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Apostila de GEOGRAFIA 
 PRÓ-TÉCNICO
Jaína Cristina Gomes Cintra
	
	
	
 5
NOÇÕES DE CARTOGRAFIA E REPRESENTAÇÃO ESPACIAL 
Escala Cartográfica 
A escala cartográfica é muito utilizada dentro da Geografia para elaboração de mapas. Praticamente não existe mapa ou representação cartográfica que não tenha a "Escala" indicada. Sem ela fica impossível ter precisão nas informações.
A escala cartográfica é uma ferramenta utilizada para estudar e perceber a relação entre as dimensões dos elementos contidos no mapa e a realidade do terreno.
A cartografia é uma ciência que auxilia a geografia, pois, através do estudo das representações feitas a partir dos mapas, pode obter maiores detalhes de um local.
Mas, o que é a escala cartográfica? – A escala é a relação entre a realidade e o que está sendo representado no papel. Quando se representa a superfície, utiliza-se uma linguagem própria, a linguagem cartográfica, portanto podemos fazer uma leitura de fenômenos, distâncias, e tirar nossas conclusões.
Mas, para isso, precisamos entender os códigos que os mapas trazem e decifrar a legenda. Veja no exemplo acima que no mapa do Brasil a escala indicada é uma. Mas, na expansão do Estado do Rio de Janeiro a escala é outra, mostrando muito mais detalhes.
A escala cartográfica pode ser expressa de duas maneiras: 1 – Escala Numérica; e, 2 – Escala Gráfica.
Escala Numérica: expressa a redução da distância da superfície real. É representada por uma fração. Exemplo: 1:100 000 (lê-se, escala um por cem mil ou um para cem mil). Portanto significa que essa escala foi reduzida 100 mil vezes.
Escala Gráfica: É representada por uma linha em forma de um gráfico, indicando a distância real com as distâncias do mapa. Exemplo
Os mapas da escala numérica trazem como unidade o centímetro (cm), e as distâncias reais são medidas em quilômetros (Km).
Acompanhe o raciocínio para entender: No exemplo acima da escala numérica, 1 cm no mapa corresponde a 1 km na realidade.
Calculando a distância no mapa:
Para se calcular a distância entre dois pontos no mapa temos a seguinte fórmula:
D= E.d
Onde:
D= distância 
E= Escala real
d= Distância no mapa
Exemplo: Um mapa de escala 1:200 000 possui entre dois pontos 20 cm de distância. Calcular a distância real.
É só aplicar na fórmula:
D= 200000 x 20 = 4000 000 cm ou 40 km.
Agora uma importante dica:
A escala é inversamente proporcional, ou seja: quanto maior o denominador, menor a área representada no mapa. Representando menor riquezas de detalhes. Veja na imagem:
Mapa 1 – Com uma escala de 1:79 000 000 (1 para 79 milhões), escala onde se visualiza o Brasil inteiro, porém com menor detalhes.
Figura 2 – E, quanto menor o denominador, maior a área representada, apresentando maior riqueza de detalhes.
Veja no Mapa 2 para entender por que quanto menor o denominador da escala, “maior” fica a imagem em relação aos detalhes apresentados. Na prática, você enxerga melhor numa escala onde o denominador é menor.
Mapa 2- Com uma escala de 1:29 000 000 (um para 29 milhões), escala onde se visualiza com maior riqueza de detalhes alguns estados brasileiros.
Dica importante: Quanto maior a escala, menor a área representada no mapa (poucos detalhes). Quanto menor a escala, maior a área representada no mapa (maiores detalhes). Se liga!
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO 
Explique com suas palavras o conceito de escala cartográfica e cartografia.
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O que é escala cartográfica?
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Qual a diferença entre a escala numérica e a escala gráfica?
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Explique a diferença entre uma escala maior e uma escala menor.
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Um mapa de escala 1:1 000 000 possui entre dois pontos 10 cm de distância. Calcular a distância real.
Perfis topográficos e blocos-diagramas
Você conhece os planos topográficos, curvas de nível e as anamorfoses? Não
Quando se pensa em Cartografia, logo vem a mente mapas e plantas. No entanto, essas não são as únicas formas de representação do espaço geográfico. Para determinados fins, outros modos de representar a realidade ou uma informação podem ser mais eficientes.
O trabalho do cartógrafo a princípio é produzir mapas. Mas, não é só isso. Além dos mapas, há outras formas de representação da superfície terrestre e/ou dos fenômenos que ocorrem na Terra. Do ponto de vista didático e prático, esses outros modos podem ser mais eficientes na tarefa de mostrar a realidade.
Por vezes nos deparamos com mapas que, por mais que as informações necessárias para correta interpretação estejam presentes na legenda, são de difícil compreensão. Para aprimorar esse aspecto da Cartografia, foram criadas formas diferenciadas para solucionar essa questão.
 
