Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO – UFERSA 
DEPARTAMENTO DE LINGUAGENS E CIÊNCIAS HUMANAS 
Campus CARAÚBAS 
 
 
 
 
 
Texto adaptado. Extraído de: 
http://www.ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/incluir/libras/curso_de_libras_-
_graciele.pdf 
 
DISCIPLINA: 
INTRODUÇÃO À LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS 
 
 
 
 
2 
 
 
 
 
ORIENTAÇÕES PARA O ESTUDANTE 
 
 Para aprender LIBRAS 
 
 Se você quer aprender a realmente SE COMUNICAR em Libras, vale o mesmo 
que para todas as línguas: só se aprende na prática. 
 
 Os Surdos têm uma cultura própria e diferente da dos ouvintes. Da mesma 
maneira que você só aprende inglês bem estando nos EUA ou Inglaterra, você 
só aprende Libras bem estando na comunidade Surda. 
 
 Atenção ás aulas, por isso não converse em Língua Oral, use Língua de Sinais 
durante toda a aula, ou seja, deixe a oralização fora da sala de aula. Não tente 
traduzir (mentalmente e/ou oralmente) a conversa em sinais, procure apenas 
entender em sinais, a atenção na repetição e no contexto vão ajudá-lo a 
adquirir a língua. A LIBRAS não é português sinalizado. 
 
 Observe todas as conversas em LIBRAS, do instrutor com um aluno, ou com 
toda a turma, ou mesmo entre dois surdos, tal processo ajudará a aumentar 
seu vocabulário. 
 
 Em uma conversa em LIBRAS, não focalize só as mãos da outra pessoa, 
mantenha o contato “olho-no-olho”, observando as expressões facial e 
corporal que contam muito. 
 
 Seja ativo em uma conversa, ou seja, acene com a cabeça quando entender 
“certo” ou quando não entender acene ou faça expressão facial de negação. 
Isso não é comportamento só do Instrutor surdo em aula, isso faz parte da 
cultura do Surdo, preste atenção em todas as expressões faciais que os Surdos 
fazem ao conversarem entre si. A língua é visual-gestual. 
 
 Seja sério e dedique-se, pois seu objeto deve ser alcançado. Participe da aula, 
tente acrescentar, faça comentários, concorde, discorde, pois quanto mais se 
participa, mais se refém o que ensinado. Não se preocupe se vai fazer sinal 
errado ou certo. Tire todas as suas dúvidas. 
 
 Respeite o professor, ele está na sala de aula para ensinar, e ele não escuta, por 
isso use apenas Língua de Sinais, para qualquer dúvida ou conversa com 
colegas. Fora da sala use LIBRAS, sempre que houver SURDO presente. 
 
 
 
 
 
3 
 
 
 
 
 Não se preocupe com um sinal que você não entendeu, procure entender o 
conteúdo, sentido da conversa, se o sinal for repetido pergunte o significado. 
Estude, decore, pense em L.S., fale em sinais com o espelho, isso também 
ajudará. 
 
 Pergunte ao PROFESSOR, não pergunte ao colega (que te passará em 
português), pois você perderá a experiência da entender o significado pleno em 
LIBRAS. 
 
 Procure conviver na comunidade surda de sua região, procure as associações 
de surdos, confederações, entidades ou shoppings, onde existam momentos de 
bate papo, para que você possa crescer e treinar de sinais. 
 
 Não brinque durante a aula, temos um conteúdo a ser cumprido e respeitado. 
Não falte, pois a turma está se esforçando para que haja uma coesão do grupo, 
isso influenciará numa rica interação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
 
 
DISCIPLINA: Introdução à Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS 
 
 
Professor e Elaboração: João Batista Neves Ferreira 
 
Apresentação 
 
Caro(a) Aluno(a) 
 
Sejam bem vindos à disciplina de Introdução de LIBRAS – Língua Brasileira de 
Sinais. 
Daremos inicio aos estudos em LIBRAS. Este material, constituído por três 
unidades, tem como objetivo apresentar e conhecer os conceitos, discussões e práticas 
relacionados à educação da pessoa surda, desenvolver habilidades necessários para a 
compreensão e aquisição da LIBRAS, em nível básico. Quando do termino deste curso, 
aproveitando para aplicar cada aprendizado em sala de aula com alunos surdos e 
ouvintes. 
Para melhor organizar o conteúdo programático, a disciplina está estrutura em 
três capítulos que serão estudados ao longo de 60h/aulas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
 
 Unidade I 
1.1 A Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS .............................................................................. 07 
1.2 Mitos sobre a Língua Brasileira de Sinais e sobre os surdos ............................................ 15 
1.3 Alfabeto Manual x Datilologia Libras ............................................................................. 21 
1.4 Sinal de Identificação ..................................................................................................... 18 
1.5 Expressões Faciais e Corporais na comunicação em Libras ............................................ 25 
1.6 As saudações e os Cumprimentos em Libras .................................................................. 30 
1.7 Pronomes: Pessoais, Demonstrativos, Possessivos e Interrogativos em Libras ............... 33 
1.8 Verbos em Libras ........................................................................................................... 38 
1.9 Libras: Indicadores de temporais: Advérbios de Tempo e Frequência, Dias da 
semana e Meses do Ano ..................................................................................................... 39 
1.10 Numerais em Libras: Cardinais, Ordinais e Quantidades ............................................... 44 
1.11 Materiais de Escolares .................................................................................................. 46 
Você sabia...? – “LIBRAS, Cultura Surda e Comunidade Surda” Deficiente auditivo ou 
surdo? Existe diferença?” ..................................................................................................... 47 
Unidade II 
2.1 Curiosidade e Filme: Histórias dos Surdos no mundo e Educação de Surdos no Brasil .... 52 
2.2 Os Cincos Parâmetros da Libras ..................................................................................... 55 
2.3 Local de Ensino e disciplinas em Libras ........................................................................... 60 
2.4 Libras em Contexto: Profissão - emprego ...................................................................... 62 
2.5 Classificadores em Libras: formas, adjetivos, coisas, pessoas, animais e veículos ......... 63 
2.6 Família e Adjetivo/Saúde/Hospital da Libras em contexto ............................................. 64 
2.7 Cores, Frutas e Vestuário em Libras................................................................................ 65 
Você sabia...? – “As Feneis e as Associações de Surdos no Brasil” .......................................... 69 
Unidade III 
3.1 Legislação da Língua Brasileira de Sinais (Libras) ............................................................ 73 
3.2 Gramática de Libras conhecer para entender uma língua diferente................................ 87 
3.3 Tipos de frases na Libras................................................................................................. 91 
3.4 Ensino para alunos surdos a partir de textos narrativos em Libras.................................. 95 
3.5 Narrativas em Libras....................................................................................................... 96 
Você sabia...? – “Acessibilidade e tecnologia de educação de surdos” ...................................... 97 
3.6 Referencias Bibliografia ............................................................................................... 1006 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE I 
 
 
 
 
7 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
1.1 Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS 
Muitas pessoas acreditam que as línguas de sinais são somente um conjunto de 
gestos que interpretam as línguas orais. 
Pesquisa sobre as línguas de sinais vêm mostrando que estas línguas são 
comparáveis em complexidade e expressividade a quaisquer línguas orais. Estas 
línguas expressam ideias sutis, complexas e abstratas. Os seus usuários podem discutir 
filosofia, literatura ou política, além de esportes, trabalho, moda e utilizá-la com 
função estética para fazer poesias, contar estórias, criar peças de teatro e humor. 
Como toda língua, as línguas de sinais aumentam seus vocabulários, com novos 
sinais introduzidos pelas comunidades surdas, em resposta ás mudanças culturais e 
tecnológicas, assim a cada necessidade surge um novo sinal desde que ele se torne 
aceito, sendo utilizado pela comunidade. 
Acredita-se também que somente existe uma língua de sinais no mundo, mas 
assim como as pessoas ouvintes em países diferentes falam diferentes línguas, 
também as pessoas surdas por toda parte do mundo, que estão inseridas em “Culturas 
Surdas”, possuem suas próprias línguas, existindo, portanto muitas línguas de sinais 
diferentes, como: Língua de Sinais Francesa, Chilena, Portuguesa, Americana, 
Argentina, Venezuelana, Peruana, Portuguesa, Inglesa, Italiana, Japonesa, Chinesa, 
Uruguaia, Russa, Urubus-Kaapor, citando apenas algumas. Estas línguas são diferentes 
uma das outras e independem das línguas orais-auditivas utilizadas nesses e em outros 
países, por exemplo: o Brasil e Portugal possuem a mesma língua oficial, o português, 
mas as línguas de sinais destes países são diferentes, o mesmo acontece com os 
Estados Unidos e a Inglaterra, entre outros. Também pode acontecer que uma mesma 
língua de sinais seja utilizada por dois países, como é o caso da língua de sinais 
americana que é usada pelos surdos dos Estados Unidos e do Canadá. 
Embora cada língua de sinais tenha sua própria estrutura gramatical, surdos de 
países com línguas de sinais diferentes comunicam-se com mais facilidade uns com os 
outros, fato que não ocorre entre falantes de línguas orais, que necessitam de um 
tempo bem maior para um entendimento. Isso se deve á capacidade que as pessoas 
surdas têm em desenvolver e aproveitar gestos e pantomimas para a comunicação e 
estarem atentos ás expressões faciais e corporais das pessoas e devido ao fato dessas 
línguas terem muitos sinais que se assemelham ás coisas representadas. 
No Brasil, as comunidades surdas urbanas utilizam a Libras, mas além dela, há 
registros de uma outra língua de sinais que é utilizada pelos índios Urubus-Kaapor na 
Floresta Amazônica. 
 
 
 
 
8 
 
 
 
 
Muitas pessoas acreditam que a Libras é o português feito com as mãos, na qual 
os sinais substituem as palavras desta língua, e que ela é uma linguagem como a 
linguagem das abelhas ou do corpo, como a mímica. Entre as pessoas que acreditam 
que a Libras é realmente uma língua, há algumas que pensam que ela é limitada e 
expressa apenas informações concretas, e que não é capaz de transmitir idéias 
abstratas. 
Esses mitos precisam ser desfeitos porque a Libras, como toda língua de sinais, é 
uma língua de modalidade gestual-visual que utiliza, como canal ou meio de 
comunicação, movimentos gestuais e expressões faciais que são percebidos pela visão; 
portanto, diferencia da Língua Portuguesa, uma língua de modalidade oral-auditiva, 
que utiliza, como canal ou meio de comunicação, sons articulados que são percebidos 
pelos ouvidos. Mas as diferenças não estão somente na utilização de canais diferentes, 
estão também nas estruturas gramaticais de cada língua. 
Embora com as diferenças peculiares a cada língua, todas as línguas possuem 
algumas semelhanças que a identificam como língua e não linguagem como, por 
exemplo, a linguagem das abelhas, dos golfinhos, dos macacos, enfim, a comunicação 
dos animais. 
Uma semelhança entre as línguas é que todas são estruturas a partir de unidades 
mínimas que formam unidades mais complexas, ou seja, todas possuem os seguintes 
níveis lingüísticos: o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico. 
No nível fonológico estão os fonemas. Os fonemas só têm valor contrastivo, não 
têm significado mas, a partir das regras de cada língua, eles se combinam para formar 
os morfemas e estes, as palavras. 
Na língua portuguesa, por exemplo, os fonemas m / n / s / a / e / i podem se 
combinar e formar a palavra meninas. 
No nível morfológico, esta palavra é formada pelos morfemas {menin-} {-a}{-s}. 
Diferentemente dos fonemas, cada um destes morfemas tem um significado: {menin-} 
é o radical desta palavra e significa “criança”, “não adulto”; o morfema {-a} significa 
“gênero feminino” e o morfema {-s} significa “plural”. 
No nível sintático, esta palavra pode se combinar com outras para formar a frase, 
que precisa ter um sentido e coerência com o significado das palavras em um 
contexto, o que corresponde aos níveis semântico (significado) e pragmático (sentido 
no contexto: onde está sendo usada) respectivamente. Assim o nível semântico 
permeia o morfo-sintático. 
Outra semelhança entre as línguas é que os usuários de qualquer língua podem 
expressar seus pensamentos diferentemente, por isso uma pessoa que fala uma 
determinada língua utiliza essa língua de acordo com o contexto, portanto o modo de 
se falar com um amigo não é igual ao de se falar com uma pessoa estranha; assim, 
 
 
 
 
9 
 
 
 
 
quando se aprende uma língua está aprendendo também a utilizá-la a partir do 
contexto. 
Outra semelhança também é que todas as línguas possuem diferenças quanto ao 
seu uso em relação á região, ao grupo social, á faixa etária e ao gênero. O ensino oficial 
de uma língua sempre trabalha com a norma culta, a norma padrão, que é utilizada na 
forma escrita e falada e sempre toma alguma região e um grupo social como padrão. 
Ao se atribuir ás línguas de sinais o status de língua é porque elas, embora sendo 
de modalidade diferente, possuem também estas características em relação ás 
diferenças regionais, sócio-culturais, entre outras, e em relação ás suas estruturas 
porque elas também são compostas pelos níveis descritos acima. 
O que é denominado de palavra ou item lexical nas línguas orais-auditivas, são 
denominados sinais nas línguas de sinais. 
 Saiba mais 
Para aprofundar seus conhecimentos, acesse: 
http://culturasurda.net/ e www.acessobrasil.org.br/libras . 
 
 
A LÍNGUA DE SINAIS É LÍNGUA 
 
LÍNGUA OU LINGUAGEM? 
 
LINGUAGEM 
Linguagem é tudo que envolve significação, que pode ser humano (pintura, música, 
cinema), animal (abelhas, golfinhos, baleias) ou artificial (linguagem de computador, 
código Morse, código internacional de bandeiras). Ou seja, “sistema de comunicação 
natural ou artificial, humana ou não” (Fernandes, 2002:16). 
 
 
 
 
 
10 
 
 
 
 
 
Fonte: https://ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/incluir/libras/curso_de_libras_-
_graciele.pdf 
 
 
 
LÍNGUA 
 
É um conjunto de palavras, sinais e expressões organizados a partir de regras, 
sendo utilizado por um povo para sua interação. Sendo assim a língua seria uma forma 
de linguagem: a linguagem verbal. As línguas estariam em uma posição de destaque 
entre todas as linguagens, ou seja, podemos falar de todas as outras linguagens 
utilizando as palavras ou os sinais. Assim como as línguas orais, as línguas de sinais se 
organizam em diferentes níveis: semântico, sintático, morfológico e fonológico. 
O temo utilizado corretamente é "língua" de sinais e não "linguagem" de sinais. 
E issoporque, concordando com Oviedo (1996), "língua" designa um específico 
sistema de signos que é utilizado por uma comunidade para se comunicarem. Já 
"linguagem" está relacionada à capacidade da espécie humana para se comunicar 
através de um sistema de signos; é a capacidade humana de criar e usar as línguas e 
que, conforme Vygotsky tem papel essencial na organização das funções psicológicas 
superiores. Daí que resulta ser inapropriado utilizar o termo "linguagem" para designar 
a língua de uma comunidade; no caso a da comunidade surda, a Língua de Sinais. 
 
