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Apostila de Contabilidade Tributária para curso do CRCRJ: resumo conceitual (CF/88, CTN, leis e normas) e exercícios. Programa com sistema tributário, princípios constitucionais, tributos, apuração do IR (lucro real, presumido, arbitrado, retido), ICMS, ISSQN, PIS/COFINS.

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Mariene Motta

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1 
 
Departamento de Desenvolvimento Profissional 
 
 
 
 
 
CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA 
 
 
 
ProfªAdriana Valente 
 
 
e-mail: adrianatvalente@hotmail.com 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro, 1º semestre de 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rua 1º de Março, 33 – Centro – Rio de Janeiro/RJ – Cep: 20.010-000 
Telefone: (21) 2216-9544 e 2216-9545 cursos@crcrj.org.br – www.crc.org.br 
 
 
 
 
 
 
 2 
 
O presente material foi estruturado exclusivamente para aplicação da aula 
Contabilidade Tributária no Conselho Regional de Contabilidade (CRCRJ). 
 
A parte conceitual foi extraída, principalmente, da Constituição da 
República Federativa do Brasil, do Código Tributário Nacional, de Leis, 
Normas e de bibliografias consagradas sobre o Tema. 
 
A reprodução textual é apenas um resumo, cuja finalidade é auxiliar na 
fixação dos assuntos aqui abordados e na resolução dos exercícios 
propostos. 
 
Os exercícios foram extraídos de livros, periódicos e de bancas 
organizadoras de concurso público. 
 
Caso o aluno tenha interesse em aprofundar seus conhecimentos sobre 
qualquer tema abordado neste material, recomenda-se a participação em 
cursos específicos oferecidos pelo CRC/RJ e/ou leitura complementar. 
 
Bom Estudo! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 3 
 
1 ESTRUTURA DO CURSO 
 
1.1 Objetivos 
 
Transmitir aos participantes os conhecimentos básicos necessários para 
apuração dos seguintes impostos: Imposto de Renda Lucro Real, Lucro 
Presumido, Lucro Arbitrado, Retenção do Imposto de Renda na Fonte, 
ICMS, ISSQN, PIS, COFINS. 
 
1.2 Carga Horária 
 
15 horas. 
 
1.3 Metodologia 
 
Exposição teórica com aplicação de exercícios práticos. 
 
1.4 Programa 
 
1. Contabilidade Tributária 
2. Sistema Tributário Nacional 
3. Princípios Constitucionais Tributários 
4. Tributos, Impostos, Taxas e Contribuição de Melhoria 
5. Impostos de Competência dos Entes da Federação 
6. Apuração do Imposto de Renda pela Modalidade Lucro Real 
7. Apuração do Imposto de Renda pela Modalidade Lucro Presumido 
8. Apuração do Imposto de Renda pela Modalidade Lucro Arbitrado 
9. Apuração do Imposto de Renda Retido na Fonte 
10. Apuração do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias - ICMS 
11. Apuração do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – 
ISSQN 
12. PIS e COFINS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 4 
 
1. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA 
 
1.1 Introdução 
 
A Contabilidade Tributária possui como principais objetivos o estudo da 
teoria e aplicação prática dos princípios e normas da legislação tributária. 
 
É responsável pelo cumprimento das obrigações principais e acessórias 
determinadas pela legislação fiscal, buscando proteger, dessa forma, a 
empresa de sanções e penalidades determinadas pelo fisco. 
 
Algumas atribuições da Contabilidade Tributária: cálculo dos impostos, 
confecção da guia de recolhimento, escrituração dos livros fiscais, 
cumprimento das obrigações acessórias, dentre outras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 5 
 
2. SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL 
2.1 Introdução 
A Organização Política Administrativa da Republica Federativa do Brasil, 
conforme previsto no art. 18 da Constituição Federal do Brasil – CF/1988 
compreende: 
 a União; 
 os Estados; 
 o Distrito Federal; e 
 os Municípios. 
Os entes da federação são todos autônomos, nos termos da Constituição. 
No que concerne ao poder de tributar, o art. 145 da CF/88, dispõe que a 
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir 
os seguintes tributos: Impostos, Taxas e Contribuição de Melhoria. 
O art.152, da CF/88, veda aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de 
qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino. 
Veda, ainda, conforme Art. 150, à União, aos Estados, ao Distrito Federal 
e aos Municípios, sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao 
contribuinte: 
I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; 
II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem 
em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de 
ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente 
da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos; 
 
 
 
 
 
 6 
 
III - cobrar tributos: 
a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da 
vigência da lei que os houver instituído ou aumentado; 
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei 
que os instituiu ou aumentou; 
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido 
publicada a lei que os instituiu ou aumentou; 
IV - utilizar tributo com efeito de confisco; 
V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de 
tributos interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de 
pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público; 
VI - instituir impostos sobre: 
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; 
b) templos de qualquer culto; 
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas 
fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das 
instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, 
atendidos os requisitos da lei; 
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão. 
 
A Lei 5.172 de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional – CTN, 
dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de 
direito tributário aplicáveis à União, ao Distrito Federal, aos Estados e aos 
Municípios. 
 
 
 
 
 
 7 
 
Art. 6º do CTN - A atribuição constitucional de competência tributária 
compreende a competência legislativa plena, ressalvadas as limitações 
contidas na Constituição Federal, nas Constituições dos Estados e nas Leis 
Orgânicas do Distrito Federal e dos Municípios, e observado o disposto no 
CTN. 
Art. 2º - O Sistema Tributário Nacional é regido pelo disposto 
na Emenda Constitucional n. 18, de 1º de dezembro de 1965, em leis 
complementares, em resoluções do Senado Federal e, nos limites das 
respectivas competências, em leis federais, nas Constituições e em leis 
estaduais, e em leis municipais. 
Conforme Art. 96, do CTN - A expressão "legislação tributária" 
compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os 
decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em 
parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. 
Art. 7º do CTN - A competência tributária é indelegável, salvo 
atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar 
leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, 
conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra. 
Conforme o art. 97, do CTN, somente a lei pode estabelecer: 
I - a instituição de tributos, ou a sua extinção; 
II - a majoração de tributos, ou sua redução. 
III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal; 
IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo; 
V - a cominação (fixação) de penalidades para as ações ou omissões 
contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas; 
 
 
 
 
 
 8 
 
VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos 
tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. 
ExclusãoSão causas ou fatos que inibem a ocorrência do crédito 
tributário, motivados por promulgação de lei que determina a sua não 
exigibilidade por parte do Estado (WIKIPÉDIA, 2009). Pode ocorrer antes 
ou após a ocorrência do crédito tributário ( TRETTIN, 2007). 
 
Modalidades previstas: isenção – art 176 CTN, é a dispensa do tributo; 
anistia- concedida por lei – exclui a infração; imunidade – proibição legal 
de tributar; remissão – exclui o tributo em caso de catastrofes. 
Suspensão É a ocorrência de normas tributária que paralisem 
temporariamente a exigibilidade da execução do crédito tributário, O 
crédito tributário continua a existir apenas sua cobrança não é realizado, 
este fato, não exime o contribuinte do seu dever e de suas obrigações 
(TRETTIN, 2007 p.63). 
 
Extinção É o ato ou fato jurídico que faça desaparecer a obrigação 
ou lançamento do crédito tributário, extingue a própria obrigação 
tributária. 
 
 
Imunidade e Isenção Tributária 
Imunidade é a vedação constitucional destinadas às entidades políticas 
que detêm a competência tributária, de tributar determinadas pessoas, 
seja pela natureza jurídica que possuem, pelo tipo de atividade que 
desempenham ou ainda ligadas a determinados fatos, bens ou situações. 
 Já a isenção, não é a vedação, mais sim a dispensa legal do pagamento 
do tributo. 
 
 
 
 
 
 9 
 
Exercícios Sobre o Sistema Tributário Nacional 
 
1. (Fundação Cesgranrio /Casa da Moeda/Q.22) O Sistema 
Tributário Nacional impõe regras de competência tributária, dentre as 
quais: 
 
(A) os templos de qualquer culto serão tributados. 
(B) o papel destinado exclusivamente à impressão de jornais terá sua 
tributação com base de cálculo reduzida. 
(C) aos Estados, Distrito Federal e Municípios não é permitido estabelecer 
diferença tributária entre bens de qualquer natureza, em razão de sua 
procedência ou destino. 
(D) a União pode cobrar imposto sobre o patrimônio e a renda com base 
em lei posterior à data inicial do exercício financeiro a que corresponde. 
(E) à União é permitido estabelecer limitações de tráfego, no território 
nacional, de mercadorias, por meio de tributos interestaduais ou 
intermunicipais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 10 
 
3. PRINCIPIO CONSTITUCIONAIS TRIBUTÁRIOS 
 
São exemplos de princípios constitucionais tributários: 
 
 Legalidade: a instituição ou aumento de tributo somente através 
de lei. 
 Competência: definição dos tributos que podem ser cobrados pela 
União, pelos Estados, Distrito Federal e pelos Municípios. 
 Irretroatividade: em relação ao nascimento do tributo. Estabelece 
que não haverá cobrança de tributo sobre fatos que aconteceram 
antes da entrada em vigor da lei que o instituiu. 
 Anterioridade: em relação a cobrança do tributo. Estabelece que 
não haverá cobrança de tributo no mesmo exercício fiscal da lei que 
o instituiu. 
 Isonomia: o tratamento tributário deve ser igual para contribuintes 
iguais. 
 Capacidade Contributiva: os tributos devem ser graduados 
conforme a capacidade econômica do contribuinte. 
 Princípio da Anterioridade: divide-se em Anualidade e 
Nonagesimal. 
 
(i) Anualidade: Os tributos não podem ser aumentados, seja por 
elevação de base de cálculo ou aumento de alíquota no mesmo ano 
de sua publicação. Ex. Imposto de Renda. 
 
(ii) Nonagesimal: A lei que aumentou o tributo só entrará em 
vigor noventa dias após. Ex. Contribuição Social sobre o Lucro 
Líquido, IPI. 
 
 
 
 
 
 
 
 11 
 
 "O princípio da irretroatividade, estabelece que a lei deve anteceder 
ao fato por ela escolhido para dar nascimento ao tributo; o princípio da 
anterioridade, exige a anterioridade da lei em relação à data inicial 
para cobrança do tributo.” 
 
OBS: Conforme a Emenda Constitucional nº 42/2003, o Imposto de 
Importação (II), Imposto de Exportação (IE) e Imposto sobre Operações 
Financeiras (IOF), não estão sujeitos ao princípio da anterioridade: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 12 
 
Exercícios Sobre Princípios Constitucionais Tributários 
 
1. (Cesgranrio/Petrobras/01-2011/Q.42) A Constituição Federal 
Brasileira de 1988, no campo das limitações do poder de tributar do 
estado, estabelece: Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias 
asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios: 
I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. O dispositivo 
Constitucional acima configura o princípio tributário constitucional da 
 
(A) Anterioridade (B) Irretroatividade (C) Isonomia Tributária 
(D) Legalidade (E) Reserva de Lei Complementar 
 
2. (Fundação Cesgranrio/Transpetro/2-2012/Q.21) A Constituição 
Federal do Brasil estabelece quais tributos podem ser instituídos pela 
União, pelos Estados, Municípios e pelo Distrito Federal. 
Estabelece também os princípios constitucionais tributários a que se 
subordinam todas as normas de natureza tributária para estabelecer as 
limitações do poder conferido aos entes federativos para instituir 
impostos. 
Assim, no contexto dos princípios constitucionais tributários, a 
determinação de que “é proibido cobrar tributos em relação aos fatos 
geradores ocorridos antes do início da vigência da Lei que os houver 
instituído ou aumentado” é estabelecida pelo Princípio da 
 
(A) Anterioridade (B) Capacidade Contributiva (C) Irretroatividade 
(D) Isonomia (E) Legalidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 13 
 
4. TRIBUTOS 
Conforme art. 3º, do CTN, TRIBUTO é: toda prestação pecuniária 
compulsória, em moeda ou cujo valor nela possa exprimir, que não 
constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada. 
 
 Prestação pecuniária compulsória: Decorre da lei. Trata-se de 
um dever de pagar o tributo, em dinheiro. Não depende da vontade. 
 
Referindo-se ao tributo como uma prestação, o legislador quis 
enfatizar que se tratava de um comportamento obrigatório, 
importando o seu descumprimento em uma sanção. Todavia há 
quem critique o legislador por ter sido redundante ao referir-se 
a prestação compulsória porque toda prestação é objeto de uma 
obrigação. 
 
 Prestação que não constitua sanção de ato ilícito: o tributo é 
oriundo de fatos lícitos, ao menos em tese. 
 
 Prestação instituída em lei: a obrigação existe apenas em virtude 
de lei. 
 
 Prestação cobrada mediante atividade administrativa 
plenamente vinculada: independe da oportunidade e conveniência 
da administração pública. 
 
A cobrança de tributos tem seu início com o lançamento, atividade pela 
qual se verifica a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, o 
devedor, assim como o valor devido. Tanto este lançamento, como os 
 
 
 
 
 
 14 
 
posteriores atos de cobrança, são de competência privativa da 
administração tributária, estando abrigado pelo princípio da legalidade. 
 
Os Tributos representam: os impostos, as taxas e as contribuições de 
melhorias. 
 
Imposto: É um tributo cuja exigência não tem qualquer vínculo com 
uma atividade específica do Estado. Esta é a característica que o 
diferencia dos demais tributos. Exemplos: ICMS, ISS. 
 
Taxa: Tem a característica de ser cobrada em razão do poder de polícia 
ou pela utilização, efetiva ou potencial de serviços públicos, prestados 
ao contribuinte ou postos àsua disposição. Exemplos: taxa de água, lixo, 
esgoto, etc. 
 
O poder de polícia limita ou disciplina atividade de interesse público, 
como os direitos individuais e coletivos, mercado, higiene, tranqüilidade 
pública. 
 
Contribuição de Melhoria: Será devida, no caso de valorização de 
imóveis de propriedade privada, em virtude de obras públicas que 
representa acréscimo do valor do imóvel localizado nas áreas 
beneficiadas direta ou indiretamente por essas obras. Exemplos: 
pavimentação, iluminação, construção e ampliação de parques, campos de 
desportos, pontes, túneis e viadutos, etc. 
 
Contribuições Especiais: Também chamadas de Contribuição 
Social ou Parafiscais, estão previstas nos artigos 149 e 149-A da 
Constituição Federal, sendo tributos cuja característica principal é a 
finalidade para a qual é destinada sua arrecadação. Podem ser: sociais, de 
 
 
 
 
 
 15 
 
intervenção no domínio econômico, de interesse de categorias econômicas 
ou profissionais e para custeio do serviço de iluminação pública (COSIP). 
As contribuições especiais possuem finalidade e destino certo, definidos na 
lei que institui cada contribuição. 
Elementos Fundamentais que representam a obrigação tributária é a lei, o 
objeto e o fato gerador. 
 
A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador 
da respectiva obrigação, sendo irrelevante para qualificá-la: 
 
I – a denominação e demais características formais adotadas pela lei; 
II – a destinação legal do produto da sua arrecadação. 
 
Sujeito Ativo (Art. 119. da Lei 5.172 de 25/10/1966): É a pessoa jurídica 
de direito público, titular da competência para exigir o seu 
cumprimento a União, Estados, Distrito Federal e Municípios. 
 
Sujeito Passivo (Art. 121. da Lei 5.172 de 25/10/1966): É a pessoa 
obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária, 
podendo ser pessoa física e jurídica. 
 
Fato Gerador: É a concretização da hipótese de incidência tributária 
prevista em abstrato na lei, que gera (faz nascer) a obrigação tributária. 
 
Exemplos: 
Prestar serviços – ISS 
Fazer circular mercadorias – ICMS 
Receber renda – IR 
Propriedade de automóvel - IPVA 
 
 
 
 
 
 
 16 
 
O fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como 
necessária e suficiente à sua ocorrência. 
 
O fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma 
da legislação aplicável, impõe à prática ou a abstenção de ato que não 
configure obrigação principal. 
Tributos Vinculados e não Vinculados 
 Vinculados: O tributo é pago vinculado a um serviço já prestado 
ou a prestar. Exemplos: taxas, contribuição de melhoria e 
contribuições sociais (INSS, PIS, COFINS e CSLL). 
. 
 Não vinculados: Os Impostos, pois independe de qualquer 
atividade estatal relacionada ao contribuinte. 
 
Os impostos são classificados em diretos e indiretos 
 
Diretos: São os impostos que os governos (federal, estadual e municipal) 
arrecadam sobre o patrimônio (bens) e renda (salários, aluguéis, 
rendimentos de aplicações financeiras) dos trabalhadores. São 
considerados impostos diretos, pois o governo arrecada diretamente dos 
cidadãos. 
Ex.: IR, IPTU, IPVA 
 
Indiretos: São os impostos que incidem sobre os produtos e serviços que 
as pessoas consomem. São cobrados de produtores e comerciantes, 
porém acabam atingindo indiretamente os consumidores, pois estes 
impostos são repassados para os preços destes produtos e serviços. 
EX.: ICMS, IPI, ISS. 
 
