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Coisas de prova
Q495596 Há, no setor público brasileiro, a previsão de descentralização das atividades de planejamento governamental, com o objetivo de impedir o crescimento desmesurado da máquina administrativa, recorrendo-se, sempre que possível, à execução indireta, mediante contrato.
CORRETO. 
DL 200/67 § 7º Para melhor desincumbir-se das tarefas de planejamento, coordenação, supervisão e controle e com o objetivo de impedir o crescimento desmesurado da máquina administrativa, a Administração procurará desobrigar-se da realização material de tarefas executivas, recorrendo, sempre que possível, à execução indireta, mediante contrato, desde que exista, na área, iniciativa privada suficientemente desenvolvida e capacitada a desempenhar os encargos de execução."
Q466184 O sistema orçamentário brasileiro perpassa por 3 fases distintas: 
1- A estratégica: que se traduz em escolhas que visam a melhorias no plano econômico-social; 
2- Os planos de médio prazo: em geral setoriais e regionais, que expressam o detalhamento das estratégias; 
3- Os planos operativos anuais que consubstanciam os dois primeiros ao incorporar as necessidades financeiras, materiais e humanas das diversas metas, distribuídas em cronogramas devidamente aprovados.
Q301145 Diferenciar o regime orçamentário por meio do qual receitas e despesas são tratadas pode ser útil para melhor evidenciar a situação fiscal do governo. Nesse sentido, adota-se, no Brasil, o regime orçamentário misto: para a receita, adota-se o regime de caixa e, para a despesa, o regime de competência.
CORRETO. Temos o regime orçamentário e o regime contábil (patrimonial). 
I) O regime orçamentário (lei 4320) é misto: receitas são por caixa (arrecadação) e despesas por competência (empenho) 
II) O regime patrimonial/contábil é 100% competência (aquele que estudamos na matéria de contabilidade)
Direito Financeiro
Q369560 O orçamento público constitui norma legal a ser aplicada integralmente e contém a previsão de receitas e a estimativa de despesas a serem realizadas pelo governo em determinado exercício financeiro, sendo objeto de estudo tanto do direito financeiro quanto do direito tributário.
FALSO. O CESPE justificou o erro dizendo que direito tributário NÃO ESTUDA ORÇAMENTO, ele estuda sim TRIBUTOS (que é bem diferente). A galera também justificou a terminologia, que seria correto dizer que o orçamento PREVÊ receitas e FIXA despesas.
Q840795 Além de disciplinar o Sistema Financeiro Nacional, o direito financeiro regulamenta a atividade financeira do Estado no que diz respeito a orçamento público, receita pública, despesa pública, crédito público, responsabilidade fiscal e controle da execução orçamentária
FALSO. É o direito ECONÔMICO quem trata do sistema financeiro nacional. O direito Financeiro vai tratar das 4 atividades financeiras básicas do Estado , que é receita/despesa/crédito/gestão.
Q386147 O direito financeiro tem por objeto a disciplina jurídica da atividade financeira do Estado e abrange receitas, despesas e créditos públicos.
FCC Direito financeiro é ciência que estuda as atividades fiscais e não fiscais dos poderes públicos na sua aplicação a empreendimentos de caráter público e privado.
FALSO. Note que toda a atividade financeira do Estado tem como finalidade os empreendimentos PÚBLICOS. Abrange sim atividades fiscais e não fiscais, mas somente para aplicar em coisas PÚBLICAS.
DEFINIÇÃO: Direito Financeiro é o ramo do Direito Público que estuda o ordenamento jurídico das finanças do Estado e as relações jurídicas decorrentes de sua atividade financeira e que se estabeleceram entre o Estado e o particular.
CUIDADO: Direito tributário é um dos RAMOS do Direito Financeiro – neles não são sinônimos. 
LEGALIDADE DO DIREITO FINANCEIRO
Artigo 24 da constituição estabelece que a UNIÃO + ESTADOS + DISTRITO FEDERAL podem legislar concorrentemente sobre o direito financeiro e orçamento. 
CUIDADO: Os municípios não estão autorizados a legislar sobre o direito financeiro, só possuem competência local. Os municípios suplementam a legislação federal e estadual sem contrariá-las.
LEI 4320/64: Foi recepcionada pela cf88 como uma lei complementar. 
A lei estatui normais gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, Estados, Municípios e DF.
Administração Financeira e Orçamentária É UMA ÁREA DENTRO DO DIREITO FINANCEIRO. 
O estudo da Administração Financeira e Orçamentária (AFO) engloba o Direito Financeiro com um direcionamento administrativo, ou seja, o seu campo de atuação está voltado para a atividade financeira do estado no âmbito da sua aplicação na Gestão Pública.
ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO:
Q350079 A atividade financeira do Estado, em sua maior parte, compreende o desenvolvimento das atividades políticas, sociais, econômicas e administrativas, que constituem sua finalidade precípua.
CORRETO.
A atividade financeira do Estado é o conjunto de ações desenvolvidas pelo Estado voltadas a obtenção, controle e aplicação de recursos destinados a custear os meios necessários para cumprir o fim a que se destina. No cumprimento dessas funções, o Estado desenvolve diversas atividades de cunho político, social, econômico e administrativo.
Podemos dizer, resumidamente, que o Direito Financeiro é aquele ramo do Direito Público que regula a Atividade Financeira do Estado (AFE), que, por sua vez, ENGLOBA 4 elementos que estão intimamente ligados: 
Obtenção de recursos - RECEITA pública
Despesas - DESPESA pública
CRÉDITO público – Criar e conceder empréstimos para complementar a receita pública.
GESTÃO de recursos – gerir - Orçamento e Planejamento
Q489197 A atividade financeira do Estado, caracterizada pela presença constante de uma pessoa jurídica de direito público, tem como principal finalidade a arrecadação de recursos.
FALSO. Vai bem além do que simplesmente arrecadar. É arrecadar + gastar + gerir os recursos para atender as necessidades da sociedade.
É a atividade através da qual o Estado capta, gere e despende recursos públicos com o objetivo de atender as necessidades públicas e de prover os serviços tipicamente estatais. Em outras palavras, consiste em obter, criar, gerir e despender o dinheiro indispensável às necessidades, cuja satisfação o Estado assumiu ou cometeu a outras pessoas de direito público. Com o fim de atender as demandas sociais por serviços públicos o Estado desenvolve sua atividade financeira que tem por fim a obtenção de receitas para serem despendidas em Despesas Públicas. 
Orçamento Publico
Questoes
Q304145 O orçamento é um plano em que se expressa, em termos de dinheiro, para um período de tempo definido, o programa de operações do governo e os meios de financiamento desse programa.
CORRETO. GIACOMONI: O orçamento é um plano que expressa em termos de dinheiro, para um período de tempo definido, o programa de operações do governo e os meios de financiamento desse programa
Q259286 O orçamento prevê determinado volume de receitas e, baseado nessa previsão, fixa o montante total de despesas que o governo pode realizar, mas o orçamento não gera recursos públicos.
CORRETO. O Orçamento é apenas a LEI que prevê receitas e fixa despesas , ele por si só não é uma fonte de recursos , ele só serve para “administrar” os recursos.
Q756164 A elaboração do orçamento de defesa, no Brasil, é competência do Ministério da Fazenda
FALSO. Acho que era pegadinha sem fundamento mesmo. Cada ministério faz o seu próprio orçamento , então quem faz o orçamento de defesa é o Próprio ministério da DEFESA.
Q874960 A jurisprudência atual do Supremo Tribunal Federal considera que as leis orçamentárias não podem ser objeto de controle de constitucionalidade em abstrato, dada a sua natureza jurídica material de ato administrativo concreto.
FALSO. Falaram que até 2008 não podia mesmo, mas agora a atual visão do STF É PODER SIM, já que as leis orçamentárias são lei em sentido FORMAL (aprovadas pelo legislativo),embora realmente tenham natureza jurídica de ato administrativo (pois não é lei em sentido material).
Introdução:
CONCEITOS E CARACTERÍSTICAS DO ORÇAMENTO
Q368233 O orçamento público, instrumento que discrimina as despesas dos programas governamentais segundo sua natureza, enfatiza os fins almejados de modo a demonstrar o alvo e a finalidade dos gastos públicos bem como identificar o responsável pela execução desses programas.
Q466185 O orçamento é um instrumento que auxilia no desenvolvimento das políticas públicas, uma vez que permite identificar e avaliar o gasto público ao controlar as informações de despesas de custeio e de capital da União, dos estados-membros, do Distrito Federal e dos municípios.
Q86190 O orçamento viabiliza a realização anual dos programas, mediante a quantificação das metas e a alocação de recursos para as ações orçamentárias, tais como projetos, atividades e operações especiais. A elaboração dos orçamentos da União é de responsabilidade conjunta dos órgãos central e setoriais e das unidades orçamentárias.
Q935965 O orçamento, importante instrumento de planejamento de qualquer entidade pública ou privada, representa o fluxo previsto de ingressos financeiros e a aplicação desses recursos em determinado período de tempo
Segundo Site do Tesouro Nacional: O Orçamento público tem como principal objetivo a evitar a expansão dos gastos, proporcionando, desta forma , o perfeito equilíbrio entre receitas e despesas , de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do governo obedecidos os princípios da unidade , universalidade e anualidade
O orçamento governamental é Muitidocumental (PPA, LDO, LOA) e Multidisciplinar (político, econômico, jurídico e técnico).
Simulado: Considerando o ordenamento jurídico no que tange ao plano plurianual, os objetivos devem expressar as escolhas de políticas públicas para a transformação de determinada realidade.
O orçamento é o principal DOCUMENTO DE POLÍTICAS PÚBLICAS, porque ele evidencia as áreas onde está sendo gasto o dinheiro do governo.
O orçamento reflete a IDEOLOGIA DOS GOVERNANTES, pois cada partido/governante selecionam prioridades para seus orçamentos (quais áreas que querem investir mais).
CUIDADO: O Orçamento é uma ferramenta de execução de CURTO PRAZO (Quando falar “orçamento” SECO é para entender que estamos falando da LEI da orçamento, que é a LOA – Anual).
PROGRAMA DE GOVERNO: São instrumentos que organizam as ações do governo. Todo gasto/investimento do orçamento deve estar inserido dentro de um programa, que organiza e diz como e com o que será gasto o dinheiro do orçamento. 
O orçamento é uma ferramenta de CONTROLE E PLANEJAMENTO. Controle está ligado a Accountability, podendo ser:
Accountability horizontal (exercido pelos poderes), 
Accountability vertical (exercido pelo eleitor sobre o governo) 
Accountability societal (exercido pela sociedade e mídia ).
CARÁTER LEGAL DO ORÇAMENTO
Q342397 O orçamento público tem caráter e força de lei, em sentido formal
CORRETO. O orçamento é lei FORMAL, mas NÃO MATERIAL. Então , tem caráter e força de lei formal SIM. 
Q330869 A CF em vigor confere ao orçamento a natureza jurídica de lei formal e material. Por esse motivo, a lei orçamentária pode prever receitas públicas e autorizar gastos.
FALSO. “As leis orçamentárias tem natureza jurídica de leis formais, mas não são leis em sentido material, pois não criam direitos subjetivos para terceiros.”
DICA: A LOA É FORTE! (FORMAL, ORDINÁRIA, TEMPORÁRIA, ESPECIAL)
STF: considera o orçamento como uma lei FORMAL, porque é emanada de um órgão com competência legislativa; entretanto NÃO É MATERIAL, pois apenas prevê as receitas públicas e autoriza os gastos, não tendo a necessária abstração e generalidade que caracteriza as leis materiais.
DOUTRINA (Mayer) : a LOA tem apenas forma de lei, mas conteúdo de ato administrativo.
