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AFA 2011/2012 – RESUMO TEÓRICO – MATEMÁTICA
1
APOSTILA DE REVISÃO
MATEMÁTICA – FRENTE 1
CONJUNTOS
1 - Noções Básicas
Conjunto: é uma coleção de elementos.
a) vazio: não possui elementos
b) unitário: possui um único elemento
c) universo: conjunto que possui todos os elementos
Relação de pertinência: se x é um elemento do conjunto A Ax∈⇒ .
Caso contrário, Ax∉ .
Subconjunto: se todos os elementos de um conjunto A pertencem a
um conjunto B então A é subconjunto de B, ou seja, BA ⊂ (A está
contido em B).
Operações com conjuntos:
a) união: }BxouAx,x{BA ∈∈=∪
b) intersecção: }BxeAx,x{BA ∈∈=∩
c) diferença: }BxeAx,x{BA ∉∈=−
Complementar: se BA ⊂ então o complementar de A com relação à
B é o conjunto ABCBA −= .
O número de elementos da união de dois conjuntos pode ser
obtido pela seguinte relação: )BA(n)B(n)A(n)BA(n ∩−+=∪
Conjunto das partes: dado um conjunto A, o conjunto das partes de
A, P(A), é o conjunto de todos os possíveis subconjuntos de A. Se A
possui n elementos, então P(A) possui 2n elementos.
2 – Conjuntos Numéricos
Números naturais: N = {0, 1, 2, 3, ...}
Números inteiros: Z = {..., -2, -1, 0, 1, 2, 3, ...}
Números racionais: Q = {a/b, com a,b ∈ Z e b ≠ 0}
Obs: o conjunto dos números racionais é formado por todas as frações
e por dízimas periódicas.
Números irracionais: são todos os números que não podem ser
escritos como uma fração de dois números inteiros. É o conjunto I.
Obs: todas as dízimas não-periódicas são irracionais.
Números reais: R = {x, x é racional ou x é irracional}.
TEORIA BÁSICA DE FUNÇÕES
Definição: dados dois conjuntos A e B, uma relação f: A→B é
chamada função quando associa a cada elemento de A um único
elemento de B. O domínio de f é o conjunto A, o contra-domínio de f é
o conjunto B e a imagem de f é o subconjunto de B formado por todos
os elementos que estão em correspondência com os elementos de A.
Classificações
a) sobrejetora: conjunto-imagem = contradomínio.
b) injetora: se x1,x2 ∈A, com x1≠x2, então f(x1)≠f(x2).
c) bijetora: função injetora e sobrejetora
d) função par: f(x) = f(-x)
e) função ímpar: f(x) = -f(-x)
obs: existem funções que não são nem pares nem ímpares.
Função composta: chama-se função composta, ou função de uma
função, à função obtida substituindo-se a variável independente x por
uma outra função.
Função inversa: se f:A→B é uma função bijetora, então existe uma
função f-1:B→A tal que se f(x)=y ⇒ f-1(y)=x.
Obs: para determinar a função inversa, escreve-se y = f(x), e troca-se
x por y e y por x na expressão. Isolando-se y obtemos então a
expressão da função inversa de f.
Exemplo:Sendo f(x) 3x 6= + e = −g(x) log(x) 1encontre as inversas.
1
y 3x 6
x 3y 6
3y x 6
1y x 2
3
1f (x) x 2
3
−
= +
= +
= −
= −
= −
x 1
1 x 1
y log(x) 1
x log(y) 1
log(y) x 1
y 10
g (x) 10
+
− +
= −
= −
= +
=
=
Função composta com a inversa: se f é uma função inversível então
1f f (x) x.− =D
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2
FUNÇÕES E EQUAÇÕES
1- Função do 1o grau
Definição: f(x) = a.x + b, com a ≠ 0. Seu gráfico sempre é uma reta.
Função decrescente
Função crescente
Zero da função do 1o grau: valores onde f(x) = 0.
a
bx0bax −=⇒=+
2- Função do 2o grau
Definição: 2f(x) ax bx c= + + , com a ≠ 0. Seu gráfico é uma parábola.
Zeros da função do 2o grau: ax2+bx+c=0
a.2
bx
c.a.4b2
Δ±−=
−=Δ
Aqui, temos:
a) se ∆>0: duas raízes reais (o gráfico de f corta o eixo x em dois
pontos distintos).
b) se ∆=0: uma raiz real (o gráfico de f tangencia o eixo x)
c) se ∆<0: duas raízes complexas conjugadas (o gráfico de f não
passa pelo eixo x).
Vértice: ⎟⎠
⎞⎜⎝
⎛ Δ−−
a4
;
a2
b
Função biquadrada: 4 2 2f(x) ax bx c f(x) ay by c= + + ⇒ = + + | 2y x=
3- Função modular
Definição: 2f(x) x x= =
⎩⎨
⎧
<−
≥=
0xx
0xx
xf
,
,
)(
Equação modular: uma equação modular é uma equação do tipo
)x(g)x(f = , onde f(x) e g(x) são funções. Para resolver tais equações
devemos estudar o sinal de f e aplicar a definição de módulo:
≥⎧= ⎨− <⎩
f(x), quando f(x) 0
f(x)
f(x), quando f(x) 0
= ≥⎧= ⇒ ⎨− = <⎩
f(x) g(x), quando f(x) 0
f(x) g(x)
f(x) g(x), quando f(x) 0
Inequação modular: sendo a 0≥ :
f(x) a a f(x) a< ⇔ − < <
f(x) a f(x) a> ⇔ < − ou f(x) a>
4- Função exponencial
Definição: f(x) = ax, onde a é constante positiva.
a) a > 1
f é crescente
x2>x1 ⇒ y2>y1
Imagem = IR+
b) 0<a<1
f é decrescente
x2>x1 ⇒ y2<y1
Imagem = IR+
Equação exponencial: são equações que possuem termos com
expoentes. Observe que a equação ax = 0 não tem solução, isto é, a
função exponencial não possui raiz. xa 0> x∀ ∈\
5- Função logaritmo
Logaritmo: se a > 0, a ≠ 1 e b > 0 então baxblog xa =⇔= .
Conseqüência lógica: = =alog b baa log a b
Definição: f(x) = loga x.
a) a>1:
f é crescente
Imagem = IR
Domínio = IR+
b) 0<a<1:
f é decrescente
Imagem = IR
Domínio = IR+
Propriedades dos logaritmos
1) = +a a alog (b.c) log b log c 4) alog
blog
blog
c
c
a =
2) n m aa
mlog b .log b
n
= 5) a alog b log c b c= ⇔ =
3) ⎛ ⎞ = −⎜ ⎟⎝ ⎠a a a
blog log b log c
c
Quantidade de algarismos: tomando-se um número aleatório b com
n algarismos, temos que:
10n-1 ≤ b < 10n
log(10n-1) ≤ log(b) < log(10n)
n - 1 ≤ log(b) < n
n ≤ log(b) + 1 < n + 1
Assim, sendo c a parte inteira do log(b): n = c + 1.
Equação logarítmica: equação do tipo )x(g)x(floga = . Deve ser
resolvida a partir das propriedades de logaritmos.
Observação: resolver uma equação é o mesmo que encontrar os
zeros de uma função. Normalmente, as equações são mistas, ou seja,
são misturas de várias funções diferentes, o que torna difícil montar
um modo de resolução específico para cada equação.
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INEQUAÇÕES
Inequação do 2º grau: 2f(x) ax bx c= + + , com a ≠ 0
a < 0 f(x) < 0, x∀ ∈\ ∆ < 0 a > 0 f(x) > 0, x∀ ∈\
a < 0 f(x) ≤ 0, x∀ ∈\ ∆ = 0 a > 0 f(x) ≥ 0, x∀ ∈\
f(x) < 0, x∀ ∈ 1[ ,x ]−∞ U 2[x , ]+∞ a < 0
f(x) > 0, x∀ ∈ [x1,x2]
f(x) > 0, x∀ ∈ 1[ ,x ]−∞ U 2[x , ]+∞
∆ > 0
a > 0
f(x) < 0, x∀ ∈ [x1,x2]
Δ < 0
a > 0
a < 0 +
_
+ +
Δ = 0
_
a > 0 a > 0
_
a < 0
a > 0
_
+ + +
Δ > 0
x1 x2 x1 x2 _ _
Obs: generalizando para uma equação polinomial de grau n, ao
percorremos os valores possíveis de x, temos que em toda raiz de
multiplicidade ímpar há alteração do sinal da função, enquanto em
raízes de multiplicidade par não há alteração do sinal.
Inequação modular: se a<0: f(x) a> x∀ ∈\
se a 0≥ : f(x) a a f(x) a< ⇔ − < <
f(x) a f(x) a> ⇔ < − ou f(x) a>
Inequações produto e quociente: são inequações que envolvem o
produto e/ou quociente de funções. É preciso montar um quadro de
estudo de sinais das funções envolvidas.
Ex: Sejam 1 2 3 4a,b,c,x ,x ,x ,x ;∈\ a,b > 0; c 0;< 1 2 3 4x x x x ;< < <
1f(x) a.(x x )= − , 2 3g(x) b.(x x ).(x x )= − − , 1 4h(x) c.(x x ).(x x )= − − e
f(x).g(x)q(x)
h(x)
=
- - - - - - - -+ + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + - - - - - -
x1
x1
x2 x3
x4
\
\
\
\
f ( x )
g(x )
h(x )
f ( x ).g(x )q(x )
h(x )
=
- - - - - - - -+ + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + +
+ + + + + + + + + + + + - - - - - - - - - - + + + + + + + ++ + +
+ + + + + + + + + + + + - - - - - - - - - - - + + + + + + - - - - - -
x1 x2 x3 x4
Pelo quadro de sinais acima, sabemos que:
• 1 1 2x ( ,x ) (x ,x ) q(x) 0∈ −∞ ⇔ >∪
• 3 4x (x ,x ) q(x) 0∈ ⇔ <
• 2 3x {x ,x } q(x) 0∈ ⇔ =
• q(x) não está definida em x1 e x4
Inequações exponenciais e logarítmicas:
se a > 1: x na a x n> ⇔ >
> ⇔ > >a alog f(x) log g(x) f(x) g(x) 0
k
alog f(x) k f(x) a> ⇔ > e kalog f(x) k 0 f(x) a< ⇔ < <
se 0 < a < 1: x na a x n> ⇔ <
a alog f(x) log g(x) 0 f(x) g(x)> ⇔ < <
k
alog f(x) k 0 f(x) a> ⇔ < < e kalog f(x) k f(x) a< ⇔ >
SEQÜÊNCIAS
1- Progressão aritmética
Definição: seqüência na qual a diferença entre dois termos
consecutivos é sempre constante.
Termo geral: r).1n(aa 1n −+=
Soma dos n primeiros termos:
2
n).aa(S n1n
+=
2- Progressão geométrica
Definição: seqüência na qual o quociente entre dois termos
consecutivos é sempre constante.
Termo geral: 1n1n qaa
−=
Soma dos n primeiros termos:
q1
)q1(a
S
n
1
n −
−=
Soma de uma PG infinita: 1aS
1 q
= − , onde, |q| < 1
Dica: representar os termos de uma PA como ..., x r,x,x r− + ,... ou
..., rx
2
− , rx
2
+ ,... e de uma PG como ..., x ,x,xq
q
,... ou
..., 2
x. q
q
x. q
q
, x. q , x. q.q ,... pode facilitar a resolução de questões
de geometria e polinômios onde alguns dados formam seqüências.
Somatório e Produtório:
n
i 1 2 3 n
i 1
a a a a ... a
=
= + + + +∑ n i 1 2 3 n
i 1
a a .a .a .....a
=
=∏
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4
MATRIZES
Definição: Uma matriz m x n é uma tabela de m.n números dispostos
em m linhas e n colunas. Se m = n, a matriz é dita matriz quadrada de
ordem n. Um elemento na i-ésima linha e na j-ésima coluna é indicado
por ija . Assim, uma matriz m x nA é apresentada como:
11 12 1
21 22 2
1 2
n
n
m m mn
a a a
a a a
A
a a a
⎛ ⎞⎜ ⎟⎜ ⎟= ⎜ ⎟⎜ ⎟⎜ ⎟⎝ ⎠
"
"
# # % #
"
Exemplo: As matrizes A, B e C abaixo têm tamanhos
respectivamente, 3 x 2, 3 x 1 e 1 x 4.
4 0
500!37
1
A
i π
⎛ ⎞⎜ ⎟= ⎜ ⎟⎜ ⎟−⎝ ⎠
,
2
15
23B
e
⎛ ⎞⎜ ⎟= −⎜ ⎟⎜ ⎟⎝ ⎠
,
32 1 17 2 6
2
C i
⎛ ⎞= − − +⎜ ⎟⎜ ⎟⎝ ⎠
Matriz Transposta: Dada uma matriz A, de tamanho m x n, definimos
a matriz transposta de A, representada por AT, como a matriz de
tamanho n x m, obtida de A transformando suas m linhas em colunas,
ou de modo equivalente, suas n colunas em linhas.
Exemplo:
4 0
4 137500!37 0 500!
1
T iA A
i
ππ
⎛ ⎞ ⎛ ⎞−⎜ ⎟= ⇔ = ⎜ ⎟⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎝ ⎠⎜ ⎟−⎝ ⎠
Igualdade entre matrizes: Duas matrizes são iguais quando têm o
mesmo número de linhas, o mesmo número de colunas, e seus termos
correspondentes são iguais. Assim:
m x n p x q
m = n
p = q
, ,ij ij
A B
a b i j
⎧⎪= ⇔ ⎨⎪ = ∀⎩
Exemplo: As matrizes P e Q abaixo, ambas quadradas de ordem 3,
são iguais para todo valor real de x.
2 2
3
11 cos
2
3! |1 2 | 1
1 52 | 5 |
2
x
sen x x
P
⎛ ⎞− +⎜ ⎟⎜ ⎟⎜ ⎟= −⎜ ⎟−⎜ ⎟−⎜ ⎟⎝ ⎠
e
0 1
92 log 3 1
6 2 1 45
8 2 5x
Q tg
−⎛ ⎞⎜ ⎟⎜ ⎟= − °⎜ ⎟⎜ ⎟⎝ ⎠
Adição de matrizes: Dadas duas matrizes A e B, de mesmo tamanho
m x n, definimos a soma A B+ como sendo outra matriz, também de
tamanho m x n, cujos termos são a soma dos termos correspondentes
das matrizes A e B. Assim:
11 12 1 11 12 1
21 22 2 21 22 2
1 2 1 2
n n
n n
m m mn m m mn
a a a b b b
a a a b b b
A B
a a a b b b
⎛ ⎞ ⎛ ⎞⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎜ ⎟ ⎜ ⎟+ = + =⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎝ ⎠ ⎝ ⎠
" "
" "
# # % # # # % #
" "
11 11 12 12 1 1
21 21 22 22 2 2
1 1 2 2
n n
n n
m m m m mn mn
a b a b a b
a b a b a b
a b a b a b
+ + +⎛ ⎞⎜ ⎟+ + +⎜ ⎟= ⎜ ⎟⎜ ⎟⎜ ⎟+ + +⎝ ⎠
"
"
# # % #
"
Exemplo: Sejam
1
2 5
A
π⎛ ⎞= ⎜ ⎟⎜ ⎟−⎝ ⎠
,
7 5
4 20
B
π−⎛ ⎞= ⎜ ⎟⎜ ⎟−⎝ ⎠
.Então,
8 5
6 3 5
A B
⎛ ⎞+ = ⎜ ⎟⎜ ⎟−⎝ ⎠
Multiplicação de uma matriz por um número: Dados um número λ e
uma matriz A, de tamanho m x n, definimos o produto λ.A como sendo
outra matriz, também de tamanho m x n, onde cada termo é o produto
do número λ pelo elemento correspondente da matriz A. Assim:
11 12 1 11 12 1
21 22 2 21 22 2
1 2 1 2
n n
n n
m m mn m m mn
a a a a a a
a a a a a a
A A
a a a a a a
λ λ λ
λ λ λλ
λ λ λ
⋅ ⋅ ⋅⎛ ⎞ ⎛ ⎞⎜ ⎟ ⎜ ⎟⋅ ⋅ ⋅⎜ ⎟ ⎜ ⎟= ⇒ ⋅ =⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎜ ⎟ ⎜ ⎟⋅ ⋅ ⋅⎝ ⎠ ⎝ ⎠
" "
" "
# # % # # # % #
" "
Em particular, a matriz (–1).A é dita matriz oposta a A e representada
por – A.
Exemplo: Se
1
2 5
A
π⎛ ⎞= ⎜ ⎟⎜ ⎟−⎝ ⎠
, então
4 4
4
8 4 5
A
π⎛ ⎞⋅ = ⎜ ⎟⎜ ⎟−⎝ ⎠
e a matriz
oposta a A é a matriz
1
2 5
A
π− −⎛ ⎞= ⎜ ⎟⎜ ⎟−⎝ ⎠
.
Produto de duas matrizes: Dadas duas matrizes A e B, sendo A de
tamanho m x n, e B de tamanho n x p (ou seja, o número de colunas
de A deve ser igual ao número de linhas de B), definimos o produto
A.B como sendo uma matriz de tamanho m x p (ou seja, com o
número de linhas de A e o número de colunas de B), onde cada
elemento do produto C = A.B é dado por:
1 1 2 2
1
n
ij ik kj i j i j in nj
k
c a b a b a b a b
=
= ⋅ = ⋅ + ⋅ + + ⋅∑ "
Em outras palavras, o elemento da matriz produto C, na i-ésima linha
e na j-ésima coluna, é obtido multiplicando-se os elementos
correspondentes na i-ésima linha da matriz A e na j-ésima coluna da
matriz B, e depois somando esses n produtos.
Exemplo: Se
2 0
3 2
1 4
A
⎛ ⎞⎜ ⎟= −⎜ ⎟⎜ ⎟−⎝ ⎠
e
7 3
2 1
B
−⎛ ⎞= ⎜ ⎟⎝ ⎠
, então:
2 0 2 7 0 2 2 ( 3) 0 1
7 3
3 2 3 7 ( 2) 2 3 ( 3) ( 2) 1
2 1
1 4 ( 1) 7 4 2 ( 1) ( 3) 4 1
A B
⋅ + ⋅ ⋅ − + ⋅⎛ ⎞ ⎛ ⎞−⎛ ⎞⎜ ⎟ ⎜ ⎟⋅ = − ⋅ = ⋅ + − ⋅ ⋅ − + − ⋅ =⎜ ⎟⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎝ ⎠⎜ ⎟ ⎜ ⎟− − ⋅ + ⋅ − ⋅ − + ⋅⎝ ⎠ ⎝ ⎠
14 6
17 11
1 7
−⎛ ⎞⎜ ⎟−⎜ ⎟⎜ ⎟⎝ ⎠
Por outro lado, o produto B A⋅ não está definido, uma vez que o
número de colunas de B não é igual ao número de linhas de A.
Matriz Nula: A matriz nula de tamanho m x n é a matriz que tem zeros
em todas as suas entradas.
Exemplo: A matriz nula 2 x 3 é
0 0 0
0 0 0
⎛ ⎞⎜ ⎟⎝ ⎠
.
Matriz Identidade: A matriz identidade de ordem n é a matriz
quadrada n x n que tem o número um em sua diagonal principal e zero
em todas as outras entradas.
Exemplo: A matriz identidade de ordem 3 é
1 0 0
0 1 0
0 0 1
⎛ ⎞⎜ ⎟⎜ ⎟⎜ ⎟⎝ ⎠
.
Matriz Inversa: Dizemos que uma matriz quadrada A, de ordem n,
admite inversa, ou é inversível, quando existe uma outra matriz B,
também quadrada de ordem n, tal que nA B B A I⋅ = ⋅ = , onde In
denota a matriz identidade de ordem n. Quando tal matriz B existe, ela
é dita matriz inversa de A e denotada por B = A–1.
Exemplo: As matrizes
1 3 0
2 2
3 1 0
2 2
0 0 3
⎛ ⎞−⎜ ⎟⎜ ⎟⎜ ⎟= ⎜ ⎟⎜ ⎟⎜ ⎟⎜ ⎟⎜ ⎟⎝ ⎠
A e
1 3 0
2 2
3 1 0
2 2
10 0
3
B
⎛ ⎞⎜ ⎟⎜ ⎟⎜ ⎟⎜ ⎟= −⎜ ⎟⎜ ⎟⎜ ⎟⎜ ⎟⎝ ⎠
são inversas uma da outra, pois 3
1 0 0
0 1 0
0 0 1
A B B A I
⎛ ⎞⎜ ⎟⋅ = ⋅ = =⎜ ⎟⎜ ⎟⎝ ⎠
.
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5
DETERMINANTES
Menor complementar: chamamos de menor complementar relativo a
um elemento aij de uma matriz M, quadrada e de ordem n>1, o
determinante Dij , de ordem n - 1, associado à matriz obtida de M
quando suprimimos a linha e a coluna que passam por aij.
Cofator ou complemento algébrico: número relacionado com cada
elemento aij de uma matriz quadrada de ordem n dado por Aij = (-1)i+j
.Dij.
Teorema de Laplace: O determinante de uma matriz M, de ordem
n≥2, é a soma dos produtos de uma fila qualquer (linha ou coluna)
pelos respectivos cofatores.
Cálculo do determinante para ordens 1 e 2 ( )
bcaddc
ba
A
dc
ba
A
aaAaA
−==⇒⎟⎟⎠
⎞
⎜⎜⎝
⎛=
==⇒=
det
det
Cálculo do determinante para ordem 3 (Regra de Sarrus)
I - Repetem-se as duas primeiras colunas (ou linhas);
II - Multiplicam-se os elementos com direções iguais à da diagonal
principal, atribuindo a estes produtos sinais positivos;
III - Multiplicam-se os elementos com direções iguais à da diagonal
secundária, atribuindo a estes produtos sinais negativos;
IV - A soma algébrica de todos os produtos obtidos corresponde ao
determinante procurado.
A =
a b c
d e f
g h i
a b c
d e f
g h i
a
d
g
b
e
h
⎡
⎣
⎢⎢⎢
⎤
⎦
⎥⎥⎥
⇒;
− − − + + + ⇒ det A = aei + bfg + cdh - bdi - afh - ceg
Propriedades
1) somente as matrizes quadradas possuem determinantes.
2) det(A) = det(At).
3) o determinante que tem todos os elementos de uma fila iguais a
zero, é nulo.
4) se trocarmos de posição duas filas paralelas de um determinante,
ele muda de sinal.
5) o determinante que tem duas filas paralelas iguais ou proporcionais
é nulo.
6) det(A-1) = 1/det A.
7) det(A.B) = det A.det B
8) se A é matriz quadrada de ordem n e k é real então
det(k.A) = kn. det A
Existência da matriz inversa: Uma matriz A possui inversa se e
somente se tem determinante não-nulo.
SISTEMAS LINEARES
Sistemas lineares: são sistemas de equações onde o maior expoente
é 1:
⎪⎪⎩
⎪⎪⎨
⎧
=+++
=+++
=+++
mnmnmm
nn
nn
bxaxaxa
bxaxaxa
bxaxaxa
...
...
...
2211
22222121
11212111
#####
A solução de um sistema linear é uma n-upla (r1, r2, ..., rn) que satisfaz
as m equações acima.
Forma matricial
⎟⎟
⎟⎟
⎟
⎠
⎞
⎜⎜
⎜⎜
⎜
⎝
⎛
=
⎟⎟
⎟⎟
⎟
⎠
⎞
⎜⎜
⎜⎜
⎜
⎝
⎛
⎟⎟
⎟⎟
⎟
⎠
⎞
⎜⎜
⎜⎜
⎜
⎝
⎛
nnmnmm
n
n
b
b
b
x
x
x
aaa
aaa
aaa
###%##
2
1
2
1
21
22221
11211
...
...
...
Sistema Homogêneo: o sistema é chamado homogêneo quando
b1=b2=...=bn=0.
Classificação de sistemas lineares
a) possível e determinado: só possui 1 solução;
b) possível e indeterminado: possui infinitas soluções;
c) impossível: não possui soluções.
Obs: se m≠n, o sistema jamais será possível e determinado.
Sistema de Cramer (ou Normal)
É todo aquele em que a matriz incompleta dos coeficientes A’ é
quadrada (m = n) e também det A’ ≠ 0 (D ≠ 0)
Regra de Cramer:
Todo sistema normal é possível admitindo uma e só uma solução,
dada por:
D
Di
i =α , onde Di é o determinante da matriz obtida pela
substituição da i-ésima coluna pela coluna dos termos constantes.
Sistemas equivalentes: sistemas que possuem o mesmo conjunto-
solução.
Propriedades:
1) trocando de posição as equações de um sistema, obtemos outro
sistema equivalente;
2) multiplicando uma ou mais equações de um sistema por um número
real K≠0 obtemos um sistema equivalente ao anterior.
Escalonamento: método para resolver sistemas lineares de qualquer
ordem. Para escalonar um sistema adotamos o seguinte
procedimento:
a) Fixamos como 1º equação uma das que possuem o coeficiente da
1º incógnita diferente de zero.
b) Utilizando as propriedades de sistemas equivalentes, anulamos
todos os coeficientes da 1ª incógnita das demais equações.
c) Repetimos o processo com as demais incógnitas, até que o sistema
se torne escalonado.
Exemplo de sistema escalonado possível e determinado:
a x a x ... a x b
a x ... a x b
................................
a x b
11 1 12 2 1n n 1
22 2 2n n 2
mn n n
+ + + =
+ + =
=
⎧
⎨
⎪⎪
⎩
⎪⎪
em que aii ≠ 0 , ∀i , 1 ≤ i ≤ n
Observa-se que a matriz incompleta A’ é tal que:
det A’ = det
a a ... a
0 a ... a
.........................
0 0 ... a
11 12 1n
22 2n
mn
⎡
⎣
⎢⎢⎢⎢
⎤
⎦
⎥⎥⎥⎥
= ≠a a ann11 22 0. .....
Logo o sistema é normal e pela regra de Cramer, (S) é possível e
determinado.
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6
APOSTILA DE REVISÃO
MATEMÁTICA – FRENTE 2
MATEMÁTICA BÁSICA
1- Potenciação
Definição: seja n um número inteiro diferente de zero. Assim, dado
um número real a, temos ��
�� �
vezesn
n a...aaa ×××= .
Propriedades
1) se 1a0a 0 =⇒≠
2) n
n
a
1a =−
3) nnn b.a)b.a( =
4) n
nn
b
a
b
a =⎟⎠
⎞⎜⎝
⎛
5) mnmn aa.a +=
6) mnm
n
a
a
a −=
7) m.nmn a)a( =
2- Radiciação
Definição: radiciação é a operação inversa da potenciação. Assim, se
n é um inteiro tal que n > 1, temos: nn abab =⇒=
Propriedades
1) nn
1
aa =
2) n mp.n p.m aa =
3) nnn b.ab.a =
4) nmm n a = a ⋅
Racionalização de denominadores: a racionalização de
denominadores consiste em transformar um denominador irracional,
indicado por um radical, em um denominador racional, sem alterar sua
fração.
a
a
a
a.
a
1
a
11)
n pn
n pn
n pn
n pn p
−
−
−
==
( ) ( ) ba b a = b - a b a = b a b a b - a 1 = b- a 1 2) 22 −++++⋅
( ) ( ) ba b - a = b - a b - a = b - a b - a b + a 1 = b+ a 1 3) 22 −⋅
3- Produtos Notáveis
)baba)(ba(ba
)baba)(ba(ba
bb.a.3b.a.3a)ba(
bb.a.3b.a.3a)ba(
bb.a.2a)ba(
bb.a.2a)ba(
)ba)(ba(ba
2233
2233
32233
32233
222
222
22
+−+=+
++−=−
−+−=−
+++=+
+−=−
++=+
−+=−
4- Aritmética
Teorema fundamental da aritmética: todo número inteiro pode ser
decomposto como produto de seus fatores primos.
Máximo divisor comum: maior número inteiro que divide
simultaneamente uma série de números dados.
Mínimo múltiplo comum: menor número que é múltiplo
simultaneamente de uma série de números dados.
Propriedade: )b;a(mmc).b;a(mdcb.a =
5- Regra de Três
Grandezas diretamente proporcionais: duas grandezas são
diretamente proporcionais quando, aumentando-se ou diminuindo-se
uma delas, a outra aumenta ou diminui na mesma proporção.
K
Y
X =
Grandezas inversamente proporcionais: duas grandezas são
inversamente proporcionais quando, aumentando uma delas, a outra
diminui na mesma proporção, ou, diminuindo uma delas, a outra
aumenta na mesma proporção.
KY.X =
Regra de três simples direta: uma regra de três simples direta é uma
forma de relacionar grandezas diretamente proporcionais.
Z
WK
Y
X ==
Z
W.YX
Z
W
Y
X =⇒=⇒
Regra de três simples inversa: uma regra de três simples inversa é uma
forma de relacionar grandezas inversamente proporcionais.
D.CKB.A ==
B
C
D
AD.CB.A =⇒=
Regra de três composta: regra de três composta é um processo que
relaciona grandezas diretamente proporcionais, inversamente
proporcionais ou uma mistura dessas situações
Situação Grandeza 1
Grandeza
2 ...........
Grandeza
n
1 A1 B1 ........... X1
2 A2 B2 ........... X2
Aqui, temos dois casos:
1) se todas as grandezas são diretamente proporcionais à grandeza n,
basta resolvermos a proporção:
.....2D.2C.2B.2A
.....1D.1C.1B.1A
2X
1X =
2) se algumas das grandezas são inversamente proporcionais à grandeza
n, basta invertermos a posição dessa grandeza. Suponha, por exemplo,
que a grandeza 2 é inversamente proporcional à grandeza n:
.....2D.2C.1B.2A
.....1D.1C.2B.1A
2X
1X =
6- Matemática financeira
Aqui, j simboliza juros, i simboliza a taxa de juros, t é o tempo, C é o
capital aplicado e M é o montante final (capital + juros).
Juros Simples: somente o capital inicial aplicado rende juros.
jCt.i.cCM
t.i.Cj
+=+=
=
JurosCompostos: após cada período, os juros são incorporados ao
capital, proporcionando juros sobre juros.
CMj
)i1.(CM t
−=
+=
BINÔMIO DE NEWTON
Fatorial: Define-se o fatorial de um número natural n de maneira
recursiva:
0! 1
! ( 1)!, 1n n n n
=⎧⎨ = ⋅ − ≥⎩
Assim, ! ( 1) 3 2 1n n n= ⋅ − ⋅ ⋅ ⋅ ⋅" .
Exemplo: 5! 5 4 3 2 1 120= ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ = .
Número binomial: Dados dois números naturais n e k, definimos o
número binomial
! , se
!( )!
0, se
n n kn
k n k
k
n k
⎧ ≥⎛ ⎞ ⎪ −= ⎨⎜ ⎟⎝ ⎠ ⎪ <⎩
Exemplo:
3
0
5
⎛ ⎞ =⎜ ⎟⎝ ⎠
e
4 4! 6
2 2!(4 2)!
⎛ ⎞ = =⎜ ⎟ −⎝ ⎠
Propriedade: 0 ou
n n
k p k p n
k p
⎛ ⎞ ⎛ ⎞= ≠ ⇒ = + =⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎝ ⎠ ⎝ ⎠
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7
Triângulo de Pascal: Colocando-se os números binomiais não-nulos
de maneira organizada, segundo a qual os binomiais de mesmo termo
superior estão na mesma linha, e os binomiais de mesmo termo
inferior estão na mesma coluna, formamos o triângulo de Pascal.
%####
14641
1331
121
11
1
Relação de Stifel: Se somarmos dois termos consecutivos numa
mesma linha do triângulo de Pascal, o resultado dessa adição é o
número binomial imediatamente abaixo da segunda parcela, ou seja,
1
1 1
n n n
p p p
+⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞+ =⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟+ +⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠
Esta relação nos dá um método extremamente rápido e eficiente para
construir o triângulo de Pascal até a linha desejada.
Propriedade: A soma dos elementos da n-ésima linha do triângulo é
igual a 2n, ou seja, vale a identidade:
0
2
0 1
n
n
k
n n n n
k n=
⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞= + + + =⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠∑ "
Binômios de Newton: são todas as potências da forma ( )na b+ , com
n natural.
0
( )
n
n n k k
k
n
a b a b
k
−
=
⎛ ⎞+ = ⎜ ⎟⎝ ⎠∑
Exemplo: 3 3 0 2 1 1 2 0 3
3 3 3 3
( )
0 0 0 0
a b a b a b a b a b
⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞+ = + + + =⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠
3 2 2 33 3a a b ab b+ + +
Termo geral do binômio: 1
n k k
k
n
T a b
k
−
+
⎛ ⎞= ⎜ ⎟⎝ ⎠
Exemplo: Se queremos o terceiro termo do desenvolvimento de
4( )a b+ , fazemos k = 2 nessa fórmula para obter
4 2 2 2 2
3
4
6
2
T a b a b−
⎛ ⎞= =⎜ ⎟⎝ ⎠
ANÁLISE COMBINATÓRIA
Permutações:
!nP n=
Exemplo: O número de anagramas da palavra UNICAMP é 7! = 5040.
Permutações circulares:
( 1)!nP n= −
Exemplo: O número de maneiras distintas de dispor sete pessoas
numa mesa circular é (7 – 1)! = 720
Permutações com elementos repetidos:
, , !
! !
a b
n
nP
a b
=" "
Exemplo: O número de anagramas da palavra MACACA é:
3,2
6
6! 60
3!2!
P = =
Arranjos: Faz distinção tanto em relação à ordem quanto em relação
à natureza dos elementos do conjunto.
,
!
( )!n k
nA
n k
= −
Exemplo: A quantidade de números de três algarismos que podemos
formar com os elementos do conjunto {1, 3, 5, 7, 9} é
5! 60
(5 3)!
=−
Combinações: Faz distinção apenas em relação à natureza dos
elementos, mas não leva em conta a ordem em que os mesmos são
dispostos no problema.
,
!
!( )!n k
n nC
k k n k
⎛ ⎞= =⎜ ⎟ −⎝ ⎠
Exemplo: O número de maneiras de escolher 2 alunos dentre os 40
presentes em uma sala de aula é dado por
40
780
2
⎛ ⎞ =⎜ ⎟⎝ ⎠
PROBABILIDADE
Definição: A probabilidade de um evento E ocorrer é a razão entre o
número de casos favoráveis e o número de casos possíveis.
( ) F
P
Np E
N
=
Como 0 F PN N≤ ≤ , temos que 0 ( ) 1p E≤ ≤ .
Exemplo: Ao lançarmos um dado com seis faces, vamos denotar os
seguintes eventos:
A – sair o número 2;
B – sair um número ímpar;
C – sair o número 7;
D – sair um número menor que 10.
Então: 1( )
6
p A = , 1( )
2
p B = , ( ) 0p C = e ( ) 1p D =
Evento União: A probabilidade do evento união de dois eventos, A e
B, é dada por ( ) ( ) ( ) ( )p A B p A p B p A B∪ = + − ∩ .
A B
S
Quando ( ) 0p A B∩ = , temos que ( ) ( ) ( )p A B p A p B∪ = + , e nesse
caso dizemos que os eventos A e B são disjuntos ou mutuamente
exclusivos.
Exemplo: No lançamento de um dado de seis faces, seja A o evento
“número primo” e B o evento “número par”. Temos que {2,3,5}A = e
{2,4,6}B = , de modo que {2}A B∩ = . Assim, a probabilidade do
evento união é 1 1 1 5( ) ( ) ( ) ( )
2 2 6 6
p A B p A p B p A B∪ = + − ∩ = + − = .
Probabilidade do Evento Complementar: Se um evento E tem
probabilidade ( )p E de ocorrer, então seu evento complementar,
denotado por CE , ocorre com probabilidade ( ) 1 ( )Cp E p E= − .
Exemplo: Refazendo o exemplo anterior de outro modo, considere o
evento E em que o número que sai no dado não é nem primo nem par.
