Zoo de Invertebrados
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Zoo de Invertebrados


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ZOOLOGIA DE VERTEBRADOS
CURSO: Ciências Biológicas
3º Ano \u20132º semestre
4ª Aula
Professores Responsáveis:
Virgínia Sanches Uieda (Integral) e Wilson Uieda (Noturno)
Departamento de Zoologia - IB/UNESP/Botucatu
4ª Aula
Peixes Ósseos
(Ministrante: Profa. Dra. Virginia S. Uieda)
Considerando que:
\ufffdSão o grupo de vertebrados mais numeroso e diversificado \u2013
27.000 espécies viventes.
\ufffdApresentam grande variedade de adaptações anatômicas, 
fisiológicas, comportamentais e ecológicas.
CLASSE OSTEICHTHYES
fisiológicas, comportamentais e ecológicas.
\ufffdExiste uma grande diversidade de habitat aquáticos 
marinhos e de água doce.
Apesar da uniformidade imposta pelas características do 
meio aquático, cada espécie de peixe ósseo possui sua 
própria combinação de características adaptativas.
Caracteres Gerais
Grupo grande e diversificado, sem uma única 
característica que defina todos 
1. Pele coberta por escamas ósseas, 
não substituídas quando perdidas
Alguns sem escamas
Alguns com placas ósseas
3. Nadadeira caudal homocerca
2. Com bexiga natatória para 
flutuação
Alguns usam para 
respiração aérea
Alguns sem nadadeira 
caudal
4. Brânquias numa câmara
recoberta pelo opérculo
Alguns sem opérculo
5. Dentes variados na forma e 
função, não repostos; hábitos 
alimentares variados Carnívoros com 
morfologia e 
comportamentos variados
6. No geral fecundação 
externa, ovíparos
Alguns vivíparos, 
machos com órgão 
copulador
Peixes Ósseos - Evolução
\u201cEra dos 
Peixes\u201d
Envolveu a especialização dos mecanismos de alimentação
Peixes\u201d
Coexistência do 
maior número
de linhagens
atuais e extintas
Linhagem mais rica em espécies
Peixes Ósseos - Evolução
Linhagem
mais rica em
espécies
Primeiro registro de peixes com esqueleto ossificado ocorreu
no Devoniano, em depósitos de água doce.
Peixes Ósseos - Evolução
Presença de osso não é exclusiva de Osteichthyes
Características comuns aos peixes ósseos:
a) Ossos dérmicos (diferentes regiões do corpo de Agnatha, 
Placodermi, Acanthodi; perda em Condrichthyes)
b) Divertículo esofágico (evaginação do trato digestivo
embrionário, impermeável à difusão de gases)
Órgão respiratório
(Pulmão)
Órgão flutuador
(Bexiga natatória)
Pulmões são um caráter ancestral dos peixes ósseos e 
seus descendentes tetrápodes
1o) Pulmão primitivo :
\u2022divertículo ventral, com ligação ventral
\u2022divertículo ainda presente nos peixes pulmonados da América do 
Sul e África e nos tetrápodes
\u2022problema para os peixes que nadavam ativamente \u2013 mais pesado
na parte superior
A história do desenvolvimento deste divertículo reflete as 
mudanças que ocorreram durante a evolução dos peixes ósseos
na parte superior
2o) Solução primitiva para o problema de instabilidade:
\u2022pulmão dorsal, com ligação ventral
\u2022divertículo ainda presente no peixe pulmonado australiano
Pulmão dorsal
Ligação ventral
3o) Próximo passo para aprimorar o problema de 
instabilidade:
\u2022pulmão dorsal, com ligação dorsal
\u2022Teleósteos primitivos (pirarucu, enguias, manjubas, salmões, 
carpas) ainda mantem a conexão (ducto pneumático)
Pulmão dorsal
Fisóstomos (physa = vesícula; stoma = boca)
Podem encher a bexiga abocanhando ar na superfície e 
esvaziar soltando o gás para fora
Pulmão dorsal
Ligação dorsal
Fisoclistos(physa = vesícula; clystere = fechado)
4o) Uso do divertículo como flutuador:
\u2022Órgão hidrostático, melhorando a flutuabilidade
\u2022Teleósteos mais diferenciados não mantem a conexão
(embriologicamente com ligação dorsal)
Funcionamento da bexiga natatória:
Válvula muscular 
abre para reduzir
quantidade de 
gases
Aumento da pressãoAumento da pressão
faz o oxigênio difundir
para a bexiga
Liberação de ácido lático no sangue, 
aumentando a acidez e facilitando a liberação do 
oxigênio preso à hemoglobina (efeito Bohr)
Parede de fibras colágenas entrelaçadas, impermeável a gases.
