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Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde - Slides de Aula Unidade II

Unidade II da disciplina Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde: aborda prevenção de acidentes na área de saúde, EPI, gestão de acidentes com perfurocortantes, Aids, hepatite e tuberculose, PPRA, identificação de riscos biológicos, avaliação do trabalho, PCMSO e medidas da NR-32.

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Unidade II 
 
 
 
 
 
 
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO 
EM SERVIÇOS DE SAÚDE 
 
 
 
 
 
Prof. Alexandre Fernandes 
Objetivo 
 Esta unidade abordará algumas técnicas de prevenção 
de acidentes de trabalho na área da saúde, bem como 
a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). 
 
Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde 
 
A disciplina está dividida em duas unidades: 
Unidade I 
 Acidentes de trabalho na sociedade atual. 
 Higiene pessoal. 
 Riscos associados aos trabalhadores de saúde. 
 Resíduos de serviços de saúde. 
 
Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde 
 
A disciplina está dividida em duas unidades: 
Unidade II 
 Prevenção de acidentes de trabalho na área de saúde. 
 Equipamentos de proteção individual (EPI). 
 Prevenção de gestão de acidentes 
com materiais perfurocortantes. 
 Aids, hepatite e tuberculose. 
Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
 O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) 
deve ser implantado com o objetivo de eliminar ou reduzir 
ao mínimo possível a exposição dos trabalhadores do serviço 
de saúde aos agentes biológicos. O PPRA determina uma 
série de análises e atitudes para atingir esse objetivo. 
A seguir, veremos o que o plano de trabalho 
para a implantação do PPRA inclui: 
Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
1. Identificação do risco biológico: leva em consideração 
os agentes epidemiológicos mais frequentes. Essas 
informações podem ser obtidas nas Comissões de 
Controles de Infecção Hospitalar, em serviços de 
assistência médica e estatística, prontuários, serviços 
de vigilância epidemiológica, no serviço médico de 
atendimento aos trabalhadores ou no Ministério da 
Previdência Social. 
O processo de prevenção de riscos 
biológicos deve também buscar identificar: 
Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
a) Fontes de exposição e reservatórios: incluem seres 
humanos, animais, objetos ou substâncias que abrigam 
o agente biológico, tornando possível a transmissão a 
um hospedeiro ou reservatório. 
b) Via de transmissão: consiste no percurso realizado 
pelo agente biológico a partir da fonte de exposição 
até o hospedeiro. A transmissão pode ocorrer de forma 
direta ou indireta. 
c) Vias de entrada: são os tecidos ou órgãos pelos 
quais o agente biológico penetra em um organismo. 
As vias de entrada incluem a cutânea, parenteral, 
respiratória, oral ou contato com mucosas. 
Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
d) Transmissibilidade, patogenicidade e virulência do agente: 
capacidade de transmissão de um agente biológico para 
um hospedeiro. O intervalo de tempo durante o qual um 
organismo transmite um agente biológico é denominado 
de período de transmissibilidade. 
e) Persistência do agente biológico no ambiente: 
a persistência refere-se à capacidade de um agente 
biológico permanecer em determinado ambiente, 
mantendo a possibilidade de causar doença. 
 
Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
2. Avaliação do local de trabalho e do trabalhador: 
tem o objetivo de identificar e descrever as condições 
de trabalho que influenciam na saúde, bem-estar e 
segurança do trabalhador. Para tanto, devem ser 
considerados os aspectos físicos e organizacionais 
do ambiente de trabalho, bem como os aspectos 
psicossociais do grupo de trabalhadores (MTE, 1994). 
 
Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
3. O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional 
(PCMSO): segundo a NR-32, o PCMSO deve ser elaborado 
e implementado em todas as empresas, independentemente 
do número de empregados ou do grau de risco da atividade. 
As diretrizes para a operacionalização do PCMSO foram 
publicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, no DOU 
de 1º/10/96. A elaboração e implantação do PCMSO deve 
estar atrelada à identificação dos riscos biológicos previstos 
pelo PPRA (MTE, 2005). 
 
