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Prova Unisinos Verão 2017 1

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Questões resolvidas

Considerando o sentido do texto, assinale a alternativa correta.
a) A principal ideia defendida pela autora é a de que, após sua morte, o ser humano tem outras oportunidades de recomeçar a vida.
b) A partir do texto, depreende-se que o cérebro humano é seletivo, pois retém somente as informações positivas, que contribuem para tornar as experiências futuras melhores.
c) Segundo a autora, como o cérebro tem memória, é possível ao ser humano transportar o que aprendeu para suas experiências futuras.
d) Para sustentar a tese de que os enredos da vida real são sempre mais profundos do que os da ficção, Suzana Herculano-Houzel cita o filme “No Limite do Amanhã”.
e) A autora faz uso de uma linguagem figurada para expressar sua convicção de que, para todo ser humano, uma nova vida começa depois de sua morte física.

Considerando o emprego de sinais de pontuação na variante linguística culta e o sentido do texto, assinale a alternativa correta.
a) Os parênteses das linha 5, que isolam uma observação da autora, poderiam ser substituídos por vírgulas.
b) As vírgulas que isolam a expressão “ao contrário” (linha 15) poderiam ser suprimidas, pois são facultativas.
c) Os dois pontos da linha 16, que introduzem a explicitação de um termo anterior, poderiam ser substituídos por ponto final. Nesse caso, a palavra “transportar” deveria ser grafada com inicial maiúscula.
d) O ponto e vírgula das linhas 18 e 19 poderia ser substituído por vírgula, nas duas ocorrências.
e) A eliminação do travessão da linha 24 não prejudicaria a estrutura sintática da frase, mas perder-se-ia a ênfase atribuída à expressão “e melhor” (linha 24).

Considerando o uso de verbos no texto, assinale a alternativa correta.
a) O verbo “acabara” (linha 4), que poderia ser substituído por “acabou”, expressa um fato que ocorreu antes do momento da enunciação.
b) O verbo “arrancava” (linha 5) expressa um fato pontual, de duração precisa, que ocorreu antes de outro fato, também transcorrido no passado.
c) O verbo “aconteceu” (linha 10), flexionado no pretérito perfeito, expressa um fato que teve longa duração no marco temporal passado.
d) O verbo “têm” (linha 23) expressa um fato incerto, que tem início no presente e se estende no futuro.
e) Por meio do verbo “evite” (linha 23), que foi usado no modo imperativo e que tem como sujeito o pronome “você”, a autora expressa um conselho.

Considerando a coesão sequencial e referencial no texto, assinale V nas afirmacoes verdadeiras e F nas falsas.
( ) O advérbio “assim” (linha 7) retoma o fato de que Cage, personagem do filme “No Limite do Amanhã”, era sumariamente executado pela parceira.
( ) O pronome “isso” (linha 17) refere-se, no texto, à vantagem de transportar o aprendizado do dia anterior para o dia seguinte.
( ) A sequência textual “novas amizades são feitas, mas isso não torna as anteriores menos importantes ou queridas” (linhas 19-20) poderia ser assim reescrita, mantendo-se a orientação argumentativa original: “embora novas amizades sejam feitas, isso não torna as anteriores menos importantes ou queridas”.
( ) A expressão “Graças à memória” (linha 22) poderia ser substituída por “Devido à memória” e expressa causalidade: memória (causa) → crescimento de nossa bagagem ao longo da vida (consequência).
a) V – V – V – V.
b) F – V – F – F.
c) F – V – F – V.
d) V – F – V – F.
e) V – F – F – V.

Considerando a estrutura e os processos de formação de palavras, assinale a única alternativa correta.
a) As palavras “especialmente” (linha 1) e “somente” (linha 9) são advérbios derivados por sufixação a partir de um adjetivo e de um substantivo, respectivamente.
b) Os adjetivos “interessante” (linha 5) e “importantes” (linha 20) são formados por derivação prefixal e sufixal.
c) As palavras “incapaz” (linha 6) e “capacidade” (linha 13) são cognatas, pois possuem o mesmo radical.
d) Os substantivos “acontecimentos” (linhas 13-14) e “habilidades” (linha 19) são formados por derivação sufixal a partir dos verbos “acontecer” e “habilitar”, respectivamente.
e) As palavras “passada” (linha 19) e “passado” (linha 21) são ambos adjetivos formados por derivação imprópria.

Considerando a relação entre a forma e o sentido no texto, analise as seguintes afirmações.
I – As frases interrogativas compreendidas entre as linhas 7 e 8 são perguntas retóricas, diante das quais o autor afirma que muitos carros oficiais foram alvo de roubo ou furto ao longo dos últimos anos e que muitos policiais foram covardemente assassinados.
II – A oração “que vive com medo” (linha 11) cumpre o papel de restringir a expressão “Uma sociedade” (linhas 10-11), referente retomado pelo pronome relativo “que”.
III – A conjunção “Se” (linha 20) expressa uma condição hipotética: a falta de recursos para suprir necessidades básicas da segurança pública.
a) apenas I está correta.
b) apenas II está correta.
c) apenas III está correta.
d) apenas I e II estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.

Qual das propostas de substituição vocabular para “ápice” (linha 1), “as agruras” (linha 2), “cerceada” (linha 4) e “frear” (linha 15), respectivamente, produziria paráfrases com sentidos mais próximos aos dos enunciados originais?
a) ponto culminante – as consequências – suprimida – controlar.
b) extremo – as aflições – restringida – conter.
c) auge – as decorrências – limitada – impedir.
d) âmago – os obstáculos – eliminada – amenizar.
e) cerne – os temores – minimizada – diminuir.

Em relação à função argumentativa de alguns recursos linguísticos empregados no texto, assinale V nas afirmações verdadeiras e F nas falsas.
( ) Por meio do advérbio “aparentemente” (linha 1), o autor relativiza a asserção de que o Rio Grande do Sul atingiu o ápice da insegurança.
( ) O advérbio “certamente” (linha 2) indica a convicção do autor de que quem ainda não foi vítima da violência conhece alguém que já sofreu nas mãos de bandidos.
( ) Ao empregar a expressão “nem mesmo” (linha 7), Lamachia expressa a ideia de que a polícia e as autoridades são os alvos mais fáceis da criminalidade.
( ) Empregando o verbo “precisam” (linha 25), o autor expressa a necessidade de que os governantes se comprometam com políticas efetivas que assegurem o bem-estar da sociedade.
a) V – F – V – V.
b) F – V – F – F.
c) V – V – F – V.
d) V – F – F – F.
e) F – V – V – V.

Leia o excerto abaixo, extraído do texto, e as propostas de reescrita apresentadas a seguir.
I – A criminalidade não é somente decorrência da falta de progresso econômico com que deparamos, mas também uma das causas principais para que a pequena economia – maior criadora de empregos – não atinja o desenvolvimento.
II – A violência não é produto da paralisação econômica que vivenciamos. Ela é um dos motivos fundamentais para que as microempresas – que mais geram empregos – não possam desenvolver-se.
III – A marginalidade é resultado da inércia econômica por que passamos. No entanto, é uma das razões basilares para que a pequena indústria – que reduz o índice de desemprego – tenha dificuldades de desenvolver-se.
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas I e III.
d) apenas III.
e) I, II e III.

Considerando as regras de regência e de concordância, assinale a alternativa em que a substituição proposta está de acordo com as regras da variedade linguística culta.
a) “chegou ao ápice da insegurança” (linha 1)  atingiu ao ápice da insegurança.
b) “não tem sido realizado o investimento necessário” (linha 16)  não tem sido realizados investimentos necessários.
c) “Se faltam recursos” (linha 20)  Se não existe recursos.
d) “suprir necessidades tão básicas” (linha 20)  atender a necessidades tão básicas.
e) “garantam o bem-estar da sociedade” (linhas 25-26)  visem o bem-estar da sociedade.

Instrução: As questões 11 e 12 referem-se ao texto O velho do espelho, de Mário Quintana.
Marque a alternativa em que se evidencia o registro de linguagem utilizado pelo poeta e seu respectivo exemplo.
a) Variante regional – Mas sei que vi, um dia – a longa, a inútil guerra!-
b) Variante histórica – Meu velho pai – que já morreu!
c) Variante coloquial – E os teus planos enfim lá se foram por terra.
d) Variante social – Como pude ficarmos assim?
e) Variante formal – “O que fizeste de mim?!”

Quanto ao tema do poema, podemos observar, entre pai e filho, uma relação de
a) cumplicidade, uma vez que, ao se dar conta da semelhança física entre os dois, o filho resgata sua relação com o pai e perdoa suas possíveis falhas.
b) antagonismo, pois o filho, percebendo que pode se transformar no pai, resolve modificar o rumo de sua vida.
c) inimizade, uma vez que o pai queria que o filho seguisse um determinado caminho, mas o filho optou por fazer as próprias escolhas.
d) tolerância, visto que o pai, quando era vivo, deixou o filho fazer tudo aquilo que queria, pois sabia que, um dia, o filho seria como ele.
e) indiferença, uma vez que eles, apesar da semelhança física, nunca foram capazes de, verdadeiramente, sentirem-se pai e filho.

Instrução: As questões 13, 14 e 15 referem-se aos textos abaixo.
O regionalismo é tema recorrente na literatura brasileira, pois, desde o final do século XIX, vários autores e obras evidenciam a preocupação com o modo como as diversas regiões do Brasil são representadas no texto literário. Dentre as alternativas abaixo, assinale a que apresenta dois elementos essenciais para um texto ser considerado regionalista.
a) A apresentação da figura do índio (habitante primordial do Brasil) como herói nacional e o descaso com a linguagem formal.
b) A preocupação com o uso de uma linguagem objetiva e a inserção de figuras representativas do folclore nacional.
c) A utilização de imagens referentes ao habitat natural e o empenho em demonstrar a insatisfação do homem com sua realidade.
d) O uso de uma linguagem diferenciada e a representação de um universo ficcional intimamente ligado ao espaço físico.
e) A apropriação, pelo texto, de uma determinada realidade social e o exagero na caracterização das personalidades ditas patológicas.

Sobre as proposições acima, pode-se afirmar que
I – O narrador do romance está preocupado com a falta de religiosidade do povo do sertão, que não tem respeito por Deus.
II – O sertão, segundo a perspectiva adotada pelo narrador, é um lugar sem lei, e, mesmo a autoridade maior, Deus, deveria ter cuidado neste espaço.
III – A menção ao tamanho da bala, um pedacinhozinho de metal, é uma advertência quanto à pouca importância dada à vida humana no sertão.
a) apenas I está correta.
b) apenas II está correta.
c) apenas I e II estão corretas.
d) apenas II e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.

Sobre a corrupção no período da ditadura militar (1964-1985), é correto dizer:
I – a corrupção alimentou o comportamento desviante do regime militar, degradou a lei em arbítrio e esvaziou o corpo político de seu significado público.
II – ao se materializar sob a forma de política de Estado durante a ditadura, a tortura tornou-se inseparável dos mecanismos de corrupção, uma vez que o torturador foi elevado à condição de intocável.
III – o combate ao comunismo e o discurso moralizante dos militares foi um eficiente mecanismo para debelar a corrupção no país naqueles anos.
a) apenas I está correta.
b) apenas I e II estão corretas.
c) apenas I e III estão corretas.
d) apenas II e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.

Sobre as proposições acima, pode-se afirmar que
a) apenas I está correta. b) apenas I e II estão corretas. c) apenas I e III estão corretas. d) apenas II e III estão corretas. e) I, II e III estão corretas.
I – o combate ao comunismo e o discurso moralizante dos militares foi um eficiente mecanismo para debelar a corrupção no país naqueles anos.
II – o torturador foi elevado à condição de intocável.
III – o torturador foi elevado à condição de intocável.
a) apenas I está correta.
b) apenas I e II estão corretas.
c) apenas I e III estão corretas.
d) apenas II e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.

‘filha’, ‘esposa’, ‘mãe’ há muito tempo deixaram de ser as únicas identificações valorizadas da mulher na sociedade. Já há algumas décadas reconhece-se que as brasileiras ultrapassaram os espaços tradicionalmente reservados ao dito ‘sexo frágil’ e desempenham, hoje, papéis e funções sequer sonhados por suas bisavós e avós. Foi uma longa estrada percorrida, com percalços e desvios que se mostra, aparentemente, sem volta. Junto com as mulheres, as famílias também mudaram, e de maneira muito rápida, se compararmos o século XX e início do XXI aos períodos anteriores.
Em que momento da história política do Brasil o direito de voto se estende às mulheres?
a) Durante o II Império (1840-1889).
b) Durante a I República (1889-1930).
c) Durante o II Governo de Getúlio Vargas (1951-1954).
d) Na República pós-1945.
e) Durante o I Governo de Getúlio Vargas (1930-1945).

Leonardo de Pisa (1170-1250), também conhecido por Fibonacci, é considerado o maior matemático da Idade Média. Ele é famoso pela sequência que leva o seu nome e também por ter sido o responsável pela introdução dos algarismos indo-arábicos na Europa.
Com base nessas informações, o décimo segundo termo dessa sequência é igual a
a) 55
b) 56
c) 89
d) 144
e) 233

Considere as seguintes afirmativas:
Sobre as proposições acima, pode-se afirmar que
I – A terna (5, 12, 13) corresponde às medidas dos lados de um triângulo retângulo.
II – A área do triângulo retângulo com catetos 3 e 4 é igual a 12.
III – O perímetro do triângulo retângulo com catetos 3 e 4 é igual a 12.
a) apenas I está correta.
b) apenas I e II estão corretas.
c) apenas I e III estão corretas.
d) apenas II e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.

Viajando a uma velocidade média de 75 quilômetros por hora, é possível chegar da cidade A até a cidade B em 1 hora e 20 minutos. Qual deve ser a velocidade média, em quilômetros por hora, para que o mesmo caminho seja percorrido em 1 hora?
a) 120
b) 100
c) 90
d) 80
e) 60

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Questões resolvidas

Considerando o sentido do texto, assinale a alternativa correta.
a) A principal ideia defendida pela autora é a de que, após sua morte, o ser humano tem outras oportunidades de recomeçar a vida.
b) A partir do texto, depreende-se que o cérebro humano é seletivo, pois retém somente as informações positivas, que contribuem para tornar as experiências futuras melhores.
c) Segundo a autora, como o cérebro tem memória, é possível ao ser humano transportar o que aprendeu para suas experiências futuras.
d) Para sustentar a tese de que os enredos da vida real são sempre mais profundos do que os da ficção, Suzana Herculano-Houzel cita o filme “No Limite do Amanhã”.
e) A autora faz uso de uma linguagem figurada para expressar sua convicção de que, para todo ser humano, uma nova vida começa depois de sua morte física.

