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��UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS Centro de Ciências Sociais e Aplicadas - CSSA Departamento de Ciências Econômicas���� CURSO: ECONOMIA Disciplina: Economia do Pensamento Econômico II Turma: 2º Período - 2019.1 Professor: Luiz Paulo Fontes de Rezende Data: 25/04/2019 1ª Lista de exercícios Nome:_____________________________________________________Matrícula:_____________ CAPÍTULO 3 - ADAM SMITH Explique a teoria do valor trabalho e como se realizam as trocas numa sociedade pré-capitalista. O que é a teoria do valor chamada de “teoria da soma”? Qual a diferença entre preço de mercado e preço natural? O que determina um e outro? Quais as diferenças entre valor de uso e valor de troca? Qual o conceito mais importante ou decisivo para a determinação dos preços naturais segundo Smith? Por que? Como funciona o mecanismo de ajuste natural e automático (a mão invisível) em termos de preços e alocação de capital, terra e trabalho no caso de a demanda estar acima da oferta, ou de o preço de mercado estar acima do preço natural? CAPÍTULO 6 – O SUJETIVISMO RACIONALISTA: A ECONOMIA DE BENTHAN, SAY E SENIOR. Explique o princípio da maximização da utilidade de Bentham (o cálculo prazer-sofrimento) que fundamenta as trocas no mercado. Porque a teoria do valor utilidade é uma teoria subjetiva de valor? E porque as trocas no mercado resultam num aumento da utilidade? Defina a lei de Say. Segundo esta lei é possível uma crise geral? E são possíveis crises parciais? Explique o paradoxo da água e do diamante e como este paradoxo foi solucionado. (Utilize o conceito de utilidade total e marginal em sua resposta). CAPÍTULO 8 – UTILITARISMO PURO VERSUS UTILITARISMO ECLÉTICO: OS ESCRITOS DE BASTIAT E MILL. Explique os dois tipos de utilidade formulados por Bastiat para mostrar que os preços são dependentes da utilidade e contornar o paradoxo da água e do diamante: utilidade onerosa e utilidade gratuita. Explique o princípio utilitarista de Bentham (máxima felicidade), e quais as críticas de Mill aos axiomas desta teoria. Stuart Mill escreveu que a produção da riqueza não é, evidentemente, uma coisa arbitrária. Segundo ele, a produção e a distribuição da riqueza estão sujeitas às duas leis: da produção e da distribuição. Comente sobre estas leis. Segundo Mill existe uma tendência decrescente da taxa de lucro. No entanto, ele enfatiza duas forças que contrariam esta tendência à queda da taxa de lucro. Quais são estas forças? Comente, de forma resumida, cada uma delas. CAPÍTULO 10 – O TRIUNFO DO UTILITARISMO: A ECONOMIA DE JEVONS, MENGER E WALRAS. A teoria de valor coerente com a perspectiva filosófica geral utilitarista formulada por Willian Stanley Jevons e Carl Menger denominada de “revolução marginalista” representou divisão no pensamento econômico entre a Economia Clássica e a Economia Neoclássica. Explique o termo revolução marginalista e os fundamentos desta escola de pensamento. Responda as perguntas de (a) até (d) utilizando os dados fornecidos na tabela a seguir. Suponha que o consumidor tenha $ 65 para gastar. Unidades do produto Produto X (preço = $ 5) Produto Y (preço = $ 10) UMx UMx/Px UMy UMy/Py 1ª 50 120 2ª 45 110 3ª 40 100 4ª 35 90 5ª 30 80 Utilidade total Assumindo que Xe Y sejam bens independentes, determine a quantidade correspondente de cada um deles que a pessoa representada por esses dados irá comprar para maximizar a utilidade. (Dica: pode ser útil preencher as colunas intituladas UMx/Px e UMy/Py) Qual seria a utilidade total dessa pessoa, de acordo com Jevons? E de acordo com Menger? Explique a diferença. Suponha que o preço de X aumente para $ 10. De que forma esse consumidor reagirá? Estabeleça a diferença entre a utilidade cardinal e a utilidade ordinal. Qual das duas é considerada nessa tabela? Explique a diferença entre equilíbrio Geral de Léon Walras e equilíbrio Parcial de Marshall. Defina a lei de Walras. Qual é a diferença entre a lei de Walras e a lei de Say em relação à demanda e a oferta? (ENADE, 2006) As obras de Marshall e de Walras deram origem às duas vertentes da microeconomia no século XX: as análises de equilíbrio parcial e de equilíbrio geral, respectivamente. A esse respeito, considere as