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Prévia do material em texto

Autora: Profa. Ani Sobral Torres
Colaboradores: Profa. Elisangela Monaco de Moraes
Prof. Roberto Macias
Prof. Fábio Mesquita do Nascimento
Desenvolvimento 
Sustentável
Professora conteudista: Ani Sobral Torres
Ani Sobral Torres possui doutorado pelo IPEN – Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares da Universidade 
de São Paulo na área de Sensoriamento Remoto da Atmosfera, mestrado pela Escola Politécnica da USP e 
graduação em microeletrônica pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Publicou diversos artigos na área de 
sensoriamento remoto e monitoração de poluentes na atmosfera e leciona diversas disciplinas em Instituições 
de Ensino Superior, entre as quais a UNIP – Universidade Paulista.
© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou 
quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem 
permissão escrita da Universidade Paulista.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
T693 Torres, Ani Sobral
Desenvolvimento Sustentável. / Ani Sobral Torres. - São Paulo: 
Editora Sol, 2011.
108 p. il.
Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e 
Pesquisas da UNIP, Série Didática, ano XVII, n. 2-005/11, ISSN 1517-9230.
1.Sustentabilidade 2.Desenvolvimento Sustentável 3.Recursos 
Naturais I.Título
CDU 504.03
Prof. Dr. João Carlos Di Genio
Reitor
Prof. Fábio Romeu de Carvalho
Vice-Reitor de Planejamento, Administração e Finanças
Profa. Melânia Dalla Torre
Vice-Reitora de Unidades Universitárias
Prof. Dr. Yugo Okida
Vice-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa
Profa. Dra. Marília Ancona-Lopez
Vice-Reitora de Graduação
Unip Interativa – EaD
Profa. Elisabete Brihy 
Prof. Marcelo Souza
Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar
Prof. Ivan Daliberto Frugoli
 Material Didático – EaD
 Comissão editorial: 
 Dra. Angélica L. Carlini (UNIP)
 Dra. Divane Alves da Silva (UNIP)
 Dr. Ivan Dias da Motta (CESUMAR)
 Dra. Kátia Mosorov Alonso (UFMT)
 Dra. Valéria de Carvalho (UNIP)
 Apoio:
 Profa. Cláudia Regina Baptista – EaD
 Profa. Betisa Malaman – Comissão de Qualificação e Avaliação de Cursos
 Projeto gráfico:
 Prof. Alexandre Ponzetto
 Revisão:
 Leandro Freitas
 Amanda Casale
Sumário
Desenvolvimento Sustentável 
APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................7
INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................7
Unidade I
1 O QUE É DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL? .......................................................................................11
1.1 Relação entre homem e natureza ..................................................................................................11
1.2 As organizações não governamentais – ONGs ........................................................................ 14
2 HISTÓRICO E CONCEITO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ................................................. 15
2.1 O desenvolvimento sustentável ..................................................................................................... 15
2.2 As dimensões do desenvolvimento sustentável ...................................................................... 17
2.3 Desenvolvimento sustentável – a expressão entra em cena .............................................. 17
2.4 O novo paradigma da gestão ambiental .................................................................................... 21
Unidade II
3 AS BASES DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ............................................................................. 27
3.1 A Rio 92 .................................................................................................................................................... 27
3.2 A Agenda 21 ........................................................................................................................................... 29
3.3 A Agenda 21 brasileira........................................................................................................................ 30
3.4 O Protocolo de Kyoto .......................................................................................................................... 31
3.4.1 O Protocolo de Kyoto e os Estados Unidos .................................................................................. 31
3.4.2 Sumidouros de carbono ....................................................................................................................... 32
3.4.3 Sequestro de carbono ........................................................................................................................... 32
3.4.4 Resultado do Protocolo de Kyoto .................................................................................................... 33
3.4.5 Mecanismos de flexibilização ............................................................................................................ 33
3.4.6 Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) .......................................................................... 34
3.4.7 Países pertencentes ao Anexo I do Protocolo de Kyoto .......................................................... 35
3.5 Calor e o Protocolo de Kyoto .......................................................................................................... 35
3.6 O funcionamento do mercado de carbono ............................................................................... 37
3.7 Possíveis consequências do aquecimento global .................................................................... 38
3.8 Consequências do aumento das temperaturas ........................................................................ 38
3.9 A Rio+10 .................................................................................................................................................. 40
4 DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO ........................................................................................................... 42
Unidade III
5 O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E SUAS DIMENSÕES 
SOCIAL E ECONÔMICA ...................................................................................................................................... 51
5.1 A dimensão social do desenvolvimento sustentável ............................................................. 51
5.2 A dimensão econômica do desenvolvimento sustentável .................................................. 52
5.3 A preservação do meio ambiente como princípio da atividade econômica ................ 54
5.4 Recursos naturais ................................................................................................................................. 54
5.5 Preservação dos recursos naturais ................................................................................................ 59
6 AS DIMENSÕES ECOLÓGICA, ESPACIAL E CULTURAL DO 
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL .............................................................................................................. 60
6.1 A dimensão ecológica do desenvolvimento sustentável ..................................................... 61
6.2 A dimensão espacial do desenvolvimento sustentável ........................................................ 62
6.3 A dimensão cultural do desenvolvimento sustentável ......................................................... 62
6.4 A responsabilidade ambiental das empresas............................................................................. 63
6.5 A globalização ........................................................................................................................................ 63
6.6 A responsabilidadesocial corporativa ......................................................................................... 64
Unidade IV
7 EDUCAÇÃO AMBIENTAL................................................................................................................................ 70
7.1 As normas e legislação ambiental ..................................................................................................71
7.2 A norma ISO 14000 ............................................................................................................................. 74
7.3 ISO 14001 ................................................................................................................................................ 75
7.4 A norma SA 8000: o modelo ISO 9000 aplicado à responsabilidade social ................. 77
7.5 As políticas ambientais públicas no Brasil ................................................................................. 78
7.6 A Constituição Federal de 1988 ..................................................................................................... 80
8 A ECONOMIA E O MEIO AMBIENTE .......................................................................................................... 80
8.1 Responsabilidade social e a sustentabilidade ........................................................................... 81
8.2 Desenvolvimento sustentável x recursos naturais .................................................................. 84
7
APRESENTAÇÃO
O desenvolvimento sustentável está presente em várias áreas da sociedade e se tornou uma 
preocupação mundial na atualidade. Sendo assim, possui grande relevância como objeto de estudo 
neste curso.
Na área de tecnologia de informação a preocupação com o desenvolvimento sustentável é crescente, 
sendo importante para os estudantes adquirirem conhecimento sobre o assunto bem como aplicá-lo 
no dia a dia. Não se trata apenas de contribuir para a sustentabilidade dos recursos naturais, mas para 
a melhoria da qualidade de vida da sociedade. 
Ao utilizarmos produtos na área de tecnologia de informação que contribuam para a preservação 
de recursos naturais, como menos papel, papel reciclável ou desenvolver sistemas de informação que 
necessitem de menos recursos e mesmo uso de energia são algumas das formas de promoção do 
desenvolvimento sustentável.
Esta disciplina caracteriza-se pelo estudo dos diferentes aspectos do desenvolvimento sustentável, 
relacionados a conceitos, requisitos, discussões realizadas para a implantação do desenvolvimento 
sustentável, bem como estudo dos protocolos e certificações existentes para promovê-lo.
Tem como objetivo geral propor uma visão fundamentada no que se refere à possibilidade de se 
estabelecer relações entre desenvolvimento econômico e desenvolvimento sustentado.
Como objetivos específicos desta disciplina, espera-se que você adquira conhecimentos sobre:
• o conceito histórico do desenvolvimento sustentável;
• conceitos da relação entre homem e natureza;
• o desenvolvimento das organizações não governamentais e o desenvolvimento sustentável como 
um novo paradigma.
Espera-se também que você, no curso desta disciplina, possa:
• definir e entender as bases do desenvolvimento sustentável, bem como suas dimensões;
• entender a importância dos recursos naturais, sabendo diferenciar os renováveis e não renováveis;
• entender as normas e legislações ambientais vigentes.
INTRODUÇÃO
O desenvolvimento sustentável é objeto de estudo de diversas áreas da sociedade e das 
organizações. Tornou-se uma tendência e preocupação mundial, e áreas como a tecnologia 
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de informação, por exemplo, já têm iniciativas para que o respeito ao meio ambiente e a um 
desenvolvimento sustentado ocorra. Como estudante, é importante relacionar e conectar o 
desenvolvimento sustentável com a área de formação, desenvolvendo habilidades e senso crítico 
para promover uma sociedade melhor, desenvolvendo políticas de sustentabilidade dentro da sua 
área de atuação também.
Imagine que todo o petróleo do mundo tenha sido usado e nada mais restou... Qual seria o impacto 
disso no nosso dia a dia? E na área de tecnologia de informação? Qual o impacto direto nessa área?
Como profissional da área de tecnologia de informação, o que seria possível fazer para tornar o seu 
ambiente de trabalho mais comprometido com a sustentabilidade?
Para responder a essas questões e outras de cunho ambiental, vamos estudar esta disciplina, que foi dividida 
em quatro unidades que tratam de diferentes temas dentro do contexto de desenvolvimento sustentável.
Na unidade I, temos o objetivo de situar o estudante no contexto histórico mundial e situar de onde 
surgiu a preocupação com o desenvolvimento sustentável e a relação do homem nesse processo. Sendo 
assim, serão estudados os seguintes tópicos:
• A relação entre homem e natureza.
• O meio ambiente torna-se um problema.
• A problemática ambiental após a Guerra Fria.
• O papel das organizações não governamentais.
• O desenvolvimento sustentável como novo paradigma.
• As dimensões do desenvolvimento sustentável.
Na Unidade II, são apresentadas as bases do desenvolvimento sustentável e as principais conferências, 
protocolos estabelecidos no decorrer das discussões. Entre os temas abordados, estão:
• As bases do desenvolvimento sustentável.
• Comissão Mundial do Meio Ambiente.
• A Agenda 21.
• A Agenda 21 brasileira.
• O Protocolo de Kyoto.
• A economia ambiental.
• Eco-economia.
• O mercado do carbono.
• As consequências do aquecimento global.
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Na Unidade III, novos conceitos são adicionados e estudados, eles se referem à responsabilidade das 
organizações na melhoria da qualidade de vida bem como a uma descrição das principais normas e 
certificações vigentes e alguns tópicos, entre eles:
• As empresas e o ambiente externo local.
• A responsabilidade empresarial e a legislação ambiental.
• A demanda por qualidade de vida.
• A singularidade da administração ambiental.
• A gestão ambiental nas organizações.
• A gestão ambiental.
• A família de normas ISO 14.000.
• A norma SA 8000.
Na Unidade IV, finalmente serão estudados os desafios do desenvolvimento sustentável, bem como 
a apresentação de ferramentas para a viabilização do mesmo, através da educação ambiental, normas e 
legislação. Sendo assim, os últimos tópicos a serem estudados são:
• Educação ambiental.
• Normas e legislação ambiental.
• Economia e meio ambiente.
• Responsabilidade social e sustentabilidade.
• Recursos naturais.
• Desafios do desenvolvimento sustentável.
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Unidade I
1 O QUE É DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL?
O conceito de desenvolvimento sustentável encontra-se intimamente ligado à busca pelo 
desenvolvimento econômico e pelo respeito ao meio ambiente. Trata-se de equilibrar o ritmo de 
crescimento econômico e rever práticas com o objetivo de preservar recursos naturais imprescindíveis 
para a sobrevivência de gerações futuras.
A definição de desenvolvimento sustentável surgiu durante a Comissão Mundial sobre o Meio 
Ambiente e Desenvolvimento, na qual foram discutidos meios de harmonizar o meio ambiente com o 
desenvolvimento econômico.
É necessária uma preocupação com a disponibilidade dos recursos naturais presentes para as gerações 
futuras, respeitando, ao mesmo tempo, o crescimento e desenvolvimento econômico. A prevenção 
contra o esgotamento precoce dos recursos naturais depende da consciência de sua importância, bem 
como de um planejamento estruturado para conservá-los.
Antes deestudarmos em mais detalhes o conceito de desenvolvimento sustentável, vamos estudar 
a relação entre homem e natureza, que levou e desencadeou a preocupação com o desenvolvimento da 
sustentabilidade nas atividades humanas.
1.1 Relação entre homem e natureza
No estudo da existência do planeta Terra, pode-se ter uma ideia da extensão dos períodos das 
transformações que permitiram a existência do ser humano hoje. Muito foi destruído e criado até 
chegar ao estágio atual.
A ocupação humana teve impacto na biosfera e na disponibilidade dos recursos naturais.
Só para se ter uma ideia sobre a transformação da biosfera, segundo Global Change and the Earth 
System – A Planet Under Pressure, IGBP de 2004:
Transformação da biosfera nos últimos 100 anos:
• População humana: cresceu de 1,5 para 6,1 bilhões.
• Atividade econômica: aumentou 10 vezes de 1950 a 2000.
• Maioria dos pesqueiros mundiais: sobre-explorados.
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• Atmosfera: aumento das concentrações de gases estufa.
• 40% das reservas conhecidas de petróleo exauridas.
A relação do homem com a natureza sempre aconteceu de forma bastante discrepante: de um lado 
o homem, com toda a sua inteligência gananciosa, tentando alimentar os seus desejos de consumo 
e conforto; do outro, a natureza, com toda a sua exuberância e riqueza, fonte para todas as ações 
humanas. Em alguns casos, o homem tem que escolher entre sua sobrevivência e a preservação da 
natureza, como é o caso do agricultor que tira da terra o alimento que leva à mesa. Neste caso, fica o 
dilema: a natureza ou o homem?
O que preocupa é o desenvolvimento sem limites protagonizado pelo homem em prol dos interesses 
próprios.
Por muitos anos, esse foi o tipo de relação entre o homem e a natureza, até que esta passasse a dar 
sinais de alerta.
Felizmente esse tipo de pensamento foi modificado e, segundo Camargo (2005),
a ideia de um novo modelo de desenvolvimento para o século XXI, 
compatibilizando as dimensões econômica, social e ambiental, surgiu para 
resolver, como ponto de partida no plano conceitual, o velho dilema entre 
crescimento econômico e redução da miséria, de um lado, e preservação 
ambiental de outro. O conflito vinha, de fato, arrastando-se por mais de vinte 
anos, em hostilidade aberta contra o movimento ambientalista, enquanto 
este, por sua vez, encarava o desenvolvimento econômico como naturalmente 
lesivo e os empresários como seus agentes mais representativos.
Um dos primeiros problemas ambientais ocorreu com o surgimento das cidades e a satisfação das 
necessidades dos homens, sempre utilizando os recursos ambientais.
A história das cidades e da civilização é longa. Estima-se que as primeiras cidades teriam surgido 
entre quinze e cinco mil anos atrás.
A nossa sociedade tem vivido, atualmente, uma gama de problemas decorrente direta da sua forma 
de tratar e se relacionar com a natureza. A busca desenfreada pela produção levou o homem a explorar 
intensamente os recursos disponíveis na natureza esquecendo que grande parte deles, além de não 
serem renováveis, quando retirados da natureza em quantidades excessivas, deixam na mesma uma 
lacuna, às vezes irreversível, cujas consequências são sentidas em gerações posteriores, principalmente 
em relação às mudanças climáticas.
Outros problemas ambientais foram trazidos com a Revolução Industrial. Essa Revolução consistiu 
em um conjunto de mudanças tecnológicas com profundo impacto no processo produtivo nos âmbitos 
econômico e social.
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A Revolução Industrial teve início na Grã-Bretanha em meados do século XVIII, expandiu-se pelo 
mundo a partir do século XIX.
Ao longo do processo, a era agrícola foi superada, a máquina foi substituindo o trabalho humano. 
Dessa forma, uma nova relação entre capital e trabalho se impôs, novas relações entre nações se 
estabeleceram e surgiu o fenômeno da cultura de massa, por exemplo.
Devido a uma combinação de fatores, como o liberalismo econômico, a acumulação de capital e uma 
série de invenções, tais como o motor a vapor, essa transformação foi possível. A partir daí, o capitalismo 
tornou-se o sistema econômico vigente.
O volume de produção aumentou extraordinariamente: a produção de bens deixou de 
ser artesanal e passou a ser maquino-faturada. Com o advento da Revolução Industrial, as 
populações passaram a ter acesso a bens industrializados e deslocaram-se para os centros 
urbanos em busca de trabalho fácil e abundante. Assim também, as fábricas passaram a 
concentrar centenas de trabalhadores, que vendiam a sua força de trabalho em troca de um 
salário.
Antes da Revolução Industrial, o progresso econômico era sempre lento (levou séculos para que a 
renda per capita aumentasse sensivelmente) e, após, a renda per capita e a população começaram a 
crescer de forma acelerada nunca antes vista na história. Por exemplo, entre 1500 e 1780, a população 
da Inglaterra aumentou de 3,5 milhões para 8,5; já entre 1780 e 1880, ela saltou para 36 milhões, devido 
à drástica redução da mortalidade infantil.
As cidades atraíram os camponeses e artesãos, e se tornaram cada vez mais numerosos e mais 
importantes com a Revolução Industrial. A maneira como as populações vivem nos países que foram 
industrializados se alterou drasticamente.
Por volta de 1850, na Inglaterra, pela primeira vez em um grande país, havia mais pessoas vivendo 
em cidades do que no campo. Nas cidades as pessoas mais pobres aglomeravam-se em subúrbios 
de casas velhas e desconfortáveis, se comparadas com as habitações dos países industrializados 
hoje em dia.
O trabalho do operário era muito diferente do trabalho do camponês: tarefas monótonas e 
repetitivas. A vida na cidade moderna significava mudanças incessantes. A cada instante, surgiam novas 
máquinas, novos produtos, novos gostos, novas modas. Sendo assim, era preciso adaptar-se a essas 
novas mudanças.
A partir daí, conferências foram realizadas na tentativa de se desenvolver conceitos e decidir 
medidas para melhorar a qualidade de vida e tentar manter a sustentabilidade. Surgiram também 
organizações não governamentais interessadas em defender a causa da sustentabilidade. No texto a 
seguir, abordaremos esse assunto.
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1.2 As organizações não governamentais – ONGs
As organizações não governamentais representam entidades organizadas da sociedade civil, que 
atuam de forma bastante dinâmica na busca para a solução de vários problemas sociais. Essas organizações 
possuem um papel muito importante frente à causa que representam. A crescente preocupação das 
ONGs com os problemas ambientais globais pode garantir que esses não serão engavetados e esquecidos 
antes que se tome uma iniciativa para solucioná-los.
Muitas e eficazes são as iniciativas privadas de luta por questões ambientais administradas por 
organizações não governamentais.
Em algumas áreas, a atuação das ONGs é a única ação existente.
Segundo Kirschner (1998)
a crise econômica e o crescimento do desemprego que atingiram a Europa 
na década de 80 contribuíram para que a empresa começasse a ser 
valorizadapela sua capacidade de salvaguardar o emprego – valor essencial 
da socialização na sociedade contemporânea. O papel da empresa vai além 
do econômico: ademais de provedora de emprego, é também agente de 
estabilização social.
A preocupação ambiental, hoje, tem impactos até mesmo na competitividade comercial. 
Países, cidades ou empresas que têm em seu histórico um leque de ações voltadas para questões 
ambientais, possuem muito mais chances de fechar bons negócios, enquanto que aquelas que 
preferem não contribuir para a causa ambiental são vistas de forma pouco positiva pela maioria 
dos investidores.
Percebemos assim que não se trata de simples modismo; ao contrário, a questão ambiental representa 
uma tendência mundial capaz de mobilizar e unir pessoas e organizações dos mais diferentes tipos ou 
culturas.
 Saiba mais
Algumas ONGs possuem materiais interessantes que podem ser vistos 
nos respectivos sites de internet:
Greenpeace: <www.greenpeace.org>.
SOS Mata Atlântica: <www.sosmatatlantica.org.br/>.
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2 HISTÓRICO E CONCEITO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
O desenvolvimento sustentável é um dos temas mais discutidos neste momento em todo o mundo, 
seja pela preocupação econômica que a escassez das energias não renováveis proporciona, ou mesmo 
pelo despertar da consciência humana a respeito da necessidade de preservação do planeta para as 
gerações vindouras.
A partir do conceito básico de desenvolvimento sustentável, cujo objetivo principal é o de se obter 
um desenvolvimento que seja ao mesmo tempo eficaz e que não venha a comprometer as gerações 
futuras, realizamos nosso estudo.
2.1 O desenvolvimento sustentável
O desenvolvimento sustentável objetiva uma modalidade de desenvolvimento capaz de 
acontecer de forma a suprir as necessidades presentes, de modo a não interferir no crescimento 
das gerações futuras. Para que isso aconteça, é de fundamental importância que se respeite a 
exploração harmônica dos recursos naturais. É também de fundamental importância a preocupação 
e percepção de que alguns problemas podem acompanhar essa exploração de recursos naturais e 
ameaçar a sustentabilidade.
Atualmente, a geração de energia, principalmente elétrica, oriunda de fontes renováveis vem 
despertando o interesse de vários países, por se tratar de uma forma de obtenção mais barata e que não 
agride o meio ambiente.
Por conta das modernas tecnologias que possibilitam maior escala de economia, essa forma “limpa” 
de obtenção de energia pode se mostrar bastante competitiva. O homem vem explorando os recursos 
naturais desde a época pré-histórica e depois essa exploração aumentou com a revolução industrial, 
chegando aos dias atuais.
Quando utilizadas para geração de energia, as fontes renováveis auxiliam na diminuição da 
exploração dos recursos esgotáveis ou não renováveis, pois realizam uma exploração sustentável; assim 
também, com a exploração harmônica de fontes renováveis, pode-se cuidar de ecossistemas que são 
impactados negativamente pela geração de substâncias poluentes emitidas no meio ambiente quando 
são transformados em energias úteis para o homem, como alguns recursos não renováveis, como 
petróleo, carvão e gás
Fazendo-se uma análise sobre recursos naturais, podemos dizer que os recursos não renováveis, além 
de estarem em processo de esgotamento, são os que mais impactos negativos trazem para a natureza, 
já que sua exploração exige tecnologias especiais para extração, muitas vezes de alto custo, em virtude 
das condições de obtenção cada vez mais remotas, além de emitirem mais poluentes. Geralmente, seu 
transporte também costuma oferecer riscos extras, como, por exemplo, caso do petróleo.
Alguns recursos não renováveis, depois de serem utilizados, são ainda uma grande ameaça poluente, 
como é o caso dos resíduos radioativos provenientes de energia nuclear. Nos dias de hoje, os níveis de 
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contaminação por poluentes oferecem grande preocupação; na geração de energia elétrica, as emissões de 
dióxido de carbono são, quando se utilizam os seguintes recursos, da ordem de: carvão natural, 980 g/kWh; 
óleo combustível, 818 g/kWh e gás, 430 g/kWh aproximadamente. Esses poluentes gerados contribuem 
fortemente para o efeito estufa e a destruição da camada de ozônio (ROCHA; ROSSI, 2003).
Na tabela abaixo são descritos os níveis de emissões de CO2 no plano mundial desde 1980, com uma 
projeção para 2020.
Tabela 1 – Evolução da emissão de CO2 em milhões de toneladas no período 1980 – 2020
Anos Milhões de toneladas
1980 17.000
1990 20.000
2000 25.000
2010 28.000
2020 37.000
Fonte: Rocha; Rossi (2003, p. 245).
As questões ambientais devem estar claramente e integralmente definidas para que se possa 
alcançar o desenvolvimento sustentável, assim como a contemplação de outras políticas que auxiliem 
na obtenção do mesmo.
Aos órgãos e autoridades públicas compete adotar as medidas mais adequadas para minimizar os 
efeitos negativos dos transportes no meio ambiente, por exemplo. Cabe a eles também procurar uma 
melhoria na gestão dos recursos naturais, no combate à pobreza e à exclusão social.
Segundo Daniel Bertoli Gonçalves
esse conceito, que procura conciliar a necessidade de desenvolvimento 
econômico da sociedade com a promoção do desenvolvimento social e com 
o respeito ao meio ambiente, hoje é um tema indispensável na pauta de 
discussão das mais diversas organizações, e nos mais diferentes níveis de 
organização da sociedade, como nas discussões sobre o desenvolvimento 
dos municípios e das regiões, correntes no dia a dia de nossa sociedade 
(GONÇALVES, 2008).
 Lembrete
O desenvolvimento sustentável é aquele preocupado com a 
disponibilidade dos recursos naturais hoje para que estejam garantidos 
para as gerações futuras.
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2.2 As dimensões do desenvolvimento sustentável
Existem algumas abordagens para quantas são as dimensões do desenvolvimento sustentável. Embora 
haja um consenso que exista mais de uma, há discordância sobre o número exato: Lage e Barbieri (2001) 
citam sete dimensões: ecológica, econômica, social, espacial, cultural, tecnológica e política. Contudo, 
segundo Ignacy Sachs, as dimensões que abordam o desenvolvimento sustentável são cinco: social, 
econômica, ecológica, espacial e cultural (SACHS, 2002). A adoção de uma ou outra linha de divisão do 
desenvolvimento sustentável depende do contexto.
Assim, não só os aspectos ecológicos, mas também outros importantes devem ser considerados no 
contexto das atividades humanas para o desenvolvimento sustentável.
É importante frisar que o desenvolvimento sustentável visa conciliar desenvolvimento econômico 
– que é o desenvolvimento de riqueza material dos países ou regiões, assim como o bem-estar econômico 
de seus habitantes –; desenvolvimento social – que consiste na evolução dos componentes da 
sociedade (capital humano) e na maneira como estes se relacionam (capital social) – e preservação 
ambiental – que é minimizar a utilização dos bens ambientais (recursos naturais), conservando-oso máximo possível. Alguns autores afirmam que todo desenvolvimento é social, acrescentando que 
sem a alteração do capital social e do humano não há desenvolvimento. Segundo essa corrente, o 
desenvolvimento social só ocorre quando políticas são estabelecidas para aperfeiçoar as formas como 
os componentes de um grupo interagem entre si e com o meio externo. Esse grupo pode ser uma 
pequena comunidade, um centro urbano ou mesmo uma nação. O desenvolvimento social, diferente do 
econômico, só ocorre se todos os integrantes da sociedade forem beneficiados. Assim, uma determinada 
comunidade poderá crescer economicamente sem o consequente desenvolvimento social.
2.3 Desenvolvimento sustentável – a expressão entra em cena
Em 1983 foi criada a Comissão Mundial Sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento como uma 
instituição independente. Em 1987 essa comissão produziu um dos mais importantes documentos, 
o relatório Nosso futuro comum no qual apareceram os primeiros conceitos oficiais e formais sobre 
desenvolvimento sustentável.
O segundo capítulo desse relatório, denominado Em busca do desenvolvimento sustentável, definiu 
desenvolvimento sustentável como “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer 
a possibilidade de as gerações futuras atenderem a suas próprias necessidades”.
Foram apresentados dois conceitos chave:
• necessidades, sobretudo as necessidades essenciais dos pobres no mundo, que devem receber a 
máxima prioridade;
• noção das limitações que o estágio da tecnologia e da organização social impõe ao meio ambiente, 
impedindo-o de atender às necessidades presentes e futuras.
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A importância da sustentabilidade em qualquer programa de desenvolvimento foi reconhecida em 1992 na 
cidade do Rio de Janeiro durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.
Em um mundo sustentável, uma atividade econômica não deve ser praticada separadamente, porque 
tudo está inter-relacionado, em permanente diálogo nas diversas esferas do meio ambiente.
Separação entre 
o objetivo e o 
subjetivo.
Cartesiano
Preceitos 
éticos 
desconectados 
das práticas 
cotidianas.
Natureza 
entendida como 
descontínua, o todo 
formado pela soma 
das partes.
Seres 
humanos e 
ecossistemas 
separados, em 
uma relação de 
dominação.
Reducionista, 
mecanicista, 
tecnocêntrico.
Fatos e valores 
não relacionados.
Figura 1 - Paradigma cartesiano
Interação entre 
o objetivo e o 
subjetivo.
Sustentável
Ética integrada 
ao cotidiano.
Natureza 
entendida como um 
conjunto de sistemas 
inter-relacionados, o 
todo maior que a soma 
das partes.
Seres 
humanos 
inseparáveis dos 
ecossistemas, em uma 
relação de sinergia.
Fatos e valores 
fortemente 
relacionados.
Orgânico, 
holístico, 
participativo.
Figura 2 - Paradigma da sustentabilidade
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Nesse novo cenário, os empresários já perceberam que não devem mais ser passivos, e sim aprenderam 
e estão aptos a participar das mudanças estruturais na relação de forças nas áreas ambiental, econômica 
e social.
Uma nova dimensão ética e política é introduzida, uma que considera como um processo 
de mudança social o desenvolvimento sustentável, além da democratização dos recursos 
naturais.
O desenvolvimento sustentável, além de equidade social e equilíbrio ecológico, apresenta como 
terceira vertente principal a questão do desenvolvimento econômico.
Existem cinco dimensões do que se pode chamar desenvolvimento sustentável, elas foram 
apresentadas por Sachs apud Campos (2001):
• A primeira é a dimensão social, que é entendida como a criação de um processo de desenvolvimento 
sustentado por uma civilização com maior equidade na distribuição de renda e de bens, de modo 
a reduzir o abismo entre os padrões de vida dos ricos e dos pobres.
• A dimensão econômica deve ser alcançada através do gerenciamento e alocação mais eficiente 
dos recursos e de um fluxo constante de investimentos públicos e privados.
• A dimensão ecológica deve e pode ser alcançada com o aumento da capacidade de utilização dos 
recursos, limitação do consumo de combustíveis fósseis e de outros recursos e produtos que são 
facilmente esgotáveis, redução da geração de resíduos e de poluição por meio da conservação de 
energia, de recursos e da reciclagem.
• A dimensão espacial deve ser dirigida para a obtenção de uma configuração rural-urbana mais 
equilibrada e uma melhor distribuição territorial dos assentamentos humanos e das atividades 
econômicas.
• A dimensão cultural inclui a procura por raízes endógenas de processos de modernização e de 
sistemas agrícolas integrados, que facilitem a geração de soluções específicas para o local, o 
ecossistema, a cultura e a área.
A construção do conceito de sustentabilidade é um processo em andamento e longe do final. Foram 
criados índices de sustentabilidade utilizados na Dow Jones. Tais índices de sustentabilidade fornecem 
marcas objetivas de nível para os produtos financeiros que são ligados aos critérios econômicos, 
ambientais e sociais.
Existem vários benefícios para as empresas que integram a lista do Dow Jones:
• O reconhecimento público da preocupação com a área ambiental e social.
• O reconhecimento dos stakeholders importantes, tais como legisladores, clientes e empregados 
(por exemplo, a obediência a esses índices pode conduzir a uma melhor lealdade do cliente e do 
empregado).
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É evidente que as empresas estão cuidando dos aspectos sociais e ambientais e muitas delas têm 
ganho econômico e maior durabilidade a longo prazo, ou seja, o risco do investidor é menor. Além 
do mais, as empresas perceberam que a sustentabilidade traz melhor relação custo-benefício para os 
produtos, além de popularidade com os consumidores.
Por outro lado, ainda assim, é necessária uma maior difusão do conceito para a disseminação de sua 
prática entre a população.
 Saiba mais
Maiores informações e uma discussão bastante interessante é 
apresentada na reportagem indicada abaixo publicada no Jornal O Estado 
de S. Paulo sobre a prática pela população do conceito de desenvolvimento 
sustentável no dia em relação a teoria.
VIALLI, A. Distância entre discurso e prática. O Estado de São Paulo. 30 out. 
2009.
Algumas dicas práticas também são encontradas no site do planeta 
sustentável disponível em: <http://planetasustentavel.abril.com.br/
movimento/> Acesso em: 31 mai. 2011.
Desafios do desenvolvimento sustentável
Equidade
Social
Desenvolvimento
Sustentável
Viabilidade 
econômica
Conservação 
ambiental
Figura 3 - Desafios do desenvolvimento sustentável
 Observação
O desenvolvimento sustentável visa conciliar:
• desenvolvimento econômico – que é o desenvolvimento de riqueza 
material dos países ou regiões, assim como o bem-estar econômico 
de seus habitantes;
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• desenvolvimento social – é a evolução dos integrantes da sociedade 
(capital humano) e nas formas como eles se relacionam (capital social);
• preservação ambiental – que é minimizar a utilização dos bens 
ambientais (recursos naturais), conservando-os o máximo possível.
2.4 O novo paradigma da gestão ambiental
A gestão ambiental pode ser definida como um aspecto funcional da gestão de uma empresa, que 
desenvolve e implanta as políticas e estratégias ambientais.
Atualmente, as instituições estão cada vez mais preocupadas em atingir e demonstrar um desempenho 
mais satisfatório em relação ao meio ambiente. Neste cenário, a gestão ambiental tem se configurado 
como uma das mais importantes atividades em qualquer empreendimento.
A problemática ambiental envolve também o gerenciamento dos assuntos pertinentes ao meio 
ambiente, por meio de sistemas de gestão ambiental, da busca pelo desenvolvimento sustentável, da 
análise do ciclo de vida dos produtos e da questão dos passivos ambientais.
Se uma empresa deseja realmente trabalhar com gestão ambiental ela deve passar por uma mudança 
em sua cultura empresarial e por uma revisão de seus paradigmas. Sendo assim, a gestão ambiental tem 
se configurado com uma das mais importantes ferramentas relacionadas com qualquer negócio.
Por outro lado, ao ser planejada, se uma unidade produtiva dispõe de ferramentas e procedimentos 
adequados, vai atender os requerimentos relativos à qualidade ambiental.
A gestão ambiental pode ser prevista em quatro níveis:
Gestão de processos Gestão de resultados Gestão de sustentabilidade Gestão do plano ambiental
A avaliação da qualidade ambiental 
de todas as atividades, máquinas e 
equipamentos relacionados a todos os 
tipos de manejo de insumo, matérias-
primas, recursos humanos, recursos 
logísticos, tecnologias e serviços 
de terceiros, como a exploração, 
transformação, acondicionamento, 
transporte e aplicação de recursos, 
detecção de quadros de riscos 
ambientais e prospecção de situações 
de emergência.
A avaliação da 
qualidade ambiental dos 
processos de produção, 
pelos seus efeitos ou 
resultados ambientais, 
ou seja, emissões 
gasosas, efluentes 
líquidos, resíduos 
sólidos, particulados, 
odores, ruídos, vibrações 
e iluminação.
A avaliação da 
capacidade resposta do 
ambiente aos resultados 
dos processos produtivos 
que nele são realizados e 
que o afetam, através da 
monitoração sistemática 
da qualidade da ar, da 
água, do solo, da flora, da 
fauna e do ser humano.
Avaliação sistemática e 
permanente de todos os 
elementos constituintes 
do plano de gestão 
ambiental elaborado e 
implementado, aferindo-
o e adequando-o em 
função do desempenho 
ambiental alcançado pela 
organização.
Gestão Ambiental
Figura 4 - Etapas da gestão ambiental
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De forma geral, todos os instrumentos de gestão ambiental têm como objetivo melhorar a qualidade 
ambiental e o processo de tomada de decisão. Devem ser aplicados a todas as fases dos empreendimentos 
e podem ser preventivos, corretivos, de remediação e pró-ativos, dependendo da fase em que são 
implementados.
O que se constata na prática é que a partir de uma adequada política de gestão ambiental as 
empresas obtêm uma série de benefícios, sejam econômicos ou estratégicos conforme representado nos 
diagramas a seguir.
Benefícios econômicos 
com a economia de 
custos
Redução do consumo de água, 
energia e outros insumos; 
reciclagem, venda e aproveitamento 
e resíduos, e diminuição de 
afluentes; redução de multas e 
penalidades por poluição.
Incremento de receita 
com aumento da 
contribuição marginal 
de “produtos verdes” que 
podem ser vendidos a 
preços mais altos.
Figura 5 - Benefícios econômicos da gestão ambiental
Outra vantagem do benefício econômico é o aumento da participação no mercado, em função da 
inovação dos produtos e da menor concorrência; além da posse de novos produtos que contribuem para 
a diminuição da poluição.
Benefícios estratégicos 
a partir da melhoria da 
imagem institucional; 
renovação da carteira de 
produtos.
Aumento da produtividade; alto 
comprometimento do pessoal; 
melhoria nas relações de trabalho; 
melhoria da criatividade para novos 
desafios.
Melhoria das relações com 
os órgãos gorvernamentais, 
comunidade e grupos 
ambientalistas; acesso 
assegurado ao mercado 
externo e melhor adequação 
aos padrões ambientais.
Figura 6 – Benefícios estratégicos da gestão ambiental
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 Lembrete
A gestão ambiental oferece benefícios econômicos e estratégicos para 
a organização, respeitando o meio ambiente e melhorando sua imagem 
institucional.
 Resumo:
Ao final desta unidade, adquiriu-se conhecimento sobre:
• o principais conceitos e definições de desenvolvimento sustentável e 
de suas bases;
• a relação entre homem e natureza e a importância do desenvolvimento 
sustentável para garantirmos um equilíbrio entre a utilização e 
disponibilidade de recursos naturais.
Em adição a isso:
• definimos as principais dimensões do desenvolvimento sustentável 
segundo diversos autores;
• estudamos o que são organizações não governamentais;
• efetuamos uma discussão sobre o novo paradigma da gestão 
ambiental e sua comparação com uma gestão cartesiana foi realizada 
enfatizando aspectos importantes da gestão ambiental atual.
 Exercícios
Questão 1. (ENADE 2008)
Quando o homem não trata bem a natureza, a natureza não trata bem o homem.
Essa afirmativa reitera a necessária interação das diferentes espécies, representadas na imagem a seguir.
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Artista desconhecido, pintura inspirada nos trabalhos de Giuseppe Arcimboldo.
Depreende-se dessa imagem a:
A) Atuação do homem na clonagem de animais pré-históricos.
B) Exclusão do homem na ameaça efetiva à sobrevivência do planeta.
C) Ingerência do homem na reprodução de espécies em cativeiro.
D) Mutação das espécies pela ação predatória do homem.
E) Responsabilidade do homem na manutenção da biodiversidade.
Resposta correta: alternativa E
Análise das alternativas:
A) Alternativa incorreta.
Justificativa: não há, na figura, nenhum indício que permita associar a ação humana à clonagem de 
animais pré-históricos. Além disso, os animais apresentados na figura existem nos dias de hoje, não são 
pré-históricos. Também é importante ressaltar que a ciência ainda não conta com tecnologia suficiente 
para clonar animais já extintos.
B) Alternativa incorreta.
Justificativa: a imagem, assim como a frase-título da questão, remete a uma profunda integração 
entre humanos e os diversos organismos que habitam o planeta, passando a impressão de que a ação 
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devastadora humana sobre os ecossistemas, ao contrário do que afirma a alternativa, tem relação direta 
com a sobrevivência do planeta.
C) Alternativa incorreta.
Justificativa: o contexto em que se pode inserir o tema abordado na questão é a relação entre 
homem e natureza. Logo, não se trata especificamente de manutenção e/ou reprodução de espécies em 
cativeiro.
D) Alternativa incorreta.
Justificativa: ao afirmar que o ser humano provoca “mutação das espécies”, a frase afirma que a 
ação predatória humana tem poder de gerar novas formas de vida. Além de esta ser uma afirmação 
errada, não se correlaciona ao contexto da questão, que é a reciprocidade característica da relação entre 
homem e natureza.
E) Alternativa correta
Justificativa: a figura apresenta, de forma criativa, a necessidade da adoção, por parte do homem, de 
práticas conscientes que prezem pela manutenção da diversidade nos ecossistemas, caso contrário sua 
própria manutenção como espécie estará ameaçada.
Questão 2. (ENADE 2005) As seguintes afirmações constituem tratamento transversal dado ao tema 
meio ambiente, exceto:
A) Não existe apenas uma crise ambiental, mas uma crise civilizatória, sendo necessária uma profunda 
mudança na concepção de mundo, de natureza, de poder.
B) A problemática ambiental implica, no âmbito social, mudanças no comportamento, na construção 
de formas de pensar e agir na relação com a natureza.
C) A questão ambiental diz respeito, sobretudo, à preservação dos ambientes naturais intocados e 
ao controle da poluição.
D) É preciso criar e aplicar formas cada vez mais sustentáveis de interação entre sociedade e natureza 
na perspectiva de buscar soluções para os problemas ambientais.
E) O crescimento econômico deve estar subordinado a uma exploração racional e responsável dos 
recursos naturais para garantir a vida das gerações futuras.
Resolução deste exercício na plataforma.
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3 AS BASES DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Após a problemática da relação entre homem e natureza, ocorreram conferências, agendas e criação 
de leis importantes na tentativa de reverter os problemas causados e anteiormente demonstrados.
3.1 A Rio 92
Figura 7 – Logotipo da Rio 92
Com a intenção de introduzir a ideia do desenvolvimento sustentável, um modelo de crescimento 
econômico menos agressivo para o meio ambiente, foi realizada, também conhecida como ECO-92, de 
3 a 14 de junho de 1992,. a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento 
(CNUMAD). A cidade do Rio de Janeiro foi a sede do encontro que reuniu representantes de 175 países 
e de organizações não governamentais (ONGs) (ESTADÃO, 2007).
Essa conferência foi considerada o evento ambiental mais importante do século XX, pois a ECO-92 
foi a primeira grande reunião internacional realizada após o fim da Guerra Fria.
Entre os compromissos específicos adotados pela ECO-92, podemos incluir três convenções:
• sobre mudança do clima,
• sobre biodiversidade e
• declaração sobre florestas.
Documentos foram aprovados durante a conferência, esses com objetivos mais abrangentes e de 
natureza mais política:
Declaração do Rio e a Agenda 21
Ambos enfatizam o conceito fundamental de desenvolvimento sustentável, que combina o progresso 
econômico e material com a necessidade de uma consciência ecológica.
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As relações entre países ricos e pobres têm sido conduzidas por um novo conjunto de princípios 
inovadores desde a conferência, como os conceitos de “responsabilidades comuns, mas diferenciadas 
entre os países”, de “o poluidor paga” e de “padrões sustentáveis de produção e consumo”.
Com a adoção da Agenda 21, a conferência estabeleceu, objetivos concretos de sustentabilidade 
em diversas áreas, mostrando a necessidade de se buscarem novos recursos financeiros para a 