 
 
 
 
 
 17 
 
Impostos sobre a renda, patrimônio e consumo 
 
 Imposto sobre a renda: São os considerados sobre o produto do 
capital, do trabalho e da combinação de ambos. Exemplos: 
Contribuição social sobre o lucro, imposto de renda. 
 
 Imposto sobre o patrimônio: Cobrado sobre o Patrimônio das 
pessoas físicas e jurídicas. Exemplo: IPTU, IPVA, ITBI. 
 
 Imposto sobre o consumo: São considerados os que incidem sobre 
a cadeia produtiva. Exemplos: IPI, ICMS, ISS, PIS, COFINS. 
 
Elisão e Evasão Fiscal são duas formas de evitar o pagamento 
de tributos. 
A evasão fiscal é o uso de meios ilícitos para evitar o pagamento 
de taxas, impostos e outros tributos. Entre os métodos usados para evadir 
tributos estão a omissão de informações, as falsas declarações e a 
produção de documentos que contenham informações falsas ou 
distorcidas, como a contratação de notas fiscais, faturas, duplicatas etc. 
A elisão fiscal configura-se num planejamento que utiliza métodos legais 
para diminuir o peso da carga tributária num determinado orçamento. 
Respeitando o ordenamento jurídico, o administrador faz escolhas prévias 
(antes dos eventos que sofrerão agravo fiscal) que permitem minorar o 
impacto tributário nos gastos do ente administrado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 18 
 
Exercícios Sobre Tributos 
 
1. (VUNESP – 2007 – OAB-SP/Q.1) No que tange à definição de 
tributo, é correto afirmar que é toda prestação pecuniária compulsória, em 
moeda, ou cujo valor nela se possa exprimir: 
a) que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada 
mediante atividade plenamente vinculada. 
b) que constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade plenamente vinculada. 
c) que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei complementar 
e cobrada mediante atividade plenamente vinculada. 
d) que não constitua sanção de ato ilícito, instituído em lei e cobrada 
mediante atividade legislativa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 19 
 
2. (FCC/2010/PGM-TERESINA-PI/Procurador Municipal/Q. 2) A 
partir do conceito legal de tributo, é possível afirmar que a multa NÃO é 
espécie de tributo porque o tributo: 
a) pode ser objeto de compensação, anistia e remissão, ao contrário da 
multa, que só pode ser objeto de anistia. 
b) tem que ser instituído mediante lei, ao passo que a multa não se 
reveste desta obrigatoriedade. 
c) é cobrado mediante atividade administrativa vinculada, enquanto a 
multa pode ser aplicada de forma discricionária pelo poder público. 
d) não é sanção por ato ilícito e a multa é sanção pecuniária por prática de 
ato ilícito. 
e) é prestação pecuniária compulsória, ao passo que a aplicação da multa 
não é compulsória, dependendo de condenação administrativa. 
3. (VUNESP/2009/TJ-MT/Juiz/Q.4) Escapa ao conceito de tributo a 
ideia de: 
a) prestação pecuniária. 
b) compulsoriedade. 
c) penalidade. 
d) atividade administrativa vinculada. 
e) instituição por lei. 
 
 
 
 
 
 
 
 20 
 
5. IMPOSTOS DE COMPETÊNCIA DOS ENTES DA FEDERAÇÃO 
 
Compete à União instituir impostos sobre (Art. 153) 
I - importação de produtos estrangeiros; II 
II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados; 
IE 
III - renda e proventos de qualquer natureza; 
IV - produtos industrializados; IPI 
V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou 
valores mobiliários; IOF 
VI - propriedade territorial rural; ITR 
VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar. IGF 
 
Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre 
(Art. 155) 
I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; 
ITCMD 
II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre 
prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e 
de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no 
exterior; ICMSIII - propriedade de veículos automotores. IPVA 
 
 
 
 
 
 
 21 
 
Compete aos Municípios instituir impostos sobre (Art. 156) 
I - propriedade predial e territorial urbana; IPTU 
II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens 
imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, 
exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição; ITBI 
III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, da 
CRFB, definidos em lei complementar. ISSQN 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 22 
 
Exercícios Sobre Competência para Instituir Impostos 
 
1. Considere os seguintes impostos: 
 
I - Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI 
II - Imposto sobre importação de produtos estrangeiros - II 
III - Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana - IPTU 
IV - Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e 
sobre prestações de serviços de transporte interestadual, internacional e 
de comunicação - ICMS. 
V - Imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguros, ou relativo a 
títulos ou valores mobiliários – IOF. 
 
Assinale, na tabela abaixo, a opção que apresenta corretamente a 
relação entre cada imposto e a esfera governamental responsável por sua 
cobrança: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FEDERAL ESTADUAL MUNICIPAL 
(A) I IV e V II e III 
(B) III I e II IV e V 
(C) I e V III e IV II 
(D) II e V I e III IV 
(E) I, II e V IV III 
 
 
 
 
 
 23 
 
2. (Petrobras/Cesgranrio/2014/Q.50) De acordo com os termos 
do art. 3o do Código Tributário Nacional, “Tributo é toda prestação 
pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, 
que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada 
mediante atividade administrativa plenamente vinculada”. 
Ainda de acordo com o Código Tributário (art. 18), instituir impostos nos 
Territórios Federais, atribuídos aos Estados, é da competência do(a) 
(A) Estado e do Território Federal 
(B) Território Federal 
(C) Estado 
(D) União e do Estado 
(E) União 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 24 
 
6. IMPOSTO SOBRE A RENDA DAS PESSOAS JURÍDICAS - IRPJ 
 
Conforme a CFRB/88, o Imposto sobre a renda possui as seguintes 
características: 
 
Generalidade: Toda e qualquer forma de renda ou provento 
Universalidade: Todos que auferirem renda 
Progressividade: Cobra-se mais de quem tem mais e vice- versa 
 
A pessoa jurídica é tributada de acordo com as seguintes 
modalidades: 
 
 Lucro Real 
 Lucro Presumido 
 Lucro Arbitrado 
 Simples Nacional 
 
Período de apuração: 
 Lucro Real – Trimestral ou Mensal (Estimado) 
 Lucro Presumido - Trimestral 
 Lucro Arbitrado - Trimestral 
 Simples Nacional - Mensal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 25 
 
 6.1 Lucro Real – Apuração Trimestral 
 
Conceito 
O Lucro Real é o resultado (Lucro ou Prejuízo) do período de apuração 
(antes de computar a provisão para o imposto de renda), ajustado pelas 
adições, exclusões e compensações prescritas ou autorizadas pela 
legislação do imposto sobre a renda. 
 
Verifica-se de imediato que, como ponto de partida para determinação 
do lucro real é o resultado líquido apurado na escrituração 
comercial. As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real são 
obrigadas a mantê-la em boa ordem e guarda, com a estrita observância 
das leis comerciais e fiscais e dos princípios contábeis geralmente aceitos. 
 
Estão obrigadas à tributação com base no Lucro Real, as pessoas 
jurídicas: 
 
 Até 31/12/2013 – R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhões). A 
partir de 01/01/2014 - Receita bruta igual ou superior a R$ 
78.000.000 (setenta e oito milhões), e proporcional de R$ 
6.500.000 (seis milhões e quinhentos mil reais); 
 Cujas atividades sejam bancos comerciais, bancos de investimentos, 
bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de 
créditos, financiamentos e investimentos, sociedades de crédito 
imobiliário, sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e 
câmbio, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de 
arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de 
seguros privados e de capitalização e entidades de previdência 
privada aberta; 
 
 
 
 
 
 26 
 
 Que tiverem lucros, rendimentos e ganhos de capital oriundos do 
exterior; 
 
Notas: 
Não confundir rendimentos ou ganhos de capital oriundos do 
exterior com receitas de exportação. As exportadoras podem optar 
pelo Lucro Presumido, desde que não estejam nas hipóteses de 
vedação. A restrição deste item alcança aquelas empresas que 
tenham lucros gerados no exterior (como empresas Offshore, filiais 
controladas e coligadas no exterior, etc.). 
 
A prestação direta de serviços no exterior (sem a utilização de filiais, 
sucursais, agências, representações, coligadas, controladas e outras 
unidades descentralizadas da pessoa jurídica que lhes sejam 
assemelhadas) não obriga á tributação do lucro real. 
 
 Que, autorizadas pela legislação tributária, usufruam de 
benefícios fiscais relativos à isenção ou redução de impostos; 
Nota: como exemplo de benefícios fiscais: o 
programa BEFIEX (isenção do lucro de exportação), redução do IR 
pelo Programa de Alimentação do Trabalhador, projetos incentivados 
pela SUDENE e SUDAM, etc. 
 
 Que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado 
pagamentos mensal por estimativa ou tenham reduzido ou 
suspendido o pagamento mensal por estimativa, mediante 
levantamento do balanço ou balancete específico para esse fim; 
 
Nota: o regime de estimativa é a opção de pagamento mensal, 
estimado, do Imposto de Renda, para fins de apuração do Lucro Real 
 
 
 
 
 
 27 
 
em Balanço Anual. 
 
 Que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de 
serviços de assessoria de crédito, seleção e riscos, 
administração de contas a pagar e a receber, compras de direitos 
creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação 
de serviços (factoring). 
 
Notas: 
1ª As pessoas jurídicas que não se enquadrarem nas hipóteses acima 
poderão optar, por ocasião do pagamento do imposto correspondente 
ao 1º trimestre do ano-calendário em vigor, pela tributação com base 
no lucro presumido. 
2ª considera-se receita bruta total, para fins de determinação do limite 
referido, o somatório: 
a) receita bruta total; 
b) demais receitas e ganhos de capital; 
c) ganhos líquidos obtidos em operações realizadas nos mercados 
de renda variável; 
d) rendimentos nominais produzidos por aplicações financeiras de 
renda fixa; 
e) parcela das receitas auferidas nas exportações às pessoas 
vinculadas ou aos países com tributação favorecida que exceder 
ao valor já apropriado na escrituração da empresa, na forma da 
Instrução Normativa SRF nº 38, e 30/04/1997. 
 
 
 
 
 
 28 
 
3ª os agentes autônomos de seguros (corretores de seguros) não são 
considerados instituições financeiras e, portanto, não são obrigados à 
tributação com base no Lucro Real. 
 
4ª a pessoa jurídica que auferir receita de exportação de mercadorias 
e/ou prestação direta de serviços ao exterior não está enquadrada na 
hipótese já mencionada, ou seja, lucros, rendimentos e ganhos de capital 
oriundos do exterior.Lucro Contábil e Lucro Fiscal/Real 
Lucro Contábil – É o lucro líquido do exercício apurado de acordo com 
Práticas Contábeis Brasileiras. 
Lucro Fiscal/Real – É o lucro apurado após adições, exclusões e 
compensações permitidas pela legislação tributária. Constitui-se base de 
cálculo para o pagamento do imposto de renda com base no lucro real. 
Condições de Dedutibilidade dos Custos e Despesas 
Para que um custo ou uma despesa possa ser considerado dedutível, é 
necessário o atendimento das seguintes condições (art. 299 – RIR 99): 
*Ser necessário para a atividade da empresa e a manutenção da 
respectiva fonte produtora de receitas. 
 
 
 
 
 
 29 
 
* Ser normal e usual. 
* Estar documentado e devidamente contabilizado. 
* Não constituir inversão de capital. (aquisição de bens de capital - 
Ex. imobilizado) 
OBS.: A despesa é dedutível no regime de competência, ou seja, no 
momento em que é considerada incorrida – quando ocorre o fato gerador 
– independe de pagamento. 
 
O e-LALUR, o FCONT, a ECD FISCAL, e a DIPJ, foram todos para a EFD 
IRPJ/CSLL, cuja obrigatoriedade está prevista para jan/2014 entrega em 
2015, ou no evento especial se ocorrer. 
 
O projeto inicialmente denominado de e-Lalur,(Livo Eletrônico de 
Escrituração e Apuração do IRPJ e CSLL sobre o Lucro Líquido da Pessoa 
Jurídica Tributada pelo Lucro Real) agora ganhou novo nome: EFD-IRPJ 
(Escrituração Fiscal Digital - IRPJ). 
O nome foi alterado, pois, além de englobar o e-Lalur, também haverá 
registros para cálculo do IRPJ e da CSLL para as empresas tributadas pelo 
lucro presumido e pelo lucro arbitrado. Também haverá informações das 
empresas imunes e isentas, bem como registros referentes às fichas de 
informações econômicas e gerais da DIPJ, gerando, por consequência, a 
extinção da DIPJ. 
Para as empresas que possuem escrituração contábil digital (ECD), por 
intermédio da EFD-IRPJ será possível a recuperação dos saldos das contas 
contábeis informadas na ECD, que serão utilizadas para construção de e-
Lalur (Partes A e B) e cálculo do IRPJ e da CSLL. 
 
 
 
 
 
 30 
 
A entrega da EFD-IRPJ será obrigatória, a partir do ano calendário de 
2014, para as pessoas jurídicas sujeitas à apuração do Imposto sobre a 
Renda pelo Regime do Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado, e 
também para as Pessoas Jurídicas imunes e isentas. 
O contribuinte deverá informar todas as operações que influenciem, direta 
ou indiretamente, imediata ou futuramente, a composição da base de 
cálculo e o valor devido dos tributos, especialmente quanto: 
- à recuperação do plano de contas contábil e saldos das contas, para 
pessoas jurídicas obrigadas a entregar a Escrituração Contábil Digital 
(ECD) relativa ao mesmo período da EFD-IRPJ; 
- à recuperação de saldos finais da EFD-IRPJ do período imediatamente 
anterior, quando aplicável; 
- à associação das contas do plano de contas contábil recuperado da ECD 
com plano de contas referencial, definido pela Coordenação-Geral de 
Fiscalização (Cofis), por meio de Ato Declaratório Executivo; 
- ao detalhamento dos ajustes do lucro líquido na apuração do Lucro Real, 
mediante tabela de adições e exclusões definida pela Cofis, por meio de 
Ato Declaratório Executivo; 
- ao detalhamento dos ajustes da base de cálculo da CSLL, mediante 
tabela de adições e exclusões definida pela Cofis, por meio de Ato 
Declaratório Executivo; 
- aos registros de controle de todos os valores a excluir, adicionar ou 
compensar em exercícios subsequentes, inclusive prejuízo fiscal e base de 
cálculo negativa da CSLL; e 
 
 
 
 
 
 31 
 
- aos registros, lançamentos e ajustes que forem necessários para a 
observância de preceitos da lei tributária relativos à determinação do lucro 
real e da base de cálculo da CSLL, quando não devam, por sua natureza 
exclusivamente fiscal, constar da escrituração comercial, ou sejam 
diferentes dos lançamentos dessa escrituração. 
As pessoas jurídicas que apresentarem a EFD-IRPJ ficam dispensadas, em 
relação aos fatos ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2014, da 
escrituração do Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur) e da entrega da 
Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ). 
Apuração do Lucro Fiscal/Real 
Exemplo: 
Lucro antes do Imposto de Renda (LAIR) 
(+) Adições ao Lucro Líquido 
(-) Exclusões ao Lucro Líquido 
(=) Lucro antes da Compensação do Prejuízo Fiscal 
(-) Compensação do Prejuízo Fiscal 
(=) Lucro Real ou Lucro Tributável 
Adições – são despesas realizadas (contabilizadas) pelas empresas, mas 
não consideradas como dedutíveis para apuração da base de cálculo 
para pagamento do Imposto de Renda. Exemplo: multa de trânsito. 
Exclusões – são as receitas auferidas (contabilizadas) pelas empresas, 
mas que não são tributadas pela legislação. Exemplo: dividendos 
recebidos pela participação societária em outras empresas avaliadas pelo 
Método do Custo. 
Compensações – A legislação admite que, prejuízos fiscais apurados 
anteriormente possam ser compensados com lucros futuros. Essa 
compensação está limitada a 30% (trinta) do lucro fiscal apurado no 
período base. 
 
 
 
 
 
 32 
 
 
Notas: 
I. O Prejuízo Fiscal não poderá ser compensado se, entre a data da 
apuração e da compensação do prejuízo fiscal, ocorrer, cumulativamente, 
modificação do controle societário e modificação do ramo de atividade. 
II. Não há prazo para prescrição do Prejuízo Fiscal. 
 
Parte B – controla as diferenças temporárias, ou seja, todos os 
lançamentos que podem afetar a base fiscal de períodos posteriores. 
Assim, todas as despesas que representem adições temporárias devem 
ser registradas na parte B, pois em algum período seguinte, esta 
despesa será dedutível para fins fiscais e, com o adequado controle na 
parte B , a exclusão pode ser feita sem nenhuma preocupação. 
 
Exemplos de resultados passivos de controle na parte B: Prejuízos a 
Compensar, Depreciação Acelerada Incentivada. 
Adições e Exclusões Temporárias – são consideradas, na pratica como 
despesas dedutíveis e receitas tributadas, mas apenas nos próximos 
períodos. 
 
Alguns exemplos de Adições definitivas e temporárias, para 
apuração do Lucro Real: 
 
Adições Definitivas - Uma despesa que não é aceita agora, nem será 
num período futuro. Representam despesas não necessárias às 
operações, tais como: multas fiscais não compensatórias, multa de 
trânsito, despesas particulares de diretores, resultado de equivalência 
patrimonial (despesas), despesas com brindes. 
 
