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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO – UFERSA
DEPARTAMENTO DE LINGUAGENS E CIÊNCIAS HUMANAS
Campus CARAÚBAS
Texto adaptado. Extraído de:
http://www.ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/incluir/libras/curso_de_libras_-
_graciele.pdf
DISCIPLINA:
INTRODUÇÃO À LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS
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ORIENTAÇÕES PARA O ESTUDANTE
Para aprender LIBRAS
Se você quer aprender a realmente SE COMUNICAR em Libras, vale o mesmo
que para todas as línguas: só se aprende na prática.
Os Surdos têm uma cultura própria e diferente da dos ouvintes. Da mesma
maneira que você só aprende inglês bem estando nos EUA ou Inglaterra, você
só aprende Libras bem estando na comunidade Surda.
Atenção ás aulas, por isso não converse em Língua Oral, use Língua de Sinais
durante toda a aula, ou seja, deixe a oralização fora da sala de aula. Não tente
traduzir (mentalmente e/ou oralmente) a conversa em sinais, procure apenas
entender em sinais, a atenção na repetição e no contexto vão ajudá-lo a
adquirir a língua. A LIBRAS não é português sinalizado.
Observe todas as conversas em LIBRAS, do instrutor com um aluno, ou com
toda a turma, ou mesmo entre dois surdos, tal processo ajudará a aumentar
seu vocabulário.
Em uma conversa em LIBRAS, não focalize só as mãos da outra pessoa,
mantenha o contato “olho-no-olho”, observando as expressões facial e
corporal que contam muito.
Seja ativo em uma conversa, ou seja, acene com a cabeça quando entender
“certo” ou quando não entender acene ou faça expressão facial de negação.
Isso não é comportamento só do Instrutor surdo em aula, isso faz parte da
cultura do Surdo, preste atenção em todas as expressões faciais que os Surdos
fazem ao conversarem entre si. A língua é visual-gestual.
Seja sério e dedique-se, pois seu objeto deve ser alcançado. Participe da aula,
tente acrescentar, faça comentários, concorde, discorde, pois quanto mais se
participa, mais se refém o que ensinado. Não se preocupe se vai fazer sinal
errado ou certo. Tire todas as suas dúvidas.
Respeite o professor, ele está na sala de aula para ensinar, e ele não escuta, por
isso use apenas Língua de Sinais, para qualquer dúvida ou conversa com
colegas. Fora da sala use LIBRAS, sempre que houver SURDO presente.
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Não se preocupe com um sinal que você não entendeu, procure entender o
conteúdo, sentido da conversa, se o sinal for repetido pergunte o significado.
Estude, decore, pense em L.S., fale em sinais com o espelho, isso também
ajudará.
Pergunte ao PROFESSOR, não pergunte ao colega (que te passará em
português), pois você perderá a experiência da entender o significado pleno em
LIBRAS.
Procure conviver na comunidade surda de sua região, procure as associações
de surdos, confederações, entidades ou shoppings, onde existam momentos de
bate papo, para que você possa crescer e treinar de sinais.
Não brinque durante a aula, temos um conteúdo a ser cumprido e respeitado.
Não falte, pois a turma está se esforçando para que haja uma coesão do grupo,
isso influenciará numa rica interação.
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DISCIPLINA: Introdução à Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS
Professor e Elaboração: João Batista Neves Ferreira
Apresentação
Caro(a) Aluno(a)
Sejam bem vindos à disciplina de Introdução de LIBRAS – Língua Brasileira de
Sinais.
Daremos inicio aos estudos em LIBRAS. Este material, constituído por três
unidades, tem como objetivo apresentar e conhecer os conceitos, discussões e práticas
relacionados à educação da pessoa surda, desenvolver habilidades necessários para a
compreensão e aquisição da LIBRAS, em nível básico. Quando do termino deste curso,
aproveitando para aplicar cada aprendizado em sala de aula com alunos surdos e
ouvintes.
Para melhor organizar o conteúdo programático, a disciplina está estrutura em
três capítulos que serão estudados ao longo de 60h/aulas.
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Unidade I
1.1 A Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS .............................................................................. 07
1.2 Mitos sobre a Língua Brasileira de Sinais e sobre os surdos ............................................ 15
1.3 Alfabeto Manual x Datilologia Libras ............................................................................. 21
1.4 Sinal de Identificação ..................................................................................................... 18
1.5 Expressões Faciais e Corporais na comunicação em Libras ............................................ 25
1.6 As saudações e os Cumprimentos em Libras .................................................................. 30
1.7 Pronomes: Pessoais, Demonstrativos, Possessivos e Interrogativos em Libras ............... 33
1.8 Verbos em Libras ........................................................................................................... 38
1.9 Libras: Indicadores de temporais: Advérbios de Tempo e Frequência, Dias da
semana e Meses do Ano ..................................................................................................... 39
1.10 Numerais em Libras: Cardinais, Ordinais e Quantidades ............................................... 44
1.11 Materiais de Escolares .................................................................................................. 46
Você sabia...? – “LIBRAS, Cultura Surda e Comunidade Surda” Deficiente auditivo ou
surdo? Existe diferença?” ..................................................................................................... 47
Unidade II
2.1 Curiosidade e Filme: Histórias dos Surdos no mundo e Educação de Surdos no Brasil .... 52
2.2 Os Cincos Parâmetros da Libras ..................................................................................... 55
2.3 Local de Ensino e disciplinas em Libras ........................................................................... 60
2.4 Libras em Contexto: Profissão - emprego ...................................................................... 62
2.5 Classificadores em Libras: formas, adjetivos, coisas, pessoas, animais e veículos ......... 63
2.6 Família e Adjetivo/Saúde/Hospital da Libras em contexto ............................................. 64
2.7 Cores, Frutas e Vestuário em Libras................................................................................ 65
Você sabia...? – “As Feneis e as Associações de Surdos no Brasil” .......................................... 69
Unidade III
3.1 Legislação da Língua Brasileira de Sinais (Libras) ............................................................ 73
3.2 Gramática de Libras conhecer para entender uma língua diferente................................ 87
3.3 Tipos de frases na Libras................................................................................................. 91
3.4 Ensino para alunos surdos a partir de textos narrativos em Libras.................................. 95
3.5 Narrativas em Libras....................................................................................................... 96
Você sabia...? – “Acessibilidade e tecnologia de educação de surdos” ...................................... 97
3.6 Referencias Bibliografia ............................................................................................... 1006
UNIDADE I
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1. INTRODUÇÃO
1.1 Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS
Muitas pessoas acreditam que as línguas de sinais são somente um conjunto de
gestos que interpretam as línguas orais.
Pesquisa sobre as línguas de sinais vêm mostrando que estas línguas são
comparáveis em complexidade e expressividade a quaisquer línguas orais. Estas
línguas expressam ideias sutis, complexas e abstratas. Os seus usuários podem discutir
filosofia, literatura ou política, além de esportes, trabalho, moda e utilizá-la com
função estética para fazer poesias, contar estórias, criar peças de teatro e humor.
Como toda língua, as línguas de sinais aumentam seus vocabulários, com novos
sinais introduzidos pelas comunidades surdas, em resposta ás mudanças culturais e
tecnológicas, assim a cada necessidade surge um novo sinal desde que ele se torne
aceito, sendo utilizado pela comunidade.
Acredita-se também que somente existe uma língua de sinais no mundo, mas
assim como as pessoas ouvintes em países diferentes falam diferentes línguas,
também as pessoas surdas por toda parte do mundo, que estão inseridas em “Culturas
Surdas”, possuem suas próprias línguas, existindo, portanto muitas línguas de sinais
diferentes, como: Língua de Sinais Francesa, Chilena, Portuguesa, Americana,
Argentina, Venezuelana, Peruana, Portuguesa, Inglesa, Italiana, Japonesa, Chinesa,
Uruguaia, Russa, Urubus-Kaapor, citando apenas algumas. Estas línguas são diferentes
uma das outras e independem das línguas orais-auditivas utilizadas nesses e em outros
países, por exemplo: o Brasil e Portugal possuem a mesma língua oficial, o português,
mas as línguas de sinais destes países são diferentes, o mesmo acontece com os
Estados Unidos e a Inglaterra, entre outros. Também pode acontecer que uma mesma
língua de sinais seja utilizada por dois países, como é o caso da língua de sinais
americana que é usada pelos surdos dos Estados Unidos e do Canadá.
Embora cada língua de sinais tenha sua própria estrutura gramatical, surdos de
países com línguas de sinais diferentes comunicam-se com mais facilidade uns com os
outros, fato que não ocorre entre falantes de línguas orais, que necessitam de um
tempo bem maior para um entendimento. Isso se deve á capacidade que as pessoas
surdas têm em desenvolver e aproveitar gestos e pantomimas para a comunicação e
estarem atentos ás expressões faciais e corporais das pessoas e devido ao fato dessas
línguas terem muitos sinais que se assemelham ás coisas representadas.
No Brasil, as comunidades surdas urbanas utilizam a Libras, mas além dela, há
registros de uma outra língua de sinais que é utilizada pelos índios Urubus-Kaapor na
Floresta Amazônica.
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Muitas pessoas acreditam que a Libras é o português feito com as mãos, na qual
os sinais substituem as palavras desta língua, e que ela é uma linguagem como a
linguagem das abelhas ou do corpo, como a mímica. Entre as pessoas que acreditam
que a Libras é realmente uma língua, há algumas que pensam que ela é limitada e
expressa apenas informações concretas, e que não é capaz de transmitir idéias
abstratas.
Esses mitos precisam ser desfeitos porque a Libras, como toda língua de sinais, é
uma língua de modalidade gestual-visual que utiliza, como canal ou meio de
comunicação, movimentos gestuais e expressões faciais que são percebidos pela visão;
portanto, diferencia da Língua Portuguesa, uma língua de modalidade oral-auditiva,
que utiliza, como canal ou meio de comunicação, sons articulados que são percebidos
pelos ouvidos. Mas as diferenças não estão somente na utilização de canais diferentes,
estão também nas estruturas gramaticais de cada língua.
Embora com as diferenças peculiares a cada língua, todas as línguas possuem
algumas semelhanças que a identificam como língua e não linguagem como, por
exemplo, a linguagem das abelhas, dos golfinhos, dos macacos, enfim, a comunicação
dos animais.
Uma semelhança entre as línguas é que todas são estruturas a partir de unidades
mínimas que formam unidades mais complexas, ou seja, todas possuem os seguintes
níveis lingüísticos: o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico.
No nível fonológico estão os fonemas. Os fonemas só têm valor contrastivo, não
têm significado mas, a partir das regras de cada língua, eles se combinam para formar
os morfemas e estes, as palavras.
Na língua portuguesa, por exemplo, os fonemas m / n / s / a / e / i podem se
combinar e formar a palavra meninas.
No nível morfológico, esta palavra é formada pelos morfemas {menin-} {-a}{-s}.
Diferentemente dos fonemas, cada um destes morfemas tem um significado: {menin-}
é o radical desta palavra e significa “criança”, “não adulto”; o morfema {-a} significa
“gênero feminino” e o morfema {-s} significa “plural”.
No nível sintático, esta palavra pode se combinar com outras para formar a frase,
que precisa ter um sentido e coerência com o significado das palavras em um
contexto, o que corresponde aos níveis semântico (significado) e pragmático (sentido
no contexto: onde está sendo usada) respectivamente. Assim o nível semântico
permeia o morfo-sintático.
Outra semelhança entre as línguas é que os usuários de qualquer língua podem
expressar seus pensamentos diferentemente, por isso uma pessoa que fala uma
determinada língua utiliza essa língua de acordo com o contexto, portanto o modo de
se falar com um amigo não é igual ao de se falar com uma pessoa estranha; assim,
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quando se aprende uma língua está aprendendo também a utilizá-la a partir do
contexto.
Outra semelhança também é que todas as línguas possuem diferenças quanto ao
seu uso em relação á região, ao grupo social, á faixa etária e ao gênero. O ensino oficial
de uma língua sempre trabalha com a norma culta, a norma padrão, que é utilizada na
forma escrita e falada e sempre toma alguma região e um grupo social como padrão.
Ao se atribuir ás línguas de sinais o status de língua é porque elas, embora sendo
de modalidade diferente, possuem também estas características em relação ás
diferenças regionais, sócio-culturais, entre outras, e em relação ás suas estruturas
porque elas também são compostas pelos níveis descritos acima.
O que é denominado de palavra ou item lexical nas línguas orais-auditivas, são
denominados sinais nas línguas de sinais.
Saiba mais
Para aprofundar seus conhecimentos, acesse:
http://culturasurda.net/ e www.acessobrasil.org.br/libras .
A LÍNGUA DE SINAIS É LÍNGUA
LÍNGUA OU LINGUAGEM?
LINGUAGEM
Linguagem é tudo que envolve significação, que pode ser humano (pintura, música,
cinema), animal (abelhas, golfinhos, baleias) ou artificial (linguagem de computador,
código Morse, código internacional de bandeiras). Ou seja, “sistema de comunicação
natural ou artificial, humana ou não” (Fernandes, 2002:16).
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Fonte: https://ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/incluir/libras/curso_de_libras_-
_graciele.pdf
LÍNGUA
É um conjunto de palavras, sinais e expressões organizados a partir de regras,
sendo utilizado por um povo para sua interação. Sendo assim a língua seria uma forma
de linguagem: a linguagem verbal. As línguas estariam em uma posição de destaque
entre todas as linguagens, ou seja, podemos falar de todas as outras linguagens
utilizando as palavras ou os sinais. Assim como as línguas orais, as línguas de sinais se
organizam em diferentes níveis: semântico, sintático, morfológico e fonológico.
