.
2. O patrimônio líquido pode ser composto por capital social, reservas de
capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em
tesouraria, lucros ou prejuízos acumulados.
3. Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de
compensar serão classificados separadamente.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) É correta apenas a afirmativa 1.
b) É correta apenas a afirmativa 2.
c) É correta apenas a afirmativa 3.
d) São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
e) São corretas as afirmativas 1, 2 e 3.
12) (FEPESE/MPE-SC/ Analista de Contas Públicas -
Contabilidade / 2014) O Estatuto Social poderá criar reservas desde
que, para cada uma:
1. indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade.
2. fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos que
serão destinados à sua constituição.
3. se limite a 20% do Capital Social.
4. estabeleça o limite máximo da reserva.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.
b) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3
c) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4
d) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4
e) São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
13) (FEPESE / MPE-SC / Técnico do Ministério Público / 2014) As
notas explicativas deverão indicar:
1. os investimentos em outras sociedades, quando relevantes.
2. o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas
avaliações.
3. a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações
a longo prazo.
4. o número, as espécies e as classes das ações do capital social.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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a) São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
b) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
c) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
d) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
e) São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
20.2 ESAF
14. (ESAF/Contador/FUNAI/2016) A Cia. Endividada obteve, em
01/12/2015, um empréstimo bancário para financiar suas atividades. O
valor do empréstimo obtido foi R$ 10.000.000,00, para pagamento
integral (principal e juros) em 01/12/2016 e a taxa de juros compostos
contratada foi 15% ao ano.
Os custos de transação incorridos e pagos, em 01/12/2015, para a
obtenção deste empréstimo, foram R$180.000,00. Ao reconhecer este
empréstimo, em 01/12/2015, a Cia. Endividada aumentou, em reais, o
A) passivo total em 9.820.000,00.
B) passivo total em 10.000.000,00.
C) ativo total em 10.000.000,00.
D) passivo total em 10.000.000,00 e reconheceu despesa financeira de
180.000,00.
E) ativo total em 9.820.000,00 e reconheceu despesa financeira de
180.000,00.
15. (ESAF/AFTM/ISS/NATAL/2008 - adaptada) Os Armazéns da
Esquina S/A mantêm, em seu plano de contas, os títulos a seguir
relacionados, entre outros, os quais apresentam os seguintes saldos:
Contas Saldos
Duplicatas a Pagar R$ 90.000,00
Duplicatas Descontadas R$ 60.000,00
Duplicatas a Receber R$ 50.000,00
Duplicatas a Vencer R$ 30.000,00
Depreciação Acumulada R$ 9.000,00
Encargos de Depreciação R$ 8.000,00
Impostos a Pagar R$ 6.000,00
Impostos a Vencer R$ 5.000,00
Impostos a Recolher R$ 3.000,00
Impostos a Recuperar R$ 2.800,00
Aluguéis Passivos R$ 4.000,00
Aluguéis a Pagar R$ 2.000,00
Aluguéis Ativos R$ 1.900,00
Aluguéis a Receber R$ 1.500,00
Aluguéis a Vencer R$ 1.000,00
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Considerando apenas a relação de contas acima, ao classificá-las para fins
de balanço, vamos encontrar no Passivo Circulante o valor de:
a) R$ 101.000,00.
b) R$ 105.000,00.
c) R$ 131.000,00.
d) R$ 135.000,00.
e) R$ 161.000,00.