Uma dessas dificuldades inclusive era numa área estratégica para qualquer país do mundo. Conhecer com precisão o relevo do território é uma questão bastante importante. Decisões como o traçado de uma rodovia ou mesmo a instalação de uma ponte necessitam de informações bastante complexas que os mapas “comuns” dificilmente teriam condições de fornecer.
Qual foi a solução criada então?
As curvas de nível são representações do modelado terrestre presentes no que se conhece como carta topográfica. A carta topográfica consiste num mapa com escala que representa a superfície da Terra com o modelado terrestre (relevo) em evidência. Para evidenciar o relevo, são utilizadas as curvas de nível. Veja abaixo com elas funcionam:
Curvas de nível: ilustração da técnica utilizada para, a partir do perfil topográfico, ser produzida a representação com curvas de nível.
Primeiramente, pode-se observar o perfil topográfico do relevo que será representado através das curvas de nível. Nele, há um relevo que possui as encostas com inclinações diferenciadas: uma com ângulo de inclinação mais suave e outra mais íngreme.
Ainda no perfil topográfico, existem linhas horizontais que representam as cotas altimétricas. As cotas são definidas em metros, em relação ao nível do mar, pela altitude do relevo. Ou seja, no caso da ilustração acima, a cada 20 metros é traçada uma linha que representa a cota altimétrica.
Para passar o modelado do relevo para um plano, traça-se uma linha reta em que serão marcados os pontos em a cota cruza o relevo, representado pelas linhas tracejadas vermelhas. Finalmente, com os pontos marcados na linha horizontal, são desenhadas as curvas de nível.
Repare que na encosta mais íngreme do relevo, as cotas ficam mais próximas umas das outras. Isso indica que, para subir 20 metros de altitude no morro, percorre-se uma distância menor que na outra encosta, de inclinação mais suave em que as cotas estão mais separadas.
Em que outras situações usamos formas diferentes de mapas?
Muitas vezes é conveniente usar uma forma mais “didática” para representar num mapa alguma informação. Mesmo que esteja explícito na legenda, pode ser difícil de visualizar. Quando há necessidade de comparar dados, cores e símbolos podemser pouco eficientes.
Há uma forma de tornar o mapa temático bastante simples de compreender. Observe a figura abaixo:
Anamorfose: Disponibilidade de recursos hídricos por país.
Anamorfose: Mapa mundi representando através da proporcionalidade dos territórios dos países que possuem mais recursos hídricos (aparecem maiores no mapa) e os que possuem menos recursos hídricos (aparecem menores no mapa).
Denominada anamorfose, esse mapa proporciona visualizar, através do tamanho dos territórios, os países que possuem mais e menos recursos hídricos em seu território. Simples de entender.
Pode-se observar que países como Brasil e Nova Zelândia aparecem superdimensionados no mapa. Conclui-se que possuem boa situação em relação aos recursos hídricos quando comparados com outros.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Qual a maior dificuldade da cartografia?
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Para o que serve as curvas de nível?
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Porque usamos formas diferentes de mapas?
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O que a anamorfose representa?
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Mapas Temáticos
Os mapas temáticos são aqueles que focam num tema específico para apresentar as informações. Lembre-se que os mapas são representações geográficas do nosso planeta, seja de um continente, do mundo, do país, de uma região, de um estado, etc. Quando a ideia central é reunir somente alguns dados ou características sobre algo específico (vegetação, biomas, cultura, etc.), temos então os mapas temáticos. Normalmente, os mapas temáticos facilitam o entendimento dos dados. Por isso são acompanhados de legendas explicativas, cores e símbolos, os quais auxiliam na interpretação das informações apresentadas. Hoje em dia existem diversos tipos de mapas temáticos e com o avanço das técnicas de representação associados à tecnologia, eles são feitos com extrema precisão. Confira abaixo os principais.
Mapa Físico: reúne diversas informações relacionadas com os aspectos físicos de algum local (relevo, altitude, hidrografia, etc). As cores do mapa indicam alguns aspectos importantes. Por exemplo, o marrom é usado para indicar planaltos e montanhas; as cores mais escuras para indicar a altitude; e o verde para marcar planícies.
Mapa da Vegetação: apresenta informações relacionadas com o tipo de cobertura vegetal de determinado local. Da mesma forma que no mapa físico, ele é repleto de cores e legendas que facilitam o entendimento do leitor.
Mapa Político: reúne diversas informações sobre as regiões administrativas de um território, ou seja, a divisão político-territorial. Assim, ele apresenta os estados, capitais e cidades mais importantes. As cores também são muito importantes nesse tipo de mapa, marcando a fronteira entre os territórios.
Mapa Econômico: reúne aspectos relacionados com o tipo de economia de cada região, ou seja, as atividades econômicas desenvolvidas em cada território (indústrias, comércio, serviços) pautadas nos setores da economia. Também pode apresentar informações sobre a PIB, o IDH, dentre outros.
Mapa Histórico: apresenta informações ou acontecimentos históricos sobre determinado local. Geralmente contém títulos que estão relacionados com o contexto. Os mapas históricos também podem indicar aqueles mapas mais antigos.
Mapa Cultural: reúne diversos fenômenos culturais de uma região, estado, país, continente. Nesse caso, também pode apresentar as etnias de um país ou região (mapa étnico) ou algumas características sobre a língua ou dialetos, por exemplo (mapa linguístico).
Mapa Turístico: apresenta locais onde o turismo é assinalado como uma importante atividade econômica. Ele pode reunir os principais locais onde essa atividade é muito explorada, bem como instruir alguns turistas sobre os pontos turísticos de alguma região. Por exemplo, os principais monumentos, museus, bibliotecas, ruas históricas de uma cidade, estado, país.
Mapa Populacional: também chamado de mapa demográfico, esse tipo de mapa reúne informações relacionadas com a densidade demográfica de determinado local. Geralmente utilizam cores e legendas para indicar algum local com maior ou menor densidade.
Mapa de Transportes: nesse caso, os mapas podem estar relacionados com as rodovias, ferrovias, metrôs, rios navegáveis, dentre outros. Geralmente contém legendas sobre as estradas bem como a distâncias entre alguns locais.
Mapa Climático: reúne informações relacionadas com o tipo clima e os fenômenos meteorológicos que ocorrem em determinado local.
Mapa Pluviométrico: muito utilizado nos estudos meteorológicos, esse tipo de mapa reúne informações sobre as precipitações de alguns locais.
Exercícios de fixação 
Qual a finalidade dos mapas temáticos?
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Quais são os tipos de mapas?
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Fale dos mapas históricos. 
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As Projeções 
As projeções cartográficas permitem representar a superfície esférica da Terra em um plano, ou seja, no mapa; elas são a base para a confecção de um mapa, constituindo uma rede sistemática de paralelos e meridianos, permitindo que esses sejam desenhados. 
As representações da superfície terrestre em mapas apresentam algumas distorções. As diferentes projeções cartográficas foram desenvolvidas com o intuito de minimizar as distorções ocorridas durante a produção de um mapa e, principalmente, fazer com que essas distorções sejam conhecidas. Mas nenhuma delas é capaz de evitar a totalidade das deformações. As principais projeções cartográficas são: 
Projeção Cilíndrica: O plano da projeção é um cilindro envolvendo a esfera terrestre. Após realizada a projeção dos paralelos e meridianos do globo para o cilindro, este é aberto ao longo de um meridiano, tornando-se um plano sobre o qual será desenhado o mapa.
Projeção Cônica: O plano da projeção é um cone envolvendo a esfera terrestre. Os paralelos são círculos concêntricos e os meridianos retos convergem para o polo.
Projeção Plana ou Azimutal: O plano da projeção é um plano tangente à esfera terrestre. Os paralelossão círculos concêntricos e os meridianos retos irradiam-se do polo.
Projeção de Mercator: Conserva os ângulos verdadeiros. Muito utilizada para navegação marítima e aeronáutica. Foi a primeira representação cartográfica que abrangeu todo o globo terrestre, sendo elaborada na era moderna das ciências
Projeção de Peters: Projeção cilíndrica equivalente. Conserva a proporcionalidade das áreas. 
Projeção de Mollweide: Nesta projeção os paralelos são linhas retas e os meridianos, linhas curvas. Sua área é proporcional à da esfera terrestre, tendo a forma elíptica. As zonas centrais apresentam grande exatidão, tanto em área como em configuração, mas as extremidades apresentam grandes distorções.
Projeção de Hölzel: Apresenta contorno em elipse proporcionando uma ideia aproximada da forma esférica da Terra com achatamento dos polos. 
Projeção Azimutal Equidistante Polar: O polo norte é o centro do mapa e a partir dele as distâncias estão em escala verdadeira, bem com os ângulos azimutais.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Qual a função das projeções cartográficas?
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Quais são os tipos de projeções?
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Qual projeção é utilizada para produzir cartas e mapas para a navegação?
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As Geotecnologias
As Geotecnologias são um conjunto de tecnologias utilizadas para realizar a coleta, o processamento, análise e disponibilização de informações com referência geográfica de uma determinada localidade. O termo é utilizado para designar todas as etapas que envolvem o uso e a análise espacial de dados geográficos, assim como o compartilhamento dessas informações. Essas tecnologias, que envolvem hardware, software e peopleware, podem auxiliar um engenheiro cartográfico, por exemplo, na tomada de decisões mais assertivas.
Dentre as geotecnologias, estão:
- Topografia e Geodésia
- GNSS – Sistemas Globais de Navegação Satélites
- GIS - Sistemas de Informação Geográfica
- Sensoriamento Remoto por Satélites
- Fotogrametria
Tais geotecnologias podem ser utilizadas em diversão aplicações, dentre elas:
- Cadastro municipal e rural
- Meio ambiente
- Obras de saneamento
- Geração, transmissão e distribuição de energia elétrica
- Governo e educação
- Agronegócios
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Quais as principais aplicações das geotecnologias?
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Quais são as principais geotecnologias?
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O que são geotecnologias?
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. Fusos Horários 
Você sabe o que são os fusos horários? Vamos entender agora o que são esses fusos, e o que esse sistema influencia no nosso dia-a-dia? 
Como sabemos a Terra é uma esfera, achatada nos polos e ela realiza o movimento de rotação, que é aquele em que ela dá uma volta completa em torno do seu próprio eixo. Com esse movimento, originam-se a sucessão dos dias e noites. Assim para melhor se organizar, o homem estabeleceu um sistema de horários em todo o planeta. Claro! Isso foi fundamental na organização, afinal se os países não convencionassem horas de acordo com o amanhecer e o anoitecer e se cada país estabelecesse seu sistema de horários seria uma verdadeira confusão, você concorda? Vamos entender como isso ocorre?
Como a Terra rotaciona de um lado (frente para o sol) será dia, e do outro lado, noite (lado aonde os raios solares não chegam). Conforme ela vai girando o sol vai iluminado as partes antes escuras, consequentemente do outro lado que era dia começa a escurecer. Esse fenômeno dura 24 horas. Acompanhe a figura e entenda esse processo, é muito simples!
Os Fusos Horários, também chamados de zonas horárias, são cada um dos 24 fusos traçados por uma linha imaginária de um polo ao outro, de modo a padronizar o cálculo de tempo em todo o planeta Terra. A cada hora que passa a Terra gira 15° graus. E a cada intervalo de 15° corresponde a um fuso horário.
 Com efeito, essas linhas imaginárias, chamadas Meridianos, são as semicircunferências que ligam os polos e dividem o globo terrestre em dois hemisférios, o ocidental (a Oeste do GMT) e o oriental (a Leste do GMT).
Na intersecção entre estas linhas, que é mais larga na medida em que se aproxima da Linha do Equador, nós teremos um mesmo horário vigorando de Norte a Sul.
Por conseguinte, o Meridiano de Greenwich é o marco longitudinal para determinar o “Greenwich Mean Time” (GMT). Portanto, A longitude 0° passaria sobre Greenwich, nas proximidades de Londres. A Leste desse marco, conta-se até 180° positivos e, para Oeste dele, até 180° negativos.
Ora, esta metodologia leva em consideração o movimento de rotação da Terra, em sentido anti-horário para o Leste. Assim, adiantamos as horas dos fusos a Leste e atrasamos as horas à Oeste do GMT.
Devido á questões geopolíticas, cada nação pode adotar um determinado horário como referência, o que pode levar a distorções. Contudo, antes dessa metodologia, os relógios eram acertados em cada cidade pela qual se passava ou, como na Idade Média, pelo horário solar aparente ao meio dia.
Aliás, os fusos horários corrigiram isso ao instituir um tempo solar médio. Contudo, esse processo de padronização teve início somente a partir de 1878, quando Sanford Fleming, a partir de seus estudos de astronomia, propõe a divisão mundo em 24 faixas verticais.
Posteriormente, em 1884, na "Conferência Internacional do Primeiro Meridiano", realizada por representantes de 25 países em Washington, a padronização planetária da hora é adotada e convencionada.
Para determinar os fusos horários de uma localidade, temos de conhecer suas coordenadas geográficas, sobretudo os meridianos (longitudes), uma vez que serão eles a determinarem os múltiplos de 15° que constituem o total de 360° da circunferência terrestre.
Com efeito, para completar a rotação, o planeta leva aproximadamente 23 horas, 56 minutos e 4 segundos, o que nos dá uma proporção de 1h para cada 15° de rotação, ou seja, 1° a cada 4 minutos. De tal modo, em 24h, a Terra terá completado o giro 360°.
Em outras palavras, cada 15º de longitude, temos um fuso que equivale à uma hora, sendo o Meridiano de Greenwich o marco zero longitudinal da Terra, e por isso, a partir dele podemos contar as linhas verticais imaginárias (de uma hora cada), que aumenta, se localizada a leste do globo, ou diminui se localizada a oeste.
Cada hemisfério varia de 0° até 90°, do Equador aos polos. Pode-se deduzir então que há valores de latitudes iguais em ambos. Para não haver confusão, há duas formas de identificar se a latitude é Norte ou Sul.
Quando se tratar de latitude Norte, pode-se incluir o símbolo (+) antes do valor da Latitude; ou ainda, posteriormente ao número,acrescenta-se a letra N, correspondente a Norte. No caso de estar no hemisfério Sul, inclui-se o símbolo (-) antes dos valores de Latitude; ou, após a Latitude, acrescenta-se a letra S, correspondente a Sul.
Além disso, saber a Latitude significa algo?
Apesar de a Linha do Equador dividir o planeta no meio, a posição do paralelo 0° não é perpendicular a órbita. A inclinação do eixo da Terra é de 23°27’. Esse valor corresponde ao paralelo no qual está localizado o trópico de Câncer (no hemisfério Norte) e o trópico de Capricórnio (no hemisfério Sul).
Outros paralelos importantes são os Círculos Polares localizados a 66º 33’ de latitude (Ártico, no Norte, e Antártico, no Sul). Esses paralelos são importantes justamente por marcarem as zonas climáticas.
A área do planeta localizada entre os trópicos é denominada zona climática tropical ou intertropical. Trata-se da região onde predominam temperaturas elevadas quase o ano todo, não havendo um inverno rigoroso.
Nos dois hemisférios, Norte e Sul, compreendida entre os trópicos e os círculos polares, localiza-se a zona climática temperada que tendem a possuir temperaturas medianas, com invernos e verões amenos. E, finalmente, entre os círculos polares e o paralelo 90º em ambos hemisférios, tem-se a zona climática glacial ou polar, com invernos rigorosos e temperaturas baixas quase o ano todo.
Fusos Horários do Brasil
Localizado no hemisfério ocidental, o Brasil possui 4 fusos horários e em relação ao Meridiano de Greenwich (GMT), possui o seu horário atrasado variando de duas a cinco horas a menos:
Fuso 1 (-2GMT): possui duas horas a menos em relação ao Meridiano de Greenwich.
Fuso 2 (-3GMT): possui tem três horas a menos em relação ao Meridiano de Greenwich, corresponde ao fuso da hora oficial do Brasil (horário de Brasília-DF).
Fuso 3 (-4GMT): possui quatro horas a menos em relação ao Meridiano de Greenwich.
Fuso 4 (-5GMT): possui cinco horas a menos em relação ao Meridiano de Greenwich.
Veja um exemplo de cálculo de fuso horário:
12 intervalos para oeste + 12 intervalos para leste = totalizando 24 fusos horários.
Entendeu? Esse é o sistema de horários que o mundo todo segue. Afinal o dia não tem 24 horas?
Observe o planisfério abaixo e os números. Você percebeu que para oeste eles estão com o sinal de subtração (-), ex: -5, e para leste com sinal de adição? Está assim representado para nós entendermos que para oeste as horas atrasam, e para leste elas adiantam.
Mas como assim? Fique atento ao exemplo a seguir:
Quando em Brasília for 10:00 horas, por exemplo, em Londres será 13:00 horas. Ou seja, Londres está a três fusos a leste de Brasília. Portanto: leste aumenta, então: 10+ 3= 13:00 horas.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
O que é fuso horário?
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Conceitue meridiano.
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O que é o Meridiano de Greenwich?
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Diferencie longitude de latitude.
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Quantos fusos horários existe no Brasil
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Horário de Verão
Horário de Verão é a alteração do horário de uma região, designado apenas durante uma porção do ano, adiantando-se em geral uma hora no fuso horário oficial local. O procedimento é adotado costumeiramente durante o verão, quando os dias são mais longos, em função da posição da Terra em relação ao Sol, daí o nome em português, espanhol, alemão e outras línguas. Em inglês, por exemplo, o termo "Daylight saving time" (Horário de economia com luz do dia, em tradução livre) enfatiza a função prática da operação, enquanto em italiano "Ora legale" (Hora legal), destaca o caráter artificial da medida.
O horário de verão contribui para reduzir o consumo de energia, mas a medida só funciona nas regiões distantes da linha do equador, porque nesta estação os dias se tornam mais longos e as noites mais curtas. Porém nas regiões próximas ao equador, como a maior parte do Brasil, os dias e as noites têm duração igual ao longo do ano e a implantação do horário de verão nesses locais, traz muito pouco ou nenhum proveito. Contudo, seu maior efeito é diluir o horário de pico, evitando assim uma sobrecarga do sistema energético. Críticos do horário de verão alegam que a medida afeta o chamado relógio biológico das pessoas, principalmente das mais velhas, com prejuízos à saúde.
Fatos Interessantes 
A China possui quatro fusos horários, mas adota apenas o horário de Pequim para toda nação
A diferença entre o horário de São Paulo e do Japão é de 12 fusos, ou seja, 12 horas. Assim, quando é 9h da manhã em São Paulo, já é 9h da noite no Japão.
O fuso horário oficial da Antártica é GMT 0.00.
A mudança rápida de fusos horários pode causar um tipo de stress chamado jetlag, caracterizado por irritabilidade e alteração dos padrões de sono e apetite.
A Rússia, devido sua grande extensão possui 11 fusos horários em seu território.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Qual a função do horário de verão?
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Onde está medida funciona?
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 Elementos do Mapa.
Para que a Cartografia cumpra com a função que lhe é atribuída, algumas adequações foram feitas para que os mapas pudessem ter uma linguagem que ultrapassasse a barreira das línguas entre os diferentes povos. A ideia é que, não importa de onde seja, deve-se conseguir interpretar as informações contidas em um mapa. Para tal, existem elementos fundamentais que toda representação da superfície terrestre deve conter. No entanto, foi criado um padrão internacional de disposição das informações que permite que possam ser compreendidas ao menos as informações básicas de um mapa.
Para tanto, existem elementos fundamentais dos mapas que são informações e características que todos os mapas devem ter, não importando a que objetivo o mapa se presta. São o título, a legenda, a escala e as convenções cartográficas.
Título dos mapas: Mapa representativo da densidade demográfica no Brasil, com destaque para o título do mapa (em vermelho) e a legenda (em azul).
Observe no mapa acima o título em destaque. Salta aos olhos o local mapeado (Brasil) e o assunto ou informação contida nele (Densidade demográfica), além da data de quando foi gerada a informação (ano 2000).
Em azul, têm-se a legenda em destaque. A legenda é a parte do mapa em que as informações mais importantes para interpretação do mapa estão contidas. No caso do mapa acima, a correspondência entre as cores e a quantidade de habitantes por quilômetro quadrado que nada mais é que a densidade demográfica.
escala é uma informação muito importantedo ponto de vista técnico que os mapas contêm. Ela é uma expressão matemática ou gráfica que representa a redução da realidade que está sendo representada no mapa.
As convenções cartográficas entendem-se como convenção algo que foi elaborado como fruto de um acordo. Nesse caso, o acordo trata de elementos presentes nos mapas que devem ser representados sempre da mesma forma, em qualquer idioma, em qualquer parte do mundo. É o caso de símbolos específicos para ferrovias, aeroportos, hospitais, usinas nucleares etc.
1.6.1 Noções de Orientação
 Existem diferentes maneiras de se localizar no espaço terrestre. Entre elas, uma das mais utilizadas é a rosa dos ventos. Antes, a rosa dos ventos não estava associada aos pontos cardeais, mas sim à direção dos ventos. Posteriormente, foi utilizada para delimitar a direção de pontos. São eles (o ponto e os graus dentro dos 360º):
► Cardeais: 
N - Norte (0º) 
S - Sul (180º) 
L - Leste (90º) 
O - Oeste (270º) 
► Colaterais: 
NE - Nordeste (45º) 
SE - Sudeste (135º) 
NO - Noroeste (315º) 
SO - Sudoeste (225º) 
► Subcolaterais:rosa dos ventos
 NNE - Nor-nordeste (22,5º) 
ENE - Leste-nordeste (67,5º) 
ESE - Leste-sudeste (112,5º) 
SSE - Sul-sudeste (157,5º) 
SSO - Sul-sudoeste (202,5º) 
OSO - Oeste-sudoeste (247,5º) 
ONO - Oeste-noroeste (292,5º) 
NNO - Norte-noroeste (337,5º) 
Como forma de orientação/localização, também podem ser usadas as coordenadas geográficas (ou terrestres), que são linhas imaginárias que se cruzam e dão a localização geográfica de um determinado ponto na superfície. Através do “cruzamento” entre o paralelo e o meridiano de um lugar, ficamos sabendo sua localização exata na superfície terrestre. Os paralelos estão relacionados com as latitudes, ou seja, a variação em graus a partir da Linha do Equador, para o Norte e para o Sul (variam de 0º a 90º). Para alguns paralelos foram estabelecidos nomes especiais, como Trópicos de Câncer e Capricórnio e Círculo Polares Ártico e Antártico. Nota-se que a variação latitudinal possui várias funções, entre elas, a de delimitar as zonas térmicas do planeta. Já as longitudes estão relacionadas aos meridianos (variação em graus a partir do Meridiano de Greenwich, para Oeste e para Leste (de 0 a 180 para cada extremo). O meridiano de Greenwich e as longitudes são muito importantes na definição dos fusos horários das diversas partes do planeta. Quando se cruza um paralelo com um meridiano, tem-se a coordenada de um ponto, por exemplo: Ponto X: 30º lat N; 60º long O. Veja alguns exemplos na ilustração a seguir:
O ponto D, por exemplo, estaria a 60º de Latitude Norte e 30º de Longitude Oeste. Nenhum outro ponto do planeta possui essa localização. Ressalta-se que os sistemas de coordenadas e a própria rosa dos ventos são conhecimentos-chave para a utilização de tecnologias e equipamentos modernos utilizados atualmente, como os aparelhos receptores de GPS.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Quais são os principais elementos do mapa? Explique-os
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Defina convenções cartográficas? 
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Cite os pontos cardeais e colaterais.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Questões Múltipla Escolha
	Questão 1 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2019)/ questão 49)
 Analise o mapa do Colar Metropolitano de Belo Horizonte a seguir.
SIMIELLI, Maria Elena. Geoatlas. São Paulo: Ática, 2013. p. 162.
Sobre essa representação cartográfica, afirma-se que:
I- Os municípios de Ribeirão das Neves e de Nova Lima se localizam, respectivamente, à Noroeste e Sudeste de Belo Horizonte.
 II- A escala numérica aproximada do mapa é de 1:15.000. 
III- O deslocamento de Itabirito para Sete Lagoas acarreta um incremento longitudinal e uma redução latitudinal. 
IV- A adoção de graduações de uma mesma cor é ideal para a diferenciação desses municípios, por se tratar de um mapa político-administrativo. 
Estão corretas apenas as afirmativas
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e IV. 
d) III e IV.
	Questão 2 (Cefet-MG/ Vestibular de Concomitância externa (2019)/ questão 54)
Analise o perfil topográfico a seguir.
Esse perfil topográfico acima representa um dos eixos do projeto de transposição das águas do rio São Francisco. Durante o processo de construção de barragens, é comum que cidades inteiras sejam encobertas pelas águas, forçando o deslocamento da população residente para outros locais. 
Em uma situação hipotética, levando-se em consideração o perfil topográfico representado, os moradores atingidos por barragens poderiam assentar-se sem risco de inundação, a
a) 15 km a oeste da Hidrelétrica de Jati. 
b) 15 km a oeste da Hidrelétrica de Cachoeirinha. 
c) 10 km a leste da margem do Rio São Francisco. 
d) 10 km a leste da divisa entre Pernambuco e Ceará.
	Questão 3 (Cefet-MG/ Vestibular de Concomitância externa (2018)/ questão 49)
O uso das geotecnologias é corrente na sociedade contemporânea. É fácil perceber como os aparelhos eletrônicos que disponibilizam sistema de posicionamento global – conhecido como GPS – ultrapassaram a fronteira do meio acadêmico e empresarial para alcançarem e influenciarem as atividades cotidianas do cidadão. 
Disponível em: . Acesso em: 16 set. 2017 (adaptado). A atividade que NÃO se relaciona diretamente ao uso das geotecnologias é a 
a) integração de dados espaciais. 
b) gestão da agricultura de precisão. 
c) automação da atividade industrial. 
d) orientação de rotas de transporte.
	Questão 4 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2018)/ questão 49)
Analise o mapa político do Brasil.
Sobre os estados brasileiros, é correto afirmar que 
I- Roraima possui maiores latitudes do que Sergipe.
 II- Goiás apresenta maiores longitudes do que o Rio de Janeiro. 
III- o Acre tem seu fuso horário adiantado em relação ao do Ceará.
 IV- Rondônia tem seu fuso horário atrasado em relação ao do Paraná. 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e III. 
b) I e IV. 
c) II e III. 
d) II e IV
	Questão 5 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2018)/ questão 52)
Analise a representação das regiões do Brasil a seguir
.
A anamorfose das regiões administrativas brasileiras foi elaborada com dados referentes ao(à) 
a) quantitativo de população absoluta.
 b) precipitação média anual em milímetros. 
c) percentual de habitantes nascidos fora do município. 
d) proporção entre o cultivo agrícola patronal e o total da área colhida.
	Questão 6 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2017)/ questão 49)
A delegação da Austrália embarcou no aeroporto de Sidnei, localizado no (fuso 135ºE), no dia 24 de Julho, domingo, rumo ao Rio de Janeiro (fuso 45ºW) para participar dos jogos olímpicos. O voo decolou as 12h30 e fez uma conexão de 1h40 em Santiago, no Chile, de modo que a viagem teve uma duração total de 18h35. O avião chegou ao aeroporto do Rio de Janeiro, às_________________ do dia_____________________________. Os termos que completam as lacunas são, respectivamente, 
a) 13h05 / 24 de Julho. 
b) 14h05 / 25 de Julho. 
c) 18h05 / 25 de Julho. 
d) 19h05 / 24 de Julho.
	Questão 7 (Cefet-MG/ Vestibular de concomitânciaexterna (2017)/ questão 49)
Analise o mapa e leia o trecho a seguir.
SIMIELLI, Maria Elena. Geoatlas. São Paulo: Ática, 2013. (adaptado). Concomitância Externa | Subsequente | CEFET-MG | 1º semestre 2017 | 55 | A cerimônia de abertura dos jogos olímpicos Rio 2016 foi transmitida ao vivo no dia 5 de agosto de 2016, às 20h (BRT).
 Telespectadores do mundo inteiro assistiram à transmissão simultânea a partir de diferentes emissoras de sistemas de comunicação. A localidade que assistiu à transmissão pela hora oficial de seu país, em data posterior ao fuso brasileiro e mais próximo ao término do horário matutino, foi a capital da 
a) Índia. 
b) China. 
c) Austrália. 
d) Nova Zelândia
	Questão 8 (Cefet-MG/ Vestibular de concomitância externa (2016)/ questão 49)
Observe a imagem abaixo:
A projeção cartográfica cordiforme de Werner, com suas características do tipo equivalente, visa a manter a(s) 
a) formas dos continentes e oceanos. 
b) proporção da área entre terras e águas. 
c) distâncias a partir de seu ponto central. 
d) uniformidade angular entre paralelos e meridianos
	Questão 9 (Cefet-MG/ Vestibular de Concomitância Externa (2015) / questão 49)
A questão refere-se à representação abaixo:
Sobre a localização das massas continentais, é INCORRETO afirmar que a 
a) Europa encontra-se ao norte do Equador. 
b) América localiza-se a leste de Greenwich. 
c) Ásia concentra-se no hemisfério oriental. 
d) África distribui-se pelos quatro hemisférios.
	Questão 10 (Cefet-MG/ Vestibular de Concomitância Externa (2014)/ questão 49)
Analise a imagem abaixo:
Sobre a projeção de Lambert, afirma-se que 
I – Exibe meridianos com linhas retas e convergentes. 
II – é ideal para representar regiões maiores. 
III – é elaborada a partir de uma forma cilíndrica. 
IV – Possui maior deformação na base. 
Estão corretas as afirmativas 
a) I e II. 
b) I e IV. 
c) II e III. 
d) III e IV.
	Questão 11 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2014)/ questão 52)
Analise a figura seguinte.
Sobre a localização dos pontos, a partir do sistema de coordenadas geográficas, é correto afirmar que 
a) A é austral e ocidental. 
b) B é meridional e oriental. 
c) C é austral e ocidental.
d) D é setentrional e oriental.
	Questão 12 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2015)/ questão 49)
Observe a situação hipotética expressa no quadro abaixo com horários de voos partindo de Belo Horizonte (Brasil), localizada no terceiro fuso horário a oeste de Greenwich, com destino a Roma (Itália), no primeiro fuso a leste.
Considerando-se que a Europa está em horário de verão e que se pretende chegar à cidade de destino antes das 17h, deve-se optar pelo voo 
a) 3217 
b) 3219 
c) 3341 
d) 3344
	Questão 13 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2013)/ questão 49)
Uma criança nasceu na cidade A às 7 horas do dia 27/06. Seu pai assistiu ao parto instantaneamente via satélite na cidade B no dia 26/06 às 16 horas. Considerando-se os fusos horários teóricos, a indicação correta das longitudes das cidades A e B são, respectivamente,
 a) 15º L e 160º O. 
b) 35º L e 175º O.
 c) 155º L e 10º O. 
d) 170º L e 55º O.
	Questão 14 (Cefet-MG/ Vestibular de Concomitância externa (2013)/ questão 49)
Em um mapa (escala 1: 3 000 000) a distância em linha reta entre Belo Horizonte-MG e Campinas-SP é de 200 milímetros. A distância real entre as duas cidades, em quilômetros, é aproximadamente 
a) 150. 
b) 600. 
c) 1 500. 
d) 6 000.
2. A INTEGRAÇÃO MUNDIAL E SUAS INTERPRETAÇÕES: GLOBALIZAÇÃO E MUNDIALIZAÇÃO 
2.1 Produção e circulação de mercadorias 
O comércio internacional é decorrente de alguns fundamentos bastante conhecidos na economia. Esse espectro inclui os conceitos de escassez, excedente de produção, demanda por consumo e construção da riqueza nacional.
Sendo assim, países desenvolvidos, com parque industrial diversificado e sofisticado, mas com deficiência na produção de alimentos, apresentam demanda por produtos primários, como alimentos e minérios. Esses produtos atendem à demanda da população por alimentos e da indústria por matéria prima.
Em compensação, esses países buscam o fortalecimento de suas economias. Assim, produzem produtos com alto valor agregado, como aqueles que envolvem tecnologia sofisticada, para abastecer o mercado interno e atender à demanda dos países que não produzem esse tipo de bens. Com isso, tendem a produzir uma balança comercial positiva.
O sistema de circulação de mercadorias faz com que esses bens cheguem ao destino, dando dinamismo ao comércio interno e externo. Transportam matéria-prima, bens de consumo e de produção.
Sistemas de Transporte
Os sistemas de transporte se dividem em duas finalidades: circulação de pessoas e de mercadorias. O transporte de pessoas atende às exigências relacionadas a tempo, trajeto e conforto.
No caso das mercadorias, há critérios mais complexos a serem atendidos, envolvendo custo, prazos, capacidade de carga e integração.
O comércio internacional entre países que fazem parte de um mesmo continente pode se utilizar do transporte ferroviário e rodoviário. É o que acontece com o continente europeu, onde há uma zona de livre comércio com grande proximidade entre os países.
A preferência dos países desenvolvidos é pela estruturação de uma forte malha ferroviária. O transporte ferroviário tem a vantagem de apresentar custos inferiores tanto na rotina de circulação de mercadorias como na manutenção.
O transporte rodoviário, por sua vez, apresenta custo muito alto, devido ao combustível e o desgaste das unidades de transporte, além do risco de panes e acidentes. Além disso, a manutenção da malha rodoviária é cara e requer maiores intervenções. Em compensação, o transporte rodoviário é mais versátil.
Em curtas distâncias, o transporte fluvial, navegação de cabotagem, utilizando os rios, é ainda mais barata que as ferrovias, mas impõem maiores limitações quando à flexibilidade de trajeto, enquanto a possibilidade de transportar maiores volumes de carga é inferior à do transporte marítimo.
Para longas distâncias, o transporte marítimo e aéreo é o mais recomendado. As aeronaves são mais usadas no transporte de cargas perecíveis e em que o prazo para entrega é reduzido. O transporte marítimo é o que comporta maiores volumes de carga, por isso é muito importante, principalmente no transporte de minérios, bens de produção e produtos industrializados, mesmo os de maior valor agregado.
O mais importante é que os países consigam estruturar seus sistemas de transporte, de modo a integrar os diversos recursos entre si e às necessidades da atividade econômica e do comércio, e modo a obter capilaridade, eficiência, rapidez e baixo custo.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
O comércio internacional entre países que fazem parte de um mesmo continente pode ser?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Fale do transporte ferroviário.
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Fale do transporte marítimo.
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Fale do transporte aéreo.
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2.2 Evolução do capitalismo e seus impactos no espaço geográfico 
Ao longo do tempo, constituíram-se diferentes fases do capitalismo, etapas essas queacarretaram profundas transformações no espaço geográfico das sociedades.
O sistema capitalista, desde suas origens no final do século XV e início do século XVI, sofreu diferentes transformações, passando de um modelo transitório da crise do feudalismo a um complexo modelo de economia e sociedade. Tais transformações ocasionaram profundas produções e transformações socioespaciais, que, em partes, refletiram tanto as modificações nas técnicas e nos modelos produtivos quanto resguardaram em si as heranças dessa dinâmica.
Para fins didáticos, as principais análises dividem a história com base em três fases do capitalismo: o comercial, o industrial e o financeiro. Existem autores que ainda afirmam existir uma quarta fase: o “capitalismo informacional” — termo desenvolvido por Manuell Castells em sua obra “A Sociedade em Rede”. No presente texto, estão reunidos alguns esforços para caracterizar essa periodização, com ênfase nas transformações causadas sobre o espaço geográfico.
Capitalismo comercial
O Capitalismo Comercial alavancou-se graças ao início da formação do sistema capitalista e a consequente expansão do comércio internacional no contexto da Europa. Essa fase ficou marcada pela expansão marítima comercial e também colonial, com a formação de colônias europeias em várias partes do mundo, com destaque para as Américas e também para o continente africano.
Nesse período, intensificou-se a prática do mercantilismo, um sistema econômico geralmente concebido como “um conjunto de práticas” não planejadas. Esse sistema era calcado na busca e controle de matérias-primas e metais preciosos (metalismo), além da intensiva troca comercial internacional, em que cada Estado procurava manter uma balança comercial favorável.
Outro desenvolvimento importante durante essa fase do capitalismo foi a manufatura, o que foi mais tarde desenvolvido a partir das revoluções industriais. O resultado sobre o espaço geográfico foi a constituição de muitas cidades e o crescimento de algumas outras, embora a população continuasse majoritariamente rural tanto nos países imperialistas centrais quanto nas colônias e nações menos desenvolvidas.
Capitalismo Industrial
A segunda fase do capitalismo é chamada de Capitalismo Industrial por ter sido um efeito direto da emergência, expansão e centralidade exercida pelas fábricas graças ao processo de Revolução Industrial iniciado em meados do século XVIII na Inglaterra. Com isso, a luta por matérias-primas, transformadas depois em mercadorias industrializadas, intensificou-se ao longo do globo, e a Divisão Internacional do Trabalho foi assim estruturada: de um lado, as colônias atuando como fornecedoras de matérias-primas e produtos primários em geral; do outro lado, as metrópoles e países industrializados como fornecedores de mercadorias.
Nos países desenvolvidos, notadamente na Europa e em algumas partes da América do Norte, as cidades conheceram um boom populacional, marcado pelo intensivo êxodo rural e pela expansão desordenada das periferias em locais como Londres e Paris. A grande quantidade de trabalhadores empregados nas fábricas e a difusão do pensamento econômico liberal, desenvolvido por Adam Smith, também foram elementos característicos desse contexto, que se estendeu até o final do século XIX e o início do século XX.
Capitalismo Financeiro
Para muitos, essa é a atual fase do capitalismo, marcada pelo protagonismo exercido pela especulação financeira e pela bolsa de valores, que passou a ser uma espécie de “termômetro” sobre a economia de um país. Basicamente, essa fase do capitalismo estrutura-se com a formação do mercado de ações e a sua especulação em termos de valores, taxas, juros e outros.
Em algumas abordagens, diz-se que no Capitalismo Financeiro houve uma espécie de fusão entre capital bancário e capital industrial. Isso ocorreu porque as empresas passaram a ser divididas em ações negociadas com base em valores e calculadas a partir do potencial de lucratividade oferecido por tais empresas.
Alguns críticos alcunham esse período de Capitalismo Monopolista, pois uma de suas competências é a possibilidade de união (fusão, também chamada de truste) entre uma ou mais empresas, ou até mesmo a compra de uma pela outra através do investimento em ações. Nesse sentido, boa parte do mercado, em vez de ser gerida pela lei da livre concorrência, estaria condenada ao monopólio ou ao oligopólio, embora as grandes fusões do mercado atual não tenham extinguido a competição.
Um exemplo de fusão entre duas empresas foi a união entre a Sadia e a Perdigão, ou a compra da Yahoo e da Nokia pela Microsoft, além de inúmeros outros casos. Tal configuração também permitiu a expansão de algumas marcas pelo mundo todo, empresas essas chamadas de multinacionais ou globais.
O principal efeito dessa dinâmica sobre o espaço geográfico foi a industrialização dos países emergentes, com uma consequente e acelerada urbanização ao longo do século XX, a exemplo do Brasil e dos chamados Tigres Asiáticos. Alguns países periféricos também estão se industrializando, muito em função da migração dessas empresas estrangeiras para suas áreas em busca de impostos mais baratos, fácil acesso a matérias-primas, uma mão de obra mais barata e uma mais ampla contemplação ao mercado consumidor.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Quais são as três fases do capitalismo?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________
O que acarretou as transformações que ocasionaram profundas produções e transformações socioespaciais, que, em partes, refletiram tanto as modificações nas técnicas e nos modelos produtivos quanto resguardaram em si as heranças dessa dinâmica?
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Fale do mercantilismo no capitalismo comercial.
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O que ocasionou o capitalismo industrial? Explique.
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Qual o capitalismo atual? Comente.
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2.3 Globalização e redes geográficas
As redes geográficas envolvem o conjunto de fixos e fluxos que se comportam como instrumentos do processo de Globalização.
O espaço geográfico, segundo muitas abordagens, constrói-se e articula-se a partir das redes. Milton Santos fez reconhecidas constatações sobre a importância, complexidade e hierarquização das redes geográficas, formadas, segundo ele, por um conjunto de pontos fixos interligados por meio dos fluxos. Nesse ínterim, formam-se diversos tipos e subtipos, como as redes de transportes, as digitais, as urbanas, entre outros exemplos.
Portanto, em uma definição mais abrangente, podemos entender as redes geográficas como um conjunto de locais da superfície terrestre conectados ou interligados entre si. Essas conexões podem sermateriais, digitais e culturais, além de envolver o fluxo de informações, mercadorias, conhecimentos, valores culturais e morais, entre outros.
Com o processo de Globalização, podemos dizer que as redes – ou, pelo menos, muitas delas – ganharam um maior alcance e abrangência no espaço geográfico mundial. Todavia, o acesso e o poder de difusão dessas redes dependem das diferentes hierarquias nas sociedades, constituídas pelo poder econômico ou político. Assim, quem possui mais recursos ou poder possui uma maior possibilidade de usufruir da estrutura das redes geográficas.
É preciso observar que a estruturação e a evolução das redes perpassam, impreterivelmente, pela evolução das técnicas e tecnologias. No século XIX, as transformações proporcionadas pelas revoluções industriais propiciaram um fundamental avanço das redes de transportes, incluindo os modais rodoviários e ferroviários. Desse modo, cidades distantes passaram a estar interligadas entre si, o que se estendeu para pontos situados, até mesmo, em continentes distintos.
A Revolução Técnico-Científica Informacional também intensificou sobremaneira a expansão das redes, incluindo a própria rede de transportes, por meios dos aviões e jatos mais avançados. A formação das redes digitais e também os avanços nas redes de comunicação tornaram-se grandes marcos para esse período. Assim, em tempo real, comunicados e transações financeiras ocorrem e notícias importantes são divulgadas; até reuniões de negócios não mais necessitam da presença física de todos os seus participantes, o que exemplifica o grau de avanço técnico das redes.
A importância das redes geográficas deu-se também para o avanço do sistema capitalista financeiro, que, para muitos, ganhou o status de capitalismo informacional. A expansão das empresas multinacionais encontra-se bastante facilitada, incluindo a formação das holdings, que são agrupamentos entre empresas interligadas em redes internacionais.
As redes possuem papel ativo na configuração do espaço geográfico, e isso se estabelece de forma mais nítida na constituição das hierarquias no cerne das próprias redes. Um exemplo é a rede urbana, que se define de local ao global nos mais diversos níveis hierárquicos, desde as cidades globais mais avançadas até os centros regionais dos países periféricos. Assim, o que se percebe nas diferentes redes geográficas é a constituição de “nós” formados por tamanhos diferentes, ou seja, alguns com mais fluxos dos que os outros.
As redes geográficas são, afinal, um importante elo entre as diferentes partes do espaço geográfico que integram o sistema mundial em tempos de globalização. Assim, elas permitem e também condicionam o transporte e difusão de inúmeros instrumentos técnicos, além de mercadorias, informações e conhecimentos, estando diretamente associadas à maioria dos elementos que compõem a vida cotidiana das sociedades.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
O que são redes geográficas?
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O que podemos dizer que intensificou sobremaneira a expansão das redes, incluindo a própria rede de transportes, por meios dos aviões e jatos mais avançados?
________________________________________________________________________
O que é rede urbana?
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2.4 Desigualdades socioespaciais 
A desigualdade socioespacial, produto do modo de produção capitalista expressa a desigualdade entre classes sociais no processo de (re)produção ampliada do capital. Imbrica-se com a exploração e espoliação da força de trabalho, com a mercantilização da terra e edificações, com a venda da imagem da cidade-mercadoria. Conta com a presença e num aparente paradoxo com a ausência do Estado capitalista. O Estado capitalista faz-se presente ao regular o valor do salário, definir as leis e normas de uso do solo tendo como premissa que a terra urbana é uma mercadoria. Também é verificável a atuação do Estado quando o mesmo implanta vias de circulação interurbana, infraestrutura, equipamentos e meios de consumo coletivo, seguindo as normas de propriedade e do mercado. Atua, como diz, Topalov na socialização da produção capitalista. (Rodrigues, 1988) A socialização da produção capitalista atende sobretudo aos interesses do capital e secundariamente à reprodução da força de trabalho. O Estado capitalista parece estar ausente quando define um salário mínimo que não permite a reprodução da força de trabalho o que implica em tornar a cidade inacessível aos trabalhadores, mas é exatamente quando é presente ao atender os interesses do capital. Assim a aparente ausência para atender as necessidades da maioria é a presença para atender os interesses do capital. Mas o Estado é ausente quando ações diversas possibilitariam a constituição de um espaço de interesse público. A “ausência” do Estado em suprir infraestrutura, moradia digna, equipamentos de consumo coletivo, parece ser compensada pelo atendimento de chamadas “demandas” dos trabalhadores como se fossem doações. Com o predomínio da política neoliberal o atendimento de “demandas” constitui as políticas focalizadas. Analisar as desigualdades socioespaciais, a segregação social e espacial, implica em utilizar um arcabouço teórico que permita compreender as contradições inerentes ao modo de produção e como estas se manifestam no território. Uma das possibilidades de entender a perpetuação da desigualdade socioespacial está ligada as representações do urbano e da cidade, em especial nas agendas governamentais tendo em vista a complexidade envolvida na produção e reprodução do espaço. Uma das representações é a que atribui ao crescimento populacional, especialmente às migrações o que se chama de problemas urbanos. Embutido nas representações está a ideia de “êxodo rural”, de “cidades inchadas” de favelas como “câncer urbano”. A população urbana é utilizada como parâmetro para medir o tamanho das cidades (grandes, médias, pequenas), mas ao mesmo tempo, é considerada como problema porque não tem empregos, salários suficientes para lhe permitir entrar no mundo do consumo. Atribui-se a responsabilidade de ter empregos, salários decentes ao indivíduo e não ao modo de produção e ao seu progresso. Como é possível compreender que a riqueza de uma cidade seja sua população e ao mesmo tempo dizer que os pobres é que criam problemas? Afirma-se que os problemas são causados porque a população urbana cresce mais do que os investimentos do Estado.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Cite os principais problemas urbanos.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Fale da desigualdade socioespacial
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
2.5 Conflitos geopolíticos mundiais 
2.5.1 conflitos no país de Basco
Você já ouviu falar sobre o País Basco e os conflitos existentes em território europeu?
Chama-se de País Basco a região das montanhas dos Pirenéus, uma região distinta que fica entre dois países, Espanha e França. Na parte territorial da Espanha, o país está dividido em três cidades: Araba, Bizkaia, Gipuzkoa.
A capital e a sede do Parlamento Basco é Vitoria-Gasteiz. Outras grandes cidades incluem Bilbao e San Sebastian. Na França, o País Basco usa os territórios perto de Biarritz.
Como é possível observar pelo mapa a seguir, apesar de ser chamado de País Basco,essa área não é um país e sim uma província (semelhante aos nossos estados).
Estabelecido ali há mais de 4 mil anos, esse povo conservou boa parte dos seus traços culturais originais, especialmente o nacionalismo e a língua, que não tem parentesco com nenhuma outra. Ao longo de todo esse tempo, os bascos tiveram seu território ocupado por romanos, visigodos, mouros e francos. A Espanha e a França pegaram sua fatia por volta do século 15. No século 17, a demarcação definitiva das fronteiras dividiu de vez esse povo em dois Estados. 
O período de maiores instabilidades na região começou na década de 1930, num período de ascensão de governos totalitários na Europa. A Espanha, governada pelo socialista Francisco Largo Caballero, sofreu duramente pelas tentativas de Francisco Franco, representante do fascismo espanhol, em assumir o poder. Neste período de instabilidade, explode a Guerra Civil Espanhola (1936-1939).
Durante a Guerra Civil Espanhola, não se podia falar ‘basco’ e este povo perdeu toda a autonomia política e direitos econômicos. Muitos bascos foram presos ou mortos. Franco ordenou ainda bombardeio à Guernica, uma cidade basca, em 1937 e milhares de civis morreram. Para lembrar o fato para a eternidade, Picasso pintou seu famoso “Guernica” para demonstrar o horror da guerra. Quando Franco morreu em 1975, os bascos receberam grande parte da sua autonomia de novo, mas isso não satisfez seu povo.
Em retaliação a tais práticas, surge um grupo nacionalista denominado ETA (Euskadi ta Askatsuna ou Pátria Basca e Liberdade), que tinha como objetivo resistir às restrições impostas pelo ditador, preservando assim a cultura do País Basco.
Com o fim da ditadura, o País Basco conquistou, novamente, uma relativa autonomia, com Parlamento próprio e um sistema tributário independente. O ETA, até então apoiado pela população, costumava agir com manifestações violentas, realizadas por meio de assassinatos de autoridades militares e políticas.
Imagem de militantes do grupo ETA.
Em 1998, o ETA declarou que iria recuar dos atentados terroristas em prol de uma negociação com os governos espanhol e francês, porém, já em 1999, os atentados recomeçaram. O assassinato de Ernest Lhuch, ex-ministro da saúde, destaca-se por ter levado cerca de um milhão de pessoas para as ruas de Madrid para protestar contra o grupo terrorista.
Manifestação contra o grupo ETA em Madrid.
Nos últimos anos, o ETA vem perdendo sua popularidade também dentro da comunidade basca, primeiro por conta dos atentados contra civis e segundo por conta da relativa autonomia que o País Basco tem em relação à Espanha, podendo conservar sua cultura e, inclusive, ter polícia própria, como já citado.
2.5.2 Conflito entre Palestina e Israel
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o Oriente Médio (região historicamente disputada tem ocupado) a mídia internacional como a principal zona de conflito do mundo. As rivalidades não são apenas interestatais, elas existem também no interior de alguns países, expressando-se na forma de sangrentos conflitos separatistas e guerras civis.
Neste cenário, os conflitos mais persistentes e de maior dimensão política e bélica (de armamentos) têm sido os que envolvem países árabes, Israel e os palestinos.
A Palestina possui uma superfície de aproximadamente 27 mil Km² e sua dimensão pode ser comparada a do estado de Alagoas. Seus limites são o Líbano, a Síria, a Jordânia e o Egito. Banhada pelo Mar Mediterrâneo. Os históricos conflitos entre árabes e israelenses ocorrem pela posse desse território.
A ocupação judaica recente dessa região está ligada à formação do movimento sionista. Em 1896, o escritor judeu Theodor Herzl lançou um livro, O Estado Judeu, composto pelas bases de um movimento político-religioso que defendia a criação de um Estado nacional para os judeus.
No 1º Congresso Mundial Sionista, realizado na Basileia, Suíça, em 1897, foi aprovado um programa de compra de terras com essa finalidade. O movimento optou pela aquisição de terras na Palestina, região historicamente ligada às tradições judaicas. Inspirados por esse sentimento nacionalista, milhares de judeus iniciaram intensa migração à região. O sionismo cresceu e com o financiamento de judeus do mundo inteiro, seus integrantes compraram muitas terras na Palestina.
Os Palestinos, por sua vez, foram cada vez mais pressionados a deixar suas terras, pois eram agricultores pobres e não tinham como competir com os investimentos maciços do movimento sionista, surgindo, portanto, um confronto entre o direito de fato e o direito histórico.
Em 1947, a ONU aprovou a criação de um Estado Judeu e outro Palestino e de uma região sobre controle internacional, onde estariam as cidades de Belém e Jerusalém.
O Estado de Israel foi então fundado em maio de 1948, embora o Estado Palestino nunca tenha sito concretizado. No dia seguinte à proclamação da Independência de Israel, cinco Estados árabes vizinhos – Egito, Síria, Iraque, Transjordânia (atual Jordânia) e Libano – invadiram o novo país. A vitória de Israel, nesse conflito, permitiu a eles o aumento de seu território passando a controlar 78% do território da Palestina. As regiões da Faixa de Gaza e Cisjordânia, que representam os 22% restantes – foram ocupadas pelo Egito e pela Jordânia.
A luta pela recuperação dos territórios ocupados por Israel e pela criação de um Estado soberano deu início a chamada Questão Palestina.
Tem sido muito difícil um acordo de paz no logo conflito entre Israel e Palestina porque há radicais dos dois lados tentando boicotá-lo. Do lado palestino há três organizações que têm sido responsáveis por ataques terroristas contra a população israelense: o Hamas, a Jihad Islâmica e as Brigadas dos Mártires de Al-qsa. Esses grupos são contrários a qualquer concessão a Israel e acreditam que os judeus devem ser expulsos da Palestina.
Do lado de Israel há os setores da direita, do partido Likud e especialmente dos partidos ortodoxos que abrigam fundamentalistas religiosos, contrários a qualquer concessão aos palestinos. Esses setores da sociedade israelense acreditam que a “terra santa”, a “terra prometida”, só pertence ao povo judeu. São contrários, por exemplo, à retirada dos colonos judeus que vivem em Gaza e na Cisjordânia, portanto, em territórios já oficialmente devolvidos por Israel aos palestinos.
Além disso a capacidade militar israelense é muito superior e sua retaliação a qualquer agressão dos grupos acima mencionados à população civil do país quase sempre fere e mata muito mais civis palestinos.
Dados lançados em 2015 pelo jornal G1 (globo) aponta números alarmantes de vítimas deste conflito. O ano de 2014 deixou o pior balanço de perdas civis entre os palestinos desde 1967 devido, sobretudo, aos mortos durante a operação “Barreira de Proteção” lançada no verão pelo exército israelense na Faixa de Gaza.
Durante a operação, “mais de 1.500 civis foram mortos, 11.000 ficaram feridos e 100.000 deslocados”, segundo o relatório anual do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) da ONU.
No total, 2.200 palestinos foram mortos na Faixa de Gaza, incluindo combatentes e 550 crianças, segundo o documento que tem como título “Vidas fragmentadas”. Do lado israelense, 73 pessoas morreram, incluindo 67 soldados.
Pessoas fogem de bombardeios na Faixa de Gaza.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Fale dos principais tópicos sobre os dois conflitos citados.
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As organizações internacionais da atualidade tiveram o seu surgimento, em sua maioria, na segunda metade do século XX. No entanto, foi com a globalização e o fim da Guerra Fria que elas se consolidaram como importantes atores no cenário internacional, passando por um relativo período de fortalecimento. Em virtude da recente ampliação da integração geoeconômica global, essas organizações tornaram-se atores importantes no cenário mundial, com a missão de estabelecer um ordenamento das relações intranacionais de poder e influência política. Atuam na elaboração e regulação de normas, suscitam acordos entre países, buscam atender determinados objetivos, entre outras funções. Existem incontáveis organizações internacionais, isto é, aquelas instituições formadas por dois ou mais Estados. Porém, no que concerne ao âmbito geopolítico, econômico e humanístico global, algumas delas se destacam pela sua importância, dentre elas, podemos citar ONU, OMC, Otan, FMI, Banco Mundial, OIT, OCDE e OPEP. A seguir, vamos compreender um pouco melhor o significado e a importância de cada uma dessas siglas.
 • ONU – A Organização das Nações Unidas é considerada o mais importante organismo internacional atualmente existente, importante por reunir praticamente todas as nações do mundo. Ela surgiu ao final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) em substituição à antiga Liga das Nações e objetiva promover a paz e a segurança mundial. A principal instância decisória da ONU é o Conselho de Segurança, formado por um grupo muito restrito de países. Na verdade, esses países são os antigos vencedores da Segunda Guerra Mundial: Rússia (ex-União Soviética), Estados Unidos, França, Reino Unido e a China (essa última não participou ativamente da Segunda Guerra, mas conseguiu grande prestígio e poder internacionais, capazes de assegurar uma vaga no Conselho). Além desses cinco países, que são membros permanentes, fazem parte outros cinco países provisórios, que se alternam periodicamente. O poder desse Conselho de Segurança é elevado, pois é ele quem toma as principais decisões da ONU. Além disso, os cinco membros permanentes têm o chamado poder de veto, em que qualquer um deles pode barrar uma decisão, mesmo que todos os outros países sejam favoráveis
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OMC– A Organização Mundial do Comércio é o organismo internacional responsável por legislar e acompanhar as transações econômicas e comerciais realizadas entre diferentes países. Além disso, o seu principal objetivo é promover a liberalização mundial do comércio, visando combater o chamado protecionismo alfandegário, em que uma nação impõe elevadas tarifas para produtos estrangeiros a fim de favorecer a indústria local. Quando algum país tem algum tipo de problema ou entrave com outro Estado, ele geralmente recorre à OMC como instância máxima para avaliar e julgar a questão.
 OTAN – A Organização do Tratado do Atlântico Norte é um tratado ou pacto militar, que inicialmente congregava os principais países capitalistas e objetivava combater o socialismo, que também tinha o seu pacto militar, o Pacto de Varsóvia. Porém, desde o final da Guerra Fria, os objetivos dessa organização se alteraram, tornando-se como um instrumento militar das grandes potências a fim de intervir em conflitos armados em qualquer parte do mundo para assegurar direitos internacionais ou combater possíveis “ameaças” ao atual sistema internacional. Fazem parte da Otan, desde o seu surgimento, Alemanha, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Espanha, França, Grécia, Inglaterra, Itália, Holanda, Luxemburgo, Noruega, Portugal, Islândia e Turquia. Posteriormente, várias das ex-repúblicas soviéticas também ingressaram no pacto, como a Bulgária, Romênia, Estônia, Letônia, Lituânia, Eslováquia e Eslovênia, além da Rússia, que atua como membro observador.
FMI – O Fundo Monetário Internacional é uma organização financeira responsável por garantir a estabilidade econômica internacional. Ele é composto por 187 países e foi criado em 1944 na Conferência de Bretton Woods. Seu funcionamento, basicamente, ocorre através do gerenciamento e concessão de empréstimo para aqueles países que o solicitam. Normalmente, o dinheiro do FMI é fornecido pelos seus próprios países-membros, de forma que aqueles que mais contribuem são justamente aqueles que mais possuem poder de decisão. Para adquirir empréstimos, o país em questão deve atender a uma série de exigências, transformando suas economias internas e, geralmente, abrindo sua economia para o mercado estrangeiro. 
 Banco Mundial – foi criado em 1945 na Conferência de Bretton Woods juntamente a FMI. Trata-se de uma organização financeira vinculada à ONU, mas que possui a sua própria autonomia. Seu objetivo inicial era conceder empréstimos direcionados aos países europeus que haviam sido devastados pela Segunda Guerra Mundial. Posteriormente, seus objetivos mudaram e seu intuito passou a ser o de conceder empréstimos a países da Ásia, África e Américas. 
OIT - A Organização Internacional do Trabalho é uma instituição responsável por regulamentar, fiscalizar, estudar e avaliar as relações de trabalho existentes em todo o mundo. É considerada uma organização “tripartite”, ou seja, formada por três tipos diferentes de forças: os governos de 182 países, além de representantes de empresas empregadoras e de representações trabalhistas ou sindicais. 
OCDE – A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico é uma instituição atualmente composta por 34 países. Seu objetivo é fomentar e incentivar ações de desenvolvimento econômico de seus países-membros, além de medidas que visem à ampliação de metas para o equilíbrio econômico mundial e melhorem as condições de vida e os índices de renda e emprego. O Brasil não é um membro dessa organização. 
OPEP – Criada em 14 de setembro de 1960, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) é uma organização intergovernamental, que tem como objetivo a centralização da elaboração das políticas sobre produção e venda do petróleo dos países integrantes. Atualmente, os países membros da OPEP são: Argélia, Angola, Equador, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Venezuela. A Indonésia suspendeu a sua adesão em janeiro de 2009. A sede da OPEP está localizada em Viena, capital da Áustria.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Cite as corporações e organizações mundiais.
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Qual o intuito da ONU?
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Qual o objetivo da OTAN?
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Qual a função da OMC?
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Como elas se consolidaram como importantes atores no cenário internacional?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________2.7 A ordem econômica mundial contemporânea 
Uma ordem mundial diz respeito às configurações gerais das hierarquias de poder existentes entre os países do mundo. Dessa forma, as ordens mundiais modificam-se a cada oscilação em seu contexto histórico. Portanto, ao falar de uma nova ordem mundial, estamos nos referindo ao atual contexto das relações políticas e econômicas internacionais de poder.
Durante a Guerra Fria, existiam duas nações principais que dominavam e polarizavam as relações de poder no globo: Estados Unidos e União Soviética. Essa ordem mundial era notadamente marcada pelas corridas armamentista e espacial e pelas disputas geopolíticas no que se refere ao grau de influência de cada uma no plano internacional. Este era o mundo bipolar.
A partir do final da década de 1980 e início dos anos 1990, mais especificamente após a queda do Muro de Berlim e do esfacelamento da União Soviética, o mundo passou a conhecer apenas uma grande potência econômica e, principalmente, militar: os EUA. Analistas e cientistas políticos passaram a nomear a então ordem mundial vigente como unipolar.
Entretanto, tal nomeação não era consenso. Alguns analistas enxergavam que tal soberania pudesse não ser tão notável assim, até porque a ordem mundial deixava de ser medida pelo poderio bélico e espacial de uma nação e passava a ser medida pelo poderio político e econômico.
Nesse contexto, nos últimos anos, o mundo assistiu às sucessivas crescentes econômicas da União Europeia e do Japão, apesar das crises que estas frentes de poder sofreram no final dos anos 2000. De outro lado, também vêm sendo notáveis os índices de crescimento econômico que colocaram a China como a segunda maior nação do mundo em tamanho do PIB (Produto Interno Bruto). Por esse motivo, muitos cientistas políticos passaram a denominar a Nova Ordem Mundial como mundo multipolar.
Mas é preciso lembrar que não há no mundo nenhuma nação que possua o poderio bélico e nuclear dos EUA. Esse país possui bombas e ogivas nucleares que, juntas, seriam capazes de destruir todo o planeta várias vezes. A Rússia, grande herdeira do império soviético, mesmo possuindo tecnologia nuclear e um elevado número de armamentos, vem perdendo espaço no campo bélico em virtude da falta de investimentos na manutenção de seu arsenal, em razão das dificuldades econômicas enfrentadas pelo país após a Guerra Fria.
É por esse motivo que a maior parte dos especialistas em Geopolítica e Relações Internacionais, atualmente, nomeia a Nova Ordem Mundial como mundo unimultipolar. “Uni” no sentido militar, pois os Estados Unidos é líder incontestável. “Multi” em razão dos diversos crescentes econômicos de novos polos de poder, sobretudo a União Europeia, o Japão e a China.
A Divisão do Mundo entre Norte e Sul
Durante a ordem geopolítica bipolar, o mundo era rotineiramente dividido entre leste e oeste. O Oeste era a representação do Capitalismo liderado pelos EUA, enquanto o Leste demarcava o mundo Socialista representado pela URSS. Essa divisão não era necessariamente fiel aos critérios cartográficos, pois no Oeste havia nações socialistas (a exemplo de Cuba) e no Leste havia nações capitalistas.
Contudo, esse modelo ruiu. Atualmente, o mundo é dividido entre Norte e Sul, de modo que no Norte encontram-se as nações desenvolvidas e, ao sul, encontram-se as nações subdesenvolvidas ou emergentes. Tal divisão também segue os ditames da Nova Ordem Mundial, em considerar preferencialmente os critérios econômicos em detrimento do poderio bélico.
Observa-se que também nessa nova divisão do mundo não há uma total fidelidade aos critérios cartográficos, uma vez que alguns poucos países localizados ao sul pertencem ao “Norte” (como a Austrália) e alguns países do norte pertencem ao “Sul” (como a China).
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
O que é a nova ordem mundial?
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Como era o mundo bipolar?
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Fale do mundo unipolar.
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Fale da divisão do mundo entre norte e sul.
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2.8 Blocos de integração econômica
E aí, tudo certo? Que tal saber tudo sobre a “moda” econômica do final do século XX e início do XXI? Sim, estou falando dos Blocos Econômicos. O Brasil está no Mercosul, por exemplo.
Os principais blocos econômicos são: Nafta, Mercosul, Asean, Apec, União Europeia, Sadc e o Pacto Andino. Eles estão organizados por afinidades geográficas, mas com propósito econômico bem definido. Diferente de todos os demais, a União Europeia busca uma integração política e cultural também entre os países membros e sua população.
O conceito de Blocos Econômicos apareceu na década de 1990. A principal ideia era de países se unirem para maiores abrangências comerciais, porém, essa estratégia vem acontecendo, principalmente após a 2ª Guerra Mundial.
Com isso, podemos observar a formação de vários blocos econômicos, mas quais são os requisitos para a formação de um bloco por completo? Bem, há passos a serem seguidos até a formação do bloco, como:
serem próximos geograficamente, ou pelo menos, ter uma ligação entre os membros;
estarem num patamar econômico semelhante, ou seja, sem muitas disparidades, para os mais ricos não terem mais vantagens que os mais pobres;
formar uma zona de livre comércio, ou seja, acordos comerciais de redução ou eliminação das tarifas alfandegárias entre os países membros do bloco.
ter uma união aduaneira – além de reduzir ou eliminar as tarifas comercias entre os países integrantes do bloco, regulamenta o comércio com as nações que não pertencem ao bloco através da TEC (Tarifa Externa Comum).
para, enfim, ter uma união econômica e monetária – evolução do mercado comum. Os países adotam a mesma política de desenvolvimento e uma moeda única.
Ou seja, na verdade, o mais próximo a ser considerado um bloco econômico por completo é a União Europeia. Só não é ainda porque nem todos os membros utilizam a moeda única.
Mesmo assim, temos alguns grupos de países que se destacam e tentam caminhar nessa direção.
2.8.1 UNIÃO EUROPEIA 
É uma união econômica e política de 28 Estados-membros independentes situados principalmente na Europa. A UE tem as suas origens na Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) e na Comunidade Econômica Europeia (CEE), formadas por seis países em 1957.
Nos anos que se seguiram, o território da UE foi aumentando de dimensão por meio da adesão de novos Estados-membros, ao mesmo tempo que aumentava a sua esfera de influência por meio da inclusão de novas competências políticas. O Tratado de Maastricht instituiu a União Europeia com o nome atual em 1993.
A última revisão significativa aos princípios constitucionais da UE, o Tratado de Lisboa, entrou em vigor em 2009. Bruxelas é a capital de fato da União Europeia. Hoje são 28 países-membros, mas a Grã-Bretanha tem sua saída anunciada após um plebiscito em julho de 2016.
2.8.2 MERCOSUL 
Mercado Comumdo Sul – bloco formado pelos países Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Os países Bolívia, Chile, Peru, Equador e Colômbia, fazem parte como membros associados.
Esse bloco foi criado em 1991, com o objetivo de formar um espaço de consolidação econômica e ampliar relações comerciais. São eliminadas as tarifas alfandegárias, e liberadas a livre circulação de bens, capitais e pessoas. O fluxo de viajantes ocorre sem embaraços de fronteiras, apenas com os registros de entrada e saída, sem necessidade de vistos prévios.
 E, na área comercial, é intensa a compra e venda de mercadorias com tarifas aduaneiras moderadas. Por exemplo, no Brasil, uma grande parte dos carros vendidos pelas montadoras vem de fábricas na Argentina, e vice-versa. Veja na figura os países do Mercosul:
A adesão da Venezuela ao Mercosul se deu e foi concluído por meio da Decisão CMC 27/12, que dá o direito deste país participar plenamente desde o ano de 2012.
No entanto, com o caminho político adotado pelo governo de Nicolás Maduro na Venezuela, de restrições democráticas, prisão de oponentes políticos, desautorização do Congresso Nacional, e realização de eleições sem legitimidade apenas para a perpetuação mesmo grupo no poder, a Venezuela foi suspensa do Mercosul pelos demais países membros em 2017.
2.8.3 PACTO ANDINO
A Comunidade Andina de Nações é formada pelos países sul-americanos situados na região Noroeste do Continente. Foi criado em 1969 pela Bolívia, Peru, Colômbia e Equador.
O foco do Pacto Andino é a integração comercial e a circulação de pessoas sem a necessidade de uso de passaportes ou concessão de vistos. Basta apresentar a Carteira de Identidade.
A sede do Pacto Andino fica na cidade de Lima, capital do Peru. Além dos países-membros há também uma condição chamada de países associados, que são o Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.
Na documentação de origem do Pacto Andino constam ainda a busca da Integração Cultural entre os países-membros, e de representá-los em acordos com outros Blocos Econômicos e Organizações Internacionais.
2.8.4 APEC
É um fórum de 21 países-membros localizado no Círculo do Pacífico, que visa promover o livre comércio e a cooperação econômica em toda a região da Ásia-Pacífico.
A organização foi criada em 1989, em resposta à crescente interdependência das economias da região Ásia-Pacífico e do advento dos blocos comerciais regionais em outras partes do mundo e aos temores de que o Japão (que é altamente industrializado e um membro do G8) passasse a dominar a atividade econômica na região.
A APEC tem o objetivo de estabelecer novos mercados para os produtos agrícolas e matérias-primas para além da Europa (onde a demanda diminuiu).
2.8.5 NAFTA
Entrou em vigor em 1 de janeiro de 1994, com um prazo inicial de 15 anos para a total eliminação das barreiras alfandegárias entre os três países. A partir daí os três países formalizaram um acordo comercial, reduzindo custos, aumentando os investimentos, eliminando barreiras alfandegárias.
Diferentemente de outros blocos econômicos, o Nafta é restrito somente ao setor comercial. Ele não se estende, por exemplo, a questões de imigração.
Este comércio regional na América do Norte beneficiou a economia mexicana por pouco tempo. Alguns pesquisadores defendem que os Estados Unidos transformaram o Canadá e o México em “colônias” dos EUA, aumentando a pobreza no México e agravando o desemprego nos EUA.
Asean – Associação das Nações do Sudeste Asiático. Países membros – Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia, Brunei, Vietnã, Mianma, Laos e Camboja. Entre seus principais objetivos está a aceleração do crescimento econômico e fomentar a paz mundial. Em 2012 o PIB desses países juntos chegou a três trilhões. O inglês é o idioma oficial devido às várias diversidades cultural e étnica dos seus membros.
2.8.6 SADC
A sigla SADC, em Inglês, refere-se a Southern Africa Development Community. A tradução para o Português é Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral. Ela engloba 15 países africanos e tornou-se viável apenas após o fim do regime de segregação racial na África do Sul, o Apartheid.
As Metas da SADC são estas:
Promover o crescimento e desenvolvimento económico, aliviar a pobreza, aumentar a qualidade de vida do povo, e prover auxílio aos mais desfavorecidos;
Desenvolver valores políticos, sistemas e instituições comuns;
Promover a paz e a segurança;
Promover o desenvolvimento sustentável por meio da interdependência coletiva dos estados membros e da autoconfiança;
Atingir a complementaridade entre as estratégias e programas nacionais e regionais;
Promover e maximizar a utilização efetiva de recursos da região;
Atingir a utilização sustentável dos recursos naturais e a proteção do meio ambiente;
Reforçar e consolidar as afinidades culturais, históricas e sociais de longa data da região.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Quais são os principais blocos econômicos mundiais?
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Defina o conceito de bloco econômico.
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Como é composta a União Europeia?
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Fale do Mercosul
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2.9 Transformações do espaço na sociedade urbano-industrial na América Latina 
Como andam os seus conhecimentos sobre a América do Sul? Você está sabendo tudo sobre relevo, população e hidrografia? O Brasil ocupa 47,7% do território, sabia? Bem, a América do Sul é uma subdivisão da América, onde o Brasil está presente. Esse subcontinente é formado por 13 países (mas algumas bibliografias trazem a informação de ser formado por 12, porque a Guiana Francesa é um território francês). O maior deles é o Brasil, ocupando 47,7% do território sul-americano.
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Como o Brasil faz parte de quase metade do território, as características físicas do subcontinente se assemelham com as dele, mas temos algumas diferenças bem característica
2.9.1 Aspectos físicos da América do Sul
Relevo – O relevo do Brasil tem formação muito antiga e resulta principalmente de atividades internas do planeta Terra e de vários ciclos climáticos. A erosão, por exemplo, foi provocada pela mudança constante de climas úmido, quente, semiárido e árido. Outros fenômenos da natureza (ventos e chuvas) também contribuíram no processo de erosão. O relevo brasileiro apresenta-se em: 
Os Planaltos são áreas em que o processo de erosão foi superior ao de deposição de sedimentos. Caracterizam-se por serem áreas mais acidentadas que as planícies e menos do que as montanhas. Trata-se de uma forma de relevo em processo de destruição e desgaste superficial
As Planícies são áreas em que o processo de deposição de sedimentos é superior ao de erosão. Caracterizam-se por seremregiões mais planas e pouco acidentadas. Ao contrário dos planaltos, essa é uma forma de relevo em construção. A principal área de planície no Brasil é a do Rio Amazonas.
As Depressões, por sua vez, são áreas em que as altitudes são inferiores às paisagens circundantes. No caso do Brasil, não há depressões absolutas (abaixo do nível do mar). Boa parte das depressões brasileiras era anteriormente associada a planícies, o que mais tarde se demonstrou falso. Dentre as depressões brasileiras, podemos destacar a Sertaneja e a da Amazônia Ocidental
Hidrografia – os maiores rios estão em território brasileiro, são poucos e pequenos os rios que correm para o Oceano Pacífico. A hidrografia da América do Sul apresenta as bacias do Amazonas, do Orinoco e do Paraná que banham, em conjunto, uma área superior a 11.000.000 km². O maior sistema é o constituído pelo rio Amazonas e seus afluentes, entre eles alguns de ampla extensão, como o Negro, o Juruá, o Purus e o Madeira. Também têm grande destaque os rios São Francisco, no Brasil, e o Magdalena, na Colômbia. Grande parte dos lagos sul-americanos está localizada nos Andes. O maior deles é o Titicaca, considerado o mais alto lago navegável do mundo, está localizado entre a Bolívia e o Peru. Já na faixa atlântica, os dois maiores são a lagoa dos Patos, no Brasil e o Maracaibo, na Venezuela.
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Clima – A parte da América do Sul fica entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio. Ela tem grande densidade pluviométrica (índice de chuvas), entretanto, é pequena em certas regiões, como no Nordeste do Brasil. A temperatura média nesta área é de quase 30 graus centígrados durante todo o ano. Ao sul do continente o clima torna-se mais fresco e seco, e na Patagônia, no extremo-sul, faz muito frio, formando um deserto atípico. Outro importante deserto marca esta região: o deserto do Atacama, localizado no Chile. Por causa das influências climáticas, a vegetação também varia muito de região para região. Nas áreas de clima favorável encontram-se florestas de alta densidade como a floresta Amazônica (uma floresta equatorial) e a Mata Atlântica que, embora bastante devastada (desmatamento da Amazônia, desmatamento da Mata Atlântica) durante o processo de colonização, ainda guarda uma das maiores diversidades biológicas do planeta. No sul do Brasil e na Argentina encontram-se as pradarias ou campos, sendo os Pampas, as maiores pastagens da América do Sul. Outra vegetação encontrada na América do Sul é a caatinga. Típica da região nordeste do Brasil, o maior e mais populoso país do continente, ela se caracteriza por possuir plantas resistentes ao fogo, as xerófitas. Em regiões de clima frio podem ser encontradas também as florestas de araucárias. Ou ainda, espécies de cactos e plantas típicas de deserto em regiões mais áridas. A savana e o cerrado também pertencem à grande variedade de vegetação do continente.
Vegetação – Na área tropical, apresentam florestas densas e de grande porte, além de áreas com misto de vegetação arbórea, arbustiva e de pastagens. Região do Sertão Nordestino brasileiro com vegetação xerófita, e no alto das montanhas, a vegetação característica do clima Frio de Montanha. Mais ao sul, as florestas temperada e subtropical.
Aspectos humanos
População formada por grande miscigenação de povos, principalmente por hispânicos, porém, o maior “liquidificar étnico” é o Brasil. No Uruguai, Argentina e Chile podemos notar uma forte presença de europeus, mas nos outros países, a influência indígena predominou na formação populacional.
As condições de vida não são das melhores, não apresentam destaques no IDH, mas alguns países estão na faixa mediana, como Chile, Argentina e Brasil.
Aspectos humanos da América do Sul
A exploração do setor primário da economia sempre foi o “carro chefe”. Porém, nos últimos anos, os países com maiores condições econômicas passaram a apresentar um aumento no parque industrial, como é o caso do Brasil.
As crises “atacam” mais facilmente os países da América do Sul por terem economias instáveis. Então, quando os investidores fazem grandes retiradas de capital, os países logo sentem.
Na produção, o destaque para o setor agrícola com a banana, soja, tabaco, laranja, feijão, arroz, café e açúcar. Os minérios também têm forte influência, como o ferro, manganês, petróleo, cobre e estanho.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Fale do relevo e como ele pode ser dividido.
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Fale do clima.
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Fale da vegetação.
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Conceitue os aspectos humanos da América do Sul.
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2.10 Geografia da África
Falar sobre todos os aspectos da África me levaria a escrever um livro de milhões de páginas devido ao tamanho de sua diversidade ambiental, cultural, social, econômica e principalmente histórica. Aqui no Brasil, recebemos pouco conhecimento sobre esse continente, alguns até confundem dizendo que a África é um país!
Para começar, você precisa saber que o continente africano abriga 54 países, sendo eles 49 continentais.
A África, ou melhor dizendo, o Continente Africano é um território de grande imensidão, tanto na área territorial, que é cerca de 30 milhões de Km², quanto na pluralidade de etnias e culturas ali estabelecidas. Ela abriga 20,3% da área total do planeta, sendo o 3º com maior extensão.
É o único continente situado em todos os hemisférios da terra: norte, sul, leste e oeste. Isso acontece porque a África é cortada, ao mesmo tempo, pela Linha do Equador e pelo Meridiano de Greenwich.
Vimos que o continente africano é composto por uma grande quantidade de países, porém a sua divisão não ocorre somente entre nações. Há maneiras distintas de dividir este continente imenso. Uma as divisões conhecidas são entre África Saariana (conhecida também como Islâmica e “África branca”) e África Subsaariana (ou África negra”).
O nome Saariana, indica que são os países ao Norte do Deserto do Saara. Já o Subsaariana, indica os países ao Sul (sub-) do Deserto do Saara.
África Saariana (ou Branca)
Possui a maior parte da população de origem árabe. O Islamismo predomina nessa região que representa em torno de 30% da população africana. Essa parcela do continente sempre manteve ligação de milênios com a cultura europeia e do Oriente Médio. Tal região sofreu no passado invasões de diferentes povos, como romanos, gregos, fenícios, árabes e turcos.
O padrão de vida é considerado baixo, mas superiores aos do restante da África.
África Subsaariana (ou Negra)
A maior parte do Continente Africano é chamada deÁfrica Subsaariana. É a África dos povos, a maioria de cor negra, que abrange uma grande variedade de etnias formando uma heterogeneidade das mais complexas. Essa região corresponde a 75% da população africana. Nessa área, a população em sua grande maioria é da religião animista (crença que acredita em espíritos da natureza) e uma restrita população que pratica a religião cristã.
Uma região considerada a menos desenvolvida no mundo, os indicadores sociais são piores nessa região, com exceção da África do Sul, que é um país um dos países com maior desenvolvimento econômico deste continente.
Outra divisão muito utilizada também é entre: África Ocidental, Central, Oriental e Austral.
A África Ocidental é uma região no oeste da África, que inclui os países na costa oriental do Oceano Atlântico e alguns que partilham a parte ocidental do deserto do Saara. Os países mais conhecidos são: Nigéria, Guiné-Bissau, Senegal, Serra Leoa, etc.
A África Central é a sub-região que fica no centro do continente. Os países mais conhecidos são: Angola, Guiné-Equatorial, Camarões e Ruanda.
A África Oriental é a parte da África banhada pelo Oceano Índico. Os países mais conhecidos são: Uganda e Zimbabwe.
A África Austral, também chamada de África Meridional ou Sul de África, é a parte sul de África, banhada pelo Oceano Índico na sua costa oriental e pelo Atlântico na costa ocidental. Os países mais conhecidos são: África do Sul, Angola, Moçambique e Namíbia.
Durante muito tempo o continente africano foi dividido apenas entre etnias (povos de culturas e religiões diferentes), ou também conhecido como tribos. Muitas dessas tribos, inclusive, eram rivais e disputavam território, ou então protegiam o seu próprio território.
Porém, com o passar dos anos, os países europeus, começaram a explorar as terras da África, não só os recursos como também o seu povo. Um momento muito conhecido é durante o século XV com a alta da escravidão, onde muitos povos dessas tribos foram sequestrados e enviados para diversos países do mundo para exploração de trabalho.
Houve também um acordo de partilha entre esses países. Assim então, em 1884 se inicia uma divisão do continente africano entre países europeus. Essa divisão gerou com o passar dos anos, e até a atualidade, diversos tipos de conflitos, guerras e migrações, uma vez que, durante a divisão, separam ao meio algumas tribos, e em outras partes juntavam tribos rivais no mesmo território.
Apesar de tudo a África é um continente muito rico em recursos ambientais, minerais, culturais, sendo também considerada o berço da humanidade, pois cientistas apontam que é lá que se deu a origem dos nossos ancestrais mais remotos. Nesse continente que se desenvolveu a civilização mais antiga que conhecemos o Egito.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Quantos países tem na África.
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Em que hemisfério fica situada?
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Fale da divisão da África em Branca e Negra.
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Diferencie as demais divisões.
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Questões Múltipla Escolha
	Questão 1 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2019)/ questão 52)
	
