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ROTEIRO DE ESTUDO					Romário Pereira - UFMA
Sistemas Orgânicos Integrados III
Medicina 
ASECTOS MORFOFUNCIONAIS DO SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO
Sistema Reprodutor Masculino - Morfofuncional
Descreva a localização e as partes que compõem os órgãos genitais masculinos internos e externos.
Descreva a vascularização, drenagem linfática e inervação dos órgãos genitais masculinos externos e externos.
Fonte: Fundamentos de Anatomia Clínica de Moore, 2017
Órgãos genitais masculinos internos (p. 446)				
Os órgãos genitais masculinos internos incluem testículos, epidídimos, ductos deferentes, glândulas seminais, ductos ejaculatórios, próstata e glândulas bulbouretrais.
Testículos
Os testículos ovoides ficam suspensos no escroto por meio dos funículos espermáticos. Produzem espermatozoides e hormônios, principalmente testosterona. Os espermatozoides são formados nos túbulos seminíferos contorcidos que são unidos pelos túbulos seminíferos retos à rede do testículo. Os testículos têm uma face externa resistente, a túnica albugínea, que forma uma crista na face posterior interna como mediastino do testículo. A túnica vaginal é um saco peritoneal fechado que envolve o testículo.
A superfície de cada testículo é coberta pela lâmina visceral da túnica vaginal, que está bem aderida ao testículo, ao epidídimo e à parte inferior do ducto deferente. 
A lâmina parietal da túnica vaginal é mais extensa do que a lâmina visceral e estende-se superiormente até a parte distal do funículo espermático. Um volume pequeno de líquido na cavidade da túnica vaginal separa as lâminas visceral e parietal, permitindo mobilidade dos testículos.  
As artérias testiculares originam-se da parte abdominal da aorta (nível vertebral L II), abaixo das artérias renais. As artérias testiculares, cruzam sobre os ureteres e as partes inferiores das artérias ilíacas externas. As artérias atravessam os canais inguinais, tornando-se parte dos funículos espermáticos para irrigar os testículos. 
As veias testiculares que emergem do testículo e epidídimo formam o plexo pampiniforme, que consiste em oito a 12 veias anastomosantes que se situam anteriormente ao ducto deferente e envolvem a artéria testicular no funículo espermático. O plexo pampiniforme é parte do sistema termorregulador do testículo. A veia testicular esquerda drena para a veia renal esquerda. A veia testicular direita drena para a veia cava inferior (VCI). 
A drenagem linfática do testículo segue a artéria e a veia testicular até os linfonodos lombares direitos e esquerdos (cavais/aórticos) e pré-aórticos. 
Os nervos autônomos do testículo originam-se como nervos do plexo testicular, na artéria testicular, que contém fibras parassimpáticas vagais e fibras simpáticas provenientes do segmento T7 da medula espinal. 
Epidídimo
O epidídimo é uma estrutura alongada na face posterior do testículo, formado por minúsculas alças do ducto do epidídimo, tão firmemente compactadas que parecem sólidas. Os dúctulos eferentes do testículo transportam os espermatozoides recém-formados da rede do testículo para o epidídimo, onde são armazenados até que amadureçam. A rede do testículo é uma rede de canais na terminação dos túbulos seminíferos.
O epidídimo consiste em:
Cabeça do epidídimo
Corpo do epidídimo
Cauda do epidídimo: contínua com o ducto deferente.
Ducto deferente
O ducto deferente é a continuação do ducto do epidídimo. O ducto deferente:
Começa na cauda do epidídimo.
Ascende no funículo espermático.
Passa pelo canal inguinal.
Segue ao longo da parede lateral da pelve, externamente ao peritônio parietal.
Termina unindo-se ao ducto da glândula seminal para formar o ducto ejaculatório.
O ducto cruza superiormente ao ureter, seguindo entre o ureter e o peritônio, para alcançar o fundo da bexiga urinária. Posteriormente à bexiga urinária, o ducto deferente inicialmente situa-se acima da glândula seminal, em seguida desce medialmente ao ureter e à glândula. Aqui, o ducto se alarga para formar a ampola do ducto deferente, antes de seu término. O ducto, então, se estreita e une-se ao ducto da glândula seminal para formar o ducto ejaculatório.
Vasculatura do ducto deferente: A pequena artéria do ducto deferente geralmente se origina de uma artéria vesical superior (algumas vezes de uma artéria vesical inferior) e acompanha o ducto deferente até o testículo. A artéria termina anastomosando-se com a artéria testicular, posteriormente ao testículo. As veias acompanham as artérias e têm nomes semelhantes. Os vasos linfáticos do ducto deferente drenam para os linfonodos ilíacos externos 
Glândulas seminais
Cada glândula seminal é uma estrutura alongada que se situa entre o fundo da bexiga urinária e o reto. As glândulas seminais são estruturas situadas obliquamente acima da próstata e não armazenam espermatozoides. Elas secretam um líquido alcalino espesso, que se mistura com os espermatozoides quando eles entram nos ductos ejaculatórios e na uretra. 
Suas extremidades superiores situam-se posteriormente aos ureteres, onde são separadas do reto pelo peritônio da escavação retovesical. As extremidades inferiores das glândulas seminais são separadas do reto apenas pelo septo retovesical.
Vasculatura das glândulas seminais: As artérias para as glândulas seminais originam-se das artérias vesical inferior e retal média. As veias acompanham as artérias e têm nomes semelhantes. Os linfonodos ilíacos recebem linfa das glândulas seminais: os linfonodos ilíacos externos, da parte superior, e os linfonodos ilíacos internos, da parte inferior.