16. (ESAF/MTUR/Contador/2014) Observe a seguinte relação de
contas e saldos extraída do Razão da firma Escoras e Andaimes S.A. em
31 de dezembro:
Ações de Coligadas R$ 1.100,00
Ações em Tesouraria R$ 200,00
Caixa R$ 1.300,00
Capital a Realizar R$ 3.000,00
Capital Social R$ 15.000,00
Clientes R$ 2.500,00
Custo das Mercadorias Vendidas R$ 2.890,00
Depreciação Acumulada R$ 900,00
Despesas do Exercício Seguinte R$ 600,00
Despesas Operacionais R$ 430,00
Despesas não Operacionais R$ 190,00
Duplicatas a Receber R$ 2.400,00
Fornecedores R$ 5.000,00
Imóveis R$ 11.000,00
Impostos a Recolher R$ 1.300,00
Impostos Faturados R$ 410,00
Mercadorias R$ 2.200,00
Móveis e Utensílios R$ 2.300,00
Receitas de Vendas R$ 4.000,00
Receitas não Operacionais R$ 70,00
Reserva de Capital R$ 300,00
Reserva Legal R$ 350,00
Salários a Pagar R$ 2.000,00
Títulos a Pagar R$ 2.100,00
Títulos a Receber LP R$ 500,00
O Balanço Patrimonial elaborado a partir do rol de contas acima vai
evidenciar um Patrimônio Líquido no valor de
a) R$ 12.450,00
b) R$ 12.600,00
c) R$ 12.650,00
d) R$ 15.450,00
e) R$ 15.600,00
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17. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2014) No tratamento
contábil das contas de Reservas, são classificadas como Reservas de
Lucros as:
a) Reserva de Reavaliação de Ativos Próprios e a Reserva Legal.
b) Reserva para Contingências e a Reserva de incentivos Fiscais.
c) Reserva de Lucros para Expansão e a Reserva de Ágio na emissão de
Ações.
d) Reserva de Contingência e a Reserva de Reavaliação de Ativos de
Coligadas.
e) Reserva Especial de Ágio na Incorporação e a Reserva Legal.
18. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2012) A empresa
Valorização S.A. tem como estratégia a compra de suas próprias ações
para aumentar a liquidez de seus papéis no mercado e aproveitar a
vantagem da diferença entre o valor patrimonial e o valor de mercado. O
resultado obtido, quando da venda dessas ações em tesouraria, pela
empresa Valorização S.A., deve ser contabilizado como:
a) reserva de capital, quando gerarem um ganho.
b) outras receitas operacionais, quando gerarem um ganho.
c) ágio na venda de ações, quando gerarem uma perda.
d) ações em tesouraria, quando gerarem uma perda.
e) despesas não operacionais, quando gerarem uma perda.
19. (ESAF/ATRFB/2009) A empresa Gregório, Irmãos & Cia. Ltda.,
possuindo Disponibilidades de R$ 2.730,00, Imobilizações de R$ 3.270,00
e Dívidas de R$ 2.900,00, realizou duas transações:
1. A compra de uma máquina por R$ 2.000,00, pagando 20% de entrada;
e
2. A venda de um equipamento por R$ 3.000,00, perdendo 30%.
Concluídas as operações, e devidamente registradas, pode-se afirmar com
certeza que essa firma tem:
a) prejuízos de R$ 500,00.
b) passivo exigível de R$ 4.500,00.
c) patrimônio líquido de R$ 3.100,00.
d) passivo a descoberto de R$ 900,00.
e) ativo de R$ 4.600,00.
20. (ESAF/ISS RJ/2010) A Sociedade Limítrofe S/A obteve, no ano de
2009, como Resultado Líquido do Exercício, um lucro no valor de R$
50.000,00 e mandou distribuí-lo da seguinte forma:
5% para constituição de reserva legal;
10% para constituição de reserva estatutária;
10% para participação estatutária de administradores;
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25% para provisão para o Impostode Renda;
50% para dividendos obrigatórios; e
O restante para reservas de lucro.
Na destinação de resultados feita na forma citada, pode-se dizer que, para
constituição da reserva legal, coube a importância de
a) R$ 2.500,00.
b) R$ 1.875,00.
c) R$ 1.687,50.
d) R$ 1.500,00.
e) R$ 1.375,00.
