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História do MA 
Parte II
 
 O Mercantilismo é a prática econômica dos reis absolutistas cujos principais 
aspectos são: exploração de metais preciosos, balança comercial favorável, 
colonização, intervenção estatal.
 
 No ano de 1684 (século XVII) estourou a Revolta de Beckman em São Luís, dentro do 
quadro das rebeliões nativistas brasileiras Î não tinham projeto separatista, mas tão somente 
resolver a resolução de conflitos locais.
 Segundo os revoltosos, a Companhia de Comércio abusou de preços e não cumpriu os 
prazos e envios, fazendo com que comerciantes e latifundiários arcassem com prejuízos e se 
sentissem lesados, o que levou a um clima de hostilidade crescente com a empresa. Tais 
fatores eram ampliados pela proibição da escravização dos nativos e a obrigação de só 
adquirir trabalhadores compulsórios por meio do monopólio português. 
 A revolta eclodiu em 24 de fevereiro de 1684, quando o Governador Francisco de Sá 
Meneses estava em Belém e durante as festividades de Nosso Senhor dos Passos em são 
Luís.
 Contou com a participação de fazendeiros da região e foi liderada pelos irmãos 
Manuel e Tomás Beckman, senhores de engenho. Além deles, outra liderança marcante foi 
Jorge Sampaio de Carvalho, que desejava o fim da Companhia de Comércio do Maranhão 
e expulsão dos jesuítas devido à proteção aos índios. 
 Cerca de 80 homens atacaram os armazéns da Companhia e no dia seguinte tomaram 
o Corpo da Guarda de São Luís, tomando rumo para casa do Capitão-mor Baltasar Fernandes, 
que foi destituído do posto.
 Uma Junta Geral de Governo foi montada no dia seguinte à revolta composta por seis 
membros, entre latifundiários, clero e comerciantes, que deliberaram pela deposição do 
Capitão-Mor, do Governador do Estado do Maranhão e Grão-Pará, além do fim do 
estanco, da Companhia de Comércio e da expulsão dos jesuítas.
 Emissários foram enviados a Belém, onde estava o Governador ÐdepostoÑ, o qual 
ofereceu aos rebeldes abolir a Companhia, anistiar os envolvidos, honras, cargos e verbas caso 
eles depusessem as armas, entretanto, a proposta foi imediatamente recusada.
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História do MA 
Parte II
 Do mesmo modo, a junta enviou Tomás Beckman como emissário à Corte em 
Lisboa, visando convencer as autoridades metropolitanas que o movimento era 
procedente e justo. Sem sucesso, recebeu voz de prisão no Reino e foi trazido preso de volta 
ao Maranhão, para ser julgado com os demais revoltosos.
 No dia 15 de maio de 1685, Gomes Freire de Andrade, novo Governador do Estado do 
Maranhão e Grão-Pará, chegou acompanhado de tropas portuguesas, não enfrentando 
resistências em princípio, já que Manuel Beckman queria manter boas relações para libertar o 
irmão. Os descontentes com a revolta se juntaram apoiando a retomada do poder para as 
autoridades portuguesas, quando Gomes Freire decretou a prisão dos envolvidos e o confisco 
de suas propriedades.
 Lázaro de Melo, afilhado e protegido de Manuel Beckman, trai o senhor de engenho em 
troca de cargos, levando os líderes da revolta, Manuel e Jorge de Sampaio para morte por meio 
da forca, no fim do ano de 1685. Os outros envolvidos foram condenados à prisão perpétua e 
após o movimento, a Companhia de Comércio foi extinta e a Ordem dos Jesuítas retornou à 
região.
 
Questão 1 (Inédita): A Revolta de Beckman foi uma revolta separatista, lutando por manter o 
Maranhão independente do resto do Brasil.
Errado: A Revolta de Beckman é uma revolta nativista, sem projetos separatistas.
 
Questão 2 (Inédita): A Companhia de Comércio do Maranhão recebeu direitos de monopólio 
sobre o comércio na região a partir de 1682, com o dever de abastecer os colonos com escravos 
e outros gêneros.
Correto.
 
 
 
 
 
 
 
