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Aula 2: Formas
Farmacêuticas e Vias de 
administração
Profa Dra Halyka L. F. V. Seródio
Farmacêutica-Bioquímica
Especialista em assistência Farmacêutica
Mestre em Biociências e Biotecnologia
Doutora em Ciências
Formas Farmacêuticas
• É o estado final que as substâncias medicinais
apresentam depois de submetidos a uma ou mais
operações farmacêuticas executadas com a
finalidade de facilitar a administração e visando
um melhor efeito terapêutico.
Formas Farmacêuticas
Formas 
Farmacêuticas
• Os medicamentos não são administrados em seu estado puro
ou natural aos pacientes, mas sim como parte de uma
formulação, ao lado de uma ou mais substâncias:
Adjuvantes, Coadjuvantes, Veículos, Excipientes.
• Essas substâncias farmacêuticos têm por finalidade
o solubilizar,
o suspender,
o espessar,
o diluir,
o emulsionar,
o estabilizar,
o preservar,
o colorir e melhorar o sabor da mistura final, a fim de
fornecer uma forma farmacêutica agradável e eficiente.
Formas Farmacêuticas
• Podem existir várias formas farmacêuticas de um
determinado princípio ativo.
• Os motivos são:
o Facilitar a administração;
o Garantir a precisão da dose;
o Proteger a substância ativa durante o percurso pelo organismo;
o Garantir a presença no local de ação;
o Faciitar a ingestão da substância ativa.
Formas Farmacêuticas
• Fatores que influenciam na escolha:
• Vias de Administração:
o Diferentes locais de aplicação e absorção: 
• Enteral;
• Parenteral.
• Velocidade (tempo) de ação: 
o Imediata;
o Retardada;
o Controlada.
• Tipo de paciente: 
o Adulto;
o Infantil.
Componentes
Medicamento
Veículo ou
excipiente
(torna possível
a forma 
farmacêutica)
Adjuvantes
(Estabilizantes, 
Edulcorantes, 
Corantes)
Substância
Ativa
Componentes
• Substância Ativa:
• Representa o componente da formulação
responsável pelas ações farmacológicas.
No caso de haver mais de uma substância ativa:
• Base:
o É a substância ativa com maior atividade farmacológica, quer pela sua
potência, quer por seu volume.
• Adjuvante Terapêutico:
o Outra(s) substância(s) ativa(s) que complementa a ação da base.
o Tem por função auxiliar o princípio ativo.
o Ex.: AINES + Cafeína. Capaz de aumentar em até 40% o efeito analgésico
de substâncias associadas.
Componentes
• Adjuvante técnico:
• Substância que suas propriedades visam estabilizar,
conservar, espessar o meio e favorecer a
dissolução.
• Visa também corrigir o produto final em suas
propriedades organolépticas (corretivo).
• Edulcorantes:
o Conferem sabor doce à preparação.
• Aromatizantes e Flavorizantes:
o Conferem sabor agradável à preparação.
• Corantes:
o Conferem cor as formas farmacêuticas.
Componentes
• Veículo ou Excipiente:
• Todo componente de uma formulação que serve
para dissolver, suspender ou misturar-se
homogeneamente com outros ingredientes para
facilitar sua administração ou tornar possível sua
confecção.
• Veículo:
o Diz respeito a parte líquida da formulação na qual estão
dissolvidos os demais componentes.
• Excipiente:
o Ingrediente inerte, sólido, que misturado ao princípio ativo,
servem para dar volume e peso ao medicamento.
Forma Física
• Sólidas:
o Cápsulas, Comprimidos (orais e vaginais), Drágeas, Implantes,
Óvulos, Papéis, Pílulas, Pós, Supositórios, Glóbulos.
• Pastosas:
o Cremes, Pastas, Pomadas, Unguentos. Géis.
• Líquidas:
o Soluções, Suspensões, Emulsões, Xaropes, Enemas, Óleos
minerais, Alcoolatos, Colutórios, Porções, Tinturas.
