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Unidade I 
 
 
CONTABILIDADE FINANCEIRA 
 
 
 
Prof. Alexandre Saramelli 
Contabilidade financeira 
A disciplina está dividida em três unidades: 
Unidade I 
 Estimativas 
 Estimativas como contas redutoras do ativo 
 Estimativas para Créditos de Liquidação Duvidosa (ECLD) 
 Estimativas para perdas na realização de investimentos 
temporários 
 Estimativas para ajuste a valor de mercado dos estoques 
 Estimativas para perdas permanentes 
 Depreciação e exaustão 
Contabilidade financeira 
Unidade I 
 Reservas 
 Reservas versus provisão para contingências 
 Provisões 
 Fundos 
 
Contabilidade financeira 
Unidade II 
 Folha de pagamento 
 Responsabilidade pelo recolhimento do INSS e IRRF 
do empregado 
 Contribuição sindical dos empregados 
 Demonstração do Valor Adicionado (DVA) 
Unidade III 
 Caso prático 
 
Unidade I 
 1. Estimativas 
 Do lado do ativo, representado por bens e direitos, alguns dos 
direitos poderão não ser realizados, ou seja, transformados 
em dinheiro, como, por exemplo, os valores a receber; logo, 
é de extrema importância que a empresa registre estimativas 
de perdas. 
 Em relação ao passivo, a princípio, todas as obrigações 
deverão ser registradas, porém, algumas delas poderão não ter 
o valor exato da dívida. É o caso dos processos trabalhistas; 
logo, a empresa deverá registrá-las por meio de provisões. 
Unidade I 
 1. Estimativas 
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
 As estimativas que reduzem o ativo são, obviamente, 
contas credoras, visto que corrigem o saldo do ativo 
que tem natureza devedora. 
 A contrapartida na constituição de uma estimativa ativa será 
sempre uma conta de despesa ou custo, indedutível para fins 
de cálculo do resultado tributável de IRPJ e CSLL. 
Unidade I 
 1. Estimativas 
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
 Conta/Grupo do ativo Estimativas
. Clientes . Estimativas para créditos de
 liquidação duvidosa
. Investimentos temporários . Estimativas para perdas na
 realização de investimentos
. Estoques . Estimativa para ajuste a valor de
 mercado dos estoques
. Investimentos avaliados pelo custo . Estimativa para perdas permanentes
. Imobilizado . Depreciação e exaustão
. Intangível . Amortização
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
1.1.1 Estimativa para Créditos de Liquidação Duvidosa (ECLD) 
 A empresa, para estimar o valor de perda provável na 
realização de suas “contas a receber”, “duplicatas a receber” 
ou “clientes”, considera, por exemplo, aspectos peculiares 
de sua clientela, a conjuntura econômica do momento em que 
se está estimando o risco e o ramo de negócios em que atua, 
entre outras variáveis → o critério adotado pode ser, portanto, 
diferente para cada empresa. 
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
1.1.1 Estimativa para Créditos de Liquidação Duvidosa (ECLD) 
 De acordo com a lei 9.430/96 (IN SRF 93/97), a despesa 
oriunda da constituição da estimativa para créditos de 
liquidação duvidosa não é dedutível para fins de apuração 
da base tributável do IRPJ e CSLL, devendo ser adicionada 
na Parte A do Lalur. 
1.1.1 Estimativa para Créditos 
de Liquidação Duvidosa (ECLD) 
Porém, a despesa será dedutível quando atender aos seguintes 
requisitos: 
I. Em relação aos quais tenha havido a declaração de 
insolvência do devedor, mediante sentença emanada 
do Poder Judiciário. 
II. Sem garantia de valor: 
a. Até R$ 5.000,00, por operação, vencidos há mais de seis 
meses, independentemente de iniciados os procedimentos 
judiciais para o seu recebimento. 
 
1.1.1 Estimativa para Créditos 
de Liquidação Duvidosa (ECLD) 
II. Sem garantia de valor: 
b. Acima de R$ 5.000,00 até R$ 30.000,00, por operação, 
vencidos há mais de um ano, independentemente de 
iniciados os procedimentos judiciais para o seu 
recebimento, porém mantida a cobrança administrativa. 
c. Acima de R$ 30.000,00, vencidos há mais de um ano, desde 
que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para 
o seu recebimento. 
 