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Parte II
As cifras da chegada de escravos até 1755 eram de 3 mil, alcançando 12 mil entre 1755 
e 1777. A cidade de São Luís se desenvolveu no processo ganhando um perfil mais urbano e 
estabelecendo grandes laços com a metrópole.
Em 1772 foi criado o Estado do Maranhão e Piauí, separado do Grão-Pará, mas a 
separação da região só foi efetivada em julho de 1774, quando foi extinto o Estado do Maranhão 
e as capitanias ficaram subordinadas ao Rio de Janeiro.
Com a morte de D. José I, sua filha D. Maria I assumiu o trono e desfez muitas das 
medidas tomadas anteriormente. Destaca-se a extinção da Companhia de Comércio do 
Grão-Pará e Maranhão em fevereiro de 1778, embora tenha funcionado até 1784.
Questão 1 (Inédita): O Marquês de Pombal criou a Companhia de Comércio do Grão-Pará e 
Maranhão para garantir a exploração econômica da região.
Correto.
O Despotismo Esclarecido foi a prática de reis absolutistas utilizarem algumas das ideias 
iluministas em seu governo, sem abandonar a centralização política.
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Parte II
A vila de Campo Maior, que aderiu em fevereiro de 1823 à Independência, estava sob a 
liderança de Luís Rodrigues Chaves com mais de mil piauienses armados, 500 cearenses com 
foices, espadas, facões e velhas espingardas. 
A principal batalha entre o grupo de Luís Rodrigues e os defensores de Portugal 
sob a liderança de Fidié chamada de Batalha de Jenipapo, a qual foi um dos marcos das 
vitórias pela independência do Brasil no Norte e Nordeste. Ocorrida às margens do Rio 
Jenipapo no dia 13 de março de 1823 com uma grande troca de tiros e o sacrifício de centenas 
de soldados pró-independência levou a uma derrota humilhante de Fidié, que se refugiou na 
vila de Caxias no Maranhão. Um cerco de piauienses e cearenses forçaram sua rendição em 
julho de 1823, quando foi preso e, mais tarde, enviado a Portugal, sendo recebido como um 
herói.
A Capital São Luís caiu para as tropas defensoras da independência do Brasil em 
julho de 1823, pela ação dos mercenários ingleses, contratados pelo governo brasileiro, 
liderados por Lord Cochrane, antigo membro da marinha inglesa. Ao cercar a capital do 
Maranhão pelo mar ameaçaram a cidade com um bombardeio, o que levou a rendição dos 
grupos contrários à Independência.
Questão 1 (Inédita): O Maranhão participou ativamente junto de D. Pedro no processo de 
independência, apoiando a separação entre o Brasil e Portugal.
Errado: A capitania do Maranhão não apoiou a independência, tendo que ocorrer uma guerra 
para que a região continuasse ligada ao Brasil.
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Parte II
Questão 3: (Cesp Pref. de São Luís) 
A respeito da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão, assinale a opção 
correta. 
A. A companhia, que detinha o monopólio do comércio de diversas mercadorias com o objetivo 
de evitar o contrabando e sonegação de impostos, submetia-se ao poder do Estado do Grão-
Pará e Maranhão. 
B. A criação da companhia ocorreu no contexto de autonomia do Estado do Grão-Pará e 
Maranhão, em relação ao Brasil, que permitia que o estado tivesse, inclusive, governador 
próprio. 
C. As atividades da companhia não incluíram o comércio de escravos, já que era mais comum, 
na região, o uso da mão-de-obra indígena. 
D. Com o desmembramento do Estado do Grão-Pará e Maranhão a Companhia também foi 
extinta, o que resultou em uma súbita redução nas exportações do Maranhão e do Pará. 
E. companhia, apesar de deter o monopólio das exportações,atuou em consonância com os 
interesses dos produtores locais. 
Questão 4: (PUC RS/2017) 
Sobre a Independência do Brasil, afirma-se: 
I. Implicou uma ruptura de laços políticos e econômicos com Portugal, já que no Brasil 
seria adotado um regime político constitucional, e Portugal manteria o sistema 
absolutista. 
II.Pode ser considerada uma decorrência da vinda da Corte Portuguesa para o Brasil, em
1808, na medida em que esse acontecimento implicou um processo crescente, e difícil
de ser revertido, de autonomização político-econômico da colônia.
III.Está associada a uma profunda mudança estrutural interna, por colocar em cheque a
base econômico-social que sustentou a exploração econômica do Brasil durante o
regime colonial.
IV.Sofreu resistência dentro do próprio País, tendo em vista que determinadas Províncias,
como o Grão-Pará e o Maranhão, tinham mais vínculos com Lisboa do que com o Rio
de Janeiro.
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e III.
b) II e IV.
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Parte II
c) I, II e IV. 
d) I, III e IV. 
e) II, III e IV. 
 
Questão 5: (UEA AM/2017) No extremo norte, a especiaria, a famosa droga do sertão, 
encontrava pela frente não a procura nos mercados do consumo, mas os meios de transporte 
que eram escassos. Embora a busca ou colheita da droga fosse incentivada pelo poder público, 
os que com ela mercadejavam não obtinham os rendimentos excessivos ou mesmos 
satisfatórios para uma vida menos difícil. *Ctvjwt"Efi¦ct"Hgttgktc"Tgku0"ÐQ"eqofitekq"eqnqpkcnÑ0In: 
A época colonial, vol. 2, 1960. Adaptado.) 
Em vista dessas condições econômicas coloniais na metade do século XVIII, o marquês de 
Pombal, ministro do rei D. José I, 
a) entregou a direção do trabalho econômico, político e social da região à Companhia de 
Jesus. 
b) abriu os portos da região aos comerciantes e aos navios das nações amigas de 
Portugal. 
c) reservou ao Estado metropolitano a exploração do conjunto dos produtos florestais. 
d) concedeu o monopólio do comércio da região à Companhia do Grão-Pará e Maranhão. 
e) permitiu, por meio de um decreto, a escravização da mão de obra indígena para o 
trabalho na floresta. 
 
Questão 6: (UEA AM/2017) 
 O Estado do Maranhão e Grão-Pará foi criado pelos portugueses por carta régia de 13 de 
junho de 1621. Era independente do Estado do Brasil e estava diretamente subordinado à 
Lisboa. Entre 1626 e 1774, compreendia os atuais estados do Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e 
Amazonas. Em 1637 era governado pelo comandante-mor Jácomo Raimundo de Noronha que, 
na época, decidiu enviar uma expedição ao Rio Amazonas com cerca de 2 mil pessoas, a 
maioria indígenas. (Tatiana C. Veríssimo e Jakeline Pereira. A floresta habitada, 2014. 
Adaptado.) 
 
 
 
A expedição citada no excerto objetivava 
a) lotear feitorias para aquecer o mercado de terras. 
b) catalogar a fauna e a flora amazônica. 
c) estabelecer postos para a venda de manufaturas. 
d) assentar indígenas em novas aldeias. 
e) estender o limite do território português. 
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Parte II
 
Questão 7: (UNIRG TO/2017) 
 Em 1658, o padre Antonio Vieira negociava simultaneamente com os colonos, com o rei e com 
os índios para que novos povos aceitassem o trabalho missionário e passassem a conviver 
pacificamente com os brancos. No relato de uma entrada que os jesuítas fizeram no Rio 
Tocantins, ele demonstra a difícil estratégia que tentcxc"eqpuvtwkt<"ÐCq"rtgugpvg"vtcvcoqu"p«q"
de descer aos que ainda ficarem no Rio Tocantins, mas de descobrir o Rio Iguaçu, em que está 
toda esta nação que é muito poderosa e será de grande utilidade para todo o estado; e se os 
descobridores, que estão para partir, levarem as novas de terem se quebrados as leis com que 
foram descidos os primeiros, julguem vossas mercês os efeitos que esta mudança obrará nos 
¤pkoqu"fqu"swg"guv«q"pq"ocvq"g"ckpfc"fqu"swg"xkxgo"gpvtg"p„u000Ñ"*XKGKTC."Rg0"Cpvqpkq0"
Escritos Instrumentais sobre os Índios. São Paulo: Edusc, 1992, p.54). 
Considerando tais articulações, assinale a alternativa que indica corretamente porque as 
missões enfrentaram tantas dificuldades na região do Maranhão e Grão-Pará: 
a) Devido às mudanças na política indigenista da Coroa, que chegou a proibir a escravidão 
dos povos indígenas. As leis que favoreciam os índios foram, muitas vezes, atenuadas 
e, geralmente, descumpridas pelos colonizadores. 
b) Devido ao clima quente e húmido do sertão brasileiro, pois os padres estavam 
desacostumados com o calor. A maioria dos sacerdotes europeus logo adoecia e morria 
com doenças tropicais. 
c) Devido à grande resistência étnica dos povos indígenas, que não aceitavam a presença 
de padres em seu meio e, apoiados pela Confederação dos Tamoios, fizeram várias 
rebeliões contra os jesuítas. 
d) Devido ao elevado número de aldeias e quilombos na região, que eram redutos 
independentes da política colonial, além de desrespeitar os acordos feitos com os 
colonizadores, mesmo quando estes lhes favoreciam. 
 
Questão 8: (FGV/2017) 
 Examine o mapa 
O BRASIL APÓS A INDEPENDÊNCIA 
 
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Parte II
 
 
Com base no mapa, é correto afirmar: 
 
a) A separação da província de Cisplatina, que posterior - mente se tornaria o Uruguai, 
ocorreu devido à lealdade de suas lideranças políticas à monarquia portuguesa. 
b) Os conflitos registrados no Grão-Pará, Maranhão, Piauí e Bahia tinham caráter 
republicano e revelavam o descontentamento com o arranjo político que estabeleceu a 
monarquia no Brasil. 
c) A província de Pernambuco perdeu parte de seu território, correspondente à margem 
esquerda do Rio São Francisco, como represália do poder central, logo após o final da 
Confederação do Equador. 
d) O mapa reforça a perspectiva de que o processo de emancipação política no Brasil foi 
completamente pacífico e resumiu-se às articulações em São Paulo e Rio de Janeiro. 
e) A Confederação do Equador tinha como objetivo estabelecer uma monarquia 
constitucional no Nordeste, tendo como base a província de Pernambuco. 
 
Questão 9: (FGV/2016) 
 Reverendo padre reitor, eu, Manoel Beckman, como procurador eleito por aquele povo aqui 
presente, venho intimar a vossa reverência, e mais religiosos assistentes no Maranhão, como 
justamente alterados pelas vexações que padece por terem vossas paternidades o governo 
temporal dos índios das aldeias, se tem resolvido a lançá-los fora assim do espiritual como do 
temporal, então e não tem falta ao mau exemplo de sua vida, que por esta parte não tem do 
que se queixar de vossas paternidades; portanto, notifico a alterado povo, que se deixem estar 
recolhidos ao Colégio, e não saiam para fora dele para evitar alterações e mortes, que por 
aquela via se poderiam ocasionar; e entretanto ponham vossas paternidades cobro em seus 
bens e fazendas, para deixá-las em mãos de seus procuradores que lhes forem dados, e 
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Parte II
estejam aparelhados para o todo tempo e hora se embarcarem para Pernambuco, em 
embarcações que para este efeito lhes forem concedidas.João Felipe Bettendorff, Crônica dos 
Padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão. 2ª Edição, Belém: SECULT, 1990, 
p.360.
O movimento liderado por Manuel Beckman no Maranhão, em 1684, foi motivado pela 
a) proibição do ensino laico no Brasil colonial e pelas pressões que os jesuítas realizavam
paraimpedir a sua liberação.
b) questão da mão de obra indígena e pela insatisfação de colonos com as atividades da
Companhia de Comércio do Maranhão.
c) ameaça dos jesuítas de abandonarem a região e pela catequese dos povos indígenas
sob a sua guarda.
d) crítica dos colonos maranhenses ao apoio dos jesuítas aos interesses espanhóis e
holandeses na região.
e) tentativa dos jesuítas em aumentar o preço dos escravos indígenas, contrariando os
interesses dos colonos maranhenses.
Questão 10: (UECE/2015) 
 Assinale a opção que apresenta corretamente ações atribuídas ao Marquês de Pombal na 
Colônia Brasileira. 
a) Extinção do sistema de capitanias hereditárias e transferência da sede do governo
colonial de Salvador para o Rio de Janeiro.
b) Criação das Companhias Comerciais do Grão-Pará e do Maranhão, e a organização da
Universidade de Coimbra.
c) Extinção da Mesa de Inspeção dos Portos e da cobrança do quinto na região das minas.
d) Expulsão dos Jesuítas do Brasil e incentivo à criação das indústrias de manufaturas.
Questão 11: (ESPM/2015) 
 Em 1759 os jesuítas foram expulsos de Portugal e do Brasil pelo marquês de Pombal. Nas 
reformas pombalinas, a expulsão dos jesuítas foi capítulo dos mais dramáticos, ousados e 
radicais, demonstrando até que ponto se reafirmava a soberania do Estado português na 
colônia.(Carlos Guilherme Mota e Adriana Lopez. História do Brasil: Uma interpretação) 
Os problemas em questão têm por origem o seguinte: 
a) Pombal acusava a Companhia de Jesus de formar um verdadeiro Estado dentro do
Estado e resistir ao poder do rei;
b) Pombal condenava o monopólio do comércio de escravos africanos pela Companhia
de Jesus;
c) Pombal se ressentiu da recusa por parte da Companhia de Jesus de participar da
colonização do Estado do Grão-Pará e Maranhão;
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Parte II
d) Pombal rompeu com os jesuítas após a Companhia de Jesus apresentar uma decidida
condenação ao tráfico negreiro praticado pelo governo português;
e) Os jesuítas apoiavam as pretensões espanholas nas negociações dos tratados de
limites ocorridos no século XVIII.
Questão 12: (UEA AM/2013) 
 Na segunda metade do século XVII os rigores da política de restrições se acentuam de forma 
sensível. Tudo deveria fazer-se pelo Reino, que assim canalizava para si toda a nossa atividade 
comercial. Portugal se erigia em intermediário necessário dos nossos negócios externos. Sua 
maior fonte de lucros proveio do sistema de companhias privilegiadas, adotadas por essa 
época. Criou-se a primeira em 1647. Em 1682 é incorporada outra companhia, com maiores 
privilégios ainda, para o Estado do Maranhão. Sucessivamente vão aparecendo outras e outras 
companhias: Geral do Grão-Pará, Geral do Comércio de Pernambuco e Paraíba etc.(Caio 
Prado Júnior. Evolução política do Brasil e outros estudos, 1961. Adaptado.) 
Segundo o argumento e os dados apresentados por Caio Prado Júnior, as companhias 
a) projetaram o Brasil como centro político e decisório do Império da Metrópole
portuguesa.
b) aceleraram o processo de ruptura política e social da colônia com a Metrópole
portuguesa.
c)tiveram como finalidade primeira evitar a ocupação holandesa da capitania de
Pernambuco.
d) favoreceram os desenvolvimentos comerciais, sociais e culturais da colônia do Brasil.
e) permitiram à Metrópole o exercício de um controle mais estrito sobre a economia da