“O orçamento é uma de Lei Ordinária, aprovada pelo Poder Legislativo, sob rito especial, com iniciativa exclusiva de apresentação do Projeto pelo Chefe do Poder Executivo. Apesar de ser uma lei ordinária, o orçamento público não cria nem gera direitos e deveres, não inovando na ordem jurídica. Dessa forma, materialmente, o Orçamento Público é considerado uma lei de efeitos concretos, logo, com natureza de ato administrativo. ”
“Mayer adota o critério de classificação das leis de acordo com seu conteúdo jurídico, e não segundo o órgão de onde emanam. Assim, entende essa corrente que o orçamento apresenta extrinsecamente a forma de uma lei, mas seu conteúdo é de mero ato administrativo.”
Aspectos / Dimensões
Q359832 A função política do orçamento diz respeito ao estabelecimento do fluxo de entrada de recursos obtidos por meio da arrecadação de tributos, bem como da saída de recursos provocada pelos gastos governamentais
FALSO. Seria aspecto FINANCEIRO (lida com RECURSOS).
O orçamento possui 5 aspectos principais aspectos, a saber:
1- POLÍTICO: pois reflete ideologias do grupo partidário detentor da maioria dos assentos do legislativo, pois é este órgão que aprova o orçamento. 
É um instrumento de governança e barganha. 
Revela ações sociais e regionais na destinação das verbas
 Resultado do processo de avaliação de demandas e de escolha entre alternativas.
2- ECONÔMICO: O caráter econômico do orçamento é da sua finalidade de se estabelecer o equilíbrio das finanças públicas, que não se gaste mais do que se recebe.
Q348724 O estudo do orçamento como lei de meios, a qual propicia a geração de emprego e renda em função de investimentos públicos.
A ótica que atribui ao orçamento, como PLANO DE AÇÃO GOVERNAMENTAL que é, o poder de intervir na atividade econômica, propiciando a geração de emprego e renda em função dos investimentos que podem ser previstos e realizados pelo setor público, resultando com isso o desenvolvimento do país
3 - JURÍDICO: O orçamento é regido por uma série de Leis orçamentarias. O orçamento tem caráter e força de lei e, enquanto tal, define limites a serem respeitados pelos governantes e agentes públicos – no tocante à realização de despesas e à arrecadação de receitas.
Orçamento como a lei que estima a receita e autoriza tetos de despesa
4- FINANCEIRO: estabelecimento do fluxo de entrada de recursos obtidos por meio da arrecadação de tributos, bem como da saída de recursos provocada pelos gastos governamentais.
Antecipar os fluxos de arrecadação e de pagamento
5- Técnico (ADMINISTRATIVO): Garante uma uniformidade e clareza, adotando-se inúmeros meios e técnicas para uniformizar o entendimento do orçamento – demonstrativos , estimativas , balanços , etc.
O orçamento é visto como importante peça de planejamento, na medida em que o Estado busca saber o quanto disporá em termos de recursos financeiros para aplicar em prol das necessidades coletivas.
Orçamento como o plano das realizações da administração pública , como um importante instrumento de gestão e administração. 
6- Contábil: quando, por meio das contas, antecipa o resultado patrimonial e global da gestão.
Tipos
Quando falamos em tipos de orçamento público, estamos relacionando esse tema ao regime político em que é elaborado o orçamento público combinado com o sistema de governo vigente.
1- LEGISLATIVO: No Brasil foi instituído pela constituição federal de 1891. O legislativo elabora e também aprova o orçamento, típico de países parlamentares.
2- EXECUTIVO: No brasil foi durante a ditadura Vargas 1945, com a constituição de 1937. Executivo elabora e também aprova orçamento.
3- MISTO: Trazido pela constituição de 1988, com o artigo 165 da constituição. O artigo 165 institui leis de iniciativa do executivo, como o PPA, LDO e LOA. E o artigo 166 diz que esse orçamento tem que ser estudado e aprovado pelo legislativo (duas casas do congresso nacional, em forma de regimento comum).
Q337463 No Brasil, adota-se o orçamento misto, visto que sua elaboração é competência do Poder Executivo, e sua votaçãoe controle são competências do Poder Legislativo
CUIDADO: Ao longo de sua história , o Brasil já utilizou os 3 tipos de orçamentos existentes , mas atualmente adota o orçamento MISTO.
ORÇAMENTO AUTORIZATIVO:
Q699478 A Constituição Federal de 1988 atribuiu ao Poder Executivo a competência para a elaboração da proposta orçamentária e ao Poder Legislativo a competência para a sua aprovação.
CORRETO. Só para guardar aqui como o CESPE cobra. Pois a rigor mesmo , o Executivo CONSOLIDA as propostas , que são elaboradas por cada ente que possui autonomia financeiro. Por exemplo: o MP , a DP e os Tribunais cada um elaboram suas propostas segundo os limites da LDO e enviam ao executivo para consolidação.
O orçamento é primeiro previsto pelo poder executivo, e autorizado pelo poder legislativo, por um certo período de tempo – isso se chama de orçamento AUTORIZATIVO 
É importante deixar registrado que, no Brasil, o orçamento público é, em relação às despesas discricionárias, AUTORIZATIVO, e não impositivo, ou seja, a fixação de despesas é uma mera sugestão ou previsão de gastos, sem que haja o dever legal de executá-los.
CUIDADO: existe uma pequena parcela do orçamento Brasileiro que é IMPOSITIVO, são aqueles 1.2% do orçamento, previsto pelo artigo 166, previsto por emendas INDIVIDUAIS propostas por parlamentares. 
Funções
Coisas de prova
Q385991 Cabe ao Estado atuar direta ou indiretamente sobre os monopólios naturais, de modo a promover um nível ótimo de produção.
CORRETO. No caso dos monopólios naturais, o Estado precisa intervir neles mesmo , pois são monopólios que devido a sua característica não tem concorrência ou não tem gente prestando essas atividades devido a diversos impedimentos.
Monopólios naturais: o governo acaba SENDO OBRIGADO a assumir a produção ou criar agências que impeçam a exploração dos consumidores; São atividades que geralmente não possuem concorrência, devido a impossibilidades físicas, técnicas , etc.
Q93761 O orçamento público federal pode ser utilizado como ferramenta de controle econômico, pois possui função alocativa, ou seja, busca ajustar o nível geral de preços e de empregos do mercado
FALSO. Questão de nível médio ficar atento com essas pegadinhas. Quem faz isso é a função estabilizadora.
 
Q602499 A função alocativa do orçamento visa à intervenção do governo na economia, com o objetivo de diminuir as desigualdades sociais no que se refere ao acesso a renda, bens e serviços públicos e benefícios da vida em sociedade.
FALSO. Só para guardar aqui que o CESPE cobra a pegadinha de confundir funções. No caso é a função DISTRIBUTIVA que visa reduzir desigualdades sociais.
Q485857 Se determinada atividade destinada ao atendimento de necessidades sociais for considerada típica de governo, então o Estado deverá executá-la diretamente, pois essas necessidades não poderão ser atendidas pela iniciativa privada.
FALSO. Não confundir atividades exclusivas do Estado ( regulamentação , fomento , etc.) essas sim somente o Estado executa , com atividades de interesse público (social , educação , cultural ) essas aqui o Estado pode tanto prestar diretamente quanto pode delegar a outras pessoas.
Q557728 A transformação do Estado provedor em regulador implica a modificação da cultura burocrática, de modo a estabelecer padrões de gerenciamento das políticas públicas próprios à nova função.
CORRETO. Estado provedor é Estado burocrático – ele se encarrega de prover bens e serviços a sociedade. Estado regulador é gerencial – ele deixa que outras entidades prestem os serviços , e ele regula e controla a prestação. 
Q511114 Ao assumir a condição de produtor de determinados bens e serviços, dado o vulto e risco de certas iniciativas, o Estado reconhece que o fornecimento desses produtos deve levar em conta o estágio da distribuição de renda da população.
FALSO. Ele misturou dois conceitos. Ele começa falando de função Alocativa , mas quando diz que “deve levar em conta o estagio de distribuição da renda da população” isso é função distributiva. 
I) Na função Alocativa o Estado vai provisionar um bem/serviço igualmente para todos.
II) Na função Distributiva geralmente todos “financiam” o Estado na prestação do bem/serviço , mas ele é direcionado a uma camada em especifico (são as politicas de distribuição de rendas / inclusão / etc.)
Doutrina Keynesiana:  A doutrina Keynesiana defendia a necessidade de o Estado buscar formas para se conter o desequilíbrio da economia. Nesse sentido, os governos deveriam injetar grandes montantes de capital na realização de investimentos como forma de aquecer a economia.
Q17806 Em épocas de estagnação e recessão econômica, as concepções keynesianas têm dado suporte à flexibilização na aplicação do princípio do equilíbrio orçamentário, defendendo, inclusive, um maior endividamento público, possibilitando uma utilização intensiva de recursos ociosos esterilizados por agentes econômicos privados.
Parte superior do formulário
Escola Neoclássica: 
Q307513 Segundo os autores das escolas clássica e neoclássica do pensamento econômico, o orçamento, instrumento de controle das contas governamentais, deve ser equilibrado, ou seja, elaborado com o objetivo de conter seus gastos e de não prejudicar a eficiência do mercado
Teoria geral
Q350081 O Estado, no cumprimento das suas atribuições econômicas alocativa, distributiva e estabilizadora, tem como principal fonte de receita a exploração do patrimônio público com a geração de bens e serviços.
FALSO. A principal fonte de receita do Estado são as receitas TRIBUTÁRIAS. 
Q677177 Cabe ao governo executar as funções econômicas exercidas pelo Estado, as quais se dividem em alocativa, distributiva e estabilizadora.
3 funções econômicas do Estado (funções fiscais do Estado / funções do orçamento)
PDF A necessidade de atuação econômica do setor público prende-se na constatação de que a simples existência do sistema de mercado, empresas e consumidores somente, não conseguem cumprir adequadamente algumas tarefas e funções que visam ao bem-estar de toda uma população. Assim, na presença de uma falha de mercado, não há alternativa senão a intervenção governamental, no sentido de evitar ou minimizar a perda de eficiência decorrente dessa situação.
Para alcançar os objetivos das políticas públicas, A POLÍTICA ORÇAMENTÁRIA tem como objetivos de modo amplo, fomentar o crescimento econômico, assegurar o cumprimento das funções elementares do Estado, como justiça e segurança, melhorar a distribuição de renda, corrigir as imperfeições do mercado ou atenuar os seus efeitos e manter a estabilidade econômica e social e universalizar o acesso aos bens e serviços produzidos pelo setor público ou pelo setor privado. 
Os objetivos da política orçamentária são alcançados em razão da capacidade do Estado de influenciar na economia por meio da recombinação dos recursos arrecadados no momento da realização das despesa pública.
Obs.: Essas 3 funções básicas do orçamento é do MUSGRAVE. Mas existem outros autores que colocam mais uma função:
4- FUNÇÃO DE CRESCIMENTO ECONÔMICO: expressa pelas ações voltadas em fomentar investimentos, tanto públicos como privados, na economia. Guarde, portanto, que a política econômica envolve a atuação do governo sobre a capacidade produtiva e as despesas planejadas, com objetivo de permitir que a economia opere a pleno emprego, com baixas taxas de inflação e uma distribuição justa de renda.
Alocativa
1- Função alocativa: Estado tira dinheiro do orçamento para fornecer bens e serviços (bens públicos e bens meritórios) que a iniciativa privada não consegue suprir ou oferece de uma forma não acessível a todos. 
Q590142 Entre as funções econômicas do Estado, a defesa nacional mediante manutenção das Forças Armadas com recursos do orçamento público cumpre a função alocativa
Q420921 O controle eficaz das fronteiras de um país é considerado um bem público típico, sendo não rival e não excludente. A ofertadesse tipo de serviço é caracterizada tipicamente como o exercício da função alocativa.
Q346850 A função do orçamento que se relaciona ao exercício de ATIVIDADE EMPRESARIAL por parte do Estado
Q330736 A União exerce a função alocativa quando adota medidas e realiza investimentos para criar condições favoráveis que permitam ao setor privado oferecer produtos à sociedade.
