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CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA ETEC “PROF. FRANCISCO DOS SANTOS” ANALISANDO E COMPARANDO AS REDES SEM FIO WI-FI E WI-MAX. São Simão – SP 2010 REGIANE OLIVEIRA VIVIANE AP. MAXIMIANO ANALISANDO E COMPARANDO AS REDES SEM FIO WI-FI E WIMAX. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Etec Profº Francisco dos Santos como requisito parcial para a obtenção do título de Técnico em Informática. São Simão – SP Julho/2010 II FOLHA DE APROVAÇÃO SERÁ FORNECIDA PELA BANCA III Agradecimentos Agradeço primeiramente a Deus e aos meus familiares pela força me dava para vencer esse desafio e pelo apoio dado até aqui na construção desse projeto. A todos os professores que até aqui conheci e que pela sua paciência e dedicação me ensinaram e fizeram de mim uma pessoa melhor. Agradeço a todos os meus colegas especialmente Regiane, Luciana, Jaine e Eduardo que me ajudaram na construção desse projeto e me fizeram continuar até o fim esse curso. E especialmente ao professor Marcelo e Rafael que com toda sua paciência e dedicação me ajudaram a terminar esse projeto. Agradeço de coração por toda a ajuda dada a mim, serei eternamente grata. Viviane Aparecida Maximiano IV Agradeço a Deus em primeiro lugar, a minha família, aos professores que me ajudaram a concluir esse projeto. Aos meus amigos que até aqui estiveram comigo e de alguma forma contribuíram para a realização desse Projeto. Regiane Oliveira V “Não se pode ensinar tudo a alguém, pode-se apenas ajudá-lo a encontrar respostas por si mesmo.” (Galileu Galilei,) VI Resumo Hoje com o avanço tecnológico muito rápido é importante estar sempre atualizado sobre o que se chega ao mercado, tendo em vista que no ramo da informática, todo é mutável e o que é novo hoje amanhã já pode ser ultrapassado então esta pesquisa é pra mostrar mais sobre as tecnologias Wi-Fi e WiMax e o avanço tecnológico que ela tende a trazer para o mundo. Também não podemos esquecer-nos da necessidade de conectividade que o homem desse século tem. Com seu gadgets, a necessidade de estar sempre conectado a uma rede acaba virando uma rotina. Este trabalho tem como principal objetivo realizar um estudo a tudo relacionado essas novas tecnologias comerciais em redes de computadores sem fio. Mostrando que as redes sem fio aliam a flexibilidade comum em uma rede sem fio com a possibilidade de um grande número de atendimento de usuários. Por fim faremos uma conclusão mostrando qual a tecnologia seria mais adequada pra ser investida pelo Brasil, para a implantação de banda larga. Palavras-chave: redes sem fio, Wi-Fi e WiMax VII Índice de Figuras Figura 1 Diversas Topologias de Rede ..................................................................... 18 Figura 2: Topologia em bus ou barramento .............................................................. 18 Figura 3: Topologia em Estrela ................................................................................. 19 Figura 4: Topologia em Anel ..................................................................................... 20 Figura 5: Topologia em Anel ..................................................................................... 20 Figura 6: Topologia em Malha (mesh) ....................................................................... 20 Figura 7 : Topologia Sem Fios (wireless) .................................................................. 21 Figura 8: Topologia em Espinha Dorsal (Backbone) ................................................. 22 Figura 9: Topologia em Estrela Hierárquica ou Árvore .............................................. 23 Figura 10: Topologia em Fully-connected (rede totalmente conectada) .................... 24 Figura 11: Logotipo Wi-Fi .......................................................................................... 27 Figura 12: Adaptador de rede PCI com tecnologia Wi-Fi .......................................... 29 Figura 13: Topologia de rede WiMax. ....................................................................... 38 VIII Sumário Introdução ................................................................................................................... 9 1. A História da Internet ............................................................................................. 11 1.1. Banda Larga: a evolução da velocidade nas comunicações de dados ........... 13 2. Conceito de Redes de Computadores .................................................................. 15 2.1. Os diferentes tipos de redes ........................................................................... 15 2.2. Topologias de Rede ........................................................................................ 16 3. Conceito de rede Wireless. ................................................................................... 25 4. Introdução ao Wi-Fi ............................................................................................... 27 4.1. Histórico WiFi .................................................................................................. 27 4.2. Definição Wi-Fi ............................................................................................... 28 4.3. Principais padrões e especificações ............................................................... 30 4.4. As Vantagens e Desvantagens do Wi-Fi ........................................................ 31 5. Introdução ao WiMax ............................................................................................ 33 5.1. Histórico do WiMax ......................................................................................... 33 5.2. Definição do WiMax ........................................................................................ 34 5.3. Principais padrões e especificações ............................................................... 36 5.4. As Vantagens e Desvantagens do WiMax. ..................................................... 40 6. Conclusão ............................................................................................................. 42 7. Referências Bibliográficas ..................................................................................... 43 9 Introdução Nos últimos anos, as redes de computadores tem se popularizado. Há basicamente dois tipos de redes: redes com fio, utilizando meios físicos de comunicação (cabos) e redes sem fio que utilizam o ar como meio de comunicação, onde trafegam sinais de rádio-freqüência e a transmissão e recepção ocorre através de antenas, sistema Wireless. Entre os possíveis sistemas de comunicação para redes wireless pode-se destacar o sistema Wi-Fi (Wireless Fidelity), e o sistema WiMax (Worldwide Interoperability for Microwave Access). Ao longo do tempo profissionais e fabricantes de equipamentos da área de redes perceberam que era possível unir as redes de computadores com a comunicação sem fio. Começaram então a desenvolver aparelhosque faziam a comunicação sem fio destes computadores em rede. Surgiram alguns problemas, pois não havia um padrão entre esses aparelhos, assim o Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) decidiu que era necessária à criação de um padrão e que este fosse aberto. O IEEE criou uma equipe de pesquisadores destinada à criação deste padrão para as redes sem fio. Uma rede sem fio é uma tecnologia que permite com que dois ou mais computador esse comuniquem sem a necessidade de alguma espécie de cabeamento entre eles. Durante o ano todo, blogs de tecnologia e gadgets mostram milhares de aparelhos e inventos que buscam resolver os problemas cotidianos. E hoje com a tecnologia evoluindo e sendo cada vez mais primordial a comunicação entre as pessoas, ou para saber das notícias do dia, já pensou como você se ficasse um dia sem internet? E o tanto que isso atrasaria seus compromissos e não de daria a facilidade que a tecnologia traz hoje na nossa vida. Nesse projeto abordaremos a tecnologia Wi-Fi e a tecnologia WiMax, mostrando o quanto elas vem evoluindo e mostrando as suas eficiências e suas deficiências, ajudando a transformar a experiência dos usuários finais com a banda larga. Mostraremos os padrões que cada tecnologia possui assim como sua área de cobertura, suas taxas de transmissões, o seu custo, as empresas que já oferecem 10 esses serviços, as vantagens e as desvantagem, onde essas tecnologias vem sendo mais utilizadas. Com o intuito de trazer mais conhecimento das tecnologias e mostrando o quanto ela vem facilitando e incluindo as pessoas no mundo digital. 