colônia.
Questão 13: (UEM PR/2010) 
 Leia o texto: 
ÐP«q"tguvc"qwvtc"eqkuc"ugp«q"ecfc"wo"fghgpfgt-se por si mesmo; duas coisas são necessárias: 
a revogação do monopólio e a expulsão dos jesuítas, a fim de se recuperar a mão-de-obra livre, 
no que diz respeito ao comércio e aos índios. Depois haverá tempo de mandar representantes 
cq"Tgk"g"qdvgt"c"ucp›«q"fgng0Ñ"*Vtgejq"fc"fgenctc›«q"fg"Ocpqgn"Dgemocp."wo"fqu"n‡fgtgu"fc"
Revolta de Beckman, ocorrida no Maranhão nos anos oitenta do século XVII. Extraído de 
COSTA, L.C.A.; MELLO, L.I.A. História geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2008, p. 307). 
Assinale a(s) alternativa(s) correta(s). 
01.Q"Ðoqpqr„nkqÑ"c"swg"ug"tghgtg"q"vgzvq"jcxkc"ukfq"eqpegfkfq"rgnc"Eqtqc"Rqtvwiwguc"§
Companhia Geral de Comércio do Maranhão.
02.C"gzrtguu«q"Ðtgewrgtct"c"oão-de-qdtc"nkxtgÑ."wvknk¦cfc"rqt"Dgemocp."fgoqpuvtc"swg"qu
revoltosos estavam comprometidos com a luta pela institucionalização do trabalho livre
e assalariado no Maranhão.
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Parte II
04. Q"fguglq"fg"Ðgzrwnuct"qu"lguw‡vcuÑ"fgeqttkc"fc"qrquk›«q"swg"c"Eqorcpjkc"fg"Lguws 
fazia à escravização dos índios no Maranhão. 
08. A Revolta de Beckman demonstra que os colonizadores estavam de acordo com as 
diretrizes administrativas da Coroa Portuguesa para o Maranhão. 
16. A Companhia Geral de Comércio do Maranhão, criada pela Coroa Portuguesa, tinha, 
entre suas atribuições, vender escravos africanos aos colonizadores do Maranhão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Parte II
E: quando chegou a Portugal, Tomás Beckman foi preso. Posteriormente, os irmãos Beckman 
e outros revoltosos foram mortos. 
Questão 2: (Cesp Pref. de São Luís) 
O britânico cuja ousadia nas guerras napoleônicas lhe valeu a alcunha de lobo do mar e que, 
no Brasil, atuou decisivamente nas guerras pela independência, tendo sido agraciado com o 
título de marquês do Maranhão após sua vitória sobre as tropas portuguesas, foi 
A. Thomas Cochrane. 
B. Robert Southey. 
C. Henry Koster. 
D. Robert Walsh. 
E. John Armitage. 
Gabarito: A 
Comentários: 
Esta é decoreba mesmo! Thomas Cochrane é um oficial inglês mercenário contratado pelo 
governo brasileiro para liderar a ofensiva no Maranhão contra aqueles que não reconheciam e 
resistiam à Independência do Brasil proclamada por Dom Pedro I. 
Questão 3: (Cesp Pref. de São Luís) 
A respeito da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão, assinale a opção 
correta. 
A. A companhia, que detinha o monopólio do comércio de diversas mercadorias com o objetivo 
de evitar o contrabando e sonegação de impostos, submetia-se ao poder do Estado do Grão-
Pará e Maranhão. 
B. A criação da companhia ocorreu no contexto de autonomia do Estado do Grão-Pará e 
Maranhão, em relação ao Brasil, que permitia que o estado tivesse, inclusive, governador 
próprio. 
C. As atividades da companhia não incluíram o comércio de escravos, já que era mais comum, 
na região, o uso da mão-de-obra indígena. 
D. Com o desmembramento do Estado do Grão-Pará e Maranhão a Companhia também foi 
extinta, o que resultou em uma súbita redução nas exportações do Maranhão e do Pará. 
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Parte II
E. companhia, apesar de deter o monopólio das exportações, atuou em consonância com os 
interesses dos produtores locais. 
Gabarito: A 
Comentários: 
A: exatamente isso. As companhias de Comércio fazem parte de uma estratégia 
intervencionista e controladora do projeto econômico denominado Mercantilismo. Era 
submetido ao Governador do Estado do Grão-Pará e Maranhão, que por sua vez era submetido 
à metrópole. 
B: a relação entre colônia e metrópole não permite autonomia administrativa, econômica e 
política. 
C: pelo contrário, a principal atividade da Companhia era o comércio de escravos negros. 
D: com o fim da revolta dos Beckman, a Companhia foi extinta (temporariamente), porque 
depois volta no governo de Pombal no séculoXVIII com outro nome, mas com a mesma 
finalidade. Os Jesuítas puderam voltar à região. 
E: não atuou em consonância com os produtores locais, até mesmo porque isso gerou os 
conflitos. 
Questão 4: (PUC RS/2017) 
Sobre a Independência do Brasil, afirma-se: 
I. Implicou uma ruptura de laços políticos e econômicos com Portugal, já que no Brasil 
seria adotado um regime político constitucional, e Portugal manteria o sistema 
absolutista. 
II.Pode ser considerada uma decorrência da vinda da Corte Portuguesa para o Brasil, em
1808, na medida em que esse acontecimento implicou um processo crescente, e difícil
de ser revertido, de autonomização político-econômico da colônia.
