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Conforme os vegetais foram evoluindo, surgiram 
estruturas diferenciadas que lhes possibilitaram 
adaptar-se ao meio ambiente. 
 
Essas estruturas formam os órgãos das plantas, como 
raiz, caule, folha flor fruto e semente, são formados por 
células diferenciadas que compõem os diferentes 
tecidos encontrados no organismo vegetal. 
 
Tecidos, portanto, são conjuntos de células vivas ou 
mortas, diferenciadas morfologicamente e adaptadas 
para realizar funções especializadas. Todos os tecidos 
vegetais têm origem no embrião. Num vegetal completo, 
distinguimos dois tipos básicos de tecidos: 
meristemáticos ou embrionários e permanentes ou 
adultos. 
 
TECIDOS MERISTEMÁTICOS OU MERISTEMAS 
 
Também chamados de tecidos jovens ou embrionários, 
são formados por células indiferenciadas 
responsáveis pelo crescimento do vegetal. Todos os 
tecidos diferenciados ou permanentes têm origem a 
partir dos meristemas. Os meristemas são divididos em 
dois grupos: meristemas primários e secundários. 
 
• Meristemas Primários (crescimento em altura): 
São tecidos formados por células indiferenciadas, a 
partir da multiplicação das células do embrião, que 
promovem o crescimento longitudinal ou em altura 
de um vegetal. Na raiz esse meristema localiza-se na 
zona lisa e no caule na região das gemas ou brotos 
(ápice). 
 
Quando se observa uma célula meristemática ao 
microscópio, nota-se que ela tem tamanho reduzido em 
relação a outras células da planta; sua parede é 
delgada, o núcleo ocupa posição central e o citoplasma 
apresenta diversos vacúolos pequenos. Essas 
características identificam uma célula como sendo 
indiferenciada ou embrionária. 
 
Células meristemáticas 
Células oriundas do meristema, situadas a uma 
pequena distância do ápice, começam a apresentar 
modificações na estrutura e na função, caracterizando o 
processo de diferenciação celular. A primeira etapa da 
diferenciação consiste na entrada de água; os 
pequenos vacúolos fundem-se, formando um grande 
vacúolo central. A célula sofre distensão, tendo um 
significativo aumento de volume; isso contribui para o 
maior aumento de 
tamanho na planta. Posteriormente, há deposição de 
materiais na face interna da parede, que se torna mais 
espessa. 
 
O início da diferenciação. Em A, grupo de células 
meristemáticas; B representa células pouco 
diferenciadas que sofreram distensão. 
 
Os principais meristemas primários estão mostrados no 
quadro a seguir: 
 
dermatogênio ou 
protoderme 
formará a epiderme (tecido de 
revestimento das partes tenras). 
 
periblema 
ou meristema 
fundamental 
formará os tecidos da casca ou córtex 
do vegetal (camada grossa mais 
superficial da estrutura de caules e 
raízes). 
 
pleroma 
ou procâmbio 
formará o cilindro central ou estelo. 
Dentro do cilindro central estão os 
tecidos de condução: xilema e floema. 
 
caliptrogênio 
é exclusivo da raiz; formará a coifa ou 
caliptra, (células que protegem a ponta 
a raiz). 
 
• Meristemas Secundários (crescimento em espessura): 
São formados pela desdiferenciação de células adultas. 
Promovem o crescimento em espessura de caules e 
raízes. São dois os meristemas secundários: 
 
 
Felogênio Ocorre no córtex, originando o súber para fora e a feloderme para dentro 
Câmbio 
Ocorre no cilindro central, originando o 
floema para fora e o xilema para 
dentro 
 
Observação: Chamamos de Periderme ao conjunto do: 
felogênio, feloderme e súber que forma a casca 
secundária do vegetal. 
 
 
 
A disposição dos principais tecidos num tronco de 
árvore. 
 
 
 
Diferenciação do câmbio, formando a estrutura 
secundária 
 
 
 
TECIDOS DE REVESTIMENTO 
 
Também chamados de tecidos tegumentários, são 
aqueles que revestem as partes externas de uma 
planta. 
Caracterizam-se por apresentarem pouca 
permeabilidade ao ar e à água, são maus condutores 
de calor e protegem a planta contra variações bruscas 
de temperatura. Os tecidos de revestimento 
apresentam três funções principais: 
 
• proteção contra agressões, desidratação e variação 
de temperatura; 
• trocas gasosas efetuadas com o meio em que se 
encontram; 
• absorção de água e nutrientes do solo. 
 