complementação do desenvolvimento sustentável em uma escala global (SENADO FEDERAL, 1996).
Diante de tantas alterações no meio ambiente somadas às ameaças de extinção de muitos 
recursos naturais atualmente utilizados pelo homem, autoridades de 172 governos e estudiosos do 
mundo inteiro reuniram-se em 1992, no Rio de Janeiro, para a CNUMAD - Conferência das Nações 
Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida mundialmente como a “Conferência da 
Terra”. Essa conferência tornou-se, por sua singularidade, um marco na história da humanidade. Seus 
objetivos básicos giravam em torno da busca por um equilíbrio entre as necessidades ambientais, 
sociais e econômicas para gerações atuais. Outro objetivo da conferência era a construção de uma 
espécie de associação mundial que contemplasse os países desenvolvidos e em desenvolvimento para 
o estudo e compreensão das questões ambientais, interesse e preocupação igualmente comum a 
todos. Governos e demais setores da sociedade civil também deveriam compor a referida associação.
Essa conferência foi popularizada com o título de Rio 92 e conseguiu reunir 108 chefes de estado 
para aprovação de documentos importantes como a Agenda 21, que consiste em uma declaração da ONU 
acerca do meio ambiente e o desenvolvimento, para definir quais são os direitos e deveres dos estados.
Somente em 2002 a ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou A Carta da Terra e comparou 
sua importância para a humanidade à Declaração Universal dos Direitos Humanos no tocante ao meio 
ambiente.
Desde então, podemos notar muito progresso em relação ao pensamento e postura das pessoas 
quanto à forma como o meio ambiente está sendo explorado. Nota-se uma urgência em tentar recuperar 
o tempo perdido e mais ainda em tentar desenvolver nas pessoas uma nova forma de pensar e agir no 
que se refere às questões ambientais. Ambientalistas, geólogos e os meios de comunicação são alguns 
exemplos de profissionais profundamente engajados em prol de uma mudança da consciência ambiental 
dos seres humanos.
As escolas têm sido de fundamental importância na educação ambiental das crianças, possibilitando 
a elas crescer com o compromisso de preservar e ajudar ao seu ecossistema.
Dez anos após a Rio 92
Relatório PNUMA 2002 sobre sustentabilidade global diz que apesar dos esforços das empresas, a 
degradação ambiental do planeta continua a aumentar.
Baseado em relatórios de sustentabilidade global de 22 setores, a humanidade já consome 25% mais 
recursos naturais do que o planeta é capaz de repor.
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Johannesburg 2002: O PII (Projeto de Implementação Internacional) apresenta quatro elementos 
principais do desenvolvimento sustentável — sociedade, ambiente, economia e cultura.
3.2 A Agenda 21
A Agenda 21 é um dos mais importantes documentos referentes ao meio ambiente e foi gerado na 
reunião de 178 naçõesna Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento 
(CNUMAD), em 1992.
As dimensões da sustentabilidade são parte do conteúdo da Agenda 21 global, modelo para que os 
países a aplicassem e escrevessem também sua agenda 21 nacional e local. Todas essas dimensões que 
formam parte de um desenvolvimento sustentável são mostradas por pesquisadores e governantes.
A Agenda 21 representa um conjunto de requisitos recomendados para uma boa convivência da 
humanidade com o planeta, e seus 40 capítulos estão divididos em quatro seções. A primeira trata de 
aspectos sociais e econômicos de desenvolvimento; a segunda, de aspectos ambientais e gerenciamento 
de recursos naturais; a terceira, do fortalecimento do papel dos principais grupos sociais, e a última, 
discorre a respeito dos meios de implantação.
A Agenda 21, através de seus documentos, visa conciliar métodos de proteção ambiental, justiça social 
e eficiência econômica. Esses documentos estão estruturados em quatro seções que são subdivididas em 
40 capítulos temáticos.
Entre os temas tratados na Agenda 21 (SENADO FEDERAL, 1996) podemos citar:
• Dimensões econômicas e sociais, com o foco nas políticas internacionais que ajudarão o desenvolvimento 
sustentável nos países em desenvolvimento e as estratégias de combate à pobreza e à miséria).
• As mudanças necessárias a serem introduzidas nos padrões de consumo, as inter-relações entre 
sustentabilidade e dinâmica demográfica além de medidas e propostas para a promoção da saúde 
pública e a melhoria da qualidade dos assentamentos humanos.
• A questão da conservação e dos recursos para o desenvolvimento, que apresenta os diferentes 
enfoques para a proteção da atmosfera e para a viabilização da transição energética.
• A importância do manejo integrado do solo, da proteção dos recursos do mar e da gestão eco-
compatível dos recursos de água doce.
• A importância do combate ao desmatamento, à desertificação e a proteção aos frágeis ecossistemas 
de montanhas; as interfaces entre diversidade biológica e sustentabilidade; a necessidade de uma 
gestão ecologicamente racional para a biotecnologia.
• A importância prioritária que os países devem conferir à gestão, ao manejo e à disposição racional 
dos resíduos sólidos, dos perigosos em geral e dos tóxicos e radioativos.
• Requerimento de medidas para a proteção e promoção de alguns dos segmentos sociais mais relevantes, 
analisando as ações que objetivam a melhoria dos níveis de educação da mulher, bem como a participação 
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da mesma, em condições de igualdade, em todas as atividades relativas ao desenvolvimento e à gestão 
ambiental. Adicionalmente, são discutidas as medidas e promoção dos direitos e proteção da juventude 
e dos povos indígenas, das ONGs, dos trabalhadores e sindicatos, da comunidade científica e tecnológica, 
dos agricultores e do comércio e da indústria (SENADO FEDERAL, 2001)
• A água, realmente, é um recurso que precisa de muito respeito por parte do ser humano, já que, 
muitas vezes, claros exemplos de poluição acontecem por esvaziamentos de hidrocarbonetos ou 
outros elementos altamente contaminadores usados na indústria. Aspectos contidos na Agenda 
21 são de alta preocupação com respeito à preservação desse recurso, por ser escasso em várias 
partes do planeta, como em algumas cidades do Brasil, e necessário para a geração de energia 
elétrica. A procura de alternativas de recursos renováveis que substituam as necessidades do uso 
da água será uma forma de seguir o contido na Agenda 21.
A Carta da Terra – preâmbulo
Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época 
em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo 
torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo 
tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos 
reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas 
de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um 
destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável 
global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, 
na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, 
é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade 
uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras 
gerações (SENADO FEDERAL, 1996).
3.3 A Agenda 21 brasileira
A elaboração da Agenda 21 brasileira foi obra do trabalho da Comissão de Políticas de Desenvolvimento 
Sustentável e da Agenda 21 Nacional (CPDS). Essa comissão foi criada por decreto presidencial de 26 
de fevereiro de 1997, conformada pelo Ministério do Meio Ambiente; Ministério do Planejamento, 
Orçamento e Gestão; Ministério de Ciência e Tecnologia; Ministério das Relações Exteriores; Presidência 
da República; Fórum Brasileiro das ONGs e Movimentos Sociais; Fundação Getúlio Vargas; Fundação 
Movimento Onda Azul; Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável; e Universidade 
Federal de Minas Gerais. Teve como objetivo redefinir o desenvolvimento do País, adicionando o conceito 
de sustentabilidade, qualificando suas potencialidades e as vulnerabilidades do Brasil no quadro 
internacional (BEZERRA et al, 2002).
Dentro das estratégias para gestão dos recursos naturais estabelecidas na Agenda 21 brasileira, está o 
estabelecimento de normas e regulamentação para o uso harmônico da energia e promoção de sistemas 
alternativos de geração energética, transferindo ao consumidor orientações e escolhas feitas nos planos 
técnicos e científicos. Essas normas são de responsabilidade dos gestores governamentais, através da 
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criação de leis para promover o investimento de capitais privados em usinas alternativas, mediante 
mecanismos econômico-financeiros com incentivos fiscais e/ou econômicos e dar condições para a 
disseminação dessas tecnologias, suas vantagens, custos, facilidades e dificuldades, na atualidade.
3.4 O Protocolo de Kyoto
O Protocolo de Kyoto foi um tratado resultante de uma série de eventos e que culminou com a 
Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (UNFCCC) na ECO-92 no Rio de 
Janeiro (ESTADÃO, 2007).
É baseado em um tratado internacional no qual as nações signatárias assumem compromissos mais 
rígidos com o objetivo de reduzir a emissão dos gases que provocam o efeito estufa como dióxido de 
carbono, enxofre etc.
Esses gases são considerados, de acordo com a maioria das investigações científicas, como causa do 
aquecimento global. Em 1997 esse documento foi discutido e negociado em Kyoto no Japão. Foi aberto 
para assinaturas em 16 de março de 1998 com ratificação em 15 de março de 1999. Entrou em vigor 
oficialmente em 16 de fevereiro de 2005.
No tratado do Protocolo de Kyoto, um calendário é proposto pelo qual os países desenvolvidos têm 
a obrigação de reduzir a quantidade de gases poluentes em, pelo menos, 5,2% até 2012. Todos os países 
signatários teriam que colocar em prática planos para reduzir a emissão desses gases entre 2008 e 2012.
A ideia é de que a redução das emissões de gases ocorra em diversas atividades econômicas e que os 
países participantes estejam abertos a cooperarem entre si. Entre essas atividades podemos citar:
• melhoria dos setores de energia e transportes,respeitando a sustentabilidade;
• estímulo para o uso de fontes de energia renováveis;
• priorização dos mecanismos financeiros e de mercado que estejam de acordo com os objetivos da 
convenção;
• gerenciamento de resíduos e controle das emissões de metano;
• política agressiva de proteção de florestas e sumidouros de carbono.
Se implementado com sucesso, o Protocolo de Kyoto poderia reduzir a temperatura global entre 1,4ºC 
e 5,8ºC até 2100. Contudo, existe uma discussão dentro da comunidade cientifica na qual se afirma que a 
meta de redução de 5.2% em relação a 1990 não é suficiente para eliminar o aquecimento global.
3.4.1 O Protocolo de Kyoto e os Estados Unidos
Uma polêmica foi gerada em torno da não ratificação do Protocolo pelos Estados Unidos. A 
justificativa, segundo o presidente George W. Bush era de que os compromissos com as metas do 
protocolo comprometeriam de forma negativa a economia do país.
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Outro fator levado em consideração, foi o questionamento por parte da Casa Branca sobre o consenso 
científico de que os poluentes causassem ou não a elevação da temperatura global.
Por outro lago, alguns municípios e estados nos EUA, a exemplo do estado da Califórnia, começaram a pesquisar 
maneiras para reduzir a emissão de gases tóxicos, mesmo sem a assinatura dos Estados Unidos no protocolo, 
tentando também não diminuir sua margem de lucro com essa atitude e promover a sustentabilidade.
3.4.2 Sumidouros de carbono
Em Julho de 2001, na Alemanha, o Protocolo de Kyoto foi referendado ao se abrandar o cumprimento 
das metas previstas no passado com a criação de sumidouros de carbono.
A ideia é que essa proposta possibilitaria que os países que possuem grandes áreas florestadas, as 
quais absorvem naturalmente o dióxido de carbono, usassem essas áreas como crédito em troca do 
controle de suas emissões de gases.
Outra vertente da proposta é a de que os países desenvolvidos e mais industrializados, maiores 
emissores de CO2 e de outros poluentes, poderiam transferir parte de suas indústrias mais poluentes 
para países onde o nível de emissão é baixo ou investir nesses países.
Contudo é preciso realizar estudos criteriosos sobre a quantidade de carbono que uma floresta é capaz 
de absorver para evitar super ou subvalorização de valores pagos por meio dos créditos de carbono.
Após a Conferência de Johannesburg, essa proposta tornou-se inconsistente em relação aos objetivos 
do tratado, a política deve ser deixar de poluir, e não poluir onde há florestas, pois o saldo, desta forma, 
continuaria negativo para com o planeta.
Existem também os céticos com relação ao Protocolo de Kyoto que acreditam que se trata de letra 
morta, visto que a maioria das nações signatárias não vai conseguir cumprir as metas de redução de 
poluentes, além da não ratificação de países grandes poluidores como os Estados Unidos. A comunidade 
europeia, uma das grandes defensoras do Protocolo, não conseguiu ainda cumprir as metas.
3.4.3 Sequestro de carbono
Alguns países que não ratificaram o Protocolo de Kyoto, entre eles os Estados Unidos e a Austrália, 
têm uma política de sequestro de carbono. Trata-se de estocar o excesso de carbono, por prazo 
indeterminado, na biosfera, no subsolo e nos oceanos.
Algumas das medidas citadas a seguir são utilizadas para o sequestro de carbono:
• usar repositórios subterrâneos para sequestrar carbono;
• estocar a biomassa criada no solo e remover o dióxido de carbono com a vegetação, melhorando 
o ciclo terrestre natural;
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• dissolução de dióxido de carbono pela fertilização de fitoplâncton e colocando dióxido de carbono 
a mais de 1000 metros de profundidade;
• sequenciar o genoma de micro-organismos para o gerenciamento do ciclo de carbono;
• enviar milhares de minissatélites (espelhos) para refletir parte da luz solar, em média 200.000 
minissatélites, reduziriam 1% do aquecimento.
Esse plano está em andamento e mostra a preocupação dos que se dizem céticos em ajudar a 
remover uma das causas (embora a considerem insignificante) do aquecimento global.
3.4.4 Resultado do Protocolo de Kyoto
Na tabela abaixo são apresentados alguns dos resultados das diferenças de emissões de CFC, um dos 
principais poluidores, segundo a ONU.
Tabela 2 – Resultados das emissões de alguns países em relação ao protocolo de Kyoto:
País Diferença entre as emissões de 
CFC (1990-2004)
Objetivo a União Europeia 
para 2012
Obrigação do tratado 
2008-2012
Alemanha -17% -21% -8%
Canadá +27% Não assinado -6%
Espanha +49% +15% -8%
Estados Unidos +16% Não assinado Não assinado
França -0.8% 0% -8%
Grécia +27% +25% -8%
Irlanda +23% +13% -8%
Japão +6.5% Não assinado -6%
Reino Unido -14% -12.5% -8%
Portugal +41% +27% -8%
Outros 15 países da UE -0.8% Não assinado -8%
3.4.5 Mecanismos de flexibilização
Pelo Protocolo de Kyoto, alguns mecanismos de flexibilização formam arranjos 
regulamentados que facilitam que as partes (países) incluídas no Anexo B possam atingir limites 
e metas de redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE). Esses instrumentos também 
têm o propósito de incentivar os países emergentes a alcançar um modelo de desenvolvimento 
sustentável.
São três os mecanismos de flexibilização:
• O comércio de emissões que é realizado entre países listados no Anexo B, de maneira que um país, 
que tenha diminuído suas emissões abaixo de sua meta transfira o excesso de suas reduções para 
outro país que não tenha alcançado tal condição.
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• O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é realizado em países que não têm metas de 
redução de emissões de GEE.
• A Implementação Conjunta (IC) que é a implantação de projetos de redução de emissão de GEE 
entre países que apresentam metas a cumprir (países do Anexo I).
 Observação
Desses mecanismos, apenas o MDL se aplica ao Brasil.
3.4.6 Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)
O MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), é um dos mecanismos de flexibilização criados 
pelo Protocolo de Kyoto, tem por objetivo auxiliar o processo de redução de emissão de gases do efeito 
estufa (GEE) ou de captura de carbono (ou sequestro de carbono) por parte dos países do Anexo I 
(ROCHA, 2003).
Seu propósito é prestar assistência às partes não presentes no Anexo I da Convenção-Quadro 
das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CQNUMC, ou, com a sigla em inglês, UNFCCC) para que 
viabilizem o desenvolvimento sustentável por meio da implementação da respectiva atividade de 
projeto e contribuam para o objetivo final da Convenção e, por outro lado, prestar assistência às partes 
do Anexo1 para que cumpram seus compromissos quantificados de limitação e redução de emissões de 
gases do efeito estufa (ROCHA, 2003).
Os países em desenvolvimento podem implementar projetos de redução ou captura de emissão 
de gases causadores do efeito estufa, obtendo os Certificados de Emissões Reduzidas (CERs). Emitidos 
pelo Conselho Executivo do MDL, esses certificados podem ser negociados no mercado global. Como os 
países industrializados possuemcotas de redução de emissão de gases causadores do efeito estufa, estes 
podem adquirir os CERs de desenvolvedores de projetos em países em desenvolvimento para auxiliar no 
cumprimento de suas metas (ROCHA, 2003; DENARDI, 2010.)
Assim o MDL visa ao alcance do desenvolvimento sustentável em países em desenvolvimento (país 
anfitrião), a partir da implantação de tecnologias mais limpas nesses países, e a contribuição para que 
os países do Anexo I cumpram suas reduções de emissão (SOUSA, 2003).
Com essa proposta, os projetos de MDL podem ser baseados em fontes renováveis e alternativas de 
energia, eficiência e conservação de energia ou reflorestamento. Porém, para aprovação de projetos no 
âmbito do MDL, existem regras claras e rígidas. Esses projetos devem utilizar metodologias aprovadas, 
ser validados e verificados por Entidades Operacionais Designadas (EODs), e devem ser aprovados e 
registrados pelo Conselho Executivo do MDL. E ainda, os projetos devem ser aprovados pelo governo 
do país anfitrião pela Autoridade Nacional Designada (AND), assim como pelo governo do país que 
comprará os CERs. A Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima, estabelecida em 1999, atua 
como AND no Brasil.
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3.4.6.1 Categorias de projetos MDL
Foram enumerados pelo Conselho Executivo (CE) do MDL os seguintes setores nos quais projetos 
MDL podem ser desenvolvidos, com base no Anexo A do Protocolo de Kyoto.
É importante destacar que uma atividade de projeto MDL pode estar relacionada a mais de um setor.
Os projetos MDL devem ser desenvolvidos a partir das seguintes etapa.
Concepção do projeto (preparo da nota de ideia do projeto)
Concepção do documento de comcepção do projeto (DCP)
Obtenção da aprovação do país anfitrião
Validação
Registro
Implementação do projeto
Monitoramento
Verificação e certificação
Emissão dos CERs
Figura 8 - Etapas para a concepção de um projeto para MDL
3.4.7 Países pertencentes ao Anexo I do Protocolo de Kyoto
São os países que têm metas em relação ao Protocolo de Kyoto
Estão divididos em dois subgrupos:
(1) aqueles países que necessitam diminuir suas emissões e, portanto, podem tornar-se compradores 
de créditos provenientes do MDL, como a Alemanha, Japão, Holanda; e
(2) os países que estão em transição econômica e por isso podem ser anfitriões de projetos do tipo 
Implementação Conjunta (que é outro mecanismo do Protocolo de Kyoto), como a Ucrânia, Rússia, 
Romênia etc. (DENARDI, 2010).
3.5 Calor e o Protocolo de Kyoto
O protocolo de Kyoto apresenta uma peculiaridade interessante: ele não exige a mesma meta de todas 
as nações que assinaram o protocolo. Os países desenvolvidos estão obrigados a perseguir um corte de 
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5% das emissões de dióxido de carbono. Já os países em desenvolvimento (Brasil e Índia, por exemplo) 
têm que diminuir as emissões quanto for possível mas sem limites preestabelecidos. As empresas de países 
industrializados estão autorizadas a financiar o desenvolvimento “limpo” em países de terceiro mundo.
Existem várias áreas e projetos dos países de terceiro mundo que podem ser investidos. Em média, 
cada 6 dólares investidos nesses projetos permitem à empresa produzir 1 tonelada a mais de dióxido de 
carbono. Isso pode gerar grandes negócios para as empresas brasileiras, que não irão mais encarar os 
projetos ambientalistas como uma obrigação que só gera prejuízo.
Mesmo fora do Protocolo de Kyoto, muitas empresas nos Estados Unidos estão preocupadas com 
o perigo que representa o aquecimento global e, dessa forma, já adotam medidas para reduzir suas 
emissões de dióxido de carbono ou a de seus produtos.
Alguns exemplos de empresas são mencionados a seguir:
• a General Motors, investiu milhões de dólares no desenvolvimento de veículos movidos a 
hidrogênio;
• a General Eletric, por exemplo, conta com uma divisão de energia eólica;
• a American Electric Power, a maior distribuidora de eletricidade do país, decidiu adotar as normas 
do tratado e comprometeu-se a reduzir suas emissões de dióxido de carbono em 10% até 2006;
• desafiando a posição da Casa Branca, o governo do estado de Massachusetts anunciou um plano 
de diminuir suas emissões em 10% até 2020.
Na União Europeia, que é a maior defensora do Protocolo, seus países estabelecem cotas de redução 
de emissões ainda mais ambiciosas do que as definidas pelo acordo:
• a Inglaterra acredita em um índice de redução de 60% até 2050;
• a Alemanha quer reduzir suas emissões em 21% até 2012 – contando com o fechamento de 
indústrias altamente poluentes que ainda restam da antiga parte oriental do país.
Apesar da mobilização mundial em torno do controle do dióxido de carbono, é grande a comunidade 
de cientistas que não acredita na causa. Eles se dividem em dois grupos:
• O que considera que o aquecimento global simplesmente não constitui ameaça alguma, sendo 
apenas mais uma das alterações que ocorrem no clima do planeta de tempos em tempos e que o 
dióxido de carbono possivelmente tem pouca influência no fenômeno. E mais: caso o aquecimento 
venha no futuro a alterar substancialmente o clima e a vida na Terra, a humanidade já disporá de 
tecnologia adequada para anular seus efeitos.
Citação:”Estou convencido de que nossos netos terão ferramentas para escolher o clima que 
desejarem”, (Robert Balling Jr., da Universidade do Arizona, The satanic gases)
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• O segundo grupo de cientistas despreza o Protocolo de Kyoto pois acha que seus resultados, mesmo a 
longo prazo, serão ínfimos e que os recursos utilizados para reduzir as emissões de dióxido de carbono 
– algo entre 150 bilhões e 350 bilhões de dólares por ano – seriam muito mais bem empregados no 
combate a males do mundo moderno, como a pobreza, a fome e as epidemias.
No momento, as vozes que se levantam contra o tratado, têm sido abafadas pelas evidências 
científicas de que é preciso fazer algo pelo planeta antes que seja tarde demais.
 Lembrete
Apesar da mobilização mundial em torno do controle do dióxido de 
carbono, é grande a comunidade de cientistas que não acredita na causa 
por falta de comprovação científica segundo seus padrões próprios.
3.6 O funcionamento do mercado de carbono
Segundo Rocha, sobre o mercado de carbono:
Os instrumentos de crédito e/ou permissão já são utilizados em outros 
países com relativo sucesso há vários anos. A ideia básica é de que a 
redução, estabilização e/ou eliminação de um determinado poluente pode 
ser alcançada através da comercialização de créditos de redução e/ou 
permissões de emissão entre as empresas poluidoras. Este comércio faz com 
que as empresas tenham maior flexibilidade no cumprimento das metas 
ambientais estabelecidas pela legislação vigente. Outra vantagem é que, 
com a sua utilização, o poder público fica apenas encarregado de definir os 
objetivos ambientais a serem alcançados, monitorar e penalizar infratores; 
enquanto que a escolha dos melhores meios para se atingir os objetivos fica 
a cargo das próprias empresas, que irão sempre buscar a melhorrelação 
custo/benefício. (ROCHA, 2002)
1. Está prevista no Protocolo de Kyoto a possibilidade de empresas de países industrializados 
compensarem a poluição que produzem financiando projetos ambientais no terceiro mundo (GODOY, 
2007).
2. Em troca do investimento em um projeto limpo, como a ampliação de uma reserva florestal, ela 
recebe ‘‘créditos” que permitem aumentar suas emissões de dióxido de carbono sem contribuir para que 
seu país estoure o limite estabelecido pelo Protocolo de Kyoto (GODOY, 2007).
3. Para serem negociados, os projetos têm que ter o aval da ONU.
4. US$ 6 por tonelada de dióxido de carbono é o preço de mercado.
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3.7 Possíveis consequências do aquecimento global
Estima-se que o aquecimento global, associado à ação humana, poderia provocar mudanças 
catastróficas no clima. Entre elas:
Consequências do aquecimento global
Ficará mais difícil prever quando e onde ocorrerão 
os furacões e eles devem se tornar mais violentos e 
devastadores.
O derretimento das geleiras representa uma ameaça 
para as focas que se reproduzem no gelo, e para os 
ursos polares que se alimentam das focas.
Formação de novos desertos em regiões hoje 
férteis como o que ocorreu na áfrica em mudanças 
climáticas anteriores.
Cidades litorâneas seriam inundadas pela elevação 
do nível dos oceanos (previsão de 90 cm até o fim 
deste século) devido ao derretimento das geleiras 
dos polos.
Extinção dos plânctons, base de cadeia alimentar dos 
oceanos com reflexos negativos em praticamente 
todas as espécies subaquáticas
Figura 9 – Consequências do aquecimento global
 Saiba mais
Um filme que pode propiciar uma inter-relação com os conteúdos da 
unidade sobre aquecimento global é sugerido:
Uma verdade inconveniente. Dir. Davis Guggenheim. Ator: Al Gore. 100 
minutos. 2006.
3.8 Consequências do aumento das temperaturas
Com a elevação da temperatura, acredita-se que o funcionamento das correntes oceânicas será 
alterado, elas contribuem para o clima e distribuição de calor dos trópicos pelo planeta impulsionando ou 
não a formação de gelo nos polos. Um temor, segundo a comunidade científica, é que de o aquecimento 
global possa desligar esse grande trocador de calor global.
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A seguir, são apresentadas algumas das consequências das mudanças climáticas em diversos 
continentes:
Quadro 1 – Consequências das mudanças climáticas segundo o Greenpeace (2005)
Local Mudanças climáticas
América Latina • Diminuição das geleiras na América Latina;
• maior frequência de secas e enchentes;
• crescimento do risco para a vida e para os ecossistemas, além de prejuízos causados por fortes 
chuvas, enchentes, tempestades e ventos, com a maior intensidade de ciclones tropicais;
• comprometimento da segurança alimentar para muitos países latino-americanos, ameaçando a 
cultura de subsistência em algumas regiões;
• aumento na incidência de doenças como a malária, febre amarela e cólera pode ocorrer já que se 
trata de uma região quente;
• aumento da perda da biodiversidade com o desaparecimento de recursos de ecossistemas.
América do Norte • Ecossistemas em risco;
• em áreas costeiras, aumento da erosão, enchentes e tempestades, particularmente na Flórida e na 
costa americana do Atlântico, provocado pela elevação do nível do mar;
• a malária e a febre amarela, e outras doenças transmitidas por vetores, podem expandir sua área 
de ocorrência na América do Norte.
Austrália e Nova 
Zelândia
• Incêndios e secas se tornarão ainda mais comuns e a água será um assunto chave, sendo mais 
valorizada em regiões do país que sofrem com a seca;
• maior intensidade de chuvas e ciclones tropicais e mudanças regionais específicas na frequência 
de ciclones, aumentando os riscos para a vida e para os ecossistemas;
• muito mais espécies ameaçadas ou extintas, assim como os ecossistemas australianos, 
particularmente vulneráveis ao aquecimento global, incluindo recifes de corais, habitats áridos e 
semiáridos no sudoeste e interior da Austrália, além de regiões montanhosas.
África • Sensível queda na produção de grãos e consequente redução na segurança alimentar ameaçarão 
ainda mais populações africanas, já carentes de desenvolvimento sustentável;
• considerável aumento do número de transmissores de doenças infecciosas, com prejuízo ainda 
maior à saúde da população, em uma região que já enfrenta os efeitos da AIDS e da desnutrição;
• aumento de secas, enchentes e outros fenômenos naturais acentuando a pressão sob os recursos 
hídricos, segurança alimentar, saúde e infraestrutura, restringindo o desenvolvimento da África;
• destruição de ecossistemas vitais, com o desaparecimento de uma das mais ricas biodiversidades 
do mundo. Em consequência, várias espécies de plantas e de animais podem desaparecer, com 
impacto no modo de vida rural, no turismo e nos recursos genéticos.
Europa • Até o final do século 21 poderão desaparecer metade das geleiras montanhosas e grandes áreas 
congeladas;
• com o aumento nos padrões de chuva, poderão estar em risco grandes áreas da Europa. O risco 
de enchentes e erosão em áreas costeiras também deve aumentar, com implicações para o 
turismo, agricultura e habitats naturais de zonas costeiras;
• poderão ocorrer perdas de importantes habitats (regiões úmidas, planícies de regiões árticas e 
habitats isolados) colocando em risco algumas espécies.
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Ásia • Em diversas áreas temperadas e tropicais da Ásia, podemos dizer que aumentou a incidência de 
fenômenos naturais como enchentes, secas, incêndios florestais e ciclones tropicais;
• Essa incidência de fenômenos naturais pode comprometer a segurança alimentar em muitos 
países da Ásia, reduzindo a produtividade agrícola;
• um fato alarmante será a maior exposição aos vetores de doenças infecciosas, aumentando os 
riscos para a saúde da população devido a enchentes por exemplo;
• as grandes cidades ao longo da costa dos oceanos Pacífico e Índico, serão ameaçadas pela 
elevação no nível do mar;
• o aquecimento global resultará na extinção de muitas espécies de mamíferos e pássaros. A 
segurança ecológica estará em risco com a elevação do nível do mar, incluindo manguezais e 
recifes de corais.
3.9 A Rio+10
Conhecida como Rio+10 ou Cúpula da Terra II, foi realizada em 2002 pela ONU, em Johannesburg, 
na África do Sul, a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável.
Um dos principais objetivos dessa conferência foi discutir os avanços alcançados pela Agenda 21 e 
os outros acordos firmados na Cúpula de 1992, na ECO-92.
A partir dessa cúpula, surgiram dois documentos, o Plano de Implementação e a Declaração de 
Johannesburg.
A Declaração de Johannesburg afirma e relembra compromissos firmados entre os países em 
37 parágrafos e elenca desafios que foram e são enfrentados pelas diversas nações representadas, 
reafirmando o compromisso com o desenvolvimento sustentável.
Enquanto em alguns pontos o plano parece ter atendido às expectativas, ou pelo menos, dado uma 
luz à questão, em outros ele foi, no mínimo, vagoao não estipular prazos e metas. Sendo assim, a Cúpula 
de Johannesburg e o “Plano de Ações” não agradou a todos, principalmente às ONGs ambientais que 
participaram do evento.
O Plano de Ações da Cúpula de Johannesburg firmou o compromisso de restaurar os estoques de 
peixes nos mares até 2015, mas o texto fala que essa restauração será feita “onde possível”, o que 
dificulta o monitoramento e a cobrança desse compromisso assumido.
De forma geral, na convenção de Johannesburg, temas como energia renovável ainda tiveram um 
espaço aberto, fundamental para futuras negociações.
Johannesburg foi o centro das atenções mundiais para as questões ambientais durante os 10 dias do evento 
(26 de agosto a 4 de setembro de 2002), no qual foram revigoradas as esperanças de um mundo melhor, com 
respeito aos direitos humanos básicos, proteção ao meio ambiente utilização equilibrada dos recursos naturais.
Entretanto, nessa grande conferência das Nações Unidas, provavelmente uma das últimas do 
ciclo iniciado em Estocolmo há 30 anos e que teve seu ponto máximo no Rio de Janeiro, em 1992, as 
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expectativas de que isso viesse a acontecer foram, em parte, frustradas pelos poucos resultados práticos 
alcançados em Johannesburg.
Muitos países, entre os mais de 150 participantes, apresentaram propostas concretas sobre como 
colocar em prática as diretrizes da Eco-92 que ainda não saíram do papel, principalmente as questões 
ligadas à Agenda 21.
Mais uma vez, os vários blocos de países defenderam de forma intransigente seus interesses, como 
o Juscanz (Japão, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia), que sob a liderança dos norte-
americanos, e com o apoio incondicional dos países árabes, grandes produtores de petróleo, boicotaram, 
entre outras, as propostas do Brasil e da União Europeia sobre energia.
Como previsto, a energia foi tratada como tema ícone da Cúpula Mundial para o Desenvolvimento 
Sustentável. Na batalha pelas energias renováveis, contudo, nem mesmo a aproximação com a 
União Europeia conseguiu viabilizar a audaciosa e bem recebida proposta brasileira de substituição 
das matrizes energéticas poluidoras por fontes renováveis de energia em 10% até 2010.
O Brasil, antes da conferência, alinhavou metas e prazos para as fontes renováveis de energia 
juntamente com os demais países da América Latina e do Caribe. Em Johannesburg, o país 
apresentou a sua proposta de metas para os chamados novos renováveis, ou seja, fontes mais 
limpas de energia que incluem a energia solar, a eólica, a geotermal, a das pequenas hidrelétricas 
e a da biomassa.
O que se viu é que desde o início da discussão dos temas, a batalha foi grande no grupo G-77/China 
(77 nações mais a China são participantes). Apesar da resistência, o Brasil se manteve firme na defesa do 
estabelecimento de uma meta global que aumentasse em 10% a participação das energias renováveis até 
o ano de 2010. Isso possibilitaria a mitigação dos efeitos causadores das mudanças climáticas e poluição 
atmosférica, por meio da substituição gradual dos combustíveis fósseis. As negociações em Johannesburg 
foram longas e difíceis. Para se compreender melhor o clima de pessimismo e dificuldades enfrentadas, é 
preciso que se entenda o processo no qual se desenvolveram as duas megaconferências da ONU, a Rio-92 e a 
Rio+10. É necessário examinar a conjuntura geopolítica e mundial em que se deu cada um dos encontros.
O encontro Rio-92 ocorreu em um clima que favorecia a cooperação internacional, apenas três anos 
depois da queda do Muro de Berlim e do fim da Guerra Fria, quando a ideia da cooperação predominava 
sobre a lógica do conflito. Já a Conferência Rio+10 transcorreu em um cenário oposto, com um mundo 
marcado cada vez mais pelo conflito e pela desigualdade social crescente, tanto nos países ricos quanto nos 
países em desenvolvimento, o que minou sobremaneira o resultado final do encontro entre as nações.
Tentar comparar as conferências da Rio-92 e da Rio+10 em termos de resultado é um erro, já 
que os dois eventos se propunham a alcançar objetivos distintos. Enquanto a Rio-92 se pautou na 
obtenção de um consenso em torno da questão ambiental, o que foi obtido principalmente pela 
elaboração da Agenda 21, a pauta da Rio+10 era mais modesta, dispondo-se apenas a avaliar os 
avanços da Agenda 21 nesses dez anos e criar mecanismos que facilitassem medidas efetivas para a 
sua implementação.
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Segundo Villa Jr. (2010), a declaração de política de 2002, da Cúpula Mundial sobre 
Desenvolvimento Sustentável, realizada em Johannesburg, afirma que o desenvolvimento 
sustentável é construído sobre “três pilares interdependentes e mutuamente sustentadores” 
— desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e proteção ambiental. Esse paradigma 
reconhece a complexidade e o interrelacionamento de questões críticas como pobreza, desperdício, 
degradação ambiental, decadência urbana, crescimento populacional, igualdade de gêneros, 
saúde, conflito e violência aos direitos humanos. O Projeto de Implementação Internacional (PII) 
apresenta quatro elementos principais do desenvolvimento sustentável — sociedade, ambiente, 
economia e cultura.
• A sociedade: uma compreensão das instituições sociais e seu papel na transformação e no 
desenvolvimento.
• O ambiente: a necessidade de conscientização da fragilidade do ambiente físico e os efeitos sobre 
a atividade humana e as decisões.
• A economia: desenvolvimento da sensibilidade aos limites e ao potencial do crescimento econômico 
e seu impacto na sociedade e no ambiente, com o compromisso de reavaliar os níveis de consumo 
pessoais e da sociedade.
• A cultura: fator geralmente omitido como parte do DS (desenvolvimento sustentável). 
Entretanto, valores, diversidade, conhecimento, línguas e visões de mundo associados à cultura 
formam um dos pilares do DS e uma das bases da EDS (educação para o desenvolvimento 
sustentável).
4 DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO
Para que, daqui a 40 anos tenhamos o planeta Terra em pleno “desenvolvimento sustentado” ou 
“desenvolvimento sustentável”, devemos dar já início às tentativas de uso de novas tecnologias e de 
mudanças de mentalidade. Sem o que, a degradação ambiental colocará o planeta num rumo sem 
retorno, tornando, de tal modo, de má qualidade a água e o ar,que a raça humana, com a saúde cada 
vez mais combalida, por esse motivo, começará a ser dizimada irremediavelmente. (PORTUGAL, 1991)
Várias trilhas paralelas a serem vencidas simultaneamente compõem os caminhos a serem 
percorridos.
Novas concepções de fontes de energia e de economia de energia deverão ser adotadas.
Baseadas nos combustíveis fósseis, as atuais fontes de energia, deverão ser paulatinamente 
abandonadas e deverão ser fortemente incentivadas as pesquisas de fontes de energia não poluentes 
como a eólica, a solar e à base de hidrogênio como combustível. O petróleo deverá ser aproveitado para 
fins mais nobres na petroquímica.
Visando economizar energia na iluminação, na calefação, na refrigeração ou na ventilação pura e 
simples, a arquitetura deverá ser condizente com o clima.
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Deverá ser realizado o reflorestamento das grandes áreas desmatadas, utilizando-se, para isso, as 
mesmas espécies vegetais que existiam, a fim de estancar as desertificações que hoje proliferam em 
diversos pontos do planeta.
Deverão ser gradativamente, e no menor tempo, substituídos os clorofluorcarbonos, hoje 
indispensáveis a muitos setores industriais, porém inimigos mortais da camada de ozônio da atmosfera, 
pelos hidroclorofluorcarbonos ou outros produtos que não afetem mais o ozônio. Mas que por serem 
nocivos aos materiais com que fazem contato, demandarão profundas pesquisas de novos materiais 
resistentes a eles (PORTUGAL, 2001).
Por sua vez, as indústrias de transformação deverão buscar tecnologias que reduzam a geração de 
resíduos e ou promovera reciclagem desses resíduos.
A busca pelos biodegradáveis deverá ser constante, e a reciclagem de papéis, vidros e plásticos 
usados será imprescindível, bem como, a compostagem de lixos orgânicos.
O consumo da carne bovina deverá ser um alimento em extinção, ou restrito, haja vista a destruição 
que se faz das florestas para dar lugar às pastagens, bem como a utilização de grãos na alimentação do 
gado que, pelo seu valor proteico, deverão alimentar diretamente o homem; a menos que se integre a 
alimentação do gado com as culturas agrícolas.
Deverão ser incentivados os transportes coletivos de massa, sendo sua energia propulsora baseada, 
de preferência, em energéticos não poluentes; a bicicleta deverá ser amplamente usada.
Igualmente, os transportes de cargas terão que ser feitos aproveitando-se ao máximo as possibilidades 
de navegação por rios e mares e, sempre que possível, combinados com ferrovia e, ainda buscando-se, aí 
as oportunidades de realização de fretes de retorno.
Será indispensável o controle populacional do planeta para que haja alimentos para todos e também 
para que se possa ter um controle sobre as infraestruturas que estejam suportando ou virão a suportar 
as necessidades do contingente populacional, evitando, inclusive, a necessidade de crescimento dessas 
infraestruturas.
Deverão ser amplamente popularizadas as fazendas de peixes e crustáceos para auxiliarem na 
alimentação.
Para que não haja desperdícios e não se afete o meio ambiente pelo mau uso de desmatamentos e 
defensivos agrícolas, as reformas agrárias deverão contar com tecnologia e infraestrutura adequada.
Todos os defensivos agrícolas, baseados em formulações químicas, deverão dar lugar, no menor 
tempo, àqueles baseados em predadores naturais.
A racional utilização dos recursos da informática deverá possibilitar, para muitos tipos de trabalho, o 
mínimo deslocamento do empregado, ensejando a realização de tarefas em suas próprias casas.
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Enfim, nesses curtos quarenta anos que aí vêm, uma profunda mudança comportamental terá 
que acontecer; será um verdadeiro caminhar na corda bamba que não admitirá dispersão de esforços e 
planejamentos imperfeitos; mas as ações não poderão ser tomadas em pontos isolados do planeta. As nações 
onde mais abundam tecnologias e poder econômico terão que instaurar atitudes internacionais de emergência 
para ajudar aos países carentes, sem se descuidarem de si próprios. A cooperação, a cessão de tecnologias e 
recursos deverá ser, nesse mister, sem fronteiras, pois, afinal, na nave Terra, todos são passageiros. No Brasil, a 
forte articulação dos diversos setores envolvidos com os temas mencionados, deve ser empreendida a fim de 
que se saiba, com certeza, os caminhos a percorrer e os recursos a serem buscados (PORTUGAL, 1991).
 Observação
Uma profunda mudança comportamental é necessária para que 
tenhamos os benefícios de um desenvolvimento sustentado.
Algumas ações importantes para o desenvolvimento sustentável:
Estabilizar a população mundial
Deverá crescer 50% até 2050:
6,1 bilhões para 9,3 bilhões,sendo 3,2 bilhões nos países pobres.
Figura 10 – Densidade populacional, dados de 1995
Melhorar a educação
Com a melhoria do nível educacional, reduz-se o crescimento populacional (experiência da ONU), 
possibilitando a adoção de medidas de longo prazo que, muitas vezes, impõem sacrifícios de curto 
prazo.
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Tecnologias mais eficientes
Tecnologias industriais mais limpas:
A geração dos resíduos industriais é reduzida pela utilização mais eficiente das matérias-primas e da 
energia, com minimização, reaproveitamento e reciclagem dos resíduos.
O setor de construção em todo o mundo, segundo algumas estimativas conservadoras, poderia 
promover a redução da emissão de 1,8 bilhões de toneladas de CO2.
Com uma política mais agressiva poder-se-ia promover a redução de mais de 2 bilhões de 
toneladas.
Adotar novo indicador de desenvolvimento
O esgotamento e a degradação dos recursos naturais e do meio ambiente não são adequadamente 
refletidos pelo PIB.
Índice de Desenvolvimento Humano – IDH (PNUD): associa fatores como expectativa de vida, grau 
de alfabetização e mortalidade infantil ao PIB, para evitar erro com a análise isolada do PIB.
Figura 11 – Índice de desenvolvimento humano
Reformar o sistema tributário
Adequar as taxações de impostos a objetivos pontuais: taxar mais o que se quer reduzir (poluição e 
uso de recursos naturais escassos) e menos o que se quer aumentar (emprego e renda).
Significa colocar a economia a favor do desenvolvimento sustentável.
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A Noruega, por exemplo, em 1994, aumentou a taxa sobre a emissão de CO2 fóssil e reduziu a taxa 
sobre o emprego.
Outros países como a Espanha (95), Dinamarca, Reino Unido e Finlândia (96), Alemanha e Itália (99), 
e a França (2000) também reduziram as taxas sobre empregos e criaram taxas sobre emissões de CO2, 
venda de combustíveis, pesticidas, solventes clorados, baterias, aterros de lixo, e poluição do ar e das 
águas.
A humanidade precisa fazer a transição para uma economia sustentável 
– que respeite os limites físicos inerentes ao ecossistema mundial e garanta 
que continue funcionando no futuro (DALY, 2005).
Entre os desafios citados para a implementação do desenvolvimento sustentável, temos a adoção de 
um novo indicador ou índice de desenvolvimento humano que engloba mais parâmetros interessantes.
 Saiba mais
Uma discussão interessante sobre os indicadores de desenvolvimento, 
especificamente sobre o PIB e suas modificações pode ser encontrada em 
reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo. Por Andrea Vialli:
VIALLI, Andrea. Um novo PIB em gestação. O Estado de São Paulo. 15 de 
Maio de 2009.
 Resumo
Nesta unidade foram estudadas as principais conferências realizadas 
para se discutir o desenvolvimento sustentável numa escola mundial para 
se propor soluções aos problemas discutidos. Entre elas estão a Rio 92, a 
Agenda 21 e o Protocolo de Kyoto.
Estudamos a economia e a questão do carbono, a produção limpa e as 
consequências do aquecimento global em diversos continentes.
Uma discussão sobre o desenvolvimento sustentado e principais ações 
que devem sertomadas também foi realizada.
Ao final desta unidade, o aluno deve ser capaz de explicar e entender o 
que ocorreu durante as principais conferências realizadas para se promover 
o desenvolvimento sustentável, bem como propor soluções a diversos 
problemas enfrentados para se obter um desenvolvimento sustentado.
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 Exercícios
Questão 1. (ENADE 2008)
Figura 12
Paralelamente à mensagem jocosa, existe, na charge acima, outra mensagem subjacente, que remete 
ao fenômeno conhecido como:
A) Efeito estufa, observado a partir da Revolução Industrial, o qual corresponde ao aumento da 
temperatura global da Terra.
B) Aquecimento global, que pode causar secas, inundações, furacões, desertificação e elevação dos 
níveis dos oceanos.
C) Escurecimento global, que é causado pela presença, na atmosfera, de material particulado oriundo 
da poluição.
D) Mudança sazonal no trajeto das correntes marinhas, que altera o ciclo migratório dos pinguins.
E) Aumento do buraco na camada de ozônio, causado pela presença, na estratosfera, de gases 
utilizados em sistemas de refrigeração.
Resposta correta: alternativa B
Análise das alternativas:
A) Alternativa incorreta.
Justificativa: está expressa na figura a ideia do degelo ocorrido nos polos, decorrente do processo de 
aquecimento global associado ao agravamento do efeito estufa. No entanto, é errado afirmar que tenha 