Temos que {1}E = , e CA B E∪ = , logo:
1 5( ) ( ) 1 ( ) 1
6 6
Cp A B p E p E∪ = = − = − =
Probabilidade Condicional: É a probabilidade de ocorrer um certo
evento A, sabendo já ter ocorrido um outro evento B, ou seja, é a
probabilidade de ocorrer o evento A, dado que ocorreu B.
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8
Essa probabilidade é denotada por ( | )p A B , e vale:
( )( | )
( )
p A Bp A B
p B
∩=
Exemplo: Ao lançarmos um dado de seis faces, a probabilidade de
obtermos o número 2 (evento A), sabendo que saiu um número par
(evento B) é:
1
( ) 16( | ) 1( ) 3
2
p A Bp A B
p B
∩= = = .
Olhando esse resultado sob outro aspecto, isso quer dizer que se já
sabemos que saiu um número par, nosso espaço amostral não mais é
o conjunto {1, 2, 3, 4, 5, 6}, mas sim o conjunto B = {2, 4, 6}, ou seja, o
espaço amostral foi reduzido, e a probabilidade condicional nos indica
a chance de obter a face com o número 2 não mais no espaço todo,
mas no novo espaço amostral B.
Exemplo: Tenho três moedas honestas e uma moeda com duas
caras. Sorteio, ao acaso, uma dessas quatro moedas e verifico que o
resultado é cara. Qual a probabilidade de eu ter sorteado uma das
moedas honestas?
Chamemos de A o evento sortear uma moeda honesta, e B o evento
obter cara no lançamento de uma das moedas. Então:
3 1
( ) 34 2( | ) 3 1 1( ) 51
4 2 4
p A Bp A B
p B
⋅∩= = =
⋅ + ⋅
Independência de Eventos: Quando o evento A independe da
ocorrência do evento B, dizemos que A e B são eventos
independentes. Nesse caso, temos ( | ) ( )p A B p A= , e portanto
( ) ( ) ( )p A B p A p B∩ = ⋅ .
Ensaios de Bernoulli: Se um evento E tem probabilidade p de
acontecer num determinado experimento, então ao realizarmos n
experimentos idênticos, todos nas mesmas condições, a probabilidade
de que o evento E ocorra exatamente k vezes é dada por:
(1 )k n k
n
p p
k
−⎛ ⎞ ⋅ ⋅ −⎜ ⎟⎝ ⎠
Exemplo: Ao lançar um dado de seis faces três vezes seguidas, a
probabilidade de que o número 6 saia exatamente uma vez é dada por
1 23 1 5 25
1 6 6 72
⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞⋅ ⋅ =⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎝ ⎠ ⎝ ⎠⎝ ⎠
Exemplo: Ao lançarmos um dado de seis faces três vezes seguidas, a
probabilidade de que o número 6 saia pelo menos uma vez pode ser
calculada de duas maneiras. A primeira é pensar que o número 6 sai
pelo menos uma vez quando ele sai exatamente em uma das três
vezes, ou quando ele sai exatamente em duas das três vezes, ou
quando ele sai nos três lançamentos. Assim teríamos:
1 2 2 1 3 03 3 31 5 1 5 1 5 91
1 2 36 6 6 6 6 6 216
⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ =⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠
A segunda maneira é pensar no evento complementar. O evento
complementar de “sair o número 6 pelo menos uma vez” é o evento
“não sair o número 6nenhuma vez”. A probabilidade deste último é
dada por
0 33 1 5 125
0 6 6 216
⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞⋅ ⋅ =⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎝ ⎠ ⎝ ⎠⎝ ⎠
. Logo, a probabilidade do evento
complementar vale 125 911
216 216
− =
GEOMETRIA ANALÍTICA
Distância de dois pontos
x
y
Ay
Ax Bx
−B Ax x
−B Ay y
By
B
A
d
( ) ( )= − + −2 2B A B Ad x x y y
( ) ( )= ++ +2 2d x you
Ponto médio
x
y
Ay
Ax Bx
By
B
A
M
My
Mx
( ) + +⎛ ⎞= = ⎜ ⎟⎝ ⎠, ,2 2B A B AM M
x x y yM x y
Equações da reta
( )
+ + =
− = −
= +
= +⎧⎪⎨ = +⎪⎩
0
.
.
A A
A
A
ax by c
y y m x x
y m x q
x x αt
y y βt
x
y
Ay
Ax Bx
By
B
A
θ
q
( ) −= = =−B AB A
y y βm tg θ
x x α
(eq. geral)
(eq. reduzida)
(eq. paramétrica)
m: coeficiente angular q: coeficiente linear
Distância de Ponto a Reta
.
( )0 0,P x y ( )0r ax by c+ + =
0 0
, 2 2P r
ax by c
d
a b
+ += +
Posição relativa entre retas:
- Retas paralelas:
r s
// r s
r s
r s
r s m m
m m
r s
q q
⇔ =
=⎧⎪= ⇔ ⎨ =⎪⎩
( ) ( )r s∩ = ∅
( ) ( )r s r s∩ = =
- Retas concorrentes (não perpendiculares)
( ) ( ) { }
( )
1 .
r s
r s
r s P
m mtg
m m
θ
∩ =
−= +
r
s
θ
- Retas (concorrentes) perpendiculares
rs
. ( ) ( ) { }
. 1r s
r s P
r s m m
∩ =
⊥ ⇔ = −
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9
Área do triângulo
y
B
A
C
Ay
Cy
By
Ax Bx Cx
x
1
1 1
2
1
ABC
A A
B B
C C
x y
S x y
x y
=+
Condição de alinhamento de três pontos
A, B e C estão alinhados se, e somente se =
1
1 0
1
A A
B B
C C
x y
x y
x y
Área de polígonos (triangularização de polígonos)
Dado um polígono P qualquer, uma triangularização de P é uma
divisão de P em n triângulos T1, T2, ..., Tn , desde que:
- a união de todos os triângulos é igual ao polígono; e
- a intersecção deles, dois a dois, seja vazia, uma reta ou um ponto.
= + + + +1 2 3 ...P T T T TnS S S S S
Exemplo:
1A
2A
3A
4A
5A
6A
8A
7A
1T
2T
3T
4T
5T
6T
= + + + + +1 2 3 4 5 6P T T T T T TS S S S S S S
Equação Da Circunferência
y
Cy
Cx
x
r ( ) ( )2 2 2C Cx x y y r− + − =
Obs: uma equação na forma + + + + + =2 2 0Ax Bxy Cy Dx Ey F
representa uma circunferência de centro ⎛ ⎞− −⎜ ⎟⎝ ⎠,2 2
D E
A A
e raio
+ −=
2 2D E 4AFr
2A
, desde que = ≠ 0,A C = 0B e + − >2 2D E 4AF 0
CÔNICAS
ELIPSE: Dados dois pontos F1 e F2 distantes 2c. Uma elipse de focos
em F1 e F2 é o conjunto dos pontos P(x,y) cuja soma das distâncias a
F1 e F2 é constante e igual a 2a, com 2a > 2c.
( )−1A a,0 ( )2A a,0( )−1F c,0 ( )2F c,0
( )1B b,0
( )−2B b,0
y
x
a a
O
= +2 2 2a b c
= <ce 1
a
O: centro F1, F2: focos A1, A2, B1, B2: vértices A1A2: eixo maior (2a)
B1B2: eixo menor (2b) F1F2: distância focal (2c) e: excentricidade
Equações reduzidas – centro em (x0, y0)
- A1A2 // Ox:
( ) ( )− −+ =
2 2
0 0
2 2
x x y y
1
a b
- A1A2 // Oy:
( ) ( )− −+ =
2 2
0 0
2 2
y y x x
1
a b
HIPÉRBOLE: Dados dois pontos F1 e F2 distantes 2c. Uma hipérbole
de focos em F1 e F2 é o conjunto dos pontos P(x,y) cujo módulo da
diferença das distâncias a F1 e F2 é constante e igual a 2a, com
2a<2c.
( )−1A a,0 ( )2A a,0
( )−1F c,0 ( )2F c,0
( )1B b,0
( )−2B b,0c
x
y = +2 2 2c a b
= >ce 1
a
O
O: centro F1, F2: focos A1, A2: vértices e: excentricidade
A1A2: eixo real (2a) B1B2: eixo imaginário ou conjugado (2b)
F1F2: distância focal (2c)
Equações reduzidas – centro em (x0, y0)
- A1A2 // Ox:
( ) ( )− −− =
2 2
0 0
2 2
x x y y
1
a b
- A1A2 // Oy:
( ) ( )− −− =
2 2
0 0
2 2
y y x x
1
a b
PARÁBOLA: Dados um ponto F e uma reta d (F∉d). Uma parábola é
o conjunto dos pontos P(x,y) eqüidistantes de F e d.
x
y
V
d
( )F p 2,0
( )−p 2,0V '
= =
⊥
pV ' V VF 2
e d
e
F: foco V: vértice V’F: p – parâmetro e: eixo de simetria
Equações reduzidas – centro em (x0, y0)
- e // Ox: ( ) ( )20 0y y 2p x x− = −
- e // Oy: ( ) ( )20 0x x 2p y y− = −
RECONHECIMENTO DE UMA CÔNICA
Dada uma equação do 2o grau redutível à forma
( ) ( )
1
k
y-y
k
x-x
2
2
0
1
2
0 =+
k1 = k2 Circunferência
k1>0, k2>0 e k1>k2 Elipse de eixo maior horizontal
k1>0, k2>0 e k1<k2 Elipse de eixo maior vertical
k1>0 e k2<0 Hipérbole de eixo real horizontal
k1<0 e k2>0 Hipérbole de eixo real vertical
Rotação de eixos
As coordenadas de um ponto P(x,y) após a rotação de eixos de
um ângulo θ são dadas por (x`,y`) tais que
x = x`.cosθ - y`.senθ y = x`.senθ + y`.cosθ
Interpretação de uma equação do 2o grau
Dada a eq. geral do 2o grau:
Ax2 + 2Bxy + Cy2 + 2Dx + 2Ey + F = 0
é sempre possível eliminar o seu termo retângulo (2Bxy) através
de um rotação de eixos de um ângulo θ tal que
A = C Æ θ = π / 4 A ≠ C Æ tg 2θ = 2B/(A – C)
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10
NÚMEROS COMPLEXOS
Definição: são todos os números na forma z = a + b.i, com a,b ∈ IR e
i é a unidade imaginária, com i2 = -1. Também são representados na
forma z = (a, b), como um par ordenado de números reais.
Obs: se b = 0, o número z é um número real; se a = 0 e b ≠ 0, o
número z é chamado imaginário puro.
Conjugado: i.baz −=
Módulo: 22 ba|z| +=
Forma trigonométrica:
)sen.i.(coszz α+α=
Obs: o ângulo α é chamado
argumento do número
complexo, e é medido a
partir do eixo real no sentido
anti-horário.
0
Im(z)
b P (z a bi)= +
θ
a Re(z)
|z|
Forma exponencial: α= ie.zz
Operações com números complexos
Sejam z1 = a + b.i e z2 = c + d.i:
21
21
i).db()ca(zz
i).db()ca(zz
−+−=−
+++=+
22
21
2
1
21
z.z
z.z
z
z
i)bcad()bdac(zz
=
++−=
dica: use a propriedade distributiva na multiplicação
Multiplicação e divisão na forma trigonométrica
)sen.i(coszz
)sen.i(coszz
β+β=
α+α=
22
11
)](sen.i).[cos(
z
z
z
z
)](sen.i).[cos(z.zz.z
β−α+β−α=
β+α+β+α=
2
1
2
1
2121
Potenciação e radiciação: se z = |z|.(cos θ+ i. sen θ) e n é um
número inteiro então:
θ+θ= )]n(sen.i)n[cos(zz nn
⎥⎦
⎤⎢⎣
⎡ ⎟⎠
⎞⎜⎝
⎛ π+θ+⎟⎠
⎞⎜⎝
⎛ π+θ=
n
ksen.i
n
kcos.zz nn 22
Obs: encontrar a raiz n-ésima de um número complexo z é resolver a
equação rn = z. Essa equação é de grau n, logo, possui n raízes.
Assim, fazendo k = 0, 1, 2, ..., n - 1 na equação acima, encontramos,
para cada k, uma raiz diferente, formando um polígono regular de n
lados no plano de Gauss.
Exemplos:
( ) ( )3
3
z 27 27. cos i.sen
2k 2k 2k 2kz 27 cos i.sen 3 cos i.sen
3 3 3 3
π π
π π π π π π π π
⎡ ⎤=− = +⎣ ⎦
⎡ ⎤ ⎡ ⎤⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞+ + + +⎟ ⎟ ⎟ ⎟⎜ ⎜ ⎜ ⎜⎢ ⎥ ⎢ ⎥= + = +⎟ ⎟ ⎟ ⎟⎜ ⎜ ⎜ ⎜⎟ ⎟ ⎟ ⎟⎟ ⎟ ⎟ ⎟⎜ ⎜ ⎜ ⎜⎜ ⎜ ⎜ ⎜⎢ ⎥ ⎢ ⎥⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠⎣ ⎦ ⎣ ⎦
Com k = 0, 1, 2
Im(z)
-3
2
3
π
2
3
π
2
3
π
3
π
Re(z)
[ ]6
6
z 1 1. cos( ) i.sen( )
2k 2kz 1. cos i.sen
6 6
k kz cos i.sen
6 3 6 3
π π
π π π π
π π π π
=− = +
⎡ ⎤⎛ ⎞ ⎛ ⎞+ +⎟ ⎟⎜ ⎜⎢ ⎥= +⎟ ⎟⎜ ⎜⎟ ⎟⎟ ⎟⎜ ⎜⎜ ⎜⎢ ⎥⎝ ⎠ ⎝ ⎠⎣ ⎦
⎛ ⎞ ⎛ ⎞⎟ ⎟⎜ ⎜= + + +⎟ ⎟⎜ ⎜⎟ ⎟⎟ ⎟⎜ ⎜⎜ ⎜⎝ ⎠ ⎝ ⎠
Com k = 0, 1, 2, 3, 4, 5
Im(z)
Re(z)
3
π
3
π
3
π 3π
3
π
3
π
6
π
1
-1
POLINÔMIOS E EQUAÇÕES ALGÉBRICAS
Definição de polinômio: seja n um número natural. Um polinômio de
grau n é toda expressão do tipo
n
nxaxaxaaxP ++++=...)( 2210 ,
onde os valores a0, a1, ..., an são constantes.
Exemplos:
1
2
2
3 2
3
2
4
2
5
2
2 3 1
2 12 24 16
2 2
2 1
= −
= − +
= − + −
= − +
= − −
P ( x ) x
P ( x ) x x
P ( x ) x x x
P ( x ) x x
P ( x ) x ix
Polinômios idênticos: dois polinômios são idênticos quando seus
termos correspondentes são iguais.
Exemplo:
a
ax bx cx d x x b
c d
=⎧⎪+ + + = − ⇔ = −⎨⎪ = =⎩
3 2 3 2
1
1
0
Polinômio identicamente nulo: um polinômio é identicamente nulo
quando P(x) = 0, independente do valor de x. Nesse caso, todos os
coeficientes de P são nulos.
Exemplo: 10 0 0 0−= + + + =n nP( x ) x x ...
Equação polinomial ou algébrica: uma equação algébrica é um
polinômio igualado a zero, ou seja:
0...2210 =++++ nn xaxaxaa .
Assim, resolver uma equação algébrica é o mesmo que encontrar as
raízes de um polinômio.
Teorema fundamental da álgebra: se P(x) é um polinômio de grau n
então ele possui n raízes (reais ou complexas), e pode ser fatorado
em:
))...()(()( 21 nn rxrxrxaxP −−−=
onde r1, ..., rn são as n raízes desse polinômio.
Exemplos:
2
2
3 2 3
3
12 3 1 2 1 2
2 12 24 16 2 2
= − + = − −
= − + − = −
P ( x ) x x ( x )( x )
P ( x ) x x x ( x )
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11
Teorema das raízes complexas: se P(x) é um polinômio com
coeficientes reais e o número complexo a + bi é raiz de P(x) então seu
conjugado, a – bi, também é raiz.
Exemplo: Relembrando o teorema fundamental da álgebra temos:
( )( ) ( )( )P ( x ) x x x i x i= − + = − + − −24 2 2 1 1
Note que o polinômio P ( x ) x ix= − −25 2 1 admite x i= como raiz, mas
não admite seu conjugado, ( P ( i )− = −5 4 ). O Teorema das raízes
complexas só é válido para polinômios com coeficientes reais.
Divisão de polinômios: dividir um polinômio P(x) por um polinômio
D(x) significa encontrar dois polinômios Q(x) (quociente) e R(x) (resto)
que satisfaçam a condição P(x) = Q(x).D(x) + R(x).
)( R(x)
D(x) )(
xQ
xP
Nota: Sendo n, d, r e q o grau dos polinômios P(x), D(x), R(x) e Q(x),
respectivamente. Temos que r d= −1 e n d q= + .
Dispositivo prático de Briot-Ruffini: receita de bolo para a divisão
de P(x) por (x-a):
..... 1
011
−
−
+ nnn
nn
aaaa
aaaaa "
Passo 1: escrever todos os coeficientes ordenadamente, conforme o
esquema acima;
Passo 2: copia-se o primeiro coeficiente;
Passo 3: multiplica-se o primeiro coeficiente pela raiz e soma-se com o
segundo coeficiente;
Passo 4: faz-se a mesma coisa com o número obtido no passo
anterior, até o último coeficiente;
Passo 5: o último número obtido é o resto da divisão, enquanto os
outros são os coeficientes do polinômio Q(x).
Exemplos: Encontre Q(x) e R(x) da divisão de:
a) 3P (x) ( )3 22x 12x 24x 16= − + − por 1P (x) ( )x 2= − .
2 2 -12 24 -16
2 -8 8 0
2
3 2 2Q(x) 2x 8x 8 2x 12x 24x 16 (2x 8x 8).(x 2) 0
R(x) 0
⎫= − + ⎪⇒ − + − = − + − +⎬= ⎪⎭
b) 4P (x) ( )2x 2x 2= − + por (x 1)−
1 1 -2 2
1 -1 1
2Q(x) x 1 x 2x 2 (x 1).(x 1) 1
R(x) 1
= − ⎫⇒ − + = − − +⎬= ⎭
Teorema do resto: o resto da divisão de P(x) por (x-a) é igual a P(a).
De fato, 3P (2) 0= e 4P (1) 1= .
Generalizando: Na divisão de P(x) por um polinômio D(x) de grau n
podemos obter R(x), de grau n −1, utilizando as raízes de D(x) na
equação P( x ) D( x ).Q( x ) R( x )= + . Assim, para o obter os coeficientes
0 1 n-1a ,a ,..., a do polinômio
n
nR( x ) a a x ... a x
−
−= + + + 10 1 1 basta resolver
o sistema linear:
n n
R( x ) P( x )
R( x ) P( x )
R( x ) P( x )
=⎧⎪ =⎪⎨⎪⎪ =⎩
1 1
2 2
# onde 1 2 nx ,x ,...,x são raízes de D(x)
Exemplo: Da divisão do polinômio P ( x )3 por ( )2 3 2− +x x , de raízes
1 e 2, temos :
( )23 3 2= − + +P ( x ) x x .Q( x ) R( x )
x P ( ) .Q( ) R( ) a b
R( x ) x
x P ( ) .Q( ) R( ) a b
= ⇒ = + + = −⎧⇒ ⇒ = −⎨= ⇒ = + + =⎩
3
3
1 1 0 1 1 2
2 4
2 2 0 2 2 2 0
Teorema das raízes racionais: seja P(x) um polinômio de grau n com
coeficientes inteiros. Se P admite uma raiz racional p/q, com p e q
primos entre si, então p é divisor de a0 e q é divisor de an.
Exemplos: As raízes de 22 2 3 1= − +P ( x ) x x são 1/2 e 1, pertencem a
{ }1, 1 2,1 2,1− − . Já em 24 2 2= − +P ( x ) x x , nenhum dos valores
possíveis (-2, -1, 1 e 2) zeram o polinômio, pois suas raízes (1 i,1 i)+ −
não são racionais.
Relações de Girard
a) 2ax bx c 0+ + =
1 2
cx .x
a
=1 2 bx x a+ = −
b) 3 2ax bx cx d 0+ + + =
1 2 3
bx x x
a
+ + = − 1 2 1 3 2 3 cx .x x .x x .x a+ + = 1 2 3
dx .x .x
a
= −
c) n n 1n n 1 1 Oa x a x ... a x a 0
−
−+ + + + =
Sendo Sp a soma de todos os possíveis produtos das n raízes p a p.
n 1
1
n
aS
a
−= − n 22
n
aS
a
−= ( )p n pp
n
a
S 1 .
a
−= − ( )n On
n
aS 1
a
= −... ...
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12
APOSTILA DE REVISÃO
MATEMÁTICA – FRENTE 3
GEOMETRIA PLANA
Retas paralelas cortadas por uma transversal
a b
c d
f
h
e
g
r
s
t
//
a d e h
r s
b c f g
= = =⎧⇒ ⎨ = = =⎩
Teorema de Tales
2 3 1 31 2
1 2 2 3 1 3
A A A AA Ak
B B B B B B
= = =
ba
3r
2r
1r
2B
3B
1B1A
2A
3A
1 2 3r // r // r
k: constante de proporcionalidade
Ângulos na circunferência
α β
φ
A
B
D
C
θ
p
p
p p
p p
2
2
2
AB
AB
AB CD
AB CD
β
α γ
θ
ϕ
=
= =
-=
+
=
ϕ
α: ângulo inscrito β: ângulo central Φ: ângulo do segmento
θ: ângulo excêntrico externo φ: ângulo excêntrico interno
Potência de pontos
G
F
E
D
C
B
A
H
2
AB AC
AB AD.AE
=
=
AD.AE AF.AG
HC.HG HD.HE
=
=
Polígonos
Soma dos ângulos internos: aiS 180º.(n 2)= −
Soma dos ângulos externos: aeS 360º= (polígonos convexos)
Número de diagonais: n(n 3)nd
2
−=
Ângulos internos de um polígono regular: ai 180º.(n 2) n= −
Obs: Todo polígono regular é inscritível e circunscritível.
Triângulo
Pontos notáveis
- Ortocentro(O): encontro das alturas(h).
A
C
AH
BH
CH
AhBh
Ch
O•
a
bc
.
.
.B
- Incentro(I): encontro das bissetrizes(b) e centro do círculo inscrita no
triângulo
.
.
.
A
B C
•
c b
a
Ab
Bb Cb
I
- Circuncentro(Ci): encontro das mediatrizes(m) e centro do círculo
circunscrito ao triângulo
.
.
.
A
C
c b
a
Am
Bm
Cm
Ci•
B
- Baricentro (Ba): encontro das medianas(M) que se dividem na razão
2:1. Também conhecido por centro de gravidade do triângulo.
A
C
c b
a
AM
BMCM
B
•Ba
Semelhança de Triângulos
1A
2B1C
1c 1b
1a
1h
2A
2C
1B
2a2b
2c
2h
.
.
Se 1ˆ ˆA A ,= 1ˆ ˆB B= e 1ˆ ˆC C= ,então os triângulos ABC e A1B1C1 são
semelhantes de razão 2 2 2 2 2 2 2
1 1 1 1 1 1 1
a b c h a b ck ...
a b c h a b c
+ += = = = = =+ +
(k: razão entre linha homólogas)
Teorema fundamental e Base do triângulo médio
A
CB
PO
A
CB
NM
OP//BC ABC ~ AOP⇒ Δ ΔHJJG HJJG MN//BCAM MB
BCAN NC MN
2
⎧=⎧ ⎪⇔⎨ ⎨= =⎩ ⎪⎩
HJJG HJJG
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13
Relações Métricas no Triângulo Retângulo
A
C
c b
a
h
B
. nm
2 2 2
2
2
2
a b c
b a.n
c a.m
b.c a.h
h m.n
⎧ = +⎪ =⎪⎪ =⎨⎪ =⎪⎪ =⎩
.
Área do Triângulo
( ) ( ) ( )
( )
a.hS
2
a.c.sen(θ)S2
S p. p a . p b . p c
a.b.cS
4R
a b c .r
S p.r
2
=
=
= − − −
=
+ += =
a b cp
2
+ +=
A
C
c b
a
h
B .
θ
R
r
Área do triângulo eqüilátero: 23S
4
= A
Quadriláteros
Trapezóide: quadrilátero que não possui lados paralelos.
Paralelogramo: quadrilátero que possui lados opostos paralelos.
AB CD,AC BD
AB // CD ˆˆ ˆ ˆA D,B C,A B 180º
AC//BD AM MD,CM MB
= =⎧⎧ ⎪⎪ ⇒ = = + =⎨ ⎨⎪ ⎪⎩ = =⎩
HJJG HJJG
HJJG HJJG
S b.h=
C D
A B
M
b
h
.
Retângulo: paralelogramo que possui os quatro ângulos congruentes.
.
. .
.A B
C D
M
h
b
S b.h
ˆˆ ˆ ˆA B C D 90º
AM BM CM DM
=
= = = =
= = =
Losango: paralelogramo que possui os quatro lados congruentes.
.
.
A B
C D
MDd
M
h
A
A
A
A
MD .dS .h
2
AB AC BD CD
AD BC
= =
= = = =
⊥
A
AHJJG HJJG
Quadrado: paralelogramo que possui os quatro lados e os quatro
ângulos congruentes (Retângulo e Losango).
. .
. .
.
A B
C D
M
A
A
A A
2S
AB AC BD CD
ˆˆ ˆ ˆA B C D 90º
AD BC d 2.
AD BC
2AM BM CM DM .
2
=
= = = =
= = = =
= = =
⊥
= = = =
A
A
A
A
Trapézio: quadrilátero que possui um par de lados paralelo.
Escaleno: AD BC≠
Isósceles: ,AD BC= ˆ ˆA B= e ˆ ˆC D=
Retângulo: ˆ ˆ 90ºA C= = ou ˆ ˆ 90ºB D= =
Base Média: AM MC
BM MD
=
= ⇔
// //
2
AB MN CD
AB CDMN +=
A B
C D
M N
Circunferência, círculo e suas partes:
r
2.S rπ=
2C rπ=
C: comprimento da circunferência
Coroa Circular:
R
r
( )2 2.S R rπ= -
Setor Circular:
L rθ=
2
2
rS θ= ou
2. ;
360º
S rθ π= θ em graus
r
r
θ L
L: comprimento do arco
Áreas de Figuras Semelhantes: Se, em duas figuras semelhantes, a
razão entre as linhas homólogas é igual a k, a razão entre as áreas é
igual a k2.
TRIGONOMETRIA
Trigonometria no triângulo retângulo:
opostocatetoseno
hipotenusa
= ,
cos cateto adjacenteseno
hipotenusa
=
oposto
catetotagente
cateto adjascente
=
Trigonometria em um triângulo qualquer:
Lei dos Senos
2a b c R
sen A senB senC
∧ ∧ ∧= = =
Lei dos Cossenos
a2 = b2 + c2 – 2bc . cos A
∧
b2 = a2 + c2 – 2ac . cos B
∧
c2 = a2 + b2 – 2ab . cos C
∧
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14
Principais relações trigonométricas
α α+ =2 2cos 1sen
cos
sentg αα α= ,
1 coscotg
tg sen
αα α α= =
1cossec
sen
α α= ,
1sec
cos
α α=
( ) cos cos .sen sen senα β α β α β± = ⋅ ± ⋅
( ) cos cos .cos sen senα β α β α β± = ⋅ ⋅∓
( )
1
tg tgtg
tg tg
α βα β α β
±± = ⋅∓
2 cos
2 2
p q p qsen p senq sen ±⎛ ⎞ ⎛ ⎞± = ⋅ ⋅⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎝ ⎠ ⎝ ⎠
∓
2 cos cos
2 2
p q p qcos p cosq + −⎛ ⎞ ⎛ ⎞+ = ⋅ ⋅⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎝ ⎠ ⎝ ⎠
cos cos 2
2 2
p q p qp q sen sen+ −⎛ ⎞ ⎛ ⎞− = − ⋅ ⋅⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎝ ⎠ ⎝ ⎠
Arcos e Ângulos: Considerando a circunferência abaixo de centro
O e raio R e os pontos A e B, temos:
O
B
• A
A
α
•
•
R
α = A .
Ciclo trigonométrico (centro na origem e raio 1):
O
•
P
P1
P2
sen(x)
A •
•
A’
B’
B
x
cos(x)
Funções trigonométricas:
As funções trigonométricas são todas periódicas. As funções básicas,
y=sen(x), y=cos(x), y=sec(x) e y=cosec(x) têm período 2π , enquanto
as funções básicas y=tg(x) e y=cotg(x) têm período π .
Esboço: y = sen(x)
2
π−
2
3π
2
π 2π
2
3π−
-π
2
5π
3π 2
7π
4π
2
9π
-1
+1
x
x
• •
y
x π ••
x •
Esboço: y = cos(x)
2
π−
2
π
-2π
2
5π
3π
2
7π
4π
2
3π3
2
π−
-1
+1
x
x
• •
y
0
x
-π
• • •
π 2π
Esboço: y = tg(x)
2
3π
2
5π
2
3π−
2
π−
2
π
y
• • x • X X XXX
-π
• 0
π 2π
GEOMETRIA ESPACIAL
Prismas
Cubo
a
a
a
d
=
=
=
=
2
L
2
T
3
d a 3
S 4a
S 6a
V a
SL: área lateral
ST: área total
V: volume
Paralelepípedo reto retângulo
a
b
c
d ( )
= + +
= +
= + +
=
2 2 2
L
T
d a b c
S 2a b c
S 2(ab ac bc)
V abc
SL: área lateral
ST: área total
V: volume
Prisma qualquer
( )= Lh a .sen θ
LaLa
La
θ ( )
=
= +
= =
L Base L
T L Base
Base Base L
S P .a
S S 2S
V S .h S .a .sen θ
SL: área lateral ST: área total V: volume PBase: perímetro da base
aL: aresta lateral h: altura θ: ângulo entre aL e Base
Prisma reto:
=⎧⎪= ⇒ ⎨ =⎪⎩
L
L Base
h a
θ 90º
S P .h
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AFA 2011/2012 – RESUMO TEÓRICO – MATEMÁTICA
15
Prisma regular: prisma reto, cujas bases são polígonos regulares.
Cilindro
g
h
θ
R ( )
( )
=
= + = +
=
=
L
T L B
2
S 2πRg
S S S 2πR R g
V πR h
h g.sen θ
( )
=⎧⎪= ⇒ = ⇒ ⎨ = +⎪⎩
L
T
S 2πRh
θ 90º h g
S 2πR R h
cilindro reto:
g: geratriz R: raio da base h: altura θ: ângulo entre geratriz e base
Cilindro eqüilátero: =h 2R
Piramides
A
aO
.
h
= +
=
T B L
B
S S S
S .hV
3
Pirâmide regular:
= +
=
2 2 2
L
A h a
S p.A
h: altura O: centro da base A: apótema da pirâmide = altura da face
a: apótema da base SB, SL e ST: área da base, lateral e total
p: semiperímetro da base
Pirâmide regular: a base é um polígono regular e a projeção
ortogonal do vértice sobre a base é o centro da mesma.
Tetraedros notáveis
...
Tetraedro tri-retângulo
Tetraedro regular
Cone
Cone reto
( )
= +
=
= +
=
2 2 2
L
T
2
g h R
S πRg
S πR R g
πR hV
3
g
h
R.
g: geratriz h: altura R: raio da base
Cone qualquer: em um cone não reto ( ou oblíquo) não faz sentido
falar em geratriz, temos, portanto, apenas a fórmula do volume.
=
2πR hV
3
Esfera
=
=
2
E
3
E
S 4πr
4V πr
3
Sólidos semelhantes
São sólidos que possuem lados homólogos (correspondentes)
proporcionais. A razão de semelhança k entre esses sólidos é a razão
entre dois elementos lineares homólogos. Assim:
2 31 1
2 2
A Vh k k k
H A V
= = =
Onde:
h, A1, V1 – altura, área, volume do menor sólido;
H, A2, V2 – altura, área, volume do maior sólido.
Relação de Euler: V – A + F = 2
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AFA – 2011/2012 – RESUMO TEÓRICO – FÍSICA
1
APOSTILA DE REVISÃO
FÍSICA – PARTE 1
CINEMÁTICA
PREFIXOS DE GRANDEZAS MATEMÁTICAS
Diminutivos Aumentativos
Nome: Símbolo: Valor: Nome: Símbolo: Valor:
deci d 10-1 deca da 101
centi c 10-2 hecto h 102
mili m 10-3 quilo k 103
micro µ 10-6 mega M 106
nano n 10-9 giga G 109
pico p 10-12 tera T 1012
femto f 10-15 peta P 1015
atto a 10-18 exa E 1018
CONSTANTES FUNDAMENTAIS DA FÍSICA
Nome: Símbolo: Valor:
Velocidade da Luz no vácuo c 3,0.108 m/s
Carga Elementar e 1,6.10-19C
Constante Gravitacional G 6,67.10-11m3/s2kg
Constante Universal dos Gases R 8,31 J/mol.K
Número de Avogadro NA 6,02.1023mol-1
Aceleração da Gravidade na
Superfície Terrestre
g 9,8 m/s2
UNIDADE DE GRANDEZAS NO SI
Referência: Nome: Símbolo:
Comprimento metro m
Massa quilograma kg
Tempo segundo s
ForçaNewton N
Pressão Pascal Pa
Energia Joule J
Temperatura Kelvin K
Carga Coulomb C
Corrente Ampère A
Ângulo radianos rad
Potência Watt W
Resistência Ohm Ω
Potencial Elétrico Volt V
Capacitância Farad F
Freqüência Hertz Hz
CONVERSÃO DE UNIDADES PARA O SI
Nome da unidade: Símbolo: Valor no SI
centímetro quadrado cm2 10-4 m2
centímetro cúbico cm3 10-6 m3
litro L ou l 10-3 m3
grau º π/180 rad
grama g 10-3 kg
tonelada ton 103 kg
grama por centímetro cúbico g/cm3 103 kg/m3
kilometros por hora km/h 1/3,6 m/s
kilograma-força kgf || gG . N ≈ 9,8 N
atmosfera atm 1,0.105 Pa
centímetro de mercúrio cmHg 1333 Pa
caloria cal 4,186 J
quilowatt-hora kW.h 3,6.106 J
elétron-volt eV 1,6.10-19 J
cavalos (Horse Power) HP 745,7 W
NOTAÇÃO CIENTÍFICA
Para se escrever um numero N em notação cientifica este deve estar
num intervalo tal que: 1 ≤ N < 10 e estar acompanhado de uma
potência de dez. Exemplos:
75 → 7,5 . 101
910 → 9,10 . 102
10 → 1,0 . 101
SISTEMA REFERENCIAL
Movimento e repouso: Movimento e repouso são conceitos relativos,
pois dependem do referencial adotado.
Um sistema referencial bem definido, com uma, duas ou três
dimensões, é importante não apenas para se observar o movimento
ou repouso de um corpo, mas principalmente para orientar e organizar
as grandezas envolvidas. Uma grandeza é positiva quando o vetor ao
qual ela se refere (ou sua componente) aponta no sentido crescente
do eixo referencial e negativa quando aponta no sentido oposto.
Assim, temos movimento:
Progressivo: 0v >
Retrógrado: 0v <
Acelerado: . 0v a > (o | v | aumenta)
Retardado: . 0v a < (o | v | diminui)
Exemplos de Sistemas Referenciais:
CINEMÁTICA ESCALAR
a) Movimento Retilíneo Uniforme - M.R.U.
O que caracteriza o M.R.U. é o corpo apresentar:
v =Constante 0≠
0a =
m
Sv v
t
Δ= = Δ
Conversão de velocidade:
1 0 0 0 11
3 6 0 0 3 , 6
1 3 , 6
k m m m
h s s
m k m
s h
= =
⇒ =
Equação Horária do MRU:
0 0.( )
Sv S S v t t
t
Δ= ⇒ = + −Δ
b) Movimento Retilíneo Uniformemente Variado – M.R.U.V.
