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A Ética em Platão (texto)

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ÉTIC A EM P LA O
Pla tão, na sc ido e m A te nas, no per íodo de 428 - 348 a.C; fo i um filóso fo e mate mát ico do
per íodo c ss ico da G réc ia A nt iga. Fo i a uto r de d iver sos d lo go s filosó fico s e fundador
da Acade mia e m A te nas, a p r ime ira inst it uiç ão de ed ucação s uper ior do mundo
oc ide nta l. P lat ão é o pr ime iro gra nde filóso fo gre go a te mat izar e m s ua obra as
pr inc ipa is q ues tões é t ica s q ue c he gar a m a té nossos d ias.
Foi p up ilo de Sócra tes, o q ue le va muito de s ua influê nc ia e m s uas obras, e m se us
diá lo gos inic ia is, s upõe- se q ue P la tão a inda es tá sob a influê nc ia d ire ta de se u mes tre
Sócrates (470- 399 a.C.).
Com a teo r ia das fo r ma s e das ide ia s, P latão ca racte r iza a fo r ma do Be m ( agat hós)
co mo a s up re ma força ”. De ssa fo r ma, o índ ivíd uo é sáb io q ua ndo at inge o
conhec ime nto do Be m. Po is ao co nhe cer o Be m, co nhece t a m m a V erdade, a J ust iça e
a Be le za. É por es te mot ivo q ue a concepção ét ica de P lat ão fico u co nhec ida co mo
“meta fís ica do Be m. A for ma do Be m é, po r co nse guinte, o funda me nto da ét ica.
Em o utra s obra s, e le a ind a re ssa lta q ue o ind id uo q ue a ge de modo ét ico é aq ue le co m
capac idade de a utoco ntro le. Entret a nto, a poss ib il idade de a gir cor reta me nt e e de to mar
dec isões é t ic as depe nde de um co nhec ime nto do Be m, q ue é obt ido pe lo ind ivíd uo por
me io de um lo ngo e le nto pro cesso de a mad urec ime nto esp ir it ua l.
Gór gia s : o me lhor é ma is for te
É um dos p r ime iros d isc ur sos soc ráticos, o nd e se vê o uso da d ia lé t ic a soc t ica e
ta m m o uso de iro nia e o sarca s mo p ara q ue se u ad vers ár io ca ia e m ar mad ilhas
verb a is e e ntão e ntre e m co ntrad ão o u e ntão até q ue e le c he gue e m um mo me nto o nde
Sócrates de seja va. Este d isc ur so é d ivido e m t rês pa rtes, se ndo a terce ira e últ ima a ma is
impor ta nte, o nde Sóc rate s e Cá lic les.
Sócrates de fe nde q ue o ma is for te é aque le que poss ui eq uilíbr io e autoc o ntro le sobre s i
mes mo, inic ia lme nte lic le s de fe nde q ue a de moc rac ia ate nie nse as le is fo ra m
impos tas pe lo s ma is fracos par a q ue os ma is forte s não poss sse m o poder.
Em Gór gias, Sócra tes de fe nde q ue é me lho r so frer uma inj ustiça q ue pra t i- la, po is
essa prá t ica é o ma io r dos ma les. O ind ivíd uo q ue co met e os c r imes, ca usa da nos aq ue le
que os so fre e a s i mes mo, po is s erá j ulgado ne ga t iva me nt e pe la soc ied ade. Já o
ind ivíd uo q ue co me te e é punido te m a s ua libert ão, se ndo vis ta ass im a j us t iça co mo
a cura mo ra l para a ma ld ade da alma. E por fim, é fe liz aq ue le que não te m ma ldad e na
a lma, o u se ja, não co meta inj us t iç as, se ndo p ro vada s ua tese inic ia l.
O diá lo go pos ter io r é no n, o qua l te m co mo pr inc ip a l q uest ão a poss ib ilidade de
ens inar a virt ude, pa ra isso, Sóc rates inic ia a d is c ussão e m b us ca do co nce ito de virt ude.
Sur ge m e ntão tr ês de finições fe ita s por Mêno n. A pr ime ira se r ia e la d ifer e nte para cada
ind ivíd uo e s ua função na soc iedade. Por é m, ess as ser ia m fo r mas de virtude s e não o
conce ito e m cará ter único. A se gund a e no é de finid a co mo a cor a ge m, pr ud ê nc ia,
sabedor ia, e ntre o utras, e ntret a nto, ess as ser ia m q ua lidade s prese ntes da virt ude e não
sua de finiçã o. A terce ira é o deseja r co isas be las e ser capa z de cons e gui- las, ass im
sendo o co nce ito, o ind ivíd uo q ue não co nse guisse c he gar à s co isas be las, não te r ia
virt ude.
A na lisa ndo a d is c ussão, a virt ude co mo se ndo c arát er único é co mpos ta po r vá r ios
conce itos e não uma única de finição. Ela e ntão não pode ser e ns inad a po is e la é ina ta ao
ind ivíd uo, a ss im para q ue e le se tor ne virt uo so de ve ser d esper tada at ra vés da
re miniscê nc ia.