Ductos ejaculatórios
Cada ducto ejaculatório é um tubo fino que se origina pela união do ducto de uma glândula seminal com o ducto deferente. Originam-se próximo do colo da bexiga urinária e seguem juntos à medida que passam anteroinferiormente pela parte posterior da próstata. Os ductos convergem para se abrirem através de aberturas semelhantes a fendas, próximas ou dentro da abertura do utrículo prostático. 
As secreções prostáticas se unem ao líquido seminal na parte prostática da uretra após o término dos ductos ejaculatórios.
Vasculatura dos ductos ejaculatórios: As artérias do ducto deferente, normalmente ramos das artérias vesicais superiores (ou a. vesicais inferiores), irrigam os ductos ejaculatórios. As veias unem-se aos plexos venosos prostático e vesical. Os vasos linfáticos drenam para os linfonodos ilíacos externos.
Próstata
A próstata, do tamanho de uma noz, envolve a parte prostática da uretra. A parte glandular representa cerca de dois terços da próstata; o outro terço é fibromuscular. A próstata tem uma cápsula prostática fibrosa e densa que incorpora os plexos prostáticos de nervos e veias. A cápsula é envolvida pela fáscia visceral da pelve, formando uma bainha prostática fibrosa, que é fina anteriormente, contínua anterolateralmente com os ligamentos puboprostáticos, e densa posteriormente, contínua com o septo retovesical.
A próstata apresenta:
Uma base (na parte superior. Abaixo do colo da bexiga urinária).
Um ápice em contato com os músculos esfíncter da uretra e transverso profundo do períneo.
Uma face anterior muscular, formando um hemiesfíncter vertical semelhante a uma depressão (rabdoesfíncter), que é parte do músculo esfíncter da uretra.
Uma face posterior relacionada com a ampola do reto.
Faces inferolaterais relacionadas com o músculo levantador do ânus.
Embora não sejam distintos anatomicamente, os seguintes lobos da próstata são tradicionalmente descritos:
O istmo da próstata (zona muscular anterior; historicamente, o lobo anterior) situa-se anteriormente à uretra. É basicamente muscular e representa a continuação superior do músculo esfíncter da uretra.
Lobos direito e esquerdo (zonas periféricas), cada um, por sua vez, dividido em quatro lóbulos indistintos (lóbulo inferoposterior, lóbulo inferolateral, lóbulo superomedial, lóbulo anteromedial)
Um lobo médio (mediano) (Essa região tende a sofrer hipertrofia induzida por hormônio na idadeavançada, formando um lóbulo médio (zona central).
Os dúctulos prostáticos (20 a 30) abrem-se principalmente nos seios prostáticos, que se localizam em ambos os lados do colículo seminal, na parede posterior da parte prostática da uretra. O líquido prostático constitui aproximadamente 20% do volume de sêmen. 
Vasculatura da próstata: As artérias prostáticas são principalmente ramos da artéria ilíaca interna, mas também as artérias pudenda interna e retal média. As veias unem-se para formar um plexo venoso prostático, em torno dos lados e da base da próstata. Esse plexo drena para as veias ilíacas internas. Os vasos linfáticos drenam principalmente para os linfonodos ilíacos internos, mas alguns passam para os linfonodos sacrais.
Glândulas bulbouretrais
As duas glândulas bulbouretrais (glândulas de Cowper), do tamanho de uma ervilha, situam-se posterolateralmente à parte membranácea da uretra, embutidas no músculo esfíncter externo da uretra. Os ductos das glândulas bulbouretrais atravessam a membrana do períneo com a parte membranácea da uretra e se abrem por meio de pequenas aberturas, na parte proximal da parte esponjosa da uretra, no bulbo do pênis. Sua secreção mucosa entra na uretra durante a excitação sexual.
Inervação dos órgãos genitais internos da pelve masculina
Os ductos deferentes, as glândulas seminais, os ductos ejaculatórios e a próstata são ricamente inervados por fibras nervosas simpáticas que se originam na coluna intermédia da medula espinal. Atravessam os gânglios paravertebrais do tronco simpático para se tornarem componentes dos nervos esplâncnicos lombares (abdominopélvicos) e dos plexos hipogástrico e pélvico. Já as fibras parassimpáticas pré-ganglionares são provenientes dos segmentos S2-S4 da medula espinal. 
As sinapses com os neurônios simpáticos e parassimpáticos pós-ganglionares ocorrem nos plexos, no trajeto para as vísceras pélvicas ou próximo delas. Durante um orgasmo, o sistema simpático estimula contrações do ducto deferente, e a contração e secreção combinada das glândulas seminais e da próstata fornecem o veículo (sêmen) e a força de expulsão para liberar os espermatozoides durante a ejaculação. 
A função da inervação parassimpática não é clara. No entanto, as fibras parassimpáticas, no plexo nervoso prostático, formam os nervos cavernosos que seguem para os corpos eréteis do pênis, que são responsáveis pela ereção peniana. 
Órgãos genitais masculinos externos (p. 497)
São: pênis e escroto
Escroto 
O escroto é um saco fibromuscular cutâneo para os testículos e estruturas associadas. É um saco cutâneo que consiste em duas camadas: pele acentuadamente pigmentada e a túnica dartos, uma lâmina fascial sem gordura, incluindo fibras musculares lisas (M. dartos – ajuda na regulação da temperatura aumentando ou diminuindo a superfície de contato do escroto), responsáveis pela aparência rugosa (enrugada) do escroto. 
Vasculatura do escroto: A face anterior do escroto é irrigada pelos ramos escrotais anteriores, ramos terminais das artérias pudendas externas profundas, e a face posterior é suprida pelos ramos escrotais posteriores, ramos terminais das artérias pudendas internas. O escroto também recebe ramos das artérias cremastéricas, ramos das artérias epigástricas inferiores. As veias escrotais acompanham as artérias e drenam basicamente para as veias pudendas externas. Os vasos linfáticos do escroto drenam para os linfonodos inguinais superficiais.