Sobre o processo de industrialização, afirma-se que:
I- A Primeira Revolução Industrial foi marcada pelo uso do carvão mineral para obtenção de energia, sendo importante que as unidades fabris se localizassem próximas às fontes de matéria-prima. 
II- A indústria 4.0 utiliza-se de tecnologias voltadas à internet das coisas e à computação em nuvem, favorecendo a automação de sistemas ciberfísicos e a integração com dispositivos móveis.
 III- A Segunda Revolução Industrial teve o predomínio dos setores de robótica, informática e telecomunicações, permitindo que a produção fabril se disseminasse entre os países desenvolvidos.
 IV- A Revolução Técnico-Informacional caracteriza-se pelo advento da indústria química, elétrica e petrolífera, possibilitando a expansão do setor automobilístico pelos países emergentes.
Estão corretas apenas as afirmativas
a) I e II. 
b) I e IV. 
C) II e III. 
d) III e IV.
	Questão 2 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2019)/ questão 50)
Os gráficos a seguir referem-se ao comércio exterior brasileiro.
Sobre a dinâmica econômica internacional, afirma-se que 
 I- O superávit brasileiro nas transações com a União Europeia deve-se aos acordos bilaterais firmados recentemente. 
II- As trocas comerciais do Brasil com países emergentes e em desenvolvimento geram maior superávit do que com nações desenvolvidas. 
III- O déficit do Brasil em relação aos Estados Unidos deve-se ao predomínio de exportações brasileiras com baixo valor agregado.
 IV- A participação do Brasil em organismos de cooperação como o Mercosul e o BRICS gera expressivo déficit no país. 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e III. 
d) III e IV
	Questão 3 (Cefet-MG/ Vestibular de concomitância externa (2017)/ questão 53)
Analise o infográfico abaixo.
Sobre a infraestrutura de transporte no mundo, afirma-se que: 
I- os países mais desenvolvidos tendem a privilegiar o modelo ferroviário na sua matriz. 
II- no Brasil, destaca-se o modal rodoviário pela grande capacidade de carga que ele proporciona. 
III- na Rússia, as pequenas distâncias impulsionam o uso do transporte ferroviário. 
IV- o tipo de transporte com maior capacidade de carga é o menos utilizado mundialmente.
 Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e II. 
b) I e IV. 
c) II e III. 
d) III e IV.
	Questão 4 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2016)/ questão 50)
Leia o fragmento a seguir: 
A crescente globalização econômica e essa aparente direção rumo a um mundo economicamente tripolar, não impedem que se manifestem também “n” outros indicadores representativos mais de desordem [do que ordem]
 HAESBAERT & PORTO-GONÇALVES. A nova desordem mundial. São Paulo: UNESP, 2006. P.46.
 No contexto da (des)ordem gerada pela globalização econômica, é INCORRETO afirmar que ela está expressa no(a) 
a) Grécia, com sua elevada dívida externa. 
b) Brasil, com as flutuações nas bolsas de valores. 
c) Venezuela, com a crise de desabastecimento atual. 
d) China, com a valorização crescente da moeda frente ao dólar.
	Questão 5 (Cefet-MG/ Vestibular de concomitância externa (2014)/ questão 52)
No contexto da geopolítica do Oriente Médio, são empecilhos à resolução do conflito latente entre israelenses e palestinos, EXCETO a(o)
a) ocupação de áreas estratégicas por parte dos israelenses. 
b) disparidade social eminente entre a população das duas nações.
c) ausência de unidade consensual entre os diversos grupos muçulmanos. 
d) omissão histórica da Organização das Nações Unidas às questões da região.
	Questão 6 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2014)/ questão 54)
Sobre a questão das desigualdades sociaisno Brasil, afirma-se que 
I – a equalização social entre as regiões brasileiras confirma a eficácia dos projetos de interiorização industrial. 
II – o predomínio de impostos diretos no país inviabiliza o incremento da arrecadação de recursos aplicados na melhoria dos serviços públicos. 
III – as disparidades sociais no país incluem as questões raciais e de gênero, dentre outros fatores. 
IV – a concentração fundiária contribui na manutenção do elevado índice de Gini do país.
 Estão corretas apenas as afirmativas: 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e IV. 
d) III e IV.
	Questão 7 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2012)/ questão 54)
A partir da análise do mapa, NÃO é correto inferir que o(s) 
a) fluxos financeiros concentram-se entre os integrantes do grupo dos países centrais. 
b) principais nós da rede encontram-se na interligação meridional das diversas bolsas de valores. 
c) laços evidenciam a existência de uma periferia semi-integrada aos principais polos econômicos. 
d) cinturões confirmam o predomínio da dinâmica de deslocamento populacional temporário no Norte.
	Questão 8 (Cefet-MG/ Vestibular do subsequente (2011)/ questão 51)
Os atuais conflitos no mundo árabe contaram com o apoio das principais redes sociais como o facebook, o twitter e o youtube, na sua dinâmica. Sobre a relação Internet e geopolítica é correto afirmar que ela 
a) legitimou as ações políticas administrativas, garantindo a manutenção dos regimes vigentes por tempo determinado. 
b) incrementou a atualização dos dados diários sobre o movimento, motivando pessoas a lutarem pelos direitos civis básicos. 
c) estabilizou o número de vítimas fatais em momentos de confronto, incentivando a diplomacia entre representantes e cidadãos. 
d) possibilitou a organização política de grupos rivais, ampliando, pelo bem comum, a união de povos com identidades diferentes.
	Questão 9 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2010)/ questão 53)
Sobre a globalização e suas consequências, afirma-se: 
I - A criatividade e o conhecimento do trabalhador são mais valorizados atualmente, enquanto os empregos assumem horários e locais flexíveis.
II - A expansão da oferta de mão-de-obra assalariada tem ocorrido no setor primário da economia, em razão do aumento das exportações de commodities. 
III - A melhoria das condições socioeconômicas da população brasileira se faz em detrimento da união entre capital, ciência e tecnologia. 
IV - Os trabalhadores do setor secundário são atingidos pelo desemprego estrutural. 
Estão corretas apenas os itens 
a) I e II. 
b) II e III. 
c) I e IV. 
d) III e IV
	Questão 10 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2009)/ questão 52)
Sobre o processo de urbanização mundial e suas características, é correto afirmar que 
a) os países de economias emergentes tendem ao crescimento urbano. 
b) as megacidades exercem controle sobre os sistemas econômicos globais. 
c) as cidades perderam sua importância na atual economia globalizada. 
d) as regiões desenvolvidas receberam o maior crescimento urbano neste século.
	Questão 11 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2013)/ questão 50)
Sobre o Mercosul, afirma-se que: 
I- A adoção de uma moeda comum está prevista para 2013.
II- A Venezuela teve sua adesão ao grupo confirmada recentemente. 
III- O avanço na integração regional permitiu sua transformação na Unasul. 
IV- O Paraguai foi suspenso desse grupo devido à destituição de seu presidente. 
V- O bloco pode ascender-se como potência energética, geopoliticamente. 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e IV. 
b) II e III. 
c) I, III e V. 
d) II, IV e V.
	Questão 12 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2011)/ questão 50)
Sobre as perspectivas apontadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), referente à urbanização mundial nos próximos dez anos, afirma-se que: 
I- No mundo desenvolvido, coexistirão cidades médias e megacidades. 
II- No sul econômico do globo, haverá um incremento numérico de megacidades. 
III- O desenvolvimento socioeconômico será proporcional ao tamanho dos aglomerados humanos. 
IV- O controle da natalidade, em alguns países asiáticos, aumentará a densidade demográfica nessa região. 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e IV. 
d) III e IV.
	Questão 13 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2012)/ questão 50)
Sobre as perspectivas apontadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), referente à urbanização mundial nos próximos dez anos, afirma-se que: 
I- No mundo desenvolvido, coexistirão cidades médias e megacidades. 
II- No sul econômico do globo, haverá um incremento numérico de megacidades. 
III- O desenvolvimento socioeconômico será proporcional ao tamanho dos aglomerados humanos. 
IV- O controle da natalidade, em alguns países asiáticos, aumentará a densidade demográfica nessa região. 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e IV. 
d) III e IV.
	Questão 14 (Cefet-MG/ Vestibular de concomitância externa (2018)/ questão 50)
Sobre os blocos de integração econômica, afirma-se que: 
I- A Unasul (União de Nações Sul-Americanas) é uma organização de presidência rotativa com objetivo de discutir questões como a eliminação das desigualdades socioeconômicas e a inclusão social.
 II- O Mercosul (Mercado Comum do Sul) é um bloco de integração regional formado por membros plenos, associados e observadores, que têm em comum a obrigação da adoção da Tarifa Externa Comum.
 III- A APEC (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico) é uma zona de livre comércio que engloba países com diferentes níveis de desenvolvimento socioeconômico. 
IV- O Nafta (Acordo de Livre-Comércio da América do Norte) é uma cooperação regional que objetiva eliminar tarifas alfandegárias entre os membros e a expansão gradativa da livre circulação de pessoas no interior do bloco. 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e II. 
b) I e III. 
C) II e IV. 
d) III e IV
	Questão 15 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2019)/ questão 50)
Considere o mapa do Continente Africano.
Disponível em: <http:<//schoolserver.escuela40.caacupe.paraguayeduca.org/archivos/ BIBLIOTECA/Multimedia/Graficos/Mapas/Mapa%20mundo/Continentes/Africa.jpg>. Acesso em: 22 set. 2018.
Dentre os países que foram indicados no mapa pelos números de 1 a 4, o que foi corretamente identificado quanto à sua localização e às suas características é a(o)
a) 1 – Argélia, na região Ocidental do continente, possui maioria de sua população de etnia caucasiana e de origem árabe.
b) 2 – Níger, na região boreal, possui o maior contingente populacional do continente e elevado crescimento demográfico.
c) 3 – Sudão, na África Central, é o maior país do continente e sobrevive economicamente da exploração de seus recursos naturais.
d) 4 – República Democrática do Congo, na região central do continente, é marcada por diversos conflitos civis e políticos, além de graves problemas socioeconômicos.
3. RELAÇÕES ENTRE OS COMPONENTES FÍSICOS E NATURAIS NO BRASIL E NO MUNDO 
3.1. Clima, circulação geral da atmosfera, tempo atmosférico e padrões climáticos 
3.1.1 Clima do Brasil
Ali tá quente, aqui tá frio... Bora revisar Geografia e saber tudo sobre os variados climas do Brasil: Clima equatorial; Clima tropical; Clima tropical de altitude; Clima tropical semiárido; Clima subtropical. Vem, para mandar bem!
Os fatores que mais contribuem para a dinâmica climática do Brasil são a latitude, altitude, disposição do relevo e dinâmica das massas de ar. De acordo com essas características foram criadas as seguintes classificações climáticas do país. 
Clima equatorial;
Clima tropical;
Clima tropical de altitude;
Clima tropical semiárido;
Clima subtropical. 
Dentre as classificações existentes a mais utilizada é a da professora e geógrafa Lysia Bernardes, por ser mais objetiva e simples, e levar em conta fatores básicos. 
A Dinâmica das massas de ar no Brasil
O território brasileiro sofre a influência de cinco massasde ar. A formação delas ocorre em lugares diferentes. São duas continentais (Equatorial Continental e Tropical Continental) e três marítimas (Polar Atlântica, Tropical Atlântica e Equatorial Atlântica). O nome da massa indica o lugar em que ela se forma.
Por aí, também é possível saber se elas serão quentes ou frias, úmidas ou secas. Por exemplo, uma massa de ar polar tem origem em um dos polos e será, necessariamente, fria. Se ela se formou sobre o continente (massa continental), terá mais chances de ser seca do que uma que se formou sobre o oceano.
 O Mapa das massas de ar no Brasil
Massa Equatorial Continental (MEC) – com características quente (baixa latitude) e úmida (área de muitos rios e domínio da floresta equatorial), originada na Amazônia ocidental, exerce influência em quase todo país durante o verão do hemisfério sul. É responsável pelas altas temperaturas e altos índices pluviométricos da região da Amazônia.
 Massa Equatorial Atlântica (MEA) – Massa quente e úmida que se forma na porção do atlântico próximo a região equatorial. Durante o verão do hemisfério sul pode descer e penetrar pelo litoral das regiões Norte e Nordeste, causando chuvas.
Massa Tropical Continental (MTC) – Origina-se na área de depressão do Chaco Paraguaio. É uma área de altas temperaturas e pouca umidade, portanto, apresenta características quente e seca. Atua principalmente na região do centro-oeste e em partes do sul e sudeste durante os períodos de outono inverno. Pode provocar ainda o bloqueio atmosférico que impede a chegada de massa de ar frio vindo do sul nos meses de maio e junho, caracterizando o que se denomina de veranico.
Massa tropical atlântica (MTA) – Quente e úmida, origina-se no atlântico Sul e atua em toda faixa litorânea brasileira que se vai do Nordeste ao sul do Brasil. O encontro desta massa de ar com a Polar atlântica, que chega da Argentina principalmente durante o inverno, provoca as tão famosas e odiadas frentes frias tão frequentes não só aqui em nossa cidade, como em toda região sul e sudeste. Também nessas regiões, o encontro desta massa com as áreas de relevos mais elevados da Serra do Mar provoca as chuvas orográficas ou de relevo durante todo ano.
Massa polar Atlântica (MPA) – Por ser formada no oceano no litoral sul da Argentina, apresenta características fria e úmida. Ao penetrar no Brasil, pode tomar três direções distintas, provocando os seguintes fenômenos: Frentes frias – quando ela sobe pelo litoral e encontra a mata (já explicado anteriormente); “Friagem” – quando, penetrando pelas planícies da área central do país, a massa chega ao oeste da Amazônia, causando queda brusca de temperatura. E, finalmente, quando sobe pelos vales e serras do Sul do Brasil, ela provoca a formação de geada, precipitação de neve ou fortes ventos, como o Minuano e o Pampeiro.
3.1.2 Clima Mundial 
Afinal, a ação do homem está ou não provocando mudanças climáticas? Veja a descrição das Camadas da Atmosfera: Troposfera, da Estratosfera, Mesosfera, Termosfera, e Exosfera, e como tudo isto se relaciona em relação ao clima no planeta Terra.
 Exosfera: Dentre as camadas da Atmosfera é na Exosfera que está o limite que antecede o espaço sideral. Vai do final da termosfera até 800 km do solo. Nesta camada, as partículas se desprendem da gravidade do planeta Terra. As temperaturas podem atingir 1.000°C. É formada basicamente por metade de gás hélio e metade de hidrogênio. a exosfera ocorre o fenômeno da aurora boreal e também lá permanecem os satélites de transmissão de informações e os telescópios espaciais. As temperaturas nesta camada podem variar de 40°C até –60°C. Quanto maior a altitude menor a temperatura. 
 Termosfera: A Camada da Atmosfera conhecida por Termosfera tem início no final da mesosfera e vai até 500 km do solo. É a camada atmosférica mais extensa. É uma camada que atinge altas temperaturas, pois nela há oxigênio atômico, gás que absorve a energia solar em grande quantidade. As temperaturas na termosfera podem atingir os 1.000°C. 
 Mesosfera: Esta camada tem início no final da estratosfera e vai até 80 km acima do solo. A temperatura na mesosfera varia entre –10°C até –100°C. A temperatura é extremamente fria, pois não há gases ou nuvens capazes de absorver a energia solar. 
 Estratosfera: Esta camada ocupa uma faixa que vai do fim da troposfera (12 km de altura) até 50 km acima do solo. As temperaturas variam de –5°C a –70°C. Na estratosfera localiza-se a camada de ozônio, que funciona como uma espécie de filtro natural do planeta Terra, protegendo-a dos raios ultravioletas do Sol. Aviões supersônicos e balões de medição climática podem atingir esta camada. 
 Troposfera: É a camada da atmosfera em que vivemos e respiramos. Ela vai do nível do mar até 12 km de altura. É nesta camada que ocorrem os fenômenos climáticos (chuvas, formação de nuvens, relâmpagos). É também na troposfera que ocorre a poluição do ar. Os aviões de transporte de cargas e passageiros voam nesta camada.
 Agora, veja os Fatores climáticos
Determinam a característica climática de cada região e sua observação é que leva pesquisadores a classificar os mais diversos tipos de clima existentes no planeta. Para poder entender um determinado tipo de clima é preciso interpretar os seguintes fatores climáticos:
Latitude;
Altitude;
Disposição do relevo;
Continentalidade;
Maritimidade;
Correntes marítimas;
Vegetação.
Elementos da atmosfera
Os elementos atmosféricos representam a dinâmica que ocorre na atmosfera terrestre e são representados pela pressão, temperatura, chuvas, ventos e umidade.
Fenômeno El Niño
El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico, caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical, e que pode afetar o clima regional e global, mudando os padrões de vento a nível mundial, e afetando, assim, os regimes de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias.
Fenômeno La Niña
La Niña representa um fenômeno oceânico-atmosférico com características opostas ao EL Niño, e que se caracteriza por um esfriamento anormal nas águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical. Alguns dos impactos do La Niña tendem a ser opostos aos do El Niño, mas nem sempre uma região afetada pelo El Niño apresenta impactos significativos no tempo e clima devido à La Niña.
3.2 Circulação Geral da Atmosfera
Circulação atmosférica: Você sabia que o ar pesa? Que ele se movimenta? Então, veja neste post como tudo isso acontece e onde há essas ocorrências. Comece pela Pressão Atmosférica:
Iniciamos com a “pressão” exercida pelo ar, ou seja, a pressão atmosférica. Essa pressão vai variar conforme alguns pontos bem específicos, como temperatura e altitude do local.
Você estando ao nível do mar, a pressão atmosférica fica em torno de 13 kg, ou seja, é praticamente um botijão de gás cheio sobre seu corpo,mas na verdade, você nem sente, porque ele atua em todo o seu corpo. Conforme você vai subindo, o ar passa a ser rarefeito, ou seja, se apresenta em menor quantidade, “pesando” menos.
A temperatura baixa faz com que o ar fique mais “pesado”, mais denso e a temperatura alta, faz com que o ar fique mais leve. Isso porque quando as moléculas dos gases estão mais quentes, terão mais energia, o que fará com que vibrem mais e se distanciem, assim o ar fica menos denso.
Já com temperaturas mais baixas, as moléculas perdem energia, vibrando menos e ficando mais próximas, aumentando a densidade. Essas diferenças de temperatura entre diferentes massas de ar podem gerar movimentos através das correntes de convecção – o ar mais frio, mais denso e mais “pesado” desce; o ar mais quente, menos denso e menos “pesado” sobe.
3.2.1 Os Ventos
Você já deve ter ouvido falar que o vento é o ar em movimento, porém, este conceito é incompleto. Como o ar se movimenta? Na verdade, ele sai de um centro de alta pressão para um centro de baixa pressão, fazendo com que o ar se desloque, originando os ventos.
 
Veja os tipos de ventos:
Constantes – são ventos que ocorrem na área intertropical, formando dois tipos, conforme sua origem.
Ventos Alísios: saem dos trópicos em direção à linha do Equador, como são úmidos, causam muitas chuvas.
Periódicos – eles podem ocorrer em períodos mais longos, como as monções ou períodos bem curtos, como as brisas, que são diárias.
Ventos Contra-Alísios: saem da linha do Equador em direção aos trópicos. São ventos mais secos e ocorrem em maiores altitudes
.
 As Monções são os ventos que costumam ocorrer na Ásia principalmente, mas tem atuações em outros locais no mundo em menores proporções. As monções de verão são ventos quentes e úmidos que saem do oceano em direção ao continente e as monções de inverno, são ventos frios e secos saindo do continente em direção ao oceano.
 
 Brisas: ocorrem no litoral, diferenciando entre brisa marinha, que vem do mar para o continente durante o dia e a brisa terrestre, que sai do continente em direção ao mar a noite.
 
Ventos Locais: Os ventos Locais são específicos de determinadas regiões do planeta, no Brasil temos o vento Minuano, que ocorre no Rio Grande do Sul, mas temos outros ventos locais como o Bora, Nortada, Levante, Fohen, Sirocco, Harmattan, Mistral, Pampeiro, Norther e Ghibli.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Quais são os principais climas do Brasil?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Cite as principais massas de ar do Brasil.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Cite as camadas atmosféricas.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Cite os fatores climáticos.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Cite os principais tipos de vento.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Fale do La Ninã e do El Ninõ
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
3.2. Ciclo da água, bacias e redes hidrográficas 
Em tempos de crise hídrica, é impossível não saber que a água não só é essencial para os seres vivos, como também para a economia do nosso país. Componente essencial das células, a água também é vital para a produção de energia elétrica no Brasil. A falta dela tem nos afetado de diferentes maneiras. Por tais motivos, entender como a água circula e se transforma no meio ambiente é crucial para compreendermos sua importância para os seres vivos e para a realização das atividades humanas. Você conhece o ciclo biogeoquímico da água?? Não? Então revise com a gente e arrase.
Você já está cansado (a) de saber que a água é essencial à vida. Não conhecemos forma de vida que não necessite de água para sobreviver. No ambiente, essa substância se transforma, muda de estado físico, entra e sai dos seres vivos. A água presente na forma líquida na superfície da terra evapora (esta evaporação pode ser influenciada pela área exposta, pelo vento e pelas temperaturas) e, na forma de vapor, chega à atmosfera. Por conta de correntes de convecção, esse vapor de água atinge as camadas mais altas da atmosfera, onde a temperatura é muito mais baixa. Isso faz com que a água se condense, tornando-se líquida novamente. As minúsculas gotinhas de água formadas se juntam umas às outras formando nuvens e posteriormente precipitam, formando a chuva, que retorna a água líquida à superfície terrestre. Esta água volta aos oceanos, lagos e rios. Outra parte penetra no solo umidificando-o. Uma outra parcela da água ainda penetra no solo e acaba se infiltrando por entre os sedimentos, acumulando-se sobre a rocha sã, formando reservatórios subterrâneos – os lençóis freáticos (fontes de água essenciais no mundo moderno). Os seres vivos absorvem e ingerem água constantemente. Após utilizarem em seu metabolismo o excesso de água é eliminado através da respiração, excreção e, principalmente, através da transpiração. A água participa de vários processos dentro dos seres vivos. Na fotossíntese, por exemplo, os átomos de hidrogênio da água são incorporados às moléculas orgânicas produzidas pelos autótrofos. Estes mesmos átomos serão adquiridos pelos consumidores ao longo da cadeia alimentar e, posteriormente, pelos decompositores. As plantas liberam água principalmente através da transpiração (também chamada de evapotranspiração). Esse processo de eliminação de água é essencial, não só para resfriar o organismo da planta, mas também para auxiliar no transporte de seiva bruta da raiz até as folhas. Já os animais eliminam água através da vaporização na respiração, eliminação de urina, suor e também juntamente com as fezes.
Formação de granizo e neve
O granizo e a neve são precipitações sólidas. Em nosso país, a neve é fenômeno raríssimo, ocorrendo apenas nas regiões serranas dos estados do sul do Brasil. A neve, ocorre por conta das baixas temperaturas, tanto as regiões mais altas da atmosfera quanto (e principalmente) próximo ao solo. Neste fenômeno, a água que evapora congela-se nas nuvens, precipitando-se na forma sólida. O granizo, um pouco mais frequente, pode ocorrer em qualquer região do nosso país, com maior frequência nas regiões mais próximas à linha do Equador. Quando a água evapora, normalmente ela se eleva pouco na atmosfera e logo se condensa, formando nuvens que darão origem à chuva. Porém, em dias muito quentes, pode ocorrer grande evaporação de água que criará massas de ar que se elevam na atmosfera formando grandes nuvens, chamada de cumulonimbus (que possuem grande altura, algumas com até 25 km da base ao topo). Dentro das cumulonimbus, há grandes correntes de convecção, que levam as partículas de água para baixo e para cima, onde as temperaturas são mais baixas. Quando atingem altas altitude, as gotinhas de água congelam.Esse processo ocorre várias vezes e, com isso, as pedrinhas de gelo vão agregando umidade e aumentando de tamanho. Quando atingem determinada massa, caem, formando as chuvas de granizo.
.
Crise mundial de abastecimento de água
O nosso planeta possui aproximadamente 70% de sua superfície coberta de água, porém, apenas 1% da água é doce. Mesmo que pareça uma porcentagem muito pequena, estamos falando de mais de 8.475.200 km3 de água em rios, lagos e lençóis freáticos. Para você ter uma ideia, apenas 1km3 de água poderia encher 1 milhão de piscinas olímpicas. Assim, parece bastante, não é mesmo? Por isso mesmo, acabamos utilizando a água de maneira extremamente leviana. O Brasil e o mundo têm enfrentado graves crises de acesso à água. A ONU estima que até 2025 dois terços da população humana encontrará dificuldades de acesso à água. O primeiro paradigma em relação ao problema de acesso à água é a poluição constante dos mananciais. Outro problema que enfrentamos é a superpopulação humana, principalmente próximo aos grandes centros. A região metropolitana de São Paulo este ano está sofrendo com a longa estiagem e com a falta de planejamento na distribuição de água. Estes problemas levaram ao desabastecimento da cidade e, consequentemente a uma grande crise energética em nosso país, visto que boa parte da energia em nosso país vem de hidrelétricas. Além disso, as mudanças climáticas têm alterado o regime de chuvas e a umidade relativa do ar. Segundo expectativas mais realistas, a crise de água ainda tem solução. O primeiro passo é expandir a coleta e tratamento de esgotos e outros efluentes, evitando assim a poluição dos mananciais. Evitar o desmatamento e degradação das matas ciliares, principalmente junto às nascentes. Planejar melhor as redes de tratamento e distribuição da água. E, talvez o mais importante: criar novos hábitos na população, valorizando esse indispensável recurso natural.
3.2.1 Hidrografia do Brasil
Está aqui, no Brasil, a maior rede hidrográfica do mundo, com 55.457 km²! Seus rios se destacam pela profundidade, largura e extensão.
Na maioria deles, suas nascentes estão em áreas de baixas altitudes. Geralmente são rios exorréicos com foz em estuário. A formação de relevo do Brasil fez com que esses rios fossem divididos em bacias hidrográficas, com características peculiares. 
Veja as Principais Bacias Hidrográficas
Bacias Hidrográficas são aquelas que apresentam um rio principal e seus afluentes. Com isso, temos as seguintes Bacias no país:
Bacia Amazônica: é a maior bacia do mundo, com o maior rio do mundo em extensão, profundidade, largura e vazão d’água. É a única bacia que tem sua nascente principal fora do país. Apesar de ser caracteristicamente de planície, muito utilizado para o transporte (considerado “a estrada” da região Norte do país), pela quantidade de água e a forte correnteza, tem grande potencial hidrelétrico. Importante fonte de água para a floresta.
Bacia do Tocantins-Araguaia: nasce na parte central do país e segue em direção ao norte. São os dois rios que se encontram, formando uma foz. Também fundamental para o transporte. Os rios da região foram bastante degradados por conta da mineração. Hoje, a Empresa Vale utiliza muito o rio para o transporte de suas produções em Carajás. É a maior bacia totalmente brasileira.
Bacia do São Francisco: nasce em Minas Gerais, na Serra da Canastra, vai em direção ao Sertão Nordestino e tem sua foz entre os estados de Alagoas e Sergipe. Leva riqueza ao sertão, tornando o solo fértil por onde passa, mas está sofrendo muito com a perda de volume de água por conta da interrupção do fluxo de alguns afluentes, abastecimento de cidades e propriedades agropecuárias. O “prolongamento” do rio São Francisco, a chamada transposição, que é a tentativa de levar água para áreas que não são banhadas naturalmente pelo rio, pode diminuir o fluxo de água até a foz, prejudicando diretamente a “vida” do rio.
Bacia do Paraguai: situada na região Centro-Oeste, principalmente nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, é caracteristicamente de planície, muito utilizada para o transporte. Há poucos investimentos nesse setor pela baixa diversidade de produção na região, afirma o governo. Os rios dominam a vida na área do Pantanal, pois no período de chuvas, os rios tendem a aumentar consideravelmente o nível, alagando as regiões mais baixas, forçando os pecuaristas a deslocarem os gados periodicamente. Libera suas águas para a bacia do rio Paraná.
Bacia do Paraná: caracteristicamente planáltica, tendo o maior potencial hidrelétrico instalado do país, é nela que estão furnas e Itaipu, por exemplo. Libera suas águas para a bacia do rio Uruguai.
Bacia do Uruguai: rios de planície, bastante utilizados para o transporte. É a bacia que libera as águas para o oceano Atlântico.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Represente o ciclo da água na forma de organograma.
Comente sobre a crise mundial de abastecimento da água.
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O que é bacia Hidrográfica? Cite as principais do Brasil.
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3.3. Tipos de solo, relevo e formações vegetais 
3.3.1 Tipos de Solos
O solo é a camada superficial da crosta terrestre, sendo formado basicamente por aglomerados minerais e matéria orgânica oriunda da decomposição de animais e plantas. 
 Esse elemento natural é de fundamental importância para a vida de várias espécies. O solo serve de fonte de nutrientes para as plantas, e a sua composição interfere diretamente na produção agrícola. Entre os fatores que contribuem para a caracterização do solo estão o clima, a incidência solar, a rocha que originou o solo, matéria orgânica, cobertura vegetal, etc. O solo pode ser classificado em arenoso, argiloso, humoso e calcário.
Solo arenoso: possui grande quantidade de areia. Esse tipo de solo é muito permeável, pois a água infiltra facilmente pelos espaços formados entre os grãos de areia. Normalmente ele é pobre em nutrientes.
Solo argiloso: é formado por grãos pequenos e compactos, sendo impermeável e apresentando grande quantidade de nutrientes, característica essencial para a prática da atividade agrícola.
Solo humoso: chamado em alguns lugares de terra preta, esse tipo de solo é bastante fértil, pois contém grande concentração de material orgânico em decomposição. O solo humoso é muito adequado para a realização da atividade agrícola.
Solo calcário: com pouco nutriente e grande quantidade de partículas rochosas em sua composição, o solo calcário é inadequado para o cultivo de plantas. Ele é típico de regiões desérticas.
A
4 composição do solo interfere na agricultura
Portanto, as características do solo influenciam diretamente na prática da agricultura e no desenvolvimento socioeconômico de um determinado lugar. Porém, é importante destacar que técnicas agrícolas têm adaptado alguns solos para o cultivo, através da introdução de nutrientes.
Outro aspecto que deve ser pontuado é a poluição do solo, que é causada principalmente pelo lixo despejado em lugares inadequados e pelos agrotóxicos utilizados nas plantações.
3.3.2 Relevo
“O relevo corresponde às diversas configurações da crosta terrestre (montanhas, planaltos, planícies, depressões, etc.). (…) A disciplina científica que estuda as formas de relevo, sua origem, a estrutura e os processos responsáveis por sua evolução é a Geomorfologia.Agentes do relevo Agentes internos ou endógenos que atuam no interior da crosta terrestre (tectonismo, terremotos, maremotos, vulcanismo). Agentes externos ou exógenos que atuam na superfície da crosta terrestre (chuvas, ventos, rios, mares).
Formação de relevo: Para entendermos melhor, foi feita uma classificação, diferenciando cinco formas de relevo diferentes: planície, planalto, montanhas, depressão e serra. Essas formas nos fazem entender tanto o meio natural, quanto a influência sobre as sociedades.
Planícies são as formações, em geral, mais planas, ou seja, um relevo pouco acidentado, resultando em áreas de baixas altitudes. Essas áreas são as mais propensas a receberam grande quantidade de sedimentos. Na verdade, sua formação é basicamente sedimentar.
Essas áreas são suscetíveis à alagamentos, principalmente as áreas que tem cursos d`água mais intensos. Por serem mais planas, a ocupação humana fica facilitada. Quando se apresentam mais ao interior, acaba sendo ocupada por grandes plantações e/ou criações de gado.
Geralmente são encontradas nas áreas litorâneas e fluviais. Lembrando que nem todo litoral é formado por planície e nem as áreas fluviais.
Planaltos Como o próprio nome sugere, são áreas mais ou menos planas, mas no alto, com altitudes superiores a 200 metros. Seus limites são bem marcados, geralmente pelas escarpas (formações íngremes que ligam a planície ao planalto) e por serras. Apesar de apresentar essas áreas planas, elas são mais onduladas e até acidentadas do que as planícies.
Visão de um planalto marcado pelas escarpas
Por apresentarem altitudes maiores do que as planícies, eles apresentam maior desgaste, ou seja, o processo erosivo é mais acelerado, às vezes, deixando as formas mais arredondadas. Pela sua formação, podem ser de três tipos diferentes: formação Basáltica (vulcões), Cristalino (ígneas intrusivas e metamórficas) e os Sedimentares (rochas sedimentares).
Depressões Dá para se dizer, que são a parte negativa do relevo. Como assim? Como ela sempre fica pelo menos, 200 metros abaixo do local de referência, é tido como a parte negativa.
As depressões podem ser relativas, quando ela não chega ao nível do mar ou absoluta, quando ela fica abaixo do nível do mar.
Geralmente são formadas de duas maneiras diferentes. Uma é pelo desgaste natural da região, de forma bastante lenta e a outra é pelo movimento epirogenético, quando a área “afunda” graças as forças endógenas.
Montanhas É um tipo de relevo com elevações acentuadas, apresentando grandes altitudes e declividades. Quando aparecem em conjunto, temos a formação das cadeias montanhosas ou cordilheiras.
Sua formação é variada, podendo ser através de vulcões, as de dobramentos, as de falhas e as de erosão.
As de formação dobradas são as mais recentes, datadas de Era Cenozóica do Período Terciário, ainda em formação pelos movimentos das placas tectônicas, como no caso dos Alpes (Europa), Cadeia de Atlas (África), Cordilheira do Himalaia (Ásia), Montanhas Rochosas (América do Norte) e a Cordilheira dos Andes (América do Sul).
Serras de uma forma bastante generalizadas, são formadas através do desgaste das montanhas, ou seja, são conjuntos de montanhas muito erodidas, no entanto, como uma das principais características das serras é o formato bastante arredondado do seu topo, formando quase que uma meia laranja e entre as montanhas desgastadas, temos os vales.
Geologia do Brasil – Estrutura do relevo brasileiro
A estrutura do relevo brasileiro é muito antiga e intensamente desgastada pela erosão, predominando as bacias sedimentares que correspondem a 64% do território brasileiro e 36% de escudos cristalinos, não possuindo dobramentos modernos ou recentes. Nas formações sedimentares do país podemos encontrar petróleo e carvão mineral enquanto nas áreas cristalinas aparecem os metais preciosos.
Em estruturas sedimentares do Brasil encontramos os importantes combustíveis fósseis (petróleo e carvão mineral). Nas estruturas cristalinas, os metais preciosos são encontrados em grande proporção, como na Serra dos Carajás no Pará e no Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais.
A Classificações do Relevo
Aroldo de Azevedo foi o responsável por criar a primeira classificação do relevo do Brasil, utilizando em sua classificação cotas altimétricas. 
A partir desse critério, dividiu o relevo brasileiro em 8 unidades (Planalto das Guianas, Planalto Brasileiro que é dividido em Central, Meridional e Atlântico), Planície Amazônica, Litorânea, do Pantanal e Pampeana.
Agentes Transformadores
Os agentes externos (ou exógenos) são modeladores do relevo terrestre são o intemperismo e a ação dos Ventos e das águas, que produzem tanto a erosão – modelando e aplainando as superfícies, quanto a deposição de sedimentos – resultando nas estruturas denominadas rochas sedimentares.
Intemperismo é o conjunto de processos físicos, químicos e biológicos que promovem a degradação das rochas.
As rochas, ao serem submetidas a intensas variações de temperatura, sofrem desintegração mecânica, ou seja, ocorre o intemperismo físico. Este tipo de intemperismo age de forma significativa em regiões frias e temperadas – áreas em que o congelamento da água entre as rochas atua fragmentando-as. Essa ação é comum também em regiões semiáridas e áridas (com pouca chuva), em decorrência do esforço mecânico resultante das mudanças bruscas de temperatura entre o dia e a noite.
O contato das rochas com a água, como em encostas ou fundos de rios e mares, provoca o intemperismo químico. Nesse caso, ocorre a alteração química dos componentes da rocha, que envolve uma série de reações químicas entre a água e os constituintes da atmosfera e dos minerais. Nas regiões tropicais (onde a umidade é acentuada), é significativa a alteração das rochas pelo intemperismo químico.
Ação dos ventos, das águas e do gelo: Os ventos são responsáveis pela erosão e pela deposição de sedimentos. Os desertos, por exemplo, são em grande parte formados pela erosão eólica (dos ventos).
A água atua no relevo através da erosão fluvial, os rios esculpem vales, cânions e formam planícies de inundação. Em seus altos cursos (próximo a foz), a velocidade das águas é reduzida e a atividade é de deposição de sedimentos.
Em áreas de ocorrência de erosão pluvial, isto é, de perda do material superficial do solo resultando do escoamento da água das chuvas, formam-se enxurradas que podem causar deslizamentos de terras em encostas, principalmente quando a vegetação foi retirada.
A erosão marinha atua nos litorais e nas ilhas. O mar atinge as costas litorâneas e gera uma abrasão marinha, ou deposição de sedimentos areia da praia.
A erosão glacial é promovida pela ação de geleiras (montanhas de neve). É responsável pela formação de grandes lagos, assim como pela deposição de grandes blocos rochosos que são carregados pelas geleiras a partir do derretimento.
A ação humana Graças à tecnologia, o ser humano nunca interveio tanto na natureza como nos últimos tempos. Barreiras naturais tidas como intransponíveis estão sendo modificadas, alterando o relevo e a paisagem. Há diversos túneis de vários quilômetros que estão sob grandes blocos rochosos, rios são retificados, ilhas artificiais são construídas, mudamos a impermeabilidade do solo com o asfalto, entre outros.
A ação humana, no entanto, tem resultado em aspectos negativos, acelerando, por exemplo, o processo de erosão dos solos e assoreamento de rios. Com a retirada da cobertura vegetal, o impacto da chuva no solo é muito maior, a infiltração é menor e as águas escorrem muito mais rápidas, carregando maior quantidade de sedimentos que são depositados nas margens dos rios, em suas calhas, provocando, assim, maior assoreamento, o que provoca maiores enchentes.
Os deslizamentos ou movimentos de massa são fenômenos naturais que ocorrem em áreas de encostas com determinados tipos de solo, principalmente, em virtude de grandes quantidades de chuva. Quando há ocupação dessas áreas de encostas, com a retirada da vegetação, construçõesde moradias, acúmulo de lixo, além de outras, os deslizamentos tomam maiores proporções, deslocando grande quantidade de terra.
Na maior parte das vezes essas áreas são ocupadas por população de baixa renda que não tem condições de morar em locais mais seguros.
3.3.3 Formações Vegetais
Para você compreender desde o conceito, fixe bem que as formações vegetais são identificadas a partir da da flora que se estabelece em uma região e de acordo com um tipo de clima, do relevo, e do tipo de solo em que ocorrem.
O conjunto destes fatores é que propicia a condição de vida mais favorável a uma determinada associação de vegetais, criando. assim, as Formações Vegetais. A Floresta Equatorial, por exemplo, é uma Formação Vegetal Latifoliada que ocorre no Brasil com o nome de Floresta Amazônica.
De acordo com a estratificação ou o tamanho (ou porte) predominante na paisagem, as formações vegetais podem ser: arbóreas ou florestais, arbustivas, herbáceas ou campestres e complexas (reúnem espécies de porte variado).
Principais formações vegetais do Brasil
Cerrado Presença marcante de árvores de galhos tortuosos e de pequeno porte; as raízes destes arbustos são profundas; as cascas destas árvores são duras e grossas; o cerrado é uma vegetação típica de locais com estações climáticas bem definidas (uma época bem chuvosa e outra seca) e regiões de solo de composição arenosa.
Campos caracterizam-se pela presença de uma vegetação rasteira (gramíneas) e pequenos arbustos distantes uns dos outros. Podemos encontrar esta formação vegetal em várias regiões do Brasil (sul do Mato Grosso do Sul, nordeste do Paraná, sul de Minas Gerais e norte do Maranhão), porém, é no sul do Rio Grande do Sul, região conhecida como Pampas Gaúchos, que encontramos em maior extensão.
Caatinga é uma formação vegetal que podemos encontrar na região do semiárido nordestino. Está presente também nas regiões extremo norte de Minas Gerais e sul dos estados do Maranhão e Piauí. A caatinga é típica de regiões com baixo índice de chuvas (presença de solo seco).
Pantanal Um dos ecossistemas mais ricos do Brasil, o Pantanal estende-se pelos territórios do Mato Grosso (região sul), Mato Grosso do Sul (noroeste), Paraguai (norte) e Bolívia (leste). Ao todo são aproximadamente 228 mil quilômetros quadrados. Em função de sua importância e diversidade ecológica, o Pantanal é considerado pela UNESCO como um Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera. O Pantanal é formado por uma planície e está situado na Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai. Recebe uma grande influência do rio Paraguai e seus afluentes, que alagam a região, formando extensas áreas alagadiças (pântanos) e favorecendo a existência de uma rica biodiversidade. A época de chuvas e cheias dos rios ocorre durante os meses de novembro a abril. O clima do Pantanal é úmido (alto índice pluviométrico), quente no verão e seco e frio na época do inverno.
Mata Atlântica A Mata Atlântica é uma formação vegetal que está presente em grande parte da região litorânea brasileira. Ocupa, atualmente, uma extensão de aproximadamente 100 mil quilômetros quadrados. É uma das mais importantes florestas tropicais do mundo, apresentando uma rica biodiversidade. A Mata Atlântica encontra-se, infelizmente, em processo de extinção. Isto ocorre desde a chegada dos portugueses ao Brasil (1500), quando se iniciou a extração do pau-brasil, importante árvore da Mata Atlântica. Atualmente, a especulação imobiliária, o corte ilegal de árvores e a poluição ambiental são os principais fatores responsáveis pela extinção desta mata.
Floresta Amazônica Situada na região norte da América do Sul, a floresta amazônica possui uma extensão de aproximadamente sete milhões de quilômetros quadrados, espalhada por territórios do Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. Porém, a maior parte da floresta está presente em território brasileiro (estados do Amazonas, Amapá, Rondônia, Acre, Pará e Roraima). Em função de sua biodiversidade e importância, foi apelidada de o “pulmão do mundo”.
Mata de Araucária A Mata dos Pinhais, também conhecida como Mata das Araucárias, é uma floresta subtropical e pode ser encontrada na região Sul do Brasil (estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Esta formação florestal é típica de uma região de clima subtropical.
Mata dos Cocais é uma floresta de transição, situada na região do nordeste brasileiro, entre a caatinga e o cerrado. Encontramos esta formação florestal principalmente no norte dos estados do Maranhão e Piauí.
Mangues Podemos encontrar a vegetação de mangue nas regiões litorâneas do Brasil. Nestas áreas, a água do mar avança no solo, formando regiões alagadiças. Características principais dos mangues:
– A formação vegetal do mangue (plantas e arbustos) possui raízes externas (aéreas). Como o solo do mangue é pobre em oxigênio, este é obtido pelas plantas fora do solo.
– O cheiro do mangue é bem característico, em função da presença de áreas salobras (com presença de sal).
Principais formações vegetais do Mundo
As Florestas Tropicais que são densas, heterogêneas e latifoliadas apresentam a maior biodiversidade do planeta. Veja na imagem um trecho de Floresta Tropical desmatada na região da Mata Atlântica.
Florestas temperadas aparecem em áreas de médias latitudes e caracterizam-se por apresentar as quatro estações do ano bem definidas (plantas decíduas ou caducas).
 
