Prévia do material em texto
AULA 10 METABOLISMO DO POTÁSSIO Características - Símbolo: K (Kalium) - Peso atômico: 39.0983 (~40) - 3° elemento mais abundante do organismo, após cálcio e fósforo - Íon predominante no intracelular (3500 mEq), comparado a 70 mEq no extraceulular *Na-K-ATPase (bomba sódio – potássio) ------------------------------------------- Importância - Manutenção do volume intracelular - Geração do potencial de membrana - Transmissão neuromuscular (neurônios, nervos e músculos) - Excitabilidade neuromuscular[K+ intracelular] / [K+ extracelular] - Função celular: atividade enzimática (Na-K-ATPase), síntese proteica, crescimento e divisão celular - Manutenção do equilíbrio ácido-base através de troca iônica ao nível da membrana celular - Reduz a pressão arterial em hipertensos por mecanismos ainda desconhecidos mas não em normotensos - Dieta com alto conteúdo de K reduz o risco de AVC Metabolismo do potássio EEC: instersticio + IV -> só 2%de K Tem no plasma entre 17-26mEq em todo o sangue circulante, ou 3,5-5mEq por litro. A redistribuição interna = o que absorvemos (comemos) excretamos pela urina – controle hormonal, insulina e beta 2 agonista. Rim joga para fora exatamente a mesma quantidade que é absorvida pelo intestino, pois o balanço tem que ser igual a zero. A redistribuição para o organismo do que é absorvido pelo intestino é fundamental para manter esse balanço, o potássio vai para célula e lentamente vai sendo liberado pelo rim. Ingestão do potássio: é recomendado 5,5 g (90meq) Potássio plasmático A quantidade total de k no plasma é entre 17 e 26 meq, e concentração normal de 3,5g a 4.5 ; cai no final da noite e sobe no começo da manha Apresenta um dos maiores ritmos circadianos. Chegar a 5 mEq é o máximo, não é comum. Quase ninguém chega a 5. Quando mais potássio ingerido, melhor a pressão e menos riscos cardiovasculares. Balanço interno Em virtude da excreção real de potássio ser um processo lento há necessidade de redistribuição temporaria entre ECE e EIC. Redistribuição entre o intra e o extracelular Fatores que influenciam: Insulina joga K para dentro da celula Catecolaminas (B2 agonista) joga K para dentro da celula Equilíbrio ácido-base Tonicidade plasmática Os dois mais importantes hormonais agem ativando a bomba de sódio e potássio (insulina e catecolamina). *estado de acidose (pH menor de 7,4) aumenta K sérico (K sobe p 5,2) Redistribuição - Insulina e atividade adrenérgica B2-agonista aumentam a atividade da Na-K-ATPase e redistribuem o potássio para dentro da célula. - Equilíbrio ácido-base: redistribuição entre K+ e H+ ao nível da membrana celular Acidose: hiperpotassemia Quando o ph varia 0,1 para menos o potássio varia 0,6 para cima Alcalose: quando o ph sobe 0,1 o potássio varia 0,4 para baixo - Tonicidade plasmática: arrasto de solvente leva o potássio para fora da célula ---- *glicemia mais alta, potássio mais alto. *diabético sempre tem K pouco mais aumentado. Não é algo muito expressivo. Delta pH 0,1 +/- delta K 0,6 CF = RFG X P *carga filtrada, ritmo de filtração glomerular e concentração plasmática. Excreção renal - Carga filtrada: 600-700 mEq/dia (RFG x PK) - Reabsorção passiva tubular proximal: 60-70% da carga filtrada - Reabsorção ativa e passiva no ramo ascendente espesso da alça de Henle: 20-25% da carga filtrada - Secreção passiva pela célula principal do ducto coletor cortical e medular externo: 10-15% em relação à carga filtrada - Reabsorção ativa pela célula intercalada α do DC cortical pode ocorrer na presença de hipocalemia. *túbulo distal secreta potássio. Próxima e alça de henle absorvem! Reabsorção passiva no túbulo proximal O TP reabsorve passivamente 60-70% de carga filtrada através de arraste de solvente (gradiente osmótico para a agua) e difusão simples paracelular a favor do gradiente químico gerado pela reabsorção da agua. *Todo potássio é absorvido por arraste de solvente – paracelular. Não tem como passar através