O temo utilizado corretamente é "língua" de sinais e não "linguagem" de sinais.
E issoporque, concordando com Oviedo (1996), "língua" designa um específico
sistema de signos que é utilizado por uma comunidade para se comunicarem. Já
"linguagem" está relacionada à capacidade da espécie humana para se comunicar
através de um sistema de signos; é a capacidade humana de criar e usar as línguas e
que, conforme Vygotsky tem papel essencial na organização das funções psicológicas
superiores. Daí que resulta ser inapropriado utilizar o termo "linguagem" para designar
a língua de uma comunidade; no caso a da comunidade surda, a Língua de Sinais.
OS CINCOS PARÂMETROS DA LIBRAS
Os sinais são formados a partir da combinação do movimento das mãos com um
determinado formato em um determinado lugar, podendo este lugar ser uma parte do
corpo ou um espaço em frente ao corpo. Estas articulações das mãos, que podem ser
comparadas aos fonemas e ás vezes aos morfemas, são chamadas de parâmetros,
portanto, nas línguas de sinais podem ser encontrados os seguintes parâmetros:
Configuração da(s) mão(s): é a forma da(s) mão(s) presente no sinal. Na Libras
há 64 configurações. Elas são feitas pela mão dominante (mão direita para os destros),
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ou pelas duas mãos dependendo do sinal. Veja o quadro de configurações e o quadro
do alfabeto manual que é formado por algumas dessas configurações para representar
as letras (grafemas) da língua portuguesa. Os sinais APRENDER, LARANJA e
DESODORANTE-SPRAY têm a mesma configuração de mão e são realizados na testa, na
boca e na axila, respectivamente.
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
Ponto de articulação: é o lugar onde incide a mão predominante configurada,
podendo esta tocar alguma parte do corpo ou estar em um espaço neutro vertical (do
meio do corpo até á cabeça e horizontal (á frente do emissor). Os sinais TRBALHAR,
BRINCAR, PAQUERAR são feitos no espaço neutro e os sinais ESQUECER, APRENDER e
DECORAR são realizados na testa. Exemplos:
Movimento: os sinais podem ter um movimento ou não. Os sinais citados acima
têm movimento, como também os sinais RIR, CHORAR e CONHECER, mas AJOELHAR e
EM-PÉ não têm movimento. Exemplos:
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Orientação/ direcionalidade: os sinais têm uma direcionalidade com relação aos
parâmetros acima. Assim, os verbos IR e VIR se opõem em relação á direcionalidade,
como os verbos SUBIR e DESCER, ACENDER e APAGAR, ABRIR-PORTA e FECHAR-
PORTA. Exemplos:
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
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Expressão facial e/ou corporal: muitos sinais, além dos quatro parâmetros
mencionados acima, em sua configuração têm como traço diferenciador também a
expressão facial e/ou corporal, como os sinais ALEGRE e TRISTE. Há sinais feitos
somente com a bochecha como LADRÃO, ATO-SEXUAL; sinais feitos com a mão e
expressão facial, como o sinal BALA, e há ainda sinais em que sons e expressões faciais
complementam os traços manuais, como os sinais HELICÓPTERO e MOTO. Exemplos:
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
Na combinação destes quatro parâmetros, ou cinco, tem-se o sinal. Falar com as
mãos é, portanto, combinar estes elementos para formarem as palavras e estas
formarem as frases em um contexto.
Para conversar, em qualquer língua, não basta conhecer as palavras e articulá-las
adequadamente, é preciso aprender as regras gramaticais de combinação destas
palavras em frases e serão estas regras gramaticais que iremos ver aos poucos em cada
unidade desse livro.
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O RECONHECIMENTO A LINGUA BRASILEIRA DE SINAIS
LEI Nº 10.436, DE 24 DE ABRIL DE 2002.
Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu
sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua
Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados.
Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de
comunicação e expressão, em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora,
com estrutura gramatical própria, constituem um sistema lingüístico de transmissão
de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.
Art. 2o Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas
concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e
difusão da Língua Brasileira de Sinais - Libras como meio de comunicação objetiva e
de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil.
Art. 3o As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de
assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos
portadores de deficiência auditiva, de acordo com as normas legais em vigor.
Art. 4o O sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais,
municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação
de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e
superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos
Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente.
Parágrafo único. A Língua Brasileira de Sinais - Libras não poderá substituir a
modalidade escrita da língua portuguesa.
Art. 5o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 24 de abril de 2002; 181o da Independência e 114o da
República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
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1.2 MITOS SOBRE A LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS
MITOS DESMISTIFICAÇÃO
1 – A língua de sinais seria uma mistura
de pantomima e gesticulação concreta,
incapaz de expressar conceitos abstratos.
Tal concepção está atrelada à idéia
filosófica de que o mundo das idéias é
abstrato e que o mundo dos gestos é
concreto. O equívoco desta concepção é
entender sinais como gestos. Na verdade,
os sinais são palavras, apesar de não
serem orais-auditivas. Os sinais são tão
arbitrários quanto às palavras. A
produção gestual na língua de sinais
também acontece como observado nas
línguas faladas. A diferença é que no caso
dos sinais, os gestos também são visuais-
espaciais tornando as fronteiras mais
difíceis de serem estabelecidas. Os sinais
das línguas de sinais podem expressar
quaisquer idéias abstratas. Podemos falar
sobre as emoções, os sentimentos, os
conceitos em língua de sinais, assim como
nas línguas faladas.
2 – Haveria uma única e universal língua
de sinais usada por todas as pessoas
surdas.
Esta idéia está relacionada com o mito
anterior. Se as línguas de sinais são
consideradas gestuais, então elas são
universais. Isto é uma falácia, pois as
várias línguas de sinais que já foram
estudadas são diferentes umas das
outras. Assim como as línguas faladas,
temos línguas de sinais que pertencem a
troncos diferentes. Temos pelo menos
dois troncos identificados, as línguas de
origem francesa e as línguas de origem
inglesa. Provavelmente, nossa língua de
sinais pertence ao tronco das línguas de
sinais que se originaram na língua de
sinais francesa.
3 – Haveria uma falha na organização
gramatical da língua de sinais que seria
derivada das línguas de sinais, sendo um
pidgin sem estrutura própria,
subordinado e inferior às línguas orais.
Como as línguas de sinais são
consideradas gestuais, elas não poderiam
apresentar a mesma complexidade das
línguas faladas. Issotambém não é
verdadeiro, pois em primeiro lugar as
línguas de sinais são línguas de fato. Em
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segundo lugar, as línguas de sinais
independem das línguas faladas. Um
exemplo que evidencia isso claramente é
que a língua de sinais portuguesa é de
origem inglesa e a língua de sinais
brasileira é de origem francesa, mesmo
sendo o português a língua falada nos
respectivos países, ou seja, Portugal e
Brasil. Como estas línguas de sinais
pertencem a troncos diferentes, elas são
muito diferentes uma da outra. É claro
que não podemos negar o fato de ambas
as línguas estarem em contato,
principalmente entre os surdos letrados.
O que se observa diante deste contato é
que, assim como observado entre línguas
faladas em contato, existem alguns
empréstimos linguísticos. Para, além
disso, as línguas de sinais não têm relação
com as línguas faladas do seu país. Elas
são autônomas e apresentam o mesmo
estatuto linguístico identificado nas
línguas faladas, ou seja, dispõem dos
mesmos níveis linguísticos de análise e
são tão complexas quanto às línguas
faladas.
4. A língua de sinais seria um sistema de
comunicação superficial, com conteúdo
restrito, sendo estética, expressiva e
linguisticamente inferior ao sistema de
comunicação oral.
Como as línguas de sinais são tão
complexas quanto às línguas de sinais
faladas, esta afirmação não procede. Nós
já vimos que as línguas de sinais podem
ser utilizadas para as inúmeras funções
identificadas na produção das línguas
humanas. Você pode usar a língua de
sinais para produzir um poema, uma
estória, um conto, uma informação, um
argumento. Você pode persuadir criticar,
aconselhar, entre tantas outras
possibilidades que se apresentam ao se
dispor de uma língua. Assim, a língua de
sinais não é inferior a nenhuma outra
língua, mas sim, tão linguisticamente
reconhecida quanto qualquer outra
língua.
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5. As línguas de sinais derivam da
comunicação gestual espontânea dos
ouvintes.
A idéia de que a língua de sinais seja
gestual também reaparece neste mito. As
pessoas pensam que as línguas de sinais
são de fácil aquisição por estarem
diretamente relacionadas com o sistema
gestual utilizado por todas as pessoas que
falam uma língua. Com isso não é
verdade, as línguas de sinais são tão
difíceis de serem adquiridas quanto
quaisquer outras línguas. Precisamos de
anos de dedicação para aprendermos
uma língua de sinais, mas com base neste
mito, as pessoas penam que sabem língua
de sinais por usarem alguns gestos e
alguns sinais que aprendem nas aulas de
língua de sinais. A comunicação gestual
usada exclusivamente é extremamente
limitada, pois torna inviável a
comunicação relacionada com questões
mais abstratas. Para transcorrer de um
determinado assunto qualquer vai
precisar de uma língua. No caso da
comunicação com os surdos, você vai
precisar da língua de sinais
6. As línguas de sinais, por serem
organizadas espacialmente, estariam
representadas no hemisfério direito do
cérebro, uma vez que esse hemisfério é
responsável pelo processamento de
informação espacial, enquanto que o
esquerdo, pela linguagem.
As pesquisas com surdos apresentando
lesões em um dos hemisférios
apresentam evidências de que as línguas
de sinais são processadas
lingüisticamente no hemisfério esquerdo
da mesma forma que as línguas faladas.
Existe sim uma diferença que está
relacionada com informações espaciais,
pois estas, além de serem processadas no
hemisfério esquerdo com suas
informações lingüísticas, são também
processadas no hemisfério direito quanto
às suas informações de ordem puramente
espacial. Assim, parece haver um
processamento até mais complexo do
que o observado em pessoas que usam
línguas faladas. As investigações
concluem que a língua de sinais é um
sistema, que faz parte da linguagem
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humana, processado no hemisfério
esquerdo e no hemisfério direito
Fonte: https://ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/incluir/libras/curso_de_libras_-
_graciele.pdf
Saiba mais
Para aprofundar seus conhecimentos, acesse:
Leitura do texto: A língua dos surdos é mímica? Pag. 19 a 22.
19
1.3 ALFABETO MANUAL EM LIBRAS
Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA9skAJ/libras-alfabeto-numeros
20
1.4 A DATILOLOGIA E SINAL SOLETRAÇÃO
É utilizada, normalmente, para soletrar nomes de pessoas, lugares e etc
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
SABIA MAIS!
>>> Se quiser treinar os sinais abaixo de forma mais interativa confira
alguns vídeos no www.acessolibras.com
Alfabeto de LIBRAS e exercite no joguinho.
http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?id=52
Veja o vídeo na SIGAA:
Treinar o Alfabeto de Libras
21
1.4 SINAL DE IDENTIFICAÇÃO
Quando uma pessoa aprende uma língua, apreende também os hábitos
culturais e os contextos aos quais certas expressões estão vinculadas. Diante de
situações como apresentações de pessoas, cumprimentos, saudações, cerimônias
religiosas, casamentos, velórios, entre outros eventos, as pessoas assumem
comportamentos distintos e se comunicam de acordo com estas situações.
Para todas as situações há formas de expressões diferenciadas mais formais e
informais. Por exemplo, o cumprimento e saudações de duas pessoas que são amigas
são diferentes do de pessoas que são apenas conhecidas e diferentes ainda de pessoas
que estão sendo apresentadas pela primeira vez.
Nesta unidade serão trabalhados contextos formais e informais onde poderão
ser vistas expressões relacionadas a estes contextos.
Geralmente, aqui no Brasil, quando as pessoas são apresentadas umas às
outras, elas dizem seus primeiros nomes após os cumprimentos (aperto de mãos –
contexto formal, e/ou beijo(s) no rosto, contexto informal). No mundo dos Surdos, a
pessoa, além de dizer o nome em datilologia, ela primeiro se apresenta pelo seu sinal,
que lhe foi dado pela comunidade a qual faz parte.
O sinal pessoal é o nome próprio, o «nome de batismo» de uma pessoa que é
membro de uma comunidade Surda. Este sinal geralmente pode:
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a. Representa iconicamente uma característica da pessoa. Por exemplo:
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
b. Representar a profissão de uma pessoa e uma característica. Por exemplo:
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
c. Representar um número, que a pessoa passou a ter na caderneta de sua turma
de escola, ou a primeira letra do nome da pessoa. Por exemplo:
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O sinal pessoal pode ser, portanto, uma representação visual de uma
pessoa ou um atributo.
O professor chega na sala de aula e cumprimenta os alunos e se apresenta:
- TUDO BEM,
- EU, SINAL-NOME (O professor faz o seu sinal de nome)
- MEU NOME (O professor anota o nome no quadro-negro)
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE Todos os dias o professor deve saudar seus alunos
aochegar na classe.
