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Resolução SES nº 307/99 Regulamenta no âmbito do Estado de Minas Gerais, o licenciamento dos estabelecimentos farmacêuticos (farmácia e drogarias). O Secretário de Estado de Saúde Minas Gerais, no uso de suas atribuições legais e considerando: • o disposto na lei federal nº 8.089 de 19 de setembro de 1990; • o disposto na lei federal nº 5.991 de 17 de dezembro de 1973; • a necessidade de normatizar o funcionamento dos estabelecimentos farmacêuticos (farmácias/drogarias). RESOLVE: • DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES ART 1º - Estão abrangidos por esta Resolução os estabelecimentos conceituados no parágrafo primeiro deste artigo. Parágrafo primeiro - entende-se por: I - Farmácia: estabelecimento de manipulação de fórmulas magistrais e oficinais, de comércio de drogas, medicamentos insumos farmacêuticos e correlatos, compreendendo o de dispensação e o de atendimentos privativo de unidade hospitalar ou de qualquer outra equivalente assistência, médica: II - Drogaria: estabelecimento de dispensação e comércio de drogas medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos em suas embalagens originais; Parágrafo segundo - É privativa das farmácias e ervanárias a venda de plantas medicinais, de acordo com o art. 7º da lei nº 5.991/73. • DO LICENCIAMENTO ART. 2º - As empresas que mantenham os estabelecimentos dispostos no incisos I e II do parágrafo 1º desta Resolução deverão ser previamente licenciado as pelo órgão sanitário competente estadual ou municipal Parágrafo único - esta resolução alcança também os estabelecimentos de dispensação de produtos homeopáticos, observadas as peculiaridades da farmacopeia própria. ART. 3º - Os estabelecimentos de que trata está resolução deverão ser instalados em locais adequados, não sendo permitido o licenciamento próximo a fontes poluidoras que possam trazer risco de contaminação de produtos e equipamentos, nem em vias que tenham esgoto a céu aberto. ART. 4º - A licença para o funcionamento é válida para o ano em que for concedida e sua revalidação deverá ser requerida no decorrer do primeiro trimestre de cada ano. I - requerimento do representante legal da empresa, dirigido à autoridade sanitária competente do Estado ou município, solicitando a licença, do qual constará todos os dados pertinentes ao mesmos, inclusive endereço CEP e telefone subscrito pelo responsável técnico. II - cópia do estatuto, ou contrato social ou respectiva alteração ou declaração de firma individual; III - comprovação de responsabilidade técnica através de declaração de firma individual ou pelo estatuto ou contrato social c/ou respectivas alterações, ou pleo contrato de trabalho; IV - Termo de responsabilidade técnica, fornecido pela autoridade sanitária competente do Estado ou Município, preenchido e assinado pelo responsável técnico legalmente habilitado, do qual constará todos os dados do mesmo, inclusive endereço, CEP e telefone; V - Projeto arquitetônico do estabelecimento: VI - Alvará de localização expedido pela prefeitura local; VII - cópia da carteira de identidade profissional atualizada expedida pelo Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais e Certificado de Responsabilidade Técnica. Parágrafo 2º - Somente após a apresentação de todos os documentos relacionados será expedido ordem para vistoria a cargo de funcionário do órgão sanitário competente do Estado ou Município, que emitirá laudo de vistoria técnica detalhado e conclusivo, podendo, no entanto, a pedido do interessado ser realizado vistoria prévia do imóvel para avaliação da viabilidade do licenciamento pretendido. Parágrafo 3º - a licença somente será concedida e o alvará expedido após a apresentação de todos os documentos previsto no parágrafo 1º e vistoria conforme o disposto no parágrafo 2º deste artigo. • DO PROJETO E INSTALAÇÃO ART. 5º - Os estabelecimentos previsto nesta resolução são obrigados a manter suas instalação de acordo com as normas estabelecidas na legislação vigente e nesta resolução observadas a seguintes condições mínimas para o licenciamento pelo órgão sanitário competente. I - construção sólida, sem defeitos de edificação, tais como rachaduras, vazamentos ou outros que desaconselhem o licenciamento e com área mínima de 36 (trita e seis metros quadrados) para a instalação de farmácia ou drogaria; II - iluminação e ventilação adequada; III - pisos resistentes, impermeáveis e que permitam fácil limpeza; IV - paredes lisas, de cores claras, de material impermeável e lavável nas áreas onde não for explícito o material de revestimento; V - instalações sanitárias adequadas, com paredes de material impermeável e lavável, e dispondo de pequenas área de acesso também de material impermeável e lavável provida de lavatório com toalhas descartáveis e lixeira com tampa e pedal, não se aceitando aqueles que se comunicam diretamente com outras seções de estabelecimentos com exceção às administrativas. Ficam desobrigados de manutenção de instalações sanitárias aqueles estabelecimentos que sejam instalados em "Shopping Centers"; VI - cômodo para aplicação de injeção com áreas mínima de 3.00 (Três) metros quadrados e dispondo de lavatório privativo, com paredes de material impermeável e lavável possuindo recipiente adequado para acondicionamento de material perfuro-cortante antes do descarte. VII - área ou armário para guarda de material de limpeza; VIII - área pi local exclusivo para lanche