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Geografia Física João Marcelo Vítor Augusto Volume 5 Cartografia ........................................................................................................................... 01 Introdução.............................................................................................................................. 01 Sistemas de Orientação ........................................................................................................ 01 Escala .................................................................................................................................... 03 Mapa de Isolinhas ................................................................................................................. 04 Projeções Cartográficas ........................................................................................................ 06 Fusos Horários ...................................................................................................................... 08 Sensoriamento Remoto e Fotointerpretação......................................................................... 09 Leitura Complementar.............................................................................................................10 Questões Propostas .............................................................................................................. 11 Questões dos Últimos Vestibulares ...................................................................................... 16 Questões Estilo ENEM .......................................................................................................... 19 Questões Complementares ................................................................................................... 22 Questões Discursivas ............................................................................................................ 23 Gabarito ................................................................................................................................. 24 Formação Territorial Brasileira .......................................................................................... 26 Introdução.............................................................................................................................. 26 Fixação Litorânea .................................................................................................................. 28 Expansão Territorial em Direção ao Interior .......................................................................... 28 Descoberta do Ouro e dos Diamantes .................................................................................. 30 Preocupação com a Unidade Territorial Brasileira ................................................................ 32 Leitura Complementar.............................................................................................................35 Questões Propostas .............................................................................................................. 36 Questões dos Últimos Vestibulares ...................................................................................... 41 Questões Estilo ENEM .......................................................................................................... 44 Questões Complementares ................................................................................................... 46 Questões Discursivas ........................................................................................................... 48 Gabarito ................................................................................................................................ 49 SUMÁRIO C ar to gr afi a 1 GEOGRAFIA Cartografia 1 - Introdução A relevância da Cartografia como parte da formação aca- dêmica de um estudioso de geografia é inquestionável. Por meio dessa alfabetização cartográfica, é possível entender- mos a relação entre o homem e o espaço geográfico em suas diversas facetas. Apesar dessa importância, a utilização de um mapa nos estudos é comumente dissociada da evolução natural dos alunos, fazendo com que eles não compreendam o mapa como uma alternativa de dado aspecto geográfico ou de complementação à escrita/leitura. Isso resulta no aprendizado de uma imagem desconectada da realidade, isto é, irrelevante. Neste capítulo, abordaremos a cartografia a partir da construção de um raciocínio, tentando não descompassar o tema com os fenômenos geográficos e históricos reais. Representação do Mapa Mais Antigo do Mundo: Placa de Barro de Ga-Sur, Mede 7,12x6,35cm na Reprodução. RAISZ, Wrwin. São Paulo: Editora Científica. 1969, p.9. Mapa dos Indígenas das Ilhas Marshall, Mede 7,1x7,4cm na Reprodução. RAISZ, Wrwin. São Paulo: Editora Científica. 1969, p.7. Os mapas são reconhecidamente uma forma de linguagem mais antiga até mesmo do que a escrita. Sabe-se que os povos antigos utilizavam esses códigos a fim de registrar acontecimentos ou descobertas importantes. Cartografar algo é uma forma de representar ideias sobre o espaço geográfico, e, portanto, pode ser considerada tão antiga quanto a própria civilização humana, uma vez que parte da necessidade humana, e não de uma simples documentação. Ao longo do tempo, a produção de mapas trans- formou-se em uma característica intrínseca para as populações, sendo necessária para representar locais e recursos, orientar rotas migratórias. Ela funciona até mesmo como uma ferramenta eficiente para a defesa territorial sob o ponto de vista militar. Sejam nas rochas das cavernas, em papiros antigos, papeis atuais, e futuros tablets, os mapas redesenham sua vital impor- tância para os seres humanos há gerações. Disponível em: http://ideiasederivados.blogspot.com.br/2012/03/uma- -menina-cheia-de-ideias.html. Acesso em: 12 de ago. de 2012. 2 - Sistemas de Orientação A orientação no espaço geográfico e astronômico sempre foi uma preocupação constante do ser humano, o estabelecimento de direções a partir de referenciais universais, ou seja, referen- ciais que podem ser acessados pelo homem em qualquer ponto na superfície terrestre, foi importantíssimo para os desloca- mentos das populações humanas desde os nossos primórdios. Quando nos deslocamos a pequenas distâncias, adotamos como referenciais pontos que marcam a acessibilidade do local, como serras, rios, vegetações, estradas e trilhas, mas quando se trata de longos deslocamentos que envolvem, por exemplo, travessias de oceanos ou continentes, precisamos de referências de acessibilidade global. Desde os primórdios da civilização, a humanidade utiliza a posição dos astros para a determinação de rotas, direções e posições na superfície terrestre. 2.1 - Orientação pelos Astros O primeiro sistema de Orientação se desenvolve pela posição do movimento aparente do sol (MAS) que se desloca sobre a abóbada celeste, descrevendo um arco meridiano no sentido leste-oeste. A partir da trajetória do MAS, podemos derivar as direções Norte-Sul, determinando, assim, os pontos cardeais. 2 G eo gr afi a Para isso, devemos nos posicionar de forma a apontar o braço direito para o nascente e o esquerdo para o poente, a frente do corpo para o norte e as costas para o sul, conforme mostrado na figura. Acesse o Google Maps em: https://maps.google.com.br FAÇA o trajeto utilizado por você para chegar ao cursinho, DEFI- NINDO quais são as direções e os sentidos tomados ao longo do percurso. TENTE definir os seguintes aspectos A) em qual regional de Belo Horizonte você reside? B) você reside a Leste, a Norte, a Oeste ou a Sul do cursinho? C) quais bairros estão a Leste, Oeste Norte e Sul do seu bairro? D) a partir da Praça Raul Soares (Centro), defina a direção das principais vias de acesso de BH. A partir do desmembramento dos pontos cardeais, é possível determinar os pontos colaterais (NE-NW-SE-SW), os quais devem ser construídos na interseção de dois pontos cardeais. Podemos,então, desmembrar os pontos cardeais e colaterais, criando os pontos sub-colaterais (N-NE, N-NW, E-NE, E-SE, S-SE, S-SW, W-SW, W-NW). Confira todas as posições na rosa dos ventos representada a seguir: N S O SO SE L NO ONO NNO NE NNE ENE ESE SSE OSO SSO Na orientação durante o período noturno, podemos utilizar duas constelações para navegação: a Ursa Menor, através da Estrela Polar, vista apenas no Hemisfério Norte, determina o norte, e a constelação Cruzeiro do Sul, vista apenas no Hemis- fério Sul, determina o sul. Assista ao vídeo 49 – Como os Astros Estão Ligados Entre Si? Disponível em: http://tinyurl.com/zzetyxr Ele traz uma noção do comportamen- to dos astros em relação à Terra. Disponível em http://geografiadamilenove.blogspot.com.br/2012/03/ orientacao-pelo-cruzeiro-do-sul.html. Acesso em: 23 de ago. de 2016. 2.2 - Bússola A bússola foi um instrumento inventado pelos chineses a 2300 a.C. A Europa passou a dominar essa técnica só no século XIX, o que revolucionou os sistemas de navegação e de orientação. Com isso, os rumos e as rotas poderiam ser definidos com mais precisão, não dependendo de condições atmosféricas, por exemplo. Imagine uma caravela navegando no meio do oceano atlântico e atravessando uma tempestade, seria muito fácil perder completamente o rumo da trajetória. Então a bússola se transformou num dos principais instrumen- tos de navegação, o que permitiu a travessia do Atlântico ou a circunavegação do continente africano. N S N S Eixo Magnético Eixo de Rotação da Terra Polo Sul Magnético Polo Norte Geográfico Polo Sul Geográfico Polo Norte Magnético Disponível em: http://www.geocities.ws/saladefisica5/leituras/ magnetismoterra.html. Acesso em: 23 de ago. de 2016. 3 C ar to gr afi a Diferença entre o Norte Verdadeiro e o Norte Magnético da Terra (Declinação Magnética) 19° 19° Agulha da Bússola Indica o Norte Magnético (Conforme Linhas do Campo Magnnético do Planeta Terra) Rosa dos Ventos Indica o Norte Verdadeiro (Norte Geográfico) Desvio do Norte Magnético em Relação ao Norte Verdadeiro (Varia para Cada Localização) Na Grande São Paulo o Desvio é de Aproximadamente 19 graus Bússola 2.2.1 - Princípio de Funcionamento O mecanismo da bússola é composto por uma agulha iman- tada que gira livremente sobre um eixo, sabemos que o núcleo terrestre produz um campo eletromagnético alinhado no sentido Norte-Sul, a agulha atraída por esse campo aponta na direção do Sul magnético terrestre, que corresponde ao norte geográfico. Existe uma diferença entre os polos magnéticos da terra e os polos geográficos, denominada declinação magnética. 2.3 - Coordenadas Geográficas Sistema que divide o planeta em dois planos imaginários, os paralelos (horizontais) e os meridianos (verticais). Na interseção dos dois planos, definimos a coordenada de qualquer ponto na superfície terrestre. Sabemos que a ideia da esfericidade terrestre foi determinada por Erastotenes, que calculou a dimensão do perímetro equatorial 43.000 KM III séculos a.C. A partir do cálculo do diâmetro e do raio terrestre, podemos encontrar a dimensão de todos os paralelos e subdividi-los em graus, minutos e segundos. 2.3.1 - Paralelos e Sistema de Latitude Paralelos são linhas horizontais paralelas traçadas a partir do Equador e que chegam até os polos onde alcançam a dimensão de um ponto. A propriedade fundamental dos paralelos é que eles diminuem de extensão à medida que se aproximam dos polos. A distância de um ponto qualquer em relação à linha do equador é definida como LATITUDE e varia de 0 graus no Equador a 90 Graus nos polos. Dessa forma, o equador divide os hemisférios norte/sul. Disponível em: : http://geographyworldonline.com/tutorial/lesson1.html. Além disso, sabemos que o ângulo de incidência solar não é igual entre os vários paralelos, o que determinaria diferentes faixas de iluminação na superfície terrestre, definindo as zonas quentes, temperadas e frias. Zonas Climáticas ou Térmicas 2.3.2 - Meridianos e o Sistema Longitude Meridianos são arcos paralelos que ligam os dois polos e possuem a mesma dimensão. Considerando como meridiano referencial o Meridiano de Greenwich, teremos dois hemisférios (leste-oeste), cada um ocupará uma faixa de 180 graus, sendo as linhas divisórias o Meridiano de Greenwich (0 graus), e o anti- meridiano (180 graus). A longitude de um ponto seria a distância desse ponto até o meridiano de Greenwich medida em graus. Disponível em: http://geographyworldonline.com/tutorial/ lesson1.html. Acesso em: 23 de ago. de 2016. 3 - Escala Já vimos que o mapa é a representação planificada dos dife- rentes aspectos na superfície terrestre com finalidades diversas. A quantidade de detalhes presentes no mapa depende dos objetivos de sua utilização. Dessa maneira, a precisão de sua avaliação deverá ser compatível com a escala, ou seja, quanto maior for o espaço representado no mapa, menor será a quan- tidade de informações disponíveis. Se desejarmos aumentar o nível de detalhe, torna-se necessário diminuir a área mapeada. A escala é a razão entre as dimensões de um elemento representado no mapa e as medidas no terreno, ou seja, o número de reduções que esse terreno sofreu para ser repre- sentado em um mapa. Se um mapa indicar uma escala de 1:100.000, significa que o espaço representado foi reduzido 100.000 vezes, portanto, cada centímetro percorrido no mapa, corresponde a 100.000 cm do tamanho real. 4 G eo gr afi a A dimensão entre o elemento cartografado (d) e a dimensão real do terreno (D), a Escala (E), pode ser representada por E = d / D (no exemplo acima teríamos E = 1 / 100.000). Caso a escala seja: menor do que 1, ocorre uma redução das dimensões originais; maior do que 1, ampliação; e igual a 1, manutenção do tamanho dos dois. Na ciência cartográfica, tradicionalmente, esses valores serão relativos à redução, portanto, a escala tende a ser menor que 1. As escalas empregadas são basicamente numéricas (tam- bém conhecidas como fracional ou fracionária) ou gráficas. Existem também as escalas equivalentes, nas quais a pro- porção entre a distância real e o mapa é feita por meio da utilização de duas unidades, como, por exemplo, 1cm equivale a 10km. A primeira oferece uma facilidade de compreensão rápida dessa redução. A conversão de unidades também é facilitada. Vejamos a tabela e o exemplo a seguir: Unidade Quilô- metro Hectô- metro Decâ- metro Metro Decí- metro Centí- metro Milí- metro Abre- viatura km 1.000 m hm 100 m dam 10 m m 1 m dm 0,1 m cm 0,01 m mm 0,001 m Em um mapa na escala de 1:2.000 000, a distância de 40 km entre duas cidades nele representadas será de 2 cm. Verdadeiro ou falso? Verdadeiro! Por convenção, as escalas numéricas são trabalhadas em cm, mas nada impede de você fazer a conversão para outros múltiplos ou submúltiplos. Então, nesse caso, nós temos 1 cm no mapa correspondendo a 2.000.000 de cm (20.000m ou 20km) no terreno. Se a distância entre as duas cidades do exemplo é de 2 cm no mapa, e se a escala é de 1 cm no mapa para 20 km reais, utili- zando uma regra de três simples, 2 cm significarão 40 km de terreno. 1 cm → 2.000.000 cm 2 cm → X X = 4.000.000 cm (40 km) Já as escalas gráficas são representadas a partir de uma barra graduada com a numeração das distâncias referentes à dimen- são real. Portanto, as distâncias podem ser medidas facilmente com a utilização de um compasso, além de não apresentarem problemas caso o mapa seja redimensionado (ampliado ou re- duzido), pois a graduação também irá ampliar-se ou reduzir-se na mesma proporção que o restante da representação. 4 - Mapa de Isolinhas Uma isolinha seria uma linha que une pontos de mesmo valor. Esses valores são relativos à altitude, à temperatura, à pressão, à umidade, à densidade demográfica, entre outros. O exemplo a seguir demonstra um mapa com isotermas (linhas que unem pontos de mesma temperatura) da cidade de Londres: Disponível em: http://marciiabarbosa.blogspot.com.br/2008/10/climas--no-brasil-por-possuir-92-do.html. Acesso em: 23 de ago. de 2016. Porém, as isolinhas mais frequentes em mapas seriam as isoípsas, são linhas que unem pontos de mesma altitude. O mapa com curvas de nível pode indicar uma série de aspec- tos importantes, como o relevo, a hidrografia, o potencial agrícola do solo, entre outros. Doravante, é necessário treinamento para conseguir interpretar uma carta topográfica. 5 C ar to gr afi a Seguindo um raciocínio lógico, como uma curva de nível é uma linha que une pontos de mesma altitude, uma linha não pode se chocar com a outra. Seguindo esse pensamento, exis- te outro ponto fundamental, a equidistância das linhas. Todas as linhas, necessariamente, possuem a mesma distância entre si, isso oferece ao leitor do mapa uma característica muito importante das cartas topográficas, que é a possibilidade de identificarmos a declividade do relevo. Veja os dois esquemas a seguir: Com o programa Google Earth, você pode obter um modelo de elevação de qualquer terreno. Para isso, siga o passo a passo: 1º) Faça o download do programa em: http://www.google.com/earth/index.html 2º) Instale o programa de acordo com as indicações feitas no site (é bem simples). 3º) Entre no programa e clique na ferramenta régua. Aparecerá uma pequena janela com duas abas, clique na aba “caminho”. 4º) Faça uma rota ligando pontos no mapa, depois salve o caminho feito. 5º) Clique com o botão direito do mouse em cima do caminho criado por você. Aparecerá outra janela com uma lista de op- ções. Nela você deverá clicar em “Mostrar perfil de elevação”. 6º) Após esse procedimento aparecerá um gráfico com a elevação do caminho feito, como na figura a seguir: Pedro Neto. Base Cartográfica: Google Earth. Salve vários caminhos e compare as elevações dos terrenos. Podemos concluir que, quanto maior for a proximidade entre as isoípsas, maior será a declividade (relação entre distância percorrida e altura) do terreno. A explicação é simples, se existe o princípio da equidistância das linhas, significa que, necessa- riamente, o espaçamento entre uma e outra é igual, restando apenas um fator responsável pela declividade, que seria a pro- ximidade entre as isoípsas. Vamos fazer um estudo de caso, considerando que a equidistância entre os exemplos acima é de 10m e que o mapa possui a mesma escala. Analise a seguir: Equidistância: 10m Equidistância: 10m Distância entre as linhas: X Distância entre as linhas: Y Base X Base X Altura 10 m Altura 10 m Em um mapa topográfico, é possível identificarmos também outras formas de relevo, hidrografia e/ou aplicações econômi- cas do meio. Acompanhe os exemplos a seguir: A composição do relevo é representada na figura como uma região de morros, e pode ser claramente percebida pelo mapa topográfico. A hidrografia local, responsável pela presença de riachos e de rios, também pode ser identificada. O rio, sendo responsável pelo transporte de sedimentos, é um dos principais agentes ero- sivos do planeta, moldando, dessa forma, o relevo local. Uma sequência de formas côncavas descendo o relevo pode indicar a presença de um rio, racho, ou até mesmo de uma ravina. 4.1 - Definição de Elementos Hidrográficos em uma Planta As variações topográficas são os fatores mais importantes para o direcionamento do escoamento superficial, seja ele pluvial ou fluvial. Duas formas básicas são importantes no momento de se definir a direção geral dos rios e das chuvas numa planta topo- gráfica: a linha do divisor e a linha do talvegue, ou seja, as cotas mais elevadas e as cotas mais baixas de um conjunto de relevo. 6 G eo gr afi a Disponível em: http://aquafluxus.com.br/?p=1558. Acesso em: 23 de ago. de 2016. O segmento A reúne os divisores, ou seja, as cotas mais altas que dividem o escoamento para direções diferentes, já o segmento B reúne os pontos mais baixos ou talvegues, que definem a convergência do escoamento e a sua direção geral. Analisando os segmentos observamos que os divisores e os talvegues apresentam a seguinte morfologia: divisores – con- vexidade e talvegues – concavidade. Quando numa planta encontrarmos uma espécie de cotovelo ou ângulo, podemos definir a linha do divisor ou do talvegue. B IV III II I 160 150 140 130 120 O divisor de águas ou interflúvio é definido através de uma seção que corta as isoípsas a partir de um ponto de maior altitude para um ponto de menor altitude (seção B) no sentido contrário às convexidades, isto é, de IV para I na figura anterior. BIV III II I A 90 100 110 120 Já o talvegue é definido por uma seção que corta as isoípsas a partir de um ponto de maior altitude para o de menor altitude no mesmo sentido que as concavidades, marcando o sentido dos cursos d´água, seja ele um curso intermitente ou perene. FAÇA um mapa topográfico a partir desses valores informados no trecho do mapa a seguir. 98 96 101 88 100 105 96 8692103 100 5 - Projeções Cartográficas Uma projeção cartográfica seria uma representação de toda, ou parte da superfície terrestre em um plano. Normalmente inclui linhas que demarcam meridianos e paralelos. Seguindo o que foi citado previamente, as distorções ocorrem em função disso, matematicamente é impossível planificar uma esfera sem que haja uma distorção. Entretanto, a escolha de uma projeção pode determinar quais características do mapa serão mais fiéis à re- alidade, em detrimento de outras. Isso faz com que a finalidade do mapa determine o tipo de projeção. Os métodos de confecção do mapa também variam bastante. Caso um cilindro seja posto por volta de um globo terrestre a sua superfície, invariavelmente, irá tocar a superfície, formando, assim, a circunferência completa. A partir disso, os meridianos e paralelos podem ser projetados ao cilindro. Em alguns casos, os paralelos podem ser projetados geometricamente, com uma preocupação de garantir a fidelidade em relação ao contorno dos continentes, garantindo, assim, o formato mais próximo do ideal aos continentes. A projeção de Mercator é o estereótipo disso. Há muito tempo, Ge- rardus Mercator, autor do mapa-múndi mais difundido da história, é acusado de deformar o planisfério para assegurar a posição de centralidade do continente europeu, além de utilizar uma projeção conforme (projeção na qual a forma dos continentes se mantém fiel em detrimento da área), causando, assim, uma ampliação ilu- sória do continente europeu. Essa visão eurocêntrica é reforçada também pelo período de confecção do mapa, seu trabalho ocorreu durante as grandes navegações históricas. Esse tipo de abordagem geopolítica, no que se refere à Cartografia, é fascinante! “Pensar o mundo não é mais um privilégio eu- ropeu, e a reelaboração do mapa do planeta é uma forma de libertação do colonialismo” Milton Santos Pedro Neto. Base cartográfica: Google Earth. 7 C ar to gr afi a Um brilhante cartógrafo alemão, Arno Peters, ponderou que os mapas eram símbolos efetivos de uma visão nortista, submetendo aos países do “terceiro mundo” a submissão político-econômica. O pressuposto de que todos os países deveriam ser postos em um mapa-múndi, fidelizando sua área (projeção equi- valente), gera um evidente destaque aos países do mundo subdesenvolvido. Vitor Augusto. Base Cartográfica: University of Texas Libraries (www.lib.utexas.edu) Por meio das projeções cilíndricas, os planisférios ganharam destaque. Con- tudo, existem graves problemas a serem superados, como a impossibilidade de representação das regiões polares. Outras propostas de projeções garantem a representatividade mais correta para tais áreas. A projeção cônica, por exemplo, resulta da projeção do globo sobre um cone que posteriormente é planificado. Por motivos claros, ela é utilizada principalmente para representar países ou regiões de latitudes intermediárias. Disponível em: http://www.brasilescola.com/geografia/projecoes-cartograficas.htm Já a projeção plana (conhecida também como azimutal) correspondeao método mais utilizado para retratar as superfícies polares. 