 OS CINCOS PARÂMETROS DA LIBRAS 
Os sinais são formados a partir da combinação do movimento das mãos com um 
determinado formato em um determinado lugar, podendo este lugar ser uma parte do 
corpo ou um espaço em frente ao corpo. Estas articulações das mãos, que podem ser 
comparadas aos fonemas e ás vezes aos morfemas, são chamadas de parâmetros, 
portanto, nas línguas de sinais podem ser encontrados os seguintes parâmetros: 
 Configuração da(s) mão(s): é a forma da(s) mão(s) presente no sinal. Na Libras 
há 64 configurações. Elas são feitas pela mão dominante (mão direita para os destros), 
 
 
 
 
11 
 
 
 
 
ou pelas duas mãos dependendo do sinal. Veja o quadro de configurações e o quadro 
do alfabeto manual que é formado por algumas dessas configurações para representar 
as letras (grafemas) da língua portuguesa. Os sinais APRENDER, LARANJA e 
DESODORANTE-SPRAY têm a mesma configuração de mão e são realizados na testa, na 
boca e na axila, respectivamente. 
 
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
 Ponto de articulação: é o lugar onde incide a mão predominante configurada, 
podendo esta tocar alguma parte do corpo ou estar em um espaço neutro vertical (do 
meio do corpo até á cabeça e horizontal (á frente do emissor). Os sinais TRBALHAR, 
BRINCAR, PAQUERAR são feitos no espaço neutro e os sinais ESQUECER, APRENDER e 
DECORAR são realizados na testa. Exemplos: 
 
 Movimento: os sinais podem ter um movimento ou não. Os sinais citados acima 
têm movimento, como também os sinais RIR, CHORAR e CONHECER, mas AJOELHAR e 
EM-PÉ não têm movimento. Exemplos: 
 
 
 
 
12 
 
 
 
 
 
 Orientação/ direcionalidade: os sinais têm uma direcionalidade com relação aos 
parâmetros acima. Assim, os verbos IR e VIR se opõem em relação á direcionalidade, 
como os verbos SUBIR e DESCER, ACENDER e APAGAR, ABRIR-PORTA e FECHAR-
PORTA. Exemplos: 
 
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
 
 
 
 
13 
 
 
 
 
 Expressão facial e/ou corporal: muitos sinais, além dos quatro parâmetros 
mencionados acima, em sua configuração têm como traço diferenciador também a 
expressão facial e/ou corporal, como os sinais ALEGRE e TRISTE. Há sinais feitos 
somente com a bochecha como LADRÃO, ATO-SEXUAL; sinais feitos com a mão e 
expressão facial, como o sinal BALA, e há ainda sinais em que sons e expressões faciais 
complementam os traços manuais, como os sinais HELICÓPTERO e MOTO. Exemplos: 
 
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
Na combinação destes quatro parâmetros, ou cinco, tem-se o sinal. Falar com as 
mãos é, portanto, combinar estes elementos para formarem as palavras e estas 
formarem as frases em um contexto. 
Para conversar, em qualquer língua, não basta conhecer as palavras e articulá-las 
adequadamente, é preciso aprender as regras gramaticais de combinação destas 
palavras em frases e serão estas regras gramaticais que iremos ver aos poucos em cada 
unidade desse livro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
 
 
 
 O RECONHECIMENTO A LINGUA BRASILEIRA DE SINAIS 
 
LEI Nº 10.436, DE 24 DE ABRIL DE 2002. 
 
Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências. 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu 
sanciono a seguinte Lei: 
 
Art. 1o É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua 
Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados. 
 
Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de 
comunicação e expressão, em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora, 
com estrutura gramatical própria, constituem um sistema lingüístico de transmissão 
de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. 
 
Art. 2o Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas 
concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e 
difusão da Língua Brasileira de Sinais - Libras como meio de comunicação objetiva e 
de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil. 
 
Art. 3o As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de 
assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos 
portadores de deficiência auditiva, de acordo com as normas legais em vigor. 
Art. 4o O sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, 
municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação 
de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e 
superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos 
Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente. 
 
Parágrafo único. A Língua Brasileira de Sinais - Libras não poderá substituir a 
modalidade escrita da língua portuguesa. 
 
Art. 5o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 24 de abril de 2002; 181o da Independência e 114o da 
República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO 
 
 
 
 
15 
 
 
 
 
1.2 MITOS SOBRE A LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS 
 
MITOS DESMISTIFICAÇÃO 
1 – A língua de sinais seria uma mistura 
de pantomima e gesticulação concreta, 
incapaz de expressar conceitos abstratos. 
Tal concepção está atrelada à idéia 
filosófica de que o mundo das idéias é 
abstrato e que o mundo dos gestos é 
concreto. O equívoco desta concepção é 
entender sinais como gestos. Na verdade, 
os sinais são palavras, apesar de não 
serem orais-auditivas. Os sinais são tão 
arbitrários quanto às palavras. A 
produção gestual na língua de sinais 
também acontece como observado nas 
línguas faladas. A diferença é que no caso 
dos sinais, os gestos também são visuais-
espaciais tornando as fronteiras mais 
difíceis de serem estabelecidas. Os sinais 
das línguas de sinais podem expressar 
quaisquer idéias abstratas. Podemos falar 
sobre as emoções, os sentimentos, os 
conceitos em língua de sinais, assim como 
nas línguas faladas. 
2 – Haveria uma única e universal língua 
de sinais usada por todas as pessoas 
surdas. 
Esta idéia está relacionada com o mito 
anterior. Se as línguas de sinais são 
consideradas gestuais, então elas são 
universais. Isto é uma falácia, pois as 
várias línguas de sinais que já foram 
estudadas são diferentes umas das 
outras. Assim como as línguas faladas, 
temos línguas de sinais que pertencem a 
troncos diferentes. Temos pelo menos 
dois troncos identificados, as línguas de 
origem francesa e as línguas de origem 
inglesa. Provavelmente, nossa língua de 
sinais pertence ao tronco das línguas de 
sinais que se originaram na língua de 
sinais francesa. 
3 – Haveria uma falha na organização 
gramatical da língua de sinais que seria 
derivada das línguas de sinais, sendo um 
pidgin sem estrutura própria, 
subordinado e inferior às línguas orais. 
Como as línguas de sinais são 
consideradas gestuais, elas não poderiam 
apresentar a mesma complexidade das 
línguas faladas. Issotambém não é 
verdadeiro, pois em primeiro lugar as 
línguas de sinais são línguas de fato. Em 
 
 
 
 
16 
 
 
 
 
segundo lugar, as línguas de sinais 
independem das línguas faladas. Um 
exemplo que evidencia isso claramente é 
que a língua de sinais portuguesa é de 
origem inglesa e a língua de sinais 
brasileira é de origem francesa, mesmo 
sendo o português a língua falada nos 
respectivos países, ou seja, Portugal e 
Brasil. Como estas línguas de sinais 
pertencem a troncos diferentes, elas são 
muito diferentes uma da outra. É claro 
que não podemos negar o fato de ambas 
as línguas estarem em contato, 
principalmente entre os surdos letrados. 
O que se observa diante deste contato é 
que, assim como observado entre línguas 
faladas em contato, existem alguns 
empréstimos linguísticos. Para, além 
disso, as línguas de sinais não têm relação 
com as línguas faladas do seu país. Elas 
são autônomas e apresentam o mesmo 
estatuto linguístico identificado nas 
línguas faladas, ou seja, dispõem dos 
mesmos níveis linguísticos de análise e 
são tão complexas quanto às línguas 
faladas. 
4. A língua de sinais seria um sistema de 
comunicação superficial, com conteúdo 
restrito, sendo estética, expressiva e 
linguisticamente inferior ao sistema de 
comunicação oral. 
Como as línguas de sinais são tão 
complexas quanto às línguas de sinais 
faladas, esta afirmação não procede. Nós 
já vimos que as línguas de sinais podem 
ser utilizadas para as inúmeras funções 
identificadas na produção das línguas 
humanas. Você pode usar a língua de 
sinais para produzir um poema, uma 
estória, um conto, uma informação, um 
argumento. Você pode persuadir criticar, 
aconselhar, entre tantas outras 
possibilidades que se apresentam ao se 
dispor de uma língua. Assim, a língua de 
sinais não é inferior a nenhuma outra 
língua, mas sim, tão linguisticamente 
reconhecida quanto qualquer outra 
língua. 
 
 
 
 
17 
 
 
 
 
5. As línguas de sinais derivam da 
comunicação gestual espontânea dos 
ouvintes. 
A idéia de que a língua de sinais seja 
gestual também reaparece neste mito. As 
pessoas pensam que as línguas de sinais 
são de fácil aquisição por estarem 
diretamente relacionadas com o sistema 
gestual utilizado por todas as pessoas que 
falam uma língua. Com isso não é 
verdade, as línguas de sinais são tão 
difíceis de serem adquiridas quanto 
quaisquer outras línguas. Precisamos de 
anos de dedicação para aprendermos 
uma língua de sinais, mas com base neste 
mito, as pessoas penam que sabem língua 
de sinais por usarem alguns gestos e 
alguns sinais que aprendem nas aulas de 
língua de sinais. A comunicação gestual 
usada exclusivamente é extremamente 
limitada, pois torna inviável a 
comunicação relacionada com questões 
mais abstratas. Para transcorrer de um 
determinado assunto qualquer vai 
precisar de uma língua. No caso da 
comunicação com os surdos, você vai 
precisar da língua de sinais 
6. As línguas de sinais, por serem 
organizadas espacialmente, estariam 
representadas no hemisfério direito do 
cérebro, uma vez que esse hemisfério é 
responsável pelo processamento de 
informação espacial, enquanto que o 
esquerdo, pela linguagem. 
As pesquisas com surdos apresentando 
lesões em um dos hemisférios 
apresentam evidências de que as línguas 
de sinais são processadas 
lingüisticamente no hemisfério esquerdo 
da mesma forma que as línguas faladas. 
Existe sim uma diferença que está 
relacionada com informações espaciais, 
pois estas, além de serem processadas no 
hemisfério esquerdo com suas 
informações lingüísticas, são também 
processadas no hemisfério direito quanto 
às suas informações de ordem puramente 
espacial. Assim, parece haver um 
processamento até mais complexo do 
que o observado em pessoas que usam 
línguas faladas. As investigações 
concluem que a língua de sinais é um 
sistema, que faz parte da linguagem 
 
 
 
 
18 
 
 
 
 
humana, processado no hemisfério 
esquerdo e no hemisfério direito 
Fonte: https://ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/incluir/libras/curso_de_libras_-
_graciele.pdf 
 
 
 
 
 
 
 Saiba mais 
Para aprofundar seus conhecimentos, acesse: 
Leitura do texto: A língua dos surdos é mímica? Pag. 19 a 22. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 
 
 
 
 
1.3 ALFABETO MANUAL EM LIBRAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA9skAJ/libras-alfabeto-numeros 
 
 
 
 
20 
 
 
 
 
 1.4 A DATILOLOGIA E SINAL SOLETRAÇÃO 
É utilizada, normalmente, para soletrar nomes de pessoas, lugares e etc 
 
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
 
 
SABIA MAIS! 
>>> Se quiser treinar os sinais abaixo de forma mais interativa confira 
alguns vídeos no www.acessolibras.com 
 
 
 
 
Alfabeto de LIBRAS e exercite no joguinho. 
 
http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?id=52 
 
 
Veja o vídeo na SIGAA: 
 Treinar o Alfabeto de Libras 
 
 
 
 
 
21 
 
 
 
 
1.4 SINAL DE IDENTIFICAÇÃO 
 
 
 
 
Quando uma pessoa aprende uma língua, apreende também os hábitos 
culturais e os contextos aos quais certas expressões estão vinculadas. Diante de 
situações como apresentações de pessoas, cumprimentos, saudações, cerimônias 
religiosas, casamentos, velórios, entre outros eventos, as pessoas assumem 
comportamentos distintos e se comunicam de acordo com estas situações. 
Para todas as situações há formas de expressões diferenciadas mais formais e 
informais. Por exemplo, o cumprimento e saudações de duas pessoas que são amigas 
são diferentes do de pessoas que são apenas conhecidas e diferentes ainda de pessoas 
que estão sendo apresentadas pela primeira vez. 
Nesta unidade serão trabalhados contextos formais e informais onde poderão 
ser vistas expressões relacionadas a estes contextos. 
Geralmente, aqui no Brasil, quando as pessoas são apresentadas umas às 
outras, elas dizem seus primeiros nomes após os cumprimentos (aperto de mãos – 
contexto formal, e/ou beijo(s) no rosto, contexto informal). No mundo dos Surdos, a 
pessoa, além de dizer o nome em datilologia, ela primeiro se apresenta pelo seu sinal, 
que lhe foi dado pela comunidade a qual faz parte. 
O sinal pessoal é o nome próprio, o «nome de batismo» de uma pessoa que é 
membro de uma comunidade Surda. Este sinal geralmente pode: 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
 
 
 
a. Representa iconicamente uma característica da pessoa. Por exemplo: 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
b. Representar a profissão de uma pessoa e uma característica. Por exemplo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
c. Representar um número, que a pessoa passou a ter na caderneta de sua turma 
de escola, ou a primeira letra do nome da pessoa. Por exemplo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
 
 
 
 
O sinal pessoal pode ser, portanto, uma representação visual de uma 
pessoa ou um atributo. 
 
 
 
O professor chega na sala de aula e cumprimenta os alunos e se apresenta: 
- TUDO BEM, 
- EU, SINAL-NOME (O professor faz o seu sinal de nome) 
- MEU NOME (O professor anota o nome no quadro-negro) 
 
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE Todos os dias o professor deve saudar seus alunos 
aochegar na classe. 
 
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
 
O professor aproveita para explicar aos alunos que, nas comunidades surdas, cada 
pessoa tem um sinal de nome e dá alguns exemplos: 
 
a) Mostra algumas figuras que representam pessoas conhecidas pelas 
Comunidades Surdas 
 
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
 
b) Chama cada aluno e pede para ele escrever no quadro o nome dele e pede aos 
outros para ajudarem a inventar um sinal de nome para cada aluno na sala de 
aula. 
 
