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CENTRO PAULA SOUZA 
ETEC JOSÉ MARTIMIANO DA SILVA 
Técnico em Design de Interiores 
 
 
 
 
 
 
Jonathan Junio Santiago da Silva 
 
 
 
 
 
 
ATRIBUIÇÕES DO DESIGN DE INTERIORES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ribeirão Preto 
2019 
 
 
Jonathan Junio Santiago da Silva 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATRIBUIÇÕES DO DESIGN DE INTERIORES: 
 
 
 
 
 
 
Trabalho apresentado à disciplina 
Representação Digital de Projetos de 
Interiores I do Curso Técnico em Design de 
Interiores da ETEC José Martimiano da Silva, 
orientado pelo Prof.ª Joseane Aparecida 
Ipolito e Ana Lucia Bittar, entregue em 08 de 
março de 2019. 
 
 
 
 
 
 
 
Ribeirão Preto 
2019 
 
 
RESUMO 
 
O presente trabalho foi realizado para auxiliar, buscar entender a profissão de 
design de interiores desde o seu surgimento na história até a atualidade. O design 
de interiores chegou ao Brasil de modo gradativo, como uma evolução técnica da 
decoração, e se fortificando desde o início do século XX recebendo o título de 
“design de interiores” na década de 1980. Quando falamos de design de interiores, é 
importante destacar o que significa a profissão e em quais áreas esse profissional 
pode atuar, uma vez que o crescimento da profissão nos últimos anos é significativo. 
Ressalta também a devida importância do profissional devidamente registrado nos 
órgão regulamentadores, para reconhecimento e devido respaldo pela lei. Destaca-
se o respaldo dos profissionais pela Lei 13.369/2016, que esclarece as 
competências e atribuições dos designers de interiores, com ética e respeito a todos 
os profissionais envolvidos com o espaço de vida dos seres humanos. É importante 
ressaltar que uma Lei Federal se sobrepõe a qualquer resolução ou portaria de 
qualquer conselho. 
 
Palavras-chave: Design de Interiores. Registro. Regulamentação. 
 
 
 
ABSTRACT 
 
The present study was conducted to help get understand the profession of 
Interior design since your appearance in history until the present day. The interior 
design came to Brazil gradually, as a technical evolution of decoration, and if 
strengthening since the beginning of the 20th century, receiving the title of "interior 
design" in the 1980. When it comes to interior design, it is important to highlight the 
meaning the profession and in which areas this professional can act, since the 
growth of the profession in recent years is significant. Stresses also the importance 
of appropriate professional duly registered in regulatory body, to recognition and 
support for the law. The support of professionals by 2016, to 13,369/Law clarifies the 
functions and duties of the interior designers, with ethics and respect to all 
professionals involved with the living space of humans. It is important to note that a 
Federal law overrides any resolution or Ordinance of any advice. 
 
Keywords: Interior Design. Record. Regulation. 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 6 
2 HISTÓRIA DO DESIGN DE INTERIORES ........................................................... 7 
2.1 Design de Interiores no Brasil .................................................................... 8 
3 O CENÁRIO ATUAL DE DESIGN DE INTERIORES NO BRASIL .................... 10 
4 REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSAO DE DESIGN DE INTERIORES .......... 11 
4.1 Lei N° 13.369, de 12 de dezembro de 2016. .............................................. 12 
5 REGISTRO DESIGNER DE INTERIORES ......................................................... 14 
6 TÉCNICO EM DESIGN DE INTERIORES .......................................................... 15 
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 16 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 17 
 
6 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O termo Design de Interiores é relativamente novo no Brasil, foi oficializado no 
final da década de 1990 quando o Ministério da Educação e Cultura (MEC) lançou 
os referenciais com a colaboração da Associação Brasileira de Designers de 
Interiores (ABD) e principais instituições do país. 
Embora o mercado seja amplo e em fase de crescimento com muitas 
possibilidades, a falta de regulamentação da profissão foi o principal desafio do 
profissional de Design de Interiores, com limitações para adquirir reconhecimento no 
mercado. Após uma longa luta das associações, a profissão de Design de Interiores 
foi finalmente regulamentada através da Lei Federal 13.369 de 12 de dezembro de 
2016, publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 13 de dezembro de 2016. 
Trata-se de uma lei e, portanto, tem valor inquestionável. 
Neste sentido o objeto deste trabalho é procurar entender, por meio da 
análise das modalidades de Design de Interiores no Brasil, qual o viés de 
regulamentação, associação e registro profissional, uma vez que nos deparamos 
com questionamentos em relação à organização da profissão. 
Entender este panorama do Design de Interiores é importante para uma 
análise critica do contexto, uma vez que este é reflexo de sua evolução. Sendo 
assim, pretende-se fazer uma análise e uma contextualização da profissão focando 
nos técnicos e organização. 
 