 
 
 
 
 
 33 
 
OBS.: As multas por infrações fiscais, como regra geral, não são 
dedutíveis como custo ou despesa operacional. Entretanto, poderão ser 
dedutíveis as multas de natureza compensatória e as impostas por 
infrações de que não resultem falta ou insuficiência de pagamento de 
tributo (RIR/1999, art. 344, §5 o ). 
A multa de natureza compensatória destina-se a compensar o sujeito 
ativo da obrigação tributária pelo prejuízo suportado em virtude do atraso 
no pagamento que lhe era devido. É penalidade de caráter civil, posto que 
comparável à indenização prevista no direito civil. Em decorrência disso, 
nem a própria denúncia espontânea é capaz de excluir a responsabilidade 
por esses acréscimos, usualmente chamados moratórios. 
Porém, nem todos os acréscimos moratórios previstos na legislação 
tributária podem ser considerados compensatórios. A multa moratória 
somente terá natureza compensatória quando, cumulativamente, 
preencher as seguintes condições: 
 
Adições Temporárias - Uma despesa quenão é aceita pelo fisco num 
período, por não reencher determinados requisitos, que será preenchido 
em outro período. Representa provisões (contingências trabalhistas e 
outras), exceto provisões para férias, 13º salário e técnicas, 
 
Exclusão Definitiva - Uma receita que não é tributada agora nem será 
tributada em períodos futuros. Exemplos: Receita auferida pela 
Equivalência Patrimonial, Receita de dividendos recebidos pela 
avaliação do investimento pelo método de custo. 
 
Exclusão Temporária - Uma despesa que o fisco aceita como dedução 
fiscal antes do seu reconhecimento contábil, representará uma 
dedução antecipada do IR devido, gerando um ajuste extracontábil no 
 
 
 
 
 
 34 
 
LALUR, para reduzir o lucro tributável. Quando ocorrer o efetivo 
registro na contabilidade, esta despesa não poderá ser aceita pelo fisco, 
uma vez que já foi considerada dedutível no período anterior. Exemplo: 
Despesa com a exploração do petróleo cru, mesmo antes de 
registrar a despesa. 
 
Alíquotas Aplicáveis para o cálculo do Imposto de Renda (IR) e 
Adicional de Imposto de Renda. 
 
IR – 15% 
Adicional – 10% 
 
Adicional do Imposto de Renda 
Representa a parcela da base de cálculo que exceder o limite de R$ 
60.000,00 (sessenta mil reais), no trimestral e R$ 240.000,00 para 
apuração anual. No caso de início de atividades, o limite trimestral será 
proporcional ao número de meses, ou seja, R$ 20.000,00 (vinte mil 
reais). 
Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido - CSLL 
A contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL ou CSSL) foi instituída 
pela Lei 7.689/1988. 
Aplicam-se à CSLL as mesmas normas de apuração e de pagamento 
estabelecidas para o imposto de renda das pessoas jurídicas, mantidas a 
base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação em vigor (Lei 8.981, 
de 1995, artigo 57). 
A pessoa jurídica optante pelo Lucro Real, Presumido ou Arbitrado deverá 
recolher a Contribuição Social sobre o Lucro pela modalidade escolhida de 
tributação. 
 
 
 
 
 
 35 
 
Não é possível, por exemplo, a empresa optar por recolher o IRPJ 
pelo Lucro Real e a CSLL pelo Lucro Presumido. 
Alíquota - 9% 
Base de Cálculo: É o lucro contábil, ajustado pelas adições, exclusões e 
compensações previstas na legislação. 
 
O mesmo procedimento, aplicado para apuração da base de cálculo do IR, 
será aplicado para o cálculo da CSLL. Assim, quando do cálculo desse 
imposto, haverá também adições e exclusões, compensações que serão 
controladas. 
 
Caso haja em algum período base de cálculo negativa da CSLL, está 
poderá ser compensada em períodos futuros, limitada ao máximo de 
30% do lucro líquido ajustado. Não existe prazo de prescrição para a 
compensação. 
 
Prazo Para Pagamento 
O Imposto de Renda devido e a Contribuição Social, apurados 
trimestralmente, serão pagos em quota única, até o último dia útil do mês 
subseqüente ao do encerramento do período de apuração. 
À opção da pessoa jurídica, o imposto devido poderá ser pago em até três 
quotas mensais, iguais e sucessivas, vencíveis no último dia útil dos três 
meses subseqüentes ao do encerramento do período de apuração a que 
corresponder, observado o seguinte: 
a) nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1.000,00 (mil reais) e o 
imposto de valor inferior a R$ 2.000,00 (dois mil reais) será pago em 
 
 
 
 
 
 36 
 
quota única, até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento 
do período de apuração; 
b) as quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa 
Selic, acumulada mensalmente, a partir do primeiro dia do segundo mês 
subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia 
do mês anterior ao do pagamento e de 1% (um por cento) no mês do 
pagamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 37 
 
Exercícios - Apuração do Imposto de Renda Lucro Real 
 
1. O Imposto de Renda é um imposto: 
 
a) de competência residual; 
b) indireto; 
c) de competência comum; 
d) direto. 
 
 
2. Em face da Constituição Federal, o imposto sobre a renda e 
proventos de qualquer natureza tem as seguintes características: 
 
a) universalidade e progressividade; 
b) generalidade e seletividade; 
c) comutatividade e essencialidade; 
d) não-cumulatividade e seletividade; 
e) progressividade e seletividade. 
 
3. As alíquotas aplicáveis sobre a base de cálculo apurada na 
forma do lucro real, presumido ou arbitrado, para determinar o 
imposto de renda e a contribuição social devido pela pessoa 
jurídica em cada período-base, a partir do ano-calendário de 1996 
é: 
 
(A) 27,5% e 8% (B) 19,0% e 12% (C) 1,2%; e 15% 
(D) 15,0% e 9% (E) 4,8%. e 12% 
 
 
 
 
 
 
 
 
 38 
 
5. A Companhia Comercial Sulca S/A, enquadrada na tributação 
pelo lucro real, ao final de um determinado exercício social, 
apresentou as seguintes informações: 
 
Custo das Vendas 300.000,00 
Despesa de Depreciação 25.000,00 
Despesa de Devedores diversos (PDD) 10.000,00 
Despesas Comerciais 100.000,00 
Despesas Financeiras Líquidas 80.000,00 
Dividendo recebido, Investimento Avaliado pelo Custo 8.000,00 
Ganho na Venda de Imobilizado 15.000,00 
Perda pelo Método da Equivalência Patrimonial 20.000,00 
Vendas Líquidas 800.000,00 
 
Considerando as determinações de apuração do lucro real, quais foram os 
valores apurados, em reais, referentes ao lucro contábil (LAIR) e ao lucro 
real, respectivamente? 
 
(A) 288.000,00 e 300.000,00 
(B) 280.000,00 e 290.000,00 
(C) 288.000,00 e 310.000,00 
(D) 288.000,00 e 318.000,00 
(E) 300.000,00 e 298.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 39 
 
RESOLUÇÃO 
CONTAS LAIR LR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 LAIR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 40 
 
7. Com base nas informações abaixo, calcule e contabilize e IR e 
a CSLL na modalidade de Lucro Real trimestral. 
 
Trimestres Jan a mar Abr a Jun Jul a Set Out a Dez 
LAIR (lucro contábil) 1.000 1.000 1.000 1.000 
(+) Adições 200 100 400 1.000 
(-) Exclusões (400) (1.500) (200) (600) 
(=) Resultado antes da 
compensação do prejuízo fiscal 
800 (400) 1.200 1.400 
(-) Compensação do prejuízo Fiscal 
30% 
 
Lucro Real 
IR 15% 
Adicional de IR 10% 
Despesa com IR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 41 
 
 
Controle do Prejuízo Fiscal Valores 
 
 
 
 
 
 
 
Cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trimestres 
 
Jan a mar 
 
Abr a Jun 
 
Jul a Set 
 
Out a Dez 
LAIR 1.000 1.000 1.000 1.000 
(+) Adições 200 100 400 1.000 
(-) Exclusões (400) (1.500) (200) (600) 
(=) Resultado antes da 
compensação 
 
(-) Compensação da Base de 
Cálculo Negativa – 30% 
 
(=) Base de Cálculo 
CSLL – 9% 
 
 
 
 
 
 42 
 
Controle da Base de Cálculo Negativa da CSLL Valores 
Saldo Anterior 
 
 
 
 
 
 
 
8. (Fundação Cesgranrio/Liquigas/2-2012/Q.49) Uma sociedade 
anônima que iniciou suas atividades em março de 2010, sujeita à 
tributação pelo lucro real e optante pela tributação em bases trimestrais, 
informouum lucro, no primeiro trimestre/2014, apurado na parte “A” do 
LALUR, de R$ 300.000,00. 
Considerando exclusivamente as informações recebidas e as 
determinações da legislação tributária vigente, o imposto de renda devido 
por essa sociedade, em reais, é 
 
(A) 45.000,00 (B) 69.000 (C) 71.000,00 (D) 73.000,00 (E) 75.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 43 
 
9. (Fundação Cesgranrio/com adaptações) Uma empresa tributada 
pelo lucro real fez a opção do pagamento trimestral para o ano de 2012. 
Obteve lucro tributável de R$ 300.000,00 no primeiro trimestre, de R$ 
150.000,00 no segundo trimestre, apresentou prejuízo fiscal no terceiro 
trimestre de R$ 100.000,00 e resultado positivo no quarto trimestre de R$ 
200.000,00. Assim, terminou o ano com um resultado fiscal de R$ 
550.000,00. 
 
Considerando as informações acima, o total de Imposto de Renda a ser 
pago pela empresa, referente ao ano de 2012, em reais, será: 
 
(A) 119.500,00 (B) 129.500,00 (C) 137.000,00 
(D) 141.500,00 (E) 147.500,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 44 
 
 
RESOLUÇÃO 
 
Trimestres Jan a mar Abr a Jun Jul a Set Out a Dez 
LAIR (lucro contábil) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 45 
 
10. (Fundação Cesgranrio/Liquigas/Q.44) Os contribuintes sujeitos à 
Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) são as pessoas jurídicas 
domiciliadas no Brasil, bem como aquelas que a elas são equiparadas pela 
legislação fiscal do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (RIR/1999). 
O fato gerador da CSLL, nos termos da Constituição Federal/1988, é o(a) 
 
(A) lucro (B) receita bruta (C) receita líquida (D) venda de mercadorias 
(E) venda de mercadorias e serviços 
 
11. (Fundação Cesgranrio/Liquigas/Q. 45) O Imposto de Renda de 
uma pessoa jurídica, com mais de dez anos de atividades ininterruptas, 
tributada pelo lucro real, optante pelo lucro real trimestral, será 
determinado pela aplicação da alíquota de 15% sobre o lucro 
 
(A) antes do imposto de renda, apurado na demonstração do resultado, 
acrescido de R$ 240.000,00. 
(B) líquido contábil ajustado por adições e subtrações, deduzido da 
compensação de prejuízos fiscais, mais 10% sobre o imposto excedente a 
R$ 20.000,00. 
(C) real, apurado no LALUR, menos 10% aplicados sobre R$ 240.000,00. 
(D) real, apurado no LALUR, mais 10% aplicados sobre o lucro que 
exceder a R$ 60.000,00. 
(E) real, apurado no LALUR, mais 10% sobre o lucro excedente a R$ 
240.000,00. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 46 
 
12. Analise as afirmações a seguir em relação às formas de 
tributação sobre o lucro. 
 
I - Uma empresa com receita total no valor de 50 milhões de reais, em 
2004, sendo 5% oriunda de resultado positivo, com participação em 
controladas, será obrigada a utilizar, em 2005, o lucro real como forma de 
tributação sobre o lucro, estando impedida de utilizar o lucro presumido 
em 2005, mesmo que a receita total fique abaixo de 48 milhões de reais 
nesse ano. 
 
II - No lucro real, o prejuízo fiscal apurado poderá ser compensado nos 
anos seguintes, mas com limitação de 30% da soma algébrica de receitas 
e despesas apuradas na contabilidade, sem qualquer ajuste de adições ou 
exclusões. 
 
III - A empresa que vender seus produtos ao exterior, ainda que através 
de empresa comercial exportadora, estará, automaticamente, obrigada ao 
lucro real, qualquer que seja sua receita total no ano anterior. 
 
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmação(ões): 
(A) I 
(B) II 
(C) I e II 
(D) I e III 
(E) II e III 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 47 
 
13. Determinada empresa comercial iniciou suas atividades em 
janeiro de 2013, sendo tributada pelo lucro real trimestral. No 
primeiro trimestre, apresentou prejuízo contábil de R$ 15.000,00, 
com despesas não dedutíveis no valor de R$ 1.000,00 incluídas no 
resultado. No 2o trimestre, obteve lucro contábil de R$ 90.000,00, 
incluindo receitas não tributáveis de R$ 10.000,00. Considerando 
as alíquotas vigentes no país (alíquota básica de 15% e adicional 
de 10% sobre a parcela que ultrapassar R$ 240.000,00/ano ou R$ 
20.000,00/mês), o imposto de renda devido pela empresa 
referente ao 2o trimestre, em reais, é: 
 
(A) 9.600,00 (B) 9.900,00 (C) 10.000,00 (D) 10.500,00 
(E) 15.500,00 
 
 1º TRIM 2º TRIM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 48 
 
14. A Cia. Gama apresentou em 2010 um lucro antes da CSLL de 
R$ 10.000,00. Neste resultado, estão incluídos os seguintes 
valores, em reais: 
 
Provisão para devedores duvidosos 300,00 
Despesa de Brindes 100,00 
Resultado Positivo de Equivalência Patrimonial 200,00 
 
Conforme os princípios de contabilidade e normas da CVM, informe a CSLL 
a pagar e a despesa de CSLL considerando a alíquota de 9%. 
 
(A) 900,00 e 891,00 (B) 900,00 e 900,00 (C) 918,00 e 882,00 
(D) 918,00 e 891,00 (E) 918,00 e 900,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 49 
 
6.2 Lucro Real Anual – Base Estimativa – Apuração Mensal 
 
A pessoa jurídica sujeita à tributação com base no lucro real, 
alternativamente à sistemática de sua apuração trimestral, poderá optar 
pelo pagamento mensal do imposto por estimativa e determinar o lucro 
real apenas em 31 de dezembro do ano calendário. 
 
Nota: A opção pelo pagamento por estimativa ou trimestral será 
irretratável para todo o ano calendário e será manifestada com o 
pagamento do imposto correspondente ao mês de janeiro ou no primeiro 
trimestre. 
 
Para cálculo do IR mensal, na modalidade de lucro estimado, será apurado 
de acordo com o percentual definido pela legislação tributária para cada 
atividade, conforme tabela abaixo: 
 
Atividade Base para o 
IR 
Base para a 
CSLL 
Revenda de Combustíveis 1,6% 12% 
Serviços hospitalares / transporte de cargas 8,0% 12% 
Serviços com faturamento anual de até $ 120.000 16,0% 32% 
Demais Serviços 32,0% 32% 
Intermediação de negócios, administração de 
imóvel, locação de administração de bens 
móveis. 
32,0% 32% 
Comércio e Indústria 8,0% 12% 
 
OBS.: Empresas com mais de uma atividade aplica-se o % correspondente a 
cada atividade. 
 
 
 
 
 
 
 50 
 
Como a empresa somente apurará o imposto de renda no final do ano 
calendário, a diferença entre o imposto devido e o somatório das 
importâncias pagas por estimativa será: 
 
a) se positivo, pago em quota única até o último dia do mês de março do 
ano subseqüente, acrescido de juros equivalentes (juros Selic mais 
1%) 
 
b) se negativo, compensado com o imposto devido a partir do mês de 
janeiro do ano-calendário subseqüente, assegurada a alternativa de 
requerer a restituição do montante pago a maior. 
 
 
Suspensão ou Redução do Imposto de Renda Apurado por 
Estimativa 
 
A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto 
mensal por estimativa, caso demonstre que os valores já pagos, 
correspondentes a meses anteriores, excedem o valor do imposto, 
inclusive adicional, calculado com base no lucro real do período em curso, 
através da elaboração de balançosou balancetes levantados para tal fim. 
 
Considere a seguinte situação hipotética: 
Mês Base Mês de 
Recolhimento 
Imposto 
Mensal – R$ 
Valor 
Acumulado - R$ 
Valor a 
Recolher – R$ 
Janeiro Fevereiro 3.500,00 3.500,00 3.500,00 
Fevereiro Março 2.500,00 6.000,00 2.500,00 
Março Abril 4.000,00 10.000,00 ? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 51 
 
Suspensão do Imposto 
Se a pessoa jurídica levantar balanço ou balancete em 31 de março e 
apurar imposto devido, por exemplo, de R$ 5.000,00, ela não precisará 
efetuar em abril o recolhimento por estimativa de R$ 4.000,00, relativo ao 
mês de março (suspensão), pois já pagou até março a importância de R$ 
6.000,00, superior ao devido com base no balanço ou balancete. 
 