 
Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
4. Algumas medidas de proteção previstas pela NR-32 
A adoção de medidas para o controle de 
riscos deve seguir a ordem de prioridade: 
a) Medidas para o controle de riscos na fonte, que eliminem 
ou reduzam a presença dos agentes biológicos. 
 Ex.: redução do contato dos trabalhadores do serviço 
de saúde com pacientes-fonte, indivíduos potencialmente 
portadores de agentes biológicos, evitando-se procedimentos 
desnecessários (MTE, 2005). 
 
 
Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
4. Algumas medidas de proteção previstas pela NR32 
b) Medidas para o controle de riscos no trajeto entre a fonte 
de exposição e o receptor / hospedeiro, com objetivo de 
prevenir ou reduzir a disseminação dos agentes biológicos. 
 Ex.: planejamento e implantação de procedimentos 
de recepção, manipulação e transporte de materiais 
(MTE, 2005). 
 
Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
4. Algumas medidas de proteção previstas pela NR32 
c) Medidas de proteção individual. 
 Ex.: proteção das vias de entrada do organismo 
(cutânea, respiratória, mucosas) por meio de 
Equipamentos de Proteção Individual (MTE, 2005). 
 
Interatividade 
Percurso realizado pelo agente biológico a partir da fonte de 
exposição até o hospedeiro. A que estamos nos referindo? 
a) Fontes de exposição e reservatórios. 
b) Vias de entrada. 
c) Transmissibilidade. 
d) Vias de transmissão. 
e) Nenhuma das anteriores. 
Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 
Conceito 
 Dispositivos de uso pessoal destinados à proteção 
da saúde e integridade física do trabalhador. 
 As instituições de saúde devem adquirir e fornecer 
EPIs aos trabalhadores sem nenhum custo adicional, 
devendo ainda proporcionar capacitação para o uso 
correto dos equipamentos (MTE, 2005). 
Vamos conhecer alguns: 
Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 
Jaleco: 
 item para proteção da parte 
superior e inferior do corpo; 
 previne a contaminação de origem biológica, química e 
radioativa, além da exposição a sangue, fluidos corporais etc.; 
 deve conter manga longa, usada 
fechada sobre as roupas pessoais; 
 sendo descartável, deve ser 
resistente e impermeável. 
Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 
Avental: 
 pode ser utilizado sobre ou sob o jaleco; 
 pode ser confeccionado de diversos produtos, 
como cloreto de polivinila (PVC) para exposição 
a produtos químicos, borracha para lavagem e 
limpeza de vidrarias, equipamentos ou instalações; 
e Kevler ®, para exposição ao calor (MEC, 2006; 
LIMA e SILVA, 1996). 
Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 
Macacão e traje de pressão positiva: 
 o macacão em peça única deve ser confeccionado em tecido 
resistente e descartável para uso em laboratório NB-3; 
 para utilização em laboratório NB-4, deve-se usar traje 
de pressão positiva em PVC, que é feito em peça única 
impermeável, com visor acoplado ao macacão, sistema de 
sustentação de vida (no qual o ar é filtrado por filtro HEPA), 
compressores de respiração de ar, alarme e tanque de ar 
de emergência (MEC, 2006; LIMA e SILVA, 1996). 
Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 
Luvas: 
 barreira de proteção que previne a 
contaminação das mãos do trabalhador; 
 reduzem a possibilidade de transmissão dos patógenos 
presentes na mão do trabalhador para o paciente; 
 protegem o trabalhador de riscos biológicos, químicos e 
físicos, incluindo queimaduras químicas por substâncias 
corrosivas, inflamáveis ou irritantes; calor (fornos e muflas) 
ou frio extremo (material congelado e nitrogênio líquido); 
mordidas, cortes ou arranhões provocados por animais; 
manuseio de culturas de células e materiais biológicos. 
Equipamentos de ProteçãoIndividual (EPI) 
Outros tipos de luvas: 
 luvas de látex – protegem o trabalhador 
dos materiais potencialmente infectantes; 
 luvas para o manuseio de produtos químicos 
– correspondente ao produto manipulado; 
 luvas de proteção ao calor – manuseio 
de autoclaves ou mesmo fornos; 
 luvas de proteção ao frio – manuseio 
de componentes de baixa temperatura. 
 