dos funcionários. ART. 6º - As farmácias, deverão, obrigatoriamente, manter laboratório para manipulação de fórmulas magistrais e oficinais, como área mínima de 12 (doze) metros quadrados, e paredes de material impermeável e lavável, independente da área de comercialização e separada por parede. Parágrafo 1º - Esses laboratórios são exclusivos das farmácias, sendo vedada a sua instalação nos demais estabelecimentos enquadrados nesta Resolução. São de uso obrigatório: I - pias com água corrente, de aço inox e inteiriças, a fim de se evitar o rejuntamento dos bojos sendo um delas exclusivas para lavagem de material e equipamentos; II - filtro para água, de vela sobre pressão, sendo que para a manipulação será exigido o uso de água especifica na Farmacopeia ou literatura correta; III - armários adequados para a guarda e conservação dos produtos utilizados na manipulação de fórmulas farmacêuticas; IV - cofre ou armário fechado, a chave para guarda de produto sujeito a regime especial de controle; V - mesa c/ou bancadas, adequadas para manipulação de fórmulas farmacêuticas, de material liso, resistente e impermeável: VI - balança de precisão, e recipientes de medidas volumétricas aferidas e calibradas mediante comprovação escrita do órgão aferidor; VII - geladeira em condições de estocar produtos que exijam baixa temperatura para conservação; VIII - equipamentos e acessórios apropriados para manipulação farmacêuticas, em quantidade suficiente e devidamente aferidos; IX - um exemplar da última edição oficial da Farmacopeia Brasileira, quando se tratar de pedido de licenciamento de farmácia; X - manual de normas e rotinas de Boa Práticas de Manipulação, próprio de cada estabelecimento. Parágrafo 2º - As farmácia deverão dispor de mecanismos que garantam a qualidade e eficácia dos produtos manipulados. Parágrafo 3º - Nos Municípios onde não houver rede pública de esgoto, será obrigatório a construção de rede de esgoto do estabelecimento farmacêutico, observadas as normas técnicas para localização de fossas, não sendo permitido o lançamento de esgoto de qualquer natureza a céu aberto ou em curso de água. Parágrafo 4º Da mesma forma, deverá ser construída, rede de água para o uso de estabelecimento farmacêutico, observadas também as normas técnicas. ART. 7º - Os cômodos para aplicação de injeções deverão estar providos dos equipamentos adequados (cadeira, braçadeira,armário, pia com água corrente assentada em bancada de material impermeável e lavável, produto para degerminação das mãos, toalha descartável de papel, lixeira com tampa e pedal, recipiente adequado para acondicionamento de material perfurocortante antes do descarte. Parágrafo 1º - é obrigatório o uso de seringa e agulhas descartáveis, sendo expressamente proibido o seu reaproveitamento, em quaisquer circunstâncias. Parágrafo 2º - As embalagem das seringas, agulhas e escalpos descartáveis deverão ser apresentadas em embalagens individuais e originais, e serão abertas na presença dos usuários. Parágrafo 3º - Em todos os estabelecimentos deverá ser afixado, em local visível ao usuário, um quadro nas medidas 0,50 x 0,40 metros, em letras proporcionais ao tamanho do quadro, com os seguintes dizeres; "É EXPRESSAMENTE PROIBIDO O REAPROVEITAMENTO DE SERINGAS, AGULHAS E ESCALPOS DESCARTÁVEIS". RECLAMAÇÕES: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE/VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Parágrafo 4º - Nas drogaria e farmácias este quadro deverá ser afixado na entrada da cabine destinada a aplicação de injeção. • DAS PROIBIÇÕES E PENALIDADES ART. 8º - É expressamente proibido a coleta e recebimento de material biológico, e ou execução de exames laboratoriais seja sob quaisquer pretextos, sendo também vedado fazer propaganda de médicos, laboratórios, óticas e outro, seja através de cartões, cartazes, bonificações e outras formas. Parágrafo 1º - É vedada a coleta de sangue em estabelecimentos farmacêuticos a afins. Parágrafo 2º - É também vedada medir a pressão arterial, aplicar aparelhos ou qualquer ato privado de profissionais habilitados em desacordo com a legislação vigente. Parágrafo 3º - É expressamente proibido o fracionamento de medicamentos, sob qualquer forma, em drogarias. Parágrafo 4º - A manipulação e o comércio de medicamentos oficinais e magistrais é privativo de farmácia, não podendo funcionar sem assistência e responsabilidade técnica do profissional farmacêutico, sendo proibido também a sublocação desse comércio entre os estabelecimentos farmacêuticos em qualquer circunstâncias. Parágrafo 5º - É vedado o comércio de fórmulas magistrais, sem a respectiva receita médica. Parágrafo 6º - É vedado a produção e comercialização de produtos magistrais e oficinais em série nas farmácias. ART. 9º - Os estabelecimentos enquadrados nesta resolução não poderão dispensar medicamentos sujeitos a regime especial de controle sem a respectiva receita médica ou notificação. ART. 10 - A inobservância dos preceitos desta resolução e demais normas atinentes configura infração administrativa de natureza sanitária, ficando os infratores sujeitos às penalidades previstas na Lei Federal nº 6.437/77, sem prejuízo daquelas previstas na legislação civil e penal em vigor. • DAS DISPOSIÇÕES FINAIS ART. 11 - Os casos omissos serão resolvidos pela autoridade sanitária competente. ART. 12 - Esta resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogada a resolução nº 1.098/98 e demais disposições em contrários.