Savanas são formações predominantemente rasteiras, apresentando árvores (plantas tropófitas) espaçadas na paisagem.
 
Pradarias são formações de gramíneas típicas de clima temperado e estão muito associadas às atividades agropecuárias.
 
Florestas de coníferas encontradas em áreas de clima frio, presença de pinheiros com folhas aciculifoliadas e abertas na paisagem.
 
Tundras são formações de clima frio polar, que resistem no máximo três meses, como os musgos e líquens.
 Formações desérticas vivem em ambientes inóspitos com elevadíssimas temperaturas e ambientes secos, como os cactos (plantas xerófilas).
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Fale os tipos de solos e explique.
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Quais são os agentes do relevo.
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Cite a classificação do relevo brasileiro.
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Cite as formações vegetais brasileiras.
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Cite as formações vegetais do mundo.
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3.4. Fundamentos de Geologia 
A Terra foi formada há aproximadamente4,5 bilhões de anos e a temperatura da superfície do planeta era muito elevada, e só há 3,5 bilhões de anos ela passou a resfriar e a formar as primeiras formas do relevo em função da solidificação do magma.
A partir da formação da litosfera muitos milhões de anos se passaram e a atmosfera da Terra em formação começou a atuar no relevo terrestre formando as bacias sedimentares.
Nos últimos 70 milhões de anos, a intensa atividade interna da Terra fez surgir as enormes cadeias de montanhas (dobramentos modernos), que estão presentes em bordas de placas tectônicas.
As Eras geológicas – Confira no quadro a seguir as Eras Geológicas, os períodos a que se referem, e as principais etapas relacionadas. O surgimento de nossa espécie, o Homo sapiens é muito recente.
Arqueozoica A era geológica arqueozoica é caracterizada pela formação da crosta terrestre, em que surgiram os escudos cristalinos e as rochas magmáticas, nos quais encontramos as mais antigas formações de relevo. Esse período teve início a, aproximadamente, 4 bilhões de anos atrás.
Proterozoica Estima-se que essa era geológica teve início a cerca de 2,5 bilhões de anos atrás e findou-se há 550 milhões de anos. Durante esse período ocorreu intensa atividade vulcânica, fato que promoveu o deslocamento do magma do interior da Terra para a superfície, originando os grandes depósitos de minerais metálicos, como, por exemplo, ferro, manganês, ouro, etc. Na era geológica do Proterozoico ocorreu grande acúmulo de oxigênio na atmosfera. Também ficou caracterizada pelo surgimento das primeiras formas de vida unicelulares avançadas.
Paleozoica A era Paleozoica prevaleceu de 550 a 250 milhões de anos atrás. Nesse período a superfície terrestre passou por grandes transformações, entre eles estão o surgimento de conjuntos montanhosos como os Alpes Escandinavos (Europa). Essa era geológica também se caracteriza mpela ocorrência de rochas sedimentares e metamórficas, formação de grandes florestas, glaciações, surgimento dos primeiros insetos e répteis.
Mesozoica A era Mesozoica iniciou-se a cerca de 250 milhões de anos atrás, ela ficou marcada pelo intenso vulcanismo e consequente derrame de lavas em várias partes do globo. Também ficou caracterizada pelo processo de sedimentação dos fundos marinhos, que originou grande parte das jazidas petrolíferas hoje conhecidas. Outras características dessa era geológica são: divisão do grande continente da Pangeia, surgimento de grandes répteis, como, por exemplo, o dinossauro, surgimento de animais mamíferos, desenvolvimento de flores nas plantas.
Cenozoica Essa era geológica está dividida em dois períodos: Terciário (aproximadamente 60 milhões de anos atrás) e quaternário (1 milhão de anos)
 - Terciário: Caracterizado pelo intenso movimento da crosta terrestre, fato que originou os dobramentos modernos, com as mais altas cadeias montanhosas da Terra, como os Andes (América do Sul), os Alpes (Europa) e o Himalaia (Ásia). Nessa era geológica surgiram aves, várias espécies de mamíferos, além de primatas.
- Quaternário: Era geológica que teve início há cerca de 1 milhão de anos e perdura até os dias atuais. As principais ocorrências nesse período foram: grandes glaciações; atual formação dos continentes e oceanos; surgimento do homem.
A estrutura do relevo brasileiro é muito antiga e intensamente desgastada pela erosão, predominando as bacias sedimentares que correspondem a 64% do território brasileiro e 36% de escudos cristalinos, não possuindo dobramentos modernos ou recentes. Nas formações sedimentares do país podemos encontrar petróleo e carvão mineral enquanto nas áreas cristalinas aparecem os metais preciosos.
Em estruturas sedimentares do Brasil encontramos os importantes combustíveis fósseis (petróleo e carvão mineral). Nas estruturas cristalinas, os metais preciosos são encontrados em grande proporção, como na Serra dos Carajás no Pará e no Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais.
A Dinâmica da Terra
Nosso planeta possui em seu interior uma série de questionamentos pouco estudados ainda, isso intriga os cientistas, pois afinal qual a sua composição? Textura? Temperatura? Enfim, os profissionais capacitados para tal estudo e tentar desvendar esses questionamentos são os geólogos. Não se trata de uma tarefa simples, pois o interior da Terra foi muito pouco explorado até hoje.
A falta ou escassez de informações se deve as altíssimas temperaturas encontradas quando se começa alguma perfuração. Tais perfurações são prejudicadas, pois ainda não existem materiais capazes de resistir às temperaturas no interior do planeta. Essas temperaturas podem chegar a 6.000 mil graus Celsius.
Figura 1– Planeta Terra visto do espaço. Fonte da imagem: Reprodução/Hypescience.
A figura acima retrata uma imagem de satélite do nosso planeta, mas e por dentro como ela seria? Se fizéssemos um recorte? Acompanhe a figura abaixo:
O interior do nosso planeta é composto da seguinte maneira: Crosta Terrestre, Manto, Núcleo externo (líquido) e Núcleo interno (sólido).
Figura – Os pesquisadores já sabiam que a Terra era dividida em quatro camadas: crosta, manto, núcleo líquido e núcleo sólido. Agora, eles conseguiram estimar a temperatura de cada uma delas (Thinkstock/VEJA). Disponível e Crosta Terrestre É a camada externa do planeta. Onde pisamos e fazemos nossas atividades e construímos e modificamos o espaço geográfico. Ela tem uma espessura que varia de 25 a90 quilômetros aproximadamente. Formado por rochas e minerais.
Manto É a camada intermediária, com 2.900 quilômetros de rochas derretidas, com pressão e altíssimas temperaturas. O material denso e pastoso no manto é chamado de magma. Quando esse magma sobe até a superfície através da erupção de um vulcão esse magma denomina-se lava.
Núcleo externo Formado por ferro e níquel, está aproximadamente 2.250 quilômetros. É nele que encontramos o campo magnético que nos protege da radiação solar.
Núcleo interno é o centro da Terra. Composto de ferro e níquel, sua espessura é de aproximadamente 3.470 quilômetros. É incrível! Mas, é do nosso planeta que vem todos os minerais que precisamos. Vulcões são sinônimos de fertilidade e riqueza, deixam nossos solos férteis a partir do material rico em nutrientes. Temos fenômenos que moldam a terra, vulcanismos, surgimento de cadeias de montanhas, terremotos, etc. as paisagens se modificam, moldando o relevo terrestre.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Do que é composto o interior da Terra?
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Cite as eras geológicas.
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Fale das estruturas dos relevo brasileiro.
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3.5. Placas tectônicas e deriva continental 
O resumo dos acontecimentos do nosso planeta pode ser sintetizado pelo estudo das eras, períodos e o tempo geológico. Veja nesta aula o movimento dos continentes, a ‘Deriva Continental’, a Teoria das Placas Tectônicas, e por que ocorrem os terremotos mais violentos.
Os eventos que estão listados no ‘tempo geológico’ levaram milhões de anos para chegar ao estágio atual do nosso planeta Terra. Um dos eventos mais estudados é o fato de os continentes se movimentarem. Se você ainda não domina, aprenda agora a teoriada Deriva Continental. Ela mostra que os continentes já foram um só, separaram-se, e que continuam se movimentando.
 
Deriva continental
“A Dança dos Continentes” como é conhecida esta teoria, nada mais é do que o movimento dos continentes. Sabemos que os continentes que compõem a superfície terrestre começaram a se formar a milhares de anos. Eventos foram acontecendo em nosso planeta. Esses movimentos são chamados de Deriva Continental. 
Mas afinal o que é deriva? Segundo os dicionários essa palavra significa sem rumo certo, desvio de rota de navio. Enfim, ela foi utilizada para compor a expressão Deriva Continental pelo cientista Alfred Wegener. Mas afinal quem foi Alfred Wegener? – Wegener foi um meteorologista e cientista alemão, que inquieto com esses questionamentos passou a estudar a geologia de nosso planeta. Em 1915, publicou o livro “A origem dos Continentes e Oceanos”.
Essa teoria foi difícil de compreender, pois Wegener acreditava que os continentes estariam “flutuando” sobre uma massa pastosa e quente do interior do planeta. Wegener foi desacreditado e ignorado pela comunidade cientifica. Assim sua teoria foi esquecida por muitos anos.
Figura 1 – Alfred Wegener (meteorologista, cientista alemão) 1880-1930.
Evidências da Deriva Continental
Para comprovar sua teoria, Alfred Wegener se apoiou em algumas evidências que comprovava que um dia os continentes já foram unidos, portanto estão se movimentando, e afastando-se uns dos outros. As principais evidências são:
O encaixe do litoral da África No contorno do litoral da América; (Evidência Morfológica)
A existência de fósseis de animais nos dois continentes (África e América); (Evidência Paleontológica).
A ocorrência dos mesmos tipos de plantas e fósseis das mesmas, nos dois continentes; (Evidência Paleoclimática)
E a formação geológica e os tipos de rochas semelhantes também nesses dois continentes. (Evidência Litológica)
Figura 2– Representação da movimentação dos continentes: Deriva Continental. 
Essa teoria foi difícil de entender afinal, na época não tinha como analisar precisamente os dados, e os mapas também não eram tão fiéis quanto hoje. Afinal havia um questionamento que Wegener não sabia responder; que força movia esses continentes?
O que seria capaz de fazer com que os continentes flutuassem e se movimentassem a ponto de se afastarem tanto como é o caso da África e América?
Afinal, se não fosse a ousadia e curiosidade desse meteorologista, será que alguém pararia para pensar que os continentes tinham uma ligação? Suas evidências foram resultado de muita investigação e estudos.
Ao examinar essas evidências chegou à conclusão que todos os continentes já foram um só: a Pangéia.
Figura 3 – Fósseis encontrados no estudo de Wegener. Infelizmente somente após a sua morte que sua teoria foi aceita e entendida.
Que forças eram essas, capazes de movimentar os continentes?
Wegener encontrou algumas evidências que comprovaram sua teoria, mesmo assim sua teoria foi combatida e esquecida. No final da década de 1950, no entanto, a sua teoria foi finalmente aceita e estudada. Assim, com a evolução nas pesquisas, a teoria foi finalmente aceita a partir do final da década de 1950, onde ela foi modificada, passando a ser chamada de Teoria das Placas Tectônicas(são conjuntos de blocos sólidos que compõem a crosta externa terrestre), conhecida por litosfera, responsável por sustentar os oceanos e continentes.
As placas tectônicas estão em constante movimento, se afastando ou se aproximando uma das outras. Atualmente, existem 12 placas tectônicas principais no planeta Terra, além de diversas outras sub-placas de menor dimensão. Veja na imagem como é impressionante a demarcação exata das Placas Tectônicas 
Norte-americana; 
do Pacífico; 
do Caribe; 
Sul americana; 
Placa de Nazca (à esquerda da América do Sul, ao lado da Cordilheira dos Andes);
 Africana; 
Euroasiática; 
da Arábia; 
Antártica;
Placa Indoaustraliana;
Filipina;
Dos Cocos.
Wegener foi muito astuto e promissor em sua pesquisa, mas ele não conseguia responder a principal pergunta, que era como esses continentes se movimentavam? Que forças estavam por trás disso?
Hoje, sabemos que quem realiza esses movimentos são as placas tectônicas, que são feitos não só pelos continentes, mas também pelo fundo dos oceanos. Essas placas se movimentam lentamente sobre o manto, afastando-se ou aproximando-se.
A litosfera ou crosta terrestre é a parte mais externa, e fica acima do manto, parte mais viscosa que se encontra superaquecida e faz com que a crosta se desloque.
Como comprovar esses movimentos?
Esses movimentos são comprovados por técnicas e estudos e a utilização de satélites que com o auxílio de raio laser são capazes de identificar e medir o deslocamento das placas tectônicas e o movimento dos continentes. Veja na imagem um satélite orbitando a terra. Ele coleta as informações que identificam os movimentos.
Temos nomeadas hoje as seguintes placas tectônicas: Placa Norte-americana; Placa do Pacífico, Placa do Caribe, Placa Sul americana, Placa de Nazca, Placa Africana, Placa Euroasiática, Placa da Arábia, Placa Antártica e Placa Indoaustraliana. Está valendo para você está aula?
O Movimento das Placas Tectônicas
Os movimentos que as placas tectônicas realizam são quase imperceptíveis. O calor do manto movimenta as chamadas correntes de convecção. Eles são classificados em:
Movimentos convergentes: quando se encontram, chocam umas contra as outras.
Movimentos divergentes: quando se afastam.
Desses movimentos resultam fenômenos na natureza como surgimento de cadeias de montanhas, falhas e dobramentos na superfície terrestre e ainda atividades vulcânicas e os terremotos mais violentos.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Como se chamava o único continente?
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O que é a deriva continental?
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Quais as principais evidencias?
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O que são placas tectônicas?
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Como comprovar o deslocamento das placas tectônicas?
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Quais são os principais movimentos das placas?
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3.6. Fenômenos naturais: vulcões, terremotos e tsunamis 
Os fenômenos naturais são acontecimentos não artificiais, ou seja, que ocorrem sem a intervenção humana.
Na linguagem popular, entretanto, dado o sentido comum do termo "fenômeno", esta expressão refere-se, em geral, aos fenômenos naturais perigosos, também designados como "desastres naturais".
Porém, destacaremosa seguir alguns fenômenos naturais interessantes, entre os quais estão alguns pouco conhecidos.
Erupção vulcânica é um fenômeno da natureza, geralmente associado à expulsão do magma de regiões profundas da Terra na superfície do planeta. As camadas de rochas formadas por erupções magmáticas são chamadas de "derrames", pois a rocha espalha-se e solidifica-se na superfície do globo.
Esquema de erupção vulcânica
A lava resfriada gera normalmente um excelente solo para o plantio.
Em uma erupção vulcânica, a lava está muito carregada de vapor e outros gases, que escapam da superfície com explosões violentas e sobem formando nuvens turvas. Essas nuvens podem resultar em chuvas torrenciais.
Nuvem de cinzas do vulcão Puyehue vista da cidade de Osorno, Chile
Porções grandes e pequenas de lava são expelidas para o exterior e formam uma fonte ardente de gotas e fragmentos de diferentes tamanhos. O magma sobe pela “chaminé” e flui convertido em lava, sobre a borda da cratera, como uma massa pastosa, através de uma fissura no cone.
Policiais andam sobre pedras vulcânicas na cidade de Cardeal Samoré Pass, fronteira entre Chile e Argentina
Terremoto também chamado de sismo, é um fenômeno geológico caracterizado por uma forte e rápida vibração da superfície terrestre.
Um terremoto pode ter como causa o choque entre placas tectônicas subterrâneas, a erupção de um vulcão ou deslocamento de gases no interior do planeta Terra (situação mais rara). Em um terremoto, ocorrem aberturas de falhas na superfície terrestre e deslizamentos de terras. Quando ocorrem no mar, podem provocar tsunamis (ondas marítimas gigantes).
A energia liberada por um terremoto é muito grande de energia, podendo provocar estragos e muita destruição quando atingem regiões habitadas. De acordo com sua intensidade (magnitude sísmica), pode ser classificado através da Escala Richter (de 0 a 9). Quanto mais alto o grau, mais forte é o terremoto. Terremotos que atingem grau 7 ou mais, com epicentro próximo à superfície terrestre, podem provocar danos catastróficos.
O Brasil não está localizado em região favorável a ocorrências de terremotos, pois não há vulcões em atividade em nosso território e não estamos sobre placas tectônicas. Mesmo assim, ocorrem terremotos de baixa intensidade (de 1 a 3 graus na Escala Richter), provocados principalmente pela acomodação de terra no subsolo.
A área do conhecimento que analisa os terremotos é chamada de sismologia. Saiba mais sobre os terremotos ou abalos sísmicos.
Terremoto ocorrido em 2008 na cidade de Sichuan/China
Tsunamis ou tsunâmi são gigantescas ondas que possuem um grande volume de energia e que ocorrem nos oceanos. Essas ondas são causadas pela movimentação das placas tectônicas localizadas abaixo dos oceanos. As placas oceânicas mais densas deslizam sob as placas continentais que são menos densas, num processo que recebe o nome de subducção.
Estes terremotos marítimos, conhecidos também como maremotos, deslocam uma grande quantidade de água, formando uma ou mais ondas (tsunamis) que podem atingir as costas dos oceanos, provocando catástrofes.
A força de um tsunami ocorre em razão de sua amplitude e velocidade. À medida que a onda se aproxima de terra, sua altura aumenta e a velocidade diminui.
Os tsunamis podem atingir ondas de até trinta metros de altura, com forte poder de destruição. Essas grandes ondas são o resultado da ação da gravidade sobre a movimentação da massa de água.
Outros fatores que podem desencadear um tsunami são os deslizamentos de terra subaquáticos. Assim como as erupções vulcânicas, eles ocorrem no momento em que os grandes volumes de sedimentos e rochas se deslocam e se redistribuem no fundo do mar, aumentando o volume de água.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Explique como acontece as erupções.
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Explique como acontece os terremotos.
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Explique como acontece os tsunamis
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3.7. Interação sociedade-natureza 
As relações entre sociedade e natureza refletem e produzem as transformações ocorridas no contexto do espaço geográfico.
Desde a constituição das primeiras sociedades e o surgimento das primeiras civilizações, observa-se a existência de uma intensa e nem sempre equilibrada relação entre sociedade e natureza. Essa relação diz respeito às formas pelas quais as ações humanas transformam o meio natural e utilizam-se deste para o seu desenvolvimento. Além do mais, diz respeito também à forma pela qual as composições naturais – seres vivos, relevo, clima e recursos naturais – interferem nas dinâmicas sociais.
Por esse motivo, é importante entender a complexidade com que se estabelece a interação entre natureza e ação humana, pois, mesmo com a evolução dos diferentes instrumentos tecnológicos e das formas de construção da sociedade, a utilização e transformação dos elementos naturais continuam sendo de fundamental relevância.
Originalmente, os primeiros agrupamentos humanos, que eram nômades, utilizavam-se da natureza como habitat e também para a extração de alimentos. Com o passar do tempo, a constituição da agricultura no período neolítico possibilitou a instalação fixa das primeiras sociedades e, por extensão, o desenvolvimento de diferentes civilizações. Isso foi possível graças à evolução ocorrida nas técnicas e nos instrumentos técnicos, que permitiram o cultivo e a administração dos elementos naturais.
Com o tempo, as sociedades tornaram-se cada vez mais desenvolvidas e, consequentemente, produziram transformações cada vez mais avançadas em seus sistemas de técnicas, gerando um maior poder de construção e transformação do espaço geográfico e os consequentes impactos sobre a natureza. Portanto, a influência da ação humana sobre a dinâmica natural tornou-se gradativamente mais complexa.
Essa influência acontece de muitas formas e perspectivas, como é o caso das consequências geradas pelo desmatamento, retirada dos recursos do solo, alteração das formas de relevo para o cultivo (como as técnicas de terraceamento desenvolvidas pelos astecas), etc. Após o século XVIII, com o desenvolvimento da Revolução Industrial, podemos dizer que os impactos da sociedade sobre o meio natural intensificaram-se de maneira jamais vista, propiciando uma união de fatores que levou ao aceleramento da geração de impactos ambientais.
Mas é preciso considerar que a natureza também gera impactos sobre a sociedade. Essa perspectiva é de necessária compreensão para que não se considere o espaço natural como um meio estático, passivo, sem ação. Um exemplo mais evidente disso envolve os desastres naturais, como a passagem de um forte ciclone sobre uma cidade ou a ocorrência de um intenso terremoto. Essas são apenas algumas das muitas formas com que a natureza pode gerar mudanças no espaço geográfico e na constituição das ações humanas.
Em muitas abordagens, considera-se que há uma interação muitas vezes caótica e até reativa entre a natureza e a sociedade. Nesse ponto de vista, entende-se que os impactos gerados sobre a natureza reverberam, cedo ou tarde, em impactos gerados da natureza sobre a sociedade. Um exemplo seria o Aquecimento Global, fruto da poluição e da degradação ambiental (embora, no meio científico, essateoria não seja um consenso).
Portanto, é preciso considerar que, independente da forma com que se estabelece essa complexa relação entre natureza e sociedade, é preciso entender que os seres humanos precisam conservar o espaço natural, sobretudo no sentido de garantir a existência dos recursos e dos meios inerentes a eles para as sociedades futuras. A evolução das técnicas, nesse ínterim, precisa acontecer no sentido de garantir essa dinâmica.
Comparti
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
O que essa relação homem natureza diz respeito?
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Quais são as consequências geradas?
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Como essa interação é considerada?
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3.8. Problemas ambientais e urbanos 
Poluição do ar na China causado pelas indústrias.
Quando falamos sobre problemas ambientais no espaço urbano, é preciso considerar alguns fatores que vão contribuir significativamente para que o meio ambiente seja impactado de forma negativa. Dentre esses fatores, podemos destacar que o grande crescimento demográfico das cidades, aliado a uma falta de ordenamento territorial e planejamento estrutural capazes de absorver esse contingente populacional são os principais causadores de problemas ambientais nas áreas urbanas.
O processo de industrialização, a partir da revolução industrial do século XVIII, transformou completamente o padrão produtivo e o panorama de organização das sociedades e, consequentemente, a condição socioambiental dos aglomerados urbanos, principalmente com a mudança de população do campo para as cidades. A partir dessa nova realidade, as cidades, principalmente as de países subdesenvolvidos, que tiveram sua industrialização tardia, muito acelerada e em um curto espaço de tempo, não foram capazes de se organizar a ponto de criar infraestrutura suficiente para absorver esse crescimento populacional.
Os problemas ambientais urbanos são cada vez mais visíveis na paisagem urbana, principalmente pelas constantes transformações que o homem faz na natureza, fazendo com que a capacidade de resiliência ambiental (capacidade de um sistema restabelecer seu equilíbrio após este ter sido rompido por um distúrbio, ou seja, sua capacidade de recuperação) seja cada vez menor. Dentre os muitos impactos ambientais nas áreas urbanas podemos destacar as enchentes, lixos urbanos, poluição do ar, poluição sonora e despejo de esgoto sanitário nos rios, problemas estes que afetam diretamente os recursos naturais e a qualidade de vida das pessoas que residem nas cidades.
Principais problemas urbanos
Enchentes – As enchentes são um problema cada vez mais comum nas grandes cidades brasileiras. Isso ocorre principalmente por causa da impermeabilização do solo urbano, que é coberto na maior parte por asfalto e cimento. Com isso, a água não consegue penetrar e se acumula sobre o solo. Outro fator que colabora com as enchentes é a alteração de cursos d’água, como o aterramento para construção civil ou mudanças do curso de rios, o aterramento de áreas pantanosas, locais para onde a água escorria – sem essa possibilidade ela se acumula sobre o solo -, ou mesmo a ocupação irregular na beira de rios. Também podemos citar o entupimento dos bueiros como fatores que colaboram para as enchentes, sem falar também nas mudanças climáticas, esse um fator mais recente, que altera os ciclos das chuvas, fazendo com que verdadeiras tempestades proporcionem enchentes de grandes proporções e graves consequências.
Lixos urbanos – O aumento populacional causa uma maior produção de lixo, especialmente no atual modelo de produção e consumo. Com isso, os lixos urbanos se tornam outro grande problema para o meio ambiente em áreas urbanas, porque a falta de um tratamento adequado para os resíduos sólidos domésticos, principalmente os despejados em lixões ou em cursos d’água, queimados ou depositados em terrenos baldios vão causar impactos ambientais severos nos solos, águas e mesmo no ar. Esses lixos urbanos vão produzir gases e substâncias tóxicas que, ao entrarem em contato com o meio em que são depositados, vão ser causadores de doenças graves e contaminação do ambiente. Também é preciso destacar que, em relação aos lixões, os mais afetados são as camadas mais pobres da sociedade, justamente a camada que dispõe de menores recursos na questão de atendimento hospitalar. Esse problema de atingir as camadas sociais mais pobres ocorre porque é na periferia que se encontram os lixões das cidades.
Despejo de esgotos nos rios e canais – O crescimento desordenado e a falta de infraestrutura urbana das cidades fizeram com que ocorresse uma ausência de planejamento em relação ao saneamento básico. Esse fato ocasiona um despejo sistemático de esgoto sanitário doméstico e industrial em rios e canais em grande escala, fazendo com que ocorra um grande impacto em ecossistemas aquáticos, aumento da contaminação da água, proliferação de doenças e menor disponibilidade de água doce para consumo humano.
Poluição sonora – A grande quantidade de automóveis nos centros urbanos vai colaborar significativamente para a produção da chamada poluição sonora. Além dos automóveis, também podemos destacar as obras de construção civil, fábricas, entre outros fatores que vão ser responsáveis pros distúrbios mentais, aumento significativo do stress e até problemas auditivos.
Emissão de gases: Em relação aos gases poluentes despejados na atmosfera, vamos perceber que o grande volume de automóveis e indústrias é o principal causador desse grave problema urbano, que, entre outros fatores, pode gerar o efeito estufa, devido à grande quantidade de gás carbônico, chuvas ácidas e as ilhas de calor. As chuvas ácidas ocorrem quando existe na atmosfera um número muito grande de enxofre (SO2) e óxidos de nitrogênio (NO, NO2, N2O5), que, quando em contato com o hidrogênio em forma de vapor, formam ácidos como o ácido nítrico (HNO3) ou o ácido sulfúrico (H2SO4). O grande problema para o meio ambiente é a alteração do PH das águas, podendo trazer mortandade de seres aquáticos e a acidificação do solo, tornando-o improdutivo ou acelerando a erosão. Já as ilhas de calor são uma anomalia do clima que ocorre quando a temperatura em determinadas regiões dos centros urbanos fica muito maior do que a temperatura nas regiões periféricas, devido à junção de diversos fatores, como a poluição atmosférica (principalmente), alta densidade demográfica, pavimentação e diminuição da área verde, construção de prédios barrando a passagem do vento e grande quantidade de veículos, entre outros.
3.8.1 problemas ambientais
Nosso planeta é afetado por vários problemas e questões ambientais, muitos deles provocados pela própria ação do homem. Estes problemas afetam diretamente o meio ambiente (fauna, flora, solo, águas, ar, etc). Os principais problemas ambientais:
Poluição do ar por gases poluentes, gerados principalmente pela queima de combustíveis fósseis (carvão mineral, gasolina e diesel) e indústrias.
Poluição do ar
Poluição de rios, lagos, mares e oceanos provocados por despejos de esgotos e lixo, acidentes ambientais (vazamento de petróleo), etc.
Vazamento de petróleo – poluição nos mares e oceanos
Poluição do solo provocada por contaminação (agrotóxicos, fertilizantes e produtos químicos) e descarte incorreto de lixo;
Poluição do solo através do descarte irregular de lixo
Queimadas em matas e florestas como forma de ampliar áreas para pasto ou agricultura;
Queimadas irregulares em regiões de matas e florestas - danos ao meio ambiente
Desmatamento com o corte ilegal de árvores para comercialização de madeira;
Desmatamento e corte ilegal de árvores
Esgotamento do solo (perda da fertilidade para aagricultura), provocado por seu uso incorreto;
O uso incorreto do solo causa o esgotamento e impede novas práticas na agricultura
Diminuição e extinção de espécies animais, provocados pela caça predatória e destruição de ecossistemas;
A prática ilegal da caça causa a extinção de espécies animais e a destruição de ecossistemas
Falta de água para o consumo humano, causado pelo uso irracional (desperdício), contaminação e poluição dos recursos hídricos;
Desperdício de água
Acidentes nucleares que causam contaminação do solo por centenas de anos. Podemos citar como exemplos os acidentes nucleares de Chernobyl (1986) e na Usina Nuclear de Fukushima no Japão (2011);
 
Usina Nuclear de Fukushima no Japão
Aquecimento global, causado pela grande quantidade de emissão de gases do efeito estufa;
Crise climática – termômetro de rua marcando 47°C na região da Central do Brasil, no Rio de Janeiro
Diminuição da camada de ozônio, provocada pela emissão de determinados gases (CFC, por exemplo) no meio ambiente.
Buraco na camada de ozônio (área azul forte) (Foto: NASA)
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Quais são os principais problemas urbanos?
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Quais são os principais problemas ambientais?
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Qual desses problemas você acha mais grave? explique
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3.9. Diversidade ambiental e as transformações nas paisagens na Europa, na Ásia e na Oceania
A diversidade ambiental refere-se à variedade de vida no planeta terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, hábitats e ecossistemas formados pelos organismos. Diversidade biológica ou biodiversidade brasileira: O Brasil é considerado o país de maior diversidade biológica do planeta. Segundo o Ibama, órgão responsável pelas listas oficiais de espécies da fauna e da flora brasileiras ameaçadas de extinção, 219 espécies animais (109 aves, 67 mamíferos, 29 insetos, 09 répteis, 01 anfíbio, 01 artrópode, 01 coral, 01 
peixe e 01 crustáceo) e 106 espécies vegetais correm o risco de desaparecer. Entre elas, algumas estão praticamente extintas, como a ararinha-azul. Os fatores que ameaçam a biodiversidade são a caça predatória e ilegal, a derrubada de florestas, as queimadas, a destruição dos ecossistemas para loteamento e a poluição de rios. Outro problema grave que ameaça a fauna e a flora brasileira é a chamada biopirataria, a saída ilegal de material genético ou subprodutos de plantas e animais para pesquisas sobre novos medicamentos e cosméticos no exterior sem o pagamento de patentes. O Brasil, em decorrência de suas características geográficas, diversidade de recursos naturais e níveis distintos de industrialização, convive com problemas ambientais bem diversos. Além da poluição, causada por dejetos domésticos, industriais e por agrotóxicos, e do problema do lixo, há a degradação de riquezas naturais. Nas grandes cidades as condições ambientais são nocivas, o desmatamento, a desertificação e a extinção de espécies biológicas (fauna e flora) ameaçam a biodiversidade e põem em risco a sustentabilidade dos ecossistemas e, por consequência, da própria qualidade de vida. 
Transformações na paisagem da Europa
Localizada entre o Círculo Polar Ártico e o Trópico de Câncer, primeiramente podemos perceber ao visualizar o mapa da Europa que o continente Europa e Ásia formam um território contínuo, a Eurásia, e o que separa geograficamente os dois continentes é um limite natural, os Montes Urais. Trata-se de uma cordilheira que se estende no sentido norte-sul passando pela Rússia.
Figura 1– Mapa dos Montes Urais- Limite natural entre a Europa e a Ásia. A Europa é um continente bastante irregular do ponto de vista geográfico. Seu contorno é todo recortado, com diversas baías, golfos, penínsulas, enseadas, istmos, que marcam seu litoral. Destacam- se também numerosas ilhas, como a Grã-Bretanha e a Islândia.
A Delimitação do continente Europeu
Ao Leste da Europa se limita com a Ásia, e é separada pelos Montes Urais. A Oeste, suas terras fazem limite com o Oceano Atlântico, ao sul os limites são com os Mares: Negro, Egeu, Mediterrâneo, Jônico, e as montanhas do Cáucaso.
E, ao norte é delimitado pelo Oceano Glacial Ártico.
O Clima na Europa
Os principais tipos de clima predominantes na Europa são: semiárido, temperado, mediterrâneo, frio e polar. E os fatores que influenciam no clima são:
Relevo– esse fator irá determinar alguns tipos de clima na Europa, como por exemplo, onde há planícies, maior parte dos terrenos da Europa, as frentes frias vindas do Ártico predominam, originando um clima mais frio. Já no Sul com a presença dos Alpes, Cárpatos, Bálcãs e Cáucaso não deixam que as massas de ar quente da África entrem no continente, dando origem ao clima mediterrâneo, fazendo com que em algumas regiões da Europa seja quente e seco.
Correntes Marítimas– a principal corrente que influencia na Europa, é a do Atlântico Norte. Ela situa-se na parte ocidental e traz a corrente quente do golfo do México, fazendo com que os invernos sejam menos rigorosos.
Maritimidade– com a característica de um litoral bem recortado, o continente sofre a influência da Maritimidade, isto é, as amplitudes térmicas diárias são maiores no litoral do que no interior. Fazendo com que o os verões sejam mais amenos e os invernos menos rigorosos.
Figura 3- Clima em Moscou (frio e neve). E clima temperado na Holanda:
A Vegetação Europeia: A vegetação e o clima são interdependentes, portanto, em climas com temperaturas baixas teremos vegetação do tipo: tundra; alta montanha, deserto gelado e Floresta de Coníferas. Nos locais mais amenos, predominam as florestas temperada caducifólia, estepe e pradaria e vegetação mediterrânea.
Transformações na paisagem da Ásia
A Ásia está localizada a leste do meridiano de Greenwich, ou seja, no Hemisfério Oriental. De todos os continentes existentes, a Ásia é o maior, sua área é de 44 milhões de quilômetros quadrados.
Os limites de fronteira que existem no continente asiático são: ao norte, Oceano Glacial Ártico; ao sul, Oceano Índico; a leste, Oceano Pacífico; a oeste, Mar Vermelho, que o separa do continente africano, o Mar Mediterrâneo e os Montes Urais que o separa da Europa.
Além de ser o maior continente do mundo, abriga seis dos dez países mais populosos do planeta
Além da porção continental, que fica na Eurásia, o continente asiático possui uma porção insular com uma quantidade considerável de ilhas. O arquipélago japonês talvez seja o mais famoso conjunto de ilhas asiáticas, bem como a ilha de Taiwan (uma república rebelde que por vezes luta por sua independência em relação ao governo da China comunista e por vezes se reivindica como o legítimo governo sobre toda a China) e as ilhas dos territórios da Indonésia e Timor, Malásia e outras ilhas menores.
Por vezes a Ásia é chamada de continente-maciço, devido ao predomínio de regiões elevadas de montanhas e planaltos por toda a sua extensão, com presenças de planícies basicamente nas regiões costeiras do continente.
Cordilheira do Himalaia.Foto tirada pela NASA à partir da Estação Espacial Internacional (2004).
Um grande destaque no relevo asiático é a cordilheira do Himalaia, possuindo o pico mais elevado do mundo (Monte Everest) e ainda a cordilheira Caracórum que por vezes é considerada como extensão da cordilheira do Himalaia e possui o segundo pico mais elevado do mundo (o monte K2). Essas cordilheiras somadas perpassam a região do Paquistão, China, Índia, Nepal e Butão, sendo formações mais recentes do ponto de vista geológico e fruto do choque do continente ou subcontinente indiano com a Ásia, juntando ambos em um único continente, graças ao deslocamento das placas tectônicas. Por serem placas ainda em movimento, há forte atividade sísmica na região (como terremotos).
Por sua considerável extensão, a Ásia apresenta uma grande variedade climática. Do clima equatorial na parte mais ao sul, até a parte mais ao norte onde há o clima siberiano e subártico extremo onde possui as cidades mais frias do mundo na parte asiática do território russo: Verkhoiansk, Oymyakon e Yakutsk.
Talvez o fenômeno climático mais conhecido seja o das monções que atingem o sul e sudeste asiáticos, proporcionando verões extremamente chuvosos e invernos extremamente secos.
Transformações na paisagem da Oceania
Os aspectos físicos da Oceania apresentam grande variedade apenas na Austrália, em virtude do tamanho do território e pela presença de diversos tipos de paisagem, predominantemente de áreas com maior aridez. Os demais países insulares não apresentam grande variação de paisagens naturais, com exceção da Nova Zelândia e suas áreas montanhosas com neve e suas planícies litorâneas.
 