Dois exemplos clássicos são: 
1- Investimentos na infraestrutura econômica: transportes, energia , comunicação , etc. São áreas que requerem altos investimentos e retornos desestimulantes, que não atraem o setor privado. 
2- Fornecimento de bens: sejam bens públicos ou bens semi-públicos/
Os BENS fornecidos pela função alocativa possuem as seguintes características:
Os benefícios NÃO ESTÃO LIMITADOS A UM consumidor específicos.
 NÃO HÁ RIVALIDADE no consumo desse bem (bens não rivais: Rodovias , Aeroportos , Iluminação)
 O consumidor NÃO É EXCLUÍDO no caso de não pagamento. (bens não excludentes: Ensino, educação , Saúde)
E esses bens podem ser classificados em:
Bens públicos: Rodovias, Aeroportos, Etc.
Bens semi-públicos (meritórios): Saúde , Educação , Segurança.
De desenvolvimento: Construção de usinas por exemplo.
SOBRE OS MERITÓRIOS: Bom exemplo de bens mistos são os bens meritórios, cuja natureza como bem privado tem menor importância do que sua utilidade social. Justificam-se, assim, as despesas públicas com subsídios ao trigo e ao leite, com programas de merenda escolar, com cupons de alimentação para desempregados etc.
CUIDADO: Há situações em que o Estado utiliza recursos orçamentários na provisão de bens com todas as características de bens privados. É o caso dos bens mistos, em que a educação é um bom exemplo: ela é um bem privado que pode ser comercializado no mercado, podendo seus benefícios ser individualizados. Mas ela é também um bem público, já que o nível cultural da comunidade cresce quando seus membros se educam.
GIACOMONI ALERTA que existe diferença entre produção e provisão. O correto para se classificar os bens que são decorrentes da função alocativa são os bens PROVISIONADOS com recursos do orçamento – Não necessariamente produzidos pelo poder público diretamente, mas e financiado por ele.
Os bens públicos são, em sua maior parte, produzidos pelas repartições públicas (justiça, segurança etc.), mas também são produzidos por empresas privadas que, mediante contrato ou acordo, os vendem para o Estado (p. ex.: armamentos, obras públicas etc.). 
A análise sobre quem produz os bens não possibilita nenhuma conclusão relevante: tanto as empresas privadas como as públicas produzem bens privados e públicos indistintamente. O estudo da alocação de recursos pelo Estado deve utilizar então o conceito de “PROVISÃO” de bens e serviços, isto é, não são necessariamente produzidos pelo governo, mas financiados (pagos) pelo orçamento público.
Q304147 A atuação em situações conhecidas como falhas de mercados é uma forma clássica de intervenção da administração na economia, sendo a provisão de bens públicos puros, cujo consumo é não excludente e não rival, um exemplo desse tipo de ação. Nesses termos, a oferta de serviços públicos de saúde poderia ser definida como típico caso de provisão de bens públicos.
FALSO. Está tudo certo , mas o final ele erra ao dizer que saúde seria um bem público. Saúde é um bem SEMI PÚBLICO (ou meritórios). Saúde é fornecida pela iniciativa privada de maneira rivalizada e excludente , mas devido a sua relevância social também é provisionado pelo estado , como forma de bem semipúblico. 
Q369358 Se o Estado brasileiro é obrigado a oferecer serviços gratuitos de educação em decorrência dos elevados preços que podem ser praticados pela iniciativa privada, os quais excluem grande parte da população de baixa renda do sistema educacional, então esses serviços são denominados bens públicos.
FALSO. Seria um bem SEMI PÚBLICO (ou meritório) – Educação. A própria questão já deu a dica – o serviço está sendo prestado no mercado de modo excludente , mas o Estado mesmo assim provisiona esse bem devido a sua relevância social. 
Q547533 O bem público resultante da função alocativa do orçamento caracteriza-se pela rivalidade em seu consumo e pela não exclusão do consumidor no caso de não pagamento.
FALSO. Ele é Não rival e Não excludente , como qualquer bem público típico.
Distributiva 
As doutrinas de bem-estar integradas na análise econômica convencional derivam da formulação consagrada pelo nome de “IDEAL DE PARETO”.
Segundo ela, há eficiência na economia quando a posição de alguém sofre uma melhoria sem que nenhum outro tenha sua situação deteriorada
A função pública de promover ajustamentos na distribuição de renda justifica-se, pois, como correção às falhas do mercado. Para tanto, deve-se fugir da idealização de Pareto: a melhoria da posição de certas pessoas é feita às expensas de outras. O problema é fundamentalmente de política e de filosofia social, cabendo à sociedade definir o que considera como níveis justos na distribuição da renda e da riqueza.
Considerando que o problema distributivo tem por base tirar de uns para melhorar a situação de outros, o mecanismo fiscal mais eficaz é o que combina:
TRIBUTOS PROGRESSIVOS sobre as classes de renda mais elevada 
Com TRANSFERÊNCIAS para aquelas classes de renda mais baixa.
Exemplo clássico seria a utilização do imposto de renda progressivo para cobrir subsídios aos programas de alimentação, transporte e moradia populares.
Q449636 O governo pode realizar ajustamento na redistribuição da renda e da riqueza do país utilizando instrumentos como transferências, impostos e subsídios. Por exemplo, o Estado pode tributar indivíduos de alta renda e utilizar os recursos captados para o financiamento de programas para a parcela de baixa renda da população
GIACOMONI diz que o IMPOSTO DE RENDA é o mais adequado para a função distributiva: 
Afora o imposto de renda, geralmente apontado como o tributo mais adequado às políticas distributivas, outro exemplo de medida seria a concessão de subsídios aos bens de consumo popular financiados por impostos incidentes sobre os bens consumidos pelas classes de mais alta renda.
2- Função distributiva: Estado tira dinheiro do orçamento para reduzir desigualdades. Pode conceder subsídios para bens de consumo popular para abaixar os preços. 
Estado age por meio de políticas compensatórias.
Q595766 A função do orçamento público que visa melhorar a posição de algumas pessoas em detrimento de outras e, com isso, corrigir falhas do mercado
GIACOMONI exemplifica: Educação gratuita, capacitação profissional, programas de desenvolvimento comunitários. 
CUIDADO: Se falar SECO em provisionar esses bens meritórios seria função alocativa. Mas geralmente a questão dá uma dica, falando que é alguma política pública , algum meio de reduzir desigualdades , algum meio de inclusão social , etc.. 
Q792371 Ao oferecer ensino público e gratuito a amplos setores da população — ação estatal que promove um ajuste na oferta de bens e serviços à sociedade, permitindo, entre outros benefícios, o acesso à educação para os setores mais carentes da sociedade —, o Estado brasileiro estaria exercendo a sua função distributiva. 
Deu CORRETO. Tem de interpretar o contexto que ele deu. Falou que está ofertando para uma camada EM ESPECÍFICO (note que não é somente provisionar o bem meritório da educação, que seria uma atividade alocativa , e sim possibilitar O ACESSO À EDUCAÇÃO). Possibilitar acesso a alguma coisa é uma função distributiva, já que visa reduzir desigualdades. 
Estabilizadora
Além dos ajustamentos na alocação de recursos e na distribuição de renda, a política fiscal tem quatro objetivos macroeconômicos: 
1- manutenção de elevado nível de emprego
2- estabilidade nos níveis de preços
3- equilíbrio no balanço de pagamentos 
4- razoável taxa de crescimento econômico. 
Esses quatro objetivos, especialmente os dois primeiros, configuram o campo de açãoda função estabilizadora.
Manutenção de elevado nível de emprego
Estabilidade nos níveis de preço
O mecanismo básico da política de estabilização é, portanto, a ação estatal sobre a DEMANDA AGREGADA, aumentando-a e reduzindo-a conforme as necessidades.
A função estabilizadora, por meio da política fiscal e a política monetária, procura minimizar os efeitos dos ciclos econômicos - estes entendidos como oscilações nos níveis gerais de produto, emprego, renda e nível geral de preços da economia
3- Função Estabilizadora: Manter o pleno emprego e a estabilidade da moeda. Estado tira dinheiro do orçamento para conter a inflação, manter a moeda valorizada, gerar emprego e renda.
Q602498 O orçamento público, como instrumento de política de estabilização, visa promover o equilíbrio econômico com mudanças na receita e na despesa.
Q430515 O mecanismo básico da política de estabilização econômica é a ação estatal sobre a demanda agregada, uma vez que essa ação aumenta ou reduz a referida demanda conforme as necessidades.
Mudanças orçamentárias tanto na receita como na despesa podem ser acionadas pela política de estabilização. Exemplos são as mudanças nas alíquotas tributárias com reflexos na quantidade de recursos disponíveis junto ao setor privado, assim como a implantação de programas de obras públicas que visam absorver parcelas desempregadas de mão de obra.
Além dos instrumentos fiscais, a política de estabilização utiliza outros de cunho monetário com vistas ao controle da oferta monetária, variável de grande importância na consecução dos objetivos estabilizadores. Partindo da evidência de que o mercado é mau regulador da oferta de moeda, os governos criaram seus bancos centrais com a finalidade primeira de realizar esses controles, ajustando a oferta monetária às necessidades da economia
São exemplos:
Manutenção de determinados níveis de recursos disponíveis para aplicação pelos bancos
Controle da taxa de juros e lançamento de títulos públicos e funcionamento do open market
Q893244 Intervenção governamental direta é medida apropriada para solucionar problema de depressão por insuficiência de demanda de determinado sistema econômico.
CORRETO. O Estado estaria realizando sua função Estabilizadora – ele vai intervir diretamente na demanda. 
Q893245 A função estabilizadora do orçamento público diz respeito à capacidade do governo de combater os desequilíbrios regionais e sociais por meio dos gastos públicos.
FALSO. Cuidado pois os nomes confundem. Reduzir desiquilíbrios regionais e sociais é função Distributiva , não tem nada a ver com função estabilizadora – que é algo mais econômico e não social.
Q642785 O orçamento público viabiliza a intervenção do governo na atividade econômica com vistas à geração de emprego e renda.
CORRETO. É justamente uma das funções do orçamento.
Evolução da função do orçamento na economia
Para estudar a evolução das funções do orçamento na economia , nós estudamos conhecendo a evolução da DESPESA PÚBLICA.
PRINCIPAIS TEORIAS:
1- Adolpho Wagner (1880) – Lei de Wagner
À medida que cresce o nível de renda nos países industrializados, o setor público cresce sempre a taxas mais elevadas, de tal forma que a participação relativa do Governo na economia cresce com o próprio ritmo de crescimento econômico do país.
Em outras palavras: o desenvolvimento das modernas sociedades industriais gera, por si só, pressões crescentes em favor de aumentos do gasto público. O processo de urbanização demanda mais gastos com educação, saúde, segurança pública, infraestrutura etc.
 
OS FUNDAMENTOS DA LEI DE WAGNER SÃO OS SEGUINTES: 
1) o processo de industrialização é acompanhado do crescimento das funções administrativas e de segurança por parte do governo; 
2) o crescimento econômico (renda per capita) gera uma maior demanda por serviços essenciais como educação e saúde; 
3) as mudanças tecnológicas que demandam elevados investimentos fazem surgir monopólios em determinados setores econômicos.
2 - PEACOCK & WISEMAN (1967)
Para essa dupla de autores, o crescimento do gasto público é muito mais função das possibilidades de obtenção de recursos do que da expansão dos fatores que explicam o crescimento da demanda pelos serviços produzidos pelo governo. Na verdade, o que limita, de fato, o crescimento das atividades do governo é a possibilidade de expansão de sua oferta e esta, por sua vez, é limitada pelas possibilidades de incremento na carga tributária.
Em outras palavras: 
1) Os indivíduos demandam cada vez mais os bens produzidos pelo governo
2) Mas relutam em aceitar aumentos na tributação (para financiar uma oferta maior de serviços públicos). 