Peixes Ósseos - Classificação
Actinopterygii Sarcopterygii
Dois
grandes
grupos
Peixes Ósseos - Classificação
Sarcopterygii
sarcos = carnosa; pterygium = nadadeira
\u2022Nadadeiras carnosas \u2013 eixo
ósseo central, do qual se ósseo central, do qual se 
estendem raios
\u2022Permite maior controle e 
flexibilidade nos movimentos
\u2022Oito espécies viventes
(+ tetrápodes)
Peixes Ósseos - Classificação
Actinopterygii
Actinos = espinhos; pterygium = nadadeira
\u2022Nadadeiras raiadas \u2013 em forma 
de leque, com raios paralelosde leque, com raios paralelos
\u2022Permite maior manobrabilidade
\u2022ca. 24.000 espécies viventes
Subclasse Sarcopterygii
\u2022Características: nadadeiras lobadas, narinas
comunicadas com a cavidade bucal, pulmões funcionais
\u2022Dois grupos irmãos
\u201cCrossopterygii\u201d(cross = franja; 
pterygium = nadadeira)
\u2022Forma atual = Latimeria (celacanto)
Dipnoi (di = dupla; pnoe = respiração)
\u2022Formas atuais em águas doces, no 
Hemisfério Sul
\u2022Peixes pulmonados (pulmão com 
ligação ventral)
\u2022Forma atual = Latimeria (celacanto)
\u2022Sem pulmão funcional
Subclasse Sarcopterygii - Dipnoi
\u2022África
\u2022Respiração pulmonar obrigatória
\u2022Brânquias pequenas
\u2022Estivam na seca
\u2022América do Sul
\u2022Pirambóia
\u2022Austrália
\u2022Até 1,5 m
\u2022Usa pulmão só sob estresse
Subclasse Sarcopterygii \u2013 \u201cCrossopterygii\u201d
\u2022Extintos no Permiano
\u2022Elo entre peixes e anfíbios
\u2022Maioria desapareceu no Cretáceo
\u2022Celacanto (primeiro em 1938)
\u2022Águas profundas da costa
africana, Oceano Índico
Latimeria chalumnae
Perderam características ancestrais
Subclasse Actinopterygii
\u2022Características: nadadeiras
raiadas, narinas não comunicadas
com a cavidade bucal, bexiga
natatória (órgão flutuador)
\u2022Maioria dos peixes ósseos atuais\u2022Maioria dos peixes ósseos atuais
\u2022Sofreram várias modificações ao
longo de sua evolução
Subclasse Actinopterygii \u2013 modificações:
\u2022Nadadeiras mais móveis (natação mais versátil, 
melhor fuga de predadores)
\u2022Redução na armadura óssea (menor peso, melhor
locomoção)
\u2022Aperfeiçoamento da bexiga natatória (melhor
flutuabilidade)
\u2022Aperfeiçoamento no mecanismo de apreensão de 
alimento (maior volume da cavidade oro-branquial, 
maior força de sucção)
Subclasse Actinopterygii \u2013 principais grupos:
1 \u2013 Chondrostea (=Acipenseriformes)
\u201cesturjão\u201d, e \u201cpeixe-espátula\u201d
Águas costeiras e doces
Hemisfério Norte
1
Esturjão
Grandes (1-6 m), bentônicos
Peixe-espátula
Grande (2 m) 
planctívoro
Subclasse Actinopterygii \u2013 principais grupos:
2 \u2013 Polypteriformes (=Cladistia)
\u201cbichirs\u201d
Águas doces
África
2
Polypterus
Médio (1 m)
escamas ganóides
(bexiga natatória com 
ligação ventral)
Subclasse Actinopterygii \u2013 principais grupos:
3
Amia (\u201cbowfins\u201d; Amiiformes)
3 \u2013 Neopterygii primitivos (=Holostei)
Amia (\u201cbowfins\u201d; Amiiformes)
Água doce, Am. Norte
predador
Lepisosteus (\u201cgars\u201d; Lepisosteiformes)
Água doce e salobra, Am. Norte e Central
predador
(pulmão com ligação dorsal)
Subclasse Actinopterygii \u2013 principais grupos:
4
\u2022Todos os demais peixes de 
nadadeiras raiadas
4 \u2013 Teleostei (=Neopterygii atuais)
\u2022ca. 21.000 spp. viventes
\u2022Provavelmente se originaram no mar
\u2022Grupo altamente diversificado
Actinopterygii- Teleostei
As especializações dos Teleostei envolvem modificações nas
nadadeiras e maxilas
Melhoras na locomoção:
1 \u2013 nadadeira caudal homocerca
1
3
2 2
1 \u2013 nadadeira caudal homocerca
(+bexiga natatória) = movimentos
controlados e precisos
2 \u2013 nadadeiras pares muito
móveis = controle dos movimentos
3 \u2013 escamas finas (2 camadas) = 
maior leveza
Melhoras no aparato de alimentação:
1 \u2013 maxila superior = ossos premaxilar e 
maxilar móveis Maxilas mais flexíveis
Actinopterygii- Teleostei
Variedade de 
hábitos 
alimentares
Melhoras no aparato de alimentação: