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Capítulo sobre Cartografia que apresenta introdução, sistemas de orientação, escala, isolinhas, projeções cartográficas, fusos horários, sensoriamento remoto e fotointerpretação; inclui leituras, questões (vestibulares/ENEM) com gabarito e seção sobre formação territorial brasileira.

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Geografia Física
João Marcelo
Vítor Augusto
Volume 5
Cartografia ........................................................................................................................... 01
Introdução.............................................................................................................................. 01
Sistemas de Orientação ........................................................................................................ 01
Escala .................................................................................................................................... 03
Mapa de Isolinhas ................................................................................................................. 04
Projeções Cartográficas ........................................................................................................ 06
Fusos Horários ...................................................................................................................... 08
Sensoriamento Remoto e Fotointerpretação......................................................................... 09
Leitura Complementar.............................................................................................................10
Questões Propostas .............................................................................................................. 11
Questões dos Últimos Vestibulares ...................................................................................... 16
Questões Estilo ENEM .......................................................................................................... 19
Questões Complementares ................................................................................................... 22
Questões Discursivas ............................................................................................................ 23
Gabarito ................................................................................................................................. 24
Formação Territorial Brasileira .......................................................................................... 26
Introdução.............................................................................................................................. 26
Fixação Litorânea .................................................................................................................. 28
Expansão Territorial em Direção ao Interior .......................................................................... 28
Descoberta do Ouro e dos Diamantes .................................................................................. 30
Preocupação com a Unidade Territorial Brasileira ................................................................ 32
Leitura Complementar.............................................................................................................35
Questões Propostas .............................................................................................................. 36
Questões dos Últimos Vestibulares ...................................................................................... 41
Questões Estilo ENEM .......................................................................................................... 44
Questões Complementares ................................................................................................... 46
Questões Discursivas ........................................................................................................... 48
Gabarito ................................................................................................................................ 49
SUMÁRIO
C
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afi
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1
GEOGRAFIA
Cartografia
1 - Introdução
A relevância da Cartografia como parte da formação aca-
dêmica de um estudioso de geografia é inquestionável. Por 
meio dessa alfabetização cartográfica, é possível entender-
mos a relação entre o homem e o espaço geográfico em suas 
diversas facetas. Apesar dessa importância, a utilização de 
um mapa nos estudos é comumente dissociada da evolução 
natural dos alunos, fazendo com que eles não compreendam o 
mapa como uma alternativa de dado aspecto geográfico ou de 
complementação à escrita/leitura. Isso resulta no aprendizado 
de uma imagem desconectada da realidade, isto é, irrelevante. 
Neste capítulo, abordaremos a cartografia a partir da construção 
de um raciocínio, tentando não descompassar o tema com os 
fenômenos geográficos e históricos reais.
Representação do Mapa Mais Antigo do Mundo: Placa de 
Barro de Ga-Sur, Mede 7,12x6,35cm na Reprodução.
RAISZ, Wrwin. São Paulo: Editora Científica. 1969, p.9.
Mapa dos Indígenas das Ilhas Marshall, 
Mede 7,1x7,4cm na Reprodução.
RAISZ, Wrwin. São Paulo: Editora Científica. 1969, p.7.
Os mapas são reconhecidamente uma forma de linguagem 
mais antiga até mesmo do que a escrita. Sabe-se que os povos 
antigos utilizavam esses códigos a fim de registrar acontecimentos 
ou descobertas importantes. Cartografar algo é uma forma de 
representar ideias sobre o espaço geográfico, e, portanto, pode 
ser considerada tão antiga quanto a própria civilização humana, 
uma vez que parte da necessidade humana, e não de uma simples 
documentação. Ao longo do tempo, a produção de mapas trans-
formou-se em uma característica intrínseca para as populações, 
sendo necessária para representar locais e recursos, orientar 
rotas migratórias. Ela funciona até mesmo como uma ferramenta 
eficiente para a defesa territorial sob o ponto de vista militar.
Sejam nas rochas das cavernas, em papiros antigos, papeis 
atuais, e futuros tablets, os mapas redesenham sua vital impor-
tância para os seres humanos há gerações.
Disponível em: http://ideiasederivados.blogspot.com.br/2012/03/uma-
-menina-cheia-de-ideias.html. Acesso em: 12 de ago. de 2012.
2 - Sistemas de Orientação
A orientação no espaço geográfico e astronômico sempre foi 
uma preocupação constante do ser humano, o estabelecimento 
de direções a partir de referenciais universais, ou seja, referen-
ciais que podem ser acessados pelo homem em qualquer ponto 
na superfície terrestre, foi importantíssimo para os desloca-
mentos das populações humanas desde os nossos primórdios. 
Quando nos deslocamos a pequenas distâncias, adotamos 
como referenciais pontos que marcam a acessibilidade do local, 
como serras, rios, vegetações, estradas e trilhas, mas quando 
se trata de longos deslocamentos que envolvem, por exemplo, 
travessias de oceanos ou continentes, precisamos de referências 
de acessibilidade global. Desde os primórdios da civilização, a 
humanidade utiliza a posição dos astros para a determinação 
de rotas, direções e posições na superfície terrestre.
2.1 - Orientação pelos Astros
O primeiro sistema de Orientação se desenvolve pela posição 
do movimento aparente do sol (MAS) que se desloca sobre a 
abóbada celeste, descrevendo um arco meridiano no sentido 
leste-oeste. A partir da trajetória do MAS, podemos derivar as 
direções Norte-Sul, determinando, assim, os pontos cardeais.
2
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Para isso, devemos nos posicionar de forma a apontar o braço 
direito para o nascente e o esquerdo para o poente, a frente do corpo 
para o norte e as costas para o sul, conforme mostrado na figura.
Acesse o Google Maps em:
https://maps.google.com.br
FAÇA o trajeto utilizado por você para chegar ao cursinho, DEFI-
NINDO quais são as direções e os sentidos tomados ao longo do 
percurso. TENTE definir os seguintes aspectos
A) em qual regional de Belo Horizonte você reside?
B) você reside a Leste, a Norte, a Oeste ou a Sul do cursinho?
C) quais bairros estão a Leste, Oeste Norte e Sul do seu bairro?
D) a partir da Praça Raul Soares (Centro), defina a direção das 
principais vias de acesso de BH.
A partir do desmembramento dos pontos cardeais, é possível 
determinar os pontos colaterais (NE-NW-SE-SW), os quais 
devem ser construídos na interseção de dois pontos cardeais. 
Podemos,então, desmembrar os pontos cardeais e colaterais, 
criando os pontos sub-colaterais (N-NE, N-NW, E-NE, E-SE, 
S-SE, S-SW, W-SW, W-NW). 
Confira todas as posições na rosa dos ventos representada 
a seguir:
N
S
O
SO SE
L
NO
ONO
NNO
NE
NNE
ENE
ESE
SSE
OSO
SSO
Na orientação durante o período noturno, podemos utilizar 
duas constelações para navegação: a Ursa Menor, através da 
Estrela Polar, vista apenas no Hemisfério Norte, determina o 
norte, e a constelação Cruzeiro do Sul, vista apenas no Hemis-
fério Sul, determina o sul.
Assista ao vídeo 49 – 
Como os Astros Estão 
Ligados Entre Si?
Disponível em:
 http://tinyurl.com/zzetyxr
Ele traz uma noção do comportamen-
to dos astros em relação à Terra.
Disponível em http://geografiadamilenove.blogspot.com.br/2012/03/
orientacao-pelo-cruzeiro-do-sul.html. Acesso em: 23 de ago. de 2016.
2.2 - Bússola
A bússola foi um instrumento inventado pelos chineses a 
2300 a.C. A Europa passou a dominar essa técnica só no 
século XIX, o que revolucionou os sistemas de navegação e 
de orientação. Com isso, os rumos e as rotas poderiam ser 
definidos com mais precisão, não dependendo de condições 
atmosféricas, por exemplo. Imagine uma caravela navegando 
no meio do oceano atlântico e atravessando uma tempestade, 
seria muito fácil perder completamente o rumo da trajetória. 
Então a bússola se transformou num dos principais instrumen-
tos de navegação, o que permitiu a travessia do Atlântico ou a 
circunavegação do continente africano.
N
S
N
S
Eixo Magnético
Eixo de Rotação da Terra
Polo Sul
Magnético
Polo Norte
Geográfico
Polo Sul
Geográfico
Polo Norte
Magnético
Disponível em: http://www.geocities.ws/saladefisica5/leituras/
magnetismoterra.html. Acesso em: 23 de ago. de 2016.
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C
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a
Diferença entre o Norte Verdadeiro
e o Norte Magnético da Terra (Declinação Magnética)
19°
19°
Agulha da Bússola
Indica o Norte Magnético
(Conforme Linhas do Campo
Magnnético do Planeta Terra)
Rosa dos Ventos
Indica o Norte
Verdadeiro
(Norte Geográfico)
Desvio do Norte Magnético
em Relação ao Norte Verdadeiro
(Varia para Cada Localização)
Na Grande São Paulo o Desvio
é de Aproximadamente 19 graus Bússola
2.2.1 - Princípio de Funcionamento
O mecanismo da bússola é composto por uma agulha iman-
tada que gira livremente sobre um eixo, sabemos que o núcleo 
terrestre produz um campo eletromagnético alinhado no sentido 
Norte-Sul, a agulha atraída por esse campo aponta na direção 
do Sul magnético terrestre, que corresponde ao norte geográfico. 
Existe uma diferença entre os polos magnéticos da terra e os 
polos geográficos, denominada declinação magnética.
2.3 - Coordenadas Geográficas
Sistema que divide o planeta em dois planos imaginários, os 
paralelos (horizontais) e os meridianos (verticais). Na interseção 
dos dois planos, definimos a coordenada de qualquer ponto na 
superfície terrestre. Sabemos que a ideia da esfericidade terrestre 
foi determinada por Erastotenes, que calculou a dimensão do 
perímetro equatorial 43.000 KM III séculos a.C. A partir do cálculo 
do diâmetro e do raio terrestre, podemos encontrar a dimensão de 
todos os paralelos e subdividi-los em graus, minutos e segundos.
2.3.1 - Paralelos e Sistema de Latitude
Paralelos são linhas horizontais paralelas traçadas a partir do 
Equador e que chegam até os polos onde alcançam a dimensão 
de um ponto. A propriedade fundamental dos paralelos é que eles 
diminuem de extensão à medida que se aproximam dos polos. A 
distância de um ponto qualquer em relação à linha do equador é 
definida como LATITUDE e varia de 0 graus no Equador a 90 Graus 
nos polos. Dessa forma, o equador divide os hemisférios norte/sul.
Disponível em: : http://geographyworldonline.com/tutorial/lesson1.html.
Além disso, sabemos que o ângulo de incidência solar não 
é igual entre os vários paralelos, o que determinaria diferentes 
faixas de iluminação na superfície terrestre, definindo as zonas 
quentes, temperadas e frias.
Zonas Climáticas ou Térmicas
2.3.2 - Meridianos e o Sistema Longitude
Meridianos são arcos paralelos que ligam os dois polos e 
possuem a mesma dimensão. Considerando como meridiano 
referencial o Meridiano de Greenwich, teremos dois hemisférios 
(leste-oeste), cada um ocupará uma faixa de 180 graus, sendo 
as linhas divisórias o Meridiano de Greenwich (0 graus), e o anti-
meridiano (180 graus). A longitude de um ponto seria a distância 
desse ponto até o meridiano de Greenwich medida em graus.
Disponível em: http://geographyworldonline.com/tutorial/
lesson1.html. Acesso em: 23 de ago. de 2016.
3 - Escala
Já vimos que o mapa é a representação planificada dos dife-
rentes aspectos na superfície terrestre com finalidades diversas. 
A quantidade de detalhes presentes no mapa depende dos 
objetivos de sua utilização. Dessa maneira, a precisão de sua 
avaliação deverá ser compatível com a escala, ou seja, quanto 
maior for o espaço representado no mapa, menor será a quan-
tidade de informações disponíveis. Se desejarmos aumentar o 
nível de detalhe, torna-se necessário diminuir a área mapeada. 
A escala é a razão entre as dimensões de um elemento 
representado no mapa e as medidas no terreno, ou seja, o 
número de reduções que esse terreno sofreu para ser repre-
sentado em um mapa. Se um mapa indicar uma escala de 
1:100.000, significa que o espaço representado foi reduzido 
100.000 vezes, portanto, cada centímetro percorrido no mapa, 
corresponde a 100.000 cm do tamanho real.
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A dimensão entre o elemento cartografado (d) e a dimensão real 
do terreno (D), a Escala (E), pode ser representada por E = d / D 
(no exemplo acima teríamos E = 1 / 100.000). Caso a escala seja: 
menor do que 1, ocorre uma redução das dimensões originais; 
maior do que 1, ampliação; e igual a 1, manutenção do tamanho dos 
dois. Na ciência cartográfica, tradicionalmente, esses valores serão 
relativos à redução, portanto, a escala tende a ser menor que 1.
As escalas empregadas são basicamente numéricas (tam-
bém conhecidas como fracional ou fracionária) ou gráficas. 
Existem também as escalas equivalentes, nas quais a pro-
porção entre a distância real e o mapa é feita por meio da 
utilização de duas unidades, como, por exemplo, 1cm equivale 
a 10km. A primeira oferece uma facilidade de compreensão 
rápida dessa redução. A conversão de unidades também é 
facilitada. Vejamos a tabela e o exemplo a seguir:
Unidade
Quilô-
metro
Hectô-
metro
Decâ-
metro
Metro
Decí-
metro
Centí-
metro
Milí-
metro
Abre-
viatura
km 
1.000 m
hm 
100 m
dam 
10 m
m 1 m
dm 
0,1 m
cm 
0,01 m
mm 
0,001 m
Em um mapa na escala de 1:2.000 000, a distância de 40 km entre 
duas cidades nele representadas será de 2 cm. Verdadeiro ou falso?
Verdadeiro! Por convenção, as escalas numéricas são trabalhadas 
em cm, mas nada impede de você fazer a conversão para outros 
múltiplos ou submúltiplos. Então, nesse caso, nós temos 1 cm no 
mapa correspondendo a 2.000.000 de cm (20.000m ou 20km) no 
terreno. Se a distância entre as duas cidades do exemplo é de 2 cm 
no mapa, e se a escala é de 1 cm no mapa para 20 km reais, utili-
zando uma regra de três simples, 2 cm significarão 40 km de terreno.
1 cm → 2.000.000 cm
2 cm → X
X = 4.000.000 cm (40 km)
Já as escalas gráficas são representadas a partir de uma barra 
graduada com a numeração das distâncias referentes à dimen-
são real. Portanto, as distâncias podem ser medidas facilmente 
com a utilização de um compasso, além de não apresentarem 
problemas caso o mapa seja redimensionado (ampliado ou re-
duzido), pois a graduação também irá ampliar-se ou reduzir-se 
na mesma proporção que o restante da representação.
4 - Mapa de Isolinhas
Uma isolinha seria uma linha que une pontos de mesmo valor. 
Esses valores são relativos à altitude, à temperatura, à pressão, 
à umidade, à densidade demográfica, entre outros. O exemplo 
a seguir demonstra um mapa com isotermas (linhas que unem 
pontos de mesma temperatura) da cidade de Londres:
Disponível em: http://marciiabarbosa.blogspot.com.br/2008/10/climas--no-brasil-por-possuir-92-do.html. Acesso em: 23 de ago. de 2016.
Porém, as isolinhas mais frequentes em mapas seriam as 
isoípsas, são linhas que unem pontos de mesma altitude.
O mapa com curvas de nível pode indicar uma série de aspec-
tos importantes, como o relevo, a hidrografia, o potencial agrícola 
do solo, entre outros. Doravante, é necessário treinamento para 
conseguir interpretar uma carta topográfica.
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Seguindo um raciocínio lógico, como uma curva de nível é 
uma linha que une pontos de mesma altitude, uma linha não 
pode se chocar com a outra. Seguindo esse pensamento, exis-
te outro ponto fundamental, a equidistância das linhas. Todas 
as linhas, necessariamente, possuem a mesma distância entre 
si, isso oferece ao leitor do mapa uma característica muito 
importante das cartas topográficas, que é a possibilidade de 
identificarmos a declividade do relevo.
Veja os dois esquemas a seguir:
Com o programa Google Earth, você pode obter um modelo 
de elevação de qualquer terreno. Para isso, siga o passo a passo:
1º) Faça o download do programa em: 
http://www.google.com/earth/index.html
2º) Instale o programa de acordo com as indicações feitas 
no site (é bem simples).
3º) Entre no programa e clique na ferramenta régua. Aparecerá 
uma pequena janela com duas abas, clique na aba “caminho”.
4º) Faça uma rota ligando pontos no mapa, depois salve o 
caminho feito.
5º) Clique com o botão direito do mouse em cima do caminho 
criado por você. Aparecerá outra janela com uma lista de op-
ções. Nela você deverá clicar em “Mostrar perfil de elevação”.
6º) Após esse procedimento aparecerá um gráfico com a 
elevação do caminho feito, como na figura a seguir:
Pedro Neto. Base Cartográfica: Google Earth.
Salve vários caminhos e compare as elevações dos terrenos.
Podemos concluir que, quanto maior for a proximidade entre 
as isoípsas, maior será a declividade (relação entre distância 
percorrida e altura) do terreno. A explicação é simples, se existe 
o princípio da equidistância das linhas, significa que, necessa-
riamente, o espaçamento entre uma e outra é igual, restando 
apenas um fator responsável pela declividade, que seria a pro-
ximidade entre as isoípsas. Vamos fazer um estudo de caso, 
considerando que a equidistância entre os exemplos acima é 
de 10m e que o mapa possui a mesma escala. Analise a seguir:
Equidistância: 10m Equidistância: 10m
Distância entre as linhas: X Distância entre as linhas: Y
Base
X
Base
X
Altura
10 m
Altura
10 m
Em um mapa topográfico, é possível identificarmos também 
outras formas de relevo, hidrografia e/ou aplicações econômi-
cas do meio. Acompanhe os exemplos a seguir:
A composição do relevo é representada na figura como 
uma região de morros, e pode ser claramente percebida pelo 
mapa topográfico.
A hidrografia local, responsável pela presença de riachos e 
de rios, também pode ser identificada. O rio, sendo responsável 
pelo transporte de sedimentos, é um dos principais agentes ero-
sivos do planeta, moldando, dessa forma, o relevo local. Uma 
sequência de formas côncavas descendo o relevo pode indicar 
a presença de um rio, racho, ou até mesmo de uma ravina.
4.1 - Definição de Elementos Hidrográficos 
em uma Planta
As variações topográficas são os fatores mais importantes para 
o direcionamento do escoamento superficial, seja ele pluvial ou 
fluvial. Duas formas básicas são importantes no momento de se 
definir a direção geral dos rios e das chuvas numa planta topo-
gráfica: a linha do divisor e a linha do talvegue, ou seja, as cotas 
mais elevadas e as cotas mais baixas de um conjunto de relevo.
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Disponível em: http://aquafluxus.com.br/?p=1558. Acesso em: 23 de ago. de 2016.
O segmento A reúne os divisores, ou seja, as cotas mais 
altas que dividem o escoamento para direções diferentes, já 
o segmento B reúne os pontos mais baixos ou talvegues, que 
definem a convergência do escoamento e a sua direção geral.
Analisando os segmentos observamos que os divisores e os 
talvegues apresentam a seguinte morfologia: divisores – con-
vexidade e talvegues – concavidade.
Quando numa planta encontrarmos uma espécie de cotovelo 
ou ângulo, podemos definir a linha do divisor ou do talvegue.
B
IV
III
II
I
160
150
140
130
120
O divisor de águas ou interflúvio é definido através de uma 
seção que corta as isoípsas a partir de um ponto de maior 
altitude para um ponto de menor altitude (seção B) no sentido 
contrário às convexidades, isto é, de IV para I na figura anterior.
BIV
III
II
I
A
90
100
110
120
Já o talvegue é definido por uma seção que corta as isoípsas 
a partir de um ponto de maior altitude para o de menor altitude 
no mesmo sentido que as concavidades, marcando o sentido 
dos cursos d´água, seja ele um curso intermitente ou perene.
FAÇA um mapa topográfico a partir desses valores informados no 
trecho do mapa a seguir.
98 96
101
88
100 105 96
8692103
100
5 - Projeções Cartográficas
Uma projeção cartográfica seria uma representação de toda, 
ou parte da superfície terrestre em um plano. Normalmente inclui 
linhas que demarcam meridianos e paralelos. Seguindo o que 
foi citado previamente, as distorções ocorrem em função disso, 
matematicamente é impossível planificar uma esfera sem que 
haja uma distorção. Entretanto, a escolha de uma projeção pode 
determinar quais características do mapa serão mais fiéis à re-
alidade, em detrimento de outras. Isso faz com que a finalidade 
do mapa determine o tipo de projeção. 
Os métodos de confecção do mapa também variam bastante. 
Caso um cilindro seja posto por volta de um globo terrestre a sua 
superfície, invariavelmente, irá tocar a superfície, formando, assim, 
a circunferência completa. A partir disso, os meridianos e paralelos 
podem ser projetados ao cilindro. Em alguns casos, os paralelos 
podem ser projetados geometricamente, com uma preocupação 
de garantir a fidelidade em relação ao contorno dos continentes, 
garantindo, assim, o formato mais próximo do ideal aos continentes. 
A projeção de Mercator é o estereótipo disso. Há muito tempo, Ge-
rardus Mercator, autor do mapa-múndi mais difundido da história, 
é acusado de deformar o planisfério para assegurar a posição de 
centralidade do continente europeu, além de utilizar uma projeção 
conforme (projeção na qual a forma dos continentes se mantém 
fiel em detrimento da área), causando, assim, uma ampliação ilu-
sória do continente europeu. Essa visão eurocêntrica é reforçada 
também pelo período de confecção do mapa, seu trabalho ocorreu 
durante as grandes navegações históricas. Esse tipo de abordagem 
geopolítica, no que se refere à Cartografia, é fascinante!
“Pensar o mundo não é mais um privilégio eu-
ropeu, e a reelaboração do mapa do planeta é 
uma forma de libertação do colonialismo” 
Milton Santos
Pedro Neto. Base cartográfica: Google Earth.
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Um brilhante cartógrafo alemão, Arno Peters, ponderou que os mapas eram 
símbolos efetivos de uma visão nortista, submetendo aos países do “terceiro 
mundo” a submissão político-econômica. O pressuposto de que todos os países 
deveriam ser postos em um mapa-múndi, fidelizando sua área (projeção equi-
valente), gera um evidente destaque aos países do mundo subdesenvolvido.
Vitor Augusto. Base Cartográfica: University of Texas Libraries (www.lib.utexas.edu)
Por meio das projeções cilíndricas, os planisférios ganharam destaque. Con-
tudo, existem graves problemas a serem superados, como a impossibilidade de 
representação das regiões polares.
Outras propostas de projeções garantem a representatividade mais correta 
para tais áreas.
A projeção cônica, por exemplo, resulta da projeção do globo sobre um cone que 
posteriormente é planificado. Por motivos claros, ela é utilizada principalmente para 
representar países ou regiões de latitudes intermediárias.
Disponível em: http://www.brasilescola.com/geografia/projecoes-cartograficas.htm
Já a projeção plana (conhecida também como azimutal) correspondeao método 
mais utilizado para retratar as superfícies polares.
1. Projeção capaz de representar as áreas polares com grande fidelidade.
2. Quanto maior a distância do centro de projeção, maior será a deformação.
3. Não é indicada para a representação de grandes extensões.
Base Cartográfica: University of Texas Libraries 
Disponível em: www.lib.utexas.edu. Aces-
so em: 23 de ago. de 2016.
O Ártico designa o conjunto geográfico for-
mado pela zona polar do hemisfério norte e 
o oceano glacial situado entre a América do 
Norte e a massa continental euroasiática. O 
Oceano Glacial Ártico recobre uma superfí-
cie de 12 milhões de quilômetros quadrados 
que se comunica com o Pacífico através do 
estreito de Bering (passagem Noroeste), 
com o Atlântico pela estreita Baía de Baffin, 
mas também por uma passagem mais ampla 
entre a Groenlândia, o noroeste da Rússia 
e a Península Escandinava (passagem 
Nordeste). As geladas águas do Oceano 
Ártico banham os litorais de cinco países: 
Rússia, Groenlândia (território de soberania 
dinamarquesa), Canadá, Estados Unidos 
(por conta do Alasca) e Noruega. Durante 
muito tempo o Ártico foi uma área marginal 
do mundo que nem era mostrada nos mapas 
que usam a tradicional projeção de Mercator. 