 
 
 
24 
 
 
 
 
Pronomes e Expressões Interrogativas: 
 “QUEM; Q-U-M; QUEM-É” 
 
Os pronomes interrogativos QUE e QUEM geralmente são usados no início da 
rase, mas o pronome interrogativo ONDE e o pronome QUEM, quando está sendo 
usado com o sentido de “quem-é” ou “de quem é” são mais usados no final. Todos os 
três sinais têm uma expressão facial interrogativa feita simultaneamente com eles. 
Na variante do Rio de Janeiro, o pronome interrogativo QUEM, dependendo do 
contexto, pode ter duas formas diferentes, os sinais QUEM e o sinal soletrado Q-U-M. 
Se se quer perguntar “quem está tocando a campainha”, usa-se o sinal QUEM; se quer 
perguntar “quem faltou hoje” ou “quem está falando” ou ainda “quem fez isso”, usa se 
o sinal soletrado Q-U-M, como nos exemplos a seguir: 
interrog. 
 
 
 
1- QUEM 
“Quem é esta pessoa?” 
 
 
 
 
 
 
Estilo do cabelo, fios de cabelo, com ou sem óculos, tipo de óculos, a cor da 
pele (branca, preta, morena). 
 
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
 
 
 
 
25 
 
 
 
 
1.5 EXPRESSÕES FACIAIS E CORPORAIS NA COMUNICAÇÃO EM 
LIBRAS 
Expressão faciais são formas de comunicar algo, um sinal pode mudar 
completamente seu significado um função da expressão facial utilizada. QUADROS E 
PIMENTA (2006) explicam que existem dois tipos diferentes de expressão faciais: as 
afetivas e as gramaticais (Lexicais e Sentenciais). 
 
 
 
 
Fonte: http://www.palhoca.ifsc.edu.br/materiais/apostila-libras 
basico/Apostila_Libras_Basico_IFSC-Palhoca-Bilingue.pdf 
As afetivas são expressão ligadas sentimentos (emoções) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUPRESSA 
MEDO 
Autores: Quadros e Pimenta (2006) 
 
 
 
 
26 
 
 
 
 
As expressões faciais gramaticais lexicais estão ligados ao grau dos adjetivos 
 
 
 
E as expressões faciais gramaticais sentenciais estão ligadas às sentenças. 
 Interrogativas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BONIT@ BONITÃO 
COMO? QUAL? 
O QUE? 
 
 
 
 
PORQUE? 
SIM 
 
 
 
 
NÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
27 
 
 
 
 
 Você sabia? 
 
http://www.acessibilidadebrasil.org.br/libras_3/ 
 
 
Uso do espaço 
 O espaço de realização dos sinais na Língua de Sinais Brasileira, conforme 
Langevin & Ferreira Brito (1988). 
 
Fonte:http://www.libras.ufsc.br/colecaoLetrasLibras/eixoFormacaoEspe
cifica/linguaBrasileiraDeSinaisIII/assets/263/TEXTO_BASE_-
_DEFINITIVO_-_2010.pdf. 
 
 
 
 
28 
 
 
 
 
Principais características da Língua de Sinais dos elementos: a direção do olhar, o 
movimento da boca, o movimento corpo, o movimento da cabeça e o movimento do 
corpo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gramática em Destaque 
A direção do olhar é fundamental na comunicação em Língua de Sinais. Podem 
determinar as posições, as localizações, às reações, os tamanhos e as movimentações 
dos interlocutores em uma situação comunicativa. 
 
TIPOS DE DIREÇÃO DO OLHAR 
1) Pratique: 
 
 
 
 
 
 
 
2 
1 
4 
3 
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=yo3rIT1dEbo 
 
 
 
 
 
29 
 
 
 
 
 
TIPOS DE MOVIMENTO DA BOCA 
1) Pratique: 
 
 
 
TIPOS DE MOVIMENTO DA CABEÇA 
1) Pratique: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
 
 
 
TIPOS DE MOVIMENTO DO CORPO 
1) Pratique: 
 
 
 1.6 AS SAUDAÇÕES E OS CUMPRIMENTOS EM LIBRAS 
É comum as pessoas se saudarem em encontros formais e informais. Isto é um 
ritual que acontece em qualquer sociedade seja utilizando línguas orais como de sinais. 
Nas línguas de sinais, existem diversos sinais para saudar e também cumprimentar as 
pessoas
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(CAPOVILLA & RAPHAEL, 2001) 
 
 
 
 
 
33 
 
 
 
 
1.7 PRONOMES: PESSOAIS, DEMONSTRATIVOS E POSSESSIVOS 
DA LIBRAS EM CONTEXTO. 
 
Pronomes Pessoais 
A LIBRAS possui um sistema pronominal para representar as pessoas do 
discurso: 
PRIMEIRA PESSOA (singular, dual, trial, quatrial e plural): EU; NÓS-2, NÓS-3, 
NÓS-4NÓS- GRUPO, NÓS/NÓS-TOD@S; 
Primeira Pessoa do Singular: EU 
Apontar para o peito do enunciador ( a pessoa que fala ) 
 
Primeira Pessoa do Plural: NÓS-2, NÓS-3, NÓS-4, NÓS/NÓS-TOD@ 
 
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
 
 
 
 
34 
 
 
 
 
SEGUNDA PESSOA (singular, dual, trial, quatrial e plural): VOCÊ, VOCÊ-2, 
VOCÊ-3,VOCÊ-4, VOCÊ-GRUPO, VOCÊS/VOCÊS-TOD@S; 
 
Segunda Pessoa do Singular: VOCÊ 
 Apontar para o interlocutor ( a pessoa com quem se fala ) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Segunda Pessoa do Plural: VOCÊ-2, VOCÊ-3, VOCÊ-4, VOCÊ-TOD@ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
 
 
 
 
 
TERCEIRA PESSOA (singular, dual, trial, quatrial e plural): EL@, EL@-2, EL@-3, 
EL@-4,EL@S-GRUPO, EL@S/EL@S-TOD@S. 
 
 Terceira pessoa do singular: EL@ 
Apontar para uma pessoa que não está na conversa ou para um lugar 
convencionado para uma pessoa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Terceira Pessoa do Plural: EL@-2, EL@-3, EL@-4, EL@S/EL@S-TOD@, EL@S-
GRUPO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
 
 
 
 
 
 
 
36 
 
 
 
 
Pronomes Demonstrativos em LIBRAS 
 
Pronomes Demonstrativo Pessoa do Discurso Advérbio de Lugar 
 
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
 
 
 
 
37 
 
 
 
 
Pronomes possessivos 
Os pronomes possessivos, como os pessoais e demonstrativos, também não 
possuem marca para gênero e estão relacionados às pessoas do discurso e não à coisa 
possuída, como acontece em português: 
 
 
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
EXEMPLO: 
ME@ SOBRINH@ DOENTE FEBRE. 
SE@ FILH@ INTELIGENTE! 
PRÓPRI@ NETBOOK, CASA E ETC... 
DEL@ CANETA, EU NÃO ROUBAR. 
 
Pratique a Libras: 
 
 AH, EU LEMBRAR VOCÊ! 
 EL@ ESQUECER CHAVE. 
 NOS-2 CONVERSAR PARTICULAR. 
 VOCÊ QUER DORMIR VIR CASA ME@? 
 EL@-3 NÃO QUER ESTUDAR. 
 EU NÃO TER CARRO. 
 VOCÊ TER DINHEIRO? 
 EL@-2 ALUNOS ME. 
 ME@ FILH@ PASSEI VESTIBULAR. 
 ESS@ SE@ CELULAR ESQUECER? 
 EU COMPRAR CASAPROPRI@ 
 EL@ NÃO QUERER COMER LANHCE 
 NOS-2 QUERER PASSEAR APODI. 
 
 
 
 
 
 
 
 
38 
 
 
 
 
1.8 LIBRAS EM CONTEXTO: CONHECENDO VERBOS EM LIBRAS 
 
 Fonte: http://trabalhandocomsurdos.blogspot.com.br/2013/01/libras-
verbos.html 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Veja o vídeo no SIGAA: 
Sinais – VERBOS I 
Frases contextualizando os verbos 
 
 
. 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
 
 
 
1.9 LIBRAS: INDICADORES TEMPORAIS: ADVÉRBIO DE TEMPO E 
FREQUÊNCIA, DIAS DA SEMANA E MESES DO ANO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: http://libraseducandosurdos.blogspot.com.br/2012/01/domino-da-semana-e-
meses.html 
 
 
 
 
40 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
42 
 
 
 
 
 
 
 
(CAPOVILLA & RAPHAEL, 2001) 
 
 
 
 
43 
 
 
 
 
 
 Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
 
 
Responda rápido em Libras: 
(em caso de dúvidas pesquise) 
1- Que dia da semana é hoje? 
2- Em mês você nasceu? 
3- Quais os dias que você trabalha? 
4- Quais os dias que você descansa? 
5- Qual o ano do seu nascimento? 
6- Qual dia, mês e ano que você começou aprender libras? 
7- Que dia da semana você mais gosta? 
8- Quantos meses têm um ano? 
9- Qual mês você fica de férias? 
10- Uma semana tem quantos dias? 
11- Qual o primeiro dia da semana? 
12- Qual o último dia da semana? 
13- Qual o terceiro dia da semana? 
Veja o vídeo na SIGAA: 
atividade em vídeo 
 
 
 
 
 
44 
 
 
 
 
1.10. NUMERAIS DA LIBRAS: CARDINAIS E QUANTIDADES EM 
LIBRAS 
As línguas podem ter formas diferentes para apresentar os numerais quando 
utilizados como cardinais, ordinais, quantidade, medida, idade, dias da semana ou 
mês, horas e valores monetários. Isso também acontece na Libras. Nesta unidade e nas 
seguintes, serão apresentados os numerais em relação às situações mencionadas 
acima. É erro o uso de uma determinada configuração de mão para o numeral cardinal 
sendo utilizada em um contexto onde o numeral é ordinal ou quantidade, por 
exemplo: o numeral cardinal 1 é diferente da quantidade 1, que é diferente do ordinal 
PRIMEIR@, que é diferente de PRIMEIROANDAR, que é diferente de PRIMEIRO-GRAU, 
que é diferente de MÊS-1. Estas diferenças serão trabalhadas nas unidades deste livro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Veja, na SIGAA: “Tipos do Numeração ” 
 
 
 
 
45 
 
 
 
 
 Os números em língua de sinais possuem diferenças como na língua portuguesa. 
Observe: 
 
 
 
 
 
46 
 
 
 
 
1.11. MATERIAIS DE ESCOLARES 
Vamos aprender Libras? 
 
 
Fonte: http://www.manuario.com.br/dicionario-tematico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SABIA MAIS! 
Acessohttp://peadalvorada7.pbworks.com/f/libras1.pdf 
 
 
Veja na internet: 
Os Sinais - http://www.manuario.com.br/dicionario-tematico 
 
 
 
 
Figura 1 Dicionário Temático - Glossário Libras 
(INES – RIO) 
 
 
 
 
47 
 
 
 
 
Cultura Surda: Ao longo dos séculos, os surdos foram formando uma cultura própria 
centrada principalmente em sua forma de comunicação. Em quase todas as 
cidades do mundo vamos encontrar associações de surdos onde eles se reúnem e 
convivem socialmente. 
 
Intérprete de Língua de Sinais: 
Pessoa ouvinte que interpreta para 
os surdos uma comunicação falada 
usando a língua de sinais e vice- 
versa. 
 
 
 Comunidade e Cultura Surda do Brasil 
 
As comunidades surdas estão espalhadas pelo país, 
e como o Brasil é muito grande e diversificado, 
estas comunidades possuem diferenças regionais 
em relação a hábitos alimentares, vestuários e 
situação socioeconômica, entre outras. Estes fatores 
geraram também algumas variações lingüísticas 
regionais. 
 
As escolas são fatores de integração ou desintegração das comunidades surdas, e 
dependendo da proposta adotada, se uma escola rejeita a LIBRAS e quer 
transformar a criança surda em ouvinte deficiente, esta criança não vai 
conhecer sua comunidade e não aprenderá a língua de sinais. 
 
As escolas de surdos, mesmo ainda sem uma proposta bilíngüe, propiciam o 
encontro do surdo com outro surdo, favorecendo que as crianças, adolescentes e 
jovens possam adquirir e usar a LIBRAS. Em muitas escolas de surdos há vários 
professores que já sabem ou estão aprendendo com “professores surdos” a língua 
de sinais, além de oferecer cursos também para os pais destas crianças. 
 
Por outro lado, algumas escolas trabalham ainda somente com uma metodologia 
oralista, e as crianças surdas não tem contato com outros surdos ou desenvolvem 
um dialeto local em sinais, conhecido também como sinais caseiros. Assim que 
encontram um outro surdo ou um grupo de pessoas surdas, começam a ter acesso 
a uma língua de sinais. 
 
Devido à tradição oralista, há surdos que só querem falar, usando sempre o 
português, como também, muitos surdos que usam um bimodalismo, ou seja, 
falam português enquanto sinalizam, como os ouvintes quando começam a 
aprender alguma língua de sinais. 
 
 
 
 
48 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis. Editora UFSC. 
2008. (p.24) 
 
 
 
 
 
Fonte: STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis. Editora UFSC. 
2008. (p.30-31) 
 
 
 
 
Fonte: STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis. Editora 
UFSC. 2008. (p.31) 
 
 
 
 
 
 
Então entendermos que a comunidade surda de fato não é só de sujeitos surdos, há também 
sujeitos ouvintes – membros de família, intérpretes, professores, amigos e outros – que 
participam em compartilham os mesmos interesses em comuns em uma determinada 
localização. 
(PERLIN, 2004, p. 77-78) 
Continuando com os mesmos autores, Padden e Humphires (2000, p. n5) estabeleceram uma 
diferença entre cultura e comunidade: 
[...] uma cultura é um conjunto de comportamentos apreendidos de 
um grupo de pessoas que possuem sua própria língua, valores, 
regras de comportamento e tradições; uma comunidade é um 
sistema social geral, no qual um grupo de pessoas vivem juntas, 
compartilham metas comuns e partilham certas responsabilidades 
umas com as outras. 
Cultura surda é o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de se torná- 
lo acessível e habitável ajustando-os com as suas percepções visuais, que contribuem para a 
definição das identidades surdas e das “almas” das comunidades surdas. Isto significa que 
abrange a língua, as idéias, as crenças, os costumes e os hábitos de povo surdo. Descreve a 
pesquisadora surda: 
[...] As identidades surdas são construídas dentro das 
representações possíveis da cultura surda, elas moldam-se de 
acordo com maior ou menor receptividade cultural assumida pelo 
sujeito. E dentro dessa receptividade cultural, também surge aquela 
luta política ou consciência oposicional pela qual o individuo 
representa a si mesmo, se defende da homogeneização, dos 
aspectos que o tornam corpo menos habitável, da sensação de 
invalidez, de inclusão entre os deficientes, de menos valia social. 
 