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
O professor aproveita para explicar aos alunos que, nas comunidades surdas, cada
pessoa tem um sinal de nome e dá alguns exemplos:
a) Mostra algumas figuras que representam pessoas conhecidas pelas
Comunidades Surdas
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
b) Chama cada aluno e pede para ele escrever no quadro o nome dele e pede aos
outros para ajudarem a inventar um sinal de nome para cada aluno na sala de
aula.
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Pronomes e Expressões Interrogativas:
“QUEM; Q-U-M; QUEM-É”
Os pronomes interrogativos QUE e QUEM geralmente são usados no início da
rase, mas o pronome interrogativo ONDE e o pronome QUEM, quando está sendo
usado com o sentido de “quem-é” ou “de quem é” são mais usados no final. Todos os
três sinais têm uma expressão facial interrogativa feita simultaneamente com eles.
Na variante do Rio de Janeiro, o pronome interrogativo QUEM, dependendo do
contexto, pode ter duas formas diferentes, os sinais QUEM e o sinal soletrado Q-U-M.
Se se quer perguntar “quem está tocando a campainha”, usa-se o sinal QUEM; se quer
perguntar “quem faltou hoje” ou “quem está falando” ou ainda “quem fez isso”, usa se
o sinal soletrado Q-U-M, como nos exemplos a seguir:
interrog.
1- QUEM
“Quem é esta pessoa?”
Estilo do cabelo, fios de cabelo, com ou sem óculos, tipo de óculos, a cor da
pele (branca, preta, morena).
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
25
1.5 EXPRESSÕES FACIAIS E CORPORAIS NA COMUNICAÇÃO EM
LIBRAS
Expressão faciais são formas de comunicar algo, um sinal pode mudar
completamente seu significado um função da expressão facial utilizada. QUADROS E
PIMENTA (2006) explicam que existem dois tipos diferentes de expressão faciais: as
afetivas e as gramaticais (Lexicais e Sentenciais).
Fonte: http://www.palhoca.ifsc.edu.br/materiais/apostila-libras
basico/Apostila_Libras_Basico_IFSC-Palhoca-Bilingue.pdf
As afetivas são expressão ligadas sentimentos (emoções)
SUPRESSA
MEDO
Autores: Quadros e Pimenta (2006)
26
As expressões faciais gramaticais lexicais estão ligados ao grau dos adjetivos
E as expressões faciais gramaticais sentenciais estão ligadas às sentenças.
Interrogativas
BONIT@ BONITÃO
COMO? QUAL?
O QUE?
PORQUE?
SIM
NÃO
27
Você sabia?
http://www.acessibilidadebrasil.org.br/libras_3/
Uso do espaço
O espaço de realização dos sinais na Língua de Sinais Brasileira, conforme
Langevin & Ferreira Brito (1988).
Fonte:http://www.libras.ufsc.br/colecaoLetrasLibras/eixoFormacaoEspe
cifica/linguaBrasileiraDeSinaisIII/assets/263/TEXTO_BASE_-
_DEFINITIVO_-_2010.pdf.
28
Principais características da Língua de Sinais dos elementos: a direção do olhar, o
movimento da boca, o movimento corpo, o movimento da cabeça e o movimento do
corpo.
Gramática em Destaque
A direção do olhar é fundamental na comunicação em Língua de Sinais. Podem
determinar as posições, as localizações, às reações, os tamanhos e as movimentações
dos interlocutores em uma situação comunicativa.
TIPOS DE DIREÇÃO DO OLHAR
1) Pratique:
2
1
4
3
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=yo3rIT1dEbo
29
TIPOS DE MOVIMENTO DA BOCA
1) Pratique:
TIPOS DE MOVIMENTO DA CABEÇA
1) Pratique:
30
TIPOS DE MOVIMENTO DO CORPO
1) Pratique:
1.6 AS SAUDAÇÕES E OS CUMPRIMENTOS EM LIBRAS
É comum as pessoas se saudarem em encontros formais e informais. Isto é um
ritual que acontece em qualquer sociedade seja utilizando línguas orais como de sinais.
Nas línguas de sinais, existem diversos sinais para saudar e também cumprimentar as
pessoas
.
31
32
(CAPOVILLA & RAPHAEL, 2001)
33
1.7 PRONOMES: PESSOAIS, DEMONSTRATIVOS E POSSESSIVOS
DA LIBRAS EM CONTEXTO.
Pronomes Pessoais
A LIBRAS possui um sistema pronominal para representar as pessoas do
discurso:
PRIMEIRA PESSOA (singular, dual, trial, quatrial e plural): EU; NÓS-2, NÓS-3,
NÓS-4NÓS- GRUPO, NÓS/NÓS-TOD@S;
Primeira Pessoa do Singular: EU
Apontar para o peito do enunciador ( a pessoa que fala )
Primeira Pessoa do Plural: NÓS-2, NÓS-3, NÓS-4, NÓS/NÓS-TOD@
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
34
SEGUNDA PESSOA (singular, dual, trial, quatrial e plural): VOCÊ, VOCÊ-2,
VOCÊ-3,VOCÊ-4, VOCÊ-GRUPO, VOCÊS/VOCÊS-TOD@S;
Segunda Pessoa do Singular: VOCÊ
Apontar para o interlocutor ( a pessoa com quem se fala )
Segunda Pessoa do Plural: VOCÊ-2, VOCÊ-3, VOCÊ-4, VOCÊ-TOD@
35
TERCEIRA PESSOA (singular, dual, trial, quatrial e plural): EL@, EL@-2, EL@-3,
EL@-4,EL@S-GRUPO, EL@S/EL@S-TOD@S.
Terceira pessoa do singular: EL@
Apontar para uma pessoa que não está na conversa ou para um lugar
convencionado para uma pessoa.
Terceira Pessoa do Plural: EL@-2, EL@-3, EL@-4, EL@S/EL@S-TOD@, EL@S-
GRUPO
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
36
Pronomes Demonstrativos em LIBRAS
Pronomes Demonstrativo Pessoa do Discurso Advérbio de Lugar
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
37
Pronomes possessivos
Os pronomes possessivos, como os pessoais e demonstrativos, também não
possuem marca para gênero e estão relacionados às pessoas do discurso e não à coisa
possuída, como acontece em português:
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
EXEMPLO:
ME@ SOBRINH@ DOENTE FEBRE.
SE@ FILH@ INTELIGENTE!
PRÓPRI@ NETBOOK, CASA E ETC...
DEL@ CANETA, EU NÃO ROUBAR.
Pratique a Libras:
AH, EU LEMBRAR VOCÊ!
EL@ ESQUECER CHAVE.
NOS-2 CONVERSAR PARTICULAR.
VOCÊ QUER DORMIR VIR CASA ME@?
EL@-3 NÃO QUER ESTUDAR.
EU NÃO TER CARRO.
VOCÊ TER DINHEIRO?
EL@-2 ALUNOS ME.
ME@ FILH@ PASSEI VESTIBULAR.
ESS@ SE@ CELULAR ESQUECER?
EU COMPRAR CASAPROPRI@
EL@ NÃO QUERER COMER LANHCE
NOS-2 QUERER PASSEAR APODI.
38
1.8 LIBRAS EM CONTEXTO: CONHECENDO VERBOS EM LIBRAS
Fonte: http://trabalhandocomsurdos.blogspot.com.br/2013/01/libras-
verbos.html
Veja o vídeo no SIGAA:
Sinais – VERBOS I
Frases contextualizando os verbos
.
39
1.9 LIBRAS: INDICADORES TEMPORAIS: ADVÉRBIO DE TEMPO E
FREQUÊNCIA, DIAS DA SEMANA E MESES DO ANO.
Fonte: http://libraseducandosurdos.blogspot.com.br/2012/01/domino-da-semana-e-
meses.html
40
41
42
(CAPOVILLA & RAPHAEL, 2001)
43
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
Responda rápido em Libras:
(em caso de dúvidas pesquise)
1- Que dia da semana é hoje?
2- Em mês você nasceu?
3- Quais os dias que você trabalha?
4- Quais os dias que você descansa?
5- Qual o ano do seu nascimento?
6- Qual dia, mês e ano que você começou aprender libras?
7- Que dia da semana você mais gosta?
8- Quantos meses têm um ano?
9- Qual mês você fica de férias?
10- Uma semana tem quantos dias?
11- Qual o primeiro dia da semana?
12- Qual o último dia da semana?
13- Qual o terceiro dia da semana?
Veja o vídeo na SIGAA:
atividade em vídeo
44
1.10. NUMERAIS DA LIBRAS: CARDINAIS E QUANTIDADES EM
LIBRAS
As línguas podem ter formas diferentes para apresentar os numerais quando
utilizados como cardinais, ordinais, quantidade, medida, idade, dias da semana ou
mês, horas e valores monetários. Isso também acontece na Libras. Nesta unidade e nas
seguintes, serão apresentados os numerais em relação às situações mencionadas
acima. É erro o uso de uma determinada configuração de mão para o numeral cardinal
sendo utilizada em um contexto onde o numeral é ordinal ou quantidade, por
exemplo: o numeral cardinal 1 é diferente da quantidade 1, que é diferente do ordinal
PRIMEIR@, que é diferente de PRIMEIROANDAR, que é diferente de PRIMEIRO-GRAU,
que é diferente de MÊS-1. Estas diferenças serão trabalhadas nas unidades deste livro.
Veja, na SIGAA: “Tipos do Numeração ”
45
Os números em língua de sinais possuem diferenças como na língua portuguesa.
Observe:
46
1.11. MATERIAIS DE ESCOLARES
Vamos aprender Libras?
Fonte: http://www.manuario.com.br/dicionario-tematico
SABIA MAIS!
Acessohttp://peadalvorada7.pbworks.com/f/libras1.pdf
Veja na internet:
Os Sinais - http://www.manuario.com.br/dicionario-tematico
Figura 1 Dicionário Temático - Glossário Libras
(INES – RIO)
47
Cultura Surda: Ao longo dos séculos, os surdos foram formando uma cultura própria
centrada principalmente em sua forma de comunicação. Em quase todas as
cidades do mundo vamos encontrar associações de surdos onde eles se reúnem e
convivem socialmente.
Intérprete de Língua de Sinais:
Pessoa ouvinte que interpreta para
os surdos uma comunicação falada
usando a língua de sinais e vice-
versa.
Comunidade e Cultura Surda do Brasil
As comunidades surdas estão espalhadas pelo país,
e como o Brasil é muito grande e diversificado,
estas comunidades possuem diferenças regionais
em relação a hábitos alimentares, vestuários e
situação socioeconômica, entre outras. Estes fatores
geraram também algumas variações lingüísticas
regionais.
As escolas são fatores de integração ou desintegração das comunidades surdas, e
dependendo da proposta adotada, se uma escola rejeita a LIBRAS e quer
transformar a criança surda em ouvinte deficiente, esta criança não vai
conhecer sua comunidade e não aprenderá a língua de sinais.
As escolas de surdos, mesmo ainda sem uma proposta bilíngüe, propiciam o
encontro do surdo com outro surdo, favorecendo que as crianças, adolescentes e
jovens possam adquirir e usar a LIBRAS. Em muitas escolas de surdos há vários
professores que já sabem ou estão aprendendo com “professores surdos” a língua
de sinais, além de oferecer cursos também para os pais destas crianças.
Por outro lado, algumas escolas trabalham ainda somente com uma metodologia
oralista, e as crianças surdas não tem contato com outros surdos ou desenvolvem
um dialeto local em sinais, conhecido também como sinais caseiros. Assim que
encontram um outro surdo ou um grupo de pessoas surdas, começam a ter acesso
a uma língua de sinais.
Devido à tradição oralista, há surdos que só querem falar, usando sempre o
português, como também, muitos surdos que usam um bimodalismo, ou seja,
falam português enquanto sinalizam, como os ouvintes quando começam a
aprender alguma língua de sinais.
48
Fonte: STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis. Editora UFSC.
2008. (p.24)
Fonte: STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis. Editora UFSC.
2008. (p.30-31)
Fonte: STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis. Editora
UFSC. 2008. (p.31)
Então entendermos que a comunidade surda de fato não é só de sujeitos surdos, há também
sujeitos ouvintes – membros de família, intérpretes, professores, amigos e outros – que
participam em compartilham os mesmos interesses em comuns em uma determinada
localização.
(PERLIN, 2004, p. 77-78)
Continuando com os mesmos autores, Padden e Humphires (2000, p. n5) estabeleceram uma
diferença entre cultura e comunidade:
[...] uma cultura é um conjunto de comportamentos apreendidos de
um grupo de pessoas que possuem sua própria língua, valores,
regras de comportamento e tradições; uma comunidade é um
sistema social geral, no qual um grupo de pessoas vivem juntas,
compartilham metas comuns e partilham certas responsabilidades
umas com as outras.
Cultura surda é o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de se torná-
lo acessível e habitável ajustando-os com as suas percepções visuais, que contribuem para a
definição das identidades surdas e das “almas” das comunidades surdas. Isto significa que
abrange a língua, as idéias, as crenças, os costumes e os hábitos de povo surdo. Descreve a
pesquisadora surda:
[...] As identidades surdas são construídas dentro das
representações possíveis da cultura surda, elas moldam-se de
acordo com maior ou menor receptividade cultural assumida pelo
sujeito. E dentro dessa receptividade cultural, também surge aquela
luta política ou consciência oposicional pela qual o individuo
representa a si mesmo, se defende da homogeneização, dos
aspectos que o tornam corpo menos habitável, da sensação de
invalidez, de inclusão entre os deficientes, de menos valia social.