Considerando o emprego de sinais de pontuação na variante linguística culta e o sentido do texto, assinale a alternativa correta.
a) Os parênteses das linha 5, que isolam uma observação da autora, poderiam ser substituídos por vírgulas.
b) As vírgulas que isolam a expressão “ao contrário” (linha 15) poderiam ser suprimidas, pois são facultativas.
c) Os dois pontos da linha 16, que introduzem a explicitação de um termo anterior, poderiam ser substituídos por ponto final. Nesse caso, a palavra “transportar” deveria ser grafada com inicial maiúscula.
d) O ponto e vírgula das linhas 18 e 19 poderia ser substituído por vírgula, nas duas ocorrências.
e) A eliminação do travessão da linha 24 não prejudicaria a estrutura sintática da frase, mas perder-se-ia a ênfase atribuída à expressão “e melhor” (linha 24).

Considerando o uso de verbos no texto, assinale a alternativa correta.
a) O verbo “acabara” (linha 4), que poderia ser substituído por “acabou”, expressa um fato que ocorreu antes do momento da enunciação.
b) O verbo “arrancava” (linha 5) expressa um fato pontual, de duração precisa, que ocorreu antes de outro fato, também transcorrido no passado.
c) O verbo “aconteceu” (linha 10), flexionado no pretérito perfeito, expressa um fato que teve longa duração no marco temporal passado.
d) O verbo “têm” (linha 23) expressa um fato incerto, que tem início no presente e se estende no futuro.
e) Por meio do verbo “evite” (linha 23), que foi usado no modo imperativo e que tem como sujeito o pronome “você”, a autora expressa um conselho.

Considerando a coesão sequencial e referencial no texto, assinale V nas afirmacoes verdadeiras e F nas falsas.
( ) O advérbio “assim” (linha 7) retoma o fato de que Cage, personagem do filme “No Limite do Amanhã”, era sumariamente executado pela parceira.
( ) O pronome “isso” (linha 17) refere-se, no texto, à vantagem de transportar o aprendizado do dia anterior para o dia seguinte.
( ) A sequência textual “novas amizades são feitas, mas isso não torna as anteriores menos importantes ou queridas” (linhas 19-20) poderia ser assim reescrita, mantendo-se a orientação argumentativa original: “embora novas amizades sejam feitas, isso não torna as anteriores menos importantes ou queridas”.
( ) A expressão “Graças à memória” (linha 22) poderia ser substituída por “Devido à memória” e expressa causalidade: memória (causa) → crescimento de nossa bagagem ao longo da vida (consequência).
a) V – V – V – V.
b) F – V – F – F.
c) F – V – F – V.
d) V – F – V – F.
e) V – F – F – V.

Considerando a estrutura e os processos de formação de palavras, assinale a única alternativa correta.
a) As palavras “especialmente” (linha 1) e “somente” (linha 9) são advérbios derivados por sufixação a partir de um adjetivo e de um substantivo, respectivamente.
b) Os adjetivos “interessante” (linha 5) e “importantes” (linha 20) são formados por derivação prefixal e sufixal.
c) As palavras “incapaz” (linha 6) e “capacidade” (linha 13) são cognatas, pois possuem o mesmo radical.
d) Os substantivos “acontecimentos” (linhas 13-14) e “habilidades” (linha 19) são formados por derivação sufixal a partir dos verbos “acontecer” e “habilitar”, respectivamente.
e) As palavras “passada” (linha 19) e “passado” (linha 21) são ambos adjetivos formados por derivação imprópria.

Considerando a relação entre a forma e o sentido no texto, analise as seguintes afirmações.
I – As frases interrogativas compreendidas entre as linhas 7 e 8 são perguntas retóricas, diante das quais o autor afirma que muitos carros oficiais foram alvo de roubo ou furto ao longo dos últimos anos e que muitos policiais foram covardemente assassinados.
II – A oração “que vive com medo” (linha 11) cumpre o papel de restringir a expressão “Uma sociedade” (linhas 10-11), referente retomado pelo pronome relativo “que”.
III – A conjunção “Se” (linha 20) expressa uma condição hipotética: a falta de recursos para suprir necessidades básicas da segurança pública.
a) apenas I está correta.
b) apenas II está correta.
c) apenas III está correta.
d) apenas I e II estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.

Qual das propostas de substituição vocabular para “ápice” (linha 1), “as agruras” (linha 2), “cerceada” (linha 4) e “frear” (linha 15), respectivamente, produziria paráfrases com sentidos mais próximos aos dos enunciados originais?
a) ponto culminante – as consequências – suprimida – controlar.
b) extremo – as aflições – restringida – conter.
c) auge – as decorrências – limitada – impedir.
d) âmago – os obstáculos – eliminada – amenizar.
e) cerne – os temores – minimizada – diminuir.

Em relação à função argumentativa de alguns recursos linguísticos empregados no texto, assinale V nas afirmações verdadeiras e F nas falsas.
( ) Por meio do advérbio “aparentemente” (linha 1), o autor relativiza a asserção de que o Rio Grande do Sul atingiu o ápice da insegurança.
( ) O advérbio “certamente” (linha 2) indica a convicção do autor de que quem ainda não foi vítima da violência conhece alguém que já sofreu nas mãos de bandidos.
( ) Ao empregar a expressão “nem mesmo” (linha 7), Lamachia expressa a ideia de que a polícia e as autoridades são os alvos mais fáceis da criminalidade.
( ) Empregando o verbo “precisam” (linha 25), o autor expressa a necessidade de que os governantes se comprometam com políticas efetivas que assegurem o bem-estar da sociedade.
a) V – F – V – V.
b) F – V – F – F.
c) V – V – F – V.
d) V – F – F – F.
e) F – V – V – V.

Leia o excerto abaixo, extraído do texto, e as propostas de reescrita apresentadas a seguir.
I – A criminalidade não é somente decorrência da falta de progresso econômico com que deparamos, mas também uma das causas principais para que a pequena economia – maior criadora de empregos – não atinja o desenvolvimento.
II – A violência não é produto da paralisação econômica que vivenciamos. Ela é um dos motivos fundamentais para que as microempresas – que mais geram empregos – não possam desenvolver-se.
III – A marginalidade é resultado da inércia econômica por que passamos. No entanto, é uma das razões basilares para que a pequena indústria – que reduz o índice de desemprego – tenha dificuldades de desenvolver-se.
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas I e III.
d) apenas III.
e) I, II e III.

Considerando as regras de regência e de concordância, assinale a alternativa em que a substituição proposta está de acordo com as regras da variedade linguística culta.
a) “chegou ao ápice da insegurança” (linha 1)  atingiu ao ápice da insegurança.
b) “não tem sido realizado o investimento necessário” (linha 16)  não tem sido realizados investimentos necessários.
c) “Se faltam recursos” (linha 20)  Se não existe recursos.
d) “suprir necessidades tão básicas” (linha 20)  atender a necessidades tão básicas.
e) “garantam o bem-estar da sociedade” (linhas 25-26)  visem o bem-estar da sociedade.

Instrução: As questões 11 e 12 referem-se ao texto O velho do espelho, de Mário Quintana.
Marque a alternativa em que se evidencia o registro de linguagem utilizado pelo poeta e seu respectivo exemplo.
a) Variante regional – Mas sei que vi, um dia – a longa, a inútil guerra!-
b) Variante histórica – Meu velho pai – que já morreu!
c) Variante coloquial – E os teus planos enfim lá se foram por terra.
d) Variante social – Como pude ficarmos assim?
e) Variante formal – “O que fizeste de mim?!”

Quanto ao tema do poema, podemos observar, entre pai e filho, uma relação de
a) cumplicidade, uma vez que, ao se dar conta da semelhança física entre os dois, o filho resgata sua relação com o pai e perdoa suas possíveis falhas.
b) antagonismo, pois o filho, percebendo que pode se transformar no pai, resolve modificar o rumo de sua vida.
c) inimizade, uma vez que o pai queria que o filho seguisse um determinado caminho, mas o filho optou por fazer as próprias escolhas.
d) tolerância, visto que o pai, quando era vivo, deixou o filho fazer tudo aquilo que queria, pois sabia que, um dia, o filho seria como ele.
e) indiferença, uma vez que eles, apesar da semelhança física, nunca foram capazes de, verdadeiramente, sentirem-se pai e filho.

Instrução: As questões 13, 14 e 15 referem-se aos textos abaixo.
O regionalismo é tema recorrente na literatura brasileira, pois, desde o final do século XIX, vários autores e obras evidenciam a preocupação com o modo como as diversas regiões do Brasil são representadas no texto literário. Dentre as alternativas abaixo, assinale a que apresenta dois elementos essenciais para um texto ser considerado regionalista.
a) A apresentação da figura do índio (habitante primordial do Brasil) como herói nacional e o descaso com a linguagem formal.
b) A preocupação com o uso de uma linguagem objetiva e a inserção de figuras representativas do folclore nacional.
c) A utilização de imagens referentes ao habitat natural e o empenho em demonstrar a insatisfação do homem com sua realidade.
d) O uso de uma linguagem diferenciada e a representação de um universo ficcional intimamente ligado ao espaço físico.
e) A apropriação, pelo texto, de uma determinada realidade social e o exagero na caracterização das personalidades ditas patológicas.

Sobre as proposições acima, pode-se afirmar que
I – O narrador do romance está preocupado com a falta de religiosidade do povo do sertão, que não tem respeito por Deus.
II – O sertão, segundo a perspectiva adotada pelo narrador, é um lugar sem lei, e, mesmo a autoridade maior, Deus, deveria ter cuidado neste espaço.
III – A menção ao tamanho da bala, um pedacinhozinho de metal, é uma advertência quanto à pouca importância dada à vida humana no sertão.
a) apenas I está correta.
b) apenas II está correta.
c) apenas I e II estão corretas.
d) apenas II e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.

Sobre a corrupção no período da ditadura militar (1964-1985), é correto dizer:
I – a corrupção alimentou o comportamento desviante do regime militar, degradou a lei em arbítrio e esvaziou o corpo político de seu significado público.
II – ao se materializar sob a forma de política de Estado durante a ditadura, a tortura tornou-se inseparável dos mecanismos de corrupção, uma vez que o torturador foi elevado à condição de intocável.
III – o combate ao comunismo e o discurso moralizante dos militares foi um eficiente mecanismo para debelar a corrupção no país naqueles anos.
a) apenas I está correta.
b) apenas I e II estão corretas.
c) apenas I e III estão corretas.
d) apenas II e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.

Sobre as proposições acima, pode-se afirmar que
a) apenas I está correta. b) apenas I e II estão corretas. c) apenas I e III estão corretas. d) apenas II e III estão corretas. e) I, II e III estão corretas.
I – o combate ao comunismo e o discurso moralizante dos militares foi um eficiente mecanismo para debelar a corrupção no país naqueles anos.
II – o torturador foi elevado à condição de intocável.
III – o torturador foi elevado à condição de intocável.
a) apenas I está correta.
b) apenas I e II estão corretas.
c) apenas I e III estão corretas.
d) apenas II e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.

‘filha’, ‘esposa’, ‘mãe’ há muito tempo deixaram de ser as únicas identificações valorizadas da mulher na sociedade. Já há algumas décadas reconhece-se que as brasileiras ultrapassaram os espaços tradicionalmente reservados ao dito ‘sexo frágil’ e desempenham, hoje, papéis e funções sequer sonhados por suas bisavós e avós. Foi uma longa estrada percorrida, com percalços e desvios que se mostra, aparentemente, sem volta. Junto com as mulheres, as famílias também mudaram, e de maneira muito rápida, se compararmos o século XX e início do XXI aos períodos anteriores.
Em que momento da história política do Brasil o direito de voto se estende às mulheres?
a) Durante o II Império (1840-1889).
b) Durante a I República (1889-1930).
c) Durante o II Governo de Getúlio Vargas (1951-1954).
d) Na República pós-1945.
e) Durante o I Governo de Getúlio Vargas (1930-1945).

Leonardo de Pisa (1170-1250), também conhecido por Fibonacci, é considerado o maior matemático da Idade Média. Ele é famoso pela sequência que leva o seu nome e também por ter sido o responsável pela introdução dos algarismos indo-arábicos na Europa.
Com base nessas informações, o décimo segundo termo dessa sequência é igual a
a) 55
b) 56
c) 89
d) 144
e) 233

Considere as seguintes afirmativas:
Sobre as proposições acima, pode-se afirmar que
I – A terna (5, 12, 13) corresponde às medidas dos lados de um triângulo retângulo.
II – A área do triângulo retângulo com catetos 3 e 4 é igual a 12.
III – O perímetro do triângulo retângulo com catetos 3 e 4 é igual a 12.
a) apenas I está correta.
b) apenas I e II estão corretas.
c) apenas I e III estão corretas.
d) apenas II e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.