1. Projeção capaz de representar as áreas polares com grande fidelidade. 2. Quanto maior a distância do centro de projeção, maior será a deformação. 3. Não é indicada para a representação de grandes extensões. Base Cartográfica: University of Texas Libraries Disponível em: www.lib.utexas.edu. Aces- so em: 23 de ago. de 2016. O Ártico designa o conjunto geográfico for- mado pela zona polar do hemisfério norte e o oceano glacial situado entre a América do Norte e a massa continental euroasiática. O Oceano Glacial Ártico recobre uma superfí- cie de 12 milhões de quilômetros quadrados que se comunica com o Pacífico através do estreito de Bering (passagem Noroeste), com o Atlântico pela estreita Baía de Baffin, mas também por uma passagem mais ampla entre a Groenlândia, o noroeste da Rússia e a Península Escandinava (passagem Nordeste). As geladas águas do Oceano Ártico banham os litorais de cinco países: Rússia, Groenlândia (território de soberania dinamarquesa), Canadá, Estados Unidos (por conta do Alasca) e Noruega. Durante muito tempo o Ártico foi uma área marginal do mundo que nem era mostrada nos mapas que usam a tradicional projeção de Mercator. 8 G eo gr afi a Somente no século XX, através dos avanços tecnológicos (como o uso de aviões, de navios quebra-gelo e de submarinos) e principalmente do antagonismo soviético-americano, é que a importância estratégica da região foi ressaltada. Há pelo menos duas dezenas de bases militares russas e norte-americanas no Ártico e em suas circunvizinhanças. 6 - Fusos Horários Em 1884, um congresso internacional foi realizado em Washington a fim de estabelecer um padrão mundial para os horários. O resultado foi a criação de fusos-horários baseados no meridiano referencial (Greenwich). Antes do século XIX, várias cidades por todo o planeta utilizavam equipamentos que mensuravam o horário oficial por meio de relógios solares e outros métodos mais arcaicos. O avanço do processo de globalização trouxe modernizações em telecomunicações e em transportes, criando, assim, um sério problema de horários entre cidades e regiões; coordenar os horários entre estações de trens, por exemplo. A lógica é simples: um total de 24 horas, e 360 graus dando a volta pelo planeta, evidentemente gera 15 graus para cada hora. Veja o mapa a seguir: Fusos Horários Vitor Augusto. Base Cartográfica. Disponível em: http://www.citygridmedia.com. Acesso em: 23 de ago. de 2016. Dica: Algumas questões de vestibulares precisarão que você raciocine com minutos, ao invés de horas. Exemplo: Se 15° correspondem a 1h, 1°, portanto, corresponde a 4 minutos. 6.1 - Qual a Diferença em Horas de X a Y? É importante destacarmos que os fusos horários não são a mesma coisa que meridianos. O fuso referencial de Greenwich (GMT) corresponde, como todos os outros, a 15°. Porém, são 7° e 30’ para oeste e 7° e 30’ para leste, ficando assim: Vitor Augusto. Base Cartográfica: IBGE. 9 C ar to gr afi a Alguns fatos históricos podem comprovar a importância dos fusos horários. A diferença de fuso horário em uma mesma nação pode gerar, inclusive, alguns erros crassos, e não se trata de erros retificáveis. Quando uma eleição é apertada, essas projeções – que são tornadas públicas durante a vota- ção – podem afetar o índice de participação. Na Flórida, por exemplo, os condados mais republicanos, situados no Oeste, têm um fuso horário diferente daquele dos condados do Leste. Portanto, ainda não tinha sido concluída a operação eleitoral quando uma emissora, e depois outra, e depois mais outra, “projetaram” a vitória de Albert Gore no Estado. Um “furo” desses pode ter custado alguns milhares de votos a Bush. É importante recordar que a terra gira da esquerda para a direita, ou de oeste para leste. Portanto, todas as localidades situadas a leste veem o sol nascer primeiro. Pode-se concluir que essas localidades possuem a hora adiantada. Ex. O Japão está situado 12 fusos a leste do Brasil, seus habitantes veem o sol nascer primeiro do que nós. Quando são 14 horas de uma terça-feira em São Paulo, significa que já serão 2 horas da madrugada de quarta-feira em Tóquio. Em função de sua grande extensão longitudinal, o Brasil é dividido em quatro fusos. Em 2008, essa configuração foi alterada, com a retirada do fuso – 5 horas e a integração do Acre e da porção oeste da Amazônia ao fuso – 4 horas. A medida, entretanto, não agradou a população local, pois o horário político se distanciou muito do horário solar. Por isso, em 2013 o fuso – 5 horas foi reestabelecido e o Acre voltou a ser duas horas atrasado em relação à Brasília. Brasil – Fusos Horários (3 Fusos) Brasil – Fusos Horários (4 Fusos) Disponível em: http://vozesdoverbo.blogspot.com.br/2014/02/fusos- -horarios-do-brasil.html. Acesso em: 23 de ago. de 2016. Interessante pensarmos nos limites práticos e teóricos estabele- cidos pelos fusos horários. O limite teórico obedece às linhas físicas delimitadas a partir do referencial em Greenwich. Já o limite prático é estipulado politicamente, portanto, não obedece à teoria. Por isso, a Argentina alinha o fuso do país com o horário oficial de Brasília. O meridiano de Greenwich ou primeiro meridiano (0°) ficou sendo a referência da hora oficial mundial, ou hora GMT (Greenwich Me- ridian Time) até 1986, quando foi substituído pelo UTC – Universal Time Coordinated, que é uma mensuração baseada em padrões atômicos, e não na rotação da Terra. 6.2 - Linha Internacional da Data (LID) Ao dar a volta no planeta, percorrendo 12h para cada hemisfé- rio, teríamos um total de 24h de diferença entre o extremo Oeste e o extremo Leste. É justamente por isso que ficou delimitada a Linha Internacional da Data (LID). Ela corresponde ao antimeri- diano de Greenwich. Ao atravessar o meridiano 180°, deve-se alterar em 1 dia a data. Se estiver saindo do hemisfério oeste, estará -12h GMT, portanto, o ajuste tem que ser feito para +1 dia. +6, -90° +5, -75° +4, -60° +3, -45° +2, -30° +1, -15° 0, 0° -1, 15° -2, 30° -3, 45° -4, 60° -5, 75°-6, 90°-7, 105° -8, 120° -9, 135° -10, 150° -11, 165° +12, 180° ou -12, 180° +11, -165° +10, -150° +9, -135° +8, -120° +7, -105° 7 - Sensoriamento Remoto e Fotointerpretação Um Sistema Global de Navegação Satélite (GNSS) é desen- volvido por uma constelação de satélites com abrangência global que envia sinais de posicionamento e de tempo para usuários localizados em solo, aviões, ou transporte marítimo. Há vários sistemas GNSS, como o GPS (dos EUA), Glonass (da Rússia) e agora o Galileo (da Europa), que está em estado de implantação e próximo de se tornar disponível. Disponível em: http://profaguinaldofisica.blogspot.com.br/2011/01/ 10 G eo gr afi a como-funciona-o-gps.html. Acesso em: 23 de ago. de 2016. A constelação de satélites é distribuída de tal forma que pode prover seus serviços em todo o mundo e com um número de sa- télites que permita o fornecimento de serviços de alta qualidade. Disponível em: http://www.tecmundo.com.br/gps/2562-como- -funciona-o-gps-.htm. Acesso em: 23 de ago. de 2016. Ser capaz de computar nossa posição corrente nos dá a possibilidade de aplicar esse conhecimento de muitas formas. Essa noção é usada para navegação de carros, de aeronaves e de embarcações. Nós também podemos usá-la para propósitos de mapeamento, tanto pela obtenção direta em campo como pelo processamento de imagens de satélites ou aéreas que devem ser georreferenciadas, usando pontos de controle. Nós também podemos usar informação localizacional para praticar esportes como caminhada ou ciclismo, ou ainda em missões de resgate. Recentemente, o GNSS tem sido usado para agri- cultura de precisão, para aperfeiçoar o rendimento de safras. Caso decidíssemos listar e elucidar todas as aplicabilidades dos GPS’s, deveríamos produzir um livro apenas com essa função. No tocante ao uso agrícola e à pesca, temos pulverização quí- mica dassafras, monitoramento de rendimento, conhecimento da extensão dos cultivos, rastreamento do gado, navegação e monitoramento de barcos de pesca, aplicações generalizadas para a pesca, entre outros. Além disso, em relação a esse mercado, é válido destacar a importância da engenharia civil, da energia, das questões ambientais, das movimentações financeiras, da segurança pública, das telecomunicações, da aviação civil, dos transportes terrestres, ad infinitum. Conheça o programa espacial brasileiro o CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite, Satéli- te Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres). Por meio dele, você terá acesso a imagens de monito- ramento do espaço aéreo brasileiro, além de imagens e vídeos relacionados às nossas pesquisas espaciais. http://www.cbers.inpe.br/ Leitura Complementar Sistema de Informações Geográficas Já há algum tempo, com a evolução da informática, sur- giram novas possibilidades de análises estratégicas para o auxílio na tomada de decisão. A possibilidade de visualização dos resultados das análises, espacialmente em um mapa, faz com que a compreensão por intermédio do analista seja de forma facilitada e clara. Esse tipo de tecnologia é chamada de Sistema de Informação Geográfica – SIG, mas essa tec- nologia já era usada bem antes da invenção do computador. Um bom exemplo disso é um caso acontecido na cidade de Londres, em 1854. Nessa época, Londres estava so- frendo uma grave epidemia de cólera, doença cuja forma de contaminação não se conhecia. Numa situação em que já havia ocorrido mais de 500 mortes, o doutor John Snow teve uma ideia: colocar no mapa da cidade a localização dos doentes de cólera e dos poços de água (naquele tempo, a fonte principal de água dos habitantes da cidade). Com a espacialização dos dados, o doutor Snow per- cebeu que a maioria dos casos estava concentrada em torno do poço da Broad Street e ordenou que este fosse lacrado, o que contribuiu muito para debelar a epidemia. Esse caso forneceu evidência empírica para a hipótese (comprovada posteriormente) de que a cólera é transmitida por ingestão de água contaminada. Essa é uma situação típica em que a relação espacial entre os dados muito difi- cilmente seria inferida pela simples listagem dos casos de cólera e dos poços. O mapa do doutor Snow passou para a história como um dos primeiros exemplos que ilustram bem o poder explicativo da análise espacial e do GIS. Segundo Korte (2001) ¹ , o SIG é uma ferramenta utilizada para análises de informação geográfica que usa funções de da- dos geométricos ligados a tabelas de atributos alfanuméricos. Essas ligações são feitas por meio de um identificador (chave). Os dados geométricos e alfanuméricos, dessa forma inter- ligados, suprem sistemas computacionais, o que possibilita a análise de problemas predeterminados. Um GIS permite a visualização espacial dos dados através de interfaces gráfi- cas dos sistemas e/ou através da confecção de mapas im- pressos, nos quais são ilustradas as soluções de problemas. A seguir, discorre-se sobre definições associadas ao GIS. C ar to gr afi a 11 EXERCÍCIOS Fonte: http://cier.uchicago.edu/gis/gis.htm Os dados espaciais são observações documentadas ou resultados da medição. A disponibilidade dos dados oferece oportunidades para a obtenção de informações. Os dados podem ser obtidos pela percepção, através dos sentidos (por exemplo, observação), ou pela execução de um pro- cesso de medição. Nessa seção, descreveu - se quais são as características dos dados utilizados nos sistemas de informação geográfica – GIS. Uma base de dados geográfica é um depósito de fatos ou conceitos do mundo real que possuem atributos conven- cionais e atributos espaciais que descrevem sua forma e indicam sua localização na Terra (sobre/sob). O depósito de dados espaciais ocorre tanto na forma de sistemas de arquivos como na de sistemas de banco de dados. Como no sistema de banco de dados, existem diversas vantagens comparadas ao sistema mais tradicional de armazenamento de dados espaciais. A grande maioria dos aplicativos SIG ainda trabalha com sistemas de arqui- vos, perdendo assim todas as vantagens de um SGBD (Sistema Gerenciador de Banco de Dados). Ao utilizar um sistema de banco de dados, é primordial que os atributos convencionais e espaciais estejam relacionados, para que, a partir de tais dados, o usuário consiga encontrar determi- nada informação. Além disso, o banco de dados permite o relacionamento entre as entidades espaciais. Sendo assim, a expressão “banco de dados espacial” pode ser usada quando se quer utilizar um repositório de dados com relações entre as entidades espaciais que descrevam a localização no espaço e sua forma de repre- sentação, nas notações de área, linha ou ponto. Um banco de dados espacial é um dos principais compo- nentes de um SIG, pois é nele que estão armazenados as referências da relação do dado com o mundo real, princi- palmente no que tange à geografia. Por meio do banco de dados espacial, é possível um SIG realizar processamentos geométricos, análise espacial e fazer relação entre dados convencionais e espaciais. ¹ KORTE, G. B. The GIS Book, 2001. ISBN 0766828204 Fonte: Apostila SIGPAC – Ministério dos Transportes. Questões Propostas 1. (CEFET/MG-2014) A utilização desse mapa nos estudos geográficos NÃO permite A) mensurar o perímetro urbano do município destacado. B) identificar os municípios fronteiriços próximos à área de estudo. C) calcular distâncias entre pontos específicos nas três representações. D) reconhecer vias de acesso nos espaços rurais de Presidente Prudente. E) verificar a posição do município na Unidade da Fede- ração a que pertence. 12 G eo gr afi a 2. (UECE-2014) No que diz respeito às questões de natureza geocartográfica, assinale a afirmação INCORRETA. A) todos os globos e mapas representam as caracterís- ticas da superfície da Terra, em um tamanho muito menor do que possuem na realidade. B) a latitude de um lugar é a linha medida em graus entre esse lugar e o equador. C) os meridianos têm sua máxima separação no equador e convergem para um ponto em cada polo. D) plantas urbanas devem sempre ser organizadas em escalas muito pequenas como, por exemplo, 1:500.000. 3. (UTFPR-2014) A partir da observação do planisfério abaixo somente podemos afirmar que A) o continente americano é atravessado por diversas linhas de latitude norte e sul. B) a África é um continente cuja maior parte encontra-se na latitude oeste da Terra. C) a Ásia encontra-se a oeste da Europa, que por sua vez está ao norte da África. D) a Oceania possui as linhas de mais elevados valores de latitude e longitude. E) a América do Sul estende-se pelos hemisférios oci- dental e oriental da Terra. 4. (UEM-2014) Os produtos cartográficos (mapas, cartas e gráficos) são utilizados para a visualização, a interpretação e as análises de fenômenos geográficos. Nesse contexto, a escala é um elemento cartográfico essencial para a medição desses fenômenos. Sobre a escala, assinale o que for correto. 01) A escala indica a proporção em que um mapa ou uma carta foram traçados em relação ao objeto real, ou seja, retrata as dimensões entre o produto cartográfico e a re- alidade palpável de um determinado espaço geográfico. 02) Um mesmo espaço geográfico não pode ser repre- sentado em diferentes escalas, pois isso acarretaria a distorção dos elementos reais da representação. 04) As escalas permitem o cálculo real de distâncias entre localidades distintas. Isso facilita a interpretação de vários fenômenos geográficos que envolvem fluxos migratórios, meios de transportes rodoviários e ferro- viários, entre outros. 08) As escalas podem ser representadas na forma numéri- ca ou gráfica. Na escala numérica, a correspondência é indicada por meio de uma fração e, na escala gráfica, essa relação é diretamente indicada em uma régua graduada. 16) Um mapaem escala grande é utilizado para represen- tar os detalhes de um espaço geográfico de dimensões globais. 5. (CEFET/MG-2014) Analise a figura a seguir. Sobre o Sistema de Informação Geográfica, é correto afirmar que I. se apresenta como um importante instrumento para o planejamento urbano e rural. II. correlaciona diversos dados do espaço terrestre de acordo com determinada finalidade. III. se elabora como produto final cartogramas diversos, fiéis ao espaço representado. IV. se organiza em modelo de camadas no formato de matrizes ou imagens a partir de variáveis selecionadas. V. exibe a cada camada um mapa tridimensional com diversas características físicas de uma região. Estão corretas apenas as afirmativas A) I, II e III. B) I, II e IV. C) I, IV e V. D) II, III e V. E) III, IV e V. 6. (PUC/RS-2014) Responda à questão com base no dese- nho, que representa uma área de relevo em curvas de nível, preenchendo os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso). 13 C ar to gr afi a ( ) Os mapas topográficos utilizam curvas de nível, também chamadas de isoípsas, para representar diferentes altitudes. ( ) As curvas de nível da vertente do lado A do traço indicam um relevo mais íngreme do que as curvas de nível do lado B do traço. ( ) O relevo representado por essas curvas de nível é uma depressão com 250m de profundidade. ( ) A área representada nesse desenho pode ser con- siderada um divisor de águas. ( ) A direção do traço de A para B, neste desenho, é nordeste-sudoeste. O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é A) V – V – F – F – F B) V – V – F – V – F C) V – F – V – F – F D) F – V – F – V – V E) F – F – V – V – V 7. (UFPR-2013) Um indivíduo situado em Porto Alegre (RS) observou, através de uma bússola, que no inverno a di- reção do nascer do sol não coincidia com a direção leste da mesma, mas sim com a direção nordeste. A respeito do assunto, identifique as afirmativas a seguir como ver- dadeiras (V) ou falsas (F) ( ) No inverno, a direção do sol nascente não coincide com o leste geográfico. ( ) Bússolas são sensíveis a campos magnéticos locais, que desviam as direções, sendo este o fator que jus- tifica a divergência entre a direção apontada por elas e a do nascer do sol. ( ) Por se tratar de equipamento de baixa precisão, as bússolas não devem ser utilizadas para determinar direções. ( ) Em geral, o leste geográfico diverge do leste mag- nético apontado pela bússola. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. A) F – V – V – F. B) V – F – V – F. C) F – F – V – V. D) V – V – F – F. E) V – F – F – V. 8. (UERN-2013) O fuso não é exatamente uma faixa reta e contínua ligando um polo a outro. Existe um limite prático entre os fusos: eles seguem os contornos dos limites dos países ou unidades administrativas e federativas (como estados e províncias) em que os países se dividem. Mesmo sem um mapa, é possível calcular os fusos de determi- nada localidade, desde que saibamos sua longitude e o horário e a longitude de outro local, que serão tomados como referência. Lucci, Elian Alabi. Território e Sociedade no Mundo Globaliza- do. Ensino Médio. 1ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2001. p.27. Com base nessas informações, complete o quadro abaixo. Cidade Longitude Centro do Fuso Distância em relação ao fuso de referência (em graus) Diferença em Horas Horário Rio de Janeiro (Brasil) 43° O 45° O Fuso de Referência - 17 horas Londres (Reino Unido) 0° O 0° O 45° + 3 San Francisco (E.U.A.) 122° O 120° O 75° - 5 Cairo (Egito) 31° L 30° L 75° + 5 Lucci, Elian Alabi. Território e Sociedade no Mundo Globaliza- do. Ensino médio. 1ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2001. p. 27. As horas que completam o quadro são, respectivamente, A) 12, 4 e 14. B) 14, 14 e 23. C) 20, 12 e 21. D) 20, 12 e 22. 9. (CEFET/MG-2013) Considerando-se as informações do mapa, afirma-se que I. O traçado do Arroio Chuí ao ponto mais setentrional do país atravessa zonas de dois fusos horários práticos diferentes. II. Os dados constantes na carta mostram que o Brasil é predominantemente austral e totalmente ocidental. III. A fotocópia ampliada da representação inviabiliza o uso da escala empregada na sua elaboração. IV. O modelado das coordenadas geográficas revela que a projeção cartográfica utilizada é a de Peters. Estão corretas apenas as afirmativas A) I e II. B) I e III. C) II e III. D) II e IV. E) III e IV. 14 G eo gr afi a 10. (UERN-2013) Um avião saiu de São Paulo às 9 horas com destino a Campo Grande (MS). Sabe-se que cerca de 900 km, em linha reta, separam São Paulo (SP) de Campo Grande (MS), e que o percurso de São Paulo – Campo Grande de avião será feito em 1 hora. Qual a hora local de chegada em Campo Grande? A) 9 horas. B) 10 horas. C) 11 horas. D) 12 horas. 11. (UERN-2013) Cada tema abordado pela Geografia pode ter a sua representação cartográfica correspondente. A es- colha do modo como as informações serão representadas dependerá do tipo de dado destacado no mapa. Observe o tipo de informação privilegiada no mapa temático do Brasil a seguir. Trata-se do mapa A) físico. B) político. C) econômico. D) demográfico. 12. (UNICAMP-2013) A imagem abaixo mostra um local por onde passa o Trópico de Capricórnio. Sobre o Trópico de Capricórnio podemos afirmar que A) É a linha imaginária ao sul do Equador, onde os raios solares incidem sobre a superfície de forma perpendi- cular, o que ocorre em um único dia no ano. B) Os raios solares incidem perpendicularmente nesta linha imaginária durante o solstício de inverno, o que ocorre duas vezes por ano. C) Durante o equinócio, os raios solares atingem de forma perpendicular a superfície no Trópico de Capricórnio, marcando o início do verão. D) No início do verão (21 ou 22 de dezembro), as noites têm a mesma duração que os dias no Trópico de Capricórnio. 13. (PUC/RS-2013) Com base nas informações e afirmati- vas que tratam da represen¬tação do espaço através da cartografia. Os mapas não são representações completas da realida- de; são simplificações do espaço geográfico. Sobre a elaboração de mapas, afirma-se I. O cartógrafo necessita realizar uma seleção prévia daquilo que irá mapear. II. O mapa representa política e ideologicamente o seu idealizador. III. Não existe uma projeção mais correta para um mapa, e sim a que melhor atende aos interesses de quem o está construindo. IV. A produção de símbolos cartográficos pode ser com- parada à elaboração de um texto. Estão corretas as afirmativas A) I e III, apenas. B) II e IV, apenas. C) I, II e IV, apenas. D) II, III e IV, apenas. E) I, II, III e IV. 14. (UERJ-2013) De acordo com as anotações no diário de bordo, presume-se que o padre Caspar calculou sua localização a partir do meridiano que passa sobre a Ilha do Ferro, 18° a oeste de Greenwich. Para ele, seu navio estava no meridiano 180°. ECO, Umberto. A Ilha do Dia Anterior. Rio de Janeiro: Record, 2006. (Adaptação). Localização do Meridiano da Ilha do Ferro O romance A ilha do dia anterior, de Umberto Eco, conta a história de um nobre europeu e de um padre, chamado Caspar, que participaram de duas expedições marítimas em meados do século XVII. O objetivo das expedições era tornar preciso o cálculo das longitudes. Tendo como referência o meridiano de Greenwich, a longitude do navio do padre Caspar corresponde a 15 C ar to gr afi a A) 158° Leste. B) 158° Oeste. C) 162° Leste. D) 162° Oeste. 