 
7 
 
2 HISTÓRIA DO DESIGN DE INTERIORES 
 
O Design de Interiores é um termo recente, mas em contrapartida a profissão 
vem sendo consolidada há muito mais tempo, uma vez que foi sugerindo junto com 
as civilizações, com a necessidade de organização do espaço. 
Segundo Jenny Gibbs1 (2015, pag. 14). 
 
A profissão do designer de interiores é relativamente nova, pois, do 
ponto de vista histórico, as diferenças entre arquitetos, artesões e 
decoradores não eram bem definidas. Quando observamos a 
interação entre essas diferentes profissões através dos séculos, 
percebemos um interessante padrão de relações. 
 
Não é possível falar de design de interiores sem falar de dos movimentos 
artísticos, desde o antigo Egito, Grécia e Império Romano. Mas sem se ater a dados 
tão antigos, foi somente no século XVII que se pode afirmar que houve o primeiro 
decorador de interiores. Este período foi marcado pelo estilo barroco, e eram poucos 
os arquitetos que definiam os interiores das edificações que projetavam, uma vez 
que os projetos eram desenvolvidos por artesões especializados. 
Segundo Jenny Gibbs (2015, pag. 14). 
 
Durante o século XVII, os macenas foram fundamentais para o 
desenvolvimento do design de interiores e da arquitetura, 
especialmente na França, onde Henrique IV concedeu proteção real 
aos artesões [...] Luís XIV encomendou extraordinárias intervenções 
no Palácio de Versalhes a arquitetos como François Mansart, Louis 
Le Vau e Charles Le Brun. Os aposentados projetados por Le Vau 
foram decorados por Le Brun, que os transformou em algo 
extraordinário. Pode-se afirmar que Le Brun foi, verdadeiramente, o 
primeiro decorador de interiores da história. 
 
A evolução da decoração para o design de interiores foi ocorrendo ao logo 
dos grandes movimentos artísticos. Com essa grande diversidade de estilos, a 
arquitetura e o design de interiores tiveram espaço para crescer, entretanto o marco 
principal na história do design foi a Revolução Industrial, que se possibilitou a 
produção em massa de produtos que anteriormente eram feitos manualmente. Esse 
ato possibilitou uma ampliação no ato de decorar, que antes era restrita a nobreza, a 
 
1
 JENNY GIBBS. Diretora da KLCSchool of Design em Londres, autora de artigos e livros. 
8 
 
decoração de interiores se torna mais acessível para as classes inferiores ao 
primeiro mundo. Porém é apenas do século XX que ela passa a existir em larga 
escala, tornando-se uma necessidade. 
Ao longo do século XX, iniciou-se um distanciamento entre a arquitetura e 
design de interiores. Jenny Gibbs (2015, pag. 16) afirmar que foi somente no século 
XXI que o design de interiores passou a ser realmente uma profissão reconhecida e 
deixou de ser um campo exclusivo de amadores talentosos e criativos. Atualmente o 
profissional requer conhecimento técnico aliado ao talento criativo e à habilidade de 
lidar com todos os aspectos de um projeto. 
Segundo Paulo Oliveira2 (2008 webs): 
 
Design de Interiores é uma evolução técnica e estética da 
Decoração. Com a necessidade urbana de espaços cada vez mais 
detalhados e persolanizados aliado aos avanços tecnológicos em 
equipamentos, materiais e uso destes espaços, o profissional de 
decoração foi ficando para trás por não ter competência, 
conhecimentos e nem habilidades técnicas para projetar. 
 