das células (transcelular). Não há gasto de energia. Reabsorção ativa e passiva no ramo ascendente espesso da alça de Henle O ramo ascendente espesso da alça de henle reabsorve 20-30$ da carga filtrada por processo ativo transcelular (Atraves do co transporador Na/K/2Cl –NKCC2) e passivo paracelular (difusao simples a favor de uma gradiente eletricos de +-10mV, lumem postivo. *aqui há processo de absorção ativo – bomba de sódio potássio. Chega quantidade pequena de potássio nessa alca e há necessidade de usar a bomba – processo ativo. *o diurético de alça atua aqui impedindo ação da bomba de sódio e potássio – excreta potássio. *e é absorvido através do transporte paracelular – passivo. Há os dois mecanismos de absorção. Papel do túbulo distal: O transportador NNC age como sensor de K: quando potássio baixo ativa e quando potássio alto inibe NCC. A redução da PA causada pela alta ingestão de K pode ser explicada por inibição do NCC e aumento da natriurese. Diurético tiazídico inibe NNC (age como sensor de K) – mecanismo que faz cair a PA. *NNC (transportador sódio e cloro). Secreção passiva no ducto coletor A excreção do potassio ocorre no sistema coletor atraves de secreção passiva por canal de potassio (ROMK) a favor se gradiente eletrico de +-40 mv, lumem negativo, pelas procipais celulas do DC. A geração do gradiente eletrico depende principalemnte do aporte de sodio ao sistema coletor e dos canis para reabsorção de soidio (ENaC). O canal secretorio BK é ativdado por auemnto do fluxo. *Diuretico tiazidico aumenta o fluxo, aumenta o aporte de sodio, e secreta mais potassio. *Tem que ter sodio para poder secretar o potassio! *K da urina vem totalmente da secrecao de K no ducto coletor *Aldosterona atua no ducto coletor apresentando canais de sodio e potassio. Para eles serem inseridos na membrana da celula precisa da aldosterona. *ADH quando ativado pelo seu receptor – coloca aquaporina na membrana da celula do ducto coletor. *Qualquer coisa que aumente a carga neagtiva na parte de fora da celula (aumenta eletronegatividade -50, -60) – ativa aldosterona – perde K. Diuretico de troca (poupador de K) – inativa canais de sodio se os canais são inativados, não absorve Na, e não gera negatividade e não secreta K. A absorcao de Na atraves dos canais de sodio – aumenta eletronegatividade (sai carga positiva). Associacao de tiazidico ou amilarida ou trianterena (diuretico de troca). Se inibidos os canais de absorcao de Na – aumenta fluxo por bloquear a absorcao ativacao canal de BK excrecao de K. Uso de diuretico inibe absorcao de Na, aumenta o fluxo do filtrado e ativa os canais de BK. Reabsorção de potássio pode ocorrer na presença de hipocalemia Em casos de def de potássio o nefron distal pode reabsorver potássio. A reabsorção o corre pelas células intercaladas do ducto coletor. *na deficiencia extrema de potassio há reabsorção pelo potencial hidrgenionico. Excreção renal Fatores que regulam a secreção de K pelas células principais do sistema coletor: Aldosterona Gradiente eletroquímico Aporte de Na Velocidade do fluxo luminal (se aumentar velocidade de fluxo, excreta mais) Angiotensina II: inibitória - O principal determinante da secreção de potássio é o aporte de sódio Aldosterona Aumenta a densidade e a atividade dos canais de sódio Aumenta a densidade e a atividade dos canais de potássio Aumenta a atividade da Na-K-ATPase Aumenta o gradiente eletroquímico Fatores que regulam a aldosterona: Primários: diminuição do volume de sg e da PA sistema renina angiotensina; aumento do potássio no sg. Secundarios: estresse hipotálamo ACTH Supra renal; Aumento da PA ou do vol sg ANP (pepitideo atrial natriurético efeito inbitorio supra renal) Paradoxo da aldosterona: Se precisa secretar potássio não reabsrove sódio e vice-versa Hipovolemia angiotensina 2 aldosterona retem sódio sem secretar potássio Quando a angiotensina 2 está baixo e o potássio está alto (hipercalemia) secreta potássiosem