1.1.1 Estimativa para Créditos 
de Liquidação Duvidosa (ECLD) 
III. Com garantia, vencidos há mais de dois anos, desde que 
iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o seu 
recebimento ou o arresto das garantias. 
IV. Contra o devedor declarado falido ou pessoa jurídica 
declarada concordatária, relativamente à parcela que 
exceder o valor que esta tenha se comprometido a pagar 
(ver IN SRF nº 93 de 1997). 
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
1.1.1 Estimativa para Créditos de Liquidação Duvidosa (ECLD) 
 Para efeito da legislação fiscal, entende-se por créditos com 
garantia aqueles provenientes de vendas com reserva de 
domínio, alienação fiduciária em garantia ou de operações 
com outras garantias reais, conforme dispõe o art. 340, 
§ 3º do Regulamento do Imposto de Renda de 1999 (RIR/99). 
 
Interatividade 
É importante registrar estimativas de perdas do ativo para: 
a) atender à legislação vigente. 
b) atender à determinação da alta direção da empresa. 
c) apurar e informar os valores patrimoniais os mais 
adequados possíveis. 
d) reduzir a tributação da empresa. 
e) reduzir os juros nas respectivas operações. 
 
1.1.1 Estimativa para Créditos 
de Liquidação Duvidosa (ECLD) 
Exemplo: 
 Uma empresa utiliza, como forma de estimar suas perdas, um 
percentual que considera sua experiência no recebimento de 
créditos provenientes de vendas realizadas a prazo durante 
os últimos três anos. 
Ano Vendas a Perda com devedores % das perdas sobre vendas
a prazo duvidosos
X7 80.000 640 0,8% ((640 / 80.000)x100)
X6 50.000 310 0,62% ((310 / 50.000)x100)
X5 40.000 240 0,60% ((240 / 40.000)x100)
Totais .R$ 170000 R$ 1.190 0,70% ((1.190 / 170.000)x100)
1.1.1 Estimativa para Créditos 
de Liquidação Duvidosa (ECLD) 
Exemplo: 
Constituição da estimativa de perda: 
Vendas a prazo de X8.......... $ 100.000 
sobre as vendas multiplicar 0,007 
(=) ECLD................................. = $ 700 
Lançamento 1 – constituição 
D - Despesas com Estimativa para Créditos de Liquidação 
Duvidosa 700 
C - Estimativa para Créditos de Liquidação Duvidosa 
 (conta redutora do ativo) 700 
1.1.1 Estimativa para Créditos 
de Liquidação Duvidosa (ECLD) 
Exemplo: 
Suponha que, da estimativa constituída em X8, no valor de $700, 
de fato não foram recebidos em X9, $ 300. 
Lançamento 2 – baixa de clientes, utilizando-se da estimativa 
de perda 
D - Estimativa para Créditos de Liquidação Duvidosa 
 (conta redutora do ativo) 300 
C - Clientes / duplicatas a receber 300 
1.1.1 Estimativa para Créditos 
de Liquidação Duvidosa (ECLD) 
Exemplo: 
 Existe a possibilidade de a empresa ter baixado um título 
considerado incobrável e, posteriormente, o cliente saldar 
sua dívida → houve uma recuperação de crédito baixado 
e esta deverá ser registrada na conta de resultado “outras 
receitas operacionais”. 
Lançamento 3 – recuperação do crédito 
D - Caixa 300 
C - Outras receitas operacionais 300 
1.1.1 Estimativa para Créditos 
de Liquidação Duvidosa (ECLD) 
Exemplo: 
 Reversão do saldo da conta Estimativa para Créditos de 
Liquidação Duvidosa. 
 Considerando-se o exemplo anterior, percebe-se que restou 
um saldo não utilizado de $ 400 → $ 700 – $ 300. 
Lançamento 4 – reversão: 
D - Estimativa para Créditos de Liquidação Duvidosa 
(conta redutora do ativo) 400 
C - Reversão da Estimativa para Créditos de Liquidação 
Duvidosa 400 (conta de resultado: receita) 
1.1.1 Estimativa para Créditos 
de Liquidação Duvidosa (ECLD) 
Exemplo: 
 Outra situação seria complementar à estimativa a ser 
constituída para o ano seguinte, ou seja, para uma 
estimativa de $ 900, haveria apenas o complemento 
de $ 500 ($ 900– $ 400 não utilizados). 
Lançamento 5 – complemento: 
D - Despesas com Estimativa para Créditos de Liquidação 
Duvidosa 500 
C - Estimativa para Créditos de Liquidação Duvidosa 
 (conta redutora do ativo) 500 
1.1.1 Estimativa para Créditos 
de Liquidação Duvidosa (ECLD) 
Exemplo 
Importante: 
Pode acontecer da estimativa ocorrida ser inferior à perda 
efetivamente ocorrida; assim, a baixa dos valores a receber 
deverão ocorrer da seguinte maneira: 
D - Perdas com incobráveis (despesas de vendas) 
C - Duplicatas a receber / clientes 
Interatividade 
Pode-se entender que a baixa com clientes incobráveis será 
sempre uma despesa indedutível. Você concorda? 
a) Sim, conforme determina a legislação vigente. 
b) Sim, conforme determinam as normas internacionais 
de contabilidade. 
c) Não, há casos em que as despesas geradas serão dedutíveis. 
d) Não, uma vez que todas as despesas reduzem o lucro 
do período. 
e) Sim, desde que o valor seja sempre acima de R$ 1.000,00. 
 