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Somente no século XX, através dos avanços tecnológicos (como o uso de aviões, de navios quebra-gelo e de submarinos) e 
principalmente do antagonismo soviético-americano, é que a importância estratégica da região foi ressaltada. Há pelo menos 
duas dezenas de bases militares russas e norte-americanas no Ártico e em suas circunvizinhanças.
6 - Fusos Horários
Em 1884, um congresso internacional foi realizado em Washington a fim de estabelecer um padrão mundial para os horários. 
O resultado foi a criação de fusos-horários baseados no meridiano referencial (Greenwich). Antes do século XIX, várias cidades 
por todo o planeta utilizavam equipamentos que mensuravam o horário oficial por meio de relógios solares e outros métodos mais 
arcaicos. O avanço do processo de globalização trouxe modernizações em telecomunicações e em transportes, criando, assim, um 
sério problema de horários entre cidades e regiões; coordenar os horários entre estações de trens, por exemplo. A lógica é simples: 
um total de 24 horas, e 360 graus dando a volta pelo planeta, evidentemente gera 15 graus para cada hora. Veja o mapa a seguir:
Fusos Horários
Vitor Augusto. Base Cartográfica.
Disponível em: http://www.citygridmedia.com. Acesso em: 23 de ago. de 2016.
Dica:
Algumas questões de vestibulares precisarão que você raciocine com minutos, ao invés de horas.
Exemplo: Se 15° correspondem a 1h, 1°, portanto, corresponde a 4 minutos.
6.1 - Qual a Diferença em Horas de X a Y? 
É importante destacarmos que os fusos horários não são a mesma coisa que meridianos. O fuso referencial de Greenwich 
(GMT) corresponde, como todos os outros, a 15°. Porém, são 7° e 30’ para oeste e 7° e 30’ para leste, ficando assim:
Vitor Augusto. Base Cartográfica: IBGE.
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Alguns fatos históricos podem comprovar a importância dos 
fusos horários. A diferença de fuso horário em uma mesma 
nação pode gerar, inclusive, alguns erros crassos, e não se 
trata de erros retificáveis. Quando uma eleição é apertada, 
essas projeções – que são tornadas públicas durante a vota-
ção – podem afetar o índice de participação. Na Flórida, por 
exemplo, os condados mais republicanos, situados no Oeste, 
têm um fuso horário diferente daquele dos condados do Leste. 
Portanto, ainda não tinha sido concluída a operação eleitoral 
quando uma emissora, e depois outra, e depois mais outra, 
“projetaram” a vitória de Albert Gore no Estado. Um “furo” 
desses pode ter custado alguns milhares de votos a Bush.
É importante recordar que a terra gira da esquerda para a direita, 
ou de oeste para leste. Portanto, todas as localidades situadas a leste 
veem o sol nascer primeiro. Pode-se concluir que essas localidades 
possuem a hora adiantada. Ex. O Japão está situado 12 fusos a leste 
do Brasil, seus habitantes veem o sol nascer primeiro do que nós. 
Quando são 14 horas de uma terça-feira em São Paulo, significa que 
já serão 2 horas da madrugada de quarta-feira em Tóquio.
Em função de sua grande extensão longitudinal, o Brasil é dividido 
em quatro fusos. Em 2008, essa configuração foi alterada, com a 
retirada do fuso – 5 horas e a integração do Acre e da porção oeste 
da Amazônia ao fuso – 4 horas. A medida, entretanto, não agradou 
a população local, pois o horário político se distanciou muito do 
horário solar. Por isso, em 2013 o fuso – 5 horas foi reestabelecido 
e o Acre voltou a ser duas horas atrasado em relação à Brasília.
Brasil – Fusos Horários (3 Fusos)
Brasil – Fusos Horários (4 Fusos)
Disponível em: http://vozesdoverbo.blogspot.com.br/2014/02/fusos-
-horarios-do-brasil.html. Acesso em: 23 de ago. de 2016.
Interessante pensarmos nos limites práticos e teóricos estabele-
cidos pelos fusos horários. O limite teórico obedece às linhas físicas 
delimitadas a partir do referencial em Greenwich. Já o limite prático 
é estipulado politicamente, portanto, não obedece à teoria. Por isso, 
a Argentina alinha o fuso do país com o horário oficial de Brasília.
O meridiano de Greenwich ou primeiro meridiano (0°) ficou sendo 
a referência da hora oficial mundial, ou hora GMT (Greenwich Me-
ridian Time) até 1986, quando foi substituído pelo UTC – Universal 
Time Coordinated, que é uma mensuração baseada em padrões 
atômicos, e não na rotação da Terra.
6.2 - Linha Internacional da Data (LID) 
Ao dar a volta no planeta, percorrendo 12h para cada hemisfé-
rio, teríamos um total de 24h de diferença entre o extremo Oeste 
e o extremo Leste. É justamente por isso que ficou delimitada a 
Linha Internacional da Data (LID). Ela corresponde ao antimeri-
diano de Greenwich. Ao atravessar o meridiano 180°, deve-se 
alterar em 1 dia a data. Se estiver saindo do hemisfério oeste, 
estará -12h GMT, portanto, o ajuste tem que ser feito para +1 dia.
+6, -90° +5, -75°
+4, -60°
+3, -45°
+2, -30°
+1, -15°
0, 0°
-1, 15°
-2, 30°
-3, 45°
-4, 60°
-5, 75°-6, 90°-7, 105°
-8, 120°
-9, 135°
-10, 150°
-11, 165°
+12, 180°
ou -12, 180°
+11, -165°
+10, -150°
+9, -135°
+8, -120°
+7, -105°
7 - Sensoriamento Remoto e
Fotointerpretação
Um Sistema Global de Navegação Satélite (GNSS) é desen-
volvido por uma constelação de satélites com abrangência global 
que envia sinais de posicionamento e de tempo para usuários 
localizados em solo, aviões, ou transporte marítimo. Há vários 
sistemas GNSS, como o GPS (dos EUA), Glonass (da Rússia) e 
agora o Galileo (da Europa), que está em estado de implantação 
e próximo de se tornar disponível.
Disponível em: http://profaguinaldofisica.blogspot.com.br/2011/01/
10
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como-funciona-o-gps.html. Acesso em: 23 de ago. de 2016.
A constelação de satélites é distribuída de tal forma que pode 
prover seus serviços em todo o mundo e com um número de sa-
télites que permita o fornecimento de serviços de alta qualidade.
Disponível em: http://www.tecmundo.com.br/gps/2562-como-
-funciona-o-gps-.htm. Acesso em: 23 de ago. de 2016.
Ser capaz de computar nossa posição corrente nos dá a 
possibilidade de aplicar esse conhecimento de muitas formas. 
Essa noção é usada para navegação de carros, de aeronaves e 
de embarcações. Nós também podemos usá-la para propósitos 
de mapeamento, tanto pela obtenção direta em campo como 
pelo processamento de imagens de satélites ou aéreas que 
devem ser georreferenciadas, usando pontos de controle. Nós 
também podemos usar informação localizacional para praticar 
esportes como caminhada ou ciclismo, ou ainda em missões 
de resgate. Recentemente, o GNSS tem sido usado para agri-
cultura de precisão, para aperfeiçoar o rendimento de safras. 
Caso decidíssemos listar e elucidar todas as aplicabilidades dos 
GPS’s, deveríamos produzir um livro apenas com essa função. 
No tocante ao uso agrícola e à pesca, temos pulverização quí-
mica dassafras, monitoramento de rendimento, conhecimento 
da extensão dos cultivos, rastreamento do gado, navegação e 
monitoramento de barcos de pesca, aplicações generalizadas 
para a pesca, entre outros. Além disso, em relação a esse 
mercado, é válido destacar a importância da engenharia civil, 
da energia, das questões ambientais, das movimentações 
financeiras, da segurança pública, das telecomunicações, da 
aviação civil, dos transportes terrestres, ad infinitum. 
Conheça o programa espacial brasileiro o CBERS 
(China-Brazil Earth Resources Satellite, Satéli-
te Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres).
Por meio dele, você terá acesso a imagens de monito-
ramento do espaço aéreo brasileiro, além de imagens 
e vídeos relacionados às nossas pesquisas espaciais.
http://www.cbers.inpe.br/
Leitura Complementar
Sistema de Informações Geográficas
Já há algum tempo, com a evolução da informática, sur-
giram novas possibilidades de análises estratégicas para o 
auxílio na tomada de decisão. A possibilidade de visualização 
dos resultados das análises, espacialmente em um mapa, faz 
com que a compreensão por intermédio do analista seja de 
forma facilitada e clara. Esse tipo de tecnologia é chamada 
de Sistema de Informação Geográfica – SIG, mas essa tec-
nologia já era usada bem antes da invenção do computador.
Um bom exemplo disso é um caso acontecido na cidade 
de Londres, em 1854. Nessa época, Londres estava so-
frendo uma grave epidemia de cólera, doença cuja forma 
de contaminação não se conhecia. Numa situação em que 
já havia ocorrido mais de 500 mortes, o doutor John Snow 
teve uma ideia: colocar no mapa da cidade a localização 
dos doentes de cólera e dos poços de água (naquele 
tempo, a fonte principal de água dos habitantes da cidade).
Com a espacialização dos dados, o doutor Snow per-
cebeu que a maioria dos casos estava concentrada em 
torno do poço da Broad Street e ordenou que este fosse 
lacrado, o que contribuiu muito para debelar a epidemia.
Esse caso forneceu evidência empírica para a hipótese 
(comprovada posteriormente) de que a cólera é transmitida 
por ingestão de água contaminada. Essa é uma situação 
típica em que a relação espacial entre os dados muito difi-
cilmente seria inferida pela simples listagem dos casos de 
cólera e dos poços. O mapa do doutor Snow passou para 
a história como um dos primeiros exemplos que ilustram 
bem o poder explicativo da análise espacial e do GIS.
Segundo Korte (2001) ¹ , o SIG é uma ferramenta utilizada 
para análises de informação geográfica que usa funções de da-
dos geométricos ligados a tabelas de atributos alfanuméricos. 
Essas ligações são feitas por meio de um identificador (chave).
Os dados geométricos e alfanuméricos, dessa forma inter-
ligados, suprem sistemas computacionais, o que possibilita 
a análise de problemas predeterminados. Um GIS permite a 
visualização espacial dos dados através de interfaces gráfi-
cas dos sistemas e/ou através da confecção de mapas im-
pressos, nos quais são ilustradas as soluções de problemas.
A seguir, discorre-se sobre definições associadas ao GIS.
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EXERCÍCIOS
Fonte: http://cier.uchicago.edu/gis/gis.htm
Os dados espaciais são observações documentadas ou 
resultados da medição. A disponibilidade dos dados oferece 
oportunidades para a obtenção de informações. Os dados 
podem ser obtidos pela percepção, através dos sentidos 
(por exemplo, observação), ou pela execução de um pro-
cesso de medição. Nessa seção, descreveu - se quais são 
as características dos dados utilizados nos sistemas de 
informação geográfica – GIS.
Uma base de dados geográfica é um depósito de fatos 
ou conceitos do mundo real que possuem atributos conven-
cionais e atributos espaciais que descrevem sua forma e 
indicam sua localização na Terra (sobre/sob).
O depósito de dados espaciais ocorre tanto na forma 
de sistemas de arquivos como na de sistemas de banco 
de dados. Como no sistema de banco de dados, existem 
diversas vantagens comparadas ao sistema mais tradicional 
de armazenamento de dados espaciais. A grande maioria 
dos aplicativos SIG ainda trabalha com sistemas de arqui-
vos, perdendo assim todas as vantagens de um SGBD 
(Sistema Gerenciador de Banco de Dados). Ao utilizar um 
sistema de banco de dados, é primordial que os atributos 
convencionais e espaciais estejam relacionados, para que, 
a partir de tais dados, o usuário consiga encontrar determi-
nada informação. Além disso, o banco de dados permite o 
relacionamento entre as entidades espaciais.
Sendo assim, a expressão “banco de dados espacial” 
pode ser usada quando se quer utilizar um repositório 
de dados com relações entre as entidades espaciais que 
descrevam a localização no espaço e sua forma de repre-
sentação, nas notações de área, linha ou ponto.
Um banco de dados espacial é um dos principais compo-
nentes de um SIG, pois é nele que estão armazenados as 
referências da relação do dado com o mundo real, princi-
palmente no que tange à geografia. Por meio do banco de 
dados espacial, é possível um SIG realizar processamentos 
geométricos, análise espacial e fazer relação entre dados 
convencionais e espaciais.
¹ KORTE, G. B. The GIS Book, 2001. ISBN 0766828204
Fonte: Apostila SIGPAC – Ministério dos Transportes.
Questões Propostas
1. (CEFET/MG-2014)
A utilização desse mapa nos estudos geográficos NÃO 
permite 
A) mensurar o perímetro urbano do município destacado. 
B) identificar os municípios fronteiriços próximos à área 
de estudo. 
C) calcular distâncias entre pontos específicos nas três 
representações. 
D) reconhecer vias de acesso nos espaços rurais de 
Presidente Prudente. 
E) verificar a posição do município na Unidade da Fede-
ração a que pertence.
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2. (UECE-2014) No que diz respeito às questões de natureza 
geocartográfica, assinale a afirmação INCORRETA. 
A) todos os globos e mapas representam as caracterís-
ticas da superfície da Terra, em um tamanho muito 
menor do que possuem na realidade. 
B) a latitude de um lugar é a linha medida em graus entre 
esse lugar e o equador. 
C) os meridianos têm sua máxima separação no equador 
e convergem para um ponto em cada polo. 
D) plantas urbanas devem sempre ser organizadas 
em escalas muito pequenas como, por exemplo, 
1:500.000.
3. (UTFPR-2014) A partir da observação do planisfério 
abaixo somente podemos afirmar que
A) o continente americano é atravessado por diversas 
linhas de latitude norte e sul. 
B) a África é um continente cuja maior parte encontra-se 
na latitude oeste da Terra. 
C) a Ásia encontra-se a oeste da Europa, que por sua 
vez está ao norte da África. 
D) a Oceania possui as linhas de mais elevados valores 
de latitude e longitude. 
E) a América do Sul estende-se pelos hemisférios oci-
dental e oriental da Terra. 
4. (UEM-2014) Os produtos cartográficos (mapas, cartas e 
gráficos) são utilizados para a visualização, a interpretação 
e as análises de fenômenos geográficos. Nesse contexto, 
a escala é um elemento cartográfico essencial para a 
medição desses fenômenos. 
Sobre a escala, assinale o que for correto. 
01) A escala indica a proporção em que um mapa ou uma 
carta foram traçados em relação ao objeto real, ou seja, 
retrata as dimensões entre o produto cartográfico e a re-
alidade palpável de um determinado espaço geográfico. 
02) Um mesmo espaço geográfico não pode ser repre-
sentado em diferentes escalas, pois isso acarretaria 
a distorção dos elementos reais da representação. 
04) As escalas permitem o cálculo real de distâncias entre 
localidades distintas. Isso facilita a interpretação de 
vários fenômenos geográficos que envolvem fluxos 
migratórios, meios de transportes rodoviários e ferro-
viários, entre outros. 
08) As escalas podem ser representadas na forma numéri-
ca ou gráfica. Na escala numérica, a correspondência 
é indicada por meio de uma fração e, na escala gráfica, 
essa relação é diretamente indicada em uma régua 
graduada. 
16) Um mapaem escala grande é utilizado para represen-
tar os detalhes de um espaço geográfico de dimensões 
globais. 
5. (CEFET/MG-2014) Analise a figura a seguir. 
Sobre o Sistema de Informação Geográfica, é correto 
afirmar que
I. se apresenta como um importante instrumento para o 
planejamento urbano e rural.
II. correlaciona diversos dados do espaço terrestre de 
acordo com determinada finalidade.
III. se elabora como produto final cartogramas diversos, 
fiéis ao espaço representado.
IV. se organiza em modelo de camadas no formato de 
matrizes ou imagens a partir de variáveis selecionadas.
V. exibe a cada camada um mapa tridimensional com 
diversas características físicas de uma região.
Estão corretas apenas as afirmativas 
A) I, II e III. B) I, II e IV. C) I, IV e V. 
D) II, III e V. E) III, IV e V.
6. (PUC/RS-2014) Responda à questão com base no dese-
nho, que representa uma área de relevo em curvas de nível, 
preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).
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( ) Os mapas topográficos utilizam curvas de nível, 
também chamadas de isoípsas, para representar 
diferentes altitudes.
( ) As curvas de nível da vertente do lado A do traço 
indicam um relevo mais íngreme do que as curvas de 
nível do lado B do traço.
( ) O relevo representado por essas curvas de nível é 
uma depressão com 250m de profundidade.
( ) A área representada nesse desenho pode ser con-
siderada um divisor de águas.
( ) A direção do traço de A para B, neste desenho, é 
nordeste-sudoeste.
O correto preenchimento dos parênteses, de cima para 
baixo, é 
A) V – V – F – F – F 
B) V – V – F – V – F 
C) V – F – V – F – F 
D) F – V – F – V – V 
E) F – F – V – V – V
7. (UFPR-2013) Um indivíduo situado em Porto Alegre (RS) 
observou, através de uma bússola, que no inverno a di-
reção do nascer do sol não coincidia com a direção leste 
da mesma, mas sim com a direção nordeste. A respeito 
do assunto, identifique as afirmativas a seguir como ver-
dadeiras (V) ou falsas (F)
( ) No inverno, a direção do sol nascente não coincide 
com o leste geográfico.
( ) Bússolas são sensíveis a campos magnéticos locais, 
que desviam as direções, sendo este o fator que jus-
tifica a divergência entre a direção apontada por elas 
e a do nascer do sol.
( ) Por se tratar de equipamento de baixa precisão, as 
bússolas não devem ser utilizadas para determinar 
direções.
( ) Em geral, o leste geográfico diverge do leste mag-
nético apontado pela bússola.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, 
de cima para baixo. 
A) F – V – V – F. 
B) V – F – V – F. 
C) F – F – V – V. 
D) V – V – F – F. 
E) V – F – F – V. 
8. (UERN-2013) O fuso não é exatamente uma faixa reta e 
contínua ligando um polo a outro. Existe um limite prático 
entre os fusos: eles seguem os contornos dos limites dos 
países ou unidades administrativas e federativas (como 
estados e províncias) em que os países se dividem. Mesmo 
sem um mapa, é possível calcular os fusos de determi-
nada localidade, desde que saibamos sua longitude e o 
horário e a longitude de outro local, que serão tomados 
como referência. 
Lucci, Elian Alabi. Território e Sociedade no Mundo Globaliza-
do. Ensino Médio. 1ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2001. p.27.
Com base nessas informações, complete o quadro abaixo.
Cidade Longitude Centro do Fuso
Distância 
em relação 
ao fuso de 
referência 
(em graus)
Diferença 
em Horas
Horário
Rio de 
Janeiro 
(Brasil)
43° O 45° O Fuso de Referência - 17 horas
Londres 
(Reino 
Unido)
0° O 0° O 45° + 3
San 
Francisco 
(E.U.A.)
122° O 120° O 75° - 5
Cairo 
(Egito) 31° L 30° L 75° + 5
Lucci, Elian Alabi. Território e Sociedade no Mundo Globaliza-
do. Ensino médio. 1ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2001. p. 27.
As horas que completam o quadro são, respectivamente, 
A) 12, 4 e 14. 
B) 14, 14 e 23. 
C) 20, 12 e 21. 
D) 20, 12 e 22.
9. (CEFET/MG-2013)
Considerando-se as informações do mapa, afirma-se que
I. O traçado do Arroio Chuí ao ponto mais setentrional 
do país atravessa zonas de dois fusos horários práticos 
diferentes.
II. Os dados constantes na carta mostram que o Brasil é 
predominantemente austral e totalmente ocidental.
III. A fotocópia ampliada da representação inviabiliza o uso 
da escala empregada na sua elaboração.
IV. O modelado das coordenadas geográficas revela que 
a projeção cartográfica utilizada é a de Peters.
Estão corretas apenas as afirmativas 
A) I e II. 
B) I e III. 
C) II e III. 
D) II e IV. 
E) III e IV.
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10. (UERN-2013) Um avião saiu de São Paulo às 9 horas 
com destino a Campo Grande (MS). Sabe-se que cerca de 
900 km, em linha reta, separam São Paulo (SP) de Campo 
Grande (MS), e que o percurso de São Paulo – Campo 
Grande de avião será feito em 1 hora. Qual a hora local 
de chegada em Campo Grande? 
A) 9 horas. B) 10 horas. 
C) 11 horas. D) 12 horas.
11. (UERN-2013) Cada tema abordado pela Geografia pode 
ter a sua representação cartográfica correspondente. A es-
colha do modo como as informações serão representadas 
dependerá do tipo de dado destacado no mapa. Observe 
o tipo de informação privilegiada no mapa temático do 
Brasil a seguir.
Trata-se do mapa 
A) físico. B) político. 
C) econômico. D) demográfico.
12. (UNICAMP-2013) A imagem abaixo mostra um local por 
onde passa o Trópico de Capricórnio. Sobre o Trópico de 
Capricórnio podemos afirmar que
A) É a linha imaginária ao sul do Equador, onde os raios 
solares incidem sobre a superfície de forma perpendi-
cular, o que ocorre em um único dia no ano. 
B) Os raios solares incidem perpendicularmente nesta 
linha imaginária durante o solstício de inverno, o que 
ocorre duas vezes por ano. 
C) Durante o equinócio, os raios solares atingem de forma 
perpendicular a superfície no Trópico de Capricórnio, 
marcando o início do verão. 
D) No início do verão (21 ou 22 de dezembro), as noites têm 
a mesma duração que os dias no Trópico de Capricórnio.
13. (PUC/RS-2013) Com base nas informações e afirmati-
vas que tratam da represen¬tação do espaço através da 
cartografia.
Os mapas não são representações completas da realida-
de; são simplificações do espaço geográfico. 
Sobre a elaboração de mapas, afirma-se 
I. O cartógrafo necessita realizar uma seleção prévia 
daquilo que irá mapear. 
II. O mapa representa política e ideologicamente o seu 
idealizador. 
III. Não existe uma projeção mais correta para um mapa, 
e sim a que melhor atende aos interesses de quem o 
está construindo. 
IV. A produção de símbolos cartográficos pode ser com-
parada à elaboração de um texto. 
Estão corretas as afirmativas 
A) I e III, apenas. 
B) II e IV, apenas. 
C) I, II e IV, apenas. 
D) II, III e IV, apenas. 
E) I, II, III e IV.
14. (UERJ-2013) De acordo com as anotações no diário 
de bordo, presume-se que o padre Caspar calculou sua 
localização a partir do meridiano que passa sobre a Ilha 
do Ferro, 18° a oeste de Greenwich. Para ele, seu navio 
estava no meridiano 180°.
ECO, Umberto. A Ilha do Dia Anterior. Rio de Janeiro: Record, 2006. (Adaptação).
Localização do Meridiano da Ilha do Ferro
O romance A ilha do dia anterior, de Umberto Eco, conta 
a história de um nobre europeu e de um padre, chamado 
Caspar, que participaram de duas expedições marítimas 
em meados do século XVII. O objetivo das expedições 
era tornar preciso o cálculo das longitudes. Tendo como 
referência o meridiano de Greenwich, a longitude do navio 
do padre Caspar corresponde a
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A) 158° Leste. B) 158° Oeste. 
C) 162° Leste. D) 162° Oeste.
15. (UERN-2013) A ideologia terceiro-mundista surgiu a partir 
da Conferência de Bandung (Indonésia), em 1955. Os 
teóricos do terceiro-mundismo buscaram um projeto de 
desenvolvimento independente, não alinhado ao modelo 
capitalista dos países desenvolvidos sob a liderança dos 
Estados Unidos, nem ao modelo socialista liderado pela 
antiga União Soviética.Lucci, Elian Alabi. Território e Sociedade no Mundo Globaliza-
do. Ensino médio. 1ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2001. p. 44.
De acordo com as projeções e a ideologia terceiro-mundis-
ta, assinale uma atitude declaradamente terceiro-mundista. 
A) Projeção de Mercator. 
B) Projeção de Robinson. 
C) Projeção de Arno Peters. 
D) Projeção de Mercator e Arno Peters.
16. (AMAN 2013) Sobre escala cartográfica, leia as afirma-
tivas abaixo
I. Existem dois tipos de escala cartográfica: a numérica 
e a geográfica;
II. Na escala podemos visualizar mais detalhes do que 
na escala portanto a primeira é mais adequada para 
representar grandes superfícies terrestres, como, por 
exemplo, uma região ou país;
III. Em um mapa de escala a distância gráfica de entre 
dois pontos, em linha reta, corresponde a uma distân-
cia real de 
IV. A escala muito utilizada na construção de plantas 
urbanas, é maior do que a escala que é utilizada, por 
exemplo, para representar um continente ou mesmo 
o Mundo.
Assinale a alternativa que apresenta todas as afirmativas 
corretas. 