3) Assim, a resistência aos aumentos na tributação é o que limita o crescimento dos gastos, apesar das demandas sociais.
Obs.: GRANDES PERTURBAÇÕES de natureza política ou econômica – como as guerras, por exemplo – reduzem essa resistência. Essas perturbações causariam o chamado “efeito-translação” ou “efeito-deslocamento”.
I) Fatores exógenos podem diminuir a resistência da população aos aumentos da carga tributária, de modo que essa se eleva, permitindo o crescimento do gasto público.
Peacock e Wiseman falam também do chamado “efeito-concentração”, segundo o qual há uma tendência à progressiva concentração das decisões nos níveis mais elevados do governo, concomitantemente com a própria expansão da participação do setor público na economia
MUSGRAVE (1969), ROSTOW (1974) E HERBER (1979)
Para esses autores, há um padrão de crescimento dos gastos públicos associado ao nível de desenvolvimento social e econômico do país, de forma que é possível identificar três períodos marcantes:
a) pré-industrial: em que ocorre a formação de capital público, com fortes investimentos estatais em áreas estratégicas; 
b) de industrialização: em que se nota um menor envolvimento do setor público no processo de desenvolvimento econômico;
c) pós-industrial: em que se verifica um aumento da demanda por serviços sociais, exigindo maior presença do Estado.
Uma síntese de todas hipóteses teóricas leva a conclusão de que O CRESCIMENTO DAS DESPESAS PÚBLICAS PODE SER ATRIBUÍDO A MÚLTIPLOS FATORES (macro ou microeconômicos), cada qual com maior ou menor peso a depender do contexto histórico: 
- crescimento da renda nacional; - crescimento da renda per capita; - expansão demográfica e perfil da composição etária; - demanda dos indivíduos pelos bens públicos; - capacidade do governo de obter mais receitas; - limites para a expansão da oferta de bens públicos; - problemas ou distúrbios sociais, guerras etc. - mudanças políticas; - pressão de grupos sociais organizados; - desenvolvimento tecnológico; - gastos públicos em períodos anteriores etc.
Q297724 A alteração das preferências da sociedade é uma possível explicação para a mudança na forma de atuação do Estado na economia e a consequente expansão de suas funções
CORRETO. Este é um dos fatores que podem fazer com que amplitude das funções do Estado na economia se altere.
Evolução do orçamento (técnicas orçamentárias / Tipos de orçamentos / Espécies de orçamentos)
Introdução Geral
ESPÉCIES DE ORÇAMENTO (TÉCNICAS ORÇAMENTARIAS):
Identificam-se três marcos na história, que denotam três tipos de orçamento diferentes.
1- No século 13, com a carta magna assinada pelo rei João sem-terra, é considerado o EMBRIÃO do orçamento publico
2- Em 1822 na Inglaterra surge e se materializa o orçamento público, como sendo o ORÇAMENTO CLÁSSICO.
3- Fim do século 19, aproximadamente 1975, o orçamento adota uma nova postura baseada em planejamento, caracterizando o ORÇAMENTO MODERNO.
O Orçamento propriamente dito é apenas considerado em 1822 na Inglaterra, onde ele assume uma forma de documento acabado, utilizado para controle político, chamado de orçamento clássico
Q466178 CONTEXTO DE SURGIMENTO:
Orçamento Clássico surgiu na INGLATERRA (Século 19) ,
Orçamento Moderno Surgiu nos EUA (Início Século 20)
Q590143 O orçamento moderno caracteriza-sepor ser um instrumento de administração.
CORRETO. Aqui é a clássica diferenciação de orçamento clássico e moderno. No clássico , era um instrumento de controle politico. No moderno , é um instrumento eminentemente administrativo (planejamento)
Q558574 No Brasil, o marco legal considerado como referência para a adoção do modelo orçamentário-padrão, para as três esferas de governo, foi a Lei n.º 4.320/1964, inclusive no que diz respeito a um plano de contas para toda a administração pública.
CORRETO. Sempre lembrar que o orçamento programa não é novidade da CF, Ele surgiu já na lei 4320.
Obs.: A novidade que a CF trouxe foi a divisão das três leis de orçamento (PPA / LDO /LOA). Na lei 4320 ele apenas fala sobre “Planos Plurianuais” e “Leis anuais de Orçamento” – ainda não havia a figura da LDO.
Q936459 A Constituição Federal de 1988 consolidou a adoção do orçamento-programa ao vincular o processo orçamentário ao plano plurianual e à Lei de Diretrizes Orçamentárias
CORRETO. Note a visão do CESPE de que foi a CF/88 que inovou ao vincular o orçamento ao PPA e a LDO (o que confirma a visão de que a CF trouxe o PPA e a LDO)
Q927409 Orçamento é o plano contábil que expressa como as ações de governo serão executadas, por meio da aplicação de recursos (despesas) e suas formas de financiamento (receitas)
FALSO. Foi uma questão meio mal feita pois não diz qual orçamento estamos analisando. Mas isso foi em 2018 no IPHAN- então guardar essa visão do CESPE , se perguntar SECO sobre orçamento considerar que é o orçamento moderno.
Q330832 O orçamento não se restringe a um documento de caráter contábil e administrativo, se for elaborado e executado de acordo com técnicas orçamentárias modernas amplamente referendadas.
CORRETO. Essa questão responde a anterior – o orçamento moderno não é um documento meramente contábil , ele é um instrumento de planejamento acima de tudo.
Clássico (Tradicional)
Q110608 O orçamento público tradicional, cujo foco principal é o objetivo do gasto, não considera o planejamento a principal ferramenta administrativa
FALSO. Ele focava no OBJETO dos gastos e não no objetivo (fins) que é marca do orçamento programa.
Q338722 Historicamente, o orçamento inglês é importante por esboçar as convicções de natureza técnico-jurídica desse instrumento e por difundir a instituição orçamentária para outras nações.
CORRETO. Foi o primeiro documento a ser considero orçamento propriamente dito , era um documento formalmente acabo e contábil. De fato houve essa relevância de difundir o conceito orçamentário para outras nações. 
Q587388 O orçamento público tradicional é um instrumento disciplinador das finanças públicas, uma ferramenta de controle e um documento com previsão de metas sociais a serem alcançadas.
FALSO. Não havia objetivo social NENHUMA, era um mero documento contábil para contabilizar gastos e arrecadações.
Q603030 O orçamento tradicional ou clássico adotava linguagem contábil-financeira e se caracterizava como um documento de previsão de receita e de autorização de despesas, sem a preocupação de planejamento das ações do governo.
CORRETO. Lembrar que o orçamento clássico já trazia o lance de equilibro das contas , de prever receita e autorizar despesas , entretanto sem qualquer cunho administrativo , somente contábil.
Q699475 A técnica orçamentária na qual a estrutura do orçamento dá ênfase aos aspectos contábeis de gestão é a do orçamento tradicional.
CORRETO. Note que o orçamento moderno também possui a sua estrutura contábil , mas a ênfase não é nela. Ênfase no aspecto contábil realmente é orçamento CLÁSSICO.
ORÇAMENTO CLÁSSICO: Surgiu por volta de 1822 na Inglaterra. 
Ainda se usa hoje em dia alguns de seus aspectos, como o INCREMENTALISMO (por isso ele não está totalmente extinto). 
O orçamento é visto como uma ferramenta de controle político, com os aspectos econômicos deixados em segundo plano.
Foco no OBJETO dos gastos (O que o Estado está comprando - FOCO NOS MEIOS)
Não se preocupa com planejamento
Instrumento de controle e pressão política.
Foco na apresentação do orçamento : orçamento é um documento formalmente acabado, um mero instrumento contábil
Baseado em aspectos passados para prever o futuro (INCREMENTALISMO)
Os aspectos JURÍDICOS são mais importantes que aspectos econômicos
Pode-se dizer ainda que esse modelo orçamentário serviu também como uma ferramenta de controle político sobre o Poder EXECUTIVO, deixando em segundo plano os seus demais aspectos, quais sejam: econômico, contábil, administrativo e jurídico.
Orçamento assim classificado é, antes de qualquer coisa, um inventário dos “meios” com os quais o Estado conta para levar a cabo suas tarefas. É, pois, bastante adequado ao orçamento tradicional o rótulo de “LEI DE MEIOS”, muito utilizado pelo jargão jurídico.
Forte foco nas necessidades financeiras dos entes ou das unidades administrativas, não havendo nenhum planejamento central para instituir diretrizes e metas de governo.
Q581792 As necessidades financeiras das unidades organizacionais são consideradas na elaboração do orçamento denominado clássico ou tradicional.
No plano técnico, o orçamento tradicional, ao lado da utilização da linguagem contábil, adotava classificações suficientes apenas para instrumentalizar o CONTROLE DE DESPESAS. 
Não existiam ferramentas de controle adequadas para garantir a efetividade do gasto público, sendo os únicos parâmetros a honestidade do agente público e a adequação do produto público às necessidades da população.
Duas eram as classificações clássicas:
1- Por unidades administrativas: isto é, os órgãos responsáveis pelos gastos.
2- por objeto ou item de despesa: pessoal, material etc.
Q677179 O foco primordial do orçamento tradicional é o detalhamento da despesa, e não o atendimento às necessidades da sociedade ou aos objetivos que motivam a elaboração do orçamento.
NO BRASIL: As primeiras demandas para implementar um orçamento surgiu após a independência, com a CF de 1822. 
Merece ser mencionada a primeira lei de orçamento no Brasil, a Carta de Lei de 15/12/1830, cujo objeto era orçar a Receita e fixar a Despesa para o período 1831-1832.
Base zero
Q331158 O orçamento base-zero não tem como foco a apresentação e organização da peça orçamentária, mas sim a avaliação e o auxílio à tomada de decisão.
CORRETO. Preocupação com apresentação e organização era o orçamento clássico – um documento formalmente acabado.
Q298610 A organização e a apresentação do orçamento público são as principais preocupações do orçamento base-zero, enquanto a avaliação e a tomada de decisão acerca das despesas ocupam, nesse modelo, um papel secundário.
FALSO. GIACOMONI: “O Orçamento base-zero NÃO É UM MÉTODO de organizar ou apresentar o orçamento público, voltando-se, antes de tudo, para a avaliação e a tomada de decisão sobre despesas”
Q392245 A proposta orçamentária elaborada pelo Poder Executivo federal embasa-se no conceito de orçamento base-zero, segundo o qual a existência de determinada dotação na lei orçamentária do exercício anterior não constitui garantia para a sua inclusão no exercício seguinte.
FALSO. ATUALMENTE a proposta orçamentaria do Executivo utiliza o orçamento programa e não o orçamento base zero. Os programas que estão na LOA hoje , tem uma certa garantia sim , pois se o programa estiver previsto no PPA , ele uma hora vai receber investimentos na LOA. Se estiver na LDO então , a LOA é elaborada em cima da LDO , então ele vai ter garantida sua inclusão nas LOAS seguintes..
Q842319 O orçamento base-zero facilita o processo de revisão da decisão a respeito da alocação dos recursos públicos, sendo, por essa razão, adequado às situações em que as despesas públicas são limitadas por um teto de gastos.
Q882026 A sistemática de elaboração orçamentária que exige a justificativa de cada recurso solicitado, sem fixar de antemão um valor orçamentário inicial e sem considerar os valores previstos no orçamento anterior, denomina-seorçamento base zero.
LOGO APÓS a implementação do Orçamento-Programa no Brasil, apareceu nos Estados Unidos o chamado orçamento base zero. Esse modelo de orçamentação foi criado por uma empresa privada, a Texas Instruments Co.
A sua ideia-chave é fazer com que todas as despesas de todos os órgãos sejam justificadas detalhadamente, sem permitir que o simples fato de que uma despesa que já estivesse no orçamento do ano anterior fosse simplesmente repetida, tratando cada gasto demandado como um novo gasto.