 
Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 
 Óculos de segurança: proteção dos olhos 
de borrifos / salpicos durante a manipulação 
de substâncias. 
 Mascaras faciais: proteção da face e 
olhos à exposição a fragmentos sólidos. 
 Equipamento de proteção respiratória: manipulação 
de substâncias com risco químico ou biológico. 
 Proteção auricular: proteção em 
situações de ruídos excessivos. 
 Entre outros. 
 
Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) 
Conceito: 
 Consiste em equipamentos que auxiliam 
na segurança dos trabalhadores de serviços 
de saúde e laboratórios, na proteção ambiental 
e proteção do produto ou pesquisa envolvida. 
Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) 
Autoclave: 
 promove a esterilização de equipamentos termorresistentes 
e insumos por meio de calor úmido (vapor) e pressão. 
Chuveiro de emergência: 
 consiste em chuveiro com diâmetro de 30 cm que pode 
ser acionado por alavanca de mão, cotovelo ou pé; 
 deve ser submetido à manutenção constante 
e instalado em local de fácil acesso. 
Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) 
Lava-olhos: 
 consiste em um dispositivo formado por dois pequenos 
chuveiros de média pressão acoplados a uma bacia metálica; 
 o ângulo do jato de água dos chuveiros 
deve ser direcionado para a lavagem ocular; 
 pode ser acoplado ao chuveiro de emergência 
ou ser do tipo frasco de lavagem ocular. 
Microincinerador: 
 consiste em um dispositivo elétrico ou a gás 
usado para flambar alças microbiológicas ou 
instrumento perfurocortante no interior da 
Cabine de Segurança Biológica. 
Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) 
Centrífugas: 
 devem possuir sistema que permita a abertura 
somente após o ciclo completo de centrifugação, 
copos de segurança e sistema de alarme quando 
 ocorrer quebra de tubos. 
Agitadores e misturadores: 
 devem possuir sistema de isolamento que contenham 
os aerossóis formados durante sua utilização; 
 utilizá-los no interior da Cabine de Segurança Biológica 
caso não possuam sistema de isolamento. 
Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) 
Caixa ou container de aço: 
 consiste em recipiente com alças laterais e tampa, 
confeccionados em aço inoxidável, autoclaváveis, 
à prova de vazamento, utilizado para acondicionar 
e transportar material contaminado por agentes de 
risco biológico. 
Interatividade 
Utilizado para manipulação de substâncias com 
risco químico ou biológico, sobretudo em casos 
 de emergência envolvendo derramamentos e fugas 
de gases. Qual o equipamento necessário? 
a) Proteção auricular. 
b) Touca ou gorro. 
c) Jaleco. 
d) Protetores para os membros inferiores. 
e) Equipamento de proteção respiratória. 
 
