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Herpes vírus 
 
HSV-1; HSV-2 
 
 VZV (HHV-3) 
 
 EBV(HHV-4) 
 
CMV (HHV-5) 
 
 HHV-6 
HHV-7 
 HHV-8 
 
 
Propriedade dos herpes vírus 
 Três sub famílias: 
 Alpha herpes vírus - HSV-1, HSV-2, VZV (HHV-3) 
 Beta herpes vírus – CMV (HHV-5), HHV-6, HHV-7 
 Gama herpes vírus – EBV(HHV-4), HHV-8 
 
 Permanece latente após infecção primária 
 
 Reativação é mais freqüente durante períodos de 
imunossupressão 
 
 Tanto a infecção primária quanto a reativação são sérias 
quando atinge pacientes imunocomprometidos . 
Herpes virus 
Todos os herpes vírus tem 
morfologia idêntica e não 
podem ser distinguidos um do 
outro através de microscopia 
eletrônica 
(Linda Stannard, University of Cape Town, S.A.) 
Herpes Simples 
HVS-1 
HVS-2 
Propriedades 
 O genoma do HSV-1 and HSV-2 compartilham 50 - 70% de 
homologia. 
 
 Tem diversos epitopos que apresentam reação cruzada entre 
eles. E também reagem cruzadamente com o VZV. 
 
 O homem é o único hospedeiro natural para o HSV. 
HSV 
Epidemiologia - HSV 
 HSV é transmitido por contado, sendo encontrado na saliva, 
lagrimas, secreção genital e outras secreções. 
 
 A infecção primária é usualmente subclínica na maioria dos 
indivíduos. 
 
 Ocorrem dois picos de incidência: 
 
 o primeiro dos 0 - 5 anos 
 o segundo no final da adolescência, quando inicia a atividade 
sexual. 
 
HSV 
 Geralmente 
 HSV-1 causa infecções acima da cintura (labial) 
 HSV-2 abaixo da cintura (genital) 
 
 Transmissão venérea 
 Risco de transmissão ao RN 
 
Sexo oral : 40% isolado de secreção genital é HSV-1, e 5% 
isolados da área facial é HSV-2. 
 
 O número médio de episódios de recorrência no ano é de 
aproximadamente 1.6. 
 
HSV 
Epidemiologia - HSV 
Patogenia - HSV 
 INFECÇÃO PRIMÁRIA, seguida de rápida viremia. 
 DISSEMINAÇÃO DO VÍRUS HSV no corpo. 
 LATÊNCIA nos gânglios para espinhais 
 
 Mecanismo de latência é desconhecido. Pode ocorrer 
latência verdadeira ou persistência, com baixa 
replicação viral. 
 
 Reativação -. Estresse físico ou psicológico, infecções, 
febre, sol, período menstrual, etc 
HSV 
Stress / Distress 
Físico: 
Exaustão, Infecção 
Hiper/hipotermia 
Emocional: 
Depressão, angustia 
ansiedade 
Químico: 
Dieta, medicamentos 
Exposição ocupacional 
EQUILIBRIO IMUNE 
Citocinas TH 1 
 
Citocinas TH2 
Defesa hospedeiro 
Susceptibilidade viral 
Expressão de vírus latente 
(HSV,HIV,EBV) 
Manifestações Clínicas - HSV 
 Entre as varias manifestações clínicas estão 
incluídas as mais comuns: 
 
 
 
1. Gengivoestomatite aguda 
2. Herpes Labial 
3. Herpes Ocular 
4. Herpes Genital 
5. Outras formas de herpes cutânea 
7. Meningites 
8. Encefalites 
9. Herpes Neonatal 
 Herpes Oral-facial 
 Gengivoestomatite aguda 
 
 Dor e sangramento das gengivas. Ulceras necroticas. 
Linfoadenopatia (pescoço) e febre 
 Usualmente doença auto limitada com evolução de 
aproximadamente 13 dias. 
 
 Herpes labial 
 Após a infecção primária, 45% dos indivíduos com infecção oral 
terão recidiva. 
Calor e inchaço são sintomas prodromicos na recorrência. Após 12 
horas, aparecem as pápulas e vesículas. 
HSV 
Herpes Ocular 
 HSV pode ocorrer de forma branda, com lesões 
superficiais externas ou severa, podendo apresentar : 
 
 HSV conjuntivite 
 corioretinite e catarata 
 
HSV 
Herpes Genital 
 
 Pode ocorrer no penis, vagina, cervix, anus, vulva, bexiga. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A lesão do herpes genital herpes esta sujeita a infecção 
bacteriana secundária por: S.aureus, Streptococcus, Trichomonas 
e Candida Albicans. 
HSV 
Herpes Genital 
 
 Disuria é a comum, e em casos severos pode ocorrer 
retenção urinária 
 
 60% dos pacientes com herpes genital apresentarão 
recorrência. 
 