O Orçamento base-zero NÃO É um método de organizar ou apresentar o orçamento público, voltando-se, antes de tudo, para a avaliação e a tomada de decisão sobre despesas.
3- Orçamento base zero/ estratégico: Visto como uma técnica de apoio ao orçamento de programas 
O orçamento base zero pode sim COEXISTIR com o orçamento programa (é uma técnica complementar)
Não se considera anos anteriores como referência (contrapõe ao incrementalismo)
Baseado em FORTE TOMADA DE DECISÕES (pacote de decisões): como os recursos são menores que as demandas, o governante deve tomar decisões para alocar esses recursos da melhor maneira possível.
Forte análise / revisão / avaliação de TODAS as despesas propostas no orçamento, e não apenas aquelas que aumentaram de ano para o outro. 
Não há direitos adquiridos (utilizar exercício anterior como base para a receita do ano seguinte).
Foca no planejamento de CURTO prazo (Planejamento de médio e longo prazo são comprometidos)
Pouca participação de níveis hierárquicos superiores.
É lento para implementar e mais caro.
“Nessa forma de orçamento, todos os valores consignados no orçamento antecedente devem ser revistos. Nenhum programa tem continuidade garantida.”
De acordo com o modelo, as ações, ou parte delas, de um programa governamental constituiriam unidades de decisão cujas necessidades de recursos seriam avaliadas em pacotes de decisão. Esses pacotes de decisão descrevem os elementos significativos das ações: finalidades, custos e benefícios, carga de trabalho e medidas de desempenho, maneiras alternativas de alcançar as finalidades, benefícios obtidos com diferentes níveis de recursos etc. Os pacotes de decisão, devidamente analisados e ordenados, forneceriam as bases para as apropriações dos recursos nos orçamentos operacionais.
ENTRAVES PARA SUA IMPLEMENTAÇÃO: 
- Resistência imposta pela burocracia, quando avaliada a eficácia de seus programas,
- Dificuldade em conciliar esse tipo de orçamento com uma visão de planejamento de longo prazo.
Q380855 As dificuldades de se implementar a técnica de orçamento de base-zero incluem a resistência imposta pela burocracia quando a eficácia de seus programas é avaliada.
Q436507 O orçamento base-zero é utilizado como um método que define objetivos com vistas à otimização do custo-benefício, entretanto a sua adoção prejudica a adequada vinculação do orçamento ao planejamento de longo prazo.
Incremental 
Q872363 O orçamento incremental tem como base as receitas e despesas ocorridas no período anterior, sobre as quais são feitos ajustes marginais.
Orçamento incremental: O montante alocado para os programas é realizado mediante a um acréscimo marginal no ultimo orçamento.
Não se leva em consideração a mudança na demanda, só se baseia no passado para projetar o futuro.
Ainda está presente em algumas áreas do orçamento atual, por exemplo nas despesas pessoais se utiliza muito.
Participativo
Q547898 Acredita-se que o orçamento participativo aumenta o compromisso do cidadão com o bem público, uma vez que o torna corresponsável pela gestão pública.
Q840656 O orçamento participativo é uma técnica orçamentária caracterizada pela participação da sociedade, em substituição ao poder público, como agente elaborador da proposta orçamentária que é posteriormente enviada ao Poder Legislativo.
FALSO. Ocorre apenas PARTICIPAÇÃO popular na hora da tomada de decisão , mas em momento algum o cidadão substitui o poder público. Quem elabora a proposta continua sendo o ente que possui autonomia , e a proposta ainda precisa ser consolidada pelo executivo de igual maneira.
Orçamento Participativo: Está bastante presente, mas não é o preponderante no brasil. É de âmbito local, considerado como um processo educativo, pois favorece discussão, barganha e troca entre os envolvidos na elaboração do orçamento.
 Os municípios estão obrigados a realizar esse orçamento participativo. 
Permite a participação da população nos processos de elaboração e alocação dos recursos públicos levando em conta as suas demandas. Deve usar, para isso, diversos canais de participação, seja por meio de lideranças ou via audiências públicas
Q936458 O orçamento participativo contempla a participação da população no processo decisório por meio de lideranças ou de audiências públicas
CORRETO. 
Site do planejamento: orçamento participativo é um importante instrumento de complementação da democracia representativa, pois permite que o cidadão debata e defina os destinos de uma cidade. Nele, a população decide as prioridades de investimentos em obras e serviços a serem realizados a cada ano, com os recursos do orçamento da prefeitura. Além disso, ele estimula o exercício da cidadania, o compromisso da população com o bem público e a corresponsabilização entre governo e sociedade sobre a gestão da cidade
“Atenção para o fato de que não serão usurpadas a competência do Executivo para apresentar o Projeto, nem a competência do Legislativo para aprová-lo.”
Desempenho (Performance Budget)
Q346853 Assinale a opção que apresenta orçamento com ênfase no objetivo do gasto público que não constitui instrumento de planejamento. 
Orçamento de DESEMPENHO.
CUIDADO: Essa é uma boa pegadinha. Tinha desempenho e Clássico nas opções. Note que nem o desempenho nem o clássico tinham planejamento, até ai tudo bem. Mas o clássico focava nos OBJETOS do gasto (O QUE o Estado estava comprando/gastando) e o desempenho focava nos OBJETIVOS do gasto (PARA QUE/FINALIDADE dos gastos públicos).
Q298611 O orçamento de desempenho pode ser considerado uma importante evolução no processo de integração entre orçamento e planejamento. Uma de suas principais características é a apresentação dos propósitos e objetivos para os quais os créditos se fazem necessários
CORRETO. O que é importante lembrar no orçamento de desempenho é justamente essa mudança de foco: Sai do foco no objeto dos gastos do orçamento clássico , e começa a se importar mais com os propósitos e objetivos deste gasto público. 
I) Seria deixar de analisar como que o Estado precisa gastar , e analisar PARA QUE ele precisa gastar.
Q489366 O orçamento de desempenho, por considerar o resultado dos gastos e os níveis organizacionais responsáveis pela execução dos programas, distingue-se do orçamento clássico.
Q872364 O orçamento de desempenho surgiu nos Estados Unidos da América, na década de 50 do século passado, com o nome de PPBS (Planning Programming Budgeting System), onde foi primeiramente adotado por empresas privadas.
FALSO. PPBS foi o inicio do orçamento PROGRAMA. O PPBS está entre o orçamento de desempenho e o orçamento programa propriamente dito.
SOBRE O PPBS Planning Programming Budgeting System / Sistema de Planejamento, Programação e Orçamento
O PPBS veio DEPOIS do orçamento de desempenho , ele seria um meio termo entre desempenho e programa. 
A tendência para aproximar mais e mais o orçamento do planejamento evidenciava-se naturalmente, até que, na década de 1960, surgiu o PPBS – Planning, Programming and Budgeting System (Sistema de Planejamento, Programação e Orçamento). Planejamento, programação e orçamentação constituem os processos por meio dos quais os objetivos e os recursos, e suas inter-relações, são levados em conta visando à obtenção de um programa de ação, coerente e compreensivo para o governo como um todo.
2- Orçamento de desempenho/por realização/ funcional: É visto como uma evolução do orçamento tradicional, euma espécie de transição para o orçamento de programa. 
Programas de trabalho 
Havia um foco nos resultados (FOCO NO OBJETIVO), mas sem vinculação com o instrumento central de governo.
Ainda não havia planejamento no orçamento, mas apresentava propósitos e objetivos para os quais os gastos se faziam necessários.
Mudar o foco de com o que o Estado gasta, para qual a finalidade do gasto. Quer saber as coisas que o governo FAZ e não as coisas que o governo compra. 
Um orçamento de desempenho é aquele que apresenta os propósitos e objetivos para os quais os créditos se fazem necessários, os custos dos programas propostos para atingir àqueles objetivos e dados quantitativos que meçam as realizações e o trabalho levado a efeito em cada programa
Sua característica fundamental é trazer para o Orçamento uma dimensão programática aliada com a explicação detalhada dos gastos de cada unidade, buscando atender à população com eficiência e economia, sem, entretanto, vincular os objetivos governamentais de longo prazo, ou seja, seu Planejamento Estratégico ao Orçamento
Minha interpretação: o orçamento de desempenho tem muito a ver com os fundamentos do orçamento programa – seria um orçamento programa SEM PLANEJAMENTO. Mas as ideias básicas de analisar propósitos e objetivos dos gastos , medir as realizações (resultados) , a ideia de programas – tudo isso já surge no orçamento de desempenho.
PROBLEMAS INTRANSPONÍVEIS se colocaram na trajetória de implantação do PPBS: 
A crise econômica com a consequente escassez de recursos para novos empreendimentos
A falta de técnicos especializados 
Dificuldades políticas, já que o órgão legislativo via com desconfiança um orçamento proposto pelo Executivo, excessivamente amparado em argumentos “técnicos”
	
Obviamente, o fracasso do PPBS não representou uma proposta de retorno ao orçamento tradicional, nem abalos sérios ao conceito moderno de orçamento. O orçamento continua sendo, marcadamente, um instrumento básico de administração e, como tal, deve cumprir múltiplas funções. O que parece estar novamente acontecendo são alterações na importância dessas funções, como forma de o orçamento adaptar-se às novas realidades. 
Impositivo
Orçamento impositivo: Está previsto na CF. 
São emendas ao projeto da LOA, que são propostas somente por parlamentares , individualmente, para poder adicionar algum gasto à lei orçamentaria.
- As emendas individuais ao projeto da LOA serão APROVADAS no limite de 1,2% da receita corrente liquida PREVISTA no projeto da LOA.
- Após a aprovação do projeto de LOA, será obrigatória a EXECUÇÃO orçamentaria e financeira das emendas propostas no limite de 1,2% da receita corrente liquida do EXERCÍCIO ANTERIOR. 
Sendo que metade deste valor será destinada a ações e serviços públicos de SAÚDE. 
E também este montante destinado a saúde será computado para fins do cumprimento do orçamento previsto para a saúde (vai debitar do total que o governo teria que repassar para a Saúde).
“Os restos a pagar poderão ser considerados para fins de cumprimento desse percentual, mas, nesse caso, o limite será de 0,6% da RCL do ano anterior”
CUIDADO: Não há obrigação de execução caso haja impedimento de ordem técnica. Também quando há frustração de receita pode contingenciar essas emendas individuais, a fim de garantir o cumprimento dos resultados primários estabelecidos na LDO.
VEDAÇÕES
- Qualquer receita proveniente das emendas individuais não pode ser somada a receita corrente liquida da União/Estados/Municípios/DF caso o assunto seja pagamento de pessoal ou encargos sociais. 
- Também não se pode fazer emenda individual para utilizar com pagamento de pessoal ou encargos sociais.
Por resultados
Q883597 A ideia central do orçamento por resultados é que os cidadãos devem explicitar quais os resultados que querem em contrapartida aos recursos repassados ao setor público.
Q643627 O orçamento por resultados melhora a aceitação dos governos, reforça a confiança nas instituições públicas estabelecidas e contribui para o desenvolvimento socioeconômico, bem como para a eficiência, a eficácia e a efetividade da gestão pública.
O Orçamento por resultados produz ligações entre o planejamento estratégico, o planejamento financeiro de longo prazo, as medidas de desempenho, o orçamento e a avaliação. Igualmente, liga os recursos aos objetivos no início do processo orçamentário, de modo que o foco principal é sobre os resultados e não sobre estrutura organizacional
A ideia central do orçamento por resultados repousa numa questão prática: ao sustentarem a administração pública por meio dos impostos, os cidadãos devem sentar no banco da direção e explicitar quais os resultados que eles querem em contrapartida aos recursos repassados ao setor público. 
Nesse sentido, os orçamentos devem basear-se em resultados e a administração pública deve ser controlada e responsabilizada por eles.