Austrália vista do espaço – presença de uma grande região árida
 
Aspectos Físicos da Austrália
A Austrália é um enorme país e ocupa praticamente 90% da extensão territorial da Oceania. Nesse sentido, a maior variação dos aspectos físicos do continente ocorre neste país, cujas características podem ser observadas na imagem vista do espaço do território australiano.
 
Clima e Vegetação 
Em relação ao clima, aspecto físico fundamental e que influencia nas variáveis vegetais e animais, a Austrália apresenta uma grande diversidade de ambientes climáticos, embora predomine o clima desértico na região central do país.
 
O clima da Austrália apresenta diversos tipos, de acordo com sua localização: Equatorial, Tropical, Subtropical, Desértico, Semiárido e Temperado. Ao norte do país, temos uma pequena área de clima equatorial, seguido de uma faixa maior de clima tropical.
 
Mapa climático da Austrália
 
Tanto ao norte como ao sul predomina o clima subtropical, com presença de áreas semiáridas, e clima temperado ao sudoeste do país e na ilha de Tasmânia. Na região central da Austrália, está presente o clima desértico, ocupando uma extensão considerável do território.
 
Vegetação de região semiárida – Austrália
 
Deserto da porção oeste da Austrália, sem presença de vegetação
 
A vegetação predominante da Austrália está diretamente relacionada com os tipos climáticos: desértico e semiárido. Assim, grande parte do território australiano apresenta um aspecto de pouca vegetação e de exemplares adaptados à pouca necessidade de água, conforme pode ser observado na fotografia.
 
Todavia, não é um padrão, e no território australiano há áreas onde a vegetação é abundante em virtude de outro padrão climático, como em Queensland, cuja vegetação é de floresta tropical.
 
Floresta tropical, em Queensland – a influência do clima sobre a vegetação
 
Relevo
A melhor forma de se estudar o relevo é por meio de mapas ou imagens que demonstrem dados hipsométricos. Por meio deles, é possível verificar as partes mais altas e baixas, além dos valores da altitude. 
Hipsometria da Austrália
 
Na Austrália, predominam os relevos de planície na faixa litorânea, com exceção da região sudeste, que é marcada por uma elevação variando entre 500 e 2000 metros de altitude. O ponto mais alto do relevo australiano é de 2.228 metros, demonstrando que houve diversos tipos de erosão ao longo dos anos na região.
O Monte Kociusco é ponto mais alto de todo o território, sendo, também, o nome do local que abriga um parque nacional de mesmo nome.
 
Trecho do Parque Nacional Kociusco – Austrália
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Explique o que é diversidade ambiental.
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Conceitue o que biodiversidade brasileira.
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Quais são os fatores que ameaçam a biodiversidade. 
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Quais são os tipos de vegetação na Europa?
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Porque a Ásia é chamada de continente-maciço?
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Quais são os tipos de vegetação da Oceania?
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Questões Múltipla Escolha
	Questão 1 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2019)/ questão 51)
Embora aí seja verão, pode haver noites frias no navio. Aqui na floresta, como é de seu conhecimento, faz calor o ano inteiro. E chove muito. Por isso, traga também a gabardine. O guarda chuva o senhor pode deixar em casa, pois os tenho aos montes. Não preciso dizer-lhe que aqui não se usam as mesmas roupas que aí. 
STIGGER, Veronica. Opisanie Świata. São Paulo: Cosac Naify, 2013. p. 10.
O clima da região na qual se encontra o narrador do texto acima é o
a) Tropical. 
b) Semiárido. 
c) Equatorial. 
d) Subtropical.
	Questão 2 (Cefet-MG/ Vestibular de concomitância externa (2018)/ questão 51)
Analise o esquema do ciclo da rocha a seguir.
Considerando-se o ciclo da rocha, está correta a associação em: 
a) A- representa as rochas magmáticas, onde a pressão da superfície gera uma compactação alterando a estrutura química do material.
 b) B- indica as rochas plutônicas, que são aquelas resultantes da solidificação do magma no interior da crosta. 
c) C- refere-se às rochas sedimentares, pois derivam dos sedimentos vulcânicos que não chegam à superfície terrestre. 
d) D- trata-se das rochas ígneas extrusivas, decorrente do resfriamento da lava ao entrar em contato com a atmosfera.
	Questão 3 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2009)/ questão 50)
refere-se à imagem abaixo. 
A sequência I, II, III e IV da variação latitudinal da vegetação corresponde, respectivamente, à 
a) floresta temperada, floresta de coníferas, tundra e floresta tropical. 
b) tundra, floresta de coníferas, floresta temperada e floresta tropical. 
c) floresta de coníferas, tundra, floresta temperada e floresta tropical. 
d) floresta tropical, floresta temperada, tundra e floresta de coníferas.
	Questão 4 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2015)/ questão 51)
Observe o modelo a seguir.
TORRES,F. T. P.; MACHADO, P. J. O. 0. Cengage Learning, 2011. p. 100 (Adaptado)
De acordo com a Circulação Geral da Atmosfera, os Ventos Alísios convergem para uma região da Terra onde predomina a
a) alta pressão na Zona Térmica Tropical. 
b) baixa pressão na Zona Térmica Temperada. 
c) alta pressão na Zona de Convergência do Atlântico Sul. 
d) baixa pressão na Zona de Convergência Intertropical.
	Questão 5 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2018)/ questão 51)
Um estudante do curso técnico em Meio Ambiente, após pesquisa, elaborou as seguintes descrições sobre três biomas brasileiros:
 I. Abriga grande diversidade de espécies de plantas adaptadas à dinâmica do clima, caracterizado por chuvas torrenciais bem distribuídas. Possui aproximadamente 88,7% da cobertura vegetal nativa preservada, porém essa área tem sido pressionada pela expansão das atividades agrícolas e minerais. 
II. Agrega planaltos, com extensas chapadas. Verificam-se significativas matas ciliares ao longo dos rios, com folhagem perene. Atualmente a cobertura vegetal desse bioma, em relação à sua área original, é de aproximadamente 61,1%. É considerado o segundo bioma brasileiro mais rico em biodiversidade.
 III. Comporta uma floresta ombrófila densa, numa área complexa formada por montanhas, vales, planaltos e planícies. O aspecto florestal deve-se ao clima úmido e quente da região. Nessa área, encontram-se cerca de 70% da população brasileira e suas águas abastecem mais de 120 milhões de pessoas. É o bioma mais ameaçado do Brasil. 
Os textos I, II e III referem-se, respectivamente, à(ao)
 a) Mata Atlântica, Amazônia e Pantanal.
 b) Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. 
c) Pampa, Mata Atlântica e Cerrado. 
d) Pantanal, Pampa e Amazônia.
	Questão 6 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2016)/ questão 51)
A partir da distribuição geográfica dos principais desertos do planeta, afirma-se que eles: 
I- Apresentam biodiversidade fitogeográfica reduzida. 
II- São influenciados diretamente pelos efeitos da longitude. 
III- Caracterizam-se por apresentarem baixas amplitudes térmicas. 
IV-Estão associados à dinâmica de circulação atmosférica. 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e III 
b) I e IV. 
c) II e III. 
d) II e IV.
	Questão 7 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2013)/ questão 53)
A questão refere-se a fotografia abaixo.
 Fonte: Disponível em Acesso em 06 out. 2012. No bioma brasileiro mostrado na imagem, predominam as seguintes características: 
a) folhas largas e solos úmidos. 
b) vegetação densa e relevo de planícies. 
c) estratos variados e grande biodiversidade. 
d) rios intermitentes e vegetação xerófita.
	Questão 8 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2012) / questão 52)
A questão refere-se às representações abaixo. 
Fonte: ROSSATO, Maíra S. (Org.). Terra: feições ilustradas. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2008. p. 137. Disponível em: Acesso em 12 set. 2011. 
As formas de relevo que podem ser identificadas corretamente no bloco diagramam são 
a) vales, falésias, planalto e planície. 
b) escarpas, inselbergs, planalto e depressão. 
c) chapadas, falésias, depressão e planície. 
d) escarpas, chapadas, planície e planalto.
	Questão 9 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2011) / questão 54)
Sobre a erosão e seus impactos ambientais em áreas rurais, afirma-se: 
I- O reflorestamento com espécies nativas é apontado como solução parcial do problema. 
II- A intensificação desse processo pode interferir negativamente no espaço urbano do município. 
III- O porte da vegetação é diretamente proporcional ao volume de erosão local. 
IV- A técnica tradicional de plantio em curvas de nível acelera a perda de camadas do solo nas encostas.
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e II. 
b) I e IV. 
c) II e III. 
d) III e IV.
	Questão 10 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2012)/ questão 49)
A questão refere-se ao mapa abaixo. 
A área em destaque abrange um tipo climático brasileiro caracterizado por 
a) chuvas bem distribuídas anualmente e inverno ameno. 
b) temperaturas amenas ao longo do ano e verões chuvosos. 
c) baixa precipitação no verão e médias térmicas anuais de 28ºC. 
d) precipitação anual superior a 2.500 mm e atuação da massa tropical continental no verão.
	Questão 11 (Cefet-MG/ Vestibular de concomitância externa (2015)/ questão 51)
A questão refere-se à distribuição dos climas e domínios vegetacionais no Brasil
As características físicas do território brasileiro são determinadas por uma série de elementos inter-relacionados. A partir da análise da imagem, é correto afirmar que a 
a) Caatinga é condicionada pelo clima tropical de altitude. 
b) Mata de Araucária é influenciada pelo clima subtropical úmido. 
c) Floresta Tropical é determinada por baixas temperaturas anuais. 
d) Floresta Amazônica está associada a regimes de baixa pluviosidade.
	Questão 12 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2006) / questão 54)
A ilha de calor, fenômeno climático típico das grandes aglomerações urbanas, resulta da elevação das temperaturas médias nas áreas urbanizadas das grandes cidades, em comparação com as zonas rurais. NÃO contribui para esse aumento de temperatura a 
a) poluição atmosférica. 
b) concentração de edifícios. 
c) impermeabilização dos solos. 
d) construção de áreas de lazer arborizadas.
4. POPULAÇÃO BRASILEIRA E MUNDIAL 
4.1. A dinâmica e a estrutura demográfica 
Você sabe como funciona a dinâmica populacional brasileira? Conhece o nosso crescimento vegetativo? Não?
De acordo com os resultados preliminares do censo de 2010, realizado pelo IBGE, a população brasileira é de 190.755.799 habitantes. Ao se comparar os resultados atuais com os do primeiro censo realizado no Brasil (em 1872), vê-se que a população brasileira cresceu quase 20 vezes.
Porém, ao se comparar a população brasileira em 2010 com a apurada pelo censo em 2000, verifica-se um crescimento de 12,3%.
Para entender melhor a dinâmica da população brasileira, vamos voltar ao passado para ver de que forma que se iniciou o crescimento da população brasileira.
Há duas causas básicas para o crescimento populacional brasileiro: a contribuição da imigração e o crescimento natural ou vegetativo da população. Vamos então tentar entender quais são os fatores que influenciam nessa dinâmica da população brasileira.
Imigração
Os europeus, africanos e asiáticos que migraram para o Brasil, além dos indígenas que aqui já viviam, são os formadores da população brasileira.
Entre os imigrantes que entraram no Brasil, devemos distinguir os que vieram de maneira forçada, como os africanos, trazidos como escravos, e os imigrantes livres ou espontâneos. Desse grupo, os que mais se destacaram quantitativamente foram os portugueses, italianos, espanhóis, alemães e japoneses.
Além desses povos, os sírios, libaneses, poloneses, holandeses, coreanos e chineses também contribuíram para a formação da população brasileira. Foi gente de todo o lado querendo conhecer o Brasil!
Entre 1887 e 1930 entraram no Brasil cerca de 3,8 milhões de imigrantes, o que contribuiu de forma significativa para o crescimento populacional do país.
Após 1930, a imigração decresce, assumindo uma importância secundária no crescimento populacional. Entre os fatores que explicam essa queda, destaca-se a Lei de Cotas da Imigração, criada pelo governo brasileiro em 1934. Essa lei restringiu a entrada de imigrantes, pois estabelecia cota anual de 2% do total de imigrantes de cada, isso fez com que diminuísse a entrada de imigrantes no Brasil.
Observa-se que em alguns locais do Brasil, principalmente na região sul do país, há uma forte presença cultural de povos que imigraram para cá. Essa vinda de imigrantes não só auxiliou no crescimento populacional como também no desenvolvimento da economia.
Crescimento Vegetativo
A diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade dá-se o nome de crescimento natural ou vegetativo da população.
A taxa de natalidade corresponde ao número denascidos vivos a cada 1.000 habitantes de um país, estado ou município, em um determinado período de tempo, geralmente 1 ano. É calculada dividindo-se o número de nascidos vivos em determinado período pelo número da população existente no mesmo período. O resultado é multiplicado por mil pra facilitar a leitura e permitir comparação internacional. Ela é representada pelo símbolo ‰ e lê-se permilagem, diferente de percentual (%).
A taxa de mortalidade corresponde ao número de óbitos por 1.000 habitantes. É calculada dividindo-se o número de óbitos em determinado período pela população total nesse mesmo período e multiplicando o resultado por mil.
Taxa de natalidade (Tn): número de nascidos vivos dividido pelo número de habitantes.
Taxa de mortalidade (Tm): número de falecimentos dividido pelo número total de habitantes.
Assim, o crescimento vegetativo é obtido pela seguinte fórmula:
CV = Tn – Tm
A taxa de crescimento vegetativo da população brasileira em 2008 foi de 10% o que significa que em cada grupo de 1.000 habitantes, a população aumentou em aproximadamente 10 pessoas.
CV= 16‰ (Tn) – 6‰ (Tm) = 10‰
Nos dias atuais, o crescimento vegetativo da população é a principal causa do crescimento quantitativo da população brasileira, ainda que esse crescimento venha diminuindo desde a segunda metade da década de 60.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
O que é a taxa de natalidade?
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O que é a taxa de mortalidade?
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Quais são as duas causas básicas para o crescimento populacional brasileiro?
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Quais povos emigraram para o brasil em grande escala?
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4.2. Setores econômicos, desemprego e subemprego 
As Atividades Econômicas estão alicerçadas na capacidade de produzir e/ou viabilizar a produção de bens e serviços, que garantam as necessidades do ser humano. Nas economias modernas há três setores principais de atividade econômica:
Setor primário: Compreende a extração e produção de materiais crus, como milho, carvão, madeira e ferro. (Um mineiro, um agricultor, um pescador seriam trabalhadores do setor primário.)
Setor secundário: Compreende a transformação de materiais crus ou em grau de processamento intermediário em bens de produção ou de consumo, por exemplo, aço em carros, ou tecidos em roupas. (Um pedreiro e uma estilista seriam trabalhadores do setor secundário.)
Setor terciário: Compreende o fornecimento de serviços para as empresas e para os consumidores, como creches, cinemas e casas lotéricas. (Um vendedor de shopping e um contador seriam trabalhadores do setor terciário.)
Com o processo de mundialização da economia, percebemos que fatores outros se juntam, para fazer da economia, uma grande engrenagem, onde cada “dente” dessa engrenagem é importante, para que ela possa cumprir seu papel importante no desenvolvimento do bem-estar social.
Existem elementos e fatores que interferem na expansão maior ou menor de uma economia. Entre os elementos citamos:
1. Recursos Minerais,
2. Fontes de energia
3. transportes.
Como fatores que contribuem citamos:
a. Taxa de câmbio
b. Produto interno bruto
c. PIB per capita
d. Produto Nacional Bruto
e. Taxa de juros
f. Dívida nacional
g. Taxa de Inflação
h. Desemprego
i. Balança comercial, etc…
A Mundialização da Economia
Na atual geografia do planeta, espaços isolados são muitos raros, devido à mundialização sem precedentes da economia e da vida dos homens, que, progressivamente, vão se transformando em cidadãos do mundo.
Hoje, os produtos agrícolas e industriais são intercambiados mundialmente e o movimento da economia vai transformando o planeta num lugar praticamente sem fronteiras e cada vez mais urbano e industrial.
Um dos protagonistas desse processo de mundialização são as empresas multinacionais, ou seja, empresas que possuem filiais fora de seu país de origem, estando, portanto, instaladas em mais de um país
Podemos notar que o processo de industrialização, embora tenha se espalhado praticamente por todo o mundo, ainda se apresenta muito concentrado em alguns países. Apenas vinte deles apresentam produção industrial acima de 60 bilhões de dólares, enquanto um grande número não chega perto de completar nem mesmo 1 bilhão. Assim podemos logo concluir que os destaques em relação ao volume de produção industrial são inegavelmente os Estados Unidos e o Japão. Logo após aparecem a Alemanha e outros países da UE, que, vista em conjunto, forma outro grande centro de produção industrial. Porém, podemos identificar fora desse eixo uma série de países que apresentam produções significativas: China, Brasil, Coréia do Sul, México, Argentina, Índia, Indonésia, Tailândia, África do Sul, Malásia, Cingapura entre outros.
Esses países, por terem apresentado um desenvolvimento industrial acelerado, principalmente a partir da década de 50, passaram a ser denominados países de Industrialização recente, e foi para eles que se deslocou grande número de empresas multinacionais.
Acontece que esses países possuem características muito diversificadas e, portanto, diversos também são os motivos de instalação das empresas multinacionais em cada um deles.
Veja-se o caso, por exemplo, dos chamados Tigres Asiáticos, que têm se destacado por uma presença significativa nos mercados internacionais. As empresas multinacionais desempenham um importante papel no processo de industrialização desses países, mas o seu objetivo básico e principal é a exportação das mercadorias ali produzidas, grande parte das vezes para o país onde está localizada a própria sede da multinacional.
Em outros países de industrialização recente, o processo é diferente, o Brasil, a Índia e a Argentina, por exemplo, também contam com uma presença expressiva de empresas multinacionais. Mas a maior parte da produção dessas empresas destina-se ao abastecimento dos mercados internos desses países, e apenas uma pequena parcela à exportação.
Brasil – Atividades econômicas
Para estudarmos as atividades econômicas de forma mais organizada, dividimos o estudo em dois momentos (Atividades Econômicas I e Atividades Econômicas II)
Nesse primeiro momento, estudaremos os Recursos Minerais e as Fontes de Energia – elementos que nos ajudarão a internalizar melhor o objeto maior do nosso conteúdo ou seja, as Atividades Econômicas.
Um dos elementos importantes no bom desenvolvimento da economia de um país é, a riqueza dos seus recursos minerais. Ter em seu território esses recursos é passo importante para fugir das importações e, portanto, garantir um melhor desempenho de suas atividades industriais.
Recursos Minerais
O Brasil é um país de grande potencial mineral, importante para garantir boa parte das atividades econômicas presentes no seu território, já que este possui grande parte de sua superfície constituída de terrenos metamórficos (Cristalinos) do período pré-cambriano. No Brasil, as áreas de escudos proterozoicos são as mais propensas à ocorrência de minerais metálicos. As áreas de exploração de destaque estão na região centro-sul e norte. Nas bacias sedimentares (64% – desde o planalto do rio Parnaíba, ao norte, até a planície da Lagoa dos Patos, ao sul; depressões, planícies e planaltos do Amazonas) é comum a ocorrência de minerais não-metálicos, como carvão, gás natural, calcário e é claro, petróleo
Maiores áreas
As áreas de maior destaque, são:
Região Norte:
Serra do Navio(AP):
Principal Minério: Manganês
Serra dos Carajás (PA):
Principais Minérios: Ferro, Bauxita, Manganês, Níquel, Prata, Galena, Ouro.
Oriximiná (PA)
Principal Minério: Bauxita
Região Nordeste
Recôncavo Baiano (BA):
Principal minério: Petróleo
Rio Grande do Norte (RN):
Principais Minérios: Petróleo e Sal
Região Centro-Oeste
Maciço do Urucum (MS):
Principais Minérios: Manganês e Ferro
Região Sudeste
Quadrilátero Ferrífero (MG):
Principais Minérios: Ferro e Ouro
Bacia de Campos (RJ):
Principal Minério: Petróleo
Região Sul
Rio Grande do Sul e Santa Catarina:
Principal Minério: Carvão
Projeto Grande Carajás (PA)
O depósito ferrífero da Serra dos Carajás contém 18 milhões toneladas do minério e é a maior reserva de minério de ferro do mundo. Também há grande depósitos minerais de manganês, zinco, níquel, cobre, ouro, prata, bauxita, cromo, estanho, tungstênio e urânio.
A Serra dos Carajás, assim como seu entorno atualmente encontram-se densamente povoados. Grandes centros urbanos se instalaram nas proximidades do acidente geográfico, fato que contribuiu para a profunda modificação paisagística ocorrida no local a partir da década de 1970. A própria serra encontra-se em contínuo processo de modificação paisagística devido aos grandes projetos minerários assentados em seu território
A Matriz Energética do Brasil
O Brasil é o 10º maior consumidor de energia do mundo e o maior da América do Sul.
Ao mesmo tempo, é um importante produtor de óleo e gás produzido na região e junto com os Estados Unidos o maior produtor mundial do combustível etanol
Dados de janeiro de 2010 mostram que a energia brasileira é produzida nas seguintes proporções:
Hidrelétrica: 75,63% (838 usinas que produzem 78.793.231 KW)
Gás: 11,27% (125 usinas que produzem 12.055.295 KW)
Biomassa: 5,82% (356 usinas que produzem 6.227.660 KW)
Petróleo: 5,36% (829 usinas que produzem 5.735.637 KW)
Nuclear: 1,88% (2 usinas que produzem 2.007.000 KW)
Carvão mineral: 1,43% (9 usinas que produzem 1.530.304 KW)
Eólica: 0,62% (37 usinas que produzem 659.284 KW)
Solar: menos de 0,01% (1 usina que produz 20 KW
A posição do País no setor energético
O Brasil possui a matriz energética mais renovável do mundo industrializado com 45,3% de sua produção proveniente de fontes como recursos hídricos, biomassa e etanol, além das energias eólica e solar. As usinas hidrelétricas são responsáveis pela geração de mais de 75% da eletricidade do País. Vale lembrar que a matriz energética mundial é composta por 13% de fontes renováveis no caso de Países industrializados, caindo para 6% entre as nações em desenvolvimento.
Segurança energética e integração regional – o Brasil encontra-se em situação quase ideal de segurança energética, com autossuficiência em petróleo, gás natural e produção de energia elétrica.
Com a descoberta do pré-sal e, a autossuficiência, o Brasil consegue se desatrelar das importações e, garantir maior comodidade com este combustível que ainda é largamente utilizado no Brasil.
O petróleo tem uma história recente no Brasil. Somente em 1938, jorrou o primeiro poço comercialmente viável no Brasil em Lobato (BA).
Em 1953, foi criada a Petrobrás, durante o governo de Getúlio Vargas, mas pela facilidade de importação de petróleo (preço baixo = menos de 10 dólares o barril), a grande empresa estatal, ficou adormecida sem grandes investimentos.
Somente com a primeira grande crise do petróleo no cenário internacional (1973) – quando instabilidade geopolítica no Oriente Médio, fizeram subir o preço do petróleo – foi que a Petrobrás, até então monopolizadora do setor (prospecção, refino e distribuição), começou a receber mais investimentos e, o Brasil começou a se preocupar com o petróleo a se buscar no próprio território.
Para “frear” o ritmo das importações de petróleo, criamos o Proálcool e o automóvel movido a álcool.
A Petrobrás passou a explorar a Plataforma Continental brasileira e rapidamente chegou a grandes profundidades e a autossuficiência.
Mérito também a Petrobrás, pela diversificação da nossa matriz energética.
Pesquisas diversas a levaram para diversas possibilidades energéticas como: Eólica, geotérmica, mamona, hidrogênio, metano, etc.
Durante o Governo de Fernando Henrique Cardoso, o monopólio do petróleo foi quebrado. Significa entender que se até então somente a Petrobrás poderia buscar, refinar, distribuir petróleo no Brasil – a partir de 1997, qualquer empresa, cumprida as exigências do protocolo a respeito, poderia fazer estas tarefas no Brasil.
Lembre-se, isto não significa dizer que a Petrobrás foi privatizada – na verdade ela continua sendo uma Empresa Mista de Capital aberto, cujo maior acionista é o Governo.
Hoje a grande produção de petróleo acontece a partir da Bacia de Campos, com outros destaques em nosso litoral, desde Santos até a Região Nordeste.
O Pré-sal se estende desde o Espirito Santo até Santa Catarina.
A política para uso do petróleo a partir do pré-sal, ainda se discute.
Produção de Energia elétrica no Brasil A capacidade geradora de energia elétrica instalada no Brasil é 92 mil MW. Esta energia corresponde a 55% da produção da América do Sul, e equivale à de países como a Itália e o Reino Unido.
Cerca de 85% da capacidade instalada no Brasil provêm de usinas hidroelétricas; os 15% restantes provêm de geração termoelétrica.
As fontes principais de geração térmica são: gás natural, carvão, nuclear e óleo.
Duas novas fontes estão sendo introduzidas nesta matriz: geração eólica (cerca de mil MW entrando em operação nos próximos dois anos) e de outras fontes ligadas a biomassa com o potencial de se tornar uma das principais fontes de geração no País, nos próximos dez anos. As usinas hidroelétricas localizam-se em várias bacias hidrográficas, distribuídas em todas as regiões brasileiras. Atualmente, a Usina Hidrelétrica de Itaipu (PR) é a maior do Brasil. Destaque também para a Usina Hidrelétrica de Tucuruí (PA). Devido às dimensões do Brasil, as bacias têm diferentes regimes de chuva e condições microclimáticas. A ocorrência do fenômeno El Ninõ, por exemplo, faz que a região Sul tenha precipitações maiores que a média, enquanto na região Sudeste a tendência é de chuvas inferiores à média. Esta diversidade climática é aproveitada para otimizar a produção de energia: o sistema gerador é operado como se fosse um portfólio, exportando energia das regiões mais “molhadas” para as mais “secas”.
Além disso, em geral, é econômico26 construir várias usinas em um mesmo rio (usinas em “cascata”).
Usina Hidrelétrica de Itaipu no Rio Paraná
Um dos grandes investimentos do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal é garantir um número maior de Usinas Hidrelétricas.
Duas grandes construções estão sendo viabilizadas no Rio Madeira e Rio Xingu, com repercussões contrárias.
Gás Natural O Gasoduto Bolívia-Brasil (GasBol). O projeto de colaboração energética entre Brasil e Bolívia existe desde a década de 1930. Ele começou a tornar-se realidade em 1992, quando a Petrobras assumiu a responsabilidade pelo gasoduto entre os dois países. O GasBol, iniciado em 1997, tem 3.100 km de extensão total, dos quais 2.600 km estão em território brasileiro.
Ele tem dois trechos principais: o Norte, que vai da Bolívia até São Paulo, com cerca de 1.800 km (inaugurado em 1999); e o Sul, que vai daí até Porto Alegre, com 800 km (inaugurado em 2001). O investimento total foi cerca de US$ 2 bilhões.
Consumo Os principais consumidores de gás natural são: (I) segmentos industriais, comercial, residencial, veicular (GNV); (ll) refinarias da Petrobras; e (lll) usinas termoelétricas.
O Futuro do Gás no Brasil
Por ser um referencial de produção de calor ideal e barato, o Brasil investe na diversificação do seu parque, através de pesquisa de novas bacias produtoras.
Os principais campos de gás estão localizados na Bacia de Campos (Rio de Janeiro), Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Bahia e Bacia de Santos (Mexilhões).
Etanol (CH3 CH2OH), também chamado álcool etílico e,na linguagem corrente, simplesmente álcool, é uma substância orgânica obtida da fermentação de açúcares, hidratação do etileno ou redução a acetaldeído, encontrado em bebidas como cerveja, vinho e aguardente, bem como na indústria de perfumaria.
No Brasil, tal substância é também muito utilizada como combustível de motores de explosão, constituindo assim um mercado em ascensão para um combustível obtido de maneira renovável e o estabelecimento de uma indústria de química de base, sustentada na utilização de biomassa de origem agrícola e renovável
O Brasil é o único país do mundo onde o consumo de um combustível alternativo, o etanol, supera o consumo de gasolina. A emissão de gases de efeito estufa que contribuem para o aquecimento global, dos quais o gás carbônico (CO²) é o principal, é 90% menor quando se queima etanol em vez de gasolina. Isso acontece porque a cana-de-açúcar, por meio da fotossíntese, absorve no seu crescimento quase a mesma quantidade de CO2 que é gerado nas etapas de produção, transporte e consumo do etanol. Graças à produção simultânea de biocombustíveis e bioeletricidade, a cana-de-açúcar já é a principal fonte de energia renovável do Brasil, à frente das hidrelétricas. Hoje, mais de 400 usinas produzem etanol, açúcar e bioeletricidade no Brasil.
A safra de cana-de-açúcar em 2009/10 atingiu cerca de 600 milhões de toneladas, o que faz do país o maior produtor de cana e o maior exportador mundial de açúcar e de etanol. Aproximadamente 9 em cada 10 carros novos vendidos no Brasil são flex. Em março de 2010, a frota flex atingiu a histórica marca de 10 milhões de veículos flex.
O etanol produzido a partir da cana-de-açúcar já é matéria-prima para a produção do chamado “plástico verde”. Nesse processo, o etanol é transformado em bio-etileno, base de produção de bioplásticos, que reduz consideravelmente a dependência de fontes fósseis. Na produção de combustíveis fósseis, cerca de 20 países, muitos deles situados em regiões politicamente instáveis, abastecem os quase 200 países e territórios do mundo. Enquanto isso, quase 100 países já cultivam a cana-de-açúcar, e têm potencial para se tornarem produtores, consumidores e exportadores de etanol renovável
O Biodiesel no Brasil
Desde 2004 o Brasil conta com o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, que regulamenta a produção e a distribuição do biodiesel brasileiro, produzido com oleaginosas. O País é o terceiro maior produtor dessa fonte energética do mundo, atrás apenas da Alemanha, Estados Unidos e França.
Em cinco anos de Programa foram dados importantes passos rumo à consolidação do biodiesel no Brasil. Inicialmente foi previsto o aumento gradual da adição do biocombustível ao diesel tradicional até 2013, quando a mistura deveria chegar a 5%. No entanto, o governo brasileiro decidiu fortalecer suas iniciativas nessa área e acaba de antecipar em três anos essa obrigatoriedade. Assim, o B5, como é chamada mistura dos diesel tradicional e do biodiesel, passou a ser obrigatório a partir de janeiro de 2010, em todo o território nacional. Essa medida deve elevar a produção de biodiesel de cerca de 176 milhões anuais para 2,4 bilhões de litros em 2010, reforçando a posição do Brasil na liderança mundial em energias renováveis em escala comercial.
Sob o aspecto social, a ampliação do uso do biodiesel vai aumentar a geração de emprego e renda, impacto no processo de inclusão social atualmente em curso no Brasil ao promover de forma crescente a agricultura familiar. Dos 2,4 bilhões de litros que serão demandados com o B5, 80% será fornecido por unidades produtoras detentoras do Selo Combustível Social. No viés econômico, haverá uma maior agregação de valor às matérias-primas oleaginosas de origem nacional.
O Brasil possui 43 usinas com a seguinte distribuição regional de capacidade:
Norte = 5%, Nordeste=19%, Centro-Oeste =33%, Sudeste =18% e Sul =25%. Isso representa capacidade instalada suficiente de 3,6 bilhões de litros/ano
Carvão O total de reservas de carvão do Brasil é de cerca de 30 bilhões de toneladas, mas os depósitos variam de acordo com a qualidade e quantidade. As reservas provadas recuperáveis são de cerca de 10 bilhões de toneladas. Em 2004 o Brasil produziu 5,4 milhões de toneladas de carvão, enquanto o consumo de carvão atingiu 21,9 milhões de toneladas. Quase toda a de saída carvão do Brasil é o carvão a vapor, dos quais cerca de 85% é ateado a fogo em centrais elétricas. As reservas de hulha sub estão localizados principalmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Usina Termoelétrica Jorge Lacerda (Capivari de Baixo – SC) grande consumidora de carvão
Energia Nuclear
O Brasil tem a 6º maior reserva de urânio do mundo. Depósitos de urânio são encontrados em oito estados diferentes do Brasil. As reservas provadas são de 162.000 toneladas. A produção acumulada no final de 2002 era inferior a 1.400 toneladas. O centro de produção de Poços de Caldas, em Minas Gerais foi fechada em 1997 e foi substituído por uma nova fábrica em Lagoa Real, na Bahia. Existe um plano para construir um outro centro de produção em Itatiaia.
Angra 1 é a primeira das usinas nucleares que deu origem à Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto. Os reatores de potência são maiores e se destinam à produção de energia para a movimentação de navios, submarinos, usinas átomo-elétricas, etc. A primeira usina átomo-elétrica brasileira está situada na Praia de Itaorna, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Foi a primeira usina do programa nuclear brasileiro que atualmente conta também com Angra 2 em operação, Angra 3 em construção e mais duas novas usinas a serem construídas na região Nordeste, conforme o planejamento da Empresa de Pesquisa Energética – EPE.
Angra 1 teve sua construção iniciada em 1972, tendo recebido licença para operação comercial da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN em dezembro de 1984. É uma usina tipo PWR (Pressurized Water Reactor) onde o núcleo é refrigerado por água leve, desmineralizada. Foi fornecida pela Westinghouse, e é operada pela Eletronuclear
Usina Nuclear de Angra dos Reis (RJ)
A questão ambiental
A participação de energias renováveis na matriz energética brasileira é de 45%, enquanto a média mundial é de apenas 14%. A participação tende a crescer, se for mantido o papel de “âncora” da hidroeletricidade, e se for consolidada a indústria de bioenergia no País. Esta situação ambiental favorável deveria garantir as condições para a expansão do parque gerador hidroelétrico sem maiores impedimentos. O quadro atual é justamente o inverso, podendo ser descrito como de impasse e de enfrentamento.
As dificuldades para licenciamento ambiental, por exemplo, levaram à virtual paralisação dos investimentos em produção de energia hidroelétrica. Em outras áreas, como o licenciamento de gasodutos, também foram observados dificuldades e atrasos. Uma das consequências perversas desta situação é que vem sendo mais fácil obter licenças ambientais para usinas termoelétricas a óleo diesel, ou que utilizam outro combustível, que para usinas hidroelétricas
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Quais os três setores principais de atividade econômica?
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Quais os elementos e fatores que interferem na expansão maior ou menor de uma economia?
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A energia brasileira é produzida em quais proporções?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Fale do depósito ferrífero da Serra dos Carajás.
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Quais são as fontes principais de geração térmica?
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4.3. Distribuição da população e migrações internas e externas 
Distribuição da população 
Prenda a fazer o cálculo da Densidade Demográfica para mandar bem nas questões de Geografia Humana. Vamos estudar como a população do Brasil cresceu ao longo dos últimos séculos, e como isto afeta a Densidade Populacional. Veja como os habitantes estão distribuídos (ou concentrados) em nosso território, com diferentes Densidades Demográficas.
Assim como o chamado crescimento natural ou vegetativo, que é a diferença entre os nascimentos ou óbitos. Nesse caso o último fator é mais relevante, pois as taxas de imigração hoje não influenciam tanto quanto o número de nascimentos. Podemos analisar essa informação através do Censo Demográfico. Mas você sabe o que é isso? E para que serve? Vamos entender melhor?
No Brasil, a cada dez anos, o IBGE –Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, realiza o Censo Demográfico a fim de contar a população, é isso mesmo! Conta-se cada brasileiro em todo o território nacional, em intervalos de 10 em 10 anos.
Os resultados da realidade socioeconômica do país, são analisados por estudiosos e analistas a fim de serem utilizados pelo governo em políticas públicas, ou seja, melhorias para a toda a população brasileira, localizadas e distribuídas nas unidades federativas.
Quem faz esse levantamento é o recenseador. Profissional que atua nas cidades, fazendo essa contagem. Esse trabalho é minucioso, e fornece ao IBGE as variáveis de Densidade Demográfica. Mas o que é isso?
Densidade Demográfica – É o índice que expressa a quantidade de indivíduos de uma população por unidade de área, ou seja, o número de habitantes por quilômetro quadrado (hab/km²). Veja no mapa a Densidade Demográfica no Brasil de acordo com o Censo 2010:
Quando mais escura a cor de cada Estado, maior a concentração de habitantes dentro da mesma área, e maior a Densidade Demográfica. No mapa, do Censo 2010 do IBGE, você observa que são Paulo tinha densidade de 76,25 a 444,07 habitantes por quilômetro quadrado.
Vamos exemplificar para você entender melhor! Existem algumas áreas do país como a região Amazônica que tem menos de um habitante por quilômetro quadrado, já outras como São Paulo com mais de cem pessoas a cada quilômetro quadrado. Entendeu a diferença?
Quantos somos? Como é a moradia do brasileiro? Qual a renda média da população? Qual o número de homens, mulheres, crianças, jovens e idosos? Como anda a nossa saúde?
Analise os gráficos abaixo e perceba como se deu o crescimento da população em cada região separadamente.
A população brasileira cresceu e um dos fatores responsáveis por tais números, foi a redução nos índices de mortalidade. Isso se deve as melhorias nas condições de saúde, nas condições sanitárias e higiênicas, expansão das redes de esgoto e água encanada, e principalmente das campanhas de vacinação.
Com isso tivemos também uma redução na taxa da mortalidade infantil, essa taxa considera os óbitos de crianças (a cada mil crianças) com menos de 1 ano de idade.
Porém esse problema social é global, não só do nosso país, mas aqui a taxa era elevada nas regiões mais pobres.
Fatores sociais e de saúde
Nas últimas décadas os números gerais de acesso a água tratada, coleta de lixo, tratamento de esgoto e outros indicadores melhoraram no país. Mas, ainda tem um longo caminho a percorrer, pois sabemos que no Brasil ainda temos pobreza, falta de assistência médica, odontológica, falta de orientação às famílias e as mulheres grávidas, saneamento básico, e isso desencadeia uma série de doenças, problemas relacionados à saúde e desnutrição.
Isso tudo acontece devido a um problema chamado Desigualdade Social. Você sabe o que significa isso?
Bom, a desigualdade social é um problema relacionado à pobreza, portanto ela é mais gritante nos países subdesenvolvidos. É entendida pela desigual distribuição de riqueza, porém sentida nos diversos segmentos, como desigualdades no dia-a-dia, desigualdade de oportunidades, de escolaridade, de gênero, de renda, enfim é um fenômeno sentido por milhares de pessoas.
De acordo com as estatísticas do Censo, esperamos que no próximo levantamento demográfico, as desigualdades socioeconômicas no Brasil fiquem cada vez menores. Para isso devemos nos preocupar com indicadores importantíssimos como a educação, a saúde, a distribuição de renda, o PIB (Produto Interno Bruto) e a expectativa de vida.
Assim caminhamos para termos melhores oportunidades, ainda que não deixemos de ser um país subdesenvolvido.
Migração interna e externa
 As migrações são caracterizadas pelo deslocamento de pessoas, num determinado espaço. Vamos entender como funciona essa dinâmica no Brasil?
A população brasileira é constituída por uma grande miscigenação de etnias e culturas. Os brasileiros são uma mistura principalmente de povos europeus e africanos que emigraram para o Brasil a partir de seus países de origem entre meados do século XIX e XX, e que aqui se tornaram Imigrantes ao chegar.
Eles se somaram à população indígena original e aos portugueses que aportaram em 1500. Da Europa vieram depois mais portugueses, italianos, espanhóis e alemães entre três e quatro séculos após o descobrimento.
Já no século XX vieram os asiáticos japoneses e do Oriente Médio os sírio-libaneses, entre outros. E, no período do entre guerras no século XX diversas pequenas ondas de países da Europa e do Oriente Médio também emigraram de seus países para o Brasil. 
Mas você sabe o que significa imigração? Consegue diferenciar de migração?
A imigração é considerada o ato de entrar em um país permanente ou temporariamente a fim de trabalhar, se estabelecer, e muitas vezes ir buscar melhores condições de vida. Foi isso que os Europeus, Orientais e Asiáticos vieram buscar. Já os africanos negros vieram forçados, na condição de escravos.
A imigração influenciou cidades e inclusive modificou as paisagens brasileiras, pois esses povos construíram casas e comércios com a arquitetura do seu país de origem. A tradição também se estabeleceu na cultura, culinária, e até mesmo na língua (preservada até hoje em algumas cidades).
A agricultura foi a base do trabalho de muitos imigrantes, com destaque para a plantação de vinícolas na região sul, por exemplo. Também há forte marca dos imigrantes na indústria metal-mecânica no Rio Grande do Sul e no Estado de Santa Catarina, e na indústria têxtil no Vale do Itajaí, em Santa Catarina.
Entendeu o fenômeno da Imigração?
Agora vamos entender o que é a Migração e suas diferenciações! Fique atento!
Migração interna ou inter-regional – É aquela onde pessoas migram dentro do próprio país, mudando de região ou cidade. Ex: uma família que mora no estado da Bahia e migra para o Rio Grande do Sul. Entre os grandes exemplos de migração interna no Brasil estão os êxodos do Nordeste para o Sudeste, com os nordestinos fugindo da seca e de condições precárias de vida, e também a grande migração de nordestinos em direção à fronteira Oeste, para trabalhar na região Norte no chamado Ciclo da Borracha. Foram os ‘Seringueiros’.
Na segunda metade do século XX o Brasil testemunhou outro grande processo de migração interna com a mudança de famílias de agricultores das regiões Oeste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e do Paraná em direção ao Centro-Oeste e depois para o Norte do País, para abrir novas frentes agrícolas.
Migrações Rural ou urbana- É caracterizada pelasaída de pessoas da área rural para a área urbana, devido à mecanização da agricultura, pela busca por empregos nas indústrias, comércio e outros setores. O contrário também acontece: da área urbana para a rural, porém é incomum.
Migração sazonal – Caracteriza-se pela mudança temporária de pessoas em função do clima, das estações do ano. As pessoas migram e depois voltam quando finda a estação, conhecida também como transumância.
Migrações Pendulares– é o deslocamento diário da população para o trabalho em cidades vizinhas e do trabalho para residência ao final do dia.
A imigração, ou seja, a vinda de estrangeiros para o Brasil foi impulsionada pela crise na Europa e os incentivos do governo brasileiro que necessitava de mão-de-obra para as lavouras. A imigração foi também uma saída para a substituição da mão-de-obra escrava, pois num determinado momento histórico essa atividade tornava-se ilegal.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Para o que serve o resultado do censo demográfico? 
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O que é densidade demográfica?
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Diferencie os tipos de migração.
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Questões Múltipla Escolha
	Questão 1 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2008)/ questão 54)
Analise os mapas dos movimentos migratórios no Brasil, no período 1940–2000.
Sobre esses movimentos, é correto afirmar que a região 
a) Centro-Oeste tornou-se o grande polo de atração populacional entre 1940 e 1970, fortalecido pela construção de Brasília. 
b) Nordeste acolheu um significativo fluxo migratório no ano de 2000, em decorrência de sua expansão econômica. 
c) Sul apresentou uma repulsão demográfica entre 1940 e 1970, devido à mecanização das lavouras. 
d) Norte recebeu migrantes nordestinos entre 1970 e 1990, fixados na Amazônia Ocidental.
	Questão 2 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2008)/ questão 51)
A questão refere-se ao mapa da indústria nuclear no mundo.
Analisando-se esse mapa, afirma-se: 
I- O Japão reduziu seu parque nuclear, favorecendo a expansão do consumo de combustíveis fósseis. 
II- A França investiu em energia nuclear para compensar a limitação de seu potencial hidráulico. 
III- Os Estados Unidos diversificaram sua matriz energética, aplicando recursos nessa fonte. 
IV- A Rússia destaca-se nesse setor industrial devido ao privilégio em possuir grandes reservas de urânio. São corretas apenas as afirmativas 
a) I, II e III. 
b) II, III e IV. 
c) I, III e IV. 
d) I, II e IV.
	Questão 3 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2013)/ questão 51)
A questão refere-se ao gráfico abaixo.
A sequência correta dos países representados corresponde a 
a) China, Brasil, Rússia e Índia. 
b) Brasil, China, Índia e Rússia. 
c) Rússia, Índia, China e Brasil. 
d) Índia, Rússia, Brasil e China.
	Questão 4 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2013)/ questão 54)
A questão refere-se à distribuição de renda das pessoas ocupadas no trabalho: Brasil 2001 a 2008.
A partir da análise da tabela é INCORRETO inferir que a (o) 
a) acúmulo de capital pela elite industrial mantêm-se superior ao do grupo ruralista. 
b) concentração de rendimentos tende a decrescer ao longo do período em todos os setores. 
c) desigualdade de renda entre os trabalhadores rurais é maior que a dos empregados industriais. 
d) evolução dos dados revela a necessidade da continuidade das políticas de reforma agrária no país.
	Questão 5 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2011) / questão 53)
A questão refere-se aos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) mostrados nos mapas seguintes.
A análise do IDH permite afirmar que 
a) o Sudeste Asiático apresentou estagnação dos dados em 2007. 
b) a África concentrou baixos valores de desenvolvimento humano. 
c) a América Anglo-Saxônica registrou índices médios nos dois anos. 
d) os países da América Andina atingiram índices elevados em 2007.
	Questão 6 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2011) / questão 49)
A questão refere-se ao seguinte mapa das migrações internas brasileiras.
Os principais fluxos migratórios representados correspondem à década de 
a) 1950. 
b) 1970. 
c) 1990. 
d) 2000.
	Questão 7 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2016) / questão 52)
Analise o gráfico a seguir:
A partir da análise dos dados do gráfico, afirma-se que: 
 I- O Brasil, apesar de possuir um baixo Índice de Desenvolvimento Humano, possui um nível de desigualdade social similar ao dos países desenvolvidos. 
II- A posição dos países emergentes no gráfico confirma a heterogeneidade socioeconômica desse grupo. 
III-O conjunto de países representados na parte superior do gráfico apresenta melhores índices sociais.
Para a definição do desenvolvimento social dos países, é necessário avaliar a relação inversa dos índices representados. Estão corretas apenas as afirmativas: 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e IV. 
d) III e IV.
	Questão 8 (Cefet-MG/ Vestibular de concomitância externa (2016) / questão 51)
Observe o mapa a seguir:
São características das regiões cartografadas, EXCETO: 
a) predomínio de baixos Índices de Desenvolvimento Humano Municipal. 
b) concentração de habitantes em áreas de vulnerabilidade social. 
c) carência de investimentos infraestruturais. 
d) limite espacial com as cidades globais.
5. A TRANSFORMAÇÃO DAS PAISAGENS NATURAIS E ANTRÓPICAS 
5.1. O processo de urbanização 
Através dos tempos o globo terrestre experimentou processos de ocupação diferenciados. No entanto, por milhares e milhares de anos a vida no campo ou em comunidades agrárias foi determinante.
A grande mudança, no entanto, ocorre a partir da Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, em 1760, no final do Século XVIII. A partir deste momento tem início uma migração acelerada para a vida urbana. A criação de fábricas movidas inicialmente pela energia das máquinas a vapor, alimentadas por fornalhas de carvão, gerou a demanda pela concentração de trabalhadores que morassem perto dos locais de trabalho.
Ao mesmo tempo foram necessários os novos eixos de circulação, meios de transporte e toda uma cadeia de serviços e de suprimentos que demandavam características demográficas diferenciadas. A humanidade deixava a vida nos feudos e comunidades agrárias e migrava para centros urbanos com funções urbanas definidas.
A transferência de um grande exército de mão de obra do campo para a cidade, para atender a latente necessidade da Industrialização, inaugura, portanto, uma nova forma de organização espacial que evolui de forma significativa até os dias de hoje.
Em todo o planeta, até o século XIX, era fato que o Campo comandava a Cidade. Com a Revolução Industrial,a Cidade passa progressivamente a comandar o Campo.
O Brasil se muda do Campo para a Cidade
A mudança ocorre mais rapidamente em nosso país no século XX. Em 1940, de acordo com as pesquisas da época, 69% dos brasileiros viviam no campo, contra 31% nas cidades. Até a década de 1950 a maioria da nossa população ainda vivia no meio rural. Somente no Censo Populacional de 1960 é que as cidades passam à liderança em relação ao campo. Em 2010, 84% dos brasileiros já viviam nas cidades.
No Brasil, para ajudar no raciocínio que levou à Urbanização, até 1930 o poder estava com as Oligarquias, exercido pelos grandes latifundiários e seus representantes. A partir de 1930, com Getúlio Vargas, tem início o processo da nova industrialização do país.
Uma relação de trabalho assalariado com registro em carteira e direitos trabalhistas, uma nova forma de utilização do espaço, construção de estradas, incentivo à produção e ao consumo são fatores, entre outros, que acabam por consagrar a Urbanização.
Vargas governou de 1930 a 1945. Em seguida o país teve como presidentes o Marechal Dutra (1946-1951); novamente Getúlio Vargas de 1951 a 1954; e Juscelino Kubitschek de 1955 a 1961, fechando o período em que as cidades emergem como a centralidade para o convívio social e as atividades socioeconômicas em todo o país. Foi durante este ciclo de 1930 até 1960 que os brasileiros se mudaram do campo para a cidade.
A Urbanização Mundial
O processo não foi planetário, haja vista que os países que se industrializaram a partir do final do século XVIII, evoluíram para a Urbanização de forma diferenciada daqueles de Industrialização Tardia.
Dois momentos em especial também marcam este processo de forma singular – a primeira Revolução Industrial e o final da Segunda Guerra Mundial, que contemplam objetivos diferentes nesse processo migratório.
No primeiro momento, a necessidade das atividades industrial, do comércio e serviços e, no segundo momento, o fascínio pela cidade e por melhores condições de vida. Veja na imagem a Avenida Paulista, em 1910 – Reduto tradicional dos Barões do Café – Foto: Guilherme Gaensly/Arquivo do Estado
Entenda a Urbanização Brasileira
Considerado como Deformado, por causa da forma como transferimos nossa população rural para as cidades, de forma desorganizada, o processo de urbanização no Brasil começa na década de 40.
A expansão das atividades industriais em grandes centros atrai trabalhadores das áreas rurais, que veem na cidade a possibilidade de rendimentos maiores e melhores recursos nas áreas de educação e saúde. O censo de 1940, o primeiro a dividir a população brasileira em rural e urbana, registra que 31,1% dos habitantes estavam nas cidades.
Avenida Paulista dos anos 60/70 – Foto: Luiz Aureliano
O país deixa de ser um país com população predominantemente rural, a partir da década de 60 do século passado, quando a população Urbana atinge 55,92%.
Os centros industriais de referência (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte) comandam este processo de crescimento populacional nas cidades.
Crescimento Urbano X Urbanização
Nos dias atuais, são importantes no estudo da urbanização os equipamentos ofertados à população residente. A sofisticação do setor secundário e terciário da economia local determina o grau de Urbanização de uma cidade. Uma cidade em que o Setor Secundário (Indústria) e Setor Terciário (Comércio e Serviços) não são razoáveis acaba se tornando uma cidade em que a ocorrência principal é de CRESCIMENTO URBANO.
Ao contrário, uma outra cidade em que o Setor Secundário e Terciário é sofisticado, aliados a uma verticalização da cidade, acaba se tornando uma cidade literalmente URBANIZADA.
Exemplo de Verticalização = Urbanização
Rede Urbana
É sinônimo de equipamentos funcionais que garantam maior conforto para a população. A oferta de uma malha viária, rede de comunicações (jornais, rádio, televisão), lazer, serviços públicos ligados à saúde, segurança e educação, entre outros, acaba determinando cidades diferenciadas. Por conta dessa diferenciação, as cidades polarizam outras cidades de forma desigual.
Hierarquia Urbana
O grau de sofisticação do setor secundário e terciário de uma cidade, aliado ao contingente populacional, acaba determinando cidades que polarizam (influenciam) outras. Logo, existe uma Hierarquia Urbana.
No Brasil, podemos considerar o seguinte grau de polarização:
Metrópoles globais: suas áreas de influência ultrapassam as fronteiras de seus estados, região ou mesmo do país. São metrópoles globais: São Paulo e Rio de Janeiro
Metrópoles nacionais: encontram-se no primeiro nível da gestão territorial, constituindo foco para centros localizados em todos os pontos do país. São metrópoles nacionais: São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Metrópoles regionais: constituem o segundo nível da gestão territorial e exercem influência na macrorregião onde se encontram. São metrópoles regionais: Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Goiânia, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Manaus.
Conurbação
Quando duas ou mais cidades, por conta do crescimento populacional e da expansão horizontal da cidade, confundem seus limites físicos e de serviços. Exemplo: Região do A, B, C paulista.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Quais são os dois momentos em especial também marcam este processo de forma singular?
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Diferencie os tipos de metrópoles.
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O que é conurbação?
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5.2. Desenvolvimento da agropecuária 
Bem, caso você não saiba, o Brasil nasceu um país de economia do setor primário, ou seja, começou com o extrativismo. Mas logo depois, passou para a agricultura.
Sim, o Brasil é, ainda hoje, uma referência agrária. Ele circula entre os maiores produtores de alimentos do mundo. O “agrobusiness” está no nosso DNA. A produção agropecuária tem como objetivo destinar seus produtos, como grãos, frutas, verduras e também carne, leite, ovos, entre outros, para abastecer o mercado interno e especialmente o mercado externo. Sem contar as matérias-primas. 
Agora, porque especialmente o Brasil apresenta um crescimento grande na produção agropecuária? Bom, alguns fatores simples podem explicar isso facilmente:
 População numerosa, ou seja, uma perspectiva de mercado interno bem grande.
 Relevo pouco acidentado, propiciando extensas áreas produtivas.
A condição climática é bastante favorável. Ela possibilita a produção, principalmente, de produtos tropicais, que além de ter o mercado interno garantido, é muito bem aceito no mercado externo.
 Outra questão que ajuda é o fato dos outros países mais ricos não ter tanta disponibilidade de plantio ou condição climática.
Sistemas de produção da agropecuária brasileira
O Brasil apresenta alguns sistemas de produção, como:
Sistema Extensivo: mão-de-obra desqualificada, baixa produtividade, técnicas rudimentares.
Sistema Intensivo: mão-de-obra especializada, alta produtividade, técnicasavançadas.
Sistema de Plantation: grandes propriedades, com mão-de-obra numerosa, produtos tropicais para exportação, monocultoras.
Agricultura Familiar: pequenas propriedades, mão-de-obra familiar, policultoras, mercado local, pouca produtividade e técnicas rudimentares.
Agricultura Comercial: Grande propriedades, policultoras, altamente tecnológicas, muito produtivas, mercado interno e externo.
Estrutura agrária brasileira
As propriedades são classificadas conforme o seu tamanho e de acordo com o chamado Módulo Rural, que nada mais é do que uma área onde quatro pessoas adultas conseguem mantê-la produtiva. Assim, temos:
Minifúndio: propriedade de até 1 módulo rural.
Latifúndio por Dimensão: propriedade com mais de 600 módulos rurais
Latifúndio por exploração: propriedade entre 1 e 600 módulos rurais, não sendo totalmente produtiva, podendo ser destinada à reforma agrária conforme a constituição por não cumprir seu papel social, que é empregar e produzir.
Empresa Rural: propriedade entre 1 e 600 módulos rurais, mas totalmente produtiva.
 Agricultura
Como vimos anteriormente, o Brasil já vem desde quase seu “descobrimento” seguindo o caminho da agricultura, iniciando com a cana-de-açúcar. Mas produzimos outros produtos também, como:
Soja
Fumo
Café
Milho
Laranja
Algodão
Feijão
Banana
Uva
Maçã
Mandioca
Batata
Apesar de exportarmos muito, também necessitamos de produtos para o mercado interno. Hoje, essa produção não é suficiente e, portanto, O Brasil também precisa exportar alguns produtos para manter o mercado interno abastecido, como é o caso do trigo.
Produtos transgênicos
Para aumentar a produção, nos últimos anos, os transgênicos passaram a ocupar as pautas de utilização e discussão. Será que eles seriam a solução para o fim da fome no país?
Bem, quando falamos de fome, eu sempre alerto que a fome não é provocada pela falta de alimentos, mas sim, pela má distribuição de renda. É fundamental ter este conceito bem compreendido.
Voltando aos transgênicos, pontos positivos e negativos são levantados:
Positivos: aumento da produção; melhoria no conteúdo nutricional; maior resistência e durabilidade na estocagem e armazenamento.
Negativos: Aumento das reações alérgicas; as plantas que não sofreram modificação genética podem ser eliminadas pelo processo de seleção natural, – as transgênicas possuem maior resistência às pragas e pesticidas; aumento da resistência aos pesticidas que gera maior consumo deste tipo de produto; apesar de eliminar pragas prejudiciais à plantação, o cultivo de plantas transgênicas pode, também, matar populações benéficas como abelhas, minhocas e outros animais e espécies de plantas.
Pecuária
As criações no Brasil sempre foram destaque, principalmente, nas últimas décadas. As principais criações são:
Gado bovino
Gado bufalino
Muares
Asininos
Equinos
Aves
Suínos
Maricultura
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Quais os fatores simples que podem explicar o crescimento grande na produção agropecuária?
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Quais são os principais sistemas de produção?
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Cite e explique as estruturas agrárias brasileiras.
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Fale dos pontos positivos e negativos dos produtos transgênicos. 
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5.3. Uso do solo (rotação de terras, terraceamento, dentre outros) 
Rotação de culturas
A rotação de culturas é importante para repor os nutrientes do solo e conservar o espaço agrícola.
A rotação de culturas é uma técnica agrícola que consiste na alternância planejada e previamente ordenada do cultivo de diferentes tipos de vegetais em um determinado período sobre um dado local. Esse procedimento é considerado uma forma prática e eficiente de amenizar o desgaste do solo provocado pela agricultura.
O conceito de rotação de culturas é frequentemente associado ou confundido com o de sequência de culturas. No entanto, esse último termo designa a alternância no plantio ordenado de uma área total, por exemplo: cultiva-se soja, depois tremoço, depois milho etc. Já na rotação de culturas essa dinâmica seguiria a lógica do esquema a seguir:
Esquema ilustrativo de um sistema de rotação de culturas
Com isso, podemos perceber que, diferentemente da sequência de culturas, a rotação no cultivo envolve a agricultura de diferentes vegetais em um mesmo espaço.
Os benefícios da rotação de culturas para o melhor aproveitamento e saúde dos solos estão relacionados tanto com a variação e deposição de matéria orgânica nos espaços agricultáveis quanto com a variação do índice de porosidade, que contribui para elevar o nível de infiltração nas terras férteis. Além disso, cada cultura deixa uma herança biológica nos solos, tornando-os mais propícios para outros tipos de vegetais, conforme estudos biotecnológicos previamente realizados.
A combinação desses elementos, além da capacidade de adaptação ao clima e ao ambiente, é um fator determinante para a escolha dos vegetais a serem cultivados. Além disso, é necessário considerar os fatores econômicos na hora de definir quais elementos deverão ser plantados.
Os critérios econômicos também são responsáveis pela definição, por parte do agricultor, de qual será o cabeça de rotação, isto é, aquele vegetal que poderá ocupar mais espaço ou que gerará um maior rendimento bruto. Em boa parte dos casos, a cultura escolhida para ser a cabeça de rotação costuma ser o trigo, em virtude de sua baixa oferta no Brasil e a consequente elevação constante em seus preços.
Além da preservação física e bioquímica dos solos, a rotação de culturas ajuda a melhorar a reposição de matéria orgânica, facilita (em alguns casos) a adubação e promove uma maior variabilidade genética, tornando a agricultura em questão mais resistente a pragas. Outro fator de peso é o econômico, pois essa técnica contribui para uma maior oferta e variação de produtos agrícolas no país.
Terraceamento
 