 Lesão recorrente perianal tende a ser mais 
numerosa e persistente que o HSV-1 oral. 
HSV 
Encefalite por Herpes Simples 
 Encefalite por Herpes Simples é uma das complicações mais 
serias da doença por HSV. Existem duas formas: 
 
 Neonatal – envolvimento global do cérebro com mortalidade 
próxima a 100%. 
 
 Doença Focal– Esta forma da doença aparece em adultos e 
crianças. Possivelmente devido a reativação do vírus. A 
mortalidade é aproximadamente 70% (sem tratamento). 
 
 O diagnóstico rápido é importante. Tratar com aciclovir antes 
dos resultados dos testes de laboratório. 
 
HSV 
Herpes Simples Neonatal 
 O RN é geralmente infectado durante a passagem pelo canal 
de parto. 
 
 O risco de transmissão perinatal é maior quando a mãe tem 
infecção primaria com lesões aparentes. 
 
HSV 
Herpes Simples Neonatal 
 Na infecção recorrente o risco é 
consideravelmente menor. 
 
 Provavelmente devido baixa carga viral e 
presença de anticorpos específicos. 
HSV 
Herpes Simples Neonatal(2) 
 Varia de doença leve, localizada na pele, até infecção disseminada 
fatal. 
 
 Quando ocorre a disseminação, os órgãos comumente atingidos 
são fígado, adrenais e cérebro (grave). 
 
 A maioria dos sobreviventes de HSV neonatal ficam com seqüela 
residual. 
 
 Tratamento: aciclovir 
 
 Prevenção: cesárea eletiva em mãe com infecção primária 
HSV 
Outras manifestações 
 Herpes simples disseminado ocorre principalmente em 
imunocomprometidos. 
 Pode envolver órgãos como pele, fígado, baço, pulmões, 
SNC, ets... 
 
 Outras manifestações cutâneas: 
 eczema herpetico. 
 
 “Herpes simples “zosteriforme ". RARO. Herpes simples 
aparece com distribuição de dermatoma, similar ao Herpes 
Zoster. 
 
HSV 
Diagnóstico laboratorial 
 Detecção direta 
 
 PCR – usado rotineiramente para diagnóstico de encefalite 
herpética. 
 
 Isolamento viral 
 HSV-1 e HSV-2 são fáceis de cultivar. 1 - 5 dias para 
obtenção dos resultados. 
 
 Detecção indireta: Sorologia 
 Não aplicável na fase aguda. 
 Os anticorpos levam 1-2 semanas para se tornarem 
detectáveis após a manifestação da infecção. 
 Usado para determinar infecção recente. 
HSV 
Efeito citopático do HSV em 
células em cultura: (Linda 
Stannard, University of Cape 
Town, S.A.) 
Teste de imunofluorescencia positivo 
para antígeno em célula epitelial 
infectada com HSV (Virology 
Laboratory, New-Yale Haven Hospital) 
HSV 
Vírus Varicela- Zoster 
 
Apenas um sorotipo 
Há alguma reação cruzada com HSV. 
Epidemiologia 
 
 Forma disseminada: Varicela (catapora) doença 
infantil, com prevalência no grupo entre 4-10 anos de 
idade . 
 
 10% dos indivíduos adultos suscetíveis. 
 
 Forma localizada: Herpes zoster (cobreiro), ao 
contrário, ocorre esporadicamente. 
 
VZ 
Patogenese 
 O vírus invade via trato respiratório e logo após o sistema 
linfóide. 
 
 INCUBAÇÃO: 14 -21 dias 
 
 - outros órgãos e pele (vesículas) 
 
 
 Complicação é rara. Mais grave no adulto e 
imunocomprometidos (pneumonia, encefalite, hemorragia). 
VZ 
“Rash” da varicela 
VZ 
Após infecção primária o vírus permanece latente nos gânglios posteriores. 
 
Em 10-20% dos indivíduos, apenas uma infecção recorrente ocorre em 
muitas décadas. 
 
O vírus reativado no gânglio, segue a área sensorial do nervo na pele, 
produzindo o “rash” na forma de dermatoma. 
Herpes Zoster (cobreiro) 
 
 Ocorre em qualquer idade . Mais comum em indivíduos com mais de 50 
anos. Dermatoma acompanhado de dor intensa que pode ser prolongada por 
meses (nevralgia pós-herpética) 
 
 Herpes zoster que afeta o olho e face pode causar graves problemas. 
 