Há dois tipos principais de tecidos de revestimento, a 
epiderme e o súber ou cortiça. 
 
Epiderme: 
A epiderme, bastante delgada, recobre folhas e partes 
jovens do caule e da raiz. A epiderme de uma folha é 
fina, porque normalmente apresenta uma única 
camada de células, ou seja, é uniestratificada. Além 
disso, as células epidérmicas em geral são 
aclorofiladas. Isso é vantajoso, pois permite a entrada 
de luz empregada na fotossíntese, que ocorre no 
parênquima. Por outro lado, a pequena espessura da 
epiderme tem como desvantagem a facilidade de 
perda de água para a atmosfera. Isso é contornado 
pela presença de uma cobertura impermeável, a 
cutícula, constituída por cutina ou cera. 
 
A epiderme das plantas é dotada de vários anexos, 
como por exemplo: 
 
• cutícula – presente principalmente em órgãos 
aéreos, contribui na redução da transpiração. É a 
camada 
impermeabilizante. 
 
 
Cutícula em células epidérmicas 
 
• acúleos – são estruturas pontiagudas da epiderme 
de caules, empregadas como defesa; aparecem, por 
exemplo nas roseiras. 
 
 
Acúleos: anexos epidérmicos com função de 
defesa. 
 
	
  
	
  
	
  
	
  
• pêlos – formações com funções variadas 
(absorventes, urticantes, disseminadores, etc.). A 
função 
principal dos pêlos é aumentar a superfície da célula. 
 
• estômato – diferenciações de células epidérmicas das 
folhas relacionadas com as trocas gasosas da 
respiração e fotossíntese, além da transpiração. 
 
 
 
Estômato (vista frontal) 
 
• papilas – pequenas saliências das células da 
epiderme, preferencialmente da epiderme superior das 
pétalas, conferindo-lhes aspecto de veludo. Sua 
função é atração de agentes polinizadores. 
• hidatódios – também chamados de estômatos 
aqüíferos, relacionam-se com a gutação ou sudação. 
Localizam-se nos bordos de certas folhas. 
 
 
 
Estrutura de um hidatódio 
Súber: 
Já o súber é bastante espesso, envolvendo partes mais 
velhas do caule e da raiz, onde ocorre crescimento em 
espessura. Na realidade, quando a raiz ou o caule 
crescem em espessura, sua epiderme é rompida, sendo 
substituída pelo súber. Trata-se de um tecido 
constituído por várias camadas de células mortas 
(pluriestratificado), geradas a partir da atividade do 
felogênio. 
 
As células do felogênio dividem-se para dentro e para 
fora. Internamente diferenciam-se num tipo de 
parênquima denominado feloderme. Já as células 
formadas para fora diferenciam-se em súber; neste 
processo a parede tem grande deposição de suberina, 
uma substância impermeável, provocando a morte das 
células. Todo o seu interior fica cheio de ar, que atua 
como um isolante térmico. 
Súber, felogênio e feloderme constituem a periderme 
da planta. 
 
A periderme do caule ou da raiz acaba, então, 
substituindo a antiga epiderme que recobria o órgão. 
Nos locais da epiderme onde existiam estômatos, o 
súber passa a apresentar pequenas fendas 
denominadas lenticelas, que chegam a ter alguns 
milímetros de comprimento. Sua função também é de 
realizar trocas gasosas, porém não são capazes de 
regular a abertura ou fechamento, como ocorre com os 
estômatos. Muitas árvores, como o eucalipto, quando 
crescem em espessura, descartam parte de seu súber e 
outros tecidos. As placas de cascas descartadas 
constituem o chamado ritidoma. 
 
 
 
As células desses tecidos possuem paredes 
espessadas devido ao depósito de substâncias como 
lignina ou celulose, por isso são mais resistentes. São 
responsáveis pela 
sustentação em vários órgãos da planta. 
 