Redução do Imposto 
Caso o valor do imposto devido, apurado no balancete ou balanço, tivesse 
sido de, por exemplo, R$ 7.500,00, a pessoa jurídica poderia recolher 
apenas R$ 1.500,00 em abril (redução), em vez dos R$ 4.000,00 
calculados por estimativa, pois já recolheu R$ 6.000,00 até março e 
bastaria complementar a diferença em relação ao imposto devido, ou seja, 
(R$ 7.500,00 – R$ 6.000,00 = R$ 1.500,00). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 52 
 
Exercícios - Cálculo do Imposto de Renda Estimado 
 
1. Considere a seguinte situação: 
 
A empresa Indústria, Comércio e Assistência Técnica de Aparelhos 
Náuticos Ltda. (Icatan) está obrigada à tributação pelo lucro real, tendo 
escolhido a opção da apuração de lucro real anual. Mensalmente, apura e 
recolhe o Imposto de Renda com base em estimativa sobre suas receitas. 
Com base nas informações abaixo, apure e contabilize o Imposto de 
Renda a recolher, com base no lucro estimado de outubro de 2014, 
considerando que as vendas de mercadorias sofrem tributação de 8% e os 
serviços prestados são tributados em 32%. 
 
 Indústria 
Comércio 
Serviços 
 
Receitas brutas (as vendas de mercadorias 
incluem o IPI) 
600.000,00 40.000,00 
Deduções das receitas brutas 
Imposto sobre produtos industrializados 30.000,00 
Imposto sobre circulação de mercadorias 102.600,00 
Imposto sobre serviços 2.000,00 
Vendas canceladas e devoluções 10.000,00 
Descontos incondicionais 4.000,00 
Total das deduções 146.600,00 2.000,00 
Receita Liquida 453.400,00 38.000,00 
Ganhos de capital no mês 
Lucro na venda de ativo imobilizado 28.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 53 
 
Memória de cálculo do Imposto de Renda 
Lucro Real Anual 
Vendas de 
Mercadorias 
Prestação de 
Serviços 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 54 
 
Memória de Cálculo da CSLL 
Lucro Real Anual 
Vendas de 
Mercadorias 
Prestação de 
Serviços 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 55 
 
Considere as informações abaixo para responder às questões de 
nºs 2 e 3. 
A Zelote S/A apresentou as seguintes informações parciais, em reais, 
referentes ao mês de janeiro de 2006: 
Itens Valores (R$) 
Receita de vendas 1.800.000,00 
Receita de aplicações financeiras 50.000,00 
IR na Fonte s/aplicações financeiras 10.000,00 
Ganho de equivalência patrimonial 120.000,00 
Ganhos de capital 80.000,00 
 
 
2. Considerando-se as informações parciais recebidas da Cia. 
Zelote e a legislação tributária do Imposto de Renda, aplicável à 
apuração do Imposto de Renda por estimativa (antecipações 
mensais em bases estimadas), o valor do Imposto de Renda, 
apurado por estimativa, em janeiro, em reais, é 
 
(A) 21.600,00 (B) 46.000,00 (C) 47.100,00 (D) 54.000,00 
(E) 58.500,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 56 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. Considerando-se as informações parciais recebidas da Cia. 
Zelote e a legislação tributária do Imposto de Renda, aplicável à 
apuração da contribuição social sobre o Lucro Líquido por 
estimativa (antecipações mensais em bases estimadas), o valor da 
Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), apurado por 
estimativa, no mês de janeiro, em reais, é 
 
(A) 13.940,00 (B) 19.440,00 (C) 21.140,00 (D) 30.240,00 
(E) 31.140,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 57 
 
4. (Fundação Cesgranrio/FINEP/ Q. 34 e 35) Considere os dados a 
seguir para responder às questões de nos 4 e 5. 
 
A Companhia Comercial H. S/A é tributada pelo Lucro Real anual, com 
antecipações mensais em bases estimadas. 
 
Apresentou as seguintes informações, referentes às receitas auferidas no 
mês de fevereiro/2011: 
 
Venda de mercadorias R$ 250.000,00 
Serviços prestados a terceiros R$ 75.000,00 
 
Considerando-se as informações recebidas da Companhia Comercial H. 
S/A e as determinações da legislação fiscal do Imposto de Renda, para as 
empresas tributadas pelo Lucro Real com antecipação mensal em bases 
estimadas, o valor do Imposto de Renda a recolher, referente ao mês de 
fevereiro, em reais, é 
 
(A) 4.500,00 (B) 6.600,00 (C) 9.000,00 (D) 15.600,00 
(E) 24.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 58 
 
Memória de cálculo do Imposto de Renda 
Lucro Real Anual 
Vendas de 
Mercadorias 
Prestação de 
Serviços 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. (Fundação Cesgranrio/FINEP/Q.35) Considerando-se as 
informações recebidas da Companhia H. S/A e as determinações da 
legislação fiscal do Imposto de Renda, para as empresas tributadas pelo 
Lucro Real com antecipação mensal em bases estimadas, o valor da 
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) a recolher, referente ao 
mês de fevereiro, em reais, é 
 
(A) 3.510,00 (B) 4.860,00 (C) 5.400,00 (D) 22.500,00 (E) 28.800,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 59 
 
Memória de cálculo Da CSLL Vendas de 
Mercadorias 
Prestação de 
Serviços 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. Levando em consideração que o regime de tributação 
adotado pelo contribuinte é o Lucro Real Anual com levantamento 
mensal de balanços ou balancetes, para fins de suspensão ou 
redução do imposto de renda, os lançamentos no LALUR devem ser 
feitos: 
 
(A) anualmente apenas, em caso de lucro; 
(B) mensalmente apenas, em caso de lucro; 
(C) anualmente apenas, em caso de prejuízo; 
(D) mensalmente em caso de lucro ou prejuízo; 
(E) anualmente em caso de lucro ou prejuízo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 60 
 
7. Julgue os itens em certos ou errados: 
 
a) exercício social é determinado espaço de tempo no final do qual os 
contribuintes pessoas jurídicas são obrigados a apurar seus resultados e 
preparar as demonstrações contábeis, para efeitos comerciais, tributários 
e societários. O exercício social deve ter a duração de um trimestre, com 
exceção do primeiro ano de existência da empresa; 
 
b) a data do término do exercício social deve ser fixada no estatuto ou 
contrato social da pessoa jurídica; 
 
c) ano-calendário é o período de 12 meses consecutivos, compreendido do 
dia 1º de janeiro a 31de dezembro, sendo que a legislação do Imposto de 
Renda utiliza tal expressão para identificar o ano de ocorrência do fato 
gerador da obrigação tributária; 
 
d) período-base é a expressão que designa o período de incidência do 
Imposto de Renda das pessoas jurídicas, ou seja, o período de apuração 
da base de cálculo. O período-base de apuração definitiva do Imposto de 
Renda das pessoas jurídicas pode ser: 
 
a) trimestral, com base no lucro real, presumido ou arbitrado; 
 
b) anual, com base no lucro real, no caso de opção pelos 
pagamentos mensais por estimativas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 61 
 
8. Julgue os itens abaixo em certos ou errados: 
 
a) o montante do prejuízo fiscal que pode ser objeto de compensação com 
o lucro real é aquele apurado e controlado no Livro de Apuração do Lucro 
Real (LALUR); 
 
b) no caso de apuração do Imposto de Renda e contribuição social pelo 
lucro real trimestral, cada trimestre é considerado um período de 
apuração distinto, sendo que o lucro tributável apurado num trimestre 
pode ser compensado com prejuízos fiscais ou bases negativas de 
contribuição social sobre o lucro de trimestres subseqüentes; 
 
c) a compensação está limitada ao máximo de 25% do lucro líquido 
ajustado pelas adições e exclusões previstas em lei; 
 
d) Não existe prazo de prescrição para a compensação. 
 
 
9. Assinale a alternativa correta: 
 
a) não poderão ser deduzidos do valor do Imposto de Renda trimestral os 
incentivos fiscais, dentro dos limites e condições fixados pela legislação; 
 
b) as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real podem optar 
pela apuração do lucro real anual, alternativamente pela apuração em 
cada trimestre. No entanto, os recolhimentos dos tributos devem ser 
efetuados uma vez por trimestre; 
 
c) na opção pelo lucro real anual, as pessoas jurídicas tributadas pelo 
lucro real devem efetuar os recolhimentos mensais com base em 
estimativas. A partir dessa opção, a empresa está obrigada à apuração 
 
 
 
 
 
 62 
 
do lucro real anual, não podendo mudar a base de tributação pelo lucro 
presumido; 
 
d) o Imposto de Renda pago mensalmente pelo critério de estimativa deve 
ser calculado sobre a receita bruta do contribuinte, que é o somatório dos 
montantes das vendas de mercadorias ou produtos e dos serviços 
prestados, não devendo ser acrescidos os ganhos de capital, demais 
receitas e resultados positivos. 
 
 
10. Julgue os itens em certos ou errados: Lucro Real 
 
a) as empresas devem basear-se na apuração do estimado sobre as 
receitas, para o cálculo e pagamento dos tributos do Imposto de Renda e 
contribuição social sobre o lucro; 
 
b) se a opção for pela apuração do lucro real trimestral, este deve ser 
determinado em períodos de apuração encerrados em 31 de março, 30 de 
junho, 30 de setembro e 31 de dezembro, com base no resultado líquido 
de cada trimestre; 
 
c) não há· necessidade de levantamento das Demonstrações Contábeis, 
com observância das normas estabelecidas na legislação comercial e 
fiscal; 
 
d) o Imposto de Renda trimestral será calculado mediante a aplicação da 
alíquota normal de 15% (quinze por cento) sobre a totalidade da base de 
cálculo, ou seja, 15% do lucro real e mais uma alíquota adicional de 10% 
sobre a parcela da base de cálculo que exceder o limite de R$ 60.000,00 
no trimestral; 
 
 
 
 
 
 
 63 
 
e) no caso de início de atividades, o limite trimestral não será proporcional 
ao número de meses. 
 
11. Assinale a alternativa incorreta, com relação ao conceito de 
lucro real: 
 
a) a palavra real é usada pelo Código Tributário Nacional em oposição aos 
termos presumido e arbitrado, com o principal objetivo de exprimir o que 
existe de fato, verdadeiro, ou seja, o que não é presumido ou arbitrado; 
 
b) contabilmente falando, pode-se concluir que o lucro real é aquele 
realmente apurado pela contabilidade, com base na completa escrituração 
contábil fiscal, com a estrita e rigorosa observância dos princípios 
fundamentais de contabilidade e demais normas fiscais e comerciais; 
 
c) a legislação, ao introduzir a figura do lucro real, que é uma alternativa 
de tributação opcional para algumas pessoas jurídicas, visou facilitar as 
rotinas burocráticas e administrativas de algumas organizações, 
geralmente algumas empresas de menor porte e menor nível de 
estrutura; 
 
d) a apuração do lucro real envolve maior complexidade na execução das 
rotinas contábeis e tributárias, para a completa escrituração das 
atividades e posterior apuração do lucro real, que é a base para cálculo 
dos tributos com o Imposto de Renda e contribuição social sobre o lucro 
das empresas que não podem optar pelo lucro presumido. 
 
e) o lucro real é apurado com base na escrituração mercantil das 
organizações, o que compreende a adoção de um conjunto de 
procedimentos corriqueiros no ambiente profissional do contabilista. 
 
 
 
 
 
 
 64 
 
12. Assinale a alternativa correspondente ao conceito de lucro 
real: 
 
a) É uma forma simplificada de apuração da base de cálculo dos tributos 
com o Imposto de Renda e da contribuição social, restritas aos 
contribuintes que não estão obrigados ao regime de apuração de 
tributação com base no estimado; 
 
b) É um recurso utilizado pelas autoridades fiscais, quase sempre como 
última alternativa, que se deve ser aplicado quando houver ausência 
absoluta de confiança na escrituração contábil do contribuinte; 
 
c) É uma opção do contribuinte, quando há falta ou insuficiência de 
elementos concretos que permitam a identificação ou verificação da base 
de cálculo utilizada na tributação pelo lucro presumido; 
 
d) É o lucro líquido do período apurado na escrituração comercial, 
denominado lucro contábil, ajustado pelas adições, exclusões e 
compensações autorizadas pela legislação do Imposto de Renda. 
 
13. A parcela do lucro que exceder o valor resultante da 
multiplicação de vinte mil reais pelo número de meses do 
respectivo período de apuração, se sujeita à incidência de 
adicional de imposto de renda à alíquota de dez por cento. Esta 
regra é usada sobre a(s) seguinte(s) forma(s) de tributação: 
 
(A) lucro real, presumido e arbitrado; 
(B) lucro real e presumido, apenas; 
(C) lucro presumido e arbitrado; 
(D) lucro real e arbitrado; 
(E) lucro real. 
 
 
 
 
 
 65 
 
14.(Petrobras/Cesgranrio/2014/Q.51) Uma companhia tributada pelo 
lucro real apresentou as seguintes informações referentes ao 2o trimestre 
de 2014: 
I. Lucro apurado no 2o trimestre/2014 (abr./mai./jun.) = R$ 30.000,00 
II. Valores inclusos no valor do lucro apurado no 2o trimestre/2014 (item 
I.) 
• Multa de INSS, por insuficiência de recolhimento = R$ 2.500,00. 
• Multa pelo recolhimento espontâneo do Imposto de Renda, em atraso = 
R$ 3.500,00. 
Considerando exclusivamente as informações da companhia e as normas 
tributárias vigentes, o valor da base de cálculo do imposto de renda, em 
reais, é 
(A) 29.000,00 
(B) 30.000,00 
(C) 32.500,00 
(D) 33.500,00 
(E) 36.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 66 
 
7 APURAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA LUCRO PRESUMIDO 
 
É uma modalidade optativa de apurar o lucro e, consequentemente, o 
Imposto de Renda das pessoas jurídicas e a Contribuição Social sobre o 
Lucro das empresas que não estiverem obrigadas à apuração do lucro 
real. 
 
A pessoa jurídica habilitada à opção pelo regime de tributaçãocom base 
no lucro presumido deverá manter escrituração contábil nos termos da 
legislação comercial. No entanto, poderá ficar dispensada da 
escrituração contábil a pessoa jurídica que, no decorrer do ano-
calendário, mantiver Livro Caixa, no qual deverá ser escriturada toda 
a movimentação financeira, inclusive bancária. É preciso esclarecer, 
entretanto, que essa dispensa de escrituração é apenas para fins de 
legislação do imposto de renda, sendo que nada impede que, por 
exemplo, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) exija 
escrituração contábil com o objetivo de apurar a contribuição patronal 
devida à previdência social. 
 
Em qualquer caso a pessoa jurídica deverá: 
 
a) Caso se dedique a atividades industriais ou comerciais, escriturar o 
Livro de Registro de Inventário, no qual deverão constar os estoques 
existentes de cada produto no término do ano-calendário. 
 
b) Manter em boa guarda e ordem, enquanto não decorrido o prazo 
decadencial e não prescritas eventuais ações que lhe sejam pertinentes, 
todos os livros obrigatórios por legislação específica, bem como todos 
os documentos e demais papéis que serviram de base para a 
escrituração comercial e fiscal. 
 
 
 
 
 
 67 
 
Apuração do Imposto 
 
O lucro presumido será o montante determinado pela soma das 
seguintes parcelas: 
 
a) o valor resultante da aplicação de percentuais, variáveis 
conforme o ramo de atividade da pessoa jurídica, sobre a receita bruta 
auferida nos trimestre civis de cada ano-calendário; 
 
b) os ganhos de capital, os rendimentos e ganhos líquidos auferidos 
em aplicações financeiras e todos os resultados positivos decorrentes 
de receitas de atividades acessórias da pessoa jurídica. 
 
Atividade Alíquota 
IR 
Alíquota 
CSLL 
Revenda de Combustíveis 1,6% 12% 
Serviços hospitalares / transporte de cargas 8% 12% 
Serviços com faturamento anual de até $ 120.000 16% 32% 
Demais Serviços 32% 32% 
Intermediação de negócios, administração de imóvel, 
locação de administração de bens móveis. 
32% 32% 
Comércio e Indústria 8% 12% 
 
Nota: Empresa com mais de uma atividade: aplica-se o % correspondente a cada 
atividade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 68 
 
OBS.: 
1 Na opção pelo lucro presumido não há compensação de prejuízo fiscal 
apurado pelo lucro real em períodos anteriores. A compensação poderá 
ocorrer quando a empresa retornar ao lucro real. 
 
