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Sistema Cardiovascular Curso: Medicina Profa: Dra Fernanda Silva Torres SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Estabelecimento e padronização da área cardiogênica 1ª ria Sistema vascular : metade da 3a semana. Céls progenitoras cardíacas: encontram no epiblasto, cranial a linha primitiva. Origem: migração das céls progenitoras na placa lateral. Formato de ferradura. Sinônimo: área cardiogênica primária (ACP). Origina: átrios, ventrículo esquerdo e parte do ventrículo direito Surge da cav. intraembrionária 18 dias Corte cefalocaudal Corte transversal Tronco arterioso Cone arterial SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Estabelecimento e padronização da área cardiogênica 1ª ria Origina: a) restante do ventrículo direito; b) via de saída (cone arterial e tronco arterioso ou arterial); c) Céls para formação de átrios. Céls SCC tem lateralidade Consequência: explica a natureza espiralada da artéria pulmonar e aorta. Aorta sai do VE, e artéria pulmonar sai do VD. Alterações no SCC: encurtamento da via de saída. SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Correlações clínicas: Lateralidade e defeitos cardíacos Lateralidade → gastrulação. Consequências: especifica céls e padroniza lados direito e esquerdo do coração. Cascata de sinalização: serotonina (5-HT) no lado esquerdo do embrião → expressão do gene PITX2. 16o ao 18o dia: crucial para o desenvolvimento cardíaco. Heterotaxia: defeito de lateralidade. Consequências: a) dextrocardia (coração no lado direito), b) comunicação interventricular (CIV), c) comunicação interatrial (CIA), d) dupla via de saída do ventrículo direito (DVSVD); e) aorta e artéria pulmonar saindo do VD; f) transposição dos grandes vasos; g) estenose da valva pulmonar. Angiotomografia computadorizada do tórax: dextrocardia, cardiomegalia e defeito do septo atrial (seta). Fonte: CARNEIRO et al. Síndrome de heterotaxia: relato de caso. Radiol Bras. 2013 Mai/ Jun;46(3):181–183. Teratogenia dos antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de 5-HT (ISRS) SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Formação e posicionamento do tubo cardíaco Anterior à membrana orofaríngea e placa neural Movem cervical e para o tórax Vai para a frente com o crescimento do cérebro SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Formação e posicionamento do tubo cardíaco Regiões caudais se fusionam, exceto (extremidades + caudais) Coração = tubo expandido e contínuo. Revestimento interno: endotelial Camada externa: miocárdica Recebe sangue bombeado do coração. Tec. Mesodérmico, liga o tubo cardíaco a cav. pericárdica SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Formação da alça cardíaca Tubo cardíaco curva-se após 23° dia. Parte cefálica: dobra ventral, caudalmente e a direita. Parte atrial (caudal): sentido dorsocranial e a esquerda. Alça cardíaca: origina da dobradura – 28° dia. Origina: parte trabecular do VD Forma: saída de ambos os ventrículos Forma: raízes e parte proximal da aorta e a. pulmonar 22° dia 23° dia 24° dia 28° dia Linha tracejada, pericárdio . Bulbo cardíaco: tronco arterioso + cone arterial + parte trabeculada VD. SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Formação da alça cardíaca Dobramento concluído → tubo cardíaco parede lisa - forma trabéculas primitivas. Trabeculado Trabeculado: migração de céls 30° dia Setas, sentido do fluxo sanguíneo SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Desenvolvimento do seio venoso 4a semana: seio venoso recebe sangue venoso dos cornos direito e esquerdo veia vitelina veia umbilical veia cardinal comum veia cardinal anterior veia cardinal posterior Veias obliteradas na 5ª semana VU direita VIT V esquerda Perde função VCC esquerda obliterada na 10ª semana Dilatam SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Desenvolvimento do seio venoso Remanescentes após obliteração da V. cardinal comum. Origina corno direito do seio venoso Sulco pela fusão das válvulas Origem: parte inferior da válvula venosa da direita 5a semana Estágio fetal SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Desenvolvimento dos septos cardíacos Septos do coração são formados entre o 27o e o 37o dias Crescimento de cristas de ambos os lados Crescimento de uma crista que se fusiona no lado oposto Crista = coxins endocárdicos Causa: síntese e deposição MEC, migração e proliferação celulares. SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Correlações clínicas – Malformação cardíaca Causas: defeito na formação dos coxins endocárdicos Tipos: CIA: comunicação interatrial CIV: comunicação interventricular Transposição dos grandes vasos Tronco arterioso comum Tetralogia de Fallot: 1: 5000 RN. Fatores de risco: rubéola congênita, etilismo na gravidez, hereditariedade. Condição: Comunicação ventricular - Fluxo de sangue pobre em oxigênio para fora do coração e para o resto do corpo. Consequências: cianose, dispineia e hipóxia. Intervenção: cirurgia reparadora SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Desenvolvimento dos septos cardíacos:formação do átrio comum 4ª semana: crista em forma de foice Garante fluxo de sangue do átrio D para o E 33° dia (9 mm). 30° dia (6 mm). SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Abertura deixada pelo septo secundário 37° sétimo dia (14 mm). RN Desenvolvimento dos septos cardíacos:formação do átrio comum S A D L E R , T . W . L a n g m a n | E m b rio lo g ia M é d ic a , 1 3 ª e d iç ã o . G u a n a b a ra K o o g a n , 0 3 /2 0 1 6 . C a p 1 3 . Desenvolvimento dos septos cardíacos: formação do átrio esquerdo e v.pulmonar Cresce com o átrio comum, abriga a veia pulmonar Ramifica-se e forma as vv. pulmonares S A D L E R , T . W . L a n g m a n | E m b rio lo g ia M é d ic a , 1 3 ª e d iç ã o . G u a n a b a ra K o o g a n , 0 3 /2 0 1 6 . C a p 1 3 . Desenvolvimento dos septos cardíacos 4ª semana: 4 coxins endocárdicos atrioventriculares Final da 5ª semana 35° dia Sangue do átrio entra nos ventrículos E e no D. SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Desenvolvimento das valvas atrioventriculares Prolifera no óstio atrioventricular derivado dos coxins endocárdicos , após fusão. Tecido mesenquimal fibroso induzido pela corrente sanguínea Origem: tec. Mesenq. Fibroso. Substituído por tec. Conj.denso 2 folhetos valvares - valva bicúspide (mitral): AV ESQUERDO. 3 folhetos valvares - valva tricúspide: AV DIREITO SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Correlações clínicas – Síndromes do coração hipoplásico (SCH) DIREITO (SCDH) ESQUERDO (SCEH) SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Correlações clínicas – Comunicação interatrial (CIA) 6,4: 10.000 2 RN feminino: 1 RN masculino Reabsorção excessiva do septo 1° SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Correlações clínicas – Comunicação interatrial (CIA) Consequência: shunt intracardíaco considerável da esquerda para a direita. Anomalia mais grave Átrio comum ou coração trilocular biventricular SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Correlações clínicas – Canal atrioventricular persiste Causa: Coxins atrioventriculares não se fundem SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Correlações clínicas – Atresia triscúspide Causa: obliteração do óstio atrioventricular direito e ausência ou fusão das valvas tricúspides Condições: (1) persistência do forame oval; (2) comunicação interventricular (CIV); (3) subdesenvolvimento do ventrículo D; e (4) hipertrofia do ventrículo E. Coração normal SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Correlações clínicas – Anomalia de Ebstein Deslocada na direção do ápice do VD VD pequeno SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Valvas semilunares Pequenas tumefações nas principais cristas do tronco arterioso Céls da crista neural contribuem para a formação das semilunares. SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Correlações clínicas – Comunicações interventriculares (CIV) 12: 10.000 nascimentos 80% na região muscular do septo e desaparece à medida que a criança cresce Coração normal SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Correlações clínicas – Tronco arterioso persistente (comum) Causa: não formação das cristas conotruncais. Consequência: não há divisão da via de saída. Incidência: 0,8/10.000 nascimentos. Forma-se acima da origem do tronco. Recebe sangue dos dois lados SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 13. Correlações clínicas - Transposição dos grandes vasos Causa: septo conotruncal não consegue realizar seu trajeto espiralado normal e desce de modo reto Origina do VD Origina do VE 4,8: 10.000 nascimentos Defeito na parte membranosa do septo interventricular Estenose da valva pulmonar 3 a 4: 10.000 nascimentos Única saída para o sangue do lado direito do coração. Referências principais SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. MOORE, K.L. Embriologia básica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.