15. (UERN-2013) A ideologia terceiro-mundista surgiu a partir da Conferência de Bandung (Indonésia), em 1955. Os teóricos do terceiro-mundismo buscaram um projeto de desenvolvimento independente, não alinhado ao modelo capitalista dos países desenvolvidos sob a liderança dos Estados Unidos, nem ao modelo socialista liderado pela antiga União Soviética.Lucci, Elian Alabi. Território e Sociedade no Mundo Globaliza- do. Ensino médio. 1ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2001. p. 44. De acordo com as projeções e a ideologia terceiro-mundis- ta, assinale uma atitude declaradamente terceiro-mundista. A) Projeção de Mercator. B) Projeção de Robinson. C) Projeção de Arno Peters. D) Projeção de Mercator e Arno Peters. 16. (AMAN 2013) Sobre escala cartográfica, leia as afirma- tivas abaixo I. Existem dois tipos de escala cartográfica: a numérica e a geográfica; II. Na escala podemos visualizar mais detalhes do que na escala portanto a primeira é mais adequada para representar grandes superfícies terrestres, como, por exemplo, uma região ou país; III. Em um mapa de escala a distância gráfica de entre dois pontos, em linha reta, corresponde a uma distân- cia real de IV. A escala muito utilizada na construção de plantas urbanas, é maior do que a escala que é utilizada, por exemplo, para representar um continente ou mesmo o Mundo. Assinale a alternativa que apresenta todas as afirmativas corretas. A) I e II. B) I, II e III. C) I, II e IV. D) II e III. E) III e IV. 17. (UEM-2012) O voo 1990 da empresa de aviação aérea GOL, que sai de Santarém-PA (Latitude de 2º 14’ 52” S e Longitude de 54º 42’ 36” W), às 3h e 30min (horário de Santarém-PA), chega ao seu destino, Manaus-AM (Lati- tude de 3º 9’ S e Longitude de 60º 1’ W), às 3h e 40min do mesmo dia (horário de Manaus-AM). Já o voo 1991 da GOL, que faz o trajeto de volta, sai de Manaus-AM à 1h e 00min (horário de Manaus-AM) e chega a Santarém-PA, às 3h e 10min do mesmo dia (horário de Santarém-PA). Com base no texto e a partir dos conhecimentos referentes ao conteúdo de fusos horários, assinale o que for correto. (01) O Brasil, devido a sua grande dimensão longitudinal, possui três fusos horários. (02) O voo 1990 da GOL levou 10min para sair de Santa- rém-PA e chegar a Manaus-AM. (04) Santarém (PA) se encontra em um meridiano a leste em relação ao meridiano de Manaus-AM. (08) O voo 1991 da GOL levou 1h e 10min para chegar ao seu destino. (16) Manaus (AM) e Santarém (PA) se encontram no mes- mo fuso horário, sendo que ambas estão atrasadas em 1h em relação ao fuso oficial do Brasil. 18. (UFPA-2012) Analise as imagens a seguir. A análise dos mapas apresentados em diferentes escalas permite identificar que A) a redução da escala permite maior detalhamento das informações. B) a escala utilizada na representação do mapa 1 é maior do que no mapa 2. C) há preferência pelo uso da escala numérica em detri- mento da escala gráfica. D) a distância real entre as cidades é maior no mapa 2 do que no mapa 1, em função da escala utilizada. E) os níveis de detalhes observados no mapa 2 resultam da utilização de uma escala maior do que a do mapa 1. 16 G eo gr afi a 19. (UFSM-2012) Observe as projeções cartográficas Numere corretamente as projeções com as afirmações a seguir. ( ) Na projeção cilíndrica, a representação é feita como se um cilindro envolvesse a Terra e fosse então pla- nificado. ( ) Na projeção azimutal, o mapa é construído sobre um plano que tangencia algum ponto da superfície terrestre. ( ) Na projeção cônica, a representação á feita como se o cone envolvesse o planeta e depois fosse planificado. ( ) Esse tipo de projeção representa, com menos distor- ções, as baixas latitudes. ( ) Essa projeção é comumente utilizada para análises geopolíticas e para retratar as regiões polares e suas extremidades. A sequência correta é A) 1 - 3 - 2 - 3 - 1. B) 3 - 2 - 1 - 1 - 3. C) 1 - 3 - 2 - 1 - 3. D) 1 - 2 - 1 - 1 - 3. E) 3 - 1 - 2 - 3 - 1. 20. (ULBRA-2012) A cartografia é a parte da ciência que trata da concepção, produção, difusão, utilização e estudo das representações cartográficas. Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo. ( ) Em um mapa de escala 1 : 5.000.000, a distância no terreno entre dois pontos é de 50 km, o que corres- pondente a 1 cm no mapa. ( ) Em todas as projeções cilíndricas, os meridianos e os paralelos são representados por segmentos de reta, sendo que os meridianos são linhas que representam os valores de longitude. ( ) A rede cartográfica ou geográfica dá-nos a indicação das coordenadas geográficas. ( ) Os meridianos são linhas semicirculares, isto é, linhas de 190°, que vão do Polo Norte ao Polo Sul e cruzam com os paralelos. A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é a seguinte A) V-V-V-V. B) V-F-V-V. C) F-F-V-V. D) F-V-V-V. E) V-V-V-F. Questões dos Últimos Vestibulares 1. (UFU-2014) Analise a imagem a seguir. Pojeção Cilíndrica conforme Mercator A representação acima é obtida com a projeção da super- fície terrestre, com os paralelos e os meridianos, sobre um cilindro em que o mapa será desenhado. Ao ser desen- rolado, apresentará sobre uma superfície plana todas as informações que para ele foram transferidas. Nesse tipo de projeção, A) a linha imaginária do Equador é o único paralelo que não tem sua dimensão original alterada. B) as latitudes médias são as que apresentam as maiores distorções em relação à dimensão original de suas áreas. C) a superfície terrestre localizada nas altas latitudes não apresenta ampliação em suas áreas. D) as áreas localizadas entre os trópicos de Câncer e Ca- pricórnio mantêm sua real forma e dimensão original. 2. (PUC/MG-2014) Todo mapa é confeccionado num deter- minado sistema de projeção. Observe o mapa abaixo e assinale o tipo de projeção em que foi desenhado. A) Cilíndrica. B) Cônica. C) Azimutal. D) Policônica. 17 C ar to gr afi a 3. (UERJ-2015) O problema básico das projeções carto- gráficas é a representação de uma superfície curva em um plano. Pode-se dizer que todas as representações de superfícies curvas em um plano envolvem “extensões” ou “contrações”, que resultam em distorções ou “rasgos”. Dife- rentes técnicas de representação são aplicadas no sentido de alcançar resultados que possuam certas propriedades favoráveis para um propósito específico. IBGE. Noções Básicas de Cartografia. Rio de Janeiro: IBGE, 1999. (Adaptação) Para o propósito específico de reduzir as distorções tanto de forma quanto de área dos continentes, os resultados mais adequados são alcançados pela seguinte projeção cartográfica A) B) C) D) 4. (UERJ-2014) Observe na imagem uma feição de relevo em escarpa, área de desnível acentuado de altitude, encontrada geralmente nas bordas de planalto, como os trechos da Serra do Mar no estado do Rio de Janeiro. Utilizando a técnica das curvas de nível, uma representação aproximada dessa imagem em uma carta topográfica está indicada em A) B) C) D) 18 G eo gr afi a 5. (UEMG-2014) Leia o texto a seguir. Rios Secaram no Semiárido Nordestino Rios com nome, mata ciliar, leito de areia e pedras, mas nenhuma água. Rodovias federais nas quais, na tentativa de encontrar alimento, bodes, vacas e jumentos disputam o asfalto com os caminhões. Neste rumo, muitos cenários de desolação, como animais se esforçando para beber água barrenta de açudes quase secos. Pelo acostamen- to, dezenas de carcaças de bois que não resistiram ao agravamento da estiagem. (...) Disponível em: www.colunas.globorural.globo.com/cami- nhosdasafra . Acesso: 26/6/2013. (Adaptação) Com base na leitura dos dois mapas sobre as áreas atingidas pelas secas ao longo dos séculos e nos tempos atuais, é CORRETO afirmar A) é impossível calcular o aumento da área atingida pela seca, devido à ausência de escala num dos mapas. B) no mapa II, percebe-se a retração do semiárido nor- destino em direção ao norte de Minas Gerais e à costa ocidental do Brasil. C) dificulta a análise das áreas em destaque o fato de os mapas terem sido elaborados com projeções diferentes e em escalas iguais. D) o mapa 1 tem menor quantidade de detalhes do que o mapa 2, emrazão de apresentar uma escala menor. 6. (CFTRJ-2014) Analise a imagem a seguir. 0° HORAS COM SOL 0 hora 5 horas 31 minutos 10 horas 33 minutos 12 horas 13 horas 27 minutos 18 horas 29 minutos 24 horas 43° 66,5° 90° 46,5° 23,5° Para o Brasil, a posição da Terra no modelo descrito possibilita economizar energia por meio da adoção do horário de verão porque A) estimula a geração de energia elétrica solar com os dias mais longos, aumentando a oferta nessa época do ano. B) utiliza de forma sustentável o número maior de horas de Sol durante o dia nesse período, economizando energia. C) distribui melhor a energia produzida no país, adiantan- do os relógios em uma hora nas cinco regiões. D) mantém as pessoas mais conscientes da necessidade de economizar energia elétrica, e que, por isso, evitam utilizar lâmpadas incandescentes. 7. (UFRGS-2014) No hemisfério sul, nos dias em que ocor- rem o equinócio e o solstício de verão, respectivamente, o sol está perpendicular às cidades brasileiras de A) Macapá e São Paulo. B) Manaus e Rio de Janeiro. C) Teresina e Curitiba. D) Fortaleza e Belo Horizonte. E) São Luís e Florianópolis. 8. (IFSC-2014) A seguir, apresentam-se os dados de uma passagem de avião comprada de Santarém/PA para Manaus/AM VÔO D5Z81 DATA 28/07/2012 INTINERÁRIO Saída/STM – Santarém/PA – Horário: 15:00 Chegada/MAO – Manaus/AM – Horário: 15:15 a capital federal; por esse motivo é que a diferença entre o horário de saída e o de chegada é de apenas 15 minutos. 04) Desde junho de 2008, todo o território do Estado do Pará, onde se localiza Santarém, está sob o horário de Brasília durante a maior parte do ano. 19 C ar to gr afi a 08) Uma passagem de avião, emitida no dia 12 de dezem- bro de 2012, com saída de Santarém/PA, marcada para as 15 horas, teria impresso, como horário de chegada em Manaus/AM, 16 horas e 15 minutos, já que, durante o período do horário de Verão, as duas cidades passam a ter a mesma hora legal. 16) O percurso de avião entre Santarém/PA e Manaus/ AM é realizado de leste para oeste, e por isso, ao atravessar o fuso horário, deve-se atrasar o relógio. 32) Um percurso de avião de Recife/PE para o Arquipelago de Fernando de Noronha, realizado durante a mesma data e horário de saída, teria também a mesma hora de chegada, se levasse um tempo de voo igual ao da rota entre Santarém/PA e Manaus/AM, já que comparati- vamente possuem a mesma diferença de fuso horário. 9. (AMAN-2014) A seleção brasileira de futebol, vinda de Berlim (15°E de Greenwich), precisa chegar à cidade do Rio de Janeiro (45°W de Greenwich) às 13h do dia 25/10/2013, horário local. Considere que o avião fará o percurso leste-oeste e que o tempo de voo contínuo será de 10 (dez) horas. Para que a seleção chegue ao Rio de Janeiro, no horário predeterminado, o voo deverá partir de Berlim às ________ do dia _________. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima. A) 17h - 25/10/2013 B) 09h - 25/10/2013 C) 07h - 25/10/2013 D) 17h - 26/10/2013 E) 03h - 26/10/2013 10. (CFTMG-2014) Analise a imagem abaixo. Sobre a projeção de Lambert, afirma-se que I. Exibe meridianos com linhas retas e convergentes. II. É ideal para representar regiões maiores. III. É elaborada a partir de uma forma cilíndrica. IV. Possui maior deformação na base. Estão corretas as afirmativas A) I e II. B) I e IV. C) II e III. D) III e IV. Questões Estilo Enem 1. (UFSM-2013) Observe a figura A representação cartográfica, juntamente com as informações apresentadas, A) mostra uma linguagem de correlação e síntese, uma vez que permite identificar facilmente onde está o maior número de infectados pelo vírus HIV. B) tem como objetivo central a precisão na localização do objeto geográfico; no caso, o número de novas infecções por HIV em adultos e crianças. C) constitui-se num mapa topográfico que utiliza esta- tísticas colocadas no meio das unidades territoriais. D) apresenta uma configuração preliminar, em que o fenômeno é apresentado na forma de croqui. E) revela a intenção de, ao representar o fenômeno geo- gráfico, deformar intencionalmente as superfícies reais para a visualização do número de novas infecções por HIV em adultos e crianças. 2. (FUVEST-2014) Analise a imagem a seguir. Observe a Carta Topográfica abaixo, que representa a área adquirida por um produtor rural. Em parte da área acima representada, onde predominam menores declividades, o produtor rural pretende desenvol- ver uma atividade agrícola mecanizada. Em outra parte, com maiores declividades, esse produtor deseja plantar eucalipto. 20 G eo gr afi a Considerando os objetivos desse produtor rural, as áreas que apresentam, respectivamente, características mais apropriadas a uma atividade mecanizada e ao plantio de eucaliptos estão nos quadrantes A) sudeste e nordeste. B) nordeste e noroeste. C) noroeste e sudeste. D) sudeste e sudoeste. E) sudoeste e noroeste. 3. (CEFET-2014) Analise a imagem a seguir. CANADÁ ESTADOS UNIDOS MÉXICO VENEZUELA BRASIL ARGENTINA NIGÉRIA EGITO REINO UNIDO ALEMANHA FRANÇA ITÁLIA TURQUIA RÚSSIA CHINA PAQUISTÃO ÍNDIA BANGLADESH JA P Ã O FILIP LIN A S INDONÉSIA Novas formas de representação do espaço têm sido criadas para subsidiar pesquisas e práticas de planeja- mento. Nesse sentido, esse cartograma pode contribuir para o estudo A) geopolítico, pois demonstra a posição estratégica dos estados-nação. B) demográfico, pois revela o quantitativo populacional nos países do globo. C) sociológico, pois permite a mensuração da qualidade de vida da população. D) geodésico, pois garante a localização correta dos continentes do planisfério. E) econômico, pois apresenta dados do desenvolvimento financeiro contemporâneo. 4. (ENEM-2011) Analise a imagem a seguir. Disponível em: http://www.infoescola.com. Acesso em: 3 de jun. 2011. Os mapas árabes ainda desenhavam o sul em cima e o norte embaixo, mas no século XIII a Europa já havia restabelecido a ordem natural do universo. O norte estava em cima e o sul embaixo. O mundo era um corpo, ao norte estava o rosto, limpo, que olhava o céu. Ao sul estavam as partes baixas, sujas, onde iam parar as imundícies e os seres escuros que eram a imagem invertida dos luminosos habitantes do norte. GALEANO, E. Espelhos: Sul. Porto Alegre: L &PM, 2008 (Adaptação). A confecção de um mapa pode significar uma leitura ideológica do espaço. Assim, a Projeção de Mercator, muito utilizada para a visualização dos continentes, caracteriza-se por A) apresentar um hemisfério terrestre envolvido por um cone. As deformações aumentam na direção da base do cone. B) partir de um plano tangente sobre a esfera terrestre. Seus paralelos e meridianos são projetados a partir do centro do plano. C) conservar as formas, mas distorcer as superfícies das massas continentais. Seus paralelos e meridianos formam ângulos retos. D) alterar a forma dos continentes, preservando a área. Seus paralelos e meridianos formam ângulos retos. E) representar as formas e as superfícies dos continentes proporcionais à realidade. As linhas de meridianos acompanham a curvatura da terra. 5. (ENEM-2011) Analise a imagem a seguir. Uma família partiu de Porto Alegre (RS), às 8h do dia 1° de janeiro de 2010, portanto, dentro do período de vigência do horário de verão, com destino a Belém (PA). Apesar da distância, a viagem será feita de automóvel e terá duração de 56 horas. Qual o dia e a hora de chegada dessa família à capital paraense A) dia 2 de janeiro de 2010, às 15h. B) dia 3 de janeiro de 2010, às 15h. C) dia 2 de janeiro de 2010, às 16h. D) dia 3 de janeiro de 2010, às 16h. E) dia 3 de janeiro de 2010, às 17h. 21 C ar to gr afi a 6. (UFG-2014) Analise a imagem e leia o texto apresentado a seguir. A ponta da América, a partir de agora, assinala insistentemente o Sul, onosso norte. TORRES GARCÍA, Joaquín. Universalismo constructi- vo (Manifesto). Buenos Aires: Poseidón, 1941. O quadro e o manifesto do artista uruguaio Torres García inserem-se na denominada arte modernista, elaborada durante a primeira metade do século XX pelas vanguardas americanistas. Ao fazer referência ao mapa do continente americano, a imagem e o manifesto expressam uma crítica A) à base tecnológica do século XIX, que tinha no co- nhecimento astronômico limitado um empecilho à elaboração de uma projeção fiel à realidade. B) aos valores da cultura ocidental, que tinham no siste- ma de coordenadas um instrumento de imposição do imperialismo norte-americano. C) ao imaginário dos descobrimentos, que inseria nas projeções cartográficas da Era Moderna figuras míticas e pontos de referência inexistentes. D) ao sistema de representação cartográfica europeu, com o objetivo de reforçar os princípios formadores da identidade latino-americana. E) ao isolamento político dos países da América do Sul, com o objetivo de colocar o continente no centro das atenções internacionais. 7. (UFPR-2014) Analise a imagem a seguir. A seta em preto sobre um recorte da Carta Náutica: Proxi- midades da Barra de Paranaguá indica o trajeto a ser feito pela embarcação que sai da Baía de Paranaguá. Conside- rando a escala da Carta e a orientação tomada, assinale a alternativa que corresponde à situação observada. A) Rumo 42° SE, coordenadas em A: Latitude: 25,51° S e Longitude: 48,38 W.Gr. e, em B: Latitude: 25,31° S e Longitude: 48,48 W.Gr. Distância percorrida de aproximadamente 15 km. B) Rumo 42° SE, coordenadas em A: Latitude: 25,51° S e Longitude: 48,38 W.Gr. e, em B: Latitude: 25,62° S e Longitude: 48,28 W.Gr. Distância percorrida de aproximadamente 15 km. C) Rumo 42° NW, coordenadas em A: Latitude: 25,51° S e Longitude: 48,38 W.Gr. e, em B: Latitude: 25,31° S e Longitude: 48,48 W.Gr. Distância percorrida de aproximadamente 1,5 km. D) Rumo 42° NW, coordenadas em A: Latitude: 25,51° S e Longitude: 48,38 W.Gr. e, em B: Latitude: 25,62° S e Longitude: 48,28 W.Gr. Distância percorrida de aproximadamente 10 km. E) Rumo 42° SE, coordenadas em A: Latitude: 25,51° S e Longitude: 48,38 W.Gr. e, em B: Latitude: 25,62° S e Longitude: 48,28 W.Gr. Distância percorrida de aproximadamente 7,5 km. 8. (MACKENZIE-2014) Em um mapa com escala de 1: 70.000.000, foi traçada uma rota de navegação aérea entre dois pontos, A e B. O ponto A, está a 45° oeste de Greenwich, enquanto o ponto B, a 75° oeste de Greenwich. Entre os pontos A e B, a rota de navegação media, no mapa, 20 mm. Sabendo-se que um avião partiu de A para B, às 14h, no dia 7 de novembro, em um voo de 2 horas, está correto afirmar que a distância percorrida e o horário local de chegada foram, respectivamente, A) 14.000 km e às 16h. B) 140 km e às 10h. C) 1.400 km e às 14h. D) 1.400 km e às 16h. E) 140 km e às 16h. 22 G eo gr afi a 9. (UFG-2014) Analise o quadro e leia o texto a seguir. Tipos de Papel Tamanho (em milímetros) A1 594 mm × 841mm A2 420 mm × 594 mm A3 297 mm × 420 mm A4 210 mm × 297 mm A5 148 mm × 210 mm Para qualquer trabalho de mapeamento de determinada área, a primeira preocupação deve ser com relação à es- cala a ser adotada. A escolha da escala deve considerar a finalidade desse mapeamento e o tamanho do papel no qual será impresso. Mesmo que esse mapa seja armaze- nado em arquivo digital, a escala original de sua concepção determina a precisão do mapeamento. FITZ, P.R. Cartografia Básica. São Paulo: Ofici- na de Textos. 2008. p. 24. (Adaptação). Considere que um agrimensor pretenda elaborar um mapa de uma fazenda, de formato retangular em uma escala de 1: 50 000. Com base na análise do quadro, na leitura do texto e na intenção do agrimensor, conclui-se que esse agrimensor pretendia imprimir esse mapa em uma folha de tamanho A) A5 B) A4 C) A3 D) A2 E) A1 10. (UFG-2013) Leia o texto a seguir. Para dar-lhes uma ideia das dimensões da Terra, eu lhes direi que, antes da invenção da eletricidade, era neces- sário manter, para o conjunto dos seis continentes, um verdadeiro exército de quatrocentos e sessenta e dois mil quinhentos e onze acendedores de lampiões. Isto fazia, visto um pouco de longe, um magnífico efeito. Os movimentos desse exército eram ritmados como os de um balé de ópera. Primeiro vinha a vez dos acendedores de lampiões da Nova Zelândia e da Austrália. Esses, em seguida, acesos os lampiões, iam dormir. Entrava por sua vez a dança dos acendedores de lampiões da China e da Sibéria. E também desapareciam nos bastidores. Vinha a vez dos acendedores de lampiões da Rússia e das índias. Depois os da África e da Europa. Depois os da América do Sul. Os da América do Norte. E jamais se enganavam na ordem de entrada, quando apareciam em cena. Era um espetáculo grandioso. SAINT-EXUPÉRY, A. O Pequeno Príncipe. Tradução de Dom Mar- cos Barbosa. Rio de Janeiro: Agir, 2006. p. 30. (Adaptado). O “balé dos acendedores de lampiões”, referido no texto, é uma construção metafórica que faz uma A) menção ao atraso econômico das regiões do planeta. B) crítica à diversidade dos habitantes da Terra. C) alusão à variação climática na superfície do planeta. D) referência aos diversos fusos horários da Terra. E) sátira ao movimento de translação do planeta. Questões Complementares 1. (UECE-2014) Os mapas de importância para a indicação de reservas minerais e para o planejamento agrícola são, respectivamente, o A) geomorfológico e o geológico. B) geológico e o pedológico. C) pedológico e o fitoecológico. D) geológico e o geomorfológico. 2. (UFPR-2014) Ao selecionar um terreno, um comprador observou pela planta do loteamento que esse lote apresen- tava as seguintes medidas: 1 cm (frente) por 2 cm (lateral). A área informada era de 800 m2. Considerando as medidas observadas, assinale a alternativa que apresenta a escala da planta do loteamento. A) 1:15.000. B) 1:10.000. C) 1:5.000. D) 1:2.000. E) 1:1.000. 3. (UEM-2012) O mapa é uma visão reduzida de parte ou de toda a superfície terrestre. A partir dessa relação de grandeza, apresenta-se a escala. Com relação à escala, assinale o que for CORRETO. 01) Os mapas podem apresentar dois tipos de escala: a escala numérica, que é representada por uma fração, e a escala gráfica, que é uma linha graduada na qual se indica a relação entre a distância real e as distâncias representadas no mapa. 02) Em um mapa com escala de 1:3 000 000, a distância em linha reta entre as cidades de Maringá e de Cas- cavel é 72 mm. Essa distância em linha reta, no real, corresponde a 216 km. 04) Pode-se afirmar que, quanto maior a razão da escala, maior é a área mapeada. Sendo assim, o mapa-múndi, numa escala de 1:5 000 000, por exemplo, possui a maior escala, pois abarca toda a superfície terrestre. 08) Em um mapa, uma fazenda, “A”, é representada por um retângulo de 5 cm por 8 cm. Nesse mesmo mapa, uma outra fazenda, “B”, é representada por um retângulo de 2,5 cm por 4 cm. Logo, a área da fazenda “A” é 2 vezes maior que a área da fazenda “B”. 16) Escala é a relação entre o tamanho do fato geográ- fico representado no mapa e o seu tamanho real na superfície terrestre. 4. (UEM-2014) As diversas tecnologias utilizadas nos estu- dos geográficos dinamizaram a elaboração de produtos cartográficos. Assinale o que for correto sobre tecnologias e produtos cartográficos. 01) Um Sistema Global de Posicionamento (GPS) é utili- zado fundamentalmente para localizar um objeto. Esse sistema é composto basicamente por três segmentos: espacial, controle terrestre e usuários. 23 C ar to gr afi a 02) Foi só a partir da década de 1970 que a produção de materiais cartográficos foi desenvolvida no Brasil, pois foi a partir desse período que a cartografia digital começou a ser mais amplamenteutilizada. 