Viajando a uma velocidade média de 75 quilômetros por hora, é possível chegar da cidade A até a cidade B em 1 hora e 20 minutos. Qual deve ser a velocidade média, em quilômetros por hora, para que o mesmo caminho seja percorrido em 1 hora?
a) 120
b) 100
c) 90
d) 80
e) 60

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VESTIBULAR DE VERÃO 2017
PROVA DE REDAÇÃO
INSTRUÇÕES
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•	 Se	quiser,	use	as	informações	disponíveis	na	prova	e	nos	textos	de	apoio,	mas	não faça simples cópia ou pará-
frase, pois isso anulará a redação.	Não	é	permitido	o	uso	de	qualquer	outro	material	de	consulta.
•	 Mantenha	o	telefone	celular	desligado.
•	 Desenvolva	o	texto	no	limite	de	30 a 35 linhas,	em	letra	de	tamanho	regular.
•	 Utilize	a	norma	culta	da	língua	portuguesa.
•	 Passe	a	limpo	seu	texto,	na	folha	da	redação,	a caneta (azul escura ou preta), em letra legível e sem rasuras. 
O texto escrito a lápis será anulado.
•	 Na	folha	da	redação,	não	faça	nenhuma	marcação	fora	do	campo	reservado	à	escrita	do	texto,	uma	vez	que	qual-
quer	marca	pode	ser	identificada	na	leitura	feita	pelo	scanner.
• Não dobre, amasse ou rasure a folha da redação,	 pois,	mesmo	 em	 caso	 de	 erro,	 esse	material	 não	 será	
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•	 Ao	terminar,	levante	o	braço	e	aguarde	para	entregar	sua	redação.
•	 Ao	sinal	para	o	término	da	prova,	o	Fiscal	de	Sala	recolherá	a	redação	dos	candidatos	que,	porventura,	ainda	se	
encontrarem	na	sala.
•	 Este	caderno	você	pode	levar	consigo.
O O O O O 
A seguir, são sugeridos dois temas para o desenvolvimento de sua redação. Selecione um deles e redi-
ja um texto argumentativo em que você expresse, com clareza e consistência, sua posição em relação 
ao problema proposto.
Boa Prova!
Unisinos – Redação 1
PROPOSTA 1
Disponível em <http://www.frasiaforismi.com/aforismi/ipocrisia-e-falsita/>. Acesso em 06 set. 2016.
A autenticidade, que consiste em manter-se fiel a sua essência, ao seu “eu” interior, é uma característica 
positiva do ser humano. Alguns estudiosos questionam, entretanto, se é possível cultivar a autenticidade na 
sociedade em que vivemos, condicionados a agir conforme as normas e padrões ditados pelo mundo exterior.
TAREFA
Com base nessas considerações, redija um texto argumentativo em que você responda à seguinte questão:
� Em sua opinião, é possível viver de forma autêntica na sociedade contemporânea? 
Fundamente sua tese em argumentos consistentes.
2 Unisinos – Redação
Textos de apoio para a proposta 1
Texto 1
Falando de autenticidade*
Sandra de Souza Batista Abud**
Infelizmente, a sociedade contemporânea não 
está habituada a ver políticos, líderes religiosos, pes-
soas agindo com autenticidade.
Entretanto, é histórica essa relação entre essên-
cia e aparência. A correspondência entre essas duas 
características era profunda e seriamente considera-
da na Grécia Antiga, quando qualquer demonstração 
de distância da verdadeira essência era chamada de 
“prostituição”, significado diferente dos tempos atuais.
A autenticidade, ou integridade e honestidade, é 
resgatada pela Psicologia como uma das forças pes-
soais. A autenticidade corresponde à característica de 
dizer a verdade e viver de modo genuíno. Ser autên-
tico é ter comportamento compatível com os próprios 
valores.
Nesse contexto, é de primordial importância o au-
toconhecimento. E é de primordial importância tam-
bém se fazerem questões como estas: A minha ver-
dadeira essência está compatível com os valores que 
reproduzo em minhas ações? Eu sou quem acredito 
ser? Tenho consciência do que é minha essência? 
Minhas ações são capazes de exprimir quem sou e 
como penso? Minhas atitudes estão em sintonia com 
o meu eu? Sou autêntico? Somos educados para agir 
com autenticidade?
O ritmo de vida atual afasta os indivíduos dessa 
reflexão. Vive-se, atualmente, em uma sociedade em 
que o ter é que importa e o ser tem pouco espaço, 
e, como consequência, não se descobre quem se é. 
Na verdade, as pessoas até confessam a dificuldade 
de definir seus valores essenciais, por não refletirem 
sobre o assunto.
Voltando à Grécia Antiga, Sócrates, filósofo gre-
go, já dizia, em seu tempo, que o homem que não se 
conhecia era um bárbaro – aquele que, para os gre-
gos, romanos e depois para outros povos, era quem 
pertencia a outra raça de civilização e falava outra 
língua –, ou seja, um estrangeiro, um desconhecido. 
Contemporaneamente, bárbaro significa cruel, desu-
mano, feroz, rude, grosseiro.
Urge entender que a verdadeira virtude e a verda-
deira felicidade fundamentam-se na correspondência 
entre essência e aparência.
*Texto publicado no Jornal da Manhã Online, em 13 de novembro 
de 2014. Disponível em <http://jmonline.com.br/novo/?noticias,22,
ARTICULISTAS,102184>. Acesso em 29 ago. 2016. Adaptação.
**Psicóloga Clínica.
Texto 2
Da sinceridade à autenticidade*
César Pimentel, Pedro Moraes, Mateus Bayer, Luiza Corrêa
Um dos primeiros índices de uma transformação 
moral pode ser remontado ao campo filosófico. Se-
gundo Taylor (2011), em Rousseau, desenvolve-se 
um nexo complexo e inovador entre costumes sociais 
e realidade psicológica. Constatando que o “eu” é in-
separável da vida social, Rousseau pergunta-se como 
podemos viver de modo autêntico, sem sermos ofus-
cados pelo excesso de convenções. Essa questão, 
própria questão da autenticidade, está no centro do 
pensamento de Rousseau. A intensa busca por ser 
“si mesmo” move seu pensamento e expressa sua in-
quietação, articulando sua obra aos mais diferentes 
campos do conhecimento.
Os inúmeros códigos e convenções, bem como 
as regras de etiqueta e educação, compõem, segundo 
o filósofo, um jogo de aparências que distanciam o 
indivíduo de sua singularidade. É nesses termos que 
formula severas críticas à civilidade do mundo aristo-
Unisinos – Redação 3
crático. De acordo com sua análise, pelo fato de os 
indivíduos nas grandes cidades terem de adequar-se 
aos bons costumes, deixam de seguir sua própria 
aptidão. À revelia do que pense, sinta ou deseje, o 
homem deve agir da forma que a sociedade conside-
ra adequada. Assim, perde-se sob a máscara que o 
olhar público impõe a todos, desaparecendo no inte-
rior da uniformidade. Energicamente, Rousseau ende-
reça críticas a essa lógica, denunciando prejuízos do 
culto à aparência sobre o que considera a natureza 
sentimental e espontânea do eu.
Vale destacar que essa concepção do homem ur-
bano como duplo, visto que cindido entre aparência e 
essência, não era, de forma alguma, evidente antes de 
ser formalizada pela análise de Rousseau. No mundo 
clássico, ainda não havia uma cisão, pelo menos uma 
cisão tão nítida, entre interioridade/exterioridade, pri-
vado/público, realidade/artifício, já que o ser se cons-
tituía no próprio ato de aparecer. Era no domínio públi-
co que a subjetividade se formava, sendo aparência e 
essência, portanto, indissociáveis. Balthazar Gracian, 
teólogo e filósofo espanhol do século XVII, dizia que 
“o que não se vê é como se não existisse” (citado por 
COURTINE e HARROCHE, 1988, p. 246). Isto é, o 
ser só poderia concretizar-se no âmbito dos códigos e 
de tudo aquilo que se fazia aparecer. A concepção de 
que haveria um ser autêntico obscurecido por trás da 
aparência foi sendo formulada na esteira das análises 
de Rousseau, o que influenciou o olhar de muitos pen-
sadores sobre a civilidade do século XVII. Mais do que 
isso, a própria formação do sentimento de si e de uma 
subjetividade pretensamente destacada da relação 
com o outro foram engendrando-se através da teoria 
de Rousseau e de suas repercussões.
Uma condenação severa à estima pelo olhar e 
consideração foi disparada. De acordo com Rousseau, 
daí se origina o mal: o indivíduo, ao comportar-se 
em função do olhar e da visibilidade, torna-se outro, 
estrangeiroa si mesmo (COURTINE e HARROCHE, 
1988). Para agir tal como a sociedade exige, ele exerce 
um cálculo constante sobre seus atos, controlando-se 
e reprimindo os sentimentos, formando assim uma 
aparência enganosa. Por essa perspectiva, a máscara, 
antes o próprio modo de a subjetividade constituir-se, 
torna-se engano, dissimulação, “repressão da fisio-
nomia autêntica” (COURTINE e HAROCHE, 1988, p. 
244).
Cabe, então, perguntar: o que seria a autentici-
dade de acordo com o ponto de vista aí colocado? 
À primeira vista, parece que ser autêntico significa 
desvencilhar-se de tudo aquilo que impediria a livre ir-
rupção de impulsos, sentimentos e anseios individuais, 
abrindo espaço para uma expressão plena de si. A 
autenticidade estaria, portanto, em oposição às bali-
zas sociais. Esse sentimento é derivado de uma con-
cepção de indivíduo como núcleo singular, no qual a 
existência social se inscreve em momento posterior e 
secundário. Trata-se de uma forma subjetiva cujo laço 
social é rasgado: independente da relação com o ou-
tro e unicamente exercida quando deste distanciada.
*Excerto do artigo Da sinceridade à autenticidade. Clínica & 
Cultura v.II, n.1, jan-jun 2013, 70-81. Acesso em 29 ago. 2016. 
Adaptação.
Texto 3
O que é ser autêntico?*
Jerônimo Mendes**
De acordo com Nathaniel Branden, Ph.D. em 
Psicologia, “as mentiras mais devastadoras para a 
nossa autoestima não são as que contamos, mas as 
que vivemos”. De fato, quando a realidade da nossa 
experiência e a essência do nosso ser são distorcidas, 
vivemos aquilo que comumente se denomina mentira, 
ilusão, autoengano, fantasia e, por vezes, falta de in-
tegridade. Tão difícil quanto aceitar a realidade é en-
tender a autenticidade.
Autenticidade é a característica de quem é ínte-
gro, legítimo, verdadeiro, sincero. [...] Ser autêntico 
exige uma luta constante consigo mesmo. Enquanto 
você tenta seguir à risca os ensinamentos proferidos 
por seus pais, amigos e professores inesquecíveis, 
o mundo ao seu redor sugere o contrário: um pou-
co de mentira não faz mal; todo mundo trai; ninguém 
vai sentir falta; todo mundo rouba; ladrão que rouba 
ladrão tem cem anos de perdão; estudo não enche 
4 Unisinos – Redação
barriga e outras afirmações absurdas que colocam em 
xeque a consciência e a autenticidade do ser humano.
Muitas pessoas recebem uma educação que anu-
la o entendimento da autenticidade. Desde pequenas, 
aprendem a sorrir para quem não gostam, a negar o 
que sentem, a revidar em caso de ofensa, a apelar 
quando necessário, a rejeitar alguns aspectos da sua 
condição em vez de tentar entendê-los. Ser pobre ou 
menos abastado não significa ser inferior, mas não é 
isso o que reina.
Infelizmente, viver uma vida anônima, simples, 
com base em princípios e valores sólidos, não tem 
qualquer atrativo para a mídia em geral, que se vale 
da hipocrisia e da desgraça alheia. Para atender aos 
anseios da sociedade em geral, as pessoas repre-
sentam o tempo todo e procuram fazer de tudo, em 
troca de alguns minutos de fama, exceto aquilo que 
sua consciência e seu coração mandam. O homem 
só é sincero sozinho, dizia Emerson, pensador norte- 
americano. [...]
Por essas razões, é bem mais fácil falar de auten-
ticidade do que adquiri-la, o que soa um pouco contra-
ditório. Em vida, nascemos e permanecemos autên-
ticos por um bom tempo, entre a infância e parte da 
adolescência. De alguma forma, a realidade do mundo 
consegue modificar o comportamento das pessoas, 
algumas para o bem, outras nem tanto.
Em nome da sobrevivência, o ser humano ten-
de a fingir-se de morto, a sufocar a dor, a bajular, a 
dissimular, a exaltar qualidades alheias e, por vezes, 
a perder a fé em si mesmo. Entretanto, ser autêntico 
não significa revelar todos os segredos, entregar-se 
de corpo e alma numa relação, emitir opiniões contro-
vertidas, dizer, abestalhadamente, tudo o que lhe vem 
à mente, disparar críticas infundadas, abrir mão das 
suas convicções.
Conservar a autenticidade é uma tarefa hercú-
lea, pois o “eu interior” precisa estar em sintonia com 
o “eu exterior”. Se, por um lado, pessoas autênticas 
são tachadas de antipáticas, frias e indiferentes, por 
outro, são mais respeitadas, conseguem mais amigos 
e transmitem mais confiança porque se pode contar 
com elas sem o perigo da traição, da mentira e da 
hipocrisia.
Pessoas autênticas valorizam a si mesmas e são 
mais autoconfiantes. Se você consegue expressar 
seus sentimentos com sinceridade e sutileza ao mes-
mo tempo, sem ferir os sentimentos alheios, você está 
no caminho certo. Ninguém conquista elevado nível 
de autenticidade sem antes compreender a si mesmo 
e, depois, o universo ao seu redor. De acordo com 
Jean-Paul Sartre, filósofo francês, o desejo de adqui-
rir a autenticidade nada mais é do que o desejo de 
compreendê-la melhor e não a perder.
*Texto publicado em 08 de fevereiro de 2010. Disponível em <http:// 
www.administradores.com.br/artigos/carreira/o-que-e-ser- 
autentico/38509/>. Acesso em 11 set. 2016. Adaptação.
**Administrador, Coach, Professor Universitário e Palestrante. 
Mestre em Organizações e Desenvolvimento Local pela UNIFAE.
Unisinos – Redação 5
PROPOSTA 2
Disponível em <http://automedicacaofarma.blogspot.com.br/2010/05/motivos-que-levam-automedicacao.html>. Acesso em 06 set. 2016.
A automedicação, isto é, o uso de medicamentos por conta própria ou por indicação de pessoas não habi-
litadas e sem o acompanhamento de um profissional de saúde qualificado, é uma prática recorrente no Brasil 