21. (ESAF/Analista de Finanças e Controle/CGU/2008) O
Balancete de Verificação de uma empresa apresenta as seguintes contas e
respectivos saldos ao final do exercício social (31.12.20X8):
Móveis e Utensílios 530
Bancos 4.000
Vendas 50.000
Duplicatas a Pagar 6.000
Despesa de Salários 10.000
Contas a Receber 8.000
Despesas de Juros 2.000
Receitas de Serviços 17.000
Despesa de Aluguel 3.000
Prejuízos Acumulados 4.000
Edifícios de Uso 12.000
Custo das Vendas 40.000
Empréstimos a Pagar 3.000
Com base nos dados acima e nas regras de apuração de resultado, pode-
se afirmar que:
a) após a apuração do resultado, os Prejuízos Acumulados foram
transformados em lucros acumulados de 12.000.
b) o Lucro do Período foi de 52.000.
c) o Capital Social é de 7.530.
d) o Patrimônio Líquido é de 8.000.
e) o Ativo e o Passivo somam 33.000.
22. (ESAF/Contador/MTUR/2014/Adaptada) Na empresa Tal Qual
Lemos S.A., o lucro do exercício, quando ocorre, é distribuído da seguinte
forma: 30% para dividendos obrigatórios, 10% para Participações
Estatutárias de Administradores, 10% para Reservas Estatutárias, 5%
para Reserva Legal.
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No presente exercício o lucro líquido do exercício antes do imposto de
renda foi no montante de R$ 90.000,00, dele devendo-se deduzir um
imposto de renda de R$ 36.000,00.
Sendo contabilizada a distribuição acima proposta, certamente, vamos
encontrar um dividendo obrigatório no valor de
a) R$ 12.150,00
b) R$ 12.465,90
c) R$ 12.393,00
d) R$ 13.851,00
e) R$ 14.580,00
23. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2012) Com relação à
distribuição de dividendos de sociedades abertas, pode-se afirmar que:
a) o dividendo deverá ser pago ou creditado, salvo deliberação em
contrário da assembleia geral, no prazo de sessenta dias da data em que
for declarado e, em qualquer caso, dentro do exercício social.
b) em casos nos quais o estatuto da empresa for omisso quanto à
distribuição do dividendo obrigatório, o acionista minoritário terá direito a
50% do total do lucro líquido apurado no exercício, acrescido pelos saldos
das reservas de lucro.
c) a companhia que, por força de lei ou de disposição estatutária, levantar
balanço semestral, não poderá declarar, por deliberação dos órgãos de
administração, dividendo à conta do lucro apurado nesse balanço.
d) a companhia somente pode pagar dividendos à conta de lucro líquido
do exercício, de lucros acumulados e de reserva de lucros para
proprietários de ações ordinárias.
e) a legislação societária veta a fixação de qualquer outra forma de
cálculo dos dividendos, seja de acionistas controladores ou não
controladores, que não contemple no mínimo 30% dos lucros líquidos de
cada exercício.
20.3 FGV
24) (FGV/Auditor Fiscal/ISS Recife/2014) Determinada entidade
apresentava as seguintes contas em 31/12/2013:
Fornecedores: R$ 20.000,00;
Financiamentos: R$ 30.000,00;
Arrendamentos mercantis financeiros a pagar: R$ 40.000,00;
Dividendos a pagar: R$ 36.000,00;
Adiantamento a fornecedores: R$ 42.000,00;
Salários, férias, encargos e participações: R$ 60.000,00;
Planos de pensão e saúde: R$ 67.000,00;
Outras contas e despesas a pagar: R$ 23.000,00;
Provisões para contingências: R$ 90.000,00;
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Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: R$ 4.000,00.
Com base nas informações acima, o valor do passivo da entidade, em
31/12/2013, era de
a) R$ 326.000,00.
b) R$ 330.000,00.
c) R$ 366.000,00.
d) R$ 408.000,00.
e) R$ 412.000,00.
25) (FGV/Analista Contábil/DPE/RO/2015) Pelas práticas contábeis
aplicadas no Brasil, uma debênture com juros anuais de 10%, e
conversível em ações da data de seu vencimento por sua emitente, deve
ser classificada como:
a) instrumento derivativo;
b) passivo;
c) capital social;
d) patrimônio líquido;
e) título híbrido nas demonstrações consolidadas.