 Complicações são raras, incluindo encefalite e herpes zoster disseminado 
(imunocomprometidos). 
“Cobreiro” 
Infecção congênita por VZV 
 90% das gestantes já são imunes, sendo rara a infecção 
primária durante a gravidez. 
 
 VZV pode cruzar a placenta até o final da gestação e infectar o 
feto. 
 
Riscos da infecção primária durante a gravidez: 
 
Primeiras 20 semanas de gestação: 
 
 Mais de 3% de chance de transmissão para o feto; 
 Escaras na pele 
 Defeitos no SNC e olhos 
 Morte na infância 
Varicela Neonatal (adulto) 
 Varicela neonatal pode variar de doença leve a grave 
 Se o “rash” materno ocorrer mais de 1 semana antes do parto, 
o feto estará protegido pela imunidade transferida pela mãe. 
 
 Imunoglobulina hiperimune deve ser administradas em 
mulheres grávidas susceptíveis que tiveram contato com casos 
de varicela 
 
 Crianças que nasceram de mães que tiveram varicela uma 
semana antes ou nos primeiros 14 dias após o parto também 
devem receber imunoglobulina hiperimune. 
Diagnóstico laboratorial 
A apresentação clínica de varicela Zoster é tão característica que 
raramente precisa confirmação laboratorial. 
 
 Isolamento viral – Raramente realizada 
 Sorologia – 
 IgG – VZ : Infecção passada e imunidade 
 IgM - VZ infecção recente ou primária. 
Efeito citopático do VZV em cultura celular: Atenção as células em balão. 
(Coutesia deLinda Stannard, University of Cape Town, S.A.) 
Efeito citopático do VZV 
Tratamento 
 Doença autolimitada não necessitando tratamento específico. 
 
 Aciclovir deve ser ministrado a indivíduos imunocomprometidos. 
. 
 Indivíduos com mais de 50 anos com herpes-zoster também 
devem ser tratados. 
 
 Apesar de existir vacina (vírus atenuado) não existe consenso 
sobre vacinação universal. 
 
Epstein-Barr Virus 
EPIDEMIOLOGIA -EBV 
 São vistos dois padrões epidemiológicos para o EBV. 
 Paises desenvolvidos 
 Primeiro “pico” crianças com idades entre 1-6 anos 
 Após em adolescentes com idade entre 14-20 anos 
 
 O vírus é transmitido pelo contato com a saliva, particularmente 
pelo beijo na boca. 
 O EBV é capaz de imortalizar linfócitos B “in vivo” e “in vitro”. 
 EBV é associado com diferentes doenças podendo agir 
diretamente ou como co-fator. 
Doenças associadas -EBV 
1. Mononucleose infecciosa 
 
2. Linfoma de Burkitt 
 
3. Carcinoma de Nasofaringe 
 
4. Doença linfoproliferativa e linfoma em imunossuprimidos. 
5. Mononucleose infecciosa crônica 
7. Leucoplaquia oral na AIDS 
8. Pneumonite intersticial crônica na AIDS. 
Mononucleose infecciosa (MI) 
 CLÍNICA 
 
 MI apresenta-se com um quadro febril de duração variável (2-3 
semanas) 
 
 Sintomas são geralmente mais intensos no fim da 1 semana, 
diminuindo progressivamente. 
 
 Apresenta faringite associada a exsudado em 30% dos casos e 
adenopatias cervicais 
 
 
 
Mononucleose infecciosa (MI) 
 Infecção primária por EBV é usualmente subclínica na infância Na 
adolescência e no adulto há 50% de chance do desenvolvimento da 
MI. 
 
 MI é uma doença auto limitada apresentando 
 
 SINDROME DA MONONUCLEOSE INFECCIOSA: 
 febre, linfoadenopatia cevical, e dor de garganta.( em jovens) 
 
 LINFÓCITOS ATIPICOS estão presentes no sangue. 
 
 Ruptura esplenica, meningoencefalite RARAMENTE ocorrem. 
 Esplenomegalia é frequente. 
 
 Não há tratamento específico. 
 Ocorrendo MI crônica, o paciente morre devido a linfoma. 
Linfoma de Burkitt 
 Linfoma de Burkitt Ocorre endemicamente em parte da Africa 
 
 Atinge crianças entre 3- 14 anos. Responde favoravelmente a 
quimioterapia . 
 
 
 
 
 
 É restrito a áreas endemicas de Malária ( cofator ?????). 
 
 Pacientes com LB tem altos títulos de anticorpos contra 
antígenos do EBV. 
Carcinoma de nasofaringe 
 CN é um tumor maligno do epitélio escamoso da nasofaringe. 
Prevalente na China. 
 