Contudo, ainda há dúvidas do que compete ao design de interiores, 
regulamentações e registro profissional, como ressaltou o presidente do Conselho 
de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), Heraldo Pinheiro, na audiência 
pública no Senado Federal realizada no dia 9 de novembro de 2016, que é preciso 
separar as atividades privadas da Arquitetura e do Urbanismo daquelas realizadas 
pelos designs de interiores, dentro de uma discussão técnica. 
 
2.1 Design de Interiores no Brasil 
 
O Design de Interiores no Brasil, assim como no resto do mundo, começou 
com a evolução técnica da decoração, e esta por sua vez começou a ser inserida no 
país na época da colonização. 
Laerte Galesso3 (2015 webs) aponta que a Decoração começou a prosperar 
no Brasil a partir da vinda da família real, no início do século XIX, pois a necessidade 
de manter o mesmo padrão de vida de Portugal fez com que a família real 
 
2
 PAULO OLIVEIRA. Lighting Designer e Designer de Ambientes, colunista de revistas e sítios. 
3
 LAERTE GALESSO. Membro atuante do corpo docente da ABRA – Escola de Arte e Design. 
9 
 
ordenasse a vinda do mobiliário, tapetes, acessórios, tecidos, etc. A evolução da 
decoração no Brasil se deu principalmente no século XX, mas somente nas décadas 
de 1950 a 1990, que foi ganhando forças e por fim foi oficializado, ganhando a 
denominação “Design de Interiores”. 
Galesso (2015 webs) cita também o fato que em 1980, é fundada a 
Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD), com o intuito de agregar a 
categoria, estabelecer normas para o exercício da profissão e do mercado, definir o 
currículo básico para a formação do decorador e defender a categoria, entre outras 
atribuições importantes. 
 Em 1987, segundo Galesso (2015 webs), surge a CASA COR, que é um 
importante evento de decoração no Brasil, o primeiro evento foi realizado em São 
Paulo, e é hoje reconhecida como a maior mostra de arquitetura e decoração das 
Américas e o segundo maior evento do mundo. 
Laerte Galesso (2015 webs) aponta que foi somente no final da década de 
1990, que o Ministério da Educação e Cultura (MEC), na gestão de Paulo Renato de 
Souza, instituiu o curso de Nível Técnico em Design de Interiores. Para tanto, 
convidou a Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD), e as principais 
escolas de arte e design, que ofereciam cursos livres de Decoração de Interiores na 
época, para colaborarem na formação dos Referenciais Curriculares Nacionais da 
Educação Profissional de Nível Técnico, que tem validade em todo território 
nacional. 
É importante ressaltar que no Brasil o Design de Interiores, assim como as 
demais habilitações do design, ainda não era uma profissão regulamentada. 
 
 
10 
 
3 O CENÁRIO ATUAL DE DESIGN DE INTERIORES NO BRASIL 
 
Embora sua prática seja histórica, como vimos no capítulo anterior, à 
profissão de design de interiores não era regulamentada no Brasil. A 
regulamentação da profissão é o que garante a existência de uma categoria, as 
peculiaridades da atuação, ao estabelecer direitos e deveres profissionais, assim 
como a existência de um sindicato. 
Muitos designers de interiores contribuem para o desenvolvimento e 
delimitação do profissional. Cunningham4 (2014), afirma que o design de interiores 
vai além da estética superficial e consiste em fornecer uma interpretação mais ampla 
e profunda do ambiente. 
White5 (2009) complementa ainda que o design de interiores consiste também 
em aplicar as técnicas e princípios profissionais, incluindo o planejamento do projeto 
para equipar e fornecer ambientes internos, residenciais e comerciais. A aplicação e 
elaboração de técnicas gráficas, iluminação, estudo de cores, mobiliário, decoração 
e acabamentos estão também incluídas. 
Atualmente a profissão de design de interiores consta do catálogo geral de 
profissões do Ministério do Trabalho (MT), é reconhecida pelo Ministério da 
Educação e Cultura (MEC), regulamentada pela Lei N° 13.369 de 12 de dezembro 
de 2016, e devidamente habilitada no respectivo Conselho. 
Outra forma de desenvolver a profissão é a criação de associações. A 
Associação Brasileira de Designers de interiores (ABD) contribuiu para a 
regulamentação da profissão e, desde 1980, colabora e inspira profissionais da área, 
promovendo encontros, palestras, eventos e benefícios para associados. 
Em nível internacional, uma das associações com destaque no setor é a 
International Interior Design Association (IIDA), que reúne esforços desde 1994 para 
o crescimento e reconhecimento do profissional de design de interiores, em grandes 
proporções. Deste modo, busca um alcance global de suas diretrizes. 
 