Tecido Característica Funções LocalizaçãoColênqui
ma 
células vivas, 
com ou sem 
clorofila 
resistenci
a e 
flexibilidad
e 
caules 
novos, 
pecíolos e 
pedúnculos 
 
Esclerên
quima 
células mortas, 
impregnadas de 
lignina 
(esclerídios e 
fibras) 
sustentaç
ão e 
proteção 
parte velha 
das plantas. 
Está ligado 
aos tecidos 
condutores e 
nervuras; 
aparece em 
caroços de 
frutos, na 
polpa e na 
casca do 
côco 
 
Colênquima: 
O colênquima é encontrado no pecíolo das folhas e 
partes jovens de caules. Trata-se de um tecido vivo, 
com células muitas vezes tendo contorno hexagonal, o 
que permite um encaixe entre células vizinhas. É 
comum a deposição de celulose na parede interna das 
células. A celulose garante a sustentação, preservando 
a flexibilidade do órgão. 
 
 
Células do colênquima (corte transversal) 
 
 
Células do colênquima (corte longitudinal) 
 
Esclerênquima: 
O esclerênquima é um tecido morto, com células 
apresentando grande deposição de lignina em sua 
parede. A lignina é uma substância de grande rigidez. 
Há dois tipos principais de células do esclerênquima: 
fibras e escleritos. As fibras são células longas e 
delgadas, os escleritos têm aspecto mais irregular. 
Essas células aparecem 
acompanhando os tecidos de condução; em cascas de 
sementes e frutos e ainda nas polpas de frutos. 
 
 
As células do esclerênquima 
Observação: 
Em certas plantas como o sisal e a juta, os feixes de 
fibras esclerenquimáticas permitem seu uso comercial 
na indústria têxtil e no artesanato. No pêssego, na 
azeitona, no côco e em outros frutos, os escleritos são 
os principais responsáveis pela acentuada dureza do 
endocarpo popularmente chamado “caroço”. 
 
TECIDOS PARENQUIMÁTICOS (PREENCHIMENTO) 
 
São encontrados em praticamente todas as partes da 
planta. Suas células são vivas, com grande vacúolo e 
dotadas de plasmodesmos. São responsáveis pelo 
preenchimento de espaços, pela produção e 
armazenamento de substâncias e pela fotossíntese. 
São eles: 
 
Parênquimas Tipos Localização Função 
preenchimento 
cortical córtex ocupar 
espaços 
entre 
estruturas 
medular medula 
clorofiliano ou 
assimilador 
paliçádico 
abaixo da 
epiderme 
superior realizar a 
fotossíntese 
lacunoso 
acima da 
epiderme 
inferior 
reserva 
aqüífero 
caules e 
raízes de 
plantas de 
regiões 
secas 
armazena 
água 
aerífero 
raízes e 
caules de 
plantas 
aquáticas 
permite a 
flutuação 
pelo 
acúmulo de 
ar 
amilífero órgãos de reserva 
armazena 
amido 
 
Parênquima clorofiliano ou assimilador: 
Suas células apresentam muitos cloroplastos e ocupam 
o interior de caules jovens e de folhas. No interior das 
folhas, esse parênquima costuma se apresentar com 
duas 
disposições diferentes: 
 
• parênquima clorofiliano paliçádico: possui células 
alongadas e muito próximas, justapostas, quase sem 
espaços entre elas; 
 
• parênquima clorofiliano lacunoso ou esponjoso: 
formado por células com aspecto mais irregular, de 
menor tamanho e com menos cloroplastos; apresenta 
espaços por onde circulam gases e vapor de água. 
 
Parênquima de reserva ou armazenamento: 
Pode armazenar diversos tipos de materiais. O 
parênquima amilífero armazena amido, sendo 
encontrado, por exemplo, na semente de arroz e na raiz 
de mandioca. 
 
Já o parênquima aqüífero apresenta grande 
quantidade de água, sendo comum nas cactáceas. Por 
outro lado, o parênquima aerífero ou aerênquima é 
bem desenvolvido em plantas flutuantes, tais como a 
vitória-régia e o aguapé. 
 
Parênquima de preenchimento: 
 
 
 
 
 
 
 
Todos os parênquimas apresentam a 
função de preenchimento, 
independentemente de outra função que 
venham a desenvolver, ocupam os espaços 
deixados pelos demais tecidos. 
 
Em caules podemos encontrar dois tipos de 
parênquima: cortical (mais externo) e 
medular (mais interna) 
	
  
	
  
	
  
	
  
TECIDOS DE CONDUÇÃO OU TRANSPORTE 
São tecidos que têm como função a condução de seiva 
e por isso são também chamados de tecidos 
vasculares. 
 