OS AUTORES PROPÕEM 3 PASSOS em progressão necessários para a adoção do enfoque orçamentário baseado em resultados:
Passo 1 - Determinar as prioridades do governo, ou seja, os resultados que importam para a maioria dos cidadãos;
Passo 2 - Estabelecer o preço de cada um dos resultados; e
Passo 3- Decidir a melhor forma de entregar cada resultado pelo preço estabelecido.
PONTO DE PARTIDA: 
Preço do governo: quanto os cidadãos estão dispostos a gastar pelos serviços públicos
FOCO: 
“Comprar” resultados que são importantes para os cidadãos em relação às ofertas de concorrentes.
8 PASSOS para a transição do orçamento tradicional para o orçamento por resultados.
1. Determine o montante de recurso financeiro disponível: O orçamento deve ser construído sobre a receita esperada. Isso inclui as receitas usuais, eventuais, novas fontes de receita e o potencial de saldos de balanço.
2. Priorize resultados: Os resultados que mais IMPORTAM AOS CIDADÃOS devem ser definidos. Os líderes eleitos devem determinar quais programas são mais importantes para os seus eleitores.
3. Aloque os recursos entre os resultados de alta prioridade: As alocações devem ser feitas de forma justa e objetiva.
4. Mediante análise, determine quais as estratégias, programas e atividades que melhor produzam os resultados desejados.
5. Comprometa os recursos disponíveis nos programas e atividades mais significativos: O objetivo é maximizar os benefícios dos recursos disponíveis.
6. Estabeleça medidas anuais de acompanhamento e monitoramento e feche o ciclo de feedback: Essas medidas devem explicitar os resultados esperados e como eles serão mensurados.
7. Verifique o que realmente aconteceu: Isso envolve o uso de medidas de desempenho para comparar os resultados planejados com os alcançados.
8. Divulgue os resultados do desempenho: Todos os interessados, internos e externos, devem ser informados dos resultados, numa apresentação compreensível.
Programa
Questões
Q934524 A modalidade orçamentária atualmente em uso pelos entes públicos brasileiros é uma evolução do orçamento de desempenho
CORRETO. O orçamento programa foi desenvolvido fazendo “upgrades” no orçamento de desempenho.
O Orçamento Programa é o atual e mais moderno Orçamento Público, está intimamente ligado ao planejamento, e constitui o maior nível de classificação das ações governamentais. Representa uma evolução do Orçamento Tradicional e de desempenho, vinculando-o ao planejamento. Possibilita melhor controle da execução dos programas de trabalho, identificação dos gastos, das funções, da situação, das soluções, dos objetivos, recursos etc.
Q893246 O objetivo principal dos orçamentos públicos modernos é mostrar à sociedade a natureza do gasto governamental.
FALSO. O orçamento moderno tem como principal objetivo mostrar a FINALIDADE do gasto – é mostrar com qual finalidade o governo está gastando: é exatamente a ideia dos programas. 
Q80723 O orçamento-programa discrimina as despesas segundo sua natureza, dando ênfase aos fins, de modo a demonstrarem que e para que o governo gastará e quem será responsável pela execução de seus programas
CORRETO. Note que essa questão responde a questão anterior. Qual são as informações que o orgramando programa traz:
I) Em que o governo está gastando
II) Para que o governo está gastando
III) Quem será o responsável por esse gasto.
Q368199 De acordo com o modelo de integração entre planejamento e orçamento, o orçamento anual constitui-se um instrumento de curto prazo que operacionaliza os programas setoriais e regionais de médio prazo.
CORRETO. Note que AQUI o CESPE diz claramente que a LOA é um instrumento de curto prazo , enquanto os programas setoriais e regionais (do PPA) são de médio prazo. 
Q337466 O orçamento-programa, que passou a integrar a legislação a partir da Constituição Federal de 1988 (CF), consolidou a vinculação do orçamento ao planejamento constante do plano plurianual
FALSO. Ele foi inserido na legislação na lei 4320/64. Quem foi 100% novidade da CF foi a LDO.
Q336432 O orçamento-programa deve expressar o produto final que, quantificado como meta, representa o objetivo da ação pública, ainda que a perspectiva do programa seja plurianual.
Foi dada FALSA. A meta do orçamento PROGRAMA (que é o orçamento anual) vai representar os objetivos da ação pública para AQUELE exercício ( e não para uma perspectiva plurianual). Os programas podem ser plurianuais , mas o que o orçamento programa faz é quebrar essa plurianualidade em metas anuais.
DL 200/67 Art. 16. Em cada ano, será elaborado um orçamento-programa, que pormenorizará a etapa do programa plurianual a ser realizada no exercício seguinte e que servirá de roteiro à execução coordenada do programa anual.
O Manual de Orçamento por Programas e Realizações da ONU estabelece que o programa deve expressar um produto final que, quantificado como meta, representaria o objetivo NO INTERVALO DE UM EXERCÍCIO FINANCEIRO. O objetivo que deveria determinar o curso de ação, ou seja, o programa, passou a integrar o próprio conceito de programa.
Q44495 Para os críticos da concepção do orçamento integrado ao planejamento, gera-se forte tendência à perpetuação de programas e à preservação dos recursos assegurados ao longo do tempo. Quanto mais intenso e acelerado for o incrementalismo orçamentário, mais essa tendência à inércia se acentua
FALSO. Na verdade esta é a crítica ao orçamento INCREMENTAL , este sim , gera a perpetuação de programas 
Q776739 Criado no Brasil pelo Decreto-lei n.º 200/1967, o orçamento-programa foi concebido como instrumento de planejamento, de gerenciamento e de controle dos recursos da administração pública, de forma a aperfeiçoar o cumprimento dos objetivos previamente estabelecidos. Nesse sentido, as necessidades financeiras das unidades organizacionais deverão ser priorizadas na elaboração do orçamento.
FALSO. Era o orçamento TRADICIONAL que tinha como foco as necessidades financeiras das unidades organizacionais (ou seja, quem precisava de dinheiro ganhava dinheiro no orçamento). O orçamento programa acabou com isso , pois a alocação de recursos é condicionada A UM PLANEJAMENTO , ou seja , vai receber recurso os programas que estejam planejados. 
Q489194 Por meio do orçamento-programa é possível expressar, com maior veracidade, a responsabilidade do governo para com a sociedade, visto que o orçamento deve indicar com clareza os objetivos da nação.
Q334235 O orçamento-programa é aquele que tem entre seus elementos essenciais os programas de governo consubstanciados em instrumentos de integração dos esforços governamentais no sentido da concretização dos objetivos.
Q558573 Uma vantagem associada ao orçamento-programa é a redução do risco de desvirtuamento da função orçamentária em razão da ênfase atribuída à competição por mais recursos em detrimento do reconhecimento da finalidade do gasto, materializada no conjunto de ações necessárias para que se atinjam os objetivos de cada programa.
Teoria básica
4- Orçamento programa: Foi efetivado pela lei 4320/64 mas somente ganhou força com o decreto 2829/98, que estabeleceu as normas para a elaboração e execução do plano plurianual e dos orçamentos da união. 
Q336431 O orçamento-programa fornece subsídios ao planejamento, visto que possibilita a ligação entre o controle da execução orçamentária e a elaboração orçamentária.”
“Embora o orçamento-programa tenha sido criado com a lei 4320/64, na prática sua implantação ocorreu em 2002. Enquanto isso (de 1964 a 2002) foi utilizado o orçamento de desempenho que tinha foco no resultado.”
Orçamento-Programa PRIORIZA atender aos objetivos, metas e prioridades definidos no Planejamento das ações do Governo, integrando planejamento e orçamento.
Q621064 Um orçamento cuja ênfase esteja voltada mais às realizações de um governo do que às suas aquisições possui características de orçamento-programa
CUIDADO: A questão central da definição acima – ênfase nas realizações – não se constituía em novidade, pois já era defendida pelos reformistas americanos do início do século. A originalidade do Orçamento-programa estava na sua ORGANICIDADE, isto é:
Possuía todos os componentes bem articulados, o que lhe possibilitava reais chances de implantação generalizada em substituição ao antigo e arraigado orçamento tradicional.
Contrapondo-se ao orçamento tradicional, o orçamento programa é marcado pelo: 
Foco no OBJETIVO dos gastos, nos FINS.
Foco nas metas e objetivos estratégicos do governo
Planejamento integrado ao orçamento
Materializa em ações os programas de governo
Maior foco nos aspectos administrativos e econômicos do que nos aspectos políticos. 
Racionalização e eficiência nos gastos públicos 
Como benefícios mais relevantes do Orçamento-Programa, podemos citar a integração entre o planejamento e o orçamento, a quantificação dos objetivos e metas, a utilização das relações de insumo-produto e das diversas alternativas programáticas em seu processo decisório, além permitir o uso de ferramentas para medir os seus resultados.
Obs.: O PPBS foi o primeiro “orçamento programa” a ser utilizado por vários países, mas ELE NÃO É o programa propriamente dito , ele é um meio termo entre o orçamento de desempenho e o programa
“A primeira experiência de ligação do orçamento com o planejamento Estatal ocorreu nos Estados Unidos na década de 60, conhecido como Planning Programming and Budgeting System (PPBS). Contudo, sua operacionalização e implementação se mostraram árduas, tendo em vista a carência de pessoal qualificado e a resistência dos envolvidos para a sua aceitação. 
Originalmente, sistema de planejamento, programação e orçamentação, introduzido nos Estados Unidos da América , no final da década de 50, sob a denominação de PPBS ( Planning Programning Budgeting System). 
Principais características: 
Integração, planejamento, orçamento; 
Quantificação de objetivos e fixação de metas; 
Relações insumo-produto; 
Alternativas programáticas; 
Acompanhamento físico-financeiro; 
Avaliação de resultados; 
Gerência por objetivos.
LIMITAÇÕES DO ORÇAMENTO PROGRAMA
Para o Orçamento-programa, a DEFINIÇÃO DOS PRODUTOS FINAIS É FUNDAMENTAL, é a que dá significado ao sistema e é, por sua vez, seu fator mais limitante.
As próprias dificuldades em identificar produtos finais fazem com que sejam apressadamente apontados como tal verdadeiros produtos intermediários ou produtos de segunda linha, que certamente perderão na comparação com outros produtos finais, quando do cotejamento dos programas a serem contemplados com recursos.
Certas atividades relevantes do Estado são intangíveis, seus resultados não se prestam a medições; um sistema orçamentário que valoriza sobremaneira a quantificação dos produtos finais pode, nesses casos, acabar induzindo decisões de alocação de recursos grosseiramente equivocadas.
Q558570 Um dos desafios do orçamento-programa é identificar os produtos finais que constituem o alvo das ações de governo: às vezes meros produtos intermediários oude segunda linha e associados a dimensões estritamente quantitativas.
CORRETO. É uma das limitações.
Q17810 Um dos desafios do orçamento-programa é a definição dos produtos finais de um programa de trabalho. Certas atividades têm resultados intangíveis e que, particularmente na administração pública, não se prestam à medição, em termos quantitativos
Ações
DESMEMBRAMENTO DOS PROGRAMAS EM AÇÕES
Q587387 No que diz respeito ao orçamento-programa, o programa em si é o nível máximo de classificação do trabalho a ser executado pelas unidades administrativas superiores, ao passo que as atividades são partes ou divisões do esforço total, realizados com o propósito de contribuir para a realização do produto final. 
CORRETO.
PROGRAMA
Nível máximo de classificação do trabalho a ser executado
Instrumento de ação governamental que visa concretizar os objetivos pretendidos
A partir dele são identificadas (i) as atividade, (ii) os projetos ou (iii) as operações especiais
Por meio do programa a finalidade do gasto pode ser observada na estrutura programática  
 ATIVIDADES
Conjunto de atividades que se realizam de modo contínuo e que Resulta em um produto ou serviço
 PROJETO
Conjunto de Operações limitado no tempo e que resulta um produto que concorre para a expansão ou aperfeiçoamento da ação do governo
 OPERAÇÕES ESPECIAIS
Não contribuem para a expansão ou aperfeiçoamento da ação do governo
Não resulta num produto 
Não gera contraprestações diretas sob a forma de bens ou serviços
Estrutura / Elementos / Técnicas
PROGRAMAS
O elemento básico da estrutura do Orçamento-programa é o PROGRAMA. Bastante empregado no âmbito do planejamento e da administração, o Programa pode ser genericamente conceituado como o campo em que se desenvolvem ações homogêneas que visam ao mesmo fim.