• Gasosas:
o Inalantes.
Formas Sólidas
Comprimidos
• Forma farmacêutica obtida por compressão da
mistura de pós, contendo fármaco e adjuvante.
• Os comprimidos podem variar em tamanho, forma,
peso, dureza, espessura, características de
desintegração, dependendo do uso a que se
destinam e do método de fabricação.
• A maioria dos comprimidos é administrada por via
oral, mas também pode ser sublingual, bucal ou
vaginal.
• É a forma farmacêutica mais utilizada no mundo.
• Prescrito, geralmente, a partir de 12 anos.
Comprimidos
Comprimidos
• Vantagens:
o Elegância na apresentação, fácil uso, portáveis;
o Podem apresentar vincos e gravações;
o Dosagem correta e alto grau de precisão;
o Maior estabilidade em relação as outras formas;
o Maior facilidade em administrar fármacos insolúveis em água;
o Menor sensação de sabores e odores desagradáveis;
o Permitem utilizar revestimentos externos;
o Permite o controle na liberação do fármaco;
o Resistente a choque.
• Desvantagens:
o Menor absorção comparado as soluções;
o Podem provocar irritação na mucosa gástrica;
o Favorece a formação de complexos com os alimentos.
Tipos de Comprimidos
• Comprimidos não revestidos:
• Possuem camada única ou múltiplas camadas;
• Camada única: resulta de uma única compressão;
• Múltiplas camadas: compressões sucessivas
efetuadas com partículas de diferentes
composições.
Tipos de Comprimidos
• Drágeas ou comprimidos revestidos:
• São recobertos por uma ou mais camadas constituídas
por misturas de substâncias:
o Resinas naturais ou sintéticas;
o Gomas;
o Açúcares;
o Plastificantes;
o Ceras;
o Corantes e aromatizantes;
o Açúcar e corantes.
o Revestimento Gastro-solúvel;
o Revestimento Gastro-resistente ou Entérico.
Tipos de Comprimidos
• Comprimidos de Liberação Controlada ou
Modificada:
o Liberação do fármaco de forma gradual e contínua;
o Preparados com adjuvantes especiais e processos
diferenciados.
Tipos de Comprimidos
• Comprimidos Efervecentes:
o Comprimido que possuem em sua
composição um ácido ou um
bicarbonato. Em contato com a água,
reage rapidamente.
• Comprimidos Vaginais:
o Forma farmacêutica destinada à
aplicação no canal vaginal.
Cápsulas
• São preparações de consistência sólida,
constituídas por um invólucro duro ou mole, de
forma e capacidade variáveis.
• Invólucro de gelatina, podendo ser incolor ou
colorido, opaco ou transparente.
• Vantagens:
o Administração de substâncias nauseosas ou de sabor
desagradável;
o Deglutição mais fácil que o comprimido.
o Protege da luz, umidade e do ar.
• Desvantagens:
o Por ser de fácil abertura, alguns pacientes abrem e retiram
o pó, alterando a eficácia do medicamento.
Supositórios
• Preparações farmacêuticas sólidas com formato
adequado para introdução no reto;
• Devem fundir à temperatura corporal ou dispersar
em meio aquoso.
• Indicações terapêuticas:
o Efeitos locais: Anti-hemorroidais, laxativos, desinfetantes,
anestésicos, anti-inflamatórios.
o Efeitos sistêmicos: Analgésicos, anti-reumáticos, antiasmáticos,
expectorantes, antieméticos, antigripais.
Óvulos
• Preparações farmacêuticas sólidas com formato
adequado para aplicação vaginal;
• Devem fundir à temperatura corporal ou dispersar
em meio aquoso.
• Desvantagem:
o Pode ocorrer irritação a mucosa vaginal.
Formas Semisólidas
Pomadas
• Formas para aplicação dérmica ou em mucosas,
com característica lipofílica;
• Ação local;
• Excelente adesividade na pele;
• Contra-indicadas em lesões agudas porque
determinam uma oclusão da pele, acentuando o
processo inflamatório.