Inervação do escroto: A face anterior do escroto é inervada pelos nervos escrotais anteriores, derivados do nervo ilioinguinal, e pelo ramo genital do nervo genitofemoral. A face posterior do escroto é irrigada pelos nervos escrotais posteriores, ramos dos nervos perineais superficiais do nervo pudendo, e pelo ramo perineal do nervo cutâneo femoral posterior.
Pênis
O pênis é o órgão masculino da cópula e a saída para urina e sêmen. O pênis consiste em raiz, corpo e glande. É composto por três corpos cilíndricos de tecido cavernoso erétil: dois corpos cavernosos dorsalmente e um corpo esponjoso ventralmente. (Observe que, na posição anatômica, o pênis está ereto; quando o pênis está flácido, seu dorso está direcionado anteriormente.)
Cada corpo cavernoso tem um revestimento fibroso externo ou cápsula, a túnica albugínea. Superficialmente ao revestimento externo está a fáscia do pênis, a continuação da fáscia profunda do períneo, que forma um revestimento membranáceo para os corpos, mantendo-os juntos. O corpo esponjoso contém a parte esponjosa da uretra. Os corpos cavernosos estão fundidos um ao outro no plano mediano, exceto posteriormente, onde se separam para formar os ramos do pênis.
A raiz do pênis consiste em ramos, bulbo e músculos isquiocavernoso e bulboesponjoso. A raiz do pênis está localizada no espaço superficial do períneo. Os ramos e o bulbo do pênis contêm massas de tecido erétil. Cada ramo está fixado à parte inferior da face interna do ramo isquiático correspondente, anterior ao túber isquiático. O bulbo do pênis é perfurado pela uretra, continuando a partir de sua parte membranácea.
O corpo do pênis (geralmente pendular) é a parte livre suspensa pela sínfise púbica. Exceto por umas poucas fibras do músculo bulboesponjoso próximas da raiz do pênis e do músculo isquiocavernoso que circundam os ramos, o corpo do pênis não tem músculos. 
Distalmente, o corpo esponjoso expande-se para formar a glande do pênis (Figura 3.49). A margem da glande projeta-se além das extremidades dos corpos cavernosos para formar a coroa da glande, que se projeta sobre o colo da glande. O colo da glande separa a glande do corpo do pênis. A abertura em forma de fenda da parte esponjosa da uretra, o óstio externo da uretra, está localizada próximo da extremidade da glande. A pele fina e a fáscia do pênis são prolongadas como uma dupla camada de pele, o prepúcio do pênis, que cobre a glande de forma variável. O frênulo do prepúcio é uma prega mediana que segue do prepúcio do pênis para a face uretral da glande do pênis.
O ligamento suspensor do pênis é uma condensação da fáscia profunda que se origina da face anterior da sínfise púbica e se divide para formar uma alça que está fixada à fáscia do pênis, na junção da raiz com o corpo. As fibras do ligamento suspensor são curtas e tensas. O ligamento fundiforme do pênis é uma faixa de tela subcutânea que desce na linha mediana, a partir da linha alba, superior à sínfise púbica. O ligamento passa inferiormente e se divide para circundar o pênis; em seguida, une-se e se funde com a túnica dartos, formando o septo do escroto.
Os músculos superficiais do períneo são o transverso superficial do períneo, o bulboesponjoso e o isquiocavernoso. Esses músculos estão no espaço superficial do períneo e são inervados pelos nervos perineais. Em virtude de sua função durante a ereção e da atividade do músculo bulboesponjoso subsequente à micção e à ejaculação para expelir as últimas gotas de urina e sêmen, os músculos perineais são quase sempre mais desenvolvidos nos homens do que nas mulheres.
Vasculatura do pênis: O pênis é irrigado principalmente pelos ramos das artérias pudendas internas. As artérias dorsais do pênis seguem no espaço entre os corpos cavernosos de cada lado da veia dorsal profunda do pênis, irrigando o tecido fibroso em torno dos corpos cavernosos, corpo esponjoso e a pele do pênis.
As artérias profundas do pênis irrigam o tecido erétil nessas estruturas.
As artérias do bulbo do pênis irrigam a parte posterior (bulbar) do corpo esponjoso e a glândula bulbouretral. Emitem vários ramos (artérias helicinas do pênis) que se abrem diretamente nos espaços cavernosos. Quando o pênis está flácido, essas artérias encontram-se espiraladas, restringindo o fluxo de sangue.
Os ramos superficial e profundo das artérias pudendas externas irrigam a pele do pênis.
O sangue dos espaços cavernosos dos corpos é drenado por um plexo venoso, que se torna a veia dorsal profunda do pênis na fáscia profunda que drena para a(s) veia(s) dorsal(is) superficial(is),que drenam para a veia pudenda externa superficial. Um pouco de sangue também segue para a veia pudenda interna. 
A linfa proveniente da pele do pênis drena, inicialmente, para os linfonodos inguinais superficiais, e a linfa proveniente da glande e porção distal da parte esponjosa da uretra drena para os linfonodos inguinais profundos e ilíacos externos. Os corpos cavernosos e a porção proximal da parte esponjosa da uretra drenam para os linfonodos ilíacos internos.
Inervação do pênis: Os nervos derivam dos segmentos S2-S4 da medula espinal. A inervação sensitiva e simpática é basicamente oriunda do nervo dorsal do pênis, um ramo terminal do nervo pudendo (Figura 3.52), que se origina no canal do pudendo e segue anteriormente até o espaço profundo do períneo. Depois, segue ao longo do dorso do pênis, lateralmente à artéria dorsal, e inerva a pele da glande. O pênis é suprido por várias terminações nervosas sensitivas, especialmente a glande do pênis. Os ramos do nervo ilioinguinal inervam a pele na raiz do pênis. Os nervos cavernosos, que conduzem fibras parassimpáticas separadas do plexo nervoso prostático, inervam as artérias helicinas.
