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IMITANCIO REVISÃO

Material sobre imitância acústica e avaliação da orelha média. Contém aplicações clínicas; conceitos (imitância, impedância, complacência); descrição do imitanciômetro; medidas (complacência estática, timpanometria, reflexo estapédio) e classificação dos timpanogramas A/As/Ad/B/C com valores.

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IMITANCIOMETRIA
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Aplicações Clínicas
O estudo da imitância da orelha média nos oferece um grande número de aplicações clínicas:
 Informa a integridade funcional do sistema timpano-ossicular;
 Possibilita o diagnóstico diferencial dos tipos de perdas auditivas;
 Pesquisa do recrutamento objetivo de Metz;
 Possibilita o diagnóstico topográfico da lesão, na paralisia facial periférica, assim como sua evolução clínica.
Importância
 Exame importante na bateria audiológica porque tem:
 Objetividade : técnica objetiva que exige pouca participação, colaboração do paciente.
 Aplicabilidade : é de fácil aplicação, principalmente em crianças pequenas, que muitas vezes não
colaboram na audiometria tonal.
 Rapidez : técnica que requer pouco tempo para ser realizada, ao cansando o paciente.
 Não provoca dor, nem traumatiza.
*
Conceitos Básicos e Terminologia
 Para se utilizar da imitância acústica é preciso familiarizar-se com certos termos, terminologia,
princípios físicos, etc.
 O termo IMITÂNCIA ACÚSTICA refere-se à impedância acústica, a admitância acústica ou
ambas as grandezas (ANSI, 1978)
Imitância / Impedância
 Imitância é o termo geral que expressa a facilidade com a qual a energia sonora flui através de um sistema.
 Impedância representa a oposição total ao fluxo de energia.
 A admitância e a impedância são grandezas recíprocas.
 Um sistema que oferece alta impedância (oposição) à transferência de energia, apresenta baixa admitância.
*
- Refere-se à transferência de energia acústica, independentemente da maneira pela qual esteja sendo medida.
 A transferência de energia ocorre quando a onda sonora incide sobre a membrana timpânica, que é a superfície de separação entre os dois meios.
 Porém nem toda energia transmitida é absorvida, somente parte dela consegue atravessar o sistema, que oferece uma oposição à passagem de som.
Esta oposição é chamada de IMPEDÂNCIA ACUSTICA (Z).
 Complacência : é a expressão da facilidade ou magnitude do movimento tímpano-ossicular.
 * Complacência, ao invés de impedância, é o termo mais utilizado na literatura pelo fato de constituir o fator dominante na impedância da orelha média quando se usa um tom de baixa freqüência no processo de Medida.
* O volume de uma cavidade de paredes rígidas pode ser medido acusticamente, através da aplicação de um tom puro numa frequencia fixa cujo nível de pressao sonora pode ser determinado.
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Imitanciômetro
Analisador de orelha média
 Ponte eletroacústica
*
O analisador de orelha média mede o nível de pressão sonora em uma cavidade fechada pela emissão de um sinal através de uma sonda, medindo sua intensidade com um microfone. Compõe-se de:
uma ponte eletroacústica
um sistema de pressão ou bomba de ar
um gerador de tons puros
Podemos fazer três medidas através do analisador de orelha média:
 Complacência Estática
 Timpanometria
 Reflexo Acústico do Músculo Estapédio
*
Complacência Estática
É a medida absoluta da orelha média. É medida em termos de volume equivalente em centímetros cúbicos, baseada nas medições de dois volumes:
C1 = volume da Orelha Externa ( + 200 daPa)
C2=volume da Orelha Externa + Orelha Média (máx.complacência)
Complacência = C1 – C2 Volume da Orelha Média
*******As medidas da Complacência Estática revelam rigidez ou flacidez do sistema da Orelha Média
Timpanograma
É o gráfico que vai determinar o grau de mobilidade da orelha de acordo com a amplitude da curva.
Jerger(1970) classificou os timpanogramas encontrados em função dos parametros de
complacência e pressao da orelha média em três tipos: A, B e C.
*
Classificação:
→Timpanograma tipo A:
Pico de máxima complacência ao redor de 0 daPa.
Encontrado em indivíduos com função de orelha média normal ou portadores de otosclerose.
Complacência estática : 0,3 a 1,3 cc
→ Timpanograma tipo As:
Mostra baixa complacência (mobilidade)
Pode ser encontrado em casos de otosclerose ,timpanosclerose, membrana timpânica espessada ou com alguma cicatriz
Complacência estática : < 0,3 cc
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→Timpanograma tipo Ad:
Consistente com uma orelha média altamente complacente.
Pode significar uma membrana timpânica muito flácida ou disjunção da cadeia ossicular.
Complacência Estática : > 1,3 cc
→Timpanograma do tipo B:
Não apresenta pico de máxima complacência em nenhuma pressão de ar.
Curva achatada sem pico. Mantém-se inalterada mesmo com as variações de pressão no CAE.
Presente em indivíduos com líquido ou massa na caixa 
timpânica e perfuração timpânica.
→Timpanograma tipo C :
Apresenta o pico de máxima complacência deslocado para pressões negativas (abaixo de -100 daPa).
São encontrados em indivíduos portadores de mau funcionamento da tuba auditiva.
Complacência Estática : 0,3 a 1,3 cc
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Reflexo Acústico
Sua função é a de proteger a orelha interna dos sons de forte intensidade oferecidos ao conduto auditivo externo.
Seu estudo leva em consideração a mudança temporária de impedância do sistema tímpanoossicular mediante a contração do músculo do estribo. Também considera a integridade das vias auditivas e a presença de vias ipsi e contralaterais.
É uma contração involuntária dos músculos da orelha média em resposta a um estímulo sonoro intenso (Norris, 1980)
 Ocorre bilateralmente em decorrência de um estímulo acústico suficientemente forte,mesmo que o estímulo seja monoaural, porque existem fibras nervosas que vêm das duas orelhas e se cruzam em nível de tronco cerebral.
 O sinal mais fraco capaz de eliciar o reflexo acústico é registrado como sendo o limiar ou nível
mínimo de reflexo acústico para a orelha estimulada (Northern & Grimes, 1978).
 Este ouvido é denominado de via aferente direita ou aferente esquerda, pois desta forma, sabe-se que
a orelha que recebeu o estímulo é aquela em que o fone está colocado.
Assim os limiares de audição desta orelha influenciam o registro das respostas.
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Arco Reflexo Estapédio Coclear
			Som O.E. → O. M. → O. I. → N.Coclear → T.C.
				 ⇩			 ⇩
 				 Músculo estapédio	 Nervo Facial
	