Apresentam MRUV corpos sujeitos a uma aceleração constante e não
nula na direção do movimento:
a =Constante 0≠ ; 0
0
m
v vva a
t t t
−Δ= = =Δ −
Equações do MRUV:
0 0.( )v v a t t= + − (V x t)
2
0
0 0 0
.( ).( )
2
a t tS S v t t −= + − + (S x t)
2 2
0 2. .v v a S= + Δ (V x S)
Para obter dados a partir dos gráficos use:
Obtém-se: Método: Gráfico: Método: Obtém-se:
sG x t tgα
Velocidade
Instantânea
Variação do
Espaço ÁREA
vG x t tgα
Aceleração
instantânea
20Variação
da
Velocidade
ÁREA
aG x t
c) Gráfico do MRU e MRUV:
g
x
Vy Vy é positivo
g é positivo
Vx é nulo
Vy
Vy é positivo
Vx é positivo
g é negativo
Vx
Vx y
y
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2
M.R.U. M.R.U.V.
t
t
t
t
t
t
a
v
s s
v
a
α
α
VETORES
Adição de dois ou mais vetores: Graficamente podemos usar a
Regra do paralelogramo ou o Método Poligonal para visualizarmos o
Vetor soma:
Regra do Paralelogramo Método Poligonal
Para calcular o módulo desta soma devemos observar o valor do
ângulo Θ. Se:
Θ = 0º → S A B= +G G G
Θ = 180º → S A B= −G G G
Θ = 90º → 222 |B||A||S|
GGG +=
Θ ≠ 0º, 90º ou 180º → 2 2 2| | | | | | 2. | | . | | .cosS A B A B= + +G G G G G θ
OBS: Neste último caso atente à mudança no sinal do termo que
acompanha o cosseno. Cuidado para não usar o sinal negativo como
se faz em triângulos na LEI DOS COSSENOS.
Caso especial:
Se Θ = 120º e |B||A|
GG = , então: |B||A||S| GGG ==
MOVIMENTO EM DUAS DIMENSÕES
Princípio de Galileu: Quando um corpo realiza um movimento em
várias direções simultaneamente podemos estudar o movimento de
cada direção separadamente como se os demais não existissem.
yV
G
xV
G
V
G
θ
.cos
.
x
y
V V
V V sen
θ
θ
=
=
G G
G G
Velocidade Relativa
Seja AV
G
a velocidade de um corpo A em relação a um referencial
qualquer e BV
G
a velocidade de um corpo B em relação ao mesmo
referencial. Então a velocidade de A em relação a B ABV
G
pode ser
descrita como: AB A BV V V= −
G G G
, ou A AB BV V V= +
G G G
Exemplo: barco com velocidade relativa em relação ao rio:
LANÇAMENTOS
Vertical: No lançamento vertical deve-se dar atenção ao referencial
adotado. Temos duas situações possíveis:
Lançamento Vertical para cima: Onde V0y e g apresentam,
obrigatoriamente sinais opostos. No caso abaixo:
Lançamento Vertical para baixo: V0y e g apresentam,
obrigatoriamente mesmos sinais. No caso a seguir:
Horizontal: Trata-se de um lançamento em duas dimensões onde a
velocidade inicial do corpo apresenta componente não nula apenas na
direção horizontal e ainda, o movimento na direção vertical será
acelerado enquanto o horizontal é uniforme. Desta forma:
Lançamento Obliquo: Assim como o lançamento horizontal, é uma
composição de M.R.U.V na direção vertical e M.R.U., na horizontal
com 0 0V ≠ em ambas as direções. A trajetória, sem resistência do ar,
deve ser parabólica.
2
0vA sen 2θ
g
=
MOVIMENTO CIRCULAR UNIFORME
BARCO-RIOV
G
BARCO-TERRAV
G
RIOV
G
Trajetória do barco em
relação à Terra
0 0xV ≠ =constante
0 0yV = (M.R.U.V.)
V0 > 0
g > 0
V0 > 0
g < 0
s
G
a
G
b
G
c
G
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3
Trata-se de um movimento com velocidade v
G
constante em módulo,
mas que apresenta uma aceleração cpa
G
de módulo constante e
direção perpendicular a esta velocidade. Assim, em um Movimento
Circular, temos:
cpa
G
cpa
G 1 1T f
f T
= → =
22 f
T
πω π= =
0 .tθ θ ω= +
2
2| | | | .cp
Va R
R
ω= =
GG G
.S RθΔ = Δ
.v Rω=
MOVIMENTO CIRCULAR UNIFORMEMENTE VARIADO
Ocorre quando a aceleração vetorial não é perpendicular nem paralela
ao vetor velocidade tangencial do móvel. Assim, esta pode ser
decomposta nestas componentes tangencial e radial, de tal forma que
a soma destas acelerações se definem:
MOVIMENTO RETILÍNEO X MOVIMENTO CIRCULAR
As equações destes movimentos são análogas e estão resumidas na
tabela abaixo:
Movimento Retilíneo Movimento Circular
0 .S S V t= + 0 .tθ θ ω= +
2
0 0. 2
aS S V t t= + + 20 0. 2
tat tθ θ ω= + +
G
0 .V V a t= + 0 .ta tω ω= + G
2 2
0 2. .V V a S= + Δ 2 20 2. .taω ω θ= + ΔG
MOVIMENTO CIRCULAR: POLIAS E ENGRENAGENS
1º CASO: VELOCIDADES ESCALARES IGUAIS
• •
R1
R2
A
B
•
•
ω1 ω2 •
R1
A
ω1
•
R2
B
ω2
Sistemas de polias compartilhando correias ou engrenagens
conectadas devem apresentar mesma velocidade tangencial. Assim:
2. . . 2. . .
. ou .
A B A A B B
B A
A B A B
A B
V V R f R f
R Rf f T T
R R
π π= ⇒ =
= =
Duas engrenagens A e B quaisquer, com número total NA e NB de
dentes (proporcional ao comprimento) pode ter seu movimento
observado contando o respectivo Nx em uma volta completa (2.π.Rx).
Assim, teremos:
( ) ( )2. . . 2. . .
. . . ou .
A B A A B B
B A
A A B B A B A B
A B
V V R f R f
N NN f N f f f T T
N N
π π= ⇒ =
= → = =
2º CASO: FREQÜÊNCIAS IGUAIS
ω
ω1
ω2
R1
R2
Discos compartilhando o mesmo eixo central para rotação devem
apresentar mesma velocidade angular. Destaforma:
.A B AA B A B
A B B
V V RV V
R R R
ω ω= ⇒ = ⇒ =
MOVIMENTO HARMÔNICO SIMPLES
O M.H.S. pode ser definido como um sistema que apresenta uma
força resultante diretamente proporcional à distância em relação a um
ponto, em torno do qual ocorre oscilação. As equações do M.H.S. são: ( )t.cos.AX ω+θ= 0 ( )t.sen..AV ω+θω−= 0
( )2 20. .cos . .a A t xω θ ω ω= − + = −
Assim, temos que 2 2. . . .R
CF m a C x m x
m
ω ω= ⇒ − = − ⇒ = , com C a
constante de proporcionalidade entre a distância em relação ao ponto
de oscilação e a força resultante.
Oscilador massa-mola: É dado por um corpo oscilando
exclusivamente devido à força de restituição elástica.
k
m
ω =
2. . mT
k
π=
.F k X= −
2 2 2. . .
2 2 2M elást cin
k X m v k AE E E= + = + =
Pêndulo Simples: Um corpo oscilando no ar (sem resistência)
caracteriza um pêndulo simples. Para pequenos ângulos ( 5 )o< 1θ ,
tem-se um M.H.S. e as equações podem ser escritas como:
g
l
ω =
2. . lT
g
π=
DINÂMICA
Leis de Newton:
Primeira Lei – Inércia: A lei da inércia prevê que todo corpo que
apresenta Resultante de Forças Externas nula deve preservar sua
velocidade vetorial constante, seja esta nula (V=0) ou não (MRU).
Segunda Lei – Princípio Fundamental da Dinâmica: “Um ponto
material submetido à ação de forças cuja resultante é não nula adquire
uma aceleração de mesma direção e sentido da resultante sendo seu
módulo diretamente proporcional ao módulo da força resultante”.
A segunda lei mostra que a resultante das forças externas aplicada
sobre um corpo pode ser nula ou, quando existe aceleração: FR=m.a.
Terceira Lei – Ação e Reação: Declara que para toda força aplicada
(ação) por um corpo A sobre um corpo B, surgirá uma outra força
(reação) de mesma intensidade, na mesma direção, mas em sentido
oposto ao da ação, e esta última é aplicada por B em A. Por estarem
aplicadas em corpos diferentes, uma ação não anula sua reação
correspondente.
-A A
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4
Tipos de Força: São conhecidos quatro tipos de força na natureza
dos quais estudaremos apenas dois (as outras são a Força Forte e a
Força Fraca, tipos de força que estão relacionadas à Física Nuclear):
a) Forças de Campo: São forças que podem ser aplicadas mesmo
quando não existe contato direto entre os corpos do sistema. Exemplo:
força peso, força elétrica, força magnética.
b) Forças de Contato: Quando existe contato entre corpos. Podem
sempre ser decompostas em uma componente normal e outra
tangencial. Usualmente são particularizadas estas decomposições:
Normal: Força de reação ao contato entre superfícies, sempre
perpendicular ao plano tangente às superfícies.
Força de Atrito: A força de atrito se opõe localmente (na região de
contato entre as duas superfícies) ao movimento ou à tendência do
movimento de cada corpo. O máximo módulo da força de atrito
estático pode ser calculado por .eFat Nμ= , onde μe é o coeficiente de
atrito estático, e N é o módulo da força normal entre os corpos em
contato. O módulo da força de atrito dinâmica é sempre calculado por
.dFat Nμ= , onde μd é o coeficiente de atrito dinâmico.
0 F
Fat
μe.N
μd.N
Gráfico de um corpo
sujeito a uma força
externa F e o
comportamento da força
de atrito (crescente até
uma força de atrito
estático máximo, quando
inicia-se o movimento,
com uma força de atrito
dinâmico constante)
Tração: É a força existente nos fios e cordas quando estes são
esticados/tracionados/tensionados.
Força Elástica: A força elástica é uma força de restituição, isto é, ela
sempre é oposta a deformação x causada no corpo em questão. Esta
força respeita a lei de Hooke: .F k x= − onde k é a constante elástica
da mola (ou elástico) e deve ser medido em N/m, no SI.
Obs.: Associação de Molas: Molas associadas irão distribuir ou
transimitir as forças de entre elas. Para encontrar a constante de um
mola equivalente com keq usamos:
Série: ...
kkkeq
++=
21
111
Paralelo: ...kkkeq ++= 21
PLANO INCLINADO
Plano inclinado: O eixo X e Y saem de seu padrão horizontal e
vertical, respectivamente, para acompanhar a inclinação do plano
(conservando a perpendicularidade entre ambos). Assim, pode-se
realizar a decomposição da força Peso em duas componentes:
.xP P senα=
.cosyP P α=
Onde α é o ângulo de inclinação
do plano.
No caso mais simples, ocorre movimento apenas na nova direção X.
Devemos atentar que nesta situação a Força Normal deve ser
aplicada na nova direção do eixo Y, tornando, no caso mais simples,
| | | |yN P=
G G
. Assim, sempre que precisarmos do módulo da Normal
(para calcular Fat, por exemplo), deveremos tomar o valor correto.
BLOCOS
Para resolver exercícios envolvendo blocos com sucesso devemos
seguir os seguintes passos:
1º: Desenhe todos os corpos envolvidos separadamente, para melhor
visualizar as Forças externas atuantes;
2º: Faça o diagrama de Forças para cada corpo identificando todas
elas;
3º: Aplique a 2ª Lei de Newton em cada corpo separadamente
obtendo uma equação para cada um deles;
4º: Resolva o sistema de equações obtido de forma a encontrar as
variáveis desejadas.
DINÂMICA DO MOVIMENTO CIRCULAR
Sempre em um Movimento Circular Uniforme, deve existir uma Força
Resultante Centrípeta responsável pelo surgimento da aceleração
centrípeta, que apresenta módulo dado por:
2
2.. . .Tcp cp
m v
F m a m R
R
ω= = =
A direção é radial, no sentido do centro da curva de raio R.
Devemos nos lembrar do fato desta força ser uma resultante de
forças, isto é, não existe uma força efetivamente centrípeta e sim
resultado da soma de forças atuando no corpo. Desta forma, todas as
forças estudadas (Forças de Campo e de Contato) serão utilizadas
para resolver estes exercícios.
No caso do Movimento Circular Uniformemente Variado, a força
resultante pode ser decomposta em uma componente radial (Fcp) e
outra tangencial (Ft). Ainda assim, a equação acima é válida para Fcp,
embora o valor de vT varie com o tempo. Observe que, nesse caso, o
módulo de Fcp também varia com o tempo.
GRAVITAÇÃO
Leis de Kepler
Lei de Órbitas: Todos os planetas se movem em órbitas elípticas em
torno do Sol, o qual ocupa um dos focos da elipse.
Sol
Planeta2
Planeta1
F2 F1
Lei das Áreas: O vetor raio que une o sol a um planeta varre áreas
iguais no plano da órbita em tempos iguais.
Portanto: Área varrida A é proporcional ao tempo Δt , ou seja:
1,2 1,2
3,4 3,4
A t
A t
Δ= Δ
Lei dos Períodos: Os quadrados dos períodos de revolução dos
planetas em torno do Sol são proporcionais aos cubos dos raios
médios de suas órbitas.
2 3.T k R= ou
2
3
T k
R
=
Onde:
2
máx mínR RR += , e
24.
.
k
G M
π= (utilizando gravitação de Newton)
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5
Sol
acelerado
retardado
Rmin Rmáx
Vmin Vmáx
Observação:
A constante K é uma
constante característica
de cada sistema solar.
Gravitação Universal de Newton:
Qualquer partícula no universo atrai outra partícula segundo a
equação:
2
. .
G
G M mF
R
=
Campo gravitacional:
É uma propriedade do espaço em torno de um corpo de massa M que
provoca uma força de atração (peso) em qualquer outro corpo de
massa m próximo.
A aceleração gravitacional g
G
depende inversamente da distância
entre os centros de massa dos corpos:
É sempre comum relacionar a força de atração universal de Newton
com Peso ou com uma Resultante centrípeta. Nestes casos temos:
hGravitação e Peso:
2
.G Mg
R
=
Gravitação e Resultante Centrípeta:
R
M.Gv =
Onde: TerraR R h= +
ESTÁTICA
1) Equilíbrio do ponto material
A condição necessária e suficiente para o equilíbrio dinâmico de um
ponto material é que a força resultante sobre ele seja nula:
1F
2F
3F
0FFFR 321 =++=
1F
2F
3F
Sendo a força resultante nula, o polígono de forças é fechado. Nesse
caso, temos o estado de repouso ou de M.R.U.
Se a velocidade resultante também é nula, o corpo está em equilíbrio
estático.
2) Momento de uma força F em relação a um ponto O
Momento (ou Torque) de uma Força: É o efeito de rotação causado
por uma Força:
0| | | | | | senM F d F θ= ⋅ = ⋅ ⋅
G G G
A , que é o produto da força F pelo braço d
de aplicação.
0
d
F
M = ± F d
A
O sinal do Momento depende de uma convenção arbitrária.
Por exemplo: Quando a força F
G
tende a girar o corpo no sentido anti-
horário o momento é considerado positivo.
3) Equilíbrio de um corpo extenso
Para o equilíbrio estático de um corpo extenso temos três condições:
a) Força resultante nula 0extF∑ =
G
;
b) A soma dos momentos, em relação a qualquer ponto, deve ser nula
0 0M∑ =
G
;
c) As velocidades de rotação e de translação devem ser nulas.
HIDROSTÁTICA
Densidade: É a razão entre a
massa e o volume de um corpo:
m
V
μ =
Pressão: Quando aplicamos uma
força F sobre uma superfície de
área A exercemos uma pressão p
sobre esta igual a:
Fp
A
=
Pressão de uma coluna de liquido (ou efetiva): Devido ao peso do
liquido acumulado sobre uma superfície, ele exercerá uma pressão
sobre esta:
. .liqp g hμ= onde: h = altura da coluna do liquido.
Em caso de a coluna estar exposta à atmosfera aberta, então a
pressão total (ou absoluta) sobre o ponto imerso sob a coluna será:
. .liq atmp g h pμ= +
Princípio de Pascal: O acréscimo de pressão dado ao ponto a
transmite-se integralmente a todos os pontos do líquido. Assim:
Empuxo: Todo corpo imerso, total ou parcialmente, num líquido
recebe uma força vertical, de baixo para cima, denominada empuxo,
cujo módulo é igual ao peso da porção de líquido deslocada pelo
corpo.
E = μL . VDESL . g
TRABALHO
Trabalho: É uma expressão de energia dada por:
. .cosW F d θ=
(W: Work = trabalho)
Esta expressão somente pode
ser usada no caso de a força F
ser constante.
No caso de F não ser constante, o trabalho por de ser calculado pela
área do gráfico F x d:
WArea
N=
Casos particulares:
a) Trabalho da força peso
A força peso é sempre vertical e dirigida para baixo não tendo portanto
componente horizontal.
E
líquido
A1
F1
F2
A2
2
2
1
1
A
F
A
F =
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6
Desta forma, independentemente
da trajetória seguida pelo corpo,
o trabalho da força peso é
expresso por: W AB
P = – PΔy
b) Trabalho da força elástica
A B
2 1 2 1( )( )
2
N F F x xW A + −= = =
=
2 2
2 22 1
1 2( )2 2 2
kx kx k x x− + = −
Trabalho de um sistema de forças
Quando um sistema de forças atuar em um corpo cada força realiza
trabalho independente das outras. Como o trabalho é uma grandeza
escalar, o trabalho total corresponde à soma dos trabalhos de cada
uma das forças atuantes no corpo, isto é
1
N
S I
I
W W
=
= ∑
Teorema da energia cinética
O trabalho da resultante das forças entre A e B é a variação da
energia cinética entre esses pontos.
WAB = cEΔ , onde é definida
2.
2C
m vE =
ENERGIA POTENCIAL
A energia gasta ao levantar um corpo desde o solo até uma altura h
fica retida no campo gravitacional. Pode-se observar este fato notando
que ao soltarmos o corpo ele entra em movimento acelerado
aumentando, deste modo, a energia cinética. Assim, define-se então a
energia potencial gravitacional (Epgravit.) de um corpo como sendo o
trabalho realizado contra a força gravitacional ao deslocá-lo desde o
solo (ponto de referência) até a altura considerada. Da mesma forma
define-se a energia potencial elástica Epelast. como o trabalho realizado
ao se deformar a mola de um valor x. Então:
Epgravit. = mgh e Epelast. =
2
2
kx
O trabalho para estas forças independe da trajetória. Nesses casos só
interessa a posição inicial e final.
WAB = -ΔEp onde WAB é o trabalho das forças que serão chamadas de
conservativas (quando seu trabalho entre dois pontos independe da
trajetória).
ENERGIA MECÂNICA
Energia Mecânica: É definida como a soma entre as energias cinética
e potenciais do corpo ou sistema estudado. Assim:
M C PE E E= +
Sistema Conservativo: Em um sistema conservativo a energia
mecânica total não se dissipa, isto é:
0MEΔ = , ou FinalInicial MM EE =
Daí pode-se concluir que:
C PE EΔ = −Δ
Sistema Não-Conservativo: Em um sistema não conservativo parte
da energia mecânica total se dissipa, isto é:
M DisE EΔ = , ou DisMM EEE FinalInicial +=
Teorema da Energia Cinética: É válido para um sistema conservativo
ou não, onde as forças envolvidas realizam um trabalho total
equivalente à variação da energia cinética.
Re tanC sul teE WΔ =
Observe que se somarmos os trabalhos de cada força ou se
encontrarmos a força resultante vetorialmente e calcularmos o
trabalho dessa força, o efeito é o mesmo, embora não se possam
somar os trabalhos vetorialmente:
Re tansul teFi F
i
W W=∑
POTÊNCIA E RENDIMENTO
Potência: Pode ser definida pela quantidade de energia utilizada
(transformada) em um determinado intervalo de tempo.
Se a energia transformada é um trabalho W (motor ou resistente),
temos a relação:
W EP
t t
= =Δ Δ
Como em um sistema real a energia total ET de um sistema nunca é
convertida integralmente em trabalho havendo sempre uma dissipação
ED, podemos calcular o rendimento observando a parcela de energia
útil EU efetivamente convertida em trabalho.
U U
T T
E P
E P
η = =
DUT EEE += logo, T U DP P P= +
IMPULSO E QUANTIDADE DE MOVIMENTO
Centro de Massa: É o ponto onde pode ser supostamente
concentrada toda a massa de um sistema de corpos, para que certas
análises possam ser feitas. Suas coordenadas podem ser dadas por:
. . . ...
...
A A B B C C
CM
A B C
X M X M X MX
M M M
+ + += + + +
. . . ...
...
A A B B C C
CM
A B C
Y M Y M Y MY
M M M
+ + += + + +
. . . ...
...
A A B B C C
CM
A B C
Z M Z M Z MZ
M M M
+ + += + + +
Lembrando que em corpos homogêneos (densidade uniforme) e
simétricos, o centro de massa é o centro geométrico.
Quantidade de movimento: A quantidade de movimento de um corpo
está relacionada a sua massa inercial. Assim:
.Q m v=G G
A quantidade de movimento de um sistema pode ser calculada como a
soma das quantidades de movimento de cada corpo de sistema.
Assim:
( )
1
.
n
SIST i i i CM
i
Q m V m V
=
= =∑ ∑G G G
Princípio da Conservação da Quantidade de Movimento: “A
quantidade de movimento de um sistema isolado (sem forças
externas) é invariável”.
Impulso: Quando aplicamos uma força sobre um corpo ou sistema de
corpos durante um intervalo de tempo, provocamos uma variação na
quantidade de movimento deste:
I Q= Δ GG onde:
.I F t= ΔG G
Colisões: Considera-se o sistema isolado (o impulso das forças
externas é desprezível)
0
Antes Depois
Q
Q Q
Δ =
=
G
G G
F1
F2
x
F
x1 x2
W
A
B
zero
+
y1
y2
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7
(a)
(b )
AV
G
BV
G
A B
'AV
G
'BV
G
A B
Colisão !
Durante as colisões pode haver conservação de Energia Cinética ou
não. Devido esta perda de energia o coeficiente e chamado coeficiente
de restituição elástica dado por:
' ' AfastamentoB A
A B Aproximaçao
vv ve
v v v
−= =−
Colisão (completamente) Inelástica: Não ocorre conservação de
energia cinética e apresenta e = 0.
Colisão Parcialmente Elástica: Não ocorre conservação de energia
cinética e apresenta e tal que: 0 < e <1
Colisão Perfeitamente Elástica: Ocorre conservação de energia
cinética e apresenta e =1
Colisão Super Elástica: Não ocorre conservação de energia cinética
e apresenta e tal que: e >1. Este é um caso especial onde a energia
final é maior que a inicial. Logo, para que esta ocorra é necessário que
haja uma fonte de energia externa (ex.: energia química de uma
explosão)
.
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8
APOSTILA DE REVISÃO
FÍSICA – PARTE 2
ÓPTICA GEOMÉTRICA
Fontes de luz:
Primárias ou corpos luminosos: Possuem luz própria.
Secundárias ou corpos iluminados: Não possuem luz própria.
Classificação dos Feixes Luminosos: São classificados conforme
seu comportamento:
Propagação da luz
Princípio da propagação retilínea da luz: “Nos meios transparentes
e homogêneos a luz se propaga em linha reta”.
Princípio da independência dos raios: “Os raios luminosos, ao se
cruzarem, não influem um sobre a propagação dos outros”.
Princípio da reversibilidade dos raios luminosos: “Se um raio
luminoso executa um certo caminho, um outro poderá fazê-lo em
sentido contrário” ou “A trajetória seguida pela luz independe do
sentido de percurso.”
Meios de propagação
Embora a luz, como onda eletromagnética não precise de um meio
material para se propagar, quando esta se propaga nesses meios,
esses podem fazer com que os raios luminosos sejam ou não
enxergados de forma nítida, não nítida ou não sejam enxergados.
Logo, estes meios podem ser:
REFRAÇÃO DA LUZ
Refração:
É o fenômeno de propagação causado pela mudança da velocidade
da onda (no caso, a luz) quando ela atravessa a superfície de
separação entre dois meios de densidades diferentes (dioptro). A
Refração pode ocorrer com ou sem desvio da trajetória do raio de luz
(quando a incidência é perpendicular).
Na Refração Regular podemos calcular o ângulo de refração através
da Lei de Snell-Descartes:
1 2
ˆ ˆ.sen .senn i n r=
Onde
1 2
1 2
;c cn n
v v
= =
Ângulo Limite: Se n2>n1 então podemos ter um ângulo que limita a
refração do meio 2 para o 1 resultando numa reflexão total na
superfície de separação dos meios. Este ângulo é dado por:
=
=
1 2
2
1
sen sen90º
sen
n L n
nL
n
Dioptro Plano: As distâncias entre a imagem (i) observada em
relação ao dioptro e o objeto (o) em relação ao dioptro relacionam-se
com os índices de refração dos meios que definem esse dioptro pela
expressão : = =observador observador
objeto objeto
h nh
H h n .
PRISMAS
Prismas: Podemos observar o desvio produzido por um prisma sobre
um raio luminoso incidente através de:
1 2( )desvio i i Aδ δ⇒ = + −
1 2A r r= +
1 2 1 2
2
MÍNIMO
MÍNIMO
i i e r r
i A
δ
δ
⇒ = =
= −
Transparentes: A luz atravessa homogeneamente.
Translúcidos: A luz atravessa estes corpos mas pode haver
difusão dos raios. Através deles não vemos os objetos com
nitidez.
Opacos: A luz não atravessa estes corpos, antes é refletida ou
absorvida.
A luz se propaga, no vácuo, com velocidade c=3.108 m/s,
aproximadamente.
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9
LÂMINAS DE FACES PARALELAS
Assim como o prisma, uma lâmina de faces paralelas provoca um
desvio em um raio luminoso incidente segundo a equação abaixo:
sen( )
cos
e i rd
r
• −=
REFLEXÃO LUMINOSA
Reflexão Regular da Luz
Na reflexão regular da
luz, o ângulo entre o raio
incidente e a Normal da
superfície refletora é
igual ao ângulo entre
esta Normal com o raio
refletido. Além disso, o
raio incidente e o raio
refletido são coplanares.
ESPELHOS PLANOS
Propriedade fundamental: Nos espelhos planos as distâncias do
objeto e sua imagem ao espelho são sempre iguais. A imagem é
enantiomorfa em relação ao objeto.
Translação de Espelho Plano: Enquanto deslocamos um espelho de
um ponto E para outro E’, podemos observar a velocidade relativa
entre o objeto e sua imagem:
Assim quando
deslocamos um
espelho, as
imagens nele
formadas se
deslocam duas
vezes mais, em
relação ao objeto.
Com isto a
aceleração da
imagem também é
o dobro da
aceleração do
espelho.
Rotação de espelho plano: Com o auxílio da figura abaixo pode-se
mostrar que: β = 2α , onde β é o ângulo entre a direção do raio
refletido antes da rotação e a direção do raio refletido depois da
rotação do espelho plano de um ângulo α .
ESPELHOS ESFÉRICOS
Raios notáveis: Nos espelhos esféricos gaussianos podemos
observar a repetição das seguintes reflexões luminosas:
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10
Para calcular a posição da imagem, do objeto, o raio de curvatura, a
distância focal ou ainda a ampliação linear podemos utilizar das
seguintes equações:
O sinal de f, p e p’ podem ser interpretados através do gráfico abaixo,
onde estão sobrepostos e compartilhando o mesmo Eixo Principal
(EP) e Vértice, dois espelhos sendo um côncavo e outro convexo:
Onde o eixo horizontal define f, p e p’ e, o eixo vertical define i e o.
LENTES ESFÉRICAS
Raios notáveis: Nas lentes esféricas gaussianas, analogamente aos
espelhos esféricos, podemos observar a repetição das seguintes
refrações luminosas:
Onde:
O = Centro Óptico
F = Foco Objeto
F’ = Foco Imagem
A = Anti-Principal Objeto
A’ = Anti-Principal Imagem
O sinal de p e p’ podem ser interpretados através do gráfico abaixo,
onde estão sobrepostos e compartilhando o mesmo EP e Vértice,
duas lentes sendo uma convergente e outra divergente:
Onde o eixo horizontal é a sobreposição de dois eixos antiparalelos:
um contínuo e outro tracejado. Estes definem p > 0 para a esquerda
(tracejado) e p < 0 para a direita, e p’ < 0 para a esquerda e p’ >0
(contínuo) para a direita e, o eixo vertical define i e o,(estamos
considerando que o raio incide na lente pelo lado esquerdo, o que
define o espaço objeto e sai da lente pelo lado direito, o que define o
espaço imagem). Para a distância focal:
f > 0 → Lentes Convergentes
f < 0 → Lentes Divergentes
Para lentes são válidas também as equações de Gauss:
1 1 1
'f p p
= +
'i pA
o p
= = −
E ainda, podemos calcular a vergência (ou divergência) da lente
através de:
1D V
f
= =
unidade de V no S.I : di (dioptria) : 1 di = 1m-1
1- Todo raio de luz que incide paralelamente ao EP desvia na
direção do foco imagem.
2- Todo raio de luz que incide na direção do foco objeto emerge
da lente paralelamente ao EP.
3- Todo raio de luz que incide na direção de um Anti-Principal
Objeto desvia na direção do Anti-Principal imagem.
4- Todo raio de luz que incide no vértice do espelho não desvia.
p’ p
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11
Equação dos fabricantes de lentes:
A fórmula dos fabricantes de lentes ou fórmula de Halley é a
equação para calcular a vergência de uma lente, ou seja, o “grau”
de uma lente.
1 2
1 1 11lente
ext
nV
f n R R
⎛ ⎞ ⎛ ⎞= = − ⋅ +⎜ ⎟ ⎜ ⎟⎝ ⎠⎝ ⎠
nlente: Índice de refração da lente.
next:Índice de refração do meio externo que envolve a lente.
R1 e R2: Raios de curvatura das faces da lente.
Associação de lentes:
Quando associamos sistemas óticos, um mesmo ponto pode
funcionar como objeto e imagem.
Observe a próxima figura.
A B D C
A ampliação total é o produto das ampliações de cada lente:
1 2. ..... NA A A A=
A distância focal equivalente é dada por:
VEQ =
1 2
1 1 1 1...
eq Nf f f f
= + + +
DEFEITOS DA VISÃO E CORREÇÕES:
Normal
Miopia Hipermetropia
Miopia: O Ponto Remoto PR encontra-se no infinito e o Ponto próximo
PP a menos de 25cm do globo ocular (O globo ocular é mais
“profundo” que o regular).
Ação corretiva: Lente Divergente de distância focal próximof p= −
Hipermetropia: O Ponto Remoto PR é virtual e o Ponto próximo PP a
mais de 25cm (ponto próximo ideal, olho normal) do globo ocular (O
globo ocular é menos “profundo” que o regular).
Ação corretiva: Lente Convergente de distância focal:
r r
e
1 1 1
p o n to p o n to
p ó x im o p ó x im o
id e a l r a l
f p p
= +
Presbiopia: Com o envelhecimento, o PP tende a se afastar do olho
Ação corretiva: Faz-se da mesma forma que em caso de
Hipermetropia. No caso de miopia e hipermetropia ocorrerem junto
com a Presbiopia, pode-se usar óculos para perto e para longe ou
lentes bi-focais.
Astigmatismo: Defeito devido a planicidade da córnea, que apresenta
diferentes raios de curvatura para cada secção considerada.
Ação corretiva: Lentes Cilíndricas.
Estrabismo: Desvio do eixo óptico.
Ação corretiva: Lentes Prismáticas.
ELETROSTÁTICA
ELETRIZAÇÃO
Eletrização – Processo de perda ou ganho de partículas subatômicas
com carga, geralmente elétrons, por um determinado corpo.
Carga Elétrica – Quando um corpo possui falta ou excesso de
elétrons em relação ao número de prótons, dizemos que tal corpo está
eletricamente carregado. O excesso de elétrons caracteriza uma
carga negativa, enquanto a falta de elétrons caracteriza uma carga
positiva.
A unidade de carga elétrica no SI é o Coulomb (C).
Atração e Repulsão entre cargas elétricas – Mediante experiências,
verificamos que cargas elétricas de mesmo sinal se repelem, enquanto
cargas elétricas de sinais opostos se atraem.
Condutores – Corpos com grande número elétrons livres, nos quais
as partículas portadoras de carga elétrica têm muita facilidade de se
movimentar, como, por exemplo, os metais.
Isolantes – Corpos com reduzido número de elétrons livres, nos quais
as partículas portadoras de carga elétrica têm certa dificuldade de se
movimentar, como, por exemplo, os não-metais.
Processos de Eletrização – Processos de troca de cargas elétricas
entre dois ou mais corpos. Nesses processos, devemos observar que
não há criação nem destruição de cargas, ou seja, a carga elétrica
total do sistema é sempre conservada, fato este que é conhecido por
Princípio de Conservação das Cargas Elétricas.
Eletrização por Atrito
Chama-se serie triboelétrica a relação ordenada de substâncias em
que, ao atritarmos duas delas, a que figura antes se eletriza
positivamente e a que figura depois, negativamente.
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Serie Triboelétrica
pele de gato - vidro polido - marfim - lã - penas - madeira - papel -
seda - goma-laca - vidro despolido
Eletrização por Contato – Processo de eletrização de dois corpos
condutores, estando um deles eletrizado e o outro neutro, através do
contato entre eles. O corpo neutro adquire uma carga elétrica de
mesmo sinal que a do corpo já inicialmente eletrizado.
Eletrização por Indução
• Fenômeno da indução eletrostática
Ao aproximar um corpo eletrizado, os elétrons pertencentes ao
corpo neutro são atraídos por uma força 1F enquanto os prótons
se mantém na outra extremidade do corpo repelidos pela força 2F ,
como mostra a figura abaixo:
Como 1 2d d< então 1 2F F> e o corpo neutro é atraído. Este
fenômeno é denominado indução eletrostática.
Processo de eletrização de indução
1° passo: Ao aproximar o indutor carregado negativamente(B) ele
induz uma separação de cargas na esfera A neutra (induzido) como é
mostrado abaixo
2° passo: Mantendo o indutor na mesma posição, ligamos o induzido
à terra. Note que os elétrons do induzido migram para a terra,
descarregando essa carga negativa. A carga positiva do induzido
continua concentrada à esquerda devido à atração da carga negativa
do indutor.
3° passo: Desconectamos o fio terra do induzido e afastamos o
bastão para bem longe. Desta forma, o induzido fica com um excesso
de carga positiva.
FORÇA ELÉTRICA E CAMPO ELÉTRICO
Lei de Coulomb
Dois corpos eletricamente carregados exercem um sobre o outro uma
força elétrica cuja intensidade é diretamente proporcional ao módulo
de cada uma das cargas e inversamente proporcional ao quadrado da
distância que os separa. A força será de atração se as cargas tiverem
sinais opostos, e será de repulsão se as cargas tiverem mesmo sinal.
2
| | | |
EL
Q qF k
r
⋅=G
Campo Elétrico – É capaz de produzir uma força elétrica numa carga
de prova colocada na região onde ele atua. Definimos o campo
elétrico como o vetor:
FE
q
=
GG
onde q é carga de prova.
Uma carga elétrica puntiforme Q cria ao seu redor um campo elétrico
cujo módulo é dado por:
2
| |QE k
r
=G
O campo elétrico será de afastamento se a carga for positiva, e de
aproximação se a carga for negativa. Representamos este
comportamento através das linhas de força.
Observe a configuração das linhas de força quando aproximamos
duas cargas elétricas de mesmo módulo, de acordo com o sinal delas:
Cargas elétricas de mesmo sinal:
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Cargas elétricas de sinais opostos:
Campo elétrico gerado por placas paralelas muito longas (Campo
elétrico uniforme):
A exigência de as placas paralelas serem longas é para podermos
desprezar os efeitos da borda, e assim poder considerar que o campo
elétrico é uniforme, ou seja, é um vetor constante (em módulo, direção
e sentido).