2 O imposto de renda pago como antecipação poderá ser compensado 
do valor do imposto apurado. 
 
Da receita bruta deverá ser deduzido: 
 Vendas canceladas, devolvidas ou anuladas. 
 Descontos incondicionais 
 IPI, quando registrado como receita de vendas. 
 ICMS substituição tributária 
 
Resultados que serão adicionados à base de cálculo: 
 Ganho na venda dos ativos investimentos, imobilizado e intangível; 
 Rendimentos e ganhos auferidos em aplicação financeira de renda 
fixa e variável; 
 Receita de Juros sobre o capital próprio; 
 Receita de locação de imóvel, quando este não for o objeto da 
empresa; 
 Rendimentos e ganhos contratos de mútuo; 
 Juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de 
Liquidação e Custódia – Selic, para os títulos federais que serão 
restituídos compensados; 
 Outros, conforme legislação em vigor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 69 
 
Prazo Para Pagamento 
O Imposto de Renda devido e a Contribuição Social, apurados 
trimestralmente, serão pagos em quota única, até o último dia útil do mês 
subseqüente ao do encerramento do período de apuração. 
À opção da pessoa jurídica, o imposto devido poderá ser pago em até três 
quotas mensais, iguais e sucessivas, vencíveis no último dia útil dos três 
meses subseqüentes ao do encerramento do período de apuração a que 
corresponder, observado o seguinte: 
a) nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1.000,00 (mil reais) e o 
imposto de valor inferior a R$ 2.000,00 (dois mil reais) será pago em 
quota única, até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento 
do período de apuração; 
b) as quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa 
Selic, acumulada mensalmente, a partir do primeiro dia do segundo mês 
subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia 
do mês anterior ao do pagamento e de 1% (um por cento) no mês do 
pagamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 70 
 
Exercícios - Apuração do IR modalidade Lucro Presumido 
 
1. Com base nas informações abaixo, calcule e contabilize o IR e a CSLL na 
modalidade Lucro Presumido. 
 
 Comércio e 
Indústria 
Serviços Posto de 
Gasolina 
Receita Bruta 800.000 800.000 800.000 
% da atividade 8% 32% 1,6% 
Base de Cálculo 
Ganho na venda de Imobilizado 6.000 6.000 6.000 
Rendimentos Financeiros 13.000 13.000 13.000 
Lucro Tributável 
IR - Alíquota 15% 
Adicional de IR – valor que 
ultrapassar a $ 60.000 
(trimestre) da base de cálculo 
 
Adicional 10% = valor a ser 
adicional ao valor do IR 
calculado anteriormente 
 
Despesa com IR (IR + 
Adicional) 
 
IRRF – Antecipação (pagamento 
de IR antecipado) 
 
 
 
(12.000) 
 
IR a Pagar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 71 
 
 Comércio e 
Indústria 
Serviços Posto de 
Gasolina 
Receita Bruta 800.000 800.000 800.000 
% da atividade 12% 32% 12% 
Base de Cálculo 
Ganho na venda de Imobilizado 6.000 6.000 6.000 
Rendimentos Financeiros 13.000 13.000 13.000 
Resultado Tributável 
CSLL - Alíquota 9% 
Antecipação de CSLL (8.000) 
CSLL a pagar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 72 
 
3. (Fundação Cesgranrio/Transpetro/2-2012/ Q. 22 e 23) 
Considere as seguintes informações para responder às questões 
de nos 2 e 3. 
 
Admita que a empresa comercial PP optou pela tributação pelo lucro 
presumido, por estar enquadrada nas determinações da legislação fiscal, e 
apresentando a seguinte Demonstração do Resultado, em reais, apurado 
no quarto trimestre de 2011: 
 
Receita Operacional de Bruta 2.400.000,00 
Venda de mercadorias 2.000.000,00 
Prestação de serviços 400.000,00 
(−) Deduções (380.000,00) 
ICMS (360.000,00) 
ISS (20.000,00) 
(=) Receita Operacional Líquida 2.020.000,00 
(−) Custo das vendas e serviços (920.000,00) 
(=) Lucro operacional bruto 1.100.000,00 
(−) Despesas operacionais (520.000,00) 
Comerciais (180.000,00) 
Administrativas (390.000,00) 
Receitas financeiras 50.000,00 
(+) Equivalência patrimonial 20.000,00 
(=) Lucro antes IRPJ e CSLL 600.000,00 
 
Considerando-se as informações recebidas e as determinações da 
legislação fiscal quanto à apuração do Imposto de Renda com base no 
Lucro Presumido, o Imposto de Renda (IR) devido pela comercial PP, no 
4o trimestre de 2011, em reais, é de 
 
 
 
 
 
 
 73 
 
(A) 42.000,00 (B) 66.000,00 (C) 78.500,00 (D) 84.500,00 
(E) 90.000,00 
 
Considerando-se as informações recebidas e as determinações da 
legislação fiscal quanto à apuração da Contribuição Social sobre o Lucro 
Líquido (CSLL) com base no Lucro Presumido, a CSLL devida pela 
comercial PP, no 4o trimestre de 2011, em reais, é de 
 
(A) 33.120,00 (B) 37.620,00 (C) 54.000,00 (D) 69.120,00 
(E) 73.620,00 
 
 
Receita Operacional de Bruta74 
 
4.(Petrobras/Cesgranrio/2014/Q.42) A comercial M S/A, companhia 
de grande porte, atuando com defensivos agrícolas, optante pela 
tributação pelo lucro real trimestral, apresentou as seguintes informações 
relativas ao 1o trimestre de 2013: 
 
Demonstração do resultado do exercício (em reais) 
Resultado operacional 750.000,00 
(-) Despesas de brindes (20.000,00) 
(-) Despesas com vendas (200.000,00) 
(-) Despesas Administrativas (220.000,00) 
(-) Multas ambientais (10.000,00) 
(-) Multas por atraso no pagamento de impostos (5.000,00) 
(-) Lucro antes do Imposto de Renda 295.000,00 
 
Considerando-se as informações recebidas e as determinações da 
legislação fiscal, o Imposto de Renda devido pela companhia M, no 1o 
trimestre/2013, em reais, é 
 
(A) 48.750,00 
(B) 49.500,00 
(C) 72.750,00 
(D) 75.250,00 
(E) 76.500,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 75 
 
5. Assinale a alternativa incorreta, em relação ao lucro presumido: 
 
a) a empresa optante pela tributação pelo lucro presumido pode estar 
recolhendo desnecessariamente mais tributos, visto que, se fosse 
efetuada a escrituração contábil, esta poderia demonstrar uma situação 
de prejuízo real, ou seja, não haveria lucro real para servir como fato 
gerador dos tributos; 
 
b) optando pelo lucro presumido, a base de cálculo do Imposto de Renda 
e contribuição social é o faturamento da pessoa jurídica, o que facilita a 
apuração dos tributos e representa, sempre, a opção mais vantajosa para 
o contribuinte; 
 
c) a introdução pelo fisco do conceito de lucro presumido visou facilitar a 
apuração da base de cálculo, para algumas empresas, para apuração e 
recolhimento dos tributos do Imposto de Renda e contribuição social; 
 
d) as pessoas jurídicas que podem se utilizar dessa opção para a 
tributação estariam dispensadas, para efeitos somente de apuração do 
valor do Imposto de Renda e contribuição social, da obrigatoriedade da 
escrituração contábil e levantamento periódico das demonstrações 
contábeis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 76 
 
6. Lucro Presumido é uma modalidade optativa de apurar o 
lucro que: 
 
(A) estima o pagamento mensal do IRPJ apurando a base de cálculo em 
31 de dezembro do ano-calendário ou na data de encerramento de 
atividades e efetua o ajuste entre os dois valores na declaração de 
rendimentos correspondentes. 
 
(B) estima o lucro a ser tributado a partir de valores globais da receita, 
dispensando a escrituração contábil, exceto a do livro registro de 
inventário e do livro caixa, observados determinados limites e condições. 
 
(C) considera o resultado líquido do período de apuração, sem o imposto 
de renda, ajustado por adições, exclusões e compensações determinadas 
pela legislação tributária. 
 
(D) serve de base para cálculo de benefícios fiscais de isenção ou redução 
do IRPJ. 
 
(E) corresponde ao produto da diferença com perdas de ativos ou com 
constituição de obrigações cujo fato gerador contábil já tenha ocorrido, 
não podendo ser medidas com exatidão, tendo, portanto, caráter 
estimativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 77 
 
8. APURAÇÃO DO IR PELA MODALIDADE LUCRO ARBITRADO 
 
O arbitramento do lucro é uma forma de apuração da base de cálculo do 
Imposto de Renda utilizada pela autoridade tributária ou pelo contribuinte, 
se conhecida à receita bruta. 
 
Hipóteses de Arbitramento 
 
A pessoa jurídica, inclusive a empresa individual equiparada, terá o seu 
lucro arbitrado, quando ocorrerem às situações examinadas a seguir: 
 
a) Falta de Escrituração 
A pessoa jurídica tributada com base no lucro real é obrigada a 
manter escrituração contábil completa, de acordo com as leis 
comerciais e fiscais. 
 
b) Escrituração com falhas 
Quando a escrituração a que estiver obrigado o contribuinte revelar 
evidentes indícios de fraude ou contiver vícios, erros ou deficiências 
que a tornem imprestável para identificar a efetiva movimentação 
financeira, inclusive bancária, ou determinar o lucro real. 
 
c) Recusa da Apresentação de Livros ou Documentos 
Quando a pessoa jurídica tributada pelo lucro presumido deixar de 
apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da 
escrituração comercial e fiscal, ou o livro Caixa, nos quais deverá 
ser escriturada toda a movimentação financeira, inclusive a 
bancária. 
 
d) Opção Indevida pelo Lucro Presumido 
 
 
 
 
 
 78 
 
O contribuinte que optar indevidamente pelo lucro presumido estará 
sujeito a ter o seu lucro arbitrado. 
 
e) Representante de Pessoa Jurídica estrangeira 
O comissário ou representante da pessoa jurídica estrangeira deve 
escriturar os seus livros comerciais, de modo a demonstrar, além 
dos próprios rendimentos, o lucro real apurado nas operações de 
conta alheia, em cada ano. Se o mesmo não cumprir esta 
exigência, estará obrigado a pagar o Imposto de Renda com base no 
lucro arbitrado. 
 
f) Livro Razão 
As empresas tributadas pelo lucro real estão obrigadas a manter, 
em boa ordem e segundo as normas contábeis recomendadas, livro 
razão ou fichas utilizadas para resumir e totalizar, por conta e 
subconta, os lançamentos efetuados no Diário. Caso não atendam a 
esse requisito, poderão ter o seu lucro arbitrado. 
 
 
Aplicação do Arbitramento 
 
Regra geral, a iniciativa do arbitramento do lucro compete à 
autoridade fiscal. No entanto, o contribuinte poderá antecipar-se à 
ação do Fisco, procedendo ao auto-arbitramento do lucro, desde que 
a receita bruta seja conhecida e esteja enquadrada em quaisquer das 
hipóteses citadas no item anterior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 79 
 
Período de Apuração 
 
O imposto de renda com base no lucro arbitrado abrangerá todo o 
ano-calendário, sendo devido trimestralmente, em períodos de 
apuração encerrados em 31/03, 30/06, 30/09 e 31/12, assegurada, ainda, 
a tributação com base no lucro real ou presumido relativa ao trimestre 
não submetidos ao arbitramento, se a empresa: 
 
a) dispuser de escrituração comercial que demonstre o lucro real dos 
períodos não abrangidos pelo arbitramento; ou 
 
b) puder optar pelo lucro presumido. 
 
No caso do lucro real, a pessoa jurídica poderá apurar o lucro 
trimestralmente, ou anualmente com pagamentos mensais por estimativa, 
sem considerar os períodos em que se sujeitou ao lucro arbitrado. 
 
O IRPJ e a CSLL pagos sob a forma de arbitramento será definitivo, não 
podendo o contribuinte, em qualquer hipótese, compensá-los com 
recolhimentos futuros. 
 
Determinação do Lucro Arbitrado 
Ocorrida qualquer das hipóteses que ensejam o arbitramento, o lucro 
arbitrado será determinado, em cada trimestre, por uma das formas 
examinadas a seguir: 
 
 Receita Bruta Conhecida 
Inicialmente, deverá ser determinada a parcela resultante da aplicação do 
percentual correspondente sobre a receita bruta da atividade da empresa 
auferida no trimestre. 
 
 
 
 
 
 
 80 
 
Percentuais Aplicáveis para o IR 
9,6% 
 
Revenda de mercadorias, venda de produtos de fabricação própria, 
prestação de serviços hospitalares, transporte de carga, representação 
comercial por conta própria, atividade imobiliária, atividade rural, 
industrialização por encomenda, venda através de agentes ou 
representantes de empresa estrangeira. 
38,4 Prestação de serviços em geral, inclusive profissão legalmente 
regulamentada, intermediação de negócios, administração, locação ou 
cessão de bensmóveis e imóveis, administração de consórcios de bens 
duráveis, cessão de direitos de qualquer natureza, factoring, construção por 
administração ou por empreitada unicamente de mão-de-obra. 
1,92 Revenda para consumo de combustível, derivado de petróleo, álcool etílico 
carburante e gás natural. 
1,92 Demais serviços de transporte. 
 
 
As empresas exclusivamente prestadoras de serviços em geral, cuja 
receita bruta anual seja de até R$ 120.000,00, poderão utilizar, para 
determinação do lucro arbitrado trimestral, o percentual de 19,2%. Essa 
redução não se aplica as prestadoras de serviços de profissão legalmente 
regulamentada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 81 
 
 Receita Bruta não Reconhecida 
Quando a receita bruta da pessoa jurídica for desconhecida, a autoridade 
lançadora, poderá de acordo com a natureza do negócio arbitrar o lucro 
mediante a utilização de uma das seguintes alternativas de cálculo. 
 
1,5 Do lucro real referente ao último período em que a pessoa 
jurídica manteve escrituração de acordo com as leis comerciais 
e fiscais. 
0,12 Do ativo total existente no último balanço 
0,21 Do valor do capital 
0,15 Do patrimônio líquido constante do último balanço 
0,4 Das compras das mercadorias efetuadas no último trimestre 
0,4 Da soma, em cada trimestre, dos valores da folha de 
pagamento dos empregados e das compras de matérias-
primas, produtos intermediários e materiais de embalagens. 
0,8 Da soma dos valores devidos no trimestre a empregados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 82 
 
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO 
No caso de arbitramento, aplica-se à contribuição social sobre o lucro 
líquido as mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidas 
para pessoas jurídicas optantes pelo Lucro Presumido. 
Observe-se que a alíquota da CSLL é a normal, ou seja, não existe o 
majoramento como no Imposto de Renda. 
Atividade Alíquota 
CSLL 
Revenda de Combustíveis 12% 
Serviços hospitalares / transporte de cargas 12% 
Serviços com faturamento anual de até $ 120.000 32% 
Demais Serviços 32% 
Intermediação de negócios, administração de imóvel, 
locação de administração de bens móveis. 
32% 
Comércio e Indústria 12% 
Compensação de Prejuízos 
O regime de tributação com base no lucro arbitrado não prevê a hipótese 
de compensar prejuízos fiscais apurados em períodos de apuração 
anteriores nos quais a pessoa jurídica tenha sido tributada com base no 
lucro real. 
Entretanto, tendo em vista que não existe mais prazo para a 
compensação de prejuízos fiscais, caso a pessoa jurídica retorne ao 
sistema de tributação com base no lucro real poderá nesse período 
compensar, desde que mantenha o controle desses valores no Lalur, Parte 
B, os prejuízos fiscais anteriores, obedecidas as regras vigentes no 
período de compensação. 
 
 
 
 
 
 
 83 
 
Exercícios - Lucro Arbitrado 
 
1. 
(I) Quando o contribuinte não mantiver escrituração na forma das leis 
comerciais e fiscais, a que estiver obrigado, e deixar de elaborar as 
demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal, será ele 
tributado obrigatoriamente pelo lucro ___________. 
 
(II) Quando conhecida a receita bruta o ______________________ 
poderá calcular o imposto com base naquela modalidade. 
 
As lacunas acima são corretamente preenchidas, respectivamente, com as 
seguintes expressões: 
 
a) real - o fisco; 
b) arbitrado - o fisco ou o próprio contribuinte; 
c) presumido - o próprio contribuinte; 
d) apurado - o fisco; 
e) real - o próprio contribuinte. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 84 
 
2. Assinale a alternativa incorreta, com relação ao lucro arbitrado: 
 
a) o arbitramento do lucro é, via de regra, uma prerrogativa das 
autoridades fiscais. O arbitramento do lucro representa, quase sempre, 
maior carga tributária para a pessoa jurídica; 
 
b) o fisco não pode se valer da alternativa do arbitramento do lucro 
quando o contribuinte obrigado à apuração do lucro real optar 
indevidamente pela tributação pelo lucro presumido; 
 
c) o fisco pode desconsiderar a escrituração contábil se houver indícios de 
utilização de documentos comprobatórios falsos e manipuláveis no 
faturamento; 
 
d) o fisco pode-se valer da alternativa do arbitramento do lucro quando o 
contribuinte recusar-se a apresentar os livros e documentos contábeis e 
fiscais; 
 
e) o fisco pode-se valer da alternativa do arbitramento do lucro quando o 
contribuinte não mantém um sistema de custos integrado e coordenado 
com a contabilidade, são apuradas significativas fraquezas nos controles 
de estoques, nos bens do imobilizado, falta de escrituração do LALUR do 
registro de inventário físico ou mesmo o atraso na escrituração contábil e 
fiscal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 85 
 
9. RETENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA NA NOTA FISCAL 
 
Conforme a natureza do serviço prestado, os rendimentos pagos a pessoa 
jurídica sofrerão retenção na nota fiscal, de acordo com o determinado no 
Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99) e abaixo especificado: 
 
Alíquota de 1,5% 
Serviços constantes da lista de serviços - art. 647 do RIR/99. Exemplos: 
advocacia; análises técnicas; consultoria; desenho técnico; elaboração de 
projetos; engenharia (exceto construção de estradas, pontes, prédios e 
obras assemelhadas); geologia; administração de bens ou negócios em 
geral. 
 