Xilema ou Lenho: 
É um tecido morto que conduz seiva bruta ou inorgânica 
(água e sais minerais) desde a raiz até as folhas, para 
que possam ser utilizadas na fotossíntese. 
Constituído por células alongadas e cilíndricas dotadas 
de paredes reforçadas que morreram durante a 
diferenciação e ficaram ocas, formam um sistema 
contínuo ascendente onde se observam os seguintes 
elementos: 
• Elementos de vaso – suas células caracterizam-se por 
apresentar reforços de lignina. Nas gimnospermas 
encontramos as traquéias, elementos mais 
especializados. Nas gimnospermas e pteridófitas 
encontramos as traqueídes. 
• Parênquima lenhoso – formado de células vivas 
responsáveis pelo transporte e armazenamento de 
substâncias energéticas. Forma as tilas, cuja função é 
obstruir parcial ou totalmente os vasos lenhosos. Essas 
tilas são formações irreversíveis. 
• Fibras de esclerênquima – são células lignificadas, 
mortas situadas junto aos vasos para sustentá-los. 
 
Floema ou Líber: 
É um tecido vivo que conduz a seiva elaborada ou 
orgânica (água e glicose) desde as folhas até as raízes. 
Apresenta na sua formação, células cilíndricas e vivas. 
No sistema liberiano, encontramos os seguintes 
elementos: 
• Elementos de tubos crivados – são células vivas que 
sofrem diferenciação, sem contudo morrerem por isso. 
Os tubos crivados são formados pela sobreposição 
dessas células, que apresentam nas paredes 
transversais, grande número de poros, que lhes confere 
um aspecto de crivo daí receberem o nome de placas 
crivadas. 
• Células anexas ou companheiras – estão ligadas 
diretamente aos tubos crivados através de 
plasmodesmos. São células vivas responsáveis pelas 
funções 
metabólicas para os tubos crivados, que perdem 
algumas de suas organelas e o núcleo durante a 
diferenciação. 
• Parênquima liberiano – constituído por células vivas 
que envolvem os vasos liberianos. Sua função é de 
reserva. 
• Fibras esclerenquimáticas – com a função de 
sustentar e proteger; as fibras de esclerênquima são 
células mortas, alongadas dispostas junto aos vasos. 
 
Observação: nos tubos crivados antigos ou não 
funcionais por tempo limitado, os crivos são obstruídos 
por calose (depósitos de carboidrato) que pode ser 
removida quando as condições forem favoráveis ao 
funcionamento desses tubos. Esse acúmulo de calose 
nos vasos de floema é chamado callus. 
 
 
 
São tecidos ligados a eliminação de restos do 
metabolismo celular, substâncias que evitam o 
apodrecimento, ou ainda secretam substâncias com 
objetivo de atrair ou afastar animais. As secreções são 
produzidas no citoplasma das células, as quais 
geralmente se localizam entre os parênquimas ou como 
diferenciações da epiderme. 
Os mais importantes são: 
 
Células Secretoras: 
São células isoladas encontradas no meio dos tecidos 
de preenchimento e secretam restos do metabolismo da 
célula. Um importante exemplo de secreção de algumas 
plantas é o cálcio, que forma cristais de cálcio. 
 
Esses cristais podem apresentar formas estreladas, 
chamados então de drusas, comum em tomates, ou 
ainda formarem agulhas de cristais, sendo chamados 
de ráfides, como ocorre por exemplo em células de 
repolho. Existem ainda os cistólitos, em forma de 
carbonato da cálcio, presos por um filamento de 
celulose proveniente da parede celular, comum em 
seringueiras. 
 
Epiderme de folha
Epiderme
Parênquima
Paliçadico
Drusa
 
 cistólito 
 
 
 
Bolsas Secretoras: 
É o conjunto de várias células secretoras que definem 
um espaço, onde as substâncias são armazenadas. 
Alguns alcalóides podem ser encontrados nessas 
bolsas, como o café da cafeína, a morfina da papoula,a 
estricnina da noz-moscada, a nicotina do tabaco, entre 
outros. Atuam na proteção contra predadores. 
 
