P2 - Cap 6 Krugman (2)
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P2 - Cap 6 Krugman (2)


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P2 I nte rnacio nal
Lista Cap. 6
1 Q ual é a di fe re nç a e ntre e co no mias inte rnas e ex te rnas de es cala? Q ual é a re lação da
ex is tê ncia destas co m as e struturas de me rc ado (c o nc o rrê ncia pe rfe ita e impe rfe ita).
R. : As economias de e sc a la externa s ocorrem quando o c usto p or unidades depende do tamanho
da indús tr ia , mas não nec e ssa riamente do tamanho de qualquer fir ma. J á as e c onomias de e sc a la
inte rnas oc orrem quando o c usto por u n idade de pende do tamanho de uma firma ind iv id ual, ma s
não nec essa ria mente de toda a ins tr ia .
Na s ec onom ia s externa s, a eficiê ncia da s firmas é aume nta da por elas tere m uma indús tr ia
ma ior , me smo q ue ca da firma permanec e do mesmo ta ma nho. nas e c onomias in ternas, uma
firma é ma is efic iente se sua produç ã o for ma ior. Essa s e c onomia s têm inf luê ncia d ifere ntes
para a es trutura das indústr ias. U ma indústria e m que a s e c onomias de e sc a la são puramente
externas (não vantagens para a s e mpresa s grandes) c onsist i e m várias f irma s pequena s e
se perfe ita me nte competit iva. As ec onomias de es ca la internas , por sua ve z , ge ra m uma
vantagem de c ustos das gra nde s firma s sobre as pequenas e levam a uma e strutura de me rc a do
imperfe itamente c ompetit iva .
2 - Q uais as caracte rísticas de um me rc ado e m co nco rrê ncia mo no po s tica? M os tre
g rafic ame nte o e quilíbrio de uma indús tria des s a nature za. Q ual a re laç ão e ntre c us to
mé dio e me ro de firmas mos trando pe la c urv a CC? E o que mostra a c urv a PP?
R. : N os mode los de conc orrê ncia m ono políst ic a s, duas suposiç ões bás ic as s ão feitas para tra ta r
o problema da inte rdependência. P rime iro , ca da firma é conside ra da apta a dife re nciar seu
produt o do produto de se us rivais. O u s e ja , dado que e les que re m c omprar este produto
particu lar da firma , se us clientes não s e a pressarã o e m comprar os produtos de outra s fir ma s por
ca usa de uma pequena dife re nça de preç o. A dife re nci ã o dos prod utos a sse gura que c a da
firma te nha monop ó lio e m se u produto particu la r dentro da indús tr ia e e stá isola da de a lgu ma
ma neira da c oncorrê ncia . Segundo , c ada firma a s sume que os preç os c obra dos por se us r ivais
o dados, o u se ja, e la ig nora o impac to e m se u própr io preç o sobre os preç os de outra s firmas .
Ass im, ta l m ode lo a ss ume que , mes mo que c ada firma e s te ja se defrontando c om c onc orrê ncia
de outra s firmas (se comporta c omo um mono polista). O núme ro de firmas em um
me rc a do de conc orrência
mono políst ic a , e os preç os que e las
cobra m, o determinados por dua s
rela ções. P or um lado, qua nt o mais
firma s hou ver, ma is inte nsame nte
ela s conc orre m e, portanto, me nor é
o preç o daque la ins tr ia . Essa
rela çã o é represe ntada pela c urva
PP . P or outro la do, quant o ma is
firma s houver, menos c a da uma
vende e , portanto, ma ior é s eu custo médio. Ess a re lão é mos trada pe la curva CC. Se P >CMe,
a indústr ia e sta rá obte ndo lucros e firma s adic iona is entrarã o na indústria ; se P <CMe , a indústr ia
es tará incorrendo e m perdas e firma s sairão da ins tr ia .
3 Po r que , c o ns ide rando um me rc ado e m co nco rrê ncia mo no po lis ta, a e x istê nc ia de
economias de esc ala to rna v antajo s a o co mé rc io inte rnacio nal? Quais s ão ess as v antage ns?
Mos tre g raficame nte o e fe ito do co mé rc io inte rnacio nal (bas e ado no g ráfic o da ques o
ante rio r).