Alíquota de 1,0% 
Prestação de serviços de limpeza, conservação, segurança, vigilância e por 
locação de mão-de-obra, art. 649 do RIR/99. 
 
Outros serviços a alíquota de 1,5% 
Mediação de negócios, propaganda e publicidade art. 651 do RIR/99. 
Pagamentos a cooperativas de trabalho e associações profissionais ou 
assemelhadas, art. 652 do RIR/99. 
 
Por meio da Lei 10.833 de 29/12/2003, as pessoas jurídicas que 
efetuarem pagamentos a outras pessoas jurídicas de direito privado, pela 
prestação de serviços de limpeza, conservação, manutenção, segurança, 
vigilância transporte de valores e locação de mão-de–obra, pela prestação 
de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, 
seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, bem como 
pela remuneração de serviços de profissão legalmente regulamentada, 
 
 
 
 
 
 86 
 
estão sujeitas a retenção na fonte da Contribuição Social (1%), da 
COFINS (3%) e da Contribuição para o PIS/PASEP (0,65%). 
 
Exemplo de registro contábil quando dessas retenções: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRESTADORA DO SERVIÇO 
DÉBITO CRÉDITO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NOTA FISCAL 
 
Total dos serviços prestados R$ 100.000,00 
 
Retenções 
IRRF – 1,50% = R$ 1.500,00 
CSLL – 1,0% = R$ 1.000,00 
PIS – 0,65% = R$ 650,00 
COFINS – 3,0% = R$ 3.000,00 
 
Total da Nota Fiscal R$ 100.000,00 
 
Líquido a pagar R$ 93.850,00 
 
 
 
 
 
 87 
 
TOMADOR DO SERVIÇO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. (Fundação Cesgranrio/PTB/01/20111/Q.44) A Comercial Roer 
contratou duas outras empresas para a realização dos serviços 
profissionais listados na tabela abaixo. 
 
Serviço Valor (em R$) 
Administração de bens 40.000,00 
Vigilância 50.000,00 
 
Considerando exclusivamente a retenção do Imposto de Renda na Fonte,nos termos da legislação fiscal em vigor, o valor líquido total a ser pago 
pela Comercial Roer a estas empresas prestadoras dos serviços, em reais, 
é 
(A) 90.000,00 (B) 89.100,00 (C) 88.900,00 (D) 88.850,00 
(E) 88.650,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 88 
 
 Alíquota Retenção 
 
 
 
 
 Retenção Líquido NF 
 
 
 
 
 
2. (Fundação Cesgranrio/FINEP /Q36) Em 20 fev. 2011, a 
Companhia N. S/A registrou a nota fiscal de serviços, emitida pela C. 
Ltda., referente ao contrato de prestação de serviços de consultoria 
contábil e fiscal, no valor de R$ 20.000,00, com vencimento para o dia 28 
fev. 2011. 
Considerando-se as determinações societárias e fiscais (Imposto de 
Renda), o registro contábil feito no dia 20 fev. 2011, pela Companhia N. 
S/A, em reais, foi 
 
(A) D: Despesa Administrativa 20.000,00 
C: Contas a Pagar 20.000,00 
 
(B) D: Despesa Financeira 20.000,00 
C: Contas a Pagar 20.000,00 
 
(C) D: Despesa Administrativa 20.000,00 
C: Contas a Pagar 19.800,00 
C: IRRF a Recolher 200,00 
 
 
 
 
 
 
 89 
 
(D) D: Despesa Administrativa 20.000,00 
C: Contas a Pagar 19.700,00 
C: IRRF a Recolher 300,00 
 
(E) D: Despesa Administrativa 20.000,00 
C: Contas a Pagar 17.000,00 
C: IRRF a Recolher 3.000,00 
 
 
3. Sempre que se manifestar a necessidade do contratante, pessoa 
jurídica, proceder à retenção do Imposto de Renda na Fonte 
(IRRF), quando da prestação de serviços por outra pessoa jurídica, 
o fato gerador da retenção se manifesta no 
 
(A) início do trabalho em decorrência da assinatura do contrato. 
(B) pagamento efetivo em dinheiro do serviço contratado, somente. 
(C) crédito ou pagamento dos serviços, dos dois o que ocorrer primeiro. 
(D) encerramento do trabalho, quando o contratante aceitar o trabalho 
realizado. 
(E) momento da realização do crédito determinado pelo encerramento do 
trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 90 
 
10. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E 
SERVIÇOS – ICMS 
 
O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de 
Serviços) é um tributo de competência dos Estados e do Distrito 
Federal. 
 
O ICMS 
 será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada 
operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de 
serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou 
outro Estado ou pelo Distrito Federal; 
 poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias 
e dos serviços; 
 por meio de resolução do Senado Federal, de iniciativa do Presidente 
da República ou de um terço dos Senadores, aprovada pela maioria 
absoluta de seus membros estabelecerá as alíquotas aplicáveis às 
operações e prestações, interestaduais e de exportação. 
É facultado ao Senado Federal: 
a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas, mediante 
resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta 
de seus membros; 
b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver 
conflito específico que envolva interesse de Estados, mediante 
resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços 
de seus membros; 
 
 
 
 
 
 91 
 
O imposto incide sobre a circulação de mercadorias, serviços de 
transporte interestadual e intermunicipal, de comunicações, de 
energia elétrica, de entrada de mercadorias importadas e aqueles 
serviços prestados no exterior. 
 
O ICMS é regulamentado pela Lei Complementar 87/1996, a chamada 
"Lei Kandir". Cada Estado possui autonomia para estabelecer suas 
próprias regras de cobrança do imposto, respeitando as regras previstas 
na lei. 
 
O ICMS é um imposto não-cumulativo, ele incide sobre cada etapa da 
circulação de mercadorias separadamente. Em cada uma dessas etapas, 
deve haver a emissão de nota ou cupom fiscal. Isso é necessário 
devido ao fato de que esses documentos serão escriturados e serão 
através deles que o imposto será calculado e arrecadado pelo governo. 
 
Na maioria dos casos, as empresas repassam esse imposto ao 
consumidor, embutindo-o nos preços dos produtos. As mercadorias são 
tributadas de acordo com sua essencialidade. Assim, para produtos 
básicos, como o arroz e o feijão, o ICMS cobrado é menor do que no caso 
de produtos supérfluos, como cigarros e perfumes, por exemplo. 
 
 
Do fato gerador 
 
O ICMS tem como fato gerador a operação relativa à circulação de 
mercadoria e à prestação de serviço de transporte interestadual e 
intermunicipal e de comunicação, ainda que a operação ou a prestação se 
inicie no exterior. 
 
 
 
 
 
 
 
 92 
 
Direito ao Crédito 
O direito de crédito, para efeito de compensação com débito do imposto, 
reconhecido ao estabelecimento que tenha recebido as mercadorias ou 
para o qual tenham sido prestados os serviços, está condicionado à 
idoneidade da documentação e, se for o caso, à escrituração nos prazos e 
condições estabelecidos na legislação. 
A legislação tributária estadual disporá sobre o período de apuração do 
imposto. As obrigações consideram-se vencidas na data em que termina o 
período de apuração e são liquidadas por compensação ou mediante 
pagamento em dinheiro. 
Vedação de Crédito 
Não dão direito a crédito as entradas de mercadorias ou utilização de 
serviços resultantes de operações ou prestações isentas ou não 
tributadas, ou que se refiram a mercadorias ou serviços alheios à 
atividade do estabelecimento. 
É vedado o crédito relativo à mercadoria entrada no estabelecimento ou a 
prestação de serviços a ele feita: 
I – para integração ou consumo em processo de industrialização ou 
produção rural, quando a saída do produto resultante não for tributada ou 
estiver isenta do imposto, exceto se tratar-se de saída para o exterior; 
II – para comercialização ou prestação de serviço, quando a saída ou a 
prestação subseqüente não forem tributadas ou estiverem isentas do 
imposto, exceto as destinadas ao exterior. 
 
 
 
 
 
 93 
 
Prescrição do Crédito 
O direito de utilizar o crédito extingue-se depois de decorridos cinco anos 
contados da data de emissão do documento (parágrafo único do art. 23 da 
LC 87/96). 
As alíquotas aplicadas internamente 
A alíquota interna é determinada individualmente em cada Estado pela 
legislação estadual. Regra geral é de 17%, porém alguns Estados utilizam 
a alíquota de 18%. 
Exemplos de Alíquotas Aplicadas no Estado do Rio de Janeiro 
Regra Geral: 19%, sendo que 1% destinado ao adicional do Fundo da Lei 
estadual nº 4.056/2002. 
7% - Cesta básica 
26% - Bebida alcoólica, exceto cerveja, chope e aguardente de cana e de 
melaço, sendo que 1% será destinado ao adicional do Fundo da Lei 
estadual nº 4.056/2002. 
12% - Fornecimento de alimentação, incluídos os serviços prestados, 
promovido por restaurante, lanchonete, bar, café e similares. 
Convênios do ICMS 
Nos termos do artigo 100, inciso IV, do Código Tributário Nacional (CTN), 
os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal 
e os Municípios, são normas complementares das leis, dos tratados e das 
convenções internacionais e dos decretos. 
 
 
 
 
 
 94 
 
Uma vez firmado um Convênio entre dois ou mais Estados ou DF, o 
mesmo deverá ser, ratificado (ou não) pelas respectivas Assembléias 
Estaduais. 
Só após aprovados legislativamente, os convênios passam a ter eficácia, 
pois é o Poder Legislativo de cada Estado e do Distrito Federal que, 
ratificando o Convênio,o estabelecem como válido naquele Estado ou DF. 
 
CONFAZ 
É de responsabilidade do CONFAZ - Conselho Nacional de Política 
Fazendária - promover a celebração de convênios, para efeito de 
concessão ou revogação de isenções, incentivos e benefícios fiscais do 
imposto. 
O Conselho é constituído por representante de cada Estado e Distrito 
Federal e um representante do Governo Federal. 
 
Base de Cálculo 
 
Na apuração da base de cálculo de Operações com Mercadorias, deverá 
ser considerado: 
 inclusão de frete, seguro e de mais importâncias pagas; e 
 exclusão das vendas canceladas e dos descontos incondicionais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 95 
 
Base de Cálculo do ICMS quando houver Imposto sobre Produtos 
Industrializados - IPI 
 
 Quando ocorrer venda da indústria para contribuinte do ICMS, o 
IPI não integra a Base de Cálculo do ICMS. 
 
 Quando da venda de indústria para consumidor final, o IPI deve ser 
incluído na base de cálculo do ICMS, inclusive quando na compra de 
imobilizado. 
 
IPI - será seletivo, em função da essencialidade do produto; será não 
cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com o 
montante cobrado nas anteriores. 
Nota: Na base de cálculo do IPI considera o ICMS, frete e o seguro, mas 
não se deduz os descontos incondicionais. (Decreto 4.544/2002, art.131) 
 
 
REGIME NORMAL DE TRIBUTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 96 
 
Adriana Valente 130
X 
18%=180ICMS
X 
18% =234,00
X 
18%=270,00
RECOLHERECOLHE 180,00 180,00 
54,0054,00
(234 -180)
1.000,00 1.000,00 1.300,001.300,00 1.500,001.500,00Vende porVende por
Fabricante Atacadista Varejista
Consumidor 
Final
No regime normal de tributação
em cada uma destas etapas HÁ incidência normal do ICMS
36,0036,00
(270-234)
Total recebido pelo Estado = 270,00 (180 + 54 + 36)(180 + 54 + 36)
ICMS
Não-cumulatividadeNãoNão--cumulatividadecumulatividade
130
AUTOR: Heraldo da Costa Belo
Valor Agregado
1.000+300+200 = 1.500
1.500 x 18% = 270,00
 
 
 
ALÍQUOTAS INTERESTADUAL 
 
Adriana Valente 125

REGIÃO NORTE:REGIÃO NORTE:
AC, AM, AP, PA, RO, RR, TO
NORDESTENORDESTE
AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI, 
RN, SE E ES
CENTROCENTRO--OESTE:OESTE:
DF, GO, MS, MT
7%
12%12%
12%
• Interestadual para não contribuinte = % Interna
• Interestadual para contribuintes = % por região
Resolução do Senado
Federal 22/89
ICMS Alíquotas Interestaduais
REGIÃO 
SUDESTE:
SP, RJ, MG
REGIÃO SUL:
PR, SC, RS
7%
125
AUTOR: Heraldo da Costa Belo
 
 
 
 
 
 
 97 
 
Na operação interestadual será aplicada a alíquota interna quando a 
operação for para não contribuintes e será aplicada a alíquota 
interestadual quando a operação for para contribuintes. 
 
Diferencial de Alíquota 
Haverá complementação do imposto na estrada do estabelecimento do 
contribuinte de mercadoria recebida de outro estado e que for destinada a 
consumo ou ativo imobilizado. O imposto a pagar será o valor resultante 
da aplicação do percentual equivalente à diferença entre a alíquota interna 
e a interestadual sobre o valor da operação. (§2º da LC 87/96). 
 
Exemplo: 
Venda de mercadoria para uso e consumo do RJ (vendedor) para SP 
(comprador), no valor de R$ 1.000,00. 
 
ICMS destacado na NF do RJ = R$ 1.000,00 x 12% = R$ 120,00. 
 
A empresa compradora da mercadoria, sediada em SP, é contribuinte do 
ICMS, cuja alíquota é de 18%, assim, a empresa teria um ICMS de R$ 
1.000,00 x 18% = R$ 180,00. 
 
O diferencial de alíquota representa a diferença entre a alíquota interna e 
a alíquota interestadual. Assim SP complementaria o imposto, referente 
ao diferencial de alíquota, no montante de R$ 60,00, que representa R$ 
1.000,00 x 6% (18% - 12%). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 98 
 
Exercícios - ICMS 
 
1. Os impostos seletivos e não-cumulativos: 
 
a) o ICMS e o IPVA; 
b) o IPTU e o IPTR; 
c) o IRPJ e o IPI; 
d) o IPI e o ICMS; 
e) o ICMS e o ISS. 
 
 
2.(Petrobras/Cesgranrio/2014/Q.41) No contexto das fontes do 
direito tributário, a fonte primária, que é utilizada para resolver assuntos 
de competência exclusiva, sem a sanção presidencial, tal como a fixação 
de alíquotas de ICMS nas operações interestaduais, é o(a) 
 
(A) Decreto 
(B) Decreto Legislativo 
(C) Lei Delegada 
(D) Lei Ordinária 
(E) Resolução do Senado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 99 
 
3.(Petrobras/Cesgranrio/2014/Q.53) A Lei Complementar no 
87/1996, com sua redação devidamente atualizada até dezembro/2013, 
estabelece, no art. 1o, que compete aos Estados e ao Distrito Federal 
instituir o imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e 
sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal 
e de comunicação (ICMS). 
Nesse contexto, o aludido ICMS incide sobre as operações 
(A) com livros, jornais e periódicos e o papel destinado à sua impressão. 
(B) de entrada de mercadorias ou bens importados do exterior, por 
pessoas física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do 
imposto, qualquer que seja a sua finalidade. 
(C) de qualquer natureza de que decorra a transferência de propriedade 
de estabelecimento industrial, comercial ou de outra espécie. 
(D) e prestações, que destinem ao exterior mercadorias, inclusive 
produtos primários e produtos industrializados, semi elaborados ou 
serviços. 
(E) interestaduais relativas à energia elétrica e petróleo, inclusive 
lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, quando 
destinados à industrialização ou à comercialização. 
 
4.(Fundação Cesgranrio/Casa da Moeda/Q.20) Bens foram 
adquiridos de uma empresa industrial, cujo valor total da nota fiscal é de 
R$ 12.000,00, incluindo 20% de IPI (calculado sobre o valor da 
mercadoria) e 12% de ICMS (embutido no preço). 
 