 
 
 
49 
 
 
 
 
Surdo e D.A (Deficiente Auditivo) 
Deficiente auditivo ou surdo? Existe diferença? 
 
Muitos ficam na dúvida se devem dizer deficientes auditivosou surdos, mas afinal, 
qual o nome correto? 
Para surpresa de muitas pessoas, os dois nomes são corretos, e existem sim muitas 
diferenças entre eles e colocamos aqui algumas delas para entendermos um pouco 
melhor. 
O termo surdo é usado por aqueles que já nasceram surdos, portanto não consideram 
que possui alguma deficiência, para ele o fato de não ouvir é natural. Já a pessoa que 
perdeu a audição, seja em acidente ou alguma doença, usa-se o termo que na verdade 
hoje é pessoa com deficiência auditiva.Veja abaixo as principais diferenças entre os 
surdos e deficientes auditivos, quanto à vários fatores culturais. 
Deficiente Auditivo Surdo 
Não são usuários de LIBRAS São usuários de LIBRAS 
Mobilização em busca de aparelhos 
auditivos 
Mobilização na defesa da LIBRAS, da 
cultura e da comunidade surda 
Assistem televisão com fone sem fio Assistem TV através de Legenda 
São mais próximos dos ouvintes Usam telefone para surdos 
Conforto lingüístico ser oral-auditivo 
Utilizam sinalizadores luminosos para 
campainha, telefone, etc. 
Não participa nas associações de surdos Painéis eletrônicos 
Não aceita ser chamado de surdo 
Utilizam-se mais de imagens na 
interpretação e comunicação 
Presença de Interprete Oral-Facial Participa nas associações de surdos 
Gosta de ser chamado de deficiente 
auditivo 
 Não aceita ser chamado 
 deficiente auditivo 
 
 
 
 
 
50 
 
 
 
 
Laborrit (1994) diz: 
“Recuso-me a ser considerada excepcional, deficiente. 
Não sou. Sou surda. Para mim, a língua de sinais 
corresponde à minha voz, meu olhos são meus ouvidos. 
Sinceramente nada me falta, é a sociedade que me torna 
excepcional 
 
 
O termo errado é surdo-mudo 
O que é errado é o termo SURDO-MUDO, pois não existem pessoas surdas-mudas, só 
surdas, elas não falam porque não ouvem, mas muitos podem vir a falar, 
aprendendo em escolas próprias e com fonoaudiólogos, usando a técnica da leitura 
labial, eles podem desenvolver a fala como qualquer ouvinte. 
 
 
 
 
Conforme, Karin Lilian Strobel (professora e pesquisadora da UFSC): 
 
“ A sociedade não conhece nada sobre o povo surdo e, 
na maioria das vezes, fica com receio e apreensiva, 
sem saber como se relacionar com sujeitos surdos, ou 
tratam- nos de forma paternal, como “coitadinhos”, 
“que pena”, ou lida como se tivéssemos “uma doença 
contagiosa” ou de outra forma preconceituosa e outros 
estereótipos causados pela falta de conhecimento” 
 
 
Surdos, Surdo-mudos ou Deficientes auditivos? Será que a forma da nomeação 
faz alguma diferença para aqueles que não ouvem ou para a sociedade? 
Vamos debater essa questão no fórum, que 
tal? Aguardo os comentários de vocês. 
 
Figura 2 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Emmanuelle_Laborit 
 
Figura 3 http://editora-arara-
azul.com.br/site/admin/ckfinder/userfiles/files/2%C2%BA%20Artigo%20REVISTA%2017%20Is
rael%20Gon%C3%A7alves%20Cardoso.pdf 
 
Figura 4 http://www.editora-arara-azul.com.br/revista/03/perfil.php 
 
 
 
 
 
51 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE II 
 
 
 
 
52 
 
 
 
 
2. CURIOSIDADE e FILMES? 
2.1 HISTÓRIAS DOS SURDOS NO MUNDO E EDUCAÇÃO DE SURDOS NO BRASIL 
 
Como começou a Educação de Surdos? Sobre História de Surdos, também a 
Educação de Surdos até hoje, está sempre mudando através dos tempos. Desde 
aproximadamente 500 anos atrás, constituem-se métodos de ensino para surdos, a 
educação através da Língua de Sinais, do Oralismo, e do Bimodalismo. Porém, essas 
propostas de ensino não ocorreram todas simultaneamente, cada uma ocorreu em 
diferentes períodos da história dos surdos. Vejamos agora, alguns dos principais 
educadores de surdos, e seus mt65étodos de ensino. 
Segundo Eriksson (1998), existem várias histórias que explicam o surgimento 
e desenvolvimento do conceito de surdo no mundo. Antes de Cristo, os surdos eram 
tidos como “deuses” ou seres diabólicos, os quais precisavam ser punidos. Na 
Antiguidade, os surdos, devido ao fato de não falarem, não eram considerados 
“humanos”, nem cidadãos, mas sim incapazes. Eram até mesmo proibidos de casar. 
Por isso não estudavam e não frequentavam escolas. A partir de 1500, na Idade 
Média, o médico italiano Girolamo Cardano (1501-1576), declarou que surdos 
poderiam ser ensinados a ler e a escrever sem a utilização da fala. 
Segundo Moura (2000), também existiram vários educadores de surdos na 
Europa. Dentre eles, Frei Pedro Ponce de Leon (1520-1584), monge espanhol, que 
ensinava surdos, filhos de famílias nobres a ler os lábios, falar, rezar, e conhecer as 
doutrinas do Cristianismo. Ensinava os surdos primogênitos das famílias nobres a 
falar para que tivessem direito à herança. 
 
Vejam agora os dois principais educadores com métodos diferentes: 
 
Abade Charles-Michel de L´Epée (1712- 1789), francês, dentre os educadores 
mencionados, merece grande destaque por ter sido o mais importante educador de 
surdos. Ensinou e apoiou os surdos, fundou a primeira escola pública, o Instituto 
Nacional para Surdos-Mudos em Paris, treinou inúmeros professores para alunos 
surdos, também criou métodos de ensino (chamado de Sinais Metódicos), sendo a 
maioria dos sinais ensinados com a primeira letra do alfabeto em francês, por 
exemplo, o sinal DIEU (Deus), com primeira letra D. Observe a figura que mostra a 
estátua de L´Epée fazendo sinal “Deus” com primeira letra D para criança surda. 
Figura 1: Charles-Michel de L´Epée (1712- 
1789) http://farm3.static.flickr.com/ 
 
 
 
 
53 
 
 
 
 
Não foi L´Epée quem inventou os sinais, nem o alfabeto manual. Ambos já 
existiam há muitos anos, porém não há registro exato. O alfabeto manual era utilizado 
pelos monges com o objetivo de se comunicarem na Igreja, porque necessitavam 
permanecer em silêncio. Porém, os surdos já se comunicavam através de sinais. 
Samuel Heinicke (1727- 1790), alemão, era contra a Língua de Sinais e a favor 
do oralismo. Fundou a primeira escola oral de surdos na Alemanha. 
 
Figura 2: Samuel Heinicke 
http://www.taubenschlag.de/cms_pics/Heinicke.gif 
 
 Apresento dois principais professores surdos: 
Jean Massieu (1772-1845), um dos primeiros professores 
surdos, francês, deu aula de Língua de Sinais no Instituto Nacional 
de Surdos-Mudos em Paris, durante 32 anos. Ela seria diretor do 
Instituto, mas foi afastado pelo médico Jean Itard. Deu aula em 
outras escolas francesas para surdos. 
Figura 3: Jean Massieu 
http://www.visuf.org/images/histoire/JeanMassieu_reduit.gif 
 
Laurent Clerc (1785 - 1869), um dos professores surdos, 
aprendeu Língua de Sinais na França, devido ao seu interesse pelo 
método utilizado no ensino da língua de sinais por L´Epée. Após, 
Clerc ministrou aulas de Língua de Sinais nos Estados Unidos. 
Figura 4: Laurent Clerc 
http://www.signgenius.com/famous-deaf-people/images/laurent- 
clerc.jpg 
Há aproximadamente 500 anos, discutiu-se sobre qual seria o melhor ensino a 
ser trabalhado com surdos: Língua de Sinais ou Oralismo. Algumas escolas de alguns 
países optaram pelo método da Língua de Sinais, outras, pelo Oralismo. 
No ano de 1880, foi realizado um Congresso Internacional em Milão com o 
objetivo de discutir o futuro da educação para os surdos. Foi questionado se o ensino 
deveria se dar em Língua de Sinais ou através do Oralismo. O método oralista venceu 
por vários motivos, dentre eles, devido à idéia de que sem fala não existe pensamento 
(filosofia aristotélica), etc. 
 
54 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 5: Local onde foi feito o Congresso em Milão, Itália. 
http://www.milan1880.com/milan1880congress/venuegallery/Resources/fntangleright.jpeg 
Após o Congresso de Milão, os EUA continuaram preservando a Língua de 
Sinais, porém, a Europa, bem como outros países de todo mundo, adotou o Oralismo 
puro em suas escolas, causa do afastamento de professores surdos, permanecendo 
apenas professores ouvintes. 
Durante aproximadamente 100 anos de predominância do Oralismo, foram 
obtidos poucos resultados quanto ao desenvolvimento da fala, pensamento e 
aprendizagem dos surdos. Além disso, a surdez era vista apenas em termos clínicos, 
tendo como preocupação o estudo da perda auditiva, o desenvolvimento da 
oralidade, a articulação, etc. A comunicação de surdos, através da Língua de Sinais, 
se dava em ambientes escondidos como, por exemplo, no banheiro, no pátio das 
escolas, nos quartos de internatos antes de dormir, e nos pontos de encontros de 
surdos. Devido a esse fato, a Língua de Sinais nunca se extinguiu, permanecendo 
como língua na vida dos surdos. 
 Agora observem os modelos educacionais na Educação de Surdos. 
No princípio da história de educação de surdos, os surdos eram considerados 
intelectualmente ‘inferiores’, por isso eram trancados em asilos. Quando 
perceberam que os sujeitos surdos tinham a capacidade de aprender, começaram a 
surgir pesquisas e experimentos de diferentes metodologias e formas adaptadas de 
ensino. 
Nesta unidade procuramos enfatizar quatro modelos educacionais na 
educação de surdos, presentes em maior ou menor intensidade nas escolas para 
surdos, que são: o Oralismo, a Comunicação Total, o Bilinguismo, a Pedagogia Surda. 
(STROBEL, 2008). 
 
Filmes Surdos 
Pesquisar alguns sites sobre a cultura surda e comunidade surda: 
https://culturasurda.net/category/filmes/page/2/ 
 
Assistir ao filme: “E seu nome é Jonas” 
 
 
 
 
 
 
55 
 
2.2 OS CINCOS PARÂMETROS DA LIBRAS 
Os sinais são formados a partir da combinação do movimento das mãos com um 
determinado formato em um determinado lugar, podendo este lugar ser uma parte do 
corpo ou um espaço em frente ao corpo. Estas articulações das mãos, que podem ser 
comparadas aos fonemas e ás vezes aos morfemas, são chamadas de parâmetros, 
portanto, nas línguas de sinais podem ser encontrados os seguintes parâmetros: 
 Configuração da(s) mão(s): é a forma da(s) mão(s) presente no sinal. Na Libras 
há 64 configurações. Elas são feitas pela mão dominante (mão direita para os destros), 
ou pelas duas mãos dependendo do sinal. Veja o quadro de configurações e o quadro 
do alfabeto manual que é formado por algumas dessas configurações para representar 
as letras (grafemas) da língua portuguesa. Os sinais APRENDER, LARANJA e 
DESODORANTE-SPRAY têm a mesma configuração de mão e são realizados na testa, na 
boca e na axila, respectivamente. 
 
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
 Ponto de articulação: é o lugar onde incide a mão predominante configurada, 
podendo esta tocar alguma parte do corpo ou estar em um espaço neutro vertical (do 
meio do corpo até á cabeça e horizontal (á frente do emissor). Os sinais TRBALHAR, 
BRINCAR, PAQUERAR são feitos no espaço neutro e os sinais ESQUECER, APRENDER e 
DECORAR são realizados na testa. Exemplos: 
 
 
56 
 
 Movimento: os sinais podem ter um movimento ou não. Os sinais citados acima 
têm movimento, como também os sinais RIR, CHORAR e CONHECER, mas AJOELHAR e 
EM-PÉ não têm movimento. Exemplos: 
 
 Orientação/ direcionalidade: os sinais têm uma direcionalidade com relação aos 
parâmetros acima. Assim, os verbos IR e VIR se opõem em relação á direcionalidade, 
como os verbos SUBIR e DESCER, ACENDER e APAGAR, ABRIR-PORTA e FECHAR-
PORTA. Exemplos: 
 
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
 
57 
 
 Expressão facial e/ou corporal: muitos sinais, além dos quatro parâmetros 
mencionados acima, em sua configuração têm como traço diferenciador também a 
expressão facial e/ou corporal, como os sinais ALEGRE e TRISTE. Há sinais feitos 
somente com a bochecha como LADRÃO, ATO-SEXUAL; sinais feitos com a mão e 
expressão facial, como o sinal BALA, e há ainda sinais em que sons e expressões faciais 
complementam os traços manuais, como os sinais HELICÓPTERO e MOTO. Exemplos: 
 
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
Na combinação destes quatro parâmetros, ou cinco, tem-se o sinal. Falar com as 
mãos é, portanto, combinar estes elementos para formarem as palavras e estas 
formarem as frases em um contexto. 
Para conversar, em qualquer língua, não basta conhecer as palavras e articulá-las 
adequadamente, é preciso aprender as regras gramaticais de combinação destas 
palavras em frases e serão estas regras gramaticais que iremos ver aos poucos em cada 
unidade desse livro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
58 
 
Configurações de Mãos da Libras 
 Veja as imagens a seguir, referentes às quantidades de configurações de 
mãos: 
 
 
 
 
 
Veja o vídeo na SIGGA 
JOGO DE CONFIGURAÇÃO DA MÃO 
 
 
59 
 
 
 
Fonte: http://tertuliasdelibras.blogspot.com.br/2015/11/configuracoes-de-maos.html. 
 
 
60 
 
2.3 LOCALIZAÇÃO: UFERSA - CAMPUS CARAÚBAS RN 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COPA BLOCO: SALA DE PROFESSORES 
BLOCO: CENTRO ADMINISTRATIVO BIBLIOTECA 
CENTRO DE CONVIVÊNCIA XEROX 
CENTRAL DE AULA I CENTRAL DE AULA II 
TRANSPORTE LABORATÓRIO 
 
61 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Fotografia propria. 
 