R. : Nas indústr ia s e m que e xistem e conomias de e scala , tanto a varieda de dos bens que u m ps
pode pro duz ir co mo a es c ala de sua produçã o são res tringidos pelo tamanho do merc a do.
Come rc ia liza ndo e ntre si e , p ortanto, for ma ndo u m merc a do mund ia l integra l que é maior q ue
qualque r merc a do nac iona l ind iv idua l, os pa ís es e s tão a ptos a livrar -se des sas restriç õe s. Ca da
ps pode e spe cia lizar -se na produç ã o de uma varie dade me nor de pr odut os do que fa ria na
ausência de c omérc io; mes mo c ompra n do de outros pa ís e s bens que e le não produz , c ada ps
pode a ume ntar simu ltanea me nte a varieda de dos bens dis p on íve is a s eus c onsumid ores . Como
res ulta do, o c omé rc io ofere c e uma oportun ida de de ganhos mútuos mesmo qua ndo os países
não dife re m e m re cursos ou tec nologia .
O mode lo de conc orrê ncia monopolíst ic a pode se r utiliza do pa ra mostrar c omo o comé rcio
me lh ora a opçã o e ntre esc a la e varie dade que as nações ind iv idua is têm.
4 Po r que o é poss íve l de finir um pad rão de co mé rcio ne ss e mo de lo , c o mo nos de
fato re s es pe c ífic os o u He cks c he n-Olhin?
R. : A dife rença e ntre es se mode lo e os m ode los anteriore s é que agora supomos q ue a in dús tr ia
de manufa turas , por e xemplo , não é uma indús tr ia perfeitamente competit iva produz ind o um
produt o h omo gê neo. Ao c ont rio , e la é uma in dús tr ia de c oncorrê ncia mo nop o st ic a na qual
dive rsa s firma s produze m pro dutos d ifere ncia dos . P or c a usa das economias de esca la, nenhum
ps cons egue prod uzir t oda a va riedade de produt os ma nufaturados por s i me smo. En o,
apesar de a mbos os pa íse s podere m produz ir a lgumas manufaturas , e le s e sta rão produzindo
coisa s difere ntes.
5 D ife re ncie co mé rc io inte r e intraindús trias . Po r que os mo de los v istos nos c apítulos
ante rio re s e x plicariam o prime iro e o o s eg undo? O que de te rmina a pro porção de
co mé rcio intra e inte rins trias e ntre 2 paíse s? Ne sse sentido , qual o av anço do mo de lo de
co mé rcio co m ec o no mias de es cala e m re lação aos ante rio re s?
R. : Comé rcio intra ins tr ia s ocorre quando há troca de be ns iguais , por e xemp lo , ma nufaturas
por ma nufa turas . O re sta nte do c omé rc io s eria o interindús tr ia s, onde há troca de be ns
dife re ntes, por e xemp lo, ma nufa turas por a lime ntos . O c omérc io interindús tr ia s re flete a s
vantagens corporativas, onde o padrão de c omé rcio se ria um ps ab undante em c a p ital se nd o o
exporta dor líqu ido de manufa turas intens ivas e m c apital e um importa d or líqu id o de a limentos
inte ns ivo e m tra ba lho. P or isso os mo delos anteriore s explica m ta l c omé rc io. O comé rcio
intra in dús tr ia s não refle te as vanta gens corporativas, po is mes mo os pa íse s tendo a mes ma ra o
ca pital-trabalho, s uas firma s c ontin uaria m pr odu z indo prod utos d ife re nciados e a demanda dos
cons umidore s por pro dutos produzid os e m o utros pa íse s continuar ia a gera r ta l c omé rc io. S ó a s
ec onomias de e s ca la que e vita m que os pa ís e s produze m t oda a var ie dade de pro dutos por s i
me smos. A propo ã o de comérc io intra e inte rins tr ia s entre 2 pa íse s depende de quão
similare s e les o. Ca so a pre se ntam razões ca pita l-traba lho s imilare s, e ntão haverá pouc o
comé rcio inter e o c omé rc io intra, ba se ado na s ec onomia s de escala, se domina nte. Mas cas o
as razões c a pita l-trabalho fore m mu it o d ife re ntes, onde have espe c ia liza ç ão por parte dos
pse s, nã o have rá comé rc io intra ba se a do em e c onomias de e sc ala e todo co mérc io será
bas ea do e m vanta gens compara tivas.