A) I e II. B) I, II e III. C) I, II e IV. 
D) II e III. E) III e IV.
17. (UEM-2012) O voo 1990 da empresa de aviação aérea 
GOL, que sai de Santarém-PA (Latitude de 2º 14’ 52” S 
e Longitude de 54º 42’ 36” W), às 3h e 30min (horário de 
Santarém-PA), chega ao seu destino, Manaus-AM (Lati-
tude de 3º 9’ S e Longitude de 60º 1’ W), às 3h e 40min 
do mesmo dia (horário de Manaus-AM). Já o voo 1991 da 
GOL, que faz o trajeto de volta, sai de Manaus-AM à 1h e 
00min (horário de Manaus-AM) e chega a Santarém-PA, 
às 3h e 10min do mesmo dia (horário de Santarém-PA). 
Com base no texto e a partir dos conhecimentos referentes 
ao conteúdo de fusos horários, assinale o que for correto. 
(01) O Brasil, devido a sua grande dimensão longitudinal, 
possui três fusos horários. 
(02) O voo 1990 da GOL levou 10min para sair de Santa-
rém-PA e chegar a Manaus-AM. 
(04) Santarém (PA) se encontra em um meridiano a leste 
em relação ao meridiano de Manaus-AM. 
(08) O voo 1991 da GOL levou 1h e 10min para chegar 
ao seu destino. 
(16) Manaus (AM) e Santarém (PA) se encontram no mes-
mo fuso horário, sendo que ambas estão atrasadas em 
1h em relação ao fuso oficial do Brasil.
18. (UFPA-2012) Analise as imagens a seguir. 
A análise dos mapas apresentados em diferentes escalas 
permite identificar que 
A) a redução da escala permite maior detalhamento das 
informações. 
B) a escala utilizada na representação do mapa 1 é maior 
do que no mapa 2. 
C) há preferência pelo uso da escala numérica em detri-
mento da escala gráfica. 
D) a distância real entre as cidades é maior no mapa 2 do 
que no mapa 1, em função da escala utilizada. 
E) os níveis de detalhes observados no mapa 2 resultam 
da utilização de uma escala maior do que a do mapa 1.
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19. (UFSM-2012) Observe as projeções cartográficas
Numere corretamente as projeções com as afirmações 
a seguir.
( ) Na projeção cilíndrica, a representação é feita como 
se um cilindro envolvesse a Terra e fosse então pla-
nificado.
( ) Na projeção azimutal, o mapa é construído sobre 
um plano que tangencia algum ponto da superfície 
terrestre.
( ) Na projeção cônica, a representação á feita como se 
o cone envolvesse o planeta e depois fosse planificado.
( ) Esse tipo de projeção representa, com menos distor-
ções, as baixas latitudes.
( ) Essa projeção é comumente utilizada para análises 
geopolíticas e para retratar as regiões polares e suas 
extremidades.
A sequência correta é 
A) 1 - 3 - 2 - 3 - 1. B) 3 - 2 - 1 - 1 - 3. 
C) 1 - 3 - 2 - 1 - 3. D) 1 - 2 - 1 - 1 - 3. 
E) 3 - 1 - 2 - 3 - 1. 
20. (ULBRA-2012) A cartografia é a parte da ciência que trata 
da concepção, produção, difusão, utilização e estudo das 
representações cartográficas. Assinale com V (verdadeiro) 
ou F (falso) as afirmações abaixo.
( ) Em um mapa de escala 1 : 5.000.000, a distância no 
terreno entre dois pontos é de 50 km, o que corres-
pondente a 1 cm no mapa.
( ) Em todas as projeções cilíndricas, os meridianos e os 
paralelos são representados por segmentos de reta, 
sendo que os meridianos são linhas que representam 
os valores de longitude.
( ) A rede cartográfica ou geográfica dá-nos a indicação 
das coordenadas geográficas.
( ) Os meridianos são linhas semicirculares, isto é, linhas 
de 190°, que vão do Polo Norte ao Polo Sul e cruzam 
com os paralelos.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, 
de cima para baixo, é a seguinte 
A) V-V-V-V. B) V-F-V-V. C) F-F-V-V. 
D) F-V-V-V. E) V-V-V-F.
Questões dos Últimos Vestibulares
1. (UFU-2014) Analise a imagem a seguir. 
Pojeção Cilíndrica conforme Mercator
A representação acima é obtida com a projeção da super-
fície terrestre, com os paralelos e os meridianos, sobre um 
cilindro em que o mapa será desenhado. Ao ser desen-
rolado, apresentará sobre uma superfície plana todas as 
informações que para ele foram transferidas. 
Nesse tipo de projeção, 
A) a linha imaginária do Equador é o único paralelo que 
não tem sua dimensão original alterada. 
B) as latitudes médias são as que apresentam as maiores 
distorções em relação à dimensão original de suas 
áreas. 
C) a superfície terrestre localizada nas altas latitudes não 
apresenta ampliação em suas áreas. 
D) as áreas localizadas entre os trópicos de Câncer e Ca-
pricórnio mantêm sua real forma e dimensão original.
2. (PUC/MG-2014) Todo mapa é confeccionado num deter-
minado sistema de projeção. Observe o mapa abaixo e 
assinale o tipo de projeção em que foi desenhado.
A) Cilíndrica. B) Cônica. 
C) Azimutal. D) Policônica.
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3. (UERJ-2015) O problema básico das projeções carto-
gráficas é a representação de uma superfície curva em 
um plano. Pode-se dizer que todas as representações de 
superfícies curvas em um plano envolvem “extensões” ou 
“contrações”, que resultam em distorções ou “rasgos”. Dife-
rentes técnicas de representação são aplicadas no sentido 
de alcançar resultados que possuam certas propriedades 
favoráveis para um propósito específico.
IBGE. Noções Básicas de Cartografia. Rio de Janeiro: IBGE, 1999. (Adaptação)
Para o propósito específico de reduzir as distorções tanto de 
forma quanto de área dos continentes, os resultados mais 
adequados são alcançados pela seguinte projeção cartográfica
A) 
B) 
C) 
D) 
4. (UERJ-2014) Observe na imagem uma feição de relevo 
em escarpa, área de desnível acentuado de altitude, 
encontrada geralmente nas bordas de planalto, como os 
trechos da Serra do Mar no estado do Rio de Janeiro.
Utilizando a técnica das curvas de nível, uma representação 
aproximada dessa imagem em uma carta topográfica está 
indicada em
A) 
B) 
C) 
D) 
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5. (UEMG-2014) Leia o texto a seguir. 
 Rios Secaram no Semiárido Nordestino 
Rios com nome, mata ciliar, leito de areia e pedras, mas 
nenhuma água. Rodovias federais nas quais, na tentativa 
de encontrar alimento, bodes, vacas e jumentos disputam 
o asfalto com os caminhões. Neste rumo, muitos cenários 
de desolação, como animais se esforçando para beber 
água barrenta de açudes quase secos. Pelo acostamen-
to, dezenas de carcaças de bois que não resistiram ao 
agravamento da estiagem. (...)
Disponível em: www.colunas.globorural.globo.com/cami-
nhosdasafra . Acesso: 26/6/2013. (Adaptação)
Com base na leitura dos dois mapas sobre as áreas 
atingidas pelas secas ao longo dos séculos e nos tempos 
atuais, é CORRETO afirmar 
A) é impossível calcular o aumento da área atingida pela 
seca, devido à ausência de escala num dos mapas. 
B) no mapa II, percebe-se a retração do semiárido nor-
destino em direção ao norte de Minas Gerais e à costa 
ocidental do Brasil. 
C) dificulta a análise das áreas em destaque o fato de os 
mapas terem sido elaborados com projeções diferentes 
e em escalas iguais. 
D) o mapa 1 tem menor quantidade de detalhes do que o 
mapa 2, emrazão de apresentar uma escala menor.
6. (CFTRJ-2014) Analise a imagem a seguir. 
0°
HORAS COM SOL
0 hora
5 horas
31 minutos
10 horas
33 minutos
12 horas
13 horas
27 minutos
18 horas
29 minutos
24 horas
43°
66,5°
90°
46,5°
23,5°
Para o Brasil, a posição da Terra no modelo descrito 
possibilita economizar energia por meio da adoção do 
horário de verão porque
A) estimula a geração de energia elétrica solar com os 
dias mais longos, aumentando a oferta nessa época 
do ano. 
B) utiliza de forma sustentável o número maior de horas 
de Sol durante o dia nesse período, economizando 
energia. 
C) distribui melhor a energia produzida no país, adiantan-
do os relógios em uma hora nas cinco regiões. 
D) mantém as pessoas mais conscientes da necessidade 
de economizar energia elétrica, e que, por isso, evitam 
utilizar lâmpadas incandescentes.
7. (UFRGS-2014) No hemisfério sul, nos dias em que ocor-
rem o equinócio e o solstício de verão, respectivamente, 
o sol está perpendicular às cidades brasileiras de 
A) Macapá e São Paulo. 
B) Manaus e Rio de Janeiro. 
C) Teresina e Curitiba. 
D) Fortaleza e Belo Horizonte. 
E) São Luís e Florianópolis.
8. (IFSC-2014) A seguir, apresentam-se os dados de uma 
passagem de avião comprada de Santarém/PA para 
Manaus/AM
VÔO D5Z81
DATA 28/07/2012
INTINERÁRIO
Saída/STM – Santarém/PA – Horário: 15:00
Chegada/MAO – Manaus/AM – Horário: 15:15
a capital federal; por esse motivo é que a diferença entre o 
horário de saída e o de chegada é de apenas 15 minutos. 
04) Desde junho de 2008, todo o território do Estado do 
Pará, onde se localiza Santarém, está sob o horário 
de Brasília durante a maior parte do ano. 
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08) Uma passagem de avião, emitida no dia 12 de dezem-
bro de 2012, com saída de Santarém/PA, marcada 
para as 15 horas, teria impresso, como horário de 
chegada em Manaus/AM, 16 horas e 15 minutos, já 
que, durante o período do horário de Verão, as duas 
cidades passam a ter a mesma hora legal. 
16) O percurso de avião entre Santarém/PA e Manaus/
AM é realizado de leste para oeste, e por isso, ao 
atravessar o fuso horário, deve-se atrasar o relógio. 
32) Um percurso de avião de Recife/PE para o Arquipelago 
de Fernando de Noronha, realizado durante a mesma 
data e horário de saída, teria também a mesma hora de 
chegada, se levasse um tempo de voo igual ao da rota 
entre Santarém/PA e Manaus/AM, já que comparati-
vamente possuem a mesma diferença de fuso horário.
9. (AMAN-2014) A seleção brasileira de futebol, vinda de 
Berlim (15°E de Greenwich), precisa chegar à cidade 
do Rio de Janeiro (45°W de Greenwich) às 13h do dia 
25/10/2013, horário local. Considere que o avião fará o 
percurso leste-oeste e que o tempo de voo contínuo será 
de 10 (dez) horas. Para que a seleção chegue ao Rio de 
Janeiro, no horário predeterminado, o voo deverá partir 
de Berlim às ________ do dia _________. 
Assinale a alternativa que preenche corretamente as 
lacunas acima. 
A) 17h - 25/10/2013 
B) 09h - 25/10/2013 
C) 07h - 25/10/2013 
D) 17h - 26/10/2013 
E) 03h - 26/10/2013
10. (CFTMG-2014) Analise a imagem abaixo.
Sobre a projeção de Lambert, afirma-se que
I. Exibe meridianos com linhas retas e convergentes.
II. É ideal para representar regiões maiores.
III. É elaborada a partir de uma forma cilíndrica.
IV. Possui maior deformação na base.
Estão corretas as afirmativas 
A) I e II. 
B) I e IV. 
C) II e III. 
D) III e IV.
Questões Estilo Enem
1. (UFSM-2013) Observe a figura
A representação cartográfica, juntamente com as informações 
apresentadas, 
A) mostra uma linguagem de correlação e síntese, uma 
vez que permite identificar facilmente onde está o maior 
número de infectados pelo vírus HIV. 
B) tem como objetivo central a precisão na localização 
do objeto geográfico; no caso, o número de novas 
infecções por HIV em adultos e crianças. 
C) constitui-se num mapa topográfico que utiliza esta-
tísticas colocadas no meio das unidades territoriais. 
D) apresenta uma configuração preliminar, em que o 
fenômeno é apresentado na forma de croqui. 
E) revela a intenção de, ao representar o fenômeno geo-
gráfico, deformar intencionalmente as superfícies reais 
para a visualização do número de novas infecções por 
HIV em adultos e crianças.
2. (FUVEST-2014) Analise a imagem a seguir. 
Observe a Carta Topográfica abaixo, que representa a 
área adquirida por um produtor rural.
Em parte da área acima representada, onde predominam 
menores declividades, o produtor rural pretende desenvol-
ver uma atividade agrícola mecanizada. Em outra parte, 
com maiores declividades, esse produtor deseja plantar 
eucalipto. 
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Considerando os objetivos desse produtor rural, as áreas 
que apresentam, respectivamente, características mais 
apropriadas a uma atividade mecanizada e ao plantio de 
eucaliptos estão nos quadrantes 
A) sudeste e nordeste. 
B) nordeste e noroeste. 
C) noroeste e sudeste. 
D) sudeste e sudoeste. 
E) sudoeste e noroeste.
3. (CEFET-2014) Analise a imagem a seguir. 
CANADÁ
ESTADOS UNIDOS
MÉXICO
VENEZUELA
BRASIL
ARGENTINA
NIGÉRIA
EGITO
REINO UNIDO
ALEMANHA
FRANÇA
ITÁLIA
TURQUIA
RÚSSIA
CHINA
PAQUISTÃO
ÍNDIA
BANGLADESH
JA
P
Ã
O
FILIP
LIN
A
S
INDONÉSIA
Novas formas de representação do espaço têm sido 
criadas para subsidiar pesquisas e práticas de planeja-
mento. Nesse sentido, esse cartograma pode contribuir 
para o estudo
A) geopolítico, pois demonstra a posição estratégica dos 
estados-nação.
B) demográfico, pois revela o quantitativo populacional 
nos países do globo.
C) sociológico, pois permite a mensuração da qualidade 
de vida da população.
D) geodésico, pois garante a localização correta dos 
continentes do planisfério.
E) econômico, pois apresenta dados do desenvolvimento 
financeiro contemporâneo.
4. (ENEM-2011) Analise a imagem a seguir. 
Disponível em: http://www.infoescola.com. Acesso em: 3 de jun. 2011.
Os mapas árabes ainda desenhavam o sul em cima e 
o norte embaixo, mas no século XIII a Europa já havia 
restabelecido a ordem natural do universo. O norte estava 
em cima e o sul embaixo. O mundo era um corpo, ao norte 
estava o rosto, limpo, que olhava o céu. Ao sul estavam 
as partes baixas, sujas, onde iam parar as imundícies e os 
seres escuros que eram a imagem invertida dos luminosos 
habitantes do norte.
GALEANO, E. Espelhos: Sul. Porto Alegre: L &PM, 2008 (Adaptação).
A confecção de um mapa pode significar uma leitura 
ideológica do espaço. Assim, a Projeção de Mercator, 
muito utilizada para a visualização dos continentes, 
caracteriza-se por
A) apresentar um hemisfério terrestre envolvido por um 
cone. As deformações aumentam na direção da base 
do cone.
B) partir de um plano tangente sobre a esfera terrestre. 
Seus paralelos e meridianos são projetados a partir 
do centro do plano.
C) conservar as formas, mas distorcer as superfícies das 
massas continentais. Seus paralelos e meridianos 
formam ângulos retos.
D) alterar a forma dos continentes, preservando a área. 
Seus paralelos e meridianos formam ângulos retos.
E) representar as formas e as superfícies dos continentes 
proporcionais à realidade. As linhas de meridianos 
acompanham a curvatura da terra.
5. (ENEM-2011) Analise a imagem a seguir. 
Uma família partiu de Porto Alegre (RS), às 8h do dia 1° 
de janeiro de 2010, portanto, dentro do período de vigência 
do horário de verão, com destino a Belém (PA). 
Apesar da distância, a viagem será feita de automóvel e 
terá duração de 56 horas. Qual o dia e a hora de chegada 
dessa família à capital paraense
A) dia 2 de janeiro de 2010, às 15h.
B) dia 3 de janeiro de 2010, às 15h.
C) dia 2 de janeiro de 2010, às 16h.
D) dia 3 de janeiro de 2010, às 16h.
E) dia 3 de janeiro de 2010, às 17h.
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6. (UFG-2014) Analise a imagem e leia o texto apresentado 
a seguir.
A ponta da América, a partir de agora, 
assinala insistentemente o Sul, onosso norte.
TORRES GARCÍA, Joaquín. Universalismo constructi-
vo (Manifesto). Buenos Aires: Poseidón, 1941.
O quadro e o manifesto do artista uruguaio Torres García 
inserem-se na denominada arte modernista, elaborada 
durante a primeira metade do século XX pelas vanguardas 
americanistas. Ao fazer referência ao mapa do continente 
americano, a imagem e o manifesto expressam uma crítica 
A) à base tecnológica do século XIX, que tinha no co-
nhecimento astronômico limitado um empecilho à 
elaboração de uma projeção fiel à realidade. 
B) aos valores da cultura ocidental, que tinham no siste-
ma de coordenadas um instrumento de imposição do 
imperialismo norte-americano. 
C) ao imaginário dos descobrimentos, que inseria nas 
projeções cartográficas da Era Moderna figuras míticas 
e pontos de referência inexistentes. 
D) ao sistema de representação cartográfica europeu, 
com o objetivo de reforçar os princípios formadores 
da identidade latino-americana. 
E) ao isolamento político dos países da América do Sul, 
com o objetivo de colocar o continente no centro das 
atenções internacionais.
7. (UFPR-2014) Analise a imagem a seguir. 
A seta em preto sobre um recorte da Carta Náutica: Proxi-
midades da Barra de Paranaguá indica o trajeto a ser feito 
pela embarcação que sai da Baía de Paranaguá. Conside-
rando a escala da Carta e a orientação tomada, assinale a 
alternativa que corresponde à situação observada. 
A) Rumo 42° SE, coordenadas em A: Latitude: 25,51° 
S e Longitude: 48,38 W.Gr. e, em B: Latitude: 25,31° 
S e Longitude: 48,48 W.Gr. Distância percorrida de 
aproximadamente 15 km. 
B) Rumo 42° SE, coordenadas em A: Latitude: 25,51° 
S e Longitude: 48,38 W.Gr. e, em B: Latitude: 25,62° 
S e Longitude: 48,28 W.Gr. Distância percorrida de 
aproximadamente 15 km. 
C) Rumo 42° NW, coordenadas em A: Latitude: 25,51° 
S e Longitude: 48,38 W.Gr. e, em B: Latitude: 25,31° 
S e Longitude: 48,48 W.Gr. Distância percorrida de 
aproximadamente 1,5 km. 
D) Rumo 42° NW, coordenadas em A: Latitude: 25,51° 
S e Longitude: 48,38 W.Gr. e, em B: Latitude: 25,62° 
S e Longitude: 48,28 W.Gr. Distância percorrida de 
aproximadamente 10 km. 
E) Rumo 42° SE, coordenadas em A: Latitude: 25,51° 
S e Longitude: 48,38 W.Gr. e, em B: Latitude: 25,62° 
S e Longitude: 48,28 W.Gr. Distância percorrida de 
aproximadamente 7,5 km.
8. (MACKENZIE-2014) Em um mapa com escala de 1: 
70.000.000, foi traçada uma rota de navegação aérea 
entre dois pontos, A e B. O ponto A, está a 45° oeste de 
Greenwich, enquanto o ponto B, a 75° oeste de Greenwich. 
Entre os pontos A e B, a rota de navegação media, no 
mapa, 20 mm. Sabendo-se que um avião partiu de A para 
B, às 14h, no dia 7 de novembro, em um voo de 2 horas, 
está correto afirmar que a distância percorrida e o horário 
local de chegada foram, respectivamente, 
A) 14.000 km e às 16h. 
B) 140 km e às 10h. 
C) 1.400 km e às 14h. 
D) 1.400 km e às 16h. 
E) 140 km e às 16h.
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9. (UFG-2014) Analise o quadro e leia o texto a seguir.
Tipos de Papel Tamanho (em milímetros)
A1 594 mm × 841mm
A2 420 mm × 594 mm
A3 297 mm × 420 mm
A4 210 mm × 297 mm
A5 148 mm × 210 mm
Para qualquer trabalho de mapeamento de determinada 
área, a primeira preocupação deve ser com relação à es-
cala a ser adotada. A escolha da escala deve considerar 
a finalidade desse mapeamento e o tamanho do papel no 
qual será impresso. Mesmo que esse mapa seja armaze-
nado em arquivo digital, a escala original de sua concepção 
determina a precisão do mapeamento.
FITZ, P.R. Cartografia Básica. São Paulo: Ofici-
na de Textos. 2008. p. 24. (Adaptação).
Considere que um agrimensor pretenda elaborar um mapa 
de uma fazenda, de formato retangular em uma escala 
de 1: 50 000. Com base na análise do quadro, na leitura 
do texto e na intenção do agrimensor, conclui-se que esse 
agrimensor pretendia imprimir esse mapa em uma folha 
de tamanho 
A) A5 
B) A4 
C) A3 
D) A2 
E) A1
10. (UFG-2013) Leia o texto a seguir.
Para dar-lhes uma ideia das dimensões da Terra, eu lhes 
direi que, antes da invenção da eletricidade, era neces-
sário manter, para o conjunto dos seis continentes, um 
verdadeiro exército de quatrocentos e sessenta e dois mil 
quinhentos e onze acendedores de lampiões.
Isto fazia, visto um pouco de longe, um magnífico efeito. 
Os movimentos desse exército eram ritmados como os de 
um balé de ópera. Primeiro vinha a vez dos acendedores 
de lampiões da Nova Zelândia e da Austrália. Esses, em 
seguida, acesos os lampiões, iam dormir. Entrava por sua 
vez a dança dos acendedores de lampiões da China e da 
Sibéria. E também desapareciam nos bastidores. Vinha a 
vez dos acendedores de lampiões da Rússia e das índias.
Depois os da África e da Europa. Depois os da América 
do Sul. Os da América do Norte. E jamais se enganavam 
na ordem de entrada, quando apareciam em cena. Era 
um espetáculo grandioso.
SAINT-EXUPÉRY, A. O Pequeno Príncipe. Tradução de Dom Mar-
cos Barbosa. Rio de Janeiro: Agir, 2006. p. 30. (Adaptado).
O “balé dos acendedores de lampiões”, referido no texto, 
é uma construção metafórica que faz uma 
A) menção ao atraso econômico das regiões do planeta. 
B) crítica à diversidade dos habitantes da Terra. 
C) alusão à variação climática na superfície do planeta. 
D) referência aos diversos fusos horários da Terra. 
E) sátira ao movimento de translação do planeta. 
Questões Complementares
1. (UECE-2014) Os mapas de importância para a indicação 
de reservas minerais e para o planejamento agrícola são, 
respectivamente, o 
A) geomorfológico e o geológico. 
B) geológico e o pedológico. 
C) pedológico e o fitoecológico. 
D) geológico e o geomorfológico. 
2. (UFPR-2014) Ao selecionar um terreno, um comprador 
observou pela planta do loteamento que esse lote apresen-
tava as seguintes medidas: 1 cm (frente) por 2 cm (lateral). 
A área informada era de 800 m2. Considerando as medidas 
observadas, assinale a alternativa que apresenta a escala 
da planta do loteamento. 
A) 1:15.000. 
B) 1:10.000. 
C) 1:5.000. 
D) 1:2.000. 
E) 1:1.000.
3. (UEM-2012) O mapa é uma visão reduzida de parte ou 
de toda a superfície terrestre. A partir dessa relação de 
grandeza, apresenta-se a escala. Com relação à escala, 
assinale o que for CORRETO. 
01) Os mapas podem apresentar dois tipos de escala: a 
escala numérica, que é representada por uma fração, 
e a escala gráfica, que é uma linha graduada na qual 
se indica a relação entre a distância real e as distâncias 
representadas no mapa. 
02) Em um mapa com escala de 1:3 000 000, a distância 
em linha reta entre as cidades de Maringá e de Cas-
cavel é 72 mm. Essa distância em linha reta, no real, 
corresponde a 216 km. 
04) Pode-se afirmar que, quanto maior a razão da escala, 
maior é a área mapeada. Sendo assim, o mapa-múndi, 
numa escala de 1:5 000 000, por exemplo, possui a 
maior escala, pois abarca toda a superfície terrestre. 
08) Em um mapa, uma fazenda, “A”, é representada por um 
retângulo de 5 cm por 8 cm. Nesse mesmo mapa, uma 
outra fazenda, “B”, é representada por um retângulo 
de 2,5 cm por 4 cm. Logo, a área da fazenda “A” é 2 
vezes maior que a área da fazenda “B”. 