Se um corpo está submetido à ação de mais de um campo elétrico, o
campo elétrico resultante que age sobre ele será dado pela soma
vetorial dos campos elétricos atuantes:
1 2RES nE E E E= + + ⋅ ⋅ ⋅ +
G G G G
POTENCIAL ELÉTRICO E ENERGIA POTENCIAL ELÉTRICA
Potencial Elétrico
Dada uma carga elétrica Q , definimos o potencial gerado por essa
carga a uma distância r como a grandeza escalar dada por:
QV k
r
=
Podemos, assim, olhar para o potencial gerado por essa carga elétrica
como uma função que associa a cada ponto do espaço um número
real que é o potencial criado pela carga naquele ponto. Assim, se um
determinado ponto P do espaço está na região onde atuam n cargas,
o potencial resultante ali será a soma do potencial gerado por cada
carga:
1RES nV V V= + ⋅ ⋅ ⋅ +
Observe que diferentemente do campo elétrico, que é um vetor, o
potencial elétrico é um número real, positivo ou negativo, dependendo
do sinal da carga elétrica que gera esse potencial.
EnergiaPotencial Elétrica
Uma carga elétrica q colocada num ponto do espaço submetido a um
potencial PV adquire uma energia potencial elétrica dada por:
POT PE q V= ⋅
Se tal potencial foi gerado por uma carga Q a uma distância r desse
ponto, podemos escrever a energia potencial elétrica desse sistema
como:
POT
q QE k
r
⋅=
Trabalho no campo elétrico uniforme
Uma carga elétrica imersa num campo elétrico uniforme, ao ser
deslocada de um ponto A para um ponto B, sofre um trabalho da força
elétrica dado por:
( )A B POT
Elétrica
q V V E= ⋅ − = −Δτ
Diferença de potencial no campo elétrico uniforme (ddp)
Num campo elétrico uniforme, a diferença de potencial entre dois
pontos A e B é dada por:
A BE d V V⋅ = −
CONDUTOR EM EQUILÍBRIO ELESTROSTÁTICO
Conseqüências :
• O campo elétrico é nulo no interior de um condutor em
equilíbrio eletrostático
• O potencial elétrico é constante no interior e na superfície de
um condutor em equilíbrio eletrostático.
• A carga elétrica se aloja na superfície do condutor.
Um condutor eletrizado encontra-se em equilíbrio eletrostático
quando não há movimento de cargas elétricas em seu interior.
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CAPACITORES
Capacitores – Armazenam energia potencial elétrica, através do
acúmulo de cargas, quando submetidos a uma diferença de potencial
fornecida por uma bateria. Posteriormente podemos aproveitar essa
energia elétrica, por exemplo, descarregando-a num resistor.
Capacitância
A quantidade de carga (Q) que um capacitor consegue armazenar de
acordo com a diferença de potencial fornecida (U) define a sua
capacitância (C):
Q C U= ⋅
Energia armazenada num capacitor – A energia potencial elétrica
que um capacitor consegue armazenar é dada por:
2 2
2 2C
C U QE Q U
C
⋅= ⋅ = = ⋅
Capacitor de placas paralelas – Sua capacitância pode ser calculada
em função da área de suas placas (A) e da distância que as separa
(d), sendo ε a permissividade elétrica do meio:
AC
d
ε ⋅=
Associação de capacitores
a) Em Série
B) Em paralelo
ELETRODINÂMICA
CORRENTE ELÉTRICA E RESISTORES
Corrente Elétrica – Movimento ordenado de cargas elétricas.
Sentido convencional da corrente – Aquele dos portadores de carga
elétrica positiva, ou seja, de pontos de maior potencial para pontos de
menor potencial.
A quantidade de carga transportada será sempre um múltiplo inteiro
da carga elétrica elementar (Quantização da Carga Elétrica):
Q n e= ⋅
onde e=1,6x10-19 C (coulomb)
Intensidade média da corrente elétrica
| |Qi
t
= Δ
No Sistema Internacional de Unidades (SI), a corrente elétrica é dada
em ampère (A).
1 A = 1C/1s
Quando a corrente varia ao longo do tempo, a carga total será dada
pela área sob a curva da corrente em função do tempo:
Q = Área (numericamente)
1ª Lei de Ohm
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A diferença de potencial aplicada num resistor é o produto da
resistência do mesmo pela corrente que o atravessa:
U R i= ⋅
a ddp é dada em volt (V) e a resistência elétrica é dada em ohm (Ω ).
tg ϕ = R (numericamente)
2ª Lei de Ohm
A resistência é diretamente proporcional ao comprimento e
inversamente proporcional à área do resistor. A constante de
proporcionalidade é chamada de resistividade, e é uma característica
do material do resistor:
LR
A
ρ=
Obs.:
a) Nos metais, a resistividade aumenta com o aumento da
temperatura, de acordo com a equação:
0(1 )Tρ ρ α= + Δ
onde: ρ é a resistividade na temperatura T , dado em Ω . m
ρ0 é a resistividade na temperatura T0 , em Ω . m
α é o coeficiente de temperatura do material, dado em °C –1
ΔT = T - T0
b) a condutividade elétrica( σ )é o inverso da resistividade, ou seja:
1σ ρ=
Associação de Resistores
1) Em Série
Propriedades
• Todos resistores são percorridos pela mesma corrente elétrica
• A ddp total entre os terminais da associação é a soma das ddp’s em
cada resistor:
U TOTAL = U1 + U2
• A resistência equivalente entre os terminais da associação é a soma
das resistências :
1 2EQR R R= +
2) Em paralelo
Propriedades
• Todos resistores são submetidos à mesma tensão elétrica (U) ou
ddp .
• A corrente elétrica total iTOTAL é a soma das correntes em cada
resistor da associação:
i TOTAL = i1 + i2 + i3
• A resistência equivalente entre os terminais da associação é dada
por:
1 2 3
1 1 1 1
EQR R R R
= + +
Para duas resistências quaisquer em paralelo, vale a relação
1 2
1 2
EQ
R RR
R R
⋅= + (“produto pela soma”)
Para N resistências iguais a R em paralelo, vale a relação:
EQ
RR
N
=
Potência elétrica dissipada num resistor
Para qualquer aparelho elétrico submetido a uma ddp U e percorrido
por uma corrente elétrica i, podemos afirmar que a potência elétrica
deste aparelho é dada por:
Pot U i= ⋅
No SI, a potência elétrica é dada em W (watt) ⇒ 11
1
JW
s
=
Especificamente, para um resistor, os portadores de carga que
constituem a corrente elétrica, ao colidirem com as moléculas do
material deste resistor, dissipam energia sob a forma de calor,
provocando o aquecimento do mesmo, fenômeno este conhecido por
efeito Joule.
Combinando a relação acima com a 1º lei de Ohm, podemos obter,
duas equações para a potência elétrica dissipada num resistor:
2UPot
R
= e 2Pot R i= ⋅
Obs.:
Energia elétrica consumida por um aparelho elétrico:
E el = Pot . Δt
No SI : Joule (J) ⇒ J = W . s
Unidade prática : quilowatt-hora (kWh) ⇒ kWh = kW . h
1 kWh = 1 x 103 J/s x 3600 s = 3,6 x 106 J
GERADORES E RECEPTORES
Gerador Elétrico
Elemento do circuito responsável por transformar alguma
outra forma de energia, geralmente mecânica ou química (baterias),
em energia elétrica, fornecendo uma diferença de potencial ao circuito.
Essa diferença de potencial permite a circulação de uma corrente no
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circuito. A energia que o gerador fornece por unidade de carga é sua
força eletromotriz (f.e.m) ε.
• ε (f.e.m) é a ddp total
gerada pelo gerador
• r.i é a ddp dissipada
na forma de calor
• U é a ddp fornecida
pelo gerador para um
aparelho
U riε= −
Tanto a f.e.m (ε) como a ddp entre os terminais do gerador( U ), são
dadas em volt. 11
1
JV
C
= .
Curva característica do gerador
Associação de geradores
a) Geradores em série:
O gerador equivalente da associação apresentará uma f.e.m ε eq e
resistência interna req dados por:
1 2
1 2
eq
eqr r r
ε ε ε= +⎧⎪⎨ = +⎪⎩
b) Geradores iguais em paralelo:
Neste caso, o gerador equivalente da associação apresentará as
seguintes características:
3
eq
eq
E
rr
ε=⎧⎪⎨ =⎪⎩
Potências de um gerador
Partindo da equação do gerador vista anteriormente, temos:
U riε= −
Multiplicando por i, ambos os membros da igualdade, obtemos:
2iU i riε= −
Note que os elementos i U⋅ , i ε⋅ e 2r i⋅ têm dimensão de potência
elétrica. Identificando cada uma delas, vem:
O rendimento elétrico de um gerador mede quanto da energia
gerada e transmitida aos portadores de carga (potência total gerada)
está sendo efetivamentefornecida (potência útil) ao circuito. É dado
por:
η ε ε= = =
ÚTIL
TOTAL
Pot Ui U
Pot i
Receptor Elétrico
• U é a ddp total consumida pelo
receptor (esta ddp é fornecida por um
gerador ou outra fonte de energia).
• ε’ é a força contra-eletromotriz
(f.c.e.m) que pode ser interpretada
como sendo a ddp útil ou aproveitada
pelo receptor (ela representa a
conversão de energia elétrica em
alguma outra forma de energia, exceto
calor!. Por exemplo, se o receptor em
questão for um ventilador, então ε’
representa a energia mecânica de
rotação das pás do ventilador)
• r’.i é a ddp dissipada na forma de
calor.
Nestas condições, a equação de um receptor é dada por: ' 'U r iε= +
Curva característica do receptor
TOTALPot i ε= ⋅ é a potência total gerada
ÚTILPot i U= ⋅ é a potência fornecida ou útil
= ⋅ 2DISSIPADAPot r i é a potência dissipada na forma de calor
• Quando temos um circuito aberto: 0i U ε= ⇒ =
• Quando temos um curto-circuito: 0 CCU i r
ε= ⇒ =
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Potências de um receptor
Partindo da equação do receptor, temos:
ε= +' 'U r i
Multiplicando por i, ambos os membros da igualdade, obtemos:
ε= + 2' 'iU i r i
Novamente, os elementos i U⋅ , ε⋅ 'i e ⋅ 2'r i têm dimensão de
potência elétrica. Identificando cada uma delas, vem:
O rendimento de um receptor mede quanto da energia elétrica
fornecida (potência total consumida) pela corrente está sendo
efetivamente convertida (potência útil) pelo receptor em outra forma de
energia que não o calor. É dado por:
ε εη = = =' '
TOTAL
Potútil i
Pot Ui U
MALHAS E LEIS DE KIRCHHOFF
1ª Lei de Kirchhoff (Nós) – Expressa a conservação da carga
elétrica: “A soma das intensidades das correntes que chegam a um nó
é igual à soma das intensidades das correntes que saem deste nó”.
1 2 3i i i+ =
2ª Lei de Kirchhoff (Malhas) – Expressa a conservação da energia
ao longo de um caminho fechado de um circuito:
MEDIDORES ELÉTRICOS
Galvanômetro
É um aparelho destinado a medir correntes e tensões elétricas de
pequena intensidade (na prática em torno de 1 mA). O velocímetro do
automóvel (ponteiro indicando velocidades) é um bom exemplo de
galvanômetro.
Características do galvanômetro
O galvanômetro (G) comporta-se como um resistor , cuja resistência
é chamada de RG (resistência interna).
iG é a corrente medida pelo galvanômetro.
Amperímetro Ideal
Mede a intensidade da corrente que passa por ele. Deve ser
colocado em série no trecho do circuito onde se quer medir a corrente.
O amperímetro ideal possui resistência interna NULA.
Amperímetro Real
MEDIDA S Gi i i= +
. .G G SHUNT SR i R i=
Voltímetro Ideal
Mede a diferença de potencial do trecho de circuito entre seus
extremos. Deve ser colocado em paralelo com o trecho em que se
quer medir a tensão elétrica. O voltímetro ideal possui resistência
interna infinita, praticamente impossibilitando a passagem de
corrente através de si.
Voltímetro Real
MEDIDA M GU U U= +
Ponte de Wheastone
Associação de resistores utilizada na prática para medir resistências
desconhecidas. Na disposição da figura, o galvanômetro indica a
passagem de corrente no trecho BC. Quando a corrente através do
galvanômetro for nula, dizemos que a ponte de Wheastone está em
equilíbrio. Nesse caso, temos uma relação de “multiplicação em x”
entre as resistências da associação:
1 4 2 30gi R R R R= ⇔ ⋅ = ⋅
ELETROMAGNETISMO
ÍMÃS E CAMPO MAGNÉTICO
1) Características dos Ímãs
• Atraem principalmente Ferro, Níquel, Cobalto e outras ligas
metálicas como o aço.
(Ímã natural : magnetita : Fe3 O4)
• Possuem dois pólos distintos : Norte e o Sul
Em qualquer malha (percurso fechado) de um circuito elétrico, a
soma das tensões elétricas ao longo dessa malha é nula
ε= ⋅ 'ÚTILPot i é a potência útil ou aproveitada
TOTALPot i U= ⋅ é a potência total consumida pelo receptor
= ⋅ 2'DISSIPADAPot r i é a potência dissipada na forma de calor
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A extremidade do ímã que se alinha com Norte Geográfico é o pólo
Norte deste ímã, e a extremidade do ímã voltada para o Sul
Geográfico é o pólo Sul deste ímã.
• Atração e Repulsão entre dois imãs
Pólos de mesmo nome se repelem (ex: N –N ou S – S)
Pólos de nomes opostos se atraem (ex: N – S ou S – N)
• Inseparabilidade dos pólos de um ímã (domínios magnéticos de
Weiss)
Como não existem monopólos magnéticos, ou seja, pólos magnéticos
isolados (só Norte ou só Sul), quando um ímã se quebra ou é cortado,
dá origem a novos ímãs, como mostra a figura abaixo:
2) Campo Magnético – É a região do espaço na qual um pequeno
corpo de prova (carga elétrica q) fica sujeito à ação de uma força de
origem magnética.
As linhas de indução de um imã “nascem” no pólo norte e “morrem”
no pólo sul. Elas servem para visualizar o campo magnético além de
dar uma noção da sua intensidade. Próximo aos pólos, o campo
magnético é mais intenso, pois ali existe maior concentração de linhas.
O campo magnético é representado por um vetor B
G
, cuja direção é
tangente à linha de indução e de sentido tal que acompanha o da linha
de indução. A intensidade do vetor campo magnético é dada em tesla
(T)
Nestas condições BK > BL
Uma bússola (ou agulha magnética)
sempre se alinha com a direção do
vetor B
G
. O pólo Norte indica o sentido
de B
G
.
Campo Magnético Terrestre
William Gilbert , em 1600, revela em seus estudos sobre magnetismo
que “A Terra é um gigantesco ímã”, sendo o SUL deste imenso imã
localizado no pólo NORTE GEOGRÀFICO e o NORTE deste ímã
localizado no pólo SUL GEOGRÁFICO (vide figura). É por esta razão
que o pólo norte de uma bússola tende a apontar para o pólo norte
geográfico, pois sente a atração do SUL MAGNÉTICO.
Experiência de Oersted (1824)
Uma corrente elétrica passando num fio é capaz de defletir uma
bússola colocada nas proximidades do fio, indicando a presença de
um campo magnético, criado pela corrente
3) Fontes de Campo Magnético
a) Campo Magnético criado por uma corrente num fio longo e
retilíneo (“corrente reta”)
As linhas de indução são circulares ocupando um plano perpendicular
à direção do fio (vide figura)
Um fio longo, transportando uma corrente i, cria, a uma distância d do
fio, um campo magnético B
G
com as seguintes características:
• Módulo: | |
2
iB
d
μ
π
⋅= ⋅
G
onde μ é a permeabilidade magnética do meio. No vácuo, temos
A/mT10π4μ 70 ⋅⋅= − .
• Direção: Tangente à linha de indução (circular com centro no fio)
nos pontos considerados (A, C, D e P da figura).
• Sentido: Dado pela regra da
mão direita envolvente (o
polegar representa a corrente
elétrica e os demais dedos
representam o campo
magnético).
“Toda corrente cria, no espaço que a envolve, um campo
magnético”
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B) Campo Magnético criado por uma espira circular(“corrente
circular”).
Quando passamos uma corrente elétrica i por uma espira circular de
raio R, surge no centro dessa espira um campo magnético B
G
com as
seguintes características:
Linhas de indução do campo
criado por uma espira circular.
Note a semelhança com o
campo criado por um ímã. A
face de cima da espira
comporta-secomo um pólo
norte de um imã, enquanto que
a face de baixo da espira
representa um pólo sul.
• Módulo: | |
2
iB
R
μ ⋅= ⋅
G
•Direção e Sentido: Dados pela regra da mão direita, polegar no
sentido de circulação da corrente, demais dedos indicam a direção e o
sentido do campo magnético no centro da espira.
c) Campo Magnético criado no interior de uma bobina chata –
Dispondo n espiras circulares concêntricas de mesmo raio R, com
cada uma delas transportando uma corrente i, todas circulando no
mesmo sentido, o campo magnético criado no eixo comum contendo
os centros dessas espiras será dado por:
• Módulo: | |
2
iB n
R
μ ⋅= ⋅
G
•Direção e Sentido: Dados pela regra da mão direita, polegar no
sentido de circulação da corrente, demais dedos indicam a direção e o
sentido do campo magnético no eixo comum das espiras,
analogamente ao caso para uma espira.
Note que o campo magnético criado pela bobina chata se assemelha ao
campo magnético criado por um imã.
d) Campo magnético criado
por um solenóide – Um
solenóide, ou bobina longa, com
n voltas ao longo do seu
comprimento L, transportando
uma corrente i, cria no seu
interior um campo magnético
com as seguintes características:
•Módulo: | | nB i
L
μ= ⋅ ⋅G
ondeμ é a permeabilidade
magnética do material do núcleo
(na figura é o ferro)
•Direção e sentido: Dados pela regra da mão direita, polegar no
sentido de circulação da corrente, os demais dedos indicam a direção
e o sentido do campo magnético no seu interior. De modo alternativo,
também poderíamos enrolar os dedos ao longo do sentido de
circulação da corrente, e o polegar nos dá a direção e sentido do
campo magnético no interior do solenóide.
Observação: Num solenóide ideal, assumimos que o campo
magnético é uniforme no seu interior, e nulo fora dele.
FORÇA MAGNÉTICA DE LORENTZ
Numa carga elétrica q em movimento, com velocidade vetorial v
G
,
mergulhada numa região onde atua um magnético B
G
, que forma um
ângulo θ ( °≤≤° 180θ0 ) com o vetor velocidade vG , surge uma força
mF
G
atuando nessa carga, dita força magnética de Lorentz, com as
seguintes características:
• Módulo: | | | | | | | |mF q v B senθ= ⋅ ⋅ ⋅
G GG
•Direção: A Força magnética é perpendicular ao campo magnético BG
e à velocidade v
G
.
•Sentido: Dado pela
regra da mão
esquerda. O polegar
indica o sentido da
força magnética mF
G
,
o dedo indicador
fornece o sentido do
campo magnético
B
G
e o dedo médio
indicará o sentido da
velocidade v
G
da
partícula q.
Essa regra vale para partículas positivamente carregadas (q > 0). Se a
partícula estiver com carga elétrica negativa (q < 0), devemos inverter
o sentido do vetor encontrado de acordo com a regra da mão
esquerda.
1) Dinâmica de uma carga elétrica q lançada no interior de um
campo magnético uniforme
1ºcaso: Carga elétrica q lançada paralelamente ao campo
magnético B
G
( °= 0θ ou °= 180θ )
A força magnética será nula, e desprezando os atritos e as ações
gravitacionais, a partícula seguirá uma trajetória retílinea com
velocidade vetorial constante, em movimento retilíneo e uniforme
(MRU).
2ºcaso: Carga elétrica q lançada perpendicularmente ao campo
magnético B
G
( °= 90θ ) :
A força magnética atuará como resultante de natureza centrípeta . No
vácuo, a partícula descreverá uma circunferência em movimento
circular uniforme (MCU).
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O raio (R) e o período (T) desse movimento são dados por:
| |
| | | |
m vR
q B
⋅= ⋅
G
G e 2
| | | |
mT
q B
π ⋅= ⋅ G
3ºcaso: Carga elétrica q lançada obliquamente ao campo
magnético B
G
( °≠°<<° 90θ,180θ0 )
Decompomos a velocidade em uma direção paralela ao campo
magnético e em outra perpendicular ao campo, obtendo uma
composição de dois movimentos:
Na direção paralela, movimento retilíneo e uniforme.
No plano perpendicular, movimento circular uniforme.
A composição desses dois movimentos nos dá a forma do movimento
resultante, uma trajetória helicoidal (hélice cilíndrica).
2) Força Magnética sobre um condutor
Num fio de comprimento A , transportando uma corrente i, imerso num
campo magnético B
G
, que forma
um ângulo θ ( °≤≤° 180θ0 )
com o fio, surge uma força
magnética mF
G
com as seguintes
características:
• Módulo: | | | |mF B i senθ= ⋅ ⋅ ⋅
G G A
• Direção : A Força magnética é
perpendicular ao campo
magnético B
G
e ao condutor.
• Sentido: Dado pela regra da
mão esquerda, dedo indicador
no sentido do campo magnético
B
G
, dedo médio no sentido da
corrente i (em lugar da
velocidade v
G
, na força de
Lorentz), o polegar dá a direção
e o sentido da força magnética
mF
G
.
3) Força magnética entre dois fios paralelos
Quando dois fios de
mesmo comprimento A ,
transportando correntes
1i e 2i , são dispostos
paralelamente um ao
outro a uma distância d,
aparece uma força
magnética mF
G
de
interação entre eles dada
por:
1 2| |
2m
i iF
d
μ
π
⋅ ⋅ ⋅= ⋅
G A
Tal força será de atração se as correntes estiverem no mesmo
sentido, e será de repulsão se as correntes estiverem em sentidos
opostos.
Obs.: Considera-se o caso de fios longos em relação à distância que
os separam.
FLUXO MAGNÉTICO E INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA
Fluxo Magnético
Definimos o fluxo magnético como sendo o número de linhas de um
campo magnético B
G
que atravessam perpendicularmente uma
determinada área A. Calculamos esse fluxo através de:
| | cosB Aφ θ= ⋅ ⋅G
onde θ é o ângulo formado entre o campo magnético B
G
e o vetor
normal nG à área A, de acordo com a figura:
no SI : Φ é dado em weber (Wb). Wb =T.m2
Fenômeno da Indução Eletromagnética
Lei de Lenz
É usada para determinar o sentido da corrente induzida.
O sentido da corrente induzida é tal que origina um fluxo
magnético induzido (na espira), que se opõe à variação do fluxo
magnético indutor(ìmã)
Sempre que houver uma variação de fluxo magnético através
de uma espira, nela surgirá uma corrente elétrica denominada
corrente elétrica induzida
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Força Eletromotriz Induzida – A f.e.m. induzida quando variamos o
fluxo magnético através de uma espira é dada por:
E
t
φΔ= − Δ
O sinal negativo nessa expressão indica que a força eletromotriz
induzida tende a criar um campo que contraria a variação do fluxo a
que a espira está submetida, de acordo com a lei de Lenz.
No caso de termos N espiras concêntricas, a f.e.m. induzida será dada
por:
E N
t
φΔ= − Δ
Condutor retilíneo mergulhado num campo magnético uniforme –
Considere um circuito elétrico montado com um resistor de resistência
R e um condutor, de comprimento L, que se move perpendicularmente
aos trilhos, com velocidade constante v
G
, submetido a um campo
magnético uniforme B
G
, de acordo com a figura:
A força eletromotriz induzida no circuito será dada por:
| | | |E R i B L v= ⋅ = ⋅ ⋅G G
Obs. Importante:
Sempre que a indução eletromagnética é produzida por um
movimento, surge uma força contrária a este movimento. Veja
este exemplo:
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APOSTILA DE REVISÃO
FÍSICA – PARTE 3
TERMOMETRIA, CALORIMETRIA E DILATAÇÃO
TERMOMETRIA
Temperatura – É a grandeza física escalar que associamos ao estado
de agitaçãodas partículas que constituem um corpo.
A unidade de temperatura no SI é o Kelvin (K), sendo esta uma das
sete unidades básicas do Sistema Internacional de Unidades.
Entretanto, em muitos países são utilizadas outras escalas. No Brasil,
a temperatura é medida em graus Celsius (°C), e em alguns países
como os Estados Unidos e Inglaterra, em graus Fahrenheit (°F).
Para podermos relacionar uma mesma temperatura em diferentes
escalas, devemos estabelecer uma conversão entre essas escalas.
Escalas de Temperatura – Conversão
Uma forma de conversão de temperatura é a partir dos pontos de
fusão e ebulição de uma substância qualquer. Com isso, podemos
obter a seguinte relação:
32 273
5 9 5
F
V F
X XC F T
X X
−− −= = = −
onde X é a medida numa escala arbitrária, sendo XF e XV as medidas
correspondentes às temperaturas de fusão e vaporização da água, ou
outra substância qualquer, nessa escala.
100 °C XV 373 K212 °F
XF 273 K32 °F 0 °C
X T F C
°X °C K °F
Observe que uma variação de 100 °C corresponde a uma variação de
180 °F e a uma variação de 100 K. Em particular, variações de
temperatura nas escalas Celsius e Kelvin são iguais. Temos que:
5
9
C T FΔ = Δ = Δ
CALORIMETRIA
Energia Térmica – É a soma das energias cinéticas de todas as
partículas que constituem um corpo.
Calor – É a energia térmica em trânsito de um corpo para outro,
motivada por uma diferença de temperatura entre eles. Sendo uma
forma de energia térmica, sua unidade de medida no SI é o Joule (J),
embora, na prática, seja bastante utilizada também a caloria
(1 cal = 4,186 J). Lembrando que uma caloria alimentar, representada
por Cal (“C” maiúsculo) equivale a 1000 calorias físicas.
Assim, só existe troca de calor entre dois corpos se entre eles
existir uma diferença de temperaturas. O calor se transfere do
corpo mais quente para o corpo mais frio, até que os dois atinjam a
mesma temperatura final de equilíbrio.
Quando dois corpos estão à mesma temperatura, dizemos que eles
estão em equilíbrio térmico, e nesse caso não há troca de calor entre
eles.
Lei Zero da Termodinâmica – Dados três corpos A, B e C, se A está
em equilíbrio térmico com B, e B também está em equilíbrio térmico
com C, então A e C estão em equilíbrio térmico entre si.
Calor Sensível – Calor necessário para produzir exclusivamente uma
variação na temperatura de um determinado corpo. É dado por:
Q m c Cθ θ= ⋅ ⋅ Δ = ⋅ Δ
C m c= ⋅ é chamada de capacidade térmica de um corpo, e c é o calor
específico sensível de um corpo.
0 0 corpo recebe calor
0 0 corpo cede calor
Q
Q
θ
θ
> ⇔ Δ > ⇔⎧⎨ < ⇔ Δ < ⇔⎩
Calor Latente – Calor responsável por produzir exclusivamente uma
mudança de estado físico num determinado corpo. É dado por:
Q m L= ⋅ ,
onde L é o calor latente da mudança de estado.
0 0 mudança endotérmica
0 0 mudança exotérmica
Q L
Q L
> ⇔ > ⇔⎧⎨ < ⇔ < ⇔⎩
Mudanças endotérmicas são aquelas em que o corpo absorve calor
para mudar de estado, como por exemplo, a fusão e a vaporização,
enquanto as exotérmicas são aquelas em que o corpo libera calor ao
mudar de estado, como por exemplo, a solidificação e a liquefação.
sublimação
fusão
liquefação
SÓLIDO LÍQUIDO GASOSO
vaporização
solidificação
Numa substância pura submetida à pressão constante, enquanto
transcorre uma mudança de estado, a temperatura se mantém
constante.
Gráfico de mudança de estado:
VAPORIZAÇÃO
FUSÃO
Calor
Temperatura
TF
TV
T1
T2
Quando colocamos diversos corpos, a diferentes temperaturas, em
contato térmico, ocorrem trocas de calor entre eles até que seja
atingido o equilíbrio térmico. Durante esse processo, podem ocorrer
inclusive mudanças de estado físico de alguns deles. Se pudermos
desprezar as perdas de calor para o ambiente (por exemplo, num
sistema adiabático), a temperatura final de equilíbrio pode ser
encontrada impondo a conservação da energia do sistema.
Equilíbrio Térmico: 0CEDIDO RECEBIDOQ Q+ =∑ ∑
PROPAGAÇÃO DO CALOR
Condução – A energia térmica vai sendo transmitida de uma molécula
para outra do corpo. O fluxo de calor que se estabelece nesse caso
será diretamente proporcional à área A e à diferença de temperatura
θΔ , e inversamente proporcional ao comprimento L (espessura).
Q k A
t L
θφ ⋅ ⋅ Δ= =Δ
Convecção – A energia térmica é transmitida através do
deslocamento de porções do material.
Radiação – A energia térmica é transmitida através de ondas
eletromagnéticas (ondas de calor).
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Os fenômenos da condução e da convecção necessitam de um meio
material para sua ocorrência, enquanto a radiação, por ser
transmissão através de ondas eletromagnéticas, pode ocorrer no
vácuo (como o calor vindo do Sol, por exemplo).
DILATAÇÃO
Dilatação Linear – Quando a variação das medidas de um corpo,
devido a uma variação de temperatura, é significante em apenas uma
dimensão, temos a dilatação linear.
0L L α θΔ = ⋅ ⋅ Δ
( )0 1L L α θ= ⋅ + ⋅ Δ
Dilatação Superficial – Quando a variação das medidas de um corpo,
devido a uma variação de temperatura, é significante em apenas duas
dimensões, temos a dilatação superficial. Se a superfície considerada
possuir um orifício, este irá dilatar/contrair comportando-se como se
fosse constituído do mesmo material que a superfície.
0S S β θΔ = ⋅ ⋅ Δ
( )0 1S S β θ= ⋅ + ⋅ ⋅ Δ
Dilatação Volumétrica – Quando a variação das medidas de um
corpo, devido a uma variação de temperatura, é significante em todas
as dimensões, temos a dilatação superficial. Da mesma forma que a
dilatação superficial, o volume interno delimitado por um objeto
volumétrico, comportar-se-á da mesma forma como se fosse
constituído do material do próprio objeto.
( )0 0 1V V V Vγ θ γ θΔ = ⋅ ⋅ Δ = ⋅ + ⋅ Δ
Relação entre os coeficientes de dilatação:
1 2 3
α β γ= =
Dilatação em Líquidos – Nos líquidos, ocorre exclusivamente a
dilatação volumétrica. Porém, como o líquido estará sempre contido
dentro de um recipiente, devemos também levar em conta o efeito da
dilatação, devido à variação de temperatura, sobre o frasco que o
contém. Visualmente, o que observamos é apenas a dilatação
aparente. Para obtermos a dilatação real, devemos somar a dilatação
aparente com a dilatação do recipiente.
FRASCO APARENTELÍQUIDOV V VΔ = Δ + Δ
com
FRASCO APARENTELÍQUIDOγ γ γ= +
GASES PERFEITOS
A equação de Clapeyron relaciona as três variáveis de estado de um
gás: pressão, volume e temperatura.
p V n R T⋅ = ⋅ ⋅
Onde n é o número de mols do gás, R é a constante universal dos
gases perfeitos: 0,082 8,31atm L JR
mol K mol K
⋅= =⋅ ⋅
Se a pressão é constante (transformação isobárica):
1V k T= ⋅ (Lei de Gay-Lussac)
Se o volume é constante (transformação isométrica):
2p k T= ⋅ (Lei de Charles)
Se a temperatura é constante (transformação isotérmica):
3kp
V
= (Lei de Boyle-Mariotte)
Quando o número de mols permanece constante durante a
transformação, temos a Lei Geral dos Gases Perfeitos:
1 1 2 2
1 2
p V p V
T T
⋅ ⋅=
θΔ
0S S S= + Δ
0S
0L
θΔ
LΔ
0L L L= + Δ
VVV Δ+= 0
θΔ
0V
V
p
T
V
T
p
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Numa mistura de k gases perfeitos, supondo que eles não reajam
entre si, temos que 1 ...M kn n n= + +
Portanto:
1 1
1
...M M k k
M k
p V p V p V
T T T
⋅ ⋅ ⋅= + +
TERMODINÂMICA
Trabalho – Dizemos que um gás realiza trabalhoquando sofre uma
transformação na qual o seu volume aumenta, e que ele recebe
trabalho quando sofre uma transformação na qual o seu volume
diminui. Quando a transformação sofrida pelo gás é caracterizada
através de um gráfico da pressão em função do volume, o módulo do
trabalho é numericamente igual à área delimitada pela curva e pelo
eixo das abscissas.
p
V
| | ( )
N
Área curvaτ =
0 Volume aumentou
0 Volume diminuiu
0 Volume constante
τ
τ
τ
> ⇔⎧⎪ < ⇔⎨⎪ = ⇔⎩
Em particular, numa transformação isobárica (a pressão constante),
temos:
0 0 2 1( )p V p V Vτ = ⋅ Δ = ⋅ −
Tipos de aquecimento de um sistema
Os mais importantes tipos de aquecimento de um determinado
sistema são o aquecimento isobárico (a pressão constante), o
aquecimento isotérmico (a temperatura constante) e o aquecimento
isocórico (ou isovolumétrica ou isométrica: a volume constante).
O calor recebido tanto a pressão quanto a volume constante por um
sistema varia sua temperatura sendo, portanto, um calor sensível.
a) Quantidade de calor sensível num aquecimento isobárico (QP)
P PQ m c T= ⋅ ⋅ Δ , sendo que:
→ m é a massa
→ cP é o calor específico à pressão constante.
→ ΔT é a variação de temperatura.
A massa pode ser dada por: m n M= ⋅ (n é o número de mols e M é a
massa molar). Assim:
P P PQ n M c T n C T= ⋅ ⋅ ⋅ Δ = ⋅ ⋅ Δ , onde P PC M c= ⋅ é o calor molar à
pressão constante do gás.
b) Quantidade de calor sensível num aquecimento isocórico (QV)
A quantidade de calor é dada por: V VQ m c T= ⋅ ⋅ Δ , onde:
→ m é a massa
→ cV é o calor específico à volume constante.
→ ΔT é a variação de temperatura.
A massa pode ser dada por: m n M= ⋅ (n é o número de mols e M é a
massa molar). Assim:
V V VQ n M c T n C T= ⋅ ⋅ ⋅ Δ = ⋅ ⋅ Δ , onde V VC M c= ⋅ CV é o calor molar à
volume constante do gás.
Relação entre PC , VC e R → P VC C R− =
Energia interna
Todos os corpos são formados por partículas (átomos e moléculas).
Estas partículas estão em constante movimento e ainda exercem
forças mútuas (Gravitacional, Eletromagnética, etc.). Ao movimento
das partículas associa-se a energia cinética (de translação e/ou de
vibração e/ou de rotação) enquanto que às ações mútuas associa-se a
energia potencial. O somatório de todas essas formas de energia é
denominado ENERGIA INTERNA OU ENERGIA PRÓPRIA.
Teorema de Boltzmann
⇒ Os gases monoatômicos apresentam como único movimento
definido para as moléculas deste gás é o movimento de translação.
Como este movimento pode ser decomposto em três direções, tem-se
três graus de liberdade.
Podemos dizer que para gases monoatômicos, a energia interna é
dada por 3
2
U n R T= ⋅ ⋅ , onde n = é o número de mols; R = constante
universal dos gases; T = temperatura absoluta.
1ª Lei da Termodinâmica – O calor (recebido ou fornecido) por um
gás é em parte convertido em trabalho (realizado ou recebido) e parte
convertido em energia interna.
Q Uτ= + Δ
O enunciado da 1ª Lei da Termodinâmica expressa a conservação da
energia de um sistema: o calor que não é aproveitado em forma de
trabalho é armazenado sob a forma de energia interna.
