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SERVIDORES PÚBLICOS III

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DISCIPLINA: DIREITO ADMINISTRATIVO II
DOCENTE: ELIANE COSTA DOS SANTOS BAPTISTA
SEMESTRE: 10° SEMESTRE	
INSTITUIÇÃO DE ENSINO: CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DA BAHIA
PLANO DE AULA 
(TERCEIRA PARTE)
SERVIDORES PÚBLICOS (II)
DIREITO ADMINISTRATIVO II
A liberdade guiando o povo (La Liberté guidant Le peuple)
Eugène Delacroix
Chamamos de ética o conjunto de coisas que as pessoas fazem quando todos estão olhando. O conjunto de coisas que as pessoas fazem quando ninguém está olhando chamamos de caráter.
Oscar Wilde
DISCIPLINA: DIREITO ADMINISTRATIVO II
DOCENTE: ELIANE COSTA DOS SANTOS BAPTISTA
SEMESTRE: 10° SEMESTRE	
INSTITUIÇÃO DE ENSINO: CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DA BAHIA
SERVIDORES PÚBLICOS (II)
1. ORGANIZAÇÃO FUNCIONAL 
QUADRO FUNCIONAL, CARREIRA, CLASSE, LOTAÇAO
1.1.1. QUADRO FUNCIONAL 
Para Carvalho Santos, “é o conjunto de carreiras, cargos isolados e funções públicas remuneradas integrantes de uma mesma pessoa federativa ou de seus órgãos internos”. 
Segundo Rafael Carvalho Rezende, “é o conjunto de carreiras, cargos isolados e funções de uma mesma entidade da Administração direta ou indireta do Poder Executivo, Legislativo e Judiciário.
1.1.2. CARREIRA
Segundo Carvalho Santos, 
[...] é o conjunto de classes funcionais em que seus integrantes vão percorrendo os diversos patamares de que se constitui a progressão funcional. As classes são compostas de cargos que tenham as mesmas atribuições. 
1.1.3. CLASSE 
Para Rafael Carvalho Rezende, “é a reunião de cargos da mesma categoria funcional, com identidade de atribuições, responsabilidades e vencimentos. Na precisa lição de Hely Lopes Meirelles, “as classes constituem os degraus de acesso na carreira”.
1.1.4. LOTAÇÃO
Para Rafael Carvalho Rezende, 
Lotação é o número de servidores que exercem função pública em cada repartição pública das entidades estatais. A lotação pode ser dividida me duas espécies:
Numérica ou básica: corresponde à discriminação e à quantificação dos cargos e funções; e
Nominal ou supletiva: contém a relação dos cargos e funções com os nomes dos seus respectivos ocupantes.
CARGOS, CARGO ISOLADO, EMPREGOS E FUNÇÕES ISOLADAS
CARGO PÚBLICO 
De acordo com Carvalho Santos, “é o lugar dentro da organização funcional da Administração Direta e de suas autarquias e fundações públicas que, ocupando por servidor público, tem funções específicas remuneração fixadas em lei ou diploma a ela equivalente”.
2.2.1. CARGO PÚBLICO X CARGO ISOLADO
Segundo Rafael Carvalho Rezende, 
São cargos únicos em determinada categoria de servidores públicos, o que não admite a progressão funcional. A criação de cargos isolados deve ser considerada excepcional, pois é da natureza da organização administrativa o escalonamento hierárquico dos agentes ocupantes de cargos.
Carvalho Santos, [...] Os cargos que compõem as classes são cargos de carreira, diversos dos cargos isolados que, embora integrando o quadro, não ensejam o percurso progressivo do servidor.
FUNÇÃO PÚBLICA
Segundo Carvalho Santos, 
[...] é a atividade em si mesma, ou seja, função é sinônimo de atribuição e corresponde às inúmeras tarefas que constituem o objeto dos serviços prestados pelos servidores públicos. Nesse sentido, fala-se em função de apoio, função de direção, função técnica. 
 [...] Todo cargo tem função, porque não se pode admitir um lugar na Administração que não tenha a predeterminação das tarefas do servidor. Mas nem toda função pressupõe a existência do cargo. O titular do cargo se caracteriza como servidor público estatutário.
Rafael Carvalho Rezende, 
Todos os ocupantes de cargos e empregos públicos exercem, necessariamente, funções administrativas. Todavia, admite-se, excepcionalmente, o exercício de função pública independentemente da investidura em cargos ou empregos, tal como ocorre, por exemplo, nos casos dos servidores temporários (art. 37, IX, da CRFB) e dos particulares em colaboração (ex.: jurados, mesários eleitorais).