e no mundo. Por um lado, profissionais da saúde demonstram preocupação com as possíveis consequências 
negativas do uso de medicamentos sem prescrição médica e, por outro, há os que defendem a ideia de que a 
automedicação, diante da crise do sistema de saúde, seria desejável, em certa medida.
TAREFA
Com base nessas considerações, redija um texto argumentativo em que você responda à seguinte questão:
� Em sua concepção, a automedicação deveria ser combatida ou é uma prática aceitável, consideran-
do a atual situação dos serviços de saúde no Brasil?
Fundamente sua tese em argumentos consistentes.
6 Unisinos – Redação
Textos de apoio para a proposta 2
Texto 1
Automedicação*
A automedicação é uma prática bastante difun-
dida não apenas no Brasil, mas também em outros 
países. Em lugares onde o sistema de saúde é pouco 
estruturado, a ida à farmácia representa a primeira op-
ção procurada para resolver um problema de saúde, 
e a maior parte dos medicamentos consumidos pela 
população é vendida sem receita médica. Contudo, 
mesmo na maioria dos países industrializados, vários 
medicamentos de uso mais simples e comum estão 
disponíveis em farmácias, drogarias ou supermerca-
dos e podem ser obtidos sem necessidade de receita 
médica (analgésicos, antitérmicos, etc).
Debate-se se um certo nível de automedicação 
seria desejável, pois contribuiria para reduzir a utiliza-
ção desnecessária de serviços de saúde. Afinal, dos 
160 milhões de brasileiros, 120 não têm convênios pa-
ra assistência à saúde.
A decisão de levar um medicamento da palma da 
mão ao estômago é exclusiva do paciente. A respon-
sabilidade de fazê-lo depende, no entanto, de haver 
ou não respaldo dado pela opinião do médico ou de 
outro profissional de saúde.
A fim de encurtar os caminhos para a obtenção do 
alívio dos incômodos que o afligem, em inúmeras oca-
siões, diante de quaisquer sintomas, especialmente 
os mais comuns como aqueles decorrentes de viroses 
banais, o brasileiro vê-se, de pronto, impulsionado a 
utilizar os medicamentos populares para gripe, febre, 
dor de garganta; ou a procurar inicialmente orientação 
leiga, seja dos amigos íntimos ou de parentes mais 
experientes ou até mesmo do farmacêutico amigo, em 
busca de solução medicamentosa. A mídia televisivae vários outros meios de comunicação e propaganda 
como o rádio ou “outdoors” insistem com seus apelos 
a estimular a adoção de tal postura, inserindo no final 
da propaganda a sua tradicional frase “persistindo os 
sintomas, um médico deve ser consultado”, como se 
isso os isentasse de toda e qualquer responsabilida-
de. Antes essa advertência do que nenhuma.
No Brasil, embora haja regulamentação da Agên-
cia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para a 
venda e propaganda de medicamentos que possam 
ser adquiridos sem prescrição médica, não há regu-
lamentação nem orientação para aqueles que os uti-
lizam. O fato de poder-se adquirir um medicamento 
sem prescrição não permite ao indivíduo fazer uso 
indevido deste, isto é, usá-lo por indicação própria, na 
dose que lhe convém e na hora em que achar conve-
niente. Dados europeus indicam que, em média, 5,6 
pessoas por farmácia e por semana fazem uso indevi-
do de algum tipo de medicamento.
[...]
As razões pelas quais as pessoas se autome-
dicam são inúmeras. A propaganda desenfreada e 
massiva de determinados medicamentos contrasta 
com as tímidas campanhas que tentam esclarecer os 
perigos da automedicação. A dificuldade e o custo de 
conseguir-se uma opinião médica, a limitação do po-
der prescritivo, restrito a poucos profissionais de saú-
de, o desespero e a angústia desencadeados por sin-
tomas ou pela possibilidade de desenvolver-se uma 
doença, informações sobre medicamentos obtidos à 
boca pequena, na internet ou em outros meios de 
comunicação, a falta de regulamentação e fiscaliza-
ção daqueles que vendem e a falta de programas 
educativos sobre os efeitos muitas vezes irrepará-
veis da automedicação são alguns dos motivos que 
levam as pessoas a adquirirem remédios sem receita 
médica.[...]
Considerando-se que as doenças psicossomá-
ticas têm grande prevalência, permite-se até admitir 
que as chances de erro ao trilhar esse comportamento 
são pequenas, alegando-se que os produtos disponi-
bilizados, em sua maioria, não oferecem grandes ris-
cos. Contudo, os riscos existem e devem ser conside-
rados. Produtos sem o devido controle de qualidade, 
como prosaicos cosméticos aplicados sobre o couro 
cabeludo, mostraram efeito teratogênico, devido à 
contaminação por chumbo. O uso tópico não é isento 
de efeitos indesejáveis. [...]
A automedicação pode mascarar diagnósticos na 
fase inicial da doença. Exemplo marcante é o diag-
nóstico de apendicite aguda. O doente inicia com um 
quadro frusto, automedica-se com antibióticos. Como 
consequência, a apendicite aguda em fase inicial, que 
se resolveria com uma apendicectomia tecnicamente 
fácil, pode evoluir para um quadro de peritonite grave, 
com consequências às vezes funestas. [...]
O problema é universal, antigo e de grandes pro-
porções. A automedicação pode ser considerada uma 
forma de não adesão às orientações médicas e de 
saúde. Nesse sentido, Hipócrates já sentenciou: “To-
Unisinos – Redação 7
da vez que um indivíduo diz que segue exatamente 
o que eu peço, está mentindo”. Não há como acabar 
com a automedicação, talvez pela própria condição 
humana de testar e arriscar decisões. Há, contudo, 
meios para minimizá-la. Programas de orientação pa-
ra profissionais de saúde, farmacêuticos, balconistas 
e população em geral, além do estímulo à fiscalização 
apropriada, são fundamentais nessa situação.
*Texto publicado na Revista da Associação Brasileira de Medicina, 
v. 47, n.4, São Paulo, out/dez. 2001 Disponível em < http://dx.doi.
org/10.1590/S0104-42302001000400001>. Acesso em 29 ago. 
2016. Adaptação.
Texto 2
Minimizar a automedicação é uma realidade utópica, mas necessária*
Antonio Carlos Lopes**
Ir à farmácia por conta própria é, muitas vezes, a 
primeira opção do brasileiro que pretende aliviar seus 
sintomas – principalmente os mais comuns do dia a 
dia, advindos de gripes, viroses, dores de cabeça, do-
res de estômago, entre outros.
O desespero em amenizar uma dor ou o medo de 
adquirir uma doença mais grave levam as pessoas a 
escolherem, entre inúmeras opções, o MIP (Medica-
mento Isento de Prescrição) mais indicado para con-
ter os incômodos momentâneos.
É válido ressaltar que os pacientes têm o direi-
to de atuar sobre a própria saúde, no entanto devem 
exercer esse direito de maneira consciente e respon-
sável. Mesmo que os MIPs sejam liberados e consi-
derados seguros, há sempre um risco, de proporções 
imensuráveis. Por isso, a orientação de um profissio-
nal especializado é fundamental.
A nova regra da Anvisa (Agência Nacional de Vi-
gilância Sanitária), que pretende facilitar a transforma-
ção de medicamentos tarja vermelha em MIPs, aspira 
fortalecer ainda mais o mercado focado nesse tipo de 
remédio, apoiando-se, principalmente, na deteriora-
ção do sistema de saúde.
Sabemos que a estrutura da rede pública no Bra-
sil não tem capacidade de oferecer atendimento a to-
da a população. Os pronto-socorros estão lotados, e 
os agendamentos de consulta nas UBSs (Unidades 
Básicas de Saúde) e nas AMAs (Assistência Médica 
Ambulatorial) demoram muito, como também é verifi-
cado na medicina de grupo.
Com isso, acabamos sendo obrigados a aceitar 
a chamada “automedicação permitida”, mas apenas 
nos casos em que a doença já foi diagnosticada por 
um médico, e o medicamento foi anteriormente pres-
crito. E, quando os sintomas mudam de característica 
ou passam a não responder mais ao medicamento, aí 
a indicação é a de voltar ao médico.
Apesar da regulamentação da Anvisa, cautela e 
responsabilidade são imprescindíveis com a própria 
saúde. O paciente pode ter fácil acesso, mas não po-
de utilizá-lo como quiser: as doses e os horários de-
vem ser orientados por um médico. Além disso, uma 
consulta periódica com um clínico é fundamental para 
assegurar se o uso regular dos remédios sem receita 
apresenta, ou não, riscos.
A automedicação está associada a uma ideia de 
praticidade, rapidez e autocuidado, o que pode ser, 
muitas vezes, perigoso. A ingestão de um medica-
mento pressupõe um diagnóstico clínico que é estri-
tamente da alçada do médico. Caso contrário, pode 
desencadear uma série de problemas, como o agra-
vamento de doenças preexistentes ou interação com 
outros medicamentos, provocando efeitos colaterais 
muitas vezes desastrosos.
Porém, os medicamentos isentos de prescrição 
recebem vasta divulgação na mídia e permanecem 
ao alcance até de crianças. Assim, são banalizados 
e transformados em produtos como quaisquer outros, 
prontos para o consumo.
Profissionais da saúde, farmacêuticos e balconis-
tas necessitam de orientações adequadas para trans-
miti-las à população. É leviano liberar medicamentos 
sem oferecer, de forma clara e concisa, explicações e 
orientações que auxiliem o paciente no consumo da-
quela substância.
Minimizar a automedicação ainda é uma realida-
de utópica, mas precisamos dar esses primeiros pas-
sos para colaborar com a saúde dos pacientes.
*Texto publicado em 16 de março de 2016. Disponível em <http://
noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2016/03/16/minimizar-a-auto-
medicacao-e-uma-realidade-utopica-mas-necessaria.htm>. Acesso 
em 06 set. 2016. Adaptação.
** Presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.
8 Unisinos – Redação
Texto 3
Farmacêuticos lançam campanha contra automedicação*
Ação fictícia realizada no fim do ano passado distribuiu remédios falsos 
para a população; 85% aceitou a medicação sem perguntar nada
Fernanda Bassette**
Em uma ação inédita, o Conselho Federal de 
Farmácia (CFF) lança, nesta segunda-feira, uma cam-
panha nacional contra a automedicação. Participam 
da ação os Estados de São Paulo, Santa Catarina, 
Bahia, Acre, Pará e o Distrito Federal.
A campanha foi embasada em uma ação fictícia 
de marketing realizada em São Paulo, em dezembro 
de 2013, para o lançamentode um novo medicamen-
to. Uma equipe do CFF simulou ser promotora de ven-
das de uma indústria farmacêutica falsa e distribuiu 
4 mil caixas de um medicamento inexistente para as 
pessoas que passavam pelo local. Havia até o boneco 
gigante da caixa do remédio.
A embalagem do remédio falso, muito parecida 
com uma embalagem real, não tinha nome do fabri-
cante nem o princípio ativo da medicação. Dentro, ha-
via uma cartela com drágeas vazias e um alerta sobre 
os riscos da automedicação.
A ideia era exatamente alertar a população so-
bre os riscos do consumo de remédios sem indicação. 
Durante a ação, enquanto o falso promoter entregava 
o medicamento, outra pessoa da equipe preenchia um 
formulário, observando três questões básicas: 1 – a 
pessoa perguntou quem era o fabricante do remédio; 
2 – perguntou se havia contraindicação; 3 – perguntou 
quais eram as indicações da medicação.
Os resultados são alarmantes: 85% das pesso-
as que receberam o remédio falso não perguntaram 
nada. Do total, 14,96% perguntaram para que servia, 
menos de 1% questionaram se havia contraindicação 
e efeitos colaterais e só 0,35% perguntaram sobre o 
fabricante.
“Os dados demonstram que as pessoas enten-
dem que o medicamento é um produto qualquer, sem 
riscos. Elas aceitam receber um remédio como se es-
tivessem recebendo um pacote de bolachas”, avalia 
Pedro Menegasso, presidente do Conselho Regional 
de Farmácia de São Paulo (CRF-SP). Segundo o CFF, 
nos últimos cinco anos, o Brasil registrou quase 60 
mil internações por intoxicação medicamentosa. Em 
2010, segundo o Sistema Nacional de Informações 
Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), 27.710 pessoas fo-
ram internadas. Somente no Hospital das Clínicas de 
São Paulo, são cerca de 600 ao mês.
Ainda, segundo o Sinitox, os medicamentos ocu-
pam a primeira posição entre os três principais agen-
tes causadores de intoxicações em seres humanos, 
desde 1996. Menegasso diz que é preciso existir um 
processo de educação da população sobre os riscos 
do uso inadequado de medicamentos.
*Notícia publicada no jornal O Estado de São Paulo, em 20 de 
janeiro de 2014. Disponível em <http://saude.estadao.com.br/
noticias/geral,farmaceuticos-lancam-campanha-contra-automedi-
cacao,1120776>. Acesso em 30 ago. 2016. Adaptação.
**Jornalista.
Unisinos – Redação
RASCUNHO
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VESTIBULAR DE VERÃO 2017
PROVA DE QUESTÕES OBJETIVAS
LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES ABAIXO
•	 Este	caderno	contém	50 questões objetivas,	devidamente	numeradas	e	distribuídas	da	seguinte	maneira:
 ¤ de 1 a 10: Língua Portuguesa;
 ¤ de 11 a 20: Ciências Humanas e Cultura Geral;
 ¤ de 21 a 35: Ciências Exatas;
 ¤ de 36 a 45: Ciências da Natureza;
 ¤ de 46 a 50: Língua Estrangeira (Inglês e Espanhol).
•	 Para	cada	uma	das	questões	objetivas,	são	apresentadas	5 opções de resposta,	identificadas	com	as	letras	a, 
b, c, d 	e		e.	Marque	apenas	uma	dessas	opções.
•	 Para	responder	às	questões	de	Língua	Estrangeira,	você	deverá	optar entre Inglês e Espanhol.
•	 Em	relação	ao	Cartão	de	Respostas:
	¤ verifique	se	seus	dados	estão	registrados	corretamente.	Caso	haja	alguma	divergência,	comunique	 isso	ao	