As convenções de sinal são as seguintes:
0 Calor recebido pelo gás
0 Calor cedido pelo gás
0 Transformação Adiabática
Q
Q
Q Uτ
> ⇔⎧⎪ < ⇔⎨⎪ = ⇔ ⇔ = −Δ⎩
0 0 (Expansão) Gás realiza trabalho
0 0 (Compressão) Gás recebe trabalho
0 0 (Transformação Isómétrica) Q
V
V
V U
τ
τ
τ
> ⇔ Δ > ⇔⎧⎪ < ⇔ Δ < ⇔⎨⎪ = ⇔ Δ = ⇔ = Δ⎩
0 0 (Aquecimento)
0 0 (Resfriamento)
0 0 (Transformação Isotérmica)
U T
U T
U T
Δ > ⇔ Δ >⎧⎪Δ < ⇔ Δ <⎨⎪Δ = ⇔ Δ =⎩
Num ciclo, a área dentro da curva fechada dá o módulo do trabalho
realizado (sentido horário, 0τ > ) ou recebido (sentido anti-horário,
0τ < ). Além disso, a variação de energia interna num ciclo é nula
( 0CICLOUΔ = ).
“Se um sistema de moléculas se encontra em equilíbrio
térmico, para uma temperatura absoluta T, então a energia
cinética média se distribui igualmente entre todos os graus
de liberdade, e é igual a 12 k T⋅ ⋅ , onde k é a constante de
Boltzmann.”
2V 1V
0p
p
V
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25
λ
λ v
A
Máquinas Térmicas – Uma máquina térmica realiza trabalho retirando
calor de uma fonte quente, a uma temperatura 1T e rejeitando calor
para uma fonte fria, a uma temperatura 2T (com 12 TT < ).
RESERVATÓRIO QUENTE
T1
Bomba Ger. de vapor Turbina
(condensador)
W
(W) Condensador
(evaporador)
(Turbina) (Bomba)
RESERVATÓRIO FRIO
T2
Q1
Q2
O trabalho realizado, nesse caso, será dado pela diferença entre o
calor retirado da fonte quente e o calor rejeitado para a fonte fria:
1 2Q Qτ = −
A eficiência da máquina térmica será dada pela fração do calor
fornecido pela fonte quente ( 1Q ) que é efetivamente convertido em
trabalho (τ ).
2
1 1
1 Q
Q Q
τη = = −
A 2ª Lei da Termodinâmica, entretanto, diz que a eficiência de uma
máquina térmica nunca será igual a 100%.
.
2ª Lei da Termodinâmica – Uma máquina térmica operando num
ciclo não consegue transformar integralmente todo o calor que recebe
em trabalho. O rendimento máximo é aquele conseguido no ciclo de
Carnot.
2
1
1MÁX
T
T
η = − (rendimento do ciclo de Carnot), com:
2 2
1 1
T Q
T Q
=
O ciclo de Carnot está representado abaixo, operando entre duas
adiabáticas (23 e 41), e duas isotermas (12 e 34).
V
P1
P2
P4
P3
V1 V4 V2 V3
1
2
3 4
T1=T2
T3=T4
P
Q2
Q1
OBS.: Máquinas de refrigeração realizam os processos citados acima
de maneira inversa, retirando calor da fonte fria, sofrendo trabalho e
cedendo calor para a fonte quente.
ONDAS
Onda – É toda perturbação que se propaga.
A propriedade fundamental de uma onda é que ela transporta energia
sem transportar matéria.
Quanto à natureza, uma onda pode ser:
Mecânica – propaga-se apenas em meios materiais.
Eletromagnética – propaga-se tanto em meios materiais quanto no
vácuo.
Quanto à direção de vibração, uma onda pode ser:
Transversal – a direção de propagação é perpendicular à direção de
vibração.
Longitudinal – a direção de propagação é a mesma da direção de
vibração.
Mista – ocorre propagação tanto na direção de vibração quanto numa
direção perpendicular a ela.
Elementos de uma onda:
Período (T) – Intervalo de tempo que uma onda leva para completar
uma oscilação.
Frequência (f) – Número de ciclos que a onda completa num
determinado intervalo de tempo.
Comprimento de onda ( λ ) – Distância que a onda percorre num
intervalo de tempo igual a um período.
Amplitude (A) – Máxima distância que um ponto da onda atinge na
vertical a partir da posição de equilíbrio.
Velocidade de propagação – Razão entre a distância percorrida e o
intervalo de tempo correspondente.
Relação fundamental: v f
T
λ λ= = ⋅
Equação da Onda:
0 0
2 2( ; ) cos( ) cos( )y x t A k x t A x t
T
π πω φ φλ= ⋅ ⋅ − ⋅ + = ⋅ − +
Intensidade de uma onda esférica – Uma onda tridimensional se
propaga em todas direções como uma superfície esférica,e sua
p
V
)(|| curvaÁrea
N=τ
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26
intensidade ( I ), a uma distância r da fonte de origem dessas ondas, é
dada por 24
Pot PotI
S rπ= = ⋅
Onde TREPot
t
= Δ é a potência transmitida pela onda, definida como o
quociente da energia ( TRE ) que a onda está transportando por uma
determinada área S que a mesma atravessa.
Corda submetida a tensão – Quando uma corda, de densidade linear
μ , está sendo mantida tensa pela ação de uma força FG , podemos
relacionar a velocidade de propagação de uma onda nessa corda com
o módulo da força tensora através da relação de Taylor:
| |Fv μ=
G
REFLEXÃO DE ONDAS
Ângulo de incidência (i) = Ângulo de reflexão (r)
Na reflexão de uma onda, permanecem inalterados: o comprimento
de onda, a frequência e, por conseguinte, a velocidade de
propagação.
RI
Normal
Ondas incidentes Ondas refletidas
REFRAÇÃO DE ONDAS
Na refração de uma onda vale a Lei de Snell-Descartes, onde:
1 2( ) ( )n sen i n sen r⋅ = ⋅ ,
onde cn
v
= é o índice de refração de cada meio.
Na refração de uma onda, permanecem inalteradas: a fase e a
frequência da onda.
DISPERSÃO E INTERFERÊNCIA DE ONDAS
Difração – Mudança da direção de propagação da onda ao passar por
uma fenda de tamanho comparável ao seu comprimento de onda.
λ
Superposição de Ondas – Quando dois pulsos propagando-se em
sentidos opostos se encontram, temos uma superposição desses
pulsos. Após o encontro, os pulsos continuam seu caminho sem que
nenhuma propriedade (período, velocidade, frequência, etc) tenha se
alterado.
Interferência Construtiva – ocorre quando as amplitudes das ondas
se somam.
Interferência Destrutiva – ocorre quando as amplitudes das ondas se
cancelam.
Análise das diferenças de caminhos:
Ondas em concordância de fase:
Interferência construtiva:
,r n n ZλΔ = ⋅ ∈
Interferência destrutiva:
, ímpar
2
r n n ZλΔ = ∈
Ondas em oposição de fase:
Interferência construtiva:
, ímpar
2
r n n ZλΔ = ∈
Interferência destrutiva:
,r n n ZλΔ = ⋅ ∈
ONDAS ESTACIONÁRIAS
Ondas estacionárias –
Numa corda de
comprimento L, e com
seus dois extremos fixos,
podemos produzir pulsos
idênticos de onda
propagando-se em
sentidos contrários. O
resultado é a formação
de ondas estacionárias.
O número de ventres
que se formam dão
origem ao n-ésimo
harmônico, como ilustra
a figura ao lado.
Assim, o número de ventres formados corresponde ao número de
vezes em que o comprimento total da corda foi subdividido em meio
comprimento de onda.
2
L n λ= , com 1; 2; 3; 4;...
2n
vn f n
L
= ⇒ =
TUBOS SONOROS
Haverá inversão de fase na reflexão se a onda estiver se
propagando de um meio menos para um meio mais refringente.
Caso contrário não haverá inversão de fase.
r
i
n2
n1
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Tubos Abertos:
2
λ= nL , com 1; 2; 3; 4;...
2n
vn f n
L
= ⇒ = (semelhante a onda
estacionária numa corda)
Tubos Fechados:
4
12 λ−= )n(L , com
L
v)n(f;...;;;n )n( 4
124321 12 −=⇒= −
ACÚSTICA
Altura de um som – distingue sons de baixa frequência (graves)
daqueles de alta frequência (agudos).
Intensidade – distingue os sons fortes dos fracos, está relacionada à
amplitude da onda emitida.
Timbre – distingue a fonte que emite o som, está relacionado à forma
da onda emitida.
Intensidade de um som em relação a uma referência:
0
0
log IS S k
I
⎛ ⎞− = ⋅ ⎜ ⎟⎝ ⎠
Efeito Doppler-Fizeau – Variação da frequência percebida por um
observador que está em movimento relativo em relação a uma fonte
emissora de ondas. A frequência aparente é dada por:
S O
AP
S F
v vf f
v v
⎛ ⎞±= ⎜ ⎟⎜ ⎟⎝ ⎠∓
A convenção de sinais, nesse caso, é a seguinte:
No numerador:
⎩⎨
⎧
−
+
afastaseobservadorose ,
aproximaseobservadorose ,
No denominador:
⎩⎨
⎧
+
−
afastasefontease ,
aproximasefontease ,
Ou ainda, podemos considerar o sinal de acordo com o sistema de
referencial abaixo considerando os movimentos progressivos
como positivos e retrógrados com sinal negativo.
Sentido de
movimento
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1
APOSTILA DE REVISÃO
PORTUGUÊS – INTERPRETAÇÃO
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
A rigor, podem ser de três tipos:
Histórica: A variação linguística histórica pode ser reconhecida ao se
comparar pelo menos dois estados sucessivos da língua. Embora
pareça que ambas as variantes não coexistam no tempo, o processo
não é tão simples. Primeiramente uma variante é apenas mais uma,
restrita a um grupo de falantes. Se ao se propagar ela for adotada por
um grupo que tem expressividade socioeconômica, esta variante
passa a ser a normal, se fixando na escrita, e a antiga fica restrita ao
grupo de falantes mais velhos, caindo por fim em desuso. Portanto,
por algum tempo, as variantes convivem. As variantes históricas em
desuso normalmente têm menos prestígio do que as atuais.
Geográfica: Em uma mesma comunidade linguística, pode-se notar
variação conforme se afasta de um ponto em direção à outro. Essas
diferenças podem ser na forma de pronunciar os sons, nas
construções sintáticas e no uso característico do vocabulário. Esse
tipo de variação é gradual e não necessariamente respeita as
fronteiras políticas, que são claramente definidas.
Social: Mesmo falantes de uma mesma região geográfica se
expressam de maneiras diferentes, resultado de seu domínio da
língua, que é um processo constante, que se origina no contato entre
os falantes. Esse tipo de variação é o resultado da tendência para
maior semelhança entre os atos verbais dos membros de um mesmo
setor sociocultural da comunidade. Além do fator social, o nível de
instrução, o sexo, a idade, influenciam a expressão linguística de
maneira isolada ou coordenada. Embora a divisão de uma
comunidade linguística em setores sociais não necessariamente
impeça a comunicação, indica a estratificação da sociedade e do nível
ao qual pertence o falante e seu grau de prestígio.
Há, também, as variantes linguísticas, muito abordadas nos
vestibulares. Todos os falantes adotam diversas formas de acordo
com as circunstâncias, mesmo que tenham o mesmo meio social e
regional. Há uma adequação do falante às finalidades específicas de
uma situação, resultante de uma seleção dentre o conjunto de formas
que constitui o saber linguístico individual, sendo tantas as variedades
quanto às situações. Como o estilo adotado varia conforme o grau de
reflexão e preparo, pode-se abstrair as formas intermediárias e
reconhecer duas extremas: o “informal”, com grau mínimo de reflexão,
e o “formal”, resultado de “grande elaboração”. No estilo informal não
há grande reflexão e serve para o uso cotidiano e “há um mínimo de
consciência na seleção das formas linguísticas empregadas”. Já o
formal se presta às necessidades intelectuais e não cotidianas e a
seleção é consciente. O resultado é maior adesão às normas aceitas
como prestigiosas pela sociedade. Esta modalidade formal é mais
comum na escrita, devido à possibilidade de revisão.
DIFERENÇAS FORMAIS ENTRE
PORTUGUÊS BRASILEIRO E PORTUGUÊS EUROPEU
Pronomes Pessoais e de tratamento: em algumas regiões doBrasil,
o pronome de tratamento você ganhou estatuto de pronome pessoal, e
nessas áreas houve uma quase extinção do uso do tu e do vós. O
você em Portugal é uma forma de tratamento semi-formal, já no Brasil
é a forma mais comum de se dirigir a qualquer pessoa, excetuando-se
pessoas mais velhas ou, em situações formais, superiores
hierárquicos ou autoridades
Uso dos pronomes pessoais e formas de tratamento
1.ª p. sin. Eu falo
2.ª p. sin. Tu falas Brasil: pouco usado Portugal: informal
3.ª p. sin.
Ele/Ela
Você
Senhor/Senhora
A gente
fala
Você no Brasil: informal
Você em Portugal: semi-formal
Senhor/Senhora: sempre formal
A gente: sempre informal
1.ª p. pl. Nós falamos
2.ª p. pl. Vós falais Brasil: não se usa Portugal: usa-se pouco
3.ª p. pl.
Eles/Elas
Vocês
Senhores/Senhoras
falam
Vocês: sempre informal
Senhores/Senhoras: sempre
formal
Uso de reflexivos e da voz passiva sintética: há no PB uma
tendência de se omitir o uso dos pronomes reflexivos em alguns
verbos, exemplo: eu lembro ao invés de eu me lembro, ou eu deito ao
invés de eu me deito. Em particular, verbos que indicam movimento
como levantar-se, sentar-se, mudar-se, ou deitar-se são normalmente
tratados como não-reflexivos no PB coloquial. O uso da voz passiva
analítica é também muito mais comum em PB do que em outras
variantes, onde a voz passiva sintética com a partícula apassivadora -
se é preferida. Como exemplo, é muito mais comum dizer-se no Brasil
a partida foi disputada do que a partida disputou-se ou a partida se
disputou.
Pronomes oblíquos: o PB tem tendência proclítica; o PE tem
tendência enclítica.
PB PE
Eu o convido Convido-o
Ele me viu Ele viu-me
Eu te amo Amo-te
Ele se encontra Ele encontra-se
Me parece Parece-me
Gerúndio: infinitamente mais presente no PB.
PB PE Observações
Eu estou
cantando
Eu estou a
cantar
Este tipo de estrutura é tão
usado que pode dar a ideia de
que em Portugal não se usa
gerúndio
A vida vai
moldando a
pessoa...
A vida vai
moldando a
pessoa...
Neste caso (verbo ir,
expressando mudança
gradual), é sempre usado o
gerúndio
O governo
continua
defendendo...
O governo
continua a
defender...
Há casos (como nos verbos
continuar e acabar) em que no
Brasil também se pode não
usar o gerúndio
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2
FUNÇÕES DA LINGUAGEM
Elementos fundamentais da comunicação
emissor - emite, codifica a mensagem
receptor - recebe, decodifica a mensagem
mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor
código - conjunto de signos usado na transmissão e recepção da
mensagem
referente - contexto relacionado a emissor e receptor
canal - meio pelo qual circula a mensagem
A linguagem sempre varia de acordo com a situação,
assumindo funções que levam em consideração o que se quer
transmitir e que efeitos se espera obter com o que se transmite.
Assim, analisando qualquer texto, qualquer imagem, pode-se
depreender que a língua funciona para atingir um objetivo. Não há
comunicação neutra. Há sempre um contexto, uma necessidade, uma
situação pessoal determinando o que se diz, por intermédio de um
discurso que pode ser informativo, autoritário, apelativo ou poético.
Deste modo, pode-se falar em funções da linguagem. Analisar as
funções da linguagem nos textos alheios ajuda-nos a descobrir os
objetivos que direcionaram sua elaboração. Aplicá-las aos nossos
ajuda-nos a planejar melhor sua comunicabilidade e eficiência. As
funções da linguagem são as seguintes:
Referencial ou denotativa: seu objetivo é traduzir a realidade
(referente ), informando com máximo de clareza possível. Nos textos
científicos e em alguns jornalísticos predomina essa função.
Em 1665¸ Londres é assolada pela peste negra (peste bubônica) que
dizimou grande parte de sua população, provocando a quase total
paralisação da cidade e acarretando o fechamento de repartições
públicas, colégios etc. Como consequências desta catástrofe, Newton
retornou a sua cidade natal, refugiando-se na tranquila fazenda de sua
família, onde permaneceu durante dezoito meses, até que os males da
peste fossem afastados, permitindo seu regresso a Cambridge.
Este período passado no ambiente sereno e calmo do campo foi,
segundo as palavras do próprio Newton, o mais importante de sua
vida. Entregando-se totalmente ao estudo e à meditação, quando tinha
apenas 23 a 24 anos de idade, ele conseguiu, nesta época, realizar
muitas descobertas, desenvolvendo as bases de praticamente toda a
sua obra.
(Antônio Máximo e Beatriz Alvarenga. In. Curso de Física. São Paulo:
Harbra, 1992. v. 1, p. 196.)
Emotiva ou expressiva: o objetivo é expressar emoções,
sentimentos, estados de espíritos. O que importa é o emissor , daí o
registro em primeira pessoa.
Estou tendo agora uma vertigem. Tenho um pouco de medo. A que
me levará minha liberdade? O que é isto que estou te escrevendo?
Isto me deixa solitária.
(Clarrice Lispector)
Conativa ou apelativa: o objetivo é convencer o receptor a ter
determinado comportamento, através de uma ordem, uma invocação,
uma exortação, um súplica, etc. Os anúncios publicitários abusam
dessa linguagem. Os discursos autoritários também.
O arauto proclamou:
Meu estimado povo.Que as bênçãos de Deus, senhor todo-onipotente,
desçam sobre vocês. Visando combater os gastos desnecessários e
luxo. Visando dar igualdade geral ao país, com objetivo de eliminar
invejas, rancores, entre irmãos, o Governo, em acordo com as fábricas
de calçados, determinou que a partir deste momento será fabricado
para toda a nação um só tipo de sapato, masculino e feminino.
Fechado, liso e encontrável apenas na discreta e tão bonita cor preta.
( Ignácio de Loylola Brandão, Zero. )
Fática: o objetivo é apenas estabelecer, manter ou prolongar o
contato (através do canal ) com o receptor: As expressões usadas nos
cumprimentos, ao telefone e em outras situações apresentam este tipo
de função.
— Como vai, Maria?
— Vou bem. E você?
— Você vai bem, Maria?
— Já disse que sim!
— Eu também. Está tão bonita!”
— Ah, bem, é que eu...
— Ah, é.
(Dalton Trevisan)
Metalinguística: o objetivo é o uso do código para explicar o próprio
código. É o que acontece com textos que interpretam outros textos,
com dicionários, com poemas que falam da poesia, como ‘Procura da
poesia', de Carlos Drummond de Andrade, cujo trecho transcreve-se
abaixo:
Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão
lírica.
Poética: o objetivo é dar ênfase à elaboração da mensagem . O
emissor constrói seu texto de maneira especial, realizando um
trabalho de seleção e combinação de palavras, de ideias ou de
imagens, de sons e/ ou de ritmos. Explora-se bastante a conotação.
Não sinto o espaço que encerro
Nem as linhas que projeto
Se me olho a um espelho, erro —
Não me acho no que projeto
(Mário de Sá-Carneiro)
ATENÇÃO: As funções da linguagem não existem isoladas em cada
texto. Embora uma delas acabe predominando, elas convivem,
mesclam-se, entrecruzam-se o tempo todo, obtendo-se de suas
combinações os mais diferentes efeitos. No último exemplo, por
exemplo, temos a combinação das funções poética e emotiva.
FIGURAS/VÍCIOS DE LINGUAGEM
As figuras de linguagem são estratégias literárias que o
escritor pode aplicar no texto para conseguir um efeito determinado na
interpretação do leitor.Abaixo, a classificação, o conceito e um
exemplo das principais figuras de linguagem, em ordem alfabética
para facilitar a consulta:
Aliteração: Repetição de fonemas consonantais.
"Boi bem bravo, bate baixo, bota baba, boi berrando..." (Guimarães
Rosa)
Anacoluto: Quebra na construção sintática.
"O homem daqui, acho que o conceito de felicidade é muito subjetivo"
(Rachel de Queiroz)
Anáfora: Repetição da mesma palavra no come- co de cada um dos
membros da frase.
Água de fonte... Água de oceano... água de pranto...água de rio..."
(Manuel Bandeira)
Antítese: Aproximação de ideias opostas.
"Eu, que sou cego, mas só peço luzes...
que sou pequeno, mas só fito os Andes..." (Castro Alves)
Antonomásia: Designação de uma pessoa por algum atributo a que
esteja ligado.
O poeta dos escravos. (para Castro Alves)
Apóstrofe: Evocação de um ser, animado ou não; corresponde ao
vocativo.
"Ó mar salgado, quanto do teu sal
são lágrimas de Portugal" (Fernando Pessoa)
Assíndeto: Omissão intencional da conjunção
"Soltei a pena, Moisés dobrou o jornal, Pimentel roeu as unhas."
(Graciliano Ramos)
Assonância: Repetição de fonemas vocálicos.
"Desejo de ser eu mesmo de meu ser me deu." (Fernando Pessoa)
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3
Catacrese: Metáfora desgastada de uso popular.
As pernas da cadeira estão bambas.
Elipse: Omissão de um termo facilmente subentendido.
“Sou ave de rapina / sou mulher e sou menina" (Polleti)
Epístrofe: Repetição da mesma palavra no final de cada um dos
membros da frase.
Gestos largos, vaidades largas, consciências largas...
Eufemismo: Suavização de uma palavra ou expressão desagradável.
Ele faltou com a verdade.
Gradação: Sequência de palavras com intensificação ou atenuação
gradual no sentido.
"Já se supunha um príncipe, um gênio, um deus..." (Machado de
Assis)
Hipérbato: Inversão na ordem direta dos termos da oração.
"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre..." (Vinícios de Moraes)
Hipérbole: Exagero na expressão, produzida por emoção intensa.
Chorarei rio de lágrimas, se me deixares.
Ironia: Sugestão, pela entonação ou contexto, do contrário do que se
pensa.
"A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças."
(Monteiro Lobato)
Metáfora: Comparação mental por alguma relação de semelhança.
"O amor é um grande laço." (Djavan)
Metonímia: Dois elementos se condensam por uma relação de
interdependência.
Eu leio Saramago. (no caso, a obra, o livro dele)
Onomatopeia: Criação de palavras para imitar sons.
Ouvia-se o blém-blém do sino da igreja a cada hora.
Paradoxo: Reunião de ideias contraditórias num só pensamento.
" (o amor) ...é um contentamento descontente" (Camões)
Paronomásia: Uso de palavras parecidas no som, mas diferentes no
sentido.
Se você não pede, o Paraná perde.
Perífrase: Designação de um lugar por seus atributos ou
características marcantes.
Cidade Maravilhosa (Rio de Janeiro)
Pleonasmo: Redundância com objetivo enfático.
"Chovia uma triste chuva de resignação." (Manuel Bandeira)
Polissíndeto: Repetição de conjunção coordenativa.
"trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua" (O. Bilac)
Prosopopeia: Atribuição de ações, qualidades ou sentimentos a seres
inanimados.
O telefone gritava enlouquecido.
Quiasmo: Repetição com inversão na ordem dos termos (ab-ba).
"Tinhas a alma de sonhos povoada
e a alma de sonhos povoada eu tinha" (O. Bilac)
Silepse: Concordância ideológica.
Pessoa: Os brasileiros somos otimistas.
Número: A multidão assistia satisfeita, aplaudiam e acreditavam.
Gênero: Achava Josefina feio, então todos a chamavam de Jô.
Sinestesia: Fusão de sensações perceptíveis por diferentes órgãos
de sentidos.
"Geme um gemido aveludado, lilás" (Monteiro Lobato)
Zeugma: Omissão de um termo já mencionado.
Ele leciona Física e eu, Química.
Vícios de linguagem são palavras ou construções que deturpam,
desvirtuam ou dificultam a manifestação do pensamento, seja pelo
desconhecimento das normas cultas, seja pelo descuido do emissor.
Abaixo, a classificação dos principais conceitos:
Ambiguidade: é a possibilidade de uma mensagem admitir mais de
um sentido. Ela geralmente é provocada pela má organização das
palavras na frase.
"A mãe encontrou o filho em seu quarto." (No quarto da mãe ou do
filho?)
"Como vai a cachorra da sua mãe?" (Que cachorra? a mãe ou a
cadela criada pela mãe?)
Barbarismo: erros de pronúncia, grafia, morfologia etc, tais como
"adevogado" ou "eu fazi".
Cacofonia: é um som desagradável ou obsceno formado pela união
das sílabas de palavras contíguas. Por isso temos que cuidar quando
falamos sobre algo para não estarmos ofendendo a pessoa que ouve.
"A boca dela é linda!"
"Dê-me uma mão, por favor."
"Ela se disputa para ele."
"Vou-me já, pois estou atrasado."
"Eu amo ela demais !!!"
Plebeísmo: normalmente utiliza palavras de baixo calão, gírias e
outras deste mesmo tipo
"Ele era um tremendo mané!"
"Tô ferrado!"
"Tá ligado nas quebradas, meu chapa?"
"Esse bagulho é 'radicaaaal'!!! Táh ligado manow ?"
Pleonasmo: repetição inútil e desnecessária de termos em uma
frase.
"Ele vai ser o protagonista principal da peça".
"Meninos, entrem já para dentro!"
"Estou subindo para cima."
Prolixidade: é o excesso de palavras para exprimir poucas ideias. Ao
texto prolixo falta objetividade que, quase sempre, compromete a
clareza e cansa o leitor.
Solecismo: é uma inadequação na estrutura sintáctica da frase com
relação à gramática normativa do idioma. Há três tipos de solecismo:
de concordância:
"Fazem três anos que não vou ao médico." (Faz três anos que não
vou ao médico.)
"Aluga-se salas nesse edifício." (Alugam-se salas nesse edifício.)
de regência:
"Ontem eu assisti um filme de época." (Ontem eu assisti a um filme
de época.)
"Eu namoro com Fernanda." (Eu namoro Fernanda.)
de colocação:
"Me empresta um lápis, por favor." (Empresta-me um lápis, por
favor.)
"Me parece que ela ficou contente." (Parece-me que ela ficou
contente.)
"Eu não respondi-lhe nada do que perguntou." (Eu não lhe respondi
nada do que perguntou.)
Eco: ocorre quando há na frase terminações iguais ou semelhantes,
provocando dissonância.
"Fala em desenvolvimento é pensar em alimento, saúde e educação."
AMBIGUIDADE/POLISSEMIA
Ambiguidade: é a duplicidade de sentido. Como recurso estilístico,
pode propositalmente sugerir significados diversos para um mesmo
enunciado.
O cachorro do seu irmão avançou sobre o amigo.
Polissemia: é a propriedade que uma mesma palavra tem de
apresentar vários significados.
Ele ocupa um alto posto na empresa.
Abasteci meu carro no posto da esquina.
Os convites eram de graça.
Os fiéis agradecem a graça recebida.
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4
IMPLÍCITOS: PRESSUPOSTOS E SUBENTENDIDOS
Toda unidade de conteúdo, capaz de ser decodificada,
possui, necessariamente, no enunciado, um suporte linguístico
qualquer. Esse suporte possui na própria superfície estrutural uma
unidade de conteúdo - simples ou não - que envolve aspectos lexicais,
sintáticos, semânticos e pragmáticos: é a chamada “materialidade
linguística”. Tem ele também uma ancoragem, caracterizadora de
todos os conteúdos explícitos, mas igualmente de certos tipos de
conteúdos implícitos: são os pressupostos e os subentendidos. Esses
conteúdos implícitos são resultantes de um cálculo composicional que
aplica certos dados extra-enunciativos. Vejamos o exemploa seguir:
A justiça decidiu.
No enunciado, o que, à primeira vista, parece estar afirmado
claramente, em verdade suscita dúvidas naquele alocutário que
desejar ou necessitar de uma informação que está aí codificada. Basta
que ele indague: Quem decidiu? E a resposta virá imediatamente da
própria assertiva: A Justiça. Justiça tem o papel de agente e sujeito
gramatical na estrutura sintática. Permite uma rápida análise da
estrutura de superfície em uma configuração semântica simples. Do
ponto de vista gramatical e sintático tudo é muito simplório e parece
muito lógico. A retórica é perfeita. A metonímia está em ação.
Mas... semanticamente: Quem é Justiça? Decisões são
tomadas por seres humanos (racionais). Que implícito é este? Que
interpretação deve substituir o termo Justiça? Qual a razão desse
recurso metonímico? Percebe-se, então, uma estratégia retórica
usada para aumentar a eficácia do discurso e a interação
comunicativa. Estratégia usada para que se percebam, da melhor
maneira possível, os objetivos da interação verbal, tais como:
compreensão, aceitação do discurso e sucesso do ato de expressão
(fala ou escrita).
Enunciados desse gênero, em geral, são bastante breves e
verificados, na maior parte, no uso linguístico cotidiano. Banais, na
aparência, e amplamente utilizados, contudo são facilmente
perceptíveis e identificáveis por um conhecedor da Língua Portuguesa.
Ora, os conteúdos ancorados diretamente possuem aí um ou vários
suportes significantes específicos inscritos na sequência à qual se
ligam. Aqueles ancorados indiretamente se enxertam sobre um ou
mais conteúdos hiperordenados, sem possuírem significante próprio,
salvo a considerar este como virtualmente presente, mas oculto na
estrutura superficial, isto é, elidido.
É sabido que discursos agem de modo eficaz, em grande
parte, graças a passageiros clandestinos presentes nas mensagens -
os conteúdos implícitos, levando-os a inferências, nas quais atuam
pressupostos e subentendidos. Cabe ressaltar que qualquer
proposição implícita passível de extração de um enunciado e de
dedução do respectivo conteúdo literal, combinando informações de
estatuto variável (interna ou externamente) constitui uma inferência.
Surge, então, um questionamento: de que modo levar
alguém a pensar em alguma coisa, se essa coisa não é dita (afirmada
ou expressa) e integra em alguma parte um enunciado? Querer dizer
é, para um enunciado, significar. Mas querer dizer (afirmar/expressar)
é para um enunciador ter a intenção deliberada de transmitir a outrem
uma informação. Ora, se pressupostos não constituem, em princípio, o
objeto essencial da mensagem, são, contudo, veiculados pelo
enunciado, no qual se acham intrínseca e incontestavelmente
inscritos.
Em suma, os pressupostos são ditos, sem que se lhes queira
dizer. Uma afirmação do gênero Joaquim deixou de fumar relaciona-se
a: atualmente, ele não fuma mais; algum dia fumou ou era hábito dele
fumar. O conteúdo é enunciado explicitamente (posto), à medida que
representa o anúncio, é o objeto confesso da enunciação. Ora, os
pressupostos se não constituem, em princípio, o objeto essencial da
mensagem, são veiculados pelo enunciado do qual são depreendidos.
Em João parou de jogar, a ação expressa pelo verbo parar veicula um
pressuposto (lexical) na base do qual se edifica a inferência
pressuposta (e pela abreviação, o pressuposto): antes, João jogava.
Pressupostos são unidades de conteúdo que devem ser
necessariamente verdadeiras para que o enunciado que as contém
possa ser a ele atribuído um valor de verdade. Uma estrutura, cujo(s)
pressuposto(s) seja(m) julgado(s) falso(s), não produz o mesmo efeito
que uma outra na qual o(s) pressuposto(s) seja(m) considerado(s)
verdadeiro(s). No primeiro caso, rejeita-se ou refuta-se; no segundo, a
aceitação do valor de verdade será plena.
Na realidade, a um mesmo enunciado se ligam diferentes
níveis hierarquizados de pressupostos, cujo caráter informativo não é
em si indeterminável, mas que estão subordinados uns aos outros,
quanto à respectiva informação relativa.
CHARGES/TIRINHAS
Charge: é um estilo de ilustração que tem por finalidade satirizar, por
meio de uma caricatura, algum acontecimento atual com uma ou mais
personagens envolvidas. Muito utilizadas em críticas políticas no
Brasil, é sempre contundente. Mais do que um simples desenho, a
charge é uma crítica político-social onde o artista expressa
graficamente sua visão sobre determinadas situações cotidianas
através do humor e da sátira. Ideais para delinear os campos de cores
fortes e contrastantes das figuras, contribuindo para um forte impacto
visual e uma estética bem agradável ao espectador. Para entender
uma charge não precisa ser necessariamente uma pessoa culta, basta
estar por dentro do que acontece ao seu redor.Constitui uma
linguagem bastante fácil de ser assimilada e absorvida pelo grande
público em geral, podendo atingir sua ampla diversidade nos aspectos
econômico, social e faixa etária.
Tirinhas: As histórias em quadrinhos são enredos narrados quadro a
quadro por meio de desenhos e textos que utilizam o discurso direto,
característico da língua falada. Os quadrinhos têm como objetivo
principal a narração de fatos procurando reproduzir uma conversação
natural, na qual os personagens interagem face a face, expressando-
se por palavras e expressões faciais e corporais. Todo o conjunto do
quadrinho é responsável pela transmissão do contexto enunciativo ao
leitor. Assim, o contexto é obtido por meio de descrições detalhadas
através da palavra escrita. Nas HQs, esse contexto é fruto da
dicotomia verbal / não verbal, na qual tanto os desenhos quanto as
palavras são necessárias ao entendimento da história. Se os
quadrinhos, como já citado, procuram reproduzir uma conversação
natural através da palavra escrita, torna-se necessário o estudo das
duas modalidades, oral e escrito, que constituem o mesmo sistema
linguístico. Como os quadrinhos também utilizam a linguagem não
verbal, que é fundamental na transmissão de sua mensagem, não se
pode deixar de citar a importância dos elementos específicos de um
quadrinho como o requadro, o balão, e as legendas que auxiliam os
recursos linguísticos (discurso direto, onomatopeia, expressões
populares), não verbais (gestos e expressões faciais) e
paralinguísticos (prolongamento e intensificação de sons) na
compreensão da narrativa.
GÊNEROS TEXTUAIS
Podemos, grosso modo, classificar os tipos de texto da seguinte
forma:
Textos Jornalísticos
Textos Científicos/Divulgação Científica
Textos Literários
Textos Narrativos
Textos Argumentativos
Textos Filosóficos
Mais do que decorar as características de cada um deles, é pertinente
saber lê-los, mesmo porque os diferentes gêneros misturam-se a cada
contexto e os exercícios dos vestibulares fazem abordagens diversas,
dependendo do contexto discursivo em questão.
COESÃO E COERÊNCIA
Coesão: diz respeito à presença dos elementos coesivos no texto, tais
como conjunções, preposições, pronomes e advérbios.
Coerência: diz respeito à relação harmoniosa entre as ideias
presentes em um texto, ao conteúdo: não deve haver contradição.
Por um lado, coesão e coerência não se confundem. Por
outro lado, pode-se dizer que a coesão decorre da coerência. Se há
sentido, há coesão, ainda que sem a presença concreta dos
elementos coesivos.
INTERTEXTUALIDADE/INTERDISCURSIVIDADE
É relação que se estabelece entre diferentes textos e
diferentes discursos. Cada caso é um caso, portanto, cada questão
que exigir a leitura de mais de um contexto ao mesmo tempo deve ser
trabalhada nas suas peculiaridades, segundo o movimento exigido
pelo exercício.
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RELAÇÕES LINGUÍSTICAS
Sinonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou
mais que apresentam significados
Cômico - engraçado
Débil - fraco, frágil
Distante - afastado, remoto iguais ou semelhantes.
Antonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou
mais que apresentam significados diferentes, contrários.
Economizar - gastar
Bem - mal
Bom – ruim
Homonímia: É a relação entre duas ou mais palavras que, apesar de
possuírem significados diferentes, possuem a mesma estrutura
fonológica.
As homônimas podem ser:
Homógrafas heterofônicas ( ou homógrafas) - são as palavras
iguais na escrita e diferentes na pronúncia.
Ex.: gosto ( substantivo) - gosto (1.ª pess.sing. pres. ind. - verbo
gostar)
Conserto ( substantivo) - conserto (1.ª pess.sing. pres. ind. -
verbo consertar)
Homófonas heterográficas ( ou homófonas) - são as palavras
iguais na pronúncia e diferentes na escrita.