49
Surdo e D.A (Deficiente Auditivo)
Deficiente auditivo ou surdo? Existe diferença?
Muitos ficam na dúvida se devem dizer deficientes auditivosou surdos, mas afinal,
qual o nome correto?
Para surpresa de muitas pessoas, os dois nomes são corretos, e existem sim muitas
diferenças entre eles e colocamos aqui algumas delas para entendermos um pouco
melhor.
O termo surdo é usado por aqueles que já nasceram surdos, portanto não consideram
que possui alguma deficiência, para ele o fato de não ouvir é natural. Já a pessoa que
perdeu a audição, seja em acidente ou alguma doença, usa-se o termo que na verdade
hoje é pessoa com deficiência auditiva.Veja abaixo as principais diferenças entre os
surdos e deficientes auditivos, quanto à vários fatores culturais.
Deficiente Auditivo Surdo
Não são usuários de LIBRAS São usuários de LIBRAS
Mobilização em busca de aparelhos
auditivos
Mobilização na defesa da LIBRAS, da
cultura e da comunidade surda
Assistem televisão com fone sem fio Assistem TV através de Legenda
São mais próximos dos ouvintes Usam telefone para surdos
Conforto lingüístico ser oral-auditivo
Utilizam sinalizadores luminosos para
campainha, telefone, etc.
Não participa nas associações de surdos Painéis eletrônicos
Não aceita ser chamado de surdo
Utilizam-se mais de imagens na
interpretação e comunicação
Presença de Interprete Oral-Facial Participa nas associações de surdos
Gosta de ser chamado de deficiente
auditivo
Não aceita ser chamado
deficiente auditivo
50
Laborrit (1994) diz:
“Recuso-me a ser considerada excepcional, deficiente.
Não sou. Sou surda. Para mim, a língua de sinais
corresponde à minha voz, meu olhos são meus ouvidos.
Sinceramente nada me falta, é a sociedade que me torna
excepcional
O termo errado é surdo-mudo
O que é errado é o termo SURDO-MUDO, pois não existem pessoas surdas-mudas, só
surdas, elas não falam porque não ouvem, mas muitos podem vir a falar,
aprendendo em escolas próprias e com fonoaudiólogos, usando a técnica da leitura
labial, eles podem desenvolver a fala como qualquer ouvinte.
Conforme, Karin Lilian Strobel (professora e pesquisadora da UFSC):
“ A sociedade não conhece nada sobre o povo surdo e,
na maioria das vezes, fica com receio e apreensiva,
sem saber como se relacionar com sujeitos surdos, ou
tratam- nos de forma paternal, como “coitadinhos”,
“que pena”, ou lida como se tivéssemos “uma doença
contagiosa” ou de outra forma preconceituosa e outros
estereótipos causados pela falta de conhecimento”
Surdos, Surdo-mudos ou Deficientes auditivos? Será que a forma da nomeação
faz alguma diferença para aqueles que não ouvem ou para a sociedade?
Vamos debater essa questão no fórum, que
tal? Aguardo os comentários de vocês.
Figura 2
https://pt.wikipedia.org/wiki/Emmanuelle_Laborit
Figura 3 http://editora-arara-
azul.com.br/site/admin/ckfinder/userfiles/files/2%C2%BA%20Artigo%20REVISTA%2017%20Is
rael%20Gon%C3%A7alves%20Cardoso.pdf
Figura 4 http://www.editora-arara-azul.com.br/revista/03/perfil.php
51
UNIDADE II
52
2. CURIOSIDADE e FILMES?
2.1 HISTÓRIAS DOS SURDOS NO MUNDO E EDUCAÇÃO DE SURDOS NO BRASIL
Como começou a Educação de Surdos? Sobre História de Surdos, também a
Educação de Surdos até hoje, está sempre mudando através dos tempos. Desde
aproximadamente 500 anos atrás, constituem-se métodos de ensino para surdos, a
educação através da Língua de Sinais, do Oralismo, e do Bimodalismo. Porém, essas
propostas de ensino não ocorreram todas simultaneamente, cada uma ocorreu em
diferentes períodos da história dos surdos. Vejamos agora, alguns dos principais
educadores de surdos, e seus mt65étodos de ensino.
Segundo Eriksson (1998), existem várias histórias que explicam o surgimento
e desenvolvimento do conceito de surdo no mundo. Antes de Cristo, os surdos eram
tidos como “deuses” ou seres diabólicos, os quais precisavam ser punidos. Na
Antiguidade, os surdos, devido ao fato de não falarem, não eram considerados
“humanos”, nem cidadãos, mas sim incapazes. Eram até mesmo proibidos de casar.
Por isso não estudavam e não frequentavam escolas. A partir de 1500, na Idade
Média, o médico italiano Girolamo Cardano (1501-1576), declarou que surdos
poderiam ser ensinados a ler e a escrever sem a utilização da fala.
Segundo Moura (2000), também existiram vários educadores de surdos na
Europa. Dentre eles, Frei Pedro Ponce de Leon (1520-1584), monge espanhol, que
ensinava surdos, filhos de famílias nobres a ler os lábios, falar, rezar, e conhecer as
doutrinas do Cristianismo. Ensinava os surdos primogênitos das famílias nobres a
falar para que tivessem direito à herança.
Vejam agora os dois principais educadores com métodos diferentes:
Abade Charles-Michel de L´Epée (1712- 1789), francês, dentre os educadores
mencionados, merece grande destaque por ter sido o mais importante educador de
surdos. Ensinou e apoiou os surdos, fundou a primeira escola pública, o Instituto
Nacional para Surdos-Mudos em Paris, treinou inúmeros professores para alunos
surdos, também criou métodos de ensino (chamado de Sinais Metódicos), sendo a
maioria dos sinais ensinados com a primeira letra do alfabeto em francês, por
exemplo, o sinal DIEU (Deus), com primeira letra D. Observe a figura que mostra a
estátua de L´Epée fazendo sinal “Deus” com primeira letra D para criança surda.
Figura 1: Charles-Michel de L´Epée (1712-
1789) http://farm3.static.flickr.com/
53
Não foi L´Epée quem inventou os sinais, nem o alfabeto manual. Ambos já
existiam há muitos anos, porém não há registro exato. O alfabeto manual era utilizado
pelos monges com o objetivo de se comunicarem na Igreja, porque necessitavam
permanecer em silêncio. Porém, os surdos já se comunicavam através de sinais.
Samuel Heinicke (1727- 1790), alemão, era contra a Língua de Sinais e a favor
do oralismo. Fundou a primeira escola oral de surdos na Alemanha.
Figura 2: Samuel Heinicke
http://www.taubenschlag.de/cms_pics/Heinicke.gif
Apresento dois principais professores surdos:
Jean Massieu (1772-1845), um dos primeiros professores
surdos, francês, deu aula de Língua de Sinais no Instituto Nacional
de Surdos-Mudos em Paris, durante 32 anos. Ela seria diretor do
Instituto, mas foi afastado pelo médico Jean Itard. Deu aula em
outras escolas francesas para surdos.
Figura 3: Jean Massieu
http://www.visuf.org/images/histoire/JeanMassieu_reduit.gif
Laurent Clerc (1785 - 1869), um dos professores surdos,
aprendeu Língua de Sinais na França, devido ao seu interesse pelo
método utilizado no ensino da língua de sinais por L´Epée. Após,
Clerc ministrou aulas de Língua de Sinais nos Estados Unidos.
Figura 4: Laurent Clerc
http://www.signgenius.com/famous-deaf-people/images/laurent-
clerc.jpg
Há aproximadamente 500 anos, discutiu-se sobre qual seria o melhor ensino a
ser trabalhado com surdos: Língua de Sinais ou Oralismo. Algumas escolas de alguns
países optaram pelo método da Língua de Sinais, outras, pelo Oralismo.
No ano de 1880, foi realizado um Congresso Internacional em Milão com o
objetivo de discutir o futuro da educação para os surdos. Foi questionado se o ensino
deveria se dar em Língua de Sinais ou através do Oralismo. O método oralista venceu
por vários motivos, dentre eles, devido à idéia de que sem fala não existe pensamento
(filosofia aristotélica), etc.
54
Figura 5: Local onde foi feito o Congresso em Milão, Itália.
http://www.milan1880.com/milan1880congress/venuegallery/Resources/fntangleright.jpeg
Após o Congresso de Milão, os EUA continuaram preservando a Língua de
Sinais, porém, a Europa, bem como outros países de todo mundo, adotou o Oralismo
puro em suas escolas, causa do afastamento de professores surdos, permanecendo
apenas professores ouvintes.
Durante aproximadamente 100 anos de predominância do Oralismo, foram
obtidos poucos resultados quanto ao desenvolvimento da fala, pensamento e
aprendizagem dos surdos. Além disso, a surdez era vista apenas em termos clínicos,
tendo como preocupação o estudo da perda auditiva, o desenvolvimento da
oralidade, a articulação, etc. A comunicação de surdos, através da Língua de Sinais,
se dava em ambientes escondidos como, por exemplo, no banheiro, no pátio das
escolas, nos quartos de internatos antes de dormir, e nos pontos de encontros de
surdos. Devido a esse fato, a Língua de Sinais nunca se extinguiu, permanecendo
como língua na vida dos surdos.
Agora observem os modelos educacionais na Educação de Surdos.
No princípio da história de educação de surdos, os surdos eram considerados
intelectualmente ‘inferiores’, por isso eram trancados em asilos. Quando
perceberam que os sujeitos surdos tinham a capacidade de aprender, começaram a
surgir pesquisas e experimentos de diferentes metodologias e formas adaptadas de
ensino.
Nesta unidade procuramos enfatizar quatro modelos educacionais na
educação de surdos, presentes em maior ou menor intensidade nas escolas para
surdos, que são: o Oralismo, a Comunicação Total, o Bilinguismo, a Pedagogia Surda.
(STROBEL, 2008).
Filmes Surdos
Pesquisar alguns sites sobre a cultura surda e comunidade surda:
https://culturasurda.net/category/filmes/page/2/
Assistir ao filme: “E seu nome é Jonas”
55
2.2 OS CINCOS PARÂMETROS DA LIBRAS
Os sinais são formados a partir da combinação do movimento das mãos com um
determinado formato em um determinado lugar, podendo este lugar ser uma parte do
corpo ou um espaço em frente ao corpo. Estas articulações das mãos, que podem ser
comparadas aos fonemas e ás vezes aos morfemas, são chamadas de parâmetros,
portanto, nas línguas de sinais podem ser encontrados os seguintes parâmetros:
Configuração da(s) mão(s): é a forma da(s) mão(s) presente no sinal. Na Libras
há 64 configurações. Elas são feitas pela mão dominante (mão direita para os destros),
ou pelas duas mãos dependendo do sinal. Veja o quadro de configurações e o quadro
do alfabeto manual que é formado por algumas dessas configurações para representar
as letras (grafemas) da língua portuguesa. Os sinais APRENDER, LARANJA e
DESODORANTE-SPRAY têm a mesma configuração de mão e são realizados na testa, na
boca e na axila, respectivamente.
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
Ponto de articulação: é o lugar onde incide a mão predominante configurada,
podendo esta tocar alguma parte do corpo ou estar em um espaço neutro vertical (do
meio do corpo até á cabeça e horizontal (á frente do emissor). Os sinais TRBALHAR,
BRINCAR, PAQUERAR são feitos no espaço neutro e os sinais ESQUECER, APRENDER e
DECORAR são realizados na testa. Exemplos:
56
Movimento: os sinais podem ter um movimento ou não. Os sinais citados acima
têm movimento, como também os sinais RIR, CHORAR e CONHECER, mas AJOELHAR e
EM-PÉ não têm movimento. Exemplos:
Orientação/ direcionalidade: os sinais têm uma direcionalidade com relação aos
parâmetros acima. Assim, os verbos IR e VIR se opõem em relação á direcionalidade,
como os verbos SUBIR e DESCER, ACENDER e APAGAR, ABRIR-PORTA e FECHAR-
PORTA. Exemplos:
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
57
Expressão facial e/ou corporal: muitos sinais, além dos quatro parâmetros
mencionados acima, em sua configuração têm como traço diferenciador também a
expressão facial e/ou corporal, como os sinais ALEGRE e TRISTE. Há sinais feitos
somente com a bochecha como LADRÃO, ATO-SEXUAL; sinais feitos com a mão e
expressão facial, como o sinal BALA, e há ainda sinais em que sons e expressões faciais
complementam os traços manuais, como os sinais HELICÓPTERO e MOTO. Exemplos:
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
Na combinação destes quatro parâmetros, ou cinco, tem-se o sinal. Falar com as
mãos é, portanto, combinar estes elementos para formarem as palavras e estas
formarem as frases em um contexto.
Para conversar, em qualquer língua, não basta conhecer as palavras e articulá-las
adequadamente, é preciso aprender as regras gramaticais de combinação destas
palavras em frases e serão estas regras gramaticais que iremos ver aos poucos em cada
unidade desse livro.
58
Configurações de Mãos da Libras
Veja as imagens a seguir, referentes às quantidades de configurações de
mãos:
Veja o vídeo na SIGGA
JOGO DE CONFIGURAÇÃO DA MÃO
59
Fonte: http://tertuliasdelibras.blogspot.com.br/2015/11/configuracoes-de-maos.html.