16) Escala é a relação entre o tamanho do fato geográ-
fico representado no mapa e o seu tamanho real na 
superfície terrestre. 
4. (UEM-2014) As diversas tecnologias utilizadas nos estu-
dos geográficos dinamizaram a elaboração de produtos 
cartográficos. 
Assinale o que for correto sobre tecnologias e produtos 
cartográficos. 
01) Um Sistema Global de Posicionamento (GPS) é utili-
zado fundamentalmente para localizar um objeto. Esse 
sistema é composto basicamente por três segmentos: 
espacial, controle terrestre e usuários. 
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02) Foi só a partir da década de 1970 que a produção 
de materiais cartográficos foi desenvolvida no Brasil, 
pois foi a partir desse período que a cartografia digital 
começou a ser mais amplamenteutilizada. 
04) Algumas tecnologias permitem utilizar uma combina-
ção de mapas digitais, oriundos de diversas escalas, 
com informações georreferenciadas que lhes conferem 
maior grau de confiabilidade dos dados. 
08) As técnicas utilizadas no Sensoriamento Remoto para 
produção de diversos tipos de mapas, de cartas e de 
plantas estão em desuso, pois os sensores remotos 
que obtêm essas informações necessitam tocar a 
superfície terrestre para realizar a captura das informa-
ções, e isso inviabiliza a técnica devido às condições 
adversas do relevo terrestre. 
16) O Sistema de Informações Geográficas (SIG) permite 
coletar, armazenar, processar, recuperar, correlacio-
nar e analisar diversas informações sobre o espaço 
geográfico.
5. (UERJ-2015) Os mapas constituem uma representação 
da realidade. Observe, na imagem abaixo, dois mapas 
presentes na reportagem intitulada Um estudo sobre 
impérios, publicada em 1940.
O uso da cartografia nessa reportagem evidencia uma 
interpretação acerca da Segunda Guerra Mundial.
Naquele contexto é possível reconhecer que essa repre-
sentação cartográfica tinha como finalidade 
A) criticar o nacionalismo alemão. 
B) justificar o expansionismo alemão. 
C) enfraquecer o colonialismo britânico. 
D) destacar o multiculturalismo britânico.
Questões Discursivas
1. (UERJ-2014) Os mapas são representações da superfície 
terrestre elaborados com base em critérios previamente 
convencionados. Observe o mapa a seguir, que difere da 
representação usual do Brasil
Considerando as normas da cartografia, indique se o mapa 
está corretamente elaborado e apresente uma justificativa 
para essa resposta.
2. (UFPR-2014) Dois viajantes saíram do Brasil no dia 30 
de setembro de 2013, às 16h da tarde: um deslocou-se de 
Brasília em Direção a Los Angeles, nos EUA e o outro, de 
São Paulo em Direção a Berlin, na Alemanha. Consideran-
do que Los Angeles se localiza 5 fusos a Oeste e Berlin, 
4 fusos a Leste, informe qual é o horário dessas cidades 
e explique como funcionam os fusos-horários.
3. (UEL-2014) Na cartografia, a escala é a relação matemá-
tica entre as dimensões do terreno e a representação no 
mapa e constitui-se em um de seus elementos essenciais. 
Considere uma viagem do Rio de Janeiro até Belo Horizon-
te, passando por Vitória. Para uma viagem mais segura, 
é importante calcular a distância do trajeto e a direção 
geográfica a seguir, desde o ponto de partida até o destino.
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GABARITO
Com base no texto e na figura,
A) calcule a distância entre Rio de Janeiro e Vitória; entre 
Vitória e Belo Horizonte e entre Vitória e Rio de Janeiro.
Apresente os cálculos utilizados para encontrar essas 
distâncias.
B) indique a direção geográfica do ponto de partida até 
o destino (Rio de Janeiro a Vitória e Vitória a Belo 
Horizonte).
4. (UFPR 2014) A figura abaixo é o recorte de uma carta 
topográfica contendo dois possíveis traçados para uma 
rodovia estadual, com elevado fluxo de caminhões. Con-
siderando os traçados sugeridos, aponte o mais adequado 
à rodovia, justificando a escolha a partir da análise do 
recorte da carta topográfica.
5. (UFMG-2013) Analise este mapa
Brasil: Porsição Geográfica e fusos horários
Considerando a forma do território brasileiro, mais extenso 
ao norte no sentido leste-oeste, e afunilado ao sul,
A) Apresente uma razão histórico-geográfica que justifica 
a maior extensão ao norte, no sentido leste-oeste, do 
território brasileiro.
B) Cite uma vantagem da posição e da forma geográficas 
do território brasileiro quanto aos fusos horários e às 
condições climáticas. 
C) Leia esta afirmativa: No mundo contemporâneo é van-
tajoso ser um país de dimensões continentais, como 
o caso do Brasil. Você concorda com esta afirmativa? 
Justifique sua resposta.
GABARITO
Questões Propostas
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
C D A 13 B B E D A A
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
B A E C C E 13 E C E
Questões dos Últimos Vestibulares
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
A B A A A B A 21 C B
Questões Estilo ENEM
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
A C B C B D B C E D
Questões Complementares
1 2 3 4 5
B D 19 21 B
25
C
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Questões Discursivas
1
O mapa está corretamente elaborado.
Uma das respostas:
• Em termos astronômicos, não existe para cima nem para baixo, já que 
o universo é infinito.
• A posição da rosa dos ventos mostra que o mapa está orientado de 
forma correta.
• Os nomes dos estados brasileiros estão intencionalmente colocados de 
forma a facilitar a leitura na posição usual do mapa.
2
O sistema de fuso horário é calculado a partir do movimento de rotação 
da Terra e, portanto, 360° (circunferência da Terra) dividido por 24 horas 
(duração do movimento de rotação) resulta em 15°, logo, 15° de longitude 
corresponde a uma hora. Ao se deslocar a leste, soma-se a diferença 
horária e a oeste, diminui-se a diferença horária.
Se em Brasília e São Paulo (longitude 45°O) são 16 horas, no Meridiano de 
Greenwich são 19 horas. Como Los Angeles está a 5 fusos oeste, registra 
14 horas e Berlim a 4 fusos leste registra 23 horas.
3 (A-B)
A) A escala do mapa é de 1:7.700.000, o que significa que 1 cm do mapa 
equivale a 7.700.000 do tamanho real, portanto:
A distância real entre Rio de Janeiro e Vitória é
 1 7.700.000 
5 x
x 7.700.000 5 
x 38.500.000 cm ou 385 km.
= ×
=
A distância real entre Vitória e Belo Horizonte é
 1 7.700.000 
4,5 x
x 7.700.000 4,5 
x 34.650.000 cm ou 346,5 km.
= ×
=
B) De Rio de Janeiro à Vitória a direção será no sentido nordeste e de 
Vitória à Belo Horizonte no sentido oeste.
4
O traçado mais adequado à rodovia é o “A”, haja vista que a maior parte de 
seu percurso está sobre a cota altimétrica de 100 metros evitando dessa 
forma os desníveis que são encontrados no traçado “B”.
5 (A - B - C)
A) Entre as razões, o formato da própria América do Sul, mais extensa no sen-
tido leste-oeste e afunilada no sentido norte-sul, o traçado da linha do Tratado 
de Tordesilhas que separou inicialmente a parte espanhola da parte portuguesa, 
o avanço dos bandeirantes em direção a leste (Centro-Oeste e Amazônia) 
no período colonial, fator que propiciou a incorporação de novos territórios.
B) A posição e a forma do Brasil dominantemente na Zona Intertropical (entre 
o Equador e os Trópicos) faz com que o território tenha a dominância de 
climas quentes e úmidos que favorecem atividades econômicas variadas, 
a exemplo do agronegócio e do turismo. A forma leste-oeste faz com que o 
país tenha 3 fusos horários, sendo o principal situado entre o norte e a parte 
afunilada, onde localiza-se Brasília, as regiões Sul, Sudeste, Nordeste, além 
de Goiás, Pará e Amapá.
C) No mundo contemporâneo, a grande extensão territorial de um país 
traz várias vantagens, como a maior quantidade e diversidade de recursos 
naturais, no caso do Brasil, água, biodiversidade, variedade climática, solos 
agricultáveis, recursos minerais e recursos energéticos, como o petróleo. 
Trata-se de um dos aspectos que torna alguns dos BRICS, como Brasil, 
Índia, China e Rússia, potências emergentes no século XX. Todavia, a 
riqueza natural precisa ser acompanhada de grande investimento em re-
cursos humanos, especialmente em educação, ciência e tecnologia, sem 
a qual não é possível um uso sustentável dos recursos naturais, tampouco 
a transformação destes países em nações desenvolvidas socialmente. A 
desvantagem da grande dimensão territorial, principalmente para nações 
emergentes, seria a complexidade administrativa que exige expressivo 
dispêndio financeiro e capacidade gerencial.
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GEOGRAFIA
Formação Territorial Brasileira
1 - Introdução
A partir do século XVI, houve, na América, uma verda-
deira dominação territorial, marcada pelo assentamento e 
pela colonização das terras pelos europeus. No início da 
ocupação, na primeira metade do século XVI, as atividades 
eram marcadas pelo escambo e pela pilhagem. É a fase de 
recolhimento do pau-brasil na costa brasileira,da captura 
do ouro de aluvião nas ilhas do Caribe e, notadamente, do 
saque das riquezas entesouradas pelos diferentes impérios 
americanos.
Além da mineração, desenvolvem-se atividades agrícolas 
nas terras americanas. Nas possessões hispânicas, uma 
agricultura de sustentação (para a qual migram os inte-
resses após a decadência das minas) de claros contornos 
senhoriais: as “haciendas”. No Brasil, a forma de exploração 
desenvolvida foi a plantation, que articulava monocultura 
de exportação, abundância de terras e trabalho escravo. 
Em vários pontos do continente há instalações efetivas, 
estabelecem-se certas rotas interiores (terrestres e fluviais), 
organiza-se um conjunto de cidades e de comunicações que 
vai se sobrepondo à rede primitiva de ocupação. Assim, 
ocorreu uma real desestruturação dos sistemas autóctones 
(aquele que é natural do território, no caso: aborígene, indí-
gena, nativo) com a submissão militar total das populações 
das áreas de ocupação. O espaço americano foi sendo 
incorporado na economia europeia.
Em suma, a expansão europeia envolveu distintas rela-
ções que podem ser tipificadas: no comércio; no escambo; 
na pilhagem; e na colonização. Como forma de instalação 
europeia no Brasil, pode ser pensada a seguinte sequência 
evolutiva (não temporal necessariamente): do contato oca-
sional à construção da feitoria, desta à exploração efetiva 
(o que implica a montagem de uma estrutura produtiva), 
daí à fundação de cidades (resultado já de certa fixação), 
e destas à constituição do território (o que objetiva uma 
rede de cidades e o controle de significativa porção do 
espaço). Essa sequência determina um processo concreto 
de colonização, formação de um território que – mesmo não 
contíguo à metrópole – agrega-se ao espaço do país difusor.
Nos outros continentes, os europeus bordejam a costa; na 
América, interiorizam-se num processo que subverte as estruturas 
preexistentes. Na América, há de fato a apropriação do espaço 
(e não apenas a de seus produtos), com a formação de territórios 
sob soberania das metrópoles: logo, territórios coloniais.
A formação de um território tem sempre em sua gênese um pro-
cesso de expansão de uma sociedade. Poderíamos definir como o 
movimento de um grupo social que se expande no espaço e, nesse 
ato, passa a controlar porções do planeta. Entretanto, para elucidar 
melhor essa questão, a evolução territorial pode ser compreendida 
na ação de um grupo social que consegue fazer prevalecer sua ter-
ritorialidade sobre a territorialidade de outros grupos – capacidade, 
atributo (o que é próprio do ser), que um grupo social tem de se 
expressar na terra de forma singular. Exemplo: Território – Rua Rio 
de Janeiro, Belo Horizonte/MG. Duas territorialidades.
Através da perspectiva da formação territorial do Brasil tra-
balharemos com agrupamentos temporais, inserindo o contexto 
econômico e sua evolução territorial:
1º Momento 
• O século XVI caracteriza-
se pela fixação litorânea 
(cana-de-açúcar) 
2º Momento 
• O século XVII 
caracteriza-se pela 
expansão 
territorial em 
direção ao interior 
e ao litoral norte 
(pecuária, 
bandeiras e 
missões) 
3º Momento 
• o século XVIII 
caracteriza-se pela 
descoberta do 
ouro e dos 
diamantes, 
caracteriza-se por 
um esboço de 
articulação das 
capitanias. 
4º Momento 
• a primeira metade 
do século XIX é 
caracterizada pela 
preocupação com 
a unidade 
territorial 
brasileira. 
Antes de lançar luz sobre a evolução territorial do que fu-
turamente seria rotulado como Brasil, faz-se necessária uma 
explicação acerca do primeiro fato que remete à preocupação 
com o território brasileiro: o Tratado de Tordesilhas. Todavia, 
para tal elucidação, é imprescindível que voltemos a 1471. 
Nessa data, com a descoberta da Costa da Mina por parte de 
Portugal, iniciou-se o comércio de marfim, ouro e escravos. A 
partir daí, a atenção da Espanha foi despertada, incitando uma 
série de conflitos no mar, que envolviam embarcações de ambas 
as coroas. Portugal, buscando proteger o seu investimento, 
estabelece um acordo com a Espanha, em 1480, o Tratado de 
Toledo, que dividia as terras descobertas e a descobrir por um 
paralelo na altura das ilhas Canárias (paralelo 30), dividindo o 
mundo em dois hemisférios: a Norte, para a Coroa de Castela, 
e a Sul, para a Coroa de Portugal.
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Partilha do Mundo entre Castelhanos e Portugueses (Tratado de Toledo)
Exploração Castelhana
Exploração Portuguesa
Os termos dessa bula não agradaram a João II de Portugal, que 
abriu negociações diretas com os soberanos espanhóis Fernando II 
de Aragão e Isabel I de Castela para mover a linha mais para Oeste, 
argumentando que o meridiano em questão se estendia sob todo o 
globo, limitando, assim, as pretensões espanholas na Ásia. Como 
resultado de tais negociações, a divisão das terras descobertas e a 
descobrir era estabelecida a partir de um meridiano alternativo esta-
belecido a 370 léguas (1.770 km) a oeste das ilhas do Cabo Verde, 
que se situaria hoje a 46° 37’ a oeste do Meridiano de Greenwich.
Preservavam-se, desse modo, os interesses de ambas as coroas, 
definindo-se, a partir de então, os dois ciclos da expansão: ciclo 
oriental, pelo qual a Coroa portuguesa garantia o seu progresso 
para o Sul e o Oriente, contornando a costa africana (o chamado 
“périplo africano”); ciclo ocidental, pelo qual a Espanha se aventurou 
no oceano Atlântico, para Oeste. Como resultado desse esforço 
espanhol, Cristóvão Colombo alcançou terras americanas em 1492. 
Ciente da descoberta de Colombo, os cosmógrafos (profissionais 
que trabalham com a interseção entre os conhecimentos náuticos 
e os celestes, substantivando os saberes geográficos) portugueses 
argumentaram que a descoberta, efetivamente se encontrava em 
terras portuguesas. Desse modo, a diplomacia espanhola apressou-
-se a obter com o Papa Alexandre VI, de origem espanhola, uma 
nova partição de terras. Esta foi concedida já em Maio de 1493, 
através da bula Inter Coeterea, que estipulava que as novas terras 
descobertas, situadas a Oeste de um meridiano a 100 léguas das 
ilhas do Cabo Verde pertenceriam à Espanha, ao passo que as 
terras a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal.
Tratado
370 léguas
Colombo
100 léguas
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Os termos do Tratado de Tordesilhas foram ratificados pela 
Espanha a julho de 1494 e por Portugal em setembro do mesmo 
ano. E tiveram a aprovação do Papa Júlio II, em 1506.
Tratado de Tordesilhas
O desconhecimento carimba o acordo entre Portugal 
e Espanha, sendo considerado por várias vezes me-
ramente formal, pois nenhuma das duas nações tinha 
certeza do que de fato estava negociando em razão da 
cartografia precária da época.
A Antiga Distribuição Transversal do Mundo Será Subs-
tituída por Tordesilhas: Distribuição Longitudinal.
De 1500 a 1535, a principal atividade econômica do Brasil foi 
a extração de pau-brasil, obtida mediante troca com os índios: 
escambo. É importante destacarmos que essa atividade econô-
mica manifesta uma territorialidade puntiforme, restrita a algumas 
áreas do atual território brasileiro. 
Assista ao documentá-
rio O Tratado de Tor-
desilhas – 1494 – A 
Divisão do Mundo.
Disponível em:
http://www.youtube.com/
watch?v=HvOZupSjiKY.
No site do museu de 
topografia da UFRGS, você 
tem acesso à Minuta Original do Tratado de Tordesilhas.
http://tinyurl.com/ht4b4rf
2 - Fixação Litorânea
Quando as notícias sobre a existência de uma Serra de Prata 
chegaram a Portugal, Dom João III decidira investir o próprio 
dinheiro na conquista do Brasil, reservando a exploração da co-
lônia exclusivamente à Coroa. Decide, então, implantar no Brasil 
o sistema de Capitanias Hereditárias. Sistema que havia dado 
bons resultados desde o século XV, nas possessões de Madeira 
e Açores. O capitão donatário desempenha o papel de agente 
político e administrativo da Coroa, para garantir a extração de 
pau-brasil, ouro e outras riquezas epara implantar uma agricul-
tura de exportação, a qual seria a produção de cana-de-açúcar 
para exportação. No geral, o fracasso das capitanias deve-se à 
falta de recursos dos donatários, aos desentendimentos internos 
e aos ataques dos índios. Pernambuco foi destinado a se tornar o 
primeiro grande centro produtor de açúcar em razão da fertilidade 
do solo, muito favorável ao cultivo de cana, ao regime de chuvas 
abundantes e regulares e às temperaturas altas e uniformes. 
Todavia, as capitanias cumpriram o objetivo de dar mais firmeza 
à colonização e de impedir a perda da terra.
Brasil
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Natal
Pecuária
Pau-brasil
Cana-de-açúcar
Entradas
São Cristóvão
São Paulo
Cananéia
OCEANO ATLÂNTICO
Brasil – Século XVI
Alguns fatores foram importantes para a consolidação dessa 
fixação no litoral, como a implantação do Governo Geral. Um dos 
impulsos que geraram esse importante passo na gestão da colônia 
seria a potencial descoberta de grandes províncias minerais. Outro 
aspecto importante a ser analisado seria a urbanização, a qual 
se expandiu a partir da porção litorânea do território brasileiro em 
função do fluxo comercial gerado pela cultura da cana-de-açúcar. 
O século XVI foi marcado por uma urbanização lenta e incipiente, 
cujo resultado foram vilas dispersas e distribuídas pelo extenso 
litoral, fator que favorecia as invasões por outras nações, exigindo 
da coroa uma reestruturação administrativa, com o objetivo básico 
de recuperar o controle econômico, do território e da população, 
mediante a fundação de assentamentos urbanos planejados e a 
regularização dos assentamentos espontâneos. 
O crescimento das exportações de açúcar provocou o desloca-
mento da pecuária para o sertão nordestino, cujas boiadas vinham 
de muito longe para suprir as necessidades dos engenhos. Inú-
meras famílias foram trabalhar como parceiros ou agregados nas 
sedes das fazendas de gado, que acabaram originando as primeiras 
vilas e cidades dessa região. Além de estimular o povoamento do 
sertão, a pecuária foi responsável pela difusão da agricultura de 
subsistência e pelo cultivo do algodão e do fumo. Mas este último 
foi cultivado, principalmente, no Recôncavo Baiano, servindo como 
moeda para a compra de escravos vindos do continente africano.
3 - Expansão Territorial em Direção 
ao Interior
De acordo com Celso Furtado*, a criação de gado surgiu como 
atividade complementar à produção de açúcar. Mas, apesar de 
sua posição secundária e acessória, desempenhou um grande 
papel no desbravamento, na conquista e no povoamento do 
interior brasileiro. Tal atividade (a pecuária), subsidiária da cana 
de açúcar, foi responsável pelo desbravamento e pela ocupação 
de extensão territorial maior do que a representada pela atividade 
mineradora. O povoamento provocado pela pecuária foi contínuo, 
embora ralo. A população vivia dispersa em imensas fazendas. 
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Só como exceção, a zona pastoril propiciou o surgimento de 
alguns núcleos urbanos oriundos dos pousos e das feiras. Em 
fins do século XVII o sertão do Nordeste, da Bahia ao Maranhão, 
estava desbravado e ocupado pelas fazendas de gado. A po-
pulação era pequena, mas distribuída de modo mais ou menos 
contínuo, concentrando-se ao longo dos rios.
*Celso Furtado – Economista Brasileiro de Grande Destaque no 
Século XX. Autor de “Formação Econômica do Brasil”.
O século XVII foi, sobretudo, a época de grande expansão 
territorial em direção ao interior e ao litoral norte, com a conquista 
de toda a região que vai do Rio Grande do Norte até o Amapá. 
O período da União Ibérica marcou uma mudança na orientação 
da política de colonização do Brasil, até então baseada, princi-
palmente, na ocupação da costa do pau-brasil. A União Ibérica 
abriu a ocupação das bacias do Amazonas e do Prata, houve um 
relaxamento dos limites. De acordo com Antônio Carlos Robert 
de Moraes, apesar da manutenção das fronteiras e da admi-
nistração permanecer dividida, nessa fase a porosidade entre 
os dois conjuntos coloniais acentuou-se. Ao longo de apenas 
sessenta anos, ocorre não só a conquista do litoral Nordeste e 
Norte bem como a interiorização pelo Amazonas.
Vale lembrar que a importância estratégica e econômica da 
foz do Amazonas era consensual nas cortes europeias e entre 
os colonizadores, pois essa foz dava acesso a uma grande bacia 
fluvial que permitia chegar ao Peru e a suas minas.
A conquista do Ceará veio a seguir: nos primeiros anos do 
século XVII, Martim Soares Moreno, auxiliado pelo chefe potiguar 
Jacaúna, conquista e transforma o Ceará em capitania real. A 
ocupação do Ceará era dificultada pela hostilidade dos indíge-
nas e pelo meio ambiente seco e tropical. Sobre essa rudeza 
climática, o historiador Sérgio Buarque de Holanda comentou 
que os (...) “caminhantes eram castigados pelo sol abrasador 
e pela sede constante que a água amargosa das cacimbas 
mal aplacava.”. A expansão da colonização não se deteve na 
conquista do Ceará. Prosseguindo pelos territórios mais ao 
norte, alcançou a área do Maranhão, ponto estratégico devido 
à proximidade com a foz do Rio Amazonas - porta atlântica de 
acesso às minas peruanas.
Cacimbas
Poço de água com sabor desagradável, encontrado em 
leitos secos de rios.
São Luis
Fortaleza
Natal
João
Pessoa
Olinda
Recife
Salvador
Porto Seguro
Vitória
Rio de Janeiro
São Vicente
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Santos
Sorocaba
Curitiba
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Cuiabá
Belém
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OCEANO
ATLÂNTICO
Cana-de-açúcar
Pecuária
Drogas do Sertão
Mineração
Área de Ocorrência
de Pau-brasil
Brasil – Século XVII
O papel do indígena na ocupação do Vale do Amazonas era 
de extrema importância. Não se dava um passo sem ele, pois 
ele conhecia o território. Os nativos eram os guias pela floresta 
ou pelos rios. Canoeiros, conduziam as embarcações nas longas 
expedições fortemente escoltadas, por milhares de quilômetros, 
pelos emaranhados cursos d’água. Eram também caçadores, 
identificando a variada fauna, e coletores das “drogas do ser-
tão”, pois conheciam como ninguém a flora local. Pelos cursos 
d’água – “estradas líquidas”, segundo o historiador Caio Prado 
Júnior – vias de comunicação natural, iam sendo coletadas 
especiarias diversas, aproveitadas e utilizadas no comércio: 
plantas alimentícias e aromáticas como cravo, canela, castanha, 
salsaparrilha, cacau etc. Aos olhos dos colonizadores, o vale 
amazônico apresentava-se com possibilidades incalculáveis, 
dando a impressão de que seus produtos podiam substituir as 
especiarias das colônias perdidas no Oriente.
Dentro do vasto território que compreendia o Estado do Mara-
nhão, além do Vale Amazônico, onde predominava a atividade 
extrativa, existia a capitania do Maranhão, potencialmente agrí-
cola, sobrevivendo já há algum tempo da lavoura de subsistência, 
de algum açúcar e de gado. Ainda no decorrer do século XVII, 
iniciou-se ali a produção do tabaco e do algodão.