11 1. A História da Internet Segundo o site (http://www.artigonal.com/tec-de-informacao-artigos/a-historia- da-internet-737117.html) a Internet começou em 1969 com o projeto do governo americano chamado ARPANET, que tinha como objetivo interligar universidades e instituições de pesquisa e militares. Na década de 70 a rede tinha poucos centros, mas o protocolo NCP (Network Control Protocol), foi visto como inadequado, então, o TCP/IP foi criado e continua sendo o protocolo base da Internet. Segundo Laudon et Laudon (1999) a internet tem sido o foco de tanta atenção por ser a maior e mais rápida forma de implementação de uma auto-estrada da informação. A expressão “auto-estrada da informação” refere-se às redes de telecomunicações de alta velocidade com escopo nacional ou internacional e que oferecem acesso aberto (com ou sem taxa de cobrança) ao público em geral, causando um grande impacto no mundo empresarial, no meio científico, governamental e até mesmo, sem muita gente perceber, as pessoas mais simples, que por muitas vezes não possuem acesso à internet, têm, de alguma forma, sua vida afetada por ela. Laudon et Laudon (1999) descreve-nos que a origem da internet é encontrada na ARPANET, uma rede única criada em 1969, pela Advanced Research Projects Agency (ARPA) do Departamento de Defesa (DD) dos EUA, para permitir o compartilhamento de dados e criar um sistema de correio eletrônico (e-mail). Segundo o autor a descentralização da internet foi proposital, pois o Departamento de Defesa queria tornar a ARPANET menos vulnerável ao ataque de uma potencia estrangeira ou terrorista. De certo que, sem essa atitude, dificilmente teríamos a internet com nós a conhecemos hoje, e graças a essa atitude muita coisa evoluiu, melhorando a vida de todo ser humano. O escritor em questão nos diz que quando a ARPANET e a NSFNET estavam interligadas, a moderna internet nasceu, e o seu fenomenal crescimento teve início. As redes científicas e educacionais começaram a se interligar, à medida que a internet se tornou um meio para cientistas e educadores de todo o mundo conversarem diariamente. O uso comercial da internet começou lentamente no final dos anos 80, mas explodiu em 1993 com o advento da world winde web (também conhecida como Web ou www). (LAUDON et LAUDON, 1999) 12 No início a Internet tinha poucos serviços, sendo o E-mail, o serviço mais utilizado. O FTP (transferência de arquivos), Telnet (acesso de sessões em hosts) e outros foram criados. Segundo (James F.Kurose e Keit W. Ross 2007) não é possivel definir o que é a Internet pois ela está sempre mudando, tanto no que se refere a seus componentes de hardware e software quanto aos serviços que oferece. A Internet que conhecemos como hoje, foi sendo criada ao longo da década de 80, onde diversas instituições dos EUA e de outros países foram se interligando, criando uma grande rede, mas ainda sem o cunho comercial. A pressão para que empresas pudessem também participar da rede mundial, fez com que no início dos anos 90 fosse aberta para o uso comercial então, que começou um novo mundo. Naquela época, os principais serviços existentes eram basicamente o e-mail, um simples serviço de chat, transferências de arquivos via FTP e serviços como o WAIS (Wide Area Information Service), o Archie (criado no Canadá). Em 1991, Tim Berners-Lee do CERN, lança o WWW (World Wide Web), que foi a base para que Marc Andreesen lança-se em o Mosaic para Unix em fevereiro de 1993 e em agosto do mesmo ano, eles lançaram a versão para o Windows. O Mosaic foi a base do que temos do conceito da Internet, pois você poderia literalmente navegar de uma página para outra, de um site para outro sem precisar de usar comandos complexos, como os existentes no WAIS e Gopher, como também poderia criar o seu conteúdo usando um simples editor de texto e uma linguagem simples que foi chamada de HTML (HiperText Markut Language). Em 1991, a RNP (Rede Nacional de Pesquisas), trouxe a Internet para o Brasil, sendo o seu objetivo o de atender a conexão das redes de universidades e centros de pesquisas, mas logo as esferas federais e estaduais começaram também a se interligar. Em 1995, finalmente o Ministério de Comunicações e de Ciência e Tecnologia abriram a Internet para a sua operação comercial, onde provedores puderam contratar conexões junto com a RNP e depois com a Embratel. Atualmente o Brasil possui diversos backbones inteligando todos os estados do Brasil, bem como centenas de conexões com outros países, o que nos dá a possibilidade de conectar a sites e utilizar seus serviços em todos os lugares do mundo. 13 A Internet já passou por vários momentos e hoje, ainda podemos dizer que ela ainda está na infância, mas uma infância madura. A Internet continuará sendo o principal serviço de conectividade e cada vez mais presente nas nossas vidas. 1.1. Banda Larga: a evolução da velocidade nas comunicações de dados Segundo o site (http://administradores.com.br/informe-se/producao- academica/aplicabilidade-da-internet-banda-larga/2207/download/). Atualmente, graças à internet e aos sistemas de informação em rede, novos tipos de comunidades e oportunidades de negócio estão surgindo no ciberespaço, interligando pessoas que de outra forma não poderiam se encontrar por causa de suas localizações físicas amplamente dispersas. A internet é um conjunto de tecnologias, mas também representa uma nova mentalidade e uma nova cultura no mundo do sistema de informação, bem como uma nova função para a tecnologia da informação nas organizações. Com o rápido crescimento da popularidade da internet e a expansão da transmissão de aplicações com grande volume de dados de imagens, som e vídeo, a velocidade de transmissão de dados, também expressa como largura de banda, tornou-se inadequada, ou indesejada, pela maioria dos usuários. A Internet Banda Larga surgiu como uma evolução tecnológicade transmissão de dados em resposta à crescente exigência e necessidade do usuário em obter conexões cada vez mais velozes. Banda Larga é a forma de acesso à Internet que permite o tráfego de dados em alta velocidade utilizando diversos meios de comunicação. Basicamente, é aquela conexão que garante a velocidade mínima de 256 kbps (quilobits por segundo). O nome vem da tradução para o português de broadband. Muitos internautas em todo o mundo já abandonaram o acesso discado, de baixa velocidade relativa, pela rapidez e qualidade do acesso banda larga. Hoje, existem basicamente quatro tipos disponíveis: ADSL, Cable Modem, Rádio e ISDN. Geralmente esses tipos de acessos são indicados às pessoas que precisam se conectar