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
1.1.2 Estimativa para perdas na realização de investimentos 
temporários 
Em geral, as empresas, na existência de excesso de recursos 
disponíveis, passam a diversificar suas fontes de rendimento 
que não aquelas diretamente ligadas à sua atividade principal 
e, assim, aplicam seus recursos em: 
 fundos de aplicação imediata; 
 títulos do Banco Central; 
 títulos do Tesouro Nacional; 
 depósitos a prazo fixo; 
 entre outros, conforme LT. 
1.1.2 Estimativa para perdas na realização 
de investimentos temporários 
Critérios de avaliação 
Conforme o art. 183, I da lei das S/A: as aplicações em 
instrumentos financeiros, inclusive derivativos e em direitos e 
títulos de crédito, classificados no ativo circulante ou ativo não 
circulante (realizável a LP), serão avaliadas: 
a) pelo seu valor justo, quando se tratar de aplicações 
destinadas à negociação ou disponíveis para venda 
(lei 11.941/09); 
1.1.2 Estimativa para perdas na realização 
de investimentos temporários 
Critérios de avaliação [...] 
b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, 
atualizado conforme disposições legais ou contratuais, 
ajustado ao valor provável de realização, quando este for 
inferior, no caso das demais aplicações, direitos e títulos 
de crédito (incluída pela lei 11.638, de 2007). 
1.1.2 Estimativa para perdas na realização 
de investimentos temporários 
Aplicações temporárias em ouro 
 O saldo das aplicações deverá ser ajustado ao valor de 
mercado, quando este for menor, mediante a constituição 
de provisão cuja contrapartida, no entanto, não será dedutível 
para efeito de determinar o lucro tributável. 
 Na hipótese de o valor de mercado do ouro ser inferior ao 
custo, é necessária a constituição de uma estimativa para 
redução ao valor de mercado, cuja contrapartida não é 
dedutível para efeitos tributários. 
1.1.2 Estimativa para perdas na realização 
de investimentos temporários 
Aplicações temporárias em ações 
 Mesmo critério de avaliação do ouro: custo ou mercado, 
dos dois, o menor. 
Exemplo: uma empresa possui uma carteira de ações composta 
por 300 títulos: 
100 ações da Cia. A, ao custo unit. $ 2,50; 
100 ações da Cia. B, ao custo unit. $ 2,70; 
100 ações da Cia. C, ao custo unit. $ 2,80. 
 No dia de encerramento do exercício social, os três tipos 
de ações, A, B, e C estavam cotados ao preço de mercado 
de $ 2,60 por unidade. Qual será o valor total 
a ser registrado no BP? 
 