Ex.: cela (substantivo) - sela ( verbo)
Cessão (substantivo) - sessão (substantivo)
Cerrar (verbo) - serrar ( verbo)
Homófonas homográficas ( ou homônimos perfeitos) - são as
palavras iguais na pronúncia e na escrita.
Ex.: cura (verbo) - cura ( substantivo)
Verão ( verbo) - verão ( substantivo)
Cedo ( verbo ) - cedo (advérbio)
Paronímia: É a relação que se estabelece entre duas ou mais
palavras que possuem significados diferentes, mas são muito
parecidas na pronúncia e na escrita.
Ex.: cavaleiro - cavalheiro
Absolver - absorver
Comprimento – cumprimento
Denotação - uso geral, comum, literal, finalidade prática, utilitária,
objetiva, usual.
Ex.: A corrente estava pendurada na porta.
corrente- cadeira de metal, grilhão (dicionário /Aurélio)
Conotação - uso expressivo, figurado, diferente daquele empregado
no dia-a-dia, depende do contexto.
Ex.:" A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir." ( Chico Buarque)
corrente- opinião da maioria
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6
APOSTILA DE REVISÃO
PORTUGUÊS – GRAMÁTICA
CRASE
Crase é a fusão de duas vogais idênticas. Representa-se graficamente
a crase pelo acento grave.
Fomos à piscina: à artigo e preposição
Ocorrerá a crase sempre que houver um termo que exija a preposição
a e outro termo que aceite o artigo a.
Casos obrigatórios
- locuções adverbiais formadas por preposições e palavra feminina: às
presas, às escondidas.
- locuções prepositivas: à frente de, à custa de.
- locuções conjuntivas: à medida que, à proporção que.
- em certos pronomes demonstrativos quando vêm precedidos de
verbos regidos pela preposição a: Vamos àquela festa; Refiro-me
àquilo que você disse.
- quando se subentendem as expressões à moda de; à maneira de:
sapatos à Luís XV; bife à milanesa.
- com numerais indicando horas: às duas horas, às quatorze horas.
Antes de nomes de lugares que admitem artigo: Foi à Itália; Voltei à
Europa.
- antes das palavras casa e terra se estiverem determinadas: Fui à
casa do médico; Voltaremos à terra de nossos ancestrais.
Casos em que não há Crase
- antes de verbo: Voltamos a contemplar a lua.
- antes de palavras masculinas: Gosto muito de andar a pé;
Passeamos a cavalo.
- quando a preposição estiver no singular seguida de um substantivo
no plural: Vamos a festas infantis.
- antes de nomes de lugares que não admitem artigo: Irei a Curitiba.
- antes de pronomes de tratamento, exceção feita a senhora,
senhorita e dona: Dirigiu-se a V.Sa. com aspereza; Dirigiu-se à
senhora com aspereza.
- antes de pronomes que repelem o artigo: Não vou a qualquer parte;
Fiz alusão a esta aluna.
- em expressões formadas por palavras repetidas: Estamos frente a
frente; Estamos cara a cara.
- diante de artigos indefinidos: Vamos a uma feira na semana que
vem.
- Na locução a distância, quando esta não estiver determinada: Ficou
a distância, observando; Ficou à distância de 10 metros,
observando.
Crase facultativa
- Antes de nome próprio feminino: Refiro-me à (a) Juliana.
- Antes de pronome possessivo feminino: Dirija-se à (a) sua fazenda.
- Depois da preposição até: Dirija-se até à (a) porta.
PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS
- Composição - junção de radicais. São dois tipos de composição, em
função de ter havido ou não alteração fonética.
a) justaposição - sem alteração fonética (girassol, sexta-feira)
b) aglutinação - alteração fonética, com perda de elementos
(planalto, pernalta). Gera perda da delimitação vocabular e a
existência de um único acento fônico
- Derivação - palavra primitiva (1 radical) acrescida, geralmente, de
afixos. São cinco tipos de derivação.
a) prefixal - acréscimo de prefixo à palavra primitiva (in-feliz, des-
leal)
b) sufixal - acréscimo de sufixo à palavra primitiva (feliz-mente,
leal-dade)
c) prefixal e sufixal – acréscimo de prefixo e sufixo à palavra
primitiva. Sem o prefixo ou sem o sufixo, a palavra já tem sentido
completo (des-envolv-ido, des-leal-dade).
c) parassintética ou parassíntese - acréscimo simultâneo de
prefixo e sufixo à palavra primitiva (en+surdo+ecer /
a+benção+ado / en+forca+ar).
OBS: se com a retirada do prefixo ou do sufixo não existir aquela
palavra na língua, houve parassíntese (infeliz existe e felizmente
existe, logo houve prefixação e sufixação em infelizmente;
ensurde não existe e surdecer também não existe, logo
ensurdecer foi formada por parassíntese)
d) regressiva ou deverbal - redução da palavra primitiva
(frangão > frango gajão > gajo, rosmaninho > rosmano, sarampão
> sarampo, delegado >delega, flagrante > flagra,
comunista>comuna). Cria substantivos, que denotam ação,
derivados de verbos, daí ser chamado também derivação
deverbal (amparo, choro, vôo, corte, destaque, conserva, fala,
pesca, visita, denúncia etc.).
OBS: para determinar se a palavra primitiva é o verbo ou o
substantivo cognato, usa-se o seguinte critério: substantivo
denotando ação constitui-se em palavra derivada do verbo, mas
se o substantivo denotar objeto ou substância será primitivo
(ajudar > ajuda, estudar > estudo ≠ planta > plantar, âncora >
ancorar)
e) imprópria ou conversão - alteração da classe gramatical da
palavra primitiva ("o jantar" - de verbo para substantivo, "é um
judas" - de substantivo próprio a comum, damasco por Damasco)
- Hibridismo - são palavras compostas, ou derivadas, constituídas por
elementos originários de línguas diferentes (automóvel e monóculo- gr
e lat / sociologia, bígamo, bicicleta - lat e gr / alcalóide, alcoômetro - ár.
e gr. / caiporismo - tupi e gr. / bananal - afric e lat. / sambódromo - afric
e gr / burocracia - fran e gr)
- Onomatopeia - reprodução imitativa de sons (pingue-pingue,
zunzum, miau, zinzizular)
- Siglonimização - formação de siglas, utilizando as letras iniciais de
uma sequência de palavras (Academia Brasileira de Letras - ABL). A
partir de siglas, formam-se outras palavras também (aidético, petista,
uergiano)
- Redução – corte de um dos segmentos da palavra
(metropolitano=metrô; microcomputador=micro)
- Estrangeirismo – palavra estrangeira empregada na língua
portuguesa (shopping)
- Neologismo – palavra de criação recente ou usada em novo sentido
(“ficar”)
PLURAL DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS
- Se não houver hífen, flexionam-se como substantivos simples:
girassol - girassóis.
- Com hífen, vão para o plural as palavras variáveis e permanecem no
singular as invariáveis e os radicais e prefixos:
Couve-flor (couves-flores)
Bóia-fria (bóias-frias)
Quinta-feira (quintas-feiras)
Ex-aluno (ex-alunos)
Guarda-costa (guarda-costas)
Sempre-viva (sempre-vivas)
- Se houver preposição, somente a primeira palavra vai para o plural:
Água-de-colônia (águas-de-colônia)
Mula-sem-cabeça (mulas-sem-cabeça)- Se for onomatopeia ou palavra repetida, somente a segunda palavra
vai para o plural:
Reco-reco (reco-recos)
Bem-te-vi (bem-te-vis)
ATENÇÃO AOS CASOS ABAIXO:
o saca-rolhas (os saca-rolhas)
o leva-e-traz (os leva-e-traz)
o padre-nosso (os padre-nossos ou os padres-nossos)
o grão-duque (os grão-duques)
o arco-íris (os arco-íris)
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PLURAL DOS ADJETIVOS COMPOSTOS
Flexiona-se, em geral, apenas o último elemento do adjetivo
composto. Pode-se seguir os seguintes passos para formar o plural
dos adjetivos compostos:
- analisa-se o último termo, isoladamente: se for adjetivo, vai para o
plural. Se ele, sozinho, não for adjetivo, permanece no singular;
- o primeiro elemento permanece sempre no singular.
Exemplos: lutas greco-romanas, turistas luso-brasileiros, entidades
sócio-econômicas, olhos verde-claros.
EXCEÇÕES
Azul-marinho / azul celeste: permanecem sempre invariáveis.
Surdo-mudo: flexionam-se os dois elementos.
Adjetivos que se referem à cor e o segundo elemento é um
substantivo: permanecem invariáveis
Exemplos: crianças surdas-mudas, calças azul-marinho, cortinas
azul-celeste, tintas branco-gelo, camisas verde-limão.
Permanecem, também, invariáveis adjetivos com a composição COR
+ DE + SUBSTANTIVO: blusa cor-de-rosa; blusas cor-de-rosa.
COLOCAÇÃO DE PRONOMES ÁTONOS
PRÓCLISE: colocação dos pronomes oblíquos átonos antes do verbo.
Usa-se a próclise, obrigatoriamente, quando houver palavras atrativas.
São elas:
- Palavras de sentido negativo: Ela nem se incomodou com meus
problemas.
- Advérbios: Aqui se tem sossego, para trabalhar.
- Pronomes Indefinidos: Alguém me telefonou?
- Pronomes Interrogativos: Que me acontecerá agora?
- Pronomes Relativos: A pessoa que me telefonou não se identificou.
- Pronomes Demonstrativos Neutros: Isso me comoveu deveras.
- Conjunções Subordinativas: Escrevia os nomes, conforme me
lembrava deles.
ATENÇÃO: Não ocorre próclise em início de frase. O certo é Traga-
me essa caneta que aí está; e não Me traga essa caneta.
Outros usos da próclise
- Em frases exclamativas e/ou optativas (que exprimem desejo):
Quantas injúrias se cometeram naquele caso!; Deus te abençoe,
meu amigo!
- Em frases com preposição em + verbo no gerúndio: Em se tratando
de gastronomia, a Itália é ótima; Em se estudando Literatura, não se
esqueça de Carlos Drummond de Andrade.
- Em frases com preposição + infinitivo flexionado: Ao nos
posicionarmos a favor dela, ganhamos alguns inimigos; Ao se
referirem a mim, fizeram-no com respeito.
- Havendo duas palavras atrativas, tanto o pronome poderá ficar após
as duas palavras, quanto entre elas: Se me não ama mais, diga-me;
Se não me ama mais, diga-me.
ATENÇÃO: Se o verbo não estiver no início da frase, pode ocorrer
próclise também, mesmo não havendo palavra atrativa: Ele se
arrependeu do que fizera.
MESÓCLISE: a colocação dos pronomes oblíquos átonos no meio
do verbo. Usa-se a mesóclise quando houver verbo no Futuro do
Presente ou no Futuro do Pretérito, sem que haja palavra atrativa
alguma, apesar de, mesmo sem palavra atrativa, a próclise ser
aceitável. O pronome oblíquo átono será colocado entre o infinitivo e
as terminações ei, ás, á, emos, eis, ão, para o Futuro do Presente, e
as terminações ia, ias, ia, íamos, íeis, iam, para o Futuro do
Pretérito. Por exemplo, o verbo queixar-se ficará conjugado da
seguinte maneira:
Futuro do Presente Futuro do Pretérito
queixar-me-ei queixar-me-ia
queixar-te-ás queixar-te-ias
queixar-se-á queixar-se-ia
queixar-nos-emos queixar-nos-íamos
queixar-vos-eis queixar-vos-íeis
queixar-se-ão queixar-se-iam
Para se conjugar qualquer outro verbo pronominal, basta-lhe trocar o
infinitivo. Por exemplo, retira-se queixar e coloca-se zangar,
arrepender, suicidar, mantendo os mesmos pronomes e desinências:
zangar-me-ei, zangar-te-ás...
Lembre-se de que, quando o verbo for transitivo direto terminado em
R, S ou Z e à frente surgir o pronome O ou A, OS, AS, as terminações
desaparecerão. Exemplos: Vou cantar a música = Vou cantá-la;
Cantarei a música = Canta-la-ei.
Os verbos dizer, trazer e fazer são conjugados no Futuro do Presente
e no Futuro do Pretérito, perdendo as letras ze, ficando, por exemplo,
direi, dirás, traria, faríamos. Na formação da mesóclise, ocorre o
mesmo: Direi a verdade = Di-la-ei; Farão o trabalho = Fa-lo-ão;
Traríamos as apostilas = Tra-las-íamos.
ATENÇÃO: Se o verbo não estiver no início da frase e estiver
conjugado no Futuro do Presente ou no Futuro do Pretérito, no Brasil,
tanto poderemos usar Próclise, quanto Mesóclise. Exemplo: Eu me
queixarei de você ou Eu queixar-me-ei de você; Os alunos se
esforçarão ou Os alunos esforçar-se-ão.
ÊNCLISE é a colocação dos pronomes oblíquos átonos depois do
verbo. Usa-se a ênclise, principalmente, nos seguintes casos:
- Quando o verbo iniciar a oração: Trouxe-me as propostas já
assinadas; Arrependi-me do que fiz a ela.
- Com o verbo no imperativo afirmativo: Por favor, traga-me as
propostas já assinadas; Arrependa-se, pecador!!
ATENÇÃO: Se o verbo não estiver no início da frase e não estiver
conjugado no Futuro do Presente ou no Futuro do Pretérito, tanto
poderemos usar Próclise, quanto Ênclise. Exemplos: Eu me queixei de
você ou Eu queixei-me de você; Os alunos se esforçaram ou Os
alunos esforçaram-se.
Colocação pronominal nas locuções verbais
- Auxiliar + Infinitivo ou Gerúndio: Quando o verbo principal da
locução verbal estiver no infinitivo ou no gerúndio, há, no mínimo, duas
colocações pronominais possíveis. Em relação ao verbo auxiliar,
seguem-se as mesmas regras de colocação pronominal em tempos
simples, ou seja, próclise, em qualquer circunstância (menos em início
de frase); mesóclise, com verbo no futuro; e ênclise, sem atração, nem
futuro. Em relação ao principal, deve-se colocar o pronome depois do
verbo (ênclise).
- Auxiliar + Particípio: Quando o verbo principal da locução verbal
estiver no particípio, o pronome oblíquo átono só poderá ser colocado
junto do verbo auxiliar, nunca após o verbo principal.
EMPREGOS DA PARTÍCULA “SE”
FUNÇÕES MORFOLÓGICAS
- Substantivo
O se é a palavra que estudaremos.
- Conjunção subordinativa
Pergunte ao seu irmão se ele quer vir.
- Partícula integrante do verbo
O operário queixava-se por seu baixo salário.
- Partícula expletiva ou de realce
Sorriu(-se) enigmaticamente.
- Partícula apassivadora ou pronome apassivador (VTD)
Construíram-se escolas no Brasil.
Ofereciam-se bons empregos naquela firma.
- Pronome reflexivo
Júlia deitava-se após o almoço.
- Pronome reflexivo-recíproco
Os jogadores atropelaram-se pela bola.
FUNÇÕES SINTÁTICAS
- Sujeito do infinitivo
Aninha deixou-se iludir com a conversa.
- Objeto direto
O cão sacudiu-se todo molhado após o banho.
Rapidamente cobriu-se com a manta.
- Objeto indireto
O pedestre dava-se o direito de empurrar os passantes.
Paulo impôs-se uma difícil decisão.
- Índice de indeterminação do sujeito (VI ou VTI)
Trabalha-se até nos feriados.
Acredita-se em duendes.
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VOZES DO VERBO
Voz verbal é a flexão do verbo que indica se o sujeito pratica, ou
recebe, ou pratica e recebe a ação verbal.
- Voz Ativa: quando o sujeito é agente, ou seja, pratica a ação verbal
ou participa ativamente de um fato. Exemplos: As meninas exigiram
a presença da diretora; A torcida aplaudiu os jogadores; O médico
cometeu um erro terrível.
- Voz Passiva: quando o sujeito é paciente, ou seja, sofre a ação
verbal.
Voz Passiva Sintética: A voz passiva sintéticaé formada por
verbo transitivo direto, pronome se (partícula apassivadora) e
sujeito paciente. Exemplos: Entregam-se encomendas; Alugam-
se casas; Compram-se roupas usadas.
Voz Passiva Analítica: a voz passiva analítica é formada por
sujeito paciente, verbo auxiliar ser ou estar, verbo principal
indicador de ação no particípio - ambos formam locução verbal
passiva - e agente da passiva. Exemplos: As encomendas foram
entregues pelo próprio diretor; As casas foram alugadas pela
imobiliária; As roupas foram compradas por uma elegante
senhora.
- Voz Reflexiva: há dois tipos.
Reflexiva: será chamada simplesmente de reflexiva, quando o
sujeito praticar a ação sobre si mesmo.
Exemplos: Carla machucou-se; Osbirvânio cortou-se com a
faca; Roberto matou-se.
Reflexiva recíproca: será chamada de reflexiva recíproca,
quando houver dois elementos como sujeito: um pratica a ação
sobre o outro, que pratica a ação sobre o primeiro. Exemplos:
Paula e Renato amam-se; Os jovens agrediram-se durante a
festa; Os ônibus chocaram-se violentamente.
Passagem da ativa para a voz passiva
Para efetivar a transformação da ativa para a passiva e vice-versa,
procede-se da seguinte maneira:
- O sujeito da voz ativa passará a ser o agente da passiva.
- O objeto direto da voz ativa passará a ser o sujeito da voz passiva.
- Na passiva, o verbo ser estará no mesmo tempo e modo do verbo
transitivo direto da ativa.
- Na voz passiva, o verbo transitivo direto ficará no particípio.
Exemplo:
Voz ativa: A torcida aplaudiu os jogadores.
Sujeito = a torcida.
Verbo transitivo direto = aplaudiu.
Objeto direto = os jogadores.
Voz passiva: Os jogadores foram aplaudidos pela torcida.
Sujeito = os jogadores.
Locução verbal passiva = foram aplaudidos.
Agente da passiva = pela torcida.
FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO
Frase Nominal: toda comunicação linguística sem verbo, capaz de
estabelecer comunicação.
Exemplo: Que homem rico!
Frase Verbal: toda comunicação linguística com verbo, capaz de
estabelecer comunicação.
Exemplo: O homem tem muito dinheiro.
Oração: todo enunciado linguístico construído em torno de um verbo.
Período: enunciado constituído de uma ou mais orações.
Período Simples: apenas uma oração.
Período Composto: duas ou mais orações.
TERMOS DAS ORAÇÕES
Tipos de Sujeito
1) Simples: tem apenas um núcleo. Exemplos: A multidão gritava;
Pedro é feliz.
2) Composto: tem mais de um núcleo. Exemplos: Pedro e Maria são
felizes; A caneta e o lápis estão sobre a mesa.
3) Oculto/Desinencial/Elíptico: embora conhecido, não vem
expresso na oração. Exemplo: Telefonamos para a escola hoje (nós).
4) Indeterminado: não se consegue identificar. Exemplos: Falam
muito de você. (verbo na 3a. pessoa do plural); Come-se bem aqui
(verbo intransitivo na 3a. pessoa do singular + partícula se); Precisa-se
de empregados (verbo transitivo indireto na 3a. pessoa o singular +
partícula se).
5) Inexistente: a oração não tem sujeito. Exemplos: Neva lá fora;
Choveu muito ontem (verbos que indicam fenômeno da natureza); Faz
muito anos que não a vejo; Há muitos anos não a vejo (verbos fazer e
haver no sentido de tempo); Há três pessoas na sala (verbo haver com
sentido de existir); É primavera; São três horas (verbo ser indicando
tempo).
Tipos de Predicado
1) Verbal: tem por núcleo um verbo que indica ação ou fenômeno da
natureza. Exemplos: O executivo tem um computador; Ventou muito
ontem; A professora fala demais durante as aulas.
2) Nominal: exprime qualidade ou estado do sujeito por meio de um
verbo de ligação. O núcleo é a palavra que exprime qualidade ou
estado. Exemplos: O garoto está atento às mudanças no mundo;
Ficaram muito tristes por causa da morte do cachorro.
3) Verbo-Nominal: possui dois núcleos, um que indica ação e outro
que indica qualidade ou estado. Exemplos: O ônibus chegou atrasado
(chegar é verbo de ação e atrasado é predicativo do sujeito); Eu
nomeio você rei (nomear é verbo de ação e rei é predicativo do
objeto).
Predicado Verbal – verbos transitivos e intransitivos
1) Intransitivos: não precisam de complementos para que tenham
sentido completo. Exemplo: A moça chegou; A moça chegou ontem da
França.
2) Transitivos: precisam de complementos para que tenham sentido
completo. Os verbos transitivos podem ser:
- Diretos: exige objeto direto (sem preposição): Exemplo: Os
alunos leram as revistas.
- Indiretos: exigem objeto indireto (com preposição). Exemplo:
Todos gostamos de flores.
- Diretos e Indiretos (ou bitransitivos): pedem um objeto direto
e m objeto indireto. Exemplo: A loja entregou as mercadorias ao
cliente.
ATENÇÃO: Não confundir o objeto direto preposicionado com o
objeto indireto. O objeto direto preposicionado completa um verbo
transitivo direto (VTD), ao passo que um objeto indireto completa um
verbo transitivo indireto (VTI). Geralmente, o objeto direto é
preposicionado por uma questão de estilo. Exemplo: O ladrão sacou
da arma (o verbo sacar é transitivo direto e o objeto direto a arma está
preposicionado).
Predicado Nominal – verbo de ligação
Os verbos ser, estar, ficar, andar, parecer, permanecer, cair,... são,
geralmente, de ligação, mas nem sempre.
- Na oração Eu ando rápido, o verbo andar é de ação, portanto, temos
um predicado verbal e rápido é adjunto adverbial. Já na oração Eu
ando doente, o verbo andar é ligação, portanto, temos um predicado
nominal e doente é predicativo do sujeito.
- Não devemos confundir verbo de ligação com verbo auxiliar. Na
oração O menino está cansado, estar é verbo de ligação, portanto
temos predicado nominal e cansada é predicativo do sujeito. Já na
oração O menino está correndo, o verbo estar é auxiliar do principal
correr, portanto, temos um predicado verbal com verbo intransitivo.
Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial e Complemento Nominal
1) Adjunto Adnominal: qualifica o substantivo e é variáve. Exemplos:
O menino é alto (alto = masculino singular); Os meninos são altos
(alto = masculino plural); A menina é alta (alta = feminino singular); As
meninas são altas (altas = feminino plural).
2) Adjunto adverbial: refere-se ao verbo e é invariável. Exemplos: O
menino canta alto; Os meninos cantam alto; A menina canta alto; As
meninas cantam alto (em todos os casos, alto permanece invariável
por referir-se, sempre, ao verbo cantar).
3) Complemento Nominal: completa o sentido de uma palavra
(substantivo, adjetivo, advérbio) de significação transitiva. A
preposição é obrigatória. Exemplos: Ela tem confiança em você (em
você complementa o nome confiança); Estamos ansiosos pelos
resultados (pelos resultados complementa o nome ansiosos).
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ATENÇÃO: É comum haver confusão entre o complemento nominal e
o adjunto adnominal, quando este é formado por locução adjetiva. O
complemento nominal o alvo da ação expressa pelo nome: amor a
Deus; medo de assaltos; compositor de músicas; eleição do
presidente. O adjunto adnominal, por sua vez, representa o agente
da ação expressa pelo nome: discurso do presidente; farinha de
trigo; amor de mãe; empréstimo do banco.
Período Composto Por Coordenação
As orações se ligam pelo sentido, não sintaticamente. As orações
coordenada podem ser de dois tipos:
1) Assindéticas: não são introduzidas por conjunção. Exemplo:
Comeu, pulou, dançou.
2) Sindéticas: são introduzidas por conjunção. Podem ter várias
classificações:
- Aditiva: ideia de adição, acréscimo. Exemplo: A aluna fez a
prova e foi embora.
- Adversativa: ideia de contraste, oposição. Exemplo: O
professor elaborou um exercício simples, mas a aluna achou a
prova muito difícil.
- Alternativa: ideia de alternância. Exemplo: Ou o professor
elabora o exercícioou desiste de aplicar a prova.
- Conclusiva: ideia de dedução, conclusão. Exemplo: O
professor não elaborou a prova, portanto não poderá aplicá-la na
data planejada.
- Explicativa: ideia de explicação, motivo. Exemplo: O professor
não elaborou a prova porque ficou doente.
Período Composto por Subordinação
A oração principal é sempre incompleta, ou seja, alguma função
sintática – desempenhada pela oração subordinada – está faltando. As
orações subordinada podem receber as seguintes classificações:
1) Adverbiais
- Causais: expressam a causa da consequência expressa na
oração principal. Exemplo: Chegou atrasado ao encontro, porque
estava em uma reunião.
- Consecutivas: expressam a consequência, o resultado da
causa expressa na oração principal. Exemplo: A reunião atrasou
tanto que ele se atrasou para o encontro.
- Proporcionais: expressam proporção. Exemplo: À medida que
a reunião avançava, ele se atrasava para o encontro.
- Temporais: expressam tempo. Exemplo: Logo que ele
chegou, arrumou os trabalhos.
- Finais: expressam finalidade, objetivo. Exemplo: Professores,
tenham mais argumentos para pedir aumento salarial.
- Condicionais: expressam condição, obstáculo. Exemplo: Se ele
partir, o projeto será cancelado.
- Comparativas: expressam comparação. Exemplo: Sua família é
tão importante quanto seu trabalho.
- Concessivas: expressam uma concessão. Exemplo: Mesmo
que trabalhe muito, não será recompensada.
- Conformativas: expressa um acordo, uma conformidade.
Exemplo: Conforme havíamos combinado, o viagem será
cancelada.
2) Substantivas
- Objetivas Diretas: exercem a função de objeto direto do verbo
da oração principal. Exemplo: Paulo José observa que o anti-
heroísmo é uma característica forte dos personagens da
cultura latino-americana.
- Objetivas Indiretas: exercem a função de objeto indireto do
verbo da oração principal. Exemplo: A nova máquina necessitava
de que os funcionários supervisionassem mais o trabalho.
- Predicativas: exercem a função de predicativo do sujeito da
oração principal. Exemplo: Meu consolo era que o trabalho
estava no fim.
- Subjetivas: exercem a função de sujeito da oração principal.
Exemplo: É difícil que ele venha.
- Completivas Nominais: exercem a função de complemento
nominal da oração principal. Exemplo: Tenho necesidade de que
você me aconselhe.
- Apositivas: exercem a função de aposto de algum nome da
oração principal. Exemplo: Só espero uma coisa: que você seja
aprovado.
3) Adjetivas
- Restritivas: restringem o sentido do nome a que se referem.
Exemplo: Gostei muito o vestido que ganhei.
- Explicativa: explicam o termo a que se referem a aparecem,
sempre, entre vírgulas. Exemplo: O rio São Francisco, que
atravessa vários estados brasileiros, é enorme.
CONCORDÂNCIA NOMINAL
Regra geral: O adjetivo e as palavras adjetivas (artigo, numeral e
pronome) concordam em gênero e número com o substantivo a que se
refere: Revistas novas (Feminino – Feminino; Plural - Plural).
- Quando o adjetivo é posposto a vários substantivos do mesmo
gênero, ele vai para o plural ou concorda com o substantivo mais
próximo: Tamarindo e limão azedos (azedo).
- Se os substantivos forem de gêneros diferentes, o adjetivo pode ir
para o plural masculino ou pode concordar com o substantivo mais
próximo: Tamarindo e laranja azedos (azeda).
- Quando o adjetivo posposto funciona como predicativo, vai
obrigatoriamente para o masculino plural: O tamarindo e a laranja são
azedos.
- Quando o adjetivo vem anteposto aos substantivos, concorda com o
mais próximo: Ele era dotado de extraordinária coragem e talento.
- Quando o adjetivo anteposto funciona como predicativo, pode
concordar com o substantivo mais próximo ou pode ir para o
masculino plural: Estavam desertos a casa e o barraco; Estava
deserta a casa e o barraco.
- Um só substantivo e mais de um adjetivo: O produto conquistou o
mercado europeu e o americano.
(o substantivo fica no singular e repete-se o artigo); O produto
conquistou os mercados europeu e americano (o substantivo vai para
o plural e não se repete o artigo)
Outros casos de concordância nominal
- Bastante:
- Função adjetiva: variável - refere-se a substantivo: Ele tem
bastantes amigos.
- Função adverbial: invariável - refere-se a verbo, adjetivo e a
advérbio: Eles trabalham (verbo) bastante; Elas são bastante
simpáticas (adjetivo).
ATENÇÃO: Nessa regra, podemos incluir ainda as seguintes
palavras: meio, muito, pouco, caro, barato, longe. Só variam se
acompanhar o substantivo.
- Palavras como: quite, obrigado, anexo, mesmo, próprio, leso e
incluso são adjetivos. Devem, portanto, concordar com o nome a que
se referem. Exemplos: Nós estamos quites com o serviço militar; Ela
mesma fez o café.
ATENÇÃO: A expressão "em anexo" é invariável: As cartas seguem
em anexo.
- Se nas expressões: "é proibido", "é bom", "é preciso" e "é
necessário", o sujeito não vier antecipado de artigo, tanto o verbo de
ligação quanto o predicativo ficam invariáveis. Exemplo: É proibido
entrada.
- Se o sujeito dessas expressões vier determinado por artigo ou
pronome, tanto o verbo de ligação quanto o predicativo variam para
concordar com o sujeito: É proibida a entrada.
- As palavras: alerta, menos e pseudo são invariáveis: Os
vestibulandos estão alerta; Nesta sala há menos carteiras.
- Nas expressões "o mais ... possível" e "os mais ... possíveis" , o
adjetivo "possível" concorda com o artigo que inicia a expressão:
Carro o mais veloz possível; Carros os mais velozes possíveis.
CONCORDÂNCIA VERBAL
Regra geral: O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa:
Bancários iniciam campanha eleitoral.
- Quando o sujeito composto vier anteposto ao verbo, o verbo irá para
o plural: O milho e a soja subiram de preço.
ATENÇÃO:
- Quando os núcleos do sujeito forem sinônimos, o verbo poderá ficar
no singular ou no plural: Medo e terror nos acompanha
(acompanham) sempre.
- Quando os núcleos do sujeito vierem resumidos por tudo, nada,
alguém ou ninguém, o verbo ficará no singular: Dinheiro, mulheres,
bebida, nada o atraía.
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10
- Quando o sujeito for formado por núcleos dispostos em gradação
(ascendente ou descendente) o verbo ficará no singular ou no plural:
Uma briga, um vento, o maior furacão não os inquietava
(inquietavam).
- Quando o sujeito composto vier posposto ao verbo, o verbo irá para
o plural ou concordará apenas com o núcleo do sujeito que estiver
mais próximo: Chegou o pai e a filha ou Chegaram o pai e a filha.
- Quando o sujeito composto for formado por pessoas gramaticais
diferentes, o verbo irá para o plural na pessoa que tiver prevalência. A
1a. pessoa prevalece sobre a 2a. e a 3a.; a 2a. prevalece sobre a 3a.:
Eu, tu e ele fizemos o exercício; Tu e ele fizeste / fizeram.
- Quando os núcleos do sujeito vierem ligados pela conjunção "ou" , o
verbo ficará no singular se houver ideia de exclusão. Se houver ideia
de inclusão, o verbo irá para o plural: Pedro ou Antônio será o
presidente do clube. (Exclusão); Laranja ou mamão fazem bem à
saúde. (Inclusão)
- Com a expressão "um dos que" o verbo ficará no singular ou no
plural. O plural é construção dominante: Você é um dos que mais
estudam (estuda).
- Quando o sujeito for constituído das expressões "mais de", "menos
de", "cerca de" o verbo concordará com o numeral que segue as
expressões: Mais de uma pessoa protestou contra a lei; Mais de
vinte pessoas protestaram contra a decisão.
ATENÇÃO: Com a expressão "mais de um" pode ocorrer o plural:
quando o verbo dá ideia de ação recíproca (troca de ações): Mais de
uma pessoa se abraçaram; quando a expressão "mais de um" vêm
repetida: Mais de um amigo,mais de um parente estavam
presentes.
- Se o pronome interrogativo ou indefinido estiver no singular o verbo
só concordará com ele. Se esses pronomes estiverem no plural o
verbo concordará com ele ou com o pronome pessoal: Qual de nós
viajará?; Quais de nós viajarão (viajaremos)?
- Quando o sujeito for um coletivo, o verbo ficará no singular: A
multidão gritava desesperadamente.
ATENÇÃO: Quando o coletivo vier seguido de um adjunto no plural, o
verbo ficará no singular ou poderá ir para o plural: A multidão de
torcedores gritava (gritavam) desesperadamente.
- Quando o sujeito de um verbo for pronome relativo "que", o verbo
concordará com o antecedente deste pronome: Sou eu que pago.
- Quando o sujeito de um verbo for um pronome relativo "quem", o
verbo concordará com o antecedente ou ficará na 3º pessoa do
singular concordando com o sujeito quem: Sou eu quem paga (pago).
- Quando o sujeito for formado por nome próprio que só tem plural,
não antecipado de artigo, o verbo ficará no singular; se o nome próprio
vier antecipado de artigo, o verbo irá para o plural: Minas Gerais
possui grandes fazendas; Os Estados Unidos são uma nação
poderosa.
- Os verbos impessoais ficam sempre na 3º pessoa do singular: Faz 5
anos...; Havia crianças na fila. Também fica na 3º pessoa de singular
o verbo auxiliar que se põe junto a um verbo impessoal formando uma
locução verbal: Deve haver crianças na fila
- Com os verbos "dar", "bater", "soar", se aparecer o sujeito"relógio", a
concordância se fará com ele; se não aparecer com o sujeito "relógio";
a concordância se fará com o número de horas: O relógio deu cinco
horas; Deram cinco horas no relógio da matriz.
- Quando o sujeito for formado por um pronome de tratamento, o verbo
irá sempre para 3º pessoa:
Vossa Excelência leu meus relatórios?
- O verbo parecer, seguido de infinitivo, admite duas construções:
flexiona-se o verbo parecer e não se flexiona o infinitivo (Os prédios
parecem cair); flexiona-se o infinitivo e não se flexiona o verbo
parecer (Os prédios parece caírem).
REGÊNCIA NOMINAL
Não há regras específicas, pois a regência de uma palavra é um caso
particular. Cada palavra pede seu complemento e rege sua
preposição. A seguir, você terá vários nomes acompanhados da
preposição ou preposições que regem. Procure associar esses nomes
entre si ou aos verbos de que derivam.