 
 
LLOOCCAALLIIZZAAÇÇÃÃOO ““OOnnddee””?? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRATICANDO... 
A) OI, TUDO BEM? 
B) OI, TUDO BEM! 
A) VOCÊ ESTUDAR ONDE? 
B) SALA 16 LÁ DIRETA 
A) SIMESTRE? QUAL CURSO? 
B) 1 SIMESTRE, EU CURSO LETRAS INGÊS, VOCÊ ESTUDAR ONDE? 
A) EU ESTUDAR 3 SIMESTRE, CURSO LETRAS LIBRAS SALA 13, LÁ 
ESQUERDA 
B)BO@ LEGAL! 
Aluno A Aluno B 
SALA 12 - SALA 15 - 
SALA 13- SALA 16- 
SALA 14 - SALA 16 - 
SALA DE REUNIÃO 
LABORATÓRIO 
RESTAURANTE 
UNIVERSITÁRIO 
RESTAURANTE 
UNIVERSITÁRIO 
SALA REUNIÃO 
 
62 
 
 2.4 LIBRAS EM CONTEXTO: PROFISSÃO – EMPREGO 
 
 
 
 
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Veja o vídeo no SIGGA: 
Sinais – Profissão e etc. 
 
 
 
 
 
63 
 
2.5 CLASSIFICADORES EM LIBRAS: FORMAS, ADJETIVOS,PESSOAS, 
COISAS E VEICULOS 
Características: 
a) Formas e adjetivos: 
As diferenças entre verbos classificadores e adjetivos descritivos de várias formas 
 
 
 
 
b) Pessoas, coisas e veículos: 
A configuração de mão é uma marca de concordância de gênero: PESSOA, 
ANIMAL, COISA, VEÍCULO. Verbos que possuem concordância de gênero são 
chamados de verbo classificador porque concorda com o sujeito ou objeto da 
frase. Como, por exemplo, o verbo CAIR que, dependendo do sujeito da frase, 
terá uma configuração para concordar com a pessoa, a coisa, o animal ou o 
veículo: 
 
 
 
 
 
 
64 
 
 
 
 
2.6 LIBRAS EM CONTEXTO: FAMÍLIA /SAÚDE/HOSPITAL 
 
 
 Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Veja no SIGAA: 
Sinais – Família, Saúde e Hospital 
 
. 
 
 
 
 
65 
 
 
 
 
 2.7 LIBRAS EM CONTEXTO: FRUTAS66 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: CLEBER COUTO, 1 EDIÇÃO (2005) 
 
67 
 
 CORES E VESTUÁRIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAemksAC/apos-cores 
 
68 
 
 
 
 SINAIS RELACIONADOS A VESTUÁRIO 
 
As descriações visuais podem ser captadas de acordo com as imagens dos objetos 
animados ou inanimados. Observam-se aspectos tais como: tamanho, 
textura,paladar,tato,cheiro,”olhar”,sentimentos ou formas visuais,bem como a 
localização e a ação incorporada ao classificador. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
69 
 
 
 
SABIA MAIS! 
 “As Feneis e as Associações de Surdos no Brasil” 
 
 
 
 
 
 
 FEDERAÇÃO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E INTEGRAÇÃO DOS SURDOS 
 
A FENEIS (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos) é uma entidade 
filantrópica, sem fins lucrativos com finalidade sócio-cultural, assistencial e 
educacional que tem por objetivo a defesa e a luta dos direitos da Comunidade Surda 
Brasileira. É filiada a Federação Mundial dos Surdos e suas atividades foram 
reconhecidas como de Utilidade Pública Federal, Estadual e Municipal. 
 
 FEDERAÇÃO MUNDIAL DE SURDOS(WORLD FEDERATION OF THE DEAF, W 
 
Federação Mundial de Surdos (World Federation of the Deaf, WFD) é uma organização 
internacional não-governamental, sem fins lucrativos que representa, 
aproximadamente 70 milhões de pessoas surdas em 127 países, todo o mundo. 
Foi estabelecida em Roma, em 1951. 
Crê-se que mais de 80% dos 70 milhões de surdos existentes no mundo, vivam nos 
países em desenvolvimento, onde as autoridades raramente são familiarizadas com as 
necessidades e desejos dos surdos. Reconhecida pela Organização das Nações Unidas 
trabalha em estreita colaboração com as Nações Unidas e as suas várias agências, na 
promoção dos direitos humanos das pessoas surdas, de acordo com os princípios e 
 
70 
 
objectivos da Carta das Nações Unidas e a Declaração Universal dos Direitos Humanos. 
Quando necessário, utiliza medidadas especiais (legai, administrativas) para garantir 
que as pessoas surdas em todos os países tenham o direito de manter as suas próprias 
línguas gestuais, organizações culturais e outras actividades. Os seus principais 
objectivos são: os surdos nos países em desenvolvimento; o direito à língua gestual; a 
igualdade de oportunidades em todas as esferas da vida, incluindo o acesso à 
educação e à informação. 
 
 HISTÓRIA 
 
A FENEIS foi fundada em 1977 (FENEIDA, como era chamada na ocasião, era 
constituida apenas por pessoas ouvintes). 
Em 1987 foi reestruturado o estatuto da instituição, que passou a ter o nome 
Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos - Feneis. 
Com incentivos da Coordenadoria Nacional para a Integração de Pessoas Portadoras 
de Deficiência - CORDE, do Ministério da Justiça, foram realizadas conferências para a 
inserção de surdos no mercado de trabalho. Hoje empregam mais de seiscentos 
surdos. 
 
 TRABALHO 
 
Desde de sua fundação, o seu maior propósito tem sido divulgar a Libras-Língua 
Brasileira de Sinais. Ao longo dos anos, a Federação esteve envolvida em várias 
atividades como: encontros, seminários, cursos e outros trabalhos que sempre visaram 
esclarecer para a sociedade em geral, a importância de respeitarem a forma de 
comunicação da Comunidade Surda, a sua cultura e porque não dizer a sua história de 
evolução, enquanto minoria lingüística, que há séculos vem lutando pelo seu espaço e 
o reconhecimento de direitos que lhe são inerentes. 
Importantes vitórias foram alcançadas com a oficialização e a regulamentação da 
Libras. Mas não podemos parar por aqui. Precisamos continuar lutando por uma 
educação de qualidade, pelo direito de acessibilidade a qualquer tipo de informação e 
a conquista de novas oportunidades no mercado de trabalho para os Surdos. 
 
A Federação vem fazendo a sua parte, com o apoio de seus escritórios regionais e de 
seu quadro de filiadas que, aliados ao mesmo objetivo vem buscando qualificar suas 
atividades para atenderem da melhor forma possível as demandas da Comunidade 
Surda Brasileira. 
 
 
 
 REGIONAIS 
 
A Feneis desde sua fundação tem como meta disseminar a Libras-Língua Brasileira de 
Sinais pelo Brasil. Partindo deste pressuposto, vem lutando pelos direitos dos Surdos, 
realizando encontros e seminários, divulgando e debatendo assuntos não somente 
relacionados a importância da Libras, como forma de comunicação dos Surdos, mas 
também sobre outras áreas de interesse da Comunidade Surda. Mas, atingir todo o
 
71 
 
território nacional, constituía-se como uma tarefa difícil e ao mesmo tempo um desafio 
e um sonho a se conquistar. Pensando na importância de expandir os trabalhos da 
Federação e, assim garantir o atendimento das demandas dos Surdos de outros estados, 
foram criados escritórios regionais. O apoio e as atividades que realizam reforçam os 
objetivos da Feneis e assim nos somamos por todo o Brasil, criando uma rede de 
informação e serviços de forma sempre a atender da melhor forma possível os que nos 
procuram. 
 
LISTA DOS ESCRITÓRIOS REGIONAIS 
 
 Feneis-BH - Belo Horizonte 
 Feneis-PR - Curitiba 
 Feneis-DF - Distrito Federal 
 Feneis-CE - Fortaleza 
 Feneis-AM - Manaus 
 Feneis-PE - Recife 
 Feneis-RS - Porto Alegre 
 Feneis-RJ - Rio de Janeiro 
 Feneis-SP - São Paulo 
 Feneis-MG - Teófilo Otoni (MG) 
 Feneis-SC - Santa Catatina 
 
LIGAÇÕES EXTERNAS E REFERÊNCIAS 
 
 Site Oficial 
 Surdosol - mais informações 
 História 
 Histórico até 1988 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
72 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE III 
 
73 
 
3.1 LEGISLAÇÃO DE LIBRAS 
 
 
 
LEI Nº 10.436, DE 24 DE ABRIL DE 2002. 
 
 
Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências. 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu 
sanciono a seguinte Lei: 
 
Art. 1o É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira 
de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados. 
 
Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de 
comunicação e expressão, em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora, 
com estrutura gramatical própria, constituem um sistema lingüístico de transmissão de 
idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. 
 
Art. 2o Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas 
concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e 
difusão da Língua Brasileira de Sinais - Libras como meio de comunicação objetiva e de 
utilização corrente das comunidades surdas do Brasil. 
 
Art. 3o As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de 
assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos 
portadores de deficiência auditiva, de acordo com as normas legais em vigor. 
 
74 
 
Art. 4o O sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais 
e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação 
Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior, do 
ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos Parâmetros 
Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente. 
 
Parágrafoúnico. A Língua Brasileira de Sinais - Libras não poderá substituir a 
modalidade escrita da língua portuguesa. 
 
Art. 5o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 24 de abril de 2002; 181o da Independência e 114o da República. 
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO 
Paulo Renato Souza 
 
Texto publicado no D.O.U. de 25.4.2002 
 
DECRETO Nº 5.626, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005. 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, inciso 
IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei no 10.436, de 24 de abril de 
2002, e no art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000, 
 
DECRETA: 
CAPÍTULO I 
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 
Art. 1o Este Decreto regulamenta a Lei no 10.436, de 24 de abril de 2002, e o art. 18 da 
Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000. 
 
Art. 2o Para os fins deste Decreto, considera-se pessoa surda aquela que, por ter perda 
auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, 
manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais - 
Libras. 
 
75 
 
Parágrafo único. Considera-se deficiência auditiva a perda bilateral, parcial ou total, de 
quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 
500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz. 
 
CAPÍTULO II 
 
DA INCLUSÃO DA LIBRAS COMO DISCIPLINA CURRICULAR 
 
Art. 3o A Libras deve ser inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de 
formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior, e 
nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino, públicas e privadas, do 
sistema federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios. 
 
§ 1o Todos os cursos de licenciatura, nas diferentes áreas do conhecimento, o curso 
normal de nível médio, o curso normal superior, o curso de Pedagogia e o curso de 
Educação Especial são considerados cursos de formação de professores e profissionais 
da educação para o exercício do magistério. 
 
§ 2o A Libras constituir-se-á em disciplina curricular optativa nos demais cursos de 
educação superior e na educação profissional, a partir de um ano da publicação deste 
Decreto. 
 
CAPÍTULO III 
 
DA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE LIBRAS E DO INSTRUTOR DE LIBRAS 
 
Art. 4o A formação de docentes para o ensino de Libras nas séries finais do ensino 
fundamental, no ensino médio e na educação superior deve ser realizada em nível 
superior, em curso de graduação de licenciatura plena em Letras: Libras ou em Letras: 
Libras/Língua Portuguesa como segunda língua. 
 
Parágrafo único. As pessoas surdas terão prioridade nos cursos de formação previstos 
no caput. 
 
Art. 5o A formação de docentes para o ensino de Libras na educação infantil e nos 
anos iniciais do ensino fundamental deve ser realizada em curso de Pedagogia ou 
curso normal superior, em que Libras e Língua Portuguesa escrita tenham constituído 
línguas de instrução, viabilizando a formação bilíngüe. 
 
§ 1o Admite-se como formação mínima de docentes para o ensino de Libras na 
educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, a formação ofertada em 
nível médio na modalidade normal, que viabilizar a formação bilíngüe, referida no 
caput. 
 
§ 2o As pessoas surdas terão prioridade nos cursos de formação previstos no caput. 
 
76 
 
Art. 6o A formação de instrutor de Libras, em nível médio, deve ser realizada por meio 
de: 
 
I - cursos de educação profissional; 
 
II - cursos de formação continuada promovidos por instituições de ensino superior; e 
 
III - cursos de formação continuada promovidos por instituições credenciadas por 
secretarias de educação. 
 
§ 1o A formação do instrutor de Libras pode ser realizada também por organizações da 
sociedade civil representativa da comunidade surda, desde que o certificado seja 
convalidado por pelo menos uma das instituições referidas nos incisos II e III. 
 
§ 2o As pessoas surdas terão prioridade nos cursos de formação previstos no caput. 
 
Art. 7o Nos próximos dez anos, a partir da publicação deste Decreto, caso não haja 
docente com título de pós-graduação ou de graduação em Libras para o ensino dessa 
disciplina em cursos de educação superior, ela poderá ser ministrada por profissionais 
que apresentem pelo menos um dos seguintes perfis: 
 
I - professor de Libras, usuário dessa língua com curso de pós-graduação ou com 
formação superior e certificado de proficiência em Libras, obtido por meio de exame 
promovido pelo Ministério da Educação; 
 
II - instrutor de Libras, usuário dessa língua com formação de nível médio e com 
certificado obtido por meio de exame de proficiência em Libras, promovido pelo 
Ministério da Educação; 
 
III - professor ouvinte bilíngüe: Libras - Língua Portuguesa, com pós-graduação ou 
formação superior e com certificado obtido por meio de exame de proficiência em 
Libras, promovido pelo Ministério da Educação. 
 
§ 1o Nos casos previstos nos incisos I e II, as pessoas surdas terão prioridade para 
ministrar a disciplina de Libras. 
 
§ 2o A partir de um ano da publicação deste Decreto, os sistemas e as instituições de 
ensino da educação básica e as de educação superior devem incluir o professor de 
Libras em seu quadro do magistério. 
 
Art. 8o O exame de proficiência em Libras, referido no art. 7o, deve avaliar a fluência 
no uso, o conhecimento e a competência para o ensino dessa língua. 
 
§ 1o O exame de proficiência em Libras deve ser promovido, anualmente, pelo 
Ministério da Educação e instituições de educação superior por ele credenciadas para 
essa finalidade. 
 
77 
 
§ 2o A certificação de proficiência em Libras habilitará o instrutor ou o professor para a 
função docente. 
 
§ 3o O exame de proficiência em Libras deve ser realizado por banca examinadora de 
amplo conhecimento em Libras, constituída por docentes surdos e lingüistas de 
instituições de educação superior. 
 