Tais bens devem ser contabilizados em uma empresa tipicamente 
comercial (que utilizará tais bens para revenda), para efeito de 
lançamento no estoque, como custo da mercadoria, no valor em reais, de 
 
(A) 8.560,00 (B) 8.800,00 (C) 10.000,00 (D) 10.800,00 (E) 12.000,00 
 
 
 
 
 
 100 
 
 
5. (Fundação Cesgranrio/ BR Distribuidora/Q. 30) Uma indústria 
vende 20% de seus produtos acabados no mercado nacional. Com a 
alíquota de ICMS de 18%, essa indústria apresentou as seguintes 
informações, relativas a um determinado mês: 
• Estoque inicial e final de matéria-prima: zero 
• Estoque inicial e final de produtos acabados: zero. 
• Saldo de ICMS no início do mês: zero 
• Compra de matéria-prima: ICMS destacado na Nota Fiscal: 2.700,00 
• Vendas do mês: 50.000,00 
Considerando as informações e apenas a incidência do ICMS, afirma-se 
que o saldo desse imposto, no final do mês, será de 
 
(A) 360,00 a recuperar 
(B) 900,00 a recuperar 
(C) 4.500,00 a pagar 
(D) 5.040,00 a pagar 
(E) 6.300,00 a pagar 
 
 
6. (Fundação Cesgranrio/Transpetro/2/2012/Q.26) A comercial MO 
comprou a prazo um lote de produtos para seu próprio consumo, fora da 
atividade operacional, no decorrer do próximo semestre, como segue: 
 
Informações dos produtos 
Valor dos produtos 20.000,00 
IPI destacado na nota fiscal 2.000,00 
(=) Total da Nota Fiscal 22.000,00 
Outras informações 
• Frete dos produtos cobrado diretamente pelo vendedor: 3.000,00 
• ICMS (alíquota incidente na operação): 18% 
 
 
 
 
 
 101 
 
 
Considerando-se as informações recebidas e as determinações fiscais para 
ocálculo do ICMS, o valor do mesmo, a ser destacado nessa nota fiscal, 
em reais, é de 
 
(A) 3.600,00 (B) 3.780,00 (C) 3.960,00 (D) 4.140,00 (E) 4.500,00 
 
7.(Fundação Cesgranrio/PTB/01/2011/Q.45) A Comercial Alegria, 
do Espírito Santo, comprou mercadorias a prazo da Comercial Festa, do 
Rio de Janeiro, por R$ 200.000,00 conforme Nota Fiscal da operação 
realizada. Nenhuma das empresas está enquadrada no SIMPLES e as 
alíquotas internas de ICMS são: Espírito Santo 17% e Rio de Janeiro 19%. 
Considerando as determinações constitucionais referentes ao ICMS, o 
valor do estoque registrado pela Comercial Alegria, relativo a esta 
operação exclusivamente, em reais, é 
 
(A) 200.000,00 (B) 186.000,00 (C) 176.000,00 (D) 166.000,00 (E) 
162.000,00 
 
8. (Fundação Cesgranrio/FINEP/Q.38) Uma empresa comercial 
localizada no Rio de Janeiro/RJ adquiriu mercadorias de um fornecedor, 
localizado em São Paulo/SP, nas seguintes condições: 
Valor das mercadorias compradas R$ 180.000,00 
Desconto incondicional auferido R$ 30.000,00 
ICMS destacado na nota fiscal R$ 27.000,00 
 
Considerando-se única e exclusivamente as informações acima, a alíquota 
real de ICMS nessa operação é 
 
(A) 12,00% (B) 15,00% (C) 17,64% (D) 18,00% (E) 21,95% 
 
 
 
 
 
 
 102 
 
9. (Fundação Cesgranrio/BR Distribuidora/Q.34) A Companhia 
Comercial Ontem, localizada no Espírito Santo, comprou a prazo da 
Comercial Hoje, instalada no Rio de Janeiro, mercadorias no valor de R$ 
10.000,00, conforme nota fiscal. 
Posteriormente, a Comercial Ontem vendeu essas mesmas mercadorias 
para um consumidor final, não contribuinte do ICMS, localizado na Bahia, 
por R$ 15.000,00 à vista, conforme nota fiscal. 
Alíquotas internas de ICMS incidentes sobre tais mercadorias: Espírito 
Santo 17%; Rio de Janeiro 19% e Bahia 18%. 
 
Levando em consideração exclusivamente 
 
• os aspectos técnico-conceituais vigentes atualmente no Brasil, com 
relação ao ICMS, inclusive no que se refere às operações interestaduais; 
• as operações realizadas pela Comercial Ontem; 
• a inexistência na Comercial Ontem, de quaisquer saldos anteriores de 
ICMS, o valor de ICMS a ser pago pela comercial Ontem, ao final das 
operações, em reais, é de 
 
(A) 600,00 (B) 650,00 (C) 850,00 (D) 1.100,00 (E) 1.850,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 103 
 
10. A Companhia Industrial Alpha adquiriu matérias-primas para serem 
utilizadas na produção. A nota fiscal do fornecedor continha os seguintes 
dados: 
 
- valor das matérias-primas $ 1.000 - IPI $ 200 
- valor total da nota fiscal $ 1.200 - ICMS destacado na nota fiscal $ 170 
 
Sabendo que o IPI e o ICMS são impostos recuperáveis para a empresa, 
assinale a alternativa que contém o valor a que pode· ser computado no 
custo das matérias-primas: 
 
a) $ 630; b) $ 830; c) $ 1.030; d) $ 1.170; e) $ 1.200. 
 
 
11. Uma empresa comercial adquiriu em abril mercadorias para 
comercialização, como segue: 
 
valor das mercadorias, incluindo o ICMS: $ 2.000.000 
fretes pagos ao fornecedor: $ 20.000 
IPI = 10% 
ICMS destacado na nota: 18% 
 
No mês de abril, a empresa revendeu 40% dessas mercadorias. 
 
Com base nessas informações, assinale a alternativa correspondente ao 
saldo em 30 de abril dos estoques de mercadorias para comercialização 
supondo que não havia saldo anterior em estoques: 
 
a) $ 1.200.000; b) $ 742.560; c) $ 993.840; d) $ 1.115.040; 
e) $ 1.856.400. 
 
 
 
 
 
 
 104 
 
RESOLUÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12. Considere as informações a seguir, relacionadas com as atividades do 
mês de outubro, de uma empresa comercial. 
 
 $ 
Compras de 3.600 unidades de mercadorias para revendas, 
diretamente do fabricante, incluindo 18% de ICMS 
360.000 
IPI de 15% destacado na nota fiscal do fornecedor 54.000 
Total da nota fiscal do fornecedor, paga à vista 414.000 
Vendas de 4.000 unidades, a $ 150 cada, incluindo ICMS, sendo 
que 30% foram recebidas à vista e o restante a prazo 
600.000 
 
ICMS de 18% sobre as vendas 108.000 
 
Em 30 de setembro havia um estoque de 800 unidades de mercadorias 
para revendas, corretamente contabilizadas e valorizadas a $ 92,00 a 
unidade. 
Com base nessas informações: 
a) contabilize as compras; 
 
 
 
 
 
 105 
 
b) contabilize as vendas no mês, destacando o ICMS incidente; 
c) utilizando a metodologia do custo médio para valorização dos estoques, 
calcule o custo médio após a contabilização das compras, utilizando três 
casas decimais; 
d) demonstre o saldo em 31 de outubro dos estoques, em reais; 
e) supondo que em 30 de setembro havia saldo a recuperar de ICMS ($ 
10.000), demonstre os saldos a recolher ou a recuperar do ICMS em 31 
de outubro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 106 
 
13. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s). Pode haver mais de uma: 
 
a) nas empresas industriais, os tributos indiretos IPI e ICMS pagos pela 
empresa compradora em decorrência da aquisição de matérias-primas, 
materiais de embalagem e demais mercadorias utilizadas na produção 
representam, de acordo com a legislação pertinente, créditos da empresa 
compradora junto ao governo; 
 
b) os valores dos impostos recuperáveis pagos na aquisição das matérias-
primas e demais materiais utilizados na produção devem compor o custo 
de aquisição que serão incorporados aos estoques desses materiais; 
 
c) uma empresa industrial adquiriu 3.000 quilos de matérias-primas para 
uso na industrialização, pagando ao fornecedor o total de $ 201.219,51, 
incluindo 18% de ICMS e $ 18.292,68 de IPI. Com base nessas 
informações, o estoque de matérias-primas deve registrar como custo 
unitário de compras o valor de $ 50,00; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 107 
 
11. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA - ISSQN 
A Lei Complementar nº 116 de 31/07/2003, dispõe sobre o Imposto Sobre 
Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), de competência dos Municípios e 
do Distrito Federal. 
O Imposto tem como fato gerador a prestação de serviços constantes da 
lista anexa, da citada Lei, ainda que esses não se constituam como 
atividade preponderante do prestador. O imposto incide também sobre o 
serviço proveniente do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado 
no exterior do País. 
A incidência do imposto não depende da denominação dada ao serviço 
prestado. 
Conforme o Art. 3º, o serviço considera-se prestado e o imposto devido no 
local do estabelecimento prestador ou, na falta do estabelecimento, no 
local do domicílio do prestador, exceto nas hipóteses previstas nos incisos 
I a XXII, da LC 116/2003, quando o imposto será devido no local. 
Considera-se estabelecimento prestador o local onde o contribuinte 
desenvolva a atividade de prestar serviços, de modo permanente ou 
temporário, e que configure unidade econômica ou profissional, sendo 
irrelevantes para caracterizá-lo as denominações de sede, filial, agência, 
posto de atendimento, sucursal, escritório de representação ou contato ou 
quaisquer outras que venham a ser utilizadas, art.4º. 
Contribuinte é o prestador do serviço. 
Os Municípios e o Distrito Federal, mediante lei, poderão atribuir de modo 
expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, 
vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação,excluindo a 
responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter 
 
 
 
 
 
 108 
 
supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação, inclusive 
no que se refere à multa e aos acréscimos legais. 
A base de cálculo do imposto é o preço do serviço. 
As alíquotas mínimas e máximas do Imposto Sobre Serviços de Qualquer 
Natureza são as seguintes: 
Mínima: Emenda Constitucional 37/2002 2% 
Não será objeto de concessão de isenções, incentivos e benefícios 
fiscais, que resulte, direta ou indiretamente, na redução da alíquota 
mínima estabelecida no inciso I, da EC 37/2002. 
Máxima: Lei complementar 116/2003 5%. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 109 
 
Exercícios - ISSQN 
 
1. (Fundação Cesgranrio/PTB/01/2011/Q.53) O Imposto sobre 
Serviços de Qualquer Natureza (ISS) é da competência dos Municípios nos 
termos das determinações da Constituição Federal/88, em vigor. 
 
Entretanto, apesar dessa atribuição constitucional de competência, o ISS 
é regido, a partir de 2003, pela Lei Complementar no 116/2003, sendo 
dela, também, a determinação da alíquota máxima permitida para a 
cobrança desse imposto, que a fixou para jogos e diversão pública, no 
percentual de 
 
(A) 2% 
(B) 3% 
(C) 4% 
(D) 5% 
(E) 10% 
 
 
2. (Fundação Cesgranrio/Transpetro/02/2012/Q.35) Por 
prestação de serviços pode-se entender a transferência onerosa de um 
bem imaterial, estando tal transferência sujeita à incidência do imposto 
sobre serviços de qualquer natureza – ISS. 
Com relação ao assunto, são contribuintes do ISS os prestadores de 
serviços, somente, pessoas 
 
(A) físicas 
(B) jurídicas 
(C) jurídicas exclusivamente com fins lucrativos 
(D) físicas e pessoas jurídicas com estabelecimentos fixos 
(E) físicas e pessoas jurídicas com ou sem estabelecimento fixo 
 
 
 
 
 
 110 
 
3. Analise as seguintes afirmações em relação ao Imposto Sobre Serviços 
de Qualquer Natureza – ISSQN: 
 
I – a alíquota máxima do ISSQN definida na Lei Complementar n° 
116/2003 é de 5% para os serviços em geral; 
 
II – a base de cálculo do ISSQN é o preço do serviço prestado, sendo que 
no município do Rio de Janeiro, a base pode ser por um valor fixo, no caso 
das sociedades uniprofissionais, conforme previsto na legislação 
municipal; 
 
III – O ISS será sempre devido no município onde o contribuinte estiver 
domiciliado. 
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmação(ões): 
 
(A) I (B) II (C) I e II (D) I e III (E) II e III 
 
 
4. Uma empresa negocia o recebimento de R$ 3.800,00, líquido de ISS 
(alíquota de 5%), pela prestação de serviços, sendo 50% na emissão da 
nota e o restante, 15 dias depois. O valor total do imposto devido nesta 
operação, em reais, será de: 
 
(A) 95,00 (B) 100,00 (C) 190,00 (D) 195,00 (E) 200,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 111 
 
5.(Petrobras/Cesgranrio/2014/Q.49) O Imposto sobre Serviços de 
Qualquer Natureza (ISS) é devido na prestação de serviços, constantes na 
lista anexa à Lei Complementar no 116/2003, realizados por pessoas 
físicas, sem vínculo empregatício, ou por pessoas jurídicas, e sua 
incidência se manifesta na ocorrência do fato gerador. 
Nos serviços realizados por pessoas jurídicas, atuando exclusivamente 
como prestadoras de serviços, o ISS é devido quando o trabalho for 
(A) contratado 
(B) encomendado 
(C) fornecido 
(D) recebido 
(E) vistoriado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 112 
 
12. PIS E COFINS 
 
PIS/PASEP: PIS (Programa de Integração Social) e PASEP 
(Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público). A 
contribuição para o PIS/PASEP passa a financiar o seguro-desemprego, o 
programa de desenvolvimento econômico (através do BNDES) e o 
benefício do abono anual para empregados de baixa renda. 
 
COFINS: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. 
A pessoa jurídica poderá estar sujeita ao Regime Cumulativo ou Não 
Cumulativo para apuração do PIS/PASEP e da COFINS, em função do 
regime de tributação adotado para pagamento do IR e da CSLL, da 
atividade exercida ou das espécies de receitas auferidas. 
 
Da atividade 
 
Regime Cumulativo 
As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas 
jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu 
faturamento. 
O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita 
bruta da pessoa jurídica. 
Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se 
refere o parágrafo anterior, excluem-se da receita bruta: 
I - as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o IPI e 
o ICMS na substituição tributária; 
 
 
 
 
 
 113 
 
II - as reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como 
perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado 
positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e 
os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de 
aquisição, que tenham sido computados como receita; 
IV - a receita decorrente da venda de bens do ativo permanente; 
V - a receita decorrente da transferência onerosa a outros contribuintes do 
ICMS de créditos de ICMS originados de operações de exportação, 
conforme o disposto no inciso II do § 1 o do art. 25 da Lei Complementar 
n o 87, de 13 de setembro de 1996. 
Na hipótese das pessoas jurídicas referidas no § 1º do art. 22 da Lei nº 
8.212, de 24 de julho de 1991, serão admitidas, para fins da COFINS, as 
mesmas exclusões e deduções facultadas para fins de determinação da 
base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP. 
Alíquotas 
As alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, no regime de 
incidência cumulativa, são, respectivamente, de sessenta e cinco 
centésimos por cento (0,65%) e de três por cento (3%). 
Apuração e Pagamento 
A apuração e o pagamento da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins 
serão efetuados mensalmente, de forma centralizada, pelo 
estabelecimento matriz da pessoa jurídica. 
O pagamento deverá ser efetuado até o último dia útil do 2º (segundo) 
decêndio subseqüente ao mês de ocorrência dos fatos geradores. 
 
 
 
 
 
 
 
 114 
 
Regime Não Cumulativo 
As pessoas jurídicas tributadas com base no Lucro Real, salvo as exceções 
do art. 10 da Lei 10.833/2003, estão obrigadas à apuração do PIS e 
COFINS pelo método não cumulativo. 
 
Base de cálculo 
A base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, com a 
incidência não-cumulativa, é o valor do faturamento mensal, assim 
entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, 
independentemente de sua denominação ou classificação contábil (Lei nº 
10.637, de 2002, art 1º, §§ 1º e 2º e Lei nº 10.833, de 2003, art. 1º, §§ 
1º e 2º). 
Os créditos do PIS e COFINS, escriturados por pessoa jurídica que tenha 
auferido receitas submetidas ao regime de tributação não cumulativa 
dessa contribuição (Lei 10.637/2002 e Lei 10.833/2003), poderão ser 
utilizados na dedução, na escrita contábil da pessoa jurídica, dos débitos 
da contribuição decorrentes de suas receitas tributadas. 
Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitar-se à incidência Não Cumulativa 
do PIS e da COFINS, em relação apenas à parte de suas receitas, o 
crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e 
encargos vinculados a essas receitas.Em relação aos custos e despesas comuns às duas receitas, o crédito será 
determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo método de: 
I – apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de 
sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a 
escrituração; ou 
 
 
 
 
 
 115 
 
II – rateio proporcional, aplicando-se aos custos, despesas e encargos 
comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à 
incidência não-cumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês. 
O método eleito pela pessoa jurídica para determinação do crédito será 
aplicado consistentemente por todo o ano-calendário. 
 