Técnica de terraceamento aplicada em plantações de arroz no Vietnã
O terraceamento é uma técnica agrícola de plantio elaborada para a contenção de erosões causadas pelo escoamento da água em áreas de vertentes. Essa técnica é aplicada ao parcelar uma área inclinada em várias rampas. Com isso, as águas das chuvas, ao escoarem superficialmente, perdem sua força, removendo menos sedimentos do solo e causando menos impactos sobre ele.
Para compreender melhor a importância dessa técnica procure imaginar a seguinte situação: em uma rampa, de qual forma a água correrá com maior força e velocidade: em uma superfície lisa ou em uma superfície na forma de uma escada? Na primeira, não é mesmo? Da mesma formaocorre no terraceamento, que procura diminuir a velocidade e a força das águas pluviais a fim de conter as erosões hídricas.
O terraceamento foi inventado pela Civilização Inca, não somente para conservação dos solos, mas também para a ampliação dos espaços agricultáveis, uma vez que sua localização se dava, em maior parte, na Cordilheira dos Andes, onde existem poucas áreas planas por se tratar de uma forma de relevo geologicamente recente. Atualmente, essa técnica é amplamente utilizada em produções agrícolas no sul da Ásia.
Além de evitar a erosão e ampliar as áreas de cultivo, o terraceamento também é importante no sentido de aumentar o aproveitamento da água, pois, dependendo do tipo de terraço aplicado, as águas das chuvas são armazenadas ou retidas, podendo ser reaproveitadas ou direcionadas para outros lugares.
Apesar de todas essas vantagens, o terraceamento apresenta alguns problemas. O primeiro deles é o alto custo de sua aplicação, que exige um estudo detalhado prévio. Assim, é preciso compreender o tipo de solo e suas características, além de dimensionar corretamente os níveis dos terraços conforme a área e a declividade do terreno, pois, caso contrário, em vez de se evitar erosões, pode-se agravá-las.
A técnica do terraceamento é dividida em dois tipos conforme a sua função e utilidade: o terraço de armazenamento e o de drenagem.
Os terraços de armazenamento são os mais construídos para a elaboração de canais que provoquem a infiltração da água no terreno. Sua aplicação é recomendada em solos que apresentem um relativo nível de porosidade, ou seja, onde a água se infiltra com maior facilidade.
Os terraços de drenagem, por outro lado, são aqueles em que a água é direcionada para reaproveitamento ou para um local onde simplesmente não cause problemas de erosão e desgaste do solo. É uma técnica que exige um maior cuidado, pois nem sempre há um local seguro para o escoamento da água.
Para finalizar, é importante compreender que, ao contrário do que muitos pensam, terraceamento não é sinônimo de cultivo em curvas de nível. Apesar de semelhantes, essas técnicas diferenciam-se pelo fato de essa última ser aplicada em terrenos já acidentados, onde o plantio acompanha os desníveis naturais do terreno, enquanto no terraceamento tais desníveis são artificiais.
Conceito de Afolhamento
O termo Afolhamento designa uma técnica utilizada na agricultura e que consiste na divisão da exploração agrícola em folhas ou parcelas, cada uma com uma determinada cultura. Se as parcelas forem rotativamente cultivadas sem descanso entre culturas, diz-se que o afolhamento é contínuo. Se no intervalo de um ano ou mais uma das parcelas ficar em pousio, o afolhamento diz-se descontínuo.
O grande objetivo da utilização de técnicas de afolhamento na agricultura é o de assegurar a conservação da fertilidade dos solos, sendo esta a base das culturas intensivas.
As primeiras técnicas de afolhamento foram desenvolvidas na China há cerca de 2 mil anos. Nessa altura predominava um sistema de rotação bienal que consistia num ano de cultura seguido de um ano de pousio. Mais tarde desenvolveu-se o sistema trienal (3 folhas), caracterizado por dois anos de cultivo seguidos de um ano de pousio. Chegados aos séc. XVIII, em Inglaterra e durante a chamada Revolução Agrícola, generalizou-se o sistema de afolhamento quadrienal, no qual os terrenos eram divididos em 4 folhas e em que a folha que antes fiava em pousio passa a ser substituída pelo cultivo de plantas forrageiras para pastagem dos animais, permitindo não apenas o descanso do terreno, mas também a sua fertilização e a exploração pecuária.
Curvas de nível 
Quando falamos da técnica de plantio em curvas de níveis, nada mais falamos do que uma agricultura que respeita a elevação do terreno, criando aí sim alguns degraus no terreno que servirão para o plantio nesses degraus. Neste caso, diferentemente do conceito de curva de nível na cartografia, necessariamente haverá a formação de degraus no terreno (que podem ser maiores ou menores de acordo com cada caso).
Plantações de arroz em curva de nível. Foto: Lucas Martins / InfoEscola
Algumas vantagens do plantio em curva de nível estão o melhor aproveitamento do terreno e a diminuição dos problemas de erosão, já que esta técnica facilita o escoamento e infiltração da água da chuva e controla a velocidade das águas pluviais (evitando a perda de minerais). É uma técnica considerada ecologicamente correta para melhorar o plantio, sem causar impactos ambientais negativos.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
O que é rotação de cultura?
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O que significa o termo cabeça de rotação?
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O que é o terraceamento?
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O que são os terraços de armazenamento? E os de drenagem?
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O que significa o termo afolhamento?
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Para o que serve as curvas de nível?
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Diferencie terraceamento e curva de nível.
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5.4. Processo de industrialização e as inovações tecnológicas
A industrialização se expandiu de forma expressiva a partir do séc. XVIII, através da Primeira Revolução Industrial, na Inglaterra.
 
A expansão industrial
A industrialização se caracteriza pelo processo de desenvolvimento industrial em uma determinada localidade, cujo principal interesse é a substituição do modo de produção para maximização dos lucros. Esse fenômeno ocorre através da mecanização das atividades em substituição de algumas funções exercidas pelo homem, proporcionando uma produção em série e em grande escala. O processo industrial consiste em um conjunto sistematizado de arte e ofícios de produção dentro de instalações (a fábrica), usando máquinas, energia e trabalho humano, que transforma e combina as matérias-primas para produzir uma mercadoria que será posta à venda. O segmento industrial se expandiu de forma expressiva a partir do XVIII, através da PrimeiraRevolução Industrial, na Inglaterra. Esse momento histórico ficou marcado pelas transformações no processo produtivo, que incorporou as máquinas (máquina a vapor), capazes de produzirem em série, e passou a utilizar fontes energéticas mais eficazes (carvão).
Os países europeus foram os primeiros a se industrializarem, pois foi nesse continente que ocorreram as principais transformações nos modos de produção, portanto, esse processo se caracteriza como industrialização clássica. Os países emergentes são caracterizados por uma industrialização tardia, periférica, cujo desenvolvimento se intensificou após a Segunda Guerra Mundial (1945), esse é o caso do Brasil. A expansão das indústrias está diretamente relacionada ao processo de urbanização e crescimento demográfico nas cidades, pois esse fenômeno exerce grande poder de atração para a população rural, fato que desencadeia os fluxos migratórios para as cidades. Outros aspectos da industrialização é o desenvolvimento de infraestrutura, transporte, comunicação, diversos ramos de serviços, degradação ambiental, entre outros.
Inovações tecnológicas
A partir da década de 70 do século XX, o desenvolvimento da eletrônica e o surgimento da informática possibilitaram a introdução de novas técnicas de produção. Iniciou-se, assim, uma nova fase da indústria conhecida como Terceira Revolução Industrial ou mais conhecida atualmente como Revolução Técnico-Científico-Informacional.
A Terceira Revolução Industrial caracteriza-se pela grande importância da tecnologia avançada ou de ponta, presente em muitas indústrias, e pelo uso de silício, mineral empregado na fabricação de placas de computador. Nas fábricas, é cada vez maior o processo de automação (ou robotização), isto é, o uso de máquinas e robôs industriais que substituam a mão de obra humana.
O uso de automação, ao invés de pessoas, garante a empresa tem menos despesas já que não há riscos, levando também a um aumento de precisão e velocidade de produção.
Seguem abaixo exemplos de quatro eixos que são fundamentais e embasam o desenvolvimento da Terceira Revolução Industrial:
Informática – que compreende o armazenamento e transmissão de informações, desenvolvendo o setor de produção de computadores, serviços de banco de dados, novos equipamentos de telecomunicações como cabos de fibra ótica, satélites.
Biotecnologia e Engenharia genética – que abrangem aplicações biológicas, médicas e agropecuárias de alta tecnologia, configurando-se no setor que desenvolve síntese de DNA, fusão de células, novos produtos farmacêuticos, métodos de inseminação artificial.
Novas técnicas e materiais de produção – que compreende a utilização e desenvolvimento de Mecatrônica (automação por meio de robôs industriais), nanotecnologias (tecnologia microscópica).
Fontes energéticas alternativas – envolve reatores nucleares, pilhas, células combustíveis, eletricidade fotovoltaica, etc.
Na chamada terceira revolução industrial, agregar valor aos produtos, isto é, tornar um produto mais valorizado por meio de incremento de inovações tecnológicas, depende da aplicação do conhecimento em sua produção buscando sua transformação.
A informação científica, vinda de universidades e laboratórios, tem papel fundamental na produção, e o acesso a ela depende de investimentos em pesquisas científicas e tecnológicas. Somente as grandes corporações transnacionais estão capacitadas para fazer tais investimentos. Assim, em apenas alguns países do mundo há disponibilidade de pessoal com a qualificação exigida.
Fonte: https://image.slidesharecdn.com/indstria-100415144140-phpapp02/95/indstria
Às portas de uma nova revolução industrial, o Brasil, por conta de sua economia periférica, ainda vive situações paradoxais, uma vez que as duas primeiras revoluções ainda não foram completamente assimiladas. Nem seus benefícios adequadamente distribuídos. Existem alguns polos de desenvolvimento tecnológicos que surgiram na atualidade, no setor da siderurgia, por exemplo, porém ainda nos posicionamos apenas como um local para empresas internacionais se aloquem em busca de baixo custo de produção e subsídios.
Não temos investimentos que estimulem a adoção de tecnologias inovadoras. As universidades não possuem investimento suficiente para desenvolver tecnologias próprias ou então de atualizar as tecnologias.
Por fim, é importante compreender que tais transformações não se manifestam pelo mundo de maneira homogênea, isto é, não se consolidaram em todas as partes do planeta de maneira igualitária. Aliás, o desenvolvimento das diferentes técnicas em um número restrito de localidades permitiu o avanço das desigualdades e a intensificação das relações de dependência política e econômica entre os diferentes espaços.
Enfim, o assunto é complexo, porém muito interessante, não é? Já que estamos aqui, imersos ao mundo da tecnologia.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Qual a principal característica da industrialização?
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Em que consiste o processo de industrialização?
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Quais são os eixos fundamentais da terceira revolução industrial.
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5.5. Sistemas de Engenharia (transporte, saneamento, energia e comunicação) 
Infraestrutura consiste em um conjunto de elementos estruturais que impulsiona o desenvolvimento socioeconômico de um determinado local. Os principais serviços que compõem a infraestrutura são transporte, energia, telecomunicações e saneamento ambiental. Esses quatro itens estão associados e influenciam diretamente no processo produtivo e no fluxo de mercadorias e pessoas, proporcionando aparatos para o crescimento econômico.
O sistema de transportes é de fundamental importância para o deslocamento de pessoas e de mercadorias. A construção e manutenção de rodovias, ferrovias e hidrovias, além de portos e aeroportos, são essenciais para o desenvolvimento econômico de um determinado local, visto que esse serviço é responsável pelo transporte de cargas e passageiros.
Outro item essencial da infraestrutura de um lugar é a energia. A geração e a distribuição de energia são elementos necessários para a produção industrial e agrícola, abastecimento de residências e automóveis, entre outros. A energia é produzida em usinas nucleares, plataformas de petróleo, hidrelétricas, usinas de álcool, etc. Sua distribuição pode ocorrer através de tubulações e estações de força.
Os serviços de telecomunicações garantem a comunicação entre indivíduos localizados em diferentes pontos do planeta, sendo fundamental para a troca de informações entre pessoas e empresas, sobretudo numa economia globalizada. Tudo isso é realizado por meio de telefones, internet, rádios, entre outros objetos.
Outro item que compõe a infraestrutura é o serviço de saneamento ambiental, que é formado por um conjunto de atividades que inclui a coleta e o tratamento de esgoto doméstico e industrial, fornecimento de água tratada, coleta de lixo e limpeza das vias públicas. Ele evita problemas ambientais e é importantíssimo na prevenção de algumas doenças, tais
 como cólera, diarreia e hepatite A.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Conceitue o sistema de saneamento.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Conceitue o sistema de energia.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Conceitue o sistema de telecomunicações 
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Conceitue o sistema de transportes.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
5.6. Industrialização e impactos ambientais 
O Brasil é considerado um país atrasado em relação a sua industrialização, pois levou praticamente um século para iniciar esse processo. E o grande responsável por isso foi a Coroa Portuguesa, que impedia o Brasil, ainda como colônia, de produzir industrializados. Isso durou até 1808, com a Chegada da Família Real ao Brasil.
Depois disso, vendo que a Colônia tinha pouca produção industrial, começaram a incentivar a industrialização. Assim, lançaram a Tarifa Alves Branco, em 1848: cobravam de 49 à 60% de taxa sobre todo o produto importado e, assim, forçaram a produção no país.
O grande incentivador financeiro para a industrialização brasileira foi o café. Quando ocorreu a crise do café, em 1929, quem não tinha seu dinheiro investido, foi à falência. As primeiras indústrias abriram nos chamados ramos mais simples, como alimentício, têxtil, velas e sabão, ou seja, quase sem dependência tecnológica.
A industrialização brasileira e a Era Vargas
Já no governo de Getúlio Vargas, o Brasil teve uma grande explosão de indústrias de base. Dessa forma, o beneficiamento de matéria-prima e energia começam a ficar garantidos. Dentre as grandes empresas abertas, os destaques são: Companhia Siderúrgica Nacional e à Companhia Vale do Rio Doce. Posteriormente, Getúlio Vargas criou o BNDES (Banco para o Desenvolvimento).
A ideia inicial era financiar o setor industrial e a tão promissora empresa exploradora de petróleo, a Petrobrás. Essa fase foi primordial para industrialização brasileira, pois sem essas indústrias de base, nada poderiam produzir aqui.
Getúlio Vargas criou a Petrobrás, companhias de mineração, as Siderúrgicas, e abriu caminho para a indústria moderna no Brasil. Confira aula gratuita.
A industrialização brasileira e o governo de Juscelino Kubitschek
Já com o governo de Juscelino Kubitschek, o crescimento ocorreu de uma forma diferente, pois foi feita a abertura de investimentos, ou seja, as empresas estrangeiras poderiam investir no país. Além do presidente ter “aberto” milhares de quilômetros de estradas pelo país inteiro, incentivando a vinda de indústrias do setor automotivo, foi criada a cidade de Brasília. A capital desenvolveu a construção civil.
Nesse contexto, as multinacionais invadiram o país, investindo em indústrias de bens de consumo, com tecnologia importada, mas mão-de-obra nacional na maior parte. É claro que os brasileiros ocupavam os postos de trabalho que exigem menor qualificação.
 A industrialização brasileira e o Governo Militar
Com a entrada dos militares, o nacionalismo fez com que esses investimentos externos reduzissem consideravelmente e passamos por uma fase “obscura” da economia e industrialização do país. Esse período durou até a entrada de Fernando Collor de Melo na presidência. Ele abriu totalmente o mercado brasileiro para o mundo.
Essa situação fez com que muitas indústrias “quebrassem” por não conseguirem ter preços competitivos. Por outro lado, as que conseguiram se manter, tiveram que melhorar a qualidade de seus produtos e deixarem os preços competitivos.
A situação industrial brasileira na metade da década de 2010 era de desconcentro. As indústrias saem dos grandes centros urbanos e procuram áreas “alternativas” para se instalarem. As companhias oferecem vários pontos positivos, como os citados abaixo:
– Boa infraestrutura.
– Mercado consumidor.
– Impostos mais baratos ou com isenção.
– Propriedades mais baratas.
– Menos trânsito.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
5.7. Cidades sustentáveis, inteligentes e saudáveis
Cidade Sustentável é um conceito que prevê uma série de diretrizes para melhorar a gestão de uma zona urbana e prepará-la para as gerações futuras.
Para ser sustentável, a administração da cidade deve considerar três pilares: responsabilidade ambiental, economia sustentável e vitalidade cultural.
Objetivos da Cidade Sustentável
O principal objetivo da cidade sustentável é evitar o esgotamento do meio ambiente e garantir sua permanência para gerações futuras. Por isso, as políticas públicas devem pensar sempre no futuro.
Como a maior parte da população mundial vive em zonas urbanas, as cidades se tornaram o epicentro de problemas como a poluição e o desperdício de recursos naturais.
Por esta razão, são os centros urbanos que devem se reinventar a fim de que o futuro das próximas gerações esteja garantido e seja melhor do que o mundo em que vivemos hoje.
Características da Cidade Sustentável
Uma cidade para ser considerada sustentável deve:
Destinar corretamente e reaproveitar resíduos sólidos;
Oferecer água de qualidade sem esgotar mananciais;
Reaproveitar a água da chuva;
Criar e utilizar de fontes de energia renováveis;
Ofertar transporte alternativo e de qualidade para a população;
Garantir opções de cultura e lazer.
Hoje, segundo pesquisadores, economistas e gestores, não há nenhuma cidade no mundo que seja totalmente sustentável. No entanto, vejamos como as cidades podem tornar estas ideias em realidade.
Coleta de Lixo
As cores nos ajudam a memorizar o lugar certo para cada tipo de lixo
Para acabar com um dos maiores problemas das cidades, o lixo, a melhor solução é a reciclagem.
Contudo, para isso é preciso que a população aprenda a separar corretamente os resíduos em locais destinados a este fim. Assim, fica mais fácil reaproveitar o material que já não se usa mais.
Por sua parte, os governos devem criar leis que incentivem a coleta seletiva e acabar com os aterros sanitários.
Água
Uma cidade sustentável aproveita ao máximo as águas pluviais e a destina para a limpeza urbana e a indústria.
Para captar a água da chuva, as edificações podem instalar calhas que viabilizem a recolha da água e a instituição de “telhados verdes”. Estes são jardins planejados que são cultivados nos tetos dos edifícios e casas que ajudam a absorver o líquido.
Assim, o telhado verde é um jardim que refresca a zona urbana, absorve os gases poluentes e ainda embeleza o ambiente tornando-o menos hostil.
Transporte Público
A mobilidade urbana prevê a oferta de transporte coletivo eficiente e que também seja movido por energia não poluente.
Da mesma forma, uma cidade sustentável cria meios que permitam a movimentação de veículos de propulsão humana como bicicletas e patinetes.
Aos cidadãos cabe trocar o automóvel pela bicicleta e criar o sistema de carona. De igual maneira, os governos precisam construir ciclovias, conscientizar os motoristas sobre a importância dos ciclistas e ainda substituir os carros movidos a combustível fósseis por elétricos.
Educação e Lazer
Uma cidade sustentável preza pela qualidade de vida dos seus habitantes. Para isso, é essencial que estes sejam escolarizados e que a oferta de lazer tenha qualidade e variedade.
Por isso, é importante aumentar a área verde da cidade atravésda construção de parques e praças, promover políticas de incentivos culturais e valorizar os artistas locais.
Exemplos de Cidades Sustentáveis
A cidade-Estado de Cingapura conseguiu unir a preservação ambiental com a modernidade
Segundo um estudo realizado pela consultora holandesa Arcadis, em 2017, estas são as dez cidades do mundo que mais cumprem quesitos para serem consideradas cidades sustentáveis:
Zurique, Suíça
Cingapura
Estocolmo, Suécia
Viena, Áustria
Londres, Inglaterra
Frankfurt, Alemanha
Seul, Coreia do Sul
Hamburgo, Alemanha
Praga, República Checa
Munique, Alemanha
Cidades Sustentáveis no Brasil
No Brasil, o município de Curitiba, capital do Paraná é o exemplo que mais se aproxima do conceito de cidade sustentável. O plano diretor de Curitiba, que faz dela hoje uma cidade sustentável, começou ser aplicado em 1970.
Focado no transporte, gestão de resíduos e qualidade de vida, a cidade transformou seu design urbano para torná-lo adequado ao crescimento populacional.
Veja a lista de cidades sustentáveis no Brasil:
Curitiba/PR
Londrina/PR
João Pessoa/PB
Paragominas/MG
Santana do Parnaíba/SP
Extrema/MG
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
O que é cidade sustentável.
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Quais os três pilares para uma cidade sustentável.
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Quais são os principais objetivos.
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Quais as principais características.
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Questões Múltipla Escolha
	Questão 1 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2007) / questão 54)
Associe os processos de degradação do solo brasileiro às suas respectivas características. 
 
