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AULA 4 - PRÁTICA SIMULADA

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___VARA CIVIL DA 
COMARCA DE NOVA FRIBURGO/RJ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
JOAQUIM MARANHÃO, ANTONIO MARANHÃO e MARTA MARANHÃO, 
nacionalidade..., estado civil..., profissão..., portadores da carteira de identidade nº..., 
expedida pelo..., inscritos no CPF nº..., endereço eletrônico..., domicílio, residentes em 
Nova Friburgo, RJ, respectivamente, por seu advogado, com endereço profissional na..., 
bairro..., cidade..., Estado..., para fins do artigo 77, inciso V, do CPC, vem a este juízo 
propor 
 
 
AÇÃO DE ANULAÇÃO DE NEGÓCIO JURÍDICO 
 
 
Pelo procedimento comum, em face de MANUEL MARANHÃO, FLORINDA 
MARANHÃO e RICARDO MARANHÃO, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., 
portadores da carteira de identidade nº..., expedida pelo..., inscritos no CPF sob o nº..., 
endereço eletrônico..., domicílio, residente em Nova Friburgo, RJ, respectivamente, 
pelos fatos e fundamentos jurídicos que passa a expor 
 
 
DA OPÇÃO DOS AUTORES PELA REALIZAÇÃO OU NÃO DA AUDIÊNCIA DE 
CONCILIAÇÃO OU MEDIAÇÃO 
 
 
 
 
DOS FATOS 
 
 
Os autores são filhos do primeiro e segundo réus. 
Insta revelar que, em setembro de 2015, o primeiro e segundo réus celebraram 
um contrato de compra e venda com o terceiro réu, tendo por objeto um sítio situado em 
Petrópolis, Rio de Janeiro. 
Vale ressaltar que, o valor ajustado para a celebração do negócio jurídico foi de 
R$ 200.000,00, conforme escritura de compra e venda, lavrada no Cartório do 4º Ofício 
de Nova Friburgo e transcrita no Registro Geral de Imóveis. 
Cumpre esclarecer que, o valor de mercado do referido imóvel, na época da 
celebração do negócio jurídico, era de R$ 350.000,00. 
Contudo, os autores não concordam com o contrato de compra e venda 
celebrado, por não ter havido consentimento destes, quando da celebração do negócio 
jurídico. 
 
 
DOS FUNDAMENTOS 
 
 
 
O direito dos autores encontra fundamento no artigo 104, inciso III, do Código 
Civil, que ao tratar os requisitos de validade do negócio, estabelece que esta requer 
forma prescrita ou não defeso em lei. 
O Código Civil brasileiro estabelece no seu artigo 496, ser anulável a venda de 
ascendentes a descendentes, salvo se os outros descendentes e o cônjuge do alienante 
expressamente houverem consentido, o que não aconteceu no caso narrado. 
 
 
Segundo a doutrina de Maria Helena Diniz: 
“A limitação contida no art. 496 não se cinge 
apenas aos descendentes do alienante, mas 
compreende também o cônjuge, uma vez 
que, pelo vinculo da afinidade criado pelo 
casamento, estão ligados aos parentes de seu 
consorte. Em que pese a afinidade se distinga 
do parentesco em sentido estrito, também 
gera restrições de caráter patrimonial. 
Entende-se, assim, que o termo 
“descendente” abrange o genro e a nora sob 
pena de fraudar-se o preceito legal proibitivo. 
Ainda, pelas novas diretrizes do direito de 
família, à luz da Constituição Federal, pode-
se afirmar que a vedação do citado artigo 
atinge também o companheiro do 
descendente, no caso de união estável”. 
e mencionadas em algumas Jurisprudências: 
Apelação: APL 10122295120168260248 SP 
1012229-51.2016.8.26.0248 
A ANUÊNCIA DOS DEMAIS 
DESCENDENTES E DO CÔNJUGE DA 
CEDENTE, O CONTRATO É ANULÁVEL, 
NOS TERMOS DO ART. 496 DO 
CC...Apelação APL 10122295120168260248 
SP 1012229-51.2016.8.26.0248 Apelação 6ª 
Câmara de Direito Privado 18/02/2019 - 
18/2...assim sendo, deve ser acolhida a 
pretensão da autora, que busca a tutela 
jurisdicional do Estado, objetivando a 
anulação do negócio jurídico celebrado. 
 
Assim sendo, a pretensão dos autores deverá ser acolhida, pois eles buscam a 
tutela jurisdicional do Estado, objetivando a anulação do negócio jurídico celebrado. 
 
 
DOS PEDIDOS 
 
 
Diante do exposto, a autora requer: 
 
1) que seja designada audiência de conciliação ou sessão de mediação; 
 
2) a consequente citação do réu para comparecer em audiência; 
 
3) que seja julgado procedente o pedido, anulando o negócio jurídico celebrado entre 
as partes; 
 
4) a condenação do réu ao pagamento das custas judiciais e honorários advocatícios. 
 
 
 
DAS PROVAS 
 
 
Requer a produção de todos os meios de prova em direito admitidas, em especial 
documental, com fundamento no artigo 369 do CPC 
 
 
 
DO VALOR DA CAUSA 
 
 
 
dá-se o valor da causa o valor de R$ 200.000,00, de acordo com artigo 292, inciso II, 
do CPC. 
 
 
 
 
Pede deferimento. 
 
 
Local e data 
 
 
Advogado 
OAB/UF

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