se originado a partir da Revolução Industrial, uma vez que o efeito estufa é um fenômeno atmosférico 
natural existente há milhares de anos. O que se pode corretamente associar à Revolução Industrial é 
o agravamento desse fenômeno, em virtude da liberação excessiva na atmosfera de gás carbônico por 
parte de atividades humanas modernas.
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B) Alternativa correta.
Justificativa: a ilustração mostra um contexto de degelo ocorrido nos polos, onde sobreviveram apenas 
os pinguins que se encontram dentro de uma geladeira. A ocorrência deste degelo tem sido atribuída ao 
aquecimento global, fenômeno agravado por atividades humanas que culminam na liberação excessiva 
de gás carbônico e outros gases na atmosfera. Secas, inundações, furacões, desertificação e elevação dos 
níveis dos oceanos são algumas das possíveis consequências associadas ao aquecimento global.
C) Alternativa incorreta.
Justificativa: de fato, a poluição promovida pelas indústrias e veículos é um fenômeno que tem 
contribuído em muito para a liberação de material particulado na atmosfera. No entanto, essas partículas 
em suspensão no ar não têm relação alguma com o aquecimento global, uma vez que a retenção do 
calor na superfície do planeta é realizada por gases, os chamados “gases de efeito estufa”, dentre os 
quais se destaca o gás carbônico.
D) Alternativa incorreta.
Justificativa: estão explícitos na gravura a ocorrência do degelo e o alívio do pinguim por ter 
adquirido uma geladeira, que irá garantir sua sobrevivência durante o degelo. Portanto, o que se está 
representando na figura não é a migração dessas aves, e sim a sobrevivência (ou não) a um ambiente 
que se tornou hostil graças às mudanças climáticas.
E) Alternativa incorreta.
Justificativa: a camada de ozônio é um filtro terrestre contra o excesso de radiação ultravioleta 
emitida pelo Sol. Não se pode atribuir à destruição dessa camada o aquecimento global que tem assolado 
nosso planeta, uma vez que esse aquecimento é resultante do aprisionamento, por parte de gases de 
efeito estufa, do calor irradiado pela superfície terrestre aquecida pelo Sol.
Questão 2. (ENADE 2010) No final do século XX e início do século XXI, começam a ocorrer sérias 
alterações na atmosfera. A emissão do CO
2, resultante da queima de combustíveis em diversos tipos de 
motores, contribui de forma especial para o aquecimento global. Surgem, ou intensificam-se, no transcorrer 
desse período, correntes de pensamento voltadas à preservação do meio ambiente e preocupadas em 
encontrar formas pelas quais as pessoas possam satisfazer suas necessidades sem comprometerem a 
qualidade de vida de futuras gerações. Nesse contexto, surge o chamado marketing ambiental, que 
divulga e promove ações como a substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis.
Em relação a esse assunto e quanto à utilização da gasolina e do etanol, avalie as afirmativas a 
seguir.
I. O consumo do etanol é incentivado por ações de marketing ambiental, pois o CO2 emitido pela 
queima desse biocombustível é mais leve e, logo, menos poluente.
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II. A utilização do etanol deve ser incentivada pelo fato de esse biocombustível, ao contrário da 
gasolina, não agregar carbono proveniente de material fóssil ao ciclo de carbono que se desenvolve 
na superfície do planeta.
III. O etanol e a gasolina geram praticamente a mesma emissão quantitativa de CO2, resultando, 
portanto, em prejuízo ambiental semelhante, pois não há diferença química entre o CO2 emitido 
pela queima da gasolina e aquele emitido pela queima do etanol.
IV. O uso do etanol em substituição à gasolina é medida incentivada pelo marketing ambiental 
devido principalmente às vantagens que pode trazer aos usineiros e à população que vive dos 
ganhos com a cultura de cana-de-açúcar, já que os benefícios ao meio ambiente são mínimos.
É correto apenas o que se afirma em
A) I.
B) II.
C) III.
D) I e IV.
E) II, III e IV.
Resolução deste exercício na plataforma.
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Unidade II
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Unidade III
5 O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E SUAS DIMENSÕES SOCIAL E 
ECONÔMICA
5.1 A dimensão social do desenvolvimento sustentável
Segundo Sachs (1993), a dimensão social do desenvolvimento sustentável tem como objetivo construir 
uma civilização em que seus integrantes tenham maior equidade na distribuição dos recursos e da renda, 
para melhoria dos direitos e condições de vida, reduzindo a distância entre padrões de vida. Uma sociedade 
na qual os integrantes compartem os recursos naturais e na qual todos os produtos se originam dos 
processos produtivos, deve manter equidade na distribuição de todos esses recursos. O bem comum é a 
base da dimensão social do desenvolvimento sustentável. Um dos recursos energéticos estudados neste 
capítulo é a energia elétrica, motivo de muita discussão em todo o mundo, principalmente no Nordeste do 
Brasil, pela escassez de água, bem como pela falta de políticas que priorizem a solução desse problema.
O Brasil registrou, a partir de maio de 2001, uma deficiência no fornecimento de energia elétrica 
no plano nacional, em virtudedos baixos investimentos no setor elétrico, níveis de precipitações de 
água inferiores aos normais, erros na condução do sistema e redução dos reservatórios. A ocorrência de 
racionamento para a melhor utilização foi benéfica em parte, pela educação e conscientização social 
que promoveu, mas deixou totalmente ou parcialmente sem energia muitas famílias, em geral, de classes 
menos favorecidas. É importante, pois, contar com outras fontes de geração de energia que permitam 
suprir as deficiências de geração elétrica.
A energia eólica, ou seja, aquela que se utiliza da força dos ventos para gerar energia elétrica, já 
demonstrou, em muitos países, a importância da sua participação no setor energético.
Um empreendimento dessa natureza pode levar a energia elétrica a comunidades que estão afastadas 
da capital ou a locais de grande potencial turístico, porém distantes das linhas de transmissão; e a energia 
elétrica poderia ser suprida por geração de fontes como a eólica, que levaria a essas populações não 
somente o conforto, mas também a geração de emprego e renda. Um exemplo é a usina eólica instalada 
em Fernando de Noronha – PE, considerada uma reserva natural e ponto turístico dos mais apreciados 
no Nordeste, para a qual um aerogerador fornece energia elétrica sem necessidade de aceso a redes de 
transmissão.
Com efeito, vê-se que a preocupação principal é com o bem-estar, as condições humanas e os meios 
utilizados para aprimorar a qualidade dessas condições; deve-se preservar o capital humano e social. 
Dificilmente se pode mensurar o capital humano, que mesmo estando ligado diretamente às riquezas, é 
somente parte de um conjunto de fatores da sustentabilidade conformado por necessidades essenciais 
de uma sociedade, como saúde, educação, habitação, infraestrutura e saneamento básico.
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O principal é diminuir as diferenças entre níveis sociais e obter melhoria das condições de vida das 
populações. Quanto a maior oferta de serviços, os diferentes níveis sociais terão oportunidade de acesso 
iguais (VAN BELLEN, 2005). Esses serviços são os básicos: água potável, esgoto e energia elétrica. Os 
benefícios proporcionados pela energia eólica, por exemplo, seriam possibilitados pelo fornecimento de 
eletricidade para suprir as demandas do sistema elétrico nacional, interligando povoados que estão fora 
dessa rede com sistemas autônomos eólicos. Com respeito à água, poderíamos deixar de utilizar esse 
recurso na geração de energia elétrica, aproveitando-o para o consumo humano.
Atualmente, observa-se que o setor energético elétrico no Brasil, pouco a pouco, está superando 
suas carências, e a utilização de energias não renováveis está sendo mais discutida, dando oportunidade 
a outras novas fontes de energia, que favorecerão os objetivos da dimensão social. A aceitação de 
energias novas, como a eólica, tem ocorrido de forma progressiva na sociedade mundial. Na Espanha, 
por exemplo, pesquisas indicam que entre 75% e 80% da população estão aceitando a instalação de 
usinas eólicas como as de Perelló, que já receberam mais de 14.000 visitantes turistas, e a geração de 
emprego por essa indústria já significa, nesse país, 20.000 postos diretos e 60.000 postos indiretos de 
trabalho (CAMARGO, 2004).
5.2 A dimensão econômica do desenvolvimento sustentável
A sustentabilidade econômica pode-se definir como uma progressiva alteração do sistema 
produtivo e de seus padrões qualitativos e quantitativos, mediante uma gestão eficiente dos 
recursos, fornecidos por um fluxo regular de investimentos públicos e privados, levando à 
sociedade a melhoria econômica sustentável (SACHS, 1993). Essa melhoria na gestão eficiente 
dos recursos refere-se ao aproveitamento sem prejuízo do ecossistema. Esse prejuízo para o 
meio ambiente poderia acontecer em virtude de desastres ou impactos negativos ao mesmo, ou 
por prejuízos econômicos, em horizonte de médio ou longo prazo. Segundo Bezerra, Facchina 
e Ribas (2002), esses investimentos significam geração de emprego e renda, redução da 
concentração fundiária rural e todas as condições que propiciam moradia para as populações 
urbana e rural.
A energia elétrica é um recurso fundamental na economia dos países, é o energético que 
movimenta grande parte da indústria e comércio do Brasil, como representado na figura abaixo. 
Então, a busca por melhoria na geração de energia elétrica é importante, detectando-se a 
falta de produtividade que incorpora os custos característicos da ineficiência em conversão, 
transmissão, distribuição e fornecimento da energia elétrica. A sustentabilidade econômica 
está à procura da criação de mecanismos para novos sistemas produtivos que sejam integrados 
e de base local, para que estimulem as atividades econômicas, mediante estímulos para que 
a agricultura, indústria, comércio e setor de serviços gerem melhorias nas condições de vida 
(LAGE; BARBIERI, 2001).
O serviço elétrico brasileiro precisa de constantes iniciativas de investimento de capital estrangeiro e 
nacional, visando abrir novos negócios; e esses novos negócios são a busca de utilização de novas fontes 
de geração como a eólica (ventos), biomassa, fotovoltaica (luz solar), entre outras renováveis, que ainda 
têm percentagens de utilização relativamente baixas.
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Outros
15%
Comercial
15%
Residencial
27%
Indústria
43%
Figura 13 - Consumo de energia no Brasil por setores
Para se obter a sustentabilidade econômica, é necessária a alocação e distribuição dos 
recursos naturais dentro de uma escala apropriada. É um mundo, em termos de estoques e 
fluxos de capital, no qual estão incluídos o capital humano, ambiental ou natural e o capital 
social. A distribuição estará associada à divisão dos recursos entre as pessoas, e as quantidades 
que correspondam a cada um dependerão da escala. Assim, segundo Bellen (2005), a teoria 
econômica tem se abstraído da questão de escala de duas maneiras opostas: dizendo que, por 
uma parte, o meio ambiente é uma fonte infinita de recursos naturais e também uma fonte 
infinita de resíduos.
Na elaboração de projetos no setor elétrico para ampliações ou instalação de novas fontes de 
geração de energia, não somente deve-se avaliar os aspectos macroeconômicos em função da eficiência 
da operação e retorno dos investimentos, mas também alterar ou suplantar os modelos tradicionais 
que medem crescimento e desempenho da economia com modelos de indicadores que incorporem a 
variável ambiental. Existe, atualmente, a tendência de avaliar projetos também em função dos impactos 
ambientais.
Diversidade Cultural
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Sustentabilidade
dos negócios
Figura 14 - Tripé da sustentabilidade
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5.3 A preservação do meio ambiente como princípio da atividade 
econômica
A ordem econômica e financeira está alicerçada nos princípios elencados na Constituição Federal 
Brasileira, no seu Art. 170:
A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre 
iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna,conforme os 
ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:
I – soberania nacional;
II – propriedade privada;
III – função social da propriedade;
IV – livre concorrência;
V – defesa do consumidor;
VI – defesa do meio ambiente
VII – redução das desigualdades regionais e sociais;
VIII – busca do pleno emprego;
IX - tratamento favorecido para as empresas brasileiras de capital nacional 
de pequeno porte.
Vale frisar que tanto o desenvolvimento sustentável social quanto a economia buscam a satisfação 
das necessidades do homem.
5.4 Recursos naturais
O meio ambiente é a fonte principal de toda a matéria-prima utilizada pelo homem para produção 
dos bens e serviços utilizados em seu cotidiano. O homem está sempre recorrendo à natureza na intenção 
de que suas necessidades sejam atendidas.
Para que esses bens e serviços dos quais todos nós dependemos sejam 
desenvolvidos, é imprescindível a utilização de recursos naturais. 
Segundo Barbieri (1997), os recursos naturais, denominados terra 
nos textos de economia, envolvem elementos ou partes do meio 
ambiente físico e biológico, como solo, plantas, animais, minerais 
e tudo o que possa ser útil e acessível à produção da subsistência 
humana.
Os recursos naturais estão tradicionalmente classificados em:
• Renováveis – animais, ar, energia solar, água, plantas são exemplos de fontes renováveis de energia. 
Elas podem ser utilizadas mais de uma vez e reaproveitadas. São fontes que apresentam vantagens e 
desvantagens em relação às fontes não renováveis de energia.
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Energia eólica
Figura 15 – Energia eólica
Ondas
Figura 16 – Ondas. Obtenção de energia elétrica através de ondas. O movimento das ondas movimenta as turbinas internas a essa 
serpentina que fica flutuando sobre o oceano e o movimento das turbinas aciona um motor que aciona um gerador de energia. 
Considerada uma fonte de energia limpa por não gerar gases poluentes, apesar de poluir visualmente o ambiente.
Biomassa
Figura 17 – Biomassa
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• Não renováveis – minérios, petróleo, carvão mineral, areia, combustíveis fósseis (carvão, petróleo 
e gás natural) são exemplos de fontes não renováveis de energia. Os combustíveis fósseis são formados 
a partir de depósitos biológicos ao longo de milhões de anos.
Existe um limite finito de combustíveis fósseis na Terra e eles podem eventualmente se esgotar se não 
forem utilizados com cautela. Uma vez que são utilizados, eles não podem ser reutilizados novamente, 
por isso são chamados de não renováveis.
Gás natural
Figura 18 – Gás natural, o mesmo gás que utilizamos para acender o fogo do fogão é proveniente de fósseis que produzem também 
o petróleo. Outras aplicações para o gás natural seriam no uso como combustível para veículos.
Carvão
Figura 19 – Carvão
O carvão mineral é formado através do seguinte processo:
Há 300 milhões de anos, aproximadamente, árvores e outras plantas fotossintetizaram e armazenaram 
a energia vinda do sol. Plantas mortas caíram em água e lodo que não deixaram elas estragarem e, com 
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os anos, pilhas dessas plantas mortas foram se acumulando e, depois de milhões de anos, a lama se 
tornou rocha e os fósseis de plantas se tornaram carvão.
Óleo (ou petróleo) e gás natural são também provenientes de origem biológica.
Há milhões de anos animais microscópicos viviam nos oceanos e, assim como hoje, o seu 
ecossistema dependia do calor e luz do sol e da fotossíntese realizada pelas plantas. Quando 
morreram, se incrustaram em lama e areia no fundo dos oceanos. Depois de milhões de anos 
foram enterrados mais profundamente pela lama e areia. A temperatura e a pressão (causada 
pelo peso dos sedimentos) transformou a lama e areia em rocha e os fosseis animais em óleo e 
gás natural.
O conceito de recursos renováveis está diretamente ligado à possibilidade de ser obtido infinitamente 
de uma mesma fonte. No caso dos recursos não renováveis, estes possuem a característica de serem 
finitos, ou seja, caso sejam explorados com continuidade serão esgotados.
Na verdade, é possível que todos os recursos se renovem de forma natural, porém, essa renovação 
poderá demandar muito tempo, em alguns casos até milhões de anos.
É importante observar que a renovação de um recurso natural dependerá diretamente do modo com 
que esse é utilizado.
Também não podemos esquecer que os recursos naturais fazem parte de uma grande 
cadeia, na qual todos são dependentes e interligados. Portanto, se um recurso é utilizado 
de forma incorreta, essa má utilização poderá interferir negativamente em outros recursos. 
Por exemplo, a devastação das florestas poderá interferir na renovação dos mananciais de 
água.
Segundo Aguiar (1994),
o conceito de meio ambiente é totalizador. Embora possamos falar 
em meio ambiente marinho, terrestre, urbano etc., essas facetas são 
partes de um todo sistematicamente organizado onde as partes, 
reciprocamente, dependem umas das outras e onde o todo é sempre 
comprometido cada vez que uma parte é agredida.
Observem o diagrama a seguir que ilustra os tipos e exemplos de recursos naturais, assim como a 
importância da variável tempo na renovação ou não destes recursos.
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Alteram-se com 
o uso
Ar, água, espaço, 
navegabilidade dos 
rios e lagos, ciclos 
dos nutrientes, 
filtro solar e outros 
serviços ambientais.
Esgotam-se com 
o uso
Petróleo, carvão 
mineral, gás natural e 
energia nuclear.
Não se alteram 
com o uso
Energia direta solar, 
ventos, marés.
Esgotáveis, 
mas podem ser 
reutilizados ou 
reciclados
Areia, argila, granito 
e metais.
Alteram-se com 
o uso
Petróleo, carvão 
mineral, gás natural 
e energia nuclear.
Renováveis Renováveis/Não 
renováveis
Não renováveis
Recursos naturais
Figura 20 - Recursos naturais e suas classificações
 Observação
Gasolina versus etanol
Gasolina:
• derivada do petróleo, combustível fóssil;
• emite mais poluentes;
• fonte não renovável.
Etanol
• fabricado a partir da cana-de-açúcar;
• fonte renovável de energia;
• geração inferior de CO2, durante o processamento, as árvores 
consomem parte do gás carbono produzido.
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Fontes não 
renováveis:
Carvão mineral, 
petróleo, gás natural e 
combustível nuclear.
Vantagens:
• baixo custo de 
combustíveis;
• gera grande 
quantidade de 
energia;
• fácil geração de 
energia.Desvantagens:
• poluição: geração de 
CO2 contribui para o 
aquecimentoglobal 
e SO2 para chuvas 
ácidas;
• pode se esgotar.
Figura 21 – Vantagens e desvantagens das fontes renováveis de energia
Fontes renováveis de 
energia:
• vento, ondas, energia 
solar, biomassa etc.
Vantagens:
• fonte limpa (não 
poluidora na maioria 
dos casos);
• fácil disponibilidade e 
acesso;
• pode ser reutilizada.
Desvantagens:
• muitas vezes dependem 
do clima;
• prejudicam a beleza do 
ambiente;
• quantidade baixa de 
energia se comparada a 
outras fontes.
Figura 22 – Vantagens e desvantagens das fontes renováveis de energia
 Observação
Recursos naturais renováveis podem ser utilizados mais de uma vez e 
reaproveitados.
Recursos naturais não renováveis se esgotam e não são 
reaproveitados.
5.5 Preservação dos recursos naturais
O Brasil possui uma das maiores e mais ricas biodiversidades do mundo (“a variabilidade de organismos 
vivos, as interações que existem entre eles e destes com o ambiente. Abrange, ainda, a diversidade dentro 
de espécies (genética), entre espécies e de ecossistemas” – Convenção Sobre Diversidade Biológica). As 
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maiores reservas de água doce do planeta encontram-se em território brasileiro e um terço de toda a 
floresta tropical que ainda resta no mundo também.
A conservação dos recursos naturais consiste em usá-los de forma racional, bem como de forma 
econômica, ou seja, sem desperdício. Agindo assim, os recursos renováveis não irão desaparecer por seu 
mau uso e nem os recursos não renováveis serão esgotados.
Dessa forma, é possível pensar em um recurso perpétuo? Sim, porém, será necessário que os recursos 
sejam manejados de forma correta e que o homem não pratique nenhuma ação nociva a eles. Imaginem 
que para cada árvore arrancada fosse plantada outra em seu lugar; certamente acabaríamos com o 
problema da devastação das florestas. Da mesma forma, se houvesse uma preocupação maior em não 
poluir as águas dos rios, jamais sofreríamos com a escassez de peixes.
É importante ressaltar, no entanto, que, na natureza, diversas espécies estão sempre em 
competição e pode ocorrer a extinção “natural” de algumas; não só a competição faz com que 
isso ocorra, mudanças climáticas, erupções vulcânicas, cheias etc., também podem acarretar a 
extinção. Da mesma forma que espécies são extintas, outras podem aparecer. É um longo processo 
de evolução.
Os recursos naturais fazem parte de uma paisagem geográfica importante e útil para a sobrevivência 
do homem. Essa paisagem, quando modificada de forma brusca, poderá desencadear sérios problemas 
ambientais, chegando a colocar em risco a vida de outros seres vivos e até mesmo a vida dos próprios 
seres humanos.
Os recursos naturais, apesar de serem retirados pelo homem da própria natureza, dificilmente 
são consumidos em sua forma primitiva. Quase todos sofrem algum tipo de modificação ou 
beneficiamento antes de serem utilizados, e o segredo da conservação está exatamente na forma 
como esse beneficiamento é realizado. Se existir uma preocupação com a reposição dos elementos 
que são retirados do meio ambiente, esses elementos jamais serão extintos e poderão estar disponíveis 
para as gerações vindouras. Do contrário, se continuarmos com uma exploração desenfreada dos 
recursos naturais, brevemente estaremos sentindo falta de alguns elementos que pouco tempo atrás 
encontrávamos em abundância.
Os recursos naturais precisam ser vistos de forma sistêmica, em que todos estão de alguma forma 
ligados uns aos outros.
Dessa forma, poderemos compreender que uma exploração indevida poderá vir a comprometer o 
ecossistema como um todo.
6 AS DIMENSÕES ECOLÓGICA, ESPACIAL E CULTURAL DO DESENVOLVIMENTO 
SUSTENTÁVEL
Antes de falar nas dimensões do desenvolvimento sustentável, é importante saber que educação 
ambiental é um ramo da educação, cujo objetivo é a disseminação do conhecimento sobre o ambiente, a 
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fim de ajudar a sua preservação e utilização sustentável dos seus recursos. É uma metodologia de análise 
que surge a partir do crescente interesse do homem em assuntos como o ambiente, devido às grandes 
catástrofes naturais que têm assolado o mundo nas últimas décadas.
A educação ambiental no Brasil assume uma perspectiva mais abrangente; não restringindo seu 
olhar à proteção e uso sustentável de recursos naturais, mas incorporando fortemente a proposta de 
construção de uma sociedade sustentável, mais do que apenas um segmento da Educação.
A Lei N° 9.795 – Lei de Educação Ambiental, em seu Art. 2°, busca difundir a educação ambiental em 
todos os processos educativos brasileiros:
Art. 2o A educação ambiental é um componente essencial e permanente da 
educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos 
os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não 
formal.
6.1 A dimensão ecológica do desenvolvimento sustentável
O capital natural é a fonte primária de recursos utilizados em processos de produção de bens 
e serviços; deve ser usado tendo-se em mente a minimização e anulação dos danos ocasionados à 
natureza, porque é a base sobre a qual está assentada a espécie humana.
Os âmbitos em que os recursos naturais estão localizados são o solo, o mar e o ar. Os três são poluídos 
pelos processos industriais, armazenando todos os resíduos tóxicos que afetaram os seres vivos: homens, 
animais e plantas.
Segundo Sachs (1993), a dimensão ecológica se maximiza pelo uso dos recursos potenciais dos 
ecossistemas, com propósitos socialmente válidos, ocasionando um mínimo de dano e limitando o 
consumo de combustíveis fósseis e produtos facilmente esgotáveis, substituindo-os por recursos 
renováveis. A emissão de agentes poluentes e as mudanças no ecossistema ocasionadas pela geração 
de energia elétrica, por exemplo, são altas. Nesse tipo de geração, os principais causadores de poluição 
são as usinas termoelétricas, que precisam da combustão de um hidrocarboneto. Os mais utilizados são 
os derivados do petróleo e gás, como também o carvão mineral; todos liberam gases que impactam 
negativamente o meio ambiente. Usinas hidrelétricas também ocasionam danos aos ecossistemas, 
porque elas são causadoras de grandes mudanças nos lugares em que são construídas as barragens e os 
reservatórios; usinas nucleares não poluem o meio ambiente durante seu funcionamento, porém, depois 
da vida útil do material radioativo – quando não descartado adequadamente –, podem gerar um grande 
impacto à natureza.
Todo e qualquer risco de um impacto negativo ao meio ambiente deverá ser cuidadosamente 
analisado e eliminado antes que qualquer exploração de recursos naturais seja iniciada, ainda que se 
trate de recurso renovável. O ambiente precisa ser priorizado independentemente do volume econômico 
que esteja em jogo.
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6.2 A dimensão espacial do desenvolvimento sustentável
Todo processo produtivo precisa de um espaço físico para desenvolver-se, tanto sobre a terra 
quanto no mar. De fato, quando há uma boa distribuição dos espaços para as atividades produtivas 
e econômicas, com as atividadesdos homens, dos animais e das plantas, sem alterar sua condição de 
vida, pode-se dizer que o equilíbrio espacial existe. Normalmente, quando há uma concentração de 
atividades econômicas dentro de um centro urbano, quebra-se a passividade e a qualidade de vida dos 
seres vivos que o habitam. A dimensão espacial deve equilibrar uma melhor distribuição territorial de 
assentamentos humanos e atividades econômicas (SACHS, 1993).
Nos diferentes tipos de geração de eletricidade, observam-se alterações do espaço onde estão 
localizadas as máquinas e os recursos em geral, que permitem o funcionamento das usinas. O tipo de 
geração que mais altera o ecossistema é a hidrelétrica, por depender das barragens construídas para 
reservatórios de água, que permitirão oferecer energia necessária para sua operação. Essas barragens e 
esses reservatórios ocupam grandes áreas que muitas vezes pertencem a habitats de pessoas, animais 
ou plantas.
6.3 A dimensão cultural do desenvolvimento sustentável
A dimensão cultural, segundo Sachs (1993), encontra-se em um processo de modernização, sem 
quebra da entidade cultural dentro do contexto do ambiente em que se desenvolvem as atividades 
econômicas. Busca raízes endógenas dos modelos de modernização, mantendo a diversidade local e 
capacita a sociedade na base dos valores de tradição e ética, para que sejam transmitidos para todas 
as gerações. Pode-se dizer que as dimensões são as variáveis que medem a sustentabilidade de todo 
processo produtivo e asseguram que o significado de desenvolvimento sustentável seja abordado em 
sua totalidade.
Podemos relacionar, também, a dimensão social do desenvolvimento sustentável, que consiste 
em propiciar um relacionamento mais íntimo com as populações influenciadas por uma determinada 
produção ou exploração. Isso evita que se gerem ou se ampliem as disparidades sociais oriundas dessas 
atividades. Também é possível identificar as ameaças existentes a tal desenvolvimento, bem como as 
possíveis oportunidades das quais as empresas envolvidas podem se beneficiar, beneficiando também as 
comunidades em que estão inseridas.
Observamos que, qualquer que seja a dimensão, mesmo a mais antagônica, que tente explicar a 
possibilidade de um desenvolvimento sustentável em termos ambientais, todas concordam com o fato 
de que somente será possível tal desenvolvimento, quando tivermos um ambiente ecologicamente 
equilibrado, capaz de garantir uma vida de qualidade para as atuais e futuras populações.
Considerando tudo isso, é necessário fazer uma análise dos riscos para ponderar a existência de 
fontes de recursos renováveis, que, ao serem exploradas pelo homem e transformadas em energia, 
sejam inofensivas ou causem menos danos ao meio ambiente. Esses recursos renováveis são utilizados 
pelo homem há muitos séculos. Bons exemplos são os ventos, que geram energia eólica utilizada nas 
embarcações a vela ou nos moinhos verticais para bombear água ou moer grãos de milho.
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Para o aproveitamento das fontes naturais renováveis, transformadas em energia, é necessário 
levar em consideração um conjunto de condições, para que não ocorram impactos negativos ao meio 
ambiente.
6.4 A responsabilidade ambiental das empresas
O Estado, já há algum tempo, vem se preocupando com as questões relacionadas à preservação e 
conservação do meio ambiente. Essa preocupação sofreu notável acréscimo de significância nas três 
últimas décadas, quando passou a ser pauta constante nas agendas de governantes, autoridades, bem 
como da sociedade civil organizada como um todo. Na esfera das empresas, a preocupação com o meio 
ambiente é um assunto mais recente ainda na maioria das organizações, apesar de muitos organismos 
particulares terem adotado esse comprometimento mesmo antes que os órgãos da esfera pública se 
manifestassem.
Hoje, a questão ambiental é um assunto que saiu dos muros das organizações e ganhou espaço nas 
ruas das cidades, nas escolas, nas mídias, sindicatos e, com muita ênfase, nas empresas privadas, ainda 
mais neste momento em que tanto se fala em responsabilidade social. As empresas passaram a se ver 
como parte integrante de um ambiente há muito tempo degradado e que essa degradação brevemente 
poderá afetá-las, caso não sejam tomadas iniciativas para tentar reverter essa situação.
A maioria dos problemas que ocorrem no meio ambiente hoje decorre do uso indevido dos recursos 
naturais disponíveis na natureza. Para solucioná-los, é necessário o envolvimento das empresas, 
independente da estratégia escolhida, já que as empresas, além de produzirem bens e serviços, também 
os comercializam. As empresas, hoje, passam a praticar uma gestão ambiental que pode ser notada de 
forma global.
6.5 A globalização
Muito antes de a palavra globalização adquirir a força que tem hoje, já se falava numa globalização 
de problemas, como o buraco na camada de ozônio ou o aquecimento global. As empresas já haviam 
percebido que uma atitude por parte delas seria a solução, ou mesmo a minimização de muitos dos 
problemas ambientais, que já estavam instalados e começavam a ameaçar a tranquilidade de muitas 
espécies.
As empresas passavam da posição de geradoras de problemas ambientais para assumir o papel de 
“salvadoras do meio ambiente”.
Observem que, além de uma mudança comportamental, ocorreu uma mudança de atitude, feito não 
muito simples de ser realizado, principalmente se a empresa possuir um histórico de pouca relação com 
questões ambientais. Porém, uma mudança dessa ordem raramente acontece de forma espontânea, 
ou seja, na maioria dos casos, influências da sociedade, do governo ou ainda do mercado financeiro, 
acarretam esse processo de mudança de comportamento. Essa pressão pode ser vista como o “empurrão” 
que algumas empresas necessitam para aceitar sua responsabilidade frente à quantidade de problemas 
que nosso planeta enfrenta.
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A preocupação ambiental é também preocupação da classe política, e uma prova disso é a 
quantidade de leis ambientais aprovadas, atualmente, sem contar com a força das organizações da 
sociedade civil.
Segundo Barbieri (1997),
as organizações da sociedade civil que atuam nas áreas ambientais e sociais 
têm se tornado uma influência poderosa, que se manifesta por meio de 
denúncias, da formação de opiniões perante o grande público, de pressões 
políticas nas instâncias legislativas e executivas e de cooperação com as 
empresas.
6.6 A responsabilidade social corporativa
Para que possamos entender como funciona a atuação social das empresas, bem como seu papel 
efetivo na sociedade contemporânea, precisamos nos remeter ao final do século XX, quando os discursos 
liberais e democráticos versavam sobre direitos iguais para todos. Os liberais democratas defendiam a 
garantia a todas as pessoas do desenvolvimento de suas potencialidades.
Mas apesar de muitos autores concordarem com o fato de as ideias liberal-democratas realmente 
terem tido forte influência na mudança das empresas em relação às suas responsabilidades sociais, 
somente nos anos 40 temos relatos concretos de uma empresa europeia preocupada em não somente 
obter lucros, mas que também estava ciente de sua necessidade de promover ao seu empregado um 
bem-estar que tinha início no próprio ambiente de trabalho e que o acompanhava até a sua residência. 
A preocupaçãodas empresas agora não era o fato de o trabalhador não levar problemas de casa para 
o trabalho, e sim não deixar que o trabalhador levasse problemas do trabalho para casa. Por isso, as 
empresas passaram a investir em qualidade de vida, cujo objetivo principal era o de propiciar um 
ambiente de trabalho leve e harmônico, cujos benefícios pudessem ser sentidos até as casas de seus 
colaboradores. Segundo Guerreiro Ramos, 1981, “funcionários com qualidade de vida no trabalho são 
mais felizes e produzem mais”.
Quando os problemas ambientais saíram das esferas públicas e passaram a ser de responsabilidade 
da sociedade como um todo, as empresas precisaram mostrar aos seus empregados que também se 
sentiam corresponsáveis por tentar diminuir os impactos das ações de degradação da natureza pelo 
homem.
Os empregados, como membros da sociedade, também sentiam essa mesma responsabilidade, 
porém, como não podiam isoladamente realizar grandes feitos, passaram a cobrar de seus patrões uma 
posição capaz de torná-los, juntamente com suas empresas, agentes efetivos de mudança. Observem 
que se trata de um grande sistema, cujas partes estão intimamente ligadas. Se um se degrada, todo o 
restante será afetado.
Esse pensamento modifica o dia a dia das empresas que, empenhadas em contribuir positivamente 
para a melhoria do planeta, passam a incluir, no elenco de documentos, balanços e relatórios que dão 
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conta de sua atuação perante os problemas sociais. Eles explicitam a intensidade com que as empresas 
vêm contribuindo para a melhoria da sociedade.
Uma sugestão para aprofundar seus conhecimentos pode ser encontrada abaixo.
 Saiba mais
Uma discussão sobre a importância de se preservar e o impacto que isso 
pode gerar no pagamento de taxas ou prejuízos é tratado no artigo abaixo 
publicado no jornal O Estado de S. Paulo:
ATHAYDE, Eduardo. O princípio do preservador-pagador. O Estado de 
São Paulo, 5 de Junho de 2009.
Para refletir
Instrumentos de gestão ambiental: comando-controle, autorregulação e econômicos.
Comando – requisitos ambientais (legislação, licenças, autorizações, padrões de emissão etc.) Controle 
– (inspeções, notificações, poder de polícia administrativa para garantir cumprimento).
Autorregulações: iniciativas voluntárias que não são objetos de regulação governamental. Ex.: 
códigos, normas e outros mecanismos. Influenciadas por mercado, imagem etc.
Econômicos: questão ambiental resolvida através de mecanismos de mercado. Ex.: usuário-pagador 
(taxação sobre o uso dos recursos naturais); poluidor-pagador (encargos pela poluição gerada) e 
permissões comercializáveis.
 Observação
Regulamentação ambiental: ameaça ou oportunidade?
Ameaça: geradora, exclusivamente, de custos elevados; impactos 
negativos sobre a produtividade organizacional e o potencial de geração 
de emprego e riqueza locais.
X
Oportunidade: geradora de maior competitividade e retorno social, 
vinculados à adoção de inovação para o seu cumprimento.
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Gerenciamento estratégico ambiental:
Estratégias formuladas para alcançar um determinado objetivo organizacional (operacional, negócio ou 
corporativo) passam a levar em consideração as demandas socioambientais dos stakeholders e vice-versa.
 Resumo
Ao final desta unidade o aluno deve ser capaz de:
• definir as dimensões ecológica, cultural, social, econômica e espacial 
do desenvolvimento sustentável;
• entender a gestão ambiental e a responsabilidade social e ambiental 
das empresas;
• compreender que as organizações que tomam decisões estratégicas 
preocupadas com a questão ambiental e ecológica terão vantagens 
competitivas; e ou redução de custos e incremento nos lucros;
• diferenciar entre recursos naturais renováveis e não renováveis 
exemplificando cada um deles.
 Exercícios
Questão 1. (ENADE 2007) 
Figura 23
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O alerta que a gravura anterior pretende transmitir refere-se a uma situação que:
A) Atinge circunstancialmente os habitantes da área rural do País.
B) Atinge, por sua gravidade, principalmente as crianças da área rural.
C) Preocupa no presente, com graves consequências para o futuro.
D) Preocupa no presente, sem possibilidade de ter consequências no futuro.
E) Preocupa, por sua gravidade, especialmente os que têm filhos.
Resposta correta: alternativa C
Análise das alternativas:
A) Alternativa incorreta.
Justificativa: o desmatamento ocorrido de modo descontrolado em ecossistemas florestais tem 
efeitos diretos sobre a biodiversidade local, e também gera impactos que se fazem sentir em escala 
mais ampla, como, por exemplo, na redução da captação de gás carbônico atmosférico. Além disso, essa 
prática nociva reduz ou até mesmo elimina a oferta de recursos madeireiros, tanto para as populações 
locais como para as populações urbanas. Portanto, é um erro afirmar que o desmatamento resulta em 
consequências negativas apenas para os habitantes da área rural.
B) Alternativa incorreta.
Justificativa: como já discutido na justificativa da alternativa A, os impactos gerados pelo 
desmatamento não se restringem à área rural. Estes impactos também não são restritos às pessoas 
de certa faixa etária. É bom salientar que a presença da criança na ilustração faz parte apenas 
da elaboração metafórica criada para chamar à atenção sobre as consequências futuras do 
desmatamento.
C) Alternativa correta.
Justificativa: de fato, o desmatamento é um problema que tem gerado preocupações e fomentado 
discussões nos diversos setores da sociedade atual, em virtude da gravidade de suas drásticas 
consequências para o futuro, algumas das quais já listadas na justificativa da alternativa A: redução 
da biodiversidade, redução da captação de gás carbônico atmosférico e redução da oferta de recursos 
madeireiros.
D) Alternativa incorreta.
Justificativa: como já discutido anteriormente, o desmatamento é um problema socioambiental 
que preocupa pelos seus impactos já registrados atualmente, como também pelos seus efeitos futuros 
sobre a biodiversidade, aquecimento global e disponibilidade de recursos naturais para as gerações 
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vindouras. Esses impactos se acumulam ao longo do tempo, e, a persistir o ritmo atual de degradação, 
suas consequências serão ainda mais nocivas no futuro.
E) Alternativa incorreta.
Justificativa: os múltiplos impactos econômicos e ecológicos gerados pelo desmatamento são 
ameaças potenciais para o futuro da humanidade como um todo. Portanto, este é um problema que 
merece a atenção de todos os grupos humanos, independente de etnia ou nacionalidade, e não pode se 
restringir apenas às pessoas que têm filhos.
 Questão 2. (ENADE 2009) Leia o diagrama, que mostra ser o usufruto dos recursos naturais suporte 
para as atividadesde turismo praticadas na natureza:
Usufruto
Recurso Natural
Incrementos 
de valores
Programas de 
preservação ambiental
Reintrodução 
de receitas
Geração de 
Renda
Processo 
Cíclico
Atividade de turismo 
na natureza
Lucros individualizados 
devem ser evitados 
(escape de dívidas)
SaláriosInfraestruturas
Figura 24
Com base na leitura, tendo em foco o planejamento ambiental, é correto afirmar que
A) A reintrodução de parte da receita no processo administrativo desconsidera a importância da 
manutenção dos recursos naturais, mas valoriza o incremento de valores econômicos totais.
B) O escape de divisas é uma variável imbricada no processo de planejamento representado no 
diagrama, ao se abordar a relação entre espaço e usufruto dos recursos naturais.
C) O planejamento ambiental e o seu processo de gestão organizacional são aplicados para otimizar 
o desenvolvimento socioeconômico, gerar oportunidades de trabalho e mitigar possíveis impactos 
na natureza.
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D) O planejamento ambiental minimiza a possibilidade de continuidade das atividades turísticas 
praticadas na natureza, quando parte dos lucros são reinvestidos.
E) Os empreendimentos que usufruem de recursos naturais em suas atividades locais desconsideram 
a necessidade do incremento de valores no planejamento de programas direcionados ao ambiente.
Resposta desta questão na plataforma.
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“Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época 
em que a Humanidade deve escolher o seu futuro... Ou formar uma aliança 
global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição 
e a da diversidade da vida.”
(Leonardo Boff)
7 EDUCAÇÃO AMBIENTAL
A educação ambiental tornou-se lei em 27 de Abril de 1999.
A Lei n° 9.795 (Lei da Educação Ambiental), em seu art. 2° diz:
A educação ambiental é um componente essencial e permanente da 
educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos 
os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não 
formal.
Educação ambiental, propostas:
• Formar agentes multiplicadores da educação socioambiental.
• Envolver os segmentos organizados da sociedade.
• Promover a organização social em torno da educação socioambiental.
• Executar os processos de informação e formação destinados às crianças nas escolas e adultos nas 
suas atividades diárias.
• Executar, no espaço socioambiental, as ações sugeridas pelos processos de informação e formação.
• Construir as interfaces com ONGs, operadores econômicos e iniciativas tendentes a traduzir a 
educação socioambiental em geração de trabalho e renda, em comoditização, cooperativização e 
outras práticas de economia e mercado.
Art. 1ª da Lei n° 9.795 de abril de 1999
Processo em que se busca despertar a preocupação individual e coletiva 
para a questão ambiental, garantindo o acesso à informação em linguagem 
adequada, contribuindo para o desenvolvimento de uma consciência crítica 
e estimulando o enfrentamento das questões ambientais e sociais.
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7.1 As normas e legislação ambiental
Várias são as leis e normas que tratam das questões ambientais, porém abordaremos apenas as mais 
significativas para este estudo.
De acordo com a nova compreensão do direito, a Constituição Federal Brasileira de 1988, pela 
primeira vez, dedica um capítulo constituído de um artigo ao meio ambiente:
Art. 225: Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, 
bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-
se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo 
para as presentes e futuras gerações.
Além da previsão constitucional há, dentre outras leis, a Lei de Política Nacional do Meio Ambiente:
Lei n° 6.938, de 31 de agosto de 1981 (constituída por 21 artigos):
Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos 
de formulação e aplicação, e dá outras providências.
O Presidente da República
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:
Art. 1º – Esta lei, com fundamento nos incisos VI e VII do art. 23 e no art. 
235 da Constituição, estabelece a Política Nacional do Meio Ambiente, seus 
fins e mecanismos de formulação e aplicação, constitui o Sistema Nacional 
do Meio Ambiente (Sisnama) e institui o Cadastro de Defesa Ambiental. 
(Redação dada pela Lei nº 8.028, de 1990)
Da política nacional do meio ambiente
Art. 2º – A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, 
melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando 
assegurar, no País, condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos 
interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana, 
atendidos os seguintes princípios:
I – ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando 
o meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente 
assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo;
II – racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;
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III – planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;
IV – proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas;
V – controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras;
VI – incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso 
racional e a proteção dos recursos ambientais;
VII – acompanhamento do estado da qualidade ambiental;
VIII – recuperação de áreas degradadas; (Regulamento)
IX – proteção de áreas ameaçadas de degradação;
X – educação ambiental a todos os níveis do ensino, inclusive a educação 
da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa 
do meio ambiente.
Art. 3º – Para os fins previstos nesta lei, entende-se por:
I – meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações de 
ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas 
as suas formas;
II – degradação da qualidade ambiental, a alteração adversa das 
características do meio ambiente;
III – poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades 
que direta ou indiretamente:
a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;
c) afetem desfavoravelmente a biota;
d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;
e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais 
estabelecidos;
IV – poluidor, a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, 
direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental;
V – recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores, superficiais e 
subterrâneas,os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os elementos 
da biosfera, a fauna e a flora. (Redação dada pela Lei nº 7.804, de 1989)
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Dos objetivos da política nacional do meio ambiente
Art. 4º – A Política Nacional do Meio Ambiente visará:
I – à compatibilização do desenvolvimento econômico social com a 
preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico;
II – à definição de áreas prioritárias de ação governamental relativa à 