26) (FGV/Técnico de Nível Superior/AL/BA/2014) Em 31/12/2012,
uma empresa contraiu um financiamento de R$100.000,00 com
vencimento em 2018. Este financiamento está sujeito a uma série de
condições. Em outubro de 2013, a empresa constatou que não seria capaz
de cumprir uma das condições.
Em 10 de janeiro de 2014, o banco determinou que não haveria sanções
pelo descumprimento dessa cláusula.
No Balanço Patrimonial de 31/01/2013, a conta financiamentos está
localizada em
a) Passivo Circulante.
b) Passivo não Circulante.
c) Ajuste a valor patrimonial.
d) Reserva de lucros.
e) Reserva de contingências.
27) (FGV/Técnico de Nível Superior/AL/BA/2014) Uma empresa
apresentava as seguintes informações em relação a seu Ativo e Passivo,
em 01/01/2014.
Dividendos a pagar R$ 40.000,00
Fornecedores R$ 50.000,00
Aplicações financeiras R$ 130.000,00
Empréstimos obtidos R$ 30.000,00
Clientes R$ 64.000,00
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Caixa e equivalente a caixa R$ 25.000,00
Estoques R$ 35.000,00
Financiamentos R$ 55.000,00
Máquinas R$ 120.000,00
Depreciação Acumulada R$ 30.000,00
Passivos contingentes R$ 45.000,00
Provisão para recuperabilidade dos ativos R$ 20.000,00
Provisão para 13º salário R$ 48.000,00
Com base nas informações acima, o valor do Patrimônio Líquido da
empresa, em 01/01/2014, era de
a) R$ 56.000,00.
b) R$ 112.000,00.
c) R$ 101.000,00.
d) R$ 121.000,00.
e) R$ 161.000,00.
28) (FGV/DPE RJ/Técnico superior/Ciências Contábeis/2014)
São apresentadas, a seguir, três situações que possuem reflexos em
registros e demonstrações contábeis, a saber:
i) Parcela de juros embutida em uma operação de venda com vencimento
em 180 dias;
ii) aquisição de direito de exploração de serviços aeroportuários; e
iii) terreno recebido em doação para construção da futura sede da
empresa, sem exigência de contrapartida.
Para fins de reporte da informação contábil, a classificação correta das
três situações acima, de forma respectiva, é
(A) i) ajuste a valor presente; ii) intangível; e iii) reserva de incentivos
fiscais.
(B) i) receita financeira comercial; ii) investimentos; e iii) imobilizado.
(C) i) contas a receber; ii) intangível; e iii) reserva de incentivos fiscais.
(D) i) ajuste a valor presente; ii) intangível; e iii) investimentos.
(E) i) receita financeira comercial; ii) investimentos; e iii) reserva de
capital
29) (FGV/Técnico de Nível Superior/AL/BA/2014) Assinale a
opção que indica um fim para o qual as reservas de capital não podem ser
utilizadas.
a) Absorver prejuízos, quando estes ultrapassarem as reservas de lucros.
b) Resgate, reembolso ou compra de ações.
c) Resgate de partes beneficiárias.
d) Incorporação ao capital.
e) Pagamento de dividendos a ações ordinárias e preferenciais.
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30) (FGV/Analista Contábil/DPE/MT/2015) As reservas de capital
podem ser utilizadas para as finalidades listadas a seguir, à exceção de
uma. Assinale-a.
a) Incorporação de capital.
b) Pagamento de dividendo cumulativo a ações preferenciais, com
prioridade no seu recebimento, quando essa vantagem for assegurada
pelo estatuto social.c) Resgate, reembolso ou compra de ações.
d) Pagamento de contingências em situação de organização societária.
e) Absorção de prejuízos, quando esses ultrapassarem as reservas de
lucros.