durante o horário comercial, realizar tráfego de informações pesadas pela rede, aos usuários que recebem grande quantidade de e-mails e precisam de conexões permanentes ou, simplesmente, para aqueles que desejam utilizar a internet de forma mais veloz e dinâmica. Com a banda larga, é possível usufruir de 14 conteúdos multimídia, como shows e entrevistas, baixar arquivos de maneira mais rápida, ouvir música, etc. O’Brien (2004) descreve em seu livro que a velocidade e a capacidade de comunicações das redes de telecomunicações podem ser classificadas por largura de banda. Esta é a faixa de freqüência de um canal de telecomunicações. Ela determina a taxa máxima de transmissão do canal, quanto maior a faixa maior é a velocidade de transmissão, tal e qual a rodovias, quanto mais largas maior é o fluxo e a velocidade de veículos, e é uma analogia feita freqüentemente. A velocidade e capacidade das taxas de transmissão de dados são normalmente medidas em bits por segundo (bps). Esta medida é, às vezes, chamada de baud rate (taxa de velocidade de transmissão), embora baud seja, mais propriamente, uma medida de mudanças de sinal em uma linha de transmissão. Segundo O’Brien (2004), canais de banda–estreita geralmente realizam transmissões em baixa velocidade (de até 64 kbps), mas agora podem atingir até 2 milhões de bps. Os canais físicos de banda-estreita, costumam ser linhas de fios de pares traçados não blindados, como os que usamos em telefonia convencional, geralmente utilizadas para comunicações por voz, mas também são utilizadas para comunicações de dados por microcomputadores, terminais de vídeo e máquinas de fax. Os canais de velocidade média (banda-média) utilizam linhas de fios de pares trançados blindados para velocidades de transmissão 256 kbps até 2 Mbps (megabits por segundo). Enquanto que canais de banda-larga realizam transmissões em alta velocidade, com taxas de transmissão que vão de 2 Mbps a vários bilhões de bps. Normalmente utilizam transmissão por microonda, fibra óptica ou satélite. Conexões via cabo telefônico, também são chamadas de alta velocidade relativa, ou de banda-larga, quando são acima de 64 kbps. Com isso podemos definir que Banda-Larga é a denominação técnica para um serviço de comunicação que utiliza altas taxas de transmissão, sendo uma evolução tecnológica decorrente das necessidades dos usuários por serviços de especificações mais exigentes, e de melhor qualidade. 15 2. Conceito de Redes de Computadores Segundo o site (http://www.algosobre.com.br/informatica/redes-de- computadores-nocoes-basicas.html ) redes de computadores são estruturas físicas (equipamentos) e lógicas (programas, protocolos) que permitem que dois ou mais computadores possam compartilhar suas informações entre si. Imagine um computador sozinho, sem estar conectado a nenhum outro computador: Esta máquina só terá acesso às suas informações (presentes em seu Disco Rígido) ou às informações que porventura venham a ele através de disquetes e Cds. Quando um computador está conectado a uma rede de computadores, ele pode ter acesso às informações que chegam a ele e às informações presentes nos outros computadores ligados a ele na mesmo rede, o que permite um número muito maior de informações possíveis para acesso através daquele computador. 2.1. Os diferentes tipos de redes Distinguem-se diferentes tipos de redes (privadas) de acordo com a sua dimensão (em termos de número de máquinas), a sua velocidade de transferência de dados e a sua extensão. As redes privadas são redes que pertencem a uma mesma organização. Consideram-se geralmente três categorias de redes: LAN (local area network) MAN (metropolitan area network) WAN (wide area network) Existem dois outros tipos de redes: o TAN (Tiny Area Network) idêntico ao LAN mas menos vasto (2 a 3 máquinas) e o CAN (Campus Area Network), idênticos ao MAN (com uma banda concorrida máxima entre todos os LAN da rede). O LAN Uma LAN é uma rede local que liga computadores numa área restrita, como por exemplo, computadores ligados numa mesma sala ou num mesmo edifício. 16 Neste tipo de rede a comunicação é feita através de cabos que ligam as placas de rede inseridas dentro dos computadores. A escolha da topologia a utilizar no estabelecimento de uma rede num edifício deve ser criteriosamente realizada e nela devem observar-se os seguintes aspectos: Custo Flexibilidade: facilidade em modificar os nós da rede, mudando-os de posição ou acrescentando novos. Fiabilidade: facilidade em detectar defeitos e erros, permitindo o seu isolamento continuando a rede a funcionar. Segundo TANENBAUM (2003) as LANs sem fio são sistemas em que quase todo computador tem um modem de rádio e uma antena por meio dos quais pode-se conectar a outro sistemas. O MAN (Metropolitan Area Network) As Redes Metropolitanas não são mais do que redes de computadores que se expandem ao longo de uma cidade. Trata-se de um sistema que permite ligar redes locais umas às outras dentro de uma cidade. Estas ligações fazem-se através de modem, utilizando as linhas telefônicas, pois seria impraticável utilizarmos os cabos normais que se utilizam nas LANs. As WANs (Wide Area Network) As WANs ou Redes Globais são redes de computadores a nível global. Isto é, são redes que abrangem LANs e WANs que se situam em vários pontos do planeta. Este tipo de rede utiliza um sistema denominado por subnet, que permite efetuar a comunicação dos equipamentos das várias redes. Para a informação não divagar ao longo de uma rede tão grande, existem dispositivos chamados routers que orientam os sinais de transmissão ao longo da rede, do emissor ao(s) receptor (es). Existem ainda os gateways que tem como função efetuar a ligação entre redes que não utilizem os mesmos protocolos de comunicação, ou que utilizem sistemas de trabalho diferentes. 2.2. Topologias de Rede 17 Uma rede informática é constituída por computadores ligados entre eles graças a linhas de comunicação (cabos redes, etc.) e elementos materiais (placas de rede, bem como outros equipamentos que permitem assegurar a boa circulação dos dados). Uma topologia de rede é um mapa da rede. A topologia física da rede descreve o layout dos cabos e postos de trabalho e a localização de todos os componentes da rede. A escolha de como os computadores vão ser ligados numa rede pode ser um assunto crítico, uma má escolha da topologia física pode levar mais tarde a custos desnecessários assim como a um mau aproveitamento dos recursos da rede O arranjo físico, isto é, a configuração espacial da rede chama-se topologia física. Seguem-se as topologias físicas mais comuns: Alguns exemplos de topologia de redes na figura abaixo. LANs Bus (Barramento); Star (Estrela); Ring (Anel); Mesh (Malha) Wireless(Sem fios). MANs ou WANs Backbone (Espinha dorsal) Tree (árvore ou estrela hierárqica) Hybrid (Híbrida) 18 Figura 1 Diversas Topologias de Rede A topologia lógica, em oposição à topologia física, representa a forma como os dados transitam nas linhas de comunicação. As topologias lógicas mais correntes são a Ethernet, o Token Ring e oFDDI. Topologia em bus ou barramento Uma topologia em bus a organização mais simples de uma rede. Com efeito, numa topologia em bus todos os computadores estão ligados a uma mesma linha de transmissão através de cabo, geralmente coaxial. A palavra “bus” designa a linha física que liga as máquinas da rede. A figura abaixo mostra a topologia bus. Figura 2: Topologia em bus ou barramento Fonte: http://pt.kioskea.net/contents/initiation/topologi.php3 19 Esta topologia tem por vantagens ser fácil de instalar e funcionar facilmente. Em