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1-Analise ambiental- COMUNIDADE BENTÔNICA MARINHA

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3 C OMU N ID AD E BE NTÔNICA MARINH A
A Comuni dad e B entôni ca Marinha abra nge o rganismos séssei s, cavado res o u
que se locomo vem ou se arras tam sob re o subst rato, compree nde ndo di versos
ti pos: Formas séssei s: ani mais tai s como esponja s, cracas, me xi l hõe s, poli que tas,
algas macroscóp i cas e m ui tas di atomáceas. F o rmas que se locomo vem o u
arrastam : cara ng uejos , lago s tas, copép odes, a nt ípoda s, o utros c rus táceos,
protozo á ri os, bi va l ve s , g astrópodes e a lg uns pei xes. F or mas cava doras : mai oria dos
bi val vos e poliq ue tos, alg uns cr us tá ceos e eq ui node rmos.
D e aco rdo com o tama nho , os ben tos s ã o ge ralme n te c lassi ficad os em:
Macrofa u na ou macrobe ntos : co mpree nd e os orga ni smos reti dos pela pe ne i ra com
mal ha de 0 ,5mm . Mei ofa una o u mei obentos : i ncl ui a mai oria dos me nores
meta zoári os, q ue passam atra vés da ma lha de 0,5 mm, e se s ubdi vi de em:
Mei ofauna temporária : composta pe los represen ta ntes jo ve ns per te ncen tes a
qualq uer gr upo da macrofa u na q ue p ossuem estági os j uve ni s bentô ni co s. Meio fauna
permane nte: composta por a ni mai s a dultos d e pe que nas di mensões , co mo:
ro t íferos, gas trot r íq ueo s, tard íg rados, os trácodo s, ne má todos, e tc. Microfa una:
organi smos que nece ssi tam de técni cas mi croscópi ca s esp eci ai s p ara serem
exami nad os. A spectos ge rais i nf l ue nci am a di st ri bui ção da com unida de b entô ni ca
são: Prof undi d ade, atit ude , sedimento.
3.1 C OSTÃO ROCH OSO
C ompreendem for mações de rocha s cristali nas basálti cas o u gra n íti cas que
favo rece a co loni zação e o dese nvo l vi mento de uma co m unid ade bi ológica mui to
ri ca.
a) C o leta para dete rminaç ão d a p orcen tage m de co bertura por esp écies
séss eis dominan tes (amostrag em qu an titat iva)
C on tag em “in loco ”: Seleci onar uma área no costão, rela ci onad a ao gra u d e
homoge nei da de d a sup erfície. Em caso de locai s formado s por matacões,
estabe lecer sub áreas si milares q uanto à i ncli naçã o , orientação ge ográfi ca e
hi drodi nami smo. D emarca r a larg ura da área de amostragem por mei o d e do i s pi no s
de aço crava dos à roc ha, aci ma d a zo na o c up ada pela com unid ade bi ológica . Uni r
os d oi s pi nos por meio de uma corda g raduada a i nterva los regu lares d e 22 cm, o
qual e stá asso ci ado à largura do delimitador d e campo utilizad o que aprese nta 22cm
x 18c m d e á rea.
So rtear, pre vi ame nte e m labora tóri o, as ma rcas da corda q ue i rão orie ntar a
colocação do deli mitador so bre a área de ocupa ção da espéci e a se r amostrada. E m
campo, posi ci o nar o d eli mi tado r na di reção da marcação sorteada, sobre a
popula ção a ser amostrada. A nota r o resul tado em uma fi c ha de campo contendo
local, da ta, horário do registro, esp éci e, de nomi nação do ponto de amostragem e d o
mero da rép lica.
C oleta p elo métod o fotog ráfico: C onsiste na u ti lizaçã o de uma câmera fotográ fica
subaq uática , com le nte“c lose- up” . P ara reali za r a co leta pe lo método fo tográfico ,
deve -se:
Se leci onar uma á rea no costão , c uja larg ura de ve e star relaci ona da ao gra u de
homoge nei da de d a supe rf íci e. Sup e rf íci es mai s hete ro gêne as de vem ter larg ura
mai or. E m caso d e locai s formados por matacões, estabelecer s ubáreas si mi lares
qua nto à i nc lina ção, o ri e nt ão geo gráfica e hid rodi nami smo . D e marcar a larg ura da
área de amostrage m po r mei o d e do i s pi nos de aço cra vados à roc ha, aci ma da
zo na ocupada pela co m u ni dade bi ológi ca. Uni r os do i s p i nos p or mei o de uma corda
graduada.