Fiscal	de	Sala.
	¤ Marque,	para	cada	questão,	a	letra	correspondente	à	opção	escolhida	para	a	resposta,	preenchendo todo o 
espaço, com caneta esferográfica de tinta azul escura ou preta.	Assinale	apenas	uma	resposta	para	cada	
questão,	pois	a	marcação	em	mais	de	uma	letra	anula	a	questão,	ainda	que	uma	das	respostas	esteja	correta.
	¤ Não	faça	nenhuma	marcação	fora	do	campo	reservado	às	respostas,	uma	vez	que	qualquer	marca	pode	ser	
identificada	na	leitura	eletrônica	do	Cartão	de	Respostas.
 ¤ Não dobre, amasse ou rasure o Cartão de Respostas,	pois,	mesmo	em	caso	de	erro,	ele	não	será	substituído.
	¤ Após	a	conferência,	assine	o	Cartão	de	Respostas	no	espaço	próprio,	com	caneta esferográfica de tinta azul 
escura ou preta.
•	 O	tempo	disponível	para	esta	prova	é	de	4 horas.	Sugere-se	que	você	reserve	os	30	minutos	finais	para	marcar	
seu	Cartão	de	Respostas.
•	 Não	é	permitido	o	uso	de	calculadora	ou	de	qualquer	outro	instrumento	de	cálculo	e/ou	de	consulta.	O celular 
deverá estar desligado.
•	 Quando	terminar	a	prova,	levante	o	braço	e	aguarde	para	entregar	o	Cartão	de	Respostas.	O	Caderno	de	Ques-
tões	você	pode	levar	consigo.
•	 Ao	sinal	para	o	término	da	prova,	o	Fiscal	de	Sala	recolherá	o	Cartão	de	Respostas	dos	candidatos	que,	porven-
tura,	ainda	se	encontrarem	na	sala.
•	 Você	poderá	entregar	o	Cartão	de	Respostas	e	deixar	a	sala	somente	depois de decorrida uma hora do início 
da prova.
Boa prova!
2 Unisinos – Vestibular de Verão
LÍNGUA PORTUGUESA
Instrução: As questões de 1 a 5 referem-se ao texto abaixo.
Memória nos dá a chance de crescer com os erros e ter um futuro melhor*
Suzana Herculano-Houzel**
Que tal ter uma chance de recomeçar um dia malfadado – especialmente se este for o dia em que 
você morre? No filme “No Limite do Amanhã”, que acabou ficando mais conhecido pelo subtítulo “Viva. Morra. 
Repita”, o recomeço a cada morte acontece com o personagem principal, major Cage, vivido por Tom Cruise, 
como efeito colateral de ter morrido coberto com o sangue do alienígena que ele acabara de explodir.
O recurso, que torna o filme interessante (é um dos meus filmes de ficção científica favoritos), arrancava 
gargalhadas do meu filho ontem à noite cada vez que Cage, moribundo ou apenas ferido, mas incapaz de 
continuar a missão, era sumariamente executado pela parceira – e assim o dia recomeçava, com uma nova 
chance de vencer os alienígenas.
Mas o ciclo só funciona porque o personagem está contaminado de sangue alienígena e somente ele 
retém a memória de tudo o que aconteceu no dia de cada uma das suas (muitas) mortes anteriores. O con-
traste com os demais personagens, para quem o dia que recomeça é apenas mais um novo dia, é uma alegoria 
excelente do que nos dota de uma história pessoal: não apenas um cérebro, mas um cérebro com memória.
É graças à capacidade de ser modificado de acordo com sua própria atividade, ao sabor dos aconteci-
mentos, que o cérebro tem memória. Com a licença poética da ficção, o cérebro de todos, menos o de Cage, 
é restaurado ao seu estado de origem no dia que recomeça repetidas vezes. Cage, ao contrário, mantém a 
vantagem que todos nós temos na vida real: transportar o aprendizado do dia anterior para o dia seguinte.
É por isso que recomeços, na vida real, são, em geral, muito mais bacanas e ricos do que na ficção. 
Muda-se para uma nova cidade, mas não se esquecem as lições aprendidas na anterior; troca-se de emprego, 
mas não se perdem todas as habilidades, manhas e truques desenvolvidos com a experiência passada; novas 
amizades são feitas, mas isso não torna as anteriores menos importantes ou queridas. Pelo contrário: as novas 
amizades se beneficiam de nossos erros e acertos do passado.
Graças à memória, nossa bagagem só faz crescer ao longo da vida. Mesmo os acontecimentos ruins, as 
pessoas que não merecem lugar na memória, os dissabores têm seu valor, como marcos que nos dizem “evite 
que isso aconteça de novo”. Recomeçar, na vida real, é começar mais uma vez – e melhor.
*Texto publicado no jornal Folha de São Paulo, em 02 de agosto de 2016. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/ 
colunas/suzanaherculanohouzel/2016/08/1797790-a-memoria-nos-da-a-chance-de-crescer-com- 
os-erros-e-ter-um-futuro-melhor.shtml>. Acesso em 02 set. 2016. Adaptação.
**Neurocientista.
  1.  Considerando o sentido do texto, assinale a al-
ternativa correta.
a) A principal ideia defendida pela autora é a de que, 
após sua morte, o ser humano tem outras oportuni-
dades de recomeçar a vida.
b) A partir do texto, depreende-se que o cérebro huma-
no é seletivo, pois retém somente as informações 
positivas, que contribuem para tornar as experiên-
cias futuras melhores.
c) Segundo a autora, como o cérebro tem memória, é 
possível ao ser humano transportar o que aprendeu 
para suas experiências futuras.
d) Para sustentar a tese de que os enredos da vida 
real são sempre mais profundos do que os da fic-
ção, Suzana Herculano-Houzel cita o filme “No Li-
mite do Amanhã”.
e) A autora faz uso de uma linguagem figurada para ex-
pressar sua convicção de que, para todo ser humano, 
uma nova vida começa depois de sua morte física.
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Unisinos – Vestibular de Verão 3
  2.  Considerando o emprego de sinais de pontua-
ção na variante linguística culta e o sentido do 
texto, assinale a alternativa correta.
a) Os parênteses das linha 5, que isolam uma ob-
servação da autora, poderiam ser substituídos por 
vírgulas.
b) As vírgulas que isolam a expressão “ao contrá-
rio” (linha 15) poderiam ser suprimidas, pois são 
facultativas.
c) Os dois pontos da linha 16, que introduzem a expli-
citação de um termo anterior, poderiam ser substi-
tuídos por ponto final. Nesse caso, a palavra “trans-
portar” deveria ser grafada com inicial maiúscula.
d) O ponto e vírgula das linhas 18 e 19 poderia ser 
substituído por vírgula, nas duas ocorrências.
e) A eliminação do travessão da linha 24 não prejudi-
caria a estrutura sintática da frase, mas perder-se-ia 
a ênfase atribuída à expressão “e melhor” (linha 24).
  3.  Considerando o uso de verbos no texto, assi-
nale a alternativa correta.
a) O verbo “acabara” (linha 4), que poderia ser subs-
tituído por “acabou”, expressa um fato queocorreu 
antes do momento da enunciação.
b) O verbo “arrancava” (linha 5) expressa um fato pon-
tual, de duração precisa, que ocorreu antes de outro 
fato, também transcorrido no passado.
c) O verbo “aconteceu” (linha 10), flexionado no preté-
rito perfeito, expressa um fato que teve longa dura-
ção no marco temporal passado.
d) O verbo “têm” (linha 23) expressa um fato incerto, 
que tem início no presente e se estende no futuro.
e) Por meio do verbo “evite” (linha 23), que foi usado 
no modo imperativo e que tem como sujeito o prono-
me “você”, a autora expressa um conselho.
  4.  Considerando a coesão sequencial e referen-
cial no texto, assinale V nas afirmações verda-
deiras e F nas falsas.
( ) O advérbio “assim” (linha 7) retoma o fato de que 
Cage, personagem do filme “No Limite do Ama-
nhã”, era sumariamente executado pela parceira.
( ) O pronome “isso” (linha 17) refere-se, no texto, à 
vantagem de transportar o aprendizado do dia an-
terior para o dia seguinte.
( ) A sequência textual “novas amizades são feitas, 
mas isso não torna as anteriores menos importan-
tes ou queridas” (linhas 19-20) poderia ser assim 
reescrita, mantendo-se a orientação argumentati-
va original: “embora novas amizades sejam feitas, 
isso não torna as anteriores menos importantes 
ou queridas”.
( ) A expressão “Graças à memória” (linha 22) poderia 
ser substituída por “Devido à memória” e expressa 
causalidade: memória (causa)  crescimento de 
nossa bagagem ao longo da vida (consequência).
A única sequência correta, de cima para baixo, é
a) V – V – V – V.
b) F – V – F – F.
c) F – V – F – V.
d) V – F – V – F.
e) V – F – F – V.
  5.  Considerando a estrutura e os processos de 
formação de palavras, assinale a única alterna-
tiva correta.
a) As palavras “especialmente” (linha 1) e “somen-
te” (linha 9) são advérbios derivados por sufixa-
ção a partir de um adjetivo e de um substantivo, 
respectivamente.
b) Os adjetivos “interessante” (linha 5) e “importantes” 
(linha 20) são formados por derivação prefixal e 
sufixal.
c) As palavras “incapaz” (linha 6) e “capacidade” (linha 
13) são cognatas, pois possuem o mesmo radical.
d) Os substantivos “acontecimentos” (linhas 13-14) e 
“habilidades” (linha 19) são formados por derivação 
sufixal a partir dos verbos “acontecer” e “habilitar”, 
respectivamente.
e) As palavras “passada” (linha 19) e “passado” (linha 
21) são ambos adjetivos formados por derivação 
imprópria.
4 Unisinos – Vestibular de Verão
Instrução: As questões de 6 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Segurança e crise econômica*
Claudio Lamachia**
O Rio Grande do Sul, aparentemente, chegou ao ápice da insegurança. O cidadão comum sabe, há 
muito tempo, que não está seguro. Quem ainda não sofreu na pele as agruras da violência certamente conhece 
alguém que já passou por momentos terríveis nas mãos de bandidos.
Estamos, sem exceção, com a liberdade cerceada. Presos atrás de grades que dão uma falsa sensação 
de segurança, com os vidros do carro permanentemente fechados e preocupados ao andar na rua, ao sair ou 
ao chegar a casa.
O fato é que nem mesmo a polícia e as autoridades estão imunes. Quantos carros oficiais foram alvo de 
roubo ou furto ao longo dos últimos anos? Quantos policiais foram covardemente assassinados?
Segurança pública, assim como saúde, educação e justiça, faz parte de um conjunto de direitos da 
sociedade que, quando funcionam de maneira eficiente, têm a capacidade de promover a prosperidade. Uma 
sociedade que vive com medo não tem condições de alcançar o seu desenvolvimento pleno e não terá condi-
ções de superar o ciclo vicioso do atraso, nem mesmo de superar as barreiras que hoje limitam o avanço social 
e econômico.
Não há, até agora, uma gestão de segurança pública eficiente no combate ao avanço da criminalidade, 
ao mesmo tempo em que não se percebe qualquer efetividade nas atitudes dos governos para frear o caos. 
Também não tem sido realizado o investimento necessário para a qualificação ou ampliação dos quadros de 
policiais. Não há policiamento ostensivo, nem mesmo a utilização de métodos óbvios de vigilância, como o uso 
de câmeras de monitoramento ligadas às delegacias de polícia em número suficiente para prevenir a ação de 
criminosos.
Se faltam recursos para suprir necessidades tão básicas, como crer que o serviço de inteligência, capaz 
de prevenir ameaças de grande risco à sociedade, possa estar devidamente aparelhado?
A criminalidade não é apenas consequência da estagnação econômica que enfrentamos. Ela é tam-
bém um dos fatores primordiais para que a pequena economia − maior geradora de empregos − não consiga 
desenvolver-se. Esse ciclo vicioso precisa ser interrompido com urgência e criatividade.
Os governantes precisam comprometer-se com políticas efetivas que garantam o bem-estar da socie-
dade. Isso deve ser política de Estado, não de governos.
*Texto publicado no jornal Zero Hora, em 11 de agosto de 2016. Disponível em: <http://zh.clicrbs.com.br/rs/opiniao/noti-
cia/2016/08/claudio-lamachia-seguranca-e-crise-economica7235450.html#>. Acesso em 05 set. 2016. Adaptação.
** Presidente nacional da OAB.
  6.  Considerando a relação entre a forma e o sen-
tido no texto, analise as seguintes afirmações.
I – As frases interrogativas compreendidas entre as li-
nhas 7 e 8 são perguntas retóricas, diante das quais 
o autor afirma que muitos carros oficiais foram alvo 
de roubo ou furto ao longo dos últimos anos e que 
muitos policiais foram covardemente assassinados.
II – A oração “que vive com medo” (linha 11) cumpre 
o papel de restringir a expressão “Uma sociedade” 
(linhas 10-11), referente retomado pelo pronome 
relativo “que”.
III – A conjunção “Se” (linha 20) expressa uma condi-
ção hipotética: a falta de recursos para suprir ne-
cessidades básicas da segurança pública.
Sobre as proposições acima, pode-se afirmar que
a) apenas I está correta.
b) apenas II está correta.
c) apenas III está correta.
d) apenas I e II estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.
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Unisinos – Vestibular de Verão 5
  7.  Qual das propostas de substituição vocabular 
para “ápice” (linha 1), “as agruras” (linha 2), 
“cerceada” (linha 4) e “frear” (linha 15), respec-
tivamente, produziria paráfrases com sentidos 
mais próximos aos dos enunciados originais?
a) ponto culminante – as consequências – suprimida 
– controlar.
b) extremo – as aflições – restringida – conter.
c) auge – as decorrências – limitada – impedir.
d) âmago – os obstáculos – eliminada – amenizar.
e) cerne – os temores – minimizada – diminuir.
  8.  Em relação à função argumentativa de alguns 
recursos linguísticos empregados no texto, 
assinale V nas afirmações verdadeiras e F nas 
falsas.
( ) Por meio do advérbio “aparentemente” (linha 1), 
o autor relativiza a asserção de que o Rio Grande 
do Sul atingiu o ápice da insegurança.
( ) O advérbio “certamente” (linha 2) indica a convic-
ção do autor de que quem ainda não foi vítima da 
violência conhece alguém que já sofreu nas mãos 