reabsorver sódio! Liberar aldosterona pelo aumento de K quero que aumente a secreção de K pelos rins. Aldo sem A2 efeito do K. Secreta K e praticamente não absorve Na. Aldo com A2 NÃO SECRETRA K. Apenas reabsorvo Na e praticamente não secreta K. A presença do A2 faz toda diferença na ação da aldosterona nos rins. Aporte de sódio e velocidade de fluxo luminal Lúmen negativo devido intensa absorção de Na. Quando mais negativo o gradiente, maior a secreção de K. Gradiente eletroquímico - Gradiente transepitelial é lúmen-negativo devido à contínua reabsorção ativa de Na. - Ânions não absorvíveis como bicarbonato, sulfato e fosfato ajudam a manter negativa a diferença de potencial elétrico. - Quanto mais negativo o gradiente, maior a secreção de potássio. Causas de hipercalemia A-Pseudohipercalemia Erro técnico: torniquete demorado, separação retardada (inclui transporte à distância), refrigeração prolongada (reduz o processo metabólico), hemólise (destruí hemácia e libera K). Trombocitose > 1.000.000/mm3 Leucocitose > 100.000 mm3 (K é liberado das células) B- Redistribuição Destruição celular: hemólise, necrose tissular, hipercatabolismo, rabdomiólise, síndrome da lise tumoral Acidose metabólica -> potássio sai de dentro da célula e aumenta 0,6 a cada 0,1 de ph. Hiperglicemia e hiperosmolaridade Bloqueador B2-adrenérgico: ocorre primariamente com os não seletivos (propanolol, labetalol), os bloqueadores β-1 seletivos (como atenolol) tendo pouco efeito, pois o receptor β-2 permanece intacto (se necessário usa o bloq de B2 de preferencia usar o seletivo!) Exercício C- Diminuição da excreção renal A medida que se perde função renal o intestino passa a ter importância na excreção de potássio! Por isso na IR crônica não há necessidade rápida de dialise. *como o taizidico perde potássio usa-se o diurético poupador de potássio junto, para equilibrar. Insuficiência renal aguda Bloqueio do canal de sódio no ducto coletor: diurético de troca (amilorida, trianterena); ATBC (trimetoprima, pentamidina). Hipoaldosteronismo: - liberação de renina alterada (hiporeninêmico): inibidor da renina, *bloqueador B2-adrenérgico, doença renal crônica, usualmente nefropatia diabética, AINH, inibidor da calcineurina (ciclosporina, tacrolimo) - *inibidor da ACE (iECA) - *bloqueador do AT1 (BRAII) - síntese alterada: Addison, uso crônico heparina - antagonista da aldosterona: espironolactona, eplerenona - insuficiência adrenal primaria: infecção, auto imune, infiltrativa, drogas, hereditária, hemorragia ou infarto, incluindo síndrome antifosfolipidica. 4) Disfunção tubular- secreção distal diminuída: - adquirida LES, mieloma, amiloidose, anemia falciforme, uropatia obstrutiva - hereditária D- Aumento da reabsorção intestinal - Dieta excessiva na presença de insuficiência renal ou uso de substitutos do sal que contêm potássio - Ureteroileostomia Fatores de risco para hipercalemia Insuficiência renal crônica (RFG < 30 ml/min) Diabetes mellitus Insuficiência cardíaca congestiva Depleção de volume – aporte está diminudo, assim a capacidade e secretar potássio também está; Idade avançada Uso concomitante de drogas que interferem com o sistema R-A-A (ocorre em 10% dos pacientes dentro de um ano, sendo severa em ~1% dos diabéticos); *diabetes alteração da renina, alterando todo o sistema. Substitutos do sal que contém potássio *medicações mais importantes que alteram K: IEAC, BRAII, bloq beta2 adrenergico, glicosídeo digitálico Manifestações da hipercalemia - Neuromusculares: astenia, parestesia, hiporreflexia, paralisia muscular e respiratória (para o diafragma) - Cardíacas: palpitações, bradicardia, hipotensão, fibrilação ventricular, parada cardíaca - Irritabilidade do músculo cardíaco: Na+ x Ca2+ x alcalose / K+ x Mg2+ x acidose *cálcio bloqueia K ao nível da membrana – antagonista. - Acidose metabólica - Alterações no ECG não têm correlação com o nível plasmático, mas c/a rapidez de aumento e ocorrem em 