* Para que haja reflexo acústico é necessário integridade das vias aferentes, ou seja, nervo vestíbulo-coclear, tronco cerebral e nervo facial, que constituem o arco reflexo estapédio-coclear.
*
Medidas do Reflexo Acústico
 Contralateral: estimula-se a orelha onde está o fone e observa-se a mudança na complacência onde está a sonda.
 Ipsilateral: o som é apresentado e o registro é feito na mesma orelha, isto é, no lado onde está a sonda.
O reflexo acústico contralateral é medido em dB NA (nível de audição).
 O Reflexo acústico ipsilateral é medido em dB NPS (nível de pressão sonora).
Isto significa que ao compararmos os limiares tonais com os níveis de reflexo acústico deveremos fazê-lo com a medida contralateral.
Tipos de Estímulos Sonoros
* Tom Puro: provoca o aparecimento do reflexo acústico nas freqüências de 500 a 4000Hz de 70 a 90dB NS.
 * White Noise: é uma somação de freqüências onde será desencadeado o reflexo em torno de 65 dB NS.
*
Fatores que geram ausência do reflexo
↳VIA AFERENTE :
Lesão de VIII par craniano
Perda auditiva neurossensorial maior que 55 dB
Perda auditiva condutiva maior que 30 dB ou com gap aéreo-ósseo maior que 30 dB
↳ VIA EFERENTE:
Lesão supra-estapediana do VII par craniano
Lesão de orelha média
↳ LESÃO DE TRONCO CEREBRAL :
Reflexos acústicos contralaterais ausentes
Reflexos acústico ipsilaterais presentes
*
Aplicações Clínicas das Medidas de Imitanciometria
 Diagnóstico diferencial das perdas auditivas condutivas
 Avaliação quantitativa da função tubária: no caso de membrana timpânica perfurada, avalia-se a
possibilidade de timpanoplastia.Pesquisa do recrutamento objetivo de Metz: quando o reflexo acústico se revela com estímulo menor que 70 dB NS.
 Pesquisa do Tone Decay: pesquisa-se o declínio do reflexo acústico para o diagnóstico diferencial entre
lesões cocleares e retrococleares.
 Perdas auditivas funcionais: simulação.
 No diagnóstico otoneurológico: lesões de tronco cerebral, topodiagnóstico das paralisias faciais, pesquisa do fenômeno de Túlio.
Predição do limiar auditivo nas perdas auditivas neurossensoriais.
 Diagnóstico de pequenos tumores glômicos de orelha média.
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