contrapartida, é extremamente vulnerável já que se uma das conexões for defeituosa, é o conjunto da rede que é afetado. Topologia em estrela Numa topologia em estrela, os computadores da rede estão ligados a um sistema material central chamado hub ou concentrador. Trata-se de uma caixa que compreende diversas junções às quais se podem conectar os cabos provenientes dos computadores. Este tem como papel assegurar a comunicação entre as diferentes junções. A figura abaixo mostra a topologia Estrela. Figura 3: Topologia em Estrela Fonte: http://pt.kioskea.net/contents/initiation/topologi.php3?part=2 Contrariamente às redes construídas numa topologia em bus, as redes de acordo com uma topologia em estrela são muito menos vulneráveis porque pode-se facilmente retirar uma das conexões que a desligam do concentrador sem, no entanto, paralisar o resto da rede. O ponto nevrálgico desta rede é o hub, porque sem ele mais nenhuma comunicação entre os computadores da rede é possível. Em contrapartida, uma rede de topologia em estrela é mais cara que uma rede de topologia em bus porque um material suplementar é necessário (o hub). Topologia em anel Numa rede que possui uma topologia em anel, os computadores são situados num anel e comunicam cada um de sua vez. A figura abaixo mostra a topologia em anel. 20 Figura 4: Topologia em Anel Fonte :http://pt.kioskea.net/contents/initiation/topologi.php3?part=3 Na realidade, os computadores de uma rede em topologia anel não estão ligados em anel, mas ligados a um distribuidor (chamado MAU, Multistation Acess Unit) que vai gerir a comunicação entre os computadores que a ele estão ligados, fixando para cada um deles um tempo de palavra. Figura 5: Topologia em Anel Fonte:http://pt.kioskea.net/contents/initiation/topologi.php3?part=3 Topologia em Malha (Mesh) Na topologia em malha existe uma ligação física direta entre cada um dos nós, isto é, todos comunicam com todos. Figura 6: Topologia em Malha (mesh) A figura anterior demonstra a complexidade desta topologia. Temos um exemplo de quatro nós e já se torna relativamente complexa, mas isso aumenta exponencialmente conforme acrescentamos mais nós. Se tivéssemos cerca de 10 21 computadores teríamos qualquer coisa como 45 ligações o que traria uma grande dor de cabeça a quem tivesse que gerir semelhante rede. Topologia Sem Fios (wireless) As redes wireless estão a vulgarizar-se de dia para dia, sendo usadas tanto em redes empresariais como nas redes domésticas e ligações à Internet. O exemplo mais simples de uma rede sem fios é a rede Ad-Hoc. Este tipo de rede é estabelecido quando dois ou mais dispositivos com emissores e receptores wireless estão ao alcance um do outro. Os dispositivos enviam sinais de um para o outro e ambos reconhecem a existência de outro dispositivo com o qual pode comunicar. Este tipo de rede é muito utilizado nas comunicações entre portáteis ou PDAs e permitem a transferência de dados entre dispositivos com bastante facilidade. A figura abaixo mostra a topologia sem fios (wireless). Figura 7 : Topologia Sem Fios (wireless) Fonte: http://www.lanwan.com.br/Tutorial/Topologias%20de%20rede.pdf Topologia em Espinha Dorsal (Backbone) Uma rede muito complexa, por exemplo, num campus universitário ou numa grande empresa, necessita de um modo inteligente de identificar que parte da rede é que queremos. Para isso geralmente, “parte-se” a rede em segmentos. Estes podem ser topologias de redes diferentes, embora a comunicação seja feita como de uma única topologia se tratasse. 22 Um backbone é a parte da rede à qual todos os segmentos e servidores se ligam. Ele providencia a estrutura para a rede e é considerado a parte principal da rede; normalmente utiliza ligações de alta velocidade como o FDDI. Todos os segmentos e servidores ligam diretamente ao backbone de modo a que qualquer segmento esteja somente à distância de um segmento dos servidores daquele backbone. Dado que os segmentos estão próximos dos servidores, isso torna a rede muito mais eficiente. Um segmento é o termo generalista para qualquer secção da rede que não faça parte do backbone, somente os servidores ligam diretamente ao backbone, todos os outros postos ligam a um segmento A figura abaixo mostra a topologia em Espinha Dorsal (Backbone). . Figura 8: Topologia em Espinha Dorsal (Backbone) Fonte: http://www.lanwan.com.br/Tutorial/Topologias%20de%20rede.pdf Topologia em Estrela Hierárquica ou Árvore As topologias em árvore mão são nada mais que uma expansão da topologia em barra. Normalmente existe uma barra principal cujo qual sai ligações para outras pequenas redes em barras formando um ramo da árvore. Porém nesta topologia ela mantém todas as limitações da topologia em barramento. A figura abaixo mostra a topologia em Estrela Hierárquica ou Árvore. 23 Figura 9: Topologia em Estrela Hierárquica ou Árvore Fonte: http://www.lanwan.com.br/Tutorial/Topologias%20de%20rede.pdf Topologia em Estrela Hierárquica ou Árvore Existe também uma topologia em árvore, que é a expansão da topologia estrela, que é muito usada por causa da limitação dos equipamentos. É ligado de fazendo cascata de concentradores, ligando uns nos outros. Porém é questionado se esta estrutura entra na topologia em árvore ou na topologia mista já que logicamente o hub é um dispositivo, o qual internamente é uma topologia barra. É utilizada para expandir ou reestruturar redes existentes, ou mesmo estruturar uma grande rede. Topologia Híbrida Numa topologia híbrida, o desenho final da rede resulta da combinação de duas ou mais topologias de rede. A combinação de duas ou mais topologias de rede permite-nos beneficiar das vantagens de cada uma das topologias que integram esta topologia. Embora muito pouco usada em redes locais, uma variante da topologia em malha, a malha híbrida, é usada na Internet e em algumas WANs. A topologia de malha híbrida pode ter múltiplas ligações entre várias localizações, mas isto é feito por uma questão de redundância, além de que não é uma verdadeira malha porque não há ligação entre cada um e todos os nós, somente em alguns por uma questão de backup. Fully-connected (rede totalmente conectada) 24 A rede totalmente conectada é uma rede de malha em que cada um dos nós está ligado ao outro. Uma rede totalmente conectada não precisa usar comutação nem radiodifusão. No entanto, sua principal desvantagem é que o número de conexões cresce quadraticamente com o número de nós, porfórmula E por isso é impraticável para redes grandes. Uma rede de dois nós, um dos tipos de rede mais comuns, é tecnicamente uma rede totalmente conectada. A figura abaixo mostra a topologia em Fully-connected (rede totalmente conectada) Figura 10: Topologia em Fully-connected (rede totalmente conectada) Fonte:http://en.wikipedia.org/wiki/Fully-connected_network 25 3. Conceito de rede Wireless. Segundo TANENBAUM (2003) estamos assistindo ao surgimento de pessoas totalmente viciadas em informações: pessoas que precisam estar permanentemente on-line. Para esses usuários móveis o par traçado, o cabo coaxial, não tem a menor utilidade. Eles precisam transferir dados para seus computadores laptop, notebok , palmitop, de bolso ou de pulso sem depender da infra-estrutura de comunicação terrestre. A resposta para esses usuários está na comunicação sem fio. A palavra wireless provém do inglês: wire (fio, cabo); less (sem); ou seja: sem fios. Wireless então caracteriza qualquer tipo de conexão para transmissão de informação sem a utilização de fios ou cabos. Uma rede sem fio é um conjunto de sistemas conectados por tecnologia de rádio através do