60
2.3 LOCALIZAÇÃO: UFERSA - CAMPUS CARAÚBAS RN
COPA BLOCO: SALA DE PROFESSORES
BLOCO: CENTRO ADMINISTRATIVO BIBLIOTECA
CENTRO DE CONVIVÊNCIA XEROX
CENTRAL DE AULA I CENTRAL DE AULA II
TRANSPORTE LABORATÓRIO
61
Fonte: Fotografia propria.
LLOOCCAALLIIZZAAÇÇÃÃOO ““OOnnddee””??
PRATICANDO...
A) OI, TUDO BEM?
B) OI, TUDO BEM!
A) VOCÊ ESTUDAR ONDE?
B) SALA 16 LÁ DIRETA
A) SIMESTRE? QUAL CURSO?
B) 1 SIMESTRE, EU CURSO LETRAS INGÊS, VOCÊ ESTUDAR ONDE?
A) EU ESTUDAR 3 SIMESTRE, CURSO LETRAS LIBRAS SALA 13, LÁ
ESQUERDA
B)BO@ LEGAL!
Aluno A Aluno B
SALA 12 - SALA 15 -
SALA 13- SALA 16-
SALA 14 - SALA 16 -
SALA DE REUNIÃO
LABORATÓRIO
RESTAURANTE
UNIVERSITÁRIO
RESTAURANTE
UNIVERSITÁRIO
SALA REUNIÃO
62
2.4 LIBRAS EM CONTEXTO: PROFISSÃO – EMPREGO
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
Veja o vídeo no SIGGA:
Sinais – Profissão e etc.
63
2.5 CLASSIFICADORES EM LIBRAS: FORMAS, ADJETIVOS,PESSOAS,
COISAS E VEICULOS
Características:
a) Formas e adjetivos:
As diferenças entre verbos classificadores e adjetivos descritivos de várias formas
b) Pessoas, coisas e veículos:
A configuração de mão é uma marca de concordância de gênero: PESSOA,
ANIMAL, COISA, VEÍCULO. Verbos que possuem concordância de gênero são
chamados de verbo classificador porque concorda com o sujeito ou objeto da
frase. Como, por exemplo, o verbo CAIR que, dependendo do sujeito da frase,
terá uma configuração para concordar com a pessoa, a coisa, o animal ou o
veículo:
64
2.6 LIBRAS EM CONTEXTO: FAMÍLIA /SAÚDE/HOSPITAL
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
Veja no SIGAA:
Sinais – Família, Saúde e Hospital
.
65
2.7 LIBRAS EM CONTEXTO: FRUTAS66
Fonte: CLEBER COUTO, 1 EDIÇÃO (2005)
67
CORES E VESTUÁRIO
Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAemksAC/apos-cores
68
SINAIS RELACIONADOS A VESTUÁRIO
As descriações visuais podem ser captadas de acordo com as imagens dos objetos
animados ou inanimados. Observam-se aspectos tais como: tamanho,
textura,paladar,tato,cheiro,”olhar”,sentimentos ou formas visuais,bem como a
localização e a ação incorporada ao classificador.
69
SABIA MAIS!
“As Feneis e as Associações de Surdos no Brasil”
FEDERAÇÃO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E INTEGRAÇÃO DOS SURDOS
A FENEIS (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos) é uma entidade
filantrópica, sem fins lucrativos com finalidade sócio-cultural, assistencial e
educacional que tem por objetivo a defesa e a luta dos direitos da Comunidade Surda
Brasileira. É filiada a Federação Mundial dos Surdos e suas atividades foram
reconhecidas como de Utilidade Pública Federal, Estadual e Municipal.
FEDERAÇÃO MUNDIAL DE SURDOS(WORLD FEDERATION OF THE DEAF, W
Federação Mundial de Surdos (World Federation of the Deaf, WFD) é uma organização
internacional não-governamental, sem fins lucrativos que representa,
aproximadamente 70 milhões de pessoas surdas em 127 países, todo o mundo.
Foi estabelecida em Roma, em 1951.
Crê-se que mais de 80% dos 70 milhões de surdos existentes no mundo, vivam nos
países em desenvolvimento, onde as autoridades raramente são familiarizadas com as
necessidades e desejos dos surdos. Reconhecida pela Organização das Nações Unidas
trabalha em estreita colaboração com as Nações Unidas e as suas várias agências, na
promoção dos direitos humanos das pessoas surdas, de acordo com os princípios e
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objectivos da Carta das Nações Unidas e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Quando necessário, utiliza medidadas especiais (legai, administrativas) para garantir
que as pessoas surdas em todos os países tenham o direito de manter as suas próprias
línguas gestuais, organizações culturais e outras actividades. Os seus principais
objectivos são: os surdos nos países em desenvolvimento; o direito à língua gestual; a
igualdade de oportunidades em todas as esferas da vida, incluindo o acesso à
educação e à informação.
HISTÓRIA
A FENEIS foi fundada em 1977 (FENEIDA, como era chamada na ocasião, era
constituida apenas por pessoas ouvintes).
Em 1987 foi reestruturado o estatuto da instituição, que passou a ter o nome
Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos - Feneis.
Com incentivos da Coordenadoria Nacional para a Integração de Pessoas Portadoras
de Deficiência - CORDE, do Ministério da Justiça, foram realizadas conferências para a
inserção de surdos no mercado de trabalho. Hoje empregam mais de seiscentos
surdos.
TRABALHO
Desde de sua fundação, o seu maior propósito tem sido divulgar a Libras-Língua
Brasileira de Sinais. Ao longo dos anos, a Federação esteve envolvida em várias
atividades como: encontros, seminários, cursos e outros trabalhos que sempre visaram
esclarecer para a sociedade em geral, a importância de respeitarem a forma de
comunicação da Comunidade Surda, a sua cultura e porque não dizer a sua história de
evolução, enquanto minoria lingüística, que há séculos vem lutando pelo seu espaço e
o reconhecimento de direitos que lhe são inerentes.
Importantes vitórias foram alcançadas com a oficialização e a regulamentação da
Libras. Mas não podemos parar por aqui. Precisamos continuar lutando por uma
educação de qualidade, pelo direito de acessibilidade a qualquer tipo de informação e
a conquista de novas oportunidades no mercado de trabalho para os Surdos.
A Federação vem fazendo a sua parte, com o apoio de seus escritórios regionais e de
seu quadro de filiadas que, aliados ao mesmo objetivo vem buscando qualificar suas
atividades para atenderem da melhor forma possível as demandas da Comunidade
Surda Brasileira.
REGIONAIS
A Feneis desde sua fundação tem como meta disseminar a Libras-Língua Brasileira de
Sinais pelo Brasil. Partindo deste pressuposto, vem lutando pelos direitos dos Surdos,
realizando encontros e seminários, divulgando e debatendo assuntos não somente
relacionados a importância da Libras, como forma de comunicação dos Surdos, mas
também sobre outras áreas de interesse da Comunidade Surda. Mas, atingir todo o
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território nacional, constituía-se como uma tarefa difícil e ao mesmo tempo um desafio
e um sonho a se conquistar. Pensando na importância de expandir os trabalhos da
Federação e, assim garantir o atendimento das demandas dos Surdos de outros estados,
foram criados escritórios regionais. O apoio e as atividades que realizam reforçam os
objetivos da Feneis e assim nos somamos por todo o Brasil, criando uma rede de
informação e serviços de forma sempre a atender da melhor forma possível os que nos
procuram.
LISTA DOS ESCRITÓRIOS REGIONAIS
Feneis-BH - Belo Horizonte
Feneis-PR - Curitiba
Feneis-DF - Distrito Federal
Feneis-CE - Fortaleza
Feneis-AM - Manaus
Feneis-PE - Recife
Feneis-RS - Porto Alegre
Feneis-RJ - Rio de Janeiro
Feneis-SP - São Paulo
Feneis-MG - Teófilo Otoni (MG)
Feneis-SC - Santa Catatina
LIGAÇÕES EXTERNAS E REFERÊNCIAS
Site Oficial
Surdosol - mais informações
História
Histórico até 1988
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UNIDADE III
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3.1 LEGISLAÇÃO DE LIBRAS
LEI Nº 10.436, DE 24 DE ABRIL DE 2002.
Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu
sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira
de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados.
Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de
comunicação e expressão, em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora,
com estrutura gramatical própria, constituem um sistema lingüístico de transmissão de
idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.
Art. 2o Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas
concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e
difusão da Língua Brasileira de Sinais - Libras como meio de comunicação objetiva e de
utilização corrente das comunidades surdas do Brasil.
Art. 3o As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de
assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos
portadores de deficiência auditiva, de acordo com as normas legais em vigor.
74
Art. 4o O sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais
e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação
Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior, do
ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos Parâmetros
Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente.
Parágrafoúnico. A Língua Brasileira de Sinais - Libras não poderá substituir a
modalidade escrita da língua portuguesa.
Art. 5o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 24 de abril de 2002; 181o da Independência e 114o da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Paulo Renato Souza
Texto publicado no D.O.U. de 25.4.2002
DECRETO Nº 5.626, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, inciso
IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei no 10.436, de 24 de abril de
2002, e no art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000,
DECRETA:
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1o Este Decreto regulamenta a Lei no 10.436, de 24 de abril de 2002, e o art. 18 da
Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000.
Art. 2o Para os fins deste Decreto, considera-se pessoa surda aquela que, por ter perda
auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais,
manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais -
Libras.
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Parágrafo único. Considera-se deficiência auditiva a perda bilateral, parcial ou total, de
quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de
500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz.
CAPÍTULO II
DA INCLUSÃO DA LIBRAS COMO DISCIPLINA CURRICULAR
Art. 3o A Libras deve ser inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de
formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior, e
nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino, públicas e privadas, do
sistema federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios.
§ 1o Todos os cursos de licenciatura, nas diferentes áreas do conhecimento, o curso
normal de nível médio, o curso normal superior, o curso de Pedagogia e o curso de
Educação Especial são considerados cursos de formação de professores e profissionais
da educação para o exercício do magistério.
§ 2o A Libras constituir-se-á em disciplina curricular optativa nos demais cursos de
educação superior e na educação profissional, a partir de um ano da publicação deste
Decreto.
CAPÍTULO III
DA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE LIBRAS E DO INSTRUTOR DE LIBRAS
Art. 4o A formação de docentes para o ensino de Libras nas séries finais do ensino
fundamental, no ensino médio e na educação superior deve ser realizada em nível
superior, em curso de graduação de licenciatura plena em Letras: Libras ou em Letras:
Libras/Língua Portuguesa como segunda língua.
Parágrafo único. As pessoas surdas terão prioridade nos cursos de formação previstos
no caput.
Art. 5o A formação de docentes para o ensino de Libras na educação infantil e nos
anos iniciais do ensino fundamental deve ser realizada em curso de Pedagogia ou
curso normal superior, em que Libras e Língua Portuguesa escrita tenham constituído
línguas de instrução, viabilizando a formação bilíngüe.
§ 1o Admite-se como formação mínima de docentes para o ensino de Libras na
educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, a formação ofertada em
nível médio na modalidade normal, que viabilizar a formação bilíngüe, referida no
caput.
§ 2o As pessoas surdas terão prioridade nos cursos de formação previstos no caput.
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Art. 6o A formação de instrutor de Libras, em nível médio, deve ser realizada por meio
de:
I - cursos de educação profissional;
II - cursos de formação continuada promovidos por instituições de ensino superior; e
III - cursos de formação continuada promovidos por instituições credenciadas por
secretarias de educação.
§ 1o A formação do instrutor de Libras pode ser realizada também por organizações da
sociedade civil representativa da comunidade surda, desde que o certificado seja
convalidado por pelo menos uma das instituições referidas nos incisos II e III.
§ 2o As pessoas surdas terão prioridade nos cursos de formação previstos no caput.
Art. 7o Nos próximos dez anos, a partir da publicação deste Decreto, caso não haja
docente com título de pós-graduação ou de graduação em Libras para o ensino dessa
disciplina em cursos de educação superior, ela poderá ser ministrada por profissionais
que apresentem pelo menos um dos seguintes perfis:
I - professor de Libras, usuário dessa língua com curso de pós-graduação ou com
formação superior e certificado de proficiência em Libras, obtido por meio de exame
promovido pelo Ministério da Educação;
II - instrutor de Libras, usuário dessa língua com formação de nível médio e com
certificado obtido por meio de exame de proficiência em Libras, promovido pelo
Ministério da Educação;
III - professor ouvinte bilíngüe: Libras - Língua Portuguesa, com pós-graduação ou
formação superior e com certificado obtido por meio de exame de proficiência em
Libras, promovido pelo Ministério da Educação.
§ 1o Nos casos previstos nos incisos I e II, as pessoas surdas terão prioridade para
ministrar a disciplina de Libras.
§ 2o A partir de um ano da publicação deste Decreto, os sistemas e as instituições de
ensino da educação básica e as de educação superior devem incluir o professor de
Libras em seu quadro do magistério.
Art. 8o O exame de proficiência em Libras, referido no art. 7o, deve avaliar a fluência
no uso, o conhecimento e a competência para o ensino dessa língua.
§ 1o O exame de proficiência em Libras deve ser promovido, anualmente, pelo
Ministério da Educação e instituições de educação superior por ele credenciadas para
essa finalidade.
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§ 2o A certificação de proficiência em Libras habilitará o instrutor ou o professor para a
função docente.
§ 3o O exame de proficiência em Libras deve ser realizado por banca examinadora de
amplo conhecimento em Libras, constituída por docentes surdos e lingüistas de
instituições de educação superior.
