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Apostila_de_E._Experimental_no_SISVAR

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de 
Eucaliptos camaldulensis. 
Famílias 1Médias (erro padrão) 
A 246 a (20,2) 
B 160 b (20,2) 
C 81 c (20,2) 
D 190 b (20,2) 
E 153 b (20,2) 
1 – Médias seguidas da mesma letra, na coluna, não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott, considerando o valor nominal 
de 5% de significância. 
 
Interpretação dos resultados 
 
Os resultados experimentais nos permitem concluir que houve efeito significativo das 
famílias de Eucaliptos camaldulensis (p=0,0001) sobre o volume de madeira, em m3x104. O 
volume de madeira produzido pela família A foi estatisticamente superior ao volume de 
madeira produzido pelas demais famílias, sendo que as famílias B, D e E foram 
estatisticamente iguais quanto ao volume produzido. A família C foi estatisticamente inferior 
a todas as demais quanto ao volume produzido pelo teste de Scott-Knott ao nível nominal de 
5% de significância. 
 
 
 
 
Exemplo 2 de DIC 
 11 
 
Em um estudo da influência do recipiente no desenvolvimento de mudas de Eucaliptos 
camaldulensis spp, empregou-se os seguintes tratamentos: A – Laminado de madeira; B – 
Torrão paulista, C – Saco plástico; D – Tubo de papel e E – Fértil pote. Cada tratamento foi 
repetido 6 vezes. No final do primeiro ano foram medidas as alturas das mudas, em metros, 
encontrando-se os seguintes resultados. 
 
Tabela 5. Altura, em metros, de mudas de Eucaliptos ssp., segundo os tipos de recipientes 
estudados. 
Tipos de Recipientes 
Repetições A B C D E 
1 1,5 1,4 1,0 1,1 1,4 
2 1,4 1,4 1,1 1,3 1,3 
3 1,6 1,3 0,9 1,0 1,3 
4 1,7 1,2 1,0 1,2 1,2 
5 1,8 1,3 1,1 1,1 1,0 
6 1,9 1,2 1,2 1,1 1,0 
 
RESULTADOS 
 
Arquivo analisado: 
 
C:\Documents and Settings\Bessa\Meus documentos\Roberta\Curso de estatística 
experimental\exemplo pag 5.DB 
 
-------------------------------------------------------------------------------- 
 
 Variável analisada: Altura 
 
 Opção de transformação: Variável sem transformação ( Y ) 
 
-------------------------------------------------------------------------------- 
 
 TABELA DE ANÁLISE DE VARIÂNCIA 
 
-------------------------------------------------------------------------------- 
FV GL SQ QM Fc Pr>Fc 
-------------------------------------------------------------------------------- 
Recipientes 4 1.303333 0.325833 17.581 0.0000 
erro 25 0.463333 0.018533 
-------------------------------------------------------------------------------- 
Total corrigido 29 1.766667 
-------------------------------------------------------------------------------- 
CV (%) = 10.75 
Média geral: 1.2666667 Número de observações: 30 
-------------------------------------------------------------------------------- 
-------------------------------------------------------------------------------- 
 Teste Tukey para a FV Recipientes 
-------------------------------------------------------------------------------- 
 
DMS: 0.230907167377472 NMS: 0.05 
-------------------------------------------------------------------------------- 
 
Média harmonica do número de repetições (r): 6 
Erro padrão: 0.0555777733351102 
 12 
-------------------------------------------------------------------------------- 
 
Tratamentos Médias Resultados do teste 
-------------------------------------------------------------------------------- 
C 1.050000 a1 
D 1.133333 a1 a2 
E 1.200000 a1 a2 
B 1.300000 a2 
A 1.650000 a3 
-------------------------------------------------------------------------------- 
-------------------------------------------------------------------------------- 
Teste Scott-Knott (1974) para a FV Recipientes 
-------------------------------------------------------------------------------- 
 
 NMS: 0.05 
-------------------------------------------------------------------------------- 
Média harmonica do número de repetições (r): 6 
Erro padrão: 0.0555777733351102 
-------------------------------------------------------------------------------- 
 
Tratamentos Médias Resultados do teste 
-------------------------------------------------------------------------------- 
C 1.050000 a1 
D 1.133333 a1 
E 1.200000 a2 
B 1.300000 a2 
A 1.650000 a3 
-------------------------------------------------------------------------------- 
 
APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS 
 
Tabela 6. Altura média (erro padrão) de mudas de Eucaliptos ssp, em metros, em função dos 
tipos de recipientes estudados. 
Tipos de recipientes 1Médias (erro padrão) 
A 1,65 a (0,05) 
B 1,30 b (0,05) 
C 1,05 c (0,05) 
D 1,13 c (0,05) 
E 1,23 b (0,05) 
1 – Médias seguidas da mesma letra, na coluna, não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott, considerando o valor nominal 
de 5% de significância. 
 
Interpretação dos resultados 
 
Os resultados experimentais nos permitem concluir que houve efeito significativo dos 
tipos de recipientes (p<0,0001) sobre a altura das mudas de Eucaliptos ssp. As mudas 
desenvolvidas no recipiente de laminado de madeira (recipiente A) foram estatisticamente 
superiores em altura do que as mudas desenvolvidas nos demais tipos de recipientes. Os 
recipientes, torrão paulista e fértil pote (recipientes B e E respectivamente) produziram mudas 
de alturas estatisticamente semelhantes. Os recipientes do tipo saco plástico e tubo de papel 
(recipientes C e D respectivamente) produziram mudas com alturas estatisticamente 
semelhante entre si e inferiores as alturas das mudas desenvolvidas nos demais recipientes, 
pelo teste de Scott-Knott ao nível de 5% de probabilidade. 
 13 
 
6. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESCOLHA DO TESTE ADEQUADO 
 
Em um projeto, a hipótese é a proposição testável que normalmente envolve a solução 
de determinado problema. Ela é de natureza criativa. Muitas vezes, o pesquisador não escreve 
sua hipótese, mas ela está em sua mente. O ideal é que seja escrita, para que o pesquisador 
possa raciocinar em cima do que está sendo redigido e analisar todas as opções possíveis para 
testar convenientemente essas hipóteses com os recursos disponíveis. 
A hipótese que será testada no experimento é frequentemente chamada de hipótese 
nula (H0) e, geralmente, preconiza a igualdade de efeitos ou igualdade de médias de 
tratamentos. A outra única possibilidade é que a hipótese nula seja falsa. A hipótese que 
afirma “a hipótese nula é falsa” é chamada de hipótese alternativa (Ha). 
É claro que gostaríamos de fazer o julgamento correto sobre a nossa hipótese nula. 
Podemos estar corretos de duas maneiras: não rejeitando a hipótese quando ela é verdadeira, 
ou rejeitando-a quando ela é falsa. Mas isso significa que há também duas possibilidades de 
estarmos errados: rejeitando a hipótese quando ela é verdadeira, ou não a rejeitando quando 
ela é falsa. O primeiro tipo de erro é chamado erro tipo I e a probabilidade de incorrer nesse 
tipo de erro é representada por α , o segundo é o erro tipo II e a probabilidade de cometer 
esse erro é representada por β . 
Quando aumentamos a região de não rejeição da hipótese nula estamos diminuindo a 
chance de cometer um erro tipo I. Entretanto, se ampliarmos a região de não rejeição, estamos 
aumentando o risco de não rejeitar

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