 
Faça a diferenciação histológica entre um testículo imaturo e um testículo maduro. Observe a origem das células do testículo.
Fonte: Atlas de histologia descritiva de Ross
O testículo pré-púbere é caracterizado por cordões de células formados por células sustentaculares (similares às células de Sertoli) e gonócitos. Os gonócitos são os precursores das espermatogônias e derivam das células gerrninativas primordiais, que invadem as gônadas em desenvolvimento. Na puberdade, esses cordões tomam-se canalizados para a formação de túbulos e os gonócitos passam por múltiplas divisões que, ao final, dão origem às espermatogônias. 
O principal tipo celular, a provável célula de Sertoli (3), é o tipo celular predominante. Os seus núcleos situam-se na base das células. O segundo tipo celular, o gonócito (4), é identificado pelo seu núcleo denso e pelo citoplasma claro. Essas células sofrem divisão periódica; algumas das células se movem, então, em direção ao centro do cordão e fmalmente se degeneram, enquanto outras, permanecendo na periferia do túbulo, mantêm a população dos gonócitos. Na puberdadeos gonócitos são estimulados a acelerar sua taxa de divisão e se tornam espermatogônias. Ao mesmo tempo, as prováveis células de Sertoli sofrem diferenciação e começam a secretar fluidos, formando um lúmen fluidificado. Em volta de cada cordão há uma camada fina de células semelhantes a 6broblastos (5). Algumas dessas células se diferenciarão em células mioides contráteis que envolvem o epitélio seminífero, enquanto outras preservam a atividade fibroblástica no interstício. Além de pequenos vasos sanguíneos, células de Leydig (6) também estão presentes no interstício. Elas são as maiores células do testículo pré-púbere. 
No indivíduo adulto, os túbulos seminfferos terminam como túbulos retos revestidos apenas por células de Sertoli. Os túbulos retos conduzem para a rede testicular uma série de canais anastomosados no mediastino do testículo. A rede testicular marca o final do sistema tubular intratesticular. 
Descreva a estruturas histológica das vias espermáticas, glândulas e estruturas eréteis.
FONTES: Histologia Carneiro e Atlas de histologia descritiva de Ross
Túbulos seminíferos (Carneiro)
Os espermatozoides são produzidos nos túbulos seminíferos, que são túbulos enovelados. Cada testículo tem 250 a 1.000 túbulos seminíferos que medem 150 a 250 μ.m de diâmetro e 30 a 70 cm de comprimento cada um. Os túbulos estão dispostos em alças, e suas extremidades se continuam com curtos tubos conhecidos por túbulos retos. Os túbulos retos conectam os túbulos seminíferos a um labirinto de canais anastomosados em forma de rede, revestidos por um epitélio simples pavimentoso ou cúbico, constituindo a rede testicular no mediastino do testículo. Em continuação, aproximadamente 10 a 20 ductos eferentes conectam a rede testicular ao início da porção seguinte do sistema de ductos - o ducto epididimário ou ducto do epidídimo.
A parede dos túbulos seminíferos é formada por várias camadas de células denominadas epitélio germinativo ou epitélio seminífero, o qual é envolvido por uma lâmina basal e por uma bainha de tecido conjuntivo (formado por fibroblastos, e sua camada mais interna, aderida à lâmina basal, é formada por células mioides achatadas e contráteis e que têm características de células musculares lisas). As células intersticiais ou de Leyding se situam nesse tecido conjuntivo e ocupam a maior parte do espaço entre os túbulos seminíferos.
O epitélio seminífero é formado por duas populações distintas de células: as células de Sertoli e as células que constituem a linhagem espermatogênica. Essas duas populações têm morfologia, origem embriológica e funções bastante distintas. As células da linhagem espermatogênica se dispõem em 4 a 8 camadas, e sua função é produzir espermatozoides. As células da linhagem espermatogênica se originaram do saco vitelino do embrião. Por volta do 5° mês de vida fetal um pequeno grupo de células denominadas células germinativas primordiais migra do saco vitelino para a gônada que está em desenvolvimento. Neste local as células proliferam e colonizam a gônada, originando células denominadas espermatogônias. 
A produção de espermatozoides é chamada espermatogênese, um processo que inclui divisão celular por mitose e meiose e é seguida pela diferenciação final das células em espermatozoides, chamada espermiogênese.
Epidídimo e dúctulos eferentes (Ross)
O epidídimo consiste em uma cabeça, um corpo e uma cauda, situado em adjacência às superfícies superior e posterior do testículo. A cabeça do epidídimo contém os dúctulos eferentes (aproximadamente 20 em número) e a parte proximal do dueto epididimário. Os dúctulos eferentes recebem o conteúdo da rede testicular e o esvaziam para dentro da porção proximal do dueto epididimário. Os dúctulos eferentes são altamente espiralados, formando de 6 a 10 massas cônicas cujas bases formam uma parte da cabeça do epidídimo. Eles se abrem em um único canal na base dos cones, onde entram no dueto epididimário. Os dúctulos eferentes reabsorvem a maior parte do fluido secretado nos túbulos seminíferos. A continuação do dueto epididimário, que também é altamente espiralada, ocupa o corpo e a cauda do epidídimo. O espermatozoide produzido nos túbulos seminíferos sofre um processo de maturação durante sua passagem pelo dueto epididimário, onde adquire motilidade. A maior parte do fluido que não foi reabsorvido pelos dúctulos eferentes será reabsorvida na porção proximal do epidídimo. O dueto epididimário termina no final da cauda do epidídimo, onde se toma contínuo com o dueto deferente (vaso deferente). 