CRÍTICA À EXPRESSÃO FUNÇÃO DE CONFIANÇA
Para Carvalho Santos, 
A Constituição, art. 37, V, utilizou a expressão “funções de confiança”, que, na verdade, é marcada por evidente imprecisão. A análise do dispositivo demonstra que se pretendeu aludir às já mencionadas funções gratificadas. A expressão é vaga e inexata porque existem várias outras funções de confiança atribuídas a situações funcionais diversas, como é o caso de cargos em comissão. A confusão se completa com a expressão “funções comissionadas”, usadas às vezes para indicar cargos em comissão. A falta de uniformidade impera nesse aspecto. Vale a pena registrar, desde logo, que cargos em comissão podem ser ocupados por pessoas que não pertencem aos quadros funcionais da Administração, ao passo que as funções gratificadas (ou de confiança, no dizer da Constituição) são reservadas exclusivamente aos servidores ocupantes de cargo efetivo, ainda que sejam lotados em órgão diverso. A exigência consta do já citado art. 37, V, da CF.
2.2.2. CARGOS EM COMISSÃO X FUNÇÃO DE CONFIANÇA 
Para Alexandre Mazza, 
Não se deve confundir, porém, cargo de confiança (comissionado) com a função de confiança. As funções de confiança também se relacionam exclusivamente com atribuições de direção, chefia e assessoramente (art. 37, V, da CF), mas só podem ser exercidas por servidores de carreira. Pressupõem, portanto, que o indivíduo que irá exercer a função de confiança pertença aos quadros de pessoa da Administração. Exemplo: a função de chefia na procuradoria do município só pode ser exercida por um procurador concursado. A livre nomeação para funções de confiança, portanto, depende de vinculação prévia com o serviço público.
EMPREGO PÚBLICO
Nas palavras de Carvalho Santos, a expressão emprego público 
[...]é utilizada para identificar a relação funcional trabalhista, assim como se tem usado a expressão empregado público como sinônima da de servidor público trabalhista. Para bem diferenciar as situações, é importante lembrar que o servidor trabalhista tem função (no sentido de tarefa, atividade), mas não ocupa cargo. O servidor estatutário tem o cargo que ocupa e exerce as funções atribuídas ao cargo.
CLASSIFICAÇÃO DOS CARGOS 
 QUANTO À SITUAÇÃO DOS CARGOS DIANTE DO QUADRO FUNCIONAL 
Cargos de carreira 
Para Carvalho Santos, “permitem a progressão funcional dos servidores através de diversas classes até chegar à classe mais elevada”. 
Cargos isolados
Segundo Carvalho Santos, os cargos isolados, “[...] ao contrário, têm natureza estanque e inviabilizam a progressão”.
 QUANTO ÀS GARANTIAS E CARACTERÍSTICAS DOS CARGOS
a) CARGOS VITALÍCIOS
Para Carvalho Santos, 
[...] são aqueles que oferecem a maior garantia de permanência a seus ocupantes. Somente através de processo judicial, como regra, podem os titulares perder os cargos (art. 95, I, CF) desse modo, torna-se inviável a extinção do vínculo por exclusivo processo administrativo (salvo no período inicial de dois anos até a aquisição da prerrogativa). A vitaliciedade configura-se como verdadeira prerrogativa para os titulares dos cargos dessa natureza e se justifica pela circunstância de que é necessária para tornar independente a atuação desses agentes, sem que sejam a pressões eventuais impostas por determinados grupos de pessoas. 
Segundo Rafael Carvalho Rezende, 
Embora a vitaliciedade assegure uma proteção fundamental ao servidor vitalício, não garante a permanência eterna no cargo. A vitaliciedade, por exemplo, não impede a extinção do cargo, hipótese em que o servidor ficará em disponibilidade remunerada (Súmula 11 STF). Da mesma forma, o servidor vitalício sujeita-se à aposentadoria compulsória (Súmula 36 do STF).
a.1) Cargos vitalícios previstos na CRFB/88
- membros da Magistratura (art. 95, I);
- membros do Ministério Público (art. 128, §5º, I, a);
- membros do Tribunal de Contas (art. 73, §3º)
a.2) Vitaliciedade automática e diferida
Para Rafael Carvalho