Art. 9o A partir da publicação deste Decreto, as instituições de ensino médio que 
oferecem cursos de formação para o magistério na modalidade normal e as 
instituições de educação superior que oferecem cursos de Fonoaudiologia ou de 
formação de professores devem incluir Libras como disciplina curricular, nos seguintes 
prazos e percentuais mínimos: 
 
I - até três anos, em vinte por cento dos cursos da instituição; 
 
II - até cinco anos, em sessenta por cento dos cursos da instituição; 
III - até sete anos, em oitenta por cento dos cursos da instituição; e 
IV - dez anos, em cem por cento dos cursos da instituição. 
Parágrafo único. O processo de inclusão da Libras como disciplina curricular deve 
iniciar-se nos cursos de Educação Especial, Fonoaudiologia, Pedagogia e Letras, 
ampliando-se progressivamente para as demais licenciaturas. 
 
Art. 10. As instituições de educação superior devem incluir a Libras como objeto de 
ensino, pesquisa e extensão nos cursos de formação de professores para a educação 
básica, nos cursos de Fonoaudiologia e nos cursos de Tradução e Interpretação de 
Libras - Língua Portuguesa. 
 
Art. 11. O Ministério da Educação promoverá, a partir da publicação deste Decreto, 
programas específicos para a criação de cursos de graduação: 
 
I - para formação de professores surdos e ouvintes, para a educação infantil e anos 
iniciais do ensino fundamental, que viabilize a educação bilíngüe: Libras - Língua 
Portuguesa como segunda língua; 
 
II - de licenciatura em Letras: Libras ou em Letras: Libras/Língua Portuguesa, como 
segunda língua para surdos; 
 
III - de formação em Tradução e Interpretação de Libras - Língua Portuguesa. 
 
Art. 12. As instituições de educação superior, principalmente as que ofertam cursos de 
Educação Especial, Pedagogia e Letras, devem viabilizarcursos de pós-graduação para 
a formação de professores para o ensino de Libras e sua interpretação, a partir de um 
ano da publicação deste Decreto. 
 
78 
 
Art. 13. O ensino da modalidade escrita da Língua Portuguesa, como segunda língua 
para pessoas surdas, deve ser incluído como disciplina curricular nos cursos de 
formação de professores para a educação infantil e para os anos iniciais do ensino 
fundamental, de nível médio e superior, bem como nos cursos de licenciatura em 
Letras com habilitação em Língua Portuguesa. 
 
Parágrafo único. O tema sobre a modalidade escrita da língua portuguesa para surdos 
deve ser incluído como conteúdo nos cursos de Fonoaudiologia. 
 
CAPÍTULO IV 
 
DO USO E DA DIFUSÃO DA LIBRAS E DA LÍNGUA PORTUGUESA PARA O 
ACESSO DAS PESSOAS SURDAS À EDUCAÇÃO 
Art. 14. As instituições federais de ensino devem garantir, obrigatoriamente, às 
pessoas surdas acesso à comunicação, à informação e à educação nos processos 
seletivos, nas atividades e nos conteúdos curriculares desenvolvidos em todos os 
níveis, etapas e modalidades de educação, desde a educação infantil até à superior. 
 
§ 1o Para garantir o atendimento educacional especializado e o acesso previsto no 
caput, as instituições federais de ensino devem: 
 
I - promover cursos de formação de professores para: 
 
a) o ensino e uso da Libras; 
 
b) a tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa; e 
 
c) o ensino da Língua Portuguesa, como segunda língua para pessoas surdas; 
 
II - ofertar, obrigatoriamente, desde a educação infantil, o ensino da Libras e também 
da Língua Portuguesa, como segunda língua para alunos surdos; 
 
III - prover as escolas com: 
 
a) professor de Libras ou instrutor de Libras; 
 
b) tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa; 
 
c) professor para o ensino de Língua Portuguesa como segunda língua para pessoas 
surdas; e 
 
d) professor regente de classe com conhecimento acerca da singularidade lingüística 
manifestada pelos alunos surdos; 
 
79 
 
IV - garantir o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos surdos, 
desde a educação infantil, nas salas de aula e, também, em salas de recursos, em turno 
contrário ao da escolarização; 
 
V - apoiar, na comunidade escolar, o uso e a difusão de Libras entre professores, 
alunos, funcionários, direção da escola e familiares, inclusive por meio da oferta de 
cursos; 
 
VI - adotar mecanismos de avaliação coerentes com aprendizado de segunda língua, na 
correção das provas escritas, valorizando o aspecto semântico e reconhecendo a 
singularidade lingüística manifestada no aspecto formal da Língua Portuguesa; 
 
VII - desenvolver e adotar mecanismos alternativos para a avaliação de conhecimentos 
expressos em Libras, desde que devidamente registrados em vídeo ou em outros 
meios eletrônicos e tecnológicos; 
 
VIII - disponibilizar equipamentos, acesso às novas tecnologias de informação e 
comunicação, bem como recursos didáticos para apoiar a educação de alunos surdos 
ou com deficiência auditiva. 
 
§ 2o O professor da educação básica, bilíngüe, aprovado em exame de proficiência em 
tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa, pode exercer a função de 
tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa, cuja função é distinta da função de 
professor docente. 
 
§ 3o As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal, estadual, 
municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste 
artigo como meio de assegurar atendimento educacional especializado aos alunos 
surdos ou com deficiência auditiva. 
 
Art. 15. Para complementar o currículo da base nacional comum, o ensino de Libras e o 
ensino da modalidade escrita da Língua Portuguesa, como segunda língua para alunos 
surdos, devem ser ministrados em uma perspectiva dialógica, funcional e instrumental, 
como: 
 
I - atividades ou complementação curricular específica na educação infantil e anos 
iniciais do ensino fundamental; e 
 
II - áreas de conhecimento, como disciplinas curriculares, nos anos finais do ensino 
fundamental, no ensino médio e na educação superior. 
 
Art. 16. A modalidade oral da Língua Portuguesa, na educação básica, deve ser 
ofertada aos alunos surdos ou com deficiência auditiva, preferencialmente em turno 
distinto ao da escolarização, por meio de ações integradas entre as áreas da saúde e 
da educação, resguardado o direito de opção da família ou do próprio aluno por essa 
modalidade. 
 
80 
 
Parágrafo único. A definição de espaço para o desenvolvimento da modalidade oral da 
Língua Portuguesa e a definição dos profissionais de Fonoaudiologia para atuação com 
alunos da educação básica são de competência dos órgãos que possuam estas 
atribuições nas unidades federadas. 
 
CAPÍTULO V 
 
DA FORMAÇÃO DO TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LIBRAS - LÍNGUA PORTUGUESA 
 
Art. 17. A formação do tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa deve 
efetivar-se por meio de curso superior de Tradução e Interpretação, com habilitação 
em Libras - Língua Portuguesa. 
 
Art. 18. Nos próximos dez anos, a partir da publicação deste Decreto, a formação de 
tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa, em nível médio, deve ser realizada 
por meio de: 
 
I - cursos de educação profissional; 
 
II - cursos de extensão universitária; e 
 
III - cursos de formação continuada promovidos por instituições de ensino superior e 
instituições credenciadas por secretarias de educação. 
 
Parágrafo único. A formação de tradutor e intérprete de Libras pode ser realizada por 
organizações da sociedade civil representativas da comunidade surda, desde que o 
certificado seja convalidado por uma das instituições referidas no inciso III. 
 
Art. 19. Nos próximos dez anos, a partir da publicação deste Decreto, caso não haja 
pessoas com a titulação exigida para o exercício da tradução e interpretação de Libras - 
Língua Portuguesa, as instituições federais de ensino devem incluir, em seus quadros, 
profissionais com o seguinte perfil: 
 
I - profissional ouvinte, de nível superior, com competência e fluência em Libras para 
realizar a interpretação das duas línguas, de maneira simultânea e consecutiva, e com 
aprovação em exame de proficiência, promovido pelo Ministério da Educação, para 
atuação em instituições de ensino médio e de educação superior; 
 
II - profissional ouvinte, de nível médio, com competência e fluência em Libras para 
realizar a interpretação das duas línguas, de maneira simultânea e consecutiva, e com 
aprovação em exame de proficiência, promovido pelo Ministério da Educação, para 
atuação no ensino fundamental; 
 
III - profissional surdo, com competência para realizar a interpretação de línguas de 
sinais de outros países para a Libras, para atuação em cursos e eventos. 
 
Parágrafo único. As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal, 
estadual, municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas 
 
81 
 
neste artigo como meio de assegurar aos alunos surdos ou com deficiência auditiva o 
acesso à comunicação, à informação e à educação. 
 
Art. 20. Nos próximos dez anos, a partir da publicação deste Decreto, o Ministério da 
Educação ou instituições de ensino superior por ele credenciadas para essa finalidade 
promoverão, anualmente, exame nacional de proficiência em tradução e interpretação 
de Libras - Língua Portuguesa. 
 
Parágrafo único. O exame de proficiência em tradução e interpretação de Libras - 
Língua Portuguesa deve ser realizado por banca examinadora de amplo conhecimento 
dessa função, constituída por docentes surdos, lingüistas e tradutores e intérpretes de 
Libras de instituições de educação superior. 
 
Art. 21. A partir de um ano dapublicação deste Decreto, as instituições federais de 
ensino da educação básica e da educação superior devem incluir, em seus quadros, em 
todos os níveis, etapas e modalidades, o tradutor e intérprete de Libras - Língua 
Portuguesa, para viabilizar o acesso à comunicação, à informação e à educação de 
alunos surdos. 
 
§ 1o O profissional a que se refere o caput atuará: 
 
I - nos processos seletivos para cursos na instituição de ensino; 
 
II - nas salas de aula para viabilizar o acesso dos alunos aos conhecimentos e 
conteúdos curriculares, em todas as atividades didático-pedagógicas; e 
 
III - no apoio à acessibilidade aos serviços e às atividades-fim da instituição de ensino. 
 
§ 2o As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal, estadual, 
municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste 
artigo como meio de assegurar aos alunos surdos ou com deficiência auditiva o acesso 
à comunicação, à informação e à educação. 
 
CAPÍTULO VI 
 
DA GARANTIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO DAS PESSOAS SURDAS OU 
COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA 
Art. 22. As instituições federais de ensino responsáveis pela educação básica devem 
garantir a inclusão de alunos surdos ou com deficiência auditiva, por meio da 
organização de: 
 
I - escolas e classes de educação bilíngüe, abertas a alunos surdos e ouvintes, com 
professores bilíngües, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental; 
 
II - escolas bilíngües ou escolas comuns da rede regular de ensino, abertas a alunos 
surdos e ouvintes, para os anos finais do ensino fundamental, ensino médio ou 
 
82 
 
educação profissional, com docentes das diferentes áreas do conhecimento, cientes da 
singularidade lingüística dos alunos surdos, bem como com a presença de tradutores e 
intérpretes de Libras - Língua Portuguesa. 
 
§ 1o São denominadas escolas ou classes de educação bilíngüe aquelas em que a 
Libras e a modalidade escrita da Língua Portuguesa sejam línguas de instrução 
utilizadas no desenvolvimento de todo o processo educativo. 
 
§ 2o Os alunos têm o direito à escolarização em um turno diferenciado ao do 
atendimento educacional especializado para o desenvolvimento de complementação 
curricular, com utilização de equipamentos e tecnologias de informação. 
 
§ 3o As mudanças decorrentes da implementação dos incisos I e II implicam a 
formalização, pelos pais e pelos próprios alunos, de sua opção ou preferência pela 
educação sem o uso de Libras. 
 
§ 4o O disposto no § 2o deste artigo deve ser garantido também para os alunos não 
usuários da Libras. 
 
Art. 23. As instituições federais de ensino, de educação básica e superior, devem 
proporcionar aos alunos surdos os serviços de tradutor e intérprete de Libras - Língua 
Portuguesa em sala de aula e em outros espaços educacionais, bem como 
equipamentos e tecnologias que viabilizem o acesso à comunicação, à informação e à 
educação. 
 
§ 1o Deve ser proporcionado aos professores acesso à literatura e informações sobre a 
especificidade lingüística do aluno surdo. 
 
§ 2o As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal, estadual, 
municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste 
artigo como meio de assegurar aos alunos surdos ou com deficiência auditiva o acesso 
à comunicação, à informação e à educação. 
 
Art. 24. A programação visual dos cursos de nível médio e superior, preferencialmente 
os de formação de professores, na modalidade de educação a distância, deve dispor de 
sistemas de acesso à informação como janela com tradutor e intérprete de Libras - 
Língua Portuguesa e subtitulação por meio do sistema de legenda oculta, de modo a 
reproduzir as mensagens veiculadas às pessoas surdas, conforme prevê o Decreto no 
5.296, de 2 de dezembro de 2004. 
 
CAPÍTULO VII 
 
DA GARANTIA DO DIREITO À SAÚDE DAS PESSOAS SURDAS OU 
COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA 
Art. 25. A partir de um ano da publicação deste Decreto, o Sistema Único de Saúde - 
SUS e as empresas que detêm concessão ou permissão de serviços públicos de 
 
83 
 
assistência à saúde, na perspectiva da inclusão plena das pessoas surdas ou com 
deficiência auditiva em todas as esferas da vida social, devem garantir, 
prioritariamente aos alunos matriculados nas redes de ensino da educação básica, a 
atenção integral à sua saúde, nos diversos níveis de complexidade e especialidades 
médicas, efetivando: 
 
I - ações de prevenção e desenvolvimento de programas de saúde auditiva; 
 
II - tratamento clínico e atendimento especializado, respeitando as especificidades de 
cada caso; 
 
III - realização de diagnóstico, atendimento precoce e do encaminhamento para a área 
de educação; 
 
IV - seleção, adaptação e fornecimento de prótese auditiva ou aparelho de 
amplificação sonora, quando indicado; 
 
V - acompanhamento médico e fonoaudiológico e terapia fonoaudiológica; 
VI - atendimento em reabilitação por equipe multiprofissional; 
VII - atendimento fonoaudiológico às crianças, adolescentes e jovens matriculados na 
educação básica, por meio de ações integradas com a área da educação, de acordo 
com as necessidades terapêuticas do aluno; 
 
VIII - orientações à família sobre as implicações da surdez e sobre a importância para a 
criança com perda auditiva ter, desde seu nascimento, acesso à Libras e à Língua 
Portuguesa; 
 
IX - atendimento às pessoas surdas ou com deficiência auditiva na rede de serviços do 
SUS e das empresas que detêm concessão ou permissão de serviços públicos de 
assistência à saúde, por profissionais capacitados para o uso de Libras ou para sua 
tradução e interpretação; e 
 
X - apoio à capacitação e formação de profissionais da rede de serviços do SUS para o 
uso de Libras e sua tradução e interpretação. 
 
§ 1o O disposto neste artigo deve ser garantido também para os alunos surdos ou com 
deficiência auditiva não usuários da Libras. 
 