04) Algumas tecnologias permitem utilizar uma combina- ção de mapas digitais, oriundos de diversas escalas, com informações georreferenciadas que lhes conferem maior grau de confiabilidade dos dados. 08) As técnicas utilizadas no Sensoriamento Remoto para produção de diversos tipos de mapas, de cartas e de plantas estão em desuso, pois os sensores remotos que obtêm essas informações necessitam tocar a superfície terrestre para realizar a captura das informa- ções, e isso inviabiliza a técnica devido às condições adversas do relevo terrestre. 16) O Sistema de Informações Geográficas (SIG) permite coletar, armazenar, processar, recuperar, correlacio- nar e analisar diversas informações sobre o espaço geográfico. 5. (UERJ-2015) Os mapas constituem uma representação da realidade. Observe, na imagem abaixo, dois mapas presentes na reportagem intitulada Um estudo sobre impérios, publicada em 1940. O uso da cartografia nessa reportagem evidencia uma interpretação acerca da Segunda Guerra Mundial. Naquele contexto é possível reconhecer que essa repre- sentação cartográfica tinha como finalidade A) criticar o nacionalismo alemão. B) justificar o expansionismo alemão. C) enfraquecer o colonialismo britânico. D) destacar o multiculturalismo britânico. Questões Discursivas 1. (UERJ-2014) Os mapas são representações da superfície terrestre elaborados com base em critérios previamente convencionados. Observe o mapa a seguir, que difere da representação usual do Brasil Considerando as normas da cartografia, indique se o mapa está corretamente elaborado e apresente uma justificativa para essa resposta. 2. (UFPR-2014) Dois viajantes saíram do Brasil no dia 30 de setembro de 2013, às 16h da tarde: um deslocou-se de Brasília em Direção a Los Angeles, nos EUA e o outro, de São Paulo em Direção a Berlin, na Alemanha. Consideran- do que Los Angeles se localiza 5 fusos a Oeste e Berlin, 4 fusos a Leste, informe qual é o horário dessas cidades e explique como funcionam os fusos-horários. 3. (UEL-2014) Na cartografia, a escala é a relação matemá- tica entre as dimensões do terreno e a representação no mapa e constitui-se em um de seus elementos essenciais. Considere uma viagem do Rio de Janeiro até Belo Horizon- te, passando por Vitória. Para uma viagem mais segura, é importante calcular a distância do trajeto e a direção geográfica a seguir, desde o ponto de partida até o destino. 24 G eo gr afi a GABARITO Com base no texto e na figura, A) calcule a distância entre Rio de Janeiro e Vitória; entre Vitória e Belo Horizonte e entre Vitória e Rio de Janeiro. Apresente os cálculos utilizados para encontrar essas distâncias. B) indique a direção geográfica do ponto de partida até o destino (Rio de Janeiro a Vitória e Vitória a Belo Horizonte). 4. (UFPR 2014) A figura abaixo é o recorte de uma carta topográfica contendo dois possíveis traçados para uma rodovia estadual, com elevado fluxo de caminhões. Con- siderando os traçados sugeridos, aponte o mais adequado à rodovia, justificando a escolha a partir da análise do recorte da carta topográfica. 5. (UFMG-2013) Analise este mapa Brasil: Porsição Geográfica e fusos horários Considerando a forma do território brasileiro, mais extenso ao norte no sentido leste-oeste, e afunilado ao sul, A) Apresente uma razão histórico-geográfica que justifica a maior extensão ao norte, no sentido leste-oeste, do território brasileiro. B) Cite uma vantagem da posição e da forma geográficas do território brasileiro quanto aos fusos horários e às condições climáticas. C) Leia esta afirmativa: No mundo contemporâneo é van- tajoso ser um país de dimensões continentais, como o caso do Brasil. Você concorda com esta afirmativa? Justifique sua resposta. GABARITO Questões Propostas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C D A 13 B B E D A A 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 B A E C C E 13 E C E Questões dos Últimos Vestibulares 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A B A A A B A 21 C B Questões Estilo ENEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A C B C B D B C E D Questões Complementares 1 2 3 4 5 B D 19 21 B 25 C ar to gr afi a Questões Discursivas 1 O mapa está corretamente elaborado. Uma das respostas: • Em termos astronômicos, não existe para cima nem para baixo, já que o universo é infinito. • A posição da rosa dos ventos mostra que o mapa está orientado de forma correta. • Os nomes dos estados brasileiros estão intencionalmente colocados de forma a facilitar a leitura na posição usual do mapa. 2 O sistema de fuso horário é calculado a partir do movimento de rotação da Terra e, portanto, 360° (circunferência da Terra) dividido por 24 horas (duração do movimento de rotação) resulta em 15°, logo, 15° de longitude corresponde a uma hora. Ao se deslocar a leste, soma-se a diferença horária e a oeste, diminui-se a diferença horária. Se em Brasília e São Paulo (longitude 45°O) são 16 horas, no Meridiano de Greenwich são 19 horas. Como Los Angeles está a 5 fusos oeste, registra 14 horas e Berlim a 4 fusos leste registra 23 horas. 3 (A-B) A) A escala do mapa é de 1:7.700.000, o que significa que 1 cm do mapa equivale a 7.700.000 do tamanho real, portanto: A distância real entre Rio de Janeiro e Vitória é 1 7.700.000 5 x x 7.700.000 5 x 38.500.000 cm ou 385 km. = × = A distância real entre Vitória e Belo Horizonte é 1 7.700.000 4,5 x x 7.700.000 4,5 x 34.650.000 cm ou 346,5 km. = × = B) De Rio de Janeiro à Vitória a direção será no sentido nordeste e de Vitória à Belo Horizonte no sentido oeste. 4 O traçado mais adequado à rodovia é o “A”, haja vista que a maior parte de seu percurso está sobre a cota altimétrica de 100 metros evitando dessa forma os desníveis que são encontrados no traçado “B”. 5 (A - B - C) A) Entre as razões, o formato da própria América do Sul, mais extensa no sen- tido leste-oeste e afunilada no sentido norte-sul, o traçado da linha do Tratado de Tordesilhas que separou inicialmente a parte espanhola da parte portuguesa, o avanço dos bandeirantes em direção a leste (Centro-Oeste e Amazônia) no período colonial, fator que propiciou a incorporação de novos territórios. B) A posição e a forma do Brasil dominantemente na Zona Intertropical (entre o Equador e os Trópicos) faz com que o território tenha a dominância de climas quentes e úmidos que favorecem atividades econômicas variadas, a exemplo do agronegócio e do turismo. A forma leste-oeste faz com que o país tenha 3 fusos horários, sendo o principal situado entre o norte e a parte afunilada, onde localiza-se Brasília, as regiões Sul, Sudeste, Nordeste, além de Goiás, Pará e Amapá. C) No mundo contemporâneo, a grande extensão territorial de um país traz várias vantagens, como a maior quantidade e diversidade de recursos naturais, no caso do Brasil, água, biodiversidade, variedade climática, solos agricultáveis, recursos minerais e recursos energéticos, como o petróleo. Trata-se de um dos aspectos que torna alguns dos BRICS, como Brasil, Índia, China e Rússia, potências emergentes no século XX. Todavia, a riqueza natural precisa ser acompanhada de grande investimento em re- cursos humanos, especialmente em educação, ciência e tecnologia, sem a qual não é possível um uso sustentável dos recursos naturais, tampouco a transformação destes países em nações desenvolvidas socialmente. A desvantagem da grande dimensão territorial, principalmente para nações emergentes, seria a complexidade administrativa que exige expressivo dispêndio financeiro e capacidade gerencial. 26 G eo gr afi a GEOGRAFIA Formação Territorial Brasileira 1 - Introdução A partir do século XVI, houve, na América, uma verda- deira dominação territorial, marcada pelo assentamento e pela colonização das terras pelos europeus. No início da ocupação, na primeira metade do século XVI, as atividades eram marcadas pelo escambo e pela pilhagem. É a fase de recolhimento do pau-brasil na costa brasileira,da captura do ouro de aluvião nas ilhas do Caribe e, notadamente, do saque das riquezas entesouradas pelos diferentes impérios americanos. Além da mineração, desenvolvem-se atividades agrícolas nas terras americanas. Nas possessões hispânicas, uma agricultura de sustentação (para a qual migram os inte- resses após a decadência das minas) de claros contornos senhoriais: as “haciendas”. No Brasil, a forma de exploração desenvolvida foi a plantation, que articulava monocultura de exportação, abundância de terras e trabalho escravo. Em vários pontos do continente há instalações efetivas, estabelecem-se certas rotas interiores (terrestres e fluviais), organiza-se um conjunto de cidades e de comunicações que vai se sobrepondo à rede primitiva de ocupação. Assim, ocorreu uma real desestruturação dos sistemas autóctones (aquele que é natural do território, no caso: aborígene, indí- gena, nativo) com a submissão militar total das populações das áreas de ocupação. O espaço americano foi sendo incorporado na economia europeia. Em suma, a expansão europeia envolveu distintas rela- ções que podem ser tipificadas: no comércio; no escambo; na pilhagem; e na colonização. Como forma de instalação europeia no Brasil, pode ser pensada a seguinte sequência evolutiva (não temporal necessariamente): do contato oca- sional à construção da feitoria, desta à exploração efetiva (o que implica a montagem de uma estrutura produtiva), daí à fundação de cidades (resultado já de certa fixação), e destas à constituição do território (o que objetiva uma rede de cidades e o controle de significativa porção do espaço). Essa sequência determina um processo concreto de colonização, formação de um território que – mesmo não contíguo à metrópole – agrega-se ao espaço do país difusor. Nos outros continentes, os europeus bordejam a costa; na América, interiorizam-se num processo que subverte as estruturas preexistentes. Na América, há de fato a apropriação do espaço (e não apenas a de seus produtos), com a formação de territórios sob soberania das metrópoles: logo, territórios coloniais. A formação de um território tem sempre em sua gênese um pro- cesso de expansão de uma sociedade. Poderíamos definir como o movimento de um grupo social que se expande no espaço e, nesse ato, passa a controlar porções do planeta. Entretanto, para elucidar melhor essa questão, a evolução territorial pode ser compreendida na ação de um grupo social que consegue fazer prevalecer sua ter- ritorialidade sobre a territorialidade de outros grupos – capacidade, atributo (o que é próprio do ser), que um grupo social tem de se expressar na terra de forma singular. Exemplo: Território – Rua Rio de Janeiro, Belo Horizonte/MG. Duas territorialidades. Através da perspectiva da formação territorial do Brasil tra- balharemos com agrupamentos temporais, inserindo o contexto econômico e sua evolução territorial: 1º Momento • O século XVI caracteriza- se pela fixação litorânea (cana-de-açúcar) 2º Momento • O século XVII caracteriza-se pela expansão territorial em direção ao interior e ao litoral norte (pecuária, bandeiras e missões) 3º Momento • o século XVIII caracteriza-se pela descoberta do ouro e dos diamantes, caracteriza-se por um esboço de articulação das capitanias. 4º Momento • a primeira metade do século XIX é caracterizada pela preocupação com a unidade territorial brasileira. Antes de lançar luz sobre a evolução territorial do que fu- turamente seria rotulado como Brasil, faz-se necessária uma explicação acerca do primeiro fato que remete à preocupação com o território brasileiro: o Tratado de Tordesilhas. Todavia, para tal elucidação, é imprescindível que voltemos a 1471. Nessa data, com a descoberta da Costa da Mina por parte de Portugal, iniciou-se o comércio de marfim, ouro e escravos. A partir daí, a atenção da Espanha foi despertada, incitando uma série de conflitos no mar, que envolviam embarcações de ambas as coroas. Portugal, buscando proteger o seu investimento, estabelece um acordo com a Espanha, em 1480, o Tratado de Toledo, que dividia as terras descobertas e a descobrir por um paralelo na altura das ilhas Canárias (paralelo 30), dividindo o mundo em dois hemisférios: a Norte, para a Coroa de Castela, e a Sul, para a Coroa de Portugal. 27 Fo rm aç ão T er rit or ia l B ra si le ira Partilha do Mundo entre Castelhanos e Portugueses (Tratado de Toledo) Exploração Castelhana Exploração Portuguesa Os termos dessa bula não agradaram a João II de Portugal, que abriu negociações diretas com os soberanos espanhóis Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela para mover a linha mais para Oeste, argumentando que o meridiano em questão se estendia sob todo o globo, limitando, assim, as pretensões espanholas na Ásia. Como resultado de tais negociações, a divisão das terras descobertas e a descobrir era estabelecida a partir de um meridiano alternativo esta- belecido a 370 léguas (1.770 km) a oeste das ilhas do Cabo Verde, que se situaria hoje a 46° 37’ a oeste do Meridiano de Greenwich. Preservavam-se, desse modo, os interesses de ambas as coroas, definindo-se, a partir de então, os dois ciclos da expansão: ciclo oriental, pelo qual a Coroa portuguesa garantia o seu progresso para o Sul e o Oriente, contornando a costa africana (o chamado “périplo africano”); ciclo ocidental, pelo qual a Espanha se aventurou no oceano Atlântico, para Oeste. Como resultado desse esforço espanhol, Cristóvão Colombo alcançou terras americanas em 1492. Ciente da descoberta de Colombo, os cosmógrafos (profissionais que trabalham com a interseção entre os conhecimentos náuticos e os celestes, substantivando os saberes geográficos) portugueses argumentaram que a descoberta, efetivamente se encontrava em terras portuguesas. Desse modo, a diplomacia espanhola apressou- -se a obter com o Papa Alexandre VI, de origem espanhola, uma nova partição de terras. Esta foi concedida já em Maio de 1493, através da bula Inter Coeterea, que estipulava que as novas terras descobertas, situadas a Oeste de um meridiano a 100 léguas das ilhas do Cabo Verde pertenceriam à Espanha, ao passo que as terras a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal. Tratado 370 léguas Colombo 100 léguas 28 G eo gr afi a Os termos do Tratado de Tordesilhas foram ratificados pela Espanha a julho de 1494 e por Portugal em setembro do mesmo ano. E tiveram a aprovação do Papa Júlio II, em 1506. Tratado de Tordesilhas O desconhecimento carimba o acordo entre Portugal e Espanha, sendo considerado por várias vezes me- ramente formal, pois nenhuma das duas nações tinha certeza do que de fato estava negociando em razão da cartografia precária da época. A Antiga Distribuição Transversal do Mundo Será Subs- tituída por Tordesilhas: Distribuição Longitudinal. De 1500 a 1535, a principal atividade econômica do Brasil foi a extração de pau-brasil, obtida mediante troca com os índios: escambo. É importante destacarmos que essa atividade econô- mica manifesta uma territorialidade puntiforme, restrita a algumas áreas do atual território brasileiro. Assista ao documentá- rio O Tratado de Tor- desilhas – 1494 – A Divisão do Mundo. Disponível em: http://www.youtube.com/ watch?v=HvOZupSjiKY. No site do museu de topografia da UFRGS, você tem acesso à Minuta Original do Tratado de Tordesilhas. http://tinyurl.com/ht4b4rf 2 - Fixação Litorânea Quando as notícias sobre a existência de uma Serra de Prata chegaram a Portugal, Dom João III decidira investir o próprio dinheiro na conquista do Brasil, reservando a exploração da co- lônia exclusivamente à Coroa. Decide, então, implantar no Brasil o sistema de Capitanias Hereditárias. Sistema que havia dado bons resultados desde o século XV, nas possessões de Madeira e Açores. O capitão donatário desempenha o papel de agente político e administrativo da Coroa, para garantir a extração de pau-brasil, ouro e outras riquezas epara implantar uma agricul- tura de exportação, a qual seria a produção de cana-de-açúcar para exportação. No geral, o fracasso das capitanias deve-se à falta de recursos dos donatários, aos desentendimentos internos e aos ataques dos índios. Pernambuco foi destinado a se tornar o primeiro grande centro produtor de açúcar em razão da fertilidade do solo, muito favorável ao cultivo de cana, ao regime de chuvas abundantes e regulares e às temperaturas altas e uniformes. Todavia, as capitanias cumpriram o objetivo de dar mais firmeza à colonização e de impedir a perda da terra. Brasil M er id ia no d e To rd es ilh as R io S ão F ra nc is co Natal Pecuária Pau-brasil Cana-de-açúcar Entradas São Cristóvão São Paulo Cananéia OCEANO ATLÂNTICO Brasil – Século XVI Alguns fatores foram importantes para a consolidação dessa fixação no litoral, como a implantação do Governo Geral. Um dos impulsos que geraram esse importante passo na gestão da colônia seria a potencial descoberta de grandes províncias minerais. Outro aspecto importante a ser analisado seria a urbanização, a qual se expandiu a partir da porção litorânea do território brasileiro em função do fluxo comercial gerado pela cultura da cana-de-açúcar. O século XVI foi marcado por uma urbanização lenta e incipiente, cujo resultado foram vilas dispersas e distribuídas pelo extenso litoral, fator que favorecia as invasões por outras nações, exigindo da coroa uma reestruturação administrativa, com o objetivo básico de recuperar o controle econômico, do território e da população, mediante a fundação de assentamentos urbanos planejados e a regularização dos assentamentos espontâneos. O crescimento das exportações de açúcar provocou o desloca- mento da pecuária para o sertão nordestino, cujas boiadas vinham de muito longe para suprir as necessidades dos engenhos. Inú- meras famílias foram trabalhar como parceiros ou agregados nas sedes das fazendas de gado, que acabaram originando as primeiras vilas e cidades dessa região. Além de estimular o povoamento do sertão, a pecuária foi responsável pela difusão da agricultura de subsistência e pelo cultivo do algodão e do fumo. Mas este último foi cultivado, principalmente, no Recôncavo Baiano, servindo como moeda para a compra de escravos vindos do continente africano. 3 - Expansão Territorial em Direção ao Interior De acordo com Celso Furtado*, a criação de gado surgiu como atividade complementar à produção de açúcar. Mas, apesar de sua posição secundária e acessória, desempenhou um grande papel no desbravamento, na conquista e no povoamento do interior brasileiro. Tal atividade (a pecuária), subsidiária da cana de açúcar, foi responsável pelo desbravamento e pela ocupação de extensão territorial maior do que a representada pela atividade mineradora. O povoamento provocado pela pecuária foi contínuo, embora ralo. A população vivia dispersa em imensas fazendas. 29 Fo rm aç ão T er rit or ia l B ra si le ira Só como exceção, a zona pastoril propiciou o surgimento de alguns núcleos urbanos oriundos dos pousos e das feiras. Em fins do século XVII o sertão do Nordeste, da Bahia ao Maranhão, estava desbravado e ocupado pelas fazendas de gado. A po- pulação era pequena, mas distribuída de modo mais ou menos contínuo, concentrando-se ao longo dos rios. *Celso Furtado – Economista Brasileiro de Grande Destaque no Século XX. Autor de “Formação Econômica do Brasil”. O século XVII foi, sobretudo, a época de grande expansão territorial em direção ao interior e ao litoral norte, com a conquista de toda a região que vai do Rio Grande do Norte até o Amapá. O período da União Ibérica marcou uma mudança na orientação da política de colonização do Brasil, até então baseada, princi- palmente, na ocupação da costa do pau-brasil. A União Ibérica abriu a ocupação das bacias do Amazonas e do Prata, houve um relaxamento dos limites. De acordo com Antônio Carlos Robert de Moraes, apesar da manutenção das fronteiras e da admi- nistração permanecer dividida, nessa fase a porosidade entre os dois conjuntos coloniais acentuou-se. Ao longo de apenas sessenta anos, ocorre não só a conquista do litoral Nordeste e Norte bem como a interiorização pelo Amazonas. Vale lembrar que a importância estratégica e econômica da foz do Amazonas era consensual nas cortes europeias e entre os colonizadores, pois essa foz dava acesso a uma grande bacia fluvial que permitia chegar ao Peru e a suas minas. A conquista do Ceará veio a seguir: nos primeiros anos do século XVII, Martim Soares Moreno, auxiliado pelo chefe potiguar Jacaúna, conquista e transforma o Ceará em capitania real. A ocupação do Ceará era dificultada pela hostilidade dos indíge- nas e pelo meio ambiente seco e tropical. Sobre essa rudeza climática, o historiador Sérgio Buarque de Holanda comentou que os (...) “caminhantes eram castigados pelo sol abrasador e pela sede constante que a água amargosa das cacimbas mal aplacava.”. A expansão da colonização não se deteve na conquista do Ceará. Prosseguindo pelos territórios mais ao norte, alcançou a área do Maranhão, ponto estratégico devido à proximidade com a foz do Rio Amazonas - porta atlântica de acesso às minas peruanas. Cacimbas Poço de água com sabor desagradável, encontrado em leitos secos de rios. São Luis Fortaleza Natal João Pessoa Olinda Recife Salvador Porto Seguro Vitória Rio de Janeiro São Vicente Po rto Fel iz São Pau lo Santos Sorocaba Curitiba Laguna Cuiabá Belém Gurupi Cametá M er id ia no d e To rd es ílh as OCEANO ATLÂNTICO Cana-de-açúcar Pecuária Drogas do Sertão Mineração Área de Ocorrência de Pau-brasil Brasil – Século XVII O papel do indígena na ocupação do Vale do Amazonas era de extrema importância. Não se dava um passo sem ele, pois ele conhecia o território. Os nativos eram os guias pela floresta ou pelos rios. Canoeiros, conduziam as embarcações nas longas expedições fortemente escoltadas, por milhares de quilômetros, pelos emaranhados cursos d’água. Eram também caçadores, identificando a variada fauna, e coletores das “drogas do ser- tão”, pois conheciam como ninguém a flora local. Pelos cursos d’água – “estradas líquidas”, segundo o historiador Caio Prado Júnior – vias de comunicação natural, iam sendo coletadas especiarias diversas, aproveitadas e utilizadas no comércio: plantas alimentícias e aromáticas como cravo, canela, castanha, salsaparrilha, cacau etc. Aos olhos dos colonizadores, o vale amazônico apresentava-se com possibilidades incalculáveis, dando a impressão de que seus produtos podiam substituir as especiarias das colônias perdidas no Oriente. Dentro do vasto território que compreendia o Estado do Mara- nhão, além do Vale Amazônico, onde predominava a atividade extrativa, existia a capitania do Maranhão, potencialmente agrí- cola, sobrevivendo já há algum tempo da lavoura de subsistência, de algum açúcar e de gado. Ainda no decorrer do século XVII, iniciou-se ali a produção do tabaco e do algodão. No final do século XVII e no decorrer do século XVIII, a pecuária ocupou, também, as campinas do sul, desempenhando papel im- portante na incorporação da região conhecida como o Continente do Rio Grande. Apesar de ter sido uma atividade secundária, a criação de gado foi importante no sentido de promover: • A expansão do território e a consequente ocupação de duas grandes áreas – caatingas do nordeste e campinas do sul; • O povoamento, ainda que disperso; • A ligação entre as capitanias do Sul e do Norte; • O desenvolvimento do mercado interno. O único artigo de consumo de importância que podia ser suprido internamente era a carne. A região onde se desenvolve a pecuária nordestina era ingrata, pois: • Tinha baixo regime pluviométrico e precipitações irregulares; • Com exceção de raríssimos rios, todos os cursos d’água eram intermitentes; • A vegetação era composta de pobre cobertura vegetal; • Havia a presença da Chapada Diamantina.Daí o baixo nível econômico e o índice de produtividade; a quali- dade dos produtos oferecidos era ínfima, a carne era de pouco valor. Já a região do vale do rio São Francisco ofereceu as melho- res condições naturais para a expansão pastoril. A existência de depósitos de sal foi um fator determinante para a fixação do gado na região. A criação estabeleceu-se ali de tal modo que o São Francisco passou a ser conhecido como o “rio dos currais”. Outra vertente do povoamento teria sido a ramificação sulina. Os contatos entre os moradores da capitania de São Vicente e Buenos Aires intensificaram-se durante a União Ibérica com a instalação de portugueses em Buenos Aires e de Espanhóis em São Paulo. As notícias sobre a existência de minas de prata na região platina levaram colonos portugueses a se deslocarem para o sul. Desse deslocamento, surgiram povoados ao sul de Cananeia, que até então era o ponto extremo da colonização portuguesa no sul, como Paranaguá e Curitiba. Foram os jesuítas com suas missões que primeiro se fixaram em diferentes locais da região, às margens do rio Uruguai. 