No final do século XVII e no decorrer do século XVIII, a pecuária 
ocupou, também, as campinas do sul, desempenhando papel im-
portante na incorporação da região conhecida como o Continente 
do Rio Grande. Apesar de ter sido uma atividade secundária, a 
criação de gado foi importante no sentido de promover:
• A expansão do território e a consequente ocupação de duas 
grandes áreas – caatingas do nordeste e campinas do sul;
• O povoamento, ainda que disperso;
• A ligação entre as capitanias do Sul e do Norte;
• O desenvolvimento do mercado interno.
O único artigo de consumo de importância que podia ser 
suprido internamente era a carne.
A região onde se desenvolve a pecuária nordestina era ingrata, pois:
• Tinha baixo regime pluviométrico e precipitações irregulares;
• Com exceção de raríssimos rios, todos os cursos d’água 
eram intermitentes;
• A vegetação era composta de pobre cobertura vegetal;
• Havia a presença da Chapada Diamantina.Daí o baixo nível econômico e o índice de produtividade; a quali-
dade dos produtos oferecidos era ínfima, a carne era de pouco valor.
Já a região do vale do rio São Francisco ofereceu as melho-
res condições naturais para a expansão pastoril. A existência 
de depósitos de sal foi um fator determinante para a fixação do 
gado na região. A criação estabeleceu-se ali de tal modo que o 
São Francisco passou a ser conhecido como o “rio dos currais”.
Outra vertente do povoamento teria sido a ramificação sulina. 
Os contatos entre os moradores da capitania de São Vicente e 
Buenos Aires intensificaram-se durante a União Ibérica com a 
instalação de portugueses em Buenos Aires e de Espanhóis em 
São Paulo. As notícias sobre a existência de minas de prata na 
região platina levaram colonos portugueses a se deslocarem 
para o sul. Desse deslocamento, surgiram povoados ao sul de 
Cananeia, que até então era o ponto extremo da colonização 
portuguesa no sul, como Paranaguá e Curitiba. Foram os jesuítas 
com suas missões que primeiro se fixaram em diferentes locais 
da região, às margens do rio Uruguai.
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Conquista do Extremo Sul
No sul do continente americano, o gado foi introduzido pelos 
jesuítas espanhóis em suas missões religiosas às margens do rio 
Uruguai. Com os ataques realizados pelos bandeirantes paulis-
tas apresadores de indígenas, as missões foram destruídas e o 
gado ficou solto pelos pampas, os campos do “Continente”. Esse 
rebanho reproduziu-se rapidamente, passando a viver em estado 
selvagem. Inicialmente os portugueses não demonstraram interes-
se pelo gado do sul, pois, na época, a mercadoria buscada era o 
índio aldeado. Com a fundação da Colônia do Sacramento, onde 
se localizou importante indústria de couro e, posteriormente, com 
o surgimento das áreas mineradoras das Gerais, no séc. XVIII, 
perceberam o valor econômico que a pecuária representava. O 
abastecimento dos núcleos urbanos (a necessidade de carne e 
couro para abastecer a região mineradora) incentivou o desloca-
mento para os campos do sul. Ao contrário do sertão nordestino, 
o sul apresentava condições muito favoráveis à criação: relevo 
plano, pastagens de boa qualidade, clima ameno e um grande 
número de rios e riachos. Nas estâncias, o rebanho vivia solto e 
sem grandes cuidados. Inicialmente a principal atividade era a 
produção de couro, exportado em grande escala. Frequentemente, 
abatia-se o animal apenas para tirar-lhe a pele. Como no sertão 
nordestino, também para o gaúcho, o couro foi muito importante, 
a ponto de o historiador Capistrano de Abreu afirmar que no sul 
também houve uma “época do couro”. 
Com o surgimento da indústria do charque, modificou-se 
esse quadro. As charqueadas permitiram o aproveitamento da 
carne até então sem valor de mercado. A primeira charqueada 
foi realizada em 1780, pelo cearense José Pinto Martins, nas 
margens do rio Pelotas. As instalações eram simples, consti-
tuídas de um galpão onde se preparava e salgava a carne e 
dos secadores ao ar livre. As charqueadas representaram uma 
verdadeira revolução no panorama pastoril do Rio Grande do 
Sul, integrando a região ao abastecimento das populações co-
loniais, principalmente da região mineradora. No final do século 
XVIII, a indústria do charque conheceu rápido desenvolvimento. 
Nesse período, as diversas regiões da Colônia estavam ligadas 
entre si pelos “caminhos do gado”. Avançando por quase toda 
a extensão do território, o gado abriu caminhos que formaram 
as bases de muitas ferrovias e rodovias. Criou-se um mercado 
interno que promoveu intenso comércio e fez com que a maior 
parte dos lucros gerados ficasse na Colônia.
A fim de lançar luz sobre a divisão territorial brasileira, tanto em 
relação às divisas internas quanto em relação às suas fronteiras, 
faz-se importante trabalharmos as bases de formação de tais 
limites. Os limites de um Estado consistem, pois, na linha de 
separação, definindo de maneira ostensiva e material o espaço 
submetido à soberania de cada Estado, indicando uma clara 
relação de territorialidade. Costumam ser divididos em “naturais” 
e “artificiais”. Os primeiros são aqueles marcados por acidentes 
geográficos, como cadeias de montanhas, rios, mar, etc. Já os 
“artificiais” são os determinados arbitrariamente, sem que siga 
uma linha indicada por acidentes físicos, mas sim marcada por 
sinais convencionais, como postes, marcos, etc. São chamados 
“intelectuais” ou “matemáticos” quando determinados por simples 
linhas ideais, como as das latitudes e longitudes. Em relação à 
formação do país em questão, percebe-se uma gritante diferença 
com o arranjo territorial africano, cujos traçados foram arquite-
tados artificialmente com punhos e aspirações imperialistas.
Em relação aos limites naturais, é comum que sejam estabe-
lecidos a partir de formações montanhosas, sendo um exemplo 
a demarcação entre Argentina e Chile, países esses que, a 
partir de sequenciadas divergências históricas, convencionaram 
um dos interflúvios andinos como fronteira. Caso uma divisão 
territorial ocorra com lagos e mares interiores, ela tem por re-
ferência a linha mediana da lagoa, equidistante das margens, 
como a Lagoa Mirim, atual fronteira entre Brasil e Uruguai. 
E, por fim, existem os traçados por rios, os quais podem ser 
delimitados a partir da linha de talvegue, dividindo o controle 
das águas entre os dois estados.
Tais demarcações guardam correspondência com o prin-
cípio do uti possidetis ita possideatis (assim como possuís 
continuareis a possuir), do Direito romano, o qual desempe-
nhou importante papel na fixação dos limites na América do 
Sul. Segundo esse princípio, o território pertenceria a quem 
o ocupasse, em respeito ao status quo. 
Como visto, as regiões brasileiras foram marcadas por diferentes 
atividades no período colonial. Baseado nisso:
1) Faça uma relação entre as atividades desenvolvidas e as característi-
cas culturais de cada região durante o processo de formação do Brasil.
2) Apresente as semelhanças e diferenças de cada região em virtude 
da economia implantada.
3) Cite os principais reflexos nas regiões brasileiras nos dias atuais 
em virtude dos processos apresentados nos itens anteriores. 
4 - Descoberta do Ouro e dos Diamantes
Vilas e cidades foram criadas no oeste do Brasil, a exemplo de Vila 
Bela da Santíssima Trindade, de Cuiabá e de Goiás Velho, tendo na 
mineração o elemento econômico novo do processo de urbanização, 
o que contribuiu também para mudanças na concepção do papel das 
cidades no incremento da economia. Surgiram novas atividades de 
comércio e, portanto, novo caráter urbano foi conferido à cidade, que 
se tornou fomentadora da produção agrícola. Isto é, a cidade adquiriu 
caráter mais comercial, o que também significou o surgimento de 
novos segmentos sociais urbanos, como os comerciantes de pedras 
preciosas, os ourives, os ferreiros, etc. Outro aspecto importante 
é a perda de importância da zona litorânea urbana para o interior. 
Percebe-se, nesse momento, a diversificação da cidade enquanto 
espaço de gestão da divisão do trabalho, o qual vai se dando pela 
sua diversificação funcional em função político-administrativa.
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Falar da cidade e de sua importância na ocupação 
e na consolidação territorial do Brasil remete-nos 
ao estudo empreendido por Pierre Monbeig sobre 
São Paulo, cuja historicidade levantada contempla 
aspectos desde a localização geográfica, como 
distância do litoral (sendo o que chama inicialmente 
de “boca do sertão”, a altitude e o clima, a situação 
do sítio) até a importância político-econômica que 
essa cidade alcança no período do século XIX para a 
industrialização da economia agrária do café, desen-
cadeando, a partir disso, outros processos no âmbito 
da financeirização.
Situada mais ou menos a 750 metros acima do 
nível do mar, a vila de São Paulo era o ponto mais 
avançado para o interior, a “porta de entrada” para o 
sertão, onde os bandeirantesiam curar sua pobreza 
buscando índios, pedras e metais preciosos. Três 
fatores históricos teriam influenciado diretamente 
essa mudança de direção na ocupação territorial 
do país, a queda dos preços dos indígenas, a crise 
do eixo econômico açucareiro, e o esgotamento dos 
minerais metálicos na América Espanhola (gerando 
escassez desses recursos na Europa).
Queda dos Preços Indígenas
Depois que a Espanha decidiu armar as reduções, 
escravizar índios tornou-se uma empresa bem 
mais difícil, e menos lucrativa, pois, com a retoma-
da de Angola pela Coroa portuguesa, em 1648, o 
tráfico de escravos africanos voltou a ser controlado 
por comerciantes luso-brasileiros, o que provocou 
a queda nos preços dos indígenas aprisionados.
Crise do Eixo Econômico Açucareiro
A economia do açúcar brasileiro entrou em crise 
quando os holandeses, expulsos do Nordeste, 
começaram a controlar o comércio do produto 
proveniente das Antilhas.
Esgotamento dos Minerais Metálicos
A escassez de metais preciosos agravara-se 
na Europa com o esgotamento das reservas da 
América espanhola, o que tornou urgente a ne-
cessidade de encontrar novas jazidas. Em busca 
de saída para os seus apertos financeiros, a Co-
roa portuguesa, após a Restauração, passou a 
mandar cartas régias aos paulistas, prometendo 
prêmios e honrarias a quem descobrisse minas.
Nesse contexto, é importante destacar o desbra-
vamento do que viria a ser o atual território de Minas 
Gerais. Sua formação territorial está atrelada a dois 
eixos fundamentais, o eixo boreal e o austral. Da Bahia, 
várias entradas se embrenharam pela região do rio 
São Francisco, chegando à chapada Diamantina e 
à região de Minas Novas. Na outra ramificação, uma 
bandeira de prospecção deixou a vila de Piratininga, 
sendo considerada por muitos historiadores como a 
mais importante bandeira dessa fase - a de Fernão 
Dias Paes, que abriu caminho até a região das Minas 
Gerais; este, por sua vez, um famoso apresador de ín-
dios que partiu de São Paulo à procura de prata e esmeraldas. Conhecido, 
posteriormente, como “O Caçador de Esmeraldas”, percorreu durante sete 
anos os sertões do atual Estado de Minas Gerais, das cabeceiras do Rio 
das Velhas até a zona de Serro Frio. Fernão Dias morreu acreditando ter 
descoberto esmeraldas, quando, na verdade, só descobrira turmalinas, 
agrupamento de minerais que podem assumir a cor verde, sem grande 
valor econômico. No entanto, sua bandeira foi importantíssima porque 
desbravou o território de Minas Gerais, onde, pouco mais tarde, no final 
do século XVII, seria descoberto ouro.
Novos interesses e atenções passaram a ser dispensados à Colônia 
americana. Com o ânimo voltado para o ouro, uma multidão lançava-
-se à procura de ribeirões auríferos nos sertões. A potencialização dos 
fenômenos migratórios em direção às porções interioranas do território 
pode ser identificada nos primeiros anos do século XVIII, momento 
no qual o padre jesuíta Antonil, informado sobre os acontecimentos 
naqueles sertões longínquos, observou: “a cada ano vêm nas frotas 
quantidades de portugueses e de estrangeiros para as minas. Das 
cidades, vilas, recôncavos e sertões do Brasil chegam brancos, pardos 
e pretos, e muitos índios, de que os paulistas se servem.”.
O rápido e caótico povoamento do território das Minas logo provocou 
problemas. Desordem e insegurança associadas serviram de pano de 
fundo para a chamada Guerra dos Emboabas. Porém, essa guerra teria 
uma clara resultante espacial, a ocupação do Centro-Oeste, a qual foi 
realizada pelos paulistas, valendo-se das vias fluviais como forma de des-
bravamento desse território. Impossibilitados de explorar o ouro de Minas 
Gerais, passaram a buscar novas zonas de mineração, descobrindo-as 
nos atuais Estados de Mato Grosso e Goiás. A descoberta de ouro na 
região marcou o início das monções, expedições fluviais regulares que 
faziam a comunicação entre São Paulo e Cuiabá. Na Colônia, as expedi-
ções que utilizavam as vias fluviais foram chamadas de monções por se 
submeterem ao regime dos rios, partindo sempre na época das cheias 
(março e abril), quando os rios eram facilmente navegáveis, tornando a 
viagem menos difícil e arriscada. As monções partiam das atuais cidades 
do interior paulista como Itu, às margens do rio Tietê, levando em média 
cinco meses até alcançar as minas de Cuiabá.
São Luis
Fortaleza
Natal
João
Pessoa
Olinda
Recife
Salvador
Porto Seguro
Vitória
Rio de Janeiro
São Vicente
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São
 Pau
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Santos
Sorocaba
Curitiba
Laguna
Cuiabá
Belém
Gurupi
Cametá
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OCEANO
ATLÂNTICO
Cana-de-açúcar
Pecuária
Drogas do Sertão
Mineração
Área de Ocorrência
de Pau-brasil
Brasil no Século XVII
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Reflexões Sobre a Descoberta do Ouro
Celso Furtado: argumenta que o declínio econômico da 
colônia brasileira e da Metrópole portuguesa fez com que 
esta reconhecesse como única solução para a superação 
do declínio a descoberta de ouro. Colônia e Metrópole em 
estado de prostração e pobreza.
Jorge Caldeira: Paulistas já mineravam ouro desde o 
século XVI, nas minas do Jaraguá. Eles exploraram o 
minério durante todo o século XVII, em Cananéia. Por 
que essa espécie de silêncio sobre o ouro? Resposta: de 
acordo com a legislação anterior a 1694, os metais nobres 
existentes na Colônia eram de propriedade do rei, o que 
impedia o progresso das descobertas. A partir de 1694, a 
lei muda: o descobridor ganhou o direito de propriedade, 
desde que pagasse impostos ao rei.
Resposta provável: a descoberta de ouro é muito mais o 
resultado de uma experiência acumulada de conhecimento 
e reconhecimento do território ao longo do tempo, pois os 
brasileiros não abandonaram a ideia de buscar o ouro, 
que ganha evidência quando a Coroa altera o regime de 
propriedade dele.
Além do ouro, também se explorou, na mesma época, os dia-
mantes. O Brasil foi o primeiro grande produtor dessa pedra, que 
antes provinha apenas, e em pequenas quantidades, da Índia: 
somente no último quartel do século XIX foram descobertas as 
jazidas da África do Sul. O Brasil teve, assim, no século, XVIII, 
o monopólio da produção. Os primeiros achados, devidos aos 
mineradores de ouro (pois os diamantes ocorrem no Brasil em 
terrenos auríferos), datam de 1728, no que ficou conhecido como 
Arraial do Tejuco, hoje Diamantina. A partir de 1729, no arraial 
do Tejuco, iniciava-se a extração de diamantes. Desde o início, 
a coroa colocou a mineração do diamante sobre o seu controle, 
criando o Distrito Diamantino, e estabeleceu a livre extração 
desde que se pagasse o quinto.
A decadência da mineração de diamantes é mais ou menos 
paralela à do ouro e apresenta causas semelhantes. Veio a 
agravá-la um fator: a depreciação das pedras, devido ao seu 
grande afluxo no mercado europeu. Ao mesmo tempo, uma 
administração ineficiente foi incapaz de racionalizar a produção 
e reduzir o custo de extração. Daí, a exploração de diamantes 
deixou de contar como atividade econômica de alguma expres-
são desde fins do século XVIII.
Além das transformações significativas na vida política e 
administrativa da Colônia, marcadas por forte presença e con-
trole do poder real, esse segundo grande deslocamento para o 
interior, ensejado pela descoberta do ouro e dos diamantes, ao 
contrário do primeiro com a pecuária, que resultou em escasso 
povoamento, caracterizou-se pelo adensamento populacional. A 
ocupação, além de rural, com agricultura e pecuária de subsis-
tência, foi, sobretudo urbana, concentrando-se a população em 
vilas próximas às regiões auríferas, que surgiam rapidamente.
O Brasil, no fim do século XVI, tinha cerca de 100 mil habitan-
tes; por volta de 1700, tinha cerca de 350 mil habitantes, consi-
derando brancos, mestiços e índios (exclusive os indígenas do 
sertão) e escravos africanos; e em 1819, a população brasileira 
era de 3 596 132 (livres – 2 488 743 e escravos – 1 107 389): a 
população torna-se 10 vezes maior em relação ao século XVII.Vale dizer que tais números não são muito confiáveis, porque 
as contagens realizadas pela Coroa excluíam os menores de 
sete anos, os índios e algumas vezes os escravos. 
Desde o início do século XVIII, a expansão geográfica da Colô-
nia nada mais tinha que ver com a incerta linha de Tordesilhas. A 
expansão das bandeiras paulistas, para oeste, e dos criadores de 
gado, para sudoeste, ampliaram de fato as fronteiras do país. O 
avanço minerador, a partir do século XVIII, deu mais um empurrão, 
de modo que a fisionomia territorial do Brasil já se aproximava 
muito da atual.
O reconhecimento do direito às novas fronteiras foi questão “re-
solvida” entre Portugal e Espanha, com base no princípio de posse 
para quem fosse ocupante efetivo de uma área, estabelecido por 
meio do Tratado de Madri (1750), de um novo acordo que anulou 
o de Madri em 1761, Tratado de El Pardo, e do Tratado de Santo 
Ildefonso (1777). Vale ressaltar que, apesar desse crescimento po-
pulacional, vastas regiões do país encontravam-se inexploradas ou 
ocupadas por índios que não tinham contato com os colonizadores.
5 - Preocupação com a Unidade 
Territorial Brasileira
Para superar a estagnação econômica, o Brasil deveria reinte-
grar-se nas linhas de expansão do comércio internacional, a partir 
de investimentos em uma nova ramificação de produtos para 
exportação. No entanto, enfrentou dois problemas fundamentais, 
não se formavam capitais internos bastantes que pudessem ser 
canalizados para novas atividades, e não era possível contar 
com o influxo de capital estrangeiro numa economia estagnada.
Outro problema seria a remota possibilidade de recuperação 
da exportação dos produtos tradicionais, pois havia tendência 
declinante do preço desses produtos.
• Açúcar - sofre concorrência do açúcar de beterraba que 
se desenvolvera no continente europeu, nas primeiras 
décadas do século XIX. Nesse período, o mercado inglês 
foi abastecido pelas Antilhas, e os EUA, por Cuba;
• Algodão - segundo produto das exportações brasileiras do 
começo do século XIX, sofre concorrência da produção 
americana, que desfruta de fretes mais baixos;
• Couros - sofre a concorrência da produção do Rio da Prata;
• Fumo - perde o mercado africano, com a eliminação do 
tráfico de escravos;
• Cacau - constituía tão somente uma esperança.
A solução seria encontrar produtos de exportação cuja produ-
ção exigisse como fator básico a terra, uma vez que esta era o 
único fator de produção abundante no país, o capital era escasso 
e a mão de obra constituída por um estoque de pouco mais de 
2 milhões de escravos. Pela metade do século XIX, definir-se-ia 
um produto cujas características de produção adaptavam-se a 
esses condicionantes: o café.
Na província do Rio de Janeiro, o café encontrou boas condições 
para se desenvolver. Da cidade do Rio de Janeiro, ele subiu a serra 
e alcançou o vale do rio Paraíba. Todavia, as terras não eram tão 
disponíveis. Muitas vezes, a formação dos grandes cafezais no meio 
rural fluminense foi precedida de uma grande luta pela posse da 
terra. A região, conta Ilmar Mattos, “(...) era área de ‘fronteira aberta’, 
isto é, de estrutura fundiária ainda não definida, até mesmo em ter-
mos jurídicos”. Os conflitos pela posse e pela definição dos limites 
das propriedades rurais eram, muitas vezes, resolvidos pela força. 
Conquistada a propriedade pelas armas, tratava-se de legalizá-la.
Mas não bastava apenas “conquistar a propriedade”. Era neces-
sário preparar a terra, promover o plantio, adquirir equipamentos e 
mão de obra escrava e comercializar a safra. Tudo isso requeria 
capitais. Grande parte desses capitais veio ou da transferência de 
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recursos de outras culturas, como a do açúcar, ou das atividades 
comerciais impulsionadas com a chegada da família real ao Brasil. 
D. João VI, por sinal, foi um dos incentivadores da lavoura cafe-
eira, promovendo, em 1817, uma distribuição de sementes entre 
os grandes proprietários de terras. Com o tempo, no entanto, a 
lavoura cafeeira passou a ser mantida com as próprias rendas e, 
a partir de 1850, os capitais liberados pela extinção do tráfico de 
escravos tornaram-se fontes de investimento.
Durante o século XVIII, o cultivo do café limitou-se às províncias 
do norte, onde os solos não eram os mais adequados – eram peque-
nas as plantações. Em sua trajetória pelo Brasil o café passou pelo 
Maranhão, atingiu a Bahia, em 1770, e chegou ao Rio de Janeiro, 
em 1773. Em pouco tempo, o vale do rio Paraíba tornou-se a grande 
região produtora da lavoura cafeeira no Brasil. Essa região, com 
clima excelente e terras disponíveis para o cultivo, tornou possível 
o surgimento de uma área centralizadora de culturas e população. 
Na primeira metade do século XIX, não se plantava café apenas 
na província do Rio de Janeiro. Os cafezais seguiram o curso do 
rio Paraíba e alcançaram as terras paulistas. Em 1836, a província 
de São Paulo produzia cerca de 25% do café brasileiro.
O café também avançou por terras mineiras, no sul e na 
Zona da Mata, que se transformaram em uma extensão do 
vale fluminense – a produção cafeeira mineira era pequena se 
comparada à produção fluminense. O predomínio da província 
do Rio de Janeiro permaneceria ainda por algum tempo. Os 
cafezais fluminenses chegaram a ser responsáveis por mais de 
3/4 de todo o café que o Brasil exportava. 
Entretanto, a cultura do café, em áreas com declive acentuado 
e, devido ao total descuido quanto à preservação do solo, gerou 
uma erosão intensa. Por esse motivo, as terras foram se esgo-
tando e a cultura cafeeira avançou, por volta de 1840, para um 
outro local, o oeste da província de São Paulo – de Campinas a 
Rio Claro, São Carlos, Araraquara, Catanduva e de Campinas 
a Pirassununga, Casa Branca e Ribeirão Preto.
O êxito da economia cafeeira do Oeste Paulista dependia de 
um porto viável de exportação – o porto do Rio que escoava a 
produção do Vale do Paraíba, que ficava longe. A dificuldade maior 
consistia em atravessar a escarpa da Serra do Mar e chegar ao 
litoral. Dificuldade que foi vencida com a construção da estrada 
de ferro de Santos a Jundiaí, que começou a funcionar em 1868.
Com o crescimento do café, no Oeste Paulista, como ficou 
a produção no Vale do Paraíba? O Vale do Paraíba continuou 
produzindo até o final do século XIX, quando a produção 
começou a declinar. Razões:
• Forma de plantio que contribuía com os processos de 
erosão do solo;
• Ausência de grandes extensões de terra;
• Os produtores do Vale não conseguiram introduzir na 
produção a mão de obra livre.