ar. Pela extrema facilidade de instalação e uso, as redes sem fio estão crescendo cada vez mais. Dentro deste modelo de comunicação, enquadram-se várias tecnologias, como Wi-Fi, InfraRed (infravermelho), bluetooth e Wi-Max. Seu controle remoto de televisão ou aparelho de som, seu telefone celular e uma infinidade de aparelhos trabalham com conexões wireless. Podemos dizer, como exemplo lúdico, que durante uma conversa entre duas pessoas, temos uma conexão wireless, partindo do principio de que sua voz não utiliza cabos para chegar até o receptor da mensagem. Nesta categoria de redes, há vários tipos de redes que são: Redes Locais sem Fio ou WLAN (Wireless Local Area Network), Redes Metropolitanas sem Fio ou WMAN (Wireless Metropolitan Area Network), Redes de Longa Distância sem Fio ou WWAN (Wireless Wide Area Network), redes WLL (Wireless Local Loop) e o novo conceito de Redes Pessoais Sem Fio ou WPAN (Wireless Personal Area Network). As aplicações de rede estão dividas em dois tipos: aplicações indoor e aplicações outdoor. Basicamente, se a rede necessita de comunicação entre dois ambientes, a comunicação é realizada por uma aplicação outdoor (dois prédios de uma mesma empresa, por exemplo). A comunicação dentro de cada um dos prédios é caracterizada como indoor. A comunicação entre os dois prédios é realizada por uma aplicação outdoor. Através da utilização portadoras de rádio ou infravermelho, as WLANs estabelecem a comunicação de dados entre os pontos da rede. Os dados são modulados na portadora de rádio e transmitidos através de ondas eletromagnéticas. 26 Múltiplas portadoras de rádio podem coexistir num mesmo meio, sem que uma interfira na outra. Para extrair os dados, o receptor sintoniza numa freqüência específica e rejeita as outras portadoras de freqüências diferentes. Num ambiente típico, o dispositivo transceptor (transmissor/receptor) ou ponto de acesso (access point) é conectado a uma rede local Ethernet convencional (com fio). Os pontos de acesso não apenas fornecem a comunicação com a rede convencional, como também intermídia o tráfego com os pontos de acesso vizinhos, num esquema de micro células com roaming semelhante a um sistema de telefonia celular. Segundo TANENBAUM (2003) as redes sem fio pode ser dividida em três categorias principais: 1. Interconexão de sistemas. 2. LANs sem fio. 3. WANs sem fio. Em sua forma mais simples, as redes de interconexão de sistemas utilizam o paradigma de mestre-escravo. A unidade do sistema é normalmente o mestre, comunicando-se com o mause, o teclado etc., que atuam como mestre escravos. O mestre informa aos escravos que endereços usar, quando eles podem transmitir, por quanto tempo podem transmitir, que freqüência podem usar assim por diante. 27 4. Introdução ao Wi-Fi A norma IEEE 802.11 (ISO/IEC 8802-11) é um padrão internacional que descreve as características de uma rede local sem fios (WLAN). O nome Wi-Fi (contracção de Wireless Fidelity às vezes notada sem razão WiFi) corresponde inicialmente ao nome dado à certificação emitida pela Wifi Aliance, antigamente WECA (Wireless Ethernet Compatibility Aliance), o organismo encarregado de manter a interoperabilidade entre os materiais que respondem à norma 802.11. Por abuso de linguagem (e por razões de marketing) o nome da norma confunde-se hoje com o nome da certificação. Assim uma rede Wifi é realmente uma rede que responde à norma 802.11. Os materiais certificados pela Wifi aliance beneficiam da possibilidade de utilizar o logotipo seguinte: Figura 11: Logotipo Wi-Fi Fonte: http://pt.kioskea.net/contents/wifi/wifiintro.php3 Graças ao Wi-Fi, é possível criar redes locais sem fios a elevado débito desde que o computador a conectar não esteja demasiado distante em relação ao ponto de acesso. Na prática, o WiFi permite ligar computadores portáteis, computadores de escritório, assistentes pessoais (PDA) ou qualquer tipo de periférico a uma ligação de elevado débito (11 Mbps ou superior) num raio de várias dezenas de metros no interior (geralmente entre 20 e 50 metros) ou de uma centena de metros em ambiente aberto. Assim, os operadores começam a cobrir zonas com forte concentração de utilizadores (estações, aeroportos, hotéis, comboios,…) com redes sem fios. Estas zonas de acesso chamam-se “zonas Wi-Fi”. 4.1. Histórico WiFi A idéia de se criar redes sem fio não é nova. A indústria se preocupa com essa questão há tempos, mas a falta de padronização de normas e especificações se mostrou como um empecilho, afinal, vários grupos de pesquisa existentes trabalhavam com propostas diferentes. Por esta razão, algumas empresas, como 3Com, Nokia, Lucent Technologies (atualmente Alcatel-Lucent) e Symbol 28 Technologies (adquirida pela Motorola), se uniram para criar um grupo para lidar com essa questão e, assim, nasceu em 1999 a Wireless Ethernet Compatibility Alliance (WECA), que passou a se chamar Wi-Fi Alliance, em 2003. Assim como acontece com outros consórcios de padronização de tecnologias, o número de empresas que se associam à Wi-Fi Alliance aumenta constantemente. No momento em que esse artigo era escrito, o grupo contava com a participação de mais de 300 empresas e entidades. A WECA passou a trabalhar com as especificações IEEE 802.11 que, na verdade, não é muito diferente das especificações IEEE 802.3. Esta última é conhecida pelo nome Ethernet e simplesmente consiste na grande maioria das tradicionais redes com fio. Essencialmente, o que muda de um padrão para o outro são suas características de conexão: um tipo funciona com cabos, o outro, por radiofreqüência. A vantagem disso é que não é necessária a criação de nenhum protocolo específico para a comunicação de redes sem fios baseada nessa tecnologia. Além disso, é possível ter redes que utilizam ambos os padrões. Com um caminho a seguir, a WECA ainda precisava lidar com outra questão: um nome apropriado à tecnologia, que fosse de fácil pronúncia e que permitisse rápida associação à sua proposta, isto é, às redes sem fio. Para isso, a WECA contratou uma empresa especializada em marcas, a Interbrand, que acabou criando não só a denominação Wi-Fi (provavelmente com base no tal termo "Wileress Fidelity"), como também o logotipo da tecnologia. A idéia deu tão certo que a WECA decidiu por mudar o seu nome em 2003 para Wi-Fi Alliance, conforme já informado.4.2. Definição Wi-Fi Wi-Fi é uma marca registrada da Wi-Fi Alliance, que é utilizada por produtos certificados que pertencem à classe de dispositivos de rede local sem fios (WLAN) baseados no padrão IEEE 802.11. Por causa do relacionamento íntimo com seu padrão de mesmo nome, o termo Wi-Fi é usado freqüentemente usado como um sinônimo para a tecnologia IEEE 802.11. Seu nome é uma abreviação do termo inglês Wireless Fidelity, que significa Fidelidade Sem Fio. Segundo TANENBAUM (2003) o padrão 802.11 utiliza uma freqüência mais larga e funciona em velocidades de 54 mbps. 29 O padrão Wi-Fi opera em faixas de freqüências que não necessitam de licença para instalação e/ou operação. Estes fatos as tornam atrativas. No entanto, para uso comercial no Brasil é necessária licença da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Para se ter acesso à internet através de rede Wi-Fi deve-se estar no raio de ação ou área de abrangência de um ponto de acesso (normalmente conhecido por hotspot) ou local público onde opere rede sem fios e usar dispositivo móvel, como computador portátil, Tablet PC ou PDA com capacidade de comunicação sem fio, deixando o usuário do Wi-Fi bem à vontade em usá-lo em lugares de "não acesso" à internet, como: Aeroportos. Hoje, muitas operadoras