Prevenção e gestão de acidentes 
com materiais perfurocortantes 
 O programa para prevenção de acidentes com materiais 
perfurocortantes foi abordado no anexo III da NR-32. 
 Visa a proteção, segurança e saúde dos 
trabalhadores dos serviços de saúde. 
 Materiais perfurocortantes: materiais utilizados 
na assistência à saúde que têm ponta ou gume, 
ou que possam perfurar e/ou cortar. 
Prevenção e gestão de acidentes 
com materiais perfurocortantes 
Informações importantes 
 Conforme as normas preconizadas pela NR-32, 
o trabalhador que utiliza objetos perfurocortantes 
deve ser responsável pelo seu descarte e o processo 
de trabalho deve ser considerado como finalizado 
somente após o descarte seguro desses materiais. 
 O descarte deve ser realizado em recipiente 
apropriado, situado o mais próximo possível 
do local onde o procedimento é executado. 
Prevenção e gestão de acidentes 
com materiais perfurocortantes 
Informações importantes 
 Conforme estudos realizados, 80% dos 
acidentes com objetos perfurocortantes 
ocorrem antes do descarte do material. 
 Os ferimentos com objetos perfurocortantes estão 
principalmente associados à transmissão ocupacional 
dos vírus de hepatite B, hepatite C e HIV. 
Prevenção e gestão de acidentes 
com materiais perfurocortantes 
Informações importantes 
 É proibido o reencape e a desconexão manual 
de agulhas, objetivando reduzir a ocorrência de 
acidentes de trabalho com agulhas. 
 15 a 35% dos acidentes de trabalho com perfurocortantes 
ocorrem devido à prática de reencapar agulhas. 
 
Prevenção e gestão de acidentes 
com materiais perfurocortantes 
Comissão Gestora Multidisciplinar 
 O empregador deve constituir uma comissão 
gestora multidisciplinar para elaborar, implementar 
e atualizar o plano de prevenção de acidentes com 
materiais perfurocortantes. 
 Essa comissão gestora deverá analisar as informações 
referentes aos acidentes de trabalho que envolvam materiais 
perfurocortantes, além de elaborar e implantar registros e 
investigação de acidentes e situações de risco. 
 
Prevenção e gestão de acidentes 
com materiais perfurocortantes 
Algumas recomendações para a redução 
de acidentes com materiais perfurocortantes: 
 uso rotineiro de barreiras de proteção quando houver 
possibilidade de exposição de pelo e mucosas com 
sangue ou outros materiais biológicos; 
 ter máxima atenção durante a 
realização de procedimentos; 
 
Prevenção e gestão de acidentes 
com materiais perfurocortantes 
Algumas recomendações para a redução 
de acidentes com materiais perfurocortantes: 
 nunca usar os dedos como anteparo durante a realização 
de procedimentos com materiais perfurocontantes; 
 as agulhas não devem ser reencapadas, entortadas, 
quebradas ou retiradas da seringa com as mãos; 
 agulhas não devem ser utilizadas para fixar papéis; 
 
Prevenção e gestão de acidentes 
com materiais perfurocortantes 
Algumas recomendações para a redução 
de acidentes com materiais perfurocortantes: 
 todo material perfurocortante deve ser desprezado; 
 os coletores para descarte de material perfurocortante 
não devem ser preenchidos acima do limite de 2/3 de 
sua capacidade total e devem ser colocados próximos 
ao local onde o procedimento é realizado; 
 
 
Prevenção e gestão de acidentes 
com materiais perfurocortantes 
Algumas recomendações para a redução 
de acidentes com materiais perfurocortantes: 
 disponibilizar adequadamente 
os equipamentos de proteção; 
 usar luvas, máscaras, capotes, 
calçados bem fechados. 
 
 
Interatividade 
Assinale a alternativa que corresponda a um 
Equipamento de Proteção Coletiva (EPC): 
a) Dispositivo de pipetagem. 
b) Dosímetro para radiação ionizante. 
c) Touca ou gorro. 
d) Lava-olhos. 
e) Proteção auricular. 
Aids, hepatite e tuberculose 
 As doenças ocupacionais são resultantes de 
exposição a certos agentes químicos, físicos 
e/ou biológicos presentes no local de trabalho. 
 Juntos, eles constituem a maior causa de 
doenças e mortes nos países industrializados. 
 Nos países em desenvolvimento, onde há falta 
de experiência em relação à saúde do trabalhador, 
as condições deste frequentemente oferecem 
situações de perigo. 
 