afirmativas abaixo. I - Walras investigou um problema de teoria pura, a determinação simultânea de um conjunto de preços de equilíbrio, levando em conta as interdependências em todo o sistema econômico. II - Marshall desenvolveu simplificações capazes de resolver a determinação de preços de um mercado isolado como a noção de preços normais em oposição a preços de mercado e a cláusula ceteris paribus. III - As concepções de período de mercado, curto prazo e longo prazo tiveram origem na análise de equilíbrio geral. É(São) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s) (A) I. (B) II. (C) III. (D) I e II. (E) II e III. Texto 1: “Por princípio da utilidade entende-se aquele princípio que aprova ou desaprova qualquer ação, segundo a tendência que tem a aumentar ou a diminuir a felicidade da pessoa cujo interesse está em jogo, ou, o que é a mesma coisa em outros termos, segundo a tendência de promover ou comprometer a referida felicidade. Digo qualquer ação, com o que tenciono dizer que isto vale não somente para qualquer ação de um indivíduo particular, mas também de qualquer ato ou medida de governo. [...] A comunidade constitui um corpo fictício, composto de pessoas individuais que se consideram como constituindo os seus membros. Qual é, nesse caso, o interesse da comunidade? A soma dos interesses dos diversos membros que integram a referida comunidade”. (BENTHAM, Jeremy. Uma introdução aos princípios da moral e da legislação. São Paulo: Abril Cultural, 1974. p. 10) Texto 2: “Para compreendermos o valor que Mill atribui à democracia, é necessário observar com mais atenção a sua concepção de sociedade e indivíduo [...]. O governo democrático é melhor porque nele encontramos as condições que favorecem o desenvolvimento das capacidades de cada cidadão”. (WEFFORT, F. (org.). Os clássicos da política 2. 3 ed. São Paulo: Ática, 1991. p. 197-98). Sobre o utilitarismo e o pensamento de Bentham e Stuart Mill, é INCORRETO afirmar. Para o utilitarismo clássico, o principal critério para a moralidade é o princípio da utilidade, que defende como morais as ações que promovem a felicidade e o bem-estar para o maior número de pessoas envolvidas. Para os utilitaristas Bentham e Stuart Mill, uma ação é considerada moralmente correta se promove a felicidade e o bem-estar para o indivíduo, não importando suas consequências em relação ao conjunto da sociedade. Utilitaristas como Bentham defendem que o papel do legislador é o de produzir leis que sejam do interesse dos indivíduos que constituem uma comunidade e que resultem na maior felicidade para o maior número deles. O pensamento de Stuart Mill propõe mudanças importantes à agenda política, na medida em que reconhece que a participação política não pode ser tomada como privilégio de poucos. O Estado deverá, portanto, adotar mecanismos que garantam a institucionalização da participação mais ampliada dos cidadãos. Enquanto Bentham defendia a democracia representativa como sendo uma forma de impedir que os governos imponham seus interesses aos do povo, Stuart Mill defende tal forma de governo como a melhor forma para se controlar os governantes e ao mesmo tempo aumentar a riqueza total da sociedade. De acordo com Mill “o laissez-faire... deveria ser a prática geral ” e que “ todo desvio dele, a não ser que fosse em função de um bem maior, é um certo mal”. Em um mercado perfeitamente competitivo, assinale V para as alternativas verdadeiras e F para as falsas. ( F ) Para o utilitarismo clássico, o principal critério para a moralidade é o princípio da utilidade, que defende como morais as ações que promovem a felicidade e o bem-estarpara o maior número de pessoas envolvidas ( V ) Segundo a Lei de Walras, se em uma economia existir k mercados, caso k-1 mercados estejam em equilíbrio, então o k-ésimo mercado também estará em equilíbrio. ( F ) A Lei de Walras garante várias soluções de equilíbrio para os mercados de acordo com os preços ditados pelo leiloeiro. ( V ) Pela Lei de Walras, o excedente de demanda agregada será igual a zero somente para os preços de equilíbrio. Referência: HUNT, E.K; LAUTZENHEISER, M. História do pensamento econômico: uma perspectiva crítica. 3ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. http://inep.gov.br/provas-e-gabaritos3