Art. 9o A partir da publicação deste Decreto, as instituições de ensino médio que
oferecem cursos de formação para o magistério na modalidade normal e as
instituições de educação superior que oferecem cursos de Fonoaudiologia ou de
formação de professores devem incluir Libras como disciplina curricular, nos seguintes
prazos e percentuais mínimos:
I - até três anos, em vinte por cento dos cursos da instituição;
II - até cinco anos, em sessenta por cento dos cursos da instituição;
III - até sete anos, em oitenta por cento dos cursos da instituição; e
IV - dez anos, em cem por cento dos cursos da instituição.
Parágrafo único. O processo de inclusão da Libras como disciplina curricular deve
iniciar-se nos cursos de Educação Especial, Fonoaudiologia, Pedagogia e Letras,
ampliando-se progressivamente para as demais licenciaturas.
Art. 10. As instituições de educação superior devem incluir a Libras como objeto de
ensino, pesquisa e extensão nos cursos de formação de professores para a educação
básica, nos cursos de Fonoaudiologia e nos cursos de Tradução e Interpretação de
Libras - Língua Portuguesa.
Art. 11. O Ministério da Educação promoverá, a partir da publicação deste Decreto,
programas específicos para a criação de cursos de graduação:
I - para formação de professores surdos e ouvintes, para a educação infantil e anos
iniciais do ensino fundamental, que viabilize a educação bilíngüe: Libras - Língua
Portuguesa como segunda língua;
II - de licenciatura em Letras: Libras ou em Letras: Libras/Língua Portuguesa, como
segunda língua para surdos;
III - de formação em Tradução e Interpretação de Libras - Língua Portuguesa.
Art. 12. As instituições de educação superior, principalmente as que ofertam cursos de
Educação Especial, Pedagogia e Letras, devem viabilizarcursos de pós-graduação para
a formação de professores para o ensino de Libras e sua interpretação, a partir de um
ano da publicação deste Decreto.
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Art. 13. O ensino da modalidade escrita da Língua Portuguesa, como segunda língua
para pessoas surdas, deve ser incluído como disciplina curricular nos cursos de
formação de professores para a educação infantil e para os anos iniciais do ensino
fundamental, de nível médio e superior, bem como nos cursos de licenciatura em
Letras com habilitação em Língua Portuguesa.
Parágrafo único. O tema sobre a modalidade escrita da língua portuguesa para surdos
deve ser incluído como conteúdo nos cursos de Fonoaudiologia.
CAPÍTULO IV
DO USO E DA DIFUSÃO DA LIBRAS E DA LÍNGUA PORTUGUESA PARA O
ACESSO DAS PESSOAS SURDAS À EDUCAÇÃO
Art. 14. As instituições federais de ensino devem garantir, obrigatoriamente, às
pessoas surdas acesso à comunicação, à informação e à educação nos processos
seletivos, nas atividades e nos conteúdos curriculares desenvolvidos em todos os
níveis, etapas e modalidades de educação, desde a educação infantil até à superior.
§ 1o Para garantir o atendimento educacional especializado e o acesso previsto no
caput, as instituições federais de ensino devem:
I - promover cursos de formação de professores para:
a) o ensino e uso da Libras;
b) a tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa; e
c) o ensino da Língua Portuguesa, como segunda língua para pessoas surdas;
II - ofertar, obrigatoriamente, desde a educação infantil, o ensino da Libras e também
da Língua Portuguesa, como segunda língua para alunos surdos;
III - prover as escolas com:
a) professor de Libras ou instrutor de Libras;
b) tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa;
c) professor para o ensino de Língua Portuguesa como segunda língua para pessoas
surdas; e
d) professor regente de classe com conhecimento acerca da singularidade lingüística
manifestada pelos alunos surdos;
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IV - garantir o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos surdos,
desde a educação infantil, nas salas de aula e, também, em salas de recursos, em turno
contrário ao da escolarização;
V - apoiar, na comunidade escolar, o uso e a difusão de Libras entre professores,
alunos, funcionários, direção da escola e familiares, inclusive por meio da oferta de
cursos;
VI - adotar mecanismos de avaliação coerentes com aprendizado de segunda língua, na
correção das provas escritas, valorizando o aspecto semântico e reconhecendo a
singularidade lingüística manifestada no aspecto formal da Língua Portuguesa;
VII - desenvolver e adotar mecanismos alternativos para a avaliação de conhecimentos
expressos em Libras, desde que devidamente registrados em vídeo ou em outros
meios eletrônicos e tecnológicos;
VIII - disponibilizar equipamentos, acesso às novas tecnologias de informação e
comunicação, bem como recursos didáticos para apoiar a educação de alunos surdos
ou com deficiência auditiva.
§ 2o O professor da educação básica, bilíngüe, aprovado em exame de proficiência em
tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa, pode exercer a função de
tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa, cuja função é distinta da função de
professor docente.
§ 3o As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal, estadual,
municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste
artigo como meio de assegurar atendimento educacional especializado aos alunos
surdos ou com deficiência auditiva.
Art. 15. Para complementar o currículo da base nacional comum, o ensino de Libras e o
ensino da modalidade escrita da Língua Portuguesa, como segunda língua para alunos
surdos, devem ser ministrados em uma perspectiva dialógica, funcional e instrumental,
como:
I - atividades ou complementação curricular específica na educação infantil e anos
iniciais do ensino fundamental; e
II - áreas de conhecimento, como disciplinas curriculares, nos anos finais do ensino
fundamental, no ensino médio e na educação superior.
Art. 16. A modalidade oral da Língua Portuguesa, na educação básica, deve ser
ofertada aos alunos surdos ou com deficiência auditiva, preferencialmente em turno
distinto ao da escolarização, por meio de ações integradas entre as áreas da saúde e
da educação, resguardado o direito de opção da família ou do próprio aluno por essa
modalidade.
80
Parágrafo único. A definição de espaço para o desenvolvimento da modalidade oral da
Língua Portuguesa e a definição dos profissionais de Fonoaudiologia para atuação com
alunos da educação básica são de competência dos órgãos que possuam estas
atribuições nas unidades federadas.
CAPÍTULO V
DA FORMAÇÃO DO TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LIBRAS - LÍNGUA PORTUGUESA
Art. 17. A formação do tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa deve
efetivar-se por meio de curso superior de Tradução e Interpretação, com habilitação
em Libras - Língua Portuguesa.
Art. 18. Nos próximos dez anos, a partir da publicação deste Decreto, a formação de
tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa, em nível médio, deve ser realizada
por meio de:
I - cursos de educação profissional;
II - cursos de extensão universitária; e
III - cursos de formação continuada promovidos por instituições de ensino superior e
instituições credenciadas por secretarias de educação.
Parágrafo único. A formação de tradutor e intérprete de Libras pode ser realizada por
organizações da sociedade civil representativas da comunidade surda, desde que o
certificado seja convalidado por uma das instituições referidas no inciso III.
Art. 19. Nos próximos dez anos, a partir da publicação deste Decreto, caso não haja
pessoas com a titulação exigida para o exercício da tradução e interpretação de Libras -
Língua Portuguesa, as instituições federais de ensino devem incluir, em seus quadros,
profissionais com o seguinte perfil:
I - profissional ouvinte, de nível superior, com competência e fluência em Libras para
realizar a interpretação das duas línguas, de maneira simultânea e consecutiva, e com
aprovação em exame de proficiência, promovido pelo Ministério da Educação, para
atuação em instituições de ensino médio e de educação superior;
II - profissional ouvinte, de nível médio, com competência e fluência em Libras para
realizar a interpretação das duas línguas, de maneira simultânea e consecutiva, e com
aprovação em exame de proficiência, promovido pelo Ministério da Educação, para
atuação no ensino fundamental;
III - profissional surdo, com competência para realizar a interpretação de línguas de
sinais de outros países para a Libras, para atuação em cursos e eventos.
Parágrafo único. As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal,
estadual, municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas
81
neste artigo como meio de assegurar aos alunos surdos ou com deficiência auditiva o
acesso à comunicação, à informação e à educação.
Art. 20. Nos próximos dez anos, a partir da publicação deste Decreto, o Ministério da
Educação ou instituições de ensino superior por ele credenciadas para essa finalidade
promoverão, anualmente, exame nacional de proficiência em tradução e interpretação
de Libras - Língua Portuguesa.
Parágrafo único. O exame de proficiência em tradução e interpretação de Libras -
Língua Portuguesa deve ser realizado por banca examinadora de amplo conhecimento
dessa função, constituída por docentes surdos, lingüistas e tradutores e intérpretes de
Libras de instituições de educação superior.
Art. 21. A partir de um ano dapublicação deste Decreto, as instituições federais de
ensino da educação básica e da educação superior devem incluir, em seus quadros, em
todos os níveis, etapas e modalidades, o tradutor e intérprete de Libras - Língua
Portuguesa, para viabilizar o acesso à comunicação, à informação e à educação de
alunos surdos.
§ 1o O profissional a que se refere o caput atuará:
I - nos processos seletivos para cursos na instituição de ensino;
II - nas salas de aula para viabilizar o acesso dos alunos aos conhecimentos e
conteúdos curriculares, em todas as atividades didático-pedagógicas; e
III - no apoio à acessibilidade aos serviços e às atividades-fim da instituição de ensino.
§ 2o As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal, estadual,
municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste
artigo como meio de assegurar aos alunos surdos ou com deficiência auditiva o acesso
à comunicação, à informação e à educação.
CAPÍTULO VI
DA GARANTIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO DAS PESSOAS SURDAS OU
COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA
Art. 22. As instituições federais de ensino responsáveis pela educação básica devem
garantir a inclusão de alunos surdos ou com deficiência auditiva, por meio da
organização de:
I - escolas e classes de educação bilíngüe, abertas a alunos surdos e ouvintes, com
professores bilíngües, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental;
II - escolas bilíngües ou escolas comuns da rede regular de ensino, abertas a alunos
surdos e ouvintes, para os anos finais do ensino fundamental, ensino médio ou
82
educação profissional, com docentes das diferentes áreas do conhecimento, cientes da
singularidade lingüística dos alunos surdos, bem como com a presença de tradutores e
intérpretes de Libras - Língua Portuguesa.
§ 1o São denominadas escolas ou classes de educação bilíngüe aquelas em que a
Libras e a modalidade escrita da Língua Portuguesa sejam línguas de instrução
utilizadas no desenvolvimento de todo o processo educativo.
§ 2o Os alunos têm o direito à escolarização em um turno diferenciado ao do
atendimento educacional especializado para o desenvolvimento de complementação
curricular, com utilização de equipamentos e tecnologias de informação.
§ 3o As mudanças decorrentes da implementação dos incisos I e II implicam a
formalização, pelos pais e pelos próprios alunos, de sua opção ou preferência pela
educação sem o uso de Libras.
§ 4o O disposto no § 2o deste artigo deve ser garantido também para os alunos não
usuários da Libras.
Art. 23. As instituições federais de ensino, de educação básica e superior, devem
proporcionar aos alunos surdos os serviços de tradutor e intérprete de Libras - Língua
Portuguesa em sala de aula e em outros espaços educacionais, bem como
equipamentos e tecnologias que viabilizem o acesso à comunicação, à informação e à
educação.
§ 1o Deve ser proporcionado aos professores acesso à literatura e informações sobre a
especificidade lingüística do aluno surdo.
§ 2o As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal, estadual,
municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste
artigo como meio de assegurar aos alunos surdos ou com deficiência auditiva o acesso
à comunicação, à informação e à educação.
Art. 24. A programação visual dos cursos de nível médio e superior, preferencialmente
os de formação de professores, na modalidade de educação a distância, deve dispor de
sistemas de acesso à informação como janela com tradutor e intérprete de Libras -
Língua Portuguesa e subtitulação por meio do sistema de legenda oculta, de modo a
reproduzir as mensagens veiculadas às pessoas surdas, conforme prevê o Decreto no
5.296, de 2 de dezembro de 2004.
CAPÍTULO VII
DA GARANTIA DO DIREITO À SAÚDE DAS PESSOAS SURDAS OU
COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA
Art. 25. A partir de um ano da publicação deste Decreto, o Sistema Único de Saúde -
SUS e as empresas que detêm concessão ou permissão de serviços públicos de
83
assistência à saúde, na perspectiva da inclusão plena das pessoas surdas ou com
deficiência auditiva em todas as esferas da vida social, devem garantir,
prioritariamente aos alunos matriculados nas redes de ensino da educação básica, a
atenção integral à sua saúde, nos diversos níveis de complexidade e especialidades
médicas, efetivando:
I - ações de prevenção e desenvolvimento de programas de saúde auditiva;
II - tratamento clínico e atendimento especializado, respeitando as especificidades de
cada caso;
III - realização de diagnóstico, atendimento precoce e do encaminhamento para a área
de educação;
IV - seleção, adaptação e fornecimento de prótese auditiva ou aparelho de
amplificação sonora, quando indicado;
V - acompanhamento médico e fonoaudiológico e terapia fonoaudiológica;
VI - atendimento em reabilitação por equipe multiprofissional;
VII - atendimento fonoaudiológico às crianças, adolescentes e jovens matriculados na
educação básica, por meio de ações integradas com a área da educação, de acordo
com as necessidades terapêuticas do aluno;
VIII - orientações à família sobre as implicações da surdez e sobre a importância para a
criança com perda auditiva ter, desde seu nascimento, acesso à Libras e à Língua
Portuguesa;
IX - atendimento às pessoas surdas ou com deficiência auditiva na rede de serviços do
SUS e das empresas que detêm concessão ou permissão de serviços públicos de
assistência à saúde, por profissionais capacitados para o uso de Libras ou para sua
tradução e interpretação; e
X - apoio à capacitação e formação de profissionais da rede de serviços do SUS para o
uso de Libras e sua tradução e interpretação.