qualidade e ao equilíbrio ecológico, atendendo aos interesses da União, dos 
Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios;
III – ao estabelecimento de critérios e padrões da qualidade ambiental e de 
normas relativas ao uso e manejo de recursos ambientais;
IV – ao desenvolvimento de pesquisas e de tecnologias nacionais orientadas 
para o uso racional de recursos ambientais;
V – à difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente, à divulgação de 
dados e informações ambientais e à formação de uma consciência pública 
sobre a necessidade de preservação da qualidade ambiental e do equilíbrio 
ecológico;
VI – à preservação e restauração dos recursos ambientais com vistas à 
sua utilização racional e disponibilidade permanente, concorrendo para a 
manutenção do equilíbrio ecológico propício à vida;
VII – à imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e/ou 
indenizar os danos causados, e ao usuário, de contribuição pela utilização de 
recursos ambientais com fins econômicos.
Lei de Crimes Ambientais (Lei n° 9.605/98)
A nova Lei de Crimes Ambientais é constituída por 82 artigos reunidos em VIII capítulos. Alguns 
artigos ainda estão sendo regulamentados. Para efeito desta publicação, foram considerados somente 
os itens cuja ocorrência tem sido repetitiva no Estado do Acre, segundo os órgãos de fiscalização e 
administração, bem como os artigos inovadores, entre eles:
• o desmatamento não autorizado agora é crime, e o infrator está sujeito a pesadas multas;
• a definição de responsabilidade da pessoa jurídica, inclusive a penal, permitindo também a 
responsabilização da pessoa física autora e coautora da infração;
• a possibilidade de substituição de penas de prisão por penas alternativas, como a prestação de 
serviços à comunidade;
• a punição é extinta mediante a apresentação de laudo que comprove a recuperação do dano ambiental;
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• constatada a prática de crime contra o meio ambiente, a aplicação da pena é imediata.
 Saiba mais
Uma discussão sobre a revisão do Código Florestal no Brasil é encontrada 
na referência abaixo. Observe a discussão sobre a opinião dos ruralistas 
versus ambientalistas nesse artigo:
ADÁRIO, P.; ASTRINI, M. Um jogo ainda truncado. O Estado de São Paulo. 
São Paulo, 30 jan. 2009. Disponível em: < http://www.estadao.com.br/
estadaodehoje/20090130/not_imp315340,0.php>. Acesso em: 16 mar. 2011.
 Lembrete
A educação ambiental é de fundamental importância para a propagação 
do conceito de desenvolvimento sustentável e a aplicação prática do 
mesmo.
Além da legislação em vigor aprovada para proteger o meio ambiente, outro importante fator 
que contribuiu no processo de desenvolvimento sustentável e proteção ambiental são as normas e 
certificados de sistemas de qualidade que foram utilizados em organizações. Alguns são apresentados 
a seguir.
7.2 A norma ISO 14000
A série ISO (International Organization for Standardization) é uma série de normas de padrão 
internacional para sistemas de qualidade. Trata-se de uma certificação almejada por todas as empresas 
que procuram oferecer qualidade em seus produtos e serviços.
O que certifica uma empresa como uma instituição de qualidade é que se 
respeitem as normas que indicam requisitos mínimos de gestão, sobre os 
quais cada empresa escolhe o nível de qualidade em que deseja se situar. 
Portanto, além de normas e marcas específicas do setor em que atuam, 
as empresas podem, também, utilizar as normas e o certificado ISO para 
melhorar a qualidade de sua gestão e de seus serviços. (INTERNATIONAL 
STANDARTIZATION ORGANIZATION – ISO, 2002)
Diante da necessidade de se estabelecerem normas acerca da questão ambiental e sua responsabilidade 
no âmbito empresarial, a International Organization for Standardization desenvolveu uma série de 
normas que objetivava padronizar os processos empresariais de retirada dos recursos naturais, bem 
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como da punição para aquelas empresas que, por ventura, viessem a causar algum tipo de desequilíbrio 
ambiental em decorrência de suas atividades.
A ISO 14000 vem estabelecer quais são as diretrizes para a área da gestão ambiental, no 
interior das empresas, ou seja, quais são as responsabilidades ambientais que as mesmas precisam 
assumir para serem consideradas responsáveis socialmente pelo meio ambiente. Como a ISO 
14000 determina o sistema de gestão ambiental de uma empresa, ela será perfeitamente capaz 
de:
1. avaliar quais as consequências que as atividades de determinada empresa podem trazer para o 
meio ambiente;
2. atender de forma eficaz à demanda gerada pela sociedade, ou seja, aquilo de que realmente a 
sociedade necessita;
3. ser aplicada a toda e qualquer atividade que possa implicar diretamente o meio ambiente;
4. reduzir os custos das empresas em relação aos gastos com prevenção de riscos ambientais;
5. ser aplicada na organização como um todo.
7.3 ISO 14001
A ISO 14001 é uma norma de sistema que reforça o enfoque no 
aprimoramento da conservação ambiental pelo uso de um único 
sistema de gerenciamento, permeando todas as funções da organização, 
não estabelecendo padrões de desempenho ambientais absolutos, 
os princípios enunciados possibilitam o estabelecimento de uma 
visão integrada da gestão ambiental em uma organização. Embora 
seus enunciados apresentem um caráter amplo, eles possibilitam 
o embasamento de linhas de ação integradas, as quais levam à 
operacionalização de um Sistema de Gestão Ambiental (SEIFFERT, 
2005, p. 32).
A norma ISO 14001 não exige que todos os padrões e normas sejam executados rigorosamente. 
Contudo, as organizações devem manter o foco no gerenciamento ambiental buscando sempre atender 
aos requisitos básicos para se manter na norma.
A seguir, é apresentado um diagrama de sistema de gestão ambiental.
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Melhoria contínua
Revisão Geral pela 
Alta Administração
Política 
Ambiental
Verificação e 
ações corretivas Implementação e operação Planejamento 
Ambiental
Revisão 
inicial
• Manutenção e medição
• Não-conformidades, ações 
corretivas e preventivas
• Registros
• Auditorias
• estrutura e responsabilidade
• Treinamento, conscientização e 
competência
• Comunicação
• Documentação
• Controle operacional
• Preparaçãopara uma emergência
• Aspectos ambientais
• Requisitos legais
• Objetivos e metas
• Programa de geranciamento 
ambiental
Figura 25 - Diagrama de sistema de gestão ambiental
Atualmente, as empresas certificadas pela ISO 14001 agregam valores a seus produtos ou serviços. 
Dessa forma, elas se tornam mais competitivas no mercado além de contribuir para a preservação 
do meio ambiente, promovendo o desenvolvimento sustentável com a melhoria continua da gestão 
ambiental.
Uma pesquisa foi realizada pela Price-Waterhouse com 500 grandes empresas já certificadas pela 
ISO 9000. Como resultado sobre o interesse pela certificação ambiental ISO 14000 obteve-se:
• 43,1% das empresas responderam que pretendem obter a certificação ISO 14001;
• 45,1% das empresas responderam que o assunto estava em estudo;
• 11,8% das empresas (somente) responderam que não se interessavam pelo assunto.
Outra pesquisa foi realizada pelo Sebrae nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, porém em 300 
empresas de médio e pequeno porte, constataram-se dados contraditórios em relação às grandes 
empresas:
• 70% das empresas não controlam emissões para a atmosfera;
• 67% das empresas não têm tratamento de efluentes;
• 54% não fazem inventário de geração e destinação de resíduos;
• 76% das empresas não se preocupam com treinamento;
• 59% das empresas não possuem um responsável por questões ambientais.
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Essa pesquisa reflete a realidade brasileira, de empresas com recursos limitados, que veem a gestão 
ambiental como algo caro e não atingível a médio e curto prazo.
O que se conclui é que é necessário ter criatividade, pois é possível ganhar dinheiro e proteger o meio 
ambiente mesmo não estando no mercado verde. Pequenas transformações internas podem beneficiar 
o meio ambiente e se tornarem uma oportunidade de negócio. Um exemplo típico é a reciclagem de 
materiais que traz grande economia para as empresas, reuso de água, venda de desenvolvimento de 
novos processos produtivos, além da preocupação com o novo perfil do consumidor que é consciente 
da questão ecológica.
A reciclagem de materiais tornou-se uma atividade e oportunidade econômica para diversas 
organizações. Surgiram também instituições que reciclam materiais antes sem destino certo após o 
uso, como equipamentos de informática. Esses centros, como o CEDIR (Centro de Descarte e Reúso de 
Resíduos de Informática) reciclam materiais eletrônicos. Maiores informações podem ser encontradas 
em <http://www.cce.usp.br/?q=node/266>.
7.4 A norma SA 8000: o modelo ISO 9000 aplicado à responsabilidade 
social
A SA 8000 foi criada com base nas normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), na 
Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Declaração Universal dos Direitos da Criança da ONU. 
Uma das vantagens dessa norma é que ela segue o modelo das normas ISO 9000 e ISO 14000 facilitando 
sua implementação por empresas que já possuem e conhecem o sistema.
O principal objetivo da norma SA 8000 é suprir a necessidade de consumidores mais informados e 
esclarecidos e que se preocupam como os produtos são fabricados e não somente com a qualidade dos 
mesmos.
Como se trata de uma norma internacional, a mesma oferece a vantagem de padronização dos 
termos além da consistência em processos tais como auditorias etc.
Durante o processo de implementação da norma SA 8000, as organizações devem comprovar que 
atendem aos requisitos da norma e são submetidas a auditorias por técnicos especializados, normalmente 
de renomadas entidades independentes. O certificado SA 8000 é concedido apenas para as organizações 
que cumprem totalmente os requisitos da norma.
Entre os requisitos de responsabilidade social da norma, temos os seguintes aspectos:
• trabalho infantil – a empresa não deve se envolver com ou apoiar a utilização de trabalho infantil;
• trabalho forçado – a empresa não deve se envolver com ou apoiar a utilização de trabalho forçado, 
nem se deve solicitar dos funcionários fazer “depósitos” ou deixar documentos de identidade 
quando iniciarem o trabalho com a empresa;
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• segurança e saúde no trabalho – a empresa deve proporcionar um ambiente de trabalho seguro e 
saudável e deve tomar as medidas adequadas para prevenir acidentes e danos à saúde;
• liberdade de associação e direitos coletivos – a empresa deve respeitar o direito de todos os 
funcionários de formarem e associarem-se a sindicatos de trabalhadores de sua escolha e de 
negociarem coletivamente;
• discriminação (sexual, raça, política, nacionalidade etc.) – a empresa não deve se envolver ou apoiar 
a discriminação na contratação, remuneração, acesso a treinamento, promoção, encerramento de 
contrato ou aposentadoria, com base em raça, classe social, nacionalidade, religião, deficiência, 
sexo, orientação sexual, associação a sindicato ou afiliação política, ou idade;
• práticas disciplinares – a empresa não deve se envolver com ou apoiar a utilização de punição 
corporal, mental ou coerção física e abuso verbal;
• remuneração – a empresa deve assegurar que os salários pagos por uma semana padrão de 
trabalho satisfaçam pelo menos os padrões mínimos da indústria e devem ser suficientes para 
atender às necessidades básicas dos funcionários e proporcionar alguma renda extra;
• carga horária de trabalho – a empresa deve cumprir as leis aplicáveis e com os padrões da indústria 
sobre horário de trabalho.
As empresas que implantam a SA 8000 demonstram que estão preocupadas com a responsabilidade 
social em relação aos seus empregados também, seguindo o princípio de praticar dentro de casa o que 
se quer mostrar para o público de fora da organização, mostrando seriedade.
É crescente a preocupação das organizações em demonstrar o seu compromisso social, prova disso 
é o chamado marketing social que mostra os projetos que a empresa financia ou a qualidade de vida 
melhorada proporcionada por ela, seja dentro da organização ou na comunidade que a circunda. 
Entretanto, antes de fazer isso, essas empresas devem realizar uma auditoria nos requisitos da SA 8000 
para verificar se realmente aplicam esses princípios em relação a seus empregados.
A norma especifica requisitos de responsabilidade social para possibilitar a uma empresa:
a) desenvolver, manter e executar políticas e procedimentos com o objetivo de gerenciar aqueles 
temas os quais ela possa controlar ou influenciar;
b) demonstrar para as partes interessadas que as políticas, procedimentos e práticas estão em 
conformidade com os requisitos dessa norma.
Esses requisitos devem se aplicar universalmente em relação à localização geográfica, setor da 
indústria e tamanho da empresa.
7.5 As políticas ambientais públicas no Brasil
Podemos afirmar que na década de 30 o poder público brasileiro começou a se preocupar com questões 
relacionadas ao meio ambiente. Muitas versões são apontadas para explicar esse tardio envolvimento com um 
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assunto tão delicado, porém a que melhor justifica o fato é a que afirma que a abundância de recursos naturais,como água e solo fértil, era tão grande que não se tinha uma noção do quanto já tinha sido explorado.
Aliado a isso, tínhamos contra nós, ainda, a exorbitante extensão territorial que dificulta o acesso às 
áreas já exploradas, bem como os precários instrumentos tecnológicos.
Em 1934, foram promulgados importantes documentos referentes à gestão de recursos naturais, são 
eles:
• Código de Caça: dispõe principalmente acerca da proteção à fauna brasileira;
• Código Florestal: instituiu as florestas brasileiras como sendo bens de interesse comum a todos os 
habitantes do país;
• Código de Minas: regulamenta todas as atividades de extração de minerais no Brasil;
• Código de Águas: regulamenta o uso da água, bem como todo o seu aproveitamento como energia 
hídrica.
Além de leis de regulamentação do uso de recursos naturais, departamentos nacionais como os de 
Energia Elétrica e de Recursos Naturais (considerado como o mais importante em termos de políticas 
públicas para o meio ambiente) foram criados nesse mesmo período.
Mas, se por um lado o poder público começava a se sensibilizar com as causas ambientais, por 
outro lado a poluição dos rios e do ar ainda era considerada, pelo próprio governo brasileiro, como 
sendo produtos naturais e inevitáveis de um país em desenvolvimento, banalizando, assim, toda a 
problemática já instalada. Esse foi o pensamento até os problemas ambientais se tornarem amplos ao 
ponto de tomarem dimensões planetárias.
Somente em 1980, o Brasil passa a perceber que os problemas ambientais são interdependentes, 
e, dessa forma, demandam políticas de solução. Ações isoladas já não eram vistas como eficazes e a 
legislação federal passa a contemplar problemas específicos como degradação do solo, preservação de 
reservas ecológicas e disposição de resíduos sólidos.
A seguir, apresentamos alguns exemplos de legislação ambiental específica:
• Lei nº 6.803/1980 sobre diretrizes básicas para o zoneamento industrial nas áreas críticas de 
poluição;
• Lei nº 6.766/1981 que cria as estações ecológicas;
• Lei nº 6.902 de 02/07/1981 dispõe sobre a criação de reservas ecológicas e áreas de proteção 
ambiental.
Em 31 de agosto de 1981, a Lei n° 6.938 estabeleceu a nova Política Nacional do Meio Ambiente, 
cujas mudanças principais dizem respeito à interação das ações públicas governamentais através de 
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uma abordagem sistêmica. É a primeira lei brasileira que menciona a necessidade de uma qualidade 
ambiental propícia à vida e ao desenvolvimento socioeconômico.
Nesse mesmo ano, é criado o Sistema Nacional do Meio Ambiente, que considera o meio ambiente 
como patrimônio público, cuja proteção deve ser prioritária em vista do uso da coletividade.
7.6 A Constituição Federal de 1988
Essa Constituição representou um imenso avanço em relação às questões ambientais. Ela considerou a 
conservação do meio ambiente princípio indispensável que deve ser observado em qualquer atividade econômica. 
Outra novidade apresentada na CF de 1988 foi a incorporação do conceito de desenvolvimento sustentável.
Outras importantes novidades apresentadas são:
• o estabelecimento do respeito ao meio ambiente;
• o estabelecimento de um aproveitamento racional dos recursos naturais;
• a inclusão de sítios arqueológicos como elementos do patrimônio cultural.
Frise-se que a Constituição Federal de 1988 dedica um capítulo exclusivamente às questões 
relacionadas ao meio ambiente, o que confirma a importância do assunto.
8 A ECONOMIA E O MEIO AMBIENTE
De alguma forma, a economia e o meio ambiente se entrelaçam tornando-se essenciais à 
sobrevivência da humanidade. As preocupações com o meio ambiente na atualidade exigem do cidadão 
maior conscientização e mudança de postura.
Nesse novo cenário econômico, a postura dos clientes é caracterizada por uma rigidez e uma 
expectativa de interagir com empresas que tenham ética, boa imagem institucional no mercado e que 
sejam ecologicamente responsáveis, preocupadas com a preservação do meio ambiente.
Devido à globalização da economia e à abertura dos mercados internacionais, o meio ambiente se 
torna uma preocupação mundial assim como a busca pelo equilíbrio entre homem e natureza, conciliar 
o progresso com o respeito ao meio ambiente.
“O desafio da economia é alocar recursos escassos de maneira a obter o maior beneficio social a 
partir desses recursos” (MAY; LUTOSA; VINHA, 2000).
Com o surgimento das indústrias e da urbanização, ocorreu um aumento nos níveis de poluição ambiental se 
comparados com os níveis anteriores à era da industrialização, e os danos causados ao equilíbrio do meio ambiente 
deixaram de ser controláveis. Os problemas só se agravaram, com o êxodo rural (migração de pessoas do campo 
para a cidade) e com a falta de consciência e informação sobre o futuro das próximas gerações e, num primeiro 
momento, não havia soluções para amenizar o impacto da poluição causada pelo processo de industrialização.
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As cidades crescem a cada dia, assim como a população, o número de veículos e do uso de recursos naturais 
acarretam uma degradação do meio ambiente de forma alarmante. Entre os problemas, como já citados em 
capítulos anteriores, estão a poluição de rios e mares, animais ameaçados de extinção ou extintos, aumento da 
radiação solar, degradação e perda da qualidade do solo, piora da qualidade de vida e da saúde das pessoas etc.
Do ponto de vista econômico, percebe-se que a melhor forma de aperfeiçoar uma economia de 
mercado é através da competição. Ela proporciona a chance de se achar o que há de melhor no mercado, 
sendo mão de obra especializada, matéria-prima, tecnologia etc. Percebe-se que a competição de 
desenvolvimento não ocorre somente entre empresas, mas também entre países e cidades.
Um dos atrativos que são oferecidos para promover o desenvolvimento de determinada área é a 
facilidade de financiamento e incentivos fiscais. Entretanto, é fundamental dinamizar com serviços de 
planejamento, verbas para pesquisas e convênios com universidades aumentando a chance de sucesso 
e desenvolvimento da empresa e da economia mundial como um todo.
É de fundamental importância que se proteja o capital natural existente, que tem diminuído a cada 
dia, principalmente para que a economia continue crescendo. Para isso, deve-se aumentar a eficiência 
no uso dos recursos naturais, visto que a capacidade humana em recriá-los é limitada e os investimentos 
na mesma não são expressivos.
Sob a ótica da sustentabilidade, o mundo ampliou sua análise. Como os recursos naturais estão se 
esgotando, essa análise é de fundamental importância.
Para que uma organização com gestão sustentável seja capaz de prosperar, crescer, lucrar e, ao mesmo 
tempo, fechar ciclos produtivos de maneira hábil, deverá seguir fielmente os princípios da sustentabilidade 
econômica, segundo uma definição mais abrangente e ambiciosa, garantindo o mínimo impacto ambiental 
possível em praticamente todas as etapas de seu processo produtivo: desde a concepção do produto à sua 
fabricação, e até mesmo no modo como ele será descartado pelo consumidor.
As empresas identificam as oportunidades de negócios com base nas preferências e aumento da conscientização 
dos consumidores, em adição às leis de preservação ambiental que se tornaram mais exigentes.
Sendo assim, as empresasbuscam melhorar através da implantação de sistemas de melhoria contínua 
como os de qualidade total ou gestão da qualidade (certificações ISO 9000 etc.) para multiplicar seus 
resultados e se preparar para a competitividade no mercado atual.
A gestão ambiental mostra sua importância, pois somente a preocupação voltada para a qualidade 
dos produtos e serviços não está sendo suficiente para manter-se competitivo, é preciso também atenção 
ao que a empresa está desenvolvendo para com o meio ambiente.
8.1 Responsabilidade social e a sustentabilidade
A degradação do meio ambiente é ocasionada pelo processo de desenvolvimento tecnológico e pelas 
necessidades humanas inerentes e impostas pelo homem no seu desenvolvimento. Embora os recursos 
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naturais e ambientais existam nos países de forma geral e sejam capazes de aumentar o padrão de vida 
de sua população, o oposto também ocorre.
A partir daí, surge a necessidade de sobrevivência das empresas pela adoção de tecnologias ou 
produtos de menor impacto ambiental, surgindo um novo mercado competitivo.
A palavra-chave que surgiu desde então é o marketing ecológico, que se tornou um compromisso 
e uma obrigação das empresas que se julgam modernas e competitivas, aumentando os lucros de seus 
negócios e, ao mesmo, tempo alcançando o desenvolvimento sustentável.
Um dos fatores de maior sucesso na década de 1990 foi a preservação do meio ambiente, que teve 
grande penetração de mercado.
Surgem conflitos na utilização dos recursos naturais e industriais. A partir da Revolução Industrial, do 
desenvolvimento de novas tecnologias, associado ao processo de um mercado mundial de grande consumo, 
surgiram algumas consequências indesejáveis em relação à viabilização e a renovabilidade destes recursos.
A preservação ambiental tornou-se uma prioridade no planejamento nacional como fator estratégico 
por meio de relações sociais. Sendo assim, as sociedades desenvolvem pesquisas e ações no sentido de 
melhorar e garantir a qualidade de vida da sociedade no futuro.
Há que destacar que a preservação do meio ambiente torna-se uma prioridade a ser considerada no 
planejamento nacional como fator estratégico. O ideal é que a sociedade utilize recursos renováveis de 
maneira qualitativamente adequada, buscando soluções políticas e economicamente viáveis, respeitando 
a capacidade de renovação, melhorando a qualidade de vida da população.
A sustentabilidade ambiental trata das condições sistêmicas em cujos ciclos naturais, num contexto global, 
as atividades humanas não devem interferir, tendo como base tudo o que a resiliência do planeta permite e, 
ao mesmo tempo, não devem empobrecer seu capital natural, que será transmitido às gerações futuras.
O desenvolvimento sustentável não se refere somente ao meio ambiente, mas também ao 
fortalecimento de parcerias duráveis, aumentando a credibilidade da empresa ou instituição em relação 
à sociedade e seus colaboradores, conciliando as dimensões econômicas, sociais e espaciais.
O desenvolvimento sustentável obedece ao duplo imperativo ético da 
solidariedade com as gerações presentes e futuras, e exige a explicitação de 
critérios de sustentabilidade social e ambiental e de viabilidade econômica 
(SACHS, 2002).
Dessa forma, percebe-se a importância da integração dos fatores éticos e de solidariedade para 
diminuir impactos sociais e ambientais melhorando as condições de vida e de crescimento do país.
Atualmente, é notável que a responsabilidade social é diretamente relacionada à 
economia e aos negócios. Com o aumento da competitividade, ocorre um aumento da 
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demanda, e a responsabilidade social também é relacionada aos negócios, mostrando maior 
transparência.
Nesse novo contexto, as empresas sentem a obrigação de adquirir e incentivar uma postura mais 
responsável em suas ações. Dessa forma, ocorre a incorporação de estratégias vinculadas à responsabilidade 
social como forma de conduzir os negócios da empresa tornando-a parceira e corresponsável pelo 
desenvolvimento social.
Sendo assim, a responsabilidade empresarial passa a possuir não somente características 
ambientais, mas também, características sociais, indo de encontro às expectativas da 
sociedade.
Essa participação dentro do processo de educação ambiental não deve ocorrer somente por parte 
de alguns grupos sociais, mas sim desde a infância, deve envolver inclusive setores governamentais, 
comunidades e países. É fundamental que essa educação esteja acima de questões raciais, religiosas ou 
de classes sociais. Com essa postura, será possível a conservação da biodiversidade do planeta. 
A figura a seguir apresenta como os fatores tem impacto uns nos outros. Ela traça uma trajetória entre 
o desenvolvimento sustentável e os seus fatores que conduzem a qualidade de vida como produto final: 
Desenvolvimento 
sustentável.
Melhor aproveitamento 
dos recursos naturais.
População educada 
ambientalmente.
Solidariedade humana. 
Controle social dos recursos.
Controle da 
erosão e de inundações.
Diminuição do lixo.
Restauração do 
ar, solo e água.
Conservação da 
camada de ozônio. 
Diminuição do efeito estufa.
Clima estável.
Diminuição de 
enfermidades e mortes.
Recuparação 
das florestas 
e reciclagem.
Maior quantidade e 
melhor qualidade 
de matérias-primas.
Menor desperdício. 
Respeito pelo meio 
ambiente. Menor desigualdade social. 
Criação de postos de trabalho.
Diminuição de guerras e conflitos.
Conservação de 
florestas e outros 
ecossistemas.
Conservação das 
diversas espécies 
animais e vegetais.
Fertilidade 
do solo.
Aumento da produção 
de alimentos.
Qualidade de vida
Aumento da 
biodiversidade.
Eficiência econômica 
e ecológica.
Sustentabilidade.
Justiça social.
Preservação da 
vida na Terra.
Menos agrotóxicos, 
menos resíduos tóxicos. 
Diminuição das queimadas.
Recursos para educação, 
atendimento médico e sanitário, 
pesquisa e planejamento.
Conservação 
dos ecossistemas.
Diminuição de 
favelasrurais e urbanas.
População bem orientada.
Ambiente econômico, social e cultural 
que apoia a vida.
Figura 26 – Visão sistêmica do desenvolvimento sustentável
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8.2 Desenvolvimento sustentável x recursos naturais
De acordo com a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) da 
Organização das Nações Unidas, desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades 
presentes sem comprometer a possibilidade de que as gerações futuras satisfaçam às suas próprias 
necessidades. A ideia deriva do conceito de eco-desenvolvimento, proposto nos anos 1970 por Maurice 
Strong e Ignacy Sachs, durante a Primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e 
Desenvolvimento (Estocolmo, 1972), a qual deu origem ao Programa das Nações Unidas para o Meio 
Ambiente – PNUMA (SENADO FEDERAL, 1996, 2001).
A CMMAD, presidida pela Primeira-Ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, em 1987, adotou o 
conceito de desenvolvimento sustentável em seu relatório Our CommonFuture (Nosso futuro comum), 
também conhecido como Relatório Brundtland.
Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Cúpula da 
Terra de 1992, o conceito foi definitivamente incorporado como um princípio.
O Desenvolvimento Sustentável busca o equilíbrio entre proteção ambiental e desenvolvimento 
econômico e serviu como base para a formulação da Agenda 21, com a qual mais de 170 países se 
comprometeram, por ocasião da Conferência Eco-92, no Rio de Janeiro. Trata-se de um abrangente 
conjunto de metas para a criação de um mundo equilibrado.
Por sua vez, a Declaração de Política de 2002 da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, 
realizada em Johanesburgo, afirma que:
O Desenvolvimento Sustentável é construído sobre “três pilares interdependentes mas que se sustentam:
• desenvolvimento econômico,
• desenvolvimento social e
• proteção ambiental.
Podemos assim reconhecer a complexidade desse paradigma e a interligação de questões críticas 
como desperdício, degradação ambiental, decadência urbana, crescimento populacional, igualdade de 
gêneros, pobreza, saúde, conflito e violência aos direitos humanos.
Em suma, o desenvolvimento sustentável possui três bases:
- desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e preservação ambiental.
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Vale ressaltar que recursos naturais são elementos da natureza com utilidade para o homem, com 
o objetivo do desenvolvimento da civilização, sobrevivência e conforto da sociedade em geral. Podem 
ser renováveis, como a água, a energia do Sol e do vento, a flora e a fauna que não estão em extinção, 
como os peixes e as florestas, ou ainda não renováveis, como o petróleo e minérios em geral.
Recursos naturais não renováveis: são aqueles que não são repostos pela natureza rapidamente. 
Exemplos: ouro, ferro, pedras preciosas, carvão, petróleo, alumínio etc.
No plano mundial, predomina o consumo de petróleo, seus derivados e carvão; o consumo de fontes 
renováveis como eólica (ventos), biomassa (bagaços de cana-de-açúcar ou cascas de milho), solar e outras 
ainda ocupa escalas inferiores, e será responsabilidade de todas as nações mudar esse esquema, para que 
haja um avanço na recuperação dos ecossistemas e seja assegurado melhor futuro às próximas gerações.
No Brasil, quanto aos níveis de utilização de recursos energéticos, predomina o petróleo, energia 
seguido da biomassa, hidráulica, gás natural, carvão mineral e urânio, segundo o Ministério de Minas e 
Energia do Brasil.
Petróleo e 
derivados 38,4%
Gás natural 9,3%
Carvão mineral 6,4%Urânio 1,2%
Hidáulica e 
eletricidade 15,0%
Biomassa 29,7%
Figura 27 - Níveis de utilização de recursos energéticos no Brasil
Observa-se, na figura anterior, que, no Brasil, até 2005, ainda as fontes mais poluentes estavam na 
ordem de 55,3% do total das fontes utilizadas para geração de energia, e os recursos renováveis ocupam 
44,7% das fontes. Será importante para o País acrescentar as porcentagens de utilização dos recursos 
renováveis para a diminuição da poluição, gerando energia de fontes sustentáveis.
Na geração de energia elétrica, a fonte eólica atualmente é a renovável mais promissora no plano 
mundial e está ocupando cada vez maiores índices de utilização. O Brasil precisa acompanhar a tendência 
mundial para reverter esses valores de utilização de fontes. Segundo estudos realizados pelo United 
Nations Solar Energy Group for Environment and Development (Unseged) as formas de exploração de 
energias renováveis terão maior crescimento na produção de eletricidade, sendo a previsão de produção 
de energia global o dobro em 2025 e o triplo em 2050, tudo com relação a 1985.
O petróleo, como um dos recursos mais explorados atualmente, encontrava-se em forma natural em 
algumas regiões terrestres do Oriente Médio havia muitos anos. Civilizações como os sírios e babilônios, há 
6000 anos, já o utilizavam para pregar pedras e tijolos. Desde que se perfurou o primeiro poço de petróleo no 
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mundo, no ano de 1859, por Edwin Drake, na Pensilvânia, para sua exploração de forma comercial (PANGTAY, 
1998), o petróleo e seus derivados foram os combustíveis predominantes para a geração de energia quando, no 
final do século XX, se iniciou a instalação dos primeiros geradores e redes de transmissão de eletricidade. Assim, 
também foi utilizado para outras finalidades, como o uso de motores para fábricas, meios de transporte e outras 
máquinas que requeriam forças mecânicas acionadas pela combustão desse recurso. Nessa época, pela grande 
abundância do petróleo, este parecia inesgotável, mas essa fonte de energia não renovável está esgotando-se e 
o primeiro alerta foi na chamada primeira crise do petróleo, de 1973, momento no qual o acréscimo do preço 
deste combustível propiciou a retomada de investimentos de fontes de energia renováveis (CARVALHO,2003).
Assim, também, é a utilização de elementos radioativos que, mediante processos de fissão nuclear, criam 
substâncias nocivas não expostas na atmosfera deliberadamente, mas que representam grandes riscos de 
acidentes de considerável envergadura, como os acontecidos em Fukushima, em 2011 no Japão, devido a falta 
de água e luz depois de um terremoto, ou em Chernobyl, no ano de 1986, na antiga União Soviética, e em 
Three Mile Island, em 1979 nos Estados Unidos. Esses acidentes foram um desastre humano e ambiental.
Existem outras fontes renováveis, em geral consideradas fontes novas, e que são menos 
contaminadoras do que os combustíveis fósseis, que liberam grandes quantidades de elementos biológica 
e geofisicamente significativos, como o carbono, nitrogênio e enxofre, adicionando-se a outros cinco 
milhões de compostos químicos expostos no ambiente e setenta mil compostos orgânicos sintéticos ao 
ano gerados na produção comercial (HOLANDA et al, 2002).
Considerando tudo isto, é necessário fazer uma análise dos riscos para ponderar a existência de fontes de 
recursos renováveis que, ao serem exploradas pelo homem e transformadas em energias, sejam inofensivas ao 
meio ambiente ou que pelo menos impactem insignificativamente. Esses recursos renováveis são utilizados pelo 
homem há muitos séculos. Bons exemplos são os ventos, que geram energia eólica utilizada nas embarcações 
à vela ou nos moinhos verticais para bombear água ou moer grãos de milho. Um dos problemas principais 
é que, assim como o vento, todos os recursos renováveis são muito diluídos, porque possuem uma baixa 
densidade energética, sendo necessárias grandes superfícies coletoras, bem como o emprego de importantes 
quantidades de terreno para sua instalação e materiais específicos para a fabricação dos equipamentos. Assim, 
uma intervenção suficientemente grande para o aproveitamento artificial poderá trazer efeitos adversos na 
evolução natural do ambiente. Como mencionado anteriormente, para o aproveitamento das fontes naturais 
renováveis ao serem transformadas em energia, é necessário um conjunto de condições que devem ser levadas 
em consideração para, assim, não gerar impactos negativos ao meio ambiente.
A água é um dos recursos mais sujeitos à escassez nas próximas décadas (apesar de ser um 
recurso renovável) por conta das muitas atividades do ser humano. Por causa da poluição, este 
recurso está se esgotando no mundo. Particularmente, é o caso do Ceará ede todo o sertão 
nordestino do Brasil, que sofre pela escassez, afetando a agricultura, geração de energia e consumo 
da água potável. A seca é uma tragédia anunciada: sabe-se que deve ocorrer, sem se saber ao certo 
quando, onde e com que intensidade virá. As grandes centrais hidrelétricas e térmicas são grandes 
consumidoras desse recurso, sem o qual a geração de energia deixa de existir, o que não acontece 
na geração eólica e fotovoltaica, já que, para o caso das centrais fotovoltaicas (células de energia 
solar), o consumo de água é vinte vezes menor do que o das centrais térmicas convencionais, que 
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corresponde à água utilizada na lavagem dos módulos para que a transmissão da coberta protetora 
seja maior; as centrais eólicas não precisam de água (MORAGUES, 1992).
 Saiba mais
Não deixe de ler a reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo 
que discute meios e formas que indústrias encontraram para re aproveitar 
insumos, etc.:
VIALLI, A; FRASÃO, L. Indústria reduz custos com reúso. O Estado de 
São Paulo. 21 Mar. 2009. Disponível em: <http://www.nossasaopaulo.org.
br/portal/node/9569> Acesso em: 13 mar. 2011.
Outra importante leitura sobre como a sustentabilidade está em pauta 
pode ser encontrado no link abaixo que trata da lei que exclui as sacolinhas 
de supermercado:
BARBOSA. V. O que diz a nova lei da sacola plástica. Exame. Mai. 2001. 
Disponível em: <http://geoamb.wordpress.com/2011/05/20/o-que-diz-a-
nova-lei-da-sacola-plastica/>. Acesso em: 31 mai. 2011.
Enfim, a preocupação com o uso dos recursos naturais e com o respeito ao meio ambiente é um dos 
principais pontos do desenvolvimento sustentado.
 Saiba mais
Abaixo está a referência de um artigo que compara consumo e meio 
ambiente é apresentado. Após a leitura reflita: qual é o limite para se 
parar o processo de crescimento econômico para não comprometer o meio 
ambiente?
VIALLI, A. Consumo x ambiente. O Estado de São Paulo. 14 mai. 2009. 
Disponível em: <http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/9569> 
Acesso em: 13 mar. 2011.
De quem é a culpa?
Hoje a maioria dos problemas instalados no meio ambiente decorre do uso indevido dos recursos 
naturais disponíveis na natureza. Muito antes de a palavra globalização adquirir a força que tem hoje, 
já se falava numa globalização de problemas, como o buraco na camada de ozônio ou o aquecimento 
global.
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Três grandes desafios do desenvolvimento sustentável
1. Garantir a disponibilidade de recursos naturais
Recursos
População
Poluição
Alimento
1800 2000 2100
Produção industrial
Figura 28 - Limites do crescimento
2. Não ultrapassar os limites da Biosfera para assimilar resíduos e poluição
Concentração de CO na atmosfera nos últimos 1.200 anos
380
360
340
320
300
280
260
Co
nc
en
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CO
2 
(P
PM
V)
800 1000 1200 1400 1600 1800 2000
Anos
| | | | | | | | | | |
Fonte de dados:
Até 1958: medidas tomadas em bolhas de ar 
aprisionadas em núcleos de gelo na Antártida
Após 1958: medidas diretas realizadas na 
atmosfera pelos laboratórios Mauna Loa e Haway
Figura 29 - Concentração de CO na atmosfera.
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3. Reduzir a pobreza no mundo
“Muito antes de esgotarmos os limites físicos do nosso planeta ocorrerão graves convulsões sociais 
provocadas pelo grande desnível existente entre a renda dos países ricos e dos países pobres.”1
 Resumo
Ao final desta unidade, o aluno deverá ser capaz de:
• entender as normas e legislação ambiental vigentes;
• entender a importância da educação ambiental;
• explicar o balanço entre recursos naturais x desenvolvimento 
sustentável;
• apontar os principais desafios para o desenvolvimento sustentável;
• explanar sobre a economia e o meio ambiente, bem como sobre a 
responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável.
Chegamos ao final deste curso e espera-se que o aluno seja capaz de 
responder agora as questões propostas na Introdução deste livro-texto. O 
que aconteceria se utilizássemos todo o petróleo disponível no planeta? 
Qual seria o impacto dessa atitude? E a grande questão: Como podemos 
fazer para evitar que isso aconteça?
Nesse ponto, o aluno será capaz de desenvolver conhecimento sólido 
para responder essas e outras questões relacionadas ao desenvolvimento 
sustentável.
 Exercícios
Questão 1. (ENADE 2005, com modificações) A globalização dos negócios, a internacionalização dos 
padrões de qualidade ambiental, a conscientização crescente dos atuais consumidores e a disseminação 
da educação ambiental nas escolas permitem antever que a exigência futura em relação à preservação 
do meio ambiente deverá intensificar-se. A evolução do processo de conscientização acerca do problema 
ambiental seguiu o percurso apresentado no quadro abaixo.
Quadro 2
Evolução do processo de conscientização ambiental
I - Políticas end-of-pipe.
II - O tema das tecnologias limpas.
III - O tema dos produtos limpos.
IV - O tema do consumo limpo.
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Obs: As políticas end-of-pipe ou de “fim-de-tubo” são baseadas nas tecnologias de mesmo nome, 
desenvolvidas para o tratamento e controle de resíduos ao final de um processo produtivo.
Considere as seguintes ações relacionadas à preservação do meio ambiente:
1 – interferência nos processos produtivos que geram poluição;
2 – tratamento da poluição;
3 – redesenho dos produtos;
4 – reorientação para novos comportamentos sociais;
5 – neutralização dos efeitos ambientais negativos gerados pelas atividades produtivas;
6 – tratamento e/ou reutilização de subprodutos gerados nas atividades produtivas;
7 – procura consciente por produtos e serviços que motivem a existência de processos discutidos 
pela ótica da conscientização ambiental;
8 – desenvolvimento de produtos sustentáveis.
Correlacionando as fases da evolução do processo de conscientização ambiental I, II, III e IV com as 
ações listadas, tem-se:
A) I-1-6; II-4-5; III-3-7; IV-2-8.
B) I-2-5; II-1-6; III-3-8; IV-4-7.
C) I-2-7; II-3-5; III-1-6; IV-4-8.
D) I-3-7; II-2-8; III-4-5; IV-1-6.
E) I-4-8; II-2-6; III-1-7; IV-3-5.
Resposta correta: alternativa B
Análise das alternativas:
Análise das correlações entre os processos de conscientização e as ações que visam à proteção do 
meio ambiente:
Fase I – Políticas end-of-pipe: dizem respeito ao desenvolvimento de técnicas de tratamento e 
controle de resíduos eliminados ao final de processos produtivos, tais como emissões atmosféricas, 
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efluentes líquidos e resíduos sólidos. Para tanto, diversas empresas incorporaram novos equipamentos 
e instalações nos pontos de descarga dos poluentes, visando reduzir as emissões consideradas nocivas 
ao meio ambiente. Sendo assim, das ações listadas, as mais condizentes com as tecnologias end-of-pipe 
são aquelas correspondentes aos números 2 (tratamento da poluição) e 5 (neutralização dos efeitos 
ambientais negativos gerados pelas atividades produtivas).
Fase II – Tecnologias limpas: são aquelas que visam implementar atividades produtivas com 
mínima eliminação de poluentes, e que, portanto, reduzem a necessidade da adoção das tecnologias 
end-of-pipe. Dentre as ações descritas, aquelas que melhor se enquadram no contexto dessas 
tecnologias são aquelas identificadas pelos números 1 (interferência nos processo produtivos 
que geram poluição) e 6 (tratamento e/ou reutilização de subprodutos gerados nas atividades 
produtivas).
Fase III – Produtos limpos: são aqueles delineados desde o início para que seus processos produtivos não 
resultem em impactos ambientais, seja na obtenção de matéria-prima ou nas etapas de processamento 
que levam ao produto final. As ações 3 (redesenho de produtos) e 8 (desenvolvimento de produtos 
sustentáveis) almejam a obtenção de produtos limpos.
Fase IV – Consumo limpo: caracterizado pela seletividade, por parte dos consumidores, na 
aquisição de produtos sustentáveis e cuja produção não gere impactos ambientais. A adoção 
generalizada dessa ação pró-ambiental deve ser fomentada pelo incentivo da educação 
ambiental nos mais diversos setores sociais. Essa ação parte do pressuposto de que o impacto 
gerado pelos processos produtivos é inversamente proporcional à conscientização ecológica da 
população. Neste caso, as ações 4 (reorientação para novos comportamentos sociais) e 7 (procura 
consciente por produtos e serviços que motivem a existência de processos discutidos pela ótica 
da conscientização ambiental) são aquelas que melhor traduzem esta etapa do processo de 
conscientização ambiental.
Questão 2. (ENADE 2010) Considere que em uma empresa de médio porte de processamento de 
palmitos, a preocupação com o meio ambiente já estava ocorrendo desde a sua fundação, em 2002, 
visto que toda a matéria-prima utilizada é de plantações específicas para esse fim. Recentemente, um 
dos sócios da empresa entrou em contato com uma empresa de certificação para buscar a Certificação 
ISO 14001.
Em relação à situação hipotética apresentada, avalie as afirmativas a seguir.
I – Se certificada pela ISO 14001, a empresa será dispensada da fiscalização pela Secretaria do Meio 
Ambiente.
II – A adoção da norma pela empresa é voluntária, mas na implementação pode causar impacto 
positivo no mercado e na sociedade.
III – A certificação ISO 14001 é uma garantia de que os produtos fabricados pela empresa não 
causam impacto ao meio ambiente.
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IV – A ISO 14001 requer da empresa o estabelecimento de metas e objetivos mensuráveis para as 
operações que afetam o meio ambiente.
É correto o que se afirma em:
A) I e II, apenas.
B) I e III, apenas.
C) II e III, apenas.
D) II e IV, apenas.
E) I, II, III e IV.
Resposta desta questão na plataforma.
FIGURAS E ILUSTRAÇÕES
Figura 7
RIO92_1.JPG. Largura: 397 pixels. Altura: 347 pixels. Formato JPEG. Disponível em:<http://www.
egdesign.com.br/imagens/portfolio/rio92_1.jpg>. Acesso em: 16 abr. 2011.
Figura 10
4_M_GLOBALPOPDENS_MD.GIF. Largura: 415 pixels. Altura: 205 pixels. Formato GIF. 
Disponível em:<http://earthtrends.wri.org/images/maps/4_m_Globalpopdens_md.gif>. 
Acesso em: 16 abr. 2011.
Figura 11
PLANISPHERE-DEVELOPPEMENT-HUMAIN_XL.JPG. Largura: 600 pixels. Altura: 383 pixels. Formato 
JPG. Disponível em: <http://www.ladocumentationfrancaise.fr/dossiers/banque-mondiale-fmi/img/
planisphere-developpement-humain_XL.jpg>. Acesso em: 12 abr. 2011.
Figura 12
Laerte. Brasil. Almanaque de cultura popular. Ano 10, jul. 2008, no 111, p. 34 (com adaptações).
Figura 13
ALDABÓ, R. Energia eólica. São Paulo: Artliber, 2002.
Figura 15
ONTARIO_WINDFARM_ON_HWY_10.JPG. Largura: 2.590 pixels. Altura: 3.901 pixels: 5,39 MB. Formato 
JPEG. Disponível em <http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ontario_windfarm_on_Hwy_10.jpg> 
Acesso em: 12 abr. 2011.
Figura 16
PELAMIS_AT_EMEC.JPG. Largura: 622 pixels. Altura: 383 pixels. Formato JPG. Disponível em: <http://
upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4b/Pelamis_at_EMEC.jpg> Acesso em: 12 abr. 2011.
Figura 17
WOODLAND_BIOMASS_CROP_-_GEOGRAPH.ORG.UK_-_141215.JPG. Largura: 576 pixels. Altura: 
383 pixels. Formato JPG. Disponível em: <http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d0/
Woodland_Biomass_Crop_-_geograph.org.uk_-_141215.jpg> Acesso em: 12 abr. 2011.
93
94
Figura 18
GAS_FLAME.JPG. Largura: 1.320 pixels. Altura: 1.182 pixels. 760 KB. Formato JPEG. Disponível em: 
<http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Gas_flame.jpg> Acesso em: 12 abr. 2011.
Figura 19
COAL_BITUMINOUS.JPG. Largura: 1264 pixels. Altura: 420 pixels. Formato JPG. Disponível em: <http://
commons.wikimedia.org/wiki/File:Coal_bituminous.jpg> Acesso em: 12 abr. 2011.
Figura 20
Adaptado de TIVY (1991).
Figura 24
OLIVEIRA JÚNIOR, 2003 - Valorização da Função Ambiental e Suporte Relacionada às Atividades de 