Em campo, posi ci onar o deli mi tado r da câmera fotográfica na di reção da
marcação sorteada, sobre a popula ção a se r a mostrada , e tirar a fotografia . Em
laboratório, as fotos são a na li sada s no co mp utado r, po r mei o de edi tores de fo tos,
sendo s ubdi vi di da em 100 p ontos de i n terseção ho mogenea me nte d i stri buídos. E ste
procedi mento pod e ser fei to também com o a uxíli o de um proje tor de sli des” o u
proje tor m ul tim ídi a. S ão co n tados os po ntos de i nte rseção so b os q ua i s i ndi d uo s
da população estão prese ntes.
b) C oleta pa ra determinaç ão da est rutura espa cial (z o naçã o)
C on tag em “in loc o”:
Estabelecer um tra nsec to verti ca l no costão , com 50cm d e larg ura . D e ve -se
uni r o s p i nos com uma co rda que desce em ambos os lados do tra nsecto até a
base da rocha o u linha d água . A corda é pre vi amente ma rcada co m lápi s
dermatográfi co o u ti nta i nd elé ve l a i nter va los de 10cm , para a uxi liar o
posi ci onamento do de li mi tado r nos di fere ntes vei s d o costão. P osi ci ona -se o
deli mitador p ró xi mo à linha d’ á gua o u base da roc ha.
Organismos (a ni mai s e vegetai s) com i dentificaçã o duvi do sa de ve m ser
coletado s para co nfir mação ta xo nômi ca e m laboratóri o o u par a envi o a
especi a listas. Os o rgani smos deve m ser cole tados vi vos e aco nd i ci onad os em
frascos com tama nho proporci ona l ao dos i nd i d uo s e com tampa de
qualida de. Repete -se o procedi mento pa ula ti name n te, ve l a níve l no costão,
obed ecend o-se as ma rcações da corda, até o li mi te supe rio r de di strib ui ção
da comuni dade . S uge re-se a rea liza ção de, pelo me no s, 1 0 rép li cas para a s
amostrage ns q ua ntitati vas e três t ransec tos para a amos trage m es tratificad a.
c) C o leta pelo método fotog ráf ico:
Estabelecer um tra nsecto ver tical no co stão Os pi nos o unid os po r
uma co rda co m marcações fei tas a i nte r valos de 18cm , co nstit ui ndo um
tra nsecto p erpe nd i cular à li nha d’ ág ua . São ti radas fotografias di gi tai s
cont íg ua s, desd e o níve l supe rior até o nível pró xi mo à base da rocha ou li nha
d’ água. Em laboratóri o, as fo tos são a nali sada s no co mp utador , por mei o de
edi tores de fotos, sendo subdi vi d i da em 100 pontos de i nterseç ão
homoge neame nte di st ri buídos . S ão co ntado s o s po ntos de i nte rseção sob os
quai s i ndi víduos da s di fere ntes pop ulações e stão presentes; S ug ere -se a
realizaçã o de , pelo me nos, 10 rép licas para as a mc)
d) C oleta para amostrage m qual itat iva:
Estabelecer uma área padrão d e amostrage m, represe ntati va do costão de
estudo , a qua l comporte a e str ut ura fisi o gráfica d omina nte da área d e interesse.
D eve-se pa dro ni za r, tanto q ua nto poss ível , o ta manho d a área amos tralAs
observa ções de vem ser fei tas mi nuci osa mente, sendo as ocorrê nci as dos
organi smos registradas em fi c ha de campo. A s i d entifi caçõe s deve m se r
realizad as de acordo com o c onheci mento do técni co co letor. O rgani smos
(ani mai s e veg etai s) com i dentifica ção d uvi d osa d evem ser co letados p ara
confirmação ta xo nômi ca em labo ra tório ou p ara e nvi o a esp eci ali stas. Os
organi smos devem ser coletados vi vos e acondi ci onad os em vi dros com tamanho
proporcional ao tama nho dos indi d uos e com tampa de boa q ualida de.
Os vi dros de ve m ser eti q uetados, com i dentifica ção d o loca l e data de cole ta,
ve l do tra nsecto, q ua ndo for o ca so. Os in ver tebrados e as a lgas de ve m ser
fi xados com for mol ne ut rali zado, di l uído a 10%. A ni mai s pe q uenos pod em ser

alter nati vame nte preser va dos co m ál coo l 70ºGL. E stocar as amostras em loca l
escuro a o ensai o.
