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AULA 07   Resistencia microbiana aos antibióticos

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Vitor Marinho da Costa
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Vitor Marinho da Costa
Terça feira 26 /09/2018
1. RESISTÊNCIA BACTERIANA:
Alterações estáveis na composição genética passíveis de transferência entre
gerações.
Resistência natural:
Espécies que não são sensíveis a determinado antibiótico.
Existe antes da antibioticoterapia.
Resistência adquirida:
Em decorrência da antibioticoterapia?
Destruição de microorganismos sensíveis e seleção dos resistentes.
A resistência microbiana é um
assunto muito sério, sendo
destacado pela OMS como um
dos riscos para espécie humana .
Precisamos entender: Como o uso
de antibiótico contribui para o
surgimento de bactérias
resistentes?
As bactérias podem sofrer
alterações em seu material
genético que codifica resistência
a um determinado antibiótico e
transmitir essas alterações para
as células filhas, o que permite
chamar essas alterações de
ESTÁVEIS. As bactérias passam a
fugir do mecanismo de ação dos
antibióticos.
A resistência bacteriana pode ser
NATURAL ou ADQUIRIDA. Será
chamada de natural, todas as
vezes em que um microorganismo
é resistente a um antibiótico
naturalmente, seja por alguma

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estrutura presente e m sua
composição ou até mesmo a
ausência, como no caso de
micoplasmas, que não possuem
parede celular, o que inviabiliza
o uso de penicilina em seu
tratamento. A resistência natural
não é um desafio para a saúde,
visto que ela pode ser
contornada em algumas
siruações. a resistência
adquirida diz respeito aquela
que um microorganismo sensível
passa a se r resistente po r algum
motivo, não podendo ser
prevista.
ATENÇÃO: O causador da
resistência bacteriana NÃO é o
antibiótico, mas sim a pressão
seletiva exercida sobre uma
população mista de bactérias.
2. MUTAÇÕES:
Ocorrem espontaneamente.
Taxa baixa (uma célula em cada dez milhões).
Ausência do fármaco desenvolvimento da mutação.
Presença do fármaco vantagens seletivas para os mutantes.
A principal forma de
desenvolvimento de resistência é
por meio de mutações, que
ocorrem de m aneira espontânea
no microorganismo, sendo
extremamente raras, na
frequência de uma a c ada 10
milhões de divisões celulares, o
que presentando em um
organismo infectado por
bactérias não é tão raro assim,
tendo em vista a inten sa
proliferação que se sucede.
O acontecimento de uma
mutação pode acontecer inclusive
na AUSÊNCIA do fármaco. O
fármaco, quando presente
uma vantagem na seleção dos
mais resistentes.
3. MUTAÇÕES:
As mutações que determinam a resistência aparecem de forma espontânea.
Uso de um antibiótico X.
Suponha que a mutação R tenha tornado a bactéria capaz de sobreviver na
presença do antibiótico X.
Somente bactérias que não possuem o gene de resistência são mortas.
Enquanto que as resistentes continuam a se multiplicar.
PRESSÃO SELETIVA.

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Uma célula filha de uma linhagem
sofre mutação e passa a ter um a
codificação para resistência de
um antibiótico X. Todas as células
provenientes dessa célula serão
resistentes ao antibiótico X. Se
esse antibiótico X passar a ser
utilizado com frequência no
paciente infectado, temos um
aumento da população de
bactérias resistentes e a morte
das bactérias sensíveis. Em uma
segunda infecção, o antibiótico X
não pode ser usado para o
tratamento dessa infecção. A
esse fenômero chamamos de
PRESSÃO SELETIVA.
A mutação não é a única forma
de se obter resistência a um dado
antibiótico. Sendo uma forma de
resistência que pode ser
transmitida de forma vertical. As
outras formas exi stentes são
HORIZONTAIS (Transmissão de
genes entre bactérias, sem que
haja parentesco entre elas).
4. TRANSFERÊNCIA GÊNICA TRANSFORMAÇÃO:
Liberação do DNA pelo microorganismo resistente.
Captação por outra célula.
Incorporação ao genoma.
Células bacterianas da mesma espécie ou estreitamente relacionadas.
acontece entre células da mesma espécie ou de espécies bastante correlacionadas.
Imagine uma bactéria cheia de
genes para re sistência. Quando
essa bactéria morre, seu DNA se
fragmenta e fica livre no meio e
alguma bactéria pode incorporar
esses genes no pro seu próprio
DNA, através da captura desses
fragmentos, tornando-se
resistente.
Esse tipo de transferência genica
acontece entre bactérias da
mesma espécie ou entre bactérias
de espécie bastante
correlacionadas, para assegurar
que o encaixe do fragmento do
DNA seja possível. Não sendo
assim, um mecanismo de
transferência m uito comum, um a
vez que é bastante restrito.