30 G eo gr afi a Conquista do Extremo Sul No sul do continente americano, o gado foi introduzido pelos jesuítas espanhóis em suas missões religiosas às margens do rio Uruguai. Com os ataques realizados pelos bandeirantes paulis- tas apresadores de indígenas, as missões foram destruídas e o gado ficou solto pelos pampas, os campos do “Continente”. Esse rebanho reproduziu-se rapidamente, passando a viver em estado selvagem. Inicialmente os portugueses não demonstraram interes- se pelo gado do sul, pois, na época, a mercadoria buscada era o índio aldeado. Com a fundação da Colônia do Sacramento, onde se localizou importante indústria de couro e, posteriormente, com o surgimento das áreas mineradoras das Gerais, no séc. XVIII, perceberam o valor econômico que a pecuária representava. O abastecimento dos núcleos urbanos (a necessidade de carne e couro para abastecer a região mineradora) incentivou o desloca- mento para os campos do sul. Ao contrário do sertão nordestino, o sul apresentava condições muito favoráveis à criação: relevo plano, pastagens de boa qualidade, clima ameno e um grande número de rios e riachos. Nas estâncias, o rebanho vivia solto e sem grandes cuidados. Inicialmente a principal atividade era a produção de couro, exportado em grande escala. Frequentemente, abatia-se o animal apenas para tirar-lhe a pele. Como no sertão nordestino, também para o gaúcho, o couro foi muito importante, a ponto de o historiador Capistrano de Abreu afirmar que no sul também houve uma “época do couro”. Com o surgimento da indústria do charque, modificou-se esse quadro. As charqueadas permitiram o aproveitamento da carne até então sem valor de mercado. A primeira charqueada foi realizada em 1780, pelo cearense José Pinto Martins, nas margens do rio Pelotas. As instalações eram simples, consti- tuídas de um galpão onde se preparava e salgava a carne e dos secadores ao ar livre. As charqueadas representaram uma verdadeira revolução no panorama pastoril do Rio Grande do Sul, integrando a região ao abastecimento das populações co- loniais, principalmente da região mineradora. No final do século XVIII, a indústria do charque conheceu rápido desenvolvimento. Nesse período, as diversas regiões da Colônia estavam ligadas entre si pelos “caminhos do gado”. Avançando por quase toda a extensão do território, o gado abriu caminhos que formaram as bases de muitas ferrovias e rodovias. Criou-se um mercado interno que promoveu intenso comércio e fez com que a maior parte dos lucros gerados ficasse na Colônia. A fim de lançar luz sobre a divisão territorial brasileira, tanto em relação às divisas internas quanto em relação às suas fronteiras, faz-se importante trabalharmos as bases de formação de tais limites. Os limites de um Estado consistem, pois, na linha de separação, definindo de maneira ostensiva e material o espaço submetido à soberania de cada Estado, indicando uma clara relação de territorialidade. Costumam ser divididos em “naturais” e “artificiais”. Os primeiros são aqueles marcados por acidentes geográficos, como cadeias de montanhas, rios, mar, etc. Já os “artificiais” são os determinados arbitrariamente, sem que siga uma linha indicada por acidentes físicos, mas sim marcada por sinais convencionais, como postes, marcos, etc. São chamados “intelectuais” ou “matemáticos” quando determinados por simples linhas ideais, como as das latitudes e longitudes. Em relação à formação do país em questão, percebe-se uma gritante diferença com o arranjo territorial africano, cujos traçados foram arquite- tados artificialmente com punhos e aspirações imperialistas. Em relação aos limites naturais, é comum que sejam estabe- lecidos a partir de formações montanhosas, sendo um exemplo a demarcação entre Argentina e Chile, países esses que, a partir de sequenciadas divergências históricas, convencionaram um dos interflúvios andinos como fronteira. Caso uma divisão territorial ocorra com lagos e mares interiores, ela tem por re- ferência a linha mediana da lagoa, equidistante das margens, como a Lagoa Mirim, atual fronteira entre Brasil e Uruguai. E, por fim, existem os traçados por rios, os quais podem ser delimitados a partir da linha de talvegue, dividindo o controle das águas entre os dois estados. Tais demarcações guardam correspondência com o prin- cípio do uti possidetis ita possideatis (assim como possuís continuareis a possuir), do Direito romano, o qual desempe- nhou importante papel na fixação dos limites na América do Sul. Segundo esse princípio, o território pertenceria a quem o ocupasse, em respeito ao status quo. Como visto, as regiões brasileiras foram marcadas por diferentes atividades no período colonial. Baseado nisso: 1) Faça uma relação entre as atividades desenvolvidas e as característi- cas culturais de cada região durante o processo de formação do Brasil. 2) Apresente as semelhanças e diferenças de cada região em virtude da economia implantada. 3) Cite os principais reflexos nas regiões brasileiras nos dias atuais em virtude dos processos apresentados nos itens anteriores. 4 - Descoberta do Ouro e dos Diamantes Vilas e cidades foram criadas no oeste do Brasil, a exemplo de Vila Bela da Santíssima Trindade, de Cuiabá e de Goiás Velho, tendo na mineração o elemento econômico novo do processo de urbanização, o que contribuiu também para mudanças na concepção do papel das cidades no incremento da economia. Surgiram novas atividades de comércio e, portanto, novo caráter urbano foi conferido à cidade, que se tornou fomentadora da produção agrícola. Isto é, a cidade adquiriu caráter mais comercial, o que também significou o surgimento de novos segmentos sociais urbanos, como os comerciantes de pedras preciosas, os ourives, os ferreiros, etc. Outro aspecto importante é a perda de importância da zona litorânea urbana para o interior. Percebe-se, nesse momento, a diversificação da cidade enquanto espaço de gestão da divisão do trabalho, o qual vai se dando pela sua diversificação funcional em função político-administrativa. 31 Fo rm aç ão T er rit or ia l B ra si le ira Falar da cidade e de sua importância na ocupação e na consolidação territorial do Brasil remete-nos ao estudo empreendido por Pierre Monbeig sobre São Paulo, cuja historicidade levantada contempla aspectos desde a localização geográfica, como distância do litoral (sendo o que chama inicialmente de “boca do sertão”, a altitude e o clima, a situação do sítio) até a importância político-econômica que essa cidade alcança no período do século XIX para a industrialização da economia agrária do café, desen- cadeando, a partir disso, outros processos no âmbito da financeirização. Situada mais ou menos a 750 metros acima do nível do mar, a vila de São Paulo era o ponto mais avançado para o interior, a “porta de entrada” para o sertão, onde os bandeirantesiam curar sua pobreza buscando índios, pedras e metais preciosos. Três fatores históricos teriam influenciado diretamente essa mudança de direção na ocupação territorial do país, a queda dos preços dos indígenas, a crise do eixo econômico açucareiro, e o esgotamento dos minerais metálicos na América Espanhola (gerando escassez desses recursos na Europa). Queda dos Preços Indígenas Depois que a Espanha decidiu armar as reduções, escravizar índios tornou-se uma empresa bem mais difícil, e menos lucrativa, pois, com a retoma- da de Angola pela Coroa portuguesa, em 1648, o tráfico de escravos africanos voltou a ser controlado por comerciantes luso-brasileiros, o que provocou a queda nos preços dos indígenas aprisionados. Crise do Eixo Econômico Açucareiro A economia do açúcar brasileiro entrou em crise quando os holandeses, expulsos do Nordeste, começaram a controlar o comércio do produto proveniente das Antilhas. Esgotamento dos Minerais Metálicos A escassez de metais preciosos agravara-se na Europa com o esgotamento das reservas da América espanhola, o que tornou urgente a ne- cessidade de encontrar novas jazidas. Em busca de saída para os seus apertos financeiros, a Co- roa portuguesa, após a Restauração, passou a mandar cartas régias aos paulistas, prometendo prêmios e honrarias a quem descobrisse minas. Nesse contexto, é importante destacar o desbra- vamento do que viria a ser o atual território de Minas Gerais. Sua formação territorial está atrelada a dois eixos fundamentais, o eixo boreal e o austral. Da Bahia, várias entradas se embrenharam pela região do rio São Francisco, chegando à chapada Diamantina e à região de Minas Novas. Na outra ramificação, uma bandeira de prospecção deixou a vila de Piratininga, sendo considerada por muitos historiadores como a mais importante bandeira dessa fase - a de Fernão Dias Paes, que abriu caminho até a região das Minas Gerais; este, por sua vez, um famoso apresador de ín- dios que partiu de São Paulo à procura de prata e esmeraldas. Conhecido, posteriormente, como “O Caçador de Esmeraldas”, percorreu durante sete anos os sertões do atual Estado de Minas Gerais, das cabeceiras do Rio das Velhas até a zona de Serro Frio. Fernão Dias morreu acreditando ter descoberto esmeraldas, quando, na verdade, só descobrira turmalinas, agrupamento de minerais que podem assumir a cor verde, sem grande valor econômico. No entanto, sua bandeira foi importantíssima porque desbravou o território de Minas Gerais, onde, pouco mais tarde, no final do século XVII, seria descoberto ouro. Novos interesses e atenções passaram a ser dispensados à Colônia americana. Com o ânimo voltado para o ouro, uma multidão lançava- -se à procura de ribeirões auríferos nos sertões. A potencialização dos fenômenos migratórios em direção às porções interioranas do território pode ser identificada nos primeiros anos do século XVIII, momento no qual o padre jesuíta Antonil, informado sobre os acontecimentos naqueles sertões longínquos, observou: “a cada ano vêm nas frotas quantidades de portugueses e de estrangeiros para as minas. Das cidades, vilas, recôncavos e sertões do Brasil chegam brancos, pardos e pretos, e muitos índios, de que os paulistas se servem.”. O rápido e caótico povoamento do território das Minas logo provocou problemas. Desordem e insegurança associadas serviram de pano de fundo para a chamada Guerra dos Emboabas. Porém, essa guerra teria uma clara resultante espacial, a ocupação do Centro-Oeste, a qual foi realizada pelos paulistas, valendo-se das vias fluviais como forma de des- bravamento desse território. Impossibilitados de explorar o ouro de Minas Gerais, passaram a buscar novas zonas de mineração, descobrindo-as nos atuais Estados de Mato Grosso e Goiás. A descoberta de ouro na região marcou o início das monções, expedições fluviais regulares que faziam a comunicação entre São Paulo e Cuiabá. Na Colônia, as expedi- ções que utilizavam as vias fluviais foram chamadas de monções por se submeterem ao regime dos rios, partindo sempre na época das cheias (março e abril), quando os rios eram facilmente navegáveis, tornando a viagem menos difícil e arriscada. As monções partiam das atuais cidades do interior paulista como Itu, às margens do rio Tietê, levando em média cinco meses até alcançar as minas de Cuiabá. São Luis Fortaleza Natal João Pessoa Olinda Recife Salvador Porto Seguro Vitória Rio de Janeiro São Vicente Po rto Fel iz São Pau lo Santos Sorocaba Curitiba Laguna Cuiabá Belém Gurupi Cametá M er id ia no d e T or de sí lh as OCEANO ATLÂNTICO Cana-de-açúcar Pecuária Drogas do Sertão Mineração Área de Ocorrência de Pau-brasil Brasil no Século XVII 32 G eo gr afi a Reflexões Sobre a Descoberta do Ouro Celso Furtado: argumenta que o declínio econômico da colônia brasileira e da Metrópole portuguesa fez com que esta reconhecesse como única solução para a superação do declínio a descoberta de ouro. Colônia e Metrópole em estado de prostração e pobreza. Jorge Caldeira: Paulistas já mineravam ouro desde o século XVI, nas minas do Jaraguá. Eles exploraram o minério durante todo o século XVII, em Cananéia. Por que essa espécie de silêncio sobre o ouro? Resposta: de acordo com a legislação anterior a 1694, os metais nobres existentes na Colônia eram de propriedade do rei, o que impedia o progresso das descobertas. A partir de 1694, a lei muda: o descobridor ganhou o direito de propriedade, desde que pagasse impostos ao rei. Resposta provável: a descoberta de ouro é muito mais o resultado de uma experiência acumulada de conhecimento e reconhecimento do território ao longo do tempo, pois os brasileiros não abandonaram a ideia de buscar o ouro, que ganha evidência quando a Coroa altera o regime de propriedade dele. Além do ouro, também se explorou, na mesma época, os dia- mantes. O Brasil foi o primeiro grande produtor dessa pedra, que antes provinha apenas, e em pequenas quantidades, da Índia: somente no último quartel do século XIX foram descobertas as jazidas da África do Sul. O Brasil teve, assim, no século, XVIII, o monopólio da produção. Os primeiros achados, devidos aos mineradores de ouro (pois os diamantes ocorrem no Brasil em terrenos auríferos), datam de 1728, no que ficou conhecido como Arraial do Tejuco, hoje Diamantina. A partir de 1729, no arraial do Tejuco, iniciava-se a extração de diamantes. Desde o início, a coroa colocou a mineração do diamante sobre o seu controle, criando o Distrito Diamantino, e estabeleceu a livre extração desde que se pagasse o quinto. A decadência da mineração de diamantes é mais ou menos paralela à do ouro e apresenta causas semelhantes. Veio a agravá-la um fator: a depreciação das pedras, devido ao seu grande afluxo no mercado europeu. Ao mesmo tempo, uma administração ineficiente foi incapaz de racionalizar a produção e reduzir o custo de extração. Daí, a exploração de diamantes deixou de contar como atividade econômica de alguma expres- são desde fins do século XVIII. Além das transformações significativas na vida política e administrativa da Colônia, marcadas por forte presença e con- trole do poder real, esse segundo grande deslocamento para o interior, ensejado pela descoberta do ouro e dos diamantes, ao contrário do primeiro com a pecuária, que resultou em escasso povoamento, caracterizou-se pelo adensamento populacional. A ocupação, além de rural, com agricultura e pecuária de subsis- tência, foi, sobretudo urbana, concentrando-se a população em vilas próximas às regiões auríferas, que surgiam rapidamente. O Brasil, no fim do século XVI, tinha cerca de 100 mil habitan- tes; por volta de 1700, tinha cerca de 350 mil habitantes, consi- derando brancos, mestiços e índios (exclusive os indígenas do sertão) e escravos africanos; e em 1819, a população brasileira era de 3 596 132 (livres – 2 488 743 e escravos – 1 107 389): a população torna-se 10 vezes maior em relação ao século XVII.Vale dizer que tais números não são muito confiáveis, porque as contagens realizadas pela Coroa excluíam os menores de sete anos, os índios e algumas vezes os escravos. Desde o início do século XVIII, a expansão geográfica da Colô- nia nada mais tinha que ver com a incerta linha de Tordesilhas. A expansão das bandeiras paulistas, para oeste, e dos criadores de gado, para sudoeste, ampliaram de fato as fronteiras do país. O avanço minerador, a partir do século XVIII, deu mais um empurrão, de modo que a fisionomia territorial do Brasil já se aproximava muito da atual. O reconhecimento do direito às novas fronteiras foi questão “re- solvida” entre Portugal e Espanha, com base no princípio de posse para quem fosse ocupante efetivo de uma área, estabelecido por meio do Tratado de Madri (1750), de um novo acordo que anulou o de Madri em 1761, Tratado de El Pardo, e do Tratado de Santo Ildefonso (1777). Vale ressaltar que, apesar desse crescimento po- pulacional, vastas regiões do país encontravam-se inexploradas ou ocupadas por índios que não tinham contato com os colonizadores. 5 - Preocupação com a Unidade Territorial Brasileira Para superar a estagnação econômica, o Brasil deveria reinte- grar-se nas linhas de expansão do comércio internacional, a partir de investimentos em uma nova ramificação de produtos para exportação. No entanto, enfrentou dois problemas fundamentais, não se formavam capitais internos bastantes que pudessem ser canalizados para novas atividades, e não era possível contar com o influxo de capital estrangeiro numa economia estagnada. Outro problema seria a remota possibilidade de recuperação da exportação dos produtos tradicionais, pois havia tendência declinante do preço desses produtos. • Açúcar - sofre concorrência do açúcar de beterraba que se desenvolvera no continente europeu, nas primeiras décadas do século XIX. Nesse período, o mercado inglês foi abastecido pelas Antilhas, e os EUA, por Cuba; • Algodão - segundo produto das exportações brasileiras do começo do século XIX, sofre concorrência da produção americana, que desfruta de fretes mais baixos; • Couros - sofre a concorrência da produção do Rio da Prata; • Fumo - perde o mercado africano, com a eliminação do tráfico de escravos; • Cacau - constituía tão somente uma esperança. A solução seria encontrar produtos de exportação cuja produ- ção exigisse como fator básico a terra, uma vez que esta era o único fator de produção abundante no país, o capital era escasso e a mão de obra constituída por um estoque de pouco mais de 2 milhões de escravos. Pela metade do século XIX, definir-se-ia um produto cujas características de produção adaptavam-se a esses condicionantes: o café. Na província do Rio de Janeiro, o café encontrou boas condições para se desenvolver. Da cidade do Rio de Janeiro, ele subiu a serra e alcançou o vale do rio Paraíba. Todavia, as terras não eram tão disponíveis. Muitas vezes, a formação dos grandes cafezais no meio rural fluminense foi precedida de uma grande luta pela posse da terra. A região, conta Ilmar Mattos, “(...) era área de ‘fronteira aberta’, isto é, de estrutura fundiária ainda não definida, até mesmo em ter- mos jurídicos”. Os conflitos pela posse e pela definição dos limites das propriedades rurais eram, muitas vezes, resolvidos pela força. Conquistada a propriedade pelas armas, tratava-se de legalizá-la. Mas não bastava apenas “conquistar a propriedade”. Era neces- sário preparar a terra, promover o plantio, adquirir equipamentos e mão de obra escrava e comercializar a safra. Tudo isso requeria capitais. Grande parte desses capitais veio ou da transferência de 33 Fo rm aç ão T er rit or ia l B ra si le ira recursos de outras culturas, como a do açúcar, ou das atividades comerciais impulsionadas com a chegada da família real ao Brasil. D. João VI, por sinal, foi um dos incentivadores da lavoura cafe- eira, promovendo, em 1817, uma distribuição de sementes entre os grandes proprietários de terras. Com o tempo, no entanto, a lavoura cafeeira passou a ser mantida com as próprias rendas e, a partir de 1850, os capitais liberados pela extinção do tráfico de escravos tornaram-se fontes de investimento. Durante o século XVIII, o cultivo do café limitou-se às províncias do norte, onde os solos não eram os mais adequados – eram peque- nas as plantações. Em sua trajetória pelo Brasil o café passou pelo Maranhão, atingiu a Bahia, em 1770, e chegou ao Rio de Janeiro, em 1773. Em pouco tempo, o vale do rio Paraíba tornou-se a grande região produtora da lavoura cafeeira no Brasil. Essa região, com clima excelente e terras disponíveis para o cultivo, tornou possível o surgimento de uma área centralizadora de culturas e população. Na primeira metade do século XIX, não se plantava café apenas na província do Rio de Janeiro. Os cafezais seguiram o curso do rio Paraíba e alcançaram as terras paulistas. Em 1836, a província de São Paulo produzia cerca de 25% do café brasileiro. O café também avançou por terras mineiras, no sul e na Zona da Mata, que se transformaram em uma extensão do vale fluminense – a produção cafeeira mineira era pequena se comparada à produção fluminense. O predomínio da província do Rio de Janeiro permaneceria ainda por algum tempo. Os cafezais fluminenses chegaram a ser responsáveis por mais de 3/4 de todo o café que o Brasil exportava. Entretanto, a cultura do café, em áreas com declive acentuado e, devido ao total descuido quanto à preservação do solo, gerou uma erosão intensa. Por esse motivo, as terras foram se esgo- tando e a cultura cafeeira avançou, por volta de 1840, para um outro local, o oeste da província de São Paulo – de Campinas a Rio Claro, São Carlos, Araraquara, Catanduva e de Campinas a Pirassununga, Casa Branca e Ribeirão Preto. O êxito da economia cafeeira do Oeste Paulista dependia de um porto viável de exportação – o porto do Rio que escoava a produção do Vale do Paraíba, que ficava longe. A dificuldade maior consistia em atravessar a escarpa da Serra do Mar e chegar ao litoral. Dificuldade que foi vencida com a construção da estrada de ferro de Santos a Jundiaí, que começou a funcionar em 1868. Com o crescimento do café, no Oeste Paulista, como ficou a produção no Vale do Paraíba? O Vale do Paraíba continuou produzindo até o final do século XIX, quando a produção começou a declinar. Razões: • Forma de plantio que contribuía com os processos de erosão do solo; • Ausência de grandes extensões de terra; • Os produtores do Vale não conseguiram introduzir na produção a mão de obra livre. Fato é que o café torna-se a base da economia a partir do segundo reinado. Vejamos a partir da leitura das tabelas a seguir: Brasil – Exportação de Mercadorias (% do valor dos oito produtos principais sobre o valor total da exportação) Decênio Total Café Açúcar Cacau Erva-mate Fumo Algodão Borracha Couros e Peles 1821 - 1830 85,8 18,4 30,1 0,5 – 2,5 20,6 0,1 13,6 1831 - 1840 89,8 43,8 24,0 0,6 0,5 1,9 10,8 0,3 7,9 1841 - 1850 88,2 41,4 26,7 1,0 0,9 1,8 7,5 0,4 8,5 1851 - 1860 90,9 48,8 21,2 1,0 1,6 2,6 6,2 2,3 7,2 1861 - 1870 90,3 45,5 12,3 0,9 1,2 3,0 18,3 3,1 6,0 1871 - 1880 95,1 56,6 11,8 1,2 1,5 3,4 9,5 5,5 5,6 1881 - 1890 92,3 61,5 9,9 1,6 1,2 2,7 4,2 8,0 3,2 1891 - 1900 95,6 64,5 6,6 1,5 1,3 2,2 2,7 15,0 2,4 Comércio Exterior do Brasil, n° 1, C, E, e n° 12-A, do Serviço de Estatística Econômica e Financeira do Ministério da Fazenda, em Hélio Schlitter Sil- va, “Tendências e Características Gerais do Comércio Exterior no Século XIX”, Revista de História da Economia Brasileira, ano 1, jun, 1953, p, 8. Brasil, Principais Produtos da Exportação, 1889 - 1945 (em Percentagens) Períodos Café Áçucar Cacau Mate Fumo Algodão Borracha Couros e pele Outros 1889 - 1897 67,6 6,5 1,5 1,1 1,2 2,9 11,8 2,4 4,8 1898 - 1910 52,7 1,9 2,7 2,7 2,8 2,1 25,7 4,2 5,2 1911 - 1913 61,7 0,3 2,3 3,1 1,9 2,1 20,0 4,2 4,4 1914 - 1918 47,4 3,9 4,2 3,4 2,8 1,4 12,0 7,517,4 1919 - 1923 58,8 4,7 3,3 2,4 2,6 3,4 3,0 5,3 16,5 1924 - 1929 72,5 0,4 3,3 2,9 2,0 1,9 2,8 4,5 9,7 1930 - 1933 69,1 0,6 3,5 3,0 1,8 1,4 0,8 4,3 15,5 1934 - 1939 47,8 0,5 4,3 1,4 1,6 17,6 1,1 4,4 21,3 1910 - 1945 32,5 0,6 3,2 0,9 1,2 9,1 2,4 3,6 46,5 Annibal Villanova Vilela e Wilson Suzigan, Política do Governo e Crescimento da Economia Brasileira, 1889 - 1945, p. 70. 