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Apostila_de_E._Experimental_no_SISVAR

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS/MG 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS/DEX 
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AGRÁRIAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso Básico de Estatística Experimental 
 
 
 
 
 
 
 
Uso do SISVAR na Análise de 
Experimentos 
 
 
 
 
 
 
Roberta Bessa Veloso Silva 
Doutoranda em Estatística e Experimentação Agropecuária 
 
 
 
 
 
 
 
Patos de Minas, MG 
Agosto de 2007 
ÍNDICE 
 
 
Página 
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 01 
2. CONCEITOS BÁSICOS...................................................................................................................... 01 
 2.1 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO......................................................................02 
 2.1.1 REPETIÇÃO.................................................................................................................................02 
 2.1.2 CASUALIZAÇÃO........................................................................................................................03 
 2.1.3 CONTROLE LOCAL...................................................................................................................03 
3. PRESSUPOSIÇÕES DA ANÁLISE DE VARIÂNCIA.......................................................................03 
 3.1ADITIVIDADE.................................................................................................................................03 
 3.2 INDEPENDÊNCIA..........................................................................................................................03 
 3.3 NORMALIDADE............................................................................................................................03 
 3.4 HOMOGENEIDADE DE VARIÂNCIAS.......................................................................................03 
4. ARQUIVO DE DADOS ...................................................................................................................... 04 
5. DELINEAMENTO INTEIRAMENTE CASUALIZADO .................................................................. 04 
6. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESCOLHA DO TESTE ADEQUADO........................13 
 6.1 PRINCIPAIS TESTES DE COMPARAÇÃO DE MÉDIAS...........................................................14 
7. DELINEAMENTO EM BLOCOS CASUALIZADOS ..................................... ..................................16 
8. DELINEAMENTO EM QUADRADO LATINO.................................................................................24 
9. REGRESSÃO NA ANÁLISE DE VARIÂNCIA.................................................................................29 
10. EXPERIMENTOS FATORIAIS........................................................................................................ 36 
11. EXPERIMENTOS EM PARCELAS SUBDIVIDIDAS.................................................................... 45 
12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................... 58 
13. CONTATOS....................................................................................................................................... 59 
 1
1. INTRODUÇÃO 
Nas últimas décadas, os cálculos estatísticos foram muito facilitados pelo uso de 
aplicativos computacionais. Isso permitiu que métodos complexos e demorados fossem 
rotineiramente aplicados. Entretanto, muitos pesquisadores substituíram esses aplicativos por 
uma consulta a um profissional da área de estatística. O que se observa hoje são análises de 
experimentos mal realizadas e resultados erroneamente interpretados. Tal fato justifica a 
participação de um técnico com conhecimento em técnicas experimentais e métodos 
quantitativos em todas as fases do experimento, desde o planejamento, condução, coleta de 
dados, até a fase de análise dos dados e interpretação dos resultados. 
Diversos pacotes estatísticos para análise de experimentos estão disponíveis, 
podendo-se citar programas como o SAS – Statistical Analysis System – (Sas Institute Inc., 
2000), que é, em geral, um dos programas mais utilizados em todo o mundo para análise de 
dados da área agronômica, biológica e social, o STATGRAPHICS – Statistical Graphics 
System – (Statgraphics, 1999), o STATISTICA for Windows (Statistica, 2002), dentre outros. 
Podem-se encontrar programas nacionais em que o leitor poderá ter acesso com maior 
facilidade, dentre eles: o SANEST – Sistema de Análise Estatística para Microcomputadores 
– da Universidade Federal de Pelotas (Zonta & Machado, 1991); o SISVAR – Sistema de 
Análise de Variância – da Universidade Federal de Lavras (Ferreira, 2000a); o SAEG – 
Sistema para Análises Estatísticas (Ribeiro Júnior, 2001) e o GENES – Aplicativo 
computacional em Genética e Estatística (Cruz, 2001), ambos da Universidade Federal de 
Viçosa. 
Este curso tem por objetivo apresentar alguns sistemas computacionais com aplicações 
diversas na análise estatística de experimentos com destaque ao SISVAR, pela facilidade de 
acesso e utilização. 
 
2. CONCEITOS BÁSICOS 
Esse item tem por objetivo apresentar alguns conceitos básicos necessários a uma 
eficiente utilização dos programas estatísticos a serem vistos no curso. Maiores detalhes poder 
ser vistos em Banzatto & Kronka (1995), Ferreira (2000b), Pimentel Gomes (2000) e 
Pimentel Gomes e Garcia (2002). 
 
a) Experimentação: é uma atividade que tem por objetivo estudar os experimentos, ou seja, 
seu planejamento, condução, coleta e análise dos dados e interpretação dos resultados. 
 2
b) Experimentador: é o indivíduo responsável pela condução dos experimentos com a 
maior precisão possível. 
c) Estatística: Conjunto de técnicas que se ocupam com a coleta, organização, análise e 
interpretação de dados, tendo um modelo por referência. 
d) Estatístico: é o indivíduo especialista em estatística experimental. Contribui com os 
pesquisadores na tomada de decisão nas diversas fases dos experimentos. 
e) Experimento: é um trabalho planejado, que segue determinados princípios básicos, com 
o objetivo de se fazer comparações dos efeitos dos tratamentos. 
f) Tratamento: é a condição imposta à parcela experimental, cujo efeito deseja-se medir ou 
comparar em um experimento. 
g) Parcela experimental: é a menor unidade de um experimento em que se aplica o 
tratamento ou a combinação deste. Denomina-se de parcela útil a unidade na qual os 
tratamento são avaliados e onde são coletadas as variáveis respostas. 
h) Bordadura: é uma área de proteção utilizada para evitar que uma parcela seja afetada 
pelo tratamento da parcela vizinha. 
i) Delineamento experimental: é a forma de distribuição dos tratamentos na área 
experimental. Os principais delineamentos experimentais utilizados são: inteiramente 
casualizado, blocos casualizados e quadrado latino. 
j) Esquemas experimentais: são formas de arranjos dos tratamentos nos experimentos em 
que são estudados, ao mesmo tempo, os efeitos de dois ou mais tipos de tratamentos ou 
fatores. Os principais esquemas experimentais são fatorial, parcela subdividida e 
experimentos em faixa. 
k) Análise de variância: é uma técnica que permite decompor a variação total observada 
nos dados experimentais em causas conhecidas e não conhecidas. 
l) Erro experimental: variação devida ao efeito dos fatores não controlados ou que ocorre 
ao acaso, de forma aleatória. Ramalho et al. (2000) definem o erro experimental como as 
variações aleatórias entre parcelas que receberam o mesmo tratamento. 
 
2.1 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
São princípios que devem ser atendidos para que um experimento forneça dados que 
possam ser analisados através de