50% dos pacientes com K > 6.5 mEq/L- As alterações são: Aumento de amplitude da onda T (em tenda ou apiculada) – se só tiver ela não usa o cálcio! Prolongamento do espaço PR Alargamento do QRS Bloqueio A-V, fibrilação ventricular, assistolia, arritmias *Análise do ECG --------------------------------------------------------------- ECG na hipercalemia Discretamente aumentado (5,5 a 6,5) só onda T apiculada, não da cálcio!! Onde P vai subindo QRS vai alargando Onda sinusal (prescede fibrilação e parada). Conduta na presença de hipercalemia - identificar e corrigir causas reversíveis de disfunção renal tais como hipovolemia. - Excluir pseudohipercalemia - Obter ECG e, se hipercalemia for confirmada, colocar o paciente em monitor cardíaco. *primeiro redistribuir o K dentro da célula, mais imediato Insulina e catecolamina – estimular bomba de sódio. Depois eu tento remover do organismo esse K aumentado. - Iniciar terapêutica de ação rápida quando (USAR CALCIO): Hipercalemia na presença de alterações ECG significativas (alargamento do complexo QRS, desaparecimento da onda P – exclui onda T apiculada isoladamente) e arritmias severas; Potássio ≥ 6.5 – 7 mEq/L na ausência de manifestações clínicas ou ECG; Alterações de ECG significativas (bradicardia, alargamento do QRS...); Sintomas de alerta: intensa fraqueza muscular, sincope, pulso irregular; Em situações de aumento muito rápido da calemia. *se só onda T apiculada não dar Cálcio. Fazer apenas quando onde T apiculada + alguma alteração ou sintomas de alerta. Hipercalemia (sem essas situações): insulina e B2 agonista. apenas onda T apiculada. SG 10% 500ml 1un Insulina regular - 5g glicose. Então SG 10% + 10un (50g glicose e 10uni de insulina). Bicarbonato é pouco usado – apenas se acidose muito severa ou quando bicarbonato abaixo de 12. ----medicações que atuam na hiperpotassemia *resina de troca: remove o potássio pelo intestino *diurético de alça em dose alta/muito alta: elimina potássio pelo rim. Resumo: Quando há necessidade de uso de cálcio (onda T + alteração) gluconato de cálcio. Situações de hiperpotassemia insulina + catecolamina. Coquetel SG + b2. Se rim funcionante: furosemina; se anuria não dar diurético. Na pratica se faz dialise Causas de hipocalemia Ingestão inadequada: anorexia nervosa Administração inadequada: oral ou parenteral em paciente hospitalizado (tem que dar sal, agua, glicose e K) ou com Alzheimer, pós-AVC. Perda gastrintestinal (UK < 20 mEq/dia): - alta: vômitos, sonda NG - baixa: diarreia (perde bicarbonato), laxantes, fístula. Redistribuição: - alcalose metabólica - administração de insulina - infusão de glicose - atividade β-adrenérgica aumentada: agonista B2-adrenérgico, infarto agudo do miocárdio, TCE, sepsis, descongestionantes nasais, heroína ou carnes, contaminadas com beta-agonista clenbuterol, feocromocitoma (estado adrenérgico, muita catecolamina insulina hipoglicemia), ICC, queimaduras. - hipotermia - anabólico: tratamento das anemias graves (adm de vit b12 ou acido fólico produção aumentada de hemácias).; nutrição parenteral. Sudorese profusa (5-1 mEQ/l) Perda urinária (UK > 40 mEq/dia): Diurese osmótica: glicosúria (diabetes depleção de sódio e potássio), manitol Drogas: diurético tiazídico e de alça, corticoesteróide (pouco de mineralocorticoide – perda de K) Excesso de mineralocorticóides: Cushing, hiperaldosteronismo 1° (tu ou hiperplasia da glandula), hiperaldosteronismo 2° (ICC, cirrose hepática c/ascite, síndrome nefrótica, hipertensão renovascular) ICC (queda do DC estimula renina e aldosterona); cirrose (vasodilatação e sangue acumulado, retorno venoso diminuído, cai DC estimula renina); síndrome nefrotica (não tem albumina para manter liquido SRAA ativado); hioertensao renovascular (rim recebe menos sangue liberação de renina). Anions intratubulares não reabsorviveis:- bicarbonatúria: ATR, alcalose metabólica pós perda GI alta (vômitos, SNG), beta-hidroxibutirato na cetoacidose