4
 WALLACE E. CUNNINGHAM. Designer e Arquiteto conhecido mundialmente, chegando a estar entre os 10 
melhores designers no ranking mundial. Professor e membro influente de conselhos. 
5
 ALLISON CARLL WHITE. Professora da Escola de Design de Interiores da Faculdade de Design da Universidade 
de Kentucky e autora de livros e artigos. 
11 
 
4 REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSAO DE DESIGN DE INTERIORES 
 
Após uma longa luta, a profissão de Design de Interiores foi finalmente 
regulamentada através da Lei Federal 13.369, de 12 de dezembro de 2016, 
publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 13 de dezembro de 2016. 
Com o reconhecimento da profissão, o profissional de design de interiores 
conquista o direito do pleno desempenho do seu oficio junto à sociedade. 
A lei assegura o exercício da profissão a quem tem diploma nas áreas de 
design de interiores, composição de interior, design de ambientes na especialidade 
de interiores. 
A lei 13.369 muda muito a vida do designer de interiores, pois dispões sobre a 
garantia do exercício da profissão de designers de interiores e dá outras 
providências. A atividade, infelizmente, estava sombreada por outra profissão 
regulamentada e que possui um conselho de classe. Embora conste no Art. 5° da 
Constituição (inciso 13) o direito ao livre exercício profissional: “XIII – é livre o 
exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações 
profissionais que a lei estabelecer”; a profissão de design de interiores estava num a 
margem jurídica por ter atividades compartilhadas com a dos arquitetos. 
A lei n° 13.369 não apenas reconhece o designer de interiores, mas também 
dá garantia ao exercício da profissão e regulamenta a atividade. Muito embora o 
projeto de lei tenha sofrido alterações,a natureza não mudou. 
Regulamentar uma profissão é normatizar as competências e os limites de 
uma determinada atividade profissional. É exatamente isso que a Lei 13.369 faz em 
seu artigo quarto. 
O objetivo da lei foi de reconhecer, garantir e regulamentar o exercício dos 
profissionais da área. Sem legislação específica, a atividade do designer de 
interiores estava prejudicada. 
 
12 
 
4.1 Lei N° 13.369, de 12 de dezembro de 2016. 
 
Dispõe sobre a garantia do exercício da profissão de designer de interiores e 
ambientes e dá outras providências, a seguinte Lei: 
 
Art. 1º É reconhecida, em todo o território nacional, a profissão de 
designer de interiores e ambientes, observados os preceitos desta 
Lei. 
 
Art. 2º Designer de interiores e ambientes é o profissional que 
planeja e projeta espaços internos, visando ao conforto, à estética, à 
saúde e à segurança dos usuários, respeitadas as atribuições 
privadas de outras profissões regulamentadas em lei. 
 
Art. 3º (VETADO) 
 
Art. 4º Compete ao designer de interiores e ambientes: 
 
I. Estudar, planejar e projetar ambientes internos existentes ou 
pré-configurados conforme os objetivos e as necessidades do cliente 
ou usuário, planejando e projetando o uso e a ocupação dos espaços 
de modo a aperfeiçoar o conforto, a estética, a saúde e a segurança 
de acordo com as normas técnicas de acessibilidade, de ergonomia 
e de conforto luminoso, térmico e acústico devidamente homologado 
pelos órgãos competentes; 
 
II. Elaborar plantas, cortes, elevações, perspectivas e 
detalhamento de elementos não estruturais de espaços ou ambientes 
internos e externos contíguos aos interiores, desde que na 
especificidade do projeto de interiores; 
 
III. Planejar ambientes internos, permanentes ou não, inclusive 
especificando equipamento mobiliário, acessórios e materiais e 
providenciando orçamentos e instruções de instalação, respeitados 
os projetos elaborados e o direito autoral dos responsáveis técnicos 
habilitados; 
 