§ 1o O disposto neste artigo deve ser garantido também para os alunos surdos ou com
deficiência auditiva não usuários da Libras.
§ 2o O Poder Público, os órgãos da administração pública estadual, municipal, do
Distrito Federal e as empresas privadas que detêm autorização, concessão ou
permissão de serviços públicos de assistência à saúde buscarão implementar as
medidas referidas no art. 3o da Lei no 10.436, de 2002, como meio de assegurar,
prioritariamente, aos alunos surdos ou com deficiência auditiva matriculados nas redes
de ensino da educação básica, a atenção integral à sua saúde, nos diversos níveis de
complexidade e especialidades médicas.
84
CAPÍTULO VIII
DO PAPEL DO PODER PÚBLICO E DAS EMPRESAS QUE DETÊM CONCESSÃO OU
PERMISSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS, NO APOIO AO USO E DIFUSÃO DA LIBRAS
Art. 26. A partir de um ano da publicação deste Decreto, o Poder Público, as empresas
concessionárias de serviços públicos e os órgãos da administração pública federal,
direta e indireta devem garantir às pessoas surdas o tratamento diferenciado, por
meio do uso e difusão de Libras e da tradução e interpretação de Libras - Língua
Portuguesa, realizados por servidores e empregados capacitados para essa função,
bem como o acesso às tecnologias de informação, conforme prevê o Decreto no 5.296,
de 2004.
§ 1o As instituições de que trata o caput devem dispor de, pelo menos, cinco por cento
de servidores, funcionários e empregados capacitados para o uso e interpretação da
Libras.
§ 2o O Poder Público, os órgãos da administração pública estadual, municipal e do
Distrito Federal, e as empresas privadas que detêm concessão ou permissão de
serviços públicos buscarão implementar as medidas referidas neste artigo como meio
de assegurar às pessoas surdas ou com deficiência auditiva o tratamento diferenciado,
previsto no caput.
Art. 27. No âmbito da administração pública federal, direta e indireta, bem como das
empresasque detêm concessão e permissão de serviços públicos federais, os serviços
prestados por servidores e empregados capacitados para utilizar a Libras e realizar a
tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa estão sujeitos a padrões de
controle de atendimento e a avaliação da satisfação do usuário dos serviços públicos,
sob a coordenação da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão, em conformidade com o Decreto no 3.507, de 13 de junho de
2000.
Parágrafo único. Caberá à administração pública no âmbito estadual, municipal e do
Distrito Federal disciplinar, em regulamento próprio, os padrões de controle do
atendimento e avaliação da satisfação do usuário dos serviços públicos, referido no
caput.
CAPÍTULO IX
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 28. Os órgãos da administração pública federal, direta e indireta, devem incluir em
seus orçamentos anuais e plurianuais dotações destinadas a viabilizar ações previstas
neste Decreto, prioritariamente as relativas à formação, capacitação e qualificação de
professores, servidores e empregados para o uso e difusão da Libras e à realização da
tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa, a partir de um ano da
publicação deste Decreto.
85
Art. 29. O Distrito Federal, os Estados e os Municípios, no âmbito de suas
competências, definirão os instrumentos para a efetiva implantação e o controle do
uso e difusão de Libras e de sua tradução e interpretação, referidos nos dispositivos
deste Decreto.
Art. 30. Os órgãos da administração pública estadual, municipal e do Distrito Federal,
direta e indireta, viabilizarão as ações previstas neste Decreto com dotações
específicas em seus orçamentos anuais e plurianuais, prioritariamente as relativas à
formação, capacitação e qualificação de professores, servidores e empregados para o
uso e difusão da Libras e à realização da tradução e interpretação de Libras - Língua
Portuguesa, a partir de um ano da publicação deste Decreto.
Art. 31. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 22 de dezembro de 2005; 184o da Independência e 117o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
LEI Nº 12.319, DE 1º DE SETEMBRO DE 2010.
Regulamenta a profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais -
LIBRAS.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu
sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Esta Lei regulamenta o exercício da profissão de Tradutor e Intérprete da
Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS.
Art. 2o O tradutor e intérprete terá competência para realizar interpretação das 2
(duas) línguas de maneira simultânea ou consecutiva e proficiência em tradução e
interpretação da Libras e da Língua Portuguesa.
Art. 3o (VETADO)
Art. 4o A formação profissional do tutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa, em
nível médio, deve ser realizada por meio de:
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I - cursos de educação profissional reconhecidos pelo Sistema que os credenciou;
II - cursos de extensão universitária; e
III - cursos de formação continuada promovidos por instituições de ensino superior e
instituições credenciadas por Secretarias de Educação.
Parágrafo único. A formação de tradutor e intérprete de Libras pode ser realizada por
organizações da sociedade civil representativas da comunidade surda, desde que o
certificado seja convalidado por uma das instituições referidas no inciso III.
Art. 5o Até o dia 22 de dezembro de 2015, a União, diretamente ou por intermédio de
credenciadas, promoverá, anualmente, exame nacional de proficiência em Tradução e
Interpretação de Libras - Língua Portuguesa.
Parágrafo único. O exame de proficiência em Tradução e Interpretação de Libras -
Língua Portuguesa deve ser realizado por banca examinadora de amplo conhecimento
dessa função, constituída por docentes surdos, linguistas e tradutores e intérpretes de
Libras de instituições de educação superior.
Art. 6o São atribuições do tradutor e intérprete, no exercício de suas competências:
I - efetuar comunicação entre surdos e ouvintes, surdos e surdos, surdos e surdos-
cegos, surdos-cegos e ouvintes, por meio da Libras para a língua oral e vice-versa;
II - interpretar, em Língua Brasileira de Sinais - Língua Portuguesa, as atividades
didático-pedagógicas e culturais desenvolvidas nas instituições de ensino nos níveis
fundamental, médio e superior, de forma a viabilizar o acesso aos conteúdos
curriculares;
III - atuar nos processos seletivos para cursos na instituição de ensino e nos concursos
públicos;
IV - atuar no apoio à acessibilidade aos serviços e às atividades-fim das instituições de
ensino e repartições públicas; e
V - prestar seus serviços em depoimentos em juízo, em órgãos administrativos ou
policiais.
Art. 7o O intérprete deve exercer sua profissão com rigor técnico, zelando pelos
valores éticos a ela inerentes, pelo respeito à pessoa humana e à cultura do surdo e,
em especial:
I - pela honestidade e discrição, protegendo o direito de sigilo da informação recebida;
II - pela atuação livre de preconceito de origem, raça, credo religioso, idade, sexo ou
orientação sexual ou gênero;
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III - pela imparcialidade e fidelidade aos conteúdos que lhe couber traduzir;
IV - pelas postura e conduta adequadas aos ambientes que frequentar por causa do
exercício profissional;
V - pela solidariedade e consciência de que o direito de expressão é um direito social,
independentemente da condição social e econômica daqueles que dele necessitem;
VI - pelo conhecimento das especificidades da comunidade
surda. Art. 8o (VETADO)
Art. 9o (VETADO)
Art. 10. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 1º de setembro de 2010; 189o da Independência e 122o da
República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Luiz Paulo Teles Ferreira
Barreto Fernando Haddad
Carlos Lupi
Paulo de Tarso Vanucchi
3.2 GRAMÁTICA DE LIBRAS: CONHECER PARA ENTENDER UMA
LÍNGUA DIFERENTE
A língua é convencionada como conjunto de regras e signos
abstratos, condicionados à fala ou aos sinais, essencial às práticas sociais de uma
comunidade linguística. A partir dessa concepção, definiu-se como LIBRAS, ou
seja, a língua de sinais, primordial para as práticas sociais da comunidade surda.
Para que se possa fundamentar uma língua é necessário instituir uma
gramática sistematizada que defina todos os mecanismos necessários para
regulação da língua.
Assim como a gramática convencional é entendida como conjunto de
regras necessárias que o indivíduo deva seguir na estruturação de textos, tais
como: Morfologia, sintaxe, coesão e coerência, acrescentando nesse repertório à
fonologia, a semântica e a pragmática, a gramática de LIBRAS, também, possui
88
regras para estruturação de textos, similares e contrastiva com a gramática da
Língua Portuguesa, relacionadas à morfologia, coesão, coerência e semântica,
conforme afirma (QUADROS, 2007 apud KATO, 1988).
a. que há similaridades comportamentais que não precisam ser explicitadas
por constituírem a base comum das línguas naturais;
b. que se duas línguas compartilham muitas similaridades tipológicas, estas
poderão servir de base para as primeiras inferências quanto ao significado
das formas em língua estrangeiras;
c. quanto às diferenças, por serem sistemáticas, admitem um tratamento
inferencial e heurístico.
A língua de sinais é uma língua espacial visual e existem muitas formas
criativas de explorá-la Configurações de mão, movimentos, expressões faciais
gramaticais, localizações, movimentos do corpo, espaço de sinalização,classificadores são alguns dos recursos discursivos que tal língua oferece para
serem explorados durante o desenvolvimento da criança surda e que devem ser
explorados para um processo de alfabetização com êxito. (QUADROS, 2007).
89
Ainda segundo a autora, fazendo uma analogia entre as duas
gramáticas, registrem-se as diferenças existentes:
LÍNGUA PORTUGUESA
LIBRAS
Língua
predominante
Oral auditiva.(entoação e
intensidade
Vísuo espacial (expressão facial e
corporal);
FONEMA (som) Unidade Mínima sem
significado de uma língua
e a sua organização
interna.
Léxico reproduzido por meio de
sinais, baseada nas interações
sociais do indivíduo.
ALFABETO Combinações de
letra• som
(oralizado),
possibilitando o
Entendimento de
qualquer léxico.
Realizado de forma
icônica (dactilologizado); Auxilia no
processo de transcrição da língua de
sinais para a LP.
SINTAXE Preocupa-se a
linearidade do
texto.
Envolve todos os aspectos espaciais,
incluindo os classificadores, ou seja,
é um tipo de morfema gramatical
que é afixado a um morfema lexical
ou sinal para mencionar a classe
que pertence o referente desse
sinal.
CONSTRUÇÃO DE
UM TEXTO
Limita-se na
transcrição de acordo
com as regras.
a. Utiliza a estrutura tópico
comentário,
realizado através
de
repetições sistemáticas.
b. Utiliza referências
anafóricas, através de
pontos estabelecidos
no
espaço.
ARTIGO Apoia-se em fazer a
marcação do gênero.
Ex: o, a,os,as – um,
uma, uns, umas
Só aparece para seres humanos e
animais. Define o item lexical
classificado. Ex. homem, mulher
ESTRUTURA
DE
SENTENÇAS
Convencionada
pela estruturação
de SVO
Essa estruturação sofre alteração
OSV ou SOV (o sujeito pode ser
marcado por um sinal
acompanhado da datilologia)
PRONOMES Pessoal: Eu, tu, ele
(a), nós, vos, eles
(as)
Pessoal: Eu, você (precisa olhar
para pessoa) ele/ela, nós – nós 2
– nós 3 – nós 4.
Como se observa no quadro1 acima, embora haja “algumas diferenças”
entre a Língua Portuguesa e a Língua de Sinais, essas não impedem que o surdo
se aproprie da leitura e escrita. Para isso, caberá ao professor /mediador ser a
ponte entre esses dois mundos, através de estratégias metodológicas que
eliminem as barreiras na comunicação e aprendizagem, e por oportuno,
proporcionar a essa comunidade a verdadeira integração no sistema
educacional.
Outra questão que deve ser levada em consideração para o sucesso de
escrita é que, tanto o aluno “normal” quanto o aluno com surdez, depende por
sobremaneira dos inputs a que estão expostos, pois esse sucesso está
intrinsecamente atrelado às experiências e aos conhecimentos prévios, ou seja,
a visão de mundo introspectivo a cada participante. (BRASIL, 2002).
Imbricado a isso, convalidado com a ideia de QUADROS e o material
que orienta o ensino de surdos (LÍNGUA PORTUGUESA PARA SURDOS Caminhos
para a prática pedagógica – v.01 e 02) ratifica-se que, para o surdo ter um bom
domínio da Língua Portuguesa é recomendável que, primeiramente, ele domine
sua língua materna (L1), que, no caso em discussão, é a LIBRAS, acrescida a isso,
ele poderá ser inserido no processo de aquisição da segunda língua,
correlacionada a Gramática dos ouvintes.
http://portal.mec.gov.br/par/192-secretarias-112877938/seesp-
esducacao-especial-2091755988/12675-ensino-de-lingua-portuguesa-
para-surdos-caminhos-para-a-pratica-pedagogica.
91
3.3 LIBRAS EM CONTEXTO: TIPOS DE FRASES NA LIBRAS
http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint2.php
1. FORMA AFIRMATIVA:
Expressão facial neutra.
92
2.FORMA INTERROGATIVA:
Sobrancelhas franzidas e um ligeiro movimento de cabeça inclinando-se para
cima.