Vasos Lactíferos: 
São canais que secretam o látex, uma substância 
leitosa anti-séptica, cicatrizante e evita o 
apodrecimento do vegetal. Esses canais são formados 
pela união de diversas células (sincício), as quais 
perdem a parede de separação, por isso são 
estruturas intracelulares. É característico de 
angiospermas. O látex é bastante usado na indústria 
da borracha. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ráfides drusa 
 
Vasos Resiníferos: 
Esses vasos são comuns em gimnospermas e são 
estruturas formadas entre células, portanto são 
intercelulares. Da mesma forma que o látex, a resina 
funciona como substância anti-séptica, cicatrizante e 
evita o apodrecimento vegetal. Em contato com o ar, se 
solidifica transformando–se em um desinfetante. É 
bastante usado na indústria de incenso e mirra. 
 
 
Resina em Pinus sp 
Pêlos Glandulares: 
São anexos da epiderme, uni ou pluricelulares. 
Eliminam substâncias aromáticas das folhas, flores e 
caules, que atraem animais para a polinização. Outras 
eliminam substâncias tóxicas, como é o caso da urtiga e 
do caule do tomate, secretando substâncias 
alergênicas. 
 
Nectários: 
Produzem o néctar, uma substância rica em açúcares 
que atrai os animais polinizadores. Os nectários são 
encontrados principalmente em flores. 
 
Glândulas Digestivas: 
Estão presentes em folhas de plantas insetívoras 
(“carnívoras”). Produzem enzimas digestivas destinadas 
a atrair e digerir o corpo de pequenos animais. Desses 
animais, a planta retira principalmente o nitrogênio, um 
importante elemento para compor os aminoácidos e 
posteriormente suas proteínas. Esses vegetais utilizam 
essa digestão como complemento alimentar, pois 
realizam o processo fotossintético normalmente. 
 
 
Planta carnívora – Drosera sp (observe a secreão de 
enzimas) 
 
Hidatódios: 
Também chamados de estômatos aqüíferos, pois 
eliminam água (seiva bruta) em forma líquida. Realizam 
a gutação ou sudação. Essas estruturas encontram-se 
na epiderme de folhas. 
 
 
Corte da extremidade de uma folha, mostrando o 
hidatódio 
 
 
 
1. (UPE) As florestas de mangue são compostas por 
espécies arbóreas típicas, tolerantes ao sal presente 
na água do mar. Através de glândulas de sal, 
pequenas estruturas presentes nas folhas de 
algumas espécies, como o mangue-preto, a árvore 
pode excretar sal, evitando, assim, a concentração 
do soluto no tecido das folhas. 
 
 
Como mostrado no corte transversal de uma folha 
dessa espécie, observe a ilustração e indique onde 
está localizada a estrutura responsável por essa 
função. 
 
I. Entre 1 e 2, que correspondem à cutícula e 
epiderme axial. 
II. Entre 2 e 3, que correspondem a parênquima 
paliçádico e epiderme abaxial. 
III. Entre 3 e 4, que correspondem à epiderme 
adaxial e parênquima paliçádico. 
IV. Entre 1 e 3, que correspondem à epiderme e 
hipoderme. 
 
Está CORRETO o que se afirma em 
a) I e II. 
b) II e III. 
c) I. 
d) III. 
e) IV. 
 
	
  
	
  
	
  
	
  
2. (UFRGS) Assinale a alternativa que preenche 
corretamente as lacunas do enunciado abaixo, na 
ordem em que aparecem. 
 
As dicotiledôneas apresentam __________ e 
__________, o que lhes permite crescimento 
secundário. 
a) protoderme – procâmbio 
b) câmbio vascular – felogênio 
c) coifa – procâmbio 
d) protoderme – felogênio 
e) coifa – anéis anuais 
 
3. (UERN) A figura mostra o corte transversal de um 
tronco, apresentando os anéis de crescimento, que 
são estruturas formadas através do tempo, sendo 
conhecidos por anéis anuais, os quais facilitam a 
identificação do tempo de vida das árvores. 
 
 
Assinale a afirmativa INCORRETA. 
a) Surge através do câmbio da casca ou felogênio; e a 
parte externa da planta conhecida por periderme. 
b) Durante o crescimento da planta, o xilema, formado 
basicamente pelo lenho, fica inativo e é conhecido como 
cerne. 
c) Nem todo o lenho deixa de ser funcional. O alburno, 
conhecido como parte externa próxima ao câmbio, 
permanece em funcionamento. 
d) O câmbio interfascicular, que surge por 
desdiferenciacao de células adultas, forma sozinho um 
anel completo de tecido meristemático, observando 
cortes transversais do caule. 
4. (PUCRJ) As plantas, assim como os animais, 
apresentam órgãos compostos de diferentes 
tecidos, e esses tecidos apresentam diferentes 
funções: revestimento; assimilação e reserva; 
sustentação; condução. 
Os tecidos que desempenham essas funções são, 
respectivamente: 
a) epiderme, parênquima, floema, esclerênquima. 
b) colênquima, epiderme, xilema, parênquima. 
c) epiderme, esclerênquima, xilema, parênquima. 
d) epiderme, parênquima, esclerênquima, floema. 
e) parênquima, colênquima, floema, esclerênquima. 
 