de telefonia estão investindo pesado no Wi-Fi, para ganhos empresariais. Hotspot Wi-Fi existe para estabelecer ponto de acesso para conexão à internet. O ponto de acesso transmite o sinal sem fios numa pequena distância – cerca de 100 metros. Quando um periférico que permite "Wi-Fi", como um Pocket PC, encontra um hotspot, o periférico pode na mesma hora conectar-se à rede sem fio. Muitos hotspots estão localizados em lugares que são acessíveis ao público, como aeroportos, cafés, hotéis e livrarias. Muitas casas e escritórios também têm redes "Wi-Fi". Enquanto alguns hotspots são gratuitos, a maioria das redes públicas é suportada por Provedores de Serviços de Internet (Internet Service Provider - ISPs) que cobram uma taxa dos usuários para se conectarem. Atualmente praticamente todos os computadores portáteis vêm de fábrica com dispositivos para rede sem fio no padrão Wi-Fi (802.11b, a ou g). O que antes era acessório está se tornando item obrigatório, principalmente devido ao fato da redução do custo de fabricação. A figura abaixo mostra um Adaptador de rede PCI com tecnologia Wi-Fi Figura 12: Adaptador de rede PCI com tecnologia Wi-Fi 30 http://www.rapidoinfoshop.com.br/blog/tag/wi-fi-alliance/ 4.3. Principais padrões e especificações Os principais padrões na família IEEE 802.11 são: IEEE 802.11a: Padrão Wi-Fi para frequência 5 GHz a norma 802.11a permite obter um débito teórico de 54 Mbps, ou seja, cinco vezes mais do que o 802.11b, para um alcance de cerca de trinta de metros apenas. A norma 802.11a apóia-se numa codificação do tipo Ortogonal Frequency Divisão Multiplexing (OFDM) na banda de frequência 5 GHz e utiliza 8 canais que não se sobrepõem. Assim, os equipamentos 802.11a não são, por conseguinte compatíveis com os equipamentos 802.11b. Existem, contudo materiais que integram microplaquetas 802.11a e 802.11b, fala-se então de materiais “dual band”. IEEE 802.11b: Padrão Wi-Fi para frequência 2,4 GHz com capacidade teórica de 11 Mbps. Este padrão utiliza DSSS (Direct Sequency Spread Spectrum – Sequência Direta de Espalhamento de Espectro) para diminuição de interferência. Segundo TANENBAUM (2003) o padrão 802.11b utiliza a mesma taxa de freqüências que o 802.11, mas emprega modulação diferente para alcançar 11 mbps IEEE 802.11g: Padrão Wi-Fi para frequência 2,4 GHz com capacidade teórica de 54 Mbps. Wi-Fi Protected Access (WPA e WPA2): padrão de segurança instituído para substituir padrão WEP (Wired Equivalent Privacy) que possui falhas graves de segurança, possibilitando que um hacker pudesse quebrar a chave de criptografia após monitorar poucos minutos de comunicação. A família 802.11 inclui técnicas de modulação no ar que usam o mesmo protocolo básico. A norma 802.11b permite obter um débito teórico de 11 Mbps, para um alcance de cerca cinquenta metros em interior e até 200 metros no exterior (e mesmo além, com antenas direcionais). Os mais populares são os definidos pelos protocolos 802.11b e 802.11g e são emendas ao padrão original. O 802.11-1997 foi o primeiro padrão de rede sem fio, mas o 802.11b foi o primeiro largamente aceitado, seguido do 802.11g e 802.11n. A norma 802.11g permite obter um débito teórico de 54 Mbps para alcances equivalentes às da norma 802.11b. Por outro lado, na medida em que a norma 31 802.11g utiliza a banda de frequência 2,4GHZ com uma codificação OFDM, esta norma é compatível com os materiais 802.11b, com exceção de certos materiais antigos. Segundo TANENBAUM (2003) o padrão 802.11g utiliza a técnica de modulação do 802.11a, mas emprega a faixa de freqüências do 802.11b. A segurança foi, no início, propositalmente fraca devido a requisitos de exportação de alguns governos, e mais tarde foi melhorada através da emenda 802.11i após mudanças governamentais e legislativas. O 802.11n é uma nova tecnologia multi-streaming de modulação que está ainda em desenvolvimento, mas produtos baseados em versões proprietárias do pré-rascunho já são vendidas. Outros padrões na família (c-f, h, j) são emendas de serviço e extensões ou correções às especificações anteriores. 802.11b e 802.11g usam a banda 24.4GHz ISM, operando nos Estados Unidos sobre a Part 15 do US Federal Communications Commission Rules and Regulations. Por causa desta escolha de frequência de banda, equipamentos 802.11b e g podem, ocasionalmente, sofrer interferências de fornos microondas e telefones sem fio. Dispositivos Bluetooth, enquanto operando na mesma banda, em teoria não interferem no 802.11b/g por que usam um método chamado frequency hopping spread spectrum signaling (FHSS) enquanto o 802.11b/g usa um método chamado direct sequence spread spectrum signaling (DSSS). O 802.11a usa a banda 5GHz U-NII, que oferece 8 canais não sobrepostos ao invés dos 3 oferecidos na frequência de banda 2.4GHz ISM. O seguimento do espectro da frequência de rádio utilizado varia entre os países. Nos EUA, dispositivos 802.11a e 802.11g podem operar sem licença, como explicado na Parte 15 do FCC Rules and Regulations. Frequências usadas por canais um a seis (802.11b) caem na banda de rádio amador de 2.4GHz. Operadores licenciados de rádio amador podem operar dispositivos 802.11b/g sob a Parte 97 do FCC Rules and Regulatins, permitindo uma saída maior de energia mas não conteúdo comercial ou encriptação. IEEE 802.11n: Padrão Wi-Fi para frequência 2,4 GHz e/ou 5 GHz com capacidade de 65 à 600 Mbps. Esse padrão utiliza como método de transmissão MIMO-OFDM. 4.4. As Vantagens e Desvantagens do Wi-Fi 32 Veja as principais vantagens e desvantagens de instalar uma rede sem fio WiFi : Vantagens: Mobilidade: de um modo geral, os usuários estão satisfeitos das liberdades oferecidas por uma rede sem fio e assim estão mais propensos a utilizar o material informático. Facilidade e flexibilidade: uma rede sem fio pode ser utilizada em lugares temporários, abranger zonas difíceis de acesso aos cabos, e conectar construções distantes. Custo: se a sua instalação é, às vezes, um pouco mais cara que uma rede com fio, nas redes sem fio, os custos de manutenção reduzidos; em médio prazo, o investimento é facilmente rentável. Expansibilidade: as redes sem fio podem ser dimensionadas de maneira precisa e, apenas seguir a evolução das necessidades. Desvantagens:Qualidade e continuidade do sinal: esses conceitos não são fiáveis devido aos problemas de interferência, do material e do ambiente. Segurança: a segurança das redes sem fio ainda não são completamente fiáveis já que essa tecnologia é inovadora. 