Aids, hepatite e tuberculose 
 A partir do século XX, passou-se a discutir 
a preocupação específica relacionada com 
os trabalhadores da área de saúde. 
 O imprevisível e diversificado comportamento das 
doenças infecciosas emergentes e reemergentes tem 
acarretado a discussão das condições de biossegurança 
nas instituições de ensino, pesquisa, desenvolvimento 
tecnológico e deprestação de serviços. 
 
Aids, hepatite e tuberculose 
Normatizações 
 As primeiras normatizações e diretrizes sobre os aspectos 
de prevenção em atividades realizadas em serviços de saúde 
se deram a partir de publicações dos chamados Centers for 
Disease Control and Prevention (“Centros para Prevenção e 
Controle de Doenças”), na década de 1970. 
 Com a evolução do conhecimento, foi possível 
tomar medidas para reduzir os riscos de agravos 
à saúde, decorrentes dos acidentes com material 
biológico contaminado. 
 
Aids, hepatite e tuberculose 
 Vale lembrar que o risco de infecções ocupacionais 
dependerá de vários fatores, como as atividades 
realizadas pelo profissional e os setores de atuação 
dentro dos serviços de saúde, a natureza e a frequência 
das exposições, e a probabilidade de a exposição 
envolver material infectado pelo agente infeccioso. 
 De forma geral, a transmissão dos agentes 
biológicos ocorre por inalação, penetração através 
da pele, contato com pele e mucosa ou ingestão. 
 
Aids, hepatite e tuberculose 
 Na análise do risco, nas infecções por patógenos de 
transmissão sanguínea destacam-se como mais importantes 
os vírus das hepatites B e C, do HIV e da tuberculose. 
Vamos conhecer um pouco sobre essas doenças: 
Aids, hepatite e tuberculose 
Hepatite B (HBV) 
 Os CDCs estimaram a ocorrência de 12.000 infecções 
por HBV entre trabalhadores de saúde 1985. Desde então, 
houve uma redução progressiva do número de infecções 
para cerca de 500 casos no final dos anos 2000. 
 O declínio (95%) de casos de hepatite ocupacional ocorreu 
devido à imunização dos trabalhadores de saúde. Além disso, 
medidas de precauções também diminuíram a exposição a 
sangue ou outros materiais biológicos. 
 Atualmente, muitos trabalhadores de serviços de saúde 
são imunes à hepatite B devido a vacinação prévia. 
Aids, hepatite e tuberculose 
Hepatite B (HBV) 
 O sangue é o principal responsável pela transmissão 
ocupacional do HBV, mas o vírus também pode ser 
encontrado em concentrações inferiores no leite 
materno, líquido biliar, liquor, fezes, secreções 
nasofaríngeas, saliva, suor e líquido articular. 
 