3.3 PR AIAS
As p rai as são ambi entes co stei ros compostos basi ca mente d e ma terial
i nconso li dado mi neral , mai s freq uenteme nte areia s , etc . Inf ra li tora l Bentos mari nho
i nfra li toral é composto pe los orga ni smos q ue habi tam os sedi me ntos
permane nteme nte s ub mersos. S egundo s ua p osi ção no s ubst rato, os o rganismos
ben ni co s pod em ser classi ficad os como: E pi fauna; vi ve m sobre o s ubstra to.
Infa una; vi ve m no i nterio r de tub os e ga leri as no sed i mento e. F auna inte rstici a l;
vi ve m no s inte rst íci os dos grãos.
a) C o leta para amos t ragem no in fral itoral
C oleta qu an titativa: Em regi õe s estuari nas o u co stei ras, de um modo geral, as
coletas são realizad as com o auxíli o de u m peg ador de fund o, do ti p o P etersen
modi fica do, que amostra uma área cor responde nte a 1/17m2. Em casos onde a
profundi da de é gra nde , é p refer ível la nça r mão de pegadores mai s pesad os.
Proc edimen to d e co leta: Após “agarrar” o fund o , o pegad or é p uxa do a
bordo (com a uxíli o de g ui nc ho e létrico o u manua l. D e ve -se de spre za r a amos tra e
repe ti r o procedi mento. P ara i sso, d eve -se ori entar a e mbarcação p ara outra posi ção
no local. As a most ras de vem ser t rans ferida s para o i nteri or de sa cos plás ti cos
reforçados ou la vada s em campo. Recome nd ado por alguns ta xono mistas que os
organi smos sejam “a ne stesi ados” antes da fi xaçã o com for mol o u co m á lcool . Os
sacos plásticos de a mostra e o s frascos de material p reser vado d eve m ser
eti que tados por de ntro conte ndo i nformações tai s como o mero d a amost ra.
C oleta q ualitativ a: P egad ores amostram uma área defi ni da , pode ndo -se
então a parti r de a í ca lc ula r a de nsi da de p opulacio na l da com u ni dad e bentô ni ca em
estudo sendo , por tanto, uma amos tragem qua nti tati va.
3.4 INFRA L ITORAL
Be ntos mari nho i nfra litoral é co mposto pelos orga ni smos q ue hab i tam os
sedi mentos perma ne nteme nte subme rsos : E pi fauna; vi ve m sob re o substra to:
Infa una ; vi ve m no i nteri or d e t ubos e g alerias no sedi mento . F auna i n tersti ci a l; vi ve m
nos i nters t íci os dos g rãos.
3.4.1 C oleta para amostrag em no infral itora l
C oleta q uan titativ a: E m regi ões estua ri nas o u co stei ras, de um modo geral, as
coletas são realizad as com o auxíli o de u m peg ador de fund o , do tipo Petersen
modi fica do.
3.4.2 P roced imento de coleta:
Ap ós “agarrar” o f undo , o peg ador é p uxado a bo rdo (com a uxíli o de g ui nc ho
elétrico o u manua l, prefere nci a l mente com o a uxílio de um “pa u de ca rga ”) e abe rto
no i nteri or de uma c uba de poli etile no de tama nho adeq uad o . É importa nte q ue se
consi de re cada loc al d e a mostragem não co mo um p o nto . A s amost ras deve m ser
tra nsferi das para o i nteri or de sacos p lásti cos reforçados o u la vad as em campo,
onde são e mpregada s penei ras de ma l ha 0,5 mm ( no caso de tri age m d e
macrobentos) e ág ua do lo cal. M uitos organi smos são recomendado s po r alguns
taxo nomistas q ue os orga ni smos se jam “a ne stesi ado s” a ntes da fi xa ção co m for mol
ou com á lcool. Os sacos plás ti cos de amostra e o s frascos de ma teri al preser vado
devem se r eti que tados por dentro (com etiq ueta ve ge tal) e por fora (co m eti que ta a
caneta , o u lapi s dermatog ráfico), conte nd o i nformações das amost ras.
C oleta q ualitativ a: P eg adores amostram uma área defini d a, po dendo -se
então a partir da í calc ula r a densid ade pop ulaci ona l da comuni dad e be ntô ni ca em