Fato é que o café torna-se a base da economia a partir do 
segundo reinado. Vejamos a partir da leitura das tabelas a seguir:
Brasil – Exportação de Mercadorias (% do valor dos oito produtos principais sobre o valor total da exportação)
Decênio Total Café Açúcar Cacau Erva-mate Fumo Algodão Borracha
Couros e 
Peles
1821 - 1830 85,8 18,4 30,1 0,5 – 2,5 20,6 0,1 13,6
1831 - 1840 89,8 43,8 24,0 0,6 0,5 1,9 10,8 0,3 7,9
1841 - 1850 88,2 41,4 26,7 1,0 0,9 1,8 7,5 0,4 8,5
1851 - 1860 90,9 48,8 21,2 1,0 1,6 2,6 6,2 2,3 7,2
1861 - 1870 90,3 45,5 12,3 0,9 1,2 3,0 18,3 3,1 6,0
1871 - 1880 95,1 56,6 11,8 1,2 1,5 3,4 9,5 5,5 5,6
1881 - 1890 92,3 61,5 9,9 1,6 1,2 2,7 4,2 8,0 3,2
1891 - 1900 95,6 64,5 6,6 1,5 1,3 2,2 2,7 15,0 2,4
Comércio Exterior do Brasil, n° 1, C, E, e n° 12-A, do Serviço de Estatística Econômica e Financeira do Ministério da Fazenda, em Hélio Schlitter Sil-
va, “Tendências e Características Gerais do Comércio Exterior no Século XIX”, Revista de História da Economia Brasileira, ano 1, jun, 1953, p, 8. 
Brasil, Principais Produtos da Exportação, 1889 - 1945 (em Percentagens)
Períodos Café Áçucar Cacau Mate Fumo Algodão Borracha
Couros 
e pele
Outros
1889 - 1897 67,6 6,5 1,5 1,1 1,2 2,9 11,8 2,4 4,8
1898 - 1910 52,7 1,9 2,7 2,7 2,8 2,1 25,7 4,2 5,2
1911 - 1913 61,7 0,3 2,3 3,1 1,9 2,1 20,0 4,2 4,4
1914 - 1918 47,4 3,9 4,2 3,4 2,8 1,4 12,0 7,517,4
1919 - 1923 58,8 4,7 3,3 2,4 2,6 3,4 3,0 5,3 16,5
1924 - 1929 72,5 0,4 3,3 2,9 2,0 1,9 2,8 4,5 9,7
1930 - 1933 69,1 0,6 3,5 3,0 1,8 1,4 0,8 4,3 15,5
1934 - 1939 47,8 0,5 4,3 1,4 1,6 17,6 1,1 4,4 21,3
1910 - 1945 32,5 0,6 3,2 0,9 1,2 9,1 2,4 3,6 46,5
Annibal Villanova Vilela e Wilson Suzigan, Política do Governo e Crescimento da Economia Brasileira, 1889 - 1945, p. 70.
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A situação do governo brasileiro na década de 1840 não 
era das mais confortáveis. A expansão cafeeira pelo vale 
do Paraíba desafogava um pouco a crise econômica, mas 
as pressões inglesas pelo fim do tráfico negreiro tenderam 
a crescer ao longo dos anos 40. Desde 1810, a Coroa 
inglesa insistia para que o então governo joanino tomasse 
algumas medidas que restringissem o tráfico internacional 
de escravos. Alguns acordos foram feitos, mas o tráfico 
para o Brasil continuou em franca expansão. Na década 
de 1840, a Coroa inglesa resolveu endurecer o jogo. Sem 
ouvir o governo brasileiro, adotou, em 1845, o Bill Aber-
deen (resolução), que permitia à Marinha inglesa deter os 
navios negreiros para o Brasil (Bill Aberdeen, 8 de agosto 
de 1845). A situação política ficou delicada, pois existia a 
possibilidade de confronto militar com a Inglaterra. Além 
disso, a Inglaterra tinha enorme importância comercial para 
o Brasil. Tais fatores levaram o Brasil a ceder às pressões 
da Inglaterra, o que fez com que defendesse o fim da es-
cravatura e, com isso, aprovasse a Lei Eusébio de Queirós 
(4 de setembro de 1850).
Bill Aberdeen
A Inglaterra vivia a Revolução Industrial, avançavam as 
relações de trabalho, mudavam as ideias liberais, anti- 
intervencionistas (por um viés econômico). Pregava-se 
a liberdade de produção e o livre comércio. O tráfico ia 
contra os princípios do livre comércio e do trabalho livre.
O fim do tráfico não significava o colapso para a economia do 
Brasil império – a escravidão continuava firme com os escravos 
que ainda existiam (censo de 1872 registra 1,5 milhão de escravos), 
de acordo com Celso Furtado (1971). A demanda gerada pela 
produção cafeeira é suprida, na sua primeira fase (1º e 2° quartel 
do século XIX), pelo estoque de escravos subutilizado na região 
de antiga mineração. Já no 3º quartel do século XIX, os preços do 
café recuperaram-se, ao passo que os do açúcar permaneceram 
deprimidos, criando forte pressão para a transferência de mão de 
obra do NE para o SE.
Assim, a questão da escassez da mão de obra para a 
produção cafeeira acentua-se a partir da 3º quartel do século 
XIX, quando os preços do café recuperaram-se plenamente. 
De acordo com o Estado, para impedir que o escravo, uma 
vez liberto, realizasse sua vocação natural à ociosidade, toda 
uma série de leis foi votada para garantir uma transição lenta 
e segura do trabalho escravo para o trabalho livre.
5.1 - Lei de Terras (1850) 
 A Lei de Terras atendia à evidente necessidade de or-
ganizar a situação dos registros de terras doadas desde o 
período colonial e de legalizar as ocupadas sem autorização 
(posse), para depois reconhecer as chamadas terras devolu-
tas, pertencentes ao Estado. As terras ainda não ocupadas 
passavam a ser propriedade do Estado e só poderiam ser 
adquiridas através da compra nos leilões mediante paga-
mento à vista, e quanto às terras já ocupadas, estas podiam 
ser regularizadas como propriedade privada. Enfim, a partir 
de 1850, com os primeiros sinais da abolição da escravidão, 
era necessário para os grandes proprietários rurais que 
constituíam a elite econômica agrária que a propriedade da 
terra fosse protegida do método da apropriação através da 
posse. Do contrário, quando os escravos fossem libertados 
e novos imigrantes chegassem, não haveriam empregados 
para os grandes proprietários, pois todos iriam à busca das 
terras do interior.
5.2 - Lei Áurea (1888)
Precedida pela Lei do Ventre Livre (1871) e Lei dos Sexage-
nários (1885), a Lei Áurea extingue oficialmente a escravatura. 
Esse panorama guarda grande correspondência com os 
fatores condicionantes que levaram à imigração internacional, 
temática já trabalhada nos volumes anteriores. 
A Morta que Fala
A abolição da escravatura também foi se repetindo, 
ao longo de todo século XIX, nas novas pátrias latino-
-americanas.
A repetição era a prova da sua impotência. Em 1821, 
Simón Bolívar declarou a morte da escravidão. Trinta 
anos depois, a defunta continuava gozando de boa 
saúde, e novas leis de abolição foram decretadas na 
Colômbia e na Venezuela.
Nos dias em que foi promulgada a Constituição de 
1830, os jornais do Uruguai publicavam ofertas como 
estas:
Vende-se muito barato um negro sapateiro
Vende-se uma criada recém-parida, própria para ama.
Vende-se uma negra jovem, de dezessete anos, 
sem vícios.
Vende-se uma parda muito ladina para qualquer tra-
balho de fazenda, e um tacho grande.
Cinco anos antes, em 1825, havia sido promulgada 
a primeira lei uruguaia contra a venda de gente, que 
precisou ser repetida em 1842, 1846 e 1853.
O Brasil foi o último país das Américas e o penúltimo 
do mundo. Lá, houve escravidão legal até o final do sé-
culo XIX. Depois também houve, mas ilegal; e continua 
havendo. Em 1888, o governo mandou queimar toda a 
documentação existente sobre o assunto. Assim, o tra-
balho escravo foi oficialmente apagado da história pátria. 
Morreu sem ter existido, e existe apesar de ter morrido.
GALEANO, Eduardo. Espelhos: Uma História Qua-
se Universal. Porto Alegre: LP&M, 2008. p. 176.
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Leitura Complementar
Territorialização e a Criação de Novos Estados no Brasil
A divisão territorial interna do Brasil é uma discussão que sempre esteve em pauta nos debates acerca da geografia política 
brasileira. Prova disso são os inúmeros projetos de leis que circulam na câmara dos deputados e no senado nacional, para 
criar novos estados e municípios.
O mais recente é o caso do plebiscito popular realizado no estado do Pará, pelo qual os cidadãos tiveram o poder de decidir 
sobre a criação dos estados de Tapajós e Carajás, dividindo o atual estado do Pará em três. A votação do plebiscito foi rea-
lizada no dia 11 de dezembro de 2011, sendo a proposta negada pela maioria dos cidadãos do Estado. Vale lembrar que,só 
a população da cidade de Belém, capital do estado do Pará, que deixaria de representar o poder central de todo o território 
paraense, com o papel de capital, é maior do que a população total da unidade da federação proposta de Tapajós[1], deixando 
claro um desequilíbrio eleitoral em favor do voto contra a divisão do Estado. Nas capitais das unidades propostas para serem 
criadas, Santarém e Altamira, a aceitação para a criação dos novos estados chegou a 98%, já em Belém, capital do Pará, a 
negação chegou a 95%[2]. Muito embora a possibilidade de criação desses novos Estados tenha aparecido como uma coisa 
nova, Carajás e Tapajós já existiam como proposta de se constituírem como unidades políticas autônomas desde meados do 
século XIX. Ao contrário do que é comumente divulgado, as propostas que surgem para a compartimentação interna do país 
não são recentes. Esse fenômeno chamou a atenção na revisão da última carta constitucional no ano de 1988, quando inúmeros 
projetos foram apresentados, mas somente um foi aprovado, o estado de Tocantins. A transformação de certas áreas em esta-
dos é um fenômeno recorrente na história do país[3]. Esse ensaio procura justamente demonstrar historicamente as propostas 
de divisão territorial brasileira, comparando-as com as propostas em exame pelo congresso Nacional. Dessa maneira pode 
ser possível constatar que certas áreas dentro do Brasil demandam sistematicamente pela sua emancipação, o que tornaria 
oportuno um debate mais aprofundado sobre o porquê dessa permanência histórica.
Comparação das propostas históricas com as propostas atuais para a criação de novos Estados
Diversos projetos de lei para redividir estados brasileiros estão em trâmite ou tiveram tramitaçãorecente na Câmara dos 
Deputados, em Brasília. As propostas de leis, se aprovadas, fariam com que o espaço brasileiro fosse dividido em 41 unidades 
políticas, sendo acrescentadas às já existentes as seguintes: Araguaia, Aripuanã, Gurgueia, Juruá, Madeira, Marajó, Maranhão 
do Sul, Mato grosso do Norte, Norte de Minas, Rio Negro, São Francisco, São Paulo do Leste, Solimões, Uirapuru e Xingu. Na 
figura 1, a seguir, é possível observar como seria a configuração da divisão territorial do Brasil.
Propostas de Novas Unidades da Federação
SP
MG
0 50 100 250 0 250 km
Rio Negro
Solimões
Juruá
Madeira Xingu Carajás
Uirapuru
Tapajós Marajó
Maranhão
do Sul
Gurguéia
São
Francisco
Norte de
Minas
São Paulo
do Leste
Mato Grosso
do Norte
Aripuanã
Araguaia
OCEÂNO ATLÂNTICO
Figura 1. Brasil: Propostas Recentes para Criação de Novos Estados[8].
Fonte: Stenner, 2005.
Com exceção de São Paulo do Leste, nota-se que as novas Unidades Federativas formariam uma grande área contínua, abran-
gendo desde o Norte de Minas Gerais, seguindo pela porção Oeste da Região Nordeste, incorporando a maior parte da Região Norte, 
e parte da região Centro-Oeste. Há uma concentração expressiva dessas novas unidades nas porções do território que têm sofrido 
expansão de atividades econômicas e produtivas nas últimas décadas.
Fonte: Revista Electrónica de Geografía Y Ciencias Sociales. Universidad de Barcelona. ISSN: 1138-9788.
Depósito Legal: B. 21.741-98 Vol. XVI, núm. 418 (10), 1 de noviembre de 2012.
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EXERCÍCIOS
Questões Propostas
1. (UNESP-2006) A formação do território brasileiro foi efe-
tuada de acordo com os interesses internacionais e tem 
suas raízes na expansão mercantil colonial européia. Leia 
atentamente as afirmações seguintes. 
I. O pau-brasil, abundante na costa brasileira, foi alvo do 
saque aos recursos naturais e da ocupação do espaço 
brasileiro pelos europeus. 
II. A ocupação do litoral brasileiro foi feita para atender à 
demanda de produtos tropicais pelo mercado europeu. 
III. A partir de 1530, com o início do processo de coloni-
zação, foram introduzidas enormes plantations de café 
e algodão, que caracterizaram de forma marcante o 
modo de apropriação de nossos recursos naturais e 
a formação territorial brasileira. 
IV. A partir do século XVII, desenvolveu-se o chamado ciclo 
do ouro, desencadeado pelos desbravadores do sertão, 
com o objetivo não só de procurar minérios e pedras 
preciosas, mas também de ocupar o território brasileiro. 
V. Apesar dos interesses europeus pelos recursos na-
turais brasileiros, a política de formação do território 
regeu-se por uma preocupação com a defesa dos 
interesses e das aspirações dos povos indígenas. 
Estão CORRETAS as afirmativas: 
A) I, II e IV. B) I, II e III. 
C) I, IV e V. D) III, IV e V.
2. Observe o mapa a seguir.
CORRÊA, Roberto Lobato. A organização regional do espaço bra-
sileiro. In: Geosul, ano IV, n. 8, 2º. sem. 1992. (Adaptado) 
Nas últimas décadas, difundiu-se a regionalização do Bra-
sil em três grandes regiões geoeconômicas, ou complexos 
regionais, conforme ilustra o mapa acima. Sobre essa pro-
posta de regionalização e suas principais características, 
assinale a alternativa CORRETA. 
A) A regionalização do Brasil em Complexos Regionais 
baseia-se em critérios restritos aos aspectos econô-
micos que compõem cada região. 
B) Os limites das regiões não coincidem com os dos 
estados, já que a homogeneidade das características 
socioeconômicas, demográficas e naturais podem 
extrapolar as fronteiras estaduais. 
C) A Amazônia compreende toda a extensão da floresta 
Amazônica localizada no território brasileiro. Constitui-
-se como uma região pouco populosa, cuja economia 
baseia-se no extrativismo mineral. 
D) O Nordeste, onde se iniciou o processo de povoa-
mento do Brasil, constitui-se em uma região muito 
homogênea, dadas as suas características naturais 
e socioeconômicas. 
3. (UFPB-2011) O espaço geográfico ibero-americano foi 
constituído a partir do processo de colonização implantado 
no Novo Mundo por Espanha e Portugal, entre os séculos 
XV e XVI. Esse espaço foi, inicialmente, regulamentado 
por uma Bula Papal, que instituiu o Tratado de Tordesilhas, 
conforme o mapa a seguir. No caso específico do Brasil, 
o curso da história provocou nova organização desse 
espaço, resultando uma dimensão territorial diferente da 
delimitação proposta originalmente.
Com base no exposto, no mapa e na literatura sobre o 
tema, é CORRETO afirmar
A) O território brasileiro mais do que dobrou o seu tama-
nho original ao longo de sua história. Esse ganho de 
terras, antes pertencentes à Espanha, deu-se a oeste 
da linha demarcatória do Tratado de Tordesilhas. 
B) As terras situadas a leste da linha demarcatória do 
Tratado de Tordesilhas, pertencentes à Coroa es-
panhola, foram incorporadas legalmente ao território 
colonial lusitano no período da fusão dessas Coroas, 
sob a hegemonia da primeira. 
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C) A conquista das terras espanholas por Portugal, loca-
lizadas na parte oriental da linha do Tratado de Torde-
silhas, foi oficializada pelo Tratado de Madri em 1750. 
D) A divisão das terras coloniais, definida pelo Tratado de 
Tordesilhas, nunca foi respeitada, tendo em vista ter 
como marco divisor uma linha imaginaria. 
E) As terras espanholas, localizadas a leste da linha do 
Tratado de Tordesilhas, foram conquistadas pelos 
bandeirantes, a serviço de Portugal, multiplicando o 
domínio colonial lusitano.
4. (VUNESP) A partir de 1750, com os Tratados de Limi-
tes, fixou-se a área territorial brasileira, com pequenas 
diferenças em relação a configuração atual. A expansão 
geográfica havia rompido os limites impostos pelo Tratado 
de Tordesilhas. No período colonial, os fatores que mais 
contribuíram para a referida expansão foram 
A) criação de gado no vale do São Francisco e desenvol-
vimento de uma sólida rede urbana. 
B) apresamento do indígena e constante procura de 
riquezas minerais. 
C) cultivo de cana-de-açúcar e expansão da pecuária 
no Nordeste. 
D) ação dos donatários das capitanias hereditárias e 
Guerra dos Emboabas. 
E) incremento da cultura do algodão e penetração dos 
jesuítas no Maranhão.
5. (FUVEST) Entre 1750, quando assinaram o Tratado de 
Madrid, e 1777, quando assinaram o Tratado de Santo 
Ildefonso, Portugal e Espanha discutiram os limites entre 
suas colônias americanas. Neste contexto, ganhou impor-
tância, na política portuguesa, a ideia da necessidade de
A) defender a colônia com forças locais, daí a organização 
dos corpos militares do centro-sul e a abolição das 
diferenças entre índios e brancos. 
B) fortificar o litoral para evitar ataques espanhóis e isolar 
o marquês de Pombal por sua política nitidamente 
pró-bourbônica. 
C) transferir a capital da Bahia para o Rio de Janeiro, 
para onde fluía a maior parte da produção açucareira, 
ameaçada pela pirataria. 
D) afastar os jesuítas da colônia por serem quase todos 
espanhóis e, nesta qualidade, defenderem os interes-
ses da Espanha. 
E) aliar-se política e economicamente à França para 
enfrentar os vizinhos espanhóis, impondo-lhes suas 
concepções geopolíticas na América.
6. (CESGRANRIO) A formação do território brasileiro no perí-
odo colonial resultou de vários movimentos expansionistas 
e foi consolidada por tratados no século XVIII. Assinale 
a opção que relaciona corretamente os movimentos de 
expansão com um dos Tratados de Limites
A) A expansão da fronteira norte, impulsionada pela 
descoberta das minas de ouro, foi consolidada nos 
Tratados de Utrecht. 
B) A região missioneira no sul constituiu um caso à parte, 
só resolvido a favor de Portugal com a extinção da 
Companhia de Jesus. 
C) O Tratado de Madri revogou o de Tordesilhas e deu ao 
território brasileiro conformação semelhante à atual. 
D) O Tratado do Pardo garantiu a Portugal o controle da 
região das Missões e do rio da Prata.
7. (CEFET/MG-2015) A questãorefere-se ao mapa a seguir.
CALDINI, Vera & ÍSOLA, Leda. Atlas Geográfi-
co Saraiva. São Paulo: Saraiva, 2009.
Considerando-se a proposta de regionalização do Brasil, 
apresentada no mapa, afirma-se que:
I. O extremo norte de Minas Gerais foi cartografado como 
pertencente ao Nordeste pelo predomínio de pecuária 
intensiva neste espaço.
II. A região denominada como Amazônia coincide com 
o Norte da regionalização do Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística.
III. A porção ocidental do Maranhão foi incorporada à Ama-
zônia devido à sua participação no circuito econômico 
extrativista.
IV. A região Centro-Sul engloba as áreas de maior 
desenvolvimento econômico nos setores primário, 
secundário e terciário.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas 
A) I e II. B) I e IV.
C) II e III. D) III e IV.
8. (FUVEST-2001) Quanto à formação do território brasileiro, 
podemos afirmar que 
A) a mineração, no século XVIII, foi importante na integra-
ção do território devido às relações com o Sul, provedor 
de charque e mulas, e com o Rio de Janeiro, por onde 
escoava o ouro.
B) a pecuária no rio São Francisco, desenvolvida a partir 
das numerosas vilas da Zona da Mata, foi um elemento 
importante na integração do território nacional. 
C) a economia baseada, no século XVI, na exploração 
das drogas do sertão integrou a porção Centro- Oeste 
à região Sul.
D) a economia açucareira do Nordeste brasileiro, ba-
seada no binômio plantation e escravidão, foi a res-
ponsável pela incorporação, ao Brasil, de territórios 
pertencentes à Espanha. 
E) a extração do pau-brasil, promovida pelos paulistas, 
por meio das entradas e bandeiras, foi importante na 
expansão das fronteiras do território brasileiro.
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9. (UFPR-2008) Há inúmeras formas de dividir o território 
de um país. O mapa a seguir apresenta uma divisão do 
Brasil em três grandes regiões geoeconômicas.
Com base no mapa e nos conhecimentos de Geografia 
Regional, assinale a alternativa correta.
A) A Amazônia possui a estrutura produtiva mais diver-
sificada das três regiões, pois suas atividades de ex-
tração mineral e vegetal exploram grandes províncias 
mineralógicas e uma floresta com alta biodiversidade. 
B) Critérios geopolíticos pesam nessa regionalização, 
posto que Goiás e outras áreas do Centro-Oeste fazem 
parte da região geoeconômica mais importante por 
serem polarizadas pelo Distrito Federal. 
C) O Nordeste é a mais homogênea das três regiões, pois 
o declínio socioeconômico e a perda de população para 
o Centro-Sul definem os espaços que a constituem. 
D) O avanço da agricultura moderna na região dos cer-
rados foi o que levou ao conceito de região geoeco-
nômica Centro-Sul, pois tornou a estrutura produtiva 
dessa região mais semelhante com a do Sul e Sudeste. 
E) A influência dos recursos naturais sobre as atividades 
econômicas explica por que as áreas da Amazônia 
e do Nordeste coincidem com os limites da floresta 
equatorial e do Polígono das Secas.
10. (UFPEL-2006) Devido à sua grande extensão territorial, 
o Brasil apresenta muitos contrastes, seja em aspectos 
físicos, econômicos ou humanos. Com base nessas dife-
renças, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Esta-
tística) dividiu o país em cinco regiões há cerca de trinta 
anos. As regiões identificadas pelo IBGE são as seguintes
I. Norte II. Centro-Oeste III. Nordeste
IV. Sudeste V. Sul
Analise as seguintes afirmações sobre a divisão regional 
do Brasil.
( ) É uma região de contrastes nos aspectos naturais, hu-
manos e econômicos. Ela apresenta áreas chuvosas e 
áreas de clima semiárido. Além disso, quase um quarto 
da população vive na miséria, enquanto uma pequena 
parcela detém parte das riquezas. Ela contribui muito 
com a migração para outras regiões.
( ) É a região mais extensa do país, embora apresente bai-
xa densidade demográfica. Nessa região predominam 
aspectos naturais, floresta densa e heterogênea, clima 
quente e úmido, rios extensos e caudalosos, os quais 
drenam terras geralmente de altitude pouco elevada. 
Ela equivale a cerca de 60 % do território brasileiro.
( ) Região que corresponde a 6,8 % do território brasilei-
ro, mas é a segunda em importância econômica. Ela 
apresenta uma densidade demográfica significativa, 
com mais de 41 hab/km2. Nessa região, destaca-se 
o predomínio de um clima subtropical.
( ) Região mais povoada do Brasil, a qual possui quase 
43% da população brasileira e concentra a maior 
produção agrícola e industrial do país, assim como a 
maior rede de transportes. É nessa região que pode-
mos observar melhor a diversidade espacial resultante 
do desigual desenvolvimento do país.
( ) Esta região corresponde a quase 19% do território 
brasileiro. Pouco povoada, apresenta uma densidade 
demográfica de 6,8 hab/km2. Foi desbravada nos sé-
culos XVII e XVIII pelos bandeirantes, que procuravam 
pedras e metais preciosos. Desde a década de 1960, a 
região atrai imigrantes por oferecer grande quantidade 
de terras a serem exploradas.
Escolha a alternativa que apresenta a relação CORRETA 
entre as regiões e suas características.
A) I, II, V, III e IV. B) II, III, IV, V e I.
C) V, III, I, II e IV. D) III, I, V, IV e II.
E) IV, I, III, II e V.
11. (UFPB-2007) Observe o mapa.
No mapa, verifica-se que a ocupação do Brasil, no Período 
Colonial, privilegiou o litoral face à sua posição em relação 
ao Oceano Atlântico, que funcionava como via de comuni-
cação com Portugal. Posteriormente, esse movimento de 
ocupação estendeu-se para o interior do continente, sendo 
reconhecido pelos Tratados de Madri e de Santo Ildefonso, 
com base nos princípios do ‘Uti Possidetis’ (quem tem a 
posse tem o domínio). Em relação a esse movimento de 
ocupação do território brasileiro, é CORRETO afirmar
A) O Vale do São Francisco serviu de rota para a penetra-
ção dos bandeirantes, devido à existência de recursos 
minerais, principalmente o manganês. 
B) O movimento das bandeiras, mesmo penetrando o in-
terior de São Paulo, conseguiu despovoar outras áreas 
como o Rio de Janeiro, situado na região Centro-Sul. 