O epitélio dos dúctulos eferentes é pseudoestratificado. Apresenta células ciliadas, cilíndricas e altas, com núcleos alongados, e células basais não ciliadas, com núcleos esféricos. Em volta do epitélio tubular há uma camada delgada de células musculares lisas. 
Ductos deferentes (Ross)
O dueto deferente é a continuação do dueto epididimário. Ele termina no local onde se junta ao dueto excretor da vesícula seminal para formar o dueto ejaculatório. Este dueto, então, atravessa a glãndula prostática e se abre na uretra. A porção terminal (cauda) do dueto epididimário contém espermatozoides armazenados. O espermatozoide entra no dueto deferente por meio de uma rápida contração peristáltica da sua 3 parede muscular, resultante de um estímulo nervoso apropriado. O processo contrátil, como parte do reflexo ejaculatório, movimenta os espermatozoides rapidamente pelo dueto deferente e pelo dueto ejaculatório 5 3 para dentro da uretra. As vesículas seminais adicionam fluido rico em frutose, que se toma parte do sêmen ejaculado quando da sua passagem por esta glãndula. A frutose é o principal substrato metabólico para os espermatozoides.
O epitélio que reveste o lúmen do dueto deferente apresentaum epitélio pseudoestratificado cilíndrico. O lúmen contém material proteico precipitado, bem como alguns espermatozoides, que aparecem como estruturas pequenas, densamente coradas. O epitélio repousa sobre uma membrana basal e uma lâmina própria subjacente, que consiste em tecido conectivo moderadamente denso. A parede muscular do dueto deferente apresenta três camadas relativamente espessas de músculo liso: uma camada interna longitudinal de músculo liso, uma camada média circular de músculo liso e outra camada de músculo longitudinal que representa a camada externa de músculo liso.
 
Próstata (Ross)
A próstata é a maior glândula sexual acessória no homem. Consiste em 30 a 50 glândulas tubuloalveolares que envolvem a uretra proximal. As glândulas prostáticas estão dispostas em três camadas concêntricas: uma camada mucosa, uma camada submucosa e uma camada periférica contendo as principais glândulas prostáticas. As glândulas mucosas secretam diretamente na uretra; os outros dois conjuntos de glândulas secretam seu conteúdo por meio de duetos que se abrem para os seios prostáticos na parede posterior da uretra. 
Todas as glândulas apresentam epitélio pseudoestratificado cilíndrico, que secreta vários componentes do sêmen, incluindo fosfatase ácida, ácido cítrico (um nutriente para o espermatozoide) e fibrinolisina (que mantém o sêmen liquefeito). Agregados de células epiteliais mortas e produtos de secreção precipitados formam cálculos nos alvéolos das glândulas; este é um aspecto característico que ajuda no reconhecimento da próstata. O estroma é caracterizado por inúmeros feixes pequenos de músculo liso, podendo ser descrito como estroma fibromuscular. Na ejaculação ocorre a contração dos músculos, forçando a secreção em direção à uretra. A glândula é envolvida por uma cápsula fibroelástica que também contém feixes pequenos de músculo liso. 
    
Vesícula Seminal (Ross)
As vesículas seminais são estruturas pares que se desenvolvem a partir de evaginações de cada dueto deferente. Formam um tubo bastante espiralado e repousam sobre a parede posterior da bexiga urinária, paralelamente à ampola do dueto deferente. Um pequeno dueto excretor se estende de cada vesícula seminal se unindo à ampola do dueto deferente para formar o dueto ejatulatório. Um corte transversal da vesícula seminal mostra, caracteristicamente, vários lúmens; entretanto, são todos contornos de um único lúmen tubular contínuo tortuoso. O lúmen é revestido por um epitélio pseudoestratificado cilíndrico, lembrando muito o da próstata. Sua secreção é um material branco- amarelado viscoso que contém frutose, outros açúcares simples, aminoácidos, ácido ascórbico e prostaglandinas. Estas últimas, embora sejam secretadas pela próstata, são sintetizadas em quantidades maiores na vesícula seminal. A frutose é o principal nutriente para o espermatozoide no sêmen. A mucosa repousa sobre uma camada espessa de músculo liso, a muscular, que é diretamente contínua com a do dueto deferente. O músculo liso consiste em uma camada interna circular indistinguível e uma camada mais externa longitudinal. A contração do músculo liso durante a ejaculação força as secreções das vesículas seminais para os duetos ejaculatórios. O músculo liso é envolvido por tecido conectivo, formando a adventícia da glândula. 
Estruturas eréteis (Ross)
O corpo do pênis contém três corpos eréteis: os pares cilíndricos de corpos cavernosos, que se situam lado a lado, e o corpo esponjoso único, que contém a porção peniana da uretra e se encontra ventralmente aos corpos cavernosos. O corpo esponjoso se expande próximo à extremidade do pênis e forma a glande deste. Os corpos cavernosos se situam dentro de uma bainha espessa, muito densa e fibrosa de tecido conectivo, conhecida como túnica albugínea. O corpo esponjoso também é envolvido por uma túnica albugfnea, porém esta contém tecido elástico e é um pouco mais delgada do que aquela que envolve os corpos cavernosos. Perifericamente à túnica albugínea encontra-se uma camada de fáscia profunda, um tecido conectivo moderadamente denso. A pele do pênis é bastante fina; sua derme é rica em fibras elásticas. A pele é contínua com o tecido conectivo subcutâneo subjacente, referido como a fáscia superficial do pênis, que se funde com a fáscia profunda subjacente. 
 Descreva o processo de síntese da testosterona. Explique como a finasterida age na hiperplasia prostática benigna.
Síntese de testosterona 							 Livro: Fisiologia, Aires 
No homem, as principais fontes de androgênios são a adrenal e o testículo. Em ambos os locais de síntese, a molécula precursora dos androgênios é o colesterol, que pode ser captado do plasma por meio de endocitose de lipoproteínas ou sintetizado na própria glândula. A transformação do colesterol em testosterona requer cinco etapas, todas elas catalisadas por enzimas. 
A clivagem da cadeia lateral do colesterol ocorre na mitocôndria, enquanto as demais reações, no retículo endoplasmático. 
A testosterona produzida nas células de Leydig é secretada no fluido dos túbulos seminíferos e nos capilares intersticiais, de onde atinge a circulação sistêmica para posteriormente exercer seus efeitos endócrinos. Embora em quantidade muito menor, alguns precursores androgênicos, tais como androstenediona e DHEA, também são liberados pelo testículo na circulação. 
 Ação do finasterida 						Livro: Farmacologia de Golan
A finasterida é um inibidor seletivo da 5alfa-redutase do tipo II, a enzima que converte a testosterona em diidrotestosterona. A redutase do tipo II está altamente expressa nas células epiteliais da próstata. Convém lembrar que a diidrotestosterona liga-se ao receptor de andrógeno com maior afinidade do que a testosterona. O bloqueio da conversão local da testosterona em diidrotestosterona impede efetivamente a ação local da testosterona. As células da próstata dependem da estimulação androgênica para a sua sobrevida, e a administração de um inibidor da redutase diminui a velocidade de crescimento do tecido prostático. A finasterida foi aprovada para uso na hiperplasia prostática benigna, primariamente para melhorar os sintomas de redução do fluxo urinário. O fármaco constitui uma alternativa potencial para a ressecção transuretral da próstata (RTUP), que constitui o tratamento cirúrgico comum para a hiperplasia prostática sintomática. O tratamento com finasterida durante um ano pode levar a uma redução de até 25% no tamanho da próstata. A finasterida é mais efetiva para pacientes com próstata mais volumosa, visto que as alterações clínicas mais pronunciadas são observadas em próstatas que já estão significativamente hipertrofiadas. Os efeitos adversos consistem em diminuição da libido e disfunção erétil.
 
Explique as ações da testosterona.
Fonte: Fisiologia, Linda; Tratado de fisiologia médica de Guyton & Hall, 13ed
Mecanismo
Guyton: A maioria dos efeitos da testosterona resulta basicamente do aumento da formação de proteínas nas células-alvo. Isso tem sido estudado extensamente na próstata, que é um dos órgãos mais afetados pela testosterona. Nessa glândula, a testosterona entra nas células prostáticas, em poucos minutos, após a secreção. Então, ela é, principalmente, convertida sob influência da enzima intracelular sa-redutase, em di-hidrotestosterona, e esta, por sua vez, liga-se à "proteína receptora" citoplasmática. Esse complexo migra para o n úcleo da célula, onde se liga a uma proteína nuclear e induz a transcrição do DNA em RNA. Em 30 minutos, a RNA polimerase fica ativa, e a concentração de RNA começa a aumentar nas células prostáticas, em seguida ocorre aumento progressivo das proteínas celulares. Após muitos dias, a quantidade de DNA na próstata também aumenta, e ocorre elevação simultânea do número de células prostáticas.
 Linda: O mecanismo de ação dos androgênios começa com a ligação da testosterona ou da di-hidrotestosterona à proteína receptora de androgênios nos tecidos-alvo. O complexo androgênio-receptor se desloca para o núcleo,onde inicia a transcrição gênica. Novos RNAm são gerados e traduzidos em novas proteínas, responsáveis pelas várias ações fisiológicas dos androgênios. 
Ações (Linda)
A testosterona é responsável, no feto, pela diferenciação do trato genital interno masculino: o epidídimo, o ducto deferente e as glândulas seminais. Na puberdade, a testosterona é responsável por aumentar a massa muscular, pelo estirão de crescimento puberal, fechamento das placas epifisárias, crescimento do pênis e das glândulas seminais, a mudança de voz, a espermatogênese e a libido. Finalmente, como mencionado acima, a testosterona medeia a retrolimentação negativa sobre a adeno-hipófise e o hipotálamo. 
A di-hidrotestosterona é responsável, no feto, pela diferenciação da genitália externa masculina (i.e., pênis, escroto e próstata); padrão masculino de distribuição de pelos corporais e calvície masculina; pela atividade das glândulas sebáceas; e pelo crescimento da próstata.  
Descreva os componentes do sêmen e suas principais funções.
Fonte: Tratado de fisiologia médica de Guyton & Hall, 13ed
O sêmen, que é ejaculado durante o ato sexual masculino, é composto por líquido e espermatozoides do canal deferente (cerca de 10% do total), líquido das vesículas seminais (quase 60%), líquido da próstata (aproximadamente 30%) e pequenas quantidades de líquido das glândulas mucosas, em especial das glândulas bulbouretrais. Assim, a maior parte do sêmen é composta por líquido da vesícula seminal, que é o último a ser ejaculado e serve para arrastar os espermatozoides ao longo do dueto ejaculatório e da uretra. 
O pH médio do sêmen combinado é de, aproximadamente, 7,5, tendo o líquido prostático alcalino mais do que neutralizado a ligeira acidez das outras partes do sêmen. O líquido prostático dá ao sêmen a aparência leitosa, e os líquidos das vesículas seminais e das glândulas mucosas dão ao sêmen a consistência de muco. Uma enzima coaguladora do líquido prostático também faz com que o fibrinogênio do líquido da vesícula seminal forme um coágulo fraco de fibrina, que mantém o sêmen nas regiões profundas da vagina, onde se situa o colo uterino. O coágulo, então, é dissolvido nos próximos 15 a 30 minutos, devido à sua ruptura pela fibrinolisina formada da pró-fibrinolisina prostática. Nos primeiros minutos após a ejaculação, o esperma permanece relativamente imóvel, talvez por causa da viscosidade do coágulo. À medida que o coágulo se dissolve, o espermatozoide, ao mesmo tempo, fica muito móvel. Embora os espermatozoides possam viver por muitas semanas nos duetos genitais masculinos, uma vez ejaculados no sêmen, sua expectativa máxima de vida é de somente 24 a 48 horas, à temperatura corporal. Em temperaturas mais baixas, entretanto, o sêmen pode ser estocado por várias semanas, e, quando congelado em temperaturas abaixo de -IOOºC, os espermatozoides têm sido preservados por anos. 