31) (FGV/Auditor/AL/BA/2014) A Cia. W, em 31/12/2013,
apresentou as informações a seguir:
Financiamentos R$ 12.000,00
Dividendos a pagar R$ 3.000,00
Fornecedores R$ 7.000,00
Máquinas R$ 100.000,00
Depreciação acumulada R$ 30.000,00
Provisão para perda dos estoques R$ 3.000,00
Marcas R$ 30.000,00
Caixa e equivalentes de caixa R$ 10.000,00
Aplicações financeiras R$ 20.000,00
Salários a pagar R$ 15.000,00
Estoques R$ 35.000,00
Clientes R$ 40.000,00
Provisão para créditos de liquidação duvidosa R$ 2.000,00
Passivos contingentes R$ 17.000,00
Devoluções sobre vendas R$ 23.000,00
Obrigações fiscais R$ 23.000,00
Considerando apenas essas informações, o Patrimônio Líquido da Cia. W,
em 31/12/2013, era de
a) R$ 123.000,00.
b) R$ 140.000,00.
c) R$ 143.000,00.
d) R$ 146.000,00.
e) R$ 152.000,00.
32) (FGV/Analista Contábil/DPE/MT/2015) Assinale a opção que
indica o item do Patrimônio Líquido em que os incentivos fiscais
decorrentes de doações ou subvenções governamentais para
investimentos devem ser evidenciados.
a) Capital Social.
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b) Outros resultados abrangentes.
c) Ações em Tesouraria.
d) Reserva de capital.
e) Reserva de lucros.
33) (FGV/Contador/INEA/RJ/2013) A reserva de lucro, que utiliza
como limite o percentual do Capital Social atualizado, é denominada
(A) contingência.
(B) legal.
(C) lucros a realizar.
(D) de capital.
(E) futuro aumento de capital.
20.4 FCC
34) (FCC/Auditor Fiscal/SEFAZ PI/2015) Em 30/09/2013, uma
empresa obteve um empréstimo no valor de R$ 200.000,00 que será
liquidado integralmente (principal e juros) em 30/09/2016. A taxa de
juros compostos contratada foi 1% ao mês e o saldo do empréstimo é
corrigido por um índice de preços que variou 3% entre a data da obtenção
do empréstimo e a data de 31/12/2013. Considere que os meses são de
30 dias corridos.
O valor contábil evidenciado no Balanço Patrimonial de 31/12/2013 deste
empréstimo foi, em reais:
a) 206.000,00
b) 212.242,01
c) 212.180,00
d) 272.000,00
e) 280.160,00
35) (FCC/Analista/CNMP/2015) No dia 01/12/2014 uma empresa
obteve um empréstimo bancário no valor total de R$ 2.000.000,00 que
será liquidado da seguinte forma:
í Principal: pagamento integral em 01/12/2017
í Juros: pagamentos trimestrais, com a primeira parcela vencendo em
01/03/2015
As demais características do empréstimo são as seguintes:
í Taxa de juros contratada: 1,3% ao mês
í Valor dos juros trimestrais: R$ 79.018,39
í Despesas iniciais cobradas pelo Banco (custos de transação): R$
150.000,00
í A taxa de custo efetivo da operação: 1,57% ao mês
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Os valores da despesa com encargos financeiros apropriada no resultado
de 2014 e do saldo apresentado no balanço patrimonial em 31/12/2014
para o empréstimo obtido foram, respectivamente, em reais,
a) 29.045,00 e 1.879.045,00.
b) 31.400,00 e 2.031.400,00.
c) 26.339,46 e 2.026.339,46.
d) 33.755,00 e 2.183.755,00.
e) 24.050,00 e 1.874.050,00.
36) (FCC/Técnico Judiciário/Contabilidade/TRF 3/2014) A Cia.
Italiana recebeu R$ 180.000,00 por mercadorias a serem entregues em 3
meses, e estima que o custo dessas mercadorias será de R$ 70.000,00,
pois ainda precisam ser produzidas. No momento do recebimento do
respectivo valor, a Cia. Italiana
a) reconheceu receita.
b) apurou um lucro estimado.
c) reconheceu um passivo.
d) reduziu estoque.
e) reconheceu um adiantamento a fornecedor.
37) (FCC/Esp. Regulação/ARTESP/2017) A Cia. Egito realizou as
seguintes transações em 2016:
í Lucro líquido: R$ 1.000.000,00.