diabética, hipurato (tolueno de cola) - drogas: penicilina em alta dose, carbenecilina, piperacilina, ticercinlina. Disfunção tubular adquirida: - nefrite intersticial; -*fase diurética da NTA (necrose tubular aguda) ou pós obstrutiva ou pós Tx de rim; -hipomagnesemia; -drogas (anfotericina B, gentamicina, cisplatina); Disfunção tubular hereditária: - Fanconi – alteração da reabsorção no túbulo proximal. - acidose tubular - síndrome de Bartter (deficiência do transportador Na/K/2Cl no RAAH) - síndrome de Gitelman (deficiência do transportador Na/Cl no TCD não reabsorve) - síndrome de Liddle (excesso de canais de sódio no duto coletor rebsorve muito sódio e secreta muito potassio) *Ultimas 3 deficiências. Como se tomasse diurético tempo todo. Manifestações da hipocalemia Neuromusculares: astenia, parestesia, hiporreflexia, paralisia flácida, tetania, rabdomiólise Cardíacas: bradicardia, aumento da sensibilidade aos digitálicos, arritmias Gastrintestinais: distensão gástrica, íleo, constipação Renais: poliúria SNC: estupor, irritabilidade, depressão Metabólicas: alcalose metabólica, balanço nitrogenado negativo (Estado catabolico), curva glicêmica diabetogênica (disfunção das ilhotas B – porem reverte quando da potássio.) Eletrocardiograma onda T achatada ou invertida onda U depressão do segmento S-T extrassístoles, taquiarritmias *ECG na hipocalemia (forma de camelo)--------------- Tratamento da hipocalemia Prevenção primária - Aumentar a ingestão de potássio:* Alimentos c/teor alto: batata, pasta de tomate, carnes em geral, leite e derivados, damasco, abacate, banana, laranja, espinafre, repolho, tomate, feijão, nozes *batata, brócolis, banana e tomate! Nozes. Alimentos c/teor médio: maça, aspargo, cenoura, brócolis, milho, cebola, pêssego, morango, abacaxi, pêra, passas Alimentos c/teor baixo: chuchu, uva, ameixa, cogumelo * K dietético é predominantemente sob a forma de fosfato ou citrato e é menos efetivo do que KCl. Prevenção secundária - diurético de troca: Bloqueador dos canais de sódio: amilorida, triamterena Antagonista não seletivo da aldosterona: espironolactona Antagonista seletivo da aldosterona: eplerenona Reposição - Reposição oral sempre que possível, na forma de elixir ou tamponado em cera (slow-K 8mEq) - Reposição parenteral usando as seguintes regras: 1)Diluir em SF (de preferência) ou SG (SG->Pode causar redução transitória do K 0.2-1.4 mEq/L) 2)Concentração máxima 40 – 60 mEq/L 3)Velocidade máxima 10 – 20 mEq/hora 4)Quantidade máxima 150 – 200 mEq/dia *o déficit é no EIC *no plasma tem 20 meq normalmente; quando tem hipocalemia há uma diminuição no plasma e em todo o organismo, assim tem que repor para todo o organismo; de preferencia dar SF, poi o SG diminui um pouco.; administra 40-60 meq lentamente (10-20 meq por hora) para não dar aumento súbito no plasma e dar tempo de redistribuir para o organismo. *toda cetoacidose dm VIP. - Em média, o K plasmático cai 0.27 mEq para cada 100 mEq de redução do K total - Cálculo do déficit de potássio K = 2.5 – 3 mEq/L perda de 10% do K total 400meq K = < 2.5 mEq/L perda de 20% do K total (diabético descompensado) 800 meq - Quantidade a administrar: Se K > 3 mEq/L para aumentar 1 mEq/L 150 mEq Se K < 3 mEq/L para aumentar 1 mEq/L 300 mEq Suspeitar de diminuição Mg nos casos resistentes - 1g de KCl contem 13.41 mEq de K (~13.5): ou seja a apresentação comercial é de KCl 19.1 % (amp 10 ml) é igual a 25 mEq. *se tiver que repor 150mEq dar 6 ampolas. Como cada ml contem 2.5 mEq de K, 25 meq são 10 ml. Para repor 100 meq naquele dia da 4 partes: 3 de SG (500ml cada, sendo que em cada tem 25 meq de K) e 1 de SF (500 ml com 25 meq de K) *Lembrar sempre que se está repondo o déficit no organismo, assim, como repõe via EV e no plasma normalmente tem 20 meq tem que repor lentamente, para isso ser distribuído para o organismo, sendo que em cada soro pode ter de 40-60 meq (no exemplo de 25 para cada um para ficar melhor, dando a qtd total).