de bandidos.
( ) Ao empregar a expressão “nem mesmo” (linha 
7), Lamachia expressa a ideia de que a polícia 
e as autoridades são os alvos mais fáceis da 
criminalidade.
( ) Empregando o verbo “precisam” (linha 25), o autor 
exprime a necessidade de que os governantes se 
comprometam com políticas efetivas que assegu-
rem o bem-estar da sociedade.
A única sequência correta, de cima para baixo, é
a) V – F – V – V.
b) F – V – F – F.
c) V – V – F – V.
d) V – F – F – F.
e) F – V – V – V.
  9.  Leia o excerto abaixo, extraído do texto, e as 
propostas de reescrita apresentadas a seguir.
 “A criminalidade não é apenas consequência 
da estagnação econômica que enfrentamos. 
Ela é também um dos fatoresprimordiais para 
que a pequena economia − maior geradora de 
empregos − não consiga desenvolver-se.” (li-
nhas 22-24)
I – A criminalidade não é somente decorrência da fal-
ta de progresso econômico com que deparamos, 
mas também uma das causas principais para que 
a pequena economia – maior criadora de empre-
gos – não atinja o desenvolvimento.
II – A violência não é produto da paralisação econô-
mica que vivenciamos. Ela é um dos motivos fun-
damentais para que as microempresas – que mais 
geram empregos – não possam desenvolver-se.
III – A marginalidade é resultado da inércia econômica 
por que passamos. No entanto, é uma das razões 
basilares para que a pequena indústria – que re-
duz o índice de desemprego – tenha dificuldades 
de desenvolver-se.
Considerando o sentido do texto, o vocabulário, 
a articulação das ideias e as normas da varian-
te linguística culta, pode-se afirmar que está(ão) 
adequada(s)
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas I e III.
d) apenas III.
e) I, II e III.
  10.  Considerando as regras de regência e de 
concordância, assinale a alternativa em que a 
substituição proposta está de acordo com as 
regras da variedade linguística culta.
a) “chegou ao ápice da insegurança” (linha 1)  atin-
giu ao ápice da insegurança.
b) “não tem sido realizado o investimento necessário” 
(linha 16)  não tem sido realizados investimentos 
necessários.
c) “Se faltam recursos” (linha 20)  Se não existe 
recursos.
d) “suprir necessidades tão básicas” (linha 20)  aten-
der a necessidades tão básicas.
e) “garantam o bem-estar da sociedade” (linhas 25-26) 
 visem o bem-estar da sociedade.
6 Unisinos – Vestibular de Verão
CIÊNCIAS HUMANAS E CULTURA GERAL
Instrução: As questões 11 e 12 referem-se ao 
texto O velho do espelho, de Mário Quintana
O velho do espelho
Mário Quintana
Por acaso, surpreendo-me no espelho: quem é esse 
Que me olha e é tão mais velho do que eu? 
Porém, seu rosto...é cada vez menos estranho... 
Meu Deus, Meu Deus...Parece 
Meu velho pai – que já morreu! 
Como pude ficarmos assim? 
Nosso olhar – duro – interroga: 
“O que fizeste de mim?!” 
Eu, Pai?! Tu é que me invadiste, 
Lentamente, ruga a ruga... Que importa? Eu sou, ainda, 
Aquele mesmo menino teimoso de sempre 
E os teus planos enfim lá se foram por terra. 
Mas sei que vi, um dia – a longa, a inútil guerra!- 
Vi sorrir, nesses cansados olhos, um orgulho triste...
(Disponível em <http://www.casadobruxo.com.br/ 
poesia/m/marioq22.htm.> Acesso em xx de xxxx de 2016.)
  11.  Marque a alternativa em que se evidencia o 
registro de linguagem utilizado pelo poeta e 
seu respectivo exemplo.
a) Variante regional – Mas sei que vi, um dia – a longa, 
a inútil guerra!-
b) Variante histórica – Meu velho pai – que já morreu!
c) Variante coloquial – E os teus planos enfim lá se 
foram por terra.
d) Variante social – Como pude ficarmos assim?
e) Variante formal – “O que fizeste de mim?!”
  12.  Quanto ao tema do poema, podemos obser-
var, entre pai e filho, uma relação de
a) cumplicidade, uma vez que, ao se dar conta da se-
melhança física entre os dois, o filho resgata sua 
relação com o pai e perdoa suas possíveis falhas.
b) antagonismo, pois o filho, percebendo que pode se 
transformar no pai, resolve modificar o rumo de sua 
vida.
c) inimizade, uma vez que o pai queria que o filho se-
guisse um determinado caminho, mas o filho optou 
por fazer as próprias escolhas.
d) tolerância, visto que o pai, quando era vivo, deixou 
o filho fazer tudo aquilo que queria, pois sabia que, 
um dia, o filho seria como ele.
e) indiferença, uma vez que eles, apesar da semelhan-
ça física, nunca foram capazes de, verdadeiramen-
te, sentirem-se pai e filho.
Instrução: As questões 13, 14 e 15 referem-se 
aos textos abaixo.
Texto 1
Sertão. O senhor sabe: sertão é onde manda quem 
é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que 
venha armado! E bala é um pedacinhozinho de metal... 
(ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. 22ª 
ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p. 18.)
Texto 2
É verdade, também, que a superação se deu, pa-
ra Guimarães Rosa, na esfera da contemplação e da 
descida às matrizes naturais da comunidade sertaneja. 
Houve e há, por certo, outros meios de esconjurar o 
pitoresco e o exotismo de epiderme. Por exemplo, pon-
do à nu as tensões entre o homem e a natureza, como 
o fez Graciliano em Vidas Secas, e entre o homem e o 
próximo (o mesmo Graciliano em São Bernardo, e Lins 
do Rego, em Fogo Morto). A “saída” Guimarães Rosa foi 
a entrega amorosa à paisagem e ao mito reencontrados 
na materialidade da linguagem. Não é a única para o 
escritor brasileiro de hoje. Mas (será preciso dizê-lo?), é 
a que nos fascinará por mais tempo e com mais razões. 
(BOSI, Alfredo. História concisa da Literatura Brasileira. 
38ª ed. São Paulo: Cultrix, 1994. p. 434.)
Disponível em <http://acordacordel.blogspot.com.br/2011/10/ 
luiz-gonzaga-e-lampiao.html>. Acesso em 27 set. 2016.
Unisinos – Vestibular de Verão 7
  13.  O regionalismo é tema recorrente na litera-
tura brasileira, pois, desde o final do sécu-
lo XIX, vários autores e obras evidenciam a 
preocupação com o modo como as diversas 
regiões do Brasil são representadas no texto 
literário. 
Dentre as alternativas abaixo, assinale a que apre-
senta dois elementos essenciais para um texto ser 
considerado regionalista.
a) A apresentação da figura do índio (habitante primor-
dial do Brasil) como herói nacional e o descaso com 
a linguagem formal.
b) A preocupação com o uso de uma linguagem objeti-
va e a inserção de figuras representativas do folclo-
re nacional.
c) A utilização de imagens referentes ao habitat natural 
e o empenho em demonstrar a insatisfação do ho-
mem com sua realidade.
d) O uso de uma linguagem diferenciada e a represen-
tação de um universo ficcional intimamente ligado 
ao espaço físico.
e) A apropriação, pelo texto, de uma determinada rea-
lidade social e o exagero na caracterização das per-
sonalidades ditas patológicas.
  14.  O romance Grande Sertão: Veredas, de João 
Guimarães Rosa, foi publicado em 1956, há 
60 anos, e representou uma revolução na li-
teratura brasileira, principalmente no que se 
refere à linguagem.
A partir do trecho do romance citado no texto 1, leia 
as seguintes proposições.
I – O narrador do romance está preocupado com a fal-
ta de religiosidade do povo do sertão, que não tem 
respeito por Deus.
II – O sertão, segundo a perspectiva adotada pelo nar-
rador, é um lugar sem lei, e, mesmo a autoridade 
maior, Deus, deveria ter cuidado neste espaço.
III – A menção ao tamanho da bala, um pedacinhozi-
nho de metal, é uma advertência quanto à pouca 
importância dada à vida humana no sertão.
Sobre as proposições acima, pode-se afirmar que
a) apenas I está correta.
b) apenas II está correta.
c) apenas I e II estão corretas.
d) apenas II e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.
  15.  Alfredo Bosi, em se livro História concisa da 
literatura brasileira, demonstra o principal le-
gado do autor mineiro João Guimarães Rosa 
para a literatura regional brasileira: o uso da 
linguagem como ferramenta para consolidar 
a materialidade de uma determinada região. 
Para conseguir esse efeito, um dos recursos 
usados pelo autor é a inserção de um voca-
bulário que, a partir de um registro regional, 
permite-se à invenção de palavras.
Dentre os trechos abaixo, retirados do romance 
Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Ro-
sa, indique aquele em que esse procedimento se 
evidencia.
a) E ele suspirava de ódio, como se fosse por amor; 
mas, no mais, não se alterava. (ROSA, p. 28)
b) Eu me lembro das coisas, antes delas acontece-
rem... Com isso minha fama clareia? (ROSA, p. 29)
c) De cada vivimento que eu real tive, de alegria forte 
ou pesar,cada vez daquela hoje vejo que eu era 
como se fosse diferente pessoa. (ROSA, p. 92)
d) Mas o senhor vai avante. Invejo é a instrução que 
o senhor tem. Eu queria decifrar as coisas que são 
importantes. (ROSA, p. 93)
e) Agora, o tempo de todas as doideiras estava bicho 
livre para principiar. (ROSA, p. 409)
  16.  “Com uma população de quase 5 milhões de 
muçulmanos, a França abriga imigrantes e 
descendentes oriundos das antigas colônias 
que o país manteve no norte da África. A in-
tegração deles à sociedade, contudo, é bas-
tante precária”. (ISTOÉ, 20 de julho de 2016, 
p. 58).
 Em julho de 2016, no dia em que se come-
mora a “Queda da Bastilha”, símbolo da Re-
volução do século XVIII, a França sofreu um 
novo atentado terrorista, desta vez na cidade 
de Nice, no sul do país (o anterior havia sido 
em Paris, em novembro de 2015).
Sobre as condições históricas que ajudam a expli-
car este atentado, é correto afirmar:
a) a população muçulmana que vive na França, de ma-
neira geral, é mal vista, sua integração à sociedade 
é precária, e habita as periferias, onde o desempre-
go é alto.
b) os imigrantes e seus descendentes, de origem 
muçulmana, estão majoritariamente vinculados às 
ações terroristas do Estado Islâmico.
8 Unisinos – Vestibular de Verão
c) a França, nos últimos anos, tem se mantido politica-
mente neutra em relação à política de combate ao 
terrorismo liderada pelos Estados Unidos.
d) a França não participa da coalizão internacional de 
combate ao terrorismo, não investindo, dessa for-
ma, esforços militares nos países do Oriente Médio 
e África.
e) a experiência colonial da França entre o final do sé-
culo XIX e a primeira metade do século XX, tanto na 
Ásia quanto na América Latina, contribui para um 
sentimento de revanche de lideranças políticas ex-
tremistas islâmicas.
  17.  “(...) fenômeno ligado à formação de poderes 
locais assentados em uma ampla clientela 
política, tem por base uma sociedade agrária 
marcada por fortes diferenciações econômi-
cas e sociais, por uma baixa representativi-
dade política (cidadania não plena) e, talvez, 
ainda pela presença de relações não capita-
listas de produção (...)” (FRAGOSO, João Lu-
ís; TEIXEIRA DA SILVA, Francisco Carlos. A 
política no Império e no início da República 
Velha. In: LINHARES, Maria Yeda (org.). Histó-
ria Geral do Brasil. 6ª ed. Rio de Janeiro: Cam-
pus, 1996, p. 213).
A descrição feita dá conta de que experiência polí-
tico-social típica da 1ª República, especialmente no 
nordeste brasileiro?
a) Caudilhismo
b) Coronelismo
c) Populismo
d) Militarismo
e) Getulismo
  18.  “Brexit é o termo usado normalmente como 
referência à saída do Reino Unido da União 
Europeia. É um acrônimo inglês formado pela 
união de Britain (Grã-Bretanha e, por exten-
são, Reino Unido) e exit (saída). A palavra se-
gue a linha do Grexit, criada em 2012 por vá-
rios economistas do Citigroup para descrever 
o risco da saída da Grécia da zona do euro” 
(El País Internacional, Madri, 27 de junho de 
2016).
O referendo sobre a saída da Grã-Bretanha da União 
Europeia aconteceu no dia 23 de junho de 2016, e a 
saída foi aprovada. Que consequências este resul-
tado pode trazer para o país?
a) Todos os estrangeiros que vivem no território do 
Reino Unido serão imediatamente expulsos.
b) O impacto maior é social, com um controle mais se-
vero da saída de cidadãos ingleses para os países 
que permaneceram no bloco.
c) Haverá desvalorização da moeda (libra esterlina), 
inflação e diminuição do PIB.
d) Haverá maior valorização da indústria do Reino 
Unido, aumentando as exportações para os países- 
membros da União Europeia.
e) Serão enfraquecidos os nacionalismos e os par-
tidos políticos de direita, bem como os conser- 
vadores.
  19.  “Corrupção política, como tudo mais, é fe-
nômeno histórico. Como tal, ela é antiga e 
mutante. Os republicanos da propaganda 
acusavam o sistema imperial de corrupto e 
despótico. Os revolucionários de 1930 acu-
savam a Primeira República e seus políticos 
de carcomidos. Getúlio Vargas foi derruba-
do em 1954 sob a acusação de ter criado um 
mar de lama no Catete. O golpe de 1964 foi 
dado em nome da luta contra a subversão 
e a corrupção. A ditadura militar chegou ao 
fim sob acusações de corrupção, despotis-
mo, desrespeito pela coisa pública. Após a 
redemocratização, Fernando Collor foi eleito 
em 1989 com a promessa de caça aos ma-
rajás e foi expulso do poder por fazer o que 
condenou. De 2005 para cá, as denúncias 
de escândalos surgem com regularidade 
quase monótona.” (CARVALHO, José Muri-
lo de. Passado, presente e futuro da corrup-
ção brasileira. In: AVRITZER, Leonardo et al. 
Corrupção: ensaios e críticas. Belo Horizonte: 
UFMG, 2008, p. 237).
Sobre a corrupção no período da ditadura militar 
(1964-1985), é correto dizer:
I – a corrupção alimentou o comportamento desviante 