í Dividendos obrigatórios distribuídos: R$ 350.000,00.
í Aumento de Capital Social: R$ 300.000,00, sendo 50% com Reservas
de Lucros existentes em 31/12/2016 e o restante com Imobilizado.
í Aumento de Capital Social: emissão de 20.000 novas ações com valor
nominal de R$ 1,00 por ação, tendo conseguido negociá-las por R$ 2,00.
í Aquisição de 10.000 ações de sua própria emissão pelo valor total de
R$ 15.000,00.
í Retificação negativa de erros percebidos pelos auditores no valor de R$
50.000,00 ocorridas em 2015.
Considerando o registro destas transações, a alteração no Patrimônio
Líquido da Cia. Egito em 2016 foi, em reais,
(A) 805.000,00.
(B) 755.000,00.
(C) 840.000,00.
(D) 775.000,00.
(E) 855.000,00.
38) (FCC/Esp. Regulação/ARTESP/2017) Sobre Reservas de Lucros,
considere:
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I. A Reserva Legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e
somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o
capital.
II. As Reservas de Capital podem ser utilizadas para resgate de partes
beneficiárias.
III. O Estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma, indique
de modo preciso e completo a sua finalidade e estabeleça os limites
mínimo e máximo.
IV. A Assembleia Geral poderá, por proposta dos órgãos de administração,
destinar para Reserva de Incentivos Fiscais a parcela do lucro líquido
decorrente de doações ou subvenções governamentais para
investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo
mínimo obrigatório.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) II e IV. (C) II e III. (E) I, II e IV.
(B) I, III e IV. (D) I e III.
39) (FCC/Auditor/TCM GO/2015) Determinada empresa obteve, em
01/12/2014, um empréstimo para financiar seu capital de giro. O valor do
empréstimo obtido foi de R$ 8.000.000,00 para pagamento integral
(principal e juros) em 01/12/2015 e a taxa de juros compostos contratada
foi 12% ao ano. Os custos de transação incorridos e pagos para a
obtenção deste empréstimo foram R$ 160.000,00. Sabendo-se que este
empréstimo é mensurado pelo custo amortizado, o valor reconhecido no
Balanço Patrimonial, em 01/12/2014, foi, em reais,
a) 8.000.000,00 no ativo.
b) 8.000.000,00 no passivo.
c) 8.160.000,00 no ativo.
d) 8.000.000,00 no passivo e 160.000,00 no resultado do período.
e) 7.840.000,00, no passivo.
40) (FCC/Auditor de Controle Externo/TCE CE/2015) A Cia.
Patrimonial realizou, durante 2014, as seguintes operações:
I. Vendeu por R$ 100.000,00 ações em tesouraria que haviam sido
adquiridas em 2012 por R$ 30.000,00.
II. Apurou, em 2014, lucro líquido de R$ 230.000,00 e distribuiu
dividendos mínimos obrigatórios de R$ 50.000,00.
III. Recebeu em doação um terreno com restrições a serem cumpridas. O
valor justo do terreno na data do recebimento era R$ 60.000,00.
IV. Aumentou o capital social em R$ 70.000,00, sendo 50% com Reservas
de Lucros existentes em 2013 e 50% com imóveis.
Após o registro dessas operações, o aumento no Patrimônio Líquido da
Cia. Patrimonial ocorrido em 2014 foi, em reais,
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a) 350.000,00.
b) 285.000,00.
c) 315.000,00.
d) 345.000,00.
e) 375.000,00.
41) (FCC/Analista Judiciário/TRT/12/2013) O Patrimônio líquido da
empresa "Comercial MJDX S.A.", em 31/12/X0, era composto pelas
seguintes contas:
Capital $8.000.000
Reserva Legal $200.000
Reserva Estatutária $500.000
Reserva para Expansão $300.000
Total do Patrimônio Líquido $9.000.000
A "Comercial MJDX S.A." obteve, no ano X1, um lucro líquido de $
4.000.000 e constituiu as seguintes reservas:
í Reserva Legal, de acordocom o estabelecido na Lei das Sociedades por
Ações.