5. (FGV) A rolha de cortiça, utilizada para tapar 
garrafas de vinhos, apresenta características 
fundamentais que interferem na qualidade das 
bebidas armazenadas, entre elas a porosidade. A 
cortiça é extraída a partir do súber da espécie de 
árvore Quercus suber, ou sobreiro, original da 
península Ibérica. 
 
A porosidade da cortiça deve-se ao fato de esse 
tecido vegetal ser constituído por células 
a) cujo citoplasma apresenta vacúolo repleto de ar. 
b) mortas em que restam apenas as paredes 
celulósicas. 
c) cuja membrana plasmática apresenta alta 
permeabilidade. 
d) vivas cuja parede celular apresenta reduzida 
quantidade de celulose. 
e) originadas a partir de tecidos condutores de seiva, 
portanto, tubos. 
 
6. (UFRN) O palmito juçara é extraído do topo da 
palmeira Euterpe edulis Martius (parente do açaí), 
outrora abundante em toda a Mata Atlântica. Para 
essa extração é realizado um corte que produz um 
único rolo de palmito e é responsável pela parada 
de crescimento e morte da árvore. Uma alternativa 
para a produção comercial de palmito é a pupunha 
(Bactris gasipaes, Kunth), que, além de ser mais 
fácil de cultivar, diferente da juçara, é capaz de 
sobreviver à mutilação, fazendo brotar novos 
ramos. Essa limitação de sobrevivência da palmeira 
juçara ao corte se explica porque, 
a) na retirada do palmito do interior do caule, há 
comprometimento da condução da seiva. 
b) nessa planta, inexiste tecido de expansão celular 
além daquele encontrado no ápice do caule. 
c) em todas as palmeiras, não há folhas além daquelas 
localizadas no topo da planta. 
d) nessa espécie, a ausência de gemas laterais não 
permite a formação de novos ramos. 
 
 
 
7. (UNISC) Relacione os tecidos vegetais com sua 
respectiva função. 
 
1. Floema 
2. Colênquima 
3. Meristema 
4. Esclerênquima 
5. Xilema 
 
( ) Formado por células de natureza ainda 
indiferenciada que se destinam a formar todos os 
demais tecidos das plantas. 
( ) Tecido de sustentação formado por células 
com formato de fibra, porém curtas e ainda vivas. 
Os feixes desse tecido são superficiais, fornecendo 
pequena rigidez que não impede a flexibilidade de 
caules finos. 
( ) Transporte de água das raízes para os caules e 
as folhas. 
( ) As células deste tecido fornecem suporte 
rígido após morrerem. 
( ) Transloca carboidratos e outros nutrientes. 
 
A sequência correta de preenchimento dos 
parênteses, de cima para baixo, é: 
a) 3 – 4 – 1 – 2 – 5. 
b) 4 – 3 – 1 – 2 – 5. 
c) 3 – 2 – 5 – 4 – 1. 
d) 1 – 2 – 3 – 4 – 5. 
e) 5 – 4 – 3 – 2 – 1. 
 
8. (UDESC) Existem diferenças entre a organização 
das estruturas dos vegetais. Em relação ao 
enunciado, relacione as colunas. 
 
1. Epiderme e súber 
2. Colênquima e esclerênquima 
3. Vasos lenhosos e liberianos 
4. Parênquima amilífero e parênquima clorofiliano 
 
( ) são tecidos de assimilação e reserva dosvegetais. 
( ) são tecidos de condução de seiva dos vegetais. 
( ) são tecidos de revestimento e proteção dos 
vegetais. 
( ) são tecidos de sustentação dos vegetais. 
 