do regime militar, degradou a lei em arbítrio e es-
vaziou o corpo político de seu significado público.
Unisinos – Vestibular de Verão 9
II – ao se materializar sob a forma de política de Esta-
do durante a ditadura, a tortura tornou-se insepa-
rável dos mecanismos de corrupção, uma vez que 
o torturador foi elevado à condição de intocável.
III – o combate ao comunismo e o discurso moralizante 
dos militares foi um eficiente mecanismo para de-
belar a corrupção no país naqueles anos.
Sobre as proposições acima, pode-se afirmar que
a) apenas I está correta.
b) apenas I e II estão corretas.
c) apenas I e III estão corretas.
d) apenas II e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.
  20.  “‘filha’, ‘esposa’, ‘mãe’ há muito tempo deixa-
ram de ser as únicas identificações valoriza-
das da mulher na sociedade. Já há algumas 
décadas reconhece-se que as brasileiras ul-
trapassaram os espaços tradicionalmente re-
servados ao dito ‘sexo frágil’ e desempenham, 
hoje, papéis e funções sequer sonhados por 
suas bisavós e avós. Foi uma longa estrada 
percorrida, com percalços e desvios que se 
mostra, aparentemente, sem volta. Junto com 
as mulheres, as famílias também mudaram, e 
de maneira muito rápida, se compararmos o 
século XX e início do XXI aos períodos ante-
riores” (SCOTT, Ana Silvia. O caleidoscópio 
dos arranjos familiares. In: PINKSY, Carla 
Bassanezi e PEDRO, Joana Maria (orgs.). No-
va história das mulheres. São Paulo: Contexto, 
2012, p. 15).
Em que momento da história política do Brasil o di-
reito de voto se estende às mulheres?
a) Durante o II Império (1840-1889).
b) Durante a I República (1889-1930).
c) Durante o II Governo de Getúlio Vargas (1951-1954).
d) Na República pós-1945.
e) Durante o I Governo de Getúlio Vargas (1930-1945).
CIÊNCIAS EXATAS
  21.  Leonardo de Pisa (1170-1250), também co-
nhecido por Fibonacci, é considerado o maior 
matemático da Idade Média. Ele é famoso pe-
la sequência que leva o seu nome e também 
por ter sido o responsável pela introdução 
dos algarismos indo-arábicos na Europa.
A sequência de Fibonacci é definida recursivamente 
por:
F1 = F2 = 1 e Fn = Fn – 1 + Fn – 2, para n ≥ 3.
O terceiro, o quarto e o quinto termos podem ser 
calculados usando-se a fórmula acima:
F3 = F2 + F1 = 1 + 1 = 2, F4 = F3 + F2 = 2 + 1 = 3, 
F5 = F4 + F3 = 3 + 2 = 5.
Com base nessas informações, o décimo segundo 
termo dessa sequência é igual a
a) 55
b) 56
c) 89
d) 144
e) 233
  22.  Sabendo que 2x + y = 64 e que 3x – y = 9, temos 
que o valor de 7x – 5y é igual a
a) 403
b) 18
c) 16
d) – 6
e) – 8
10 Unisinos – Vestibular de Verão
  23.  Considere as seguintes afirmativas:
I – A terna (5, 12, 13) corresponde às medidas dos 
lados de um triângulo retângulo.
II – A área do triângulo retângulo com catetos 3 e 4 é 
igual a 12.
III – O perímetro do triângulo retângulo com catetos 3 e 
4 é igual a 12.
Sobreas proposições acima, pode-se afirmar que
a) apenas I está correta.
b) apenas I e II estão corretas.
c) apenas I e III estão corretas.
d) apenas II e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.
  24.  Viajando a uma velocidade média de 75 qui-
lômetros por hora, é possível chegar da cida-
de A até a cidade B em 1 hora e 20 minutos. 
Qual deve ser a velocidade média, em quilô-
metros por hora, para que o mesmo caminho 
seja percorrido em 1 hora?
a) 120
b) 100
c) 90
d) 80
e) 60
  25.  A área de um círculo de raio r é igual ao dobro 
da área de um quadrado de lado . Podemos 
afirmar que é igual a
  26.  Sabendo que P = (a, b) é o ponto de inter-
seção da reta de equação y = –2x – 5 com a 
parábola de equação y = x2 + 6x + 11, então 
podemos afirmar que a2 + b2 é igual a
a) –25
b) –7
c) 7
d) 25
e) 185
  27.  Um anagrama é uma palavra ou frase formada 
pela transposição das letras de outra palavra 
ou frase. “Alice” é um anagrama de “Célia”, 
assim como “Roma” é de “amor”, “Iracema” 
é de “América”, “Marrocos” é de “socorram”. 
Um anagrama não é necessariamente uma 
palavra existente em algum idioma, pois, por 
exemplo, “rrcmsooa” também é um anagra-
ma de “Marrocos”.
Quantos anagramas diferentes podemos formar com 
as palavras “lápis” e “caneta”, respectivamente?
a) 25 e 36
b) 60 e 360
c) 60 e 720
d) 120 e 360
e) 120 e 720
  28.  No gráfico abaixo, aparece a distribuição de 
pessoas entrevistadas em cinco cidades para 
uma pesquisa de mercado.
Sobre o gráfico, podemos afirmar que
a) a quantidade de pessoas entrevistadas em Novo 
Hamburgo excede em 25% a quantidade de pessoas 
entrevistadas em São Leopoldo.
b) metade das pessoas entrevistadas são das cidades 
de Portão ou São Leopoldo.
c) um terço das pessoas entrevistadas são da cidade 
de Novo Hamburgo.
d) 40% dos entrevistados são das cidades Estância 
Velha, Montenegro ou Portão.
e) um quarto das pessoas entrevistadas são das cida-
des de Estância Velha ou Montenegro.
Unisinos – Vestibular de Verão 11
  29.  No gráfico abaixo, está representada uma 
função quadrática f(x) = ax2 + bx + c.
Nesse caso, é correto afirmar que
a) a < 0, c > 0 e b2 – 4ac < 0.
b) a < 0, c < 0 e b2 – 4ac < 0.
c) a > 0, c < 0 e b2 – 4ac > 0.
d) a > 0, c > 0 e b2 – 4ac < 0.
e) a > 0, c > 0 e b2 – 4ac > 0.
  30.  A tabela abaixo mostra os 24 assentos dispo-
níveis numa aeronave. Se um cliente comprar 
um bilhete e o sistema colocá-lo de maneira 
aleatória em algum dos assentos vagos, qual 
a probabilidade de esse assento escolhido 
ser par e ser da fileira B?
 3A 7A 9A 10A 16A
1B 3B 4B 6B 8B 11B 12B 14B 16B
2C 4C 5C 8C 9C 13C 16C
10D 13D 16D
  31.  O bate-estaca é um dispositivo utilizado na 
etapa inicial de uma construção. Com ele, é 
feita a colocação das estacas que fazem parte 
da fundação de um prédio. Um motor eleva, 
por meio de um cabo de aço, um enorme blo-
co (martelo), que é abandonado a certa altura 
e que cai sobre a estaca abaixo. O procedi-
mento de elevar e abandonar o bloco é contí-
nuo, até a estaca atingir a posição desejada.
Disponível em <http://www.clasf.com.br/q/guindaste- 
bate-estaca-guincho/>. Acesso em 20 set. 2016.
O funcionamento do bate-estaca é baseado no fe-
nômeno de
a) transformação da energia mecânica do martelo em 
energia térmica da estaca.
b) conservação da quantidade de movimento do martelo.
c) transformação da energia potencial gravitacional em 
trabalho para empurrar a estaca.
d) colisões do tipo elástico entre o martelo e a estaca.
e) transformação da energia elétrica do motor em 
energia potencial elástica do martelo.
  32.  Um homem cor-
re ao lado de um 
trem, de 100 m de 
comprimento, que 
se move vagarosa-
mente no mesmo 
sentido do homem. 
A velocidade do 
homem é o quín-
tuplo da velocidade do trem, ambas constan-
tes. Em relação ao solo, a distância percor-
rida pelo homem, desde o instante em que 
está na traseira do trem até o instante em que 
alcança a dianteira é, em m, de
a) 100
b) 125
c) 250
d) 400
e) 500
Disponível em <http://sao-
paulotremjeito.blogspot.com.
br/2014_12_01_archive.html>. 
Acesso em 20 set. 2016.
12 Unisinos – Vestibular de Verão
  33.  Observe a figura ao lado. 
O que acontece quando 
uma radiação passa de 
um meio para outro (por 
exemplo, a luz da água 
para o ar)?
a) Sua frequência varia, e seu 
comprimento de onda perma-
nece constante.
b) A frequência, a velocidade e o 
comprimento de onda variam.
c) A velocidade varia, e o com-
primento de onda permanece 
constante.
d) A frequência, a velocidade e o 
comprimento de onda perma-
necem constantes.
e) Sua velocidade varia, e sua 
frequência permanece constante.
  34.  Um frasco de vidro contém, quando cheio, 
100 cm3 de mercúrio, à temperatura de 0 °C. 
Considerando o coeficiente de dilatação 
linear do vidro igual a 8.10-5 °C-1 e o de dilata-
ção volumétrica do mercúrio igual a 2.10-4 °C-1, 
determine, em cm3, a quantidade de mercúrio 
que transbordará do recipiente se a tempera-
tura for elevada a 100 °C.
Disponível em <http://alunosonline.uol.com.br/fisica/
dilatacao-dos-liquidos.html>. Acesso em 20 set. 2016.
a) 0,4
b) 0,8
c) 2,0
d) 2,4
e) 3,6
  35.  Um imã se desloca com uma velocidade v ao 
encontro da bobina X e, depois, com a mes-
ma velocidade, v ao encontro da bobina Y, 
conforme mostram as figuras 1 e 2, respec-
tivamente. Os diâmetros das espiras condu-
toras das bobinas são iguais, mas Y tem um 
número de espiras maior do que X.
Nessas condições, a força eletromotriz induzida na 
bobina X é ................................................ força ele-
tromotriz induzida na bobina Y, e os sentidos das 
correntes elétricas nos amperímetros são ...............
..........................
As lacunas são corretamente preenchidas, respec-
tivamente, por
a) igual à ; contrários.
b) menor do que a ; contrários.
c) maior do que a ; iguais.
d) menor do que a ; iguais.
e) igual à ; iguais.
Disponível em <http://
hayannarldv.blogspot.
com.br/2014/06/ 
refracao-e-reflexao- 
da-luz.html>. Acesso 
em 20 set. 2016.
→
→
Unisinos – Vestibular de Verão 13
CIÊNCIAS DA NATUREZA
Instrução: para resolver as questões 36 a 40, você pode contar com informações da Tabela Periódica.
  36.  
Qual a importância de 
sintetizar fármacos?
Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilân-
cia Sanitária), a substância química que é o princí-
pio ativo do medicamento é chamada de fármaco. 
Sua síntese é considerada uma aplicação nobre 
da química orgânica, por permitir a construção de 
moléculas com diferentes graus de complexidade.
Taganet®, Zantac® e Pepcid® são fármacos capa-
zes de controlar a produção de ácido no estômago 
e aliviar os sintomas da doença de refluxo ácido. A 
fórmula do Zantac® é mostrada abaixo:
Sobre os elementos carbono, enxofre, hidrogênio, 
nitrogênio e oxigênio presentes na estrutura em 
questão, assinale a alternativa correta.
a) O elemento enxofre está localizado, na tabela perió-
dica, no grupo 16 e no segundo período.
b) O íon negativo do oxigênio tem carga -2 e apresenta 
8 prótons e 10 elétrons.
c) O elemento nitrogênio tem a seguinte configuração 
eletrônica: 1s22s22p63s23p2.
d) O ânion do oxigênio tem carga +2 e apresenta 8 pró-
tons e 6 elétrons.
e) Os elementos oxigênio e enxofre estão no mesmo 
período na tabela periódica e apresentam a mesma 
configuração eletrônica mais energética.
14 Unisinos – Vestibular de Verão
  37.  Aminas são compostos derivados da amônia, 
em que um ou mais hidrogênios são substi-
tuídos por grupos alquila e arila. O composto 
CH3CH2CH2NH2 é classificado como uma ami-
na ................, e seu nome é 1-propanamina. 
Seu ponto de ebulição é ................. do que o 
do (CH3)3N, que é chamadode N,N-dimetilme-
tanamina, e ambas ..............solúveis em água.
As lacunas são corretamente preenchidas, respec-
tivamente, por
a) primária – maior – são
b) primária – menor – não são
c) secundária – maior – não são
d) primária – menor – não são
e) secundária – menor – são
  38. 
Você sabe o que são profármacos?
Profármacos são substâncias farmacologicamente 
inativas convertidas pelo corpo em substâncias ativas.
O agente antibiótico cloranfenicol (estrutura 1) é 
capaz de se dissolver na boca, interagindo com os 
receptores de sabor, produzindo um gosto amar-
go e dificultando sua ingestão por crianças. Para 
evitar esse problema, ele é convertido em um éster 
de palmitato (estrutura 2). Essa forma profármaco 
possui uma grande extremidade apolar que impede 
sua dissolução na boca, tornando-o insípido. Quan-
do ele atinge o intestino, as enzimas catalisam a hi-
drólise do radical éster, liberando o fármaco ativo 
(cloranfenicol). As fórmulas estruturais dos dois 
compostos são mostradas a seguir:
Estrutura 1
Estrutura 2
Considerando as duas estruturas, assinale V nas 
afirmações verdadeiras e F nas falsas.
( ) 1 mol de cloranfenicol tem 323, 01g.
( ) 1 mol de cloranfenicol tem 1,2 x 1024 átomos de 
cloro.
( ) 1 mol de palmitato de cloranfenicol tem, aproxima-
damente, 324 g de carbono.
( ) 1 mol de cloranfenicol tem, aproximadamente, 
28g de nitrogênio.
A única sequência correta, de cima para baixo, é
a) V – F – V – F
b) F – V – V – F
c) V – V – V – V
d) V – V – F – F
e) F – F – F – F
  39.  A síntese e a transformação de fármacos en-
volvem a quebra e a formação de várias liga-
ções. Algumas dessas reações ocorrem com 
absorção de energia, e outras, com liberação 
de energia. Dois diagramas de energia gené-
ricos são mostrados abaixo:
 Diagrama 1 Diagrama 2
No que se refere aos diagramas acima, podemos 
afirmar que
I – o diagrama 1 mostra uma reação exotérmica, isto 
é, aquela que ocorre com absorção de energia.
II – o diagrama 2 mostra uma reação endotérmica, isto 
é, aquela que ocorre com absorção de energia.
III – o diagrama 1 mostra uma reação energeticamente 
favorável, enquanto o diagrama 2 mostra uma rea-
ção que ocorre sem variação de energia.
Sobre as proposições acima, pode-se afirmar que
a) apenas I está correta.
b) apenas II está correta.
c) apenas I e II estão corretas.
d) apenas II e III estão corretas.
e) I, II e III estão corretas.
Unisinos – Vestibular de Verão 15
  40. 
Fonte: www.truetiedye.com. Acesso em 18 out. 2016.
 Muitas das roupas que compramos ou que 
transformamos, assim como muitos objetos 
que nos rodeiam, são fabricados a partir do 
uso de polímeros, materiais como os referi-
dos na coluna 1.
Numere a segunda coluna de acordo com a primeira, 
e, depois, selecione a alternativa correspondente à nu-