ATENÇÃO: Quando o complemento de um nome ou verbo tiver a
forma de oração reduzida de infinitivo, não se deve fazer a contração
da preposição com o eventual sujeito desse infinitivo. A preposição,
afinal, introduz toda a oração, e não apenas o sujeito dela. É bom
lembrar que o sujeito jamais é introduzido por preposição: Existe a
possibilidade de eles participarem (e não “deles participarem”) do
festival de música; É hora de as noções de civilização contaminarem
as mentes e gestos dos brasileiros. (e não “das noções”); A questão
consiste em os brasileiros adotarem medidas mais rigorosas contra as
infrações de trânsito. (e não “consiste nos”).
acesso a, para
acostumado a,com
adaptado a
admiração a, por
afável com, para com
aflito com, por
agradável a, de
alheio a, de
alusão a
análogo a
ânsia de, por
apto a, para
ansioso de, para, por
atentado a, contra
aversão a, para, por
ávido de
bacharel em
benéfico a, para
capacidade de, para
capaz de, para; fácil de
certeza de, em
compatível com
constituído de, por
contemporâneo a, de
contíguo a
contrário a
curioso de, por
devoção a, para com, por
descontente com
desejoso de
diferente de
doutor em
dúvida acerca de, em, sobre
entendido em
escasso de
essencial a, para
fanático por
favorável a
generoso com
grato a, por
hábil em
habituado a
horror a, de
idêntico a
igual a, para
impaciência com
impróprio para
indeciso em
insensível a
junto a, com, de
liberal com
natural de
necessário a, para
nocivo a
obediência a
ojeriza a, por
oportunidade de, para
paralelo a
parco em, de
passível de
preferível a
prejudicial a
prestes a
proeminência sobre
propício a
próprio de, em
próximo a, de
relacionado com
relativo a
respeito a, com, para com, por
satisfeito com, de, em, por
semelhante a
sensível a
sito em
situado em
suspeito de
vazio de
vizinho a, de
REGÊNCIA VERBAL
A relação entre o verbo (termo regente) e o seu complemento (termo
regido) é orientada pela transitividade dos verbos, que podem se
apresentar diretos ou indiretos, ou seja, exigindo um complemento na
forma de objeto direto ou indireto. Lembrando que o OBJETO DIRETO
é o complemento do verbo que não possui preposição e que também
pode ser representado pelos pronomes oblíquos "o", "a", "os", "as". Já
o OBJETO INDIRETO vem acrescido de preposição e igualmente
pode ser representado pelos pronomes "lhe", "lhes". Cuidado, porém,
com alguns verbos, como "assistir" e "aspirar", que não admitem o
emprego desses pronomes. Os pronomes "me", "te", "se", "nos" e
"vos" podem, entretanto, funcionar como objetos diretos ou indiretos. A
seguir, um quadro de verbos cujas regências podem causar dúvidas:
Verbo Classificação Significado Exemplo
VTD inalar Aspirou o perfume da rosa. Aspirar
VTI almejar Ele aspirava a um cargo político.
VTI estar presente, presenciar
Ontem assisti a um
filme iraniano.
VTD ou VTI acompanhar, prestar assistência
O médico assiste o
doente (ou ao
doente) Assistir
VI
morar, residir (rege
adjunto adverbial
com a preposição
"em")
Minha comadre
assiste em Santos.
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11
VTD Convocar, fazer vir Chamem a polícia!
VTI invocar (exige a preposição "por")
O pai chamava
desesperadamente
pela filha.
Chamar
VTD ou VTI
Cognominar,
qualificar,
denominar +
predicativo do
objeto
Chamava-o
irresponsável.
Chamava-o de
irresponsável.
Chegar e Ir VI
(exige a
preposição "a"
quando indicam
lugar)
Cheguei ao cinema
20 minutos
atrasado.
Vou ao cinema 2
vezes por semana.
VTD Valer O carro custou quarenta mil reais. Custar
VTI Ser difícil Custou-me aceitar suas desculpas.
VTD (quando não pronominais)
Que chateação!
Esqueci o nome
dele.
VTI
(quando
pronominais
exigem a
preposição "de")
Esqueci-me do livro. Esquecer e Lembrar
VTI
cair no
esquecimento / vir
a lembrança
Esqueceram-me as
chaves em casa.
VTD dar notícias, esclarecer
Os jornais
informaram o
público. Informar
VTDI (mesmo sentido)
A secretário
informou a nota ao
aluno.
VTD embaraçar O vizinho implicou-o no caso.
VTD causar; envolver
Sua participação
não implica
nenhuma
consequência.
Implicar
VTI antipatizar O cliente implicou com o vendedor.
Morar e Residir VI
(exigem adjuntos
adverbiais com a
preposição em)
Moro em São Paulo.
Resido em Jundiaí.
Necessitar VTD ou VTI carecer; precisar
Necessitava o seu
apoio; Necessitava
do seu apoio.
Obedecer e
Desobedecer VTI
(exigem a
preposição "a")
O bom motorista
obedece às leis do
trânsito.
VTD (quando o objeto é coisa) Paguei a conta.
VTI (quando o objeto é pessoa)
Perdoei aos
inimigos. Pagar e Perdoar
VTDI Paguei a conta ao feirante.
VTD indicar com certeza
Ele precisou o lugar
do encontro.
Precisar
VTI ter necessidade
Precisamos de
melhores condições
de vida.
VTDI quere antes, escolher
Prefiro o amor à
guerra.
Preferir
VTD dar primazia a, determinar-se por
Preferimos a alegria,
não aceitamos a
dor.
VTD desejar Ela queria o disco da Gal.
Querer
VTI
estimar, querer
bem (exige a
preposição "a").
Eu quero a meus
amigos e sempre
lhesquis.
Responder VTD ou VTI dar resposta
O aluno respondeu
a questão.
A balconista
respondeu à cliente.
Simpatizar e
Antipatizar VTI
(exige a
preposição "com";
não são
pronominais)
Simpatizava com a
ideia.
Simpatizei com ele.
VTD mirar, pôr visto Visou o alvo e atirou.
Visar
VTI
ter em vista,
pretender (exige a
preposição "a")
Homem sem
escrúpulos, só
visava a uma
posição de
destaque.
Namorar VTI Namorar a alguém.
FUNÇÕES SINTÁTICAS DOS PRONOMES RELATIVOS
Para analisar a função sintática do pronome relativo, pode-se usar o
seguinte artifício: troca-se o pronome pelo seu antecedente. A função
que cabe ao termo perguntado cabe ao pronome relativo.
- Sujeito
Julia, que me emprestou o livro, é aluna nova.
(Julia me emprestou o livro)
Conheci a pessoa a qual dará minhas aulas.
(A pessoa dará minhas aulas)
- Objeto direto
A máquina que nós compramos é boa.
(Nós compramos a máquina)
O candidato o qual o povo elegeu não fez o que prometeu.
(O povo elegeu o candidato)
- Objeto indireto
Ele é o projeto de que participo.
(Participo do projeto)
A recepcionista com a qual me informei é competente.
(Informei-me com a recepcionista)
- Complemento Nominal
As reformas a que somos favoráveis não sairão tão cedo.
(Somos favoráveis às reformas)
Minha família, a quem a separação foi difícil, recuperou-se bem.
(A separação foi difícil à minha família)
- Predicativo
Sua aparência não diz o que ele é na verdade.
(Ele é o (aquilo) na verdade)
Hoje sei a pessoa leal que você é.
(Você é a pessoa leal)
- Adjunto adverbial
O avião em que nós viajamos fez escala em Recife.
(Viajamos no avião)
O trecho da rodovia, onde o chofer parou, é perigoso.
(O chofer parou no trecho da rodovia)
- Adjunto adnominal
Os funcionários cujos crachás foram entregues são ótimos.
(Os crachás dos funcionários foram entregues)
- Agente da passiva
Estes são os farmacêuticos por quem os remédios foram analisados.
(Os remédios forma analisados pelos farmacêuticos)
ATENÇÃO: Os pronomes relativos onde, como e cujo exercem
sempre funções sintáticas de adjunto adverbial de lugar, adjunto
adverbial de modo e adjunto adnominal, respectivamente. Os demais
pronomes relativos podem exercer várias funções, dependendo do
emprego na oração.
Exemplos: Não encontramos as galinhas que fugiram (as galinhas =
antecedente; que = pronome relativo; função = sujeito); O sujeito
sensível que ele era tornou-se um cético (o sujeito sensível =
antecedente; que = pronome relativo; função: predicativo do
sujeito).
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1
APOSTILA DE REVISÃO
INGLÊS
INTRODUCTION TO VERBS / AUXILIARY VERBS
QUANTO À FUNÇÃO
Os verbos em Inglês distribuem-se em 2 grupos, quanto à função:
verbos auxiliares e verbos principais.
Verbos Auxiliares
Os verbos auxiliares são aqueles usados para dar suporte aos verbos
principais, indicando o tempo verbal. São divididos em verbos
auxiliares comuns, especiais e modais.
Verbos auxiliares comuns - indicam o tempo verbal mas não
possuem tradução.
- do/does (presente)
- did (passado)
- will (futuro)
- would (condicional)
Verbos auxiliares especiais - indicam o tempo e têm tradução.
Sendo auxiliares e principais ao mesmo tempo.
- to be
- to have
Ex: Do they have money? (inglês Americano)
Have they money? (inglês Britânico)
Verbos auxiliares modais
Os auxiliares modais são aqueles têm tradução, mas não indicam
tempo verbal.
- can (poder) – exprime habilidade , possibilidade ou permissão
(informal)
- may , might (poder) – exprimem possibilidade ou permissão (formal)
- must (dever) – exprime obrigação
- should, ought to (dever) – exprimem conselho, recomendação.
Obs: alguns gramáticos consideram will e would como modais.
Verbos principais
Os verbos principais exprimem as ações da frase.
- to run (corer, gerenciar, dirigir)
- to play (jogar, jogar, brincar)
Convém lembrar que alguns verbos auxiliares podem ter na frase valor
de principais.
- to be (ser)
- to do (fazer)
- to have (ter)
QUANTO À FORMA
Quanto à forma os verbos podem ser regulares ou irregulares. Esta
divisão é feita com base nas formas de passado e particípio passado.
Verbos regulares
Aqueles que recebem apenas o acréscimo de –ED.
- to work, worked, worked
- to study, studied, studied
Verbos irregulares
Este rol de verbos faz a sua conjugação sem seguir regras definidas.
- to cut, cut, cut
- to bring, brought, brought
Estrutura da pergunta
A língua inglesa tem uma particularidade, inexistente na língua
portuguesa, de sempre ter um verbo auxiliar para indicar o tempo
verbal em suas perguntas. Com isso, a estrutura em inglês é bem
definida, apresentando-se da seguinte forma:
- Pronome interrogativo / Verbo auxiliar / Sujeito / Verbo principal /
Complemento?
Ex: What do you want from me?
Estrutura da resposta
Em inglês temos dois tipos de respostas: a curta e a longa. Suas
estruturas são:
Curta – yes + sujeito + auxiliar (afirmativa)
– no + sujeito + auxiliar + not (negativa)
Longa – yes + sujeito + verbo + complemento (afirmativa)
– no + sujeito + auxiliar + not +verbo + complemento (negativa)
INTERROGATIVE PRONOUNS
Os pronomes interrogativos em inglês são os primeiros elementos que
podem aparecer numa sentença interrogativa.
- What (o que, qual)
- Where (onde)
- When (onde)
- Who (quem)
- Why (por que)
- Which (qual)
- Whose (de quem)
- How (como)
- Existe também o pronome Whom que tem o mesmo significado de
Who, sendo entretanto, mais formal.Se houver uma preposição, é
obrigatório o uso do Whom.
- Apesar de What e Which terem o mesmo significado, o Which só é
usado quando temos uma escolha a fazer.
O caso How + Adjective
Em inglês é muito comum utilizarmos compostos usando how +
adjetivo, onde how assume o valor de quão.
- how old (quão velho/ quantos anos)
- how far (quão longe/ qual a distância)
Esta forma vem sempre seguida de construções com o verbo to be.
- How far is it from your house to the mall?
O caso do What e do How
Existem ainda algumas construções interrogativas que usam what e
how que merecem destaque.
- what for (para que)
- what about (que tal)
- what + be + like (como é)
PRONOMES PESSOAIS
Também chamados de pronomes subjetivos, exercem na frase função
de sujeito, vindo antes do verbo principal.
Singular
1ª pessoa I (eu)
2ª pessoa You (você)
3ª pessoa He (ele)
She (ela)
It (ele, ela) – neutro
Plural
1ª pessoa We (nós)
2ª pessoa You (vocês)
3ª pessoa They (eles, elas)
PRONOMES OBJETIVOS
Os pronomes objetivos fazem função de objeto.
Singular
1ª pessoa Me
2ª pessoa You
3 pessoa Him (o, lhe)
Her (a, lhe)
It (o, a, lhe) neutro
Plural
1ª pessoa Us (nos,conosco)
2ª pessoa You (vocês)
3ª pessoa Them (os, as, lhes)
PRONOMES REFLEXIVOS
Singular
1ª pessoa Myself
2ª pessoa Yourself
3ª pessoa Himself
Herself
Itself
Plural
1ª pessoa Ourselves
2ª pessoa Yourselves
3ª pessoa Themselves
POSSESSIVOS
Em Português, quando queremos descrever a posse de algo, usamos
um pronome possessivo. Em inglês temos uma diferença entre os
chamados adjetivos possessivos e pronomes possessivos.
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Adjetivos Possesivos
Como o próprio nome sugere, adjetivos possessivos são aqueles
usados obrigatoriamente antes de um substantivo.
São eles: My, your, his, her, its(singular), our, their (plural)
Para indicarposse para pronomes indefinidos (somebody, anybody,
etc.)usamos His pois pertencem à 3ª pessoa do singular.
Pronomes Possessivos
Os pronomes possessivos, já que são pronomes, substituem o nome
(substantivo), não admitindo , portanto, que apareça depois dele o
substantivo.
São eles: Mine, yours, his, her, its, (singular) e ours, yours, theirs
(plural).
Uma construção muito comum usando o pronome possessivo é:
A/AN + SUBSTANTIVO + OF + PRONOME POSSESSIVO
Ex: He´s a very good friend of mine.
PRONOMES DEMONSTRATIVOS
Os pronomes demonstrativos em inglês são representados por This e
That (singular) e These e Those (plural). Usamos This e These para
indicar objetos próximos. Usamos That e Those para indicar objetos
distantes.
Podem ainda ser usados:
a) Para se referir a palavras anteriormente usadas.
Ex: You remind me good times, those of Knights, Kings and Queens.
b) Para enfatizar a palavra much.
Ex: I don´t love you that much.
c) Como advérbio de intensidade.
Ex: I´m not that bad.
THE PRESENT TENSES
Vamos começar nossa viagem pela gramática inglesa falando dos
tempos verbais. O primeiro a ser visto é logicamente, o presente.
Vamos iniciar pelo verbo TO BE (ser, estar). Ele faz sua conjugação
própria.
Verbo To Be Forma Negativa Forma Interrogativa
I am I am not Am I?
You are You are not Are You?
He is He is not Is He?
She is She is not Is she?
It is It is not Is it?
We are We are not Are we?
You are You are not Are you?
They are They are not Are they?
Obs: O verbo na forma interrogativa negativa obrigatoriamente deverá
vir na forma contracta.
PRESENT CONTINUOS TENSE
O Presente Contínuo é feito em inglês utilizando-se o verbo to be +
gerúndio do verbo principal da frase.
O gerúndio
O gerúndio é formado em inglês através da inserção do sufixo –ing ao
infinitivo do verbo.
To go – going
Algumas regras devem ser seguidas:
a) Verbos terminados em –IE, muda-se o –IE para –Y.
Lie – lying
b) Verbos terminados em –E perde-se o –E e acrescenta-se –ING.
Give – giving
Obs: 1. Esta regra aplica-se aos verbos terminados em –E, pois os
verbos terminados em –EE seguem a regra geral: Agree – agreeing
2. O verbo to be é exceção a esta regra, pois forma o gerúndio com o
simples acréscimo do –ING.
3. CVC = Consoante/vogal/consoante
Para os verbos terminados em CVC faremos a duplicação da última
consoante, antes de colocarmos o –ING: Get - getting
- É importante ressaltar que no inglês americano considera-se também
a sílaba tônica da palavra. Se essa não cair na primeira sílaba
(contada de trás pra frente), não acontece a dobra da vogal.
Cancel – canceling
USOS:
a) É usado para descrever uma ação em progresso no presente.
- I´m studying English at the moment.
b) É usado para descrever ações que são exceções à rotina.
- I eat pizza every day, but today I´m eating a hot dog.
c) É usado para descrever planos para o futuro.
- Joe is flying to NY tomorrow.
ATENÇÃO:
- Como o Present Continuous Tense é usado para descrever ações,
alguns verbos que não são de ação principalmente os de sentimento,
pensamento e sentido, não se apresentam nas formas deste tempo.
Verbos como: like, love need, want, hate, believe, understand, depend
see, seem etc. são exemplos destes verbos.
- Dois verbos, entretanto, “look” e “feel” podem ser usados tanto no
presente simples como no presente contínuo.
- Para o verbo “think” temos duas possibilidades. Quando este for
traduzido por achar, entender, não utilizaremos o presente contínuo.
Quando ele tiver a tradução de pensar podemos usá-lo no presente
contínuo.
As Formas Interrogativas e Negativas
Estas formas do presente contínuo seguem absolutamente as
mesmas formas já estabelecidas anteriormente para o verbo “to be”,
com a inversão entre o sujeito e verbo para a forma interrogativa e a
inserção do “not” após o verbo “to be” para a forma negativa.
- Is she driving home?
- They are not eating at this moment.
SIMPLE PRESENT
O uso do “Simple Present” se caracteriza pela presença de auxiliares
“do” e “does” na pergunta e na afirmativa pela ausência do auxiliar e
pela inclusão de “-s” ou “-es” ou
“-ies” nas formas da 3ª pessoa do singular. Na negativa, temos a
utilização do auxiliar “don´t” ou “doesn´t” (3ª pessoa do singular).
Regras especiais para o uso na 3ª pessoa do singular
Já citamos anteriormente que os verbos no presente na 3ª pessoa do
singular sofrem uma alteração quando usados na forma afirmativa.
Essas alterações seguem certos padrões estabelecidos.
a) Verbos terminados em: -ss, -sh, -ch, -x, -z e –o; acrescenta-se o
sufixo –es para a 3ª pessoa do singular.
- kiss – kisses
- do – does
b) Verbos terminados em “-y “: se o “–y” for precedido de uma
consoante retiramos o “–y” e acrescentamos “-ies”. Se o “–y” for
precedido de uma vogal acrescentamos apenas o “–s”.
- fly – flies
c) Todos os outros verbos recebem apenas –s para formar a 3ª
pessoa do singular.
- read – reads
Obs: o verbo “have” na 3ª pessoa do singular ficará “has”.
USOS
a) ações habituais
- He watches tv everyday.
b) verdades absolutas
- water boils at 100ºC.
Formas Negativas e Interrogativas
Estrutura da Forma Interrogativa
PRONOME INTERROGATIVO + VERBO AUXILIAR + SUJEITO +
VERBO PRINCIPAL + COMPLEMENTO
Como o auxiliar será “do” para todas as pessoas e “does” apenas para
a 3ª pessoa (he/she/it) teremos:
- Do you like beer?
- Does she sing well?
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Estrutura da Forma Negativa
Na forma negativa temos a presença dos auxiliares negativados
“don´t” e “doesn´t”. Sendo que “don´t” será usado para todas as
pessoas com exceção do “doesn´t” que é apenas para a 3ª peesoa do
singular.
Formas Enfáticas do “do” e “does”
Como vimos, o presente se caracteriza pela omissão dos auxiliares
“do” e “does” na forma afirmativa. Entretanto, é possível a utilização
destes auxiliares para dar ênfase ao que se quer dizer.
- I do love you
INDEFINITES AND THERE + TO BE
Verbo There to be = haver, existir
Ele concorda sempre com o substantivo que lhe seguir. Os
substantivos incontáveis são sempre singulares (líquidos, grãos,etc.) E
os contáveis no plural.
Singular – There is (forma afirmativa)
– There is not /There isn´t (forma negativa)
– Is there? (forma interrogative)
Plural – There are (forma afirmativa)
– There are not/There aren´t (forma negative)
– Are There? (forma interrrogativa)
Indefinites Pronouns
Os pronomes indefinidos em inglês são representados por “some”,
“any” e “no” e seus correlatos. (“somewhere”, “anywhere”, “nowhere”,
“nobody”, “anybody”, “Nobody”...)
Uso do “Some”
“Some” quer dizer “algum, alguma, alguns, algumas”.
Seus principais usos são:
a) Frases afirmativas.
– There is some time I don´t see you.
b) Frases interrogativas quando se espera uma resposta
afirmativa.
– Would you lend me some money?
c) Em ofertas, oferecimentos.
– Would you like some coffee?
d) Antes de numerais significando “aproximadamente”
– I have some friends in this city.
Uso do “Any”
“Any” tem absolutamente o mesmo valor semântico de “some”
(algum/alguma), só diferindo no uso, pois em inglês não temos o duplo
negativo.
Seus principais usos são:
a) Em sentenças negativas
– I don´t have anything to tell you.
b) Em frases Interrogativas
– Is there anybody there?
c) Em “Conditional sentences” inferidas por if e unless.
– Call me if you need anything.
d) Em frases afirmativas significando “qualquer”.
– You can visit me any time.
Uso de “No”
É usado no sentido de “nenhum, nenhuma”.
É usado:
a) Em frases negativas,com o verbo usado na forma afirmativa.
– I have nothing to tell you.
Obs: Atenção para a diferença de “none” (nenhum) e “no one”
(ninguém). None é utilizado com função pronominal, não
necessitando, portanto, de um substantivo após ele, enquanto
que “no” obrigatoriamente será seguido de um substantivo, por
exercer função adjetiva.
Ex: Are there any chairs to sit?
I saw no chairs / I saw none.
THE PAST TENSES
Os verbos no passado são regidos pelo auxiliar “did”.
A estrutura da pergunta será:
PRONOME INTERROGATIVO + DID + SUJEITO + VERBO
PRINCIPAL + COMPLEMENTO?
Na resposta afirmativa teremos, então, o verbo flexionado no passado
–ED ou na forma irregular.
Na forma negativa teremos os auxiliar did + not = didn´t e o verbo na
sua forma infinitiva sem o to.
Verbo TO BE
O verbo to be no passado tem suas formas variando
aproximadamente como no presente. Para o singular temos “was” e
para o plural temos “were”
A conjugação completa seria, levando em conta que na forma
interrogativa temos a inversão do sujeito e que na forma negativa
apenas acrescentamos o “not” ao verbo to be (a forma contracta é
“wasn´t” para o singular e “weren´t” para o plural):
Interrogative Negative
I was Was I? I wasn´t
You were Were you? You weren´t
He was Was he? He wasn´t
She was Was she? She wasn´t
It was Was it? It wasn´t
We were Were we? We weren´t
You were Were you? You weren´t
They were Were they? They weren´t
VERBO THERE TO BE
Este verbo faz sua conjugação no passado seguindo a conjugação do
verbo to be.
Então teremos
Singular
– There was (forma afirmativa)
– There wasn´t (forma negativa)
– Was there? (forma Interrogativa)
Plural
– There were (forma afirmativa)
– There weren´t (forma negativa)
– Were There? (forma Interrogativa)
PAST CONTINUOUS TENSE
O Past continuous tense é formado pela união do verbo “to be “ no
passado (was/were) com o gerúndio do verbo princiapal. Então:
Past Continuous = Was/Were + Verbo+ing
As mesmas regras de aplicação do gerúndio valem aqui.
USOS:
a) demonstrar que uma ação é concomitante à outra no passado.
- I was taking a shower when my parents arrived.
b) exprimir uma ação em progresso no passado.
- We were having a lot of fun yesterday at this time.
VERBOS REGULARES E IRREGULARES
Os verbos regulares são caracterizados pelo acréscimo do –ED às
formas infinitivas. Já os verbos irregulares não seguem nenhuma
regra.
As regras que norteiam o uso do sufixo –ED para verbos regulares são
parecidas com as utlizadas para o acréscimo de –es na 3ª pessoas do
singular, Ou seja;
a) quando o verbo terminar e –y precedido de consoante, retiramos o
–y e acrescentamos –ied.
– bury – buried
b) Quando o verbo terminar em –y precedido de vogal, acrescentamos
o –ed.
– play – played
c) CVC – Se ocorrer o caso de Consoante + Vogal + Consoante e o
verbo for oxítono deveremos dobrar a consoante final.
– grab – grabbed
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Obs: Se o verbo não for oxítono, a regra cai por terra. E para isso
preciamos conhecer a pronúncia dos verbos.
– open – opened
PASSADO COM “USED TO”
Uma forma de uso comum em inglês é o passado com “used to”. Ela
se refere a uma ação que era praticada no passado, mas não
acontece mais hoje em dia. Pode ser traduzida como “costumava”.
– I used to come here when I was a child.
ARTICLES
ARTIGO DEFINIDO (“THE”)
Usos:
a) Quando estamos falando de alguma coisa específica, definida.
- The man I saw seemed unhappy.
b) Quando falamos de um único todo.
- The sun is our star.
c) Nomes de acidentes geográficos (rios, mares, oceanos, grupos
de ilhas etc.).
- The Amazon river is the largest one in Brazil.
Obs: Antes de nomes de ilhas e montanhas omitimos o artigo
definido.
- It must be very cold at the topo f Mount Everest.
d) Antes de instrumentos musicais.
- I used to play the sax when I was younger.
e) Diante de Superlativo e Comparativo especial.
- She´s the best friend I have.
- The better he works, the more satisfied his boss is.
f) Diante das palavras “movies”, “Theater”, “cathedral” e “office”
- I went to the movies yesterday.
g) Antes de países formados por união de Estados que tenham
no nome as palavras “Union”, “United”, “States”, “Kingdom”,
“Republic”, etc.
- I´d love to travel to the U.S.A. on my next vacation.
Omissão do artigo definido “THE”:
a) Diante de palavras de sentido geral, não-específico.
- Money is important, but it is not everything.
b) Diante de nomes próprios, inclusive de países.
- Jane is as tall as Leo.
Obs: Se o nome próprio estiver no plural, referindo-se à família, o
artigo deve ser usado.
- The Simpsons are very funny.
c) Diante de possessivos.
- My house is not so small.
d) Diante de nomes de refeições e compostos “substantivo +
numeral”
- They are staying at room 23.
O ARTIGO INDEFINIDO (“A/AN”)
Os artigos indefinidos singulares (um,uma) em inglês são
representados pelas palavras A/AN. É importante lembrar que estes
artigos são exclusivamente singulares, não podendo, em hipótese
alguma, serem seguidos de palavras no plural.
A diferença do uso de A/AN.
Costuma-se dizer que A é usado antes de consoantes e AN é utilizado
antes de vogais. Na verdade o que determina é o som consonatal e o
som vocálico.
Note que os sons iniciais são de semivogal (u - /yu/; eu - /yu/; ya -
/ya/), logo devem ser precedidos de A. ex: a uniform
E o som do “h” mudo, deve ser precedido de AN. ex: an hour
Uso do Artigo Indefinido:
a) Antes de uma situação em que tenhamos adjetivo +
substantivo: He´s a nice boy.
b) Quando não se quer determiner um substantive, dando apenas
uma ideia vaga.: I saw a car passing.
c) Em expressões de tempo, medida, frequência, etc.: He works
tem hours a day.
Omissão:
a) Antes de substantivos incontáveis: She wants to eat bread.
b) Antes de palavras no plural: They are nice people.
PLURALS
Regra Geral
O plural em inglês faz-se, basicamente, da mesma forma que em
Português, ou seja, com o acréscimo de –s ao radical original da
palavra.
- car – cars
Casos Especiais
a) Palavras terminadas em: s, ss, ch, x , z acrescentamos –es.
- kiss – kisses
Obs.: Palavras terminadas em “ch” com som de “k”, fazem seu
plural com o simples acréscimo de –s.
- monarch – monarchs
b) Os caso dos “y” e do “o”
“Y” antecedido de consoante, suprime-se o “–y” e
acrescenta-se “–ies”.
- enemy – enemies
“O” acrescenta-se apenas o “–es”.
- hero – heroes
Se, no entanto, o “-y” e o “-o” forem precedidos de uma vogal,
acrescenta-se apenas o “-s”
- toy – toys
- radio – rádios
Obs: quando as palavras terminadas em “-o” forem de origem
não-inglesa, ou forem palavras reduzidas (apócopes), ainda que
este esteja precedido de consoante, adiciona-se apenas o “-s”.
- bamboo – bamboos
- piano – pianos
c) O caso do “f”
Normalmente aprendemos como regra que o plural de palavras
terminadas em “-f” é “-ves”, mas na verdade esta regra não é
verdadeira. O fato é que algumas palavras muito comuns do dia-
a-dia seguem esta forma, o que dá a impressão que esta
definição é regra. São elas:
- wife - wives, life - lives, knife - knives, self - selves, half - halves,
shelf - shelves thief - thieves, loaf- loaves, wolf - wolves, leaf -
leaves, calf - calves.
Há também um grupo de substantivos que têm plural duplo
- scarf – scarfs/scarves
- dwarf – dwarfs/dwarves
- wharf – wharfs/wharves
- sheaf – sheafs/sheaves
- hoof – hoof/hooves
- elf – elfs/elves
Plurais Irregulares
Não seguem regras. (Estes são bastante explorados nas provas de
vestibulares).
Man – men
Woman – women
Tooth– teeth
Foot – feet
Goose - geese
Mouse – mice
Louse – lice
Die - dice
Child – children
Sheep – sheep
Ox – oxen
Plurais de palavras Latinas e Gregas.
O plural se faz como faziam nestas línguas.
Bacterium – bactéria
Datum – data
Genius – genii
Crisis – crise
Medium – media
Plural de palavras compostas
Commander-in-chief – commanders-in-chief
Godfather – godfathers
Substantivo Incontáveis, Adjetivos e Coletivos.
É importante lembrar que substantivos incontáveis são sempre
seguidos de verbos no singular. (news, advice, furniture, information,
chocolate, milk, coffe, tea, sugar progress,etc.)
- The news is good.
Adjetivos em inglês também são incontáveis.
- I deserve a two-month vacation.
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Números e Medidas
Quando usados como medida definida não apresentam forma plural,
porém , se expressarem quantidades indefinidas, têm plural.
- His house cost three million dollars.
Substantivos Invariáveis
São eles: deer, sheep, series, species, etc.
FUTURE TENSES
FUTURO COM “WILL”
Indica situações em que não se tem certeza da ação que se pretende
praticar.
Forma Interrogativa - WILL + Sujeito + verbo + complemento?
Forma Negativa – Sujeito + WILL NOT + verbo + complemento.
Forma Afirmativa – Sujeito + WILL + verbo + complemento.
Resposta curta – Yes, suj. + WILL / No, suj. + WON´T.
FUTURO COM “GONG TO”
Este tempo é chamado de “futuro imediato”, por indica situações em
que se tem certeza da ação que se pretende praticar. A tradução
dever ser: “vou”, “vai”, “vamos”, etc. e na “estamos indo”!
Ex: We are going home after class. (Nós vamos para casa depois da
aula).
É bom lembrar que também existe outro auxiliar de futuro o “SHALL”,
que no entanto, pertence ao inglês Britânico e é usado em situações
de extrema formalidade, significando “pode. O uso mais coloquial do
“shall” é como “let´s”.
Ex: Shall we dance?
MODAL VERBS
Can, Could (poder) – exprimem habilidade, possibilidade,
probabilidade ou permissão (informal)
May, Might (poder) – exprimem possibilidade, probabilidade ou
permissão (formal)
Must (dever) – exprime obrigação, possibilidade acentuada.
Should, ought to, had better (dever) – exprimem conselho,
recomendação.
Obs: “Could” é a ideia passada de “Can”.
As formas negativas são:
Can´t/ cannot
Couldn´t
May not
Might not
Mustn´t
Shouldn´t
Had better not
Ought to (não tem forma negativa)
Needn´t (inglês coloquial nos EUA)
PERFECT TENSES
PRESENT PERFECT TENSE
Estrutura:
Forma Afirmativa: SUJEITO + HAVE/HAS + VERBO PRINCIPAL NO
PAST PARTICIPLE.
Forma Negativa: Sujeito + have not/ has not + verbo no particípio.
Forma Interrogativa: Have/Has + sujeito + verbo no particípio.
USO:
a) Tempo indefinido no passado.
Ex: I have seen this film before.
b) Ações que começaram no passado e vêm até o presente.
Ex: We have lived here for two years.
c) Ações que podem acontecer dentro do período em que se
fala.
Ex: Have you read the newspaper this morning?
d) Acompanhado das seguintes palavras
JUST (acabar de fazer) – I have just arrived.
EVER (alguma vez, já) – Have you ever climbed a mountain?
ALREADY (já) – they have already finished dinner.
NEVER (nunca) – She has never been to Rio.
YET (ainda não) – The secretary hasn´t finished typing yet.
SINCE (desde) _ We have been dating since Carnival.
FOR (por) – I have been here for two months.
e) Lately(ultimamente), Recently (recentemente)
Ex: I have worked very hard lately.
PERFECT TENSES
PRESENT PERFECT CONTINUOUS
Estrutura: SUJEITO + HAVE/HAS + BEEN + VERBO +ING
Ele é utilizado quando queremos enfatizar que estamos fazendo algo
há bastante tempo.
Ex: Mr. Smith has been teaching Math for twenty years.
Obs: Geralmente nestes casos aparecem as palavras “whole” ,
“entire”or “ages”.
Ex: She´s been waiting for him the whole life.
PAST PERFECT TENSE
Estrutura: SUJEITO + HAD + VERBO PRINCIPAL NO PAST
PARTICIPLE
Ele é utilizado quando temos duas ações (no passado) e uma occore
antes da outra.
Ex: When I arrived, they had already gone.
Obs: Se as ações acontecerem concomitantemente, o segundo verbo
vai para o “Past Continuous”.
Ex: When I arrived home, they were leaving.
PAST PERFECT CONTINUOUS
Estrutura: SUJEITO + HAD + BEEN + VERBO NO GERÚNDIO (ING).
Ele é utilizado para descrever uma ação prolongada que ocorreu no
passado, por um período de tempo, mas que está terminada no
momento da fala.
Ex: I had been reading this book since last year, but now I finishedit!
Diferente de:
I have been reading this book since last year, and I continue reading it!
FUTURE PERFECT TENSE
Estrutura: SUJEITO + WILL HAVE + VERBO NO PARTICÍPIO
Ação falada no presente sobre uma ação futura, que vai estar
teminada àquela época.
Ex: By this time next year, I will have passed the “vestibular”!!!
GERUND AND INFINITIVE
INFINITIVE WITH “TO”
a) Pode funcionar como sujeito da frase.
Ex: To work here is a great pleasure for me.
b) Após Pronomes Relativos (how, what, where,etc.)
Ex: I don´t know what to do.
c) Após Expressões Numéricas, de Quantidade e de Posição.
Ex: She was the first to arrive.
d) Após Adjetivos.
Ex: Feel freee to go whenever you want.
e) Após certas Expressões Verbais (used to , to be used to, can´t
afford, to be about)
Ex: She was supposed to be hired today.
f) Após os seguintes Verbos. (Appear, ask, care, decide, expect,
fail, forbid, have, hesitate, hope, invite, learn, manage, order,
prepare, refuse, remind, seem, swear, teach, tell, want, warn,
wish.
Ex: Don´t tell me they expected to reach me, I was driving a
Ferrari.
g) Após alguns Verbos seguidos por Pronomes Objetivos.
Ex: They want him to shut up forever.
h) Para indicar Finalidade, Propósito.
Ex: He has bought this book in order to learn English.
INFINITIVE WITHOUT “TO”
a) Após Modais e Auxiliares.
Ex: We should talk now.
b) Após “make” and “let”, em construções com pronomes
objetivos.
Ex: He alwyas makes us laugh.
Let me go!
c) Depois de preposições “but” and “except”
Ex: I want you to do nothing but win.
d) Após “would rather” and “had better”
Ex: I´d rather have lunch now.
GERÚNDIO se forma em Inglês, via de regra, por meio do acréscimo
do –ING ao tempo infinitivo.
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Usos:
a) Como Sujeito da oração
Ex: Learning a foreign language is required nowadays,
b) Proibições Curtas
Ex: No Smoking!
Stop talking!
c) Após Preposições ou Locuções Preposicional.
Ex: In my opinion, when you feel like doing something, you
should do it.
d) Após alguns Verbos
Como: admit, avoid, consider, defer, deny, enjoy, finish, forgive,
imagine, keep, mind, miss, postpone, practice, recall, resent,
resist, risk, suggest,
Ex: He suggested eating out.
We must risk taking he wrong way.
I resisted talking to her.
e) Após algumas Expressões:
Como: to be worth, it´s no good, it´s no use, can´t stand, to be
used to, to be accustomed to.
Ex: she is accustomed to take her dog to a walk every day.
f) Gerúndio + elemento possessive
Ex: Would you please excuse my forgetting?
The bad weather prevented us from going to the beach.
GERÚNDIO E INFINITIVO
Certos verbos podem se apresentar tanto no gerúndio quanto no
infinitivo.
São eles: begin, cease, continue, dislike, dread, forget, hate, intend,
hate, intend, like, love, mean, permit, plan, prefer, recommend, regret,
remember, start, try.
Ex: She forgot to post/ posting.