§ 2o O Poder Público, os órgãos da administração pública estadual, municipal, do 
Distrito Federal e as empresas privadas que detêm autorização, concessão ou 
permissão de serviços públicos de assistência à saúde buscarão implementar as 
medidas referidas no art. 3o da Lei no 10.436, de 2002, como meio de assegurar, 
prioritariamente, aos alunos surdos ou com deficiência auditiva matriculados nas redes 
de ensino da educação básica, a atenção integral à sua saúde, nos diversos níveis de 
complexidade e especialidades médicas. 
 
84 
 
CAPÍTULO VIII 
 
DO PAPEL DO PODER PÚBLICO E DAS EMPRESAS QUE DETÊM CONCESSÃO OU 
PERMISSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS, NO APOIO AO USO E DIFUSÃO DA LIBRAS 
 
Art. 26. A partir de um ano da publicação deste Decreto, o Poder Público, as empresas 
concessionárias de serviços públicos e os órgãos da administração pública federal, 
direta e indireta devem garantir às pessoas surdas o tratamento diferenciado, por 
meio do uso e difusão de Libras e da tradução e interpretação de Libras - Língua 
Portuguesa, realizados por servidores e empregados capacitados para essa função, 
bem como o acesso às tecnologias de informação, conforme prevê o Decreto no 5.296, 
de 2004. 
 
§ 1o As instituições de que trata o caput devem dispor de, pelo menos, cinco por cento 
de servidores, funcionários e empregados capacitados para o uso e interpretação da 
Libras. 
 
§ 2o O Poder Público, os órgãos da administração pública estadual, municipal e do 
Distrito Federal, e as empresas privadas que detêm concessão ou permissão de 
serviços públicos buscarão implementar as medidas referidas neste artigo como meio 
de assegurar às pessoas surdas ou com deficiência auditiva o tratamento diferenciado, 
previsto no caput. 
 
Art. 27. No âmbito da administração pública federal, direta e indireta, bem como das 
empresasque detêm concessão e permissão de serviços públicos federais, os serviços 
prestados por servidores e empregados capacitados para utilizar a Libras e realizar a 
tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa estão sujeitos a padrões de 
controle de atendimento e a avaliação da satisfação do usuário dos serviços públicos, 
sob a coordenação da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento, 
Orçamento e Gestão, em conformidade com o Decreto no 3.507, de 13 de junho de 
2000. 
 
Parágrafo único. Caberá à administração pública no âmbito estadual, municipal e do 
Distrito Federal disciplinar, em regulamento próprio, os padrões de controle do 
atendimento e avaliação da satisfação do usuário dos serviços públicos, referido no 
caput. 
 
CAPÍTULO IX 
 
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS 
 
Art. 28. Os órgãos da administração pública federal, direta e indireta, devem incluir em 
seus orçamentos anuais e plurianuais dotações destinadas a viabilizar ações previstas 
neste Decreto, prioritariamente as relativas à formação, capacitação e qualificação de 
professores, servidores e empregados para o uso e difusão da Libras e à realização da 
tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa, a partir de um ano da 
publicação deste Decreto. 
 
85 
 
Art. 29. O Distrito Federal, os Estados e os Municípios, no âmbito de suas 
competências, definirão os instrumentos para a efetiva implantação e o controle do 
uso e difusão de Libras e de sua tradução e interpretação, referidos nos dispositivos 
deste Decreto. 
 
Art. 30. Os órgãos da administração pública estadual, municipal e do Distrito Federal, 
direta e indireta, viabilizarão as ações previstas neste Decreto com dotações 
específicas em seus orçamentos anuais e plurianuais, prioritariamente as relativas à 
formação, capacitação e qualificação de professores, servidores e empregados para o 
uso e difusão da Libras e à realização da tradução e interpretação de Libras - Língua 
Portuguesa, a partir de um ano da publicação deste Decreto. 
 
Art. 31. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 22 de dezembro de 2005; 184o da Independência e 117o da República. 
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA 
Fernando Haddad 
 
 
 
 
 LEI Nº 12.319, DE 1º DE SETEMBRO DE 2010. 
 
 
Regulamenta a profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais - 
LIBRAS. 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu 
sanciono a seguinte Lei: 
 
Art. 1o Esta Lei regulamenta o exercício da profissão de Tradutor e Intérprete da 
Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS. 
 
Art. 2o O tradutor e intérprete terá competência para realizar interpretação das 2 
(duas) línguas de maneira simultânea ou consecutiva e proficiência em tradução e 
interpretação da Libras e da Língua Portuguesa. 
 
Art. 3o (VETADO) 
 
Art. 4o A formação profissional do tutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa, em 
nível médio, deve ser realizada por meio de: 
 
86 
 
I - cursos de educação profissional reconhecidos pelo Sistema que os credenciou; 
II - cursos de extensão universitária; e 
III - cursos de formação continuada promovidos por instituições de ensino superior e 
instituições credenciadas por Secretarias de Educação. 
 
Parágrafo único. A formação de tradutor e intérprete de Libras pode ser realizada por 
organizações da sociedade civil representativas da comunidade surda, desde que o 
certificado seja convalidado por uma das instituições referidas no inciso III. 
 
Art. 5o Até o dia 22 de dezembro de 2015, a União, diretamente ou por intermédio de 
credenciadas, promoverá, anualmente, exame nacional de proficiência em Tradução e 
Interpretação de Libras - Língua Portuguesa. 
 
Parágrafo único. O exame de proficiência em Tradução e Interpretação de Libras - 
Língua Portuguesa deve ser realizado por banca examinadora de amplo conhecimento 
dessa função, constituída por docentes surdos, linguistas e tradutores e intérpretes de 
Libras de instituições de educação superior. 
 
Art. 6o São atribuições do tradutor e intérprete, no exercício de suas competências: 
 
I - efetuar comunicação entre surdos e ouvintes, surdos e surdos, surdos e surdos- 
cegos, surdos-cegos e ouvintes, por meio da Libras para a língua oral e vice-versa; 
 
II - interpretar, em Língua Brasileira de Sinais - Língua Portuguesa, as atividades 
didático-pedagógicas e culturais desenvolvidas nas instituições de ensino nos níveis 
fundamental, médio e superior, de forma a viabilizar o acesso aos conteúdos 
curriculares; 
 
III - atuar nos processos seletivos para cursos na instituição de ensino e nos concursos 
públicos; 
 
IV - atuar no apoio à acessibilidade aos serviços e às atividades-fim das instituições de 
ensino e repartições públicas; e 
 
V - prestar seus serviços em depoimentos em juízo, em órgãos administrativos ou 
policiais. 
 
Art. 7o O intérprete deve exercer sua profissão com rigor técnico, zelando pelos 
valores éticos a ela inerentes, pelo respeito à pessoa humana e à cultura do surdo e, 
em especial: 
 
I - pela honestidade e discrição, protegendo o direito de sigilo da informação recebida; 
 
II - pela atuação livre de preconceito de origem, raça, credo religioso, idade, sexo ou 
orientação sexual ou gênero; 
 
87 
 
III - pela imparcialidade e fidelidade aos conteúdos que lhe couber traduzir; 
 
IV - pelas postura e conduta adequadas aos ambientes que frequentar por causa do 
exercício profissional; 
 
V - pela solidariedade e consciência de que o direito de expressão é um direito social, 
independentemente da condição social e econômica daqueles que dele necessitem; 
 
VI - pelo conhecimento das especificidades da comunidade 
surda. Art. 8o (VETADO) 
Art. 9o (VETADO) 
 
Art. 10. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 1º de setembro de 2010; 189o da Independência e 122o da 
República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA 
Luiz Paulo Teles Ferreira 
Barreto Fernando Haddad 
Carlos Lupi 
Paulo de Tarso Vanucchi 
 
 
 
 
3.2 GRAMÁTICA DE LIBRAS: CONHECER PARA ENTENDER UMA 
LÍNGUA DIFERENTE 
A língua é convencionada como conjunto de regras e signos 
abstratos, condicionados à fala ou aos sinais, essencial às práticas sociais de uma 
comunidade linguística. A partir dessa concepção, definiu-se como LIBRAS, ou 
seja, a língua de sinais, primordial para as práticas sociais da comunidade surda. 
 
Para que se possa fundamentar uma língua é necessário instituir uma 
gramática sistematizada que defina todos os mecanismos necessários para 
regulação da língua. 
 
Assim como a gramática convencional é entendida como conjunto de 
regras necessárias que o indivíduo deva seguir na estruturação de textos, tais 
como: Morfologia, sintaxe, coesão e coerência, acrescentando nesse repertório à 
fonologia, a semântica e a pragmática, a gramática de LIBRAS, também, possui 
 
88 
 
regras para estruturação de textos, similares e contrastiva com a gramática da 
Língua Portuguesa, relacionadas à morfologia, coesão, coerência e semântica, 
conforme afirma (QUADROS, 2007 apud KATO, 1988). 
 
a. que há similaridades comportamentais que não precisam ser explicitadas 
por constituírem a base comum das línguas naturais; 
 
b. que se duas línguas compartilham muitas similaridades tipológicas, estas 
poderão servir de base para as primeiras inferências quanto ao significado 
das formas em língua estrangeiras; 
 
c. quanto às diferenças, por serem sistemáticas, admitem um tratamento 
inferencial e heurístico. 
 
A língua de sinais é uma língua espacial visual e existem muitas formas 
criativas de explorá-la Configurações de mão, movimentos, expressões faciais 
gramaticais, localizações, movimentos do corpo, espaço de sinalização,classificadores são alguns dos recursos discursivos que tal língua oferece para 
serem explorados durante o desenvolvimento da criança surda e que devem ser 
explorados para um processo de alfabetização com êxito. (QUADROS, 2007). 
 
89 
 
Ainda segundo a autora, fazendo uma analogia entre as duas 
gramáticas, registrem-se as diferenças existentes: 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
LIBRAS 
Língua 
predominante 
Oral auditiva.(entoação e 
intensidade 
Vísuo espacial (expressão facial e 
corporal); 
FONEMA (som) Unidade Mínima sem 
significado de uma língua 
e a sua organização 
interna. 
Léxico reproduzido por meio de 
sinais, baseada nas interações 
sociais do indivíduo. 
ALFABETO Combinações de 
letra• som 
(oralizado), 
possibilitando o 
Entendimento de 
qualquer léxico. 
Realizado de forma 
icônica (dactilologizado); Auxilia no 
processo de transcrição da língua de 
sinais para a LP. 
SINTAXE Preocupa-se a 
linearidade do 
texto. 
Envolve todos os aspectos espaciais, 
incluindo os classificadores, ou seja, 
é um tipo de morfema gramatical 
que é afixado a um morfema lexical 
ou sinal para mencionar a classe 
que pertence o referente desse 
sinal. 
CONSTRUÇÃO DE 
UM TEXTO 
Limita-se na 
transcrição de acordo 
com as regras. 
a. Utiliza a estrutura tópico 
comentário, 
realizado através 
de 
repetições sistemáticas. 
 
b. Utiliza referências 
anafóricas, através de 
pontos estabelecidos 
no 
espaço. 
ARTIGO Apoia-se em fazer a 
marcação do gênero. 
Ex: o, a,os,as – um, 
uma, uns, umas 
Só aparece para seres humanos e 
animais. Define o item lexical 
classificado. Ex. homem, mulher 
 
ESTRUTURA 
DE 
SENTENÇAS 
 
Convencionada 
pela estruturação 
de SVO 
Essa estruturação sofre alteração 
OSV ou SOV (o sujeito pode ser 
marcado por um sinal 
acompanhado da datilologia) 
PRONOMES Pessoal: Eu, tu, ele 
(a), nós, vos, eles 
(as) 
Pessoal: Eu, você (precisa olhar 
para pessoa) ele/ela, nós – nós 2 
– nós 3 – nós 4. 
Como se observa no quadro1 acima, embora haja “algumas diferenças” 
entre a Língua Portuguesa e a Língua de Sinais, essas não impedem que o surdo 
se aproprie da leitura e escrita. Para isso, caberá ao professor /mediador ser a 
ponte entre esses dois mundos, através de estratégias metodológicas que 
eliminem as barreiras na comunicação e aprendizagem, e por oportuno, 
proporcionar a essa comunidade a verdadeira integração no sistema 
educacional. 
 
Outra questão que deve ser levada em consideração para o sucesso de 
escrita é que, tanto o aluno “normal” quanto o aluno com surdez, depende por 
sobremaneira dos inputs a que estão expostos, pois esse sucesso está 
intrinsecamente atrelado às experiências e aos conhecimentos prévios, ou seja, 
a visão de mundo introspectivo a cada participante. (BRASIL, 2002). 
 
Imbricado a isso, convalidado com a ideia de QUADROS e o material 
que orienta o ensino de surdos (LÍNGUA PORTUGUESA PARA SURDOS Caminhos 
para a prática pedagógica – v.01 e 02) ratifica-se que, para o surdo ter um bom 
domínio da Língua Portuguesa é recomendável que, primeiramente, ele domine 
sua língua materna (L1), que, no caso em discussão, é a LIBRAS, acrescida a isso, 
ele poderá ser inserido no processo de aquisição da segunda língua, 
correlacionada a Gramática dos ouvintes. 
 
 
 
 
http://portal.mec.gov.br/par/192-secretarias-112877938/seesp-
esducacao-especial-2091755988/12675-ensino-de-lingua-portuguesa-
para-surdos-caminhos-para-a-pratica-pedagogica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
91 
 
 
3.3 LIBRAS EM CONTEXTO: TIPOS DE FRASES NA LIBRAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint2.php 
 
 
1. FORMA AFIRMATIVA: 
Expressão facial neutra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
92 
 
 
2.FORMA INTERROGATIVA: 
 Sobrancelhas franzidas e um ligeiro movimento de cabeça inclinando-se para 
cima. 
 
 
 
3.FORMA EXCLAMATIVA: 
 Sobrancelhas levantadas e um ligeiro movimento de cabeça inclinando-se para 
baixo. Pode ainda vir também com um intensificador representado pela boca fechada 
com movimento para baixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.FORMA NEGATIVA: a negação pode ser feita através de três processos: 
 
a) Com acréscimo do NÃO à frase afirmativa: 
 
 
b) Com a incorporação de um movimento contrário ou diferente ao do sinal 
negado: 
 
 
 
93 
 
 
 
 
 
c) Com um aceno de cabeça que pode ser feito simultaneamente com a ação 
que está sendo negada ou juntamente com os processos acima: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5.FORMA NEGATIVA/INTERROGATIVA: sobrancelhas franzidas e aceno de 
cabeça negando. 
 