Explique a fisiologia do ato sexual masculino: ereção/lubrificação, emissão e ejaculação.
Fonte: Tratado de fisiologia médica de Guyton & Hall, 13ed
Ereção Peniana - O Papel dos Nervos Parassimpáticos. A ereção peniana é o primeiro efeito do estímulo sexual masculino, e o grau de ereção é proporcional ao grau de estimulação, seja psíquico ou físico. A ereção é causada por impulsos parassimpáticos que passam da região sacral da medula espinal pelos nervos pélvicos para o pênis. Essas fibras nervosas parassimpáticas, ao - contrário da maioria das outras fibras parassimpáticas, parecem liberar óxido nítrico e/ou peptídeo intestinal vasoativo, além da acetilcolina. O óxido nítrico ativa a enzima guanilil ciclase, causando maior formação de monofosfato cíclico de guanosina (GMPc). O GMPc, em especial, relaxa as artérias do pênis e as malhas trabeculares das fibras musculares lisas no tecido erétil dos corpos cavernosos e corpos esponjosos na haste do pênis. Quando os músculos lisos vasculares relaxam, o fluxo sanguíneo para o pênis aumenta, causando a liberação de óxido nítrico das células endoteliais vasculares e posterior vasodilatação. O tecido erétil do pênis consiste em grandes sinusoides cavernosos que, normalmente, não contêm sangue, mas se tornam tremendamente dilatados quando o fluxo sanguíneo arterial flui rapidamente para ele sob pressão, enquanto a saída venosa é, parcialmente, ocluída. Os corpos eréteis também são envolvidos por camada fibrosa espessa, especialmente os dois corpos cavernosos; portanto, a pressão elevada dentro dos sinusoides provoca o enchimento do tecido erétil em tal extensão, que o pênis fica duro e alongado, o fenômeno chamado ereção. 
Lubrificação é Função Parassimpática. Os impulsos parassimpáticos durante a estimulação sexual, além de promover a ereção, induzem a secreção mucosa pelas glândulas uretrais e bulbouretrais. Esse muco flui pela uretra, auxiliando a lubrificação durante a relação sexual. Entretanto, a maior parte da lubrificação do coito é fornecida pelos órgãos sexuais femininos, muito mais do que pelos masculinos. Sem lubrificação satisfatória, o ato sexual masculino dificilmente é satisfatório, porque o intercurso não lubrificado produz sensações dolorosas e irritativas, que inibem as sensações sexuais, em vez de excitá-las. 
Emissão e Ejaculação São Funções dos Nervos Simpáticos. A emissão e a ejaculação são o clímax do ato sexual masculino. Quando o estímulo sexual fica extremamente intenso, os centros reflexos da medula espinal começam a emitir impulsos simpáticos, que deixam a medula, pelos níveis T-12 a L-2, e passam para os órgãos genitais por meio dos plexos nervosos simpáticos hipogástrico e pélvico, iniciando a emissão precursora da ejaculação. A emissão começa com a contração do canal deferente e da ampola, promovendo a expulsão dos espermatozoides para a uretra interna. Em seguida, as contrações da camada muscular da próstata, seguidas pela contração das vesículas seminais, expelem os líquidos prostático e seminal também para a uretra, forçando os espermatozoides para frente. Todos esses líquidos se misturam, na uretra interna, com o muco já secretado pelas glândulas bulbouretrais, formando o sêmen. O processo até esse ponto é chamado emissão. O enchimento da uretra interna com sêmen provoca sinais sensoriais que são transmitidos pelos nervos pudendos para as regiões sacrais da medula espinal, dando a sensação de plenitude súbita aos órgãos genitais internos. Além disso, esses sinais sensoriais promovem as contrações rítmicas dos órgãos genitais internos e contrações dos músculos isquiocavernoso e bulbocavernoso, que comprimem as bases do tecido erétil peniano. Esses efeitos associados induzem aumentos rítmicos e ondulatórios da pressão do tecido erétil do pênis, dos duetos genitais e da uretra, que "ejaculam" o sêmen da uretra para o exterior. Esse processo final é chamado ejaculação. Ao mesmo tempo, contrações rítmicas dos músculos pélvicos, e mesmo de alguns músculos do tronco, causam movimentos de propulsão da pélvis e do pênis, que também auxiliam a propelir o sêmen para os recessos mais profundos da vagina e, talvez, mesmo levemente, para o colo do útero. Esse período todo de emissão e ejaculação é chamado orgasmo masculino. No final, a excitação sexual masculina desaparece, quase inteiramente, em 1 a 2 minutos, e a ereção cessa, processo chamado resolução. 
Explique o processo de regulação por feedback do eixo hipotalâmico – hipofisário – testicular.
Fonte: Tratado de fisiologia médica de Guyton & Hall, 13ed
CONTROLE DAS FUNÇÕES SEXUAIS MASCULINAS PELOS HORMÔNIOS HIPOTALÂMICOS E DA HIPÓFISE ANTERIOR 
A maior parte do controle das funções sexuais, tanto dos homens quanto das mulheres, começa com a secreção do hormônio liberador de gonadotropina ( GnRH) pelo hipotálamo (Figura 81-10). Esse hormônio, por sua vez, estimula a hipófise anterior a secretar dois outros hormônios chamados hormônios gonadotrópicos: (1) hormônio luteinizante (LH); e (2) hormônio foliculoestimulante (FSH). Por sua vez, LH é o estimulo primário para a secreção de testosterona pelostestículos, e FSH estimula, principalmente, a espermatogênese. 