Turismo, Brotas, SP, USFSCAR. (Tese de Doutorado).
Figura 25
Adaptado de MAIMON (1996); CAJAZEIRA (1997).
Figura 28
MEADOWS, D. H.; MEADOWS, D. L.; RANDERS, J.; BEHRENS III, W. W. The limits to growth & a report for 
The Club of Rome’s project on the predicament of mankind. New York: Universe Books, 1972.
Figura 29
CLUBE DE ROMA. Relatório do Clube de Roma: para uma nova ordem mundial. New York: 1976.
REFERÊNCIAS
Audiovisuais
UMA VERDADE inconveniente. Direção: Davis Guggenheim. Ator: Al Gore. Estados Unidos: 2006. (100 min.).
Textuais
ADÁRIO, P.; ASTRINI, M. Um jogo ainda truncado. O Estado de São Paulo. São Paulo, 30 jan. 2009. 
Disponível em: < http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090130/not_imp315340,0.php>. 
Acesso em: 16 mar. 2011.
AGUIAR, R. A. R. Direito do meio ambiente e participação popular. Brasília: Instituto Brasileiro do Meio 
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. 1994.
95
ALMEIDA, F. O bom negócio da sustentabilidade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR ISO 14. 001 Sistema de Gestão 
Ambiental: diretrizes gerais sobre princípios, sistemas e técnicas de apoio. Rio de Janeiro: 
ABNT, 1996.
___. NBR ISO 14. 001 Sistema de Gestão Ambiental: Especificações e diretrizes para uso. Rio de 
Janeiro: ABNT, 1996.
BARBIERI, J. C. Desenvolvimento e meio ambiente: as estratégias de mudanças da Agenda 21. 5 ed. 
Petrópolis/RJ: Vozes, 1997.
BARBOSA. V. O que diz a nova lei da sacola plástica. Exame. Mai. 2001. Disponível em <http://
geoamb.wordpress.com/2011/05/20/o-que-diz-a-nova-lei-da-sacola-plastica/>. Acesso em: 31 mai. 
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Exercícios
Unidade I – Questão 1: INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO 
TEIXEIRA (INEP). Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2008: Formação Geral, caderno 31. Questão 
2. Disponível em: < http://download.inep.gov.br/download/Enade2008_RNP/FORMACAO_GERAL.pdf>. 
Acesso em: 21 mai. 2011.
100
Unidade I – Questão 2: INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO 
TEIXEIRA (INEP). Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2005: Geografia. Questão 21. Disponível 
em: < http://www.ufrgs.br/sai/dadosresultados/ExameNacional_DesempenhoEstudantes_ENADE%5CG
eografia%5C2005%5CProva.pdf >. Acesso em: 21 mai. 2011.
Unidade II – Questão 1: INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO 
TEIXEIRA (INEP). Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2010: Engenharia, grupo IV, Caderno 8. 
Questão 15. Disponível em: <http://www.eq.ufc.br/Enade2008.pdf >. Acesso em: 21 mai. 2011.
Unidade II – Questão 2: INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO 
TEIXEIRA (INEP). Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2010: Tecnologia em Gestão Ambiental, 
Caderno 17. Questão 23. Disponível em: < http://public.inep.gov.br/enade2010/tecnologia_gestao_
ambiental_gabarito_preliminar.pdf>. Acesso em: 21 mai. 2011.
Unidade III – Questão 1: INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO 
TEIXEIRA (INEP). Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2007: Agronomia. Questão 2. Disponível 
em: < http://download.inep.gov.br/download/enade/2007/provas_gabaritos/prova.agronomia.pdf>. 
Acesso em: 21 mai. 2011.
Unidade III – Questão 2: INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS 
ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2009: Turismo, Caderno 2. 
Questão 23. Disponível em: < http://www.unifacs.br/enade/docs/Provas/TURISMO.pdf >. Acesso 
em: 21 mai. 2011.
Unidade IV – Questão 1: INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS 
ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2005: Química. Questão 
32. Disponível em: < http://download.inep.gov.br/download/enade/2005/provas/QUIMICA.
pdf>. Acesso em: 21 mai. 2011.
Unidade IV – Questão 2: INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO 
TEIXEIRA (INEP). Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2010: Disponível em: < http://enade2010.
inep.gov.br/ >. Acesso em: 21 mai. 2011.
Glossário
Agenda 21 – Foi um dos principais resultados da Rio-92. É um documento que estabeleceu a 
importância de cada país se comprometer a refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual 
governos, empresas, organizações não governamentais e todos os setores da sociedade poderiam 
cooperar no estudo de soluções para os problemas socioambientais. Cada país desenvolve a sua 
Agenda 21 e no Brasil as discussões são coordenadas pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento 
Sustentável e da Agenda 21 Nacional (CPDS).
Aquecimento global – Aumento da temperatura média do Planeta, relacionado ao aumento do 
efeito estufa. A causa estaria nas emissões de gases lançados pelas atividades econômicas, sobretudo 
101
o monóxido e dióxido de carbono (principal vilão), óxidos de nitrogênio, metano, CFC. Entre as 
consequências mais graves, estariam o derretimento de calotas polares e a expansão das moléculas 
de água do oceano devido ao calor, o que causaria grandes inundações, afundando ilhas e cidades 
costeiras.
Biomassa – Bio = vida; massa = matéria. Termo científico que designa a estimativa do peso total do 
conjunto organismos vivos de uma área, ou de um determinado nível da cadeia alimentar. Mede-se 
o peso vivo, ou a matéria seca. A biomassa pode gerar energia por fermentação, como ocorre com 
biodigestores. Ou então, por combustão, como é o caso da madeira.
Biosfera – Conjunto das camadas da esfera terrestre onde há vida. É dividida em três partes: Litosfera, 
a “crosta” do Planeta, Hidrosfera, parte líquida, isto é, mares, rios, lagos etc. e atmosfera, camada de ar 
que envolve a Terra.
Buraco na camada de ozônio – Redução na camada de ozônio existente na estratosfera. Essa 
camada é essencial para a vida no Planeta, pois filtra parte dos raios ultravioleta solares, mortíferos 
para as células. Entre 1965 e 1985, cientistas mediram uma redução de até 50% em áreas da camada 
sobre a Antártida, o que ganhou o apelido de “buraco na camada de ozônio”. Os principais destruidores 
do ozônio são o CFC (clorofluorcarbono) e halons. Em 1987, o Protocolo de Montreal deu prazo para 
reduzir a produção dos CFC. Em 1990, o Protocolo de Londres, previu o banimento estes gases nos 
países desenvolvidos até o ano 2000.
CFC ou Clorofluorcarbono – Família de gases inventados pelo homem, não inflamáveis e de baixa 
toxicidade, usados por décadas como propelentes de aerossóis, para fabricar espumas, limpeza de 
equipamentos de precisão e em motores de aparelhos de refrigeração. Nos anos 70, descobriu-se 
que CFC é o grande vilão do buraco da Camada de Ozônio. Num processo, cujo principal marco é o 
Protocolo de Montreal, o uso do CFC vem sendo eliminado. A indústria vem desenvolvendo produtos 
alternativos. Entre estes, estão os HCFC, também prejudiciais à Camada de Ozônio, mas em grau 
menor.
Chuva ácida – Chuva contaminada por poluentes atmosféricos, como os óxidos sulfúricos 
(de enxofre) e nítricos (de nitrogênio), emitidos, por exemplo, pelas chaminés das indústrias 
e escapamentos de automóveis. As gotas contaminadas (PH mais baixo) penetram no solo, 
envenenando-o, o que causa a morte de florestas. Também contaminam rios, lagos e corroem 
elementos como mármore, ameaçando patrimônios artísticos e arquitetônicos. A chuva ácida pode 
cair longedas fontes de poluição, já que o vento carrega os poluentes atmosféricos.
Coleta seletiva de resíduos (ou lixo) – Separação de vidros, plásticos, metais e papéis pela 
população para reutilização, ou reciclagem. Sem ela, este processo pode ser impossibilitado. Na coleta 
seletiva em locais públicos, é usual identificar latões com cores padronizadas: azul para papel, amarelo 
para metal, verde para vidros, vermelho para plásticos, branco para lixo orgânico.
Conferência das nações unidas sobre ambiente humano – Evento realizado pela ONU em 
Estocolmo, na Suécia, em 1972. Foi a primeira grande conferência que discutiu a importância, para o 
homem, da preservação do meio ambiente, sendo a precursora da Rio 92, realizada 20 anos depois.
102
Conservação ambiental – O manejo do uso humano da natureza, compreendendo a preservação, a 
manutenção, a utilização sustentável, a restauração e a recuperação do ambiente natural. A intenção 
é que possa produzir o maior benefício, em bases sustentáveis, para as atuais gerações, mantendo seu 
potencial de satisfazer as necessidades e aspirações das gerações futuras e garantindo a sobrevivência 
dos seres vivos em geral.
Desenvolvimento Sustentável (I. sustainable development) – O desenvolvimento sustentável 
procura integrar e harmonizar as ideias e conceitos relacionados com o crescimento econômico, a 
justiça, o bem-estar social, a conservação ambiental e a utilização racional dos recursos naturais. 
Ecossistema – Conjunto integrado de fatores físicos, químicos e bióticos que caracterizam um 
determinado lugar, estendendo-se por um determinado espaço de dimensões variáveis. Também pode 
ser uma unidade ecológica constituída pela união do meio abiótico (componentes não vivos) com 
seres vivos, no qual ocorre intercâmbio de matéria e energia. São as pequenas unidades funcionais da 
vida (um lago, uma floresta, uma caatinga são exemplos de ecossistemas).
Educação ambiental – Educação popular que visa buscar a interação dos aspectos socioeconômicos 
com o meio ambiente. É uma dimensão do processo educativo voltada para a participação de educadores 
e educandos na construção de um novo paradigma para um mundo ambientalmente sadio.
Eólico – Adjetivo que designa o que se relaciona ao vento. Por exemplo: energia eólica, erosão eólica, 
entre outros.
Efeito estufa – Graças a este fenômeno, há bilhões de anos surgiu a vida na Terra. Alguns gases que 
compõem a atmosfera, sobretudo o monóxido e o dióxido de carbono, retêm parte do calor dos raios 
solares. Isto garantiu a temperatura favorável ao surgimento e evolução dos seres vivos. Ocorre que, quanto 
maior a concentração desses gases, maior a retenção do calor. A partir da Revolução Industrial, começou-se 
a emitir maior quantidade de gases, proporcionando o aumento do efeito estufa, ou Aquecimento Global.
Gestão ambiental – Condução, direcionamento e orientação das atividades humanas visando o 
desenvolvimento sustentável. Para ser efetiva, deve ser inserida no planejamento e administração 
da produção de bens e serviços em todos os níveis – local, regional, nacional, internacional, na 
administração pública e na empresarial.
Impacto ambiental – De acordo com a resolução nº 001/86, do Conselho Nacional do Meio Ambiente, 
impacto ambiental é a alteração das propriedades físico-químicas e biológicas do meio ambiente 
causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta 
ou indiretamente, afetam a saúde, a segurança, o bem-estar da população, as atividades sociais e 
conômicas, a biota, as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos.
Indicadores – Substâncias que indicam algo. No meio ambiente, indicadores ecológicos serão espécies 
vivas que têm exigências particulares para se desenvolver, cuja presença, ausência, ou morte indicam 
a ocorrência de determinadas condições. Por exemplo, plantas que só crescem no solo ácido, quando 
observadas numa área, são indicadoras deste tipo de solo.
103
ISO 14000 – Uma das normas criadas pela ISO (International Standardization Organization), ONG 
sediada em Genebra (Suíça) que congrega mais de 100 países. O objetivo da organização é estabelecer 
normas técnicas internacionais visando uniformizar parâmetros de comparação entre as empresas e a 
ISO 14000 é a série que estabelece um padrão para a gestão ambiental das empresas, com o intuito de 
reduzir os impactos negativos de suas atividades sobre o meio ambiente.
Lixo atômico – Resíduos gerados em usinas nucleares, equipamentos radiológicos, processos da 
medicina nuclear, entre outros. Contém materiais que permanecem radioativos por centenas ou 
milhares de anos, que devem ser depositados em condições especiais de isolamento, para evitar danos 
à saúde ao meio ambiente. No Brasil, a CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear deve controlar 
sua geração e disposição final.
Lixo industrial – Resíduos sólidos gerados pela indústria. Dependendo da indústria, este lixo conterá 
materiais que contaminam o solo, o ar ou/e a água. O destino é de responsabilidade das indústrias, 
sendo controlado pela agência ambiental do Estado.
Lixo orgânico ou lixo úmido – Constituído de materiais orgânicos que vão para o lixo, como folhas 
e galhos plantas ou restos de alimentos. Pode ser transformado em fertilizante, o conhecido composto 
orgânico.
Meio ambiente – Expressão que une dois sinônimos. Tanto “meio” quanto “ambiente” significam o 
entorno, ou “aquilo que envolve e cerca os seres” (florestas, rios, lagos, ruas etc.). Segundo o Dicionário 
Aurélio: “o pleonasmo (do grego, superabundância) justifica-se quando confere mais vigor ao 
pensamento”.
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – é um dos mecanismos de flexibilização criados 
pelo Protocolo de Kyoto, tem por objetivo auxiliar o processo de redução de emissão de gases 
do efeito estufa ou de captura de carbono (ou sequestro de carbono) por parte dos países 
participantes.
ONGs – São as Organizações Não-Governamentais, instituições privadas que têm uma finalidade 
pública, sem fins lucrativos. O termo foi usado primeiramente pela Organização das Nações Unidas 
(ONU) em 1950 para definir toda organização que não dependesse do Governo.
Ozônio ou O3 – Gás que, na troposfera (camada da atmosfera onde vivemos), provoca problemas 
respiratórios, se inalado diretamente, e contribui para o efeito-estufa. Na estratosfera (12 a 50 km 
de altitude) atua como protetor da vida: forma uma camada que atua como um filtro que impede a 
passagem de parte das prejudiciais radiações ultravioletas do sol.
Reciclagem – Processo pelo qual produtos que eram considerados lixo, ou matéria desperdiçada no 
sistema de produção, são transformados em novos produtos, por exemplo, papel novo feito de papel 
usado. Entre outros, dá para reciclar vidros, plásticos, papéis, resíduos orgânicos residenciais e agrícolas 
(transformam-se em adubo), ferros velhos, óleos de despejos e metais como o chumbo, cobre e zinco. 
Classificada em reciclagem primária (exemplo: uso de refugos industriais, como aparas de plástico 
104
ou papel, para fabricar outros produtos) ou secundária (realizada com resíduos urbanos ou agrícolas 
pré-consumidos, como é o caso de produtos provenientes da coleta seletiva).
Recursos naturais - É qualquer porção de nosso ambiente natural que os seres humanos possam 
utilizar para promoção do seu bem-estar. Geralmente, os recursos naturais são classificados em dois 
grandes grupos: os não renováveis (petróleo, carvão e minerais) e os renováveis (flora, fauna, solo, 
água e ar). Os recursos renováveis são capazes de se autorregenerar. Por exemplo, se determinada 
espécie animal está ameaçada de extinção devido à caça excessiva, a sua população pode ser 
aumentada se a caça indiscriminada for evitada.
RIO 92 - Conhecida mundialmente como UNCED 92 (United Nations Conference on Environment andDevelopment), foi um grande evento realizado pela ONU na cidade do Rio de Janeiro em junho de 
1992. Reuniu líderes governamentais, grupos do setor privado, ONGs e ambientalistas de 170 países, 
como o objetivo de avaliar como o mundo poderia caminhar para o desenvolvimento sustentável. O 
resultado do encontro foi a elaboração do documento Agenda 21.
Sistema de gestão ambiental (SGA) - Parte integrante do sistema geral de gestão (administração) 
de uma empresa, o SGA aborda os aspectos da gestão que planejam, desenvolvem, realizam, 
implementam, controlam e melhoram a política ambiental da empresa, otimizando seus objetivos e 
metas de redução de impactos (danos) ambientais provenientes de suas atividades. A implementação 
de um SGA é essencial para a certificação ISO 14001.
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Informações:
www.sepi.unip.br ou 0800 010 9000
Unidade I
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Profa. Daniela Patto
Introdução
 O desenvolvimento sustentável está presente em várias áreas 
da sociedade e se tornou uma preocupação mundial na 
atualidade. 
 Esta disciplina se caracteriza pelo estudo dos diferentes 
aspectos do desenvolvimento sustentável, relacionados a 
conceitos, requisitos, discussões realizadas para a 
implantação do desenvolvimento sustentável, bem como 
estudo dos protocolos e das certificações existentes para 
promovê-lo.
 Tem como objetivo geral propor uma visão fundamentada no 
que se refere à possibilidade de se estabelecer relações entre 
desenvolvimento econômico e desenvolvimento sustentado.
Introdução
Como objetivos específicos desta disciplina, espera-se que você 
adquira conhecimentos sobre:
 o conceito histórico do desenvolvimento sustentável; 
 os conceitos da relação entre homem e natureza; 
 o desenvolvimento das organizações não governamentais e o 
desenvolvimento sustentável como um novo paradigma.
Além de poder:
 definir e entender as bases do desenvolvimento sustentável, 
bem como suas dimensões; 
 entender a importância dos recursos naturais, sabendo 
diferenciar os renováveis e não renováveis;
 entender normas e legislações ambientais vigentes.
Introdução
 Como estudante, é importante relacionar e conectar o 
desenvolvimento sustentável com a área de formação, 
desenvolvendo habilidades e senso crítico para promover 
uma sociedade melhor, desenvolvendo políticas de 
sustentabilidade dentro da sua área de atuação também.
 Na unidade I, temos o objetivo de situar o estudante no 
contexto histórico mundial e situar de onde surgiu a 
preocupação com o desenvolvimento sustentável e a relação 
do homem nesse processo.
Crise ambiental
 Diariamente, a mídia nos coloca em contato com os 
problemas ambientais: a poluição gerada pelos automóveis, 
pelos caminhões e pelas indústrias; destruição da camada de 
ozônio, derramamento de petróleo de navios e poços de 
extração, derramamento de produtos químicos por caminhões 
que se acidentaram nas estradas, vazamento de combustíveis 
em postos de gasolina etc. 
 Tudo isso traz grandes prejuízos ao meio ambiente. Ainda 
ouvimos falar de espécies em extinção, principalmente de 
animais silvestres e selvagens, devido à caça ou à pesca 
predatória. 
Crise ambiental
 Quando isso acontece, geramos um desequilíbrio natural na 
cadeia alimentar das espécies, fazendo com que outra 
população cresça em excesso, pois não há predadores, 
gerando outro problema.
 O desmatamento, normalmente, é feito para exploração da 
madeira, ocupação da área para plantio da monocultura que 
gera mais lucro no momento ou construção de algo que o 
homem acha mais rentável. 
 Como consequência dessa ação, expulsamos toda a fauna 
dessa região e acabamos com a flora natural, gerando mais 
uma vez um desequilíbrio no meio ambiente e, a longo prazo, 
grande prejuízo também à humanidade.
Crise ambiental
 Temos consciência de que a crise ambiental foi causada pela 
própria humanidade, seduzida pelo desenvolvimento 
econômico e pela conquista de riquezas e tecnologias. 
 O homem utilizou os recursos naturais de forma dominadora e 
predatória ao aumentar o consumo de produtos 
industrializados, sem se preocupar com as consequências. 
 O progresso e o consumo provocaram impactos negativos, 
como a geração de resíduos e poluentes lançados na 
atmosfera e nos rios, em uma quantidade muito maior que a 
natureza pudesse absorver.
Crise ambiental
 Sob o ponto de vista ambiental, a propaganda, na segunda 
metade do século XX, era a grande vilã, pois estimulava o 
consumo excessivo. 
 Já na visão empresarial, ela era uma grande ferramenta, pois 
promovia o desenvolvimento econômico.
 Para amenizar a crise ambiental, a humanidade deve quebrar o 
paradigma do consumismo e alterar o estilo de vida.
 O homem, desde o início dos tempos, manteve uma relação de 
troca e equilíbrio com a natureza, que era a base de sua 
sobrevivência. 
Crise ambiental
 Nessa época, plantava-se o que seria consumido e a caça era 
uma atividade apenas para a sobrevivência.
 Desde que a humanidade se tornou sedentária, no período 
Neolítico, passando a viver em aldeias, vilas e cidades; as 
atividades desenvolvidas por ela geraram impactos 
crescentes na natureza. 
 Na segunda metade do século XVIII ocorreu a Revolução 
Industrial, que teve como consequência o fim do respeito do 
homem pela natureza. 
Crise ambiental
 A relação de troca com os recursos naturais acabou e a 
natureza se tornou um objeto de manipulação e transformação 
para satisfazer os desejos da humanidade. 
 A Revolução Industrial incentivou a comercialização dos 
produtos em grandes escalas, aumentando excessivamente o 
consumo de recursos naturais e, ao mesmo tempo, gerando 
resíduos provenientes do processo de produção, que 
poluíram o ar, a água e o solo. 
 A relação de respeito foi substituída pela exploração 
predatória dos recursos, provocando a crise ecológica.
Crise ambiental
 O desenvolvimento industrial fez com que a população rural 
começasse a migrar do campo para a cidade em busca de 
trabalho, aumentando a concentração populacional nas áreas 
urbanas. 
 Florestas e terras foram transformadas em produtos 
comerciais para atender à demanda de consumo. 
 Esse processo foi alimentado pela exploração de 
matérias-primas naturais e consumo de energia não renovável, 
e ainda gerou resíduos para poluição da mesma área. 
 Assim, podemos afirmar que o estilo de vida resultante, isto é, 
o de consumo sem responsabilidade social, gerou a crise 
ambiental.
Crise ambiental
A crise ambiental nos trouxe inúmeros problemas, como: 
 O aumento do efeito estufa.
 A maior parte da radiação solar é absorvida pela superfície da 
Terra e a aquece, sendo refletida pela atmosfera. 
 Uma parcela da radiação infravermelha atravessa a atmosfera 
e outra é reemitida em todas as direções por moléculas 
gasosas. 
 O resultado é o aquecimento da superfície do planeta que 
conhecemos como efeito estufa. 
Crise ambiental
A destruição da camada de ozônio
 Funciona como um filtro natural às radiações ultravioletas 
provenientes do sol. 
 Ela age como um escudo protetor e qualquer diminuição nela 
coloca em risco a vida na Terra.
 Na década de 1980, os cientistas comunicaram o 
aparecimento de um “buraco” na camada de ozônio na 
Antártida. 
 Causada pelo cloro, produzido a partir de gases que eram 
lançados ao ar em grande quantidade após sua utilização, 
como gás de refrigeração utilizado em geladeiras e 
ar-condicionado.
Crise ambiental
Diminuição da biodiversidade e destruição de ecossistemas
 Ocorrem com o desmatamento de matas e florestas e com a 
poluição de rios.Mudanças climáticas
 Consequências do aumento do efeito estufa, trazendo 
terremotos, tsunamis, furacões, temperaturas extremas, 
chuvas torrenciais, entre outras catástrofes.
Diminuição dos recursos naturais
 Florestas foram extremamente reduzidas, várias espécies 
entraram em extinção, os combustíveis fósseis, como carvão 
e petróleo, estão se exaurindo, sem falar nas reservas de 
minérios.
Interatividade
As alterações climáticas são um dos principais efeitos da crise 
ecológica. Podemos afirmar:
I. O efeito estufa e suas consequências caracterizam um dos 
múltiplos efeitos da crise ecológica.
II. A destruição da camada de ozônio também influencia as 
mudanças climáticas, contribuindo para o aquecimento 
global.
III. A manipulação da natureza e sua transformação com o 
objetivo de atender aos interesses da humanidade pode 
salvar o planeta.
IV. Mudanças climáticas, diminuição dos recursos naturais, 
poluição e perda da biodiversidade são os quatro grandes 
problemas ambientais enfrentados pelo homem atualmente.
Interatividade
Estão corretas as afirmativas:
a) I e II.
b) II e IV.
c) I, II e III.
d) II, III e IV.
e) I, II, III e IV.
Crescimento populacional e consequências ambientais
 Quanto maior o número de pessoas no mundo, maior o 
consumo.
 Para esses indivíduos consumirem, deve haver produção e, 
consequentemente, extração de recursos naturais de forma 
predatória. 
 A China está passando por um forte processo de 
industrialização, nos mesmos modelos utilizados por países 
como Estados Unidos e Inglaterra, causando sérios prejuízos 
à natureza e afetando todo o planeta. 
Crescimento populacional e consequências ambientais
 Os problemas com o crescimento populacional podem ser 
resolvidos se houver um sistema educacional eficiente, 
pois há uma relação entre controle de natalidade e grau 
de escolaridade. 
 Quanto maior o nível educacional em um país, menor é a taxa 
de nascimentos; consequentemente, quando o nível de 
escolaridade é baixo, a taxa de nascimentos é maior.
 Podemos concluir que a crise ecológica é decorrente da 
evolução da cultura da humanidade, em que a relação do 
homem com o meio ambiente é de dominação e exploração 
e não de parceria e complementaridade. 
Temática ambiental
 A temática ambiental surgiu na década de 1960, quando 
ocorreu a crise do petróleo. 
 Pela primeira vez, a humanidade percebeu que os recursos 
naturais eram finitos: grande parte das florestas já havia sido 
derrubada, muitos rios do planeta já estavam mortos devido 
às altas taxas de poluentes, muitos animais corriam o risco de 
extinção.
 Nesse cenário, iniciaram as discussões sobre o meio 
ambiente em fóruns mundiais com o objetivo de comunicar ao 
mundo que teríamos que mudar de comportamento, que nos 
levará a uma modificação do estilo de vida, fazendo com que a 
população viva e consuma de forma sustentável.
O que é desenvolvimento sustentável?
 O conceito de desenvolvimento sustentável se encontra 
intimamente ligado à busca pelo desenvolvimento econômico 
e pelo respeito ao meio ambiente. 
 Trata-se de equilibrar o ritmo de crescimento econômico e 
rever práticas com o objetivo de preservar recursos naturais 
imprescindíveis para a sobrevivência de gerações futuras.
 A definição de desenvolvimento sustentável surgiu durante a 
Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, 
na qual foram discutidos meios de harmonizar o meio 
ambiente com o desenvolvimento econômico.
O que é desenvolvimento sustentável?
 É necessária uma preocupação com a disponibilidade dos 
recursos naturais presentes para as gerações futuras, 
respeitando, ao mesmo tempo, o crescimento e o 
desenvolvimento econômico. 
 A prevenção contra o esgotamento precoce dos recursos 
naturais depende da consciência de sua importância, bem 
como de um planejamento estruturado para conservá-los.
Relação entre o homem e a natureza
Transformação da biosfera nos últimos 100 anos:
 População humana: cresceu de 1,5 para 6,1 bilhões.
 Atividade econômica: aumentou 10 vezes de 1950 a 2000.
 Maioria dos pesqueiros mundiais: sobre-explorados.
 Atmosfera: aumento das concentrações de gases estufa.
 40% das reservas conhecidas de petróleo exauridas.
Relação entre o homem e a natureza
A relação do homem com a natureza sempre aconteceu de 
forma bastante discrepante: 
 de um lado, o homem, com toda a sua inteligência 
gananciosa, tentando alimentar os seus desejos de consumo 
e conforto; 
 do outro, a natureza, com toda a sua exuberância e riqueza, 
fonte para todas as ações humanas. 
 Em alguns casos, o homem tem que escolher entre sua 
sobrevivência e a preservação da natureza, como é o caso do 
agricultor que tira da terra o alimento que leva à mesa. 
 O que preocupa é o desenvolvimento sem limites 
protagonizado pelo homem em prol dos interesses 
próprios.
Relação entre o homem e a natureza
 Um dos primeiros problemas ambientais ocorreu com o 
surgimento das cidades. Estima-se que as primeiras cidades 
teriam surgido entre quinze e cinco mil anos atrás.
 A nossa sociedade tem vivido com vários problemas 
decorrentes da forma como se relaciona com a natureza.
 A busca desenfreada pela produção levou o homem a explorar 
intensamente os recursos disponíveis na natureza, 
esquecendo que grande parte deles, além de não serem 
renováveis, quando retirados da natureza em quantidades 
excessivas, deixam nela uma lacuna, às vezes irreversível.
 As consequências são sentidas em gerações posteriores, 
principalmente em relação às mudanças climáticas.
Relação entre o homem e a natureza
 Outros problemas ambientais foram trazidos com a Revolução 
Industrial, que consistiu em um conjunto de mudanças 
tecnológicas com profundo impacto no processo produtivo 
nos âmbitos econômico e social.
 Ao longo do processo, a era agrícola foi superada, a máquina 
foi substituindo o trabalho humano. 
 Devido a uma combinação de fatores, como o liberalismo 
econômico, a acumulação de capital e uma série de 
invenções, tais como o motor a vapor, essa transformação foi 
possível. A partir daí, o capitalismo tornou-se o sistema 
econômico vigente.
Relação entre o homem e a natureza
 O volume de produção aumentou extraordinariamente: a 
produção de bens deixou de ser artesanal e passou a ser 
maquino-faturada. 
 Com o advento da Revolução Industrial, as populações 
passaram a ter acesso a bens industrializados e se 
deslocaram para os centros urbanos em busca de trabalho 
fácil e abundante. 
 Assim também, as fábricas passaram a concentrar centenas 
de trabalhadores, que vendiam a sua força de trabalho em 
troca de um salário.
Relação entre o homem e a natureza
 Antes da Revolução Industrial, o progresso econômico era 
sempre lento e, após, a renda per capita e a população 
começaram a crescer de forma acelerada nunca antes 
vista na história. 
 Por exemplo, entre 1500 e 1780, a população da Inglaterra 
aumentou de 3,5 milhões para 8,5; 
 já entre 1780 e 1880, ela saltou para 36 milhões, devido à 
drástica redução da mortalidade infantil.
Relação entre o homem e a natureza
 As cidades atraíram os camponeses e os artesãos, e se 
tornaram cada vez mais numerosos e mais importantes com a 
Revolução Industrial. 
 A maneira como as populações vivem nos países que foram 
industrializados alterou drasticamente.
 Por volta de 1850, na Inglaterra, pela primeira vez em um 
grande país, havia mais pessoas vivendo em cidades do que 
no campo. 
 Nas cidades, as pessoas mais pobres se aglomeravam em 
subúrbios de casas velhas e desconfortáveis, se comparadas 
com as habitações dospaíses industrializados hoje em dia.
Relação entre o homem e a natureza
 O trabalho do operário era muito diferente do trabalho do 
camponês: tarefas monótonas e repetitivas.
 A vida na cidade moderna significava mudanças incessantes. 
A cada instante, surgiam novas máquinas, novos produtos, 
novos gostos, novas modas. Sendo assim, era preciso 
adaptar-se a essas novas mudanças.
 A partir daí, conferências foram realizadas na tentativa de se 
desenvolver conceitos e decidir medidas para melhorar a 
qualidade de vida e tentar manter a sustentabilidade. Surgiram 
também organizações não governamentais interessadas em 
defender a causa da sustentabilidade. 
Interatividade
Fatores que podem diminuir o quadro de degradação ambiental 
são:
I. Crescimento desordenado da população sem aumento do 
nível educacional.
II. Redução dos nascimentos e aumento do nível educacional.
III. Modificação de comportamentos, atitudes, estilo de vida que 
poderão se refletir em um consumo sustentável.
IV. Restabelecer o respeito na convivência dos seres humanos 
e outros seres vivos.
Interatividade
Assinale a alternativa correta:
a) I e II.
b) II e IV.
c) I, II e III.
d) II, III e IV.
e) I, II, III e IV.
Organizações Não Governamentais – ONGs 
 As organizações não governamentais representam entidades 
organizadas da sociedade civil, que atuam de forma bastante 
dinâmica na busca para a solução de vários problemas sociais. 
 A crescente preocupação das ONGs com os problemas 
ambientais globais pode garantir que eles não serão 
engavetados e esquecidos antes que se tome uma iniciativa 
para solucioná-los.
 São muitas e eficazes as iniciativas privadas de luta por 
questões ambientais administradas por organizações não 
governamentais.
 Em algumas áreas, a atuação das ONGs é a única ação 
existente.
História e conceito de DS
 O desenvolvimento sustentável é um dos temas mais 
discutidos neste momento em todo o mundo, seja pela 
preocupação econômica que a escassez das energias não 
renováveis proporciona, ou mesmo pelo despertar da 
consciência humana a respeito da necessidade de 
preservação do planeta para as gerações vindouras.
 A partir do conceito básico de desenvolvimento sustentável, 
cujo objetivo principal é o de se obter um desenvolvimento 
que seja ao mesmo tempo eficaz e que não venha a 
comprometer as gerações futuras.
Desenvolvimento sustentável
 O desenvolvimento sustentável objetiva uma modalidade de 
desenvolvimento capaz de acontecer de forma a suprir as 
necessidades presentes, de modo a não interferir no 
crescimento das gerações futuras. 
 Para que isso aconteça, é de fundamental importância que se 
respeite a exploração harmônica dos recursos naturais. 
 É também de fundamental importância a preocupação e a 
percepção de que alguns problemas podem acompanhar essa 
exploração de recursos naturais e ameaçar a sustentabilidade.
Geração de energia
 Atualmente, a geração de energia, principalmente elétrica, 
oriunda de fontes renováveis, vem despertando o interesse de 
vários países, por se tratar de uma forma de obtenção mais 
barata e que não agride o meio ambiente.
 Quando utilizadas para geração de energia, as fontes 
renováveis auxiliam na diminuição da exploração dos 
recursos esgotáveis ou não renováveis, pois realizam uma 
exploração sustentável.
 Assim, pode-se cuidar de ecossistemas que são impactados 
negativamente pela geração de substâncias poluentes 
emitidas no meio ambiente quando são transformados em 
energias úteis para o homem, como alguns recursos não 
renováveis, como petróleo, carvão e gás.
Geração de energia
 Os recursos não renováveis, além de estarem em processo de 
esgotamento, causam mais impactos negativos para a 
natureza, já que sua exploração exige tecnologias especiais 
para extração, muitas vezes de alto custo, em virtude das 
condições de obtenção cada vez mais remotas, além de 
emitirem mais poluentes. 
 Alguns recursos não renováveis, depois de serem utilizados, 
são ainda uma grande ameaça poluente, como é o caso dos 
resíduos radioativos provenientes de energia nuclear. 
 Os poluentes gerados na produção de energia, como dióxido 
de carbono, dióxido de enxofre etc., contribuem fortemente 
para o efeito estufa e a destruição da camada de ozônio.
Desenvolvimento sustentável
 As questões ambientais devem estar claramente e 
integralmente definidas para que se possa alcançar o 
desenvolvimento sustentável, assim como a contemplação 
de outras políticas que auxiliem na obtenção dele.
 Aos órgãos e às autoridades públicas compete adotar as 
medidas mais adequadas para minimizar os efeitos negativos 
dos transportes no meio ambiente, por exemplo. 
 Cabe a eles também procurar uma melhoria na gestão dos 
recursos naturais, no combate à pobreza e à exclusão social.
Dimensões do desenvolvimento sustentável
Embora haja um consenso que exista mais de uma, há 
discordância sobre o número exato: 
 Lage e Barbieri (2001) citam sete dimensões: ecológica, 
econômica, social, espacial, cultural, tecnológica e política.
 Contudo, segundo Ignacy Sachs, as dimensões que abordam 
o desenvolvimento sustentável são cinco: social, econômica, 
ecológica, espacial e cultural (SACHS, 2002). 
 A adoção de uma ou outra linha de divisão do 
desenvolvimento sustentável depende do contexto.
Ref: LAGE, A. C.; BARBIERI, J . C. Avaliação de projetos para o desenvolvimento sustentável : uma análise do projeto de energia eólica do 
estado do Ceará com base nas dimensões da sustentabilidade. In: ENCONTRO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROGRAMAS 
DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO, 25., 2001. Anais. Campinas: ANPAD, 2001. 1 CD-ROM.
SACHS, I. Caminhos para o desenvolvimento sustentável . Rio de Janeiro: Garamond, 2002.
Dimensões do desenvolvimento sustentável
 Assim, não só os aspectos ecológicos devem ser 
considerados para o desenvolvimento sustentável.
É importante frisar que o desenvolvimento sustentável visa a 
conciliar:
 Desenvolvimento econômico – é o desenvolvimento de riqueza 
material dos países ou regiões, assim como o bem-estar 
econômico de seus habitantes.
 Desenvolvimento social – consiste na evolução dos 
componentes da sociedade (capital humano) e na maneira 
como eles se relacionam (capital social).
 Preservação ambiental – minimiza a utilização dos bens 
ambientais (recursos naturais), conservando-os o máximo 
possível.
Dimensões do desenvolvimento sustentável
 Desenvolvimento social só ocorre quando políticas são 
estabelecidas para aperfeiçoar as formas como os 
componentes de um grupo interagem entre si e com o meio 
externo. 
 O desenvolvimento social só ocorre se todos os integrantes 
da sociedade forem beneficiados. 
 Assim, uma determinada comunidade poderá crescer 
economicamente sem o consequente desenvolvimento social.
Dimensões do desenvolvimento sustentável
 Em 1983, foi criada a Comissão Mundial sobre o Meio 
Ambiente e Desenvolvimento como uma instituição 
independente. Em 1987, essa comissão produziu um dos mais 
importantes documentos, o relatório “Nosso futuro comum”, 
no qual apareceram os primeiros conceitos oficiais e formais 
sobre desenvolvimento sustentável.
 O segundo capítulo desse relatório, denominado “Em busca 
do desenvolvimento sustentável”, definiu desenvolvimento 
sustentável como “aquele que atende às necessidades do 
presente sem comprometer a possibilidade de as gerações 
futuras atenderem as suas próprias necessidades”.
Dimensões do desenvolvimento sustentável
Foram apresentados dois conceitos-chave:
 necessidades, sobretudo as necessidades essenciais dos 
pobres no mundo, que devem recebera máxima prioridade;
 noção das limitações que o estágio da tecnologia e da 
organização social impõe ao meio ambiente, impedindo-o 
de atender às necessidades presentes e futuras.
 A importância da sustentabilidade em qualquer programa de 
desenvolvimento foi reconhecida em 1992 na cidade do Rio de 
Janeiro durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio 
Ambiente e Desenvolvimento.
Dimensões do desenvolvimento sustentável
 Em um mundo sustentável, uma atividade econômica não 
deve ser praticada separadamente, porque tudo está inter-
relacionado, em permanente diálogo nas diversas esferas do 
meio ambiente.
 Nesse novo cenário, os empresários já perceberam que não 
devem mais ser passivos, e sim aprenderam e estão aptos a 
participar das mudanças estruturais na relação de forças nas 
áreas ambiental, econômica e social.
 Uma nova dimensão ética e política é introduzida, uma que 
considera como um processo de mudança social o 
desenvolvimento sustentável, além da democratização dos 
recursos naturais.
Dimensões do desenvolvimento sustentável
 O desenvolvimento sustentável, além de equidade social e 
equilíbrio ecológico, apresenta como terceira vertente 
principal a questão do desenvolvimento econômico.
 A construção do conceito de sustentabilidade é um processo 
em andamento e longe do final. 
 Foram criados índices de sustentabilidade utilizados na Dow 
Jones. 
 Tais índices de sustentabilidade fornecem marcas objetivas 
de nível para os produtos financeiros que são ligados aos 
critérios econômicos, ambientais e sociais.
Interatividade
Para tornar um produto ambientalmente correto, devemos:
I. Dar preferência à matéria-prima virgem, visando à reciclagem 
futura.
II. Prolongar o tempo de vida do produto.
III. A matéria-prima pode ser natural ou não.
IV. Utilização de materiais que possam provocar a degradação da 
camada de ozônio e as mudanças climáticas durante o uso.
Interatividade
Está correta a alternativa:
a) I e IV.
b) II e III.
c) I, II e III.
d) I, III e IV.
e) I, II, III e IV.
Dimensões do desenvolvimento sustentável
Existem vários benefícios para as empresas que integram a lista 
do Dow Jones:
 O reconhecimento público da preocupação com a área 
ambiental e social. 
 O reconhecimento dos stakeholders importantes, tais como 
legisladores, clientes e empregados (por exemplo, a 
obediência a esses índices pode conduzir a uma melhor 
lealdade do cliente e do empregado).
Dimensões do desenvolvimento sustentável
 É evidente que as empresas estão cuidando dos aspectos 
sociais e ambientais e muitas delas têm ganho econômico e 
maior durabilidade a longo prazo, ou seja, o risco do 
investidor é menor. 
 Além disso, as empresas perceberam que a sustentabilidade 
traz melhor relação custo-benefício para os produtos, além de 
popularidade com os consumidores.
 Por outro lado, é necessária uma maior difusão do conceito 
para a disseminação de sua prática entre a população.
Gestão ambiental
 A gestão ambiental pode ser definida como um aspecto 
funcional da gestão de uma empresa, que desenvolve e 
implanta as políticas e as estratégias ambientais.
 Atualmente, as instituições estão cada vez mais preocupadas 
em atingir e demonstrar um desempenho mais satisfatório em 
relação ao meio ambiente. 
 Nesse cenário, a gestão ambiental tem se configurado como 
uma das mais importantes atividades em qualquer 
empreendimento.
Gestão ambiental
 A problemática ambiental envolve também o gerenciamento 
dos assuntos pertinentes ao meio ambiente, por meio de 
sistemas de gestão ambiental, da busca pelo desenvolvimento 
sustentável, da análise do ciclo de vida dos produtos e da 
questão dos passivos ambientais.
 Se uma empresa deseja realmente trabalhar com gestão 
ambiental, ela deve passar por uma mudança em sua cultura 
empresarial e por uma revisão de seus paradigmas. 
 Sendo assim, a gestão ambiental tem se configurado com uma 
das mais importantes ferramentas relacionadas com qualquer 
negócio.
Gestão ambiental
Pode ser realizada em quatro níveis:
Gestão de processos
 A avaliação da qualidade ambiental de todas as atividades, 
máquinas e equipamentos relacionados a todos os tipos de 
manejo de insumo, matérias-primas, recursos humanos, 
recursos logísticos, tecnologias e serviços de terceiros, como 
exploração, transformação, acondicionamento, transporte e 
aplicação de recursos, detecção de quadros de riscos 
ambientais e prospecção de situações de emergência.
Gestão ambiental
Gestão de resultados
 A avaliação da qualidade ambiental dos processos de 
produção, pelos seus efeitos ou resultados ambientais, ou 
seja, emissões gasosas, efluentes líquidos, resíduos sólidos, 
particulados, odores, ruídos, vibrações e iluminação.
Gestão de sustentabilidade
 A avaliação da capacidade de resposta do ambiente aos 
resultados dos processos produtivos que nele são realizados 
e que o afetam, por meio da monitoração sistemática da 
qualidade do ar, da água, do solo, da flora, da fauna e do ser 
humano.
Gestão ambiental
Gestão do plano ambiental
 Avaliação sistemática e permanente de todos os elementos 
constituintes do plano de gestão ambiental elaborado e 
implementado, aferindo-o e adequando-o em função do 
desempenho ambiental alcançado pela organização.
Paradigma da gestão ambiental
 Por outro lado, ao ser planejada, se uma unidade produtiva 
dispõe de ferramentas e procedimentos adequados, vai 
atender os requerimentos relativos à qualidade ambiental.
 De forma geral, todos os instrumentos de gestão ambiental 
têm como objetivo melhorar a qualidade ambiental e o 
processo de tomada de decisão. Devem ser aplicados a todas 
as fases dos empreendimentos e podem ser preventivos, 
corretivos, de remediação e proativos, dependendo da fase 
em que são implementados.
 O que se constata na prática é que, a partir de uma adequada 
política de gestão ambiental, as empresas obtêm uma série de 
benefícios, sejam econômicos ou estratégicos.
Benefícios econômicos da gestão ambiental
 Redução do consumo de água, energia e outros insumos; 
reciclagem, venda e aproveitamento e resíduos, e diminuição 
de afluentes; redução de multas e penalidades por poluição.
 Incremento de receita com aumento da contribuição marginal 
de “produtos verdes” que podem ser vendidos a preços mais 
altos. 
 Benefícios econômicos com a economia de custos.
 Outra vantagem do benefício econômico é o aumento da 
participação no mercado, em função da inovação dos 
produtos e da menor concorrência; além da posse de novos 
produtos que contribuem para a diminuição da poluição.
Benefícios estratégicos da gestão ambiental
 Benefícios estratégicos a partir da melhoria da imagem 
institucional, renovação da carteira de produtos.
 Aumento da produtividade, alto comprometimento do pessoal, 
melhoria nas relações de trabalho, melhoria da criatividade 
para novos desafios.
 Melhoria das relações com os órgãos governamentais, 
comunidade e grupos ambientalistas, acesso assegurado ao 
mercado externo e melhor adequação aos padrões 
ambientais. 
Interatividade
Sobre gestão ambiental, podemos afirmar:
I. A condução de uma gestão é formada por um conjunto de 
ações e medidas e regidas por um objetivo e orientação.
II. A gestão empresarial busca um retorno satisfatório do 
investimento, o lucro, com medidas que potencializem os 
fatores favoráveis e minimizem os fatores desfavoráveis 
– os custos.
III. Para solucionar problemas ambientais, precisamos de ações 
corretivas, direcionando esforços para fatores que realmente 
causam poluição das águas.
InteratividadeEstá correta a alternativa:
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) I e III.
e) I, II e III.
ATÉ A PRÓXIMA!
Unidade II
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Profa. Daniela Patto
Introdução
 Vou descrever uma sequência de eventos que promoveram os 
moldes da sociedade em que vivemos hoje e os danos 
causados ao meio ambiente. 
 Nossa história revela momentos da capacidade humana de 
ações brilhantes e outras desastrosas.
 2000 a.C.: 27 milhões de pessoas habitam o planeta. Os 
impactos gerados por suas atividades não provocam 
prejuízos à natureza.
Introdução
 1500 d.C.: os portugueses descobrem o Brasil, chegam ao 
litoral e invadem a praia. 
 Em alguns dias, com o intuito de realizar a primeira missa, faz-
se uma gigantesca cruz e abre-se uma clareira. 
 Iniciam a devastação da Mata Atlântica, uma amostra do 
comportamento predatório que se instalaria em breve. 
Introdução
 1503: inicia-se a comercialização do pau-brasil. 200 mil km2 de 
Mata Atlântica original são devastados, restando apenas 7%, 
que continuam ameaçados.
 1825: a população humana sobre a Terra chega ao seu 
primeiro bilhão de habitantes.
 1875: o ciclo do pau-brasil foi encerrado, resultando no 
abandono e na devastação das matas.
Introdução
 1908: a conservação do meio ambiente passa a ser um tema 
discutido na política americana (Roosevelt).
 1969: o meio ambiente se transformou no principal assunto 
debatido em programas de TV e por artistas famosos. É 
publicado nos EUA o primeiro jornal sobre educação 
ambiental.
 1972: “Os limites do Crescimento”, esse é o título do relatório 
publicado pelo Clube de Roma.
Conferência de Estocolmo (1972)
 Sobre o ambiente reuniu chefes de Estado de 113 países. 
 A conferência gerou a Declaração sobre o Ambiente Humano, 
um documento que estabelece um plano de ação mundial para 
melhoria da qualidade de vida dos povos e a preservação 