III.Está associada a uma profunda mudança estrutural interna, por colocar em cheque a
base econômico-social que sustentou a exploração econômica do Brasil durante o
regime colonial.
IV.Sofreu resistência dentro do próprio País, tendo em vista que determinadas Províncias,
como o Grão-Pará e o Maranhão, tinham mais vínculos com Lisboa do que com o Rio
de Janeiro.
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e III.
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Parte II
b) II e IV.
c) I, II e IV.
d) I, III e IV.
e) II, III e IV.
Gabarito: B 
Comentários: 
O item I está errado ao afirmar que Portugal mantinha seu sistema absolutista, pois o 
mesmo havia sido abolido pela Revolução do Porto de 1820. O item III está errado, pois 
não houve mudança no quadro econômico e social do Brasil após a Independência. 
Questão 5: (UEA AM/2017) No extremo noe, a especiaria, a famosa droga do sertão, 
encontrava pela frente não a procura nos mercados do consumo, mas os meios de transporte 
que eram escassos. Embora a busca ou colheita da droga fosse incentivada pelo poder público, 
os que com ela mercadejavam não obtinham os rendimentos excessivos ou mesmos 
satisfatórios para uma vida menos difícil. *Ctvjwt"Efi¦ct"Hgttgktc"Tgku0"ÐQ"eqofitekq"eqnqpkcnÑ0In: 
A época colonial, vol. 2, 1960. Adaptado.) 
Em vista dessas condições econômicas coloniais na metade do século XVIII, o marquês de 
Pombal, ministro do rei D. José I, 
a) entregou a direção do trabalho econômico, político e social da região à Companhia de
Jesus.
b) abriu os portos da região aos comerciantes e aos navios das nações amigas de
Portugal.
c)reservou ao Estado metropolitano a exploração do conjunto dos produtos florestais.
d) concedeu o monopólio do comércio da região à Companhia do Grão-Pará e Maranhão.
e) permitiu, por meio de um decreto, a escravização da mão de obra indígena para o
trabalho na floresta.
Gabarito: D 
Comentários: 
A Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão foi criada no período pombalino 
para garantir a riqueza para a metrópole. 
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Parte II
Questão 6: (UEA AM/2017) 
 O Estado do Maranhão e Grão-Pará foi criado pelos portugueses por carta régia de 13 de 
junho de 1621. Era independente do Estado do Brasil e estava diretamente subordinado à 
Lisboa. Entre 1626 e 1774, compreendia os atuais estados do Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e 
Amazonas. Em 1637 era governado pelo comandante-mor Jácomo Raimundo de Noronha que, 
na época, decidiu enviar uma expedição ao Rio Amazonas com cerca de 2 mil pessoas, a 
maioria indígenas. (Tatiana C. Veríssimo e Jakeline Pereira. A floresta habitada, 2014. 
Adaptado.) 
A expedição citada no excerto objetivava 
a) lotear feitorias para aquecer o mercado de terras.
b) catalogar a fauna e a flora amazônica.
c) estabelecer postos para a venda de manufaturas.
d) assentar indígenas em novas aldeias.
e) estender o limite do território português.
Gabarito: E 
Comentários: 
O domínio do território brasileiro foi um dos grandes objetivos de Portugal em toda colonização. 
As Entradas eram expedições com objetivo de estender o limite do território, principalmente 
para o interior. 
Questão 7: (UNIRG TO/2017) 
 Em 1658, o padre Antonio Vieira negociava simultaneamente com os colonos, com o rei e com 
os índios para que novos povos aceitassem o trabalho missionário e passassem a conviver 
pacificamente com os brancos. No relato de uma entrada que os jesuítas fizeram no Rio 
Tocantins, ele demonstra a difícil estratégia que tentava copuvtwkt<"ÐCq"rtgugpvg"vtcvcoqu"p«q"
de descer aos que ainda ficarem no Rio Tocantins, mas de descobrir o Rio Iguaçu, em que está 
toda esta nação que é muito poderosa e será de grande utilidade para todo o estado; e se os 
descobridores, que estão para partir, levarem as novas de terem se quebrados as leis com que 
foram descidos os primeiros, julguem vossas mercês os efeitos que esta mudança obrará nos 
¤pkoqu"fqu"swg"guv«q"pq"ocvq"g"ckpfc"fqu"swg"xkxgo"gpvtg"p„u000Ñ"*XKGKTC."Rg0"Cpvqpkq0"
Escritos Instrumentais sobre os Índios. São Paulo: Edusc, 1992, p.54). 
Considerando tais articulações, assinale a alternativa que indica corretamente porque as 
missões enfrentaram tantas dificuldades na região do Maranhão e Grão-Pará: 
a) Devido às mudanças na política indigenista da Coroa, que chegou a proibir a escravidão
dos povos indígenas. As leis que favoreciam os índios foram, muitas vezes, atenuadas
e, geralmente, descumpridas pelos colonizadores.
b) Devido ao clima quente e húmido do sertão brasileiro, pois os padres estavam
desacostumados com o calor. A maioria dos sacerdotes europeus logo adoecia e morria
com doenças tropicais.
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Parte II