34 G eo gr afi a A situação do governo brasileiro na década de 1840 não era das mais confortáveis. A expansão cafeeira pelo vale do Paraíba desafogava um pouco a crise econômica, mas as pressões inglesas pelo fim do tráfico negreiro tenderam a crescer ao longo dos anos 40. Desde 1810, a Coroa inglesa insistia para que o então governo joanino tomasse algumas medidas que restringissem o tráfico internacional de escravos. Alguns acordos foram feitos, mas o tráfico para o Brasil continuou em franca expansão. Na década de 1840, a Coroa inglesa resolveu endurecer o jogo. Sem ouvir o governo brasileiro, adotou, em 1845, o Bill Aber- deen (resolução), que permitia à Marinha inglesa deter os navios negreiros para o Brasil (Bill Aberdeen, 8 de agosto de 1845). A situação política ficou delicada, pois existia a possibilidade de confronto militar com a Inglaterra. Além disso, a Inglaterra tinha enorme importância comercial para o Brasil. Tais fatores levaram o Brasil a ceder às pressões da Inglaterra, o que fez com que defendesse o fim da es- cravatura e, com isso, aprovasse a Lei Eusébio de Queirós (4 de setembro de 1850). Bill Aberdeen A Inglaterra vivia a Revolução Industrial, avançavam as relações de trabalho, mudavam as ideias liberais, anti- intervencionistas (por um viés econômico). Pregava-se a liberdade de produção e o livre comércio. O tráfico ia contra os princípios do livre comércio e do trabalho livre. O fim do tráfico não significava o colapso para a economia do Brasil império – a escravidão continuava firme com os escravos que ainda existiam (censo de 1872 registra 1,5 milhão de escravos), de acordo com Celso Furtado (1971). A demanda gerada pela produção cafeeira é suprida, na sua primeira fase (1º e 2° quartel do século XIX), pelo estoque de escravos subutilizado na região de antiga mineração. Já no 3º quartel do século XIX, os preços do café recuperaram-se, ao passo que os do açúcar permaneceram deprimidos, criando forte pressão para a transferência de mão de obra do NE para o SE. Assim, a questão da escassez da mão de obra para a produção cafeeira acentua-se a partir da 3º quartel do século XIX, quando os preços do café recuperaram-se plenamente. De acordo com o Estado, para impedir que o escravo, uma vez liberto, realizasse sua vocação natural à ociosidade, toda uma série de leis foi votada para garantir uma transição lenta e segura do trabalho escravo para o trabalho livre. 5.1 - Lei de Terras (1850) A Lei de Terras atendia à evidente necessidade de or- ganizar a situação dos registros de terras doadas desde o período colonial e de legalizar as ocupadas sem autorização (posse), para depois reconhecer as chamadas terras devolu- tas, pertencentes ao Estado. As terras ainda não ocupadas passavam a ser propriedade do Estado e só poderiam ser adquiridas através da compra nos leilões mediante paga- mento à vista, e quanto às terras já ocupadas, estas podiam ser regularizadas como propriedade privada. Enfim, a partir de 1850, com os primeiros sinais da abolição da escravidão, era necessário para os grandes proprietários rurais que constituíam a elite econômica agrária que a propriedade da terra fosse protegida do método da apropriação através da posse. Do contrário, quando os escravos fossem libertados e novos imigrantes chegassem, não haveriam empregados para os grandes proprietários, pois todos iriam à busca das terras do interior. 5.2 - Lei Áurea (1888) Precedida pela Lei do Ventre Livre (1871) e Lei dos Sexage- nários (1885), a Lei Áurea extingue oficialmente a escravatura. Esse panorama guarda grande correspondência com os fatores condicionantes que levaram à imigração internacional, temática já trabalhada nos volumes anteriores. A Morta que Fala A abolição da escravatura também foi se repetindo, ao longo de todo século XIX, nas novas pátrias latino- -americanas. A repetição era a prova da sua impotência. Em 1821, Simón Bolívar declarou a morte da escravidão. Trinta anos depois, a defunta continuava gozando de boa saúde, e novas leis de abolição foram decretadas na Colômbia e na Venezuela. Nos dias em que foi promulgada a Constituição de 1830, os jornais do Uruguai publicavam ofertas como estas: Vende-se muito barato um negro sapateiro Vende-se uma criada recém-parida, própria para ama. Vende-se uma negra jovem, de dezessete anos, sem vícios. Vende-se uma parda muito ladina para qualquer tra- balho de fazenda, e um tacho grande. Cinco anos antes, em 1825, havia sido promulgada a primeira lei uruguaia contra a venda de gente, que precisou ser repetida em 1842, 1846 e 1853. O Brasil foi o último país das Américas e o penúltimo do mundo. Lá, houve escravidão legal até o final do sé- culo XIX. Depois também houve, mas ilegal; e continua havendo. Em 1888, o governo mandou queimar toda a documentação existente sobre o assunto. Assim, o tra- balho escravo foi oficialmente apagado da história pátria. Morreu sem ter existido, e existe apesar de ter morrido. GALEANO, Eduardo. Espelhos: Uma História Qua- se Universal. Porto Alegre: LP&M, 2008. p. 176. 35 Fo rm aç ão T er rit or ia l B ra si le ira Leitura Complementar Territorialização e a Criação de Novos Estados no Brasil A divisão territorial interna do Brasil é uma discussão que sempre esteve em pauta nos debates acerca da geografia política brasileira. Prova disso são os inúmeros projetos de leis que circulam na câmara dos deputados e no senado nacional, para criar novos estados e municípios. O mais recente é o caso do plebiscito popular realizado no estado do Pará, pelo qual os cidadãos tiveram o poder de decidir sobre a criação dos estados de Tapajós e Carajás, dividindo o atual estado do Pará em três. A votação do plebiscito foi rea- lizada no dia 11 de dezembro de 2011, sendo a proposta negada pela maioria dos cidadãos do Estado. Vale lembrar que,só a população da cidade de Belém, capital do estado do Pará, que deixaria de representar o poder central de todo o território paraense, com o papel de capital, é maior do que a população total da unidade da federação proposta de Tapajós[1], deixando claro um desequilíbrio eleitoral em favor do voto contra a divisão do Estado. Nas capitais das unidades propostas para serem criadas, Santarém e Altamira, a aceitação para a criação dos novos estados chegou a 98%, já em Belém, capital do Pará, a negação chegou a 95%[2]. Muito embora a possibilidade de criação desses novos Estados tenha aparecido como uma coisa nova, Carajás e Tapajós já existiam como proposta de se constituírem como unidades políticas autônomas desde meados do século XIX. Ao contrário do que é comumente divulgado, as propostas que surgem para a compartimentação interna do país não são recentes. Esse fenômeno chamou a atenção na revisão da última carta constitucional no ano de 1988, quando inúmeros projetos foram apresentados, mas somente um foi aprovado, o estado de Tocantins. A transformação de certas áreas em esta- dos é um fenômeno recorrente na história do país[3]. Esse ensaio procura justamente demonstrar historicamente as propostas de divisão territorial brasileira, comparando-as com as propostas em exame pelo congresso Nacional. Dessa maneira pode ser possível constatar que certas áreas dentro do Brasil demandam sistematicamente pela sua emancipação, o que tornaria oportuno um debate mais aprofundado sobre o porquê dessa permanência histórica. Comparação das propostas históricas com as propostas atuais para a criação de novos Estados Diversos projetos de lei para redividir estados brasileiros estão em trâmite ou tiveram tramitaçãorecente na Câmara dos Deputados, em Brasília. As propostas de leis, se aprovadas, fariam com que o espaço brasileiro fosse dividido em 41 unidades políticas, sendo acrescentadas às já existentes as seguintes: Araguaia, Aripuanã, Gurgueia, Juruá, Madeira, Marajó, Maranhão do Sul, Mato grosso do Norte, Norte de Minas, Rio Negro, São Francisco, São Paulo do Leste, Solimões, Uirapuru e Xingu. Na figura 1, a seguir, é possível observar como seria a configuração da divisão territorial do Brasil. Propostas de Novas Unidades da Federação SP MG 0 50 100 250 0 250 km Rio Negro Solimões Juruá Madeira Xingu Carajás Uirapuru Tapajós Marajó Maranhão do Sul Gurguéia São Francisco Norte de Minas São Paulo do Leste Mato Grosso do Norte Aripuanã Araguaia OCEÂNO ATLÂNTICO Figura 1. Brasil: Propostas Recentes para Criação de Novos Estados[8]. Fonte: Stenner, 2005. Com exceção de São Paulo do Leste, nota-se que as novas Unidades Federativas formariam uma grande área contínua, abran- gendo desde o Norte de Minas Gerais, seguindo pela porção Oeste da Região Nordeste, incorporando a maior parte da Região Norte, e parte da região Centro-Oeste. Há uma concentração expressiva dessas novas unidades nas porções do território que têm sofrido expansão de atividades econômicas e produtivas nas últimas décadas. Fonte: Revista Electrónica de Geografía Y Ciencias Sociales. Universidad de Barcelona. ISSN: 1138-9788. Depósito Legal: B. 21.741-98 Vol. XVI, núm. 418 (10), 1 de noviembre de 2012. 36 G eo gr afi a EXERCÍCIOS Questões Propostas 1. (UNESP-2006) A formação do território brasileiro foi efe- tuada de acordo com os interesses internacionais e tem suas raízes na expansão mercantil colonial européia. Leia atentamente as afirmações seguintes. I. O pau-brasil, abundante na costa brasileira, foi alvo do saque aos recursos naturais e da ocupação do espaço brasileiro pelos europeus. II. A ocupação do litoral brasileiro foi feita para atender à demanda de produtos tropicais pelo mercado europeu. III. A partir de 1530, com o início do processo de coloni- zação, foram introduzidas enormes plantations de café e algodão, que caracterizaram de forma marcante o modo de apropriação de nossos recursos naturais e a formação territorial brasileira. IV. A partir do século XVII, desenvolveu-se o chamado ciclo do ouro, desencadeado pelos desbravadores do sertão, com o objetivo não só de procurar minérios e pedras preciosas, mas também de ocupar o território brasileiro. V. Apesar dos interesses europeus pelos recursos na- turais brasileiros, a política de formação do território regeu-se por uma preocupação com a defesa dos interesses e das aspirações dos povos indígenas. Estão CORRETAS as afirmativas: A) I, II e IV. B) I, II e III. C) I, IV e V. D) III, IV e V. 2. Observe o mapa a seguir. CORRÊA, Roberto Lobato. A organização regional do espaço bra- sileiro. In: Geosul, ano IV, n. 8, 2º. sem. 1992. (Adaptado) Nas últimas décadas, difundiu-se a regionalização do Bra- sil em três grandes regiões geoeconômicas, ou complexos regionais, conforme ilustra o mapa acima. Sobre essa pro- posta de regionalização e suas principais características, assinale a alternativa CORRETA. A) A regionalização do Brasil em Complexos Regionais baseia-se em critérios restritos aos aspectos econô- micos que compõem cada região. B) Os limites das regiões não coincidem com os dos estados, já que a homogeneidade das características socioeconômicas, demográficas e naturais podem extrapolar as fronteiras estaduais. C) A Amazônia compreende toda a extensão da floresta Amazônica localizada no território brasileiro. Constitui- -se como uma região pouco populosa, cuja economia baseia-se no extrativismo mineral. D) O Nordeste, onde se iniciou o processo de povoa- mento do Brasil, constitui-se em uma região muito homogênea, dadas as suas características naturais e socioeconômicas. 3. (UFPB-2011) O espaço geográfico ibero-americano foi constituído a partir do processo de colonização implantado no Novo Mundo por Espanha e Portugal, entre os séculos XV e XVI. Esse espaço foi, inicialmente, regulamentado por uma Bula Papal, que instituiu o Tratado de Tordesilhas, conforme o mapa a seguir. No caso específico do Brasil, o curso da história provocou nova organização desse espaço, resultando uma dimensão territorial diferente da delimitação proposta originalmente. Com base no exposto, no mapa e na literatura sobre o tema, é CORRETO afirmar A) O território brasileiro mais do que dobrou o seu tama- nho original ao longo de sua história. Esse ganho de terras, antes pertencentes à Espanha, deu-se a oeste da linha demarcatória do Tratado de Tordesilhas. B) As terras situadas a leste da linha demarcatória do Tratado de Tordesilhas, pertencentes à Coroa es- panhola, foram incorporadas legalmente ao território colonial lusitano no período da fusão dessas Coroas, sob a hegemonia da primeira. 37 Fo rm aç ão T er rit or ia l B ra si le ira C) A conquista das terras espanholas por Portugal, loca- lizadas na parte oriental da linha do Tratado de Torde- silhas, foi oficializada pelo Tratado de Madri em 1750. D) A divisão das terras coloniais, definida pelo Tratado de Tordesilhas, nunca foi respeitada, tendo em vista ter como marco divisor uma linha imaginaria. E) As terras espanholas, localizadas a leste da linha do Tratado de Tordesilhas, foram conquistadas pelos bandeirantes, a serviço de Portugal, multiplicando o domínio colonial lusitano. 4. (VUNESP) A partir de 1750, com os Tratados de Limi- tes, fixou-se a área territorial brasileira, com pequenas diferenças em relação a configuração atual. A expansão geográfica havia rompido os limites impostos pelo Tratado de Tordesilhas. No período colonial, os fatores que mais contribuíram para a referida expansão foram A) criação de gado no vale do São Francisco e desenvol- vimento de uma sólida rede urbana. B) apresamento do indígena e constante procura de riquezas minerais. C) cultivo de cana-de-açúcar e expansão da pecuária no Nordeste. D) ação dos donatários das capitanias hereditárias e Guerra dos Emboabas. E) incremento da cultura do algodão e penetração dos jesuítas no Maranhão. 5. (FUVEST) Entre 1750, quando assinaram o Tratado de Madrid, e 1777, quando assinaram o Tratado de Santo Ildefonso, Portugal e Espanha discutiram os limites entre suas colônias americanas. Neste contexto, ganhou impor- tância, na política portuguesa, a ideia da necessidade de A) defender a colônia com forças locais, daí a organização dos corpos militares do centro-sul e a abolição das diferenças entre índios e brancos. B) fortificar o litoral para evitar ataques espanhóis e isolar o marquês de Pombal por sua política nitidamente pró-bourbônica. C) transferir a capital da Bahia para o Rio de Janeiro, para onde fluía a maior parte da produção açucareira, ameaçada pela pirataria. D) afastar os jesuítas da colônia por serem quase todos espanhóis e, nesta qualidade, defenderem os interes- ses da Espanha. E) aliar-se política e economicamente à França para enfrentar os vizinhos espanhóis, impondo-lhes suas concepções geopolíticas na América. 6. (CESGRANRIO) A formação do território brasileiro no perí- odo colonial resultou de vários movimentos expansionistas e foi consolidada por tratados no século XVIII. Assinale a opção que relaciona corretamente os movimentos de expansão com um dos Tratados de Limites A) A expansão da fronteira norte, impulsionada pela descoberta das minas de ouro, foi consolidada nos Tratados de Utrecht. B) A região missioneira no sul constituiu um caso à parte, só resolvido a favor de Portugal com a extinção da Companhia de Jesus. C) O Tratado de Madri revogou o de Tordesilhas e deu ao território brasileiro conformação semelhante à atual. D) O Tratado do Pardo garantiu a Portugal o controle da região das Missões e do rio da Prata. 7. (CEFET/MG-2015) A questãorefere-se ao mapa a seguir. CALDINI, Vera & ÍSOLA, Leda. Atlas Geográfi- co Saraiva. São Paulo: Saraiva, 2009. Considerando-se a proposta de regionalização do Brasil, apresentada no mapa, afirma-se que: I. O extremo norte de Minas Gerais foi cartografado como pertencente ao Nordeste pelo predomínio de pecuária intensiva neste espaço. II. A região denominada como Amazônia coincide com o Norte da regionalização do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. III. A porção ocidental do Maranhão foi incorporada à Ama- zônia devido à sua participação no circuito econômico extrativista. IV. A região Centro-Sul engloba as áreas de maior desenvolvimento econômico nos setores primário, secundário e terciário. Estão CORRETAS apenas as afirmativas A) I e II. B) I e IV. C) II e III. D) III e IV. 8. (FUVEST-2001) Quanto à formação do território brasileiro, podemos afirmar que A) a mineração, no século XVIII, foi importante na integra- ção do território devido às relações com o Sul, provedor de charque e mulas, e com o Rio de Janeiro, por onde escoava o ouro. B) a pecuária no rio São Francisco, desenvolvida a partir das numerosas vilas da Zona da Mata, foi um elemento importante na integração do território nacional. C) a economia baseada, no século XVI, na exploração das drogas do sertão integrou a porção Centro- Oeste à região Sul. D) a economia açucareira do Nordeste brasileiro, ba- seada no binômio plantation e escravidão, foi a res- ponsável pela incorporação, ao Brasil, de territórios pertencentes à Espanha. E) a extração do pau-brasil, promovida pelos paulistas, por meio das entradas e bandeiras, foi importante na expansão das fronteiras do território brasileiro. 38 G eo gr afi a 9. (UFPR-2008) Há inúmeras formas de dividir o território de um país. O mapa a seguir apresenta uma divisão do Brasil em três grandes regiões geoeconômicas. Com base no mapa e nos conhecimentos de Geografia Regional, assinale a alternativa correta. A) A Amazônia possui a estrutura produtiva mais diver- sificada das três regiões, pois suas atividades de ex- tração mineral e vegetal exploram grandes províncias mineralógicas e uma floresta com alta biodiversidade. B) Critérios geopolíticos pesam nessa regionalização, posto que Goiás e outras áreas do Centro-Oeste fazem parte da região geoeconômica mais importante por serem polarizadas pelo Distrito Federal. C) O Nordeste é a mais homogênea das três regiões, pois o declínio socioeconômico e a perda de população para o Centro-Sul definem os espaços que a constituem. D) O avanço da agricultura moderna na região dos cer- rados foi o que levou ao conceito de região geoeco- nômica Centro-Sul, pois tornou a estrutura produtiva dessa região mais semelhante com a do Sul e Sudeste. E) A influência dos recursos naturais sobre as atividades econômicas explica por que as áreas da Amazônia e do Nordeste coincidem com os limites da floresta equatorial e do Polígono das Secas. 10. (UFPEL-2006) Devido à sua grande extensão territorial, o Brasil apresenta muitos contrastes, seja em aspectos físicos, econômicos ou humanos. Com base nessas dife- renças, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Esta- tística) dividiu o país em cinco regiões há cerca de trinta anos. As regiões identificadas pelo IBGE são as seguintes I. Norte II. Centro-Oeste III. Nordeste IV. Sudeste V. Sul Analise as seguintes afirmações sobre a divisão regional do Brasil. ( ) É uma região de contrastes nos aspectos naturais, hu- manos e econômicos. Ela apresenta áreas chuvosas e áreas de clima semiárido. Além disso, quase um quarto da população vive na miséria, enquanto uma pequena parcela detém parte das riquezas. Ela contribui muito com a migração para outras regiões. ( ) É a região mais extensa do país, embora apresente bai- xa densidade demográfica. Nessa região predominam aspectos naturais, floresta densa e heterogênea, clima quente e úmido, rios extensos e caudalosos, os quais drenam terras geralmente de altitude pouco elevada. Ela equivale a cerca de 60 % do território brasileiro. ( ) Região que corresponde a 6,8 % do território brasilei- ro, mas é a segunda em importância econômica. Ela apresenta uma densidade demográfica significativa, com mais de 41 hab/km2. Nessa região, destaca-se o predomínio de um clima subtropical. ( ) Região mais povoada do Brasil, a qual possui quase 43% da população brasileira e concentra a maior produção agrícola e industrial do país, assim como a maior rede de transportes. É nessa região que pode- mos observar melhor a diversidade espacial resultante do desigual desenvolvimento do país. ( ) Esta região corresponde a quase 19% do território brasileiro. Pouco povoada, apresenta uma densidade demográfica de 6,8 hab/km2. Foi desbravada nos sé- culos XVII e XVIII pelos bandeirantes, que procuravam pedras e metais preciosos. Desde a década de 1960, a região atrai imigrantes por oferecer grande quantidade de terras a serem exploradas. Escolha a alternativa que apresenta a relação CORRETA entre as regiões e suas características. A) I, II, V, III e IV. B) II, III, IV, V e I. C) V, III, I, II e IV. D) III, I, V, IV e II. E) IV, I, III, II e V. 11. (UFPB-2007) Observe o mapa. No mapa, verifica-se que a ocupação do Brasil, no Período Colonial, privilegiou o litoral face à sua posição em relação ao Oceano Atlântico, que funcionava como via de comuni- cação com Portugal. Posteriormente, esse movimento de ocupação estendeu-se para o interior do continente, sendo reconhecido pelos Tratados de Madri e de Santo Ildefonso, com base nos princípios do ‘Uti Possidetis’ (quem tem a posse tem o domínio). Em relação a esse movimento de ocupação do território brasileiro, é CORRETO afirmar A) O Vale do São Francisco serviu de rota para a penetra- ção dos bandeirantes, devido à existência de recursos minerais, principalmente o manganês. B) O movimento das bandeiras, mesmo penetrando o in- terior de São Paulo, conseguiu despovoar outras áreas como o Rio de Janeiro, situado na região Centro-Sul. C) Algumas áreas, durante o movimento de interio- rização no Brasil, no século XIX, esvaziaram-se logo após o esgotamento dos recursos naturais, a exemplo das jazidas minerais. D) O negro teve grande importância no movimento de penetração no território brasileiro quando da ocupação em direção à Amazônia. E) O litoral foi a região mais densamente povoada devi- do, principalmente, ao clima ameno e à existência de portos para o escoamento da produção da pecuária. 