C) Algumas áreas, durante o movimento de interio-
rização no Brasil, no século XIX, esvaziaram-se 
logo após o esgotamento dos recursos naturais, a 
exemplo das jazidas minerais. 
D) O negro teve grande importância no movimento de 
penetração no território brasileiro quando da ocupação 
em direção à Amazônia. 
E) O litoral foi a região mais densamente povoada devi-
do, principalmente, ao clima ameno e à existência de 
portos para o escoamento da produção da pecuária.
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12. (UFPB-2007) A divisão oficial das Regiões Brasileiras 
apresentada pelo IBGE respeita os limites entre os esta-
dos brasileiros. Por outro lado, a divisão em três regiões 
geoeconômicas - Amazônia, Nordeste e Centro-Sul - tem 
como base os aspectos comuns que caracterizam cada 
uma dessas regiões. 
Considerando as informações apresentadas e levando 
em conta a formação histórica do território brasileiro, 
pode-se afirmar
I. A decadência econômica do Nordeste e o desenvolvimen-
to do Centro-Sul ocorreram a partir do final do século XIX. 
II. O Nordeste foi a região mais importante do país nos 
três primeiros séculos da colonização. 
III. O declínio econômico do Nordeste e o desenvolvimen-
to do Centro-Oeste acentuaram-se no século XIX. 
IV. A Amazônia, com suas riquezas naturais, passa a contri-
buir para o pagamento da dívida externa a partir do século 
XX, mas desvalorizando-se pela ausência de população. 
Estão CORRETAS apenas
A) I e II. B) II e IV.
C) I e III. D) I e IV.
E) II e III.
13. (UFES-2007) Urbanização é o processo de crescimento 
da população urbana em ritmo mais acelerado que o do 
crescimento da população rural, ou seja, é o resultado 
da transferência da população rural para o meio urbano. 
Esse processo sinaliza a transição de um padrão de 
vida econômica apoiado na produção agrícola fechada 
e auto-suficiente para outro,baseado na indústria, no 
comércio e nos serviços.
MAGNOLI, D.; ARAÚJO, R. Projeto de Ensino de Ge-
ografia. São Paulo: Moderna, 2004. p. 166.
O geógrafo Milton Santos, a partir de seus estudos sobre 
a difusão do meio técnico-científico-informacional no terri-
tório brasileiro, propôs uma divisão regional para o Brasil. 
Cada região apresenta características diferenciadas no 
processo de urbanização, como está especificado a seguir
I. Na região “a”, a urbanização é dispersa, ou seja, há nume-
rosos núcleos urbanos, mas as taxas de urbanização são 
baixas, o que se deve à baixa mecanização do território.
II. Na região “b”, a urbanização se deu recentemente e 
de forma intensa, já que acompanhou a implantação 
de sistemas econômicos modernos.
III. Na região “c”, área com a maior dinâmica industrial, finan-
ceira e de circulação, a urbanização é antiga e intensa, 
fruto do processo histórico de mecanização do território.
IV. Na região “d”, a tendência à urbanização é menor. Há 
poucas cidades que estabelecem as relações desta 
região com o restante do território nacional.
As regiões a, b, c e d são, respectivamente,
A) Centro-Oeste – Nordeste – Sudeste – Concentrada. 
B) Nordeste – Concentrada – Centro-Sul – Amazônia. 
C) Centro-Sul – Nordeste – Concentrada – Norte. 
D) Nordeste – Centro-Oeste – Concentrada – Amazônia. 
E) Concentrada – Norte-Nordeste – Sul-Sudeste – 
Centro-Oeste.
14. Segundo os critérios de cor e raça, adotados pelo IBGE, 
a distribuição da população brasileira, com predomínio de 
brancos e pardos, pode ser compreendida se forem consi-
derados também os processos de povoamento e ocupação 
do território nacional. Esse predomínio explica-se na Região 
A) Sudeste, desde o início da colonização, pela miscigenação 
entre índios, negros e brancos. 
B) Centro-Oeste, desde o período da mineração, pelo 
contato entre indígenas e negros. 
C) Sul, desde a guerra do Brasil com o Paraguai, pelo 
contato entre indígenas e colonizadores brancos. 
D) Nordeste, desde o período da economia açucareira, 
pela miscigenação entre indígenas e negros. 
E) Norte, desde a construção da Rodovia Transamazônica, 
pela mestiçagem entre indígenas e negros.
15. (PUC/CAMP-2004) 
A Marcha do Povoamento
José William Vesentini. Geografia: série Brasil. São Paulo: Ática, 2003. p. 181
A área hachurada no mapa foi incorporada ao território 
brasileiro em 1903. Pode-se associar a essa incorpo-
ração o fato de que
A) as expedições dos bandeirantes, à procura de rique-
zas minerais, promoveram a ocupação da província 
boliviana e garantiram a posse do território pelo uti 
possidetis. 
B) era uma província boliviana habitada por nordestinos 
que para lá migraram devido à seca, à modernização da 
lavoura no Nordeste e ao surto da produção da borracha. 
C) era interesse do Brasil estender seus domínios até essa 
estratégica área, pertencente à Bolívia, para controlar o 
mercado de couro, de sebo e de especiarias da região.
D) a expansão da pecuária no Nordeste e a coleta das dro-
gas do sertão na Amazônia determinaram a ocupação 
de territórios bolivianos pelos sertanejos nordestinos.
E) a descoberta do ouro em locais vizinhos a essa área per-
tencente à Bolívia deu origem a um deslocamento maciço 
de habitantes de vários lugares do Brasil para a região.
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16. (UFSCAR) Observe o mapa.
Marcha de Povoamento e a Urbanização Do Século XVII
NOVAIS, Fernando. História da vida privada no Bra-
sil. Vol. I, SP: Cia. da Letras, 1997, p. 19.
A respeito da ocupação do território brasileiro, foram feitas 
as quatro observações seguintes
I. Iniciou-se pela nascente do rio Amazonas.
II. Seguiu os cursos dos rios em direção ao interior.
III. Foi decorrência da penetração do gado, da busca de 
metais preciosos e da exploração de drogas do sertão.
IV. Significou a criação de vilas e cidades na região do 
planalto central.
Pode-se afirmar que estão CORRETAS
A) I e II, apenas. B) I, II e III, apenas. 
C) I, II, III e IV. D) II e III, apenas. 
E) III e IV, apenas.
17. (UTFPR-2012) A primeira divisão regional oficial do Bra-
sil foi estabelecida em 1942 pelo Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística (IBGE). Desde então diferentes 
classificações foram elaboradas com base em diferentes 
aspectos naturais e sociais do país. Sobre as propostas 
para a regionalização do país é correto afirmar apenas que
A) em 2007, o IBGE instituiu nova classificação, criando 
uma região além das cinco existentes, desmembran-
do o estado de Minas Gerais da região Sudeste, que 
juntamente com Espírito Santo e Bahia passaram a 
formar a região Leste. 
B) em 1969, o IBGE estabeleceu uma nova forma de di-
visão regional, baseado apenas nos aspectos naturais 
brasileiros, resultando em cinco regiões: Sul, Sudeste, 
Centro-oeste, Nordeste e Norte. 
C) em 1987, o IBGE propôs uma nova regionalização, 
desta vez baseado somente nos aspectos socioeco-
nômicos brasileiros, não levando em consideração os 
aspectos naturais ou de ocupação do território. 
D) em 2000, o geógrafo Milton Santos propôs outra 
regionalização, dividindo o Brasil em quatro regiões, 
onde as atuais regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste 
formariam a região Concentrada. 
E) em 1967, o geógrafo Pedro Geiger propôs uma nova 
regionalização, não oficial, onde o espaço geográfico 
brasileiro está dividido em três áreas, denominadas 
complexos regionais: Amazônia, Nordeste e Centro-Sul.
18. (UNIOESTE-2012) às diversidades físicas, sociais e 
econômicas do Brasil, a divisão territorial brasileira em 
regiões geográficas sempre foi uma necessidade para a 
compreensão das suas características, mas, ao mesmo 
tempo, é também uma dificuldade devido à complexidade 
dos elementos constituintes. Quanto à regionalização do 
Brasil, assinale a alternativa correta. 
A) A primeira regionalização oficial do Brasil foi realizada 
em 1942 e vigorou até 1969. Utilizando-se do critério 
político-administrativo para a divisão regional, foram 
instituídas as regiões Norte, Sul, Leste e Oeste. 
B) Como tentativa de abarcar as diferenciações físicas e 
econômicas do Brasil, foi instituída a regionalização 
geoeconômica, que criou quatro regiões: Amazônica, 
Nordeste, Centro-Sul e Concentrada. 
C) A região geoeconômica Amazônica foi criada pelo go-
verno para que nesta unidade administrativa sejam de-
senvolvidos somente projetos de conservação ambiental.
D) A atual divisão político-administrativa do Brasil foi 
definida a partir da promulgação da Constituição de 
1988, onde o país passou a contar com 26 estados 
e 1 Distrito Federal, divididos em 5 regiões: Norte, 
Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul. 
E) A partir da Constituição de 1988 o Brasil passou a ter 
territórios, áreas administrativas independentes que de-
vem contribuir para a proteção das fronteiras brasileiras.
19. (UEPG-2011) A respeito da divisão do Brasil em regiões 
e algumas de suas particularidades, assinale o que for 
CORRETO. 
01. A divisão regional oficial feita pelo Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística – IBGE considerou nessa regio-
nalização características político-administrativas, físicas, 
econômicas, de população e sociais, resultando nas 
regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
02. A região Nordeste, embora com todos os problemas 
enfrentados, principalmente com o flagelo da seca, é a 
região com menor índice de analfabetismo acima dos 
15 anos e a de maior expectativa de vida ao nascer. 
04. As regiões Norte e Centro-Oeste, na divisão oficial, são 
as mais extensas em área, porém com menor número 
de municípios cada uma em relação às outras, pois 
são, também, as de menor número de habitantes. 
08. A região Sudeste é a de maior população e, portanto, 
a composta por um número maior de estados da fe-
deração, num total de nove. 
16. Além da divisão regional oficial do Brasil em cinco 
macrorregiões, existe uma outra divisão que leva em 
consideração condições geográficas e econômicas e 
são denominadas de regiõesgeoeconômicas que são: 
a Amazônia, o Centro-Sul e o Nordeste. 
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20. (UTFPR-2011) Uma região não é homogênea em todos os 
seus aspectos; há diferenças nas atividades econômicas, 
na cultura e na paisagem, razão pelas quais os critérios 
utilizados de divisão regional não podem ser inflexíveis. 
Segundo a leitura do texto acima e de seus conhecimentos 
sobre o assunto, referente à Divisão Regional do Brasil, 
pode-se afirmar que 
A) segundo o IBGE, o Brasil apresenta cinco regiões 
naturais oficiais, limitadas politicamente, sendo as 
Regiões Sudeste, Sul, Nordeste, Centro Oeste e Norte. 
B) a divisão regional do Brasil, em cinco complexos regio-
nais: Sul, Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Norte, leva 
em consideração os limites políticos entre os estados. 
C) segundo o IBGE a proposta de regionalização em 
cinco grandes complexos não leva em conta os limites 
formais dos estados e das regiões brasileiras. 
D) a divisão regional do Brasil, em três complexos regio-
nais: Nordeste, Centro-Sul e Amazônia Legal levam 
em consideração os critérios sócio econômicos, esta-
belecido pelas fronteiras políticas. 
E) segundo o IBGE, o Brasil apresenta cinco grandes 
regiões limitadas politicamente, que apresentam 
todos os seus aspectos, econômicos, culturais e 
naturais de forma homogênea.
Questões Dos Últimos Vestibulares
1. (UFSM-2012) Observe os selos
Os Correios costumam editar selos comemorativos sobre di-
versos temas. Os temas do artista Albert Eckhout (holandês) 
contribuíram para a construção do imaginário europeu sobre 
o Brasil. Esses temas retratados também são de interesse 
da Geografia, porque ajudam a analisar o modo de pensar 
e representar o mundo pelas distintas identidades étnicas.
Com base nas informações extraídas dos selos, que 
apresentam elementos da diversidade étnico-cultural 
dos pardos, pode-se afirmar que essa denominação de 
“pardos” pode ser adotada pelos
I. Cafuzos (da miscigenação entre negros e indígenas).
II. Caboclos (da miscigenação entre indígenas e brancos).
III. Mulatos (da miscigenação entre brancos e negros).
Está(ão) CORRETA(s) 
A) Apenas I. B) Apenas II. C) Apenas I e III.
D) Apenas II e III. E) I, II e III.
2. (UNIOESTE-2012) A natureza física não estabelece 
guardiões de fronteiras e tampouco estabelece limites de 
forma deliberada. Na natureza, o limite é um elemento 
intruso, idealizado. Na natureza, o limite existe como vida.
HISSA, Cássio Eduardo V. A Mobilidade das Frontei-
ras. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2001, p.20.
Sobre essa afirmação, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) As fronteiras naturais não dependem do homem, 
embora ele possa interferir na natureza. 
B) As fronteiras naturais não são exatas como as fron-
teiras políticas.
C) As fronteiras naturais são delimitadas pelas dife-
renças existentes entre as paisagens naturais na 
superfície da Terra.
D) As fronteiras naturais mudam gradativamente até as-
sumirem as características de outra paisagem. 
E) Em território brasileiro, os limites políticos entre os 
estados da região Sul coincidem totalmente com as 
fronteiras naturais.
3. (FUVEST-2013) Observe o mapa abaixo
Caminhos das Minas à Bahia - Século XVIII
Com base no mapa e em seus conhecimentos, assinale 
a alternativa CORRETA. 
A) O rio São Francisco foi caminho natural para a expansão 
da cana-de-açúcar e do algodão da Zona da Mata, na 
Bahia, até a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro.
B) A ocupação territorial de parte significativa dessa região 
foi marcada por duas características geomorfológicas: 
a serra do Espinhaço e o vale do rio São Francisco.
C) Essa região caracterizava-se, nesse período, por 
paisagens onde predominavam as minas e os currais, 
mas no século XIX a mineração sobrepujou as outras 
atividades econômicas dessas capitanias. 
D) O caminho pelo rio São Francisco foi estabelecido 
pelas bandeiras paulistas para penetração na região 
aurífera da Chapada dos Parecis e posterior paga-
mento do “quinto” na sede da capitania, em Salvador. 
E) As bandeiras que partiam da Capitania da Bahia de Todos 
os Santos para a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro 
propiciaram o surgimento de localidades com economia 
baseada na agricultura monocultora de exportação.
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4. (UFPB-2012) Observe o mapa a seguir
Mapa da Densidade Demográfica Brasileira - 2007
A ocupação do território brasileiro guarda uma série de 
fatos históricos e fenômenos naturais que podem explicar 
a distribuição da população no período contemporâneo. 
Considerando a interpretação do mapa e a literatura sobre 
o tema, assinale V, quando verdadeiro, e F, quando falso
( ) A concentração da população próxima à faixa litorânea 
explica-se devido a heranças históricas de ocupação 
do território por empreendimentos econômicos, efeti-
vada desde o período da colonização. 
( ) O aumento da densidade populacional no Distrito Fe-
deral ocorreu devido a heranças históricas, tais como 
a extração do ouro e de outros minerais e, posterior-
mente, à construção de Brasília. 
( ) A concentração da população brasileira distante da 
faixa litorânea está condicionada, principalmente, à 
localização das capitais dos estados. 
( ) O interior do Brasil, particularmente a Amazônia e o 
Centro-Oeste, comparado ao litoral, aparenta constituir 
um vazio demográfico, apesar de estar em constante 
processo de ocupação econômica e populacional. 
( ) O semiárido brasileiro constitui uma região com os 
mais altos índices de vazio demográfico, devido às 
suas limitações climáticas e, consequentemente, à 
migração populacional para o sul do país.
5. (CPS-2014) Desde o alvorecer de São Paulo, as águas 
amarelas e quietas do Tietê despertaram sonhos de 
aventura e de riqueza.
NÓBREGA, Mello. História do Rio Tietê. 3ª ed. Belo Horizonte: Ita-
tiaia; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1981, pág. 61
Sobre esse rio, pode-se afirmar CORRETAMENTE que 
A) foi utilizado pelos bandeirantes, como meio de trans-
porte, na procura de ouro e na captura de indígenas. 
B) possibilitou o acesso de nordestinos para São Paulo, 
por ser o mais importante afluente do rio São Francisco. 
C) se tornou poluído a partir do século XIX, em decorrência 
da intensa mineração desenvolvida ao longo de seu leito.
D) facilitou a intensa urbanização da capital paulista pelo 
fato de suas águas correrem no sentido interior-litoral 
e de ter sua foz no litoral. 
E) exerceu importante papel no século XVIII, uma vez 
que possibilitou o escoamento da produção cafeeira 
do oeste paulista até o porto de Santos.
6. (UNISC-2012) O Brasil possui diversas regionalizações 
no seu território. Observe os mapas I, II, III e IV abaixo
Respectivamente, os mapas acima representam as se-
guintes regionalizações: 
A) Administrativa, geoeconômica, domínios morfoclimá-
ticos e bacias hidrográficas. 
B) Geoeconômica, bacias hidrográficas, administrativa e 
domínios morfoclimáticos. 
C) domínios morfoclimáticos, administrativa, bacias hi-
drográficas e geoeconômica. 
D) bacias hidrográficas, domínios morfoclimáticos, geo-
econômica e administrativa. 
E) geoeconômica, domínios morfoclimáticos, administra-
tiva e bacias hidrográficas.
7. (Unesp-2011) Analise o mapa.
Do Arquipelago Colonial ao Territorio do Estado
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A partir do mapa, são feitas as seguintes afirmações
I. Imensa colônia de um pequeno Estado europeu, o 
território do Brasil colonial foi resultado da partilha de 
1494 entre as duas potências ibéricas.
II. O Brasil colonial não era uma construção contínua, 
uma vez que as capitanias, relativamente indepen-
dentes umas das outras, mantinham um laço direto 
com a metrópole.
III. A localização de quatro áreas de evangelização de 
indígenas pelos jesuítas estavam distribuídas na 
fronteira dos territórios portugueses e espanhóis.
IV. A característica do relevo sul-americano possibilitou 
o rápidoavanço populacional tanto do lado Atlântico 
como do Pacífico, o que evitou, na região central do 
continente, vazios demográficos desde 1650.
Estão CORRETAS as afirmações
A) I e II, apenas. B) I, II e III, apenas.
C) III e IV, apenas. D) II, III e IV, apenas.
E) I, II, III e IV.
8. (FUVEST-2014) Após o Tratado de Tordesilhas (1494), 
por meio do qual Portugal e Espanha dividiram as terras 
emersas com uma linha imaginária, verifica-se um “des-
cobrimento gradual” do atual território brasileiro. 
Tendo em vista o processo da formação territorial do País, 
considere as ocorrências e as representações abaixo: 
Ocorrências: 
I. Tratado de Madrid (1750); 
II. Tratado de Petrópolis (1903), em que o Acre foi com-
prado da Bolívia; 
III. Constituição da República Federativa do Brasil (1988) 
/consolidação da atual divisão dos Estados.
Representações:
Associe a ocorrência com sua CORRETA representação
A) I - A; II - C; III - E. B) I - B; II - C; III - E.
C) I - C; II - B; III - E. D) I - A; II - B; III - D.
E) I - C; II - A; III - D.
9. (UEMG-2014) Leia o texto a seguir.
Minas Gerais Retrata o Índice de 
Desenvolvimento Humano Brasileiro
O Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios (IDHM) 
mostra a realidade complexa do País, dentro do estado de 
Minas. Reflexo de sua posição geográfica e características his-
tóricas, o estado se aproxima das regiões mais desenvolvidas 
do Brasil quando avaliados os dados colhidos em municípios 
do Sul, Centro e Triângulo Mineiro, mas se mantém com níveis 
preocupantes quando são consideradas as estatísticas das 
regiões Norte e dos vales do Jequitinhonha e Mucuri. A am-
biguidade nacional se repete na avaliação geral de Minas em 
comparação com os últimos anos. Se, por um lado, o estado 
avançou do patamar de médio para o de alto desenvolvimento, 
por outro, está na última colocação da Região Sudeste e fica 
atrás de todos os estados do Sul. A educação, apesar de 
registrar avanços na última década, continua sendo o setor 
mais atrasado tanto nos municípios mineiros como no País.(...)
Disponível em: www.em.com.br . Acesso em: 30/7/2013 (Adaptado)
Marque a opção que sintetiza CORRETAMENTE as 
informações obtidas no texto
A) O IDHM do estado de Minas avança, mas ainda reflete 
as desigualdades regionais e os problemas observa-
dos em todo o País. 
B) O IDHM é um relatório que aborda dados relativos 
à expectativa de vida, renda e taxa de desemprego 
da população.
C) Apesar da distância geográfica, as regiões do Triân-
gulo Mineiro e do Vale do Jequitinhonha apresentam 
realidades semelhantes no que diz respeito aos crité-
rios de escolaridade e renda. 
D) O IDHM de Minas Gerais acelera, entretanto os ín-
dices de educação do estado são os piores do País, 
em comparação com os índices das demais regiões. 
10. (CEFET/MG-2013) Observe o mapa a seguir.
Sobre a divisão regional do Brasil representada, afirma-se que
I. Os critérios utilizados para a regionalização foram 
econômicos, fitogeográficos e sociais.
II. O IBGE prioriza a utilização dessa divisão em suas 
pesquisas acerca do planejamento.
III. O desenvolvimento dos setores primário e secundário 
destaca-se no Centro-sul.
IV. A região Nordeste apresenta homogênea distribuição 
espacial das indústrias.
V. A Amazônia sobressai como agregadora de atividades 
extrativistas.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas 
A) I e IV. B) III e V. C) I, II e V. D) II, III e IV.
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Questões Estilo Enem
1. (ENEM-2012) A integração do espaço amazônico ao espaço 
nacional se deu no contexto das questões de fronteiras de 
políticas, no sentido do dinamismo pioneiro da integração. 
Essas fronteiras foram elementos fundamentais para a 
compreensão da geopolítica dos militares, que não apenas 
objetivavam a posse do vazio demográfico, mas represen-
tavam os interesses do governo brasileiro em manter sob 
sua influência uma grande área no interior do continente.
MELLO, N. A. Políticas Territoriais na Amazô-
nia. São Paulo: Annablume, 2006.
No texto, são apresentados fundamentos da política 
de colonização de uma importante região brasileira, ao 
longo do período dos governos militares. Uma estratégia 
estatal para a ocupação desse espaço foi
A) Demarcação de reservas para preservação da floresta.
B) Criação de restrições para exploração de recursos 
minerais.
C) Adoção de estímulos para expansão de grupos 
econômicos privados.
D) Concessão de incentivos fiscais para instalação da 
indústria automobilística.
E) Construção de uma densa rede de transporte para 
escoamento da produção agrícola.
2. (ENEM-2013) Nos últimos decênios, o território conhece 
grandes mudanças em função de acréscimos técnicos que 
renovam a sua materialidade, como resultado e condição, ao 
mesmo tempo, dos processos econômicos e sociais em curso.
SANTOS, M.SILVEIRA; M. L. O Brasil: Território e Sociedade do 
Século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2004. (Adaptação).
A partir da última década, verifica-se a ocorrência no Brasil 
de alterações significativas no território, ocasionando im-
pactos sociais, culturais e econômicos sobre comunidades 
locais, e com maior intensidade, na Amazônia Legal, com a 
A) reforma e ampliação de aeroportos nas capitais 
dos estados.
B) ampliação de estádios de futebol para a realização de 
eventos esportivos. 
C) construção de usinas hidrelétricas sobre os rios To-
cantins, Xingu e Madeira. 
D) instalação de cabos para a formação de uma rede 
informatizada de comunicação. 
E) formação de uma infraestrutura de torres que permitem 
a comunicação móvel na região.
3. (ENEM-2003) O mapa a seguir apresenta parte do contorno 
da América do Sul destacando a bacia amazônica. Os pontos 
assinalados representam fortificações militares instaladas no 
século XVIII pelos portugueses. A linha indica o Tratado de 
Tordesilhas revogado pelo Tratado de Madri, apenas em 1750.
Carlos de Meira Mattos. Geopolítica e teoria de fronteiras. (Adaptação)
Pode-se afirmar que a construção dos fortes pelos portu-
gueses visava, principalmente, dominar 
A) militarmente a bacia hidrográfica do Amazonas. 
B) economicamente as grandes rotas comerciais. 
C) as fronteiras entre nações indígenas. 
D) o escoamento da produção agrícola. 
E) o potencial de pesca da região.
4. (CEFET-2014) Observe o mapa a seguir.
A elaboração regional do Brasil nos chamados Quatro Brasis, 
tinha como objetivo
A) destacar a elevada densidade demográfica na por-
ção sul do Brasil.