 
 
 
 
 
 
 
94 
 
 
6.FORMA EXCLAMATIVA/INTERROGATIVA 
 
 
 
Fonte: https://www.librasgerais.com.br/materiais-inclusivos/downloads/libras-
contexto-estudante.pdf 
 
Praticando os tipos de frases: 
1) Cada aluno deverá formular dois tipos de sentenças diferentes e, em seguida, 
sinalizar para toda a classe. 
2) O professor sinalizará 8 frases de vários tipos (afirmativa, negativa, interrogativa, 
exclamativa) e os alunos deverão anotar as frases sinalizadas pelo professor. 
a. ________________________________________________ 
b. ________________________________________________ 
c. ________________________________________________ 
d. ________________________________________________ 
e. ________________________________________________ 
f. ________________________________________________ 
g. ________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
95 
 
 
3.4 ENSINO PARA ALUNOS SURDOS A PARTIR DE TEXTOS 
NARRATIVOS EM LIBRAS 
 
A escolarização de surdos Após a inclusão e a implementação de leis que 
legitimam a língua de sinais, observamos que, não só os métodos escolares não estão 
adequados aos alunos surdos, mas também os materiais utilizados não atendem as 
necessidades dessas pessoas. Os materiais são, em sua maioria, voltados para os 
alunos ouvintes e, por isso mesmo, tem uma preocupação diferente sobre o ensino do 
português, que para ouvintes se dá como uma língua materna e, para surdos, como 
uma segunda língua (PL2). Além disso, os alunos ouvintes desenvolvem seu 
aprendizado através da linearidade da linguagem oral e escrita, já os alunos surdos 
compreendem o mundo, entre outras coisas, através das imagens que não são 
estruturadas de forma linear. Português como Segunda Língua. 
O letramento digital As inovações tecnológicas estão cada vez mais presentes 
profusão de imagens, escritas, sons, que, em conjunto, 
circulam discursos e significados por meio de jornais e revistas, outdoors e 
propagandas, telas dos cinemas e televisores, computadores, celulares, tablets, entre 
outros meios de comunicação. As tecnologias se modificaram, bem como algumas 
práticas decorrentes do uso destas tecnologias. Os trabalhos do New London Group 
(1996), de Knobel e Lankshear (2002), Cope e Kalantzis (2006), Lankshear e Knobel 
(2007), Rojo (2009, 2010), Lemke (2010), entre outros, de alguma forma, ocupam-se 
com as novas práticas letradas decorrentes das mudanças tecnológicas dos últimos 
anos e também com o que se configura uma prática de letramento escolar adequada 
às mudanças observadas. 
O letramento digital e a escolarização Nas 
possibilidade real de construção de significados através da utilização de diferentes 
benefícios que são gerados com a convergência destes suportes digitais porque eles 
propiciam a veiculação de textos, imagens (fixas e móveis) e sons de uma maneira que 
nenhuma tecnologia possibilitou até o momento. 
Aspectosteórico-didáticos seriam importantes para a produção de materiais de 
ensino e aprendizagem adequados para crianças surdas, tendo como perspectiva o 
arcabouço teórico da Linguística Aplicada, que considera este grupo linguístico como 
minoritário, cuja língua L1 (LIBRAS) não coincide com a língua de alfabetização: o 
português oral ou escrito (L2). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
96 
 
 
3.5 NARRATIVAS EM LIBRAS 
 
1.Análise dos materiais 
Vídeos com material LIBRAS/Português 
 
 
 Interpretação/tradução (áudio, legenda, sinais): todos os vídeos continham 
legenda, sinais e áudio. Textos autênticos para ensino de LE/L2: 8 vídeos 
apresentavam preocupação com texto autêntico. Presença de “variedade 
linguística”: sinais do RJ. Opções de multimídia: não havia opção retirar 
legenda ou áudio. 
 
2. CD-ROMs de contos literários 
CD-ROMs Título Conteúdo: História em LIBRAS e Português com jogos. 
 A história de Aladim e a lâmpada maravilhosa história em LIBRAS e Português 
com jogos 
 A Cartomante - Conto de Machado de Assis história em LIBRAS e Português 
 O relógio de Ouro história em LIBRAS e Português 
 Alice no país das maravilhas - Luris Carrol história em LIBRAS e Português 
 O caso da vara - Machado de Assis história em LIBRAS e Português 
 Iracema - José de Alencar história em LIBRAS e Português 
 A missa do galo - Machado de Assis história em LIBRAS e Português 
 O Alienista - Machado de Assis história em LIBRAS e Português e telas para 
colorir 
 O Velho da horta - Gil Vicente história em LIBRAS e Português 
 
3. livros didáticos para surdos 
Livros didáticos 
Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, mais uma vez, produz um material 
muito importante para a consolidação da Educação Bilíngue de surdos, o material 
didático de Libras para os primeiros anos Ensino Fundamental (livro para aluno e livro 
do professor). 
 
http://libraseducandosurdos.blogspot.com.br/2011_04_01_archive.html 
 
97 
 
 
 
 
 
4. sites de internet relacionados à surdez 
 
 Reportagens sobre a surdez ou entrevistas com surdos (de artigos a jornal 
online para surdo) 
 Dicionários de LIBRAS/português e dicionário em LIBRAS com explicações 
sobre conceitos de disciplinas escolares por meio da língua de sinais 
 Venda ou distribuição gratuita de materiais didáticos para surdos, intérpretes 
 
 Objetos de aprendizagem para atividades de aprendizagem de conteúdos 
escolares e da LIBRAS 
 
 
 Saiba mais 
Para aprofundar seus conhecimentos, acesse: https://feneis.org.br/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ACESSIBILIDADE 
 
POLÍTICA NACIONAL PARA SURDOS 
Decreto Nº 3298 /99 ( Regulamento Lei Nº 7853, 
de 24 de outubro de 1989 ), 
Dispõe sobre a Política Nacional para a Integração 
da Pessoa Portadora de Deficiência, Consolida as 
normas de proteção, e dá outras Providências. 
 
 
TV - LIBRAS 
TRIBUNAL SUPERIOR - TSE 
 
98 
 
 
Resolução TSE Nº 14.550 de 01 de setembro de 1994 
Deficiente Auditiva - Propaganda Eleitoral Gratuita na TV com utilização de 
intérpretes de LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais. 
 
 
 
 
DIREITOS SURDOS - ACESSIBIBILIDADE 
Lei Federal Nº 10.098 de 19 de novembro de 2000 
"Estabelece Normas Gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das 
Pessoas Portadoras de Deficiências ou com mobilidade reduzidas, e dá outras 
providências. 
Capítulo VII da acessibilidade nos sistemas de comunicação e sinalização Art.17 a 19 
(Surdos) Para a pessoa surda a acessibilidade, além do intérprete de língua de Sinais, 
se constitui através da utilização de recursos tecnológicos adaptados, tais como: 
 Sinalização visual-luminosa, campainhas que quando tocada piscam as luzes 
do ambiente, placas indicativas de emergência, senha em filas, etc; 
 Telefone TDD, aparelho com teclado e visor, onde a mensagem digitada 
aparece em uma tela; 
 Central de intermediação surdo-ouvinte, serviço telefônico onde uma 
telefonista intermedia ligações entre um surdo ligando de um TDD e um 
ouvinte que não possua este aparelho; 
 Aparelhos com alarme vibratório, despertadores e celulares; 
 
 Celulares com envio de mensagens de texto; 
 Programas de televisão com legendas, closed-caption e/ ou janelas com 
interpretação em Língua de Sinais 
 
 
ESCOLA 
Lei Federal Nº 10.172 de 09 de janeiro de 2001 
Aprova o Plano Nacional de Educação e dá 
outras providências ( Educação Especial - 
Implantar em (05) cinco, generalizar em (10) 
dez Anos, o ensino da Língua Brasileira de Sinais 
para os alunos surdos e, sempre possível, para 
seus familiares e para o pessoal da unidade 
escolar, mediante um programa de formação 
de monitores, em parceria com organização 
não governamentais). 
 
SURDEZ 
Decreto Nº 3.298 de 20 de dezembro de 1999 
 
99 
 
 
Art.4º é considerada Pessoa Portadora de Deficiência aquela que enquadrar nas 
seguintes categorias: 
A) De 25 a 40 Decibéis (D.B.) - Surdez Leve; 
B) De 41 a 55 (D.B.) - Surdez Moderada; 
C) De 56 a 70 (D.B.) - Surdez Acentuada; 
D) De 71 a 90 (D.B.) - Surdez Severa; 
E) De acima de 91 (D.B.) - Surdez Profunda; 
F) Anacusia (Profunda). 
 
 
 
 
TV LEGENDA EM PORTUGUÊS 
Lei Federal Nº 6.606 de 07 de dezembro 
de 1978 
Art.1º são as emissoras de televisão em 
todo o país obrigada a incluir, nas suas 
programações semanais de filmes 
estrangeiros, de preferência aos sábados, 
pelo menos um filme com legendas em 
português. 
 
 
 
SÍMBOLO SURDEZ 
Lei Federal Nº 8.160 de 08 de janeiro de 1991 
Art. 1º É obrigatória a colocação de forma visível, do 
símbolo internacional de surdez em todos os locais que 
possibilitem acesso, circulação e utilização por Pessoas 
Portadoras de Deficiência Auditiva, e em todos os serviços 
que forem postos à sua disposição ou que possibilitem 
seu uso. 
 
 
VESTIBULAR E/OU PROVA PARA SURDOS 
Portaria nº1.679 de 02 de dezembro de 1999. 
Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de 
pessoas portadores de deficiências, para instruir os 
processos de autorização e de reconhecimento de 
cursos, e de credenciamento de instituições. c)para 
alunos com deficiência auditiva compromisso formal 
da instituição de proporcionar, caso seja solicitada, 
desde o acesso até a conclusão do curso: quando da 
necessário, intérpretes de Línguas de Sinais/língua portuguesa, especialmente 
quando da realização de provas ou sua revisão, complementando a avaliação 
 
100 
 
 
expressa em texto escrito ou quando este não tenha expressado o real 
conhecimento do aluno; flexibilidade na correção das provas escritas, valorizando o 
conteúdo semântico; aprendizado da língua portuguesa, principalmente, na 
modalidade escrita(para o uso de vocabulário pertinente às materiais do curso em 
que o estudante estiver matriculado ); materiais do informações aos professores 
para que se esclareça a especificidade lingüística dos 
surdos. 
 
CARTEIRA DE HABILITAÇÃO 
Resolução nº734/89 - Conselho Nacional de Trânsito - 
CONTRAN 
art.54 o candidato à obtenção de carteira Nacional de 
habilitação, portador de deficiência auditiva igual ou 
superior a 40 decibéis, considerado apto no exame Oto 
neurológico, só poderá dirigir veículo automotor das 
categorias A ou B. 
Parágrafo 1º os veículos automotores dirigidos por 
condutores com a deficiência auditiva de que trata este, 
deverão estar equipados com: espelho retrovisor interno 
que permita a visão da via, quando se tratar de veículo de 4 rodas ou mais. 
parágrafo 2º os condutores de veículos automotores habilitados nas categorias C, D, 
e que , na renovação de exame de sanidade física e mental, vierem a acusar 
deficiência auditiva igual ou superior a 40 decibéis, estarão impedidos para a direção 
de veículos dessas categorias.ESCOLA - INCLUSÃO SOCIAL 
Resolução nº02, de 11 de setembro - Conselho 
Nacional de Educação/M.E.C. 
Institui diretrizes nacionais para a educação especial 
na educação básica, art.5º..... 
II. Dificuldade de comunicação e sinalização 
diferenciadas dos demais alunos, demanda 
linguagens e códigos aplicáveis; 
 
 
3.6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
FELIPE, Tânia A. LIBRAS em contexto. Brasília Editor: MEC/SEESP Nº. Edição: 7 - 2007. 
 
FELIPE, Tanya A. e MONTEIRO, Myrna S. - LIBRAS em Contexto - Livro do Professor- 
Curso Básico - Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos / MEC - SEE. 2001 
 
FELIPE, Tanya A. e MONTEIRO, Myrna S. - LIBRAS em Contexto - Livro do Estudante - 
Curso Básico - Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos / MEC - SEE. 2001 
 
101 
 
 
 
BRASIL, Lei nº 10.436 de 24 de abril de 2002. 
http://www.mec.gov.br/legis/pdf/lei10436. 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Decreto Nº 5.626, de 
22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei Nº 10.436, de 24 de abril de 2002. 
 
QUADROS, R. de. Educação de Surdo: A Aquisição da Linguagem. Porto Alegre: Artes 
Médicas, 
1997. 
FERNANDES, E. Linguagem e Surdez. Porto Alegre: Artmed, 2003. 155p. 
 
QUADROS, Ronice Muller de; KARNOPP, Lodenir Becker. Língua de sinais brasileira: estudos 
lingüísticos. Porto Alegre : Artmed, 2004 
 
GESSER, A. Libras? Que língua é essa? Crenças e preconceitos em torno da língua de 
sinais e da realidade surda. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. 
 
CAPOVILLA, Fernando César. Deit-Libras – Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue 
da Língua de Sinais Brasileira (Libras) baseado em Linguística e Neurociências 
Cognitivas, 2 vols. .São Paulo: EDUSP,2013 
 
PIMENTA, Nelson; QUADROS, Ronice Muller de. Curso de Libras 1. Rio de Janeiro : LSB 
Vídeo, 2006. 
 
HONORA,M. e FRIZANCO, M.L.E. Livro Ilustrado de Língua Brasileira de Sinais: 
desvendando a 
Comunicação pelas pessoas usadas com surdez. São Paulo: Ciranda Cultural, 2009. 
Volume I,II,III 
 
KOJIMA, C. K. e SEGALA, S. R. Libras – Língua Brasileira de Sinais: a imagem do 
pensamento. Volumes 1, 2,3, 4 e 5. São Paulo: Editora Escala, 2008. 
 
PINHEIRO, Lucineide Machado. Língua de Sinais Brasileira: LIBRAS I. São Paulo:Know 
How, 2010. 
 
Fontes: 
https://www.slideshare.net/CelsoBadinPearsall/apostila-libras-ii-62232180 
https://www.slideshare.net/CelsoBadinPearsall/apostila-da-disciplina-libras-i 
www.libras.org.br 
http://culturasurda.net/ 
www.feneis.org.org.br 
www.dicionariolibras.com.br 
www.ines.org.br 
www.sj.cefetsc.edu.br 
www.cssj.com.br 
 
102 
 
 
www.acessobrasil.org.br 
www.libraselegal.com.br 
http://www.libras.org.br/leilibras.php 
https://www.youtube.com/watch?v=WNh4-sHwU1E 
http://librasapmceada.blogspot.com.br/2015/02/apostila-de-atividades-pedagogicas-
em.html

Mais conteúdos dessa disciplina