NÃO foram associados, corretamente, os números 
a) 1 e 4. 
b) 2 e 3. 
c) 3 e 5. 
d) 4 e 5. 
	Questão 2 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2006) / questão 52)
A indústria brasileira enfrenta vários problemas que aumentam seus custos e dificultam uma maior participação no mercado externo, tais como: 
I- Os baixos investimentos públicos e privados em desenvolvimento tecnológico; 
II- As barreiras tarifárias e não-tarifárias impostas por outros países à importação de produtos brasileiros; 
III- a maior dispersão espacial dos estabelecimentos industriais em regiões historicamente marginalizadas; 
IV- As deficiências dos transportes acarretadas pela má conservação das rodovias e ferrovias. 
Pode-se concluir que são corretos apenas os itens: 
a) I, II e III. 
b) I, II e IV. 
c) I, III e IV. 
d) II, III e IV.
	Questão 3 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2006) / questão 53)
A questão refere-se ao mapa abaixo.
Os focos de queimadas registrados estão associados ao preparo do solo para o cultivo, à expansão da fronteira agrícola e à colheita de cana-de-açúcar. 
São consequências ambientais da queimada, EXCETO a (o) 
a) rotação de culturas. 
b) poluição atmosférica. 
c) esgotamento precoce do solo. 
d) comprometimento da biodiversidade.
	Questão 4 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2008) / questão 52)
O processo de modernização das atividades agrárias no Brasil, a partir da década de 1970,
 a) proporcionou significativa queda na produção, reduzindo as exportações agrícolas. 
b) restringiu o uso de agrotóxicos na agricultura intensiva, para preservar o meio ambiente. 
c) privilegiou os pequenos e médios proprietários rurais, favorecendo lhes aquisição de terra. 
d) incorporou uma nova dinâmica nas relações trabalhistas, introduzindo a mão-de-obra assalariada nas áreas rurais.
	Questão 5 (Cefet-MG/ Vestibular de concomitância externa (2011) / questão 54)
Sobre a erosão e seus impactos ambientais em áreas rurais, afirma-se: 
I- O reflorestamento com espécies nativas é apontado como solução parcial do problema.
 II- A intensificação desse processo pode interferir negativamente no espaço urbano do município.
III- O porte da vegetação é diretamente proporcional ao volume de erosão local. 
IV- A técnica tradicional de plantio em curvas de nível acelera a perda de camadas do solo nas encostas. 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e II. 
b) I e IV. 
c) II e III. 
d) III e IV.
	Questão 6 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2011) / questão 54)
Sobre a erosão e seus impactos ambientais em áreas rurais, afirma-se: 
I- O reflorestamento com espécies nativas é apontado como solução parcial do problema.
 II- A intensificação desse processo pode interferir negativamente no espaço urbano do município.
III- O porte da vegetação é diretamente proporcional ao volume de erosão local. 
IV- A técnica tradicional de plantio em curvas de nível acelera a perda de camadas do solo nas encostas. 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e II. 
b) I e IV. 
c) II e III. 
d) III e IV.
	Questão 7 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2014) / questão 51)
urbanização intensificou-se com o advento do capitalismo industrial, causando transformações no espaço geográfico. O incremento da tecnologia impactou o segmento econômico, levando à formação de significativos aglomerados urbanos com mais de dez milhões de habitantes, sobretudo em países subdesenvolvidos e emergentes. 
Nesse contexto, esse espaço refere-se às 
a) megalópoles. 
b) megacidades. 
c) cidades globais. 
d) áreas conturbadas.
	Questão 8 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2019) / questão 52)
Sobre o processo de industrialização, afirma-se que:
I- A Primeira Revolução Industrial foi marcada pelo uso do carvão mineral para obtenção de energia, sendo importante que as unidades fabris se localizassem próximas às fontes de matéria-prima. 
II- A indústria 4.0 utiliza-se de tecnologias voltadas à internet das coisas e à computação em nuvem, favorecendo a automação de sistemas ciberfísicos e a integração com dispositivos móveis.
 III- A Segunda Revolução Industrial teve o predomínio dos setores de robótica, informática e telecomunicações, permitindo que a produção fabril se disseminasse entre os países desenvolvidos.
 IV- A Revolução Técnico-Informacional caracteriza-se pelo advento da indústria química, elétrica e petrolífera, possibilitando a expansão do setor automobilístico pelos países emergentes.
Estão corretas apenas as afirmativas
a) I e II. 
b) I e IV. 
C) II e III. 
d) III e IV.
	Questão 9 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2017) / questão 52)
Considere as afirmativas sobre as megacidades.
 I- Os processos de urbanização e metropolização intensa podem ser responsáveis pela formação dessas aglomerações. 
II- Esses espaços, por serem polos financeiros, comerciais e de serviços, assemelham-se por ocuparem o mesmo nível hierárquico mundial.
 III- São aglomerações de eficiente planejamento urbano, com oferta generalizada à população de serviços de saneamento básico. 
IV- Verifica-se a tendência de maior incremento no quantitativo destas áreas nos países menos desenvolvidos.
 Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e II. 
b) I e IV. 
c) II e III. 
d) III e IV.
	Questão 10 (Cefet-MG/ Vestibular deconcomitância externa (2017) / questão 52)
Leia o trecho abaixo
 (...) a perda de solo não quer dizer necessariamente que a terra desapareça, embora localmente isso possa acontecer, devido à transgressão marinha, ou à erosão de áreas continentais. Normalmente, significa a deterioração das suas propriedades químicas e físicas, de maneira que o solo deixa de ser produtivo. 
GUERRA, A. J. T., JORGE, M. C. O. (org). Degradação dos solos no Brasil. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2014. p. 16. 
Nesse contexto, é exemplo de uma atividade que minimiza as perdas de solo no continente asiático o(a)
 a) cultivo em terraços.
 b) agropecuária intensiva. 
c) aração em áreas declivosas. 
d) retirada da cobertura vegetal.
	Questão 11 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2016) / questão 50)
Leia o fragmento a seguir: 
A crescente globalização econômica e essa aparente direção rumo a um mundo economicamente tripolar, não impedem que se manifestem também “n” outros indicadores representativos mais de desordem [do que ordem]
 HAESBAERT & PORTO-GONÇALVES. A nova desordem mundial. São Paulo: UNESP, 2006. P.46.
 No contexto da (des)ordem gerada pela globalização econômica, é INCORRETO afirmar que ela está expressa no(a) 
a) Grécia, com sua elevada dívida externa. 
b) Brasil, com as flutuações nas bolsas de valores. 
c) Venezuela, com a crise de desabastecimento atual. 
d) China, com a valorização crescente da moeda frente ao dólar.
6. GEOGRAFIA DO BRASIL 
6.1. Formação territorial do Brasil 
A ocupação do Brasil iniciou-se apenas a partir de 1530, já que até então os portugueses, mais interessados nos lucros obtidos no comércio com as índias, limitaram-se a explorar o pau-brasil.
Estruturado a partir do modelo colonial de exploração, somente no final do século XIX o espaço brasileiro deixou de apresentar uma economia fragmentada, dividida em ilhas de exportação, para se constituir como um espaço integrado com as diversas regiões.
Características Físicas
O Brasil possui o quinto mais extenso território do mundo, com área total de 8.547.403km². Com exceção do Chile e do Equador, todos os Estados sul-americanos compartilham fronteiras com o Brasil.
As dimensões continentais do território brasileiro podem ser observadas também através das distâncias que separam os pontos extremos:
4.394 Km de norte a sul;
4.319 Km de leste a oeste;
7. 408 Km de litoral;
15. 719 Km de fronteira com os países vizinhos.
Os pontos extremos do Brasil são:
A oeste, a Serra da Contamana, no Acre;
A leste, a Ponta do Seixas, na Paraíba;
Ao norte, o Monte Caburaí, em Roraíma;
Ao sul, Arroio Chuí no Rio Grande do Sul.
A localização geográfica do território brasileiro apresenta-se a 5°16’19” de latitude norte a 33°45’09” latitude sul; e 34°45’54” de longitude oeste a 73°59’32” de longitude oeste. O Brasil encontra-se totalmente no hemisfério oeste de Greenwich. Desse modo, podemos concluir que:
Apenas o Sul do país faz parte da zona temperada, apresentado um clima de temperaturas mais amenas; A quase totalidade do território brasileiro (93%) está ao sul da linha do Equador, ou seja, no hemisfério sul; possui três fusos horários diferentes.
A maior parte das terras brasileiras está localizada entre os trópicos, o que faz do nosso país uma região tipicamente tropical, onde predominam climas quentes;
Contado pela linha do Equador e Trópico de Capricórnio e banhado pelo oceano Atlântico.
O IBGE, juntamente com o IME - Instituto Militar de Engenharia, realizaram novas medições de altitude de 7 pontos culminantes do Brasil, para tanto, utilizou recursos mais modernos e novas tecnologias, como o GPS, sistema de navegação e posicionamento por satélite.
Com os novos estudos, verificou-se algumas alterações, como suspeitava o IBGE, o Pico da Pedra da Mina, localizado no município de Passa-Quatro, Minas Gerais, é mais elevado do que o Pico das Agulhas Negras, pertencente a Itatiaia, no Rio de Janeiro. Antes de 2004, a última medição dos pontos culminantes havia sido feita na década de sessenta pelo Ministério das Relações Exteriores, através da Primeira Comissão Demarcadora de Limites.
A construção do território brasileiro
Os grandes descobrimentos dos séculos XV e XVI foram pouco a pouco transformando a imagem que os europeus tinham do mundo.
A ocupação do Brasil iniciou-se apenas a partir de 1530, já que até então os portugueses, mais interessados nos lucros obtidos no comércio com as índias, limitaram-se a explorar o pau-brasil. A madeira foi a riqueza mais facilmente encontrada em nosso território. Por muito tempo, a ocupação do território manteve-se apenas no litoral. Foi somente no século XVII que o interior do país começou a ser explorado mais intensamente possibilitando a formação de cidade e vilas no interior do país.
O território brasileiro tal qual o reconhecemos hoje, foi se configurando lentamente, a partir das várias atividades econômicas coloniais.
Os Tratados assinados entre Portugal e Espanha
A importância dos tratados assinados entre Espanha e Portugal, acabaram por definir, com pequenos acréscimos posteriores, a área que consideramos hoje como território brasileiro: Tratado de Tordesilhas e Tratado de Madri.
Tratado de Tordesilhas
Espanha e Portugal foram os pioneiros na expansão marítimo-comercial iniciada no século XV, resultando na conquista de novas terras para os dois países. Essas “descobertas” geraram tensões e conflitos entre ambos, e na tentativa de evitar uma guerra foi assinado o Tratado de Tordesilhas, que passou a definir nosso primeiro limite territorial.
Esse tratado, assinado em 7 de julho de 1494, em Tordesilhas, na Espanha, estabeleceu uma linha imaginária que passava a 370 léguas a oeste do arquipélago de Cabo Verde (África). Esse meridiano dividiu o mundo entre Portugal e Espanha: as terras a leste seriam portuguesas e as terras a oeste seriam espanholas.
O Tratado de Madri, assinado em 1750, praticamente garantiu a atual extensão territorial do Brasil. O novo acordo anulou o Tratado de Tordesilhas e determinou que as terras pertenceriam a quem de fato as ocupassem, princípios de uti possidetis, isto é, uma solução diplomática que conferia a um Estado o direito de apropriar-se de um novo território com base na ocupação, na posse efetiva da área, e não em títulos anteriores de propriedade. É evidente que esse princípio foi utilizado apenas entre Portugal e Espanha ou entre o Brasil e países da América do Sul, sem nunca levar em consideração a posse das diversas tribos indígenas. Isso porque o indígena nunca foi considerado pelos colonizadores um ser humano de pleno direito, mas apenas um empecilho a ser removido ou a ser domesticado e disciplinado para o trabalho.
A importância das atividades econômicas
As atividades econômicas foram fator essencial para a expansão territorial brasileira. Nossa economia colonial girava em torno da produção de gêneros primários voltados, em sua maior parte, para a exportação e para as necessidades da metrópole portuguesa.
Depois do pau-brasil, a cana-de-açúcar fez do litoral do Nordeste a mais importante região econômica da colônia até o início do século XVII, transformando a atividade açucareira em empresa e o Brasil em colônia do açúcar.
Paralelamente à economia canavieira, a expansão da pecuária, da mineração, as bandeiras, as missões jesuítas e a coleta das “drogas do Sertão” (produtos como cacau, pimenta, sementes oleaginosas, castanha, entre outros, explorados na Amazônia durante o período colonial), provocaram a interiorização e o alargamento do território português em áreas que pertenciam à Espanha.
A pecuária foi a responsável pelo povoamento do Sertão nordestino, onde complementou a lavoura de cana-de-açúcar que dominava o litoral fornecendo a carne para alimentação e animais de tração para o trabalho nos engenhos.
Mais tarde, as tropas de muares e o gado foram fundamentais para o povoamento do sul das regiões dos atuais estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, ao mesmo tempo que forneciam animaispara as áreas de mineração.
Em função da atividade mineradora, várias vilas e cidades foram fundadas, e o território da Coroa portuguesa ficou maior.
As missões que catequizavam indígenas estiveram presentes no sul e no norte do território. Com as missões, outra atividade econômica incorporou grande parte da Amazônia ao domínio português: a exploração e a comercialização das drogas do Sertão.
O bandeirantismo
O bandeirismo ou bandeirantismo foi um movimento de penetração para o interior com origem, principalmente, em São Paulo e contribuiu para a expansão dos domínios territoriais portugueses no continente. Ocorreu basicamente no século XVIII e foi motivado pela busca de metais preciosos e, especialmente, pela caça de indígenas para serem aprisionados e vendidos como escravos. Os bandeirantes penetraram sertão adentro, atacaram aldeias, aprisionaram e escravizaram indígenas e exterminaram enorme número deles.
Do ponto de vista do povoamento, esse fenômeno foi despovoador e não povoador, pois provocou uma desertificação humana em áreas onde havia inúmeras aldeias indígenas, sem substitui-las por povoações brancas. Em todo caso, as bandeiras serviram para que o europeu conhecesse melhor o território, já que cada expedição representou uma soma de novos conhecimentos sobre a terra, que foram importantes para a penetração posterior rumo ao oeste.
Colonização do sul do país
As áreas localizadas ao sul do trópico de Capricórnio tornaram-se efetivamente povoadas a partir do século XIX, com a chamada colonização moderna, feita por imigrantes, em especial colonos alemães, italianos e eslavos. Essa colonização teve por base a pequena propriedade.
A questão do Acre
Os conflitos que envolveram essa área estiveram ligados à extração da borracha por migrantes nordestinos no fim do século XIX. Em 1903, a Questão do Acre resolveu o problema criado pelo fato de seringueiros brasileiros vindos do Nordeste terem ocupado uma grande área pertencente à Bolívia.
Com a mediação do barão do Rio Branco, que representou o Brasil, foi assinado o Tratado de Petrópolis, que tornou brasileira a área ocupada, mediante um pagamento de 2 milhões de libras esterlinas e também assumiria o compromisso de proporcionar à Bolívia uma saída para o mar, mediante a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Paralelamente ao curso desses dois rios (Madeira e Mamoré), a estrada de ferro ligaria o interior boliviano à cidade de Parintins, às margens do Rio Amazonas. Em 1907, a empreitada foi iniciada com 30.000 homens para a construção de 364 quilômetros de estrada de ferro. As condições precárias do local e as constantes epidemias dizimaram mais de 6.000 trabalhadores. Em 1912, um trecho da ferrovia ficou pronto, sem, no entanto, concretizar a saída da Bolívia para o mar. Dessa maneira, o Brasil nunca cumpriu sua parte no acordo, embora tenha anexado o Acre.
A integração do espaço brasileiro
Formalmente, podemos dizer que o espaço brasileiro surgiu com a independência política do país no início do século XIX. Nessa época a economia sobrevivia das exportações de cana-de-açúcar, algodão, couro e peles.
Mas um novo produto agrícola começava a se desenvolver: o café. Com o avanço do cultivo do café e o aumento de sua importância econômica para todo o país, o produto tornou-se o responsável pelo início da integração territorial brasileira e, portanto, pela formação de um verdadeiro espaço nacional.
As atividades econômicas brasileiras até o desenvolvimento da economia cafeeira no século XIX eram regionais, isoladas uma das outras.
Podia-se dizer que economicamente o Brasil era formado por “ilhas” desarticuladas entre si e voltadas para o exterior. Assim ocorria com a cana-de-açúcar no Nordeste e a mineração no Sudeste.
Esses “arquipélagos” encaixavam-se perfeitamente no conceito do capitalismo comercial, que visava ao acúmulo de capital e metais preciosos para fortalecer o poder real.
A constituição de um mercado consumidor e a grande acumulação de capitais gerados pelo café foram fatores decisivos para a instalação de indústrias no país, o que representou outra etapa no processo de integração nacional.
Além de aprofundar a integração comercial que havia se desenvolvido com o café, o processo de industrialização acentuou a urbanização, dando nova direção ao povoamento no país.
O governo brasileiro teve papel fundamental no processo de industrialização. Criou várias políticas regionais de desenvolvimento, procurando estimular a transferência de atividades econômicas para outras regiões. Entre suas principais iniciativas, cabe destacar:
A inauguração de Brasília em 1960; A SUDENE, em 1959; SUDAM, em 1966; SUDECO, em 1967; as rodovias de integração, como Belém-Brasília.
Todas essas medidas tiveram como principal objetivo aprofundar as relações entre as diversas áreas do país, levando a consolidação do espaço nacional.
As diferenças regionais
Os contrastes regionais no interior do território brasileiro originaram-se da formação histórico-econômica do nosso país. Ou seja, devem-se ao modo pelo qual o Brasil se desenvolveu, desde sua colonização por Portugal até a independência e posterior industrialização e urbanização, ocorridas principalmente no século XX.
Durante os três primeiros séculos da colonização o Nordeste foi a região mais importante, a mais rica e populosa do país.
No século XIX o declínio econômico do Nordeste em relação ao desenvolvimento de Centro-Sul acentuou-se ainda mais. Esse fato juntamente com a enorme concentração da propriedade das terras nas mãos de poucas famílias nordestinas, fez com que muitas pessoas saíssem dessa região para o Centro-Sul do país.
A Amazônia durante séculos foi deixada de lado, embora nos dias de hoje venha sendo intensamente ocupada num processo de destruição.
Simplificando um pouco, podemos dizer que o Nordeste simboliza o “Brasil Velho”, o Brasil colônia, com enormes plantações monocultoras, mão-de-obra extremamente mal remunerada e pobreza intensa. O centro-Sul, por sua vez, representaria o “Brasil Novo”, o Brasil da indústria e das grandes metrópoles, o país da imigração e da modernização econômica. A Amazônia simbolizaria, talvez, o “Brasil do Futuro”, um território com muitos recursos naturais. Porém, essas riquezas vêm sendo destruídas pela rápida ocupação da região amazônica, que beneficia apenas uma minoria privilegiada.
O mapa abaixo apresenta os países que falam português:
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Quais as principais características físicas do Brasil.
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Quais são os principais tratados envolvendo o Brasil na época.
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O que foi o bandeirantismo.
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Fale da questão do Acre.
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Formação econômica do território brasileiro 
Bem recentemente, no início do século XXI, o Brasil teve um forte crescimento econômico, com umadisparada positiva em todos os indicadores.
Essa melhora econômica, acreditam especialistas de diferentes crenças econômicas, esteve ligada fortemente a dois fatores: crescimento da demanda internacional por commodities e fortalecimento do mercado interno.
Fazendo uma viagem econômica à primeira metade do século XIX, em que ocorreram eventos importantes na história da colônia que viria a se transformar em nação independente em 1922, é interessante que se observe como se comportavam essas duas variáveis.
É preciso perceber que a demanda externa até a primeira metade do século XIX estava concentrada exclusivamente na Europa. Nada que se possa estranhar, uma vez ser aquele continente o destino das riquezas extraídas nos outros continentes, sem contar que por aquelas paragens, além do comércio, começava a vicejar a Revolução Industrial, acarretando aumento da produtividade e demanda por matéria-prima.
Por outro lado, aponta Celso Furtado, no celebrado livro “Formação Econômica do Brasil”, a renda per capta na então colônia nos anos finais do século XVIII era de não mais, pela cotação atual, de 50 dólares.
Extração e lavoura – Condições básicas para o atraso
Aquele período, bem como o início do século XIX, é marcado pela mais terrível queda no preço da cana de açúcar, assim como a extração de ouro vivia seu pior momento, levando a colônia a praticar uma economia de subsistência.
Voltando aos dias atuais, pode-se perceber como a América do Sul é, até os dias atuais, produto da forma como se desenvolveu a economia local. O que aconteceu com o açúcar no final do século XVIII, é o que acontece, respeitadas as enormes e devidas proporções, com a economia brasileira com o evento da queda dos preços das commodities no mercado internacional, particularmente o petróleo.
Muito se tem ouvido falar que os acordos comerciais com a Inglaterra no início do século XIX, amplamente favoráveis a essa última, do ponto de vista da política tarifária, foram a maior âncora para a economia brasileira durante o primeiro e parte do segundo Império. Sem dúvida que as condições decorrentes desses acordos, do desequilíbrio da balança comercial, acarretada pela importação de produtos manufaturados, principalmente os têxteis, e da falta de base técnica para um processo de industrialização, é preciso considerar como fator determinante a inexistência de um mercado consumidor que alavancasse tal empresa.
Não bastasse uma grande parte da mão de obra ser escrava, logo ausente do mercado consumidor, e a baixa renda per capta, a própria extensão territorial e a estagnação do crescimento populacional serviam de entrave à estruturação de políticas econômicas. Grande parte dos esforços financeiros se destinavam a tentar manter a unidade do Império.
Outro fator que influenciou a formação econômica do Brasil foi o poder adquirido pelos grandes produtores agrícolas. O poder político adquirido pelos proprietários de terras explica o desinteresse pela estruturação de políticas de desenvolvimento industrial mesmo após a proclamação da República.
Pode-se observar que até mesmo no nascedouro da República, no final do século XIX e início do século XX, esse poder está presente naquilo que ficou conhecido como República do Café com Leite, só possível porque São Paulo e Minas eram os grandes produtores de leite e café. A aliança dos grandes produtores de café e leite com as oligarquias do resto do país, garantindo-lhes privilégios, deu sustentação a àquela política, que vigorou até 1930.
Voltando, porém, ao cenário da segunda metade do século XVIII, percebe-se que até aquele momento, em pleno nascimento da Revolução Industrial, a economia brasileira praticamente não havia estabelecido uma base mínima para o crescimento.
Alguns atribuem a lentidão na formação econômica do Brasil à forma como se deu a colonização portuguesa. Não há dúvida disso. Quando há uma comparação com o que aconteceu no norte dos Estados Unidos, tudo fica mais claro. Lá, o que temos é uma colônia de povoamento, com uma certa autonomia política e até econômica, ambiente propício ao aparecimento e diversificação da atividade econômica.
No Brasil, ao contrário, há dois fatores primordiais, que o caracterizam como colônia de exploração: economia extrativista e mão de obra escrava. Portugal, na realidade, só empreendeu esforços para povoar o Brasil em função da pressão política internacional, já que outras nações europeias contestavam o direito daquele país e da Espanha de ocupar a América.
 Todos esses fatores levaram à não formação de uma identidade local. Os paralelos com os dias atuais são bastante eficazes, enquanto medida de causa e efeito.
 Longo caminho até a industrialização
 Nada acontece por acaso. A corrida do ouro no continente americano criou um movimento de interiorização da ocupação do território brasileiro, mas muito pouco deixou de legado em termos de desenvolvimento local. A economia extrativista consistia em estruturação de comunidades, que rapidamente viviam seu apogeu, porém, mais rápido era sua chegada, tão logo vinha a decadência.
 Tal fenômeno é decorrente do fato de que tudo se estrutura em torno de uma única atividade econômica. Sendo ela meramente extrativista, é fácil imaginar que o recurso natural se acabe, que haja uma superoferta e queda do preço. Esvaziada a atividade econômica única, a comunidade perde o sentido de existir.
Recentemente, a queda do preço do petróleo e o desmonte da cadeia econômica a ele ligada trouxeram sérios problemas à economia fluminense. Muito pouco diante do que aconteceu com a Venezuela, cuja economia era fortemente ancorada na exportação da cobiçada commoditie e sucumbiu diante da queda do preço da mesma.
A industrialização só chegou ao Brasil de forma estruturada a partir da década de 40, alavancada por um misto de políticas de governo e condições impostas pelo cenário internacional.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Quais foram a maior âncora para a economia brasileira durante o primeiro e parte do segundo Império?
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Qual foi o fator que influenciou a formação econômica?
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Quais os dois fatores primordiais, que o caracterizam como colônia de exploração?
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6.3. Características da população brasileira 
O Brasil detém a quinta maior população do mundo
Conforme dados do Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população total do Brasil é de 190.755.799 habitantes. Esse elevado contingente populacional coloca o país entre os mais populosos do mundo. O Brasil ocupa hoje o quinto lugar dentre os mais populosos, sendo superado somente pela China (1,3 bilhão), Índia (1,1 bilhão), Estados Unidos (314 milhões) e Indonésia (229 milhões).
A população brasileira está irregularmente distribuída no território, pois há regiões densamente povoadas e outras com baixa densidade demográfica. A população brasileira estabelece-se de forma concentrada na Região Sudeste, com 80.364.410 habitantes; o Nordeste abriga 53.081.950 habitantes; e o Sul acolhe cerca de 27,3 milhões. As regiões menos povoadas são: a Região Norte, com 15.864.454, e o Centro-Oeste, com pouco mais de 14 milhões de habitantes.
A irregularidade na distribuição da população fica evidente quando alguns dados populacionais de regiões ou estados são analisados. Somente o estado de São Paulo concentra cerca de 41,2 milhões de habitantes, sendo superior ao contingente populacional das regiões Centro-Oeste e Norte juntas.
A população brasileira está distribuída em um extenso território, com 8,5 milhões de quilômetros quadrados. Em virtude disso, a população relativaé modesta, com cerca de 22,4 hab./km². O dado apresentado classifica o país como pouco povoado, apesar de ser populoso diante do número da população absoluta.
O Sudeste é a região mais populosa do país por ter ingressado primeiramente no processo de industrialização, encontrando-se hoje bastante desenvolvido industrial e economicamente. O surgimento da indústria no Sudeste foi primordial para a urbanização e a concentração populacional na região, pois se tornou uma área de atração para trabalhadores de diversos pontos do país.
Em relação à densidade demográfica, a região Sul ocupa o segundo lugar. As causas dessa concentração devem-se principalmente pelo fato de a região ser composta por apenas três estados e pela riqueza contida neles, o que proporciona um elevado índice de urbanização.
O Nordeste é a segunda região mais populosa, no entanto, a densidade demográfica é baixa, proveniente da migração ocorrida para outros pontos do Brasil, ocasionada pelas crises socioeconômicas comuns nessa parte do país.
O Centro-Oeste ocupa o quarto lugar quando se trata de população relativa. Isso é provocado pelo tipo de atividade econômica vinculada à agropecuária e que requer pouca mão de obra.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Como a população brasileira está dividida?
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Cite as principais características da região norte.
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Cite as principais características da região centro oeste.
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Cite as principais características da região nordeste.
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Cite as principais características da região sudeste.
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Cite as principais características da região sul.
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6.4. Sistemas de engenharia (transporte, saneamento, energia e comunicação) na produção do espaço brasileiro 
A infraestrutura brasileira, bem como ocorre com os demais países ou organizações, é a reunião das estruturas de engenharia e instalações que integram a base em que são prestados os serviços necessários para o desenvolvimento produtivo, político e social. A definição, que vale para a o termo infraestrutura, foi dada pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
Integram a infraestrutura do país os sistemas de transporte, comunicação, distribuição de água, captação de esgoto e fornecimento de energia. Ou seja, são conjuntos de longa vida útil e de necessário fornecimento de maneira contínua e a longo prazo.
Devido à amplitude, a infraestrutura no Brasil é subdividida entre: infraestrutura econômica, a infraestrutura social e a infraestrutura urbana. As definições resultam de estudos realizados pelo Banco Mundial.
Infraestrutura Atual
A infraestrutura econômica integra os setores que subsidiam os domicílios e a produção. São eles: a energia elétrica, transporte, telecomunicações, fornecimento de água, habitação, gás natural, telecomunicações, logística de transporte (englobando: rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias).
Também integram a infraestrutura econômica a prestação de serviços públicos, a coleta de resíduos sólidos, a tecnologia da informação e comunicação, os sistemas de drenagem, irrigação, produção e distribuição de biocombustíveis e a captação de petróleo.
Os investimentos recebidos pela infraestrutura têm impacto diretos e indiretos. Os impactos diretos, conforme o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) recaem sobre a expansão da capacidade de abastecimento ou escoamento da produção. Já os impactos indiretos são observados no desenvolvimento econômico e social.
Energia
Dos muitos aspectos relativos à infraestrutura, a energia entra com item fundamental para o investimento em novas empresas, distribuição de renda e melhoria do capital social. Isso ocorre porque a oferta de energia tem impacto direto nas empresas, indústria e para o cidadão.
É a partir da oferta de energia que são planejados desde a instalação, até a permanência e ampliação de uma empresa ou indústria. Em consequência, a oferta de energia impacta sobre a geração de empregos e suporte para os municípios.
No Brasil, a expansão do setor elétrico foi marcante ao fim da década de 1970. O crescimento econômico vivido pelo País impactou na necessidade de aumento da demanda de energia e empresas estatais foram estruturadas para atender a demanda.
A oferta de energia e investimento em infraestrutura econômica foi favorecida pela aplicação de capital externo, que caiu na década seguinte. Foi a partir de 1980 que a maior usina energética do País entra em atuação, a Itaipu.
A gerência elétrica era feita por meio de concessionárias que não mantinham a linearidade no êxito da administração do setor. A consequência era a baixa oferta de energia e limitação do crescimento econômico.
Para tentar solucionar a questão, na década de 1990, o governo federal adotou o modelo inglês de administração do setor, na tentativa de atrair investidores. O caráter de monopólio, contudo, foi mantido na criação do mercado atacadista. O setor é coordenado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema).
O modelo atacadista de distribuição foi duramente questionado devido à crise do racionamento e causou instabilidade econômica. Houve dúvida sobre a manutenção dos investimentos já captados e em operação, bem como na atração de novos. Sem garantia de energia em todos os polos, nem todas as regiões do País têm capacidade para atrair indústrias, gerar empregos e impulsionar o crescimento social.
Transporte
O Brasil tem dimensões continentais e adotou o modelo rodoviário como alternativa para atingir todas as regiões. Mesmo questionado durante sucessivos governos, as rodovias ainda têm maior importância que qualquer outro modal no País.
Não são poucas as críticas relativas às estradas brasileiras. Federais ou estaduais, as vias carecem de manutenção e representam risco à segurança. As más condições também encarecem o frete, devido à necessidade maior de investimento na manutenção de caminhões.
O sistema rodoviário, considerado adequado para vencer as distâncias no País recebe pouco investimento e, mesmo mostrando ser mais eficiente,é adotado para ligar poucas regiões.
Comunicação 
A integração econômica e cultural entre os países, conhecida como Globalização, só foi possível a partir da criação e popularização de diversas tecnologias que adquiriram um papel fundamental tanto para o desenvolvimento da economia mundial quanto para a sociedade que se tornou cada vez mais dependente da tecnologia. As redes de comunicação nesse mundo globalizado, cada vez mais rápidas e eficientes, permitiram a comunicação e o acesso rápido a qualquer parte do globo de forma instantânea. Contribuindo assim, para:
o desenvolvimento do comércio internacional, visto que a interligação entre as bolsas de valores, dos bancos e das grandes corretoras de diversos países através de uma vasta rede de computadores aumenta a velocidade das transações e possibilita aos investidores movimentar instantaneamente suas aplicações financeiras;
o crescimento de empresas multinacionais, que podem ser controladas de qualquer lugar do mundo;
a circulação de capitais que pode ser realizada de qualquer lugar do mundo, com o uso de computadores e até smartphones;
a circulação de informações, que atualmente acontece instantaneamente;
a comunicação em massa, na qual as pessoas podem se comunicar instantaneamente com qualquer pessoa do mundo;
a transformação da paisagem que vai sendo alterada para incorporar as diversas redes de comunicação por satélite artificial, de cabos de fibra óptica, de antenas para celulares etc.
Porém, apesar de se tornarem cada vez mais necessárias e utilizadas no mundo, tanto nas relações comerciais quanto no cotidiano das pessoas que vivem nesse mundo globalizado, o uso das redes de comunicação não diminui as diferenças sociais. Isso por que, assim como os efeitos da globalização não atingem a todos da mesma maneira, muitas vezes o uso das novas tecnologias não ocasionam grandes revoluções na realidade socioespacial. E, embora o acesso a essas redes atinja cada vez mais pessoas, a forma com que usam essas tecnologias e as consequências do seu uso muitas vezes não é um fator determinante na modificação de sua condição social.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Conceitue infraestrutura econômica.
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Fale da energia
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Fale do transporte.
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Fale da comunicação.
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6.5. Sistema Nacional de Unidades de Conservação 
O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC - LEI 9.985/2000) - é o conjunto de unidades de conservação (UC) federais, estaduais e municipais. É composto por 12 categorias de UC, cujos objetivos específicos se diferenciam quanto à forma de proteção e usos permitidos: aquelas que precisam de maiores cuidados, pela sua fragilidade e particularidades, e aquelas que podem ser utilizadas de forma sustentável e conservadas ao mesmo tempo.
O SNUC foi concebido de forma a potencializar o papel das UC, de modo que sejam planejadas e administradas de forma integrada com as demais UC, assegurando que amostras significativas e ecologicamente viáveis das diferentes populações, habitats e ecossistemas estejam adequadamente representadas no território nacional e nas águas jurisdicionais. Para isso, o SNUC é gerido pelas três esferas de governo (federal, estadual e municipal).
Além disso, a visão estratégica que o SNUC oferece aos tomadores de decisão possibilita que as UC, além de conservar os ecossistemas e a biodiversidade, gerem renda, emprego, desenvolvimento e propiciem uma efetiva melhora na qualidade de vida das populações locais e do Brasil como um todo.
O SNUC tem os seguintes objetivos:
Contribuir para a conservação das variedades de espécies biológicas e dos recursos genéticos no território nacional e nas águas jurisdicionais;
Proteger as espécies ameaçadas de extinção;
Contribuir para a preservação e a restauração da diversidade de ecossistemas naturais;
Promover o desenvolvimento sustentável a partir dos recursos naturais;
Promover a utilização dos princípios e práticas de conservação da natureza no processo de desenvolvimento;
Proteger paisagens naturais e pouco alteradas de notável beleza cênica;
Proteger as características relevantes de natureza geológica, morfológica, geomorfológica, espeleológica, arqueológica, paleontológica e cultural;
Recuperar ou restaurar ecossistemas degradados;
Proporcionar meio e incentivos para atividades de pesquisa científica, estudos e monitoramento ambiental;
Valorizar econômica e socialmente a diversidade biológica;
Favorecer condições e promover a educação e a interpretação ambiental e a recreação em contato com a natureza; e
Proteger os recursos naturais necessários à subsistência de populações tradicionais, respeitando e valorizando seu conhecimento e sua cultura e promovendo-as social e economicamente.
Gestão
A gestão do SNUC é feita com a participação das três esferas do poder público (federal, estadual e municipal). As competências dos órgãos para a gestão do sistema vão desde a coordenação e acompanhamento do sistema, até a sua implementação propriamente dita.
O SNUC é gerido pelos seguintes órgãos, com as respectivas atribuições:
Órgão consultivo e deliberativo: representado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), tem a função de acompanhar a implementação do SNUC;
Órgão central: representado pelo Ministério do Meio Ambiente, tem a finalidade de coordenar o SNUC;
Órgãos executores: representados na esfera federal, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e IBAMA, em caráter supletivo, e nas esferas estadual e municipal, pelos órgãos estaduais e municipais de meio ambiente. Os órgãos executores do SNUC têm a função de implementá-lo, subsidiar as propostas de criação e administrar as unidades de conservação federais, estaduais e municipais, mas nas respectivas esferas de atuação.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
O que é o sistema nacional de unidades de conservação?
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Quais os objetivos do SNUC?
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6.6. Movimentos sociais brasileiros no campo e na cidade 
Quase todo dia, nos noticiários, ouvimos falar de algum tipo de manifestação de movimentos sociais, principalmente no contexto conflituoso que o Brasil e o mundo estão inseridos nas últimas décadas. Esses movimentos são fundamentais para a democracia e representam muito da vontade do próprio povo.
Você sabe de que modo os movimentos sociais se organizam e funcionam? Continue lendo este post para descobrir o que são, quais os tipos e como são os movimentos sociais no Brasil!
O que são movimentos sociais?
Um movimento social é uma forma de expressão da sociedade civil, por meio da qual os cidadãos participantes buscam, em ações coletivas, alcançar diversos tipos de mudanças na sociedade. Isso acontece por meio de debates políticos e manifestações.
Os movimentos sociais são elementos fundamentais das sociedades plurais, pois agem coletivamente, como uma estratégia de resistência e luta perante as desigualdades, buscando inclusão social. Esses movimentos são populares e podem envolver a atuação de diversos grupos internos, que agem em diversas frentes em busca do mesmo objetivo.
Como movimentos sociais funcionam?
Como são ações coletivas em busca de um objetivo em comum, os movimentos sociais se organizam por meio de um conjunto de pessoas que veem na unidade de vários indivíduos uma força plural de reivindicação mais ampla.
Dessa maneira, eles surgem de uma iniciativa pública, tendo motivação principalmente nas diversas injustiças e desigualdades sociais presentes na maioria dos países atualmente. Ou seja, quanto maior o cenário de desigualdade, maiores as chances de surgimento de diferentes movimentos sociais.
Como os grupos de reivindicação têm como objetivo alterar a composição e a atuação do Estado, é natural que a relação entre ambas as partes seja conflituosa. Desse modo, a organização estatal é vista como a manutenção do status quo e das injustiças, devendo ser combatida pelas ações originadas nos movimentos sociais.
A existência de movimentos e organizações de cunho social é fundamental para o estabelecimento e o funcionamento de uma democracia. Afinal de contas, um dos pilares democráticos é a garantir, por lei, a reivindicação de direitos por parte dos cidadãos, de modo que a extinção de qualquer movimento social significa a extinção do próprio Estado Democrático de Direito em si.
Os movimentos sociais podem ser organizados a ponto de possuírem sedes e representações em várias cidades ou mesmo mais espontâneos, surgindo de passeatas e manifestações sociais, que, em um primeiro momento, constituem uma forma simbólica de comunicação da população com o Estado.
Características dos movimentos sociais
São várias as características dos movimentos sociais, de modo que muitos deles podem apresentar diferenças específicas. Entretanto, é possível observar alguns pontos em comum para qualquer tipo de movimento social, como:
Ideologia: é a base de pensamento que reúne os cidadãos em torno de um objetivo em comum. Um pensamento ideológico comum guia e auxilia na articulação de grupos sociais em prol do mesmo movimento;
Projeto: o projeto de um movimento social é o que contém todo e qualquer objetivo e reivindicação do grupo. Ele é um dos pilares que motivam a organização de um movimento, servindo como pauta para as demandas da sociedade;
Hierarquia: a organização hierárquica de um movimento social pode ser centralizada ou descentralizada, apresentando um ou mais líderes. É extremamente importante que os movimentos sociais verdadeiramente organizados tenham uma “cara”, principalmente para a abertura de diálogo com o Estado.
Tipos de movimentos sociais
Os movimentos sociais podem ser classificados de acordo com seus objetivos, sendo possível separá-los em três tipos diferentes. São estes:
Movimentos reivindicatórios, que focam as ações na exigência de questões de cunho imediato e de curto prazo. Geralmente, lançam mão da pressão pública para forçar instituições a modificar dispositivos e instrumentos legais buscando favorecer seus objetivos;
Movimentos políticos, que buscam influenciar as camadas da população a participar diretamente das decisões políticas, com o objetivo de garantir transformações de cunho estrutural na sociedade em que estão inseridos;
Movimentos de classe, que têm como objetivo alterar a organização social e, também, as relações entre as diferentes camadas da sociedade.
Movimentos sociais no Brasil