33 5. Introdução ao WiMax O grande aumento de demanda de serviços de multimídia e internet de alta velocidade observado nos últimos anos, tanto por clientes residenciais quanto comerciais, mostra que o mercado está ansioso por novas tecnologias que ofereçam acesso de banda larga para a última milha, ou seja, para o usuário final, de forma eficiente, rápida e com baixos custos de implementação e manutenção. Atualmente, o acesso de banda larga é oferecido através de DSL (digital subscriber line), por cabo ou através de banda larga sem fio (broadband wireless access, ou BWA). Esta última é uma tecnologia emergente que possui diversas vantagens: tem a capacidade de atender grandes áreas geográficas sem as limitações de distância do DSL ou o alto custo de instalação de infra-estrutura de cabos, com menor custo de manutenção, grande facilidade e rapidez de instalação da rede, além de atingir regiões nas quais não existe infra-estrutura de banda larga com fio, como áreas rurais. O WiMAX apresenta-se como uma destas novas tecnologias. O objetivo deste trabalho é delinear suas principais características e avaliar a grande expectativa que está sendo criada por ele. 5.1. Histórico do WiMax O padrão IEEE 802.16 original foi completado em outubro de 2001 e publicado no dia 8 de abril de 2002. Oficialmente, o padrão é chamado “Air Interface for Fixed Broadband Wireless Systems” (interface aérea para sistemas fixos de acesso sem fio de banda larga). Este padrão define que uma rede metropolitana sem fio deve prover acesso à rede para construções através de antenas externas que se comunicam com uma estação base. É, portanto, uma comunicação ponto a multiponto (point-to-multi point, PMP). Inicialmente, o padrão utilizava apenas o espectro de freqüências licensiadas entre 10 e 66 GHz, o qual está disponível mundialmente mas, no entanto, representa grandes desafios de implementação, como será mostrado posteriormente. O padrão 802.16a admite as freqüências entre 2 e 11 GHz e possibilitando a utilização de modulação OFDM, um grande avanço em relação ao padrão anterior, que, devido aos comprimentos de onda envolvidos, podia usar apenas portadora única (single carrier). Nesta nova faixa de freqüência são utilizadas também 34 freqüências ISM (industrial, scientific, medical). O WiMAX baseia-se no IEEE 802.16 a partir deste padrão. O padrão atual é o IEEE 802.16-2004, que reúne os padrões 802.16, 802.16a e 802.16c, revisando-os. O padrão IEEE 802.16e irá permitir deslocamento entre áreas de serviço WiMAX, aumentando a mobilidade e permitindo novas aplicações. 5.2. Definição do WiMax O WiMax (IEEE 802.16), que se encaixa na categoria de WMANs (wireless metropolitan area networks), promete levar acesso de alta velocidade aos pontos mais remotos, geralmente chamados de "last mile". Tudo isso, sem a presença de fios, ou seja, cabos telefônicos (ADSL), cabos coaxiais (cable-modems) e tudo mais que esteja relacionado à forma atual de se conectar à internet, passarão a fazer parte do passado da comunicação digital, que hoje tem sua maior manifestação sob o nome de internet. Em outras palavras, qualquer pessoa em qualquer lugar, através de diversos tipos de aparelhos (seja um simples desktop, notebook ou handheld), poderá acessar a web em alta velocidade através do WiMax. O objetivo do WiMAX é fornecer uma conexão à Internet de elevado débito numa zona de cobertura de vários quilômetros. Assim, na teoria, o WiMAX permite obter débitos ascendentes e descendentes de 70 Mbit/s com um alcance de 50 quilômetros. O padrão WiMAX possui a vantagem de permitir uma conexão sem fios entre uma estação básica (em inglês Base Transceiver Station, notada BTS) e milhares de assinantes sem necessitar de linha visual direta (em inglês Line Of Sight, às vezes abreviados LOS, ou NLOS, para Non Line Of Sight). Na realidade, o WiMAX permite atravessar apenas pequenos obstáculos como árvores ou uma casa, mas não pode em nenhum caso atravessar as colinas ou os edifícios. Podemos dividir a história da internet em antes e depois do WiMax. Antes, as pessoas só podiam acessar a internet através de pontos físicos pré-estabelecidos, como cybers-café, salas de aeroporto com cobertura Wi-Fi ou através do computador residencial. Depois do WiMAX, as pessoas poderão acessar a web a partir de qualquer lugar: no camping, na rodovia, no sítio ou no Cristo Redentor. A internet, ou a conectividade à mesma, passará a fazer parte de nossas vidas da mesma forma que um simples relógio de pulso faz. Isso, graças às novas tecnologias sem fio que hoje nos permitem carregar smartphones, notebooks e handhelds compatíveis com elas. 35 A rede Wimax atualmente possui dois padrões: Nomádico (IEEE 802.16-2004): é o padrão de acesso sem fio de banda larga fixa (também conhecido como WiMAX Fixo) e teve os primeiros equipamentos (Aperto Networks, Redline Communications, Wavesat e Sequans) homologados em Janeiro de 2006 pelo laboratório espanhol Cetecom. Móvel (IEEE 802.16-2005): O 802.16e (ratificado em Dezembro de 2005) é o padrão de acesso sem fio de banda larga móvel - WiMAX Móvel (assegurando conectividade em velocidades de até 100Mbp/hora) e cujos equipamentos estarão disponíveis no mercado em meados de 2007. As redes WiMAX funcionam de maneira semelhante à das redes Bluetooth. As transmissões de dados podem chegar aos 1Gbps a uma distância de até 50Km (radial), com estudos científicos para se chegar a 10Gbps. O funcionamento é parecido com o do Bluetooth e o Wi-Fi (no ponto de vista de serem transmissão e recepção de ondas de rádio), usado para comunicação entre pequenos dispositivos de uso pessoal, como PDAs, telefones celulares (tele móveis) de nova geração, computadores portáteis, mas também é utilizado para a comunicação de periféricos, como impressoras, scanners, etc. Um dos usos possíveis do WiMAX consiste em cobrir a zona “do último quilômetros” (em inglês “last milha”), ou seja, fornecer um acesso à Internet de elevado débito às zonas não - cobertas pelas tecnologias telegráficas clássicas (linhas xDSL como o ADSL, Cabo ou ainda as linhas especializadas T1, etc.). Outra possibilidade de utilização consiste em utilizar o WiMAX como rede de recolha (em inglês backhaul) entre redes locais sem fios, utilizando por exemplo o padrão WiFi. Assim, o WiMAX permitirá, a termo, ligar entre eles diferentes hotspots para criar uma rede em malha (em inglês mesh network). Alguns países, como a Coréia do Sul, Inglaterra e China, são considerados alvos principais para a implementação de redes WiMax. Pilotos de WiMax já estão em funcionamento nos cinco continentes. O IEEE 802.16 especifica uma subcamada de segurança, localizada abaixo da subcamada MAC. Ela fornece privacidade às estações cliente, através da encriptação das conexões geradas. Além disso, a subcamada protege as estações base contra o acesso não autorizado a seus serviços, através de um protocolo de administração de chaves, de métodos de autenticação baseados em certificados digitais, e de criptografia. Diversas vulnerabilidades existentes no IEEE 802.11 36 original foram eliminadas. Um exemplo disso é a adição de suporte ao algoritmo de criptografia AES, sendo que o padrão de 2001 somente incluía criptografia DES. Associações de Segurança(SAs) Associações de segurança são informações de segurança compartilhadas entre uma estação base e um ou mais clientes. Elas mantêm o estado de segurança de uma conexão. Existem três tipos de SAs: Primárias, estáticas e dinâmicas. As primárias são estabelecidas pelas estações cliente durante seu processo de inicialização. As estáticas são fornecidas pela estação base. Finalmente, as dinâmicas são estabelecidas e eliminadas em resposta ao início e ao término de fluxos de serviço específicos. As SAs estáticas e dinâmicas podem ser compartilhadas por múltiplas estações cliente, sendo que cada SA é identificada através de um SAID (S ecurity Association Identifier ). As SAs incluem duas chaves de encriptação de tráfego (TEKs): a chave em operação e a chave a ser utilizada quando a atual expirar. 