B) atualizar a proposta do IBGE a partir de dados eco-
nômicos recentes.
C) facilitar o uso popular da divisão oficial pela fusão de 
espaços similares. 
D) propor a adoção de um modelo para fins de implemen-
tação de recursos da União.
E) revelar a diferenciação interna do desenvolvimento 
técnico-informacional.
5. (MACKENZIE-2013) Leia o texto para responder à questão.
A seguir, nos Censos de 1900 e 1920, as informações 
sobre cor ou raça não foram coletadas e, em 1910 e 1930, 
não foram realizadas operações censitárias no País(...). 
Os Censos 1950 e 1960 reincorporaram o grupo pardo à 
categorização de cor, como unidade de coleta e análise, 
sendo os primeiros levantamentos que orientaram explici-
tamente nas suas instruções de preenchimento a respeitar 
a resposta da pessoa recenseada, constituindo a primeira 
referência explícita ao princípio de autodeclaração. No 
Censo 1970, mais uma vez a variável foi excluída da pes-
quisa, sendo que a partir do Censo 1980 o quesito voltou 
a ser pesquisado, desta vez no questionário da amostra. 
Em 1991, foi acrescentada a categoria indígena às já men-
cionadas, após um século de ausência desta identificação, 
passando a pergunta a ser denominada como de “raça ou 
cor” e, no Censo 2000, de “cor ou raça”. Em 2010, último 
censo realizado, repetiram-se as mesmas categorias de 
classificação da pergunta, que voltou ao questionário bá-
sico aplicado à totalidade da população, sendo que, pela 
primeira vez, as pessoas identificadas como indígenas 
foramindagadas a respeito de sua etnia e língua falada.
Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/caracteristicas_raciais/
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De acordo com o texto e com as características de formação ét-
nica da população brasileira, assinale a alternativa CORRETA. 
A) A população brasileira, a despeito de sua composição 
étnica de origens variadas, apresenta histórica homo-
geneidade de características, tais como a cor da pele. 
Esse fato torna discutível a inclusão dos termos “par-
dos” e “indígenas”, restritos às características físicas 
e não culturais desses grupos. 
B) O recenseamento da população segundo a cor da 
pele é importante para o estabelecimento de políticas 
públicas de correção de desigualdades. Contudo, a 
heterogeneidade da população é um fato de difícil 
medição, a exemplo da histórica dificuldade da defi-
nição de alguns termos como “pardos” e “indígenas”. 
C) A população brasileira é um exemplo de “democracia 
racial”, em que todos os grupos classificados pelo IBGE, 
segundo a cor da pele, apresentam equilíbrio nos dados de 
escolaridade, expectativa de vida e rendimentos. A retirada 
dos termos “pardos” e “indígenas” comprova essa tese. 
D) No Brasil, o princípio da “autodeclaração” confere 
amplos poderes ao Estado para determinar a classi-
ficação da população de acordo com a cor da pele. 
Desse modo, os recenseadores aplicam a metodologia 
correta, cientificamente aceita e sem distorções, como 
historicamente podemos comprovar. 
E) A homogeneidade da população brasileira segundo a cor 
da pele pode ser modificada pela mudança dos critérios 
do IBGE para os diferentes recenseamentos. Desse 
modo, a afirmação de que o Brasil é heterogêneo, deriva 
muito mais das mudanças nos critérios de recenseamen-
to do que propriamente das características da população.
6. (UNESP-2011) Analise o mapa.
A partir das informações do mapa, pode-se afirmar que a 
expansão geoeconômica do território brasileiro, no período 
assinalado, anos 1890, mostrou que nesse século 
A) havia uma importante corrente migratória para o 
norte, o que impulsionou o seu desenvolvimento. 
Os vários focos econômicos, embora distantes entre 
si, tinham o centro de maior influência no estado de 
Mato Grosso. 
B) havia vários focos econômicos distantes entre si, mas 
que o centro de maior influência econômica estava 
centrado na atual região Norte. 
C) havia vários focos econômicos interligados por malhas 
viárias, o que facilitava o desenvolvimento do país. 
D) o foco econômico de maior importância era localizado 
na região Nordeste. 
E) havia vários focos econômicos distantes entre si, mas o 
maior centro estava localizado na atual região Sudeste. 
7. (PUC/SP-2012) Esse mapa foi executado por Giacomo 
Gastaldi, em 1556 e editado na República de Veneza no 
ano de 1565.
Considerando seu conhecimento sobre o território brasi-
leiro e o que está representado no mapa, é CORRETO 
afirmar que 
A) havia um bom conhecimento da fauna e da flora 
brasileiras, o que pode ser observado nas figuras de-
senhadas e na localização e distribuição dos animais 
e das formações vegetais. 
B) não era certo representar indígenas e brancos em 
interação, trocando bens florestais na zona litorânea, 
pois esse tipo de relação ocorreu no interior, onde se 
situavam as florestas. 
C) a representação correta do relevo e da hidrografia 
nas terras interiores revelava as ações de exploração 
do terreno, que estava preparando a ocupação das 
terras pelo colonizador. 
D) os detalhes do litoral revelam um maior conheci-
mento dessa parte do território, enquanto o interior 
representado era mais fruto de imaginação do que 
de conhecimento. 
E) o mapa representa, no limite do trecho conhecido (no 
poente), um vulcão em atividade, atualmente inativo.
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8. (UFPR-2010) Para se compreender a divisão do território 
brasileiro em estados e, consequentemente, a existência dos 
estados federados e a desigualdade de seu desenvolvimento, 
torna-se necessário compreender também o processo de 
transformação do espaço brasileiro em território, o processo 
de povoamento, as motivações que o provocaram e os per-
calços encontrados durante cinco séculos de povoamento.
ANDRADE, M. C. de. A Federação brasileira – uma análise ge-
opolítica e geossocial. São Paulo: Contexto, 1999.
Com base nesse texto, assinale a alternativa correta.
A) Mesmo após cinco séculos de ocupação e povoamento, 
a divisão dos estados brasileiros e sua configuração atu-
al resultam da implantação das capitanias hereditárias. 
B) As motivações para o povoamento do território esti-
veram ligadas à existência dos estados federados e à 
desigualdade de desenvolvimento existente entre eles. 
C) Alguns estados brasileiros têm maior população e 
são considerados mais desenvolvidos pela forma 
como ocorreu sua divisão. 
D) A divisão do território brasileiro e suas características 
podem ser compreendidas pela forma histórica como 
ocorreu a ocupação e o povoamento do espaço. 
E) A forma como foram criados os estados federados 
gerou um país com distribuição populacional e de-
senvolvimento desiguais.
9. (UFF-2007) O texto a seguir questiona o uso de uma expres-
são que faz parte das representações geográficas do Brasil.
Do Chuí ao Oiapoque
Me desculpem a maneira de escrever quando se trata de 
situar geograficamente nosso país. Todo mundo, em todos 
os cursos primários, quando quer se referir ao Brasil todo, 
ou quando qualquer demagogo em véspera de eleição quer 
bancar o patriota, começa sua aula ou seu discurso assim: 
“Brasileiros, com a mesma franqueza com que me habituei 
a falar-vos do Oiapoque ao Chuí...”. E o cara recomeça... 
“somos um todo”. E por aí vai o negócio. De norte para sul.
Eu também, que não posso deixar de ser provinciano porque 
sou brasileiro e adoro meu país, tenho a mania de inverter os 
pontos cardeais por puro patriotismo de bairro, de província. 
Ao contrário, jamais falei ou falarei do Oiapoque ao Chuí. 
Morro dizendo: do Chuí ao Oiapoque. Paciência. Como 
nasci no Rio Grande, é ali que eu acho que começa o Brasil.
 João Saldanha, Vida que Segue, Nova Fronteira, 2006, p. 118 (Adaptação)
Tendo em vista o questionamento apresentado, assinale 
a opção que melhor explica a atitude do autor ao inverter 
a consagrada expressão Do Oiapoque ao Chuí.
A) Preocupação em corrigir os pontos extremos do País 
B) Precariedade de conhecimento geográfico do Brasil 
C) Manifestação de uma identidade regional 
D) Inconformismo quanto à vulgarização da linguagem 
geográfica 
E) Reação política contra o uso patriótico do discurso 
geográfico
10. (UEPB-2014) Observe com atenção os textos a seguir. 
Soledade é um município no estado da Paraíba (Brasil), 
localizado na microrregião do Curimataú Ocidental.[...] A 
cidade de Soledade, localizada a 186 km da capital João 
Pessoa, e a 54 km de Campina Grande, está situada no 
Cariri paraibano, onde, além do Cariiri, polariza grande 
parte do Curiimataú e Seridó do estado. 
Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Soledade
Guarabira é um município brasileiro localizado no estado 
da Paraíba. [...] Chamada de Rainha do Brejo, pelo fato 
de ser a principal cidade-polo de urna região que se ca-
racteriza pela regularidade de chuvas. Geograficamente 
não está inserida na Microrregião do Brejo Paraibano.
Disponível em: http:/pt.wikipedia.orgwiki.Guarabira 
A aparente contradição quanto à localização microrregional 
de tais municípios paraibanos deve-se ao fato 
A) Do site não ser confiável, visto que as informações 
nele postadas são de pessoas que nem sempre são 
possuidoras de formação geográfica. 
B) Do IBGE, ao definir a última regionalização do espaço 
brasileiro (e paraibano), não ter levado em conside-
ração critérios como a identidade e o sentimento de 
pertencimento regional das populações. 
C) Do IBGE não estabelecer critérios precisos na defini-
ção das característicasmicrorregionais. 
D) De tais municípios respectivamente fazerem partes 
das microrregiões homogêneas dos Cariris Velhos e 
do Brejo Paraibano, quando da regionalização anterior. 
E) De tais cidades serem respectivamente centros re-
gionais polarizadores do Cariri e do Brejo Paraibano.
Questões Complementares
1. (UNEMAT-2010) Por regionalização entende-se a divisão 
de um espaço ou território em unidades que apresentam 
características que as individualizam (Terra e Coelho, 2005).
A respeito da divisão regional brasileira, proceda a cor-
respondência.
I - Natural II - Homogêneas
III - Geoeconômicas IV - Quatro Brasis
( ) Nessa divisão, os limites das regiões não coincidem 
com a dos Estados. Isso significa que um estado, 
dependendo de suas características, pode ter parte 
de seu território numa região e parte em outra, como 
o caso de Mato Grosso.
( ) Essa divisão propõe a regionalização do Brasil em qua-
tro regiões. O critério principal definido nessa nova re-
gionalização foi do meio técnico-científico-informacional, 
isto é, a informação e as finanças estão irradiadas de 
maneiras desiguais e distintas pelo território brasileiro. 
Nela, Mato Grosso apresenta uma agricultura globali-
zada (moderna, mecanizada e produtiva).
( ) Nesta divisão, uma determinada área geográfica 
passa a ser caracterizada segundo um ou mais 
aspectos naturais. Nesta, Mato Grosso juntamente 
com Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais 
compunham a região Centro-Oeste.
( ) Define-se pela combinação e predominância de 
aspectos naturais, sociais e econômicos da região. 
Apesar de não haver uma delimitação precisa dos ele-
mentos físicos e humanos entre uma região e outra, o 
IBGE utilizou a delimitação político-administrativa. Nes-
ta existem dois níveis hierárquicos básicos: as micro 
e macrorregiões. Na classificação de macrorregião, o 
estado de Mato Grosso integra a região Centro-Oeste.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 
A) III, I, IV, II B) II, I, IV, III C) I, II, III, IV 
D) IV, III, II, I E) III, IV, I, II
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2. (UNESP-2009) Uma forma de regionalizar o Brasil, para 
avaliar a situação socioeconômica e as relações entre 
a sociedade e o espaço natural, é dividir o país em três 
grandes complexos regionais, de acordo com proposta do 
geógrafo brasileiro Pedro Pinchas Geiger. Observe a figura 
em que está destacada essa proposta de regionalização.
Indique a alternativa que apresenta os complexos regionais 
1, 2 e 3, respectivamente. 
A) Complexo Norte, Nordeste e Centro Sul. 
B) Complexo Norte, Centro Sul e Nordeste. 
C) Complexo Amazônia, Centro Oeste e Nordeste. 
D) Complexo Amazônia, Centro Sul e Nordeste. 
E) Complexo Norte, Centro Oeste e Nordeste.
3. (UFPR-2008) Há inúmeras formas de dividir o território de 
um país. O mapa a seguir apresenta uma divisão do Brasil 
em três grandes regiões geoeconômicas.
Com base no mapa e nos conhecimentos de Geografia 
Regional, assinale a alternativa CORRETA. 
A) A Amazônia possui a estrutura produtiva mais diver-
sificada das três regiões, pois suas atividades de ex-
tração mineral e vegetal exploram grandes províncias 
mineralógicas e uma floresta com alta biodiversidade. 
B) Critérios geopolíticos pesam nessa regionalização, 
posto que Goiás e outras áreas do Centro-Oeste fazem 
parte da região geoeconômica mais importante por 
serem polarizadas pelo Distrito Federal. 
C) O Nordeste é a mais homogênea das três regiões, pois 
o declínio socioeconômico e a perda de população para 
o Centro-Sul definem os espaços que a constituem. 
D) O avanço da agricultura moderna na região dos cer-
rados foi o que levou ao conceito de região geoeco-
nômica Centro-Sul, pois tornou a estrutura produtiva 
dessa região mais semelhante com a do Sul e Sudeste. 
E) A influência dos recursos naturais sobre as atividades 
econômicas explica por que as áreas da Amazônia 
e do Nordeste coincidem com os limites da floresta 
equatorial e do Polígono das Secas.
4. (UFPR-2006) Uma das formas de regionalização traba-
lhadas pelos geógrafos divide o Brasil em três Complexos 
Regionais ou Regiões Geoeconômicas, quais sejam: 
Centro-Sul, Nordeste e Amazônia. Essa divisão toma por 
base os processos históricos mais gerais de formação do 
território nacional, com destaque para os processos de 
povoamento e de ocupação econômica do espaço. Ao 
contrário da divisão oficial do país em grandes regiões, 
elaborada pelo IBGE, os limites regionais dessa divisão 
tripartite nem sempre coincidem com os limites estaduais.
Brasil - Regiões Geoconômicas
Com base na figura, no e nos conhecimentos de Geografia 
regional, assinale a alternativa CORRETA.
A) O Centro-Sul é a região mais desenvolvida do país, 
porque foi a primeira a ser ocupada desde o início 
da colonização.
B) O norte do estado de Minas Gerais integra o com-
plexo regional nordestino porque apresenta carac-
terísticas ambientais e sócio-econômicas típicas do 
semiárido nordestino.
C) Apesar das políticas de povoamento e de desenvol-
vimento regional implementadas pela SUDAM desde 
os anos 50, a Amazônia continua se distinguindo por 
ser um vazio demográfico. 
D) A industrialização intensiva de áreas do Centro-Sul, 
como São Paulo e Rio de Janeiro, é devida à imigração 
europeia, sobretudo de origem italiana. 
E) O Nordeste é uma região distinta das demais por apre-
sentar economia estagnada e população em declínio, 
devido às migrações motivadas pela seca.
5. (UEL-1999) A regionalização do espaço brasileiro em três 
complexos regionais, a Amazônia, o Nordeste e o Centro 
Sul, é uma classificação baseada 
A) em características geoeconômicas. 
B) nos domínios morfoclimáticos. 
C) na atuação dos órgãos regionais de planejamento. 
D) nas macrorregiões propostas pelo IBGE. 
E) nas grandes regiões naturais do país.
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Questões Discursivas
1. (UEG-2010) Uma divisão regional é fruto de teorias e mé-
todos utilizados para a regionalização. Ela apresenta uma 
espécie de fotografia do estágio da organização do espaço 
geográfico nacional feita a partir das lentes dessas teorias e 
desses métodos. Com base nesse fragmento e nos mapas 
a seguir, apresente as diferenças entre as regionalizações 
estabelecidas para o Brasil por Milton Santos (1999), IBGE 
(1988) e Pinchas Geiger (1964), identificando os critérios 
(naturais, econômicos e/ou sociais) utilizados pelos autores.
2. (UNICAMP-2011) A figura a seguir, a despeito de apre-
sentar a delimitação territorial atual do Brasil, representa 
a formação espacial colonial-escravista brasileira na 
passagem do século XVIII para o século XIX, momento 
fundamental para a compreensão da formação territorial do 
Brasil. A figura delimita as diversas atividades econômico-
-demográficas, do que resulta um dado arranjo espacial.
A) RELACIONE as áreas de pecuária, no final do século 
XVIII, aos biomas existentes no Brasil.
B) A expansão da atividade pecuária pelo território esteve 
vinculada também ao tropeirismo. DESCREVA o papel 
da atividade pecuária e do tropeirismo na constituição 
do território brasileiro. 
3. (UFF-2012)
Visando a uma melhor compreensão da organização do 
espaço brasileiro, vem ganhando destaque em publicações 
acadêmicas e didáticas uma proposta de regionalização 
baseada na existência de três complexos regionais ou re-
giões geoeconômicas: Centro-Sul, Nordeste e Amazônia. 
Segundo o geógrafo Roberto Lobato Corrêa, o Centro-Sul 
seria o coração econômico e político do país, o Nordeste a 
“região das perdas” (econômica e demográfica) e a Amazô-
nia, ainda em nossos dias, uma vasta fronteira de ocupação.
A) Aponte e comente dois fatores que justifiquem a 
primazia do Centro-Sul frente às demais regiões, no 
conjunto da vida nacional.
B) Considerando que o desenvolvimento nunca é espa-
cialmente uniforme, áreas dinâmicas ou estagnadas 
podem ser encontradas no interior de cada um dos 
três complexos regionais.Com base nessa evidência, 
identifique uma área produtiva moderna, localizada na 
Amazônia, que apresente forte dinamismo econômico, 
justificando sua identificação.
4. (UNESP-2009) Durante o processo de regionalização do 
Brasil, o Nordeste sempre foi apontado como “região das 
perdas” (Corrêa, 1989). Sua situação econômica e ambiental 
deve-se a enormes desigualdades sociais e grandes e graves 
prejuízos advindos das secas. Atualmente, várias medidas 
foram tomadas com o apoio do Estado nacional, enfatizando 
um planejamento econômico e ambiental para essa região.
CITE duas medidas tomadas no meio rural da Região 
Nordeste, que estão contribuindo para minimizar os efeitos 
adversos da seca e aumentar a produtividade. 
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GABARITO
5. (UFC-2007) A regionalização do espaço brasileiro tem sido trabalhada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 
e por especialistas geógrafos que têm apresentado, ao longo dos anos, diferentes propostas de divisão regional. Sobre o referido 
assunto, responda aos itens a seguir.
A) CITE a atual divisão regional adotada pelo IBGE.
B) CITE a divisão das regiões geoeconômicas (ou complexos regionais) no Brasil (proposta do geógrafo Pedro Pinchas Geiger).
C) Sobre as divisões regionais relacionadas nos itens anteriores (divisão regional adotada pelo IBGE e complexos regionais), 
APONTE as diferenças básicas quanto aos critérios para a delimitação do espaço.
C.1. Critérios definidos para a divisão regional adotada pelo IBGE.
C.2. Critérios definidos para a divisão dos complexos regionais.
GABARITO
Questões Propostas
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
A B A B A C D A D D C A D A B D E D 21 B
Questões dos Últimos Vestibulares
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
E E B VFVVF A B B A A B
Questões Estilo ENEM
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
C C A E B E D D C B
Questões Inéditas
1 2 3 4 5
E D D B A
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Questões Discursivas
1
A Divisão Regional proposta por Pedro Pinchas Geiger considera aspectos 
naturais e socioeconômicos, podendo ser caracterizada como a mais dinâ-
mica. Nela temos a Amazônia, o Nordeste e o Centro Sul, caracterizada 
como a principal concentração econômica, financeira, social, cultural, 
populacional, infraestrtural brasileira. A Divisão Regional do IBGE coloca 
o país em 5 regiões geoeconômicas com características peculiares. O 
sistema considera os estados existentes, seus limites correspondem às 
divisas estaduais. É formada pelas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, 
Sudeste e Sul. A Divisão Regional proposta por Milton Santos destaca uma 
região concentrada caracterizada pela concentração de ciência, tecnologia 
e informação, determinantes no processo de ocupação do espaço, sendo 
formada pela Amazônia, Nordeste, Centro-Oeste e Concentrada. 
2 (A - B)
A) São destacadas áreas de criação pecuária, a Campanha Gaúcha, nos 
Pampas, Triângulo Mineiro em área de Cerrado, Mato Grosso, Ilha de 
Marajó e em áreas alagáveis e Sertão Nordestino. 
B) A demanda por animais de tração e para a alimentação associada ao 
vazio populacional do Brasil foram aspectos que facilitaram a criação nessas 
inúmeras áreas. Na época, os deslocamentos das áreas de criação para 
as áreas de emprego ou consumo eram feitos a toque com boiadeiros e 
tropeiros que rasgavam o território tocando os animais.
3 (A - B)
A) O Centro-Sul concentra em sua extensão territorial, em comparação com 
as demais regiões:
- A área mais urbanizada do Brasil, situada principalmente em torno das 
duas grandes metrópoles nacionais (São Paulo e Rio de Janeiro, com suas 
respectivas áreas metropolitanas), da capital do país (Brasília) e de metró-
poles regionais como Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Goiânia. Cabe 
registrar, ainda, a existência de diversas capitais regionais e de um grande 
número de cidades médias e áreas de expressiva urbanização no sul de 
Minas Gerais, norte do Paraná e do Rio Grande do Sul, nordeste de Santa 
Catarina, sul de Goiás e em todo o estado de São Paulo.
- A maior e mais diversificada concentração industrial, especialmente em 
São Paulo (Região Metropolitana e prolongamentos que se estendem para 
o oeste do estado, Sorocaba, Baixada Santista e Vale do Paraíba, chegando 
até à metrópole carioca); a área que tem como centro a metrópole de Belo 
Horizonte (denominada “Zona Metalúrgica”); o Vale do Itajaí (Santa Catarina); 
e a área que se estende de Porto Alegre a Caxias do Sul (Rio Grande do Sul).
- A principal área agropecuária do país, caracterizada pela grande diver-
sidade produtiva, nível de modernização e importância em valor e volume 
da produção.
- A mais densa e integrada rede de circulação, ao concentrar os principais 
portos do país (Santos, Rio de Janeiro, Vitória, Paranaguá e Rio Grande), 
a rede rodoferroviária mais expressiva, os aeroportos mais importantes e o 
uso mais intenso de sistemas de telecomunicações.
- A maior concentração de infraestrutura e capital fixo, ao reunir a malha mais 
densa de vias de comunicação e a maior quantidade de cidades importantes, 
hidrelétricas, grandes obras públicas e outras formas espaciais que conferem 
elevado valor ao território.
- Os principais centros de gestão econômica do país (São Paulo, Rio de 
Janeiro e Brasília), onde estão situadas as sedes das grandes corporações 
(sediadas em cidades menores quando pertencentes ao ramo da agroindús-
tria), empresas estatais e o próprio aparelho de Estado.
- A maior concentração de renda, que reflete a magnitude dos negócios 
associados aos itens acima e implica, por sua vez, desenvolvimento maior 
do consumo e das atividades terciárias.
B) Podem ser apontadas as seguintes áreas:
- Complexo minero-metalúrgico do Maranhão, associado ao Programa 
Grande Carajás
- Áreas modernas de cultivo de grãos em área de cerrado e cerradão na 
Amazônia Legal
- Zona Franca de Manaus (Justificativa, baseada em breves informações 
sobre a área).
4
O governo tomou medidas nos últimos anos para enfrentar o problema da 
seca no semiárido do Nordeste. Destaca-se o programa de construção de 
cisternas (reservatórios de água para o abastecimento humano e animal 
em casas e pequenas propriedades). O empreendimento mais ambicioso 
é a transposição do rio São Francisco (canais artificiais que levarão água 
aos estados de PE, PB, CE e RN), iniciada em 2007, cujos objetivos são 
o abastecimento humano e o desenvolvimento econômico (agricultura e 
indústria).
5
A) o IBGE dividiu o Brasil em cinco macrorregiões geográficas, a saber: 
Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul (divisão oficial).
B) as regiões geoeconômicas (ou complexos regionais) do Brasil são: 
Amazônia, Centro-Sul e Nordeste.
C) c.1. A divisão oficial adotada pelo IBGE, composta de cinco macrorre-
giões, está fundamentada na combinação das características econômicas, 
naturais e demográficas, mantendo na divisão regional o limite político-
-administrativo dos estados. 
c.2. Na delimitação das regiões geoeconômicas (ou complexos regionais), 
o critério básico foi a divisão regional do trabalho, ou seja, a estrutura pro-
dutiva dominante em cada região, sem levar em conta os limites políticos 
territoriais dos estados.

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