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manual cultivo de ostras 2005(b)

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Cultivo de ostras – 1
Sumário
1. Introdução ................................................................................... 3
Espécies ........................................................................................................ 3
Ciclo de vida ................................................................................................ 5
2. Seleção do local ............................................................................ 6
Aspectos legais ............................................................................................. 6
Salinidade .................................................................................................... 7
Produtividade primária ................................................................................ 8
Temperatura da água .................................................................................... 9
Condições de fundo ..................................................................................... 9
Poluição ....................................................................................................... 9
Marés vermelhas ........................................................................................ 10
Renovação da água .................................................................................... 10
Ação de ventos, ondas e correntes marinhas .............................................. 10
Áreas de navegação marítima..................................................................... 11
Proximidade aos grandes centros urbanos ................................................. 11
Áreas de pesca ........................................................................................... 11
3. Obtenção de sementes ............................................................... 12
Em laboratório ............................................................................................ 12
Com coletores ............................................................................................ 12
Assentamento remoto ................................................................................ 14
4. Sistemas de cultivo ...................................................................... 15
Tipos de cultivo .......................................................................................... 17
5. Manutenção do cultivo ............................................................... 18
Manejo ....................................................................................................... 18
Organismos incrustantes, predadores e parasitas ....................................... 21
Predadores ................................................................................................. 22
Parasitas ..................................................................................................... 24
Doenças ..................................................................................................... 25
6. Colheita ...................................................................................... 26
Manejo ....................................................................................................... 27
Transporte .................................................................................................. 28
7. Desenvolvimento de um plano de negócio ................................. 29
2 – Manuais BMLP de maricultura
Série Maricultura
Cultivo de Ostras
Edição
Lúcia Valente
Baseado em textos originais da
PEREIRA, A.; TEIXEIRA, A. L.; POLI, C. R.; BROGNOLI, F. F.; SILVA, F. C.da;
RUPP, G. S.; SILVEIRA JR, N.; ARAÚJO, S. C. Biologia e Cultivo de Ostras.
Florianópolis: UFSC. 1998. 70p.
Produção e Editoração
Multitarefa (Paula Arend Laier e Vinícius Carvalho)
Capa
Cultivo de ostras no Ribeirão da Ilha, produtor Ademir dos Santos. Foto de
Lúcia Valente.
Ilustrações
Ilustrativa (André Valente, Eduardo Belga e Paulo Faria)
Projeto Gráfico
Cesar Valente
Impressão
Gráfica Agnus
A série Maricultura compõe-se de cinco manuais, publicada pelo BMLP
(Brazilian Mariculture Linkage Program – Programa Brasileiro de Intercâmbio
em Maricultura)
Jack Littlepage – Diretor Geral
Patricia Summers – Gerente de Projetos
Carlos Rogério Poli – Diretor no Brasil e responsável técnico editorial da coleção
Endereço: multitarefa@terra.com.br
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA – VENDA PROIBIDA
2003
Cultivo de ostras – 3
1. Introdução
Este manual foi feito para ajudar pessoas que que-
rem iniciar uma produção de ostras ou que já estão pro-
duzindo, mas que com alguma orientação, podem me-
lhorar seu negócio.
Quando as pessoas que estudam ostras, por exemplo,
se encontram com produtores podem trocar informações
e aprimorar seu trabalho. Todos
sempre acabam ganhando, ensinan-
do e aprendendo.
Este manual não tem intenção
de ensinar ou de falar de tudo, mas
pode ajudar estas pessoas a acha-
rem um melhor caminho.
Espécies
Ostras são moluscos bivalves que
pertencem ao Phillum Mollusca e à Clas-
se Bivalvia. As duas espécies mais encontradas no Brasil
são a Crassostrea rhizophorae e a Crassostrea gigas.
4 – Manuais BMLP de maricultura
A Crassostrea rhizophorae, ou ostra nativa, também
é chamada por alguns de Crassostrea brasiliana. Normal-
mente, vive nas águas de manguezais ou em regiões estu-
arinas. Estes locais se caracterizam por terem águas com
baixa salinidade e são conhecidas como águas salobras.
A outra espécie é a ostra do Pacífico, também conhe-
cida como ostra japonesa, cientificamente denominada
Crassostrea gigas. Estas ostras, apesar de serem originári-
as de lugares mais frios, adaptaram-se muito bem às águas
frias do litoral catarinense.
As ostras possuem duas valvas, ou duas conchas, sen-
do que as ostras de boa aparência devem ter um lado côn-
cavo, enquanto o outro lado é bem plano. Estas característi-
cas dizem que uma ostra foi criada com o manejo correto,
provém de boas sementes e teve espaço suficiente para cres-
cer. Elas possuem também um músculo muito forte, chama-
do de adutor, que mantém as valvas fechadas e protegidas
contra qualquer ameaça externa.
As ostras são animais filtradores e costumam manter
parte das suas valvas ligeiramente abertas, por onde
entra a água com a sua alimentação. Nestas horas,
o músculo fica relaxado, mas, ao menor sinal de
perigo, se contrai, fechando as valvas fortemente. Uma
mesma espécie de ostra pode viver em muitos ambientes
tais como baías, estuários, rios, enseadas e mar aberto.
Ostra nativa
Ostra do Pacífico
Cultivo de ostras – 5
Ciclo de vida
Durante a sua vida, a ostra pode ser fêmea e depois ma-
cho, e ir se alternando entre ser macho e fêmea, até o dia de
sua morte. As ostras jovens são, na maioria, machos. Depois
da primeira desova elas poderão ser tanto machos quanto
fêmeas. Geralmente ostras mais velhas (ou adultas) são fê-
meas, mas elas podem trocar de sexo mais ou menos aleato-
riamente, dependendo das condições de alimento, etc. Uma
boa parte delas são hermafroditas. Boas condições ambien-
tais fazem mais fêmeas.
Nas épocas de reprodução, a fecundação se dá no meio
ambiente. A reprodução é externa, pois acontece na água.
Nesta ocasião, uma ostra inicia a liberação dos ovócitos
ou esperma na água. Isto faz com que todas as ostras que
estejam próximas formando o “banco de ostras” iniciem o
processo simultâneo de desova. A desova de apenas uma
ostra funciona como uma espécie de gatilho que dispara o
aviso de que é a hora de se reproduzirem.
Da fecundação nasce uma larva que é livre e nada cons-
tantemente no plâncton. Fica neste estágio uns vinte dias,
dependendo da temperatura da água, passando por diferen-
tes fases de vida denominadas de véliger e pedivéliger, quan-
do então se forma um

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