IV. Compatibilizar os seus projetos com as exigências legais e 
regulamentares relacionadas à segurança contra incêndio, saúde e 
meio ambiente; 
 
V. Selecionar e especificar cores, revestimentos e acabamentos; 
 
VI. Criar, desenhar e detalhar móveis e outros elementos de 
decoração e ambientação; 
 
VII. Assessorar nas compras e na contratação de pessoal, podendo 
responsabilizar-se diretamente por tais funções, inclusive no 
gerenciamento das obras afetas ao projeto de interiores e na 
fiscalização de cronogramas e fluxos de caixa, mediante prévio 
13 
 
ajuste com o usuário dos serviços, assegurando a este o pleno 
direito à prestação de contas e a intervir para garantir a sua vontade; 
 
VIII. Propor interferências em espaços existentes ou pré-
configurados, internos e externos contíguos aos interiores, desde que 
na especificidade do projeto de interiores, mediante aprovação e 
execução por profissional habilitado na forma da lei; 
 
IX. Prestar consultoria técnica em design de interiores; 
 
X. Desempenhar cargos e funções em entidades públicas e 
privadas relacionadas ao design de interiores; 
 
XI. Exercer o ensino e desenvolver pesquisas, experimentações e 
ensaios relativamente ao design de interiores; 
 
XII. Observar e estudar permanentemente o comportamento 
humano quanto ao uso dos espaços internos e preservar os aspectos 
sociais, culturais, estéticos e artísticos. 
 
Parágrafo único. Atividades que visem a alterações nos elementos 
estruturais devem ser aprovadas e executadas por profissionais 
capacitados e autorizados na forma da lei. 
 
Art. 5° O designer de interiores e ambiente, no exercício de suas 
atividades e atribuições, deve zelar principalmente: 
 
I. Pela conduta ética; 
 
II. Pela transparência para com seu contratante, prestando-lhe 
contas e atendendo-o quanto às suas necessidades; 
 
III. Pela sustentabilidade; 
 
IV. Pela responsabilidade social; 
 
V. Pela segurança dos usuários, evitando a exposição desses os 
riscos e potenciais danos. 
 
Art. 6° (VETADO) 
 
Art. 7° (VETADO) 
 
Art. 8° (VETADO) 
 
Art. 9° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Brasília, 12 de dezembro de 2016, 195° da Independência e 128° da 
República. 
 
 
14 
 
5 REGISTRO DESIGNER DE INTERIORES 
 
A Deliberação n° 177/2016-CEAP (Comissão de Educação e Atribuição 
Profissional), e a RESOLUÇÃO n° 1.087, de 24 de março de 2017 orienta que aos 
egressos de cursos de design de interiores reconhecidos pelo Ministério da 
Educação e Cultura (MEC) e dos Conselhos de Educação Estaduais (CEEs) e 
desde que, autorizados pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia 
(CONFEA) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), poderá ser 
concedido o título de Técnico (a) em Design de Interiores, antes Técnico em 
Decoração, e as atribuições constantes nos artigos 3° e 4° do Decreto 90.922, de 
1985, evidenciando seu caráter de nível médio, que certamente não envolverão 
alterações estruturais que só um profissional habilitado à lei poderá fazer. Sendo 
assim, o designer de interiores adquire o direto de projetar/executar projetos de 
interiores. 
Com a instituição do Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT) 
instituído pela Lei n° 13.639/2018, os cursos técnicos contidos nos Conselhos 
Regionais de Engenharia e Agricultura (CREA) foram migrados para este novo 
conselho, garantindo o mesmo respaldo profissional. 
Para quem desejar atuar no exercício da profissão de design de interiores, é 
importante que faça o uso do registro profissional quanto à associação de classe, 
Associação Brasileira de Designer de Interiores (ABD). Ambas as credenciais da 
Associação Brasileira de Designer de Interiores (ABD) e do Conselho Federal 
técnico (CFT) são importantes, e vale lembrar que a profissão está sendo muito 
difundida e com isso a necessidade de profissionalização técnica é iminente e não é 
uma coisa que poderá ser negligenciada futuramente. 
 