Assinale a alternativa que contém a sequência 
correta, de cima para baixo. 
a) 4 – 3 – 1 – 2 
b) 3 – 4 – 2 – 1 
c) 4 – 2 – 1 – 3 
d) 2 – 3 – 1 – 4 
e) 1 – 3 – 4 – 2 
 
9. (UEG) Na maioria das plantas terrestres, a água é 
absorvida pelas raízes, deslocando-se pelo corpo 
do vegetal como ilustrado na figura a seguir. 
 
 
 
A respeito das células e dos tecidos envolvidos no 
deslocamento da água, é correto afirmar: 
a) em 1, são encontradas células jovens, cujas paredes 
suberificadas favorecem a absorção por osmose da 
água do solo. 
b) em 2, são encontradas células de condução, cuja 
presença de parede celular secundária e ausência de 
protoplasto favorecem o transporte da água. 
c) em 3, são encontrados os estômatos, cuja principal 
função para a planta é a perda de água na forma de 
vapor. 
d) em 4, são encontradas células embrionárias, 
mitoticamente ativas, cujo intenso consumo hídrico irá 
determinar o deslocamento vertical da água na planta. 
 
10. (UFSM) Segundo alguns autores, o “Abaporu”, 
de Tarsila do Amaral, homenageia o povo sofrido 
dos trabalhadores da época; o sol inclemente e o 
cacto representam, ali, sua dura rotina. Essa planta 
se adapta bem ao meio ambiente. Em geral, 
dispensa as folhas para a fotossíntese e armazena 
água para sobreviver. Que tecido vegetal está 
envolvido nesses dois processos fisiológicos? 
a) Parênquima. 
b) Xilema. 
c) Meristema. 
d) Periderme. 
e) Esclerênquima. 
 
11. (PUCRJ) Considerando a histologia vegetal – 
ciência que estuda os tecidos biológicos vegetais – 
é errado afirmar que: 
a) os tecidos de revestimento dos vegetais são 
hipoderme e endoderme. 
b) os tecidos de condução dos vegetais são xilema e 
floema. 
c) os tecidos de sustentação dos vegetais são 
colênquima e esclerênquima. 
d) os meristemas são responsáveis por formar os 
tecidos das plantas. 
e) os tecidos que atuam no armazenamento de 
substâncias, na fotossíntese e no transporte de 
substâncias a curta distância são os parênquimas. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
 
 
 
12. (UEL) Esses anéis de crescimento são bastante 
evidentes em árvores de regiões temperadas, onde 
as estações do ano são bem definidas. Os anéis são 
resultantes de diferentes taxas de crescimento em 
espessura do caule devido às variações das 
	
  
	
  
	
  
	
  
condições ambientais. Com base nessas 
informações e na figura 11, pode-se afirmar que 
cada anel é formado pelo conjunto de vasos 
denominado _________ primaveril e _______ estival. 
O primaveril é ______ denso, constituído por células 
de paredes ______; já o estival é ______ denso, 
formado por células de paredes ________. 
 
Assinale a alternativa que preenche, correta e 
respectivamente, as lacunas do texto. 
a) Floema, floema, menos, espessas, mais, finas. 
b) Floema, xilema, menos, finas, mais, espessas. 
c) Xilema, xilema, menos, finas, mais, espessas. 
d) Xilema, floema, mais, espessas, menos, finas. 
e) Xilema, xilema, mais, espessas, menos, finas. 
 
13. (UFPR) Imagine que você tenha recebido do seu 
nutricionista a seguinte recomendação para uma 
dieta: ingerir diariamente uma porção de tubérculos, 
raízes tuberosas, folhas verdes, frutos do tipo baga 
e sementes do tipo cariopse. Qual das alternativas 
abaixo apresenta os vegetais que atendem a dieta 
indicada? 
a) Batata, cenoura, espinafre, uva e milho. 
b) Beterraba, rabanete, couve-flor, abacate e arroz. 
c) Mandioca, cebola, couve, pêssego e semente de 
girassol. 
d) Nabo, alho, brócolis, tomate e amendoim. 
e) Batata-doce, alface, rúcula, acerola e ervilha. 
 
14. (UFRGS) A planta denominada erva-de-
passarinho é uma hemiparasita. Nesse caso, o 
tecido vegetal da árvore hospedeira, onde os 
elementos nutritivos são absorvidos, é o 
a) colênquima. 
b) floema. 
c) esclerênquima. 
d) parênquima. 
e) xilema. 
 