 O programa é o nível MÁXIMO de classificação do trabalho executado por uma unidade administrativa de nível superior no desempenho das funções que lhes são atribuídas. Utiliza-se a palavra para designar o resultado do trabalho, ou seja, um produto ou serviço final, representativo dos propósitos para que a unidade foi criada
Segundo o conceito acima, o Programa é caracterizado por 3 aspectos:
a) Representa o nível máximo de classificação do trabalho a cargo das unidades administrativas superiores do governo (ministérios, autarquias, fundações, empresas etc.);
b) É traduzido por um produto final;
c) Que representa os objetivos para os quais a unidade foi criada.
Gonzalo Martner: programa é um instrumento destinado a cumprir as funções do Estado, através do qual são estabelecidos os objetivos e metas, quantificáveis ou não (em termos de um resultado final), que serão cumpridos através da integração de um conjunto de esforços com recursos humanos, materiais e financeiros a ele alocados, com um custo global determinado e cuja execução está, em princípio, a cargo de uma unidade administrativa de alto nível dentro do governo
ATIVIDADE: a atividade pode ser definida como uma divisão do esforço total, dentro de um programa ou subprograma, em um tipo de trabalho razoavelmente homogêneo, cujo propósito é contribuir para a realização do produto final de um programa. A atividade representa um agrupamento de operações de trabalho ou tarefas geralmente executadas por unidades administrativas de nível secundário dentro de uma organização a fim de alcançar as metas e objetivos do programa da unidade
Ao contrário do Programa, cuja utilidade maior está em propiciar análises e avaliações ao nível dos escalões superiores, a Atividade é o instrumento de operacionalização do orçamento e peça básica das funções administrativas e gerenciais.
Q587387 No que diz respeito ao orçamento-programa, o programa em si é o nível máximo de classificação do trabalho a ser executado pelas unidades administrativas superiores, ao passo que as atividades são partes ou divisões do esforço total, realizados com o propósito de contribuir para a realização do produto final. 
CORRETO.
ELEMENTOS ESSENCIAIS DO ORÇAMENTO PROGRAMA
OS elementos essenciais do Orçamento-programa SÃO:
a) os objetivos e propósitos perseguidos pela instituição e para cuja consecução são utilizados os recursos orçamentários;
b) os programas, isto é, os instrumentos de integração dos esforços governamentais no sentido da concretização dos objetivos;
c) os custos dos programas medidos por meio da identificação dos meios ou insumos (pessoal, material, equipamentos, serviços etc.) necessários para a obtenção dos resultados; e
d) medidas de desempenho com a finalidade de medir as realizações (produto final) e os esforços despendidos na execução dos programas
Q756223 O orçamento-programa detalha as despesas e as atividades programáticas de um ente estatal, incluindo minimamente os objetivos e propósitos da instituição em questão, os programas necessários para o atingimento desses objetivos, os custos programáticos e as medidas de desempenho.
CORRETO. Falou exatamente os elementos essenciais do orçamento programa.
Q593800 Os custos dos programas, mensurados pela identificação dos meios e insumos necessários para a obtenção de resultados, são um dos elementos essenciais do orçamento-programa.
Q90851 Os objetivos e propósitos, os programas e seus custos e as medidas de desempenho são componentes essenciais do orçamento-programa
TÉCNICA DE ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO PROGRAMA
1) PLANEJAMENTO: é a definição dos OBJETIVOS a atingir;
2) PROGRAMAÇÃO: é a definição das ATIVIDADES necessárias à consecução dos objetivos;
3) PROJETO: é a estimação dos recursos de TRABALHO necessários à realização das atividades;
4) ORÇAMENTAÇÃO: é a estimação dos recursos FINANCEIROS para pagar a utilização dos recursos de trabalho e PREVER as fontes dos RECURSOS
Q495593 Na técnica de elaboração do orçamento público, a orçamentação diz respeito aos valores financeiros de custos e recursos disponíveis para a execução de projetos, os quais devem conter a definição da quantidade de produto a ser ofertado à sociedade ao final de seu período de execução.
CORRETO. 
GIACOMONI – Técnicas do orçamento programa
DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS E ANÁLISE DE ALTERNATIVAS
A necessidade de que os OBJETIVOS GOVERNAMENTAIS sejam claramente definidos é a primeira condição para a adoção do Orçamento-programa. O interesse do Orçamento-programa nos objetivos é facilmente justificável: sem a adequada definição dos mesmos não há Orçamento-programa.
Numa primeira classificação, os objetivos podem ser divididos em FINAIS e DERIVADOS.
1- Os objetivos FINAIS ou básicos: expressam os fins últimos de toda a ação governamental, servindo como orientação para as políticas públicas no campo econômico e social. Geralmente, a formulação de objetivos desse tipo é feita de forma qualitativa. 
Os objetivos finais têm por base a filosofia econômica e social do governo e, por serem definidos no plano puramente político, pairam acima das questões envolvidas nos processos de planejamento e orçamento
2- Os objetivos DERIVADOS correspondem a propósitos específicos do governo, representados quantitativamente e cuja consecução concorre para o alcance dos objetivos básico.
A seleção dos objetivos derivados e dos mecanismos e instrumentos de ação decorre igualmente de decisões políticas, que, entretanto, são apoiadas em estudos e avaliações técnicas. São os objetivos derivados os que orientam a construção dos planos, bem como a elaboração do Orçamento-programa.
Obs.: Nos planos nacionais, geralmente os objetivos são explicitados em termos de taxas de crescimento para os principais indicadores de atividade econômica do país: 
Produto Interno Bruto (PIB), formação de capital, emprego, produção industrial e agrícola, exportações etc.
A partir dessas definições, metas mais específicas são escolhidas em âmbito setorial, regional etc., gerando programas e projetos.
O que significa realmente definição clara e precisa dos objetivos?
Exemplo: Objetivos de um programa rodoviário
- Objetivoinadequado: dizer que o objeto é construir X Km de rodovias asfaltadas. Os objetivos explícitos somente pelas metas físicas não são adequados , porque não fornecem maiores justificativas para os investimentos. 
O que é necessário: São necessárias indicações sobre os resultados substantivos do programa, que certamente estão ligados à rapidez e à segurança com que pessoas e bens são transportados de um ponto a outro. Nesse plano de considerações, objeto de análise, em cada projeto específico, os ganhos de percurso em relação aos itinerários existentes, a economia nos custos de transportes, especialmente de bens e mercadorias, a diminuição de acidentes etc. Esse tipo de avaliação, além de esclarecer sobre os objetivos, é um precioso auxiliar na ordenação das metas por prioridade.
Outro exemplo esclarecedor pode ser encontrado no Programa de Construção de Escolas:
Na grande maioria das vezes é apontado como objetivo do programa a construção de x escolas ou y salas de aula. Mesmo que se reconheça que está implícito um ganho substantivo em qualquer nova escola implantada, o programa estaria mais bem justificado se evidenciasse o seu grande objetivo: o número de novos alunos que passarão a ser atendidos com as novas salas de aula.
Outro requisito importante a ser observado na formulação dos objetivos É A COMPATIBILIZAÇÃO dos mesmos, isto é, os objetivos não devem conflitar entre si. As possibilidades de conflito são mais frequentes entre objetivos econômicos e aqueles do tipo social.
A origem desse risco está na multiplicidade de entidades formuladoras de programas e nas dificuldades de os escalões superiores desenvolverem adequada coordenação dos trabalhos executivos.
Visando fugir à centralização e buscando fórmulas mais ágeis de cumprimento de suas metas, o setor público tem procurado descentralizar-se, com ganhos de eficiência, mas com perdas na necessária unidade.
O Orçamento-programa acaba sendo um instrumento importante de COORDENAÇÃO COM VISTAS NA UNIDADE, pois reúne, para decisão superior, a programação de todas as entidades, oportunidade em que as necessárias avaliações e compatibilizações podem ser efetuadas.
A ANÁLISE DE PROGRAMAS é geralmente apontada como a mais original e importante das contribuições do PPBS e sua finalidade básica é exatamente possibilitar um processo mais criterioso de escolha entre programas alternativos cujos produtos finais concorrem para o alcance dos objetivos.
Na análise de programas compreende três etapas principais:
a) Definição dos objetivos do programa: As questões aqui envolvidas dizem respeito aos resultados em si do Programa, como esses resultados se relacionam com aqueles produzidos por organismos públicos e privados na mesma área e qual é o alvo do Programa, isto é, a clientela a ser beneficiada.
b) Identificação dos meios alternativos para atingir os objetivos do Programa: Na hipótese, por exemplo, de que um dos objetivos a ser alcançado em determinada região pobre seja a redução da mortalidade infantil, poderiam ser identificados diversos programas alternativos que contribuiriam para o alcance da meta: Programas de Cuidados Pré-natais, Programas de Cuidados Pós-natais, Treinamento de Pessoal Paramédico, Implantação de Postos de Saúde e outros mais. Nessa etapa, segundo Haldi, o essencial da análise é a maneira imaginativa com que são identificados os meios alternativos de consecução dos objetivos. Ser imaginativo significa ser crítico inclusive com os programas existentes. Defendendo o sistema das acusações de ser um processo demasiadamente “técnico”, Haldi garante que “alternativas programáticas criativas não emergem de computadores ou de modelos matemáticos. Provêm de indivíduos imaginativos na totalidade dos casos”.
c) Exame e ponderação das alternativas: Aqui interessam especialmente os custos e o grau de contribuição de cada alternativa para o alcance dos objetivos programáticos. Esse tipo de estudo, rotulado de “análise de custo-eficácia”, desenvolveu-se a partir da difusão do computador que facilitou a realização de simulações matemáticas, além do próprio processamento de grande quantidade de informações.
ESTRUTURA PROGRAMÁTICA:
O elemento básico da estrutura do Orçamento-programa é o PROGRAMA, definido genericamente como o campo em que se desenvolvem ações homogêneas que visam ao mesmo fim
A formulação de Programas não é tarefa fácil, pois há a questão da amplitude que muitas vezes faz com que, na realidade, um Programa esteja dentro de outro.
Exemplo: Um programa de desenvolvimento urbano pode envolver ações de saneamento básico , que poderiam ser parte de um programa próprio de saneamento básico , mas estarão integrando o programa de desenvolvimento urbano.
No plano teórico tem havido muita discussão sobre os critérios a serem observados para a estruturação dos Programas, sem muitos resultados, é verdade. Resta a adoção de definições convencionais como a do manual da ONU:
O programa é o nível máximo de classificação do trabalho executado por uma unidade administrativa de nível superior no desempenho das funções que lhes são atribuídas. Utiliza-se a palavra para designar o resultado do trabalho, ou seja, um produto ou serviço final, representativo dos propósitos para que a unidade foi criada.
Segundo o conceito acima, o PROGRAMA É CARACTERIZADO por 3 aspectos:
a) representa o nível máximo de classificação do trabalho a cargo das unidades administrativas superiores do governo (ministérios, autarquias, fundações, empresas etc.);
b) É traduzido por um produto final;
c) Produto este que representa os objetivos para os quais a unidade foi criada.
Gonzalo Martner define Programa como um instrumento destinado a cumprir as funções do Estado, através do qual são estabelecidos os objetivos e metas, quantificáveis ou não (em termos de um resultado final), que serão cumpridos através da integração de um conjunto de esforços com recursos humanos, materiais e financeiros a ele alocados, com um custo global determinado e cuja execução está, em princípio, a cargo de uma unidade administrativa de alto nível dentro do governo. 