Enquanto país em desenvolvimento, o Brasil apresenta um contexto sociopolítico de grande desigualdade e injustiças sociais. Por isso, é natural que existam diversos movimentos sociais, buscando alterar esse cenário estabelecido há muito tempo.
Apesar de ser possível considerar as diversas revoltas na história do país como movimentos sociais brasileiros, a organização dessas organizações, como as conhecemos hoje em dia, ganhou força, particularmente, a partir da década de 1960.
Exemplos de movimentos sociais
Com o Golpe Militar e o consequente estabelecimento da Ditadura Militar (1964-1985), a população se encontrava em um contexto no qual era necessário se organizar para reivindicar seus direitos.
Nesse período histórico, um dos movimentos sociais de maior destaque foi o das Diretas Já!, durante a redemocratização, que exigia o estabelecimento de eleições diretas. Esse movimento levou milhões de brasileiros às ruas.
Mas as Diretas não foi o único movimento a ganhar força nessa época. O contexto brasileiro faz com que possamos destacar alguns movimentos organizados e extremamente importantes para a sociedade civil, como o Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o movimento Passe Livre e diversas ONGs.
Além desses movimentos mais organizados, ainda existem diversos outros grupos que se expressam por meio de manifestações e outras formas de comunicação na sociedade civil, como os movimentos pelos direitos dos negros, dos povos indígenas, das mulheres e da população LGBTI+.
Os movimentos sociais, em um Estado Democrático de Direito, são peças fundamentais enquanto entidades de mediação entre grupos minoritários e o próprio Estado. Tornam-se ferramentas cruciais pela busca de direitos e pela diminuição das desigualdades presentes em diversos países.
Independentemente da concordância ou não de suas causas por parte da opinião popular, a existência dos movimentos sociais deve ser garantida por lei dentro de um Estado verdadeiramente democrático, uma vez que este necessita também da legitimação por parte da sociedade para exercer suas funções de governo.
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Quais os tipos de movimentos sociais?
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O que são movimentos sociais? 
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Quais as características dos movimentos sociais?
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6.7. A regionalização do Brasil
O Brasil reúne características de um verdadeirocontinente dadas as suas dimensões territoriais. E, somadas a elas, tem ainda uma grande diversidade na ocupação humana do território, com ainda mais diferenças socioculturais e econômicas.
A divisão do País em Regiões contempla aspectos de homogeneidade territorial e também de características socioeconômicas ou de outros fatores de agregação. Confira:
• Divisão por Regiões: São cinco as Regiões do Brasil: Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Além dos fatores naturais, humanos e econômicos, essa divisão considera os limites dos Estados que as integram. Você sabe quais são eles? Veja no mapa, pois isto pode virar questão nos vestibulares e no Enem. 
• Divisão em Três Grandes Complexos: Amazônia, Nordeste e Centro-Sul. Esta forma de classificar o país em três grandes complexos como fator de divisão leva em conta aspectos físicos, humanos e econômicos, desprezando os limites estaduais e privilegiando os aspectos geográficos mais marcantes na definição de tais áreas: o quadro natural na Amazônia, o aspecto social nordestino e o quadro econômico no Centro-Sul.
A Constituição Brasileira de 1988, estabelece as seguintes Regiões: 1 – Centro-Oeste; 2 – Nordeste; 3 – Norte; 4 – Sudeste; 5 – Sul. Confira no mapa. Veja as características de cada uma das regiões:
Centro-Oeste
Compõe-se dos estados: Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal. Possui um território de 1 604 852 km2 (18,9% do território nacional). Sua população é de cerca de 12 milhões de habitantes.
Economia da Região Centro-Oeste
• Agricultura – A agricultura de subsistência, com o cultivo de milho, mandioca, abóbora, feijão e arroz, através de técnicas primitivas, sempre se constituiu em atividade complementar à pecuária e ao extrativismo. Mas, o cenário mudou completamente desde as décadas de 1970 e 1980, quando as tecnologias de correção dos solos do Cerrado conseguiram soluções para corrigir a acidez original e tornar o solo próprio para culturas de grande interesse comercial. Assim, muitos cultivos, antes restritos às regiões Sul e Sudeste, mostram-se promissores em áreas do Centro-Oeste. É o caso da soja, do trigo e do café.
• Pecuária – Área do cerrado, abrange terras nas quais se pratica, em grandes propriedades, a pecuária extensiva de bovinos, com destaque para os estados de Goiás e Mato Grosso, que juntos abrigam 15% do rebanho nacional. Também se criam equinos, porém em menor proporção;
– Na região do Pantanal (MS), tradicional área pecuarista, pratica-se uma pecuária ultra extensiva de baixa qualidade, com numerosos rebanhos de bovinos e bufalinos.
A pecuária de corte é a atividade econômica mais importante da Região Centro-Oeste do Brasil. Na fotografia, um touro da raça Nelore Indústria
Trata-se de uma atividade que vem crescendo no Centro-Oeste. As indústrias mais expressivas são recentes, atraídas pela energia abundante fornecida pelas usinas do complexo de Urubupungá, no rio Paraná (Mato Grosso do Sul), de São Simão e Itumbiara, no rio Paranaíba, de Cachoeira Dourada (em Goiás) e outras menores. As indústrias mais importantes são as de produtos alimentícios, farmacêutica, de minerais não-metálicos e a madeireira.
A área mais industrializada e desenvolvida sócio-econômicamente do Centro-Oeste estende-se no eixo Goiânia-Anápolis-Brasília. Tem como destaque as indústrias automobilística, farmacêutica, alimentícia, têxtil, de produtos minerais e bebidas. Outros centros fabris importantes são Campo Grande (indústria alimentícia), Cuiabá (indústria alimentícia e de borracha), Corumbá, favorecida pela proximidade do Maciço do Urucum para a obtenção de matérias-primas minerais, Catalão e Rio Verde em Goiás e Três Lagoas (Mato Grosso do Sul), que sozinha foi responsável por 0,15% do crescimento PIB brasileiro em 2007.
Goiás é o estado mais industrializado da Região. Neste estado está localizado o Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA) – o mais importante polo industrial do Centro-Oeste – que na última década recebeu diversos tipos de indústrias, principalmente de medicamentos (o que faz do município o maior polo farmo-químico do Brasil) e a montadora de automóveis sul-coreana Hyundai; além de Catalão, importante polo minero-químico e metal-mecânico, com destaque para a montadora de automóveis Mitsubishi e a montadora de máquinas agrícolas John Deere.
Em Rio Verde, Itumbiara, Jataí, Mineiros e Mozarlândia encontram-se importantes indústrias no ramo alimentício; Uruaçu, Minaçu e Niquelândia, com indústrias de extração e processamento de minérios; Jaraguá, um polo da indústria do vestuário e Senador Canedo, com um complexo petroquímico da Petrobras e atividades na indústria calçadista.
No estado de Mato Grosso do Sul, as indústrias se baseiam no extrativismo mineral já que nessa região a concentração de minérios de ferro é muito grande. Além disso em Três Lagoas é de considerável vulto a produção de papel e celulose
Migrações internas no Centro-Oeste
Um importante grupo do Centro-Oeste é o grupo dos sulistas (gaúchos, catarinenses, paranaenses) que se instalaram sobretudo no sul de Mato Grosso do Sul. Na região, foram os responsáveis pela organização da agricultura, abriram rodovias, montaram serrarias, fundaram vilas e municípios.
Desde que Brasília foi concluída, a população do Centro-Oeste vem acusando expressivos índices de crescimento. Essa tendência deve-se especialmente às frequentes migrações de habitantes de outras regiões. Terras a preços mais acessíveis, a expansão agrícola, boas estradas e oportunidades de progresso relativamente rápido são fatores responsáveis por essa atração. O Centro-Oeste formou sua população com migrantes vindos de todas as demais regiões do país, caracterizando-se assim pela heterogeneidade humana. Entretanto, há equilíbrio entre a porcentagem de brancos (50,1%), concentrados sobretudo no Sul, e a de mestiços (46,3%), principalmente mamelucos, encontrados nas partes norte e central. As outras etnias compõem os restantes 3,6% da população
Turismo no Centro-Oeste
O turismo vem se desenvolvendo rapidamente na região Centro-Oeste do Brasil, atraindo visitantes de várias partes do mundo. A região mais conhecida é o Pantanal. Trata-se da maior bacia inundável do mundo, com vegetação variada e fauna muito rica. Outros pontos de interesse são as chapadas, como a dos Guimarães, em Mato Grosso, e a dos Veadeiros, em Goiás. No sudeste goiano, a atração é o Parque Nacional das Emas. Há ainda Brasília, fundada em 1960 e caracterizada pela moderna arquitetura e que hoje é uma das maiores cidades brasileiras – “Patrimônio da Humanidade”. O Distrito Federal compreende a cidade de Brasília, além de suas regiões administrativas, que estão localizadas fora do plano piloto. Brasília, capital do Brasil, é uma cidade moderna que além de centro político, é um dos principais centros financeiros do país.
O crescimento populacional que vem caracterizando a região, a melhoria das vias de comunicação e o mercado consumidor sempre expressivo do Sudeste têm aumentado muito o desenvolvimento da agricultura comercial
Região Nordeste
Compõe-se dos estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Possui um território de 1 556 001 km2 (18,2% do território nacional), dentro dos quais está localizado o Polígono das secas. Sua população é pouco superior a 50 milhões de habitantes.
Em função das diferentes características físicas que apresenta, a região encontra-se dividida em sub-regiões: meio-norte, zona da mata, agreste e sertão.
Sub-regiões e clima do Nordeste
O meio-norte compreende da faixa de transição entre o sertão semiárido do Nordeste e a região amazônica. Apresenta clima úmido e vegetação exuberante, à medida que avança para o oeste.
A zona da mata estende-se do estado do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia, numa faixa litorânea de até 200 km de largura. O clima étropical úmido, com chuvas mais frequentes no outono e inverno. O solo é fértil e a vegetação natural é a mata atlântica, já praticamente extinta e substituída por lavouras de cana-de-açúcar desde o início da colonização.
O agreste é a área de transição entre a zona da mata, região úmida e cheia de brejos, e o sertão semiárido. Nessa sub-região, os terrenos mais férteis são ocupados por minifúndios, onde predominam as culturas de subsistência e a pecuária leiteira.
O sertão, uma extensa área de clima semiárido, chega até o litoral, nos estados do Rio Grande do Norte e do Ceará. As atividades agrícolas sofrem grande limitação, pois os solos são rasos e pedregosos e as chuvas, escassas e mal distribuídas. A vegetação típica é a caatinga. O rio São Francisco é destaque hidrográfico da região, de água perene.
Turismo na Região Nordeste
O grande número de cidades litorâneas com belas praias, contribui para o desenvolvimento do turismo. Muitos estados investem na construção de parques aquáticos, complexos hoteleiros e polos de ecoturismo. Esse crescimento, no entanto, favorece a especulação imobiliária, que em muitos casos ameaçam a preservação de importantes ecossistemas.
A cultura nordestina, é um atrativo à parte para o turista. Em cada estado, há danças e hábitos seculares preservados. As rendas de bilros e a cerâmica, são as formas mais tradicionais de artesanato da região. As festas juninas em Caruarú (PE) e Campina Grande (PB), são as mais populares do país. O Nordeste é a região brasileira que abriga o maior número de Patrimônios Culturais da Humanidade, título concedido pela UNESCO. Alguns exemplos são a cidade de Olinda (PE), São Luís (MA) e o centro histórico do Pelourinho, em Salvador (BA).
Há ainda o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, um dos mais importantes sítios arqueológicos do país. O carnaval continua sendo o evento que mais atrai turistas, especialmente para Salvador, Olinda e Recife. Cada uma dessas cidades chega a receber 1 milhão de turistas nessa época.
Outro grande destaque a nível nacional e mundial é Fernando de Noronha, com suas maravilhosas paisagens naturais e mar cristalino, local que abriga os golfinhos saltadores, conhecidos em todo o mundo
Economia da Região Nordeste – Entre 2010 e 2014 a economia nordestina mostrou-se mais dinâmica que a média do país. Uma das razões é o impulso da indústria e do setor de serviços. Um dos destaques é o Polo de Camaçari, na Bahia, e a indústria do Petróleo, que foi desacelerada a partir de 2015 em função dos escândalos de corrupção na Petrobrás.
A agricultura e a pecuária, contudo, enfrentam situação inversa nos anos 90. Os longos períodos de estiagem fazem com que o Produto Interno Bruto (PIB) do setor apresente quedas sucessivas. A agricultura centraliza-se no cultivo de cana-de-açúcar, com Alagoas respondendo por metade da produção do Nordeste. Há alguns anos, teve início o desenvolvimento de lavouras de fruticultura para exportação na área do vale do São Francisco – onde há inclusive cultivo de uvas viníferas – e no Vale do Aço, a 200km de Natal (RN). É no Rio Grande do Norte que são produzidos os melhores melões do país. A pecuária ainda sofre os efeitos da estiagem, mas o setor avícola desponta.
Região Norte
Compõe-se dos estados: Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará, Amapá e Tocantins. Possui um território de 3 851 560 km2 (45,2% do território nacional), e uma população pouco superior a 15 milhões de habitantes – o que faz dela a região com menor densidade demográfica (3,77 hab/km2)
Povoamento da Região Norte
Nestas terras colonizadas por portugueses, onde viria a se tornar um país chamado Brasil, já havia populações humanas. Não sabemos exatamente de onde vieram, apenas que são povos nativos por estarem aqui antes da ocupação europeia. Certos grupos de brasileiros que atualmente vivem no território estão vinculados historicamente a esses primeiros povos.
Os remanescentes dos primeiros habitantes do que é hoje o Brasil tem uma longa história que começou a se diferenciar daquela da civilização ocidental ainda na chamada pré-história (Com fluxos migratórios do Velho Mundo para as Américas, ocorridos há dezenas de milhares de anos) a história deles voltou a se aproximar da nossa há cerca apenas de 500 anos (com a chegada dos portugueses). Como todo grupo humano, os povos indígenas tem cultura que resultam da história de relações que se dão entre os próprios homens e entre estes e o meio ambiente; uma história que no caso dos índios foi drasticamente alterada pela realidade da colonização
Economia – A economia da região Norte baseia-se no extrativismo vegetal de produtos como látex, açaí, madeiras e castanha-do-pará; no extrativismo mineral de ouro, diamantes, cassiterita e estanho; e na exploração de minérios em grande escala, principalmente o ferro na serra dos Carajás, estado do Pará, e a Bauxita no Vale do Rio Trombetas. Duas ferrovias viabilizam o escoamento dos minérios extraídos da região: a Estrada de Ferro Carajás, que vai de Marabá, estado do Pará, a São Luiz, capital do estado do Maranhão (região Nordeste), que leva o ferro para os portos de Itaqui e Ponta da Madeira; e a estrada de Ferro do Amapá, que transporta o que sobrou de manganês extraído na serra do Navio até o porto de Santana, em Macapá, capital do estado do Amapá.
Em algumas partes da região a energia é fornecida por usinas hidrelétricas e em outras o abastecimento depende de geradores a óleo diesel. No rio Tocantins, estado do Pará, encontra-se a usina hidrelétrica de Tucuruí, a maior da região. Existem ainda usinas menores, como Balbina, no rio Uatumã, estado do Amazonas, e Samuel, no rio Madeira, estado de Rondônia.
Usina Hidrelétrica de Tucuruí (PA)
O Governo Federal oferece incentivos fiscais para a instalação de indústrias no estado do Amazonas, especialmente montadoras de produtos eletrônicos. Esse processo é administrado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus.
• Pecuária na Região Norte – A paisagem predominante na região Norte — a grande Floresta Amazônica — não é propícia à criação de gado. Apesar disso, a implantação de projetos agropecuários vem estimulando essa atividade ao longo das rodovias Belém-Brasília e Brasília-Acre, principalmente devido à facilidade de contato com os mercados do Sudeste e Centro-Oeste. A pecuária praticada é do tipo extensivo e voltada quase que exclusivamente para a criação de bovinos. Grandes transnacionais aplicam vultosos capitais em imensas propriedades ocupadas por essa atividade.
Há um dado negativo, entretanto, pois, de todas as atividades econômicas, a mais prejudicial à floresta é a pecuária, porque requer a devastação de grandes trechos da mata. A substituição da floresta por pastagens aumenta a temperatura local e diminui a pluviosidade, levando, em última instância, à desertificação das áreas de criação. Além disso, o gado introduzido — da raça nelore — apresenta baixa produção de carne, fator que torna uma criação onerosa.
Assim, a pecuária é desenvolvida com sucesso apenas nos Campos da Hileia, principalmente em Roraima e na ilha de Marajó, onde se encontra o maior rebanho de búfalos do país.
Região Sudeste
Compõe-se dos estados: Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Possui um território de 927 286 km2 (10,6% do território nacional). Sua população é de cerca de 77 milhões de habitantes.
Migrantes
Na história da migração no Brasil, destaca-se a migração nordestina. Devido ao auge da industrialização, entre as décadas de 60 e 80, a migração nordestina para a região Sudeste, em especial aos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, foi intensa. Devido principalmente ao problema da exploração social e do trabalho na economia rural nordestina, relacionada com e eventualmente justificada pela seca, somados com a grande oferta de empregos de outras regiões principalmente nas décadas de 60, 70 e 80, em especial na região Sudeste, verificou-se um pronunciado fluxo migratório de parte da população nordestina para outras regiões do país.
Atualmenteassiste-se à “migração de retorno”: no ano de 2000, saíram do estado de São Paulo de volta para o Nordeste 457 mil pessoas, enquanto outras 400 mil fizeram o caminho inverso
Economia
A economia do Sudeste é muito forte e diversificada. A região Sudeste pertence a maior região geoeconômica do país, em termos de economia.
A agricultura é praticada em todos os estados da região. Os principais produtos agrícolas cultivados são: cana-de-açúcar, café, algodão, milho, mandioca, arroz, feijão e frutas.
A pecuária também é praticada em todos os estados da região. O maior rebanho é o de bovinos e o estado de Minas Gerais é o principal criador. Equinos e suínos também são encontrados.
Na região Sudeste, pratica-se o extrativismo mineral. Os principais minérios explorados são ferro, manganês, ouro e pedras preciosas. As maiores jazidas são encontradas no estado de Minas Gerais.
Destacam-se as seguintes indústrias:
naval e petrolífera, no Rio de Janeiro;
automobilística, em São Paulo;
siderúrgica, em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo;
petroquímica, com várias refinarias nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
Existem também indústrias de produtos alimentícios, de beneficiamento de produtos agrícolas, de bebidas, de móveis, etc.
Indústria
REPLAN, a maior refinaria de petróleo do Brasil, em Paulínia-SP.
Na região Sudeste, iniciou-se a industrialização do país, tornando-se a indústria de transformação a principal divisa(dinheiro)e trabalho nos seus estados. O estado de São Paulo tornou-se o maior parque industrial da América do Sul.
As principais atividades industriais da região são:
Siderurgia e metalurgia: É nessa região que está localizada a primeira indústria do gênero, a CSN, na cidade de Volta Redonda, devido a proximidade com uma grande área mineralífera, o quadrilátero ferrífero, no estado de Minas Gerais. Também está instalada na região a Usiminas, em Ipatinga, que hoje é a maior produtora de aço bruto do país, e a Companhia Siderúrgica de Tubarão, Vitória, a 3º maior siderúrgica do Brasil.
Petrolífera: O petróleo é explorado em plataformas continentais localizadas sobretudo na bacia de campos, no Rio de Janeiro (que produz 80% do petróleo consumido no Brasil). O estado do Rio de Janeiro apresenta grande importância na prospecção de petróleo, enquanto que o estado de São Paulo apresenta uma grande importância na atividade de refino, estando localizado nesse estado as principais refinarias do país, dentre elas, a REPLAN (refinaria do planalto), de Paulínia, a maior do país. Além do petróleo, há a extração de gás natural da bacia de Santos e há até alguns anos atrás, havia a extração de betume no vale do Paraíba.
Alta tecnologia: É nessa região que está localizado o “vale do Silício” brasileiro, constituído pelas cidades de São Paulo, São José dos Campos, São Carlos e Campinas. Essas quatro cidades concentram indústrias de informática, telecomunicações, eletrônica e de outras atividades que envolvam alta tecnologia; além de possuírem importantes centros de pesquisa e importantes universidades, como o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em São José dos Campos.
Por estar concentrada quase metade da população nacional, além de estar concentrado o maior e mais diversificado parque industrial do país e de concentrar um amplo sistema de transportes, a região necessita de bastante energia. A maior parte da energia consumida na região (assim como acontece no país) é produzida por usinas hidrelétricas, como Furnas, Ilha Solteira, Três Marias, Marimbondo, Jupiá e outras; aproveitando-se do relevo acidentado e da presença de rios caudalosos.
Uma parte pequena da energia produzido na região vem das usinas termonucleares Angra I e Angra II.
O mapa acima, define a concentração na Grande São Paulo, com diversidade industrial, e a desconcentração ocorre acompanhando as grandes rodovias.
Na via Dutra (1), destaca-se São José dos Campos, entre outras, com indústrias aeroespacial e bélica.
No Eixo Castelo Branco (2), destaca-se Sorocaba;
No Eixo Anchieta – Imigrantes, sobretudo em Cubatão desenvolvem-se os ramos químico, petroquímico e siderúrgico; e no Eixo Bandeirantes, até as vias Anhanguera e Washington Luís, a agroindústria é a de destaque.
Porto de Santos
Turismo
Uma das atividades econômicas mais importantes na região Sudeste do Brasil é o turismo. É nessa região que se localizam vários dos pontos turísticos mais visitados do país. O Rio de Janeiro é internacionalmente conhecido por suas praias e pelo carnaval carioca, além de ser um grande polo de turismo cultural.
Cristo Redentor
São Paulo, também conhecida mundialmente, é o maior centro financeiro do Brasil, e conta com diversos centros culturais e de entretenimento.
Parque do Ibirapuera
Em Minas Gerais, localizam-se as mais importantes cidades históricas do Brasil, como Ouro Preto, Tiradentes e Diamantina.
O Espírito Santo atrai milhares de turistas todos os anos devido a suas praias
Ciência
A região abriga os três maiores polos de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, representados pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas, as quais respondem, respectivamente, por 28%, 17% e 10% da produção científica nacional – segundo dados de 2005.[1]
Transportes
Rodovia dos Imigrantes cortando a represa Billings em São Paulo.
Porto de Santos, o maior do Brasil.
Por concentrar a metade da população brasileira e as cidades mais industrializadas e bem desenvolvidas do país, a região Sudeste é a que apresenta a mais alta taxa de urbanização e a melhor infraestrutura de transportes do Brasil.
Sua rede ferroviária, que se desenvolveu principalmente em função da expansão do café, representa praticamente a metade de todas as estradas de ferro do Brasil. O Sudeste conta ainda com cerca de 35% das rodovias, concentradas principalmente no estado de São Paulo e Minas Gerais. Algumas delas — Rodovia dos Imigrantes, Rodovia Castelo Branco e outras — são comparáveis às melhores e mais seguras da América do Sul e das Américas.
Nos últimos anos, entretanto, o decréscimo dos investimentos governamentais não tem permitido a ampliação da rede rodoferroviária e tem prejudicado a manutenção da já existente.
O desenvolvimento industrial da região, associando a uma política francamente exportadora do governo federal, funcionou como alavanca da grande expansão portuária do Sudeste, onde Santos e Rio de Janeiro se projetam como os portos de maior movimento do país.
Região Sul
Compõe-se dos estados: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Possui um território de 575 316 km2 (6,8% do território nacional) e sua população é de mais de 26 milhões de habitantes.
E faz parte da região geoeconômica Centro-Sul. É um grande polo turístico, econômico e cultural, abrangendo grande influência europeia, principalmente de origem italiana e germânica. A região Sul apresenta bons índices sociais em vários aspectos: possui o maior IDH do Brasil, 0,831,[10] e o terceiro maior PIB per capita do país, 18.257,79 reais, atrás apenas da Região Sudeste e da Região Centro-Oeste. A região é também a mais alfabetizada, 94,8% da população.
Faz fronteiras com o Uruguai ao sul, com a Argentina e com o Paraguai ao oeste, com a região Centro-Oeste e com a região Sudeste do Brasil ao norte e com o oceano Atlântico ao leste.
Imigrantes
Os alemães estabeleceram-se principalmente no Vale do rio Itajaí, no norte e nordeste de Santa Catarina, na região metropolitana de Curitiba, na região dos Campos Gerais e também no norte e oeste do Paraná, e no vale do rio dos Sinos no Rio Grande do Sul.[23] Os italianos ocuparam principalmente a serra gaúcha e Sul catarinense, onde introduziram o cultivo da uva e a produção de vinho, posteriormente também o norte do Paraná ocupando-se na colheita do café. Colonizadores de outros países tais como russos, poloneses, ucranianos, e outros grupos imigrantes fixavam-se no oeste de Santa Catarina, no Paraná e em outros pontos da região.
A ocupação da região Sul seria completadacomo a colonização açoriana (portugueses) ao longo do litoral, incluindo destaque para a ilha de Santa Catarina, onde se localiza Florianópolis, e para Porto Alegre. A segunda iniciou-se na primeira metade do século XIX, com a chegada de imigrantes alemães e de italianos na segunda metade do século. Em menor número, russos, poloneses, ucranianos e outros. Os imigrantes colonizaram os planaltos, deixando a marca de seus costumes no estilo das residências, no idioma e na culinária. Foram responsáveis também pela introdução da policultura e do sistema de pequenas propriedades. É por essa razão que o Sul é a região brasileira que possui maior percentual de minifúndios em sua estrutura fundiária
Distribuição populacional
Embora a oposição entre as aglomerações urbanas e vazios populacionais, no Sul, não seja tão definido como em outras regiões, os centros urbanos, incluindo Curitiba, Porto Alegre e cidades do Vale do rio Itajaí, apresentam altas densidades populacionais. Os trechos menos populosos do Sul localizam-se na Campanha Gaúcha, pois a atividade econômica dominante é a pecuária extensiva, que emprega pouca mão-de-obra
A Grande Porto Alegre
Economia
Setor primário A maior parte do espaço territorial sulista é ocupado pela pecuária, porém a atividade econômica de maior rendimento e que emprega o maior número de trabalhadores é a agricultura. A atividade agrícola no Sul distribui-se em dois amplos e diversificados setores:
Policultura: desenvolvida em pequenas propriedades de base familiar. Foi introduzida por imigrantes europeus, principalmente alemães, na área originalmente ocupada pelas florestas. Cultivam-se principalmente milho, feijão, mandioca, batata, maçã, laranja e fumo;
Monocultura comercial: desenvolvida em grandes propriedades. Essa atividade é comum nas áreas de campos do Rio Grande do Sul, onde se cultivam soja, trigo, e algumas vezes, arroz. No Norte do Paraná predominam as monoculturas comerciais de algodão, cana-de-açúcar, e principalmente soja, laranja, trigo e café. A erva-mate, produto do extrativismo, é também cultivada.
Para compreender com mais claramente a distribuição das atividades agrícolas pela região, analise a tabela seguinte com os respectivos dados sobre os produtos agrícolas.
Maçã de Santa Catarina
	Principais culturas
	Produto
	Participação
	Arroz
	42,25%
	Batata
	47,71%
	Fumo
	57,18%
	Milho
	52,02%
	Soja
	54,54%
	Trigo
	86,27%
Pecuária
No Paraná, possui grande destaque a criação de suínos, atividade em que esse estado é o primeiro do Brasil, seguido do Rio Grande do Sul. Essa criação processa-se paralelamente ao cultivo do milho, além de abastecer a população, serve de matéria-prima a grandes frigoríficos.
Na Campanha Gaúcha pratica-se a criação de ovinos.
Os campos do Sul constituem excelente pastagem natural para a criação de gado bovino, principalmente na Campanha Gaúcha ou pampa, no Estado do Rio Grande do Sul. Desenvolve-se ali uma pecuária extensiva, criando-se, além de bovinos, também ovinos. A região Sul reúne cerca de 18% dos bovinos e mais de 60% dos ovinos criados no Brasil, sendo o Rio Grande do Sul o primeiro produtor brasileiro.
A pecuária intensiva também é bastante desenvolvida na região Sul, que detém o segundo ranking na produção brasileira de leite. Parte do leite produzido no Sul é beneficiado por indústrias de laticínio
Araucária – árvore típica da Região Sul
Indústria
O Sul é a segunda região do Brasil em número de trabalhadores e em valor e volume da produção industrial. Esse avanço deve-se a uma boa rede de transportes rodoviários e ferroviários, grande potencial hidrelétrico, fácil aproveitamento de energia térmica, grande volume e variedade de matérias-primas e mercado consumidor com elevado poder aquisitivo.
Encontra-se na região metropolitana de Curitiba, a capital paranaense, o segundo maior polo automobilístico da América Latina, composto por empresas como Audi, Volkswagen, Renault, Volvo, New Holland, Chrysler e produção de modelos Mazda e Mini Cooper.
A distribuição das indústrias do Sul é bastante diferente da que ocorre na região Sudeste. Nesta região predominam grandes complexos industriais com atividades diversificadas, enquanto o Sul apresenta as seguintes características:
Sede da Perdigão Agroindustrial, em Videira (SC).
Presença de indústrias próximas às áreas produtoras de matérias-primas. Assim, os laticínios e frigoríficos surgem nas áreas de pecuária, as indústrias madeireiras nas zonas de araucárias, e assim por diante;
Predomínio de estabelecimentos industriais de médio e pequeno porte em quase todo o interior da região;
Predomínio de indústrias de transformação dos produtos da agricultura e da pecuária.
As maiores concentrações industriais situam-se nas regiões metropolitanas de Curitiba no Paraná e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, merecendo destaque também a região metropolitana de Porto Alegre, na qual se sobressaem as indústrias automotiva, petroquímica, de tecnologia de informação e coureiro-calçadista;
A região metropolitana de Curitiba, com sua crescente visão de planejamento, mudou o rumo econômico do Sul implantando o segundo maior polo automobilístico da América Latina. Juntamente com o norte catarinense, a região metropolitana de Curitiba concentra a melhor e mais avançada mão-de-obra técnica e especializada na manufatura de itens de segunda e terceira geração, atraindo a maioria dos investimentos tecnológicos destinados à região;
O norte do Paraná, onde estão localizadas cidades tais como Londrina, Maringá, Apucarana, Paranavaí, entre outras, favorecidas pela grande quantidade de matérias-primas e fontes de energia, rede de transportes desenvolvida e localização geográfica favorecida, ligando os maiores polos econômicos do país com o interior da região Sul;
A região do vale do rio Itajaí, em Santa Catarina, na qual se destaca a indústria têxtil, cujos centros econômicos são: Joinville, Blumenau, Itajaí e Brusque, e também de cristais finos e softwares, com sedes próprias em Blumenau.
O litoral sul de Santa Catarina, onde desenvolvem-se atividades industriais associadas à exploração do carvão, projetando na região onde ficam cidades como Imbituba, Laguna, Criciúma e Tubarão;
A região de Caxias do Sul, Garibaldi e Bento Gonçalves, onde estão instalados as máquinas e os equipamentos da principal indústria vinícola do Brasil.
A região que inclui a cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul, no interior do Rio Grande do Sul, com uma expressiva produção de tabaco para a fabricação de cigarros.
A porção noroeste do Rio Grande do Sul, incluindo o vale do rio Uruguai, onde merecem destaque as indústrias de beneficiamento de produtos agrícolas, especialmente trigo, soja e milho. Passo Fundo, Santo Ângelo, Cruz Alta e Erechim são as cidades mais importantes dessa área;
• O Campanha Gaúcha, onde se destacam Bagé, Uruguaiana (maior município produtor de arroz do Brasil), Alegrete e Santana do Livramento, cidades que possuem grandes frigoríficos, em geral, controlados pelo capital transnacional;
O litoral lagunar do Rio Grande do Sul, onde Pelotas (indústria de frigorícos) e Rio Grande (maior porto marítimo da região) se destacam.
Além dessas concentrações industriais, merecem destaque como cidades industriais isoladas: Ponta Grossa, Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava e Paranaguá, no Estado do Paraná; Florianópolis, Joinville, Lages, Blumenau e Chapecó em Santa Catarina; e Santa Maria, no Rio Grande do Sul
A maior usina hidrelétrica da região é a Itaipu, inaugurada em 1983, que aproveita os recursos hídricos do rio Paraná, mais precisamente nas imediações das cidades de Foz do Iguaçu (Brasil), na margem esquerda e Ciudad del Este, antiga Puerto Presidente Stroessner (Paraguai), na margem direita. Como é considerada a maior usina hidrelétrica do mundo, sua energia é utilizada em partes iguais por ambos países a que pertencem, Brasil e Paraguai.
Além de abastecer a região Sul, a energia da Usina hidrelétrica de Itaipu é imensamente utilizadaem outras regiões brasileiras, inclusive na região Sudeste, que é mais desenvolvida, com indústrias de grande porte.
Hidrelétrica de Itaipu (PR)
Turismo
O Parque Nacional do Iguaçu, onde se localizam as Cataratas do Iguaçu, é uma Unidade de Conservação brasileira. Está localizado no extremo oeste do estado do Paraná, tendo sido criado em 10 de janeiro de 1939, através do decreto lei nº 1.035. Sua área total é de 185.262,2 hectares. Em 1986 recebeu o título, concedido pela UNESCO, de Patrimônio Mundial.
Durante os dias quentes de verão, as praias catarinenses são procuradas e frequentadas por turistas do Brasil inteiro e de outros países estrangeiros. Florianópolis, atrás apenas das cidades do Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA), é uma das capitais brasileiras mais visitadas. Com o fim da crise econômica nos países do Mercosul, parte do movimento de argentinos, uruguaios e paraguaios voltou ao proveito do turismo de verão, em cidades balneárias tais como Balneário Camboriú e Barra Velha. São pontos turísticos os patrimônios da humanidade: Cataratas do Iguaçu no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná e as Ruínas Jesuítico-Guaranis de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul.
As serras gaúcha e catarinense atraem turistas no inverno rigoroso, que vêm aproveitar as temperaturas mais baixas e a neve, inclusive em Urubici (SC). Em Cambará do Sul (RS), localiza-se o Parque Nacional de Aparados da Serra, onde fica o cânion do Itaimbezinho.
O charme e o requinte da colonização europeia de Curitiba fazem com que a capital paranaense atraia um número cada vez maior de visitantes que buscam as belezas do planejamento urbano, as delícias do bairro de Santa Felicidade e as modernidades culturais do Sul concentradas no Museu Oscar Niemeyer. Curitiba concentra, também, a melhor e maior estrutura hoteleira do Sul regada à segunda melhor cadeia gastronômica do país
 Complexos Regionais
 O Brasil também pode ser dividido em três complexos regionais ou regiões geoeconômicas, que possuem mais afinidades, apesar de suas diversidades, do que na divisão tradicional do
IBGE. Como exemplo, podemos citar o caso da Amazônia, que não termina na fronteira dos Estados do Amazonas e Pará com Mato Grosso. Outro exemplo é o caso do sertão semiárido, que não termina na fronteira da Bahia com Minas Gerais, mas prolonga-se ao norte de Minas Gerais.
Amazônia (Centro-Norte): compreende toda a atual região Norte, mais parte oeste do Maranhão, grande parte do Mato Grosso e pequena parte noroeste de Goiás. O traço mais marcante dessa região é a natureza. Apesar de atualmente a ocupação ser intensa, a densidade demográfica ainda é muito pequena.
Nordeste: compreende a atual região Nordeste, incluindo o norte de Minas Gerais e excluindo o oeste do Maranhão. Apesar de considerarmos a seca o problema comum do Nordeste, há enormes disparidades econômicas e naturais entre as suas sub-regiões.
Centro-Sul: Abrange as atuais regiões Sul; a maior parte da região Sudeste, excluindo o norte de Minas Gerais; e incluem o sul do Mato Grosso do Sul, Goiás e extremo sul do Tocantins. Nessa grande região vive a maioria da população brasileira e está concentrada a maior parte das indústrias, bancos, universidades, comércio, agricultura mais moderna e o centro econômico do país: o eixo Rio de Janeiro – São Paulo.
Fique atento:
Possui a maior Cidade: Sudeste (São Paulo)
Maior Área: Norte
Maior PIB: Sudeste
Maior IDH: Sul
Mais Estados: Nordeste
Maior População: Sudeste
Maior PIB per capita: Sudeste
Maior Alfabetização: Sul
Maior Densidade Demográfica: Sudeste
EXERCICIOS DE FIXAÇÃO
Cite a divisão por regiões e os estados que ela abrange.
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Cite a divisão dos complexos e seus estados.
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Quais as principais atividades industriais do Sudeste.
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Como é dividida a economia da região sul.
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Questões Múltipla Escolha
	Questão 1 (Cefet-MG/ Vestibular de concomitância externa (2005) / questão 54)
O Complexo Regional do Centro-Sul possui áreas que se individualizam em virtude do seu desenvolvimento econômico. Associaram-se INCORRETAMENTE as unidades desse Complexo às suas respectivas atividades econômicas em: 
a) Porção sul de Goiás – cultivo de arroz e de soja. 
b) Quadrilátero Ferrífero – exploração de minério de manganês. 
c) Triângulo Mineiro – fabricação de automóveis e produtos químicos. 
d) Norte do Rio de Janeiro e Espírito Santo – extração de petróleo.
	Questão 2 (Cefet-MG/ Vestibular de concomitância externa (2005) / questão 53)
O mapa abaixo refere-se ao Complexo Regional do Nordeste
Sobre as sub-regiões desse Complexo, pode-se afirmar que 
I- A paisagem típica do Meio-Norte é a Mata dos Cocais, constituída por palmeiras como a carnaúba e o babaçu. 
II- A atividade econômica mais importante do Agreste é a agricultura, desenvolvida na forma de policultura, aliada à pecuária leiteira semi-intensiva. 
III- O clima semiárido e a vegetação da caatinga favoreceram o cultivo do cacau, importante produto de exportação. 
IV- A tradicional prática da pecuária extensiva no Sertão Nordestino contribuiu, nas últimas décadas, para acentuar a concentração de terras. 
São corretas apenas as afirmativas 
a) I e II. 
b) I e IV. 
c) II e III. 
d) III e IV.
	Questão 3 (Cefet-MG/ Vestibular de concomitância externa (2005) / questão 52)
A região Sul representa 6,5% do território nacional, possui 15% da população brasileira e faz parte do Complexo Regional do Centro-Sul. Referindo-se a essa região, é correto afirmar que 
a) a grande propriedade e a monocultura transformaram essa área em um dos grandes esteios agrícolas do País. 
b) o meio ambiente subtropical favoreceu o povoamento especulativo como ocorreu na fachada atlântica do País. 
c) a expansão da fronteira agrícola, nos últimos anos, aumentou sua produção agropecuária e sua participação na economia nacional. 
d) a criação de uma significativa rede de transportes e a proximidade com o Sudeste contribuíram para o desenvolvimento do seu parque industrial.
	Questão 4 (Cefet-MG/ Vestibular de concomitância externa (2005) / questão 52)
O Complexo Regional da Amazônia caracteriza-se pela (o) 
I- Ausência de conflitos fundiários devido à sua baixa ocupação demográfica. 
II- Predomínio de um clima quente e com chuvas abundantes o ano todo. 
III- aceleração do processo de povoamento, nas duas últimas décadas, com o avanço das fronteiras agrícolas. 
IV- Presença de solos de grande fertilidade em função dabiodiversidade da região. 
São corretos apenas os itens 
a) I e IV. 
b) I e III. 
c) II e III. 
d) II e IV.
	Questão 5 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2005) / questão 54)
A questão refere-se ao mapa do mundo econômico
A partir da análise do mapa, NÃO é correto inferir que o(s) 
a) fluxos financeiros concentram-se entre os integrantes do grupo dos países centrais. 
b) principais nós da rede encontram-se na interligação meridional das diversas bolsas de valores.
 c) laços evidenciam a existência de uma periferia semi-integrada aos principais polos econômicos. 
d) cinturões confirmam o predomínio da dinâmica de deslocamento populacional temporário no Norte.
	Questão 6 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2018) / questão 51)
Um estudante do curso técnico em Meio Ambiente, após pesquisa, elaborou as seguintes descrições sobre três biomas brasileiros:
 I. Abriga grande diversidade de espécies de plantas adaptadas à dinâmica do clima, caracterizado por chuvas torrenciais bem distribuídas. Possui aproximadamente 88,7% da cobertura vegetal nativa preservada, porém essa área tem sido pressionada pela expansão das atividades agrícolas e minerais. 
II. Agrega planaltos, com extensas chapadas. Verificam-se significativas matas ciliares ao longo dos rios, com folhagem perene. Atualmente a cobertura vegetal desse bioma, em relação à sua área original, é de aproximadamente 61,1%. É considerado o segundo bioma brasileiro mais rico em biodiversidade.
 III. Comporta uma floresta ombrófila densa, numa área complexa formada por montanhas, vales, planaltos e planícies. O aspecto florestal deve-se ao clima úmido e quente da região. Nessa área, encontram-se cerca de 70% da população brasileira e suas águas abastecem mais de 120 milhões de pessoas. É o bioma mais ameaçado do Brasil. 
Os textos I, II e III referem-se, respectivamente, à(ao)
 a) Mata Atlântica, Amazônia e Pantanal.
 b) Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. 
c) Pampa, Mata Atlântica e Cerrado. 
d) Pantanal, Pampa e Amazônia.
	Questão 7 (Cefet-MG/ Vestibular do integrado (2018) / questão 52)
Analise o quadro abaixo.
Considerando-se o período apresentado, é correto afirmar que:
 I- A disparidade de rendimentos reduziu no Brasil. 
II- As maiores desigualdades de renda persistem nas regiões Norte e Nordeste. 
III- O crescimento econômico contribuiu para a redução do Índice de Gini.
 IV- As políticas redistributivas devem ser priorizadas pelos governos dos estados das regiões Sul e Sudeste. 
Estão corretas apenas as afirmativas
 a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e III. 
d) III e IV.
	Questão 8 (Cefet-MG/ Vestibular de concomitância externa (2016) / questão 54)
De acordo com a divisão do Brasil em três regiões geoeconômicas, é característica do Nordeste
 a) o povoamento tardio. 
b) a biodiversidade reduzida. 
c) o contraste socioeconômico. 
d) a carência de rios intermitentes.
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ESCALA GRAFICA. Disponível em https://blogdoenem.com.br/escala-grafica/. Acesso em: 16 de abril de 2019.
CURVA DE NIVEL E PERFIL TOPOGRAFICO. Disponível em https://www .coladaweb. com/geografia/curva-de-nivel-e-perfil-topografico. Acesso em: 16 de abril de 2019.
MAPAS TEMATICOS. Disponível em https://www.todamateria.com.br/mapas-tematicos/. Acesso em:16 de abril de 2019.
FUSOS HORARIOS. Disponível em https://www.todamateria.com.br/fusos-horarios/. Acesso em:16 de abril de 2019.
CARTOGRAFIA: TIPOS DE MAPAS. Disponível em https://blogdoenem.com .br/ cartografia-tipos-de-mapas/. Acesso em:16 de abril de 2019.
MIGRAÇÕES INTERNAS E EXTERNAS. Disponível em https://blogdoenem.com.br /migracoes-internas-externas/. Acesso em:16 de abril de 2019.
GEOGRAFIA: POPULAÇÃO BRASILEIRA. Disponível em https://blogdoenem.com. br/geografia-populacao-brasileira/. Acesso em:16 de abril de 2019.
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PLACAS TECTONICAS.

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