importancia da aborizaçao urbana
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importancia da aborizaçao urbana


DisciplinaQuímica, Biologia e Sociedade10 materiais196 seguidores
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Tr ab alh o de Q m ica
Ga br i el B otel ho; Jorg e Maia;
Ana C lara; Pedr o Sal es; André
M a gal hã es
Tra bal ho s oli ci tado pel o
profes s or Wag ne r, co mo
cump rime nt o da s atividades da
dis ci plina de Q uímic a .
VALENÇA
Novemb ro/2 017
Introdu ção
A arboriz aç ão poss ui extrema im portância nos c entros urbanos , s endo res pons ável
por inúm eros benec ios ambientais e s oc iais que auxiliam na qua lidade de vid a nas
c idades e tam m na s de s ic a e m ental da popul ão. “As árvores , os arbus tos e
outras plantas m enores e no s eu c onjunto c onstituem elementos da es trutura urbana.
Carac teriz am os es paç os da c idade por s uas form as , c ores e m odo de agrupam ento;
s ão elementos de com pos ição e de des enho urbano ao c ontribuir para organiz ar, definir
e a del imitar es ses es paç os ”. (MASCAR Ó, 2005, p.13 apu d CABRAL , 2013, p. 3)
Para Silva et al. (2007) c itado por Pagli ari (2013), a arboriz aç ão urbana é o c onjunto
de áreas públicas ou priva das c om vegetaç ão predominantemente arbórea o u em es tado
natural que uma c idade apres enta, i nc luindo as árvores das ruas , avenidas , parques
públic os e dem ais áreas verdes . Além diss o, pode-s e notar que:
Enten d e -se por arb o riza ção u rb ana to da co be rtu ra ve g etal d e po rte arb ó reo e xis ten te n as cidad es . Ess a
veg e taçã o ocup a, basi cam ente, t s es pa ços dis tin tos : as áre as li vre s d e uso p úbl ico e p o ten cialm en te
col e ti va s , as áreas li vre s p articu l ares e a com pan han do o s is tema vi ári o. (EMBR AP A, 20 00 a p ud R IBEIRO,
20 0 9, p. 2 )
Sabe-s e que o am biente era c ompos to por flores tas, c am pos e c urs os d’água antes
da existência dos c entros urbanos . Mas devido à c res c ente urbanizaç ão, houveram
divers as alteraç ões do s istem a natural, c om o a im permeabiliz aç ão do s olo por
pavim entaç ão e c ons truç ões , a utiliz aç ão m ac iç a de m ateriais c omo c onc reto, asfalto e
c erâmic a, a reduç ão drás tic a da c obertura vegetal e o aum ento da poluiç ão atmos ric a,
hídr ica, vis ual e s onora. No entanto, pode-se b us c ar tornar o ambiente urbano agradá vel
e c om patível com o ambiente natural , proporc ionan do uma melhor qua lidad e de vida aos
c idadãos .
Conforme Silva (200 8), o principal fator q ue, h istoricam ente, c ontribuiu p ara a
implantaç ão da arb orizaç ão em c idades é o embelezam ento que es ta proporc iona,
entretanto pe lo din am ism o que a utilizaç ão de plantas proporciona à pais agem
c onstruída, es ta acaba prom ovendo também o bem estar aos s eres hum anos .
Sobre is s o, pode-s e ac resc entar a determ inação da Constituição Federal, que
defende o bem estar da populaç ão e prop õem a proteção ao meio am biente:
Tod os têm di reito a o mei o am bi e nte e colo gi cam en te e quil i bra d o, bem d e us o comum do povo e
esse n cia l à sad ia q ual id a de d e vid a , impo ndo -s e ao Pod e r b li co e à col e tivi d ad e o de ve r d e de fen dê -lo e
pres e rvá -l o pa ra as pres entes e futuras g era ções . Incumb e ai nda ao Mu ni cípi o de fi ni r “es pa ços te rritori ais e
s eus comp onen tes a s e rem es pe cialm e n te pro teg idos , s e nd o a a ltera ção e a s upress ão pe rm i ti das s om en t e
atravé s d e l ei , ve da d a qual que r u ti li zaçã o q ue com prom eta a in teg rid ad e d os atrib u tos qu e jus tifiq uem s ua
pro teçã o. (art. 22 5, § 1º, in c. II I, da CF a p ud CABR AL, 2 01 3, p .7)
Além de s er um s erviço blic o, a arboriz aç ão urbana é um patrim ônio que deve s e r
c onhec ido e cons ervado para as futuras gerações , pois traz m uitos benefíc ios ao
homem , c om o proporc ionar um m elhor efeito estético, som bra para os pedestres e
ve íc ulos, proteger e direcionar o vento, am ortec er o s om , am enizar a poluição s onora,
m elhorar a qualid ade do ar e pres ervar a fau na silves tre.
Por is s o, pode-s e diz er que a ar boriz aç ão urbana pass a a s er vista c om o elem ento
natural reform ulado do es paç o urbano, apr oxim ando as c ondiç ões am bientais normais
c om o m eio urbano.
Outro as pecto de extrema importânc ia é o p lanej amento da arb orizaç ão. Para
Tric hez (2008) apud Pagliar i (201 3) pl anejar a arborizaç ão de ru as é es c olher a árvore
c erta para o lugar c erto s em s e perder nos objetivos do planejador e nem atropelar as
funç ões ou o pa pel que a árvor e des em penha no m eio urba no. É faz er o us o de critérios
c nic o-científicos para o es tabel ec im ento da arbor izaç ão nos es gios de c urto, médio e
longo prazo.
No ent anto, em m uitas c idades brasileiras este planejamento n ão v em ac ontec endo
de form a adequada, pois m uitos projetos se bas eiam em m étodos puram ente em píric os ,
desprovidos de um c onhec im ento real do as s unto, o que está ac arretando um grande
número de problem as nas redes de dis tribuiç ão de energia elétric a, telenic a, c alç adas ,
s is tem as de abastec imento de água e esgoto, além de problem as relac ionados à s aúde
públic a, caus ando m uitas des pes as para o p oder p úblico c omo s erv os de manutenç ão,
s ubstituição e remoç ão.