c) Devido à grande resistência étnica dos povos indígenas, que não aceitavam a presença
de padres em seu meio e, apoiados pela Confederação dos Tamoios, fizeram várias 
rebeliões contra os jesuítas. 
d) Devido ao elevado número de aldeias e quilombos na região, que eram redutos
independentes da política colonial, além de desrespeitar os acordos feitos com os
colonizadores, mesmo quando estes lhes favoreciam.
Gabarito: A 
Comentários: 
A região enfrentou grandes problemas de conflitos entre colonos e jesuítas devido à dificuldade 
dos colonos adquirirem africanos escravizados como força de trabalho. 
Questão 8: (FGV/2017) 
 Examine o mapa 
O BRASIL APÓS A INDEPENDÊNCIA 
Com base no mapa, é correto afirmar: 
a) A separação da província de Cisplatina, que posterior - mente se tornaria o Uruguai,
ocorreu devido à lealdade de suas lideranças políticas à monarquia portuguesa.
b) Os conflitos registrados no Grão-Pará, Maranhão, Piauí e Bahia tinham caráter
republicano e revelavam o descontentamento com o arranjo político que estabeleceu a
monarquia no Brasil.
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Parte II
c) A província de Pernambuco perdeu parte de seu território, correspondente à margem
esquerda do Rio São Francisco, como represália do poder central, logo após o final da 
Confederação do Equador. 
d) O mapa reforça a perspectiva de que o processo de emancipação política no Brasil foi
completamente pacífico e resumiu-se às articulações em São Paulo e Rio de Janeiro.
e) A Confederação do Equador tinha como objetivo estabelecer uma monarquia
constitucional no Nordeste, tendo como base a província de Pernambuco.
Gabarito: C 
Comentários: 
A primeira revolta separatista do Império foi a Confederação do Equador (1824), ocorrida em 
Pernambuco, inspirada nos ideais iluministas e contrária à imposição da Constituição por D. 
Pedro I. Foi duramente reprimida e a Província foi punida com a perda de territórios. 
Questão 9: (FGV/2016) 
 Reverendo padre reitor, eu, ManoelBeckman, como procurador eleito por aquele povo aqui 
presente, venho intimar a vossa reverência, e mais religiosos assistentes no Maranhão, como 
justamente alterados pelas vexações que padece por terem vossas paternidades o governo 
temporal dos índios das aldeias, se tem resolvido a lançá-los fora assim do espiritual como do 
temporal, então e não tem falta ao mau exemplo de sua vida, que por esta parte não tem do 
que se queixar de vossas paternidades; portanto, notifico a alterado povo, que se deixem estar 
recolhidos ao Colégio, e não saiam para fora dele para evitar alterações e mortes, que por 
aquela via se poderiam ocasionar; e entretanto ponham vossas paternidades cobro em seus 
bens e fazendas, para deixá-las em mãos de seus procuradores que lhes forem dados, e 
estejam aparelhados para o todo tempo e hora se embarcarem para Pernambuco, em 
embarcações que para este efeito lhes forem concedidas.João Felipe Bettendorff, Crônica dos 
Padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão. 2ª Edição, Belém: SECULT, 1990, 
p.360.
O movimento liderado por Manuel Beckman no Maranhão, em 1684, foi motivado pela 
a) proibição do ensino laico no Brasil colonial e pelas pressões que os jesuítas realizavam
para impedir a sua liberação.
b) questão da mão de obra indígena e pela insatisfação de colonos com as atividades da
Companhia de Comércio do Maranhão.
c) ameaça dos jesuítas de abandonarem a região e pela catequese dos povos indígenas
sob a sua guarda.
d) crítica dos colonos maranhenses ao apoio dos jesuítas aos interesses espanhóis e
holandeses na região.
e) tentativa dos jesuítas em aumentar o preço dos escravos indígenas, contrariando os
interesses dos colonos maranhenses.
Gabarito: B 
Comentários: 
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Parte II
Um dos maiores motivos dos conflitos da Revolta de Beckman foi a dificuldade de aquisição de 
escravos pelos colonos, além do monopólio (estanco) pela Companhia de Comércio. 
Frequentes ataques a Missões Jesuíticas marcaram tais relações. 
Questão 10: (UECE/2015) 
 Assinale a opção que apresenta corretamente ações atribuídas ao Marquês de Pombal na 
Colônia Brasileira. 
a) Extinção do sistema de capitanias hereditárias e transferência da sede do governo
colonial de Salvador para o Rio de Janeiro.
b) Criação das Companhias Comerciais do Grão-Pará e do Maranhão, e a organização da
Universidade de Coimbra.
c) Extinção da Mesa de Inspeção dos Portos e da cobrança do quinto na região das minas.
d) Expulsão dos Jesuítas do Brasil e incentivo à criação das indústrias de manufaturas.
Gabarito: A 
Comentários: 
Com o objetivo de centralizar e melhorar a administração da colônia, o Marquês de Pombal 