Na concepção do Orçamento-programa, o outro elemento essencial de sua estrutura É A ATIVIDADE.
A atividade pode ser definida como uma divisão do esforço total, dentro de um programa ou subprograma, em um tipo de trabalho razoavelmente homogêneo, cujo propósito é contribuir para a realização do produto final de um programa. A atividade representa um agrupamento de operações de trabalho ou tarefas geralmente executadas por unidades administrativas de nível secundário dentro de uma organização a fim de alcançar as metas e objetivos do programa da unidade.
CUIDADO: É COM BASE NA CLASSIFICAÇÃO POR ATIVIDADES que o Orçamento-programa é elaborado e apresentado, bem como executado e controlado. Ao contrário do Programa, cuja utilidade maior está em propiciar análises e avaliações ao nível dos escalões superiores, a Atividade é o instrumento de operacionalização do orçamento e peça básica das funções administrativas e gerenciais.
DEFINIÇÕES DAS CATEGORIAS PROGRAMÁTICAS SEGUNDO O MANUAL DA ONU
MENSURAÇÃO E CUSTOS
A mensuração das operações a cargo do governo é outro elemento-chave do Orçamento-programa. 
Obs.: Desde as primeiras concepções do performance budget americano, a medição dos resultados do trabalho governamental tem se constituído numa das preocupações centrais. 
Já que o orçamento expressa os objetivos, é natural que haja um sistema que meça o rendimento do trabalho mediante o qual os objetivos são buscados.
No processo orçamentário programado, a mensuração tem utilidade em TODAS as suas etapas – elaboração, execução e avaliação – e em todos os níveis organizacionais. 
Segundo o manual da ONU, OS OBJETIVOS BÁSICOS DA MENSURAÇÃO são:
Medir fisicamente o trabalho e seus resultados e estabelecer relações pertinentes com o emprego dos recursos a fim de obter dados que sejam úteis para formular e apresentar as propostas orçamentárias
Dotar pessoal e distribuirfundos aos órgãos encarregados de executar os planos aprovados
Verificar o progresso alcançado na consecução dos objetivos da política e metas dos programas e trabalhos. 
Tais medidas contribuem para modificar os planos e programas de modo que a administração possa adaptá-los às exigências conjunturais fazendo face, também, a acontecimentos imprevistos. Além disso, servem para comparar as realizações de operações semelhantes e avaliar a eficiência relativa de unidades administrativas, de práticas e métodos.	
NÍVEIS DE MENSURAÇÃO
1- Níveis superiores de governo: as decisões sobre os empreendimentos e prioridades resultam de concepções globais de desenvolvimento econômico e social, e são marcadas fortemente pela filosofia política predominante.
As medidas (indicadores) globais representativas não são em grande número, prevalecendo aquelas ligadas aos RESULTADOS ECONÔMICOS – renda per capita, por exemplo.
A importância da mensuração está na razão direta da sua REPRESENTATIVIDADE. Assim, é melhor não utilizar nenhum indicador físico de resultados do que valorizar um que não expresse as realizações de forma consequente
2- Nível da direção de unidades administrativas ou entidades descentralizadas (intermediário): a mensuração é feita com base nos RESULTADOS DOS PROGRAMAS. 
Na etapa de elaboração orçamentária, aos Programas são imputadas metas ou produtos representativos das atribuições substantivas da unidade ou instituição. 
Durante a execução e especialmente na avaliação final do orçamento, a mensuração indicará se os produtos foram ou não alcançados.
 Essa será uma medida da própria EFICÁCIA da instituição.
3- Níveis executivos: a mensuração visa acompanhar o trabalho desenvolvido no âmbito de ATIVIDADES E PROJETOS. Os resultados desses são, quase sempre, produtos intermediários que concorrem para as metas dos Programas, daí a importância da sua medição. 
Nesse nível é possível a realização do acompanhamento dos custos de cada etapa do trabalho, o que dá indicações sobre a EFICIÊNCIA com que os setores executivos se desempenham.
UNIDADES DE MENSURAÇÃO
O sistema de mensuração do Orçamento-programa TEM POR BASE A RELAÇÃO INSUMO/PRODUTO.
Qualquer instituição ou unidade organizacional existe para viabilizar determinadas realizações (produtos) utilizando para isso de uma variada gama de recursos (insumos). 
Medindo os insumos e os produtos, o sistema de mensuração realiza comparações e cria medidas e padrões de grande utilidade para a tomada de decisões dentro do processo orçamentário.
As unidades de mensuração são de dois tipos principais: unidade de insumo e unidade de produto. Esta última, por sua vez, classifica-se em unidade de produto intermediário e unidade de produto final.
Exemplo: um programa de Ensino de 1º grau que tem como unidade de produto final “ alunos matriculados”. Uma de suas metas é por exemplo propiciar o ensino a um numero X de alunos.
Para se atingir essa meta , diversas atividades e projetos serão desenvolvidos.
 Uma unidade de produto intermediário poderia ser por exemplo o numero de aulas/mês dada pela escola. 
Uma unidade de insumo poderia ser por exemplo gastos com professores , materiais administrativos , etc.
PROBLEMAS: As múltiplas e variadas atribuições das agências governamentais fazem com que a seleção de unidades de mensuração seja difícil muitas vezes e impossível em alguns casos. 
A dificuldade mais frequente está na escolha da unidade de produto final no âmbito dos programas.
A questão toda é que não basta identificar um produto final qualquer; é necessário que esse indicador de resultados seja realmente representativo do que a instituição pretende alcançar substantivamente com o Programa. O produto final do Programa é o seu resultado e não simplesmente o que o Programa produz em termos de ações-meio.
Por exemplo: Em um programa de defesa sanitária vegetal , o produto final não é o numero de casas inspecionadas pelos técnicos , e sim , por exemplo , a diminuição dos prejuízos decorrentes de pragas que atacam a produção agrícola. 
Em certos casos é impossível identificar a unidade de produto final do Programa, situação frequente no caso de programas caracterizadamente amplos e variados, como, por exemplo, Programas de Desenvolvimento Urbano, de Integração Nacional etc.
CUSTOS
O ciclo da reforma orçamentária representada pelo Orçamento-programa fecha-se através da incorporação, na elaboração e no controle orçamentário, de sistemas de custos.
O sistema de Orçamento-programa baseia sua operação no cálculo de custos. Para tanto, é uma técnica que está constantemente olhando através da ótica dos resultados. Segundo essa condição é necessário adaptar a contabilidade fiscal para que proporcione os antecedentes necessários com respeito aos custos, sejam esses unitários e/ou totais. Em outras palavras, a implantação da técnica orçamentária por programas obriga a mudar o enfoque da contabilidade fiscal de uma simples contabilidade fiscal orçamentária para uma contabilidade fiscal que incorpore a contabilidade de custos
Ao contrário da contabilidade fiscal (convencional) que geralmente é desenvolvida de forma centralizada, a contabilização de custos deve envolver os distintos níveis organizacionais, isto é, unidades executoras, órgão de contabilidade, órgão de planejamento e orçamento e unidades de decisão superior. Num nível avançado, o sistema de custos está intimamente vinculado às unidades de mensuração física (unidades de insumo e unidades de produto). Essas, juntamente com as metas, passam a ser representadas financeiramente pela indicação de seus custos unitários e totais.
Em seu manual, o ILPES aponta quatro sistemas de custos que atenderiam, genericamente, às diversas exigências do Orçamento-programa:
Unidade de programação (UP) corresponde ao da unidade de produto intermediário ou final, isto é, um indicador significativo capaz de medir a eficiência e a eficácia com que estão sendo alcançadas as metas programadas.
1- Unidades de programação com o cálculo de custos unitários: esse primeiro sistema, é possível identificar a UP do Projeto, Atividade ou Programa, bem como calcular o custo unitário (da UP) e o total (do Projeto, Atividade ou Programa). Aqui, os exemplos mais comuns são Projetos vinculados a obras:
Construção de Estradas – UP: km de estrada
Construção de Casas Populares – UP: casa construída
Ampliação do Sistema de Iluminação Pública – UP: luminária
Outros tipos de Projetos, bem como certas Atividades, podem enquadrar-se nesse caso. O fundamental é que sejam identificadas:
a) uma UP realmente representativa;
b) a meta do Projeto ou Atividade (“tantas” UP); e
c) as despesas totais imputadas ao Projeto ou Atividade. Dividindo-se o total das despesas pela meta, obtém-se o custo da UP.
2- Unidades de programação sem o cálculo de custo unitário: Esse sistema é aplicado naqueles casos em que as UP identificadas não possuem a expressão devida a ponto de merecer o cálculo de custo unitário. 
Aqui, os exemplos mais frequentes dizem respeito às Atividades ligadas às rotinas administrativas. 
Datilografar uma carta, acompanhar a tramitação de um processo etc. são tipos de UP cujo custo unitário não teria significado no contexto global do orçamento, sendo contraproducente o seu cálculo. 
Obs.: A mensuração física deve continuar sendo feita, e o orçamento considerará apenas o custo total da Atividade, estimado a partir dos objetos de despesa
c) Sistema de custos para organizações não industriais: Esse terceiro sistema está voltado para as organizações descentralizadas do Estado que prestam serviços, desde as instituições financeiras até as entidades educacionais, previdenciárias, de fomento etc. 
O modelo visa atender aqueles casos em que a organização é obrigada a desenvolver contabilidade do tipo comercial, não se aplicando o sistema de contabilidade e orçamento público. 
A contabilização dos gastos seria feita, então, com base nos centros de custos, nos quais eventualmente poderiamser identificados custos unitários ou parciais. Ressalte-se também que certas instituições descentralizadas – no caso brasileiro, as autarquias em sua boa parte – utilizam com mais propriedade a sistemática pública de orçamento e contabilidade, podendo utilizar os dois primeiros esquemas de custos apontados.
4- Sistema de custos para organizações industriais: O modelo aqui dirige-se às indústrias clássicas cujo processo produtivo se caracteriza pela transformação de matéria-prima em produtos finais dirigidos ao consumo ou produtos intermediários a serem vendidos a outras indústrias. A organização pública do tipo industrial pode perfeitamente utilizar os sofisticados sistemas de custos já à disposição e empregados pelas indústrias privadas. O manual do ILPES chama a atenção para dois métodos amplamente difundidos de determinação de custos industriais:
O sistema de ordens específicas de trabalho: no qual é possível determinar, separadamente, os elementos de custo em cada trabalho ou ordem de trabalho em processo em cada centro de custos;
O sistema de custo por processo: em que só é possível o conhecimento do custo unitário no final do processo produtivo
A implantação dos modelos apontados de contabilidade de custos na área pública IMPLICA A ADOÇÃO DE UMA SÉRIE DE NOVOS CONCEITOS, podendo, exemplificadamente, ser destacados dois: o rateio e o diferimento de despesas.
TIPOS DE CUSTOS SEGUNDO AS EXIGÊNCIAS DO PROCESSO ORÇAMENTÁRIO
De acordo com a divisão clássica, os custos podem ser: reais ou históricos e predeterminados. 
1- Os custos reais ou históricos: resultam da experiência passada, em que as operações todas foram devidamente acompanhadas e registradas. São os custos realmente ocorridos. 
2- Os custos predeterminados: são aqueles calculados anteriormente à execução dos trabalhos e operações, classificando-se em estimados e padrão.
Os custos estimados resultam das tentativas de calcular os custos antes da realização das operações, com a utilização da própria base metodológica de cálculo dos custos históricos. 
Os custos-padrão são determinados por estudos que consideram as características próprias do sistema produtivo conforme sua concepção e capacidade. 
NA ELABORAÇÃO do orçamento E NO SEU PROJETO aparecem os custos predeterminados 
NA EXECUÇÃO e CONTROLE orçamentário, os custos reais ou históricos, os quais auxiliarão a feitura das estimativas dos custos predeterminados do orçamento seguinte

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