Exclusões ou Deduções da Base de Cálculo 
Para fins de determinação da base de cálculo, podem ser excluídos do 
faturamento, quando o tenham integrado, os valores: (Lei nº 10.637, de 
2002, art 1º, §3º e Lei nº 10.833, de 2003, art. 1º, § 3º; IN SRF nº 247, 
de 2002, art. 24): 
 das receitas isentas ou não alcançadas pela incidência da 
contribuição ou sujeitas à alíquota 0 (zero); 
 das vendas canceladas; 
 dos descontos incondicionais concedidos; 
 do IPI; 
 do ICMS, quando destacado em nota fiscal e cobrado pelo vendedor 
dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto 
tributário; 
 
Não integra a base de cálculo: 
 das reversões de provisões e das recuperações de créditos baixados 
como perdas, que não representem ingresso de novas receitas; 
 dos resultados positivos da avaliação de investimentos pelo valor do 
patrimônio líquido; 
 dos lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo 
custo de aquisição, que tenham sido computados como receita; e 
 das receitas não-operacionais, decorrentes da venda de bens do 
ativo permanente; 
 
 
 
 
 
 116 
 
 das receitas de revenda de bens em que a contribuição já foi 
recolhida pelo substituto tributário; 
 das receitas excluídas do regime de incidência não-cumulativa, 
constantes do art. 10 da Lei nº 10.833, de 2003. 
Alíquotas 
As alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, com a 
incidência não cumulativa, são, respectivamente, de um inteiro e sessenta 
e cinco centésimos por cento (1,65%) e de sete inteiros e seis décimos 
por cento (7,6%). 
Desconto de créditos 
Dos valores de Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS apurados, a 
pessoa jurídica submetida à incidência não cumulativa poderá descontar 
créditos, calculados mediante a aplicação das alíquotas de 7,6% (COFINS) 
e 1,65% (Contribuição para o PIS/PASEP), sobre os valores: 
a. das aquisições de bens para revenda efetuadas no mês; 
 
b. das aquisições, efetuadas no mês, de bens e serviços utilizados 
como insumos na fabricação de produtos destinados à venda ou na 
prestação de serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes; 
 
c. dos bens recebidos em devolução, no mês, cuja receita de venda 
tenha integrado o faturamento do mês ou de mês anterior, e tenha 
sido tributada no regime de incidência não-cumulativa; 
 
d. das despesas e custos incorridos no mês, relativos: 
 
 à energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa 
jurídica; 
 
 
 
 
 
 117 
 
 a aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, utilizados 
nas atividades da empresa; 
 
OBS: É vedado o crédito relativo a aluguel de bens que já tenham 
integrado o patrimônio da pessoa jurídica. 
 
 a contraprestação de operações de arrendamento mercantil 
pagas a pessoa jurídica, exceto quando esta for optante pelo 
Simples; 
 
OBS: É vedado o crédito relativo contraprestação de arrendamento 
mercantil de bens que já tenham integrado o patrimônio da pessoa 
jurídica. 
 
 armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos 
casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo 
vendedor; 
 dos encargos de depreciação e amortização, incorridos no mês, 
relativos a máquinas, equipamentos e outros bens incorporados 
ao ativo imobilizado adquiridos a partir de maio de 2004, para 
utilização na produção de bens destinados à venda, ou na 
prestação de serviços (Ver IN SRF nº 457, de 2004); 
 dos encargos de depreciação e amortização, incorridos no mês, 
relativos a edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de 
terceiros, adquiridas ou realizadas a partir de maio de 2004, 
utilizados nas atividades da empresa. 
Observações: 
 O crédito não aproveitado em determinado mês pode ser utilizado nos 
meses subseqüentes. 
 
 
 
 
 
 118 
 
 O valor dos créditos apurados não constitui receita bruta da pessoa 
jurídica, servindo somente para dedução do valor devido da 
contribuição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 119 
 
Exercícios - PIS e COFINS 
 
1. (Fundação Cesgranrio/BR Distribuidora/Q.31) A contribuição 
para o PIS/PASEP será apurada mensalmente pelas pessoas jurídicas de 
direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto 
de renda, inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia 
mista e suas subsidiárias; pessoas jurídicas de direito público interno; 
entidades sem fins lucrativos discriminadas no art. 13 da Medida 
Provisória no 2.037. 
 
Para pessoas jurídicas tributadas pelo lucro presumido, a alíquota do 
PIS/Pasep incidente sobre o seu faturamento mensal é 
 
(A) 0,165% (B) 0,650% (C) 1,000% (D) 1,650% (E) 3,000% 
 
 
2. (Fundação Cesgranrio/EPE/Q.29) A legislação fiscal vigente 
estabelece que a Cofins pode ser calculada pelo método cumulativo ou 
pelo método não cumulativo, dependendo da forma de tributação das 
empresas. 
 
Estão sujeitas à Cofins calculada pelo método não cumulativo as empresas 
tributadas pelo lucro 
 
(A) real (B) presumido (C) real e presumido 
(D) presumido, somente quando empresa de grande porte 
(E) real, somente quando sociedades anônimas e empresa de grande 
porte 
 
 
 
 
 
 
 
 120 
 
3. (Fundação Cesgranrio/Transpetro/2-2012/Q.31) O PIS/Pasep 
tornou-se um tributo não cumulativo a partir de 2002, mas, com a 
permissão de empresas continuarem no método (sistema) antigo, hoje 
estão em plena vigência os dois métodos; o cumulativo e o não 
cumulativo. 
 
O sistema não cumulativo, além da elevação da alíquota do PIS/Pasep, de 
0,65% para 1,65% trouxe, paralelamente, um aumento significativo na 
complexidade de sua aplicabilidade prática, notadamente no que se refere 
às receitas que podem ser excluídas da sua base de cálculo. 
 
Considere os tipos de receitas a seguir quanto à exclusão da base de 
cálculo do PIS/Pasep pelo método não cumulativo. 
I – Ganho na venda de bens pertencentes ao ativo permanente 
II - Lucros e dividendos de investimentos avaliados pelo custo 
III - Juros ativos e descontos financeiros obtidos 
IV - Reversão da provisão de perdas em processos cíveis, trabalhistas e 
fiscais 
 
Excluem-se as seguintes receitas: 
(A) I e II, apenas. 
(B) III e IV, apenas. 
(C) I, II e III, apenas. 
(D) II, III e IV, apenas. 
(E) I, II, III e IV. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 121 
 
(Fundação Cesgranrio/PTB/01/2011/Q.48 e 49) Utilize as 
informações a seguir para responder às questões de nos 4 e 5. 
Operações com mercadorias realizadas pela Comercial X, em 30 maio 
2011. 
► Compra a prazo na Indústria Y, conforme detalhamento na Nota Fiscal: 
Custo IPI Total 
2.000,00 200,00 2.200,00 
 
 
► Venda à vista das mesmas mercadorias para a Transportadora Z por R$3.000,00 
 
Informações complementares sobre as três empresas: 
• são tributadas pelo lucro real 
• estão submetidas ao método não cumulativo do PIS e COFINS 
• não têm créditos tributários anteriores de nenhum imposto ou taxa 
• estão localizadas no mesmo estado 
• só operam no território nacional 
• submetem-se às alíquotas da tabela abaixo. 
 
ICMS IPI PIS COFINS 
18% 10% 1,65% 7,6% 
 
4. Considerando somente as operações apresentadas, as informações 
recebidas e as determinações tributárias em vigor, a COFINS a ser paga 
pela Comercial X, em reais, é 
(A) 228,00 
(B) 79,04 
(C) 76,00 
(D) 62,32 
(E) 60,80 
 
 
 
 
 
 
 122 
 
5. Considerando somente as operações apresentadas, as informações 
recebidas e as determinações tributárias em vigor, o PIS a ser pago pela 
Comercial X, em reais, é 
 
(A) 10,23 (B) 13,20 (C) 13,53 (D) 16,50 (E) 49,50 
 
 
6. (Fundação Cesgranrio/BR Distribuidora/Q.32) Uma empresa 
sujeita à COFINS pelo regime de incidência cumulativa apresentou as 
seguintes informações referentes a um determinado mês: 
• Vendas 225.000,00 
• Devolução de vendas 15.000,00 
• Compras 80.000,00 
• Descontos incondicionais concedidos 10.000,00 
 
Considerando as informações recebidas e os procedimentos técnicos 
referentes à COFINS cumulativa, o valor devido dessa empresa, ao final 
do mês das operações apresentadas, em reais, é 
 
(A) 3.900,0 
(B) 0 
(B) 4.350,00 
(C) 6.000,00 
(D) 9.880,00 
(E) 15.200,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 123 
 
7. Uma empresa mista, que tem em seu estatuto social previsão de 
atividades comerciais e de prestação de serviços, é tributada pelo lucro 
presumido. Ao final do 1o trimestre de 2005, apresenta as seguintes 
contas de resultado, em reais: 
 
• Receita Bruta de Vendas 100.000,00 
• Receita de Prestação de Serviços 50.000,00 
• Receitas Financeiras 2.000,00 
• Despesas Dedutíveis 120.000,00 
 
Considerando apenas as informações apresentadas e sabendo que a 
alíquota utilizada no método cumulativo é de 3%, enquanto a alíquota 
utilizada no método não cumulativo é de 7,6%, a Cofins devida pela 
empresa, em reais, é: 
 
(A) 4.500,00 
(B) 4.560,00 
(C) 5.320,00 
(D) 5.472,00 
(E) 11.552,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 124 
 
8. O Supermercado Capixaba é uma empresa que fez a opção, em 2005, 
pelo lucro presumido. Em janeiro, adquiriu R$ 200.000,00 em 
mercadorias, além de ter R$ 100.000,00 de estoque inicial. A receita de 
revenda de mercadorias montou R$ 400.000,00 no mês, com o 
supermercado obtendo, ainda, receitas financeiras, no valor de R$ 
10.000,00. Sabendo-se que a alíquota da COFINS é de 7,6% para o 
método não cumulativo e de 3% para o método cumulativo, a COFINS 
devida pelo Supermercado Capixaba, em reais, referente ao mês de 
janeiro de 2005, será: 
 
(A) 7.600,00 (B) 8.360,00 (C) 12.000,00 (D) 12.300,00 (E) 
14.950,00 
 
 
9. Uma empresa tributada pelo lucro presumido apresentou os 
seguintes dados, ao final do mês de janeiro de 2007: 
 
Receita Bruta de Vendas R$ 1.200.000,00 
Descontos Incondicionais Concedidos (N.Fiscal) R$ 60.000,00 
Devolução de Vendas R$ 20.000,00 
Perda na Venda de Bens do Ativo Imobilizado R$ 10.000,00 
 
Considerando apenas as informações apresentadas e sabendo que a 
alíquota do PIS/PASEP é de 0,65% para as empresas tributadas pelo lucro 
presumido, o valor da contribuição, devido em janeiro de 2007, em reais, 
monta a: 
 
(A) 7.215,00 (B) 7.280,00 (C) 7.345,00 (D) 7.670,00 (E) 7.800,00 
 
 
 
 
 
 
 
 125 
 
10. Uma empresa comercial tributada pelo lucro real apresentou as 
seguintes informações no mês de outubro de 2005: 
Em reais 
 Estoque Inicial 20.000,00 
 Compras de Mercadorias 100.000,00 
 Estoque Final 30.000,00 
 Vendas de Mercadorias 200.000,00 
 Despesas com Energia Elétrica 20.000,00 
 Receitas Financeiras 2.000,00 
 Despesas Financeiras 3.000,00 
 
Sabe-se que a alíquota da Cofins para as empresas que estão no método 
cumulativo é de 3% e de 7,6% para as empresas obrigadas a utilizar o 
método não cumulativo. 
 
Com base apenas nas informações apresentadas e na legislação tributária 
vigente, a Cofins devida pela empresa referente ao mês de outubro de 
2005 será, em reais: 
 
(A) 6.000,00 
(B) 6.060,00 
(C) 6.080,00 
(D) 6.840,00 
(E) 6.992,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 126 
 
13. Substituição Tributária 
 
Conforme o art. 6º, da Lei Complementar nº 87 de 13/09/1996, conhecida 
como Lei Kandir, a Lei estadual poderá atribuir a contribuinte do imposto 
ou a depositário a qualquer título a responsabilidade pelo seu pagamento, 
hipótese em que assumirá a condição de substituto tributário. 
 
A Substituição Tributária (ST) é o regime pelo qual a responsabilidade 
pelo ICMS (Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) devido 
em relação às operações ou prestações de serviços é atribuída a outro 
contribuinte. 
Assim temos na legislação duas modalidades de contribuintes: 
1) Contribuinte Substituto: é aquele eleito para efetuar a retenção e/ou 
recolhimento do ICMS; 
2) Contribuinte Substituído: é aquele que, nas operações ou prestações 
antecedentes ou concomitantes é beneficiado pelo diferimento do imposto 
e nas operações ou prestações subsequentes sofre a retenção. 
As operações ou prestações podem ocorrer da seguinte forma: 
 Antecedentes 
 Concomitantes 
 Subsequentes 
A responsabilidade poderá ser atribuída em relação ao imposto incidente 
sobre uma ou mais operações ou prestações, sejam antecedentes, 
concomitantes ou subsequentes, inclusive ao valor decorrente da 
diferença entre alíquotas interna e interestadual nas operações e 
 
 
 
 
 
 127 
 
prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em 
outro Estado, que seja contribuinte do imposto. 
A atribuição de responsabilidade dar-se-á em relação a mercadorias, bens 
ou serviços previstos em lei de cada Estado. 
O ICMS ST é cobrado na nota fiscal de clientes que comercializam 
produtos de difícil fiscalização, tais como: cigarros, discos, peças, bebidas, 
combustíveis, derivados de petróleo, carnes, etc. 
 
A base de cálculo poderá ser por meio: 
 Imposto sobre o Valor Agregado – IVA – que representa a margem 
média de lucro, estabelecida pelo fisco, em percentuais, de 
determinados seguimentos de negócios; ou. 
 O preço final a consumidor sugerido pelo fabricante ou importador. 
Base de cálculo praticada em relação ao tipo de operação e prestação: 
 em relação às operações ou prestações antecedentes ou 
concomitantes, o valor da operação ou prestação praticado pelo 
contribuinte substituído; e 
 em relação às operações ou prestações subsequentes, obtida pelo 
somatório das parcelas seguintes: 
a) o valor da operação ou prestação própria realizada pelo 
substituto tributário ou pelo substituído intermediário; 
b) o montante dos valores de seguro, de frete e de outros 
encargos cobrados ou transferíveis aos adquirentes ou 
tomadores de serviço; 
 
 
 
 
 
 128 
 
c) a margem de valor agregado, inclusive lucro, relativa às 
operações ou prestações subseqüentes. 
 
Exemplo prático de operação subsequente: 
 
IVA – Imposto sobre o valor agregado = 50% 
A indústria vende para o atacado uma mercadoriapor: R$ 1.000,00 
O atacado vendo para o varejo a mesma mercadoria por: R$ 1.300,00 
O varejo vende para o consumidor final a mercadoria por: R$ 1.500,00 
 
Cálculo do ICMS substituição Tributária: 
Indústria = R$ 1.000,00 x 18% = R$ 180,00 
IVA = R$ 500,00 x 18% = R$ 90,00 
ICMS na NF = R$ 180,00 + R$ 90,00 = R$ 270,00, que representa: 
 R$ 180,00 = Débito da indústria para como fisco 
 R$ 90,00 = Débito do atacado e do varejo para com a indústria, que 
repassou para o fisco. 
 
Notas: 
 O atacado tem que pagar a indústria o valor de R$ 54,00, destacado na 
NF quando da compra da mercadoria, que representa 18% sobre R$ 
300,00 (valor agregado). 
 
 O varejo tem que pagar ao atacado o valor de R$ 36,00, destacado na 
nota fiscal, que representa 18% sobre R$ 200,00 (valor agregado). 
 
 
 
 
 
 
 129 
 
 A indústria repassa para o fisco o valor de R$ 180,00 + R$ 90,00 
(atacado + varejo). 
 
Exercício - Substituição Tributária 
 
1. A Cia São Caetano é uma indústria de biscoito localizada na cidade 
do Rio de Janeiro e vende seus produtos para a Cia. Diadema, que é uma 
empresa comercial varejista, localizada no mesmo estado. A Cia São 
Caetano vendeu sorvetes para a Cia Diadema por R$ 2.000,00 mais um 
frete de R$ 200,00, com um desconto incondicional de R$ 50,00, além da 
inclusão do ICMS substituição tributária. Sabe-se que a alíquota do ICMS 
substituição tributária, no Estado do Rio de Janeiro, é de 20% e que a 
margem de lucro definida em lei, para fins de substituição tributária, é de 
30%. O ICMS substituição tributária que será recolhido pela Cia. São 
Caetano, referente à venda para a Cia Diadema, reais será: 
 
a) 117,00 b) 120,00 c) 129,00 d) 132,00 e) 142,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 130 
 
2.(Petrobras/Cesgranrio/2014/Q.44) Um atacadista, trabalhando 
com produtos sujeitos à incidência do ICMS substituição tributária (ICMS 
ST), apresentou, em reais, as seguintes informações de uma venda 
realizada, em tal modalidade de ICMS: 
• Valor dos produtos 4.200,00 
• Margem de lucro (prevista em lei: pauta mínima) 
4.200,00 x 25% 1.050,00 
Total 5.250,00 
 
Cálculos do ICMS, realizados pelo atacadista: 
 ICMS sobre a operação = 5.250,00 x 18% = 945,00 
 ICMS sobre o produto = 4.200,00 x 18% = 756,00 
 ICMS ST = 945,00 - 756,00 = 189,00 
 
Considerando exclusivamente as informações recebidas, as determinações 
fiscais e as normas contábeis inerentes ao assunto, o registro contábil 
realizado pelo atacadista, em reais, no dia da operação, é 
(A) Débito: Clientes 4.200,00 
Crédito: Vendas 4.200,00 
(B) Débito: Clientes 4.200,00 
Débito: ICMS ST a Recuperar 189,00 
Crédito: Vendas 4.389,00 
(C) Débito: Clientes 4.389,00 
Crédito: Vendas 4.389,00 
(D) Débito: Clientes 4.389,00 
Crédito: Vendas 4.200,00 
Crédito: ICMS ST a Recolher 189,00 
(E) Débito: Clientes 5.439,00 
Crédito: Vendas 5.250,00 
Crédito: ICMS ST a Recolher 189,00

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