 Parece estar ligado a um numero de cofatores como meio ambiente e 
genética. NPC. 
 
 CN geralmente aparece tarde e com prognóstico desfavoravel. 
 
DIAGNÓSTICO DO Linfoma de Burkit e carcinoma de Nasofaringe: 
 
HISTOLOGIA 
Sorologia é importante para monitorar o tratamento (queda de títulos) 
 
 
Mononucleose infecciosa (MI) 
 
Diagnóstico Laboratorial: 
Ocorre caracteristicamente: 
 
 Leucocitose 
 Linfocitose com linfócitos atípicos ( > 10% sens=74% Espec =90%) 
 Trombocitopenia (50%) 
 Anemia hemolítica (3%) 
 Aumento das Aminotransferases 
 
 
Mononucleose infecciosa (MI) 
 
Diagnóstico sorológico: 
O diagnóstico da MI é feito pela pesquisa de: 
 
 anticorpos heterófilos 
 
 anticorpos específicos para EBV. 
 
 
Mononucleose infecciosa (MI) 
 
Diagnóstico sorológico: 
 
 Anticorpos heterófilos 
 
 Fixam-se na membrana de eritrócitos de mamíferos 
 Não reagem com os Antígenos do EBV 
 
 Surgem em 80-90% dos doentes com MNI maiores de 15 anos (em < 10 
anos 50% +) 
 
 Raramente persistem além de 2 meses. 
 Excelente marcador de fase aguda da doença 
 
 
 
 
Diagnostico 
 
Mononucleose infecciosa: 
 
 MONOTEST 
 (Pesquisa de anticorpos heterófilos) 
Pode ocorrer resultados falso NEGATIVOS em 
indivíduos menores de 15 anos e freqüentemente em 
menores de 5 anos. 
 
Estes anticorpos permanecem positivos por até 2- 6 
meses após a infecção primária 
 
ENTÃO PESQUISAR: 
 
ANTICORPOS ESPECÍFICOS 
 
Diagnostico 
Mononucleose infecciosa ALGORITMO: 
Pesquisa de Anticorpos Heterófilos (MONOTEST) 
POSITIVO 
NEGATIVO ou duvidosO 
MNI Pesquisar: anti –VCA 
Ac- anti- EBNA-IgG 
Suspeita Clínica de MI 
Diagnostico 
 
Mononucleose infecciosa: 
 
 
ANTICORPOS ESPECÍFICOS PARA EBV 
 
VCA (Antígeno Capcidio Viral) 
EBNA (Antígenos Nucleares) 
EA-D (Antígeno Precoce difuso) 
EA-R (Antígeno precoce restrito) 
 
 
Diagnostico 
 
Antigenos Aparecimento Pico Desaparecimento 
VCA IgM 1 sem. Antes e 1 sem depois 
do aparecimento dos 
sintomas 
21º dia 1 a 6 meses 
VCA IgG 3 dias após o aparecimento 
dos sintomas 
1 a 3 
semanas 
Declina a títulos 
baixos e mantém 
toda vida 
EBNA IgM após 3ª semanas após o 
aparecimento dos sintomas 
 
IgG entre o 2º e 6º mes 
3 a 12 
meses 
Por muitos anos 
EA-D(difuso) 5 dias após o aparecimento 
dos sintomas 
14º dia 2 a 6 meses 
Infecção - Epstein Barr 
Diagnostico 
 
Infecção - Epstein Barr 
 
Infecção - Epstein Barr 
Marcadores sorológicos 
EBV negativo 
Infecção primária EBV 
(fase inicial - aguda) 
Infecção primária EBV 
(fase transição) 
Infecção primária EBV 
(fase convalescença) 
Infecção cronica EBV 
Infecção reativada EBV 
- 
+ 
+ 
+ 
+ 
- 
- - 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
- 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
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+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
+ 
Outros Herpes virus 
humanos 
HHV-6 and 7 
Transmitido pela saliva e amamentação 
Célula alvo é o linfócito T , embora o linfócito B possa ser 
infectado. 
 HHV-6 e HHV-7 na idade adulta, 90-99% da população já 
está infectada por ambos os vírus. 
 Infecção primária por HHV-6 (4m a 2 anos) está 
associado a Roseola Infantum-(febre por dois dias 
seguida de rashcutâneo leve). 
Herpes virus 8 
 
 Originalmente isolado de células do sarcoma de Kaposi (SK), 
onde HHV-8 DNA é encontrado em aproximadamente 100% 
dos casos. 
 
 A soroprevalência do HHV-8 é baixa na população geral, mas 
alta em indivíduos susceptíveis, como homossexuais. 
CITOMEGALOVIRUS 
 Visto junto com as TORCHS

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