meração correta, de cima para baixo.
Coluna 1
(1) Nylon 6,6
(2) Dácron
(3) Poliestireno
(4) Kevlar
(5) Teflon
Coluna 2
( ) formado por polimerização de adição do monôme-
ro tetrafluoreteno.
( ) formado por uma polimerização de adição do mo-
nômero de estrutura CH2 = CH – C6H5.
( ) formado por uma polimerização de condensação 
entre os monômeros ácido 1,4-benzenodicarboxí-
lico e etanol.
( ) formado pela polimerização de condensa-
ção entre os monômeros ácido hexanodioico e 
1,6-hexanodiamina.
( ) formado pela polimerização de condensação en-
tre o monômero 1,4-diaminobenzeno e o ácido 
1,4-benzenodicarboxílico.
A numeração correta, de cima para baixo, é
a) 5 – 3 – 2 – 1 – 4
b) 2 – 1 – 4 – 3 – 5
c) 4 – 3 – 2 – 1 – 5
d) 5 – 4 – 2 – 1 – 3
e) 1 – 2 – 5 – 3 – 4
  41.  Neste ano, foi lançado, com grande populari-
dade, o jogo Pokémon Go, que é baseado em 
várias espécies de ficção. Entretanto, muitas 
dessas espécies são, por sua vez, baseadas 
em organismos que existem na natureza. O 
pokémon chamado Vileplume é um exemplo, 
pois é baseado na espécie Rafllesia arnoldii 
(raflésia-monstro), uma planta parasita de ár-
vores na Indonésia, que possui a maior flor 
do mundo. O parasitismo é uma relação inte-
respecífica entre organismos em que apenas 
um indivíduo é beneficiado.
Vileplume
Disponível em <http://vignette3.wikia.nocookie.net/poke-
mon/images/a/a7/045Vileplume_Dream.png/revision/
latest?cb=20140828002233>. Acesso em 13 set. 2016.
Rafflesia arnoldii
Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Rafflesia_arnoldii#/
media/File:Rafflesia_80_cm.jpg>. Acesso em 13 set. 2016.
Dentre as interações biológicas entre organismos, 
qual das alternativas abaixo apresenta apenas rela-
ções interespecíficas desarmônicas?
a) Comensalismo e epifitismo
b) Canibalismo e predação
c) Amensalismo e predação
d) Amensalismo e epifitismo
e) Canibalismo e herbivorismo
16 Unisinos – Vestibular de Verão
  42. A expressividade de um gene é o “grau de 
intensidade” com que ele se manifesta no 
fenótipo do indivíduo, traduzindo o grau de 
expressão do .................. Além disso, fato-
res ambientais ou intrínsecos condicionam o 
grau de expressividade de alguns .................. 
Assim, esta expressão pode ser uniforme ou 
variável, resultando no aparecimento de vá-
rios padrões de ..................
As lacunas são corretamente preenchidas, respec-
tivamente, por
a) fenótipo – fenótipos – genótipos
b) fenótipo – genótipos – fenótipos
c) genótipo – fenótipos – genótipos
d) genótipo – genótipos – fenótipos
e) genótipo – genótipos – genótipos
  43.  Abaixo são apresentados dois conceitos liga-
dos às organelas celulares:
I – organela formada por invaginação da membrana 
plasmática formada por uma rede de túbulos e ve-
sículas interconectadas, que se comunicam com 
a carioteca. Esta, por sua vez, possui função de 
síntese de proteínas e lipídios, na desintoxicação 
celular e no transporte intracelular;
II – organela constituída por dobras de membranas e 
vesículas que possuem função de armazenamento 
de proteínas, síntese de lipídios e polissacarídeos, 
além da transformação, empacotamento e remes-
sa de substâncias.
Esses dois conceitos referem-se, respectivamente, a
a) Retículo endoplasmático e Complexo de Golgi
b) Lisossomos e Complexo de Golgi
c) Peroxissomos e Lisossomos
d) Complexo de Golgi e Retículo endoplasmático
e) Retículo endoplasmático e Lisossomos
  44.  O quadro abaixo relaciona a ocorrência de 
algumas estruturas celulares (organelas) a 
suas funções, em organismos autotróficos e 
heterotróficos:
Organela Função Ocorrência
A Síntese de carboidratos Células autotróficas
Ribossomos B
Células autotróficas e 
heterotróficas
Mitocôndrias Respiração celular C
As letras A, B e C correspondem, respectivamente, a
a) Cloroplastos – Síntese de proteínas – Células 
heterotróficas
b) Complexo de Golgi – Secreção celular – Células au-
totróficas e heterotróficas
c) Lisossomos – Secreção celular – Células 
heterotróficas
d) Lisossomos – Digestão celular – Células autotróficas
e) Cloroplastos – Síntese de proteínas – Células auto-
tróficas e heterotróficas
  45.  Alguns organismos na natureza possuem 
dois tipos de reprodução: sexuada e asse- 
xuada. Por exemplo, em bactérias, ocorre um 
processo em que uma célula se divide em 
duas e origina duas células geneticamente 
idênticas. Esse caso de reprodução asse- 
xuada é chamado de
a) brotamento
b) cissiparidade
c) regeneração
d) metagênese
e) esporulação
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LÍNGUA ESTRANGEIRA
Responda às questões de Inglês ou Espanhol, de acordo com sua opção
INGLÊS
Instrução: as questões 46 a 50 referem-se ao texto a seguir.
Even if the figure of the zombie appeared only relatively recently in popular western culture, it has enjoyed 
almost continuous success since the 60s and the release of Night Of The Living Dead by Romero. A success 
that the series The WalkingDead is definitely being driven by, inspired by the series of comic books of the same 
name created by Robert Kirkman in 2003. With the help of the film director Frank Darabont, he also contributed 
towards its adaptation for the American channel AMC, which has been showing the series since September 
2010.
The plot of The Walking Dead revolves around the character Rick Grimes, a police officer who discovers 
when coming out of a prolonged coma that the majority of the human race has been transformed into zombies. 
Along with other survivors, he attempts to make an existence last longer in the heart of an America that has 
been devastated and invaded by the hordes of the living dead.
In the same way as for the comic book, the TV series became an immediate success and even achieved 
record audiences as The Walking Dead is now the most watched series in the history of American cable TV. 
An enthusiasm clearly created by the comic books and the televised episodes, but that is also driven by a vast 
transmedia presence that offers the TV viewer an ever more innovative narrative experience.
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An augmented televisual experience
To achieve this, The Walking Dead has been adapted to a variety of special media, all of which contri- 
bute a new dimension to the overall narrative. Even for the television, AMC does not simply show the episodes 
in the series. Since 2011, the channel has been producing a 30 minute talk show presented by the comedian 
Chris Hardwick: Talking Dead is thus positioned as the direct extension of the TV series and actors, fans and 
members of the production crew are invited to take part.
In the same spirit of complementing the TV series, AMC has also developed The Walking Dead Story 
Sync, a so-called double screen application, which will allow the user to post live comments on the episodes, 
respond to surveys and talk to other fans via a chat system.
Disponível em <http://www.transmedialab.org/en/the-blog-en/case-study-en/the-walk-
ing-dead-a-tentacular-transmedia-success/>. Acesso em 25 set. 2016.
  46.  A temática principal do texto é:
a) o sucesso das histórias em torno de zumbis.
b) o sucesso da narrativa de The Walking Dead como 
proposta transmidiática.
c) o sucesso, na televisão, de séries sobre zumbis.
d) os benefícios de uma história ser construída de ma-
neira transmidiática.
e) a importância de histórias em quadrinhos no suces-
so da história de The Walking Dead.
  47.  O sucesso da proposta transmidiática apre-
sentada deve-se, de acordo com o texto, ao 
fato de que, nesta proposta,
a) o público encontra os mesmos personagens e a 
mesma história sendo contada da mesma maneira, 
em diferentes plataformas.
b) é sempre possível atualizar-se lendo a história nos 
quadrinhos, que traz, em primeira mão, todos os no-
vos acontecimentos.
c) o público pode postar comentários online sobre os 
episódios.
d) cada produto midiático contribui com alguma nova 
dimensão e vivência para a narrativa mais ampla.
e) mantém-se o mesmo diretor para cada um dos 
produtos midiáticos.
  48.  Segundo o texto, em relação à história de The 
Walking Dead, é correto afirmar que
a) ela faz sucesso desde a década de 60.
b) ela foi inspirada em Night of the Living Dead.
c) o canal AMC tem televisionado a série desde 2010.
d) todos os sobreviventes lutam pela vida do policial.
e) os quadrinhos têm feito mais sucesso que a série da 
TV.
  49.  Na linha 22, na oração “which will allow the 
user to post live comments…”, o pronome 
relativo “which” refere-se a
a) TV series.
b) AMC.
c) The Walking Dead.
d) the user.
e) The Walking Dead Story Sync.
  50.  Usuários/as do The Walking Dead Story Sync 
poderão realizar diversas ações no aplica-
tivo. Assinale a alternativa que contenha 
DUAS ações que NÃO podem ser realizadas 
no aplicativo.
a) Conversar com atores/atrizes via chat e responder a 
enquetes.
b) Postar comentários ao vivo e conversar com fãs.
c) Responder a enquetes e conversar com fãs.
d) Responder a enquetes e postar comentários ao 
vivo.
e) Conversar com atores/atrizes via chat e postar co-
mentários sobre a vida deles(as).
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ESPANHOL
Instrução: as questões 46 a 50 referem-se ao texto a seguir.
Nuestro cerebro también necesita sufrir
Susana P. Gaytán
Dice el diccionario de la R.A.E. que la felicidad es un estado de grata satisfacción espiritual y física pero, 
un poco después, reconoce que para que esto ocurra, también debería darse una ausencia de inconvenien-
tes o tropiezo: algo poco probable en la vida que, por definición, se desarrolla en un entorno cambiante. Sin 
embargo, incluso socialmente, parece que se está obligado “a ser feliz”… El problema es que esta imposición 
de la felicidad dificulta el gestionar adecuadamente las emociones llamadas “negativas”... ¡Y el cerebro nece-
sita ambas cosas! Las emociones como la tristeza, el miedo o la ira no son “negativas”, sino necesarias y car-
gadas de enormes ventajas adaptativas. Vamos a ver por qué.
¿Qué sucede cuando un individuo se desplaza de su “zona de confort”? Que su cerebro explorador inicia 
todos los mecanismos necesarios para afrontar los cambios. Así, la amígdala dirige el control emocional de sus 
acciones, mientras el hipocampo limita su alcance basándose en las experiencias previas fijadas en su memo-
ria. El cerebro entonces puede enfrentarse al miedo y alerta, emociones que garantizan su integridad. O puede 
tener que negociar con un posible desencanto por una experiencia desagradable: empieza así el necesario 
duelo que le permitirá re-evaluar su situación. Por último, incluso se puede desarrollar un potente enfado que 
le hará luchar contra lo que es peligroso o injusto.
Pero, obviamente, estas situaciones de alarma no se deben prolongar eternamente. Por ello, nuestro 
cerebro, a continuación, inicia, también, una serie de mecanismos atenuadores de ese desagradable conjunto 
de sensaciones. Estas respuestas “de recuperación” son en muchos casos iniciadas por señales químicas 
como, por ejemplo, la liberación de oxitocina que comunica una sensación de confianza en el entorno.
Adaptado de <http://www.muyinteresante.es/ciencia/articulo/nuestro-cerebro-tambien-necesita-sufrir-301450111860>. 
Acesso em 25 set. 2016
  46.  Considerando-se o conteúdo do texto, é pos-
sível afirmar que
a) a vida se desenvolve em um ambiente estável.
b) o cérebro tem necessidade de administrar emoções 
negativas e positivas.
c) as emoções negativas permitem que os indivíduos 
saiam de sua zona de conforto para enfrentar o sen-
timento de irritação.
d) é possível ser feliz, espiritual e fisicamente, mesmo 
havendo tropeços na vida.
e) na atualidade, a obrigatoriedade de ser feliz trans-
formou-se em uma emoção negativa.
  47.  Leia as afirmações a seguir e assinale V nas 
verdadeiras e F nas falsas, tomando como 
base o conteúdo do texto.
( ) As emoções negativas são necessárias para o 
bom funcionamento do cérebro.
( ) A amígdala controla as emoções, e o hipocampo, 
as experiências pessoais.
( ) A liberação de oxitocina funciona como um meca-
nismo atenuador das sensações de alarme.
A sequência correta, de cima para baixo, é
a) V – V – V.
b) V – V – F
c) F – F – F.
d) V – F – V.
e) F – V – V.
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  48.  Considerando-se as afirmações a seguir, é 
possível afirmar que:
a) O vocábulo ‘ello’ (linha 15) está fazendo referência 
à ‘nuestro cerebro’ (linhas 15-16).
b) O vocábulo ‘algo’ (linha 3) está fazendo referência 
à expressão ‘estado de grata satisfacción espiri-
tual y física’ (linha 1).
c) O vocábulo ‘cerebro’ (linha 8) possui grafiaseme-
lhante ao português, mas distingue-se deste idioma 
quanto à posição da sílaba tônica.
d) O pronome ‘le’ (linha 14) está fazendo referência à 
palavra ‘duelo’ (linha 13)
e) O vocábulo ‘señales’ (linha 17) apresenta o mesmo 
gênero que seu equivalente em português, ‘sinais’ .
  49.  Os vocábulos ‘sino’ (linha 6) e ‘mientras’ (li-
nha 10) podem ser traduzidos, respectiva-
mente, ao português, sem alterar-se o senti-
do do texto, por
a) portanto durante
b) enquanto quanto mais
c) por isso quanto
d) embora entretanto
e) mas enquanto
  50.  O verbo ‘desplaza’ (linha 8) pode ser substi-
tuído, sem alterar-se o sentido do texto, por
a) aproxima
b) transforma
c) desabriga
d) desacomoda
e) traslada

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