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
1.1.2 Estimativa para perdas na realização de investimentos 
temporários 
Aplicações temporárias em ações 
Resposta: 
Custo de Valor de Valor no
Aquisição Mercado BP
100 ações da Cia. A 250,00 260,00 250,00
100 ações da Cia. B 270,00 260,00 260,00
100 ações da Cia. C 280,00 260,00 260,00
Total...................... 880,00 780,00 770,00
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
1.1.2 Estimativa para perdas na realização de investimentos 
temporários 
Aplicações temporárias em fundos de investimento 
Os fundos de investimento podem ser constituídos 
sob duas formas: 
a. aberto, em que os cotistas podem solicitar o resgate de suas 
quotas a qualquer tempo; 
b. fechado, em que as contas somente podem ser resgatadas 
ao término do prazo de duração do fundo. 
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
1.1.2 Estimativa para perdas na realização de investimentos 
temporários 
Aplicações temporárias em fundos de investimento 
Exemplo 
Aplicação efetuada em 30/9/X0 
Custo de aquisição: $ 700 
Resgate: 29/3/X1 
Prazo de aplicação: 180 dias 
Valor do resgate: $ 840 
 IRRF: $ 14, a compensar com o IR devido sobre o lucro 
apurado no período fiscal. 
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
1.1.2 Estimativa para perdas na realização de investimentos 
temporários 
Aplicações temporárias em fundos de investimento → 
contabilização 
Aquisição 
D - Investimentos temporários 700 
C - Bancos 700 
Em 31/12/X0 – contabilizar a receita proporcional 
Receita total = 840 – 700 = 140 / 180 dias x 92 dias = 72 
D - Investimentos temporários 72 
C - Receitas sobre investimentos temporários 72 
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
1.1.2 Estimativa para perdas na realização de investimentos 
temporários 
Aplicações temporárias em fundos de investimento → 
contabilização 
No exercício seguinte, seria reconhecido o rendimento restante 
de $ 68 na data do resgate (caso não se atualizasse a aplicação 
mensalmente), quando, então, haveria a retenção do IRRF: 
D - Bancos 826 
D - IRRF a compensar 14 
C - Investimentos temporários 772 
C - Receitas financeiras 68 
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
1.1.2 Estimativa para perdas na realização de investimentos 
temporários 
Se, na data do balanço, após a apropriação da receita de $ 72, 
o valor de mercado bruto de resgate era de $ 750, com despesa 
de corretagem de $ 5, caso se efetuasse a venda, teríamos de 
estimar: 
Valor contábil 772 
(-) Valor de mercado 750 
(-) Despesas 5 745 
Valor a provisionar 27 
D - Receitas financeiras 27 
C - Estimativa para redução ao valor de mercado 27 
Interatividade 
As estimativas de perdas dos investimentos temporários 
deverão ser registradas contabilmente: 
a) debitando-se sempre a respectiva conta. 
b) creditando-se uma conta do passivo. 
c) debitando-se sempre uma conta do patrimônio líquido. 
d) creditando-se uma conta redutora do ativo. 
e) a estimativa de perda é uma opção do legislador; portanto, 
nada será feito contabilmente. 
 