O c omé rc io c om e c ono m ias de e scala produz gan hos e xtras no c omé rc io internac io nal, a c ima
dos ganhos das vantagens compara tiva s, por que o c omé rcio intra ind ústria perm ite q ue os países
se jam be neficia dos por merc a dos ma iores. Quando o país e ntra nesse modelo de c omé rc io, e le
pode simu ltanea me nte reduzir o n úme ro de produ tos que prod uz e a ume ntar a variedade de bens
dis p on íve is para os c onsumidore s d omés tic os. P roduz ind o menos variedades , e le pode prod uz ir
ca da bem e m e sc ala maior, c om ma ior prod ut iv idade e me nore s c ustos. Ao me s mo tempo , os
cons umidore s o benefic iados pe lo a ume nt o da var ie dade de opç ões . A ssim, to dos ganha m
com o c omé rcio.
6 Po r que no co mé rcio intra-indús tria a re s istê nc ia à abe rtura c o me rcial po de me nos
que no c as o da inte r-indús tria?
R. : Porque os ganhos e xtras no c omé rc io internac iona l part indo de u m m ode lo in tra -in dús tr ia
o maiores e há um benefíc io a todos , on de ocorre um a ume nto da produt iv idade c om c ustos
me nore s e é dis ponib iliza da uma varie dade maior de re cursos.
7 - Ex plique o funcio name nto do dee mping e po r que e le po de s er cons ide rado uma
es traté g ia leg itima as empres as .
R. : D ee mpin g é a forma ma is c omum de d isc rimin ã o de preç os no c omé rc io internac iona l,
onde a f irma c obra pelos bens e xp orta dos u m preç o me nor do que cobra pelos me smos bens
vendidos domes tic a me nte. Ta l p tic a só poderá ocorrer se: a indústr ia for imperfe ita me nte
competit iva , de m odo que a s firma s dete rminem os preç os e m ve z de c ons idera r os preç os de
me rc a do c omo dados; e os merc a dos forem se gme ntados, de modo q ue os res identes domé sticos
não cons igam c ompra r os bens c om a inte nçã o de e xportar.
A e mpresa opta por pratic a r o dee mping dada a dife rença na se nsibilida de das venda s s obre o
preç o nos me rc a dos de e xport ã o e domé st ic o. Ass im , a s e mpresa s disc riminam os preç os
quando a s vendas respondem mais forteme nte a o preço e m um me rcado do que e m outro.
8 Em re laç ão às e c o no mias de e sc ala e x te rnas , quais as 3 principais razões para o
s urg ime nto das me s mas ?
R. : Fornec edore s e spe c ia liza dos : A produçã o de bens e se rviç os re quer o uso de e quipa me ntos
es pec ializa dos o u a poio de se rviç os. Um grupo ind ustr ia l loca liza d o c onse gue re un ir m u itas
firma s que a tendem c ole tiva me nte a um merc a do grande e s ufic iente para manter um a mplo
es pec tro de forne cedores e specia lizad os.
Merca do c omum de trabalho: A forma pe la qua l o c onju nto de firma s pode c riar um merc a do
comum para trabalhadores c om qua lif ic a ç ões altamente espec ializa dos , se ndo u ma vantage m
tanto para produtores qua nto pa ra trabalhadore s na me dida que os produt ores e s tão menos
suje itos a sofrer proble ma s de e scassez de mã o de obra, e os trabalhadore s, a fica r
des empregados.
Transborda mento de c onhec ime nt o : As firma s podem a dqu ir ir te cnolog ia por me io de pesquis as
e e sforç os de dese nvolv ime nto ppr ios. Ta mbém podem t entar a prende r de se us c oncorre nte s
por me io d o e studo de se us pro dut os e se pa rando -os para re a lizar u ma e nge n haria re vers a de
se us proje tos e fa bric a çã o. Há também a troca informa l de informa ç ões e ide ias que ocorre em
níve l pes soal.