Particularidades:
Remember + gerúndio – refere-se a uma lembrança do passado.
Ex: I remember hearingmy mother tell me stories when I was a
child.
Remember + infinitivo – sugere algo a ser lembrado.
Ex: Remember to pay the dentist next time you go there.
Stop + gerúndio – parar de, deixar de.
Ex: He stopped smoking two weeks ago.
Stop + infinitivo – papar para (sugere a interrupção de uma ação
para iniciar outra).
Ex: She stopped to greet me.
Verbs of Perception
Após verbos que indicam percepção física, podemos empregar
tanto o gerúndio como o infinitivo sem o “to”. Esses verbo são:
Feel, hear, listen, look, notice, observe, perceive, see, watch.
Uso Idiomático do verbo “Take”
Podemos usar o verbo “to take” como sujeito impessoal “it”, para
expressar o período de tempo necessário para completar uma
ação.
Ex: He prepared the medicine in 45 minutes.
It took him 45 minutes to prepare the medicine.
REJOINDERS
Rejoinders são frases curtas usadas em inglês para concordar, tanto
afirmativamente como negativamente, com uma frase previamente
dita. Utilizam-se os conectivos “so”, “too”, “either”, “neither”. Existem
duas formas para cada caso e sua dinâmica é extremamente simples.
Estrutura:
1) Conectivo + auxiliar + sujeito
2) Sujeito + auxiliar + conectivo
Caso Afirmativo
Para frases afirmativas usamos o “so” e “too”. Usamos a estrutura 1
para “so” e a estrutura 2 para “too”.
Examples:
a) I like milk very much.
1) So do I.
2) I do too.
b) I have been to the USA.
1) So has she.
2) She has too.
c) They are looking for Sue.
1) So are we.
2) We are too.
Obs: Cuidado com construções no “Simple Present” em que o verbo
principal seja “to have” para não confundir com o “Present Perfect”.E
cuidado também com as construções irregulares no passado que
podem parecer “Simple Present”.
Caso Negativo
Para as frases negativas usamos “either” e “neither”. Usamos a
estrutura 1 para “neither” e a estrutura 2 para “either”.
Examples:
I won´t need to come to work tomorrow.
1) Neither will I.
2) I won´t either.
Obs: Como não podemos negar duas vezes, e o neither é uma palavra
negativa, notem que o auxiliar fica na forma afirmativa.
Atentem-se também para o fato de que palavras negativas já tornam a
frase negativa. Portanto atenção com o “never”, “seldom”, “scarcely”,
“nothing”, etc.
TAGS QUESTION – GENETIVE CASE
TAGS QUESTION
Também chamada de “Tag-Endings”. Sua formação é bastante
simples.
Ex: She speaks English, doesn´t she?
They understood the lesson, didn´t they?
Jane has been to the USA, hasn´t she?
Os trechos que temos após as vírgulas são o que chamamos de “Tag
Questions”, que nada mais são que confirmações sobre as sentenças
anteriores às vírgulas.
Os passos para fazermos as “Tag-Questions” corretamente, são:
a) Identificar o tempo verbal da frase principal;
b) Identificar o verbo auxiliar;
c) Identificar se a frase é afirmativa ou negativa;
d) Se a frase for afirmativa, utilizar o verbo auxiliar na negativa e
vice-versa;
e) Repetir o pronome pessoal relativo ao sujeito da frase.
Casos Especiais
Existem alguns casos especiais para os quais devemos atentar, pois
trazem pequenas particularidades, como veremos.
- O caso do “Let´s”
Toda vez que tivermos uma frase com “let´s”, o complemento
será “shall we?”
Ex: Let´s study a little bit more, shall we?
- O caso do Imperativo
Toda vez que tivermos uma frase no imperative, a “tag question”
será “will you”?
Ex: Do your homework, will you?
- O caso do “There to be”
Quando o verbo usado na frase for o verbo “there to be” não
teremos sujeito, visto que este verbo é impessoal. No lugar então
do pronome pessoal usaremos “there”.
Ex: There has been a lot of new information, hasn´t there?
- O caso dos indefinidos e impessoais
Quando nos depararmos com uma situação onde temos
pronomes indefinidos ou impessoais (somebody, someone,
everybody,etc.) teremos dificuldade em definir qual será o
pronome pessoal a ser usado. Dois caminhos então se fazem
possíveis:
1) Se pudermos definir a pessoa/gênero por algum outro
elemento da frase, usaremos o pronome correspondente, ou;
2)se não conseguirmos, usaremos “he” (corrente gramatical mais
antiga) ou “they” (corrente gramatical mais nova, embalada pela
igualdade dos sexos).
Example: Each student brought a gift, didn´t he?
, didn´t they?
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Cuidados Especiais
a) Cuidado com os verbos cuja forma no passado seja igual a do
presente. Procure pelos advérbios de tempo ou na falta deles,
pelas particularidades do tempo verbal.(acréscimo de –s ao verbo
na 3ª pessoa do singular do presente simples).
b) Cuidado com o verbo “to have” que pode funcionar tanto como
verbo auxiliar quanto como verbo principal.
c) Cuidado com as contrações, pois algumas são iguais para
formas diferentes (´d – “would” ou “had”, ´s – “is” ou “has”).
Nestes casos, aconselhamos olhar para o verbo principal e ver
com qual auxiliar sua forma é compatível.
d) Cuidado com palavras negativas, que tornam as frases
negativas. São exemplos deste tipo de palavra “never”, “seldom”,
“rarely”. “scarcely”, etc.
GENETIVE CASE (POSSESSIVE)
Em inglês quando queremos indicar posse usamos o “genetive case”.
(´s)
As regras que o delimitam são as seguintes:
a) Quando o possuidor estiver no singular ou no plural não
terminado com –s (como “men”, “women”, “children”,etc.), a
formação do “genetive case” obedece os seguinte critério.
POSSUIDOR + ´S + ELEMENTO POSSUÍDO
Example: The wallet of the man = The man´s wallet.
b) Quando o possuidor estiver no plural terminado em –s, o
“genetive case” se forma da seguinte maneira.
c) POSSUIDOR + ‘ + ELEMENTO POSSUÍDO
Example: The house of my relatives = My relatives´house.
Obs:
I) Quando tivermos substantivos compostos e nomes próprios
acompanhados de títulos, os substantivos compostos são tratados
como substantivos simples. Quando o possuidor for representado por
um nome próprio, acompanhado de um sobrenome ou título, apenas o
último elemento receberá o “genetive case”
Examples:
- The bedroom of the commander-in-chief = The commander-in-
chief´s bedroom.
- The reign of Alexander, the great = Alexander, the great´s reign.
II) Nomes próprios seguem a regra geral, mas os que terminarem
naturalmente em “s” podem admitir duas formas (com ‘s ou apenas
com ‘) Os que sejam bíblicos ou clássicos, entretanto, recebem
apenas ´.
Examples:
- The dog of Carlos = Carlos´dog ou Carlos ´s dog.
- The law of Moses = Moses´law.
III) Quando tratarmos de vários possuidores, e apenas uma coisa
possuída, acrescentamos o “genetive case” ao último. Para o caso de
cada um ter seu próprio elemento possuído, acrescentamos o
“genetive case” a todos.
Examples:
- The stepfather of Frank and Lia – Frank and Lia´s stepfather.
- The houses of Paul and Michel – Paul´s and Michel´s houses.
IV) O “genitive case” é muito usado elipticamente, quando nos
referimos a um local muito conhecido, ou quando o elemento possuído
for facilmente subentendido.
Example: The house of my grandma = My grandma´s.
V) Podemos fazer uso do “genitive case” com a preposição “of ” e
construir uma construção idiomática.
Example: One of Lennon´s songs = A song of Lennon´s.
ADJECTIVES AND ADVERBS
Ordem dos Adjetivos na frase
Quando precisamos usar mais de um adjetivo na frase devemos
seguir uma ordem. Temos então:
opinião / tamanho / idade / forma / cor / origem / material
Example: Nice heavy old solid white Italian leather shoes.
Formação de Adjetivos
Existem vários sufixos que podem ser agregados aos substantivos
para formar adjetivos. Daremos apenas alguns exemplos já que estessufixos serão objeto de uma lista mais à frente.
Substantivo + sufixos = Adjetivo
Hunger – hungry
Danger - dangerous
Brazil – Brazilian
Pain – painless
Read – readable
Trouble – troublesome
Beauty – beautiful
Logic – logical
Podemos ainda usar construções com os sufixos –ing e –ed para
formar adjetivos como nos casos de “tiring” e “tired”.
Advérbios:
Advérbios são palavras que atuam na frase como modificadores de
verbos, adjetivos ou até mesmo outro advérbio. Já os adjetivos são
modificadores de substantivos.
Example:
- She works hard every day. (hard qualifica o verbo work)
- She had a hard day yesterday. (hard qualifica o substantivo day)
Formação de Advérbios
Formam-se advérbios em inglês (principalmente os de modo e
intensidade) geralmente pelo acréscimo de –ly ao adjetivo.
Adjetivo +LY = Advérbio
Calm – calmly
Painless – painlessly
Readable – readably
Interesting – interestingly
Beautiful – beautifully
Logical - logically
Notem que quando o adjetivo termina em –y, como sempre acontece
com –y posposto à consoante, teremos a substituição do –y por –i.
Nas construções com –able e –ible o –e final cai e o substituímos por
–y.
Advérbios Perigosos: Advérbios com a mesma forma dos adjetivos
Devemos tomar muito cuidado com alguns advérbios, pois sua
construção se faz através da não-alteração do adjetivo, ou seja,
adjetivo e advérbio possuem a mesma forma. São eles:
Fast, hard, high, low, late, early, enough.
Example: John was a fast driver.(adjetivo)
He used to drive very fast. (advérbio)
Posição de Advérbios
Dentre os vários tipos de advérbios que existem (modo, tempo, lugar,
intensidade, frequência) cada um tem uma posição preferencial para
aparecer na frase. Assim:
a) Advérbios de Modo: vêm, geralmente, no final das orações.
Ex: She types quickly.
b) Advérbios de Tempo: podem vir tanto no final quanto no início
da oração.
Ex: I will talk to them tomorrow. ou Tomorrow I will talk to them.
c) Advérbios de Lugar: vêm, geralmente, no final das orações.
Ex: They come here everyday.
d) Advérbios de Frequência: são usadas antes do verbo principal
ou após o verbo auxiliar.
Ex: She has never studied Chesmitry.
Alguns advérbios de frequência, entretanto, quando possuírem sentido
negativo ou restritivo, podem se apresentar no início da oração, desde
que haja a inversão do verbo auxiliar com o sujeito.
Ex: Seldom does he speak with her.
Ordem de Advérbios na frase
Podemos ter, numa mesma frase, vários advérbios sendo usados
concomitantemente. Neste caso usaremos a seguinte sequência:
modo / lugar / tempo (manner / place / time)
Example: He was looking surprisingly to the picture yesterday.
Manner Place Time
Se o verbo for de Movimento, porém, usaremos outra sequência:
lugar / modo / tempo (place / manner / time)
Example: They go to work by bus every Friday.
Quando tivermos dentro da frase vários advérbios do mesmo tipo, virá
primeiro a informação mais específica dentre estes advérbios. Em se
tratando de advérbios de modo, usaremos primeiro o menor.
Example: My baby was born in the morning, on July 1st, in 1999.
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QUANTIFIERS
Quanto à abordagem podemos dividir os substantivos em inglês em
contáveis e incontáveis. Devemos ter cuidado porque as palavras que
são consideradas contáveis em nosso idioma não o são
necessariamente em inglês.
Substantivos Contáveis
Todos os substantivos contáveis aceitam formas de plural. Temos
então como exemplo: “chair”, “ball”, “problem”,etc.
Substantivos Incontáveis
Como vimos, os substantivos incontáveis são sempre
apresentados em suas formas singulares. Consideramos
incontáveis em inglês todos os líquidos, pós, grãos, línguas, e
campos de estudos, esportes, doenças (exceto “colds”, “coughs”
e “headaches”) e substantivos abstratos (especialmente os que
terminarem com o sufixo –ness)
- Palavra então como “money”, “milk”, “sugar”, “salt”, “rice”,
“English”, “chemistry”, “hockey”, “tennis”, “influenza”, “câncer”,
“love”,etc.
É importante ressaltar que já que estas palavras não podem
expressar uma ideia numérica, é vedado o uso de expressões
numéricas antes delas,incluído aí o uso dos artigos indefinidos “a”
e “an”.
Expressões para contabilizar incontáveis
O que fazer então quando quisermos dar uma ideia numérica a estes
substantivos? Simples. Inserimos entre o substantivo e o numeral uma
expressão contável adjetiva, geralmente com a forma (“a” ou “an” +
substantivo + of + incontável).
Expressões como “a piece of “, “a bit of “, “a bottle of “, etc.
É importante salientar que algumas palavras, embora incontáveis
genericamente, podem ser usadas em casos particulares (informais)
no plural contendo uma ideia implícita.
Example: He asked for two Cokes.
Quantificadores
Algumas palavras em Inglês servem para quantificar coisas ou
situações. A essas palavras damos o título de quantificadores. Os
principais que temos são:
“how much”, “how many”, “many”, “a few”, “a little”, “a lot of”,”plenty”,
“too”, “very”, “quite”, “rather”, e “enough”,etc.
É possível usar “too much” e “too many” em frases positivas, bem
como “only a little” e “only a few” em frases com sentido negativo.
Adjetivos e palavras invariáveis
Sabemos que os Adjetivos em inglês também são invariáveis,
portanto, quando tivermos uma construção adjetiva ( a mais
comumente usada é substantivo+numeral+substantivo, o 1º
substantivo, como faz parte de uma locução adjetiva, deverá ficar no
singular.
Ex: They jumped a three-foot fence.
Há um outro grupo de palavras que mantém sua forma quer no
singular, quer no plural. São exemplos: deer, sheep, series, species,
etc.
Segue esta regra também adjeivos pátrios com terminação –esse, -
sh, -ss, -ch (Portuguese, Spanish,etc.)
COMPARATIVE AND SUPERLATIVE
Antes de irmos às definições, podemos dizer que quanto ao tamanho
os adjetivos dividem-se em longos e curtos. Os chamados curtos são
aqueles que possuem até duas sílabas. Ex: hot, clean,etc. Os
adjetivos longos são aqueles que possuem mais de duas sílabas.
Podemos citar como exemplo: beautiful, expensive,etc.
COMPARATIVE
O comparativo é usado em inglês basicamente da mesma forma que é
usado em Português, nas suas três formas básicas: comparativo de
igualdade, inferioridade e superioridade
COMPARATIVO DE IGUALDADE
Estrutura: AS adjetivo/advérbio AS ( tão ... quanto)
Ex: Sue is as beautiful as Sandy
Forma negativa: NOT SO … AS
COMPARATIVO DE INFERIORIDADE
Estrutura: LESS adjetivo/advérbio THAN (menos … que)
Ex: Kate seemed less interested than Paula.
É aconselhável evitar o uso de Comparativo de Inferioridade com
adjetivos curtos. Deve-se procurar usar o antônimo no
Comparativo de Superioridade.
COMPARATIVO DE SUPERIORIDADE
Primeiro devemos identificar se o adjetivo/advérbio é longo ou
curto. Depois então montar a estrutura:
Adjetivos / Advérbios curtos
Estrutura: Adj. / Adv. + ER THAN (mais … do que)
Example: My car is cleaner than yours.
Adjetivos / Advérbios longos
Estrutura: MORE adj. / adv. Longo THAN
Example: He´s more adventurous than I am.
Exceções:
Palavras dissílabas terminadas em –id, -ive, -al, -ish, -ous, -
ed, -ic, -ful, -ing.
Exmaple: acid – more acid
Obs:
1) Para os adjetivos curtos temos a mesma regra do CVC.
Ex: hot – hotter
2) Quando tivremos uma palavra terminada em –y antecedido de
consoante devemos retirar o –y , substituindo-o por –i e
acrescentando –er.
Ex: happy – happier
Dupla forma Comparativa
Alguns adjetivos admitem tanto a forma sintática (curta) quantoa
analítica (longa).
Example: pleasant – more pleasant / pleasanter
Common – more common / commoner
Comaparativo Especial
Como veremos logo à frente, o uso do artigo definido “THE” é uma
característica do superlativo. Porém uma forma muito explorada em
provas é o chamado comparativo especial.
THE MORE ... THE MORE
ex: The more I see you the more I want you.
THE MORE … THE LESS
ex: The more I demanding a person is the less worries she´ll have
at work.
THE adj/adv+ER … THE adj/adv+ER
Ex: The harder he works the happier his boss will be.
SUPERLATIVE
Quando temos uma coisa acima de todas as outras. Não há
superlativo de igualdade, então teremos apenas os superlativos de
Inferioridade e Superioridade.
SUPERLATIVO DE INFERIORIDADE
Estrutura: THE LEAST adj. / adv. (o menos)
Example: Money is the least important thing when you try to be
happy.
Obs: Assim como o comparativo de inferioridade, devemos evitar
o uso de adjetivos curtos.
SUPERLATIVO DE SUPERIORIDADE
Adjetivos / Advérbios curtos:
Estrutura: THE adj / adv +EST
Ex: He is the kindest man I´ve ever seen.
Exceções:
Good – the best
Bad – the worst
Far – the farthest/furthest
Adjetivos / Advérbios longos:
Estrutura: THE MOST adj. / adv.
Ex: She is the most interesting person I know.
SUPERLATIVO ABSOLUTO
a) forma normal: most, very, very much, highly, absolutely,
exceedingly, extremely, perfectly etc.
b) ex: he was most kind to me.
c) linguagem coloquial: awfully, terribly, prettily, jolly, just, simply,
too, only, etc.
Ex: I am awfully tired.
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RELATIVE CLAUSES
Os Pronomes e advérbios relativos são aqueles que, assim como em
Português, se relacionam a um termo anterior da oração. Eles os
substituem para evitar sua repetição. Se este termo for um sujeito, um
objeto ou um adjunto adnominal, teremos pronomes relativos.
Vejamos:
George is American. George lives in Cuba.
George, who is American, lives in Cuba.
Vejamos agora os principais pronomes relativos:
WHO / WHOM / WHOSE / WHICH / THAT / WHAT
Examples:
It wasn´t me who told her about the secret.
(who = I/me = sujeito)
The girl, whom you are looking for, has just left the room.
(whom = the girl = objeto)
The glasses which you broke were grandma´s.
(which = glasses = objeto)
Se o termo substituído for adjunto adverbial, teremos advérbios
relativos. São eles: WHERE / WHEN / WHY
Examples:
Georgia is a place where I would like to live.
I clearly remember the day when I met him.
Fazendo um breve resumo a cerca dos usos principais dos relativos,
teremos:
WHO (que, quem) – usado para pessoas
WHICH (que, o qual) – usado para coisas, objetos e animal.
WHOSE (cujo) – usado para posse (coisas, pessoas, objetos)
THAT (que, o qual) – usado tanto para pessoas, quanto para
objetos.
WHERE (onde) – usado para lugares.
WHEN (quando) – usado para tempo.
WHY ( porque) – usado para causa, motivo.
Obs: Lembre-se que os pronomes relativos nada tem a ver com as
formas destes enquanto pronomes interrogativos.
É importante fazer distinção entre os dois tipos de orações relativas:
Orações Definidoras e Orações Não-Definidoras
Orações definidoras
Corresponde em Português às orações subordinadas adjetivas
restritivas. Sua principal função é restringir a palavra substituída.
Sua principal característica é a ausência de vírgulas para separá-
la da oração principal.
Example: My sister who is twenty-one is a very beautiful woman.
Orações não-definidoras
Corresponde em Português às orações subordinadas adjetivas
explicativas. Sua principal função é dar uma informação extra,
adicional, acerca do termo substituído.
Sua característica marcante e que a torna de fácil identificação é
o fato de vir entre vírgulas.
Example: Shakespeare, who wrote Hamlet, was English.
O caso do “WHOM”
O pronome relativo “whom” tem o mesmo significado de “who”, sendo,
entretanto, mais formal, e muito menos usado.
Existem, ainda, regras que norteiam seu uso.”Whom” só pode ser
usado quando o termo substituído na oração, tiver função de objeto. É
muito constante nestes casos, a presença de uma preposição (para o
caso de objeto indireto, após certos verbos).
Se esta preposição vier imediatamente antes do pronome relativo
(muito pouco comum, mas possível), é obrigatório o uso de “whom”.
Example: The girl, at whom you were looking, has just left the room.
(who – não pode ser usado nesta construção)
Omissão do Pronome Relativo
Em inglês, mormente no inglês falado, toda vez que for possível a
omissão de um termo, ele será omitido. A omissão do pronome
relativo tem algumas regras muito simples.
1ª) Apenas “who”, “whom”, “which” e “that” podem ser omitido.
2ª) Apenas podemos omitir o pronome relativo quando ele não
estiver fazendo a função do sujeito.
3ª) Apenas orações definidoras podem sofrer omissão do
pronome relativo.
PREPOSITIONS
O problema deste tópico em inglês é o grande número de regras e
casos diferentes que regem as mesmas preposições. Comecemos por
ver as principais preposições e suas traduções mais comuns. Atenção
ao fato de que algumas palavras aqui vistas como preposições podem
assumir outras funções morfológicas (advérbios, conjunções). Temos
as preposições simples e as compostas.
Simples
About=sobre (assunto),aproximadamente
Along = ao longo de, junto com
Beneath = abaixo de
Besides = além de
Despite = apesar de
Except = exceto
Compostas
Aside from = além de
Due to = devido à
For fear of = por medo de
In back of = em auxílio à
In the back of = atrás de
Instead of = apesar de
Diferença entre IN, ON e AT
“IN” é usado para indicações pouco específicas, “ON” é usado
com situações mais específicas e “AT” para conceitos bem
explicitados.
Exemplo:
Quando falamos de tempo, mês é um conceito mais genérico que
dia, que é por sua vez, mais genérico que hora. Assim sendo,
usaremos, IN para meses, ON para dias e AT para horas. (obs:
este exemplo é apenas uma linha mestra, um guia, não sendo
uma verdade absoluta)
Verbos / Adjetivos com Múltipla Regência
Sem alteração no sentido
To agree ON/ABOUT – concordar a respeito de algo
To be amazed AT/BY – ser surpreendido
To quarrel ABOUT/OVER – discutir sobre
To quarrel WITH – discutir com
Com alteração no sentido
To be good at – ser bom em algo
To bet on – apostar em
To consist of – ser formado por
To point to – indicar
CONJUNCTIONS
São conectivos usados para ligar duas orações subordinadas,
emprestando seu sentido a uma delas.
Classificação
QUANTO À FORMA
Simples : but, it, for, etc.
Compostas: even if, as well as, etc.
QUANTO AO SIGNIFICADO
Temporais: after, before,etc.
Causais: because, for,etc.
QUANTO FUNÇÃO
Coordenativas: and, but,etc.
Subordinativas: after,because,etc.
Conjunções Comumente Usadas
I ) After – depois que
II) Although, Though – embora
III) And – e
IV) As – enquanto, como, visto que
V) AS if, As though – como se
PHRASAL VERBS
Phrasal Verbs são compostos de verbo + preposição ou verbo +
advérbio que aparecem demais em inglês. Existem três tipos de
phrasal verbs: de ênfase, de sentido e os propriamente ditos.
Os “Phrasal Verbs” de ênfase são aqueles nos quais a preposição ou
o advérbio serve apenas para enfatizar o verbo principal.
Ex: Help out (ajudar)
Os “Phrasal Verbs” de sentido são aqueles nos quais a preposição ou
o advérbio empresta seu sentido ao verbo.
Ex: look up (olhar para cima)
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Os “Phrasal Verbs” propriamente ditos são aqueles nos quais a
preposiçãoou o advérbio forma com o verbo um conjunto que tem o
significado completamente diverso do sentido original do verbo.
Ex: bring up (educar filhos)
SPECIAL DIFFICULTIES
a) After e Afterwards
After (depois) é preposição e como tal deve ser seguida de
substantivo
Afterwards (depois) é advérbio.
b) Former, Latter e The First, The Last
Former indica o primeiro de duas pessoas ou coisas, Latter
indica o Segundo, o último de duas coisas.
The first indica o primeiro de mais de duas coisas ou
pessoas.
c) In the End e At the End
In the end = finalmente
At the end = no fim
d) At Present, Presently e Actually
Actually = really
At present = now, nowadays
Presently = soon
e) On the way e In the way
On the way = à caminho
In the way = no caminho
f) On time e In time
On time = na hora
In time = a tempo
g) If e Whether
If = se (sempre introduz uma condição)
Whether = se (não introduz condição, implica se ou não)
g) Too e Either
Too = também (frases afirmativas)
Either = também (frases negativas)
h) Either, Neither e Any, None
Either = qualquer um (entre duas pessoas ou coisas)
Neither = nenhum ( entre duas pessoas ou coisas)
Any = qualquer um (entre mais de duas pessoas ou coisas)
None = nenhum (entre mais de duas pessoas ou coisas)
i) As far as, Until (till) e Even
As far as = até (distância)
Until = até (tempo)
Even = até mesmo
j) Too e Very
Too = muito ( antes de adjetivos e advérbios no grau normal)
Very = muito (antes de adjetivos e advérbios no grau
comparativo)
k) Each other e One another
Each other = se, indica reciprocidade de ação entre duas
pessoas.
One anothre = se, indica reciprocidade de ação entre mais
de duas.
l) Lose e Loose
lose = perder
loose = solto, livre
VERBOS QUE CONFUNDEM
a) To hang – pode ser regular ou irregular
To hang, hanged, hanged
To hang, hung, hung
b) To rise e To raise
To rise, rose, risen = levanter-se, erguer-se (intransitivo)
To raise, raised, raised = levanter, erguer (transitivo)
c) To Steal e To rob
To steal, stole, stolen = furtar (coisas, objetos)
To rob, robbed, robbed = roubar (pessoas, casas,etc.)
d) To borrow e To lend
To borrow, borrowed, borrowed = pedir emprestado
To lend, lent, lent = emprestar
e) To remember e To remind
To remember (ed) = lembrar-se
To remind (ed) = ser lembrado
f) To Lie, Lay, Lain = jazer, situar-se
To lie (d) = mentir
To Lay, laid, lad = pôr, colocar (cuidadosamente)
g) To find , found, found = encontrar
To Found (ed) = fundar
h)To leave, left, left = deixar (partir)
To let, let, let = deixar (permitir)
i)To miss (ed) = perder (sentir falta)
To lose, lost, lost = perder (deixar de ter)
j) To Tell, told, told = contar (somebody)
To say, said, said = dizer (something)
FALSE COGNATES
Um cognato é uma palavra relacionada à outra em sua origem.
Um falso cognato é quando a palvra aparenta ter a mesma origem de
outra, mas não o tem.
Observe alguns exemplos:
INGLÊS - PORTUGUÊS PORTUGUÊS - INGLÊS
Actually (adv) - na verdade ..., o fato é que Atualmente - nowadays, today
Attend (v) - assistir, participar de Atender - to help; to answer; to see, to
examine
Audience (n) - plateia, público Audiência - court appearance; interview
Balcony (n) - sacada Balcão - counter
Baton (n) - batuta (música), cacetete Batom - lipstick
Beef (n) - carne de gado Bife - steak
Camera (n) - máquina fotográfica Câmara - tube (de pneu) chamber
(grupo de pessoas)
Cigar (n) - charuto Cigarro - cigarette
Collar (n) - gola, colarinho, coleira Colar - necklace
College (n) - faculdade, ensino de 3º grau Colégio (2º grau) - high school
Compromise (v) - entrar em acordo, fazer
concessão
Compromisso - appointment; date
Contest (n) - competição, concurso Contexto - context
Convenient (adj) - prático Conveniente - appropriate
Costume (n) - fantasia (roupa) Costume - custom, habit
Defendant (n) - réu, acusado Advogado de defesa - defense attorney
Design (v, n) - projetar, criar; projeto, estilo Designar - to appoint
Editor (n) - redator Editor - publisher
Educated (adj) - instruído, com alto grau de
escolaridade
Educado - with a good upbringing, well-
mannered, polite
Exciting (adj) - empolgante Excitante - thrilling
Genial (adj) - afável, aprazível Genial - brilliant
Graduate program (n) - Curso de pós-
graduação
Curso de graduação - undergraduate
program
Grip (v) - agarrar firme Gripe - cold, flu, influenza
Idiom (n) - expressão idiomática, linguajar Idioma - language
Ingenuity (n) - engenhosidade Ingenuidade - naiveté / naivety
Injury (n) - ferimento Injúria - insult
Intend (v) - pretender, ter intenção Entender - understand
Journal (n) - periódico, revista
especializada
Jornal - newspaper
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Lecture (n) - palestra, aula Leitura - reading
Legend (n) - lenda Legenda - subtitle
Mayor (n) - prefeito Maior - bigger
Motel (n) - hotel de beira de estrada Motel - love motel, hot-pillow joint
Novel (n) - romance Novela - soap opera
Office (n) - escritório Oficial - official
Parents (n) - pais Parentes - relatives
Particular (adj) - específico, exato Particular - personal, private
Pasta (n) - massa (alimento) Pasta - paste; folder; briefcase
Policy (n) - política (diretrizes) Polícia - police
Port (n) - porto Porta - door
Prejudice (n) - preconceito Prejuízo - damage, loss
Prescribe (v) - receitar Prescrever - expire
Pretend (v) - fingir Pretender - to intend, to plan
Private (adj) - particular Privado - private
Procure (v) - conseguir, adquirir Procurar - to look for
Pull (v) - puxar Pular - to jump
Push (v) - empurrar Puxar - to pull
Range (v) - variar, cobrir Ranger - to creak, to grind
Realize (v) - notar, perceber, dar-se conta,
conceber uma ideia
Realizar - to carry out, make come true,
to accomplish
Recipient (n) - recebedor, agraciado Recipiente - container
Stupid (adj) - burro Estúpido - impolite, rude
Trainer (n) - preparador físico Treinador - coach
Turn (n, v) - vez, volta, curva; virar, girar Turno - shift; round
Vegetables (n) - verduras, legumes Vegetais - plants
PASSIVE VOICE
A voz passiva é utilizada quando procuramos enfatizar, em uma frase,
o que foi feito em detrimento de quem fez (que é enfatizada na voz
ativa). Podemos dizer que a voz passiva expressa o que acontece ao
sujeito.
A construção da voz passiva em inglês se faz absolutamente da
mesma forma que em Português. Vejamos:
Example:
The boy saw the accident. (voz ativa)
The accident was seen by the boy. (voz passiva)
Após identificar os termos da oração, passo a passo teremos então a
seguinte regra:
1) O objeto da ativa se transforma no sujeito paciente.
2) Inserimos o verbo “to be” no mesmo tempo do verbo principal
da ativa.
3) O verbo principal da ativa vai para o “Past Participle”
4) Inserimos a partícula apassivadora “by”
5) O sujeito da ativa vira agente da passiva
DOUBLE PASSIVE
Em todos os exemplos vistos até o momento apenas utilizamos verbos
trasitivos diretos. Podemos ter construções, entretanto, usando verbos
transitivos diretos e indiretos. É o que chamamos de “Double Passive”.
Example:
Mary offered a book to grandma. (ativa)
A book was offered (by Mary) to gradma. (passiva)
Grandma was offered a book (by Mary). (passiva)
IMPERSONAL PASSIVE
A voz passiva impessoal é usada para indicar expressões genéricas.
Corresponde, em Português, à voz passiva sintética. É usada
principalmente com verbos de opinião: “allege”, “believe”, “consider”,
etc.
Para esta construção temos duas formaspossíveis.
People say he is a nice boy. (ativa)
It´s said he is a kind boy. (passiva)
He is said to be a nice boy. (passiva)
CAUSATIVE FORM
Usamos o “Causative form” quando estivermos nos referindo a uma
ação que não foi praticada por nós. Embora a construção sugira isso.
Por exemplo, se você diz “Cortei o cabelo ontem” em inglês seria: “I
cut my hair yesterday”, neste caso foi você mesmo que cortou.
O “Causative form” seria – “I had my hair cut”, o seu cabelo foi cortado
por alguém.
PASSIVE CAUSATIVE
Existe uma estrutura que define explicitamente quem pratica a ação. É
o que chamamos de “Passive Causative”.
Example: I had the hairdresser to cut my hair.
I got the hairdresser to cut my hair.
REPORTED SPEECH
O discurso direto em inglês se faz basicamente, da mesma forma que
em Português.
As principais transformações são:
a) mudança do sujeito
b) mudança do tempo verbal
c) mudança dos advérbios
d) mudança de ordem dos termos da oração
Mudança do Sujeito
Devemos atentar para o fato de que quando nos reportamos ao
que foi dito por alguém, o referencial muda.
Mudança do Tempo Verbal
Esta é, a principal mudança que ocorre nos exemplos abaixo.
Direct Speech Reported Speech Example
Simple Present Simple Past He said: "I want some oranges." He said he wanted some oranges.
Present
Continuous Past Continuous
They said: "We are studying hard."
They said they were studying hard.
Simple Past Past Perfect
She said: "I needed you, but uou
weren't here."
She said she had needed him, but he
hadn't been there.
Past Continuous Past Perfect Continuous
Tom said: "I was talking to Mary."
Tom said he had been talking to Mary.
Present Perfect Past Perfect They said: "We've worked together." They said they had worked together.
Going to- Future was/were going to. I said: "I'm going to visit Jim"! I said I was going to visit Jim"
Para os modais, temos a seguinte correspondência:
Discurso direto Discurso indireto
“I may be able to graduate in
three and a half years.”
“I have to try and do my best
always.”
“I must call home as often as I
can.”
“I ought to take some extra-
curricular courses.”
“I should purchase a second-hand
computer.”
She said (that) she might be able to graduate in
three and a half years.
She said (that) she had to try and do her best
always.
She said (that) she had to call home as often as she
could.
She said (that) she ought to take some extra-
curricular courses.
She said (that) she should purchase a second-hand
computer.
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Algumas outras alterações também são necessárias, como a
conversão de advérbios:
Discurso direto Discurso indireto
now ––––––––––––––––––––––––––––› then
here ––––––––––––––––––––––––––––› there
today –––––––––––––––––––––––––––› that day, yesterday
tonight ––––––––––––––––––––––––––› that night
yesterday ––––––––––––––––––––––––› the day before
tomorrow ––––––––––––––––––––––––› the next / following day
this week / month / year ––––––––––––› that week / month / year
last week / month / year ––––––––––––› the previous week / month / year
next week / month / year –––––––––––› the following week / month / year
a year ago –––––––––––––––––––––––› the year before
CONDITIONAL SENTENCES
Sentenças Condicionais, também chamadas de “IF-Clauses”, são
orações introduzidas principalmente pela partícula “if”. Podemos ter
quatro tipos de sentenças condicionais: “First Conditional”, “Second
Conditional”, “Third Conditional” e “Zero Conditional”.
Vejamos como elas se estruturam:
First Conditional
Também chamada de “Future Possible” porque é uma ação falada no
presente acerca de um acontecimento possível no futuro.
Estrutura: IF + SIMPLE PRESENT ----------------------------→ will
going to
can
may
imperative
Example: If I come earlier, I´ll let you know.
Second Conditional
A segunda Condicional é também chamada de “Present Unreal”
porque é uma ação falada no passado acerca de um acontecimento
não ocorrido ou irreal no presente.
Estrutura: IF + SIMPLE PAST ------------------------→ would
was / were going to
could
might
Example: If he studied more he would know the subjects better.
Obs: O verbo “to be” na second conditional é sempre “were”
Ex: If I were you, I´d go with them
Third Conditional
Também chamada de “Past Unreal” porque é uma ação falada no
passado perfeito acerca de um acontecimento não ocorrido ou irreal
no passado.
Estrutura: IF + PAST PERFECT------------------------------→ could have
(had + past participle) would have
might have
Example: If I had talked to him before , he would have done it.
Zero Conditional
Ela é chamada assim porque na realidade ela não é uma condicional.
É utilizada quando falamos de situações imutáveis ou verdades
universais.
Estrutura: IF + SIMPLE PRESENT ----------------------→ Simple Present
Example: If (when) you heat water, it boils at 100ºc.