Aids, hepatite e tuberculose 
Hepatite C (HCV) 
 O vírus da hepatite C (HCV) somente é transmitido 
eficientemente por meio do sangue. Porém, a taxa 
média de soroconversão após exposição percutânea 
é de apenas 1,8% (variando de 0 a 7%) e só ocorreram 
em acidentes envolvendo agulhas. 
 O risco de transmissão por exposições a outros 
materiais biológicos é considerado muito baixo, 
já que casos de contaminação envolvendo pele 
não íntegra não foram reportados. 
Aids, hepatite e tuberculose 
Hepatite C (HCV) 
 Em casos de exposição não ocupacional, 
é estimado que 30 a 40% dos casos não 
têm o modo de transmissão conhecido. 
 Ao contrário do HBV, a chance de contaminação 
por superfícies contaminadas é muito baixa, mas 
alguns casos de contaminação por serviços de 
diálise já foram documentados. 
Aids, hepatite e tuberculose 
Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) 
 Estudos apontam que o risco de transmissão do HIV é 
de 0,3% (0,2 a 0,5%) em acidentes percutâneos e de 0,09% 
(0,006 a 0,5%) após exposição de mucosas, enquanto o 
risco de contaminação após exposição de mucosas não é 
precisamente quantificado, mas estima-se que seja menor 
que o risco de exposições de mucosas. 
 Sangue, sêmen e secreções vaginais são 
os materiais biológicos reconhecidamente 
envolvidos na transmissão do HIV. 
Aids, hepatite e tuberculose 
 Líquidos de serosas (peritoneal, pleural, pericárdico), 
líquido amniótico, liquor e líquido articular são fluidos 
e secreções corporais potencialmente infectantes, mas 
de baixo risco para transmissão viral ocupacional. 
 Suor, lágrimas, fezes, urina, vômitos, secreções nasais e 
saliva são materiais biológicos sem risco de transmissão 
ocupacional, sendo que a profilaxia e o acompanhamento 
clínico-laboratorial não são necessários. 
Aids, hepatite e tuberculose 
 Os casos comprovados de contaminação por acidente 
de trabalho definem-se como aqueles em que há evidência 
documentada de soroconversão e sua demonstração 
temporal associada à exposição ao vírus. Também é 
comprovada a contaminação por acidente de trabalho 
quando há homologia de análise sequencial do DNA 
viral do paciente fonte e do profissional de saúde. 
 Dados demonstram que, desde o início da epidemia da 
Aids (1981) até o presente, 103 casos foram comprovados 
e 219 casos prováveis de profissionais com contaminação 
ocupacional foram registrados. 
Aids, hepatite e tuberculose 
 Um risco maior de contaminação esteve associado 
a exposições a material visivelmente contaminado 
por sangue, procedimentos com agulha inserida em 
acesso arterial ou venoso e lesão profunda. 
 O risco foi aumentado com exposições 
envolvendo pacientes com Aids em fase 
terminal devido à alta carga viral. 
 Foi reportado também que a profilaxia com 
AZT (zidovudina) reduziu em até 80% o risco 
de soroconversão após exposição ocupacional. 
Interatividade 
O medicamento zidovudina reduz em até 80% o risco de 
soroconversão após exposição ocupacional. A qual vírus 
estamos nos referindo? 
a) Hepatite A. 
b) Hepatite B. 
c) Hepatite C. 
d) HIV. 
e) Nenhuma das anteriores. 
 
 
 
 
 
ATÉ A PRÓXIMA! 
	Slide Number 1
	Objetivo
	�Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde�
	�Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde�
	Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
	Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
	Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
	Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
	Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
	Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
	Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
	Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
	Prevenção de acidentes de trabalho na área da saúde 
	Interatividade 
	Resposta
	Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
	Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
	Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
	Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
	Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
	Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
	Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
	Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC)
	Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC)
	Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC)
	Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC)
	Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC)
	Interatividade 
	Resposta
	Prevenção e gestão de acidentes�com materiais perfurocortantes
	Prevenção e gestão de acidentes�com materiais perfurocortantes
	Prevenção e gestão de acidentes�com materiais perfurocortantes
	Prevenção e gestão de acidentes�com materiais perfurocortantes
	Prevenção e gestão de acidentes�com materiais perfurocortantes
	Prevenção e gestão de acidentes�com materiais perfurocortantes
	Prevenção e gestão de acidentes�com materiais perfurocortantes
	Prevenção e gestão de acidentes�com materiais perfurocortantes
	Prevenção e gestão de acidentes�com materiais perfurocortantes
	Interatividade 
	Resposta
	Aids, hepatite e tuberculose
	Aids, hepatite e tuberculose
	Aids, hepatite e tuberculose
	Aids, hepatite e tuberculose
	Aids, hepatite e tuberculose
	Aids, hepatite e tuberculose
	Aids, hepatite e tuberculose
	Aids, hepatite e tuberculose
	Aids, hepatite e tuberculose
	Aids, hepatite e tuberculose
	Aids, hepatite e tuberculose
	Aids, hepatite e tuberculose
	Aids, hepatite e tuberculose
	Interatividade 
	Resposta
	Slide Number 56

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