39 Fo rm aç ão T er rit or ia l B ra si le ira 12. (UFPB-2007) A divisão oficial das Regiões Brasileiras apresentada pelo IBGE respeita os limites entre os esta- dos brasileiros. Por outro lado, a divisão em três regiões geoeconômicas - Amazônia, Nordeste e Centro-Sul - tem como base os aspectos comuns que caracterizam cada uma dessas regiões. Considerando as informações apresentadas e levando em conta a formação histórica do território brasileiro, pode-se afirmar I. A decadência econômica do Nordeste e o desenvolvimen- to do Centro-Sul ocorreram a partir do final do século XIX. II. O Nordeste foi a região mais importante do país nos três primeiros séculos da colonização. III. O declínio econômico do Nordeste e o desenvolvimen- to do Centro-Oeste acentuaram-se no século XIX. IV. A Amazônia, com suas riquezas naturais, passa a contri- buir para o pagamento da dívida externa a partir do século XX, mas desvalorizando-se pela ausência de população. Estão CORRETAS apenas A) I e II. B) II e IV. C) I e III. D) I e IV. E) II e III. 13. (UFES-2007) Urbanização é o processo de crescimento da população urbana em ritmo mais acelerado que o do crescimento da população rural, ou seja, é o resultado da transferência da população rural para o meio urbano. Esse processo sinaliza a transição de um padrão de vida econômica apoiado na produção agrícola fechada e auto-suficiente para outro,baseado na indústria, no comércio e nos serviços. MAGNOLI, D.; ARAÚJO, R. Projeto de Ensino de Ge- ografia. São Paulo: Moderna, 2004. p. 166. O geógrafo Milton Santos, a partir de seus estudos sobre a difusão do meio técnico-científico-informacional no terri- tório brasileiro, propôs uma divisão regional para o Brasil. Cada região apresenta características diferenciadas no processo de urbanização, como está especificado a seguir I. Na região “a”, a urbanização é dispersa, ou seja, há nume- rosos núcleos urbanos, mas as taxas de urbanização são baixas, o que se deve à baixa mecanização do território. II. Na região “b”, a urbanização se deu recentemente e de forma intensa, já que acompanhou a implantação de sistemas econômicos modernos. III. Na região “c”, área com a maior dinâmica industrial, finan- ceira e de circulação, a urbanização é antiga e intensa, fruto do processo histórico de mecanização do território. IV. Na região “d”, a tendência à urbanização é menor. Há poucas cidades que estabelecem as relações desta região com o restante do território nacional. As regiões a, b, c e d são, respectivamente, A) Centro-Oeste – Nordeste – Sudeste – Concentrada. B) Nordeste – Concentrada – Centro-Sul – Amazônia. C) Centro-Sul – Nordeste – Concentrada – Norte. D) Nordeste – Centro-Oeste – Concentrada – Amazônia. E) Concentrada – Norte-Nordeste – Sul-Sudeste – Centro-Oeste. 14. Segundo os critérios de cor e raça, adotados pelo IBGE, a distribuição da população brasileira, com predomínio de brancos e pardos, pode ser compreendida se forem consi- derados também os processos de povoamento e ocupação do território nacional. Esse predomínio explica-se na Região A) Sudeste, desde o início da colonização, pela miscigenação entre índios, negros e brancos. B) Centro-Oeste, desde o período da mineração, pelo contato entre indígenas e negros. C) Sul, desde a guerra do Brasil com o Paraguai, pelo contato entre indígenas e colonizadores brancos. D) Nordeste, desde o período da economia açucareira, pela miscigenação entre indígenas e negros. E) Norte, desde a construção da Rodovia Transamazônica, pela mestiçagem entre indígenas e negros. 15. (PUC/CAMP-2004) A Marcha do Povoamento José William Vesentini. Geografia: série Brasil. São Paulo: Ática, 2003. p. 181 A área hachurada no mapa foi incorporada ao território brasileiro em 1903. Pode-se associar a essa incorpo- ração o fato de que A) as expedições dos bandeirantes, à procura de rique- zas minerais, promoveram a ocupação da província boliviana e garantiram a posse do território pelo uti possidetis. B) era uma província boliviana habitada por nordestinos que para lá migraram devido à seca, à modernização da lavoura no Nordeste e ao surto da produção da borracha. C) era interesse do Brasil estender seus domínios até essa estratégica área, pertencente à Bolívia, para controlar o mercado de couro, de sebo e de especiarias da região. D) a expansão da pecuária no Nordeste e a coleta das dro- gas do sertão na Amazônia determinaram a ocupação de territórios bolivianos pelos sertanejos nordestinos. E) a descoberta do ouro em locais vizinhos a essa área per- tencente à Bolívia deu origem a um deslocamento maciço de habitantes de vários lugares do Brasil para a região. 40 G eo gr afi a 16. (UFSCAR) Observe o mapa. Marcha de Povoamento e a Urbanização Do Século XVII NOVAIS, Fernando. História da vida privada no Bra- sil. Vol. I, SP: Cia. da Letras, 1997, p. 19. A respeito da ocupação do território brasileiro, foram feitas as quatro observações seguintes I. Iniciou-se pela nascente do rio Amazonas. II. Seguiu os cursos dos rios em direção ao interior. III. Foi decorrência da penetração do gado, da busca de metais preciosos e da exploração de drogas do sertão. IV. Significou a criação de vilas e cidades na região do planalto central. Pode-se afirmar que estão CORRETAS A) I e II, apenas. B) I, II e III, apenas. C) I, II, III e IV. D) II e III, apenas. E) III e IV, apenas. 17. (UTFPR-2012) A primeira divisão regional oficial do Bra- sil foi estabelecida em 1942 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde então diferentes classificações foram elaboradas com base em diferentes aspectos naturais e sociais do país. Sobre as propostas para a regionalização do país é correto afirmar apenas que A) em 2007, o IBGE instituiu nova classificação, criando uma região além das cinco existentes, desmembran- do o estado de Minas Gerais da região Sudeste, que juntamente com Espírito Santo e Bahia passaram a formar a região Leste. B) em 1969, o IBGE estabeleceu uma nova forma de di- visão regional, baseado apenas nos aspectos naturais brasileiros, resultando em cinco regiões: Sul, Sudeste, Centro-oeste, Nordeste e Norte. C) em 1987, o IBGE propôs uma nova regionalização, desta vez baseado somente nos aspectos socioeco- nômicos brasileiros, não levando em consideração os aspectos naturais ou de ocupação do território. D) em 2000, o geógrafo Milton Santos propôs outra regionalização, dividindo o Brasil em quatro regiões, onde as atuais regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste formariam a região Concentrada. E) em 1967, o geógrafo Pedro Geiger propôs uma nova regionalização, não oficial, onde o espaço geográfico brasileiro está dividido em três áreas, denominadas complexos regionais: Amazônia, Nordeste e Centro-Sul. 18. (UNIOESTE-2012) às diversidades físicas, sociais e econômicas do Brasil, a divisão territorial brasileira em regiões geográficas sempre foi uma necessidade para a compreensão das suas características, mas, ao mesmo tempo, é também uma dificuldade devido à complexidade dos elementos constituintes. Quanto à regionalização do Brasil, assinale a alternativa correta. A) A primeira regionalização oficial do Brasil foi realizada em 1942 e vigorou até 1969. Utilizando-se do critério político-administrativo para a divisão regional, foram instituídas as regiões Norte, Sul, Leste e Oeste. B) Como tentativa de abarcar as diferenciações físicas e econômicas do Brasil, foi instituída a regionalização geoeconômica, que criou quatro regiões: Amazônica, Nordeste, Centro-Sul e Concentrada. C) A região geoeconômica Amazônica foi criada pelo go- verno para que nesta unidade administrativa sejam de- senvolvidos somente projetos de conservação ambiental. D) A atual divisão político-administrativa do Brasil foi definida a partir da promulgação da Constituição de 1988, onde o país passou a contar com 26 estados e 1 Distrito Federal, divididos em 5 regiões: Norte, Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul. E) A partir da Constituição de 1988 o Brasil passou a ter territórios, áreas administrativas independentes que de- vem contribuir para a proteção das fronteiras brasileiras. 19. (UEPG-2011) A respeito da divisão do Brasil em regiões e algumas de suas particularidades, assinale o que for CORRETO. 01. A divisão regional oficial feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE considerou nessa regio- nalização características político-administrativas, físicas, econômicas, de população e sociais, resultando nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. 02. A região Nordeste, embora com todos os problemas enfrentados, principalmente com o flagelo da seca, é a região com menor índice de analfabetismo acima dos 15 anos e a de maior expectativa de vida ao nascer. 04. As regiões Norte e Centro-Oeste, na divisão oficial, são as mais extensas em área, porém com menor número de municípios cada uma em relação às outras, pois são, também, as de menor número de habitantes. 08. A região Sudeste é a de maior população e, portanto, a composta por um número maior de estados da fe- deração, num total de nove. 16. Além da divisão regional oficial do Brasil em cinco macrorregiões, existe uma outra divisão que leva em consideração condições geográficas e econômicas e são denominadas de regiõesgeoeconômicas que são: a Amazônia, o Centro-Sul e o Nordeste. 41 Fo rm aç ão T er rit or ia l B ra si le ira 20. (UTFPR-2011) Uma região não é homogênea em todos os seus aspectos; há diferenças nas atividades econômicas, na cultura e na paisagem, razão pelas quais os critérios utilizados de divisão regional não podem ser inflexíveis. Segundo a leitura do texto acima e de seus conhecimentos sobre o assunto, referente à Divisão Regional do Brasil, pode-se afirmar que A) segundo o IBGE, o Brasil apresenta cinco regiões naturais oficiais, limitadas politicamente, sendo as Regiões Sudeste, Sul, Nordeste, Centro Oeste e Norte. B) a divisão regional do Brasil, em cinco complexos regio- nais: Sul, Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Norte, leva em consideração os limites políticos entre os estados. C) segundo o IBGE a proposta de regionalização em cinco grandes complexos não leva em conta os limites formais dos estados e das regiões brasileiras. D) a divisão regional do Brasil, em três complexos regio- nais: Nordeste, Centro-Sul e Amazônia Legal levam em consideração os critérios sócio econômicos, esta- belecido pelas fronteiras políticas. E) segundo o IBGE, o Brasil apresenta cinco grandes regiões limitadas politicamente, que apresentam todos os seus aspectos, econômicos, culturais e naturais de forma homogênea. Questões Dos Últimos Vestibulares 1. (UFSM-2012) Observe os selos Os Correios costumam editar selos comemorativos sobre di- versos temas. Os temas do artista Albert Eckhout (holandês) contribuíram para a construção do imaginário europeu sobre o Brasil. Esses temas retratados também são de interesse da Geografia, porque ajudam a analisar o modo de pensar e representar o mundo pelas distintas identidades étnicas. Com base nas informações extraídas dos selos, que apresentam elementos da diversidade étnico-cultural dos pardos, pode-se afirmar que essa denominação de “pardos” pode ser adotada pelos I. Cafuzos (da miscigenação entre negros e indígenas). II. Caboclos (da miscigenação entre indígenas e brancos). III. Mulatos (da miscigenação entre brancos e negros). Está(ão) CORRETA(s) A) Apenas I. B) Apenas II. C) Apenas I e III. D) Apenas II e III. E) I, II e III. 2. (UNIOESTE-2012) A natureza física não estabelece guardiões de fronteiras e tampouco estabelece limites de forma deliberada. Na natureza, o limite é um elemento intruso, idealizado. Na natureza, o limite existe como vida. HISSA, Cássio Eduardo V. A Mobilidade das Frontei- ras. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2001, p.20. Sobre essa afirmação, assinale a alternativa INCORRETA. A) As fronteiras naturais não dependem do homem, embora ele possa interferir na natureza. B) As fronteiras naturais não são exatas como as fron- teiras políticas. C) As fronteiras naturais são delimitadas pelas dife- renças existentes entre as paisagens naturais na superfície da Terra. D) As fronteiras naturais mudam gradativamente até as- sumirem as características de outra paisagem. E) Em território brasileiro, os limites políticos entre os estados da região Sul coincidem totalmente com as fronteiras naturais. 3. (FUVEST-2013) Observe o mapa abaixo Caminhos das Minas à Bahia - Século XVIII Com base no mapa e em seus conhecimentos, assinale a alternativa CORRETA. A) O rio São Francisco foi caminho natural para a expansão da cana-de-açúcar e do algodão da Zona da Mata, na Bahia, até a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro. B) A ocupação territorial de parte significativa dessa região foi marcada por duas características geomorfológicas: a serra do Espinhaço e o vale do rio São Francisco. C) Essa região caracterizava-se, nesse período, por paisagens onde predominavam as minas e os currais, mas no século XIX a mineração sobrepujou as outras atividades econômicas dessas capitanias. D) O caminho pelo rio São Francisco foi estabelecido pelas bandeiras paulistas para penetração na região aurífera da Chapada dos Parecis e posterior paga- mento do “quinto” na sede da capitania, em Salvador. E) As bandeiras que partiam da Capitania da Bahia de Todos os Santos para a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro propiciaram o surgimento de localidades com economia baseada na agricultura monocultora de exportação. 42 G eo gr afi a 4. (UFPB-2012) Observe o mapa a seguir Mapa da Densidade Demográfica Brasileira - 2007 A ocupação do território brasileiro guarda uma série de fatos históricos e fenômenos naturais que podem explicar a distribuição da população no período contemporâneo. Considerando a interpretação do mapa e a literatura sobre o tema, assinale V, quando verdadeiro, e F, quando falso ( ) A concentração da população próxima à faixa litorânea explica-se devido a heranças históricas de ocupação do território por empreendimentos econômicos, efeti- vada desde o período da colonização. ( ) O aumento da densidade populacional no Distrito Fe- deral ocorreu devido a heranças históricas, tais como a extração do ouro e de outros minerais e, posterior- mente, à construção de Brasília. ( ) A concentração da população brasileira distante da faixa litorânea está condicionada, principalmente, à localização das capitais dos estados. ( ) O interior do Brasil, particularmente a Amazônia e o Centro-Oeste, comparado ao litoral, aparenta constituir um vazio demográfico, apesar de estar em constante processo de ocupação econômica e populacional. ( ) O semiárido brasileiro constitui uma região com os mais altos índices de vazio demográfico, devido às suas limitações climáticas e, consequentemente, à migração populacional para o sul do país. 5. (CPS-2014) Desde o alvorecer de São Paulo, as águas amarelas e quietas do Tietê despertaram sonhos de aventura e de riqueza. NÓBREGA, Mello. História do Rio Tietê. 3ª ed. Belo Horizonte: Ita- tiaia; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1981, pág. 61 Sobre esse rio, pode-se afirmar CORRETAMENTE que A) foi utilizado pelos bandeirantes, como meio de trans- porte, na procura de ouro e na captura de indígenas. B) possibilitou o acesso de nordestinos para São Paulo, por ser o mais importante afluente do rio São Francisco. C) se tornou poluído a partir do século XIX, em decorrência da intensa mineração desenvolvida ao longo de seu leito. D) facilitou a intensa urbanização da capital paulista pelo fato de suas águas correrem no sentido interior-litoral e de ter sua foz no litoral. E) exerceu importante papel no século XVIII, uma vez que possibilitou o escoamento da produção cafeeira do oeste paulista até o porto de Santos. 6. (UNISC-2012) O Brasil possui diversas regionalizações no seu território. Observe os mapas I, II, III e IV abaixo Respectivamente, os mapas acima representam as se- guintes regionalizações: A) Administrativa, geoeconômica, domínios morfoclimá- ticos e bacias hidrográficas. B) Geoeconômica, bacias hidrográficas, administrativa e domínios morfoclimáticos. C) domínios morfoclimáticos, administrativa, bacias hi- drográficas e geoeconômica. D) bacias hidrográficas, domínios morfoclimáticos, geo- econômica e administrativa. E) geoeconômica, domínios morfoclimáticos, administra- tiva e bacias hidrográficas. 7. (Unesp-2011) Analise o mapa. Do Arquipelago Colonial ao Territorio do Estado 43 Fo rm aç ão T er rit or ia l B ra si le ira A partir do mapa, são feitas as seguintes afirmações I. Imensa colônia de um pequeno Estado europeu, o território do Brasil colonial foi resultado da partilha de 1494 entre as duas potências ibéricas. II. O Brasil colonial não era uma construção contínua, uma vez que as capitanias, relativamente indepen- dentes umas das outras, mantinham um laço direto com a metrópole. III. A localização de quatro áreas de evangelização de indígenas pelos jesuítas estavam distribuídas na fronteira dos territórios portugueses e espanhóis. IV. A característica do relevo sul-americano possibilitou o rápidoavanço populacional tanto do lado Atlântico como do Pacífico, o que evitou, na região central do continente, vazios demográficos desde 1650. Estão CORRETAS as afirmações A) I e II, apenas. B) I, II e III, apenas. C) III e IV, apenas. D) II, III e IV, apenas. E) I, II, III e IV. 8. (FUVEST-2014) Após o Tratado de Tordesilhas (1494), por meio do qual Portugal e Espanha dividiram as terras emersas com uma linha imaginária, verifica-se um “des- cobrimento gradual” do atual território brasileiro. Tendo em vista o processo da formação territorial do País, considere as ocorrências e as representações abaixo: Ocorrências: I. Tratado de Madrid (1750); II. Tratado de Petrópolis (1903), em que o Acre foi com- prado da Bolívia; III. Constituição da República Federativa do Brasil (1988) /consolidação da atual divisão dos Estados. Representações: Associe a ocorrência com sua CORRETA representação A) I - A; II - C; III - E. B) I - B; II - C; III - E. C) I - C; II - B; III - E. D) I - A; II - B; III - D. E) I - C; II - A; III - D. 9. (UEMG-2014) Leia o texto a seguir. Minas Gerais Retrata o Índice de Desenvolvimento Humano Brasileiro O Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios (IDHM) mostra a realidade complexa do País, dentro do estado de Minas. Reflexo de sua posição geográfica e características his- tóricas, o estado se aproxima das regiões mais desenvolvidas do Brasil quando avaliados os dados colhidos em municípios do Sul, Centro e Triângulo Mineiro, mas se mantém com níveis preocupantes quando são consideradas as estatísticas das regiões Norte e dos vales do Jequitinhonha e Mucuri. A am- biguidade nacional se repete na avaliação geral de Minas em comparação com os últimos anos. Se, por um lado, o estado avançou do patamar de médio para o de alto desenvolvimento, por outro, está na última colocação da Região Sudeste e fica atrás de todos os estados do Sul. A educação, apesar de registrar avanços na última década, continua sendo o setor mais atrasado tanto nos municípios mineiros como no País.(...) Disponível em: www.em.com.br . Acesso em: 30/7/2013 (Adaptado) Marque a opção que sintetiza CORRETAMENTE as informações obtidas no texto A) O IDHM do estado de Minas avança, mas ainda reflete as desigualdades regionais e os problemas observa- dos em todo o País. B) O IDHM é um relatório que aborda dados relativos à expectativa de vida, renda e taxa de desemprego da população. C) Apesar da distância geográfica, as regiões do Triân- gulo Mineiro e do Vale do Jequitinhonha apresentam realidades semelhantes no que diz respeito aos crité- rios de escolaridade e renda. D) O IDHM de Minas Gerais acelera, entretanto os ín- dices de educação do estado são os piores do País, em comparação com os índices das demais regiões. 10. (CEFET/MG-2013) Observe o mapa a seguir. Sobre a divisão regional do Brasil representada, afirma-se que I. Os critérios utilizados para a regionalização foram econômicos, fitogeográficos e sociais. II. O IBGE prioriza a utilização dessa divisão em suas pesquisas acerca do planejamento. III. O desenvolvimento dos setores primário e secundário destaca-se no Centro-sul. IV. A região Nordeste apresenta homogênea distribuição espacial das indústrias. V. A Amazônia sobressai como agregadora de atividades extrativistas. Estão CORRETAS apenas as afirmativas A) I e IV. B) III e V. C) I, II e V. D) II, III e IV. 44 G eo gr afi a Questões Estilo Enem 1. (ENEM-2012) A integração do espaço amazônico ao espaço nacional se deu no contexto das questões de fronteiras de políticas, no sentido do dinamismo pioneiro da integração. Essas fronteiras foram elementos fundamentais para a compreensão da geopolítica dos militares, que não apenas objetivavam a posse do vazio demográfico, mas represen- tavam os interesses do governo brasileiro em manter sob sua influência uma grande área no interior do continente. MELLO, N. A. Políticas Territoriais na Amazô- nia. São Paulo: Annablume, 2006. No texto, são apresentados fundamentos da política de colonização de uma importante região brasileira, ao longo do período dos governos militares. Uma estratégia estatal para a ocupação desse espaço foi A) Demarcação de reservas para preservação da floresta. B) Criação de restrições para exploração de recursos minerais. C) Adoção de estímulos para expansão de grupos econômicos privados. D) Concessão de incentivos fiscais para instalação da indústria automobilística. E) Construção de uma densa rede de transporte para escoamento da produção agrícola. 2. (ENEM-2013) Nos últimos decênios, o território conhece grandes mudanças em função de acréscimos técnicos que renovam a sua materialidade, como resultado e condição, ao mesmo tempo, dos processos econômicos e sociais em curso. SANTOS, M.SILVEIRA; M. L. O Brasil: Território e Sociedade do Século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2004. (Adaptação). A partir da última década, verifica-se a ocorrência no Brasil de alterações significativas no território, ocasionando im- pactos sociais, culturais e econômicos sobre comunidades locais, e com maior intensidade, na Amazônia Legal, com a A) reforma e ampliação de aeroportos nas capitais dos estados. B) ampliação de estádios de futebol para a realização de eventos esportivos. C) construção de usinas hidrelétricas sobre os rios To- cantins, Xingu e Madeira. D) instalação de cabos para a formação de uma rede informatizada de comunicação. E) formação de uma infraestrutura de torres que permitem a comunicação móvel na região. 3. (ENEM-2003) O mapa a seguir apresenta parte do contorno da América do Sul destacando a bacia amazônica. Os pontos assinalados representam fortificações militares instaladas no século XVIII pelos portugueses. A linha indica o Tratado de Tordesilhas revogado pelo Tratado de Madri, apenas em 1750. Carlos de Meira Mattos. Geopolítica e teoria de fronteiras. (Adaptação) Pode-se afirmar que a construção dos fortes pelos portu- gueses visava, principalmente, dominar A) militarmente a bacia hidrográfica do Amazonas. B) economicamente as grandes rotas comerciais. C) as fronteiras entre nações indígenas. D) o escoamento da produção agrícola. E) o potencial de pesca da região. 4. (CEFET-2014) Observe o mapa a seguir. A elaboração regional do Brasil nos chamados Quatro Brasis, tinha como objetivo A) destacar a elevada densidade demográfica na por- ção sul do Brasil. B) atualizar a proposta do IBGE a partir de dados eco- nômicos recentes. C) facilitar o uso popular da divisão oficial pela fusão de espaços similares. D) propor a adoção de um modelo para fins de implemen- tação de recursos da União. E) revelar a diferenciação interna do desenvolvimento técnico-informacional. 