ambiental. 
 Todas essas ações estão baseadas na educação ambiental.
Conferência de Estocolmo (1972)
 A educação ambiental é considerada uma etapa crítica no 
combate à crise ambiental e foi o principal objetivo desse 
encontro.
 Essa conferência trouxe muitas controvérsias, países em 
desenvolvimento acusaram os países industrializados de 
limitar seu desenvolvimento usando a desculpa da poluição.
 Brasil se coloca na contramão da história.
Conferência de Estocolmo (1972)
Considerações sobre a Declaração sobre o Ambiente Humano:
 O homem tem direito à equidade e a desfrutar do meio 
ambiente em que vive, preservando os direitos do próximo e 
das gerações futuras. 
 O ser humano tem o dever de preservar seu planeta, cuidar do 
ecossistema como um todo: flora, fauna, ar, água e solo. 
Conferência de Estocolmo (1972)
 Devemos manter o equilíbrio entre as ações do homem e a 
natureza, permitindo que ela possa se regenerar e continuar 
produzindo recursos renováveis.
 O homem deve exercer maior responsabilidade com suas 
ações ao meio ambiente. 
 Os países do mundo deveriam adotar o desenvolvimento 
sustentável, buscando a melhoria contínua dos seus 
processos.
Conferência de Belgrado (1975)
 Um encontro promovido pela Unesco para formular os 
princípios e as orientações para o programa de Educação 
Ambiental (EA).
 A EA deve ser estudada de forma contextualizada, levando em 
consideração os problemas regionais e visando a resolver 
problemas de interesse nacional.
 O encontro gerou um documento, a Carta de Belgrado, que 
trata do desenvolvimento do ambientalismo.
Conferência de Belgrado (1975)
 Diante da realidade mundial, a Carta de Belgrado registrou 
que era necessária a eliminação da pobreza, da fome, do 
analfabetismo, da poluição e da exploração humana. 
 A humanidade deveria utilizar os recursos naturais de forma 
que beneficiasse a todos, com o objetivo de melhorar a 
qualidade de vida.
Conferência de Belgrado (1975)
 No Brasil não havia nenhum interesse em implantar 
programas de educação ambiental, a classe política boicotava 
o assunto. 
 Ecologismo foi ganhando espaço, mas tinha conceitos 
deturpados, embora relacionado à educação ambiental e à 
natureza.
 Pregava o “verde pelo verde” sem levar em consideração 
aspectos políticos, sociais e econômicos, que estavam 
intimamente envolvidos.
Conferência de Belgrado (1975)
 O maior problema na implantação da educação ambiental no 
Brasil foi o isolamento das questões ambientais dos aspectos 
sociais, econômicos e políticos envolvidos. 
 Sem o conhecimento do todo, é impossível resolver os 
problemas.
 Nasce a ideia que, em um futuro próximo, seria chamado de 
desenvolvimento sustentável. 
Conferência de Belgrado (1975)
 Estabelecer uma nova ética nas relações humanas com a 
natureza, para isso teremos que abrir mão do conforto 
conquistado.
 Chama a atenção para a responsabilidade de cada indivíduo 
perante o todo, se cada um fizer a sua parte, todos serão 
beneficiados. 
 Economizar água e energia e separar o lixo para a reciclagem 
já é um começo.
Interatividade
Nossa geração foi testemunha de um progresso tecnológico que 
trouxe benefícios a muitas pessoas, mas provocou graves 
consequências sociais e ambientais. 
I. Os sete países mais ricos do mundo são responsáveis por 
80% da poluição. 
II. Países ricos cederam tecnologia aos países em 
desenvolvimento para conter a degradação ambiental.
III. A política utilizada era de privatização dos benefícios e 
socialização dos custos.
IV.O Brasil aderiu imediatamente ao desenvolvimento 
sustentável.
Interatividade
Assinale a alternativa correta:
a) I e III.
b) II e IV.
c) I, II e III.
d) I, II e IV.
e) I, II, III e IV.
Conferência de Tbilisi (1977)
 Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental, 
organizada pela Unesco, em Tbilisi (ex-URSS). 
 Essa reunião foi considerada uma referência no 
desenvolvimento da Educação Ambiental e até os dias atuais 
ainda é um marco em sua evolução.
 O documento gerado nesse encontro foi a Declaração da 
Conferência Tbilisi sobre Educação Ambiental, cujos trechos 
comentaremos a seguir.
Conferência de Tbilisi (1977)
 Como já dito na Conferência de Estocolmo, a conservação e a 
melhoria do meio ambiente para as gerações atuais e futuras 
são parte do principal objetivo da humanidade. 
 Juntamente com o uso dos avanços da ciência e da 
tecnologia, a educação precisa desempenhar um papel crucial 
no desenvolvimento de uma consciência crítica e promover o 
melhor entendimento dos problemas ambientais.
 A educação ambiental deve favorecer comportamentos e 
condutas de respeito à natureza e à utilização de seus 
recursos por todas as nações.
Conferência de Tbilisi (1977)
 A educação ambiental deve ser dirigida a indivíduos de todas 
as idades e níveis sociais, na educação escolar e extraescolar. 
 Pode fazer uso dos meios de comunicação, que possuem 
grande responsabilidade social em informar a população e 
pode ter uma função educativa também.
 A EA deveria ser geral e permanente, de forma que se adapte 
às mudanças provocadas pela evolução rápida do mundo.
 Deveria ajudar o cidadão a compreender os principais 
problemas do mundo moderno, proporcionando a ele os 
conhecimentos técnicos necessários para exercer uma função 
produtiva.
 Tendo como objetivo de melhorar a qualidade de vida e 
conservar o meio ambiente.
Conferência de Tbilisi (1977)
 Não podemos entender uma questão ambiental sem as suas 
dimensões políticas, econômicas e sociais. 
 Analisar a questão ambiental apenas pelo aspecto “ecológico” 
seria praticar um reducionismo perigoso, no qual os nossos 
problemas sociais nãoapareceriam.
 Esses problemas são criados pelo modelo de desenvolvimento 
econômico adotado pela maioria dos países e visa à 
exploração imediata.
 A EA deverá criar processos de participação da população que 
possam, efetivamente, perturbar no processo político atual.
Conferência de Tbilisi (1977)
 A educação ambiental deve atingir a toda a população onde 
ela estiver: nas escolas, na igreja, nas associações 
comunitárias e esportivas etc. 
 O conhecimento passado deve tratar das dificuldades 
políticas, econômicas e sociais, culturais e ecológicas 
daquela comunidade.
 A EA deverá ensinar a legislação ambiental e os mecanismos 
de participação da população. 
 Assim, de forma organizada, a comunidade poderá fazer valer 
seus direitos de cidadãos e ter um ambiente mais equilibrado, 
garantindo boa qualidade de vida.
 A EA deverá resgatar e criar valores éticos para o 
desenvolvimento sustentável.
Conferência de Tbilisi (1977)
 Estamos promovendo a responsabilidade individual e coletiva.
 Se cada um fizer a sua parte, economizando água e energia, 
cuidando da reciclagem do seu lixo, evitando o desperdício de 
recursos e o consumismo, daremos o primeiro passo em 
direção à sustentabilidade. 
 A frase “induzir a novas formas de conduta” foi considerada 
subversiva pelos representantes do Brasil no período militar.
 A abordagem da EA não interessou aos países desenvolvidos, 
uma vez que limitava seus interesses de crescimento, 
principalmente e logo a boicotaram.
 No Brasil, os princípios da Educação Ambiental foram 
boicotados e ela passou a ser estudada como ecologia, 
sem contexto e sem utilidade.
Conferência de Tbilisi (1977)
 Se executarmos uma dada atividade de Educação Ambiental, 
visando a oferecer conhecimento e que possa levar o cidadão 
a desenvolver certa habilidade, a aquisição dessa habilidade 
pode sensibilizá-lo e levá-lo a participar de alguma iniciativa.
 Essa participação traz novos conhecimentos e desenvolve 
outras habilidades e todos podem ser beneficiados.
Conferência de Moscou (1987)
O congresso teve como objetivo a discussão:
 das dificuldades encontradas e dos progressos alcançados 
pelas nações no campo da Educação Ambiental; 
 e a determinação de necessidades e prioridades em relação 
ao seu desenvolvimento, desde Tbilisi. 
 O encontro realizou uma análise da situação ambiental global 
e não encontrou sinais de que a crise houvesse diminuído. 
 Muito pelo contrário: o abismo entre as nações aumentou e os 
problemas dos modelos de desenvolvimento econômico 
adotados se espalharam pelo mundo, piorando as 
perspectivas para o futuro.
Conferência de Moscou (1987)
 As recomendações de Tbilisi (1977) sobre os objetivos e os 
princípios para a Educação Ambiental devem ser 
consideradas como bases para o desenvolvimento da EA em 
todos os níveis, dentro e fora do sistema escolar. 
 Contrariando os donos da educação do mundo, que sempre 
apostaram no fracasso de Tbilisi como proposta para a EA, 
dez anos depois, os seus princípios ainda foram confirmados. 
Rio 92
 Mais de 100 chefes de Estado se reuniram para discutir o 
desenvolvimento econômico sem causar danos ao meio 
ambiente.
 Desenvolvimento sustentável como forma para aumentar a 
conscientização dos povos de que os países desenvolvidos 
são responsáveis pela maior parte da poluição mundial. 
 Os países em desenvolvimento deveriam ter ajuda financeira 
para atingir o desenvolvimento sustentável.
 A Rio-92, também chamada de Cúpula da Terra ou ECO-92, 
tinha o mesmo objetivo da Conferência de Estocolmo, 
realizada em 1972. 
 Vinte anos depois dela, estratégias para reduzir a degradação 
ambiental e preservar o ambiente para as gerações futuras 
ainda estavam sendo discutidos.
Rio 92
 O objetivo central era promover o desenvolvimento 
sustentável, utilizando a educação ambiental como principal 
ferramenta de conscientização.
Desta vez, os representantes de governo concordaram com a 
importância da questão ambiental. As discussões resultaram 
nos seguintes documentos:
 Agenda 21.
 Convenção da Biodiversidade.
 Convenção das Mudanças Climáticas.
 Declaração de princípios sobre florestas.
 A Declaração do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento.
 Carta da Terra.
Declaração do Rio e a Agenda 21
 Ambos enfatizam o conceito fundamental de desenvolvimento 
sustentável, que combina o progresso econômico e material 
com a necessidade de uma consciência ecológica.
 As relações entre países ricos e pobres têm sido conduzidas 
por um novo conjunto de princípios inovadores desde a 
conferência, como os conceitos de “responsabilidades 
comuns, mas diferenciadas entre os países”, de “o poluidor 
paga” e de “padrões sustentáveis de produção e consumo”.
 Com a adoção da Agenda 21, a conferência estabeleceu 
objetivos concretos de sustentabilidade em diversas áreas, 
mostrando a necessidade de se buscarem novos recursos 
financeiros para a complementação do desenvolvimento 
sustentável em uma escala global.
Agenda 21
 A Agenda 21 consiste em uma declaração da ONU acerca do 
meio ambiente e o desenvolvimento para definir quais são os 
direitos e os deveres dos Estados. 
 Somente em 2002, a ONU aprovou a Carta da Terra e 
comparou sua importância para a humanidade à Declaração 
Universal dos Direitos Humanos no tocante ao meio ambiente.
 Desde então, podemos notar muito progresso em relação ao 
pensamento e postura das pessoas quanto à forma como o 
meio ambiente está sendo explorado.
 Nota-se uma urgência em tentar recuperar o tempo perdido e 
tentar desenvolver nas pessoas uma nova forma de pensar e 
agir no que se refere às questões ambientais.
Agenda 21
 A Agenda 21 é um dos mais importantes documentos 
referentes ao meio ambiente e foi gerado na reunião de 178 
nações na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio 
Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), em 1992. 
 As dimensões da sustentabilidade são parte do conteúdo da 
Agenda 21 global, modelo para que os países a aplicassem e 
escrevessem também sua agenda 21 nacional e local. 
 Todas essas dimensões que formam parte de um 
desenvolvimento sustentável são mostradas por 
pesquisadores e governantes.
Interatividade
A educação ambiental deve estar presente dentro e fora das 
escolas e em todas as etapas da vida do cidadão, iniciando em 
casa, na primeira infância. 
I. A EA deve chegar às empresas com programas de 
sensibilização específicos.
II. O cidadão comum não precisa se preocupar com a EA.
III. O currículo escolar não precisa passar por uma revisão, ele 
já é adequado.
IV. Os cientistas e os professores devem ter uma formação 
continuada para preparar a população.
Interatividade
Assinale a alternativa correta:
a) I e II.
b) I e IV.
c) I, II e III.
d) II, III e IV.
e) I, II, III.
Agenda 21
 A Agenda 21 representa um conjunto de requisitos 
recomendados para uma boa convivência da humanidade 
com o planeta e seus 40 capítulos estão divididos em 
quatro seções. 
 A primeira trata de aspectos sociais e econômicos de 
desenvolvimento; a segunda, de aspectos ambientais 
e gerenciamento de recursos naturais; a terceira, do 
fortalecimento do papel dos principais grupos sociais, 
e a última discorre a respeito dos meios de implantação.
 A Agenda 21, por meio de seus documentos, visa a conciliar 
métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência 
econômica. 
Agenda 21
 Esses documentos estão estruturados em quatro seções que 
são subdivididas em 40 capítulos temáticos.
Entre os temas tratados na Agenda 21, podemos citar:
 Dimensões econômicas e sociais, com o foco nas políticas 
internacionaisque ajudarão o desenvolvimento sustentável 
nos países em desenvolvimento e as estratégias de combate à 
pobreza e à miséria.
 As mudanças necessárias a serem introduzidas nos padrões 
de consumo, as inter-relações entre sustentabilidade e 
dinâmica demográfica, além de medidas e propostas para a 
promoção da saúde pública e a melhoria da qualidade 
dos assentamentos humanos. 
Agenda 21
 A questão da conservação e dos recursos para o 
desenvolvimento, que apresenta os diferentes enfoques para 
a proteção da atmosfera e para a viabilização da transição 
energética.
 A importância do manejo integrado do solo, da proteção dos 
recursos do mar e da gestão ecocompatível dos recursos de 
água doce. 
 A importância do combate ao desmatamento, à desertificação 
e a proteção aos frágeis ecossistemas de montanhas; as 
interfaces entre diversidade biológica e sustentabilidade; a 
necessidade de uma gestão ecologicamente racional para a 
biotecnologia.
Agenda 21
 A importância prioritária que os países devem conferir à 
gestão, ao manejo e à disposição racional dos resíduos 
sólidos, dos perigosos em geral e de tóxicos e radioativos.
 Requerimento de medidas para a proteção e a promoção de 
alguns dos segmentos sociais mais relevantes, analisando as 
ações que objetivam a melhoria dos níveis de educação da 
mulher e sua participação em condições de igualdade, em 
todas as atividades relativas ao desenvolvimento e à gestão 
ambiental.
 Adicionalmente, são discutidas as medidas e a promoção dos 
direitos e proteção da juventude e dos povos indígenas, das 
ONGs, dos trabalhadores e sindicatos, da comunidade 
científica e tecnológica, dos agricultores e do comércio 
e da indústria.
Agenda 21
 Preocupação com o respeito e preservação da água, por ser 
um recurso escasso em várias partes do planeta, como em 
algumas cidades do Brasil, e necessário para a geração de 
energia elétrica. 
 A procura de alternativas de recursos renováveis que 
substituam as necessidades do uso da água será uma forma 
de seguir o contido na Agenda 21.
 A elaboração da Agenda 21 brasileira foi obra do trabalho da 
Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da 
Agenda 21 Nacional, teve como objetivo redefinir o 
desenvolvimento do país, adicionando o conceito de 
sustentabilidade, qualificando suas potencialidades e as 
vulnerabilidades do Brasil no quadro internacional.
Agenda 21
 Dentro das estratégias para gestão dos recursos naturais 
estabelecidas na Agenda 21 brasileira, está o estabelecimento 
de normas e regulamentação para o uso harmônico da energia 
e promoção de sistemas alternativos de geração energética, 
transferindo ao consumidor orientações e escolhas feitas nos 
planos técnicos e científicos. 
 Essas normas são de responsabilidade dos gestores 
governamentais, por meio da criação de leis para promover o 
investimento de capitais privados em usinas alternativas, 
mediante mecanismos econômico-financeiros com incentivos 
fiscais e/ou econômicos e dar condições para a disseminação 
dessas tecnologias, suas vantagens, custos, facilidades e 
dificuldades, na atualidade.
Carta da Terra
A Carta da Terra foi baseada em quatro princípios fundamentais 
que visam a fomentar um modelo de desenvolvimento 
sustentável de forma ética:
 Respeitar e cuidar da comunidade.
 Integridade ecológica.
 Justiça social e econômica.
 Democracia, não violência e paz.
 Somente em 2002, a ONU aprovou a Carta da Terra e 
comparou sua importância para a humanidade à Declaração 
Universal dos Direitos Humanos no tocante ao meio ambiente.
Protocolo de Kyoto (1997)
 O Protocolo de Kyoto foi um tratado resultante de uma série 
de eventos e que culminou com a Convenção-Quadro das 
Nações Unidas sobre a Mudança Climática (UNFCCC) na 
ECO-92 no Rio de Janeiro.
 É baseado em um tratado internacional no qual as nações 
signatárias assumem compromissos mais rígidos com o 
objetivo de reduzir a emissão dos gases que provocam o 
efeito estufa como dióxido de carbono, enxofre etc.
 Esses gases são considerados, de acordo com a maioria das 
investigações científicas, como causa do aquecimento global. 
Protocolo de Kyoto (1997)
 Em 1997, esse documento foi discutido e negociado em 
Kyoto, no Japão. 
 Foi aberto para assinaturas em 16 de março de 1998 com 
ratificação em 15 de março de 1999. Entrou em vigor 
oficialmente em 16 de fevereiro de 2005. 
 No tratado do Protocolo de Kyoto, um calendário é proposto 
em que os países desenvolvidos têm a obrigação de reduzir a 
quantidade de gases poluentes em, pelo menos, 5,2% 
até 2012. 
 Todos os países signatários teriam que colocar em prática 
planos para reduzir a emissão desses gases entre 2008 e 
2012.
Protocolo de Kyoto (1997)
A ideia é de que a redução das emissões de gases ocorra em 
diversas atividades econômicas e que os países cooperem entre 
si. As principais atividades são:
 melhoria dos setores de energia e transportes, respeitando a 
sustentabilidade; 
 estímulo para o uso de fontes de energia renováveis;
 priorização dos mecanismos financeiros e de mercado que 
estejam de acordo com os objetivos da convenção;
 gerenciamento de resíduos e controle das emissões de 
metano; 
 política agressiva de proteção de florestas e sumidouros de 
carbono.
Protocolo de Kyoto (1997)
 Se implementado com sucesso, o Protocolo de Kyoto poderia 
reduzir a temperatura global entre 1,4 ºC e 5,8 ºC até 2100. 
Contudo, existe uma discussão dentro da comunidade 
científica na qual se afirma que a meta de redução de 5,2% em 
relação a 1990 não é suficiente para eliminar o aquecimento 
global.
 Uma polêmica foi gerada em torno da não ratificação do 
Protocolo pelos Estados Unidos. A justificativa, segundo o 
presidente George W. Bush, era de que os compromissos com 
as metas do protocolo comprometeriam de forma negativa a 
economia do país.
Protocolo de Kyoto (1997)
 Outro fator levado em consideração foi o questionamento por 
parte da Casa Branca sobre o consenso científico de que os 
poluentes causassem ou não a elevação da temperatura 
global. 
 Por outro lado, alguns municípios e estados nos EUA, a 
exemplo do estado da Califórnia, começaram a pesquisar 
maneiras para reduzir a emissão de gases tóxicos, mesmo 
sem a assinatura dos Estados Unidos no protocolo, tentando 
também não diminuir sua margem de lucro com essa atitude e 
promover a sustentabilidade.
Protocolo de Kyoto (1997)
 Em julho de 2001, na Alemanha, o Protocolo de Kyoto foi 
referendado ao se abrandar o cumprimento das metas 
previstas no passado com a criação de sumidouros de 
carbono. 
 A ideia é que essa proposta possibilitaria que os países que 
possuem grandes áreas florestadas, as quais absorvem 
naturalmente o dióxido de carbono, usassem essas áreas 
como crédito em troca do controle de suas emissões de 
gases. 
 Outra vertente da proposta é a de que os países 
desenvolvidos e mais industrializados, maiores emissores de 
CO2 e de outros poluentes, poderiam transferir parte de suas 
indústrias mais poluentes para países onde o nível de 
emissão é baixo ou investir nesses países. 
Interatividade
Seguindo as recomendações da Conferência de Tbilisi para as 
universidades foi recomendado:
I. A análise do potencial atual das universidade para o 
desenvolvimento da pesquisa.
II. Aplicação de um tratamento isolado do problema 
fundamental da relação entre o homem e a natureza.
III. Elaboração de meios auxiliares, como manuais sobre os 
fundamentos teóricos de proteção ambiental.
IV. Conservação ambiental deve ser preocupação para 
acadêmicos.
InteratividadeEstá correta a alternativa:
a) I e IV.
b) I e III.
c) I, II e III.
d) I, III e IV.
e) I, II, III e IV.
Protocolo de Kyoto (1997)
 Contudo é preciso realizar estudos criteriosos sobre a 
quantidade de carbono que uma floresta é capaz de absorver 
para evitar super ou subvalorização de valores pagos por 
meio dos créditos de carbono.
 Após a Conferência de Johannesburg (Rio +10), essa proposta 
tornou-se inconsistente em relação aos objetivos do tratado, a 
política deve ser deixar de poluir e não poluir onde há 
florestas, pois o saldo, dessa forma, continuaria negativo para 
com o planeta.
 Alguns países que não ratificaram o Protocolo de Kyoto, entre 
eles os Estados Unidos e a Austrália, têm uma política de 
sequestro de carbono. 
Sequestro de carbono
Algumas das medidas utilizadas para o sequestro de carbono: 
 usar repositórios subterrâneos para sequestrar carbono; 
 estocar a biomassa criada no solo e remover o dióxido de 
carbono com a vegetação, melhorando o ciclo terrestre 
natural; dissolução de dióxido de carbono pela fertilização de 
fitoplâncton e colocando dióxido de carbono a mais de 1000 
metros de profundidade; 
 sequenciar o genoma de micro-organismos para o 
gerenciamento do ciclo de carbono; 
 enviar milhares de minissatélites (espelhos) para refletir parte 
da luz solar, em média 200.000 minissatélites, reduziriam 1% 
do aquecimento.
Mecanismos de flexibilização
Esses instrumentos também têm o propósito de incentivar os 
países emergentes a alcançar um modelo de desenvolvimento 
sustentável. São três os mecanismos de flexibilização: 
 O comércio de emissões é realizado entre países, de maneira 
que um país, que tenha diminuído suas emissões abaixo de 
sua meta, transfira o excesso de suas reduções para outro país 
que não tenha alcançado tal condição.
 O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é realizado em 
países que não têm metas de redução de emissões de GEE. 
 A Implementação Conjunta (IC) é a implantação de projetos de 
redução de emissão de GEE entre países que apresentam 
metas a cumprir.
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)
 Tem por objetivo auxiliar o processo de redução de emissão de 
Gases do Efeito Estufa (GEE) ou de captura de carbono.
 Os países em desenvolvimento podem implementar projetos 
de redução ou captura de emissão de gases causadores do 
efeito estufa, obtendo os Certificados de Emissões Reduzidas 
(CERs). Emitidos pelo Conselho Executivo do MDL, esses 
certificados podem ser negociados no mercado global. 
 Como os países industrializados possuem cotas de redução de 
emissão de gases causadores do efeito estufa, eles podem 
adquirir os CERs de desenvolvedores de projetos em países 
em desenvolvimento para auxiliar no cumprimento de suas 
metas de Gases do Efeito Estufa (GEE) ou de captura de 
carbono.
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)
 Assim, o MDL visa ao alcance do desenvolvimento 
sustentável em países em desenvolvimento (país anfitrião), a 
partir da implantação de tecnologias mais limpas nesses 
países, e a contribuição para que os países cumpram suas 
reduções de emissão.
 Com essa proposta, os projetos de MDL podem ser baseados 
em fontes renováveis e alternativas de energia, eficiência e 
conservação de energia ou reflorestamento.
 Porém, para aprovação de projetos no âmbito do MDL, 
existem regras claras e rígidas. Esses projetos devem utilizar 
metodologias aprovadas, ser validados e verificados por 
Entidades Operacionais Designadas (EODs), e devem ser 
aprovados e registrados pelo Conselho Executivo do MDL.
Particularidades
 O Protocolo de Kyoto apresenta uma peculiaridade 
interessante: ele não exige a mesma meta de todas as nações 
que assinaram o protocolo. 
 Os países desenvolvidos estão obrigados a perseguir um 
corte de 5% das emissões de dióxido de carbono.
 Já os países em desenvolvimento (Brasil e Índia, por exemplo) 
têm que diminuir as emissões quanto for possível, mas sem 
limites preestabelecidos. 
 As empresas de países industrializados estão autorizadas a 
financiar o desenvolvimento “limpo” em países de terceiro 
mundo.
Particularidades
 Mesmo fora do Protocolo de Kyoto, muitas empresas nos 
Estados Unidos estão preocupadas com o perigo que 
representa o aquecimento global e, dessa forma, já adotam 
medidas para reduzir suas emissões de dióxido de carbono ou 
a de seus produtos.
 Na União Europeia, que é a maior defensora do Protocolo, 
seus países estabelecem cotas de redução de emissões ainda 
mais ambiciosas do que as definidas pelo acordo: a Inglaterra 
acredita em um índice de redução de 60% até 2050.
 Apesar da mobilização mundial em torno do controle do 
dióxido de carbono, é grande a comunidade de cientistas 
que não acredita na causa. 
Rio+10
 Conhecida como Rio+10 ou Cúpula da Terra II, foi realizada em 
2002 pela ONU, em Johannesburgo, na África do Sul, a Cúpula 
Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável.
 Um dos principais objetivos dessa conferência foi discutir os 
avanços alcançados pela Agenda 21 e os outros acordos 
firmados na Cúpula de 1992, na Rio-92.
 A Declaração de Johannesburgo afirma e relembra 
compromissos firmados entre os países e os desafios que 
foram e são enfrentados pelas diversas nações, reafirmando o 
compromisso com o desenvolvimento sustentável. Porém, o 
plano foi considerado vago ao não estipular prazos e metas, 
não agradando a todos, principalmente às ONGs ambientais.
Desenvolvimento sustentável
 Uma profunda mudança comportamental é necessária para 
que tenhamos os benefícios de um desenvolvimento 
sustentado.
 As nações que possuem tecnologias e poder econômico terão 
que ajudar os países carentes, sem se descuidarem de si 
próprios. 
 A cooperação e a cessão de tecnologias e recursos deverão 
ser sem fronteiras, pois, afinal, na nave Terra, todos são 
passageiros. 
 No Brasil, a forte articulação dos diversos setores envolvidos 
com os temas mencionados deve ser empreendida a fim de 
que se saiba, com certeza, os caminhos a percorrer e os 
recursos a serem buscados.
Ações para o desenvolvimento sustentável
 Estabilizar a população mundial: deverá crescer 50% até 2050.
 Melhorar a educação: com a melhoria do nível educacional, 
reduz-se o crescimento.
 Tecnologias mais eficientes: tecnologias industriais mais 
limpas.
 Adotar novo indicador de desenvolvimento: o esgotamento e a 
degradação dos recursos naturais e do meio ambiente não são 
adequadamente refletidos pelo PIB. 
 Índice de Desenvolvimento Humano – IDH: associa fatores 
como expectativa de vida, grau de alfabetização e mortalidade 
infantil ao PIB.
 Reformar o sistema tributário: taxar mais o que se 
quer reduzir e menos o que se quer aumentar.
Interatividade
Desde 1972, a sociedade mundial discute os problemas 
ambientais. Podemos afirmar:
I. A Conferência de Tbilisi foi um marco, pois elegeu a EA 
como ponto de partida e solução para crise ambiental.
II. O Protocolo de Kyoto foi um sucesso, reduzindo as 
emissões de países desenvolvidos.
III. A Rio +10 foi um sucesso mostrando os avanços da Rio-92.
IV. Na Rio-92 foi gerado o documento mais importante, a 
Agenda 21.
Interatividade
Assinale a alternativa correta:
a) I e II.
b) I e IV.
c) I, II e III.
d) I, II e IV.
e) I, II, III e IV.
ATÉ A PRÓXIMA!
Unidade III
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Profa. Daniela Patto
A dimensão social do desenvolvimento sustentável
 A dimensão social do desenvolvimento sustentável tem como 
objetivo construir uma civilização em que seus integrantes 
tenham maior equidade na distribuição dos recursos e da 
renda, para melhoriados direitos e das condições de vida, 
reduzindo a distância entre padrões de vida. 
 Uma sociedade na qual os integrantes compartem os recursos 
naturais e na qual todos os produtos se originam dos 
processos produtivos deve manter equidade na distribuição 
de todos esses recursos. 
 O bem comum é a base da dimensão social do 
desenvolvimento sustentável. 
A dimensão social do desenvolvimento sustentável
 A energia elétrica, motivo de muita discussão em todo o 
mundo, principalmente no Nordeste do Brasil, pela escassez 
de água, bem como pela falta de políticas que priorizem a 
solução desse problema.
 O Brasil registrou, a partir de maio de 2001, uma deficiência 
no fornecimento de energia elétrica no plano nacional, em 
virtude dos baixos investimentos no setor elétrico, níveis de 
precipitações de água inferiores ao normal, erros na condução 
do sistema e redução dos reservatórios. 
A dimensão social do desenvolvimento sustentável
 A ocorrência de racionamento para a melhor utilização foi 
benéfica em parte pela educação e pela conscientização social 
que promoveu, mas deixou totalmente ou parcialmente sem 
energia muitas famílias, em geral, de classes menos 
favorecidas. 
 É importante, pois, contar com outras fontes de geração de 
energia que permitam suprir as deficiências de geração 
elétrica.
 A energia eólica, ou seja, aquela que se utiliza da força dos 
ventos para gerar energia elétrica, já demonstrou, em muitos 
países, a importância da sua participação no setor energético.
A dimensão social do desenvolvimento sustentável
 Um empreendimento dessa natureza pode levar a energia 
elétrica a comunidades que estão afastadas da capital ou a 
locais de grande potencial turístico, porém distantes das 
linhas de transmissão; e a energia elétrica poderia ser suprida 
por geração de fontes como a eólica, que levaria a essas 
populações não somente o conforto, mas também a geração 
de emprego e renda. 
 Um exemplo é a usina eólica instalada em Fernando de 
Noronha – PE, considerada uma reserva natural e ponto 
turístico dos mais apreciados no Nordeste, para a qual um 
aerogerador fornece energia elétrica sem necessidade de 
aceso a redes de transmissão.
A dimensão social do desenvolvimento sustentável
 Com efeito, vê-se que a preocupação principal é com o bem-
estar, as condições humanas e os meios utilizados para 
aprimorar a qualidade dessas condições; deve-se preservar o 
capital humano e social. 
 Dificilmente, pode-se mensurar o capital humano, que mesmo 
estando ligado diretamente às riquezas, é somente parte de 
um conjunto de fatores da sustentabilidade conformado por 
necessidades essenciais de uma sociedade, como saúde, 
educação, habitação, infraestrutura e saneamento básico.
A dimensão social do desenvolvimento sustentável
 O principal é diminuir as diferenças entre níveis sociais e 
obter melhoria das condições de vida das populações. Quanto 
maior oferta de serviços, os diferentes níveis sociais terão 
oportunidade de acesso iguais.
 Os serviços são os básicos: água potável, esgoto e energia 
elétrica. 
 Os benefícios proporcionados pela energia eólica seriam 
possibilitados pelo fornecimento de eletricidade para suprir as 
demandas do sistema elétrico nacional, interligando povoados 
que estão fora dessa rede com sistemas autônomos eólicos. 
 Com respeito à água, poderíamos deixar de utilizar esse 
recurso na geração de energia elétrica, aproveitando-o para o 
consumo humano.
A dimensão social do desenvolvimento sustentável
 Atualmente, observa-se que o setor energético elétrico no 
Brasil, pouco a pouco, está superando suas carências e a 
utilização de energias não renováveis está sendo mais 
discutida, dando oportunidade a outras novas fontes de 
energia, que favorecerão os objetivos da dimensão social. 
 A aceitação de energias novas, como a eólica, tem ocorrido de 
forma progressiva na sociedade mundial. 
 Na Espanha, por exemplo, pesquisas indicam que entre 75% e 
80% da população estão aceitando a instalação de usinas 
eólicas. 
A dimensão social do desenvolvimento sustentável
 A sustentabilidade econômica pode-se definir como uma 
progressiva alteração do sistema produtivo e de seus padrões 
qualitativos e quantitativos, mediante uma gestão eficiente 
dos recursos, fornecidos por um fluxo regular de 
investimentos públicos e privados, levando à sociedade a 
melhoria econômica sustentável.
 Essa melhoria na gestão eficiente dos recursos refere-se ao 
aproveitamento sem prejuízo do ecossistema. Esse prejuízo 
para o meio ambiente poderia acontecer em virtude de 
desastres ou impactos negativos ao mesmo tempo, ou por 
prejuízos econômicos, em horizonte de médio ou longo prazo.
A dimensão social do desenvolvimento sustentável
 Esses investimentos significam geração de emprego e renda, 
redução da concentração fundiária rural e todas as condições 
que propiciam moradia para as populações urbana e rural.
 A energia elétrica é um recurso fundamental na economia dos 
países, é o energético que movimenta grande parte da 
indústria e comércio do Brasil (43% indústria, 27% 
residências, 15% comercial, 15% outros).
 Então, a busca por melhoria na geração de energia elétrica é 
importante, detectando-se a falta de produtividade que 
incorpora os custos característicos da ineficiência em 
conversão, transmissão, distribuição e fornecimento da 
energia elétrica.
A dimensão social do desenvolvimento sustentável
 A sustentabilidade econômica está à procura da criação de 
mecanismos para novos sistemas produtivos que sejam 
integrados e de base local, para que estimulem as atividades 
econômicas, mediante estímulos para que agricultura, 
indústria, comércio e setor de serviços gerem melhorias nas 
condições de vida.
 O serviço elétrico brasileiro precisa de constantes iniciativas 
de investimento de capital estrangeiro e nacional, visando a 
abrir novos negócios, como a busca de utilização de novas 
fontes de geração como a eólica (ventos), biomassa, 
fotovoltaica (luz solar), entre outras renováveis, que ainda têm 
percentagens de utilização relativamente baixas.
A dimensão social do desenvolvimento sustentável
 Para se obter a sustentabilidade econômica, são necessárias 
a alocação e a distribuição dos recursos naturais dentro de 
uma escala apropriada. É um mundo, em termos de estoques 
e fluxos de capital, no qual estão incluídos o capital humano, 
ambiental ou natural e o capital social. 
 A distribuição está associada à divisão dos recursos entre as 
pessoas e as quantidades que correspondam a cada um 
dependerão da escala. 
 A teoria econômica tem se abstraído da questão de escala de 
duas maneiras opostas: dizendo que, por uma parte, o meio 
ambiente é uma fonte infinita de recursos naturais e também 
uma fonte infinita de resíduos.
A dimensão social do desenvolvimento sustentável
 Na elaboração de projetos no setor elétrico para ampliações 
ou instalação de novas fontes de geração de energia, não 
somente deve-se avaliar os aspectos macroeconômicos em 
função da eficiência da operação e retorno dos investimentos.
 Mas alterar ou suplantar os modelos tradicionais que medem 
crescimento e desempenho da economia com modelos de 
indicadores que incorporem a variável ambiental. 
 Existe, atualmente, a tendência de avaliar projetos também em 
função dos impactos ambientais.
A preservação do meio ambiente como princípio da 
atividade econômica
A ordem econômica e financeira está alicerçada nos princípios 
elencados na Constituição Federal Brasileira, no seu art. 170:
 A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho 
humano e na livre iniciativa,tem por fim assegurar a todos 
existência digna, conforme os ditames da justiça social, 
observados os seguintes princípios:
I. soberania nacional;
II. propriedade privada; 
III. função social da propriedade;
A preservação do meio ambiente como princípio da 
atividade econômica
IV. livre concorrência; 
V. defesa do consumidor; 
VI. defesa do meio ambiente; 
VII. redução das desigualdades regionais e sociais; 
VIII.busca do pleno emprego; 
IX. tratamento favorecido para as empresas brasileiras de 
capital nacional de pequeno porte.
 Vale frisar que tanto o desenvolvimento sustentável social 
quanto a economia buscam a satisfação das necessidades do 
homem.
Interatividade
Nas usinas solares, a energia do sol é captada por painéis 
solares formados por células fotovoltaicas e transformada em 
energia elétrica. Nas usinas eólicas, os geradores são 
acionados por hélices movidas pelo vento e geram energia 
elétrica. As usinas hidrelétricas utilizam a água acumulada em 
represas e a queda d'água move turbinas que acionam 
geradores e geram energia elétrica. 
Assinale a alternativa com uma característica comum aos três 
processos de geração de energia elétrica:
Interatividade
Assinale a alternativa correta:
a) Dependem das reservas de combustíveis fósseis.
b) Não provocam impacto ambiental.
c) Utilizam fontes renováveis de energia.
d) Utilizam fontes não renováveis de energia.
e) Utilizam as fontes mais poluidoras e utilizadas atualmente.
Recursos naturais
 O meio ambiente é a fonte principal de toda a matéria-prima 
utilizada pelo homem para produção de bens e serviços 
utilizados em seu cotidiano. 
 O homem está sempre recorrendo à natureza na intenção de 
que suas necessidades sejam atendidas.
Os recursos naturais estão tradicionalmente classificados em:
 Renováveis – animais, ar, energia solar, água, plantas são 
exemplos de fontes renováveis de energia. Elas podem ser 
utilizadas mais de uma vez e reaproveitadas. 
 Não renováveis – minérios, areia, combustíveis fósseis são 
exemplos de fontes não renováveis de energia. Os 
combustíveis fósseis são formados a partir de depósitos 
biológicos ao longo de milhões de anos.
Recursos naturais renováveis
 As fontes alternativas de energia são hidrelétrica, biomassa, 
eólica (vento), fotovoltaica (solar), geotérmica. 
 Elas ainda contribuem com apenas 13% do total da demanda 
energética, mas estão crescendo rapidamente em importância. 
 A energia eólica é a fonte de energia que mais rapidamente 
cresce em todo o mundo.
Devemos privilegiar as fontes renováveis:
 o custo é mais elevado; 
 os critérios de custos não incluem:
 danos ambientais;
 danos à saúde.
Recursos naturais renováveis
 Fontes renováveis utilizam direta ou indiretamente a energia 
solar.
 O uso de fontes renováveis que produzam energia limpa é 
uma das formas de amenizar os impactos ambientais.
A participação ainda é pequena:
 Mundo: 13,3%.
 Brasil: 44,7%.
Recursos naturais renováveis
 As usinas hidrelétricas utilizam a água acumulada em represas 
e a queda d'água move turbinas que acionam geradores e 
geram energia elétrica.
As centrais hidrelétricas de grande porte apresentam problemas 
de impacto ambiental e social:
 alagamento de grandes áreas.
 modificação do ecossistema (biodiversidade local).
 deslocamento da população local.
Recursos naturais renováveis
A energia hidrelétrica é considerada uma energia limpa:
 não requer queima de combustível; 
 não polui a atmosfera; 
 não produz resíduos radioativos;
 é eficiente.
Consequências ambientais:
 Grandes barragens e reservatórios inundam extensas áreas 
de terra que poderiam ter outras aplicações como cidades, 
terras produtivas para agricultura, entre outras.
Recursos naturais renováveis
Produção de energia elétrica com o aproveitamento das 
variações do nível das marés:
 Quando a maré começa a subir, abrem-se as comportas, que 
serão fechadas quando a maré atingir o nível máximo.
 As comportas permanecem fechadas até que a maré chegue ao 
nível mínimo.
 Quando a maré atinge o nível mínimo, as comportas são 
abertas, ocorrendo o escoamento da água e acionando a 
turbina.
Recursos naturais renováveis
Impactos ambientais causados como a mudança na hidrologia 
de uma baía:
 O represamento pode afetar a vegetação e a fauna. 
 A barragem restringe a passagem a montante e a jusante dos 
peixes. 
 Os enchimentos e os esvaziamentos rápidos e periódicos da 
baía, devido à variação das marés, modificam rapidamente os 
habitats de aves e outros organismos marinhos.
Recursos naturais renováveis
 É a energia emitida pelo sol devido a reações atômicas que 
ocorrem em seu interior.
 A energia solar acompanha características específicas do 
local e as observações detalhadas são necessárias para 
avaliar a variabilidade diária e sazonal do potencial de energia 
solar.
 A energia solar pode ser utilizada por meio de sistemas 
solares passivos ou ativos. 
 A energia solar passiva promove resfriamento em períodos 
quentes e retém o calor em periódicos frios.
Recursos naturais renováveis
 Sistemas ativos de energia solar requerem energia, como 
bombas elétricas, para circular o ar, a água ou outros fluidos 
dos coletores solares para locais onde o calor é armazenado.
 A energia fotovoltaica converte a luz solar em eletricidade. O 
sistema utiliza células solares, conhecidas como células 
fotovoltaicas, que são feitas de finas camadas de 
semicondutores (silício ou gálio) e de componentes eletrônicos 
em estado sólido com pouca ou nenhuma parte móvel.
Recursos naturais renováveis
 A energia dos ventos é uma abundante fonte de energia 
renovável, limpa e disponível em muitos lugares. 
 A utilização dessa fonte para a geração de eletricidade, em 
escala comercial, teve início há pouco mais de 30 anos.
 Os ventos são produzidos durante o aquecimento irregular da 
superfície da Terra, criando massas de ar com diferentes 
temperaturas e densidades. 
 O potencial dessa energia é grande, mas há problemas com o 
seu uso, pois o vento apresenta variações que dependem do 
tempo, do lugar e da intensidade.
Recursos naturais renováveis
 Para produção de energia eólica é necessário vento com 
velocidade estabilizada em 5 m/s ou superior, sendo 
considerado uma boa prospecção.
 A direção, a velocidade e a duração do vento podem variar 
muito, dependendo da topografia local e das diferenças de 
temperatura na atmosfera.
 Atualmente, a energia eólica é a forma mais barata de energia 
alternativa. 
 A eletricidade produzida a partir da energia eólica custa, 
normalmente, menos que aquela gerada a partir do gás natural 
e do carvão.
Recursos naturais renováveis
 É a energia recuperada a partir da biomassa, matéria orgânica. 
 Podemos dividir os biocombustíveis em três grupos: lenha, 
resíduos orgânicos e culturas cultivadas para serem 
convertidas em combustíveis líquidos:
a) a utilização de resíduos como combustível é uma ótima 
maneira de eliminá-los;
b) a lenha que se regenera naturalmente continuará a ser uma 
importante fonte de energia, especialmente nos países em 
desenvolvimento.
c) o cultivo de culturas para serem convertidas em combustíveis 
líquidos, atualmente, é considerada uma fonte de energia 
pobre.
Recursos naturais renováveis
 Se as culturas e os recursos florestais forem geridos de forma 
adequada para serem sustentáveis, podemos tornar os 
biocombustíveis mais interessantes. 
 As plantações florestais deverão ser gerenciadas para a 
sustentabilidade, porque o desmatamento acelera o processo 
de erosão do solo. A queima de combustíveis derivados de biomassa em geral 
libera menos poluentes, como dióxido de enxofre e óxidos de 
nitrogênio, do que a combustão de carvão e gasolina.
Recursos naturais renováveis
 O gás hidrogênio é extraído facilmente da água dos oceanos 
(fonte inesgotável).
 Libera grande quantidade de energia e não polui. Forma água 
na reação.
 Utilizável em usinas térmicas, motores de automóvel, células a 
combustível etc.
 O uso em automóveis ainda é problemático, pois é explosivo, 
de alto custo e ocupa grande espaço de armazenamento. 
 As pesquisas visam a equipamentos que transformam energia 
química diretamente em energia elétrica, sem haver 
combustão. 
 Pode ser gerado do metanol, etanol, gás natural, 
outros combustíveis ou por eletrólise da água.
Interatividade
Sobre as fontes de energia renovável, podemos afirmar:
I. Fontes de energia renovável são as melhores para 
desenvolver uma política energética sustentável.
II. Fontes renováveis de energia não estão disponíveis em 
todos os lugares. 
III. Fontes de energia alternativa são associadas com uma 
degradação ambiental quase nula.
IV. As energias renováveis estão sempre disponíveis quando se 
precisa delas.
Interatividade
Assinale a alternativa correta:
a) I e IV.
b) II e III.
c) I, II e III.
d) I, II e IV.
e) I, II, III e IV.
Recursos não renováveis
 Existe um limite finito de combustíveis fósseis na Terra e eles 
podem eventualmente se esgotar se não forem utilizados com 
cautela. 
 Uma vez que são utilizados, eles não podem ser reutilizados 
novamente, por isso são chamados de não renováveis.
Recursos não renováveis
Carvão:
 Resultante da transformação da madeira de florestas 
soterradas há milhões de anos, sujeitas à ação da pressão, da 
temperatura e de bactérias.
 A queima do carvão em fornos e fogões caseiros produz 
grande quantidade de fuligem e, devido a isso nos países 
desenvolvidos, é pouco utilizado para esse fim, mas muito 
utilizado para produção de energia elétrica. 
 O problema da fuligem é facilmente resolvido em usinas 
elétricas, mas as emissões de dióxido de enxofre, de 
nitrogênio e de mercúrio necessitam de equipamentos mais 
sofisticados e caros para controle.
Recursos não renováveis
 A queima do combustível fóssil gera calor e é usado para 
produzir vapor de alta pressão, empregado para mover as 
turbinas e produzir eletricidade. 
 A queima do carvão gera uma razão maior entre CO2 e a 
produção de energia quando comparada a outros 
combustíveis fósseis.
Um dos problemas causados pela mineração em locais com alto 
índice de chuvas é a drenagem ácida:
 que ocorre quando as águas das chuvas se infiltram nas 
rochas abandonadas após a retirada do carvão (entulho). 
 Essa água reage com os minerais de sulfetos, como a pirita 
(FeS2), geram ácido sulfúrico (H2SO4), que poluem os 
cursos d’água e lençóis freáticos. 
Recursos não renováveis
Petróleo
 Mistura de hidrocarbonetos parafínicos, aromáticos e 
naftênicos de origem controvertida.
 Teoria atual: soterramento de grandes oceanos.
 É fonte de matéria-prima para combustíveis, indústrias de 
produtos químicos, fertilizantes, pesticidas, tintas, plásticos, 
fibras sintéticas, remédios e outros.
Recursos não renováveis
 O óleo cru precisa ser fracionado por meio de um processo 
chamado de destilação, que envolve a vaporização da mistura 
líquida pelo aquecimento, seguido do resfriamento do vapor, 
condensando-o novamente para o estado líquido. 
 Os diferentes pontos de ebulição dos componentes permitem 
a separação de várias frações de composições diferentes.
 O diesel destilado a partir do petróleo possui uma quantidade 
de enxofre residual maior que a gasolina.
 O resíduo da destilação possui a maior concentração de 
enxofre de todas as frações, além de metais pesados como 
vanádio e níquel.
Recursos não renováveis
 A extração, o refino e a utilização do petróleo e do gás natural 
causam muitos problemas ambientais como: poluição do ar e 