transferiu a capital de Salvador para o Rio de Janeiro. 
Questão 11: (ESPM/2015) 
 Em 1759 os jesuítas foram expulsos de Portugal e do Brasil pelo marquês de Pombal. Nas 
reformas pombalinas, a expulsão dos jesuítas foi capítulo dos mais dramáticos, ousados e 
radicais, demonstrando até que ponto se reafirmava a soberania do Estado português na 
colônia.(Carlos Guilherme Mota e Adriana Lopez. História do Brasil: Uma interpretação) 
Os problemas em questão têm por origem o seguinte: 
a) Pombal acusava a Companhia de Jesus de formar um verdadeiro Estado dentro do
Estado e resistir ao poder do rei;
b) Pombal condenava o monopólio do comércio de escravos africanos pela Companhia
de Jesus;
c) Pombal se ressentiu da recusa por parte da Companhia de Jesus de participar da
colonização do Estado do Grão-Pará e Maranhão;
d) Pombal rompeu com os jesuítas após a Companhia de Jesus apresentar uma decidida
condenação ao tráfico negreiro praticado pelo governo português;
e) Os jesuítas apoiavam as pretensões espanholas nas negociações dos tratados de
limites ocorridos no século XVIII.
Gabarito: A 
Comentários: 
Os diversos conflitos ocorridos entre os Jesuítas, colonos e o governo português levaram o 
Marquês de Pombal a decidir pela expulsão da ordem religiosa com a acusação de que 
montaram um verdadeiro Estado paralelo em relação a Portugal. 
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Questão 12: (UEA AM/2013) 
 Na segunda metade do século XVII os rigores da política de restrições se acentuam de forma 
sensível. Tudo deveria fazer-se pelo Reino, que assim canalizava para si toda a nossa atividade 
comercial. Portugal se erigia em intermediário necessário dos nossos negócios externos. Sua 
maior fonte de lucros proveio do sistema de companhias privilegiadas, adotadas por essa 
época. Criou-se a primeira em 1647. Em 1682 é incorporada outra companhia, com maiores 
privilégios ainda, para o Estado do Maranhão. Sucessivamente vão aparecendo outras e outras 
companhias: Geral do Grão-Pará, Geral do Comércio de Pernambuco e Paraíba etc.(Caio 
Prado Júnior. Evolução política do Brasil e outros estudos, 1961. Adaptado.) 
Segundo o argumento e os dados apresentados por Caio Prado Júnior, as companhias 
a) projetaram o Brasil como centro político e decisório do Império da Metrópole
portuguesa.
b) aceleraram o processo de ruptura política e social da colônia com a Metrópole
portuguesa.
c)tiveram como finalidade primeira evitar a ocupação holandesa da capitania de
Pernambuco.
d) favoreceram os desenvolvimentos comerciais, sociais e culturais da colônia do Brasil.
e) permitiram à Metrópole o exercício de um controle mais estrito sobre a economia da
colônia.
Gabarito: E 
Comentários: 
A criação de capitanias e das Companhias de Comércio estão ligadas ao Exclusivismo 
Metropolitano, o monopólio português e seu controle sobre a colônia. 
Questão 13: (UEM PR/2010) 
 Leia o texto: 
ÐP«q"tguvc"qwvtc"eqkuc"ugp«q"ecfc"wo"fghgpfgt-se por si mesmo; duas coisas são necessárias: 
a revogação do monopólio e a expulsão dos jesuítas, a fim de se recuperar a mão-de-obra livre, 
no que diz respeito ao comércio e aos índios. Depois haverá tempo de mandar representantes 
cq"Tgk"g"qdvgt"c"ucp›«q"fgng0Ñ"*Vtgejq"fc"fgenctc›«q"fg"Ocpqgn"Dgemocp."wo"fqu"n‡fgtgu"fc"
Revolta de Beckman, ocorrida no Maranhão nos anos oitenta do século XVII. Extraído de 
COSTA, L.C.A.; MELLO, L.I.A. História geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2008, p. 307). 
Assinale a(s) alternativa(s) correta(s). 
01.Q"Ðoqpqr„nkqÑ"c"swg"ug"tghgtg"q"vgzvq"jcxkc"ukfq"eqpegfkfq"rgnc"Eqtqc"Rqtvwiwguc"§
Companhia Geral de Comércio do Maranhão.
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Parte II
02. C"gzrtguu«q"Ðtecuperar a mão-de-qdtc"nkxtgÑ."wvknk¦cfc"rqt"Dgemocp."fgoqpuvtc"swg"qu"
revoltosos estavam comprometidos com a luta pela institucionalização do trabalho livre 
e assalariado no Maranhão. 
04. Q"fguglq"fg"Ðgzrwnuct"qu"lguw‡vcuÑ"fgeqttkc"fc"qrquk›«q"swg"c"Eqorcnhia de Jesus 
fazia à escravização dos índios no Maranhão. 
08. A Revolta de Beckman demonstra que os colonizadores estavam de acordo com as 
diretrizes administrativas da Coroa Portuguesa para o Maranhão. 
16. A Companhia Geral de Comércio do Maranhão, criada pela Coroa Portuguesa, tinha, 
entre suas atribuições, vender escravos africanos aos colonizadores do Maranhão. 
Gabarito: soma 21 
Comentários: 
O item 02 está errado, pois a defesa fundamental era de liberdade para compra ou escravização 
dos índios da região. O item 08 está errado, pois a manifestação da revolta é uma clara 
demonstração de divergência com a metrópole. 
 
Contatos: 
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