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Aula 5 - Sistemas Supervisórios

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AULA 5
SISTEMAS SUPERVISÓRIOS
Profª Ana Carolina Bueno Franco

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CONVERSA INICIAL
Os sistemas supervisórios têm módulos que possibilitam a customização da
aplicação pelo usuário. É possível programar ações que auxiliarão na operação e
na gestão da produção, bem como criar bibliotecas customizadas que visam reduzir
o tempo de desenvolvimento e estabelecem padrões qu e f acilitam a manutenção e
a operação do supervisório.
Além desses pontos, esta aula também abo rdará o gerenciamento de
usuários e alguns requisitos de segurança para acesso remoto. Para isso, nosso
objetivo é entender:
a implementação de scripts nos supervisórios;
as vantagens de usar bibliotecas do usuário;
o funcionamento do gerenciamento de usuários;
as motivações e definições da norma CFR 21 Part 11;
como implementar alguns requisitos da norma em supervisórios;
os principais riscos associados ao acesso remoto;
como implemen tar segurança ao realizar o acesso remoto dos sistemas
supervisórios.
CONTEXTUALIZANDO
É muito comum, ao f azer a especificação cnica do supervisório, d efinir
algumas rotinas ou ações que devem ser executadas na ocorrência de
determinados eventos. Para atender es sa demanda, os sistemas supervisórios
permitem a customização através da im plementação de scripts feitos pelos
usuários.
Outra f uncionalidade bastante útil é a criação d e bibliotecas customizadas
que reduzem consideravelmente o tempo de desenvolvimento e de m anutenção.
Além da customização, os supervisórios pe rmitem a inserção de usuários e , com
isso, o gerenciamento e a segurança do acesso se tornam críticos. Alguns
recursos e no rmas foram implementados para ajudar a assegurar a operação com
nível de segurança elevado, sem comprometer a produção.

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TEMA 1 PROGRAMAÇÃO EM SUPERVISÓRIOS
Os sistemas supervisórios permitem que os usuários criem seus próprios
programas. Esses programas podem ser associados à ocorrência de algum
evento do sistema, como, por exemplo, a variação de um dado no processo, o
reconhecimento de alarme por script, uma tarefa programada, entre outro s.
Cada fornecedor de sistema supervisório adota uma linguagem de
programação. Os trechos de código d e programação são chamados de scripts, e
estes estão sempre associados a algum tipo de evento. Os eventos podem ser
pré-definidos no supervisório ou criados pelo usuário. Existem , basicamente, dois
tipos de eventos:
1. e ventos f ísicos (externos): são ações d o mouse ou teclado. Ocorrem se o
usuário pressionar alguma tecla ou posicionar o mouse sobre um objeto,
por exemplo.
2. e ventos internos: quando ocorre a alteração de valor de uma variável,
como, por exemplo, a alteração no valor de temperatura.
Na Figura 1, temos alguns exemplos de eventos:
Figura 1 Lista de eventos disponíveis para a tela no sistema supervisório
Elipse E3
Fonte: Elipse Soft ware, 2017.