da água, chuva ácida e aquecimento global. 
Gás natural:
 Constituído de metano misturado com hidrocarbonetos 
parafínicos (principalmente etano, propano e outros mais 
pesados), ocorre nas formações geológicas petrolíferas.
 Até pouco tempo, o gás natural descoberto juntamente com o 
petróleo era queimado como resíduo, em alguns casos essa 
prática ainda persiste.
Recursos não renováveis
 O gás natural é considerado como um combustível limpo, pois 
sua queima produz menos resíduos do que o petróleo e o 
carvão, causando menos impacto ao ambiente.
 Pode ser formado junto ao carvão e ao petróleo, sendo muito 
mais abundante junto ao carvão. 
 Impurezas importantes do gás natural são os compostos de 
enxofre. 
 O gás natural é praticamente metano puro e é transportado 
sob pressão para os consumidores em dutos.
Recursos não renováveis
 Uma porção de gás é perdida durante o transporte para a 
atmosfera. 
 A contribuição para o efeito estufa do vazamento desse gás 
pode neutralizar as vantagens da queima do gás produzir 
menos CO2 quando comparado ao carvão e ao petróleo.
 A água salgada produzida durante a extração do metano é 
uma preocupação ambiental, pois possui uma mistura de 
metano e rochas subssuperficiais.
Recursos naturais
 O conceito de recursos renováveis está diretamente ligado à 
possibilidade de ser obtido infinitamente de uma mesma 
fonte. No caso dos recursos não renováveis, eles possuem a 
característica de serem finitos, ou seja, caso sejam 
explorados com continuidade serão esgotados.
 Na verdade, é possível que todos os recursos se renovem de 
forma natural, porém essa renovação poderá demandar muito 
tempo, em alguns casos até milhões de anos.
 É importante observar que a renovação de um recurso natural 
dependerá diretamente do modo como ele é utilizado.
Recursos naturais
Fontes não renováveis: 
 carvão mineral;
 petróleo;
 gás natural;
 combustível nuclear.
Vantagens:
 baixo custo de combustíveis;
 gera grande quantidade de energia; 
 fácil geração de energia.
Recursos naturais
Desvantagens: 
 poluição: geração de CO2 contribui para o aquecimento global 
e SO2 para chuvas ácidas;
 pode se esgotar. 
Fontes renováveis de energia:
 vento;
 ondas;
 energia solar;
 biomassa etc.
Recursos naturais
Vantagens:
 fonte limpa (não poluidora na maioria dos casos); 
 fácil disponibilidade e acesso; 
 pode ser reutilizada.
Desvantagens:
 muitas vezes dependem do clima;
 prejudicam a beleza do ambiente; 
 quantidade baixa de energia se comparada a outras fontes.
Interatividade
 A maior parte da energia utilizada hoje é proveniente da 
queima de combustíveis fósseis, os quais são fontes de 
energia não renováveis e muito poluentes. 
 O Protocolo de Kyoto, acordo internacional que inclui a 
redução da emissão de gás carbônico (CO2) e de outros gases 
estufa, demonstra a grande preocupação com o meio 
ambiente e o excesso de queima de combustíveis fósseis, os 
quais podem ter como consequência o aumento de efeito 
estufa (aquecimento global). 
Interatividade
Assinale a alternativa que apresenta apenas combustíveis 
fósseis (fontes não renováveis de energia):
a) Petróleo, carvão e urânio (nuclear).
b) Carvão, petróleo e gás natural.
c) Biocombustíveis, hidrelétrica e eólica.
d) Urânio (nuclear), solar e eólica.
e) Carvão, petróleo e etanol.
Preservação dos recursos naturais
 A conservação dos recursos naturais consiste em usá-los de 
forma racional, bem como de forma econômica, ou seja, sem 
desperdício. Agindo assim, os recursos renováveisnão irão 
desaparecer por seu mau uso e nem os recursos não 
renováveis serão esgotados.
 Quase todos os recursos naturais sofrem algum tipo de 
modificação ou beneficiamento antes de serem utilizados e o 
segredo da conservação está exatamente na forma como esse 
beneficiamento é realizado.
 Se existir uma preocupação com a reposição dos elementos 
que são retirados do meio ambiente, esses elementos jamais 
serão extintos e poderão estar disponíveis para as gerações 
vindouras.
Educação ambiental
 É um ramo da educação, cujo objetivo é a disseminação do 
conhecimento sobre o ambiente, a fim de ajudar a sua 
preservação e a utilização sustentável dos seus recursos. 
 A educação ambiental no Brasil assume uma perspectiva mais 
abrangente, não restringindo seu olhar à proteção e ao uso 
sustentável de recursos naturais, mas incorporando 
fortemente a proposta de construção de uma sociedade 
sustentável, mais do que apenas um segmento da educação.
 A Lei n° 9.795 – Lei de Educação Ambiental, em seu art. 2°, 
busca difundir a educação ambiental em todos os processos 
educativos brasileiros:
A dimensão ecológica do desenvolvimento sustentável
 Maximiza-se pelo uso dos recursos potenciais dos 
ecossistemas, com propósitos socialmente válidos, 
ocasionando um mínimo de dano e limitando o consumo de 
combustíveis fósseis e produtos facilmente esgotáveis, 
substituindo-os por recursos renováveis.
 A emissão de agentes poluentes e as mudanças no 
ecossistema ocasionadas pela geração de energia elétrica, 
por exemplo, são altas. 
 Nesse tipo de geração, os principais causadores de poluição 
são as usinas termelétricas, que precisam da combustão de 
um hidrocarboneto. Os mais utilizados são os derivados do 
petróleo e do gás, como também o carvão mineral; todos 
liberam gases que impactam negativamente o meio 
ambiente.
A dimensão ecológica do desenvolvimento sustentável
 Usinas nucleares não poluem o meio ambiente durante seu 
funcionamento, porém, depois da vida útil do material 
radioativo – quando não descartado adequadamente –, podem 
gerar um grande impacto à natureza.
 Todo e qualquer risco de um impacto negativo ao meio 
ambiente deverá ser cuidadosamente analisado e eliminado 
antes que qualquer exploração de recursos naturais seja 
iniciada, ainda que se trate de recurso renovável. 
 O ambiente precisa ser priorizado independentemente do 
volume econômico que esteja em jogo.
A dimensão espacial do desenvolvimento sustentável
 Todo processo produtivo precisa de um espaço físico para se 
desenvolver, tanto sobre a terra quanto no mar. 
 Quando há uma boa distribuição dos espaços para as 
atividades produtivas e econômicas, com as atividades dos 
homens, dos animais e das plantas, sem alterar sua condição 
de vida, pode-se dizer que o equilíbrio espacial existe. 
 Quando há uma concentração de atividades econômicas 
dentro de um centro urbano, quebra-se a passividade e a 
qualidade de vida dos seres vivos que o habitam. 
 A dimensão espacial deve equilibrar uma melhor distribuição 
territorial de assentamentos humanos e atividades 
econômicas.
A dimensão espacial do desenvolvimento sustentável
 Nos diferentes tipos de geração de eletricidade, observam-se 
alterações do espaço onde estão localizadas as máquinas e 
os recursos em geral, que permitem o funcionamento das 
usinas. 
 O tipo de geração que mais altera o ecossistema é a 
hidrelétrica, por depender das barragens construídas para 
reservatórios de água, que permitirão oferecer energia 
necessária para sua operação. 
 Essas barragens e esses reservatórios ocupam grandes áreas 
que, muitas vezes, pertencem a habitats de pessoas, animais 
ou plantas.
A dimensão cultural do desenvolvimento sustentável
 A dimensão cultural encontra-se em um processo de 
modernização, sem quebra da entidade cultural dentro do 
contexto do ambiente em que se desenvolvem as atividades 
econômicas.
 Busca raízes endógenas dos modelos de modernização, 
mantendo a diversidade local e capacita a sociedade na base 
dos valores de tradição e ética, para que sejam transmitidos 
para todas as gerações. 
 Pode-se dizer que as dimensões são as variáveis que medem 
a sustentabilidade de todo processo produtivo e asseguram 
que o significado de desenvolvimento sustentável seja 
abordado em sua totalidade.
A dimensão cultural do desenvolvimento sustentável
 Observamos que qualquer que seja a dimensão que tente 
explicar a possibilidade de um desenvolvimento sustentável 
em termos ambientais, somente será possível tal 
desenvolvimento quando tivermos um ambiente 
ecologicamente equilibrado, capaz de garantir uma vida de 
qualidade para as atuais e futuras populações.
 É necessário fazer uma análise dos riscos para ponderar a 
existência de fontes de recursos renováveis, que, ao serem 
exploradas pelo homem e transformadas em energia, sejam 
inofensivas ou causem menos danos ao meio ambiente.
A responsabilidade ambiental das empresas
 Na esfera das empresas, a preocupação com o meio ambiente 
é um assunto mais recente ainda na maioria das 
organizações, apesar de muitos organismos particulares 
terem adotado esse comprometimento mesmo antes que os 
órgãos da esfera pública se manifestassem.
 A questão ambiental é um assunto que saiu dos muros das 
organizações e ganhou espaço nas ruas das cidades, nas 
escolas, nas mídias, nos sindicatos e, com muita ênfase, nas 
empresas privadas; ainda mais nesse momento em que tanto 
se fala em responsabilidade social. 
A responsabilidade ambiental das empresas
 As empresas passaram a se ver como parte integrante de um 
ambiente há muito tempo degradado e que essa degradação 
brevemente poderá afetá-las, caso não sejam tomadas 
iniciativas para tentar reverter essa situação.
 A maioria dos problemas que ocorrem no meio ambiente hoje 
decorre do uso indevido dos recursos naturais disponíveis na 
natureza. 
 Para solucioná-los, é necessário o envolvimento das 
empresas, independente da estratégia escolhida, já que as 
empresas, além de produzirem bens e serviços, também os 
comercializam. 
 As empresas, hoje, passam a praticar uma gestão ambiental 
que pode ser notada de forma global.
A globalização
 Muito antes de a palavra globalização adquirir a força que tem 
hoje, já se falava em uma globalização de problemas, como o 
buraco na camada de ozônio ou o aquecimento global.
 As empresas já haviam percebido que uma atitude por parte 
delas seria a solução, ou mesmo a minimização de muitos dos 
problemas ambientais, que já estavam instalados e 
começavam a ameaçar a tranquilidade de muitas espécies.
 As empresas passavam da posição de geradoras de 
problemas ambientais para assumir o papel de “salvadoras do 
meio ambiente”.
A globalização
 Observe que, além de uma mudança comportamental, ocorreu 
uma mudança de atitude, feita não muito simples de ser 
realizado, principalmente se a empresa possuir um histórico 
de pouca relação com questões ambientais.
 Porém, uma mudança dessa ordem raramente acontece de 
forma espontânea, ou seja, na maioria dos casos, influências 
da sociedade, do governo ou ainda do mercado financeiro 
acarretam esse processo de mudança de comportamento. 
 Essa pressão pode ser vista como o “empurrão” que algumas 
empresas necessitam para aceitar sua responsabilidade frente 
à quantidade de problemas que nosso planeta enfrenta.
A responsabilidade social corporativa
 Para que possamos entender como funciona a atuação social 
das empresas, bem como seu papel efetivo na sociedade 
contemporânea, precisamos nos remeter ao final do século 
XX, quando os discursos liberais e democráticosversavam 
sobre direitos iguais para todos. 
 Os liberais democratas defendiam a garantia a todas as 
pessoas do desenvolvimento de suas potencialidades.
 A preocupação das empresas agora não era o fato de o 
trabalhador não levar problemas de casa para o trabalho, e 
sim não deixar que o trabalhador levasse problemas do 
trabalho para casa. 
A responsabilidade social corporativa
 Por isso, as empresas passaram a investir em qualidade de 
vida, cujo objetivo principal era o de propiciar um ambiente de 
trabalho leve e harmônico, cujos benefícios pudessem ser 
sentidos até as casas de seus colaboradores. 
 Funcionários com qualidade de vida no trabalho são mais 
felizes e produzem mais.
 As empresas precisaram mostrar aos seus empregados que 
também se sentiam corresponsáveis por tentar diminuir os 
impactos das ações de degradação da natureza pelo homem.
 Os empregados também sentiam essa mesma 
responsabilidade, porém passaram a cobrar de seus patrões 
uma posição capaz de torná-los, juntamente com suas 
empresas, agentes efetivos de mudança.
Interatividade
A energia hidráulica derivada das marés oceânicas pode ser 
rastreada desde os tempos de Júlio César.
I. Ainda é bastante difícil de aproveitá-la, pois as tempestades 
oceânicas são destrutivas e as águas são corrosivas. 
II. A energia das marés não causa impactos ambientais.
III. Apenas em alguns lugares com geografia favorável.
IV. Produz-se energia elétrica quando a água é liberada do 
reservatório para o oceano.
Interatividade
Assinale a alternativa correta:
a) I e II.
b) II e IV.
c) I, II e III.
d) I, III e IV.
e) I, II, III e IV.
ATÉ A PRÓXIMA!
Unidade IV
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Profa. Daniela Patto
Educação ambiental
 A educação ambiental tornou-se lei em 27 de abril de 1999.
A Lei n° 9.795 (Lei da Educação Ambiental), em seu art. 2° diz:
 A educação ambiental é um componente essencial e 
permanente da educação nacional, devendo estar presente, de 
forma articulada, em todos os níveis e modalidades do 
processo educativo, em caráter formal e não formal.
Educação ambiental, propostas:
 formar agentes multiplicadores da educação socioambiental; 
 envolver os segmentos organizados da sociedade. 
Educação ambiental
 Promover a organização social em torno da educação 
socioambiental. 
 Executar os processos de informação e formação destinados 
às crianças nas escolas e adultos nas suas atividades diárias. 
 Executar, no espaço socioambiental, as ações sugeridas 
pelos processos de informação e formação. 
 Construir as interfaces com ONGs, operadores econômicos e 
iniciativas tendentes a traduzir a educação socioambiental em 
geração de trabalho e renda, em comoditização, 
cooperativização e outras práticas de economia e mercado.
Educação ambiental
 Art. 1ª da Lei n° 9.795 de abril de 1999.
 Processo em que se busca despertar a preocupação 
individual e coletiva para a questão ambiental, garantindo o 
acesso à informação em linguagem adequada, contribuindo 
para o desenvolvimento de uma consciência crítica e 
estimulando o enfrentamento das questões ambientais e 
sociais.
As normas e legislação ambiental
De acordo com a nova compreensão do direito, a Constituição 
Federal Brasileira de 1988, pela primeira vez, dedica um capítulo 
constituído de um artigo ao meio ambiente:
 Art. 225: Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente 
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia 
qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à 
coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as 
presentes e futuras gerações.
As normas e legislação ambiental
Lei n° 6.938, de 31 de agosto de 1981 (constituída por 21 
artigos):
 Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins 
e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras 
providências.
 Art. 1º – Esta lei, com fundamento nos incisos VI e VII do art. 
23 e no art. 235 da Constituição, estabelece a Política Nacional 
do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e 
aplicação, constitui o Sistema Nacional do Meio Ambiente 
(Sisnama) e institui o Cadastro de Defesa Ambiental (Redação 
dada pela Lei nº 8.028, de 1990).
As normas e legislação ambiental
 Da política nacional do meio ambiente.
 Art. 2º – A Política Nacional do Meio Ambiente tem por 
objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade 
ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, 
condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos 
interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade 
da vida humana, atendidos os seguintes princípios:
I. ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, 
considerando o meio ambiente como um patrimônio público 
a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em 
vista o uso coletivo;
As normas e legislação ambiental
II. racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;
III. planejamento e fiscalização do uso dos recursos 
ambientais;
IV. proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas 
representativas;
V. controle e zoneamento das atividades potenciais ou 
efetivamente poluidoras;
VI. incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas 
para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais;
VII. acompanhamento do estado da qualidade ambiental;
As normas e legislação ambiental
VIII. recuperação de áreas degradadas (Regulamento);
IX. proteção de áreas ameaçadas de degradação;
X. educação ambiental a todos os níveis do ensino, inclusive a 
educação da comunidade, objetivando capacitá-la para 
participação ativa na defesa do meio ambiente.
Art. 3º – Para os fins previstos nesta lei, entende-se por:
I. meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e 
interações de ordem física, química e biológica, que permite, 
abriga e rege a vida em todas as suas formas;
II. degradação da qualidade ambiental, a alteração adversa 
das características do meio ambiente;
As normas e legislação ambiental
III. poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de 
atividades que direta ou indiretamente:
a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da 
população; 
b) criem condições adversas às atividades sociais e 
econômicas; 
c) afetem desfavoravelmente a biota; 
d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio 
ambiente; 
e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões 
ambientais estabelecidos;
As normas e legislação ambiental
IV. poluidor, a pessoa física ou jurídica, de direito público ou 
privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade 
causadora de degradação ambiental;
V. recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores, 
superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o 
solo, o subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora 
(Redação dada pela Lei nº 7.804, de 1989).
 Dos objetivos da política nacional do meio ambiente.
Art. 4º – A Política Nacional do Meio Ambiente visará:
I. à compatibilização do desenvolvimento econômico social 
com a preservação da qualidade do meio ambiente 
e do equilíbrio ecológico;
As normas e legislação ambiental
II. à definição de áreas prioritárias de ação governamental 
relativa à qualidade e ao equilíbrio ecológico, atendendo aos 
interesses da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos 
territórios e dos Municípios;
III. ao estabelecimento de critérios e padrões da qualidade 
ambiental e de normas relativas ao uso e manejo de 
recursos ambientais;
IV. ao desenvolvimento de pesquisas e de tecnologias 
nacionais orientadas para o uso racional de recursos 
ambientais;
As normas elegislação ambiental
V. à difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente, à 
divulgação de dados e informações ambientais e à formação 
de uma consciência pública sobre a necessidade de 
preservação da qualidade ambiental e do equilíbrio 
ecológico;
VI. à preservação e restauração dos recursos ambientais com 
vistas à sua utilização racional e disponibilidade permanente, 
concorrendo para a manutenção do equilíbrio ecológico 
propício à vida;
VII. à imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de 
recuperar e/ou indenizar os danos causados, e ao usuário, de 
contribuição pela utilização de recursos ambientais com fins 
econômicos.
Lei de crimes ambientais (Lei n° 9.605/98)
A nova Lei de Crimes Ambientais é constituída por 82 artigos 
reunidos em VIII capítulos. Alguns artigos ainda estão sendo 
regulamentados. Para efeito desta publicação, foram 
considerados somente os itens cuja ocorrência tem sido 
repetitiva no Estado do Acre, segundo os órgãos de fiscalização 
e administração, bem como os artigos inovadores, entre eles:
 o desmatamento não autorizado agora é crime, e o infrator 
está sujeito a pesadas multas;
 a definição de responsabilidade da pessoa jurídica, inclusive a 
penal, permitindo também a responsabilização da pessoa 
física autora e coautora da infração; 
Lei de crimes ambientais (Lei n° 9.605/98)
 a possibilidade de substituição de penas de prisão por penas 
alternativas, como a prestação de serviços à comunidade;
 a punição é extinta mediante a apresentação de laudo que 
comprove a recuperação do dano ambiental;
 constatada a prática de crime contra o meio ambiente, a 
aplicação da pena é imediata.
 A educação ambiental é de fundamental importância para a 
propagação do conceito de desenvolvimento sustentável e a 
aplicação prática deste.
As normas e legislação ambiental
 Além da legislação em vigor aprovada para proteger o meio 
ambiente, outro importante fator que contribuiu no processo 
de desenvolvimento sustentável e proteção ambiental são as 
normas e certificados de sistemas de qualidade que foram 
utilizados em organizações.
 ISO 14000.
 ISO 14001.
 AS 8000.
Interatividade
A educação ambiental tornou-se lei em 27 de Abril de 1999. 
Podemos afirmar:
I. Deve estar presente em todos os níveis e modalidades do 
processo educativo, em caráter formal e não formal.
II. Envolve apenas os segmentos organizados da sociedade. 
III. Busca despertar a preocupação individual e coletiva para a 
questão ambiental.
IV. Busca o desenvolvimento de uma consciência crítica e 
estimulando o enfrentamento das questões ambientais e 
sociais.
Interatividade
Assinale a alternativa correta:
a) I e II.
b) I e III.
c) I, II e III.
d) I, III e IV.
e) I, II, III e IV.
A norma ISO 14000
 A série ISO (International Organization for Standardization) é 
uma série de normas de padrão internacional para sistemas 
de qualidade. Trata-se de uma certificação almejada por todas 
as empresas que procuram oferecer qualidade em seus 
produtos e serviços.
 Diante da necessidade de se estabelecerem normas acerca da 
questão ambiental e sua responsabilidade no âmbito 
empresarial, a International Organization for Standardization 
desenvolveu uma série de normas que objetivava padronizar 
os processos empresariais de retirada dos recursos naturais, 
bem como da punição para aquelas empresas que, por 
ventura, viessem a causar algum tipo de desequilíbrio 
ambiental em decorrência de suas atividades.
A norma ISO 14000
 O que certifica uma empresa como uma instituição de 
qualidade é que se respeitem as normas que indicam 
requisitos mínimos de gestão, sobre os quais cada empresa 
escolhe o nível de qualidade em que deseja se situar. 
 Portanto, além de normas e marcas específicas do setor em 
que atuam, as empresas podem, também, utilizar as normas e 
o certificado ISO para melhorar a qualidade de sua gestão e de 
seus serviços.
A norma ISO 14000
 A ISO 14000 vem estabelecer quais são as diretrizes para a 
área da gestão ambiental, no interior das empresas, ou seja, 
quais são as responsabilidades ambientais que as mesmas 
precisam assumir para serem consideradas responsáveis 
socialmente pelo meio ambiente. 
 Como a ISO 14000 determina o sistema de gestão ambiental 
de uma empresa, ela será perfeitamente capaz de:
1. avaliar quais as consequências que as atividades de 
determinada empresa podem trazer para o meio ambiente;
A norma ISO 14000
2. atender de forma eficaz à demanda gerada pela sociedade, 
ou seja, aquilo que a sociedade realmente necessita;
3. ser aplicada a toda e qualquer atividade que possa implicar 
diretamente o meio ambiente; 
4. reduzir os custos das empresas em relação aos gastos com 
prevenção de riscos ambientais; 
5. ser aplicada na organização como um todo.
A norma ISO 14001
 A ISO 14001 é uma norma de sistema que reforça o enfoque 
no aprimoramento da conservação ambiental pelo uso de um 
único sistema de gerenciamento, permeando todas as funções 
da organização, não estabelecendo padrões de desempenho 
ambientais absolutos, os princípios enunciados possibilitam o 
estabelecimento de uma visão integrada da gestão ambiental 
em uma organização. 
 Embora seus enunciados apresentem um caráter amplo, eles 
possibilitam o embasamento de linhas de ação integradas, as 
quais levam à operacionalização de um Sistema de Gestão 
Ambiental.
A norma ISO 14001
 A norma ISO 14001 não exige que todos os padrões e normas 
sejam executados rigorosamente. 
 Contudo, as organizações devem manter o foco no 
gerenciamento ambiental, buscando sempre atender aos 
requisitos básicos para se manter na norma.
 Atualmente, as empresas certificadas pela ISO 14001 agregam 
valores a seus produtos ou serviços. 
 Dessa forma, elas se tornam mais competitivas no mercado, 
além de contribuir para a preservação do meio ambiente, 
promovendo o desenvolvimento sustentável com a melhoria 
contínua da gestão ambiental.
Sistema de Gestão Ambiental (SGA)
Adaptado de MAIMON (1996); CAJAZEIRA (1997). 
CAJAZEIRA, M. R. ISO 14001: “Manual de implantação”. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1997.
MAIMON, D. “Passaporte verde gestão ambiental e competitividade”. Rio de Janeiro: 
Qualitymark, 1996.
SGA
Uma pesquisa foi realizada pela Price-Waterhouse com 500 
grandes empresas já certificadas pela ISO 9000. Como resultado 
sobre o interesse pela certificação ambiental ISO 14000 
obteve-se:
 43,1% das empresas responderam que pretendem obter a 
certificação ISO 14001;
 45,1% das empresas responderam que o assunto estava em 
estudo;
 11,8% das empresas (somente) responderam que 
não se interessavam pelo assunto.
SGA
Outra pesquisa foi realizada pelo Sebrae nas regiões Sul e 
Sudeste do Brasil, porém em 300 empresas de médio e pequeno 
porte, constatando dados contraditórios em relação às grandes 
empresas:
 70% das empresas não controlam emissões para a atmosfera;
 67% das empresas não têm tratamento de efluentes;
 54% não fazem inventário de geração e destinação de 
resíduos;
 76% das empresas não se preocupam com treinamento;
 59% das empresas não possuem um responsável por 
questões ambientais.
Realidade brasileira
 Essa pesquisa reflete a realidade brasileira, de empresas com 
recursos limitados, que vêem a gestão ambiental como algo 
caro e não atingível a médio e curto prazo.
 O que se conclui é que é necessário ter criatividade, pois é 
possível ganhar dinheiro e proteger o meio ambiente mesmo 
não estando no mercado verde.
 Pequenas transformações internas podem beneficiar o meio 
ambiente e se tornarem uma oportunidadede negócio. 
 Um exemplo típico é a reciclagem de materiais que traz grande 
economia para as empresas, reuso de água, venda de 
desenvolvimento de novos processos produtivos, além da 
preocupação com o novo perfil do consumidor que é 
consciente da questão ecológica.
Certificação ambiental
Para alcançar a certificação ambiental, uma empresa deve 
cumprir três exigências básicas expressas na norma ISO 14001, 
que é a certificadora da série de normas ISO 14000:
 possuir um Sistema de Gestão Ambiental implantado;
 cumprir a legislação ambiental no local de instalação, 
quando aplicável;
 ter compromisso com a melhoria contínua do seu 
desempenho ambiental.
Certificação ambiental
 Para obter a certificação ambiental pela norma ISO 14001, 
devem ser mostrados os compromissos e os princípios 
gerenciais da empresa em sua política ambiental. 
 Com a implantação dessa política são definidos os objetivos, 
as metas da empresa e os procedimentos a serem seguidos 
por todos os colaboradores. 
 Precisam ser criados procedimentos de controle da 
documentação e deve ser realizado o treinamento do pessoal. 
Certificação ambiental
 Em uma fase seguinte, faz-se um diagnóstico ou pré-auditoria 
que permite identificar os pontos vulneráveis existentes nos 
procedimentos ambientais da empresa, visando à sua 
correção.
 O próximo passo do processo é a certificação efetiva, 
na qual a empresa deve contratar uma entidade credenciada 
para emitir o correspondente certificado de conformidade 
com a norma ISO 14001. 
 Nesta fase, a empresa se submete a uma auditoria ambiental, 
e deve comprovar sua conformidade com os padrões de 
qualidade exigidos pela legislação ambiental e pelos manuais 
de qualidade instituídos e usados pela própria empresa.
Certificação ambiental
 Como a norma requer uma concordância com os requisitos 
legais aplicáveis, esse é um pré-requisito essencial para 
certificar uma empresa e essa certificação é restrita a um local 
físico definido.
 Com o objetivo de minimizar os impactos causados por suas 
atividades sobre o meio ambiente, a empresa que busca 
a certificação pela ISO 14001 compromete-se com a 
melhoria contínua de suas atividades. 
 Para isso, deverá identificar e aplicar tecnologias adequadas 
para tratar ou dar o destino adequado a seus resíduos, além 
de prever que seus produtos ao final de seu ciclo de vida 
também se tornarão resíduos.
Certificação ambiental
 A ISO 14000 tem como objetivo central um sistema de gestão 
ambiental que auxilia a empresa a cumprir os compromissos 
assumidos em benefício do meio ambiente. 
 Como os objetivos decorrentes, as normas criam sistemas de 
certificação, tanto das empresas como de seus produtos e 
serviços, que possibilitam distinguir as empresas que 
atendem à legislação ambiental e cumprem os princípios do 
desenvolvimento sustentável.
Interatividade
Sobre a certificação ambiental, podemos afirmar:
I. A certificação ambiental é baseada no cumprimento da ISO 
14001, exigindo que a empresa tenha bom desempenho 
ambiental.
II. O conceito da melhoria contínua foi inserido nessa norma 
com o objetivo de estimular a melhoria do sistema de 
gestão ambiental.
III. Existem exigências relacionadas com a segurança do 
trabalho e a saúde ocupacional de seus colaboradores.
Interatividade
Assinale a resposta correta:
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) I e II.
e) I, II, III.
Auditoria ambiental
 Nos últimos anos, as auditorias ambientais passaram a ter 
um papel importante como instrumento de gestão ambiental. 
 Foi observado que a disponibilidade de tecnologias e o 
monitoramento dos resultados não eram suficientes para 
alcançar resultados na área. 
 A concorrência internacional exige maior qualidade dos 
produtos e adequação às exigências ambientais, levando 
à implantação das normas ISO 14001 e ISO 19000. 
Auditoria ambiental
 Devem ser feitas por profissionais que têm conhecimento do 
assunto a ser auditado e que não estejam envolvidos na 
atividade.
 Podem ter escopo variado, precisando da definição de sua 
abrangência.
 Devem participar três pessoas com objetivos bem definidos: 
cliente, auditado e auditor.
 As auditorias são programadas. Assim, os auditados são 
avisados com antecedência do objetivo e do escopo, 
com data e horário dos trabalhos estabelecidos previamente.
A norma SA 8000: o modelo ISO 9000 aplicado à 
responsabilidade social
 A SA 8000 foi criada com base nas normas da Organização 
Internacional do Trabalho (OIT), na Declaração Universal dos 
Direitos Humanos e na Declaração Universal dos Direitos da 
Criança da ONU. 
 Uma das vantagens dessa norma é que ela segue o modelo 
das normas ISO 9000 e ISO 14000, facilitando sua 
implementação por empresas que já possuem e conhecem o 
sistema.
 O principal objetivo da norma SA 8000 é suprir a necessidade 
de consumidores mais informados e esclarecidos e que se 
preocupam como os produtos são fabricados e não somente 
com a qualidade destes.
A norma SA 8000: o modelo ISO 9000 aplicado à 
responsabilidade social
 Como se trata de uma norma internacional, esta oferece a 
vantagem de padronização dos termos, além da consistência 
em processos tais como auditorias, etc.
 Durante o processo de implementação da norma SA 8000, as 
organizações devem comprovar que atendem aos requisitos 
da norma e são submetidas a auditorias por técnicos 
especializados, normalmente de renomadas entidades 
independentes. 
 O certificado SA 8000 é concedido apenas para as 
organizações que cumprem totalmente os requisitos 
da norma.
A norma SA 8000: o modelo ISO 9000 aplicado à 
responsabilidade social
Entre os requisitos de responsabilidade social da norma, temos 
os seguintes aspectos:
 trabalho infantil – a empresa não deve se envolver com ou 
apoiar a utilização de trabalho infantil; 
 trabalho forçado – a empresa não deve se envolver com ou 
apoiar a utilização de trabalho forçado, nem se deve solicitar 
dos funcionários fazer “depósitos” ou deixar documentos de 
identidade quando iniciarem o trabalho com a empresa;
 segurança e saúde no trabalho – a empresa deve proporcionar 
um ambiente de trabalho seguro e saudável e deve tomar as 
medidas adequadas para prevenir acidentes e danos à
saúde;
A norma SA 8000: o modelo ISO 9000 aplicado à 
responsabilidade social
 liberdade de associação e direitos coletivos – a empresa deve 
respeitar o direito de todos os funcionários de formarem e 
associarem-se a sindicatos de trabalhadores de sua escolha e 
de negociarem coletivamente; 
 discriminação (sexual, raça, política, nacionalidade, etc.) – a 
empresa não deve se envolver ou apoiar a discriminação na 
contratação, remuneração, acesso a treinamento, promoção, 
encerramento de contrato ou aposentadoria, com base em 
raça, classe social, nacionalidade, religião, deficiência, sexo, 
orientação sexual, associação a sindicato ou afiliação política, 
ou idade; 
A norma SA 8000: o modelo ISO 9000 aplicado à 
responsabilidade social
 práticas disciplinares – a empresa não deve se envolver com 
ou apoiar a utilização de punição corporal, mental ou coerção 
física e abuso verbal; 
 remuneração – a empresa deve assegurar que os salários 
pagos por uma semana padrão de trabalho satisfaçam pelo 
menos os padrões mínimos da indústria e devem ser 
suficientes para atender às necessidades básicas dos 
funcionários e proporcionar alguma renda extra; 
 carga horária de trabalho – a empresa deve cumprir as leis 
aplicáveis e com os padrões da indústria sobre horário 
de trabalho.
A norma SA 8000: o modelo ISO 9000 aplicadoà 
responsabilidade social
 As empresas que implantam a SA 8000 demonstram que estão 
preocupadas com a responsabilidade social em relação aos 
seus empregados também, seguindo o princípio de praticar 
dentro de casa o que se quer mostrar para o público de fora 
da organização, mostrando seriedade.
 É crescente a preocupação das organizações em demonstrar 
o seu compromisso social, prova disso é o chamado 
marketing social que mostra os projetos que a empresa 
financia ou a qualidade de vida melhorada proporcionada 
por ela, seja dentro da organização ou na comunidade que a 
circunda. 
A norma SA 8000: o modelo ISO 9000 aplicado à 
responsabilidade social
 Entretanto, antes de fazer isso, essas empresas devem 
realizar uma auditoria nos requisitos da SA 8000 para verificar 
se realmente aplicam esses princípios em relação a seus 
empregados.
A norma especifica requisitos de responsabilidade social para 
possibilitar a uma empresa:
a) desenvolver, manter e executar políticas e procedimentos 
com o objetivo de gerenciar aqueles temas os quais ela 
possa controlar ou influenciar; 
A norma SA 8000: o modelo ISO 9000 aplicado à 
responsabilidade social
b) demonstrar para as partes interessadas que as políticas, 
procedimentos e práticas estão em conformidade com os 
requisitos dessa norma.
 Esses requisitos devem se aplicar universalmente em relação 
à localização geográfica, setor da indústria e tamanho da 
empresa.
Normas sobre o Sistema de Gestão Ambiental – SGA 
(ISO 14001, ISO 14004, ISO 14005)
 As primeiras normas tratam do sistema de gestão ambiental.
 A ISO 14001 é uma especificação para o SGA e foi 
desenvolvida para utilização na certificação por terceiras 
partes, embora possa ser também usada internamente para 
fins de autodeclaração e como cláusula nos contratos da 
organização. 
 Enquanto a ISO 14004 destina-se ao uso interno da empresa, 
como suporte para gestão ambiental, e não visa à certificação 
Normas sobre o Sistema de Gestão Ambiental – SGA 
(ISO 14001, ISO 14004, ISO 14005)
 A certificação ambiental é baseada no cumprimento da ISO 
14001, mesmo não havendo a exigência de que a empresa já 
possua o melhor desempenho ambiental possível, nem esteja 
usando as melhores tecnologias disponíveis.
 O conceito da melhoria contínua foi inserido nessa norma 
com o objetivo de estimular a melhoria do sistema de gestão 
ambiental, depois de assegurar que ele tenha sido implantado 
plenamente.
 Ainda que as normas não incluam exigências relacionadas 
com a segurança do trabalho e a saúde ocupacional de seus 
colaboradores, nada impede que esses tópicos sejam 
incorporados ao SGA, antecipando-se à tendência de tratar 
saúde, segurança e meio ambiente de forma conjunta. 
Normas sobre as auditorias ambientais – (ISO 14015, 
ISO 19011)
 A OHSAS 18001 pode ser adotada para habilitar a empresa à 
certificação dos três temas abordados. Nesse caso, ao invés 
de ter uma política ambiental, a empresa passa a possuir uma 
política de meio ambiente, saúde e segurança.
 As auditorias ambientais desempenham papel bastante 
importante no sistema de normas ISO 14000, pois são elas 
que asseguram a base de credibilidade a todo processo de 
certificação ambiental, de acordo com a sua concepção. 
Normas sobre as auditorias ambientais – (ISO 14015, 
ISO 19011)
 As auditorias de terceiras partes, visam que uma entidade 
externa e independente verifique, pela SGA, os compromissos 
estabelecidos internamente pela empresa e que devem estar 
escritos em sua política ambiental.
 A credibilidade é assegurada pelo processo de certificação 
que inclui um organismo de acreditação, reconhecido 
internacionalmente, o qual credencia o organismo de 
certificação (OCC), que por sua vez procede às auditorias nas 
instalações da organização que pleiteia a certificação 
ambiental.
Normas sobre as auditorias ambientais – (ISO 14015, 
ISO 19011)
 Os procedimentos de auditoria para o sistema ISO 14000 
(meio ambiente) e ISO 9000 (qualidade) são compatíveis e 
geraram a norma ISO 19011 – diretrizes para auditoria de 
Sistemas de Gestão da Qualidade e/ou Ambiental, que 
substituiu as normas específicas para auditoria ambiental ISO 
14010, 14011 e 14012.
 A ISO 14015 auxilia a empresa a identificar e avaliar os 
aspectos ambientais e suas consequências nos processos de 
transferências de propriedades e na definição de 
responsabilidades e obrigações entre as partes envolvidas.
Interatividade
Sobre auditoria ambiental, podemos afirmar:
I. Auditoria é diferente de fiscalização.
II. O mais importante é o cumprimento de padrões específicos, 
estipulados pela empresa.
III. O auditor tem como objetivo identificar a causa do problema.
IV. Auditores internos fiscalizam as suas atividades.
Assinale a alternativa correta:
a) I e II.
b) I e IV.
c) I, II e III.
d) I, III e IV.
e) I, II, III e IV.
As políticas ambientais públicas no Brasil
 Podemos afirmar que, na década de 30, o poder público 
brasileiro começou a se preocupar com questões 
relacionadas ao meio ambiente.
 Muitas versões são apontadas para explicar esse tardio 
envolvimento com um assunto tão delicado, porém a que 
melhor justifica o fato é a que afirma que a abundância de 
recursos naturais, como água e solo fértil, era tão grande que 
não se tinha uma noção do quanto já tinha sido explorado.
 Aliado a isso, tínhamos contra nós, ainda, a exorbitante 
extensão territorial que dificulta o acesso às áreas já 
exploradas, bem como os precários instrumentos 
tecnológicos.
As políticas ambientais públicas no Brasil
Em 1934, foram promulgados importantes documentos 
referentes à gestão de recursos naturais, são eles:
 Código de Caça: dispõe principalmente acerca da proteção à 
fauna brasileira;
 Código Florestal: instituiu as florestas brasileiras como sendo 
bens de interesse comum a todos os habitantes do país; 
 Código de Minas: regulamenta todas as atividades de extração 
de minerais no Brasil; 
 Código de Águas: regulamenta o uso da água, bem como todo 
o seu aproveitamento como energia hídrica.
As políticas ambientais públicas no Brasil
 Além de leis de regulamentação do uso de recursos naturais, 
departamentos nacionais como os de Energia Elétrica e de 
Recursos Naturais (considerado como o mais importante em 
termos de políticas públicas para o meio ambiente) foram 
criados nesse mesmo período.
 Se, por um lado, o poder público começava a se sensibilizar 
com as causas ambientais, por outro lado a poluição dos rios 
e do ar ainda era considerada, pelo próprio governo brasileiro, 
como sendo produtos naturais e inevitáveis de um país em 
desenvolvimento, banalizando, assim, toda a problemática já 
instalada. 
 Esse foi o pensamento até os problemas ambientais se 
tornarem amplos ao ponto de tomarem dimensões 
planetárias.
As políticas ambientais públicas no Brasil
 Somente em 1980, o Brasil passa a perceber que os 
problemas ambientais são interdependentes, e, dessa forma, 
demandam políticas de solução. 
 Ações isoladas já não eram vistas como eficazes e a 
legislação federal passa a contemplar problemas específicos, 
como degradação do solo, preservação de reservas 
ecológicas e disposição de resíduos sólidos.
A seguir, apresentamos alguns exemplos de legislação 
ambiental específica:
As políticas ambientais públicas no Brasil
 Lei nº 6.803/1980 sobre diretrizes básicas para o zoneamento 
industrial nas áreas críticas de poluição.
 Lei nº 6.766/1981 que cria as estações ecológicas. 
 Lei nº 6.902 de 02/07/1981 dispõe sobre a criação de reservas 
ecológicas e áreas de proteção ambiental.
 Em 31de agosto de 1981, a Lei n° 6.938 estabeleceu a nova 
Política Nacional do Meio Ambiente, cujas mudanças 
principais dizem respeito à interação das ações públicas 
governamentais através de uma abordagem sistêmica. 
 É a primeira lei brasileira que menciona a necessidade de uma 
qualidade ambiental propícia à vida e ao desenvolvimento 
socioeconômico.
A Constituição Federal de 1988
 Essa Constituição representou um imenso avanço em relação 
às questões ambientais. 
 Ela considerou a conservação do meio ambiente princípio 
indispensável que deve ser observado em qualquer atividade 
econômica. 
 Outra novidade apresentada na CF de 1988 foi a incorporação 
do conceito de desenvolvimento sustentável.
A Constituição Federal de 1988
Outras importantes novidades apresentadas são:
 o estabelecimento do respeito ao meio ambiente; 
 o estabelecimento de um aproveitamento racional dos 
recursos naturais; 
 a inclusão de sítios arqueológicos como elementos do 
patrimônio cultural.
 A Constituição Federal de 1988 dedica um capítulo 
exclusivamente às questões relacionadas ao meio ambiente, o 
que confirma a importância do assunto.
A economia e o meio ambiente
 De alguma forma, a economia e o meio ambiente se 
entrelaçam, tornando-se essenciais à sobrevivência da 
humanidade. As preocupações com o meio ambiente na 
atualidade exigem do cidadão maior conscientização e 
mudança de postura.
 Nesse novo cenário econômico, a postura dos clientes é 
caracterizada por uma rigidez e uma expectativa de interagir 
com empresas que tenham ética, boa imagem institucional no 
mercado e que sejam ecologicamente responsáveis, 
preocupadas com a preservação do meio ambiente.
A economia e o meio ambiente
 Devido à globalização da economia e à abertura dos mercados 
internacionais, o meio ambiente se torna uma preocupação 
mundial, assim como a busca pelo equilíbrio entre homem e 
natureza, conciliar o progresso com o respeito ao meio 
ambiente.
 “O desafio da economia é alocar recursos escassos de 
maneira a obter o maior benefício social a partir desses 
recursos”.
 Com o surgimento das indústrias e da urbanização, ocorreu 
um aumento nos níveis de poluição ambiental se comparados 
com os níveis anteriores à era da industrialização, e os danos 
causados ao equilíbrio do meio ambiente deixaram de ser 
controláveis. 
A economia e o meio ambiente
 Os problemas só se agravaram com o êxodo rural (migração 
de pessoas do campo para a cidade) e com a falta de 
consciência e informação sobre o futuro das próximas 
gerações e, num primeiro momento, não havia soluções para 
amenizar o impacto da poluição causada pelo processo de 
industrialização.
 As cidades crescem a cada dia; assim como a população, o 
número de veículos e do uso de recursos naturais acarretam 
uma degradação do meio ambiente de forma alarmante. 
 Entre os problemas estão a poluição de rios e mares, animais 
ameaçados de extinção ou extintos, aumento da radiação 
solar, degradação e perda da qualidade do solo, piora da 
qualidade de vida e da saúde das pessoas.
A economia e o meio ambiente
 Do ponto de vista econômico, percebe-se que a melhor forma 
de aperfeiçoar uma economia de mercado é através da 
competição. 
 Ela proporciona a chance de se achar o que há de melhor no 
mercado, sendo mão de obra especializada, matéria-prima, 
tecnologia, etc. 
 Percebe-se que a competição de desenvolvimento não ocorre 
somente entre empresas, mas também entre países e cidades.
 É de fundamental importância que se proteja o capital natural 
existente, que tem diminuído a cada dia, principalmente para 
que a economia continue crescendo. 
A economia e o meio ambiente
 Para isso, deve-se aumentar a eficiência no uso dos recursos 
naturais, visto que a capacidade humana em recriá-los é 
limitada e os investimentos nesta não são expressivos.
 Sob a ótica da sustentabilidade, o mundo ampliou sua análise. 
Como os recursos naturais estão se esgotando, essa análise é 
de fundamental importância.
 Para que uma organização com gestão sustentável seja capaz 
de prosperar, deverá seguir fielmente os princípios da 
sustentabilidade econômica, garantindo o mínimo impacto 
ambiental possível em praticamente todas as etapas de seu 
processo produtivo: desde a concepção do produto à sua 
fabricação, e até mesmo no modo como ele será descartado 
pelo consumidor.
Responsabilidade social e a sustentabilidade
 A preservação ambiental tornou-se uma prioridade no 
planejamento nacional como fator estratégico por meio de 
relações sociais. Sendo assim, as sociedades desenvolvem 
pesquisas e ações no sentido de melhorar e garantir a 
qualidade de vida da sociedade no futuro.
 Há que destacar que a preservação do meio ambiente torna-se 
uma prioridade a ser considerada no planejamento nacional 
como fator estratégico. 
 O ideal é que a sociedade utilize recursos renováveis de 
maneira qualitativamente adequada, buscando soluções 
políticas e economicamente viáveis, respeitando a capacidade 
de renovação, melhorando a qualidade de vida da população.
Responsabilidade social e a sustentabilidade
 A sustentabilidade ambiental trata das condições sistêmicas 
em cujos ciclos naturais, num contexto global, as atividades 
humanas não devem interferir, tendo como base tudo o que a 
resiliência do planeta permite e, ao mesmo tempo, não devem 
empobrecer seu capital natural, que será transmitido às 
gerações futuras.
 O desenvolvimento sustentável não se refere somente ao 
meio ambiente, mas também ao fortalecimento de parcerias 
duráveis, aumentando a credibilidade da empresa ou 
instituição em relação à sociedade e seus colaboradores, 
conciliando as dimensões econômicas, sociais e espaciais.
Interatividade
Sobre o Marketing Ecológico, podemos afirmar:
I. Promove o aumento dos lucros das empresas.
II. É uma obrigação visto que faz parte da legislação.
III. O maior incentivo para o uso do Marketing Ecológico é a 
redução de impostos.
Assinale a resposta correta:
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) I e II.
e) I, II, III.
ATÉ A PRÓXIMA!
 
 
 
Desenvolvimento Sustentável 
 
Unidade: I – Questão 2 
 
 
Resposta correta: alternativa C. 
 
a) Alternativa correta. 
Justificativa: os problemas ambientais que assolam a sociedade moderna não ocorrem 
por si mesmos como em eras passadas (surgimento e desaparecimento de geleiras, 
mudanças ambientais globais etc.). Na atualidade, a origem desses problemas está no 
modo predatório e descontrolado como a sociedade humana moderna explora os recursos 
ambientais. Assim, é correto afirmar que a crise ambiental que vivenciamos no momento 
é consequência de uma crise civilizatória, que será debelada apenas com mudanças 
profundas na concepção do mundo pelas pessoas. 
 
b) Alternativa correta. 
Justificativa: complementando o que foi dito na justificativa da alternativa A, a mudança 
na concepção do mundo corresponde, em outras palavras, a mudanças no 
comportamento embasadas em uma nova mentalidade da interação do homem com a 
natureza. 
 
c) Alternativa incorreta. 
Justificativa: a questão ambiental é muito mais ampla e profunda do que apenas 
preservação de ambientes naturais intocados e controle da poluição. Uma mudança de 
postura generalizada do mundo civilizado com relação ao consumismo excessivo e a 
adoção de procedimentos sustentáveis e conscientes da exploração de recursos é o 
principal foco da questão ambiental, e isso resultará naturalmente no controle sobre a 
preservação, a poluição e os múltiplos outros aspectos de igual relevância na 
problemática ambiental.d) Alternativa correta. 
Justificativa: como já discutido na justificativa da alternativa C, a busca por práticas 
sustentáveis é de suma importância para a manutenção de ecossistemas e recursos, sem, 
no entanto, estagnar o desenvolvimento econômico das nações. 
 
e) Alternativa correta. 
Justificativa: esta sentença resume a proposta do desenvolvimento sustentável: explorar 
de modo consciente os recursos, de modo a dar continuidade ao desenvolvimento 
econômico, e, ao mesmo tempo, garantir, para as gerações vindouras, a possibilidade de 
exploração desses mesmos recursos. 
 
 
 
Desenvolvimento Sustentável 
 
 
Unidade II – Questão 2 
 
 
Resposta correta: alternativa B. 
 
I. Afirmativa incorreta. 
Justificativa: o CO2 é um gás que mantém suas propriedades físicas e químicas, seja ele 
resultante da combustão da gasolina ou do etanol. Portanto, é um erro afirmar que o CO2 
produzido pelo etanol é menos poluente por ser mais leve. 
 
II. Afirmativa correta. 
Justificativa: a gasolina é um derivado de petróleo e, portanto, corresponde à matéria 
orgânica fossilizada, cujos átomos de carbono já não participavam do ciclo natural do 
carbono de superfície há milhares de anos. A combustão da gasolina nos motores de 
automóveis libera novamente na atmosfera esses átomos, sob forma de CO2, o que 
representa um acréscimo extra, danoso ao ambiente. Os carbonos do etanol, por outro 
lado, fazem parte da biomassa atual e, portanto, sua liberação não é tão danosa quanto 
no caso da gasolina. 
 
III. Afirmativa incorreta. 
Justificativa: de fato, não há diferença química entre o CO2 produzido pela combustão 
do etanol e pela combustão da gasolina. No entanto, há uma diferença significativa na 
quantidade desse gás liberado em cada uma dessas combustões, sendo a quantidade 
liberada pelo etanol bem inferior à quantidade liberada pela gasolina. 
 
IV. Afirmativa incorreta. 
Justificativa: é um erro afirmar que os benefícios ambientais promovidos pela 
substituição da gasolina pelo etanol são mínimos. De acordo com dados do site 
biodieselbr.com (<www.biodieselbr.com>, acesso em: 11 abr. 2011), no período de 2005 
a 2008, houve uma emissão líquida de 13 milhões de toneladas de CO2 oriundas da 
queima do etanol. Se os mesmos veículos que usaram esse etanol tivessem usado 
gasolina como combustível, a emissão seria de 99 milhões de toneladas. 
 
 
 
Desenvolvimento Sustentável 
 
 
Unidade III – Questão 2 
 
 
Resposta correta: alternativa C. 
 
a) Alternativa incorreta. 
Justificativa: o incremento de valores econômicos totais, representado no processo 
ilustrado no esquema, deve-se justamente à manutenção dos recursos naturais. 
Portanto, é um erro afirmar que há independência entre esses itens. 
 
b) Alternativa incorreta. 
Justificativa: conforme assinalado no próprio esquema, o escape de divisas deve ser 
evitado; e não incluído no planejamento, como afirma a alternativa. 
 
c) Alternativa correta. 
Justificativa: no próprio esquema fornecido, existe a informação de que o 
planejamento foi concebido para ser um processo cíclico. Em outras palavras, as 
atividades de turismo ambiental geram renda, da qual uma parte é investida em 
programas de preservação ambiental, que irão garantir a continuidade das atividades 
de turismo no futuro. Esse processo, indubitavelmente, promove o desenvolvimento 
socioeconômico e gera oportunidades de trabalho, ao mesmo tempo em que reduz a 
ocorrência de impactos na natureza. 
 
d) Alternativa incorreta. 
Justificativa: ao contrário do que afirma a alternativa, o planejamento ilustrado garante 
a sustentabilidade das atividades turísticas, uma vez que boa parte dos recursos 
financeiros obtidos é investida na manutenção dos recursos ambientais. 
 
e) Alternativa incorreta. 
Justificativa: ao contrário do que afirma a alternativa, o usufruto dos recursos naturais 
é garantido pelo incremento de valores aplicados nos programas de preservação 
ambiental, uma vez que é essa preservação que garante a geração de novas receitas. 
 
 
 
 
 
Desenvolvimento Sustentável 
 
Unidade IV – Questão 2 
 
 
Resposta correta: alternativa D. 
 
I. Afirmativa incorreta. 
Justificativa: a ISO 14001 é uma certificação que indica o compromisso da empresa 
com a preservação do meio ambiente, e a certificação apenas será mantida mediante 
reavaliações contínuas. Isso não isenta a empresa de ser fiscalizada pela Secretaria 
do Meio Ambiente. 
 
II. Afirmativa correta. 
Justificativa: a adoção da ISO 14001 não é obrigatória, de modo que é um ato voluntário 
da empresa a busca por essa certificação. Apesar da necessidade de a empresa 
passar por um processo constante de reavaliação para manter o certificado, o que 
acarreta um ônus em função das readequações, existem vantagens para empresa em 
associar a ISO 14001 à sua imagem. O mercado e a sociedade tendem a valorizar mais 
uma empresa que tem o selo ISO, e isso certamente irá refletir em seus ganhos 
financeiros. 
 
III. Afirmativa incorreta. 
Justificativa: a certificação ISO 14001 não é garantia de que os produtos de 
determinada empresa não causem impactos ambientais. Essa certificação apenas 
indica o compromisso da empresa em aderir ao modelo de desenvolvimento 
sustentável por meio da adoção de práticas sustentáveis melhoradas continuamente, 
pautadas no cumprimento de um plano de metas. 
 
IV. Afirmativa correta 
Justificativa: Como já mencionado anteriormente, para manter a Certificação ISO 
14001, e garantir os benefícios decorrentes disso, é necessário que a empresa 
estabeleça e cumpra um plano de redução de impactos ambientais, o que será 
constantemente monitorado pelo emissor da certificação. 
 
 
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Pergunta 1
Resposta Selecionada: b. 
Respostas: a. 
b. 
c. 
d. 
e. 
Feedback da resposta:
As alterações climáticas são um dos principais efeitos da crise ecológica. Podemos a�rmar:
I. O efeito estufa e suas consequências caracterizam um dos múltiplos efeitos da crise
ecológica.
II. A destruição da camada de ozônio também in�uencia as mudanças climáticas,
contribuindo para o aquecimento global.
III. A manipulação da natureza e sua transformação com o objetivo de atender aos
interesses da humanidade pode salvar o planeta.
IV. Mudanças climáticas, diminuição dos recursos naturais, poluição e perda da
biodiversidade são os quatro grandes problemas ambientais enfrentados pelo homem
atualmente.
Estão corretas as a�rmativas:
II e IV.
I e II.
II e IV.
I, II e III.
II, III e IV.
I, II, III e IV.
Resposta: B
UNIP EAD BIBLIOTECAS MURAL DO ALUNO TUTORIAISCONTEÚDOS ACADÊMICOS
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Pergunta 2
Resposta Selecionada: d. 
Respostas: a. 
b. 
c. 
d. 
e. 
Feedback da resposta:
Fatores que podem diminuir o quadro de degradação ambiental são:
I. Crescimento desordenado da população sem aumento do nível educacional.
II. Redução dos nascimentos e aumento do nível educacional.
III. Modi�cação de comportamentos, atitudes,estilo de vida que poderão se re�etir em um
consumo sustentável.
IV. Restabelecer o respeito na convivência dos seres humanos e outros seres vivos.
Assinale a alternativa correta:
II, III e IV.
I e II.
II e IV.
I, II e III.
II, III e IV.
I, II, III e IV.
Resposta: D
Pergunta 3
Resposta Selecionada: b. 
Respostas: a. 
b. 
c. 
d. 
e. 
Feedback da resposta:
Para tornar um produto ambientalmente correto, devemos:
I. Dar preferência à matéria-prima virgem, visando à reciclagem futura.
II. Prolongar o tempo de vida do produto.
III. A matéria-prima pode ser natural ou não.
IV. Utilização de materiais que possam provocar a degradação da camada de ozônio e as
mudanças climáticas durante o uso.
Está correta a alternativa:
II e III.
I e IV.
II e III.
I, II e III.
I, III e IV.
I, II, III e IV.
Resposta: B
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Segunda-feira, 11 de Março de 2019 15h11min44s BRT
Pergunta 4
Resposta Selecionada: c. 
Respostas: a. 
b. 
c. 
d. 
e. 
Feedback da resposta:
Sobre gestão ambiental, podemos a�rmar:
I. A condução de uma gestão é formada por um conjunto de ações e medidas e regidas por
um objetivo e orientação.
II. A gestão empresarial busca um retorno satisfatório do investimento, o lucro, com
medidas que potencializem os fatores favoráveis e minimizem os fatores desfavoráveis – os
custos.
III. Para solucionar problemas ambientais, precisamos de ações corretivas, direcionando
esforços para fatores que realmente causam poluição das águas.
Está correta a alternativa:
I e II.
I.
II.
I e II.
I e III.
I, II e III.
Resposta: C
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Pergunta 1
Resposta Selecionada: b. 
Respostas: a. 
b. 
c. 
d. 
e. 
Feedback da resposta:
A educação ambiental deve estar presente dentro e fora das escolas e em todas as etapas
da vida do cidadão, iniciando em casa, na primeira infância.
I. A EA deve chegar às empresas com programas de sensibilização especí�cos.
II. O cidadão comum não precisa se preocupar com a EA.
III. O currículo escolar não precisa passar por uma revisão, ele já é adequado.
IV. Os cientistas e os professores devem ter uma formação continuada para preparar a
população.
Assinale a alternativa correta:
I e IV.
I e II.
I e IV.
I, II e III.
II, III e IV.
I, II, III.
Resposta: B
Pergunta 2
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Resposta Selecionada: b. 
Respostas: a. 
b. 
c. 
d. 
e. 
Feedback da resposta:
Desde 1972, a sociedade mundial discute os problemas ambientais. Podemos a�rmar:
I. A Conferência de Tbilisi foi um marco, pois elegeu a EA como ponto de partida e solução
para crise ambiental.
II. O Protocolo de Kyoto foi um sucesso, reduzindo as emissões de países desenvolvidos.
III. A Rio +10 foi um sucesso mostrando os avanços da Rio-92.
IV. Na Rio-92 foi gerado o documento mais importante, a Agenda 21.
Assinale a alternativa correta:
I e IV.
I e II.
I e IV.
I, II e III.
I, II e IV.
I, II, III e IV.
Resposta: B
Pergunta 3
Resposta Selecionada: a. 
Respostas: a. 
b. 
c. 
d. 
e. 
Feedback da resposta:
Nossa geração foi testemunha de um progresso tecnológico que trouxe benefícios a muitas
pessoas, mas provocou graves consequências sociais e ambientais.
I. Os sete países mais ricos do mundo são responsáveis por 80% da poluição.
II. Países ricos cederam tecnologia aos países em desenvolvimento para conter a
degradação ambiental.
III. A política utilizada era de privatização dos benefícios e socialização dos custos.
IV. O Brasil aderiu imediatamente ao desenvolvimento sustentável.
Assinale a alternativa correta:
I e III.
I e III.
II e IV.
I, II e III.
I, II e IV.
I, II, III e IV.
Resposta: A
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Segunda-feira, 11 de Março de 2019 15h16min47s BRT
Pergunta 4
Resposta Selecionada: b. 
Respostas: a. 
b. 
c. 
d. 
e. 
Feedback da resposta:
Seguindo as recomendações da Conferência de Tbilisi para as universidades foi
recomendado:
I. A análise do potencial atual das universidades para o desenvolvimento da pesquisa.
II. Aplicação de um tratamento isolado do problema fundamental da relação entre o homem
e a natureza.
III. Elaboração de meios auxiliares, como manuais sobre os fundamentos teóricos de
proteção ambiental.
IV. Conservação ambiental deve ser preocupação para acadêmicos.
Está correta a alternativa:
I e III.
I e IV.
I e III.
I, II e III.
I, III e IV.
I, II, III e IV.
Resposta: B
← OK
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Pergunta 1
Resposta Selecionada: d. 
Respostas: a. 
b. 
c. 
d. 
e. 
Feedback da resposta:
A energia hidráulica derivada das marés oceânicas pode ser rastreada desde os tempos de
Júlio César.
I. Ainda é bastante difícil de aproveitá-la, pois as tempestades oceânicas são destrutivas e as
águas são corrosivas.
II. A energia das marés não causa impactos ambientais.
III. Apenas em alguns lugares com geogra�a favorável.
IV. Produz-se energia elétrica quando a água é liberada do reservatório para o oceano.
Assinale a alternativa correta:
I, III e IV.
I e II.
II e IV.
I, II e III.
I, III e IV.
I, II, III e IV.
Resposta: D
Pergunta 2
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Resposta Selecionada: b. 
Respostas: a. 
b. 
c. 
d. 
e. 
Feedback da resposta:
A maior parte da energia utilizada hoje é proveniente da queima de combustíveis fósseis, os
quais são fontes de energia não renováveis e muito poluentes.
O Protocolo de Kyoto, acordo internacional que inclui a redução da emissão de gás
carbônico (CO2) e de outros gases estufa, demonstra a grande preocupação com o meio
ambiente e o excesso de queima de combustíveis fósseis, os quais podem ter como
consequência o aumento de efeito estufa (aquecimento global).
Assinale a alternativa que apresenta apenas combustíveis fósseis (fontes não renováveis de
energia):
Carvão, petróleo e gás natural.
Petróleo, carvão e urânio (nuclear).
Carvão, petróleo e gás natural.
Biocombustíveis, hidrelétrica e eólica.
Urânio (nuclear), solar e eólica.
Carvão, petróleo e etanol.
Resposta: B
Pergunta 3
Resposta Selecionada: c. 
Respostas: a. 
b. 
c. 
d. 
e. 
Feedback da resposta:
Nas usinas solares, a energia do sol é captada por painéis solaresformados por células
fotovoltaicas e transformada em energia elétrica. Nas usinas eólicas, os geradores são
acionados por hélices movidas pelo vento e geram energia elétrica. As usinas hidrelétricas
utilizam a água acumulada em represas e a queda d'água move turbinas que acionam
geradores e geram energia elétrica.
Assinale a alternativa com uma característica comum aos três processos de geração de
energia elétrica:
Utilizam fontes renováveis de energia.
Dependem das reservas de combustíveis fósseis.
Não provocam impacto ambiental.
Utilizam fontes renováveis de energia.
Utilizam fontes não renováveis de energia.
Utilizam as fontes mais poluidoras e utilizadas atualmente.
Resposta: C
Pergunta 4
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Segunda-feira, 11 de Março de 2019 15h21min38s BRT
Resposta Selecionada: c. 
Respostas: a. 
b. 
c. 
d. 
e. 
Feedback da resposta:
Sobre as fontes de energia renovável, podemos a�rmar:
I. Fontes de energia renovável são as melhores para desenvolver uma política energética
sustentável.
II. Fontes renováveis de energia não estão disponíveis em todos os lugares.
III. Fontes de energia alternativa são associadas com uma degradação ambiental quase
nula.
IV. As energias renováveis estão sempre disponíveis quando se precisa delas.
Assinale a alternativa correta:
I, II e III.
I e IV.
II e III.
I, II e III.
I, II e IV.
I, II, III e IV.
Resposta: C
← OK
 
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Pergunta 1
Resposta Selecionada: d. 
Respostas: a. 
b. 
c. 
d. 
e. 
Feedback da resposta:
A educação ambiental tornou-se lei em 27 de Abril de 1999. Podemos a�rmar:
I. Deve estar presente em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter
formal e não formal.
II. Envolve apenas os segmentos organizados da sociedade.
III. Busca despertar a preocupação individual e coletiva para a questão ambiental.
IV. Busca o desenvolvimento de uma consciência crítica e estimulando o enfrentamento das
questões ambientais e sociais.
Assinale a alternativa correta:
I, III e IV.
I e II.
I e III.
I, II e III.
I, III e IV.
I, II, III e IV.
Resposta: D
Pergunta 2
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maceilto.almeida @unipinterativa.edu.br 1
Resposta Selecionada: d. 
Respostas: a. 
b. 
c. 
d. 
e. 
Feedback da resposta:
Sobre a certi�cação ambiental, podemos a�rmar:
I. A certi�cação ambiental é baseada no cumprimento da ISO 14001, exigindo que a
empresa tenha bom desempenho ambiental.
II. O conceito da melhoria contínua foi inserido nessa norma com o objetivo de estimular a
melhoria do sistema de gestão ambiental.
III. Existem exigências relacionadas com a segurança do trabalho e a saúde ocupacional de
seus colaboradores.
Assinale a resposta correta:
I e II.
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
I e II.
I, II, III.
Resposta: D
Pergunta 3
Resposta Selecionada: a. 
Respostas: a. 
b. 
c. 
d. 
e. 
Feedback da resposta:
Sobre auditoria ambiental, podemos a�rmar:
I. Auditoria é diferente de �scalização.
II. O mais importante é o cumprimento de padrões especí�cos, estipulados pela empresa.
III. O auditor tem como objetivo identi�car a causa do problema.
IV. Auditores internos �scalizam as suas atividades.
Assinale a alternativa correta:
I e II.
I e II.
I e IV.
I, II e III.
I, III e IV.
I, II, III e IV.
Resposta: A
Pergunta 4
0 em 0 pontos
Segunda-feira, 11 de Março de 2019 15h29min32s BRT
Resposta Selecionada: a. 
Respostas: a. 
b. 
c. 
d. 
e. 
Feedback da resposta:
Sobre o Marketing Ecológico, podemos a�rmar:
I. Promove o aumento dos lucros das empresas.
II. É uma obrigação visto que faz parte da legislação.
III. O maior incentivo para o uso do Marketing Ecológico é a redução de impostos.
Assinale a resposta correta:
Apenas I.
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
I e II.
I, II, III.
Resposta: A
← OK
0 em 0 pontos
 
Revisar envio do teste: QUESTIONÁRIO UNIDADE I
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 3068-50_57501_R_20191 CONTEÚDO
Usuário maceilto.almeida @unipinterativa.edu.br
Curso DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Teste QUESTIONÁRIO UNIDADE I
Iniciado 11/03/19 15:08
Enviado 11/03/19 15:09
Status Completada
Resultado da
tentativa
2,5 em 2,5 pontos  
Tempo decorrido 0 minuto
Resultados
exibidos
Todas as respostas, Respostas enviadas, Respostas corretas, Comentários, Perguntas
respondidas incorretamente
Pergunta 1
Resposta Selecionada: a. 
Respostas: a. 
b. 
c. 
d. 
e. 
Feedback
da
resposta:
A gestão ambiental tem se con�gurado com uma das mais importantes ferramentas
relacionadas com qualquer negócio. Ela pode ser realizada em quatro níveis. Assinale a
alternativa correta.
Gestão de processos e gestão de sustentabilidade.
Gestão de processos e gestão de sustentabilidade.
Gestão de resultados e gestão �nanceira.
Gestão do plano ambiental e gestão de pessoal.
Gestão de resíduos e gestão social.
Gestão de sustentabilidade e gestão social.
Resposta: A
Comentário: os quatro níveis de gestão ambiental são: gestão de processos,
gestão de sustentabilidade, gestão do plano ambiental e gestão de resultados.
Pergunta 2
A relação do homem com a natureza sempre aconteceu de forma bastante discrepante: de
um lado, o homem, com toda a sua inteligência gananciosa, tentando alimentar os seus
desejos de consumo e conforto; do outro, a natureza, com toda a sua exuberância e
riqueza, fonte para todas as ações humanas. Qual a situação abaixo pode agravar ainda
mais a crise ambiental? Assinale a alternativa correta.
UNIP EAD BIBLIOTECAS MURAL DO ALUNO TUTORIAISCONTEÚDOS ACADÊMICOS
0,25 em 0,25 pontos
0,25 em 0,25 pontos
maceilto.almeida @unipinterativa.edu.br 1
Resposta
Selecionada:
d.
Respostas: a. 
b. 
c.
d.
e.
Feedback
da
resposta:
O desenvolvimento sem limites protagonizado pelo homem em prol dos
interesses próprios.
O agricultor que tira da terra o alimento que leva à mesa.
A humanidade perceber que os recursos naturais são �nitos.
Quanto maior o nível educacional em um país, menor é a taxa de
natalidade.
O desenvolvimento sem limites protagonizado pelo homem em prol dos
interesses próprios.
O resultado do aquecimento da superfície do planeta que conhecemos
como efeito estufa.
Resposta: D
Comentário: a busca desenfreada pela produção levou o homem a explorar
intensamente os recursos disponíveis na natureza, esquecendo que grande
parte deles, além de não ser renovável, quando retirada da natureza em
quantidades excessivas, deixa nela uma lacuna, às vezes, irreversível. As
consequências são sentidas em gerações posteriores, principalmente em
relação às mudanças climáticas.
Pergunta 3
Resposta
Selecionada:
e.
Respostas: a.
b.
c.
d.
e.
Atualmente, as instituições estão cada vez mais preocupadas em atingir e demonstrar um
desempenho mais satisfatório em relação ao meio ambiente. A problemática ambiental
envolve também o gerenciamento dos assuntos pertinentes ao meio ambiente, por meio de
sistemas de gestão ambiental,

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