Cremes e Géis
• Formas para aplicação dérmica ou em mucosas,
com característica de emulsão óleo/água.
• Ação local;
• São de fácil remoção da pele, portanto,
permanecem por um menor tempo em contato
com a pele.
Formas Líquidas
Suspensões
• Forma farmacêutica líquida que contém partículas
sólidas dispersas em um veículo líquido, no qual as
partículas não são solúveis.
• Administração oral ou parenteral.
• AGITE ANTES DE USAR!
• Vantagens:o Melhora a estabilidade de fármacos insolúveis;
o Mascara sabor e odor desagradáveis;
o Permite administração de altas doses do fármaco;
o Possibilidade de injeções intramusculares para liberação lenta.
Soluções
• São misturas homogêneas de duas ou mais
substâncias, resultante em um produto final com
uma única fase, de aspecto límpido.
• Administração oral, parenteral, ocular,
otológica e nasal.
• Vantagens:
o Rapidez de absorção no TGI;
o Facilidade de deglutição;
o Homogeneidade na dose.
Xaropes
• São preparações farmacêuticas aquosas e
límpidas que contêm sacarose, como açúcar, em
concentração próxima da saturação.
• Administração oral.
• Vantagens:
o Possibilidade de correção do sabor;
o Boa conservação.
• Desvantagem:
o Restrição de uso em diabéticos.
Vias de 
Administração
Vias de Administração
SUBLINGUAL:
• INSTABILIDADE COM pH BAIXO
• DROGAS RAPIDAMENTE METABOLIZADAS PELO 
FÍGADO
• Área altamente vascularizada.
• Evita efeito de 1 passagem.
Via oral
• Taxa de absorção no intestino é maior que no estômago 
devido a área de absorção. Assim qualquer fator que 
acelere o esvaziamento gástrico, aumenta a taxa de 
absorção do fármaco, enquanto qualquer fator que 
diminua faça o efeito contrário.
• Fatores que influenciam:
o Área absortiva.
o Fluxo sanguíneo no local da absorção.
o Estado físico do fármaco (sólido, líquido, etc).
o Hidrossolubilidade da substância.
o Concentração no local da absorção.
o Taxa de dissolução (para fármacos sólidos).
Fármacos que irritam o estômago devem ser preparados com revestimento entérico. 
Ex: ácido acetilsalicílico.
Preparações de liberação controlada
• Dissolução lenta no TGI. 
• Absorção lenta e homogênea do fármaco ao longo de 8h ou 
mais.
• Apropriadas para fármacos com meia vida curta, menor que 
4 h.
• Vantagem: redução da frequencia de administração do 
fármaco, com isso aumenta a adesão ao tratamento, 
mannutenção do nível terapêutico durante a noite, e 
redução de efeitos indesejáveis.
• Desvantagem: custo elevado.
Transdérmica
• Depende da área que foi aplicado e da 
solubilidade.
• Bom para fármacos lipossolúveis.
Retal 
• Quando a ingestão oral está impossibilitada.
• Impossibilidade de deglutir (inconsciente e
vômitos).
• Fármacos que provocam irritação gástrica.
• Efeito de 1 passagem reduzido.
Parental 
Intravenosa:
• Biodisponibilidade rápida e total.
• A liberação do fármaco é controlada.
• Mais rápida das vias.
Subcutânea e intramuscular:
• Mais rápida que a via oral.
• Difusão através tecido.
• Remoção pelo fluxo sanguíneo.
• Intratecal:
• Administrado diretamente no espaço subaracnóide
espinhal
• Anestésico
• Antibióticos em meningite
Aplicação tópica
Mucosa:
• Conjuntiva, nasofaringe, orofaringe, vagina, 
colo, uretra e bexiga.
• Produz efeito local.
Olhos:
• Efeitos locais que dependem da absorção 
pela córnea.
Inalatória
• Via rápida de administração e eliminação.
• Drogas que possuem efeito pulmonar e deve-se 
evitar efeitos sistêmicos.

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