15. (UFJF) Se fizermos uma analogia funcional entre 
as estruturas animais e vegetais, podemos afirmar 
que a pele, os ossos, os vasos sanguíneos e o 
sangue podem equivaler, nas plantas, 
respectivamente, a: 
a) esclerênquima, bainha, xilema, seiva. 
b) periderme, esclerênquima, xilema, seiva. 
c) periderme, estômato, xilema, seiva. 
d) periderme, esclerênquima, seiva, xilema. 
e) esclerênquima, bainha, seiva, xilema. 
 
 
 
1: [C] 
As glândulas excretoras de sal estão localizadas entre a 
cutícula (1) e a epiderme axial (2) situada na face 
superior ventral das folhas. 
 
2: [B] 
Os meristemas apicais dão origem ao corpo vegetal 
primário, e os meristemas laterais ao corpo vegetal 
secundário. Os meristemas apicais localizam-se nas 
extremidades de raízes e de caules e nas gemas sendo 
responsáveis pelo crescimento primário, que promove o 
alongamento de caules e raízes e a formação de 
órgãos. No caule e na raiz, de fora para dentro, os 
meristemas primários constituem a protoderme, o 
meristema fundamental e o procâmbio. O câmbio 
vascular e o felogênio são meristemas laterais que 
permitem o crescimento secundário. 
 
3: [D] 
O câmbio interfascicular surge da desdiferenciação de 
células adultas, sendo denominado meristema 
secundário, porém este não forma sozinho um anel 
completo como observado no corte transversal do 
caule, ele se intercala com o câmbio intrafascicular que 
é um tecido meristemático primário. 
4: [D] 
Os tecidos cujas funções são arroladas no enunciado 
são, respectivamente: epiderme, parênquima, 
esclerênquima e floema. 
 
5: [B] 
O súber (ou cortiça) é um tecido adulto de revestimento 
formado por células mortas em que restam apenas as 
paredes celulares impregnadas por suberina, uma 
substância impermeabilizante. 
 
6: [D] 
A planta que produz o palmito juçara não possui gemas 
laterais que produzam ramos que substituem os que 
sofrem abscisão. A retirada do ápice do caule, onde 
novos ramos são formados, acaba por provocar a morte 
do vegetal. 
 
7: [C] 
A correlação entre as colunas, de cima para baixo, está 
correta na alternativa [C]. 
 
8: [A] 
A sequência que correlaciona corretamente as colunas, 
de cima para baixo, é 4 – 3 – 1 – 2. 
 
9: [B] 
Os vasos condutores do xilema são os responsáveis 
pelo transporte da seiva bruta (mineral) desde as raízes 
até as folhas de uma planta. 
 
10: [A] 
Em cactos, as folhas são transformadas em espinhos. A 
fotossíntese é realizada pelo parênquima clorofiliano 
localizado no caule. 
 
11: [A] 
Os tecidos de revestimento dos vegetais são epiderme 
e periderme, oriundos do meristema primário 
protoderme e meristema secundário felogênio, 
respectivamente. 
 
12: [C] 
Os anéis concêntricos no caule de angiospermas 
dicotiledôneas correspondem aos vasos lenhosos do 
xilema. Os anéis mais finos são formados na primavera 
e no verão (primaveris) e os mais espessos no outono e 
inverno (estivais). A idade dessas plantas, em anos, 
pode ser estimada contando-se dois anéis para cada 
ano, em média. 
 
13: [A] 
Tubérculos são caules subterrâneos que armazenam 
amido (batata-inglesa). Raízes tuberosas como a 
cenoura, a mandioca e a beterraba também contém 
reservas nutritivas. O espinafre é formado por folhas 
comestíveis. A baga é um fruto com várias sementes 
pequenas (uva, goiaba, laranja,...) e o grão de milho é 
um fruto seco indeiscente (não se abre) que contêm 
uma semente denominada cariobse. 
 
14: [E] 
A erva-de-passarinho é uma planta parasita porque 
forma raízes sugadoras denominadas haustórios. Essas 
estruturas atingem o xilema da planta hospedeira, de 
onde retiram a seiva bruta. 
 
15: [B] 
A periderme correspondeao conjunto formado pelo 
súber, felogênio e feloderma do vegetal. O 
esclerênquima é um tecido morto de sustentação 
mecânica, o xilema é o conjunto de vasos lenhosos 
condutores da seiva mineral desde a raiz até as folhas 
da planta.

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