5. (MACKENZIE-2013) Leia o texto para responder à questão. A seguir, nos Censos de 1900 e 1920, as informações sobre cor ou raça não foram coletadas e, em 1910 e 1930, não foram realizadas operações censitárias no País(...). Os Censos 1950 e 1960 reincorporaram o grupo pardo à categorização de cor, como unidade de coleta e análise, sendo os primeiros levantamentos que orientaram explici- tamente nas suas instruções de preenchimento a respeitar a resposta da pessoa recenseada, constituindo a primeira referência explícita ao princípio de autodeclaração. No Censo 1970, mais uma vez a variável foi excluída da pes- quisa, sendo que a partir do Censo 1980 o quesito voltou a ser pesquisado, desta vez no questionário da amostra. Em 1991, foi acrescentada a categoria indígena às já men- cionadas, após um século de ausência desta identificação, passando a pergunta a ser denominada como de “raça ou cor” e, no Censo 2000, de “cor ou raça”. Em 2010, último censo realizado, repetiram-se as mesmas categorias de classificação da pergunta, que voltou ao questionário bá- sico aplicado à totalidade da população, sendo que, pela primeira vez, as pessoas identificadas como indígenas foramindagadas a respeito de sua etnia e língua falada. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/caracteristicas_raciais/ 45 Fo rm aç ão T er rit or ia l B ra si le ira De acordo com o texto e com as características de formação ét- nica da população brasileira, assinale a alternativa CORRETA. A) A população brasileira, a despeito de sua composição étnica de origens variadas, apresenta histórica homo- geneidade de características, tais como a cor da pele. Esse fato torna discutível a inclusão dos termos “par- dos” e “indígenas”, restritos às características físicas e não culturais desses grupos. B) O recenseamento da população segundo a cor da pele é importante para o estabelecimento de políticas públicas de correção de desigualdades. Contudo, a heterogeneidade da população é um fato de difícil medição, a exemplo da histórica dificuldade da defi- nição de alguns termos como “pardos” e “indígenas”. C) A população brasileira é um exemplo de “democracia racial”, em que todos os grupos classificados pelo IBGE, segundo a cor da pele, apresentam equilíbrio nos dados de escolaridade, expectativa de vida e rendimentos. A retirada dos termos “pardos” e “indígenas” comprova essa tese. D) No Brasil, o princípio da “autodeclaração” confere amplos poderes ao Estado para determinar a classi- ficação da população de acordo com a cor da pele. Desse modo, os recenseadores aplicam a metodologia correta, cientificamente aceita e sem distorções, como historicamente podemos comprovar. E) A homogeneidade da população brasileira segundo a cor da pele pode ser modificada pela mudança dos critérios do IBGE para os diferentes recenseamentos. Desse modo, a afirmação de que o Brasil é heterogêneo, deriva muito mais das mudanças nos critérios de recenseamen- to do que propriamente das características da população. 6. (UNESP-2011) Analise o mapa. A partir das informações do mapa, pode-se afirmar que a expansão geoeconômica do território brasileiro, no período assinalado, anos 1890, mostrou que nesse século A) havia uma importante corrente migratória para o norte, o que impulsionou o seu desenvolvimento. Os vários focos econômicos, embora distantes entre si, tinham o centro de maior influência no estado de Mato Grosso. B) havia vários focos econômicos distantes entre si, mas que o centro de maior influência econômica estava centrado na atual região Norte. C) havia vários focos econômicos interligados por malhas viárias, o que facilitava o desenvolvimento do país. D) o foco econômico de maior importância era localizado na região Nordeste. E) havia vários focos econômicos distantes entre si, mas o maior centro estava localizado na atual região Sudeste. 7. (PUC/SP-2012) Esse mapa foi executado por Giacomo Gastaldi, em 1556 e editado na República de Veneza no ano de 1565. Considerando seu conhecimento sobre o território brasi- leiro e o que está representado no mapa, é CORRETO afirmar que A) havia um bom conhecimento da fauna e da flora brasileiras, o que pode ser observado nas figuras de- senhadas e na localização e distribuição dos animais e das formações vegetais. B) não era certo representar indígenas e brancos em interação, trocando bens florestais na zona litorânea, pois esse tipo de relação ocorreu no interior, onde se situavam as florestas. C) a representação correta do relevo e da hidrografia nas terras interiores revelava as ações de exploração do terreno, que estava preparando a ocupação das terras pelo colonizador. D) os detalhes do litoral revelam um maior conheci- mento dessa parte do território, enquanto o interior representado era mais fruto de imaginação do que de conhecimento. E) o mapa representa, no limite do trecho conhecido (no poente), um vulcão em atividade, atualmente inativo. 46 G eo gr afi a 8. (UFPR-2010) Para se compreender a divisão do território brasileiro em estados e, consequentemente, a existência dos estados federados e a desigualdade de seu desenvolvimento, torna-se necessário compreender também o processo de transformação do espaço brasileiro em território, o processo de povoamento, as motivações que o provocaram e os per- calços encontrados durante cinco séculos de povoamento. ANDRADE, M. C. de. A Federação brasileira – uma análise ge- opolítica e geossocial. São Paulo: Contexto, 1999. Com base nesse texto, assinale a alternativa correta. A) Mesmo após cinco séculos de ocupação e povoamento, a divisão dos estados brasileiros e sua configuração atu- al resultam da implantação das capitanias hereditárias. B) As motivações para o povoamento do território esti- veram ligadas à existência dos estados federados e à desigualdade de desenvolvimento existente entre eles. C) Alguns estados brasileiros têm maior população e são considerados mais desenvolvidos pela forma como ocorreu sua divisão. D) A divisão do território brasileiro e suas características podem ser compreendidas pela forma histórica como ocorreu a ocupação e o povoamento do espaço. E) A forma como foram criados os estados federados gerou um país com distribuição populacional e de- senvolvimento desiguais. 9. (UFF-2007) O texto a seguir questiona o uso de uma expres- são que faz parte das representações geográficas do Brasil. Do Chuí ao Oiapoque Me desculpem a maneira de escrever quando se trata de situar geograficamente nosso país. Todo mundo, em todos os cursos primários, quando quer se referir ao Brasil todo, ou quando qualquer demagogo em véspera de eleição quer bancar o patriota, começa sua aula ou seu discurso assim: “Brasileiros, com a mesma franqueza com que me habituei a falar-vos do Oiapoque ao Chuí...”. E o cara recomeça... “somos um todo”. E por aí vai o negócio. De norte para sul. Eu também, que não posso deixar de ser provinciano porque sou brasileiro e adoro meu país, tenho a mania de inverter os pontos cardeais por puro patriotismo de bairro, de província. Ao contrário, jamais falei ou falarei do Oiapoque ao Chuí. Morro dizendo: do Chuí ao Oiapoque. Paciência. Como nasci no Rio Grande, é ali que eu acho que começa o Brasil. João Saldanha, Vida que Segue, Nova Fronteira, 2006, p. 118 (Adaptação) Tendo em vista o questionamento apresentado, assinale a opção que melhor explica a atitude do autor ao inverter a consagrada expressão Do Oiapoque ao Chuí. A) Preocupação em corrigir os pontos extremos do País B) Precariedade de conhecimento geográfico do Brasil C) Manifestação de uma identidade regional D) Inconformismo quanto à vulgarização da linguagem geográfica E) Reação política contra o uso patriótico do discurso geográfico 10. (UEPB-2014) Observe com atenção os textos a seguir. Soledade é um município no estado da Paraíba (Brasil), localizado na microrregião do Curimataú Ocidental.[...] A cidade de Soledade, localizada a 186 km da capital João Pessoa, e a 54 km de Campina Grande, está situada no Cariri paraibano, onde, além do Cariiri, polariza grande parte do Curiimataú e Seridó do estado. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Soledade Guarabira é um município brasileiro localizado no estado da Paraíba. [...] Chamada de Rainha do Brejo, pelo fato de ser a principal cidade-polo de urna região que se ca- racteriza pela regularidade de chuvas. Geograficamente não está inserida na Microrregião do Brejo Paraibano. Disponível em: http:/pt.wikipedia.orgwiki.Guarabira A aparente contradição quanto à localização microrregional de tais municípios paraibanos deve-se ao fato A) Do site não ser confiável, visto que as informações nele postadas são de pessoas que nem sempre são possuidoras de formação geográfica. B) Do IBGE, ao definir a última regionalização do espaço brasileiro (e paraibano), não ter levado em conside- ração critérios como a identidade e o sentimento de pertencimento regional das populações. C) Do IBGE não estabelecer critérios precisos na defini- ção das característicasmicrorregionais. D) De tais municípios respectivamente fazerem partes das microrregiões homogêneas dos Cariris Velhos e do Brejo Paraibano, quando da regionalização anterior. E) De tais cidades serem respectivamente centros re- gionais polarizadores do Cariri e do Brejo Paraibano. Questões Complementares 1. (UNEMAT-2010) Por regionalização entende-se a divisão de um espaço ou território em unidades que apresentam características que as individualizam (Terra e Coelho, 2005). A respeito da divisão regional brasileira, proceda a cor- respondência. I - Natural II - Homogêneas III - Geoeconômicas IV - Quatro Brasis ( ) Nessa divisão, os limites das regiões não coincidem com a dos Estados. Isso significa que um estado, dependendo de suas características, pode ter parte de seu território numa região e parte em outra, como o caso de Mato Grosso. ( ) Essa divisão propõe a regionalização do Brasil em qua- tro regiões. O critério principal definido nessa nova re- gionalização foi do meio técnico-científico-informacional, isto é, a informação e as finanças estão irradiadas de maneiras desiguais e distintas pelo território brasileiro. Nela, Mato Grosso apresenta uma agricultura globali- zada (moderna, mecanizada e produtiva). ( ) Nesta divisão, uma determinada área geográfica passa a ser caracterizada segundo um ou mais aspectos naturais. Nesta, Mato Grosso juntamente com Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais compunham a região Centro-Oeste. ( ) Define-se pela combinação e predominância de aspectos naturais, sociais e econômicos da região. Apesar de não haver uma delimitação precisa dos ele- mentos físicos e humanos entre uma região e outra, o IBGE utilizou a delimitação político-administrativa. Nes- ta existem dois níveis hierárquicos básicos: as micro e macrorregiões. Na classificação de macrorregião, o estado de Mato Grosso integra a região Centro-Oeste. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. A) III, I, IV, II B) II, I, IV, III C) I, II, III, IV D) IV, III, II, I E) III, IV, I, II 47 Fo rm aç ão T er rit or ia l B ra si le ira 2. (UNESP-2009) Uma forma de regionalizar o Brasil, para avaliar a situação socioeconômica e as relações entre a sociedade e o espaço natural, é dividir o país em três grandes complexos regionais, de acordo com proposta do geógrafo brasileiro Pedro Pinchas Geiger. Observe a figura em que está destacada essa proposta de regionalização. Indique a alternativa que apresenta os complexos regionais 1, 2 e 3, respectivamente. A) Complexo Norte, Nordeste e Centro Sul. B) Complexo Norte, Centro Sul e Nordeste. C) Complexo Amazônia, Centro Oeste e Nordeste. D) Complexo Amazônia, Centro Sul e Nordeste. E) Complexo Norte, Centro Oeste e Nordeste. 3. (UFPR-2008) Há inúmeras formas de dividir o território de um país. O mapa a seguir apresenta uma divisão do Brasil em três grandes regiões geoeconômicas. Com base no mapa e nos conhecimentos de Geografia Regional, assinale a alternativa CORRETA. A) A Amazônia possui a estrutura produtiva mais diver- sificada das três regiões, pois suas atividades de ex- tração mineral e vegetal exploram grandes províncias mineralógicas e uma floresta com alta biodiversidade. B) Critérios geopolíticos pesam nessa regionalização, posto que Goiás e outras áreas do Centro-Oeste fazem parte da região geoeconômica mais importante por serem polarizadas pelo Distrito Federal. C) O Nordeste é a mais homogênea das três regiões, pois o declínio socioeconômico e a perda de população para o Centro-Sul definem os espaços que a constituem. D) O avanço da agricultura moderna na região dos cer- rados foi o que levou ao conceito de região geoeco- nômica Centro-Sul, pois tornou a estrutura produtiva dessa região mais semelhante com a do Sul e Sudeste. E) A influência dos recursos naturais sobre as atividades econômicas explica por que as áreas da Amazônia e do Nordeste coincidem com os limites da floresta equatorial e do Polígono das Secas. 4. (UFPR-2006) Uma das formas de regionalização traba- lhadas pelos geógrafos divide o Brasil em três Complexos Regionais ou Regiões Geoeconômicas, quais sejam: Centro-Sul, Nordeste e Amazônia. Essa divisão toma por base os processos históricos mais gerais de formação do território nacional, com destaque para os processos de povoamento e de ocupação econômica do espaço. Ao contrário da divisão oficial do país em grandes regiões, elaborada pelo IBGE, os limites regionais dessa divisão tripartite nem sempre coincidem com os limites estaduais. Brasil - Regiões Geoconômicas Com base na figura, no e nos conhecimentos de Geografia regional, assinale a alternativa CORRETA. A) O Centro-Sul é a região mais desenvolvida do país, porque foi a primeira a ser ocupada desde o início da colonização. B) O norte do estado de Minas Gerais integra o com- plexo regional nordestino porque apresenta carac- terísticas ambientais e sócio-econômicas típicas do semiárido nordestino. C) Apesar das políticas de povoamento e de desenvol- vimento regional implementadas pela SUDAM desde os anos 50, a Amazônia continua se distinguindo por ser um vazio demográfico. D) A industrialização intensiva de áreas do Centro-Sul, como São Paulo e Rio de Janeiro, é devida à imigração europeia, sobretudo de origem italiana. E) O Nordeste é uma região distinta das demais por apre- sentar economia estagnada e população em declínio, devido às migrações motivadas pela seca. 5. (UEL-1999) A regionalização do espaço brasileiro em três complexos regionais, a Amazônia, o Nordeste e o Centro Sul, é uma classificação baseada A) em características geoeconômicas. B) nos domínios morfoclimáticos. C) na atuação dos órgãos regionais de planejamento. D) nas macrorregiões propostas pelo IBGE. E) nas grandes regiões naturais do país. 48 G eo gr afi a Questões Discursivas 1. (UEG-2010) Uma divisão regional é fruto de teorias e mé- todos utilizados para a regionalização. Ela apresenta uma espécie de fotografia do estágio da organização do espaço geográfico nacional feita a partir das lentes dessas teorias e desses métodos. Com base nesse fragmento e nos mapas a seguir, apresente as diferenças entre as regionalizações estabelecidas para o Brasil por Milton Santos (1999), IBGE (1988) e Pinchas Geiger (1964), identificando os critérios (naturais, econômicos e/ou sociais) utilizados pelos autores. 2. (UNICAMP-2011) A figura a seguir, a despeito de apre- sentar a delimitação territorial atual do Brasil, representa a formação espacial colonial-escravista brasileira na passagem do século XVIII para o século XIX, momento fundamental para a compreensão da formação territorial do Brasil. A figura delimita as diversas atividades econômico- -demográficas, do que resulta um dado arranjo espacial. A) RELACIONE as áreas de pecuária, no final do século XVIII, aos biomas existentes no Brasil. B) A expansão da atividade pecuária pelo território esteve vinculada também ao tropeirismo. DESCREVA o papel da atividade pecuária e do tropeirismo na constituição do território brasileiro. 3. (UFF-2012) Visando a uma melhor compreensão da organização do espaço brasileiro, vem ganhando destaque em publicações acadêmicas e didáticas uma proposta de regionalização baseada na existência de três complexos regionais ou re- giões geoeconômicas: Centro-Sul, Nordeste e Amazônia. Segundo o geógrafo Roberto Lobato Corrêa, o Centro-Sul seria o coração econômico e político do país, o Nordeste a “região das perdas” (econômica e demográfica) e a Amazô- nia, ainda em nossos dias, uma vasta fronteira de ocupação. A) Aponte e comente dois fatores que justifiquem a primazia do Centro-Sul frente às demais regiões, no conjunto da vida nacional. B) Considerando que o desenvolvimento nunca é espa- cialmente uniforme, áreas dinâmicas ou estagnadas podem ser encontradas no interior de cada um dos três complexos regionais.Com base nessa evidência, identifique uma área produtiva moderna, localizada na Amazônia, que apresente forte dinamismo econômico, justificando sua identificação. 4. (UNESP-2009) Durante o processo de regionalização do Brasil, o Nordeste sempre foi apontado como “região das perdas” (Corrêa, 1989). Sua situação econômica e ambiental deve-se a enormes desigualdades sociais e grandes e graves prejuízos advindos das secas. Atualmente, várias medidas foram tomadas com o apoio do Estado nacional, enfatizando um planejamento econômico e ambiental para essa região. CITE duas medidas tomadas no meio rural da Região Nordeste, que estão contribuindo para minimizar os efeitos adversos da seca e aumentar a produtividade. Fo rm aç ão T er rit or ia l B ra si le ira 49 GABARITO 5. (UFC-2007) A regionalização do espaço brasileiro tem sido trabalhada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e por especialistas geógrafos que têm apresentado, ao longo dos anos, diferentes propostas de divisão regional. Sobre o referido assunto, responda aos itens a seguir. A) CITE a atual divisão regional adotada pelo IBGE. B) CITE a divisão das regiões geoeconômicas (ou complexos regionais) no Brasil (proposta do geógrafo Pedro Pinchas Geiger). C) Sobre as divisões regionais relacionadas nos itens anteriores (divisão regional adotada pelo IBGE e complexos regionais), APONTE as diferenças básicas quanto aos critérios para a delimitação do espaço. C.1. Critérios definidos para a divisão regional adotada pelo IBGE. C.2. Critérios definidos para a divisão dos complexos regionais. GABARITO Questões Propostas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 A B A B A C D A D D C A D A B D E D 21 B Questões dos Últimos Vestibulares 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 E E B VFVVF A B B A A B Questões Estilo ENEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C C A E B E D D C B Questões Inéditas 1 2 3 4 5 E D D B A 50 G eo gr afi a Questões Discursivas 1 A Divisão Regional proposta por Pedro Pinchas Geiger considera aspectos naturais e socioeconômicos, podendo ser caracterizada como a mais dinâ- mica. Nela temos a Amazônia, o Nordeste e o Centro Sul, caracterizada como a principal concentração econômica, financeira, social, cultural, populacional, infraestrtural brasileira. A Divisão Regional do IBGE coloca o país em 5 regiões geoeconômicas com características peculiares. O sistema considera os estados existentes, seus limites correspondem às divisas estaduais. É formada pelas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. A Divisão Regional proposta por Milton Santos destaca uma região concentrada caracterizada pela concentração de ciência, tecnologia e informação, determinantes no processo de ocupação do espaço, sendo formada pela Amazônia, Nordeste, Centro-Oeste e Concentrada. 2 (A - B) A) São destacadas áreas de criação pecuária, a Campanha Gaúcha, nos Pampas, Triângulo Mineiro em área de Cerrado, Mato Grosso, Ilha de Marajó e em áreas alagáveis e Sertão Nordestino. B) A demanda por animais de tração e para a alimentação associada ao vazio populacional do Brasil foram aspectos que facilitaram a criação nessas inúmeras áreas. Na época, os deslocamentos das áreas de criação para as áreas de emprego ou consumo eram feitos a toque com boiadeiros e tropeiros que rasgavam o território tocando os animais. 3 (A - B) A) O Centro-Sul concentra em sua extensão territorial, em comparação com as demais regiões: - A área mais urbanizada do Brasil, situada principalmente em torno das duas grandes metrópoles nacionais (São Paulo e Rio de Janeiro, com suas respectivas áreas metropolitanas), da capital do país (Brasília) e de metró- poles regionais como Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Goiânia. Cabe registrar, ainda, a existência de diversas capitais regionais e de um grande número de cidades médias e áreas de expressiva urbanização no sul de Minas Gerais, norte do Paraná e do Rio Grande do Sul, nordeste de Santa Catarina, sul de Goiás e em todo o estado de São Paulo. - A maior e mais diversificada concentração industrial, especialmente em São Paulo (Região Metropolitana e prolongamentos que se estendem para o oeste do estado, Sorocaba, Baixada Santista e Vale do Paraíba, chegando até à metrópole carioca); a área que tem como centro a metrópole de Belo Horizonte (denominada “Zona Metalúrgica”); o Vale do Itajaí (Santa Catarina); e a área que se estende de Porto Alegre a Caxias do Sul (Rio Grande do Sul). - A principal área agropecuária do país, caracterizada pela grande diver- sidade produtiva, nível de modernização e importância em valor e volume da produção. - A mais densa e integrada rede de circulação, ao concentrar os principais portos do país (Santos, Rio de Janeiro, Vitória, Paranaguá e Rio Grande), a rede rodoferroviária mais expressiva, os aeroportos mais importantes e o uso mais intenso de sistemas de telecomunicações. - A maior concentração de infraestrutura e capital fixo, ao reunir a malha mais densa de vias de comunicação e a maior quantidade de cidades importantes, hidrelétricas, grandes obras públicas e outras formas espaciais que conferem elevado valor ao território. - Os principais centros de gestão econômica do país (São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília), onde estão situadas as sedes das grandes corporações (sediadas em cidades menores quando pertencentes ao ramo da agroindús- tria), empresas estatais e o próprio aparelho de Estado. - A maior concentração de renda, que reflete a magnitude dos negócios associados aos itens acima e implica, por sua vez, desenvolvimento maior do consumo e das atividades terciárias. B) Podem ser apontadas as seguintes áreas: - Complexo minero-metalúrgico do Maranhão, associado ao Programa Grande Carajás - Áreas modernas de cultivo de grãos em área de cerrado e cerradão na Amazônia Legal - Zona Franca de Manaus (Justificativa, baseada em breves informações sobre a área). 4 O governo tomou medidas nos últimos anos para enfrentar o problema da seca no semiárido do Nordeste. Destaca-se o programa de construção de cisternas (reservatórios de água para o abastecimento humano e animal em casas e pequenas propriedades). O empreendimento mais ambicioso é a transposição do rio São Francisco (canais artificiais que levarão água aos estados de PE, PB, CE e RN), iniciada em 2007, cujos objetivos são o abastecimento humano e o desenvolvimento econômico (agricultura e indústria). 5 A) o IBGE dividiu o Brasil em cinco macrorregiões geográficas, a saber: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul (divisão oficial). B) as regiões geoeconômicas (ou complexos regionais) do Brasil são: Amazônia, Centro-Sul e Nordeste. C) c.1. A divisão oficial adotada pelo IBGE, composta de cinco macrorre- giões, está fundamentada na combinação das características econômicas, naturais e demográficas, mantendo na divisão regional o limite político- -administrativo dos estados. c.2. Na delimitação das regiões geoeconômicas (ou complexos regionais), o critério básico foi a divisão regional do trabalho, ou seja, a estrutura pro- dutiva dominante em cada região, sem levar em conta os limites políticos territoriais dos estados.