5.3. Principais padrões e especificações Os padrões existentes do WiMax são apresentados a seguir. IEEE 802.16 Foi primeira versão desenvolvida em 2002 e também conhecida como IEEE WirelessMAN ou ainda “Air Interface for Fixed Broadband Wireless Access System”, criada com a intenção de padronizar redes de banda larga sem fio. Necessita de visada direta (LOS – Line Of Sight), operava em freqüências de 10 a 66 GHz, foi projetada para permitir implementações LMSD (Local Multipoint Distribution System) padronizada. IEEE 802.16a Este padrão foi projetado para competir com outras tecnologias que permitem o acesso à última milha, como xDSL (X Digital Subscriber Line) e cable modems, 37 utilizando freqüências mais baixas de 2 a 11GHz e podendo obter taxas de transmissão de até 75 Mbit/s com um alcance de 50 km. IEEE 802.16b Foi criado para tratar aspectos relacionados à qualidade de serviço. IEEE 802.16c Foi criado para padronizar protocolos, interoperabilidade e especificação de testes de confirmação. IEEE 802.16d Publicado em 2004, foi criado com a intenção de substituir e consolidar os padrões 802.16a e 802.16c em um único padrão. Enfatiza-se as modificações na provisão de suporte para antenas MIMO (Multiple-Input Multiple-Output), que permite o aumento de confiabilidade e do alcance com multipercurso, além de permitir instalações com uso de antenas indoor. O IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) define o padrão de acesso sem fio ponto multiponto, designado suas freqüências de 10 - 66 GHz e abaixo de 11 GHz (basicamente, 2-11 GHz). Teve os primeiros equipamentos homologados em janeiro de 2006 e fornece taxa de transmissão de até 70 Mbit/s por estação rádio-base. A norma para o “WiMax fixo”, foi delineada a camada MAC para um ambiente de acesso sem fio, suportando protocolos de transporte como Ethernet, ATM ou IP. A camada MAC foi projetada para altas taxas de transmissão (até 268 Mbit/s em cada sentido) de uma autêntica camada física de banda larga, aceitando-se ainda QoS (Quality of Service) compatível com ATM (Asynchronous Transfer Mode); nrtPS (Non-Real Time Polling Service), UGS (Unsolicited Grant Service), Best Effort (BE) ou rtPS (Real Time Polling Service). 38 Provêm QoS distinguido para suportar as diferentes necessidades das diversas aplicações, como voz e vídeo solicitam baixa latência, suportando assim alguma taxa de erro. Já aplicações de dados são bastante limitadas ao erro, mas a latência não costuma ser baixa. Essas características são mais eficientes do que prover tais características em camadas de controle acima da MAC. O padrão suporta uma modulação adaptativa com diversas taxas de transmissão. A modulação pode ser ajustada quase que instantaneamente para uma melhor transmissão, possibilitando melhor uso do espectro e diversificação da base de usuários. A estrutura de quadros aceita que sejam coligados dinamicamente, aos terminais de cliente, diferentes perfis de rajada, de acordo com as condições do enlace . A Figura abaixo mostra como é a topologia de rede WiMax. Figura 13: Topologia de rede WiMax. Fonte: MEYER 2008. Ainda na camada MAC o uso de PDUs (Protocol Data Unit) de tamanho variável que, em conjunto com outros conceitos desenvolvidos, aumenta 39 significativamente a eficiência do padrão, múltiplos PDUs de camada MAC podem ser encadeados em uma rajada única, diminuindo em overhead da camada física (PHY). Através de uma auto-correção de requisição e garantia de banda, a camada MAC elimina o overhead e o atraso em acknowledgements, enquanto que, ao mesmo tempo, permite melhor administração de QoS do que são adequados os esquemas tradicionais de acknowledgement. IEEE 802.16e Publicado em 2005, é o padrão de acesso sem fio de banda larga móvel do WiMax, o padrão IEEE 802.16e é uma solução de banda larga sem fio que admite a convergência de redes banda larga, móveis e fixas, por uma tecnologia MAN (Metropolitan Area Network) de rádio acesso de arquitetura de rede flexível. O padrão IEEE 802.16e utiliza o Acesso Múltiplo por Divisão Ortogonal da Freqüência (OFDMA), que é similar ao OFDM pelo fato de que ele divide as portadoras em várias sub-portadoras. No entanto, o OFDMA vai um passo além ao agrupar diversas sub-portadoras em sub-canais. Um único cliente ou estação de assinante poderá transmitir utilizando todas as sub-portadoras no espaço da portadora, ou múltiplos clientes poderão transmitir sendo que cada um utiliza uma parcela do número total de sub-canais simultaneamente. A camada física adotando OFDMA é superior quanto à multipercursos em ambientes sem linha de visada (NLOS). O OFDMA escalável (SOFDMA - Scalable OFDMA) é embutido no padrão para suportar larguras de banda escaláveis, de 1,25 a 20 MHz(INTEL 2008). Tem como característica do padrão IEEE 802.16e, altas taxas de dados, a inclusão de técnicas MIMO (Multiple Input Multiple Output) de diversidade espacial de antenas, em conjunto com esquemas de sub-canalização, Codificação Avançada e Modulação permitem que o WiMax Móvel atinja taxas de pico de download de 63 Mbit/s por setor, e picos de uplink de 28 Mbit/s por setor, em canal de 10 MHz. 40 A mobilidade deste padrão homologado pelo IEEE suporta esquemas otimizados de handover com latências menores que 50 MS para garantir aplicações em tempo real, como VoIP, sem degradação de atuação. A qualidade de Serviço (QoS) define Service Flows, que permitem QoS baseado em IP, fim-a-fim. Adicionalmente, subcanalização e esquemas de sinalização provêem mecanismo flexível para agendamento ótimo de recursos de espaço, freqüência e tempo sobre a interface aérea, quadro a quadro. O padrão adota diferentes possibilidades de faixas, de 1,25 a 20 MHz. Admitindo que o padrão se adapte às diferentes realidades mundiais de alocação de freqüências. IEEE 802.16f Foi criado para tratar dos MIBs (Management Information Bases) para protocolo SNMP (Simple Network Management Protocol), além de manter a possibilidade de tratar redes sem fio Mesh como nas versões anteriores 802.16d e 802.16e. 5.4. As Vantagens e Desvantagens do WiMax. Vantagens Baixos custos na implementação. Redução dos custos de acesso a internet com banda larga. Alta flexibilidade. Altas taxas de transferências. Tecnologia aberta e de interoperabilidade garantida. Qualidade de serviço. Desvantagens 41 Tecnologia nova, não se sabe como será sua aceitação. Incompatibilidade do WiMax móvel com o fixo.Nas faixas de freqüência mais altas existem limitações quanto a interferências pela chuva, causando diminuiçãode taxas de transferências e dos raios de cobertura. 42 6. Conclusão A Internet sem fios já está se tornando mais comum graças ao Wi-Fi as redes se espalham por escritórios e também pelas casas. O Wi-Max aos poucos começa a ganhar força. Na prática, os dois funcionam da mesma forma: a transmissão dos dados é feita através de ondas de rádio, que se propagam pelo ar. Já os objetivos são diferentes. Enquanto a função do Wi-Fi é criar uma rede sem fio, integrando vários computadores e dispositivos na casa dos usuários, o Wi-Max tem a missão principal de levar internet sem fio para várias residências e até cidades inteiras. Sendo assim, o ponto de partida de uma rede Wi-Fi é o cabo de banda larga, que vem da rua. Em outras palavras, a rede só se torna sem fio mesmo na casa do usuário. Já o Wi-Max acaba sendo uma opção interessante para garantir o acesso à internet em áreas mais remotas, onde não existe rede cabeada nas ruas: o ponto de partida acaba sendo a torre, que é parecida com as de celular e cobre até 7.000km2. Portanto não podemos dizer que o Wi-Max é melhor que o Wi-Fi e vice e versa, podemos dizer que as tecnologias não são concorrentes e sim que elas são complementares. 43 7. Referências Bibliográficas CARVALHO, João Antonio Conceito de Redes de Computadores. Disponível em: http://www.algosobre.com.br/informatica/redes-de-computadores-nocoes- basicas.html, Acessado em: 14/04/2010, 24h30. COSTA, Franklin. Wi-Fi – Origem. Disponível em: http://www.rapidoinfoshop.com.br/blog/tag/wi-fi-alliance/ Acessado 12/04/2010, 24h30. FARIAS, Paulo César Bento Treinamento Profissional em Redes Wireless. -1ª Edição Editora: Digerati Books, 2006. FIGUEIREDO, José Eduardo N. 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