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
1.1.3 Estimativa para ajuste a valor de mercado dos estoques 
 Os bens que tiverem por objeto mercadorias e produtos do 
comércio da companhia, assim como matérias-primas, 
produtos em fabricação e bens em almoxarifado, serão 
avaliados pelo custo de aquisição ou produção, deduzido 
de estimativa para ajustá-lo ao valor de mercado, 
quando este for inferior. 
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
1.1.3 Estimativa para ajuste a valor de mercado dos estoques 
 A aplicação do critério de custo ou mercado, dos dois o 
menor, deve ser feita separadamente para cada subconta 
de estoques. 
a. Matérias-primas, outros materiais utilizados na produção 
e almoxarifado de uso geral – “preço pelo qual possam ser 
repostos, mediante compra no mercado”, será o custo de 
reposição de cada material. 
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
1.1.3 Estimativa para ajuste a valor de mercado dos estoques 
b. Produtos acabados e mercadorias para revenda – o mercado 
representa o valor líquido realizável de cada item, sendo 
apurado pelo valor líquido entre o preçode venda do item 
e as despesas estimadas para vender e receber, as despesas 
diretamente relacionadas com a venda do produto e a 
cobrança de seu valor, tais como comissões, fretes, 
embalagens, taxas e desconto das duplicatas etc. 
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
1.1.3 Estimativa para ajuste a valor de mercado dos estoques 
c. Produtos em processo – esses estoques também devem ser 
confrontados com o valor de mercado, havendo duas 
alternativas para seu cálculo. Uma seria tomar seu custo 
já incorrido mais uma estimativa dos custos a completar. 
Esse valor final seria comparado com o mercado 
como se fosse um produto acabado. 
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
1.1.3 Estimativa para ajuste a valor de mercado dos estoques 
 Pronunciamento Contábil CPC 16 – Estoques, editado pelo 
Comitê de Pronunciamentos Contábeis: o objetivo desse 
pronunciamento é estabelecer o tratamento contábil para os 
estoques. A questão fundamental na contabilização dos 
estoques é quanto ao valor do custo a ser reconhecido como 
ativo e mantido nos registros até que as respectivas receitas 
sejam reconhecidas. 
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
1.1.4 Estimativas para perdas permanentes 
 Essa estimativa foi objeto de estudo na disciplina 
Contabilidade Societária. 
 Os investimentos avaliados pelo método de custo devem 
ser ajustados ao seu valor provável de realização, quando 
observadas na empresa investida evidências de que o valor 
de custo não será recuperável em virtude de a investida estar 
operando, por exemplo, com prejuízos constantes ou por 
algum evento que não seja passível de recuperação ao longo 
dos períodos. 
1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo 
1.1.5 Depreciação e exaustão 
 Depreciação: é a parcela do valor de um imobilizado que não 
será recuperado devido ao seu uso. 
 Na disciplina Contabilidade Societária também foi estudado 
esse tipo de provisão que, apesar do nome “depreciação 
acumulada", trata, na verdade, de mera estimativa 
redutora do ativo. 
 
 Provisões como exigíveis 
 
 O termo provisão, como tratado na Deliberação CVM 489/05, 
refere-se apenas aos passivos com prazo ou valor incertos. 
 As contas retificadoras do ativo não foram tratadas 
nesta deliberação. 
 