 
15 
 
6 TÉCNICO EM DESIGN DE INTERIORES 
 
Com a regulamentação da profissão, não há distinção entre as atribuições 
profissionais de alunos que frequentam cursos técnicos, tecnólogos ou bacharel. 
Isso quer dizer, que a lei reconhece o título de designer de interiores, 
independentemente da formação. 
No entanto, o bom senso evidencia a diferença de formação profissional entre 
os níveis, diferença essa plenamente justificada pela carga horária dos cursos, que 
permite maior ou menor aprofundamento das aptidões da profissão. 
O método de ensino do curso de técnico em Design de Interiores é voltado 
para a vida cotidiana do dia a dia do profissional atuante, de maneira direta e 
objetiva focando no que dá certo, no que funciona com base na experiência do 
profissional da área. 
O profissional de nível médio está habilitado e fornecer assessoria técnica 
específica na área de interiores nos setores comerciais e industriais, assim como 
elaborar e gerenciar projetos de interiores, visando à estética e o bem-estar, fazendo 
uso de ergonomia e outros elementos. 
Esses profissionais concebem projetos que utiliza uma metodologia 
específica, que inclui levantamento das necessidades do cliente, pesquisa e 
adequação à estrutura do local, localização e como aquele ambiente será usado, 
entre outros itens. Também está apto a atuar na venda especializada de móveis, 
acessórios e materiais. 
 
 
16 
 
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Com a demanda por especificações técnicas na arte da decoração, surgiu o 
design de interiores e com isso a necessidade de graduação, registro e 
regulamentação. Nesta pesquisa analisou-se o contexto histórico da profissão para 
que fosse possível montar e estudar o panorama atual eatribuições do design de 
interiores, em especial os técnicos. 
É possível dizer que o designer de interiores, assim como qualquer outro 
profissional, tem muitos desafios para enfrentar no mercado de trabalho. Com a 
atual conquista da regulamentação é possível afirmar que a profissão vai além do 
aspecto estético da atividade, agregando amplo conhecimento teórico, normas 
técnicas, ergonomia, iluminação, dentre outros que visão o melhor conforto e bem 
estar. Ainda, registros profissionais geram credibilidade e respaldam o profissional, 
pois demonstra que este está apto e legalmente habilitado a exercer a plena 
profissão. 
 
17 
 
REFERÊNCIAS 
 
GALESSO, Laerte. Breve História da Decoração. Disponível em: 
<http://www.abra.com.br/artigos/59-breve-historia-da-decoracao>. Acesso em: 23 
fevereiros 2019. 
GIBBS, Jenny. Design de Interiores: Guia útil para estudantes e profissionais. 
1° Ed. São Paulo: G. Gili, 2015. 224 p. 
OLIVEIRA, Paulo LD. Tudo o que você precisa saber sobre Design de Interiores 
e Ambientes. Disponível em: <http://designerpaulooliveira.com/2008/06/30/tudo-
que-voce-precisa-saber-sobre-design-de-interiores-e-ambientes/>. Acesso em: 23 
fevereiros 2019. 
RIZZO, Garibalde. A diferença entre o arquiteto, o design de interiores e o 
decorador. Disponível em: <http://www.caupi.gov.br/?p=3217>. Acesso em: 23 
fevereiros 2019. 
ABD. Associação Brasileira de Designers de Interiores. Disponível em: 
<http://www.abd.org.br>. Acesso em: 23 fevereiros 2019. 
IIDA. International Interior Design Association. Disponível em: 
<http://www.iida.org>. Acesso em: 24 fevereiros 2019. 
KRUCKEN Lia. Competências para o Design na Sociedade Contemporânea: 
Estudos Avançados em Design. Caderno 2. UEMG, 2008. 
CAU/BR. Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil. Disponível em: 
<http://www.caubr.gov.br>. Acesso em: 24 fevereiros 2019. 
CONFEA. Conselho Federal de Engenharia e Agronomia. Disponível em: 
<http://www.confea.org.br>. Acesso em: 24 fevereiros 2019. 
BRASIL. Lei N° 13.369, de12 de dezembro de 2016; 195° da Independência e 128° 
da República.

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