í Reserva Estatutária no valor correspondente a 10% do Lucro Líquido.
í Reserva para Contingências no valor de $800.000.
O fundamento econômico à Reserva para Expansão contabilizada em
31/12/X0 não mais existe, pois a empresa já concluiu o projeto de
expansão.
Sabendo-se que o estatuto da empresa não determina o critério para o
cálculo do dividendo mínimo obrigatório, o valor a ser contabilizado no
passivo como Dividendos a Pagar e o valor a ser contabilizado como
Dividendos Adicionais no grupo do Patrimônio Líquido são,
respectivamente,
(A) $2.000.000 e $900.000.
(B) $1.900.000 e $1.000.000.
(C) $1.500.000 e $800.000.
(D) $1.500.000 e $1.400.000.
(E) $1.900.000 e $700.000.
42) (FCC/Analista Contábil/DPE/RS/2013) Com relação ao
Patrimônio Líquido, é correto afirmar que:
(A) as Ações em Tesouraria possuem direito a voto, mas não possuem
direito a dividendos e devem ser registradas em conta credora no
Patrimônio Líquido.
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(B) o valor dos dividendos mínimos obrigatórios proposto e aprovado em
assembleia geral deve ser registrado em conta credora no Patrimônio
Líquido.
(C) a destinação do lucro para constituição da Reserva Estatutária e da
Retenção de Lucros, não poderá ser aprovada, em cada exercício, em
prejuízo da distribuição dos dividendos obrigatórios.
(D) o montante das Reservas de Lucros (Legal, Estatutária, para
Contingências, Incentivos Fiscais e Retenção de Lucros) que ultrapassar o
valor do capital social deve ser distribuído como dividendos.
(E) os valores reconhecidos em Ajustes de Avaliação Patrimonial deverão
ser reclassificados para Lucros Acumulados e distribuídos como dividendos
quando forem realizados financeiramente.
43) (FCC/Auditor Fiscal/SEFAZ/RJ/2014) O Patrimônio Líquido da
Cia. Lucrativa, em 31/12/2011, era constituído pelas seguintes contas
com seus respectivos saldos:
í Capital Social R$ 300.000,00
í Reserva Legal R$ 60.000,00
í Reserva Estatutária R$ 30.000,00
Em 2012, a Cia. Lucrativa apurou um Lucro Líquido de R$ 50.000,00, cuja
destinação deveria seguir o estabelecido em seu estatuto:
í Reserva Legal: constituída nos termos da Lei no 6.404/1976;
í Dividendos obrigatórios: 40% do Lucro Líquido ajustado nos termos da
Lei no 6.404/1976;
í Reserva Estatutária: saldo remanescente.
Sabe-se que R$ 20.000,00 do Lucro Líquido foram decorrentes de
subvenções governamentais para investimentos e que a Cia. Lucrativa,
para não tributar este ganho, reteve-o na forma de Reserva de Incentivos
Fiscais, utilizando a possibilidade estabelecida na Lei no 6.404/1976
referente aos dividendos.
Com base nestas informações, os valores que a Cia. Lucrativa distribuiu
como dividendos obrigatórios e que reteve na forma de Reserva
Estatutária foram, respectivamente,
(A) R$ 19.000,00 e R$ 8.500,00.
(B) R$ 12.000,00 e R$ 38.000,00.
(C) R$ 11.000,00 e R$ 16.500,00.
(D) R$ 12.000,00 e R$ 18.000,00.
(E) R$ 20.000,00 e R$ 10.000,00.
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21 GABARITO
QUESTÃO GABARITO QUESTÃO GABARITO
1 B 23 A
2 E 24 C
3 D 25 B
4 A 26 A
5 A 27 C
6 A 28 A
7 C 29 E
8 E 30 D
9 D 31 B
10 B 32 E
11 D 33 B
12 C 34 B
13 E 35 A
14 A 36 C
15 E 37 D
16 B 38 E
17 B 39 E
18 A 40 C
19 B 41 D
20 C 42 C
21 C 43 D
22 E
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