 Provisões como exigíveis 
 
De acordo com a Deliberação CVM 489/05, uma provisão 
somente deve ser reconhecida quando atender, 
cumulativamente, às seguintes condições: 
1. a entidade tem uma obrigação, legal ou não formalizada, 
presente como consequência de um evento passado; 
2. provável probabilidade de que recursos sejam exigidos 
para liquidar a obrigação; 
3. o montante da obrigação pode ser estimado 
com suficiente segurança. 
2. Reservas 
Conforme a legislação brasileira, os tipos de reservas 
podem ser: 
1. Reservas de capital: são acréscimos ao patrimônio líquido, 
originados normalmente de terceiros, ou seja, não derivam 
das operações normais da empresa. Os casos mais comuns 
são: ágio cobrado na emissão de novas ações; doações e 
subvenções para investimentos. 
2. Reservas 
Conforme a legislação brasileira, os tipos de reservas podem 
ser: 
2. Reservas de lucro: são as contas constituídas pela 
apropriação de lucros da empresa – reserva legal, estatutária, 
para contingências, orçamentária e lucros a realizar. 
2. Reservas 
2.1 Reservas versus provisão para contingências 
 O termo contingência significa incerteza. 
 A reserva para contingências é uma parcela subtraída 
do lucro líquido do período, com a finalidade de compensar, 
em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de 
perda julgada provável, desde que esse valor possa ser 
estimado. Ela será revertida no exercício em que deixarem 
de existir as razões que justificarem a sua constituição ou em 
que ocorrer a perda. 
2. Reservas 
2.1 Reservas versus provisão para contingências 
 Exemplos de reservas de contingências, ou seja, diminuição 
de lucro: fenômenos climatológicos (seca, chuva de granizo, 
geadas, enchentes); previsão de greve; instabilidade política 
e econômica de países fornecedores ou compradores etc. 
 Observe-se que o fato gerador da reserva para contingências 
ainda não ocorreu, porém, há grande possibilidade de vir a 
ocorrer. 
2. Reservas 
2.1 Reservas versus provisão para contingências 
 A provisão para contingências é constituída em virtude de um 
fato ocorrido que pode se tornar um passivo. 
 Exemplos de provisão para contingências: erros na aplicação 
de leis trabalhistas que possam ser reclamados pelos 
empregados; possível incidência de ICMS sobre uma 
mercadoria vendida etc. 
 Note que a provisão gera uma despesa 
(e uma dívida), enquanto a reserva não. 
3. Previsões 
 Inadequadamente, há quem use as expressões previsão para 
Imposto de Renda, previsão para devedores duvidosos etc. 
 Previsão: não é uma nomenclatura contábil; significa apenas 
estimativa. 
 Portanto, não se deve confundir provisão com previsão. 
4. Fundos 
 Quando se destaca certa quantia em dinheiro para uma 
finalidade específica, denomina-se esse montante de fundos. 
 Tal quantia monetária não será movimentada para outros fins, 
exceto em aplicações financeiras para reposição de perda 
inflacionária. 
 A palavra fundos tem o significado de dinheiro 
ou créditos a receber. 
4. Fundos 
 Os fundos não são comuns nas sociedades comerciais. 
 São observados com maior frequência nas entidades sem 
fins lucrativos, hospitais, clubes etc. 
 Se, por exemplo, houver uma doação a uma Santa Casa 
específica para aquisição de equipamentos cirúrgicos 
modernos, o montante doado constitui-se em fundo para 
essa finalidade, não podendo ser utilizado para outros fins. 
Interatividade 
O Pronunciamento Contábil CPC 16 faz correlação com qual 
norma contábil internacional? 
a) IAS 2 
b) IASB 20 
c) IASB 8 
d) IAS 37 
e) FAS 52 
 
 
 
 
ATÉ A PRÓXIMA! 
	Slide Number 1
	Contabilidade financeira
	Contabilidade financeira
	Contabilidade financeira
	Unidade I� 1. Estimativas
	Unidade I� 1. Estimativas
	Unidade I� 1. Estimativas
	1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo
	1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo
	1.1.1 Estimativa para Créditos �de Liquidação Duvidosa (ECLD)
	1.1.1 Estimativa para Créditos �de Liquidação Duvidosa (ECLD)
	1.1.1 Estimativa para Créditos �de Liquidação Duvidosa (ECLD)
	1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo
	Interatividade
	Resposta
	1.1.1 Estimativa para Créditos �de Liquidação Duvidosa (ECLD)
	1.1.1 Estimativa para Créditos �de Liquidação Duvidosa (ECLD)
	1.1.1 Estimativa para Créditos �de Liquidação Duvidosa (ECLD)
	1.1.1 Estimativa para Créditos �de Liquidação Duvidosa (ECLD)
	1.1.1 Estimativa para Créditos �de Liquidação Duvidosa (ECLD)
	1.1.1 Estimativa para Créditos �de Liquidação Duvidosa (ECLD)
	1.1.1 Estimativa para Créditos �de Liquidação Duvidosa (ECLD)
	Interatividade
	Resposta
	1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo
	1.1.2 Estimativa para perdas na realização �de investimentos temporários
	1.1.2 Estimativa para perdas na realização �de investimentos temporários
	1.1.2 Estimativa para perdas na realização �de investimentos temporários
	1.1.2 Estimativa para perdas na realização �de investimentos temporários
	1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo
	1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo
	1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo
	1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo
	1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo
	1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo
	Interatividade
	Resposta
	1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo
	1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo
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	1.1 Estimativas como contas redutoras do ativo
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	� Provisões como exigíveis�
	� Provisões como exigíveis�
	2. Reservas
	2. Reservas2. Reservas
	2. Reservas
	2. Reservas
	3. Previsões
	4. Fundos
	4. Fundos
	Interatividade
	Resposta
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