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Análise da Forma

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Análise da Forma
Baseado no livro Le Corbusier: Análise da Forma 
de Geoffrey H. Baker Abstração
Viviane Marques Terence
diferentemente da pintura, da música e da literatura, a
ARQUITETURA é da terra, pertence ao solo, é o
recipiente onde se desenvolvem as
atividades humanas e, como tal, forma 
parte da existência do homem
como entender a arquitetura?
como estudá-la?
quais são suas prioridades?
a Arquitetura está
condicionada a três
fatores básicos:
• os edifícios devem 
responder às 
condicionantes do lugar,
• aos requisitos funcionais 
(organização);
• à cultura que os engloba.
Princípios Analíticos
• Genius loci: conceito usado pelos romanos que acreditavam que existia o 
espírito do lugar (genius = espírito, loci = lugar), guardião para cada 
cidade.
• Natureza: Segundo o crítico de arte inglês John Berger, a emoção estética 
que sentimos diante de algo construído pelo homem vem da experiência 
quando contemplamos a Natureza.
• Poesia: A dimensão poética da Arquitetura transforma o comum em 
singular. A obra arquitetônica pode enriquecer, e não só alimentar a vida.
• Identidade: O urbanista americano Kevin Lynch, cita a identidade, o 
contexto social e o significado, como componentes da imagem do 
ambiente.
• Movimento: um componente da Arquitetura equiparado a uma força que 
tem várias intensidades.
• Programa: um problema singular levantado em um lugar singular resultou 
em uma síntese profunda que articulou o contexto e os valores culturais 
em uma obra prima arquitetônica. 
Princípios Analíticos
• Significado: O arquiteto inglês Sir Colin Alexander St. John Wilson diz que 
o significado da arquitetura está no uso e que as construções existem para 
servir às necessidades de uma cultura.
• Cultura: O homem deve abrigar-se poeticamente na terra, segundo o 
filósofo alemão Martin Heiegger, só a poesia em todas as suas formas dá 
um significado à existência humana, e o significado é uma necessidade 
fundamental.
– a Arquitetura é capaz de identificar as camadas sociais, desde a igreja 
até o governo, desde o papel das artes, dos esportes e da técnica até a 
posição do indivíduo na sociedade.
– quem cria a imagem de uma CULTURA é o Arquiteto, visto que ele é 
quem concebe o entorno humano com entidade física onde aparecem 
os modelos funcionais que formam uma cultura.
• Estrutura e Geometria: a Estrutura pode ser entendida através dos 
significados culturais que expressa; na organização arquitetônica, a 
Geometria ordena um desenho e interrelaciona as partes.
Princípios Formais
• Tensão e a Harmonia: o artista traduz as emoções que experimentamos em nossa 
vida para encher o estado vital de energia. Em sua prancheta se distribuem 
aspectos dinâmicos da vida, o drama e a emoção, a paz e o desalento, a dor e a 
alegria, para que ele os mescle.
• Permanência e Harmonia: a permanência atribui à Arquitetura o papel especial de 
pegar os modelos funcionais, de cadência característica, que constituem uma 
cultura. O arquiteto deve assegurar que sua obra cumpra esse papel durante um 
certo tempo.
• Geometria e Harmonia: segundo Le Corbusier, existe uma série de regras para 
isso: volume, plano, geometria, traçados regulares, superfície, ritmo.
Análise da Arquitetura
Metodologia analítica aborda os fatores organizativos fundamentais que atuam em um edifício 
ou projeto:
• Pensamento Diagramático: 
– Projetistas encontram nos DIAGRAMAS instrumentos básicos de trabalho cuja aplicação 
induz a um padrão de pensamento bastante operacional.
– Explicitam a articulação geométrica, concedem margem de liberdade artística, tendem a 
ser elementares, dão melhor compreensão urbana.
• Transformação de um volume: pode expor as estratégias e técnicas utilizadas
• Forma genérica e a Forma específica 
• Grade cartesiana: a grade cartesiana é classificada, segundo o arquiteto Peter Eisenman, 
como “a referência absoluta da forma arquitetônica, genérica ou específica”.
• Volume e a superfície: o VOLUME é o componente sólido da forma. 
Análise da Arquitetura
Dinâmica da forma: 
• a forma centroidal e linear : as formas centróides inspiram sossego e estabilidade; as formas 
lineares implicam atividade
• os sistemas com núcleo
• os sistemas lineares: proporcionam a oportunidade de realizar adições ao longo dos EIXOS -
permitem fazer repetições e desenvolver ritmos. O movimento se converte em um 
componente fundamental da FORMA
• os sistemas axiais: 
• os sistemas escalonados e os sistemas radiais
• os sistemas conexos
• a distorsão formal
Aldo Rossi, Cemitério de San Cataldo, Modena, 1971-78
Aldo Rossi, Cemitério de San Cataldo, Modena, 1971-78
Tadao Ando, Templo de Komyo-ji, Saijo, Ehime, 1998-2000
Prior Chogen, Nandaimon (Grande Porta do Sul), Todaiji, século XII
Tadao Ando, Templo de Komyo-ji, Saijo, Ehime, 1998-2000
Eero Saarinen, Terminal TWA, 1962, 
Aeroporto Internacional John F. Kennedy, Nova York, EUA
Eero Saarinen, Terminal TWA, 1962, 
Aeroporto Internacional John F. Kennedy, Nova York, EUA
I. M. Pei (Pei Cobb reed & Partners, Grand Louvre, Paris França, 1993
I. M. Pei (Pei Cobb reed & Partners, Grand Louvre, Paris França, 1993
Álvaro Siza, 1966, Portugal, Piscina Leça da Palmeira
Álvaro Siza, 1966, Portugal, Piscina Leça da Palmeira
Álvaro Siza, 1966, Portugal, Piscina Leça da Palmeira
Álvaro Siza, 1966, Portugal, Piscina Leça da Palmeira
Álvaro Siza, 1966, Portugal, Piscina Leça da Palmeira
Álvaro Siza, 1966, Portugal, Piscina Leça da Palmeira
Álvaro Siza, 1966, Portugal, Piscina Leça Da Palmeira
Álvaro Siza, 1966, Portugal, Piscina Leça da Palmeira
Thomas Gerrit Rietveld, Casa Schröder, 1924, Utrecht, Holanda
Thomas Gerrit Rietveld, Casa Schröder, 1924, Utrecht, Holanda
Peter Eisenman, Holocaust Memorial, Berlin, Alemanha, 2005
Peter Eisenman, Holocaust Memorial, Berlin, Alemanha, 2005
Mário Botta, Casa Rotunda em Stabio, 1982, Suiça.
Mário Botta, Casa Rotunda em Stabio, 1982, Suiça.
Mário Botta, Casa Rotunda em Stabio, 1982, Suiça.
Mário Botta, Casa Rotunda em Stabio, 1982, Suiça.
Coop Himmelbeau, UFA Cinema Center, 1993, Dresden, Alemanha
Coop Himmelbeau, UFA Cinema Center, 1993, Dresden, Alemanha
Daniel Libeskind, Museu Militar de Dresden, 2011, Dresden, Alemanha
Daniel Libeskind, Museu Militar de Dresden, 2011, Dresden, Alemanha
Daniel Libeskind, Museu Militar de Dresden, 2011, Dresden, Alemanha
Daniel Libeskind, Museu Militar de Dresden, 2011, Dresden, Alemanha
Daniel Libeskind, Museu Militar de Dresden, 2011, Dresden, Alemanha