3.FORMA EXCLAMATIVA:
Sobrancelhas levantadas e um ligeiro movimento de cabeça inclinando-se para
baixo. Pode ainda vir também com um intensificador representado pela boca fechada
com movimento para baixo.
4.FORMA NEGATIVA: a negação pode ser feita através de três processos:
a) Com acréscimo do NÃO à frase afirmativa:
b) Com a incorporação de um movimento contrário ou diferente ao do sinal
negado:
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c) Com um aceno de cabeça que pode ser feito simultaneamente com a ação
que está sendo negada ou juntamente com os processos acima:
5.FORMA NEGATIVA/INTERROGATIVA: sobrancelhas franzidas e aceno de
cabeça negando.
94
6.FORMA EXCLAMATIVA/INTERROGATIVA
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf
Praticando os tipos de frases:
1) Cada aluno deverá formular dois tipos de sentenças diferentes e, em seguida,
sinalizar para toda a classe.
2) O professor sinalizará 8 frases de vários tipos (afirmativa, negativa, interrogativa,
exclamativa) e os alunos deverão anotar as frases sinalizadas pelo professor.
a. ________________________________________________
b. ________________________________________________
c. ________________________________________________
d. ________________________________________________
e. ________________________________________________
f. ________________________________________________
g. ________________________________________________
95
3.4 ENSINO PARA ALUNOS SURDOS A PARTIR DE TEXTOS
NARRATIVOS EM LIBRAS
A escolarização de surdos Após a inclusão e a implementação de leis que
legitimam a língua de sinais, observamos que, não só os métodos escolares não estão
adequados aos alunos surdos, mas também os materiais utilizados não atendem as
necessidades dessas pessoas. Os materiais são, em sua maioria, voltados para os
alunos ouvintes e, por isso mesmo, tem uma preocupação diferente sobre o ensino do
português, que para ouvintes se dá como uma língua materna e, para surdos, como
uma segunda língua (PL2). Além disso, os alunos ouvintes desenvolvem seu
aprendizado através da linearidade da linguagem oral e escrita, já os alunos surdos
compreendem o mundo, entre outras coisas, através das imagens que não são
estruturadas de forma linear. Português como Segunda Língua.
O letramento digital As inovações tecnológicas estão cada vez mais presentes
profusão de imagens, escritas, sons, que, em conjunto,
circulam discursos e significados por meio de jornais e revistas, outdoors e
propagandas, telas dos cinemas e televisores, computadores, celulares, tablets, entre
outros meios de comunicação. As tecnologias se modificaram, bem como algumas
práticas decorrentes do uso destas tecnologias. Os trabalhos do New London Group
(1996), de Knobel e Lankshear (2002), Cope e Kalantzis (2006), Lankshear e Knobel
(2007), Rojo (2009, 2010), Lemke (2010), entre outros, de alguma forma, ocupam-se
com as novas práticas letradas decorrentes das mudanças tecnológicas dos últimos
anos e também com o que se configura uma prática de letramento escolar adequada
às mudanças observadas.
O letramento digital e a escolarização Nas
possibilidade real de construção de significados através da utilização de diferentes
benefícios que são gerados com a convergência destes suportes digitais porque eles
propiciam a veiculação de textos, imagens (fixas e móveis) e sons de uma maneira que
nenhuma tecnologia possibilitou até o momento.
Aspectosteórico-didáticos seriam importantes para a produção de materiais de
ensino e aprendizagem adequados para crianças surdas, tendo como perspectiva o
arcabouço teórico da Linguística Aplicada, que considera este grupo linguístico como
minoritário, cuja língua L1 (LIBRAS) não coincide com a língua de alfabetização: o
português oral ou escrito (L2).
96
3.5 NARRATIVAS EM LIBRAS
1.Análise dos materiais
Vídeos com material LIBRAS/Português
Interpretação/tradução (áudio, legenda, sinais): todos os vídeos continham
legenda, sinais e áudio. Textos autênticos para ensino de LE/L2: 8 vídeos
apresentavam preocupação com texto autêntico. Presença de “variedade
linguística”: sinais do RJ. Opções de multimídia: não havia opção retirar
legenda ou áudio.
2. CD-ROMs de contos literários
CD-ROMs Título Conteúdo: História em LIBRAS e Português com jogos.
A história de Aladim e a lâmpada maravilhosa história em LIBRAS e Português
com jogos
A Cartomante - Conto de Machado de Assis história em LIBRAS e Português
O relógio de Ouro história em LIBRAS e Português
Alice no país das maravilhas - Luris Carrol história em LIBRAS e Português
O caso da vara - Machado de Assis história em LIBRAS e Português
Iracema - José de Alencar história em LIBRAS e Português
A missa do galo - Machado de Assis história em LIBRAS e Português
O Alienista - Machado de Assis história em LIBRAS e Português e telas para
colorir
O Velho da horta - Gil Vicente história em LIBRAS e Português
3. livros didáticos para surdos
Livros didáticos
Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, mais uma vez, produz um material
muito importante para a consolidação da Educação Bilíngue de surdos, o material
didático de Libras para os primeiros anos Ensino Fundamental (livro para aluno e livro
do professor).
http://libraseducandosurdos.blogspot.com.br/2011_04_01_archive.html
97
4. sites de internet relacionados à surdez
Reportagens sobre a surdez ou entrevistas com surdos (de artigos a jornal
online para surdo)
Dicionários de LIBRAS/português e dicionário em LIBRAS com explicações
sobre conceitos de disciplinas escolares por meio da língua de sinais
Venda ou distribuição gratuita de materiais didáticos para surdos, intérpretes
Objetos de aprendizagem para atividades de aprendizagem de conteúdos
escolares e da LIBRAS
Saiba mais
Para aprofundar seus conhecimentos, acesse: https://feneis.org.br/
ACESSIBILIDADE
POLÍTICA NACIONAL PARA SURDOS
Decreto Nº 3298 /99 ( Regulamento Lei Nº 7853,
de 24 de outubro de 1989 ),
Dispõe sobre a Política Nacional para a Integração
da Pessoa Portadora de Deficiência, Consolida as
normas de proteção, e dá outras Providências.
TV - LIBRAS
TRIBUNAL SUPERIOR - TSE
98
Resolução TSE Nº 14.550 de 01 de setembro de 1994
Deficiente Auditiva - Propaganda Eleitoral Gratuita na TV com utilização de
intérpretes de LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais.
DIREITOS SURDOS - ACESSIBIBILIDADE
Lei Federal Nº 10.098 de 19 de novembro de 2000
"Estabelece Normas Gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das
Pessoas Portadoras de Deficiências ou com mobilidade reduzidas, e dá outras
providências.
Capítulo VII da acessibilidade nos sistemas de comunicação e sinalização Art.17 a 19
(Surdos) Para a pessoa surda a acessibilidade, além do intérprete de língua de Sinais,
se constitui através da utilização de recursos tecnológicos adaptados, tais como:
Sinalização visual-luminosa, campainhas que quando tocada piscam as luzes
do ambiente, placas indicativas de emergência, senha em filas, etc;
Telefone TDD, aparelho com teclado e visor, onde a mensagem digitada
aparece em uma tela;
Central de intermediação surdo-ouvinte, serviço telefônico onde uma
telefonista intermedia ligações entre um surdo ligando de um TDD e um
ouvinte que não possua este aparelho;
Aparelhos com alarme vibratório, despertadores e celulares;
Celulares com envio de mensagens de texto;
Programas de televisão com legendas, closed-caption e/ ou janelas com
interpretação em Língua de Sinais
ESCOLA
Lei Federal Nº 10.172 de 09 de janeiro de 2001
Aprova o Plano Nacional de Educação e dá
outras providências ( Educação Especial -
Implantar em (05) cinco, generalizar em (10)
dez Anos, o ensino da Língua Brasileira de Sinais
para os alunos surdos e, sempre possível, para
seus familiares e para o pessoal da unidade
escolar, mediante um programa de formação
de monitores, em parceria com organização
não governamentais).
SURDEZ
Decreto Nº 3.298 de 20 de dezembro de 1999
99
Art.4º é considerada Pessoa Portadora de Deficiência aquela que enquadrar nas
seguintes categorias:
A) De 25 a 40 Decibéis (D.B.) - Surdez Leve;
B) De 41 a 55 (D.B.) - Surdez Moderada;
C) De 56 a 70 (D.B.) - Surdez Acentuada;
D) De 71 a 90 (D.B.) - Surdez Severa;
E) De acima de 91 (D.B.) - Surdez Profunda;
F) Anacusia (Profunda).
TV LEGENDA EM PORTUGUÊS
Lei Federal Nº 6.606 de 07 de dezembro
de 1978
Art.1º são as emissoras de televisão em
todo o país obrigada a incluir, nas suas
programações semanais de filmes
estrangeiros, de preferência aos sábados,
pelo menos um filme com legendas em
português.
SÍMBOLO SURDEZ
Lei Federal Nº 8.160 de 08 de janeiro de 1991
Art. 1º É obrigatória a colocação de forma visível, do
símbolo internacional de surdez em todos os locais que
possibilitem acesso, circulação e utilização por Pessoas
Portadoras de Deficiência Auditiva, e em todos os serviços
que forem postos à sua disposição ou que possibilitem
seu uso.
VESTIBULAR E/OU PROVA PARA SURDOS
Portaria nº1.679 de 02 de dezembro de 1999.
Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de
pessoas portadores de deficiências, para instruir os
processos de autorização e de reconhecimento de
cursos, e de credenciamento de instituições. c)para
alunos com deficiência auditiva compromisso formal
da instituição de proporcionar, caso seja solicitada,
desde o acesso até a conclusão do curso: quando da
necessário, intérpretes de Línguas de Sinais/língua portuguesa, especialmente
quando da realização de provas ou sua revisão, complementando a avaliação
100
expressa em texto escrito ou quando este não tenha expressado o real
conhecimento do aluno; flexibilidade na correção das provas escritas, valorizando o
conteúdo semântico; aprendizado da língua portuguesa, principalmente, na
modalidade escrita(para o uso de vocabulário pertinente às materiais do curso em
que o estudante estiver matriculado ); materiais do informações aos professores
para que se esclareça a especificidade lingüística dos
surdos.
CARTEIRA DE HABILITAÇÃO
Resolução nº734/89 - Conselho Nacional de Trânsito -
CONTRAN
art.54 o candidato à obtenção de carteira Nacional de
habilitação, portador de deficiência auditiva igual ou
superior a 40 decibéis, considerado apto no exame Oto
neurológico, só poderá dirigir veículo automotor das
categorias A ou B.
Parágrafo 1º os veículos automotores dirigidos por
condutores com a deficiência auditiva de que trata este,
deverão estar equipados com: espelho retrovisor interno
que permita a visão da via, quando se tratar de veículo de 4 rodas ou mais.
parágrafo 2º os condutores de veículos automotores habilitados nas categorias C, D,
e que , na renovação de exame de sanidade física e mental, vierem a acusar
deficiência auditiva igual ou superior a 40 decibéis, estarão impedidos para a direção
de veículos dessas categorias.ESCOLA - INCLUSÃO SOCIAL
Resolução nº02, de 11 de setembro - Conselho
Nacional de Educação/M.E.C.
Institui diretrizes nacionais para a educação especial
na educação básica, art.5º.....
II. Dificuldade de comunicação e sinalização
diferenciadas dos demais alunos, demanda
linguagens e códigos aplicáveis;
3.6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FELIPE, Tânia A. LIBRAS em contexto. Brasília Editor: MEC/SEESP Nº. Edição: 7 - 2007.
FELIPE, Tanya A. e MONTEIRO, Myrna S. - LIBRAS em Contexto - Livro do Professor-
Curso Básico - Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos / MEC - SEE. 2001
FELIPE, Tanya A. e MONTEIRO, Myrna S. - LIBRAS em Contexto - Livro do Estudante -
Curso Básico - Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos / MEC - SEE. 2001
101
BRASIL, Lei nº 10.436 de 24 de abril de 2002.
http://www.mec.gov.br/legis/pdf/lei10436.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Decreto Nº 5.626, de
22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei Nº 10.436, de 24 de abril de 2002.
QUADROS, R. de. Educação de Surdo: A Aquisição da Linguagem. Porto Alegre: Artes
Médicas,
1997.
FERNANDES, E. Linguagem e Surdez. Porto Alegre: Artmed, 2003. 155p.
QUADROS, Ronice Muller de; KARNOPP, Lodenir Becker. Língua de sinais brasileira: estudos
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GESSER, A. Libras? Que língua é essa? Crenças e preconceitos em torno da língua de
sinais e da realidade surda. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.
CAPOVILLA, Fernando César. Deit-Libras – Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue
da Língua de Sinais Brasileira (Libras) baseado em Linguística e Neurociências
Cognitivas, 2 vols. .São Paulo: EDUSP,2013
PIMENTA, Nelson; QUADROS, Ronice Muller de. Curso de Libras 1. Rio de Janeiro : LSB
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HONORA,M. e FRIZANCO, M.L.E. Livro Ilustrado de Língua Brasileira de Sinais:
desvendando a
Comunicação pelas pessoas usadas com surdez. São Paulo: Ciranda Cultural, 2009.
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KOJIMA, C. K. e SEGALA, S. R. Libras – Língua Brasileira de Sinais: a imagem do
pensamento. Volumes 1, 2,3, 4 e 5. São Paulo: Editora Escala, 2008.
PINHEIRO, Lucineide Machado. Língua de Sinais Brasileira: LIBRAS I. São Paulo:Know
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Fontes:
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102
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