O GnRH e seus Efeitos em Aumentar a Secreção do Hormônio Luteinizante e Hormônio Foliculoestimulante 
O GnRH é um peptídeo com 10 aminoácidos, secretado pelos neurônios, cujos corpos celulares estão localizados no núcleo arqueado do hipotálamo. As terminações desses neurônios encontram-se, principalmente, na eminência mediana do hipotálamo, onde liberam GnRH no sistema vascular portal hipotalâmico-hipofisário. Então, o GnRH é transportado para a hipófise anterior, na circulação portal hipofisária, e estimula a liberação de duas gonadotropinas, o LH e o FSH. O GnRH é secretado durante poucos minutos, intermitentemente, a cada 1 a 3 horas. A intensidade desse estímulo hormonal é determinada de duas maneiras: (1) pela frequência desses ciclos de secreção; e (2) pela quantidade de GnRH liberado em cada ciclo. A secreção de LH pela hipófise anterior é também cíclica, seguindo quase fielmente o padrão de liberação pulsátil do GnRH. Ao contrário, a secreção de FSH aumenta e diminui apenas ligeiramente a cada flutuação da secreção do GnRH; ela muda mais lentamente em um período de muitas horas, em resposta às alterações em longo prazo no GnRH. Por causa dessa relação mais estreita entre a secreção de GnRH e a secreção de LH, o GnRH é também conhecido como hormônio liberador de LH. 
Hormônios Gonadotrópicos: Hormônio Luteinizante e Hormônio Foliculoestimulante 
Os dois hormônios gonadotrópicos, LH e FSH, são secretados pelas mesmas células da hipófise anterior, chamadas gonadotropos. Na ausência de secreção de GnRH pelo hipotálamo, os gonadotropos da hipófise quase não secretam LH ou FSH. O LH e o FSH são glicoproteínas. Eles exercem seus efeitos nos tecidos-alvo dos testículos, principalmente por ativar o sistema de segundo mensageiro do monofosf ato de adenosina cíclico que, por sua vez, ativa sistemas enzimáticos específicos nas respectivas células-alvo. 
Regulação da Produção de Testosterona pelo Hormônio Luteinizante. 
A testosterona é secretada pelas células intersticiais de Leydig nos testículos, mas apenas quando estas são estimuladas pelo LH proveniente da hipófise anterior. Além disso, a quantidade de testosterona secretada aumenta, aproximadamente, em proporção direta à quantidade de LH que está disponível. As células de Leydig maduras são encontradas normalmente nos testículos de criança, durante poucas semanas após o nascimento, mas, então, desaparecem até a idade de 10 anos, aproximadamente. No entanto, injeção de LH purificado em criança de qualquer idade ou secreção de LH na puberdade faz com que as células intersticiais testiculares, que se assemelham aos fibroblastos, evoluam para células de Leydig funcionais. 
Inibição da Secreção de LH e FSH da Hipófise Anterior pela Testosterona - Controle por Feedback Negativo da Secreção de Testosterona. 
A testosterona secretada pelos testículos em resposta ao LH tem o efeito recíproco de inibir a secreção de LH pela hipófise anterior (Figura 81-10). A maior parte dessa inibição, provavelmente, resulta de efeito direto da testosterona no hipotálamo, reduzindo a secreção de GnRH. Esse efeito, por sua vez, produz redução correspondente na secreção de LH e de FSH pela hipófise anterior, e a redução no LH diminui a secreção de testosterona pelos testículos. Assim, sempre que a secreção de testosterona fica muito elevada, esse efeito automático de feedback negativo, operando por meio do hipotálamo e da hipófise anterior, reduz a secreção de testosterona para os níveis de funcionamento desejados. Ao contrário, pequenas quantidades de testosterona induzem o hipotálamo a secretar grande quantidade de GnRH, com o correspondente aumento da secreção de LH e FSH pela hipófise anterior e o consequente aumento da secreção testicular de testosterona. 
Regulação da Espermatogênese pelo Hormônio Foliculoestimulante e pela Testosterona 
O FSH liga-se aos receptores específicos associados às células de Sertoli nos túbulos seminíferos. Isso faz com que essas células cresçam e secretem várias substâncias espermatogênicas. Simultaneamente, a testosterona (e a di-hidrotestosterona) que se difunde das células de Leydig nos espaços intersticiais para os túbulos seminíferos também tem efeito trófico intenso na espermatogênese. Assim, para iniciar a espermatogênese, é necessário tanto o FSH quanto a testosterona. 
Papel da lnibina no Controle da Atividade dos Túbulos Seminíferos por Feedback Negativo. 
Quando os túbulos seminíferos deixam de produzir espermatozoides, a secreção de FSH pela hipófise anterior aumenta acentuadamente. Inversamente, quando a espermatogênese ocorre muito rapidamente, a secreção de FSH pela hipófise diminui. Acredita-se que a causa desse efeito de feedback negativo na hipófise anterior seja a secreção de outro hormônio pelas células de Sertoli, chamado inibina (Figura 81-10). Esse hormônio tem efeito inibidor direto intenso na hipófise anterior. A inibina é uma glicoproteína, como o LH e o FSH, com peso molecular entre 10.000 e 30.000. Foi isolada das células de Sertoli em cultura. Seu potente efeito de feedback inibitório na hipófise anterior fornece importante mecanismo de feedback negativo para o controle da espermatogênese